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sábado, 31 de julho de 2010

Prince and the Revolution - Purple Rain [1984]


Ao escutar o disco de covers do JSS, postado anteriormente no blog, imediatamente veio a minha lembrança um dos discos que escutei muito quando pivete, antes mesmo de vir a conhecer o rock. Por influência do filme que passou várias vezes naqueles filmes que passavam a tarde no SBT, e que contava a história de um jovem músico que queria chegar ao estrelato e utilizava a música para expor a paixão que sentia por sua amada. Tá certo que o filme não era lá tudo isso, mas sua trilha sonora viria a explodir a carreira de um dos músicos mais talentosos e controversos que já existiriam, Prince Rogers Nelson, ou apenas como a grande maioria o conhece, Prince.

Após ter lançado cinco discos e ter contribuído com várias composições com outros artistas, seria com a trilha sonora do filme Purple Rain, que ele alavancaria a sua carreira e se tornaria um superstar. Lançado no dia 25 de junho de 1984 (um dia antes do nascimento deste que vos escreve), o disco foi um sucesso de crítica, ficando 24 semanas consecutivas no primeiro lugar na Billboard e vendendo mais de 30 milhões de cópias, ganhando uma pancada de premiações, sendo as mais importantes um Oscar, um Brit Awards e um Grammy, só para citar a ótima recepção que o disco teve na época .


E o que temos é um disco homogêneo, misturando pop com doses de rock e R&B, mas com todo bom gosto possível, gerando um registro único e que ficou eternizado como um dos maiores discos da década de 80. E abrindo esta pérola temos a memorável "Let's Go Crazy”, com seu clima festivo e trazendo o clima desta década da melhor maneira possível, e sendo um ótimo convite para dançar, já com cara de hit desde a primeira audição e trazendo uma dose de energia fora do comum. "Take Me with U" continua com a mesma proposta da música anterior, e faz isso de maneira magistral, mesmo com seu ritmo mais lento comparado com a primeira faixa, mas não por isso menos empolgante e que mostra o quanto Prince canta, com vocais bem calmos, mas melódicos e muito afinado por sinal.

"The Beautiful Ones" é a primeira balada do disco com uma declaração de amor perfeita para alguém não provido de beleza (rs), mas bem legal e que mostra o lado mais pop deste registro, tendo bem cara de música "Alpha FM" (aqueles que moram em São Paulo entenderão isso). Agora com sintetizadores e solos bem legais inclusive vem "Computer Blue", que tem grandes doses de rock, e uma atuação guitarrística redondinha de Prince e Wendy Melvoin, enchendo a música de riffs e solos extremamente agradáveis de ouvir e mostram a veia roqueira desse artista fora de série. "Darling Nikki" é a música mais polêmica deste registro, com sua letra apimentada, foi o motivo da criação famigerado PMRC (Parents Music Resource Center, que coloca o selo Parental Advisory: Explicit Lyrics) fundado por Tipper Gore, esposa do ex-presidente americano Al Gore, ao ver sua filha de 12 anos escutando esta música.

"When Doves Cry" foi um dos grandes sucessos deste disco, chegando à primeira posição das paradas e abusa dos sintetizadores na sua execução, remetendo mais uma vez ao que era feito na década de 80, que volta a ser repetido de maneira ainda mais sensacional em "I Would Die 4 U" que em sua audição irá trazer muitas lembranças e fazer muitos voltarem para sua infância ao fecharem os olhos, devido ser extremamente climática, mandando bala em sintetizadores, teclados e todos os clichês possíveis dessa década memorável para a música.

Prince e sua banda de apoio na época, The Revolution

Finalizando este discasso, temos a canção mais marcante do mesmo, a power ballad "Purple Rain", sendo que essa merece um capítulo à parte, trazendo consigo uma carga emocional pesada, devido a excelente interpretação de Prince e muita psicodelia em sua execução. Será difícil não se render à magia desta canção, que em seus quase nove minutos é capaz de fazer sentir um gelo na espinha, com vocais de extremo bom gosto e até aqui é onde Prince exige mais de sua capacidade vocal. Sem falar nos lindos solos que ela traz consigo, sendo possível viajar na sua parte final, e se encantar ainda mais com o que ele faz nesta canção, sendo algo não menos que genial, e que fecha da melhor maneira possível este belo álbum.

Caso torça o nariz, abra a mente e dê uma chance para a audição, com garantia de que encontrará musica de qualidade e de extremo bom gosto, algo que está em falta em nossos dias. Se dentro do rock temos aberrações surgindo hoje, imagine no pop... Se você viveu nos anos 80 e começo dos anos 90 sentirá nostalgia e saudade de quando para ser músico e fazer sucesso, não bastava um rostinho bonito e empresário pagando jabá para rádios e emissoras de TV...


1.Let's Go Crazy
2.Take Me with U
3.The Beautiful Ones
4.Computer Blue
5.Darling Nikki
6.When Doves Cry
7.I Would Die 4 U
8.Baby I'm a Star
9.Purple Rain


Prince: Vocais, Guitarras, Baixo, Teclados, Piano
Wendy Melvoin: Guitarras, Backing vocals
Brown Mark: Baixo, Backing vocals
Bobby Z.: Bateria
Lisa Coleman: Teclados, Piano, Sítara, Backing vocals
Dr. Fink: Teclados, Órgão, Backing vocals
Apollonia Kotero: Backing vocals em "Take Me with U"
David Coleman, Novi Novog, Suzie Katayama : Violinos


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By Weschap Coverdale

GG Allin - Always Was, Is And Always Shall Be [1980]

Odiado por uns e idolatrado por outros, GG Allin foi um músico de punk rock que lançou uma caralhada de álbuns e outra caralhada maior ainda de EPs e singles. E mesmo depois de morto, o seu irmão, Merle Allin, continuou lançando material inédito do GG Allin! Ou seja, o cara gravou música pra cacete!

Allin é relativamente conhecido por suas apresentações ao vivo, que geralmente envolviam nudez, violência e outras loucuras de Allin, que ficava se cortando, rolando em cacos de vidro, cagando no palco e comendo depois (ou jogando na platéia), fazendo ameaças reais ao público, enfiando o microfone no cu e etc... E fora por seus hits com letras super sensíveis e comerciais, como "Kill Thy Father, Rape Thy Mother", "I Wanna Fuck Myself", "Needle Up My Cock", "Anal Cunt", "Drink, Fight and Fuck", "Fuck Woman I've Never Had", dentre outros títulos lindíssimos. Allin também foi preso inúmeras vezes e sempre dizia que iria cometer o suicídio em um de seus shows. Isso nunca ocorreu, pois em 93 ele morreu com overdose de heroína. Na verdade acho que na época a sua morte não foi algo tão inesperado e nem deve ter pego as pessoas de surpresa...

Enfim, esse é o primeiro (de muitos) álbuns do GG Allin, que gravou junto com a banda de apoio The Jabbers (que tinha na formação alguns membros do MC5). É um disco muito bom, contém músicas ótimas como "Bored to Death", "Beat Beat Beat" e "1980's Rock 'n' Roll", que pra mim ficam como os maiores destaques do álbum. O som lembra mais as bandas punks dos anos 70, porém mais tarde (bem mais tarde) Allin faria um som mais puxado pro hardcore e faria letras mais agressivas (MUITO mais agressivas), em outros projetos como o Murder Junkies (que continua até hoje na ativa porém com seu irmão). Mas isso é outra história.

Se você tem algum problema mental ou simplesmente gosta de música de doente é obrigatório o download!

01. Bored To Death
02. Beat Beat Beat
03. One Man Army
04. Assface
05. Pussy Summit Meeting
06. Cheri Love Affair
07. Automatic
08. I Need Adventure
09. Don't Talk To Me
10. Unpredictable
11. 1980's Rock & Roll

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Ramones - Ramones [1976]

Aqui vai mais um disco dos Ramones pra vocês.

Lançado em 1976, "Ramones" foi o primeiro (e melhor, em minha opinião) disco da banda. É considerado por muitos o primeiro álbum de punk rock da história (já eu discordo...pra mim é o "Kick Out The Jams" do MC5 que breve postarei aqui, também), tem 14 músicas e 29 minutos. Foi o responsável pela popularização do punk rock no mundo: a maioria das bandas punks dos anos 70, se não todas, tinham como maior influência, os Ramones.

Sou suspeito pra falar sobre eles, afinal, como já sabem, é a minha banda preferida. Como já disse, esse é o melhor disco da banda pra mim, com clássicos absolutos, como "Blitzkrieg Bop" (quem que nunca ouviu essa?), "Beat on the Brat", "Judy is a Punk", "Now I Wanna Sniff Some Glue" e a balada "I Wanna Be Your Boyfriend". Também há outras canções mais "desconhecidas", porém mesmo assim ótimas, como "I Don't Wanna Go Down to the Basement", "Chainsaw" e "Listen to my Heart"...É melhor eu parar de dar destaques, se não acabarei citando todas as músicas do disco, hehehe.

O som é um punk rock cru, enérgico e animado, que aliás foi a fórmula que a banda nunca abandonou e seguiu fazendo até o fim de sua carreira. Isso é uma coisa que eu curto, eles praticamente não arriscaram em fazer experimentações malucas pra ver no que dava e sempre seguiram fazendo o punk rock cru e sem frescuras pra agradar os fãs.

Agora sem mais frescuras, vá direto ao download! Esse disco é um clássico obrigatório!

1. Blitzkrieg Bop
2. Beat on the Brat
3. Judy is a Punk
4. I Wanna Be Your Boyfriend
5. Chainsaw
6. Now I Wanna Sniff Some Glue
7. I Don't Wanna Go Down to the Basement
8. Loudmouth
9. Havanna Affair
10. Listen to my Heart
11. 53rd and 3rd
12. Let's Dance
13. I Don't Wanna Walk Around With You
14. Today Your Love, Tomorrow the World

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AC/DC - Black Ice [2008]


Essa semana o mundo recebeu a notícia de que o AC/DC finalizou a turnê do disco dessa postagem e alcançou a arrecadação de 441,6 milhões de dólares - a segunda maior da história das turnês, perdendo apenas para "A Bigger Bang Tour", do The Rolling Stones, que acumulou 558,1 milhões de dólares. Inspiro-me, então, a postar tal petardo.

Foi o maior alvoroço quando fora anunciado que o AC/DC lançaria um novo álbum de inéditas. Desde "Stiff Upper Lip", em 2000, o quinteto australiano não colocava uma nova bolacha nas prateleiras. O lançamento se deu em outobro de 2008 e a Combe vazou o play, sendo um dos primeiros blogs a vazá-lo antes mesmo de seu lançamento, mas isso pouco importa - até porque, logo fomos "castrados". (risos)

"Black Ice" foi gravado durante os meses de março e abril de 2008 nos estúdios Warehouse de Vancouver, Canadá. Suas composições começaram a ser trabalhadas em meados de 2006 e o álbum estava previsto para sair ao fim do mesmo ano, mas esse atraso ocorreu por conta de uma lesão sofrida pelo baixista Cliff Williams e por uma troca de gravadora - o grupo passou da Epic para a Columbia Records. A produção foi assumida por Brendan O'Brien, que tem um curriculum extenso com nomes do porte de Pearl Jam, Jackyl, Velvet Revolver, Bruce Springsteen e por aí vai.

Muito se falou sobre ser "o melhor disco desde 'Back In Black'", "volta aos velhos tempos" e afins, porém isso não passa de balela de gente empolgada com novo lançamento, já que a banda nunca deixou de fazer a sonoridade que os consagrou e desde sempre vem lançando discos inspiradísismos.

As diferentes capas de "Black Ice"

A magia de "Black Ice" é bárbara, em particular. É um "mais do mesmo" que garante a diversão de milhões de ouvintes. Desde o surgimento do grupo, a proposta é a mesma. O foco nunca deixou de ser o Rock n' Roll meio-blueseiro-meio-hard com guitarras fabulosas, solos tocantes, cozinha básica, vocais esganiçados, melodias diretas e letras repletas de testosterona. O que impressiona é que, mesmo fazendo a mesma coisa, o som do quinteto nunca deixou de ser viciante e adorado por qualquer tipo de rocker. Segue a fórmula de sempre sem permitir que a música fique obsoleta. Então há, sim, uma espécie de "reinvenção". Meio escondida dos ouvidos mais leigos, mas há.

Como sempre, a recepção foi calorosa. "Black Ice" atingiu a primeira posição das paradas de 30 países, desde os tradicionais Estados Unidos, Austrália, Japão e Reino Unido até os mais peculiares como Cingapura, Hungria e Argentina. Os singles de "Rock N' Roll Train", "Big Jack" e "Anything Goes" conquistaram boas posições nas paradas especializadas e, nos dias de hoje, estima-se que já tenha vendido 5,5 milhões de cópias por todo o mundo, sendo 50 mil destas apenas no Brasil, onde o disco recebeu disco de ouro - raro para uma banda de Rock estrangeira.

Ao meu ver, destacam-se das demais a abertura "Rock N' Roll Train", as pesadas "Wheels" e "War Machine", as divertidas "Big Jack" e "She Likes Rock N' Roll", a blueseira "Stormy May Day" e a ótima "Anything Goes", irmã bastarda de "Who Made Who". Mas vale ouvir tudo, no último volume, tocando air-guitar e tudo o mais - afinal, estamos falando de AC/DC.

01. Rock N' Roll Train
02. Skies On Fire
03. Big Jack
04. Anything Goes
05. War Machine
06. Smash N' Grab
07. Spoilin’ For A Fight
08. Wheels
09. Decibel
10. Stormy May Day
11. She Likes Rock N' Roll
12. Money Made
13. Rock N' Roll Dream
14. Rocking All The Way
15. Black Ice

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo, slide guitar em 10
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria, percussão

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by Silver

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Suicidal Tendencies - Suicidal Tendencies [1983]

Inaugurando a sessão crossover thrash, venho hoje postar o primeiro disco do Suicidal Tendencies, uma de minhas bandas preferidas.

A história do Suicidal começa no início dos anos 80, quando Mike Muir (o "cabeça" do Suicidal, digamos) e mais 3 carinhas, Louiche Mayorga, Grant Estes e Amery Smith, todos de origem latina e habitantes de Venice, decidiram formar uma banda. Tinham um visual diferente, inspirados na cultura latina e negra.

Com o tempo, a banda começou a atrair um público, basicamente composto por punks e skatistas.

Como o Suicidal tinha certas ligações com algumas gangues (e também por todos os integrantes terem origem latina), a polícia estava sempre na cola da banda, principalmente nos shows, que costumavam sempre acabar em pancadaria.

Após o lançamento desse álbum, em 1983, começaram uma tour pelos EUA. Como eles não tinham quase dinheiro algum, fizeram muitos shows de graça, ou por troca de alguns centavos. E também, o PMRC (Parental Music Resource, espécie de censura americana às canções), iniciou uma perseguição ao grupo, alegando que o nome, a postura e as músicas da banda eram ofensivas. A polêmica atraiu mais fãs, mas, a justiça conseguiu proibir o Suicidal de fazer qualquer tipo de apresentação ou de gravar algo durando 5 anos. A gravadora da banda interveio, e negociou para encurtar o prazo para 2 anos apenas.

Após o recesso a banda grava o "Join in the Army"...Mas bem, isso é história pra outro post. Agora, falando do álbum em si: em minha opinião é o melhor do Suicidal, total porrada, insano, com letras muito críticas e bem pesadas pra época, tanto que deu todo esse rolo de eles ficarem proibidos de tocar por 2 anos...

O som é totalmente agressivo, hardcore/crossover na mais pura essência, sem viadagens ou frescurites! Meus destaques vão para "Suicide's An Alternative/You'll Be Sorry", "Two Sided Politics", Institutionalized" (que tem em algum Guitar Hero por ae e é provavelmente o maior hit da banda, e tem também um clipe muito louco), "Memories of Tomorrow", "I Saw Your Mommy" e "Suicidal Failure".

Se você gosta de tomar tapa na orelha e ainda não tem esse álbum, não perca tempo e baixe agora!

1. Suicide's an Alternative / You'll Be Sorry
2. Two Sided Politics
3. I Shot the Devil
4. Subliminal
5. Won't Fall in Love Today
6. Institutionalized
7. Memories of Tomorrow
8. Possessed
9. I Saw Your Mommy...
10. Fascist Pig
11. I Want More
12. Suicidal Failure

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(1000 tretas e 1000 cycos)

Scorpions and Berliner Philharmoniker - Moment Of Glory [2000]


Continuando com a mesma temática de ontem, ao postar o Orchestra Night, me lembrei do disco que me fez gostar dessa mistura de rock com música clássica, e que foi o principal responsável desta paixão que hoje tenho por esta maravilhosa banda que é o Scorpions, e que infelizmente está em sua última turnê, encerrando sua extensa e impagável carreira, sendo um dos principais do hard mundial e sendo uma da primeiras bandas fora do eixo E.U.A./Inglaterra a explodir no cenário mundial.

Após o fracasso em "Eye II Eye", onde a banda parecia trilhar o caminho de muitas outras bandas no cenário do hard que estavam se perdendo ao investir em um rock mais modernoso e cheio de firulas eletrônicas, e que recebeu imensas críticas devido a esta proposta mais experimental. Mas eis que no ano seguite eles se redimiriam, lançando um dos discos mais aclamados de sua carreira, o espetacular "Moment Of Glory", gravado junto com a orquestra filarmônica de Berlim regida por Christian Kolonovits, que foi selecionado após Michael Kamem (sim o mesmo do show de Clapton) declinar do projeto por estar participando da gravação do S&M, sim o projeto do Metallica.

E o que temos aqui é um show de toda a banda e da orquestra envolvida, gerando o melhor disco que essa mistura entre rock e música clássica já produziu. Nada de orquestra apenas participando de maneira secundária não, ao contrário, ela se faz bem presente, sendo quase um quarto instrumento e dando mais peso e carga sentimental as canções aqui apresentadas, e sendo perceptível a audição de viola, flauta,harpa, trombone, tuba e não apenas os intrumentos padrões de uma orquestra como violinos e violoncelos, dando uma riqueza de detalhes a todas as canções aqui apresentadas.

E "Hurricane 2000" começa esse registro incendiando tudo, com uma introdução espetacular por parte da orquestra, cheia de peso e energia, assim como a versão original da música, e que só a deixou ainda mais sensacional do que realmente já era e conquista até o fã mais conservador em sua primeira audição. A balada "Moment of Glory" conquista principalmente em seus coros e refrães memoráveis e mostrando a habilidade da banda em fazer baladas, sendo que este registro está cheio delas.


"Send Me An Angel" tem a participação do cantor italiano Zucchero, que com sua voz potente dá um tempero a mais na canção, deixando a mesma ainda mais bela. Mas o grande destaque desse registro se dá na emotiva "Wind of Change", onde a orquestra tem a sua melhor participação no disco, desde a belíssima introdução até as passagens instrumentais, que são de arrepiar. Dúvido alguem não se encantar antes do último refrão com a linda passagem instrumental apresentada, com direito a harpa e com a orquestra puxando o refrão final de maneira sublime, dando uma aula de música e feeling absurdas, de cair o queixo e gelar a espinha. Sublime.

As instrumentais "Crossfire" e "Deadly Sting Suite" também são sensacionais, principalmente a segunda, com banda e orquestra e perfeita sintonia e mandando bala em clássicos como "He's a Woman, She's a Man" e "Dynamite", integrando perfeitamente o peso e velocidade da melhor maneira possível, mas perfeito que isso, só se fossem as duas músicas separadas e com seus respectivos vocais. Após temos mais duas baladas, sendo a primeira a belíssima "Here In My Heart" escrita pela hitmaker Diane Warren e gravada nos anos 90 por uma cantora chamada Tiffany, mas que ficou muito superior neste disco, com a participação da cantora Lyn Liechty. A clássica "Still Loving You" teve sua passagem inicial executada de maneira acústica e mais intimista, mas mesmo assim conservou a sua beleza original e mais uma vez mostrou a qualidade desse registro inspiradíssimo.

Finalizando esse belo disco, temos a pesada "Big City Nights" com a participação de Ray Wilson nos vocais e a melancólica balada "Lady Starlight", chegando a perfeição em seus mínimos detalhes e mostrando o quanto sentiremos saudades dessa banda que se tornou uma das maiores de todos os tempos. Uma verdadeira aula de música destes mestres que gravaram a ferro e fogo seu nome na história da música.


1.Hurricane 2000
2.Moment of Glory
3.Send Me An Angel
4.Wind of Change
5.Crossfire (Instrumental)
6.Deadly Sting Suite (Instrumental)
7.Here In My Heart
8.Still Loving You
9.Big City Nights
10.Lady Starlight


Klaus Meine - Vocal
Rudolf Schenker - Guitarra
Matthias Jabs - Guitarra
James Kottak - Bateria
Ken Taylor - Baixo
Berliner Philharmoniker regida por Christian Kolonovits

Músicos convidados:
Zucchero - Vocal (Send Me an Angel)
Ray Wilson - Vocal (Big City Nights)
Lyn Liechty - Vocal (Here in My Heart)


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By Weschap Coverdale

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Hiroshima - Hiroshima [1989]


O Hiroshima é mais uma daquelas ótimas bandas de Hard Rock do final dos anos 80 que lançou um ótimo registro, mas que acabou desaparecendo da cena logo depois. Como de praxe, achar alguma informação sobre os caras é muito difícil, tudo o que se sabe é que o quinteto é originário da Espanha, formados em 1986, mas diferente de bandas como Zero e Sangre Azul, eles deixaram de lado sua língua natal e apostaram no inglês para difundir mundialmente o ótimo Hard N' Heavy aqui encontrado.

O que você vai encontrar aqui é uma grande banda, com uma pegada bem Hard N' Heavy característica de bandas do comeco dos anos 80, apesar do play ser de 1989, aliados a grande presença de teclados, na verdade uma das melhores linhas de teclado que já ouvi, e melodias grudentas que acabam tornado o álbum uma jóia única. O vocal Jose Miguel Ross dá um show a parte interpretando perfeitamente cada canção.

Os destaques aqui ficam com a ótima 'Come On', bem energizada, contagiante, refrões grudentos e grande melodia, tornando-se uma escolha perfeita para abrir o play, 'Forever', seguindo os padrões da primeira, com maior presença de teclados, 'Missing You', uma linda balada, que alguns anos antes, foi a música que conseguiu um contrato para a banda, 'Tell Me What You Want', bem cadenciada e carregada de teclados dando um ótimo feeling ao escutar a canção e 'We Belong' fechando o play em grande estilo, bem grudenta, impossível de tirá-la da cabeça em menos de uma semana!

O disco como um todo segue um altíssimo padrão, merecendo destaque em todas as faixas. Com certeza absoluta um dos melhores plays de minha coleção, e só cabe a você decidir se terá o prazer de ouvir essa raridade.

01. Come On
02. Forever
03. Missing You
04. Broken Heart
05. Loneliness
06. Feel The Wind
07. Don't Close Your Eyes
08. Tell Me What You Want
09. We Belong

Jose Miguel Ross - vocal
Carlos Rufo - guitarra
Sebastian Arroyo - baixo
Gerardo Muñoz - teclado
Fernando P. Cobo - bateria

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Hairbanger

The Hunters (Scorpions) - Fuchs Geh' Voran [1975]


Sem dúvida nenhuma, o Scorpions é uma das maiores bandas que já surgiram na história do Rock N' Roll, e que infelizmente, estão prestes a pararem de tocar juntos. Acredito que grande parte dos visitantes do blog já ouviram sequer um disco dos caras, e acredito também que alguns já conhecem a discografia inteira do grupo. O que pouca gente sabe, é que em 1975 a banda lançou um single sob o nome de The Hunters, contendo dois clássicos da banda inglesa Sweet, porém aqui cantados em alemão.

Nenhuma das duas canções aqui presentes aparecem em algum disco de estúdio dos caras, e o porque da gravação deste confesso que não consegui encontrar por aí. Falar que é uma raridade esse single é pouco. 'Fuchs Geh' Voran' (Fox On The Run) e 'Wenn Es Richtig Losgeth' (Action) são aqui apresentados com muita qualidade, portanto com a cara dos Scorpions dos anos 70, e com a voz característica de Klaus Meine.

Não há mais o que falar desta raridade, apenas que baixe sem pensar, afinal por ser duas canções o arquivo é bem pequeno, não vai te custar muito tempo e nem muito espaço no computador.

01. Fuchs Geh' Voran (Fox On The Run)
02. Wenn Es Richtig Losgeth (Action)

Klaus Meine - vocal
Ulrich Roth - guitarra solo
Rudolf Schenker - guitarra base
Francis Buchholz - baixo
Rudy Lenners - bateria

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Hairbanger

Eric Clapton - Orchestra Night [1990]


Sou fã de projetos de bandas de rock junto com orquestras. A fusão de música clássica com rock é uma das coisas mais sensacionais que existe, sendo dois ritmos com estruturas complexas e que se casam da maneira mais sensacional possível. E se colocarmos junto nessa mistura um pouco de blues? Ainda mais com um dos maiores guitarristas que já existiram na face da terra, o espetacular Eric Clapton? Foi isso que alguns sortudos tiveram chance de presenciar na noite de 10 de fevereiro de 1990, ao presenciarem essa lenda tocando com a Orquestra Filarmônica de Londres, e detonando clássico atrás de clássico em versões sensacionais.

E apesar de ser um bootleg dessa ocasião histórica, a qualidade é espetacular, gravado diretamente da mesa de som, sendo possível ouvir cada nuance da orquestra, os solos magníficos do "Slow hand", nos dando uma imensa vontade de ser um dos privilegiados que puderam ver este momento soberbo na história da música.

Destaques? Aqui tudo é destaque e exala perfeição, deixando atônito desde a primeira audição e encantando a cada segundo. Após uma bela introdução com "Layla Orchestra Intro Reprise", somos presenteados com uma versão sensacional de "Crossroads", que se já era grandiosa por si só, junto com a orquestra ganhou peso e uma presença inexplicáveis. "I Shot The Sheriff" ficou curiosa, com uma orquestra acompanhando um reggae, e que ficou muito legal por sinal.


Mas a presença da orquestra se mostra principalmente nos momentos mais intimistas e passionais deste registro, como na emotiva "Bell Bottom Blues", na lenta "Wonderful Tonight" (que ficou ainda mais intimista que a versão original) e em "Old Love", que ficaram ainda mais belas do que já eram. Nas instrumentais "Concerto For Electric Guitar 1st Movement" e "Concerto For Electric Guitar 2nd Movement / Band Introduction", podemos sentir o feeling desse monstro chamado Clapton, principalmente na segunda, onde ele rouba a cena em 16 minutos de viagem e justifica perfeitamente a frase "Clapton is god".

E encerrando este espetáculo, temos apenas os dois maiores clássicos da brilhante carreira de Clapton, primeiro na inspiradíssima versão de "Layla" com seus "apenas" 14 minutos de duração, e que deixa o seu apoteótico final ainda mais belo com a adição da orquestra ao fundo e fechando com chave de ouro temos "Sunshine Of Your Love", com referências a "Blue Moon", canção escrita nos anos 30 e regravada por muitos artistas.

Se você curte música bem feita e executada, ainda mais por um dos maiores músicos de todos os tempos, baixe esta pepita correndo!


Disco 1
01.Layla Orchestra Intro Reprise
02.Crossroads
03.Bell Bottom Blues
04.Lay Down Sally
05.Holy Mother
06.I Shot The Sheriff
07.Hard Times
08.Can't Find My Way Home
09.Edge Of Darkness
10.Old Love
11.Wonderful Tonight

Disco 2
01.White Room
02.Concerto For Electric Guitar 1st Movement
03.Concerto For Electric Guitar 2nd Movement / Band Introduction
04.Layla
05.Sunshine Of Your Love

Eric Clapton - Guitarras, Vocais
Phil Palmer - Guitarras
Alan Clark,Greg Phillinganes - Teclados
Nathan East - Baixo
Steve Ferrone - Bateria
Ray Cooper - Percussão
Tessa Niles, Katie Kissoon - Backing vocals
The National Philharmonic Orchestra regida por Michael Kamen.

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By Weschap Coverdale

Mötley Crüe - Live At Starwood (First Shows Ever) [1981]


"Rude, barulhento, agressivo". Os adjetivos que o guitarrista Mick Mars atribuiu à si próprio no anúncio para o jornal The Recycler, onde foi achado por Nikki Sixx e Tommy Lee nos tempos de formação do Mötley Crüe, se encaixam perfeitamente no que foi a banda nos tempos de underground, principalmente.

O registro dessa postagem pode resumir o que foi anteriormente dito com maestria - até porque, se trata de um apanhado das duas primeiras apresentações do Mötley Crüe. Sim, se trata da estreia dos futuros rockstars. que se deram nos dias 24 e 25 de abril de 1981 no Starwood Night Club, casa de shows hollywoodiana que abriu o primeiro espaço para outras bandas como Van Halen, The Runaways e as já citadas Dokken e Quiet Riot.

Nessas datas, o Crüe abriu para o Y&T, que também pertencia ao underground mas já era mais conhecido. Segundo depoimentos dos integrantes e de presentes, a plateia urrava por mais Mötley e o Y&T, apesar de ser um grupo de qualidade estupenda, tocou apenas para metade do público anteriormente presente. Uma estreia com tal reação explica perfeitamente as conquistas do quarteto anos depois.


Do repertório escolhido, duas canções entraram no debut dos caras, lançado 7 meses depois: "Public Enemy #1" e "Too Fast For Love" (faixa-título do álbum). Outras seriam lançadas no futuro em coletâneas e na remasterização do disco de estreia, como "Toast Of The Town", "Stick To Your Guns" e "Tonight", esta cover do The Raspberries. Mas duas permaneceriam para sempre no anonimato: "Why You're Killing Yourself?" e "Nobody Knows What's Like To Be Lonely".

Apenas pelo áudio - que tem uma boa qualidade de som para uma gravação de plateia -, pode-se facilmente notar a energia dos caras. Algo incrível, diferenciado e potente, que os diferenciou da maioria das bandas de Hard da época. A fusão entre Punk e Hard/Heavy, as guitarras afinadas um tom abaixo do padrão, os vocais estridentes, a cozinha rápida, os backing vocals gritados e alguns outras características foram essenciais para a explosão do Mötley.

E todos esses elementos e muito mais estão aqui, esperando a conferida do caro leitor-ouvinte da Combe!

PS: postagem dedicada ao camarada Logan, do chat de MSN do blog. O mesmo salientou que nenhuma loja da Galeria do Rock de São Paulo possuía tal registro para venda. Aqui vocês encontram, de graça, porque vender bootleg é uma "puta falta de sacanagem".

01. Too Fast For Love
02. Nobody Knows What's Like To Be Lonely
03. Why You're Killing Yourself?
04. Paperback Writer - Cut (The Beatles Cover)
05. Public Enemy #1
06. Stick To Your Guns
07. Toast Of The Town
08. Tonight (The Raspberries Cover)
09. Public Enemy #1 (Reprise)

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria

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by Silver

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Def Leppard - Hysteria [1987]


Existem discos que são divisores de água na carreira de alguns grupos, e que mudam totalmente a sua sonoridade e reinventa tudo o que havia sido feito anteriormente pela banda. O que normalmente ocorre após estes discos é que o feito não é repetido, gerando registros de qualidade inferior, ou mesmo daí para frente não tendo mais nenhum sucessor a altura. Mas como toda regra tem a sua exceção, podemos colocar o Def Leppard nesta categoria, com o espetacular Hysteria.

E a história para gravação desse disco é algo digno de roteiro de filme Hollywoodiano. Após começarem a carreira participando da NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal), em 1983 conheceram o sucesso com o magnífico Pyromania, com hinos do calibre de "Photograph" (que chegou com seu clipe a desbancar o clássico "Beat It", que nem preciso falar de quem é, sendo o clipe mais pedido na época), "Foolin", "Rock of Ages" entre outros, se tornando uma das bandas mais populares do mundo. Após este petardo, no ano seguinte estava sendo programado o início das gravações do sucessor, mas uma tragédia interferiria esta programação. No dia 31 de dezembro de 1984, o baterista Rick Allen perdeu o seu braço esquerdo, após um acidente em uma estrada com seu Corvette, ao bater contra uma parede de pedra, devido não suportar ter sido ultrapassado por um Alfa Romeo. Isso seria apenas o suficiente para que Allen fosse despedido e que fossem atrás de um novo baterista, ou que a banda acabasse.

Mas a união da banda neste momento prevaleceu, Allen após uma lenta recuperação, desenhou uma bateria com a qual ele tocava com os pés e apenas um braço só e voltou aos palcos em 1986, durante o festival Donington Monsters of Rock, mostrando que havia dado a volta por cima, e fez com que a banda fosse para o estúdio com a produção de Robert "Mutt" Lange, que tinha como conceito fazer um Thriller versão rock, onde cada música tivesse o potencial de ser tornar um single.


Iniciando o disco, temos "Women" com sua levada mais cadenciada e que foi o primeiro single nos E.U.A, com o objetivo de se aproximar de seu público da fase inicial, mas que não deu muito certo, pois foi a música do disco que atingiu a posição mais baixa nas paradas com um modesto 80º lugar nas paradas, mas se mostrando um hard vigoroso. "Rocket" com seu lado mais experimental, investindo nas vocalizações do grupo e ritmo ainda cadenciado, como se fosse um esquenta para a seleção de sucessos que viriam daí para frente.

E o primeiro grande petardo do disco vem na clássica, animadíssima e selvagem "Animal", com sua levada festiva, refrães impecáveis e melodia memorável, daquelas que grudam na cabeça e ficam martelando durante dias, mostrando a inspiração nas composições e produção do disco, deixando ainda mais empolgado com a seqüência que vem a seguir. A baladaça "Love Bites", se tornaria um dos grandes clássicos do grupo e uma das maiores power ballads da história do rock , onde a banda acerta mais uma vez nas vocalizações e refrães e conquista o ouvinte, mostrando que se o objetivo era criar hits, foram bem sucedidos no mesmo.

"Pour Some Sugar on Me" vem com uma pegada mais sensual, tanto que se tornou uma música que foi muito executada em boates na época, com sua letra picante e ritmo cativante, em um hard extremamente melódico e grudento, que gruda e não sai da cabeça durante dias, e refrão que pode ser facilmente cantado a plenos pulmões, sendo mais um clássico apresentado por estes grandes britânicos, fazendo que a cada minuto este disco se torne memorável. "Armageddon It" continua com o astral lá em cima e continua com o nível altíssimo nível do disco, com solos legais, sendo capaz de levantar até defunto com o nível de alegria apresentado até aqui.


"Don't Shoot Shotgun" e "Run Riot" continuam com o clima festivo do disco e mostram em que nenhum momento houve enchimento de lingüiça, e que tudo aqui era bom e realmente memorável como era a proposta a inicial do disco. "Hysteria" e "Love and Affection" encerram este disco com chave de ouro, sendo mais duas baladas melódicas e marcantes, com o padrão Def Leppard, que é uma das bandas dentro do hard especialistas nesse quesito, e que deixam a vontade de voltar e ouvir tudo novamente.

Então se você ainda não conhece (o que acho improvável), essa é uma ótima pedida para se amarrar no som dessa grande banda. Se você ouviu e não gostou anteriormente, dê uma nova chance com a mente aberta e se lamente o tempo perdido. Disco obrigatório na coleção de qualquer um que se julgue amante do bom e velho rock n' roll.


1.Women
2.Rocket
3.Animal
4.Love Bites
5.Pour Some Sugar on Me
6.Armageddon It
7.Gods of War
8.Don't Shoot Shotgun
9.Run Riot
10.Hysteria
11.Excitable
12. Love and Affection

Joe Elliot - Vocais
Phil Collen - Guitarra
Steve Clark - Guitarra
Rick Savage - Baixo
Rick Allen – Bateria

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By Weschap Coverdale

Jeff Scott Soto - The Covers [1995]


AVISO: ESSE POST CONTÉM JSS

É com esse tributo ao meu caro amigo Jay que inicio essa fabulosa postagem que aborda, mais uma vez, um dos maiores e mais talentosos vocalistas do Rock.

O incansável Jeff Scott Soto, que tem um curriculum de se dar inveja e milhares de gravações onde deu o ar da graça com sua potente e versátil voz, já participou de inúmeros tributos e fez vários covers de suas bandas e artistas prediletos. Esse registro bootleg denominado "The Covers" compila várias gravações do homem nesses momentos, com diversos músicos. A seleção de músicas é tão incrível que vai de Madonna à Van Halen e de Prince à Deep Purple.

Dessa forma, Jeff prova facilmente sua versatilidade e sua competência que o torna tão magnífico. O clima vai do mais calmo, como na abertura acústica que conta com "Send Her My Love" e "Purple Rain", clássicos do Journey e Prince, ao mais eletrizante, como em pedradas do gênero de "Shot In The Dark", do rei Ozzy, e do hino "Born To Be Wild", do Steppenwolf.

Alguns destaques vão para as versões de "Frozen", mega-hit da Madonna; "Crazy", do Seal; a elegante "Save Me", do Queen; e a favorita do Sueco (do blog), "Dance The Night Away", do Van Halen. Mas vale ouvir o petardo do início ao fim - afinal, é JSS!

CD 1:
01. Send Her My Love (Journey)
02. Purple Rain (Prince)
03. Carry On Wayward Son (Kansas)
04. Dance The Night Away (Van Halen)
05. Runnin' With The Pack (Bad Company)
06. Frozen (Madonna)
07. Crazy (Seal)
08. So This Is Love #1 (Van Halen)
09. Ice Cream Man (Van Halen)
10. So This Is Love (Van Halen)
11. Darling Nikki (Prince)
12. Shot In The Dark (Ozzy Osbourne)


CD 2:
01. Eternal Flame (The Bangles)
02. Born To Be Wild (Steppenwolf)
03. Rockin' Down The Highway (The Doobie Brothers)
04. Hush (Deep Purple)
05. Mistreated (Deep Purple)
06. Tearin' Out My Heart (Rainbow)
07. Save Me (Queen)
08. Dragon Attack (Queen)
09. Let Me Entertain You (Queen)
10. Wishing Well (Free)
11. Gates Of Babylon (Rainbow)

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by Silver

Weapons - Discografia [1985-1990]


Acompanhando a volta das Discografias, eis que apresento a todos a obra completa de uma das bandas mais injustiçadas que eu já ouvi, o grandioso Weapons! Como pouco se sabe sobre a história dos caras, e a única coisa que consegui encontrar por aí, é que o grupo é originário de Detroit, e teve seus 2 álbuns relançados recentemente pela Retrospect Records, selo especializado em relançar plays bem lado B da cena Hard N' Heavy dos anos 80.

Captive Audience [1985]

Seu primeiro álbum, lançado em 1985 sob o nome de "Captive Audience", com certeza não obteve nem uma pequena parcela do reconhecimento que merecia, visto que apesar de ser uma grande banda, que traz vários clichês da cena como guitarras muito bem elaboradas, refrões cantados por todos da banda e bem grudentos, cozinha bem coesa e vocais extremamente poderosos e bem agudos e certos pontos, a banda não conseguiu nada da mídia na época, assim como aposto que a esmagadora maioria aqui nunca ouviu falar deles.

Os destaques, apesar de ser covardia, ficam com a excelente 'The Rock Starts Here', sendo uma ótima pedida para alguém que nunca teve contato com nada da cena, mas que quer se aventurar pelo glamuroso mundo do Rock N' Roll da época, pelo grande número de clichês característicos da época, que convenhamos, todos nós adoramos. Desde o comeco os caras já entram detonando, com grande riff e cantando "Hey, you, what you say? / 'I Wanna Rock My Life Away'". Com certeza uma das melhores faixas que já ouvi, um grande ponto de referência do estilo. 'Don't Count On Me For Love', a power-ballad 'Never Safe In The City' e a ótima 'Runaway' com certeza ajudarão a colocar o disco numa grande posição das famosas listinhas de melhores discos que todo mundo adora fazer por aí.

01. The Rock Starts Here
02. Don't Count On Me For Love
03. Runaway
04. Never Safe In The City
05. Jump Into The Fire
06. Too Soon To Tell
07. Social Disease
08. Love Games
09. It's Gettin' Harder
10. Run For Your Life

Joey Gaydos - guitarra, backing vocal
Tommy Ingham - vocal
Pete Bankert - baixo
Fred Schmidt - bateria, backing vocal

Second Thoughts [1990]

Em 1990, 5 anos depois do grande debut, o grupo lança "Second Thoughts", o que viria a se tornar a última bolacha dos caras. Espere por aqui mais do mesmo, com um pouco mais de Hard e menos de Heavy, até pela introdução de teclados em algumas faixas, como a pesada 'Standing Alone' e baladas mais melosas, como 'Crimes Of Love', perfeita para as rádios da época, e 'To Love Somebody', dona de grande melodia e instrumental perfeito.

Os grandes hinos que fizeram presença no primeiro play também aparecem por aqui, com 'Stop Dancing On The Edge (Of Heaven)' e 'All In A Days Rock', que mostram o porque da banda ser uma das mais injustiçadas. Apesar de lançarem dois discos, sem exageros, nota 10, muito pouco foi falado deles, e o passar dos anos apenas contribuiu para que fossem para o fundo do baú. Mas espero que com esse post, muitos aqui baixem e conheçam o Weapons, para que tenham, mesmo que tarde, o reconhecimento que merecem.

01. Stop Dancing In The Edge (Of Heaven)
02. All In A Days Rock
03. To Love Somebody
04. Throwin' Love Away
05. Satisfy Me
06. Standing Alone
07. In Your Dreams
08. Crimes Of Love
09. Love Is The Drug
10. Go
11. Speed Of Sound

Joey Gaydos - guitarra, backing vocal
Tommy Ingham - vocal
Pete Bankert - baixo
Fred Schmidt - bateria, backing vocal
Greg Doyle - guitarra

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Hairbanger

terça-feira, 27 de julho de 2010

Poison - Flesh & Blood + Live At Monsters Of Rock [1990]


Isso andou acontecendo sem eu notar, mas todo fim de mês, desde abril, venho postando Poison. Pra não perder o costume, um post "maiorzinho" pra deleite dos fãs da banda!

Flesh & Blood [1990]

Depois do grande sucesso que foi "Open Up And Say... Ahh!", que manteve a média de qualidade do primeirão "Look What The Cat Dragged In", o Poison já não sofria tanto daquela pressão de ter que lançar um sucessor à altura da estreia. Dessa forma, trabalharam em um terceiro disco que mostra maior amadurecimento do que seu antecessor já apresentava. Sob a produção do ótimo Bruce Fairbairn, "Flesh & Blood" foi lançado em junho de 1990 pela Enigma Records, que desde 1989 era pertencente à Capitol/EMI. O quarteto se apresentava em ótima fase e não foi difícil se obter excelentes canções para a bolacha.

Por conta das temáticas mais sérias que foram abordadas, como o lado ruim de relacionamentos afetivos (que já eram abordados mas ganharam mais espaço), raiva, desilusão e angústia, pode-se afirmar que esse é o primeiro lançamento do grupo que pode realmente ser levado a sério. As composições, lideradas pelo talentoso frontman Bret Michaels, estavam mais intensas, mais cheias de emoção e menos corriqueiras. Tem-se, como prova, músicas do cunho de "Come Hell Or High Water", "Life Loves A Tragedy" e as power-ballads "Something To Believe In" e "Life Goes On".

Novas influências também dão as caras por aqui: o lado Blues do quarteto, que já dava alguns "alôs" bem discretos porém perceptíveis nos lançamentos antecessores, aflorou ao longo desse disco. "Poor Boy Blues" assinou o atestado, mas em outras composições isso é mais do que notável, principalmente pela fantástica guitarra de C.C. DeVille e seus riffs inspiradíssimos e blueseiros, bem como pela cozinha criativa e versátil de Bobby Dall e Rikki Rockett.


Todavia não se deve esperar chatice e pouca diversão do álbum pois os petardos festeiros ainda permanecem com a mesma energia de sempre: "Unskinny Bop", "Let It Play" e "Ride The Wind", entre outras, representam bem o lado que popularizou o Poison nos anos 1980.

"Flesh & Blood" manteve a popularidade angariada pelo quarteto naqueles tempos. Em um ano, o play já havia conquistado disco triplo de platina nos Estados Unidos por passar de 3 milhões de cópias vendidas, enquanto faturou disco de ouro no Reino Unido e quádruplo de platina no Canadá. Nos dias de hoje já vendeu 7 milhões de exemplares ao redor do mundo. A turnê, que já começou com a banda como headliner, foi um sucesso e deixou os norte-americanos na estrada por um ano e meio. E os singles de "Unskinny Bop" e "Something To Believe In" ocuparam respectivamente as posições 3 e 4 dos charts gerais da Billboard, também garantindo boa repercussão em vários países.

Infelizmente esse foi o último registro de estúdio com C.C. DeVille até seu retorno em 1999. Obviamente os tempos já eram outros e o Poison nunca chegaria ao patamar que já esteve. Felizmente produziram o excelente "Native Tongue" a seguir, mas o mesmo já foi abordado por aqui. No mais, tem-se aqui um puta discão, clássico do Hard oitentista. Confiram já esse petardo!

01. Strange Days of Uncle Jack
02. Valley Of Lost Souls
03. (Flesh & Blood) Sacrifice
04. Swampjuice (Soul-O)
05. Unskinny Bop
06. Let It Play
07. Life Goes On
08. Come Hell Or High Water
09. Ride The Wind
10. Don't Give Up An Inch
11. Something To Believe In
12. Ball And Chain
13. Life Loves A Tragedy
14. Poor Boy Blues

Bret Michaels - vocal, violão
C.C. DeVille - guitarra, violão, backing vocals
Bobby Dall - baixo, teclados, piano, backing vocals
Rikki Rockett - bateria, percussão, backing vocals

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Live At Monsters Of Rock [1990]

Essa pepita foi gravada no lendário festival Monsters Of Rock, realizado no autódromo inglês de Donington Park no dia 18 de agosto de 1990. Juntamente do Poison, tocaram bandas como Thunder, Quireboys, Aerosmith e Whitesnake, sendo que as duas últimas fecharam a noite.

A performance, apesar de curtinha (apenas 50 minutos, considerando que os concertos do grupo duravam bem mais de uma hora), compensa ser conferida. Todos os integrantes esbanjam energia, presença de palco e boa forma em um repertório abarrotado de clássicos de se tirar o fôlego.

E pra convencer de vez, a gravação foi retirada da mesa de som - ou seja, sonzeira cristalina e pronta pra ser desfrutada!

01. Look What The Cat Dragged In
02. Look But You Can't Touch
03. Poor Boy Blues
04. Unskinny Bop
05. Every Rose Has Its Thorn
06. Ride The Wind
07. Let It Play
08. Fallen Angel
09. Nothin' But A Good Time
10. Talk Dirty To Me

Bret Michaels - vocal, violão
C.C. DeVille - guitarra, backing vocals
Bobby Dall - baixo, backing vocals
Rikki Rockett - bateria, backing vocals

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by Silver


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Desabafo

Não é a primeira vez que acontece, portanto tenho embasamento pra afirmar isso. Reparei que tivemos vários comentários na última postagem do Dire Straits por conta da qualidade do texto ou por falhas, enquanto outras postagens que não contém erros como a última do Queen, Fatum ou até mesmo a impecável discografia do Cream não receberam comentários, ou tiveram pouquíssimos. Mas os downloads continuam altos.

Seria hipocrisia exigir que o nível aumentasse, pois textos impecáveis andam recebendo nada mais do que um comentário - isso quando recebem. Algumas outras postagens que tiveram erros ou que eram mais polêmicas também receberam vários comentários, enquanto várias outras de alta qualidade, com ótimos textos e baita dedicação ganharam poucos - isso em comparação ao número de downloads.

Tomarei apenas meus posts como exemplos, pois não tenho números de outros: "The Time Of The Oath", do Helloween, teve 72 downloads e dois comentários. "Til Death Do Us Party", do Crucified Barbara, teve 163 downloads e quatro comentários (número até alto pro padrão da galera sanguessuga que anda aparecendo por aqui). "Greatest Hits", do Foo Fighters, teve 287 downloads e dois comentários. O debut do Dr. Sin teve 119 downloads e um comentário. Entre outros inúmeros exemplos.

Então eu gostaria de saber, com sinceridade, se precisamos cometer erros pra recebermos comentários. E se ainda adianta pedir o mínimo - reconhecimento direto pelo trabalho, que é através da área dos comentários. Porque ser sanguessuga não rola. Cansa escrever pra ninguém. Aliás, pra pouca gente, porque alguns ainda se dão ao trabalho, mas centenas de outros...

Queen - The Works [1984]


Após o desapontante "Hot Space" dar as caras em 1982 e definitivamente só ter a arrasa-quarteirões "Under Pressure" de aproveitável, o Queen caiu novamente em estúdio em agosto de 1983, após quase um ano sem shows, para gravar um novo disco. Como já viram que transformar o som deles em música de discoteca não dava certo, esperava-se mais dignidade aqui - e de fato não houveram decepções.

Lançado em fevereiro de 1984, "The Works" foi o primeiro play com distribuição da EMI por todo o mundo, já que a Elektra se responsabilizava, até 1982, pelos Estados Unidos, Japão, Canadá e Austrália. Em suma, o disco representou uma volta parcial do Queen ao Rock n' Roll mais direto que fazia no início de sua carreira. Atenção: a palavra utilizada foi "parcial". Ainda tem-se os sintetizadores e influência da Disco Music, mas bem diferente de seu antecessor, que se apoderou de elementos dançantes e funkeados. As guitarras ganharam espaço novamente em algumas faixas e o quarteto se demonstrou mais inspirado do que de costume, esbanjando genialidade e criatividade, além de estarem em ótima forma nos seus respectivos postos.

"Radio Ga Ga", composição do baterista Roger Taylor, abre o álbum com classe. A batida envolvente e o refrão contagiante garantiram o 2° lugar nas paradas inglesas e o 16° nas norte-americanas, além de grande repercussão na MTV (ironicamente, a letra critica o fato das rádios terem sido substituídas pela emissora a partir dos anos 1980). Em seguida tem-se a pauleira "Tear It Up", obra genuína do guitarrista Brian May, e a melódica balada "It's A Hard Life", que também virou single e conta com a assinatura padrão de Freddie Mercury, principalmente pela presença de ótimos pianos.

A meio-rockabilly "Man On The Prowl" chega e arremata o ouvinte com melodia cativante e uma pegada bem a-la Elvis Presley, mas tem-se logo após um dos momentos mais fracos na minha opinião: "Machines" é bem pasteurizada e robótica, com forte presença de sintetizadores mas de uma forma não muito atrativa ao meu ver. A irreverente e carismática composição do baixista John Deacon, "I Want To Break Free" vem a seguir e conquista até o mais machão - quem não conhece seu controverso vídeo-clipe, onde todos estão em trajes femininos? De longe uma das mais legais e famosas canções dos caras.


"Keep Passing The Open Windows" dá sequência à bolacha com a elegância e a finesse de uma composição dos tempos do "A Night At The Opera", parecendo ser uma demo perdida daquela época. E para fechar com chave de ouro, os pratos são a imponente "Hammer To Fall", com seu ótimo riff de guitarra e belíssima performance de Freddie, e a emocionante balada "Is This The World We Created...?", uma baita reflexão composta/imposta pela genial dupla May e Mercury.

"The Works" obteve um modesto 23° lugar nas paradas norte-americanas, mas garantiu uma segunda posição no Reino Unido, conquistando disco triplo de platina e teve boa repercussão até mesmo no Brasil, passando dos 100 mil exemplares vendidos principalmente por conta do histórico concerto no Rock In Rio, já que estavam em turnê para o play em questão.

Além disso, o trabalho emplacou quatro singles, sendo "Radio Ga Ga" o carro-chefe e se tornando o único da carreira do grupo em que todas as canções foram utilizadas nos singles como lado A ou B, inclusive "I Go Crazy" que não chegou ao produto final. Nos dias de hoje e num âmbito mundial, já se estima que o álbum vendeu 5 milhões de cópias.

Apesar de não ser muito longo (37 minutos de duração), "The Works" é impecável e marcante. Vale a pena dar uma ouvida e se apaixonar.

01. Radio Ga Ga
02. Tear It Up
03. It's A Hard Life
04. Man On The Prowl
05. Machines (Back To Humans)
06. I Want To Break Free
07. Keep Passing The Open Windows
08. Hammer To Fall
09. Is This The World We Created...?

Freddie Mercury - vocal, piano, teclados, guitarra adicional, backing vocals
Brian May - guitarra, violão, backing vocals
John Deacon - baixo, violão, guitarra adicional, teclados
Roger Taylor - bateria, teclados, bateria eletrônica, backing vocals

Músicos adicionais:
Fred Mandel - piano em 4, teclados, sintetizadores

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by Silver

Dire Straits - Brothers In Arms [1985]


Gravado entre o final de 1984 e o inicio de 1985, e lançado no inicio de 1985, “Brothers In Arms” é o quinto, mais vendido, e logicamente, o mais bem sucedido álbum do Dire Straits. O estrondoso sucesso pode ser atribuído a vários fatores, um deles é o fato de Mark Knopfler estar [cantando, tocando] compondo como nunca [aqui estou babando ovo para ele de novo] e os demais integrantes em sua melhor forma... Outro fator importantíssimo, foi que a banda participou de um dos maiores, quiçá o maior, festival de todos os tempos, o Live Aid, evento que reuniu a maioria dos músicos que obtiveram sucesso no século XX em prol da fome na Etiópia. “Brothers In Arms”, sem sombras de dúvida, marcou época [em todos os sentidos, pois foi um dos primeiros álbuns a ter todo o processo de gravação usando equipamentos digitais]! Vamos aos destaques: “So Far Away”, Money For Nothing”, “Walk Of Live”, “Ride Across the River” e a incrível faixa título “Brothers In Arms”, com a participação de Sting, do The Police.

Track List:

01. So Far Away
02. Money For Nothing
03. Walk Pf Life
04. Your Latest Trick
05. Why Worry
06. Ride Across the River
07. The Man´s Too Strong
08. One World
09. Brothers In Arms

Line-Up:

Mark Knopfler: Guitarra, Vocal
John Illsley: Baixo, vocal
Alan Clark: Teclados
Guy Fletcher: Guitarra, vocal
Terry Williams: Bateria

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Pedro Frasson

domingo, 25 de julho de 2010

Fatum - Mania Szybkosci [1988]


Esta é uma banda polonesa formada em 1984 por Pyzowski Janusz, Roman Kaminski e Andrew Blicharz, e com um baterista que se identificava apenas por 'Gorá', montanha em polonês. Conseguindo se apresentar pela primeira vez em seu país natal em 1985, e depois de muitas trocas de músicos, a banda se estabilizou com Krzystof Uriah Ostasiuk no vocal e teclado, Piotr Bajus na guitarra, Andrzej Sikora na bateria e Roman Kaminski no baixo, único integrante original remanescente.

O primeiro trabalho dos caras foi lançado em 1988 sob o nome de "Mania Szybkosci". Conseguindo emplacar a faixa título em países europeus como a Suécia, a banda conseguindo alcançar sétimo lugar no festival polonês Krajowym Festiwalu Piosenki Polskiej OPOLE de 1988, logo o grupo decide gravar um vídeo para a faixa 'Frajer', conseguindo em seguida shows internacionais em países como Rússia, Ucrânia e Belarus.

O que você vai encontrar por aqui é um Hard Rock oitentista com vasta presença de teclados, tornando algumas faixas com cara mais Aor, e outras mais pesadas com cara mais Heavy, sempre com muito Hard Rock. Os destaques ficam com as ótimas 'Mania Szybkosci', 'Znowu Pech', 'Blaganie', a mais lenta do álbum com seus 7 minutos e meio e 'Zielony Skarb'.

Apesar de não se entender nada do que é cantado por aqui, não deixem passar essa raridade diretamente da Polônia, com vários bons momentos ao longo da audição. Merece a atenção de cada um que reverencia bandas como Europe, Igor Kupriyanov, Keel, entre outras...

01. Mania Szybkosci
02. Zielony Skarb
03. Blaganie
04. Frajer
05. Znowu Pech
06. Pokonac Stratch
07. Nie Mowcie Nam
08. Kac 88
09. Bezlitosne Fatum

Krzystof Uriah Ostasiuk - vocal, teclado
Piotr Bajus - guitarra
Roman Kaminski - baixo
Andrzej Sikora - bateria

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Hairbanger

REPOSTAGEM: Kiss - Psycho Circus [1998]


Há quem critique "Psycho Circus", principalmente após a verdade sobre as gravações ter sido sumariamente revelada. Mas até eu que não era fã da banda na época do lançamento, apesar de em 2001 já estar na MTV assistindo ao clipe da faixa-título (risos), tenho noção da expectativa que estava sendo criada sobre o "grande disco que marcaria a reunião da banda mais quente do mundo".

Lançado em setembro de 1998, "Psycho Circus" é o 18° álbum de estúdio do Kiss (excluindo os álbuns solo lançados sob o nome do grupo) e, como já dito antes, é o primeiro a ser lançado com a formação original - Paul Stanley, Gene Simmons, Ace Frehley e Peter Criss - figurinhas exaustivamente carimbadas nesse humilde sítio.

Para a produção, um nome nada esperado foi chamado: o já falecido Bruce Fairbairn, que já tinha em seu curriculum discos do Aerosmith, Bon Jovi e Van Halen, assumiu a produção de "Psycho Circus" e tentou colocar ordem na casa, castrando Frehley e Criss de boa parte do processo de gravação. Nunca se saberá a postura de Stanley e Simmons mediante tal situação, mas o resultado final tem pouco dos "bad boys do Kiss", pois suas composições foram rejeitadas, aproveitando-se apenas "Into The Void", de Ace, que também é a única faixa em que todos os integrantes realmente tocaram juntos.


Tommy Thayer e Kevin Valentine ocuparam os postos de, respectivamente, Ace e Peter. E deixando o "fanatismo" de lado, não fizeram feio. Thayer já mostrou que é um grande guitarrista não só pelo recém-lançado "Sonic Boom" mas por estar na banda desde 2002 e por ter integrado o Black N' Blue, ótima banda de Hard Rock. Valentine já era conhecido dos fãs mais 'diehards' pois tocou em "Take It Off" do álbum "Revenge", mas passou por várias bandas como Donnie Iris And The Cruisers, Cinderella, Shadow King, The Lou Gramm Band e por aí vai, onde sua competência pode ser conferida. A guitarra "rocker" de Thayer, bem semelhante à de Frehley e a bateria pesada e técnica de Valentine aliadas à genalidade da dupla dinâmica só poderia dar bons frutos.

Portanto, musicalmente falando, "Psycho Circus" remete o ouvinte a uma bela viagem pelo tempo, flertando em todos os momentos com a glória dos discos do Kiss lançados durante os anos 1970 (alguns até arriscam chamá-lo de "Destroyer 2", e as semelhanças realmente são muitas), mas sem deixar a peteca cair no que diz respeito a uma tentativa de "baile da saudade", pois mesmo com as pitadas setentistas, o play soa atual, original e imponente. Pauladas dignas de Kiss são encontradas aqui do início ao fim, com menções digníssimas à "Raise Your Glasses", a faixa-título (uma de minhas prediletas de toda a carreira da banda), "Into The Void" e "Dreamin'", além da mela-cueca porém ótima balada "We Are One".

Mesmo sendo vítima de críticas dos fãs mais assíduos do Kiss, "Psycho Circus" foi um grande sucesso comercial. Vendeu 500 mil cópias nos Estados Unidos em um mês, sendo mais de 100 mil delas apenas na primeira semana de lançamento, dando à banda mais um disco de ouro, além de alcançar a 3ª posição das paradas americanas, a 1ª das australianas e a 2ª das canadenses e emplacar hits como a faixa-título, "You Wanted The Best" e "We Are One" nas rádios da época, inclusive esta um grande sucesso em terras brasileiras.


A turnê de divulgação do álbum foi um caso à parte, já que lotou estádios por todo o mundo (inclusive no Brasil) e foi a primeira da história da música a ter telões em 3D, com direito a um par de óculos personalizados dados a cada espectador para permitir que um dos mais fantásticos espetáculos da face da Terra se tornasse ainda mais inesquecível.

O marketing para alavancar as vendas foi mais do que acionado na época, pois até um jogo de computador chamado "Psycho Circus: The Nightmare Child", onde os quatro cavaleiros do apocalipse se digitalizam e enfrentam várias aventuras, foi lançado, além dos clássicos bonecos, chaveiros e até linhas de papel higiênico e camisinhas do Kiss.

E para a alegria da família brasileira, há nessa postagem, também, o EP lançado em versão limitada juntamente com o álbum, com seis faixas gravadas nos shows de Terre Haute e Indianapolis, em 12 e 13 de dezembro de 1998, durante a turnê do mesmo. Aqui, Ace e Peter tocam. (risos) Essa versão limitada foi vendida no Japão, na Europa (apenas durante a turnê) e, pasmem, no Brasil.

Enfim, ligue seu som, aumente o volume no máximo e confira essa grande pérola do Rock n' Roll. Afinal, tem o selo Kiss de qualidade.

CD 1:
01. Psycho Circus
02. Within
03. I Pledge Allegiance To The State Of Rock And Roll
04. Into The Void
05. We Are One
06. You Wanted The Best
07. Raise Your Glasses
08. I Finally Found My Way
09. Dreamin'
10. Journey Of 1,000 Years
11. In Your Face (Bonus)

Paul Stanley - vocal (em 1, 3, 6, 7 e 9), guitarra base, violão, baixo em 5, 7 e 8, backing vocals
Gene Simmons - vocal (em 2, 5, 6 e 10), baixo, backing vocals
Ace Frehley - vocal e guitarra (em 4, 6 e 11), backing vocals
Peter Criss - vocal (em 6 e 8), bateria (em 4), backing vocals

Músicos "adicionais":
Kevin Valentine - bateria (em todas as faixas, exceto em 4)
Tommy Thayer - guitarra (em todas as faixas, exceto em 4 e 6)
Bruce Kulick - guitarra em 2 (intro)
Shelley Berg - piano em 8 e 10
Bob Ezrin - piano Rhodes em 8

CD 2:
01. Psycho Circus (Live)
02. Let Me Go, Rock N' Roll (Live)
03. Into The Void (Live)
04. Within (Live)
05. 100,000 Years (Live)
06. Black Diamond (Live)

Paul Stanley - vocal (em 1 e 5), guitarra base, backing vocals
Gene Simmons - vocal (em 2 e 4), baixo, backing vocals
Ace Frehley - vocal (em 3), guitarra solo, backing vocals
Peter Criss - vocal (em 6), bateria, backing vocals

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by Silver