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domingo, 31 de outubro de 2010

White Lion - Pride [1987]


Sensacional! Com essa palavra eu já poderia resenhar este disco e terminar por aqui, pois não seria necessário mais nada para descrever o mesmo. Mas como é de costume, irei falar sobre este, pois é um dos grandes clássico do hard melódico.

Após terem sido chutados por sua gravadora inicial, devido as gravações de seu disco de estréia não terem agradado, eis que o Mike Tramp e o excelente guitarrista Vito Bratta fizeram um reformulação na banda, ao substituir o baterista Nicki Capozzi por Greg D'Angelo, que já havia participado da formação inicial do Anthrax. Também ocorreu a troca do baixista Felix Robinson por Dave Spitz, que também tinha certa ligação com o Anthrax, visto que seu irmão naquela época era guitarrista da banda. Mas este foi rapidamente substituído por James LoMenzo, devido o mesmo ter saído para ir tocar no Black Sabbath.


Com esta nova formação, regravam "Fight to Survive", que tem uma boa repercussão no Japão e que faz com que sua nova gravadora invista pesado na banda. Com esta nova formação, aderem a uma mudança no som, que agora ficaria muito mais característico, principalmente nos belos trabalhos de guitarra de Bratta, que viriam a se tornar a marca registrada da banda. E como essa mudança fez bem!

Logo em seu segundo disco eles, acertam a mão em cheio e conseguem emplacar duas músicas no top 10 dos charts norte-americanos e colocar em uma boa posição de vendas, onde apenas nos Estados Unidos vendeu dois milhões de cópias, e teve boa recepção no Canadá e na Dinamarca, terra natal de Tramp. Sem falar na repercussão que a MTV deu aos clipes de "Wait" e "When the Children Cry", o que impulsionou ainda mais a venda de discos e a reputação da banda.

Durante todo esse registro, temos o fino do hard melódico, com ótimos trabalhos vocais de Tramp, guitarras melódicas e marcantes de Bratta e a sempre presente cozinha de LoMenzo e D'Angelo. E o que temos aqui são pérolas incontestáveis, canções que irão fazer até um defunto se levantar. Logo de cara somos esbofeteados com a energética "Hungry", com um refrão daqueles que ficam dias na cabeça. "Lonely Nights" começa sorrateira como quem não quer nada e vira outro hard empolgante até o osso e apresenta mais um refrão certeiro.



As festeiras "Don't Give Up" e "Sweet Little Loving" mantém a empolgação inicial do play e prendem para tudo o que vem a seguir. "Lady of the Valley", com suas constantes mudanças de andamento, seria uma das cartilhas que o White Lion seguiria em discos posteriores, e se repetiria em músicas como "Lighs And Thunder" e "Sangre de Cristo", onde sempre é apresentado um hard épico e cativante. Se tudo o que foi apresentado até aqui era muito bom, a excelencia é alcançada na segunda metade do disco, onde começariam a ser apresentados os clássicos da banda.

A bela "Wait" é um belo exemplo de como uma balada pode ser feita sem soar melosa demais, e impulsionou as vendas do disco, o que se consolidou de vez com a balada "When The Children Cry", que foi o single que alcançou a melhor posição na Billboard. "Tell Me" é outra canção espetacular e que merece grande destaque, pois cativa o ouvinte em sua primeira audição e o faz se apaixonar de vez por tudo que foi apresentado nesse disco. “All Join Our Hands” e “All You Need is Rock n' Roll” complementam esse disco com mais dois hards cheio de energia e atestam que estamos diante de um disco acima da média. Se você não conhece, baixe o mesmo agora, pois a garantia de decepção é quase nula!

1.Hungry
2.Lonely Nights
3.Don't Give Up
4.Sweet Little Loving
5.Lady Of The Valley
6.Wait
7.All You Need is Rock 'N' Roll
8.Tell Me
9.All Join Our Hands
10.When the Children Cry

Mike Tramp - Vocais
Vito Bratta - Guitarras
James Lomenzo - Baixo e Backing Vocals
Greg D'Angelo - Bateria


By Weschap Coverdale

Slash - Acoustic In Sydney: Max Sessions [2010]


Muitos criticam o fato de Slash não ser um compositor de destaque e, de certa forma, ainda ter sua fama ligada apenas ao Guns N' Roses. Desses, muitos se calaram com seu álbum solo lançado neste ano de 2010, onde o guitarrista comprovou competência e versatilidade como compositor. A turnê de divugação, que está girando o globo, traz uma ótima banda de apoio e um dos maiores vocalistas da atualidade: Myles Kennedy (Alter Bridge).

O registro dessa postagem faz diferente: traz apenas a dupla Myles/Slash numa performance acústica. A gravação se deu em 18 de agosto no Seymour Centre da cidade de Sydney, Austrália, para um programa de TV local chamado Max Sessions, que deu a oportunidade de apenas trezentos fãs conferirem o show e transmitiu o registro para o país todo há cerca de duas semanas - ou seja, o material acabou de sair do forno.


Slash e Myles se apresentaram de forma descontraída, conversando com a plateia e respondendo algumas perguntas. O repertório em questão traz sete músicas, com alguns clássicos do Guns N' Roses aliados à novas canções do disco solo e "Fall To Pieces", dos tempos de Velvet Revolver. A tonalidade de algumas foram alteradas para se enquadrarem mais agradavelmente à proposta.

Mais uma vez, Myles Kennedy se mostrou muitíssimo competente ao interpretar diferentes vozes. O norte-americano atinge notas altas com facilidade e sem desafinar ou soar enjoativo em nenhum momento. O lendário Slash consegue impor seu estilo próprio de tocar até mesmo no violão, com habilidade e fidelidade às harmonias originais - com exceção de alguns errinhos, comuns, porque a diferença de tocabilidade entre guitarra elétrica e violão é enorme.



Destacam-se das demais as execuções de "Fall To Pieces", onde Kennedy supera o vocalista original Scott Weiland ao meu ver; a trilha sonora de porta de boteco "By The Sword" e seu solo magistral; e a imponente "Civil War", que caiu muito bem no formato.

01. Intro
02. Patience
03. Back From Cali
04. Fall To Pieces
05. Slash Talking #1
06. Starlight
07. Slash Talking #2
08. By The Sword
09. Slash Talking #3
10. Civil War
11. Slash Talking #4
12. Sweet Chid O'Mine

Myles Kennedy - vocal, violão
Slash - violão

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by Silver

Nekromantix - Undead 'n' Live [2000]

Aproveitando o Halloween, vou postar hoje uma banda de psychobilly FUDIDA, o Nekromantix. Eu lembro que essa foi a primeira banda que eu postei no blog, em 2008 ou 2009 (?) quando tinha entrado, na época o endereço do blog ainda era "comberocks".

Essa banda dinamarquesa de psychobilly está na ativa desde 1989 e já lançou 7 álbuns de estúdio e mais esse ao vivo que trago hoje. A banda já trocou de formação inúmeras vezes, permanecendo da formação original, apenas Kim Nekroman, baixista, vocalista e fundador do grupo. Infelizmente, a banda hoje em dia se encontra meio parada, porque o Kim Nekroman tem se dedicado mais ao Horrorpops, banda de sua namorada e que por sinal é uma bela merda. Lamentável.

O Nekromantix é considerado como uma das mais conhecidas bandas de psychobilly e uma das mais importantes do cenário psycho atual, fazendo um som bem agressivo e pesado, com fortes influências horror punk, rockabilly e até mesmo do heavy metal. Suas letras, como já podemos imaginar de qualquer banda psycho, falam sobre morte, zumbis, demônios, fetiches e outras paradas tensas baseadas em filmes de horror ou pirações que saem da cabeça insana dos membros da banda.

"Undead 'n' Live" é o primeiro e único álbum ao vivo da banda e é uma boa pra você que quer conhecer o Nekromantix, já que contém os maiores clássicos deles, como "Nice Day For A Ressurection", "Devil Smile" e "Hellbound" por exemplo. Além de ter uma qualidade excelente, e a energia que a banda transmite é muito foda! Pra mim, esse é disparado o melhor álbum ao vivo de psychobilly, já que a maioria dos que eu ouvi, a qualidade estava bem mediana ou as vezes até tosca demais (vide os ao vivos do Meteors).

Enfim, se você é fã de psychobilly, horror punk, ou sons agressivos e psicóticos no geral, pode baixar esse disco que é diversão garantida! Ouça no talo e mate seu vizinho crente! E um feliz dia das bruxas a todos os visitantes da Combe!

1. Nice Day For A Resurrection
2. Devil Smile
3. Bloody Holiday
4. Howlin' At The Moon
5. Demons Are A Girls Best Friend
6. Nekromantik Baby
7. Hellbound
8. Brain error
9. Graveyard In Your Memory
10 .Motorpsycho
11. Nekrofelia
12. Ride Danny Ride
13. Survive Or Die

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Maurício "Comodin" Ramone Kravitz

Johnny Cash - Man In Black [1971]

Quem me conhece, sabe que considero este disco que trago-lhes hoje o último grande de Johnny Cash, já que depois, sua carreira caiu na obscuridade até meados da década de 90, quando aliou-se ao produtor Rick Rubin para o lançamento dos famigerados "American Recordings". E, como o povo tem a grande (e chata) mania de se resumir apenas a esses álbuns, venho trazer, sobretudo para quem não conhece as músicas antigas, que na minha opinião, são as melhores, este grande álbum do lendário "Homem de Preto".

Depois de uma carreira cheia de altos e baixos nas décadas de 50 e 60, com grandes turnês, principalmente pelo Sul dos Estados Unidos, abuso de drogas, altas vendagens de discos e parcerias com o também lendário Bob Dylan, Cash entra na década de 70 no mesmo estilo, só que com uma direção lírica um pouco diferente dos discos mais antigos. Ele começaria a abordar mais temas políticos, principalmente pela Guerra do Vietnã, e também, como o próprio título do álbum sugere, mostrar para o mundo o grande motivo dele apenas se vestir de preto em seus shows. Aqui também temos alguns temas Gospel antigos, como já tínhamos na maioria de seus álbuns.

O fato é que "Man In Black" talvez seja o maior clássico de sua carreira, chegando rapidamente ao topo do ranking da Billboard e lançando grandes singles, "Singin' In Vietnam Talkin' Blues" e a faixa-título, que tornaram-se grandes clássicos da música Country, aparecendo rapidamente na mente de qualquer fã do estilo, e trazem mensagens maravilhosas, mostrando que ele era, acima de tudo, um grande poeta, principalmente pela letra de "Man In Black", que é belíssima e grande formadora de um bom caráter.

Bem, hoje não vou destacar nada, e já digo, que se você não conhece Country, ou se conhece apenas os "American Recordings", ou ainda, se nunca ouviu este maravilhoso álbum, baixe AGORA e maravilhe-se!

Johnny Cash - Vocals, guitar
Carl Perkins - Guitar
Marshall Grant - Bass
W.S. Holland - Drums
Billy Graham - Vocals on 1
June Carter Cash - Vocals on 8 and 10

1. The Preacher Said, Jesus Said
2. Orphans Of The Road
3. You've Got A New Light Shining In Your Eyes
4. If Not For Love
5. Man In Black
6. Singin' In Vietnam Talkin' Blues
7. Ned Kelly
8. Look For Me
9. Dear Mrs.
10. I Talk To Jesus Every Day

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Bruno Gonzalez

Disfear - Misanthropic Generation [2003]


Qual resultado é formado a partir da entrada de dois músicos da cena do Death Metal em uma banda de Hardcore/Punk Rock? É exatamente o que se encontra aqui nesse quinto disco do Disfear, um som desesperador e violento, que leva a brutalidade às últimas consequências. Desiludido com o Entombed, que queria retornar a fazer o Death Metal que o consagrou e deixar de lado os flertes latentes com o Stoner, Hardcore e Alternativo que era o que sempre o mantinha empolgado com a banda, o guitarrista Uffe Cederlund resolveu aceitar o convite para entrar no Disfear, ainda mantendo as atividades paralelas com o Entombed até não conseguir mais tirar a idéia de LG Petrov e Alex Hellid que já estavam determinados em voltar às raízes.

Daí para a efetivação do vocalista Tomas Lindberg (At The Gates) foi algo muito natural, visto que o mesmo havia se aproximado do Punk há algum tempo, formando a banda de Crust Punk Skitsystem, além do supergrupo de Grindcore Lock Up. Somando à isso, ainda houve a troca de baterista, com a entrada de Marcus Andersson a banda adquiriu uma pegada mais próxima do Thrash Metal. Todas essas mudanças, somado ao tempo de trabalho em cima das composições e lançamento de "Misanthropic Generation" custou uma demora de sete anos, e posso afirmar categoricamente que isso só contribuiu para o disco sair impecável. Com uma sonoridade ainda mais extrema, esse álbum tornou o Disfear uma banda de Crust Punk, que é basicamente Punk e Hardcore fundido ao Metal Extremo.

Em um estilo já completamente explorado e sem espaços para experimentações, o Disfear conseguiu gravar um disco arregaçador, sem inovações, mas com uma proposta muito bem polida dentro do que eles se propõem e contando com uma produção que consegue deixar o som sujo na medida, sem parecer uma demo velha gravada em algum porão (como parece ter sido gravado seus discos anteriores que possuem gravações tosquíssimas). Aqui a podridão é digna de manter o respeito dentro da música extrema, mostrando que quem sabe e domina o estilo consegue produzir um som muito agressivo de qualidade, sem parecer uma exibição gratuita de violência sonora. Um disco feito para humilhar quem entra nesse meio achando que pra fazer Metal Extremo basta fazer música alta e desenfreada.




Logicamente, "Misanthropic Generation" é pra ser apreciado enchendo a cara, soltando bufas, arrotando e cuspindo, e sem provocar discussões de termos técnicos e complexidade musical. O que não te impede de escutar essa obra-prima sentado aí em frente o pc com essa cara de bundão. Pelo título do disco e das músicas, já se percebe que a intenção da banda é mandar a humanidade pro quinto dos infernos, não literalmente, claro, mas uma forma ávida de se expressar contra tanta hipocrisia, falsidade, valores deturpados, juventude sem propósito, ou seja, exprimir o ódio contra tudo àquilo que é detestável, coisa que todo amante do Rock deveria fazer, e não músicas escritas como vivessem em um mundo paralelo, lindo e colorido, o que é completamente repudiante e que tá contribuindo cada vez mais pra tornar o mundo uma esfera sem solução e caminhando literalmente para o fim, não por previsões arcaicas, mas pelas suas próprias atitudes.

As músicas desse álbum além de incitar essas reflexões ainda te proporciona momentos agradáveis por meio de uma intolerância lírica que causa uma conscientização e uma sonoridade condizente às suas manifestações. E esse é meu post especial de Halloween. Aí você se pergunta: "sim, o que isso tem a ver com o Halloween". Pois eu já respondi, esse disco abre tua mente pra isso, essa merda que o mundo se tornou não tem mais espaço pra fantasia e festinhas inúteis que só trazem uma abstrata distração momentânea, e que devemos nos adaptar e encarar o que nos cerca, que é essa sociedade imunda e degenerada.

Então, em vez de ficar querendo se americanizar por meio dessa porcaria de tradição cultural, procura escutar uma música de qualidade e com letras que vão te fazer enxergar o verdadeiro mundo. Além disso tudo, esse é um dos melhores trabalhos de música extrema que eu escutei nos últimos tempos, mas essa predileção pessoal é insignificante perto da força ideológica que esse cd possui.

01 - Powerload
02 - An Arrogant Breed
03 - Misanthropic Generation
04 - Rat Race
05 - The Final of Chapters
06 - Never Gonna Die
07 - Demons, Demons, Demons
08 - 26 Years of Nothing
09 - A Thousand Reasons
10 - The Horns
11 - Dead End Lives
12 - Desperation

Tomas Lindberg - Vocals
Uffe Cederlund - Guitar
Björn Peterson - Guitar
Henke Frykman - Bass
Marcus Andersson - Drums

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Dragztripztar

Aproveitem o Halloween para queimar uma bruxa (/piadinha política)

Arch Enemy – Wages of Sin + Rare & Unreleased [2002]


Bela como uma flor. E grita como um demônio. O surgimento de Angela Gossow como substituta de Johan Liiva no Arch Enemy causou espanto e desconfiança na cena Heavy Metal. Como aquela linda garota se adaptaria à concepção do grupo dos irmãos Amott? Ainda mais considerando que ela não tinha nenhuma experiência profissional como vocalista? Mas, como diz aquele ditado, quem vê cara não vê... garganta (risos). E Angela não apenas mostrou-se uma escolha acertada para o posto, como elevou o som da banda a outro patamar, tanto musicalmente quanto em termos de popularidade. E essa história começou justamente com aquele que é considerado por uma grande parcela dos fãs como o ponto alto da nova formação.


Wages Of Sin é uma verdadeira aula de como unir agressividade, melodia e técnica em um disco que conseguiu angariar novos adeptos a um estilo em constante evolução, o assim chama Death Metal Melódico – rótulo rejeitado até hoje por muitos. Produzido pelo renomado Fredrik Nordström (também guitarrista e líder do Dream Evil), o trabalho mostra uma sincronia perfeita de Michael e Christopher nas guitarras, que pela primeira vez tiveram sua afinação baixada para Dó, o que se tornaria uma constante na carreira do quinteto. A cozinha fazia sua parte, com o fenomenal Sharlee D’Angelo (Mercyful Fate, Witchery) e Daniel Erlandsson segurando a bronca para os irmãos brilharem. Quanto a Angela, nem tem muito que dizer, a não ser que sua performance deixou o mundo inteiro de olhos arregalados.

Desde a abertura matadora com “Enemy Within” e seus fraseados de guitarra que variam entre o hipnótico e o psicótico, não dá para ficar parado. O massacre continua com a impecável “Burning Angel” e a cadenciada e matadora “Heart of Darkness”. Na seqüência, “Ravenous”, música utilizada para divulgação e já um grande clássico da carreira do grupo. Mas o ponto alto surge em “Savage Messiah”, com seu clima sombrio, que beira o assustador quando Angela começa a vosciferar. Outros destaques inevitáveis vão para “Dead Bury Their Dead” (você ouve e sente vontade de sair dando porrada), a batida fantástica de “Behind the Smile” e a saideira com “Lament of a Mortal Soul”.



A primeira prensagem de Wages of Sin – que tenho o privilégio de possuir – veio com um CD bônus, entitulado A Collection of Rare & Unreleased Songs From the Arch Enemy Vault. São sete faixas, ainda com Johan Liiva nos vocais, incluindo covers para Judas Priest, Iron Maiden e Europe, além de sons próprios. Um belo acréscimo ao pacote, especialmente pelas maravilhosas “Diva Satanica” e “Fields of Desolation”. Um álbum para quebrar pré-conceitos com um estilo muitas vezes marginalizado. E também para mostrar às garotas que não é necessário ser uma soprano irritante e afetada para fazer parte da cena.

Angela Gossow (vocals)
Michael Amott (guitars)
Christopher Amott (guitars)
Sharlee D’Angelo (bass)
Daniel Erlandsson (drums)
Johan Liiva (vocals on bonus CD)

Special Guest

Per Wiberg (keyboards)

Wages of Sin

01. Enemy Within
02. Burning Angel
03. Heart of Darkness
04. Ravenous
05. Savage Messiah
06. Dead Bury Their Dead
07. Web of Lies
08. First Deadly Sin
09. Behind the Smile
10. Snowbound
11. Shadows & Dust
12. Lament of a Mortal Soul (Bonus Track)

Rare & Unreleased

01. Starbreaker (Judas Priest cover)
02. Aces High (Iron Maiden cover)
03. Scream of Anger (Europe cover)
04. Diva Satanica
05. Fields of Desolation '99
06. Damnation's Way
07. Hydra

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JAY

sábado, 30 de outubro de 2010

Anvil - Hard 'n' Heavy [1981]

Anvil! Se tem uma banda mais "tr00" que eles, façam o favor de me apresentar, porque eu nunca vi nada parecido em toda a minha vida! Tem gente que não entende o motivo disso, mas é simples, já que os caras andaram praticamente a carreira inteira vagando pelo underground, tocando pelo simples prazer de fazer Heavy Metal. Mesmo assim, eles ainda tiveram os colhões de influenciar toda uma geração de bandas de Heavy Metal, principalmente as de Speed/Thrash Metal dos anos 80.

A banda foi formada em 1978, pelo guitarrista/vocalista Steve "Lips" Kudlow e pelo baterista Robb Reiner (os dois únicos membros originais da banda, atualmente) em Toronto, Canadá, com o próprio nome de "Lips". Após alguns anos, ainda com o antigo nome, eles lançaram "Hard 'n' Heavy" (o que temos aqui, é uma reedição do álbum de pouco tempo depois, já com o nome "Anvil"), este debutão FODA, com músicas extremamente kick-ass, já com as tradicionais batidas mais aceleradas, mas ainda com grande influência do Heavy Metal setentista, som que iria evoluir a partir do segundo álbum, o clássico "Metal On Metal", e ajudaria a moldar o que conhecemos hoje em dia como Speed Metal.

Aqui é o que sua família careta chamaria de "ROCK PAULEIRA", com muitos riffs cheios de distorções extremamente pesadas para a época, bateria rápida e precisa e baixo com distorção também, fazendo o popular "som de doido" mesmo, mas bom para quebrar o pescoço batendo cabeça, sempre com uma boa cerveja na mão e fazendo os populares "chifrinhos do Metal" (risos).

O álbum não foi lá um sucesso, mas serviu para mostrar que os caras tinham um ótimo futuro pela frente, além de ter servido de influência para várias bandas contemporâneas, nos tempos em que fazer Heavy Metal ainda era uma coisa digna. Mesmo assim, tornou-se um grande clássico facilmente lembrado por qualquer fã da época, e esquentou as coisas para o seu sucessor, o já citado "Metal On Metal", que sacudiria todo o mundo do estilo e se tornaria não só um dos maiores clássicos da banda, mas também de toda a música.

Após isto, o líder Steve "Lips" Kudlow foi convidado pelo lendário Lemmy Kilmister (ou Deus, como preferir) para tocar guitarra no Motörhead, após a saída de "Fast" Eddie Clarke, mas ele recusou por acreditar de verdade em sua empreitada, mostrando mais uma vez o grande amor que ele tem por sua banda, estando na batalha com ela há quase 30 anos, passando por todas as dificuldades possíveis e imagináveis.

Voltando ao disco, e chegando aos destaques, devo citar faixas como "School Love", "AC/DC", que abrem o disco à mil; as pesadonas "Bedroom Game", "Ooh Baby" e "Oh Jane", além do excelente cover de "Paint It Black", dos Rolling Stones.

Enfim garotinhos felizes fãs de Metal, se vocês se intitulam fãs do estilo, sua maior obrigação na vida é fazer não apenas este download, ou os que já saíram por aqui, mas de abrir o Google e baixar a discografia, pois o Anvil é, sem dúvidas, uma das personificações do Heavy Metal!

Steve "Lips" Kudlow - Vocals, lead guitar
Dave "Squirrely" Allison - Rhythm guitar, vocals on 4 and 6
Ian "Dix" Dickinson - Bass
Robb Reiner - Drums

1. School Love
2. AC/DC
3. At The Apartment
4. I Want You Both (With Me)
5. Bedroom Game
6. Ooh Baby
7. Paint It Black (Rolling Stones cover)
8. Oh Jane
9. Hot Child
10. Bondage

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Bruno Gonzalez

The Who - Quadrophenia [1973]


Ao se falar em The Who, a grande maioria das pessoas que conhecem a banda rapidamente os associam a ópera Tommy, que foi um dos maiores sucessos do grupo e com certeza um grande clássico. Devido a isso, muitos acabam deixando passar despercebido um de seus melhores discos e o ápice da banda em termos criativos, tanto em termos musicais como líricos, o majestoso e épico Quadrophenia.

E mais uma vez podemos constatar que Townshend é genial ao observar a história que é contada aqui, de um jovem mod no final dos anos 60 chamado Jimmy, que sofre da nomeada Quadrophenia, que seria uma variação de esquizofrenia, em que o personagem vivia dividido em quatro personalidades diferentes, todas elas baseadas em cada um dos integrantes dos grupo (que no início foram um dos principais representantes do movimento mod nos anos 60). As personalidades de Jimmy são as seguintes:

* Um machão cintura dura, que representa a Roger Daltrey;
* Um romântico, que representa o falecido John Entwistle;
* Um louco sem noção, que é o saudoso e genial Keith Moon;
* Um cínico, que descreve o genial Pete Townshend.


O disco começa com Jimmy sentado em uma rocha defronte ao mar, relembrando os últimos dois dias que se passaram e onde se questiona sobre sua sanidade mental, com sua história contada por ele mesmo, em uma narrativa em primeira pessoa, o que ocorre nas duas primeiras músicas do disco, "I am the Sea" e na maravilhosa e energética "The Real Me". Quanto ao que acontece durante a história e seu desfecho, deixarei que aqueles que escutarem descubram por si só, focando na parte musical do disco.

Com certeza nesse disco observamos um The Who mais maduro, com composições coesas e muito mais trabalhadas das encontradas em sua discografia até este momento. Daltrey está em um momento inspirado e assombra em suas interpretações, Entwistle e Moon se consolidam de vez aqui com uma das maiores (quiçá a maior) cozinhas da história do rock. Townshend por sua vez merece um capítulo à parte. Responsável pela composição de todo a história, podemos atestar que ele é realmente um dos maiores gênios do rock e que futuramente será lembrado com um dos maiores compositores que já existiram.

E são apresentadas composições inesquecíveis, como a paulada "The Real Me", a roqueira e excelente "The Punk and the Godfather", "Helpless Dancer" que apresenta em seu final uma citação para a sensacional "The Kids Are Alright" do debut da banda, o clássico "5:15", a viajante "Doctor Jimmy" com seus quase nove minutos de duração e belíssima balada "Love, Reign O'er Me", que pode ser citada facilmente como uma das grandes baladas da história do rock e que retrata a personalidade de Townshend.



Mas todo o disco é digno de destaque, e deve ser apreciado sem pular sequer uma só canção. Aqui você terá em mãos uma verdadeira obra de arte, com uma história coesa e que lhe fará se apaixonar assim que ouvir pela primeira vez. Uma amostra de que assim como os Beatles, o The Who marcou seu nome a ferro e fogo na história não só do rock, mas da música mundial. Apenas duas palavras resumem este maravilhoso registro: OBRA PRIMA!

Disco 1
1.I Am the Sea
2.The Real Me
3.Quadrophenia
4.Cut My Hair
5.The Punk and the Godfather
6.I'm One
7.The Dirty Jobs
8.Helpless Dancer
9.Is It in My Head
10.I've Had Enough

Disco 2
1.5:15
2.Sea and Sand
3.Drowned
4.Bell Boy
5.Doctor Jimmy
6.The Rock
7.Love, Reign O'er Me

Roger Daltrey – Vocais
John Entwistle – Baixo, Vocal em "Is it in my Head", Backing Vocals
Keith Moon – Bateria, Vocais em "Bell Boy"
Pete Townshend – Guitarras, Sintetizadores, Piano, Banjo

Músicos adicionais:
John Curle – Voz do repórter
Chris Stainton – Piano em "Dirty Jobs", "Helpless Dancer", "5.15", and "Drowned"


By Weschap Coverdale

Dokken - Back For The Attack [1987]


Como vi que esse era o único disco que estava off na discografia, aqui vai uma "repostagem" (entre aspas porque não me lembro do mesmo ter sido postado separadamente). O Dokken recebia atenção redobrada a cada álbum que lançava. "Tooth And Nail" e "Under Lock And Key" já haviam, cada um, conquistado disco de platina nos Estados Unidos, e as turnês estavam se tornando maiores, oscilando entre atração principal e ato de abertura de gigantes como AC/DC, Dio, Judas Priest, Scorpions e Aerosmith. O disco dessa postagem não manteve o sucesso de seus antecessores: simplesmente duplicou.

"Back For The Attack" é o quarto lançamento da banda e chegou ao público em novembro de 1987 pela poderosa Elektra Records. As gravações tiveram início em dezembro de 1986 e em três meses o single de "Dream Warriors" já chegava. A canção, maior responsável pelo tamanho sucesso do play, foi lançada antes porque faria parte do terceiro filme da série "A Hora Do Pesadelo", de Freddy Krueger, que levou o nome da música em português: "Os Guerreiros Dos Sonhos". Mas a mesma foi incluída na tracklist, em uma versão editada.

Em suma, a proposta por aqui continua a mesma e sempre bem atrativa. O Dokken continuou apostando na sonoridade diferenciada que estava no limite entre o Hard Rock oitentista e farofeiro e o Heavy Metal de sustância. Os caras sabem, como ninguém, aliar riffs pesados e instrumental trabalhado à melodias e refrães bem acessíveis e letras de cunho mais leve e corriqueiro.

Dokken nos bons tempos. Da esquerda pra direita:
Jeff Pilson, Mick Brown, George Lynch, Don Dokken

O único defeito de "Back For The Attack" é ter muitas faixas e seu tempo de duração ultrapassar os 60 minutos, o que pode tornar a audição integral enjoativa de vez em quando. Mas nada que altere a opinião sobre essa maravilha, até porque, das treze faixas, nenhuma é dispensável.

Don Dokken, cantando como nunca, chega até a exagerer em alguns (poucos) momentos. Algo que nunca poderia acontecer hoje pois, apesar de não estar tão velho, chega a subir no palco com cigarro na mão - o que prejudica sua performance há alguns bons anos. George Lynch está endiabrado, este é de longe seu melhor trabalho. O guitarrista transborda criatividade e técnica com igual espaço para ambas. A cozinha de Jeff Pilson e Mick Brown, como sempre, se mostra uma das mais eficientes do Hard Rock, e isso pode ser comprovado ao vivo, já que guitarra base não faz falta na presença desses dois.

Como dito anteriormente, "Back For The Attack" duplicou o sucesso anteriormente obtido. É o lançamento de maior sucesso do Dokken, impulsionado por "Dream Warriors". Além desta, outros três singles foram lançados: "Burning Like A Flame", "Heaven Sent" e "Prisoner". O álbum adquiriu disco de platina rapidamente na terra do Tio Sam, mas ainda se responsabilizou por feitos inéditos na carreira do grupo: entrou nas paradas suecas (19ª posição), suíças (25ª posição) e britânicas (96ª posição). A turnê ainda rendeu um registro ao vivo, gravado no Japão: "Beast From The East".



Infelizmente, se trata do último play a ser lançado com a formação original até a (falha) reunião em 1995, pois os caras se separaram em 1988, em decorrência das brigas e "batalhas de ego" entre Don Dokken e George Lynch. Don investiu numa carreira solo, George e Mick montaram o Lynch Mob e Jeff passou por várias bandas e projetos, como Dio e McAuley Schenker Group.

Entre os destaques, há de se citar a já citada "Dream Warriors", a melhor do registro; a pauleira "Kiss Of Death" e seu refrão imbatível; a arrastada semi-balada "Heaven Sent"; a rocker "Cry Of The Gypsy"; a grudenta "Prisoner" e a matadora faixa instrumental "Mr. Scary". No mais, "Back For The Attack" é um clássico do Hard n' Heavy. Vale a conferida.

01. Kiss Of Death
02. Prisoner
03. Night By Night
04. Standing In The Shadows
05. Heaven Sent
06. Mr. Scary
07. So Many Tears
08. Burning Like A Flame
09. Lost Behind The Wall
10. Stop Fighting Love
11. Cry Of The Gypsy
12. Sleepless Nights
13. Dream Warriors

Don Dokken - vocal
George Lynch - guitarra, violão
Jeff Pilson - baixo, backing vocals
Mick Brown - bateria, percussão, backing vocals

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by Silver

Pink Cream 69 - One Size Fits All [1991]


Chegado o final dos anos 80, o Rock se encontrava cada vez mais pasteurizado e previsível, pensando em mudar um pouco a cara do cenário da época, a revista Metal Hammer organizou em 1988, um concurso para premiar uma banda nova com um contrato com a major Epic (Sony Music BMG). A intenção crucial era encontrar um grupo novo e talentoso, mas que apresentasse um diferencial, e eis que uma banda surgida há um ano venceu a disputa, os então jovens alemães do Pink Cream 69. Que no ano seguinte já estariam lançando o seu debut auto-intitulado que foi tão bem recebido que permitiu logo no ano posterior fazer alguns shows nos Estados Unidos, o que aumentou gigantescamente sua popularidade.

O estilo do Pink Cream 69 é fundamentado no Hard Rock, porém a pegada das músicas, o peso e a voz esplêndida do Andi Deris acometem algumas vezes pro Heavy Metal, que seria uma característica que tomaria forma mais consistente a cada disco, até chegar em um ponto que o som do PC 69 veria só a sombra do Hard Rock em meio à uma sonoridade muito pesada, tendendo mais para o Heavy Metal. Mas pro seu segundo, e particularmente falando, melhor disco, a banda ainda apostava acima de tudo, no Hard Rock, com o diferencial da execução ter uma força típica do Heavy Metal, não à toa o grupo escolheu o produtor Dirk Steffens, conhecido por seus trabalhos com o Accept para trabalhar nos seus primeiros álbuns, visto que Dennis Ward ainda não enveredava por esse lado da produção, vindo a se tornar referência nessa área só daqui a alguns anos.

"One Size Fits All" foi lançado em uma época que o Hard Rock começava a perder suas forças, o que não afetou em nada sua receptividade, pois como dito, o Heavy Metal permeava de maneira concisa seu Hard Rock, o que contribuiu para a banda alcançar expressivos resultados nos charts alemães e japoneses, chegando a ficar em primeiro lugar. E caso haja dúvida em relação ao lado mais pesado e agressivo abordado pelo PC 69, e para não julgarem o conjunto pelo seu nome, eu recomendo que iniciem a audição do disco pela música "Hell's Gone Crazy" e depois pule para a "Signs of Danger", e tente encontrar nessas músicas elementos clichês do Hard 80's. A primeira é um Heavy Metal trampado, com riffs rápidos e uma pegada voltada pro Power Metal oitentista, e a segunda mescla riffs tradicionais de Metal que lembram muito "Bark at the Moon" do Ozzy, com uma levada misturando Hard e Heavy.



Para os fãs de baladas românticas, "Ballerina" e "Where The Eagles Learn To Fly" farão os mais sentimentais chorarem. "Where The Eagles Learn To Fly" é uma balada tão extraordinária, que o Helloween se rendeu à sua bela melodia melancólica e a executou em algumas apresentações, após a entrada do Andi Deris na banda. E "Ballerina" é um dos momentos mais marcantes do disco, com um tema de guitarra que não sai da cabeça por nada, sem contar o timbre diferente e original de Andi Deris, muitas vezes acusado de não ter uma extensão vocal tão alta para cantar determinadas músicas de sua atual banda, porém sabe usar muito bem sua voz, que é única, e cria melodias de muito bom gosto, sem nunca cantar de forma afetada, porque de nada adianta ter todos os pré-requisitos de um grande vocalista, mas não saber usar a voz, embora isso seja uma coisa que fãs de determinados estilos nunca irão entender, pois se rendem à qualquer aberração que surge fazendo vibratos inaudíveis.

Já considerado os extremos do álbum, seu lado romântico e agressivo, o que marca o trabalho é sua faceta Hard Rock presente nas excelentes "Talk to the Moon", "Do You Like It Like That", "Walkin' Out To Heaven" e "Stray Kid", mostrando uma banda jovem fazendo um som muito mais maduro que muitos grupos de tiozões. Apesar de serem músicas animadas, não são exatamente festeiras, e mostram um Hard Rock mais sério, talvez devido à origem da banda. O instrumental é maravilhoso, mas a classe de Andi Deris e o bom gosto que ele tem ao criar suas linhas vocais é o maior destaque desse trabalho, ultrapassando os limites de taxação de um vocalista de Hard Rock, tanto que recebeu um convite para participar de uma banda com um estilo completamente diferente do Pink Cream 69.

Então se você procura uma banda com uma proposta mais sisuda e queira comprovar que o Hard Rock oitentista não se limita à caras e bocas, extravagância e músicas que caem sempre no lugar-comum, experimente escutar esse disco.

01 - Livin' My Life For You
02 - Talk to the Moon
03 - Hell's Gone Crazy
04 - Do You Like It Like That
05 - Ballerina
06 - Signs of Danger
07 - Walkin' Out to Heaven
08 - Stray Kid
09 - Piggy Back Bitch
10 - Where The Eagle Learns to Fly
11 - We Taught the Children (CD bonus track)

Andi Deris - Vocals
Alfred Koffler - Guitar
Dennis Ward - Bass
Kosta Zafiriou - Drums

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Dragztripztar

Da esq. para dir.: Kosta Zafiriou, Alfred Koffler, Andi Deris e Dennis Ward

Talisman - Live at Sweden Rock Festival [2002]


AVISO: ESTE POST CONTÉM JSS!

Pode uma apresentação que foi feita praticamente no improviso se transformar em um grande álbum ao vivo? Quando estamos falando de músicos diferenciados como Jeff Scott Soto e Marcel Jacob, tudo é possível. Sabendo disso, a organização do tradicional Sweden Rock Festival aproveitou que a dupla estaria no país durante a edição de 2001 do evento para a gravação do disco do projeto Humanimal, de Pontus Norgren e os convidou para fazer uma apresentação como Talisman. Afastados dos palcos há alguns anos, o grupo decidiu fazer um show de aquecimento dois dias antes em Estocolmo. E foi aí que começaram os problemas.

O equipamento de Marcel não chegou ao festival, devido a um erro de comunicação com a equipe contratada para o serviço, que simplesmente o esqueceu na casa de show de Estocolmo. A decepção de Jacob era tanta que ele pensou em ir embora. Mas ao ver a platéia pedir insistentemente pelo Talisman, decidiu recorrer a um conhecido. Foi aí que surgiu a figura de Magnus Rosen, à época baixista do Hammerfall (curiosamente, banda que hoje conta com Pontus na guitarra), para salvar o barco, colocando seu instrumento e toda estrutura pessoal à disposição. Atitude mais que digna, mostrando a irmandade da cena Hard/Heavy. Em outros lugares, um invejoso qualquer simplesmente daria de ombros e sairia dando risada – e já vi coisas do tipo acontecer, acredite.

O setlist é um verdadeiro Greatest Hits da banda. Obviamente, muita coisa ficou de fora, mas em um evento desse tipo, muita coisa tem que deixar de lado mesmo. Nem tem como destacar um momento especial, pois é daqueles discos que a gente começa a ouvir e não tem vontade de parar. Mas fica mais uma vez a inevitável sensação de se “I’ll Be Waiting” tivesse sido lançada alguns anos antes seria, sem sombra de dúvidas, um dos maiores hinos da história do Hard Rock. Bom, para quem é fã, ela não deixa de ser. Mas seu potencial poderia ter levado o Talisman ainda mais longe. Da mesma forma, “Break Your Chains” e “All or Nothing” fazem parte do primeiro time do gênero, ao menos em termos de qualidade.


E para encerrar, ouvir Jeff cantando “Tie Your Mother Down”, do Queen, nos leva a crer que Brian May e Roger Taylor erraram feio ao chamar o grande Paul Rodgers tendo esse grande cantor à disposição. Pois como já foi dito na imprensa especializada mais de uma vez, trata-se de um dos poucos que consegue cantar as músicas de Freddie Mercury sem passar vergonha. Da mesma forma, “I Am a Viking” faz pensar que Yngwie Malmsteen deve sentir até hoje uma saudade imensa de seu primeiro vocalista. Quem duvida, compare qualquer um de seus sucessores interpretando essa mesma canção. Ah, só mais uma coisa que penso ao ouvir esse play: Ô, Marcel, porque você foi fazer o que fez...

Jeff Scott Soto (vocals)
Marcel Jacob (bass)
Pontus Norgren (guitars)
Jamie Borger (drums)

01. Colour My XTC
02. Fabricated War
03. Mysterious (This Time It's Serious)
04. Tainted Pages
05. Tears In The Sky
06. Crazy
07. Here 2Day, Gone 2Day
08. A Life/Dangerous
09. Body
10. I'll Be Waiting
11. Break Your Chains
12. Bass / Guitar solo
13. All Or nothing
14. Tie Your Mother Down
15. I Am A Viking

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JAY

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Van Halen - Van Halen III [1998]


Há mais de um ano, meu caro amigo Jay soltou a máxima "dar pau em quem odeia é moleza" em um artigo sobre a banda dessa mesma postagem num blog que tem seu título em homenagem à mesma: Van do Halen. Foram poucas os reviews realmente abalizadas sobre o trabalho que está sendo trazido nesse post, porque muitos se fecharam ao preconceito e às críticas negativas que, com uma certa coesão, o play recebeu. Cá estou, dando minha cara à tapa, pra falar logo da ovelha-negra de uma discografia invejável, onde até o "pior" é muito bom.

A história do Van Halen após o período "Balance" é bem complicada. O disco foi bem recebido, apesar de sua conduta mais séria, e a turnê fluiu bem, mas o vocalista Sammy Hagar abandonou o barco em 1996, o que deu palco para uma reunião da formação clássica, com a lenda David Lee Roth, anunciada no MTV Video Music Awards de 1996. No entanto Diamond Dave não durou mais do que algumas semanas e uma situação nebulosa o colocou para fora.

A conturbada reunião de poucos dias. Esquerda pra direita:
Eddie Van Halen, Alex Van Halen, Michael Anthony, David Lee Roth

As audições para vocalistas incluíram o quase-Hagar (só de visual) Mitch Malloy e a ótima moça Sass Jordan - ambos podem ter seus trabalhos conferidos aqui na Combe -, mas o escolhido foi Gary Cherone, vocalista do recém-acabado Extreme e sugerido pelo empresário do VH, Ray Danniels. Com a formação consolidada e ânimo de sobra para novas composições, eis que o trabalho, composto e gravado em 1997, chegou às prateleiras em março de 1998.

"Van Halen III" é taxado por muitos como um trabalho solo do guitarrista Eddie Van Halen que simplesmente levou o nome do conjunto. A proposta pouco tem a ver com qualquer das facetas apresentadas nos álbuns anteriores. Em qualquer aspecto. Mas apenas por ter Van Halen no título, a audição se torna desagradável? Particularmente, gosto de apreciar a música, não a nomenclatura ou o rótulo a ela atribuído. Exemplos se dão por "The Final Cut" do Pink Floyd e "Chinese Democracy" do Guns N' Roses, álbuns mais "solo" julgados sem nem mesmo serem devidamente ouvidos por se distanciarem de sonoridades clássicas desses nomes.

Enfim, o que pode caracterizar tamanha mudança? Pra começar, os tempos mudam e não dá pra falar de festa o tempo todo, até porque o mundo não é só isso. Ora, nem o Kiss e o Slade, duas das maiores "party bands" do Rock, abordaram apenas as temáticas festeiras ao longo de suas carreiras. Aqui as letras refletem, em primeira instância, propostas mais engajadas e assuntos ligados à política e problemas sociais. De forma inteligente, as composições de Cherone (quem liderou a parte das letras) tocam nesse ponto, apesar dos altos e baixos.

Nos palcos. Da esquerda pra direita:
Michael Anthony, Gary Cherone, Eddie Van Halen


Musicalmente falando, tem-se elementos de todas as fases do Van Halen aliados à contemporaneidade que assolava a música na mídia e a "funkeada" que já era característica no Extreme de Gary. Havia a necessidade de se reinventar. Melodias densas, riffs mais complexos e cozinha mais bem trabalhada do que o habitual dão o subsídio necessário para que o brilho da guitarra de Eddie Van Halen dê alguns de seus mais inspirados solos até então - sem exageros. Aliás, Eddie cuidou até dos baixos por aqui, dando início à polêmica entre o baixista Michael Anthony (que só tocou em três músicas) e os irmãos VH, que dura até hoje. Vale lembrar, também, que a duração de cada faixa é maior que o normal e a presença de baladas é mais acentuada, sendo que uma foi cantada por Ed: "How Many Say I", de longe a pior do disco.

A voz de Gary Cherone, todavia, não parece se enquadrar bem no geral. O vocalista não conseguiu soar original em sua performance pois, em vários momentos, se mostrou disposto a permanecer na sombra do imponente Sammy Hagar. Ato falho que, apesar de não permear em todas as canções, chega a ser irritante em algumas.



No geral, "Van Halen III" não foi sucesso de vendas. Passou longe, diga-se de passagem. Apesar de atingir a 4ª posição das paradas norte-americanas, os caras estavam acostumados a abocanhar a primeiríssima e assolar os charts de outros pontos do mundo - o que não ocorreu de forma efetiva. Nada de disco de platina em mais de um país: disco de ouro pelas 500 mil cópias vendidas nos Estados Unidos e só. O single de "Without You" colaborou, com vídeo-clipe rolando na MTV e generosas tocadas nas rádios roqueiras.

A turnê passou por cantos que nunca haviam passado anteriormente, como a Austrália e a Nova Zelândia - inclusive, uma ótima bootleg dessa tour pode ser encontrada clicando AQUI. O quarteto, após o fim da mesma, até se preparava para gravar um disco novo, mas Gary Cherone pulou fora em meados de 1999 por conta das famosas "diferenças musicais", intensificadas pela nada calorosa recepção de "Van Halen III".

Destaques podem ser muito bem feitos para a paulada "Without You", que conta com ótimos backing vocals ao longo de sua duração; para a quase-Hagar (agora não de visual) "Fire In The Hole" e seu andamento característico, recheado de bons riffs; a densa "Ballot Or The Bullet", que carrega uma crítica aos Estados Unidos; a ótima roqueira "One I Want"; e a bela balada "Josephina".

Em suma, "Van Halen III" é o pior disco da trajetória do Van Halen. Mas o nível do grupo é tão alto que até seu pior disco consegue ser bom. Não integralmente bom, por isso é o pior. Mas tem ótimos momentos e merece atenção redobrada, pois é difícil de ser digerido. E então, caro leitor? Decidiu dar uma nova chance? Já gosta? Não desce de forma alguma? Não deixe de comentar!

01. Neworld
02. Without You
03. One I Want
04. From Afar
05. Dirty Water Dog
06. Once
07. Fire In The Hole
08. Josephina
09. Year To The Day
10. Primary
11. Ballot Or The Bullet
12. How Many Say I?

Gary Cherone - vocal
Eddie Van Halen - guitarra, violão, baixo, teclados, piano, backing vocals, vocal em 12
Michael Anthony - baixo em 2, 3 e 7; backing vocals
Alex Van Halen - bateria, percussão

Músicos adicionais:
Matthew Bruck - guitarra adicional
Mike Post - piano em 1

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by Silver


Camisa de Vênus - Camisa de Vênus [1983]

O post de hoje é o primeiro disco da banda baiana Camisa de Vênus. Formada nos anos 80 com a propostar de avacalhar totalmente a música brasileira e zuar tudo e todos, o Camisa teve uma carreira relativamente curta: lançaram só 4 LPs, sendo um deles, ao vivo, o excelente "Viva", já postado aqui. Mas sua influência no rock nacional foi enorme, e é considerada até hoje uma das melhores e maiores bandas do Brasil. Depois, a banda voltaria, e lançaria dois discos que são muito "apedrejados" pelos fãs: "Plugado", um disco ao vivo e "Quem É Você?". Não gosto muito desses dois, embora meu primeiro contato com o Camisa tenha sido pelo "Plugado".

Todo mundo que o Camisa de Vênus está num top 10 de melhores bandas do mundo pra mim, e não é por menos, porque o som deles é realmente do caralho, embora bem simples. E as letras também são muito boas, provocativas, críticas, rebeldes, sarcásticas. Em suma, Camisa de Vênus é o mais puro rock, feito do jeito que tem que ser mesmo.

Como já disse, esse é o primeiro disco da banda, e traz uma influência punk enorme, que aliás a banda sempre teve. Mas nesse disco aqui, ela é bem mais evidente. É considerado por muitos um dos primeiros discos de punk do Brasil, e eu concordo. Temos aqui músicas diretas, cruas, com letras provocativas, critícas e sarcásticas, como já falei. E isso sem falar de algums plágios de bandas punks gringas, como "Passatempo" ("That's Entertainment", do The Jam), "O Adventista" ("I Believe", Buzzcocks) e "Meu Primo Zé" ("My Perfect Cousin", do Undertones). E nesse disco também temos um dos maiores clássicos da história do rock brasileiro: "Bete Morreu".

Na época do lançamento, o álbum causou certa polêmica. Mas nada que tenha prejudicado a banda, pelo contrário, toda a polêmica em volta deles só os alavancaram mais ainda.

Meus destaques ficam com a música que abre o disco, "Passamos Por Isso" (um chute nas bolas dos críticos), a clássica e já citada "Bete Morreu", "Correndo Sem Parar" (puta que pariu, ainda gravo essa com uma banda, se conseguir lançar um CD!), os já citados plágios de "O Adventista" (que acabou se tornando um dos maiores clássicos do Camisa, também) "Meu Primo Zé" e "Passatempo" e também as faixas "Homem Não Chora" e "Pronto Pro Suicídio", essa última, a faixa mais pesada e mais agressiva do disco.

Clássico mais que indispensável! Se você ainda não tem, baixe AGORA!

1. Passamos Por Isso
2. Metastase
3. Bete Morreu
4. Correndo Sem Parar
5. Negue
6. O Adventista
7. Dogmas Tecnofacistas
8. Homem Não Chora
9. Passatempo
10. Pronto Pro Suicídio
11. Meu Primo Zé

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Maurício Knevitz

Aion - Aionism [1991]

Garanto que 95% dos visitantes que olharem a capa de primeira pensarão: "Mais banda farofa?!", e não estão errados, pois, quando conheci o Aion, há alguns anos atrás, pensei exatamente a mesma coisa, principalmente quando vi fotos da banda, que investia bastante em laquê, tinta no cabelo e uma porção de roupas gritantes, o que ficou conhecido como Visual Kei, principalmente na segunda metade dos anos 80. Eles são considerados uma das bandas pioneiras do estilo, ao lado de bandas como Luna Sea e X Japan. E não, o som não tem NADA de farofada, pois é um Power/Thrash Metal bem pesado e TENSO, embora tenha suas direções pop.

A banda foi formada bem antes do lançamento deste disco que lhes trago hoje, em 1983, para ser mais preciso, pelo ótimo guitarrista Izumi Ochiai, que é o único remanescente da formação original nos dias de hoje. De início, claro que o som era muitíssimo mais pesado, como podemos notar em seus primeiros lançamentos, como o também TENSO "Deathrash Bound", que mostrava apenas um Thrash Metal muito do pancadão. Com o movimento Visual Kei ganhando cada vez mais reputação no Japão, e bandas que anteriormente eram muito mais pesadas tomando direções totalmente comerciais, com o Aion não poderia ser diferente, e, claro, é extremamente compreensível, já que os caras também têm que comer mulher e ganhar dinheiro, não é verdade?

Em meio a isso tudo, "Aionism" foi lançado em 1991 e tornou-se um dos maiores clássicos do grupo, com músicas muitíssimo bem feitas e bem pesadas, com riffs de guitarra extremamente rasgadões, assim como os vocais, baixo distorcido, pedal duplo comendo na bateria e tudo mais o que é preciso pra se fazer um som realmente "estuprador de ouvidos", embora a influência (bem pequena) do Hard Rock esteja por aqui também, assim como a do Heavy tradicional. Como já falei, o disco foi muitíssimo bem aceito pela mídia e pelos fãs do estilo, graças principalmente ao vídeo-clipe (PV, como eles chamam no Japão) da faixa "Be Afraid" e também pela participação especial do vocalista do Luna Sea, Ryuichi Kawamura, fazendo backin' vocals na faixa "Disarray". O sucesso rendeu-lhes uma turnê com o já citado Luna Sea e com os "todo-poderosos" do X Japan, pelo Japão inteiro.

Bem, hoje não vou destacar nada, pois aqui as músicas, além de serem extremamente parecidas, parece haver uma "conexão" entre todas, exceto pela balada "Kusari To Ame", que dá uma quebrada no clima do disco, mas nada que atrapalhe muito o andamento, já que ela combina bastante com o resto!

Enfim, galerinha feliz e contente, se vocês querem um bom disco de Heavy Metal, aqui está um dos grandes da Terra do Sol Nascente!


Nov - Vocals
Izumi - Guitars
Dean - Bass
S.A.B. - Drums


1. Launch Game
2. Be Afraid
3. Child
4. Cold Blood
5. Disarray
6. Peter-III
7. S.S.S.
8. Kusari To Ame (鎖と雨)
9. Caution
10. Popular Song
11. My Place
12. Chimeishou (致命傷)

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Bruno Gonzalez

The Ring - Tales from Midgard [2004]


Quando se fala em um grupo que adota a temática de "O Senhor dos Anéis" logo se supõe que a banda utiliza-se de um estilo grandioso, orquestral, cheio de coros, etc. O The Ring, como o próprio nome dá indício, é uma banda que adota essa linha literária, não somente recluso à um trabalho específico, mas como parte de sua concepção total, mesmo eles só possuindo um disco. Apesar de ser formado por músicos conhecidos por trabalharem em bandas de Hard Rock como Talisman, Royal Hunt, The Poodles e Jekyll & Hyde, aqui somente o Heavy Metal é abordado e de forma mais "seca" se comparado aos outros grupos que enveredam por essa temática, o que é muito mais honesto.

A relação entre os integrantes do The Ring começou quando o vocalista e baterista Jakob Samuelsson após ter feito parte do Talisman na época do disco "Genesis" (1993), saiu na sequência para formar o Jekyll & Hyde juntamente com os guitarristas Marcus Jidell e Pontus Norgren, e depois de terem gravados três discos com uma fraca repercussão resolveram rumar pra um projeto ousado. Nesse meio tempo, Norgren que aqui gravou guitarras, baixo e teclado, ainda tocou guitarra no "Truth" do Talisman, e Jidell que nesse trabalho também gravou guitarras, baixo e teclado, saiu logo após essa empreitada para entrar no Royal Hunt, e Samuelsson desde então vem se destacando cada vez mais com o The Poodles.

Apesar do The Ring não apostar em uma sonoridade recheada de elementos épicos postiços, a própria temática automaticamente os leva a incorporar recursos que dêem um tom grandioso, como harmonias de guitarras bem Folk Metal que pode ser notado logo na abertura em "In the Beggining" que conta com temas de guitarras que remetem imediatamente ao Folk Nórdico. O que exemplifica bem o intento da banda: criar um Heavy Metal Tradicional, mas com passagens trazendo uma aura de nostalgia voltada ao mundo fantasioso de Tolkien, e nada mais apropriado do que melodias típicas do Folk europeu.

Em "Tales from Midgard" os refrãos também são atípicos, não sendo aqueles comuns refrãos grudentos marcados por backing vocals na mesma altura da voz principal, mas não deixa de ser empolgante a maneira como a banda elaborou seus refrãos e toda a estrutura musical, com linhas vocais destacadas e um instrumental muito criativo.


A trinca inicial, "In the Beggining", "Gathering Darkness", e "Voices of the Fallen Kings" -que conta com os vocais de Doogie White (Rainbow, Yngwie Malmsteen), define com exatidão a proposta sonora do grupo, e são as melhores músicas do álbum. Que se caracteriza também por músicas longas para o estilo adotado, média de seis minutos e meio, e metade ultrapassando os sete minutos. O que passa despercebido devido à grande criatividade da banda em arranjar sons longos. Outros destaques do disco são: "Unite or Fall" que conta com um trabalho primoroso de guitarras no que concerne à riffs e solos, e com o vocalista Jakob Samuelsson carregando a música mais uma vez com linhas vocais inspiradíssimas; "Into the Wild" que tem um refrão fantástico; e "Halls of Doom" com seus nove minutos, feita com um esmero invejável.

"Tales from Midgard" é um marco de originalidade em pleno ano de 2004, e a banda conseguiu honrar a obra que os inspiraram, o que infelizmente é algo incomum, pois se ridiculariza mais do que se honra esse épico da literatura. Os caras tiveram a astúcia de fazer um Heavy Metal próprio e bem característico, pois apesar dessa temática já ter sido explorada até o "caroço", a maioria das bandas que já abordaram ou abordam tal tema seguem um padrão de composição já estereotipado, com sons velozes e coros exagerados e artificiais. O The Ring é mais cru e mais cadenciado, mas não deixa de soar épico, e sem nunca parecer forçado.

01 - In The Beginning
02 - Gathering Darkness
03 - Voices Of The Fallen Kings
04 - Into The Wild
05 - Unite or Fall
06 - Halls Of Doom
07 - Signs by the Silver Stream
08 - The Chase
09 - Last Battle
10 - The Escape

Jakob Samuelsson - vocal/drums/keyboards
Pontus Norgren - guitar/bass/keyboards
Marcus Jidell - guitar/bass/keyboards

Doogie White - guest vocal on 3

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Da esq. para dir.: Marcus Jidell, Jakob Samuelsson, Pontus Norgren

Bruce Dickinson – Alive in Studio A/Alive at the Marquee [1995]


Após o lançamento de Balls to Picasso, Bruce Dickinson se viu sem banda, já que o Tribe of Gypsies, que gravou o álbum como grupo de apoio, decidiu seguir sua carreira própria. A saída foi correr atrás de novos músicos. O primeiro a ser efetivado foi o jovem guitarrista Alex Dickson, à época com apenas 19 anos. Apesar de um background bem diferente daquilo que o mundo costumava ver perto do vocalista do Iron Maiden, a sintonia funcionou nesse recomeço. O baixista Chris Dale e o baterista italiano (fato que renderia uma piada em forma de música posteriormente) Alessandro Elena completaram o line-up que Bruce daria o nome de Skunkworks.

Assim, saíram em turnê para promover o trabalho, que já contava com a hoje clássica “Tears of the Dragon” como carro-chefe. Apesar de claramente inferiores no aspecto técnico em relação a Roy Z e seus colegas, a nova banda injetou pegada e agressividade à maneira como as músicas eram executadas ao vivo. Isso fica evidente em uma simples comparação do trabalho original com esse duplo ao vivo. O primeiro CD foi registrado no Metropolis Studios, em Londres. A idéia era oferecê-lo como um artigo meramente promocional às estações de rádio, como uma forma de mostrar o grupo que acompanharia Dickinson dali pra frente.

Já a segunda parte traz uma apresentação no lendário Marquee Club, um dos berços da NWOBHM (além de vários outros acontecimentos fundamentais da história do Rock) em plena capital inglesa. A presença de público faz com que esse seja o melhor momento do pacote, com Bruce se deixando contagiar pelo clima e atiçando a platéia tanto com as músicas novas como sons de seu debut solo, o excelente Tattooed Millionaire. O setlist não muda muito de um disco para outro, com apenas uma canção diferente em cada e alterações na ordem de execução.

Para mim, fica as lembranças dos tempos de segundo grau, quebrando a sala de aula enquanto ouvia esse disco no recreio, arrancando as lâmpadas florescentes e as fazendo de guitarras, enfim, hábitos saudáveis.

Bruce Dickinson (vocals, guitars)
Alex Dickson (guitars)
Chris Dale (bass)
Alessandro Elena (drums)

Alive in Studio A

01. Cyclops
02. Shoot All the Clowns
03. Son of a Gun
04. Tears of the Dragon
05. 1000 Points of Light
06. Sacred Cowboys
07. Tattooed Millionaire
08. Born in 58
09. Fire
10. Change of Heart
11. Hell No
12. Laughing in the Hiding Bush

Alive at the Marquee

01. Cyclops
02. 1000 Points of Light
03. Born in 58
04. Gods of War
05. Change of Heart
06. Laughing in the Hiding Bush
07. Hell No
08. Tears of the Dragon
09. Shoot All the Clowns
10. Sacred Cowboys
11. Son of a Gun
12. Tattooed Millionaire

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JAY

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Nelson - After The Rain [1990]


Algumas bandas da fase mais comercial do hard são discriminadas devido ao seu visual, acabam criando uma má fama e muitos torcem o nariz para as mesmas. Neste contexto encontramos grupos excelentes como o Nelson, formado pelos irmãos gêmeos Matthew e Gunnar Nelson. Vindo de uma família com seus avós e pai sendo bem conhecidos, principalmente seu pai, Rick Nelson, que fez sucesso no final dos anos 50 e início dos anos 60.

A história começou no início dos anos 80, eles montaram um grupo chamado Strange Agents que acabou não chamando a atenção. Devido aos bons contatos que sua família possuía no meio musical, eles decidiram montar um grupo com seu nome e recrutar o já conhecido Bobby Rock para a bateria, que era recém saído do Vinnie Vicent Invasion, Joey Cahcart, Brett Garsed e Paul Mirkovich para a gravação de seu primeiro disco.

Com canções bem inocentes e com um foco mais pop, os irmãos conseguiram explodir com o lançamento deste e inclusive alcançaram o primeiro lugar, o que fez com que sua família entrasse no Guinness Book, por três gerações consecutivas terem colocado algum single em primeiro lugar no charts americanos. O sucesso foi tão grande que o disco vendeu até hoje aproximadamente três milhões de cópias. Mas assim como foi bem acolhido pelo público, a crítica especializada desceu a lenha neles, devido ao seu visual cheio de excessos, tanto que ficaram conhecidos como as “Irmãs Barbie”.


Mas mesmo com a crítica que caía matando sobre o grupo, o disco tem seu méritos e merece ser realmente apreciado. Riffs e solos animados permeiam todo o álbum, melodias grudentas e para cima e belas vocalizações, conquistam o ouvinte logo em sua primeira audição. É impossível colocar o play para rodar e já não se encantar logo de cara com a bela faixa de abertura, a inocente e mágica “(Can't Live Without Your) Love & Affection”. Inclusive esta canção foi que explodiu a carreira do grupo e que alcançou o primeiro lugar da Billboard.

Assim como a faixa de abertura, temos outros grandes momentos, em que mesmo a falta de peso não faz tanta falta assim. Quem aqui era criança no início dos anos 90 com certeza ouviu e muito a linda e triste “Only Time Will Tell” até enjoar, visto que a mesma era tocada incessantemente nas rádios e na TV, e até mesmo se tornou trilha sonora de novela na época. “After the Rain” é outro grande momento e o que talvez mais se aproxime do hard americano do final dos anos 80, cheio de alegria e esperança em sua letra, que é um convite para um recomeço após o fim de relacionamento.




“I Can Hardly Wait” evoca as raízes country da família Nelson um ritmo convidativo e muito bom de ouvir. “More Than Ever”, “(It’s Just) Desire”, “Bits & Pieces” e “Too Many Dreams” irão fazer a festa daqueles que gostam de um hard festeiro e cheio de energia, assim como “Everywhere I Go” e “Will You Love Me?” são para aqueles que curtem músicas mais sentimentais.

Com certeza não será nada que mudará a sua vida e nem algo que será inesquecível, mas com certeza proporcionará momentos de diversão garantida. E atiça a vontade para o próximo lançamento da banda, o disco Lightning Strikes Twice, que se dará no dia 5 de novembro.

Ps: Se você está curioso e deseja conferir o novo clipe da banda, “You're All I Need Tonight”, clique aqui



1.(Can't Live Without Your) Love & Affection
2.I Can Hardly Wait
3.After The Rain
4.Only Time Will Tell
5.More Than Ever
6.(It's Just) Desire
7.Fill You Up
8.Everywhere I Go
9.Bits & Pieces
10.Will You Love Me?
11.Too Many Dreams
12.Love & Affection (Acoustic)
13.More Than Ever (Live)


Matthew Nelson - Vocais, Baixo, Guitarras, Violões e Backing Vocals
Gunnar Nelson - Vocais, Guitarras, Violões e Backing Vocals
Brett Garsed – Guitarras, Violões e Backing Vocals
Paul Mirkovich – Teclados, Pianos
Joey Cathcart – Vocais e Arranjos
Bobby Rock - Bateria

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By Weschap Coverdale