
Sensacional! Com essa palavra eu já poderia resenhar este disco e terminar por aqui, pois não seria necessário mais nada para descrever o mesmo. Mas como é de costume, irei falar sobre este, pois é um dos grandes clássico do hard melódico.
Após terem sido chutados por sua gravadora inicial, devido as gravações de seu disco de estréia não terem agradado, eis que o Mike Tramp e o excelente guitarrista Vito Bratta fizeram um reformulação na banda, ao substituir o baterista Nicki Capozzi por Greg D'Angelo, que já havia participado da formação inicial do Anthrax. Também ocorreu a troca do baixista Felix Robinson por Dave Spitz, que também tinha certa ligação com o Anthrax, visto que seu irmão naquela época era guitarrista da banda. Mas este foi rapidamente substituído por James LoMenzo, devido o mesmo ter saído para ir tocar no Black Sabbath.

Com esta nova formação, regravam "Fight to Survive", que tem uma boa repercussão no Japão e que faz com que sua nova gravadora invista pesado na banda. Com esta nova formação, aderem a uma mudança no som, que agora ficaria muito mais característico, principalmente nos belos trabalhos de guitarra de Bratta, que viriam a se tornar a marca registrada da banda. E como essa mudança fez bem!
Logo em seu segundo disco eles, acertam a mão em cheio e conseguem emplacar duas músicas no top 10 dos charts norte-americanos e colocar em uma boa posição de vendas, onde apenas nos Estados Unidos vendeu dois milhões de cópias, e teve boa recepção no Canadá e na Dinamarca, terra natal de Tramp. Sem falar na repercussão que a MTV deu aos clipes de "Wait" e "When the Children Cry", o que impulsionou ainda mais a venda de discos e a reputação da banda.
Durante todo esse registro, temos o fino do hard melódico, com ótimos trabalhos vocais de Tramp, guitarras melódicas e marcantes de Bratta e a sempre presente cozinha de LoMenzo e D'Angelo. E o que temos aqui são pérolas incontestáveis, canções que irão fazer até um defunto se levantar. Logo de cara somos esbofeteados com a energética "Hungry", com um refrão daqueles que ficam dias na cabeça. "Lonely Nights" começa sorrateira como quem não quer nada e vira outro hard empolgante até o osso e apresenta mais um refrão certeiro.
As festeiras "Don't Give Up" e "Sweet Little Loving" mantém a empolgação inicial do play e prendem para tudo o que vem a seguir. "Lady of the Valley", com suas constantes mudanças de andamento, seria uma das cartilhas que o White Lion seguiria em discos posteriores, e se repetiria em músicas como "Lighs And Thunder" e "Sangre de Cristo", onde sempre é apresentado um hard épico e cativante. Se tudo o que foi apresentado até aqui era muito bom, a excelencia é alcançada na segunda metade do disco, onde começariam a ser apresentados os clássicos da banda.
A bela "Wait" é um belo exemplo de como uma balada pode ser feita sem soar melosa demais, e impulsionou as vendas do disco, o que se consolidou de vez com a balada "When The Children Cry", que foi o single que alcançou a melhor posição na Billboard. "Tell Me" é outra canção espetacular e que merece grande destaque, pois cativa o ouvinte em sua primeira audição e o faz se apaixonar de vez por tudo que foi apresentado nesse disco. “All Join Our Hands” e “All You Need is Rock n' Roll” complementam esse disco com mais dois hards cheio de energia e atestam que estamos diante de um disco acima da média. Se você não conhece, baixe o mesmo agora, pois a garantia de decepção é quase nula!
1.Hungry
2.Lonely Nights
3.Don't Give Up
4.Sweet Little Loving
5.Lady Of The Valley
6.Wait
7.All You Need is Rock 'N' Roll
8.Tell Me
9.All Join Our Hands
10.When the Children Cry
Mike Tramp - Vocais
Vito Bratta - Guitarras
James Lomenzo - Baixo e Backing Vocals
Greg D'Angelo - Bateria

By Weschap Coverdale





































