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sábado, 31 de dezembro de 2011

Andre Matos – Time To Be Free [2007]


Antes de entrar no segundo milênio, três integrantes do AngraAndre Matos, Luís Mariutti e Ricardo Confessori – deixaram o grupo por diferenças pessoais com o empresário Antônio Pirani, se uniram a Hugo Mariutti, guitarrista e irmão de Luís, e formaram o Shaman. O novo grupo viveu o suficiente para lançar dois ótimos álbuns, “Ritual” e “Reason”, mas novamente diferenças empresariais separaram os caras. Confessori continuou com o projeto enquanto os outros três deram no pé.

Mas a saída do Shaman não abalou a carreira de Andre Matos. Pelo contrário: logo após abandonar o barco, o vocalista anunciou o início de sua carreira solo, tendo os irmãos Mariutti na sua banda de apoio, além de André Hernandes, Rafael Rosa e Fabio Ribeiro, respectivamente guitarrista, baterista e tecladista. A estreia dessa nova banda nos palcos ocorreu em grande estilo, no Live N' Louder de 2006, e pouco depois o debut Time To Be Free” foi lançado.



Os momentos orquestrados e eruditos misturados com Heavy Metal estão mais presentes em “Time To Be Free”, visto o feedback de Andre, formado em regência musical e piano erudito. As influências de ritmos brasileiros e world music são bem menores, diferente dos tempos no Angra e Shaman. Os músicos escolhidos cumprem muito bem suas funções, com destaque ao virtuoso baterista Rafael Rosa.

O disco fez bastante sucesso, alcançando a segunda posição das paradas japonesas e francesas, bem como a quarta nos charts russos. A música Rio ganhou o prêmio de melhor canção de Heavy Metal no Worldwide Prize Music Awards de 2008. Outros destaques vão para Face The End, Letting Go e How Long (Unleashed Away), esta co-escrita pelo renomado Roy Z. Sobrou espaço até para homenagens ao seu pai Steve Perry (vai dizer que não são iguais?), com o cover de Separate Ways (Worlds Apart), do Journey.



01. Menuett
02. Letting Go
03. Rio
04. Remember Why
05. How Long (Unleashed Away)
06. Looking Back
07. Face The End
08. Time To Be Free
09. Rescue
10. A New Moonlight
11. Endeavour
12. Separate Ways (Worlds Apart) - Journey cover

Andre Matos – vocal, piano
André Hernandes – guitarra
Hugo Mariutti – guitarra
Luis Mariutti – baixo
Rafael Rosa – bateria
Fabio Ribeiro – teclados

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by Silver

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Edguy – Vain Glory Opera [1998]


Características substanciais diferenciam o Edguy desse álbum para o que temos hoje em dia. Primeiramente, a formação da banda ainda era um quarteto, com Tobias Sammet acumulando a função de baixista junto aos vocais. Em segundo lugar, a sonoridade tinha os dois pés fincados no Power Metal europeu. De igual, a competência em criar melodias fáceis e cativantes, daquelas que a gente escuta uma vez e não esquece mais. E nesse ponto, a evolução em Vain Glory Opera é monstruosa se compararmos com o trabalho anterior, Kingdom Of Madness. Não à toa, este é o disco que começou a despertar atenção para o grupo em todo o mundo.

A produção do disco ficou a cargo de Timo Tolkki, até então no Stratovarius. Ele também participou gravando um solo de guitarra em “Out Of Control”. A faixa também conta com Hansi Kursch (Blind Guardian) nos vocais, assim como na música que dá nome ao play. Ambas fazem parte dos setlists das apresentações até hoje. O trabalho contou com a participação do baterista de estúdio Frank Lidenthal, já que a banda não tinha um membro efetivo para a função naquele momento. Nas fotos de divulgação – incluindo o encarte –, Felix Bohnke já aparecia como integrante oficial.



Destacam-se também a sequência de abertura com “Until We Rise Again” e “How Many Miles”, além da veloz “Fairytale”, aquele bom e velho clichê, sempre necessário e efetivo. O momento mais suave fica por conta da bela “Scarlet Rose”. No encerramento, um cover para “Hymn”, do Ultravox, uma prévia da versatilidade que o grupo mostraria com o passar do tempo – especialmente por parte de seu vocalista e líder, que exploraria novos caminhos com o projeto Avantasia. Vain Glory Opera é o primeiro indicativo de que o mundo estava prestes a conhecer uma das bandas mais criativas de um estilo que muitas vezes peca pela repetição exaustiva.

Tobias Sammet (vocals, bass, keyboards)
Jens Ludwig (guitars)
Dirk Sauer (guitars)
Frank Lidenthal (drums)

01. Overture
02. Until We Rise Again
03. How Many Miles
04. Scarlet Rose
05. Out Of Control
06. Vain Glory Opera
07. Fairytale
08. Walk On Fighting
09. Tomorrow
10. No More Foolin'
11. Hymn

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JAY

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Cássia Eller – Acústico MTV [2001]

Onde está a pegada? A atitude? Os peitos de fora?! “O mundo ficou mais careta depois que Cássia morreu”, lamenta Eugênia Vieira, eterna companheira da cantora carioca, com quem dividiu sua cria, o Chicão, hoje com 18 anos de idade.

Há exatos 10 anos, naquele 29 de dezembro de 2001, os pensamentos e focos estavam voltados para o Réveillon que Cássia Eller faria logo mais, contudo uma complicação cardíaca tirou o sonho de ela de ver seu filho crescer.

A famosa intérprete de “Maladragem”, um de seus maiores hits, tinha dado um tempo nas drogas e no cigarro. A água de coco era seu alento num Rio de Janeiro esvoaçante de calor. Semanas antes, ela vinha sofrendo de falta de ar, deixando transparecer um pouco o cansaço acumulado de shows e mais shows na agenda.

A bem da verdade, na época, jornais de todo o Brasil arriscaram que o motivo da morte de Cássia teria sido overdose. Só que ela havia parado com isso. O laudo pericial do IML apontou parada cardiorrespiratória. Quatro delas. A fonte de Cássia secara.

Com efeito, na infância, a cantora, que se criou no Rio, mas se aventurou por Brasília – onde começou a carreira sentada em banquinhos de bar –, Belo Horizonte, Santarém e São Paulo, teve arritmia cardíaca e febre reumática dos quatro aos 24 anos.

E é justamente a fim de mostrar estes detalhes desconhecidos da maioria dos fãs que o documentarista Paulo Henrique Fontenelle – que já tem no currículo o aclamado “Loki - Arnaldo Baptista”, sobre o fundador d’Os Mutantes – está aprontando um longa-metragem, resgatando depoimentos emocionados de gente do convívio da cantora, aliados a imagens caseiras pessoais dela. O resultado deve sair ainda em 2012.

Para celebrar esses 10 anos sem Cássia, foram lançados o CD ‘editado’ pelo amigo Nando Reis, chamado “Relicário - As Canções Que o Nando Fez Pra Cássia Cantar”, com a música inédita “Baby Love”; e a “Caixa Eller”, contendo nove CDs. Além disso, em breve, também deve vir a público um registro ao vivo em DVD de uma apresentação de 2001, apelidado de “A Luz do Solo”, onde a intérprete canta Joni Mitchell e Billie Holliday, afora suas canções arranjadas de sempre. Um livro-CD de autoria de – de novo – Nando Reis, o sempre presente Nando Reis, estará no catálogo ainda esse ano que está por vir.

O álbum em voga (já havia esquecido) é um play distinto. Mostra todas as facetas de Cássia. E que falta isso faz na música brasileira! Ela foi uma das mais bem vistas artistas da década de 1990 e não desmereceu o valor lhe atribuído. Com sua voz rouca, conseguiu vender 1,1 milhão de cópias neste “Acústico MTV”, com destaques para, claro, “Maladragem”, a elogiosa “1º de Julho”, nas levadas de “Partido Alto” e “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles, e na clássica “Segundo Sol”.

Um registro versátil, impulsivo e ao mesmo tempo comedido, com atitude. Maria Gadú, me desculpa, mas deixe dessa coisa de wannabe... Eller é a Cássia. E só ela o é.

1. Non, Je Ne Regrette Rien
2.
Malandragem
3. E.C.T.
4. Vá Morar Com O Diabo
5. Partido Alto
6. 1º De Julho
7. Luz Dos Olhos
8. Todo Amor Que Houver Nessa Vida
9. Queremos Saber
10. Por Enquanto
11. Relicário
12. O Segundo Sol
13. Nós
14. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
15. De Esquina
16. Quando A Maré Encher
17. Top Top

Cássia Eller - voz, violão
Luiz Brasil - violão, backing vocals
Alberto Continentino - contrabaixo
Paulo Calasans - piano, hammond
João Viana -bateria
Bernard Bessler -violino
Dirceu Leite - clarinete, flauta, clarone
Cristiano Alves - clarinete
Yura Ranevsky - violoncelo
Walter Villaça - violão
Fernando Nunes - baixolão
Lan Lan - percusão, backing vocals
Thamyma - percussão

Participação
Nando Reis - faixa 11
Xis - faixa 15
Nação Zumbi - faixas 15 e 16

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Por Breno Airan Meiden

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Son Of A Bitch - Victim You [1996]


O Saxon é, sem dúvidas, uma das maiores bandas da história da MPB, a Música Pesada Britânica. E o que esperar de um grupo que reúne músicos que fizeram parte dos áureos tempos ao lado de Biff Byford? O Son of a Bitch – que, aliás, era o nome original do Saxon – foi formado por Graham Oliver e Steve Dawson, que chamaram o baterista Pete Gill (que também tocou no Motörhead) para retomar a parceria. Completaram a formação com o vocalista Ted Bullet, ex-Thunderhead, que acaba sendo o grande diferencial do trabalho, além do guitarrista Haydn Conaway.

Victim You foi o único disco de inéditas lançado pelo conjunto. O som é NWOBHM até a medula, como era de se esperar de um time desses. A grande diferença para o grupo anterior dos envolvidos fica mesmo na voz de Ted, que tem uma pegada mais blueseira, com um registro bem próprio. Mas nada que cause estranhamento no ouvinte, muito pelo contrário, as músicas se adaptaram perfeitamente. É como ouvir Saxon sob uma nova perspectiva. E é melhor escutar sem comparações maiores, afinal de contas Biff é dono de um vocal único.



Após esse trabalho, Steve e Graham tiveram a maluca idéia de mudar o nome da banda para... Saxon, alegando possuir direitos sobre o registro do nome original. Obviamente uma longa batalha na justiça teve início, com o fim que todos já imaginam. Mesmo assim, conseguiram uma autorização para adaptar a nomenclatura Oliver/Dawson Saxon, com a qual pagaram uma série de micos, com direito a show em São Paulo para míseras 75 pessoas. Hoje, seguem se apresentando esporadicamente em botecos mundo afora. Uma pena, pois a julgar por esse trabalho poderiam ter feito algo bem mais produtivo. De qualquer maneira, o Son of a Bitch merece a atenção de todos os headbangers.

Steve Dawson (bass)
Ted Bullet (vocals)
Graham Oliver (guitar)
Haydn Conway (guitar)
Pete Gill (drums)

01. Bitch of a Place to Be
02. Drivin' Sideways
03. Past the Point
04. No One's Gettin' Over
05. Treacherous Times
06. Love Your Misery
07. I Still Care
08. Old School
09. More For Me
10. Evil Sweet Evil
11. Victim You

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JAY

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Silverchair – Freak Show [1997]


O sucesso prematuro do Silverchair trouxe consequências positivas e negativas para seus integrantes. Obviamente, a fama e o dinheiro contam positivamente, mas o deslumbramento com todo esse novo mundo nem sempre é uma boa para jovens de 16 anos. Até processo os rapazes sofreram, por supostamente induzir dois jovens a assassinarem os pais de um deles, bem como seu irmão mais novo, através da letra de Israel's Son, do debut “Frogstomp”.

Esse deslumbramento inspirou o título do próximo trabalho dos australianos, que acreditavam vivenciar um “show de aberrações” após o estouro comercial. Musicalmente, “Freak Show” começa a trilhar o caminho que seria seguido nos trabalhos posteriores. O peso de seu antecessor está presente na maioria das canções, bem como o clima tenso e até depravado do play, mas o experimental e a acessibilidade melódica ganham maior espaço no geral.



A evolução natural do trio como musicistas e compositores se mostra parcial em “Freak Show” porque, além das raízes Heavy nunca terem ficado de lado, várias canções antigas existiam no passado, nos tempos de “Frogstomp”, como as faixas de abertura Slave e Freak, a visceral No Association e a densa Nobody Came, que parece ser uma faixa perdida do sucessor “Neon Ballroom”.

Mas há músicas que o lado Pop envereda, como na orquestrada Cemetery, na quase acessível Abuse Me e em Pop Song For Us Rejects, com previsão no título. A balada Petrol & Chlorine merece destaque no aspecto experimental, principalmente pelo uso de instrumentos pouco usuais, como violoncelo e sitar. Vale lembrar, inclusive, que o fator lírico se aprimorou e permaneceu abordando temáticas obscuras como morte, abuso de drogas e suicídio.



Apesar de seu cunho transitório, “Freak Show” é linear e transmite a mesma ideia de seu antecessor: três moleques depravados e esquisitos fazendo som. As vendas foram um pouco menores, mas o êxito comercial foi mantido e o Silverchair continuava uma promessa para o Rock. Não é pra menos, pois trata-se de um álbum poderoso e fantástico. Basta o ouvinte esquecer que “é a banda da balada Miss You Love” que haverá um consenso sobre esse discão.

01. Slave
02. Freak
03. Abuse Me
04. Lie To Me
05. No Association
06. Cemetery
07. The Door
08. Pop Song For Us Rejects
09. Learn to Hate
10. Petrol & Chlorine
11. Roses
12. Nobody Came
13. The Closing



Daniel Johns – vocal, guitarra, violão
Chris Joannou – baixo
Ben Gillies – bateria

Músicos adicionais:
Jane Scarpantoni – violoncelo em 6
Margaret Lindsay – violoncelo em 10
Amanda Brown e Ian Cooper – violino em 8
Lorenza Ponce, Elizabeth Knowles, Todd Reynolds and David Mansfield – violino em 6
Ravi Kutilak – violino em 10
Matthew Pierce – viola em 6
Rudi Crivici – viola em 10
Pandit Ran Chander Suman – tampura e tabla em 10
Ruk Mali – sitar em 10

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by Silver

Harem Scarem - Voice Of Reason [1995]


Após dois álbuns que figuram na lista de muitos fãs de Hard Rock (incluindo este que vos escreve) como os melhores do estilo na década de 1990, o Harem Scarem resolveu arriscar tudo. Uma atitude muito corajosa – ou burra, dependendo do ponto de vista – que acabou resultando em um suicídio comercial, para desespero de gravadora e empresários. Mas a verdade é que os canadenses liderados por Harry Hess e Pete Lesperance nunca quiseram prender a carreira a um modo específico de compor e divulgar sua arte. Sendo assim, não é surpresa que esse disco tenha caído como uma verdadeira bomba sobre a cabeça dos admiradores ao ser lançado.

Voice of Reason é o trabalho mais dark da história do quarteto, com músicas melancólicas e toques de um peso muito soturno. Para alguns, apenas o reflexo da cena à época. Mas claramente havia algo mais por trás, como os integrantes da banda deixariam claro em entrevistas posteriores. O álbum serviu como uma espécie de exorcismo para os músicos, desiludidos com a forçação de barra do show business. A melhor resposta que poderiam dar seria justamente fazendo aquilo que sabiam, mas explorando novos caminhos. Deram a cara a tapa sabendo que a probabilidade de um desastre era enorme.



O play foi um fracasso comercial, mas ainda conseguiu emplacar alguns sons, como o single “Blue” e a desesperadoramente bela “Warming A Frozen Rose”. Mas o grande momento vem em “Necessary Evil”, uma balada Hard/Blues que Harry canta com emoção inigualável, mostrando porque é uma das maiores vozes de sua geração. Aliás, chega a ser redundante elogiar o trabalho de vocais dos quatro, já que a competência se sobressai em todas as faixas, como de costume. O trabalho marcaria a despedida da formação clássica, já que o baixista Mike Gionet abandonou o barco.

Um álbum controverso, mas artisticamente falando, de qualidade indiscutível. O que justifica o status de ‘cult’ que ganhou com o passar do tempo. Recomendadíssimo para fossas e reflexões sobre a vida de modo geral. Não recomendado para quem é marinheiro de primeira viagem e não está familiarizado com o som da banda. Nesse caso, opte pelos dois primeiros.

Harold Hess (vocals, keyboards)
Pete Lesperance (guitars)
Mike Gionet (bass)
Darren Smith (drums)

01. Voice of Reason
02. Blue
03. Warming a Frozen Rose
04. Let It Go
05. And That's All
06. Breathing Sand
07. Candle
08. The Paint Thins
09. I'll Be Brief
10. Untouched
11. Necessary Evil

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JAY

domingo, 25 de dezembro de 2011

3 Doors Down - Another 700 Miles [2003]

3 Doors Down é uma banda de Rock Alternativo não muito conhecida que iniciou sua carreira no estado do Mississipi em 1996. Iniciada com o baterista e vocalista Brad Arnold, o guitarrista Matt Roberts e o baixista Todd Harrell, o grupo alcançou um bom reconhecimento com a música Here Without You, além de dividir palco com a grande banda Lynyrd Skynyrd.

No ano de 2002, lançaram o seu segundo álbum: Away from the Sun e com os singles Here Without You e When I'm Gone conseguiram uma grande fama nos Estados Unidos e também na Austrália. Logo um ano depois, lançaram um EP ao vivo, alvo da minha postagem: Another 700 Miles.

Esse EP ao vivo é uma gravação de um show da banda em Chicago e o mesmo foi premiado com Disco de Ouro nos Estados Unidos. E aqui só tem musicão, algumas com letras na qual contém romantismo, o que vemos em When I'm Gone e Here Without You, mas também há as canções com guitarras distorcidas, como Duck And Run e um ilustre cover da música That Smell do bom e velho Lynyrd Skynyrd.

Bom, essa foi uma postagem curta só pra desejar Feliz Natal pro pessoal aí e se precisar, esse disco pode servir como trilha sonora para a comer o peru, o chester, enfim.

Brad Arnold - vocal
Matt Roberts - guitarra
Chris Henderson - guitarra
Todd Harrell - baixo
(?) - bateria

01. Duck and Run
02. When I'm Gone (Intro)
03. When I'm Gone
04. Kryptonite
05. Here Without You
06. It's Not Me
07. That Smell

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Lucas

sábado, 24 de dezembro de 2011

Blackmore's Night - Christmas Songs [2004]


É isso aí pessoal, um post especial de Natal para todos. Que nesse dia, acreditando ou não em toda história que envolve o momento, possamos refletir sobre muitas coisas que acontecem em nossas vidas. Então, mesmo para aqueles que não dão muita importância para a data (porque possuem convicções diferentes ou por serem “troo deathbangers from hell”, que estarão nas florestas escuras lutando com seus machados durante a ceia), que pelo menos possamos repensar, planejar um próximo ano melhor e, especialmente, aproveitar o momento para estar junto daqueles que gostamos. São ocasiões tão raras que a gente só vai sentir falta quando a vida não nos permitir mais.

Sendo assim, que esse dia tenha como trilha sonora o grande “Ricardinho Mais Negão” e sua bela esposa de voz angelical interpretando clássicos natalinos. Esse até suas avós irão gostar se você deixar de trilha de fundo durante a confraternização. No mais, um Feliz Natal, cheio de diversão e celebração a todo mundo.

1. Christmas Eve
2. Emanuel
3. We Three Kings

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JAY

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Led Zeppelin - The Song Remains the Same [1976]

Led Zeppelin. Uma das mais renomadas banda que já passaram pelo mundo musical e talvez um nome que até os funkeiros de ônibus devem ter ouvido falar. Por serem uma banda dos anos 70, óbviamente os mais velhos daqui já ouviram tocar em rádios ou qualquer meio de comunicação da época.

Outra coisa que aumenta muito a qualidade da banda é a qualidade de seus músicos, todos incríveis. Na minha opinião, Jimmy Page é o melhor guitarrista ativo. John Bonham é o baterista no qual mais me inspiro e que supera até o aclamado Neil Peart. Robert Plant é dono das maiores vozes já vistar e John Paul Jones domina o espaço quando assume o teclado e o baixo. Com essa formação eles levaram romantismo, música barulhenta, música calma, poesia e alcançaram lugar entre as maiores bandas da época, como Rolling Stones, Aerosmith, entre outros.

O disco que possibilitou fama total ao grupo é o LP duplo denominado Physical Graffiti e após isso vieram os títulos de melhor banda de rock, os reis do Classic Rock com Heavy Metal (não lembro onde ouvi isso, mas já ouvi) entre outros. E assim, lançaram no ano de 1976 o Live duplo chamado The Song Remains The Same que virou trilha sonora do filme que tem esse exato nome, o qual é praticamente o DVD do show dos caras na Madison Square gravado em 1973.

Simplesmente não tenho palavras óbvias pra descrever o som que aparece aqui. Um guitarrista ilustre mandando riffs, solos e jams com muita qualidade, bateria violenta, teclado e baixo dando aquele complemento e o vocal super afinado, agudo e que poucos conseguem fazer igual. No primeiro CD as músicas são mais curtas, já no segundo temos as canções com mais de 10 minutos. Embora tenha ausência de muitos sucessos da época, a banda preparou um setlist impecável o que faz até esquecer dos outros grandes sucessos.

Enfim, não tenho mais o que dizer, aliás, não preciso, só que quem não ouviu, está perdendo o melhor da banda ao vivo.

Robert Plant - vocais
John Paul Jones - teclado e baixo
Jimmy Page - guitarra
John Bonham - bateria

CD1:
01. Rock And Roll
02. Celebration Day
03. The Song Remains the Same
04. Rain Song

CD2:
01. No Quarter
02. Stairway to Heaven
03. Moby Dick
04. Whole Lotta Love

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Lucas

Aerosmith - Honkin' On Bobo [2004]


Na maioria das vezes a expressão “volta às raízes” é usada de maneira errônea e pra lá de oportunista no mundo do Rock. Porém, em alguns casos, as bandas vão fundo nesse resgate e acabam acertando em cheio. Sendo assim, não foi grande surpresa o lançamento desse discaço lá nos idos de 2004. Ele traz o Aerosmith executando clássicos do estilo que é o “pai de todos”, a base para tudo que veio na sequência. E como estamos falando de uma turma com experiência de sobra na bagagem, é claro que a performance é de alto nível, até porque são caras que cresceram ouvindo esse tipo de som e aprenderam com o que há de melhor.

Aliás, o clima da proposta era tão saudosista que, para produzir, resolveram resgatar o lendário Jack Douglas, responsável por trabalhar com o grupo em obras fundamentais da história da música, como Toys In The Attic e Rocks. Com todos esses fatores conspirando a favor, o resultado final não poderia ser menos que incrível, em um dos melhores álbuns de cover da história recente. O teste definitivo acontece justamente quando resolvem mostrar uma canção própria (“The Grind”) feita nos moldes da proposta do play e ela é aprovada com louvor.



Mas o que interessa mesmo são os covers, e aí o bicho pega. Desde a abertura com “Road Runner” (com direito a ‘beep-beep’ em homenagem ao imortal Papa Léguas), o grupo mete o pé no acelerador. Destaques também vão para “Shame, Shame, Shame” e seu ritmo dançante; “Eyesight to the Blind”, com um duelo de gaita e guitarra de empolgar; “Back Back Train”, com Joe Perry assumindo os vocais e protagonizando belo dueto com Tracy Bonham. Uma homenagem feita por quem entende do riscado e, apesar das críticas de alguns mais radicais, ainda é uma das formações mais relevantes do Hard Rock em todo o mundo.

Steven Tyler (vocals, harmonica, piano)
Joe Perry (guitars, vocals)
Brad Whitford (guitars)
Tom Hamilton (bass)
Joey Kramer (drums)

01. Road Runner
02. Shame, Shame, Shame
03. Eyesight to the Blind
04. Baby, Please Don’t Go
05. Never Loved a Girl
06. Back Back Train
07. You Gotta Move
08. The Grind
09. I’m Ready
10. Temperature
11. Stop Messin’ Around
12. Jesus is on the Main Line

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JAY

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

The Rolling Stones - Tattoo You [1981]

Houve um momento em que a rixa entre os fãs dos Beatles e dos Rolling Stones não acabava. Mas quando o sonho da volta dos Fab Four se foi, com a morte de John Lennon, em 8 de dezembro de 1980, a coisa mudou.

Os Stones eram a melhor banda de rock do mundo. Não havia como negar. Com quase 20 anos de banda, o grupo lançou “Tattoo You”, em ’81, tendo uma das turnês mais bem sucedidas da história.

Para se ter uma ideia, à época, para concertos em Nova Iorque e Nova Jersey, os integrantes do grupo e os empresários decidiram fazer uma “loteria”. Os ingressos seriam vendidos a quinze dólares e as pessoas teriam de enviar a quantia em dinheiro pelos correios, para assim serem ou não sorteadas para assistir ao megashow.


Só os correios de NY receberam mais de um milhão de correspondências; em Nova Jersey, por hora, chegavam mais de 800 cartas. Ademais, os ‘passaportes’ para os espetáculos deles sempre valiam mais que barras de ouro – o valor sentimental estava embutido, algo que só os Stones conseguem, por vezes.

Pois bem. Dessas vendas de ingressos, no todo, o grupo – quase que uma empresa – faturou cerca de 40 milhões de dólares. A renda bruta foi reforçada com outros 20 milhões de dólares, pelo lucro obtido com broches, bonés, camisas, faixas e, claro, o disco “Tattoo You”.

O Long Play (LP) conquistou Disco de Platina quádruplo nos EUA e o sucesso da tour ganhou registro em película, o “Let’s Spend The Night Together”, dirigido por Hal Ashby.

O álbum foi classificado pela revista estadunidense Rolling Stone como o 34º melhor da década de 1980. No entanto, o disco foi feito de um apanhado que já havia na gaveta dos compositores Mick Jagger, à frente dos vocais, e Keith Richards, nas bases rítmicas das guitarras.

Com um set list variado e bem equilibrado, o CD abre com o riff simples de “Start Me Up”, daqueles que levantam multidões. A música iria entrar no “Black And Blue”, de 1975, e seria um reggae chamado “Never Stop”. Mas a banda optou por dar a pitada Rock n’ Roll que a canção precisava. Virou hino.

Em sequência, temos vários destaques como “Slave”, com uma nuance envolvente – contando ainda com o backing vocal de Pete Townshend, do The Who –, “Little T&A”, com as frustrações amorosas de Richards por só passar uma noite com certas mulheres, e a balada que fecha o álbum muito bem, a “Waiting On a Friend”.

Uma pepita, cozinhada também por Charlie Watts, nas baquetas, Bill Wyman, no baixo, e Ron Wood, nas seis cordas. O reforço foi do já falecido trio de tecladistas Ian Stewart, Nicky Hopkins e Billy Preston, além do saxofonista Sonny Rollins. Stones é isso – e eu prometo pôr uma tatuagem em breve.

1. Start me up
2. Hang fire
3. Slave
4. Little T&A
5. Black limousine
6. Neighbours
7. Worried about you
8. Tops
9. Heaven
10. No use in crying
11. Waiting on a friend

Mick Jagger - vocais
Ketith Richards - guitarras e backing vocals
Ron Wood - guitarras
Bill Wyman - baixo
Charlie Watts - bateria
Pete Townshend - backing vocal em "Slave"
Ian Stewart, Nicky Hopkins, Billy Preston - teclados

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Por Breno Airan Meiden