Lembre-se

Comentar em alguma postagem não irá lhe custar mais do que alguns segundos. Não seja um sanguessuga - COMENTE nas postagens que apreciar!

Os links para download estão nos comentários de cada postagem.

Acesse: www.vandohalen.com.br

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O fim

Pois é, amigos, o Jay fez o favor de dar o spoiler nos comentários do post do Chickenfoot (risos). Mas é isso. Nada dura pra sempre. Quando o projeto foi idealizado pelo Meanstreet, em setembro de 2007, e abraçado quase que instantaneamente por mim, minutos depois, nenhum de nós imaginaria o tamanho que a Combe do Iommi iria adquirir ao longo do tempo. Um blog, com a equipe formada apenas por amigos de Internet, ganhou dimensões incríveis. Encho a boca (ou os dedos) pra falar: fomos um dos primeiros e um dos melhores blogs de downloads e resenhas ligadas ao Rock/Metal. Sem dúvidas.

Durante qualquer fase da existência da Combe, sempre prezamos pela qualidade e isso gera quantidade. Fomos contestados e ofendidos por seguirmos nossos ideais. Mas tínhamos o projeto Combe do Iommi arquitetado em nossas mentes e nunca abaixamos a cabeça pra ninguém, nem mesmo pro Google, quando o mesmo tratou de fechar o blog duas vezes.

Em tempos de expansão e popularização da Internet no Brasil, recebíamos algo em torno de 15 mil acessos diários. Diários! A média abaixou e, nos dias de hoje, recebemos cerca de 2 mil visitantes por dia. Uma média ainda alta, visto que blogs de download estão em declínio. Qualquer zé-ruela faz upload hoje em dia. As fontes para download são inesgotáveis.

Além disso, há quem considere ilegal o que fazemos. Como eu e Jay estamos com um novo projeto (novo em plataforma mas antigo em ideia), o site Van do Halen, não dá pra continuar ligado a um blog de downloads. As novas leis que, mesmo adiadas, serão votadas, como S.O.P.A. e P.I.P.A., intensificam isso.
Link
Eu e Jay ainda estaremos na Van do Halen. Os outros colaboradores foram convidados a participar do novo site e alguns deles já estão colaborando. Portanto, não se trata de uma despedida, mas de uma evolução natural de um trabalho empenhado.

Deixem a Combe velha na garagem e peguem uma carona na Van - do Halen!

http://www.vandohalen.com.br/

by Silver

domingo, 22 de janeiro de 2012

Chickenfoot - Different Devil Mini Album [2012]


Com o sucesso de seus dois álbuns de estúdio, o Chickenfoot preparou uma surpresa para os fãs neste EP. Além do novo single, a ótima “Different Devil” em versão editada para as rádios, o grupo oferece três versões ao vivo de faixas do debut. Sempre bom relembrar “Turnin’ Left” (minha faixa preferida de todas feitas pelo quarteto), “My Kinda Girl” e a bela e injustamente criticada “Learning To Fall”, balada capaz de emocionar até mesmo uma pedra. Todas as versões foram registradas em Phoenix, Arizona, durante as gravações do DVD Get Your Buzz On Live.

Impossível destacar algo em especial, pois a banda se mostra totalmente entrosada e Sammy Hagar surpreende com seu gogó ainda forma depois dos 60 anos. Tal qual a duração desse mini-álbum o texto também é mais curto dessa vez, até porque não há muito mais o que dizer. Exceto que é mais uma trilha indispensável de um dos melhores supergrupos criados em um mundo cada vez mais lotado deles. Qualidade e satisfação garantidas!

Sammy Hagar (vocals)
Joe Satriani (guitars)
Michael Anthony (bass)
Chad Smith (drums)

01. Different Devil (radio edit)
02. Turnin’ Left (live)
03. My Kinda Girl (live)
04. Learning To Fall (live)

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Great White - Psycho City [1992]


Atualmente o nome do Great White vem aparecendo na mídia muito mais pela briga do ex-vocalista Jack Russell com os outros integrantes. O episódio causou um racha e a existência de dois grupos com o nome, um do cantor e outro do resto da banda com Terry Ilous no microfone. Mas momentos conturbados não são novidade nessa história. Em 1992, sem baixista fixo após a saída de Tony Montana e sob total desconfiança da gravadora Capitol Records com as mudanças de mercado da época, a banda entrou em estúdio para registrar Psycho City. Nas quatro cordas, o experiente Dave Spitz (Black Sabbath, Impellitteri, White Lion) ocupou a vaga como músico convidado.

Mesmo com toda a pressão dos engravatados por resultados melhores nas vendas, os músicos não se intimidaram e decidiram simplesmente fazer o que melhor sabiam. Ou seja, o bom e velho Hard com alma Blues e feeling Rock and Roll de raiz. Apesar de não ter ajudado a salvar a carreira do grupo das constantes ameaças, esse trabalho entra fácil na lista dos melhores de sua discografia, algo que os próprios envolvidos fazem questão de ressaltar. As guitarras de Mark Kendall e Michael Lardie (que também se encarregou da produção e teclados) soam com a malícia e pegada necessárias, enquanto Russell mostra sua já tradicional competência na interpretação, com forte inspiração em Robert Plant.



Das dez faixas, nove ultrapassam os cinco minutos, mostrando que, acima de tudo, a banda estava preocupada com a qualidade, independente da acessibilidade comercial do produto. É até difícil destacar um momento, mas a abertura com a faixa-título já mostra todo o poder de fogo do play. O peso e o groove dão as caras em “Step On You” e no primeiro single, “Big Goodbye”. E para deleite dos emotivos de plantão, as excepcionais “Old Rose Motel”, “Maybe Someday” e “Love Is A Lie” funcionam como verdadeiras viagens sonoras, com suas levadas indefectíveis. O clima Rock and Roll party toma conta em “Never Trust A Pretty Face”.

Como já era esperado, Psycho City foi um fracasso de vendas, alcançando apenas o 107º lugar na parada da Billboard. A conseqüência óbvia foi a demissão do grupo pela gravadora, fazendo com que a estabilidade fosse de vez para o espaço. Desde então, o Great White segue na batalha, com todas as dificuldades mercadológicas, mas sem abrir mão de sua identidade. E embora o sucesso não seja o mesmo de outrora, ainda contam com uma pequena, porém fiel base de fãs, especialmente nos Estados Unidos, o que já garante o sustento. Disco indispensável na coleção de qualquer amante dos bons sons que se preze!



Jack Russell (vocals)
Mark Kendall (guitars)
Michael Lardie (guitars, keyboards)
Audie Desbrow (drums)

Special Guest

Dave Spitz (bass)

01. Psycho City
02. Step On You
03. Old Rose Motel
04. Maybe Someday
05. Big Goodbye
06. Doctor Me
07. I Want You
08. Never Trust A Pretty Face
09. Love Is A Lie
10. Get On Home

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Dire Straits - Communiqué [1979]


O talento de Mark Knopfler é incontestável e inegável.

Todos diziam isso, até que, enfim, pude checar por mim mesmo essa suposta genialidade do principal líder criativo de uma das melhores bandas da década de 70 e 80, o Dire Straits. Comecei com o inevitável "Brothers In Arms", e gostei do que ouvi. A partir daí foi vício instantâneo, e o responsável por isso foi "Communiqué", sucessor do auto-intitulado de 1978.

Apesar de ser da mesma época de seu antecessor, "Communiqué" tem mais flertes com o Pop Rock do que qualquer coisa. A pegada mais rock'n'roll do debut fica restrita à primeira metade do full, praticamente. Mas o negócio é que o som é finíssimo e há de agradar a gregos e troianos. Até sua tia vai aprovar o trabalho feito por aqui. Faça um teste.

Há quem cite essa como a melhor fase de toda a história do Dire Straits. Não vou entrar nesse assunto (até porquê não sou nenhum fanático), mas uma coisa tem que ser destacada: o entrosamento é impressionante. Cada membro contribui com o seu melhor, sem deixar espaços para destaques individuais; e é assim que tem que ser.



"Once Upon A Time In The West" é a primeira e tem uma melodia notável. De cara Mark já demonstra que ele foi feito para a guitarra; não há outra explicação. Mas, como eu disse logo acima, destaques individuais são impossíveis. Comprovando essa afirmação há "News", no mesmos moldes da abertura e com um refrão assobiável.

A seguinte é "Where Do You Think You're Going?". Os violões são simplesmente perfeitos. A faixa-título é uma balada com as características de uma boa composição do Straits. "Lady Writer", a mais roqueira, foi o principal hit do álbum. Uma curiosidade sobre ela é que sua letra fala sobre uma escritora chamada Marina Warner, a qual Mark viu num programa de TV.

Mais destaques ficam para todas as canções restantes, com detalhe para a belíssima "Portobello Belle" e a bem trabalhada "Follow Me Home". Enfim, obrigatório!



Mark Knopfler - vocais, guitarra, violões
David Knopfler - guitarra, backing vocals
John Illsley - baixo, backing vocals
Pick Withers - bateria, percussão em "Follow Me Home"

1. Once Upon A Time In The West
2. News
3. Where Do You Think You're Going?
4. Communiqué
5. Lady Writer
6. Angel Of Mercy
7. Portobello Belle
8. Single-Handed Sailor
9. Follow Me Home

Por Gabriel

(Link nos comentários - link on the comments)

domingo, 15 de janeiro de 2012

Black Sabbath - Cross Purposes Live [1995]


Post em homenagem ao “dono da Combe”, que com certeza sairá dessa são e salvo para continuar espalhando seus riffs pelo mundo!

Após o lançamento do ótimo Cross Purposes, o Black Sabbath parecia entrar em um momento de estabilidade. A reunião de Tony Iommi e Geezer Butler, que havia acontecido em Dehumanizer, não esmoreceu mesmo com mais uma batida em retirada de Ronnie James Dio e Vinny Appice. Já que Ozzy Osbourne não aceitou retomar as atividades da formação original, Tony Martin assumiu novamente o microfone, com Bobby Rondinelli cuidando das baquetas. O sempre alerta Geoff Nicholls completava o time em uma turnê que contou com bandas como Motörhead e Morbid Angel na abertura.

Gravado no lendário Hammersmith Odeon, em Londres, Cross Purposes Live registra uma turnê que passou por situações conturbadas. A maior de todas foi uma inflamação nas cordas vocais do vocalista. Ou seja, se os detratores já tinham armas suficientes para atacá-lo, agora a coisa ficava ainda mais crítica. Mesmo o próprio Geezer não deixou de mostrar sua insatisfação em várias passagens. Considerando esse fato, dá para dizer que Tony Martin fez um trabalho bem aceitável, apesar de algumas instabilidades em momentos específicos.



Outra curiosidade fica por conta de Butler, um membro das formações clássicas, executando sons como “Headless Cross”, de um line-up posterior – e sem deixar desejar, o que já era esperado de um dos maiores. Passagem, no mínimo, pitoresca. Mas o bicho pega para valer em alguns resgates dignos de nota, como nas lendárias “Into The Void” (um dos riffs mais sinistros da história do Rock), “The Wizard”, “Symptom Of The Universe” e a saideira “Sabbath Bloody Sabbath”, com performances soberbas da banda. As então novas “I Witness”, “Cross Of Thorns” e “Psychophobia” ficaram muito boas em suas versões ao vivo.

O trabalho foi lançado inicialmente em um pacote contendo CD e VHS, que traziam algumas diferenças no tracklist entre si. No ano de 2003, ganhou uma versão não autorizada em DVD totalmente mutilada, com apenas nove faixas e um bônus pra lá de sem-vergonha no clipe de “Feels Good To Me”, do álbum TYR, especialmente pela porca qualidade de imagem. Como aparentemente Iommi e companhia não estão mais dando muita bola para essa época, é provável que uma edição decente demore a voltar ao mercado.



Sendo assim, o negócio é aproveitar as velharias, já que apesar de estar disponível por um preço bem acessível – já encontrei em atacados por 7 pilas – essa versão não vale a pena mesmo. A não ser que você seja um colecionador daqueles que pega até a baba do artista preferido. Cross Purposes Live registra o Black Sabbath em uma época difícil, mas ainda com a qualidade necessária para executar o bom e velho Heavy Rock de raiz.

Tony Martin (vocals)
Tony Iommi (guitars)
Geezer Butler (bass)
Bobby Rondinelli (drums)
Geoff Nicholls (keyboards)

01. Time Machine
02. Children Of The Grave
03. I Witness
04. Into The Void
05. Black Sabbath
06. Psychophobia
07. The Wizard
08. Cross Of Thorns
09. Symptom Of The Universe
10. Drum Solo
11. Headless Cross
12. Paranoid
13. Iron Man
14. Sabbath Bloody Sabbath

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Tone Norum - One Of A Kind [1986]


O sobrenome deve ter lhe parecido familiar, certo? Pois é, Tone Norum é a irmã caçula do lendário John Norum, guitarrista do Europe. Mostrando que o talento estava no sangue da família, ela também resolveu embarcar em uma carreira na música e contou com ajudas mais que valiosas. One of a Kind é o primeiro trabalho da (então) moça e contou com o auxílio de todos os integrantes da banda do irmão, especialmente Joey Tempest, que escreveu as músicas, tocou vários instrumentos, fez backing vocals e ainda produziu o disco.

O momento inspirado do grupo, que lançava o multiplatinado The Final Countdown, acabou refletindo nesse play também. A sonoridade, apesar de tender um pouco mais para o “lado Pop da força”, mantém algumas características que em determinados momentos faz com que estejamos ouvindo uma versão mais light e com vocais femininos do Europe – algo que a própria banda faria com seu som nos trabalhos seguintes, o que fez com que John pedisse o boné. Aliás, Tone mostra ser uma ótima cantora, com um timbre suave e muito bem encaixado.



Duas músicas fizeram sucesso nas rádios suecas: o single “Stranded” e “Can’t You Stay?”. Também merece destaque a abertura com “If I Were Queen” e a totalmente trilha sonora de Sessão da Tarde “Built On Dreams”. Tone ainda lançaria outros álbuns posteriormente, mas não alcançaria a fama de seu irmão. De qualquer modo, seu trabalho merece ser conferido pelos fãs do lado mais melódico do Rock, além, é claro, dos fãs de carteirinha do Europe de um modo mais amplo, já que a banda tem participação ativa no play.

Tone Norum (Vocals)
John Norum (Guitar)
Joey Tempest (Guitar, Bass, Keyboards, Backing Vocals)
Mic Michaeli (Keyboards)
Ian Haugland (Drums)
Ronnie Thunder (Backing Vocals)

01. If I Were Queen
02. Built On Dreams
03. One Of A Kind
04. Stranded
05. Secrets Of A Heart
06. This Is Love
07. And I
08. Til Heaven Calls Your Name
09. Playing With Fire
10. Can't You Stay

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

Van do Halen em novo site


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Napalm Death - Time Waits For No Slave [2009]


O Napalm Death mudou muito desde o lançamento do seminal "Scum" até agora.

O que é justificável e até mesmo óbvio. A revolta juvenil de poucos acordes deu lugar à algo mais concreto e muito mais bem feito. Há também a questão da produção, que passa a ser assinada por gente profissional do ramo. "Time Waits For No Slave" é o último lançamento dos ingleses até então, e impressiona.

O antecessor "Smear Campaign" foi o primeiro disco que ouvi da banda, e ficou marcado até hoje. E "Time Waits For No Slave" repete a receita apresentada no full de 2006, que é simplesmente Grindcore brutal com doses cavalares de Death Metal. Perfeito para uma destruição em massa!

Os cinquenta e nove minutos de audição mostram que eles não perderam a mão para compor músicas que entrarão (se é que já não entraram) no time dos clássicos indispensáveis nos shows. A banda está em uma de suas melhores formações (Greenway é, na minha opinião, o melhor vocalista que já passou pela banda), competentíssima, eficiente e pesada como deve ser. Coisa para porradeiro nenhum botar defeito!



São 14 faixas, com vários momentos dignos de se citar. "Strong-Arm" é paulada no crânio, enquanto a faixa-título tem momentos melódicos muito bem colocados. "On The Brink Of Extiction" é uma das melhores de todo o registro, e já tem cara de hino. "Procrastination On The Empty Vessel" mostra uma faceta mais moderna misturada à influência do Death Metal.

Mais menções às diretas e retas "Diktat", "Work To Rule", "Feeling Redundant", "Downbeat Clique" e "A No-Sided Argument". Detalhe também para as duas bonus tracks que vieram na edição Digipack da pepita, "Suppressed Hunger" (fantástica!) e "
Onmipresent Knife In Your Back", e que estão adicionadas ao arquivo que disponibilizo.

Sem mais. Baixe e destrua sua casa!



Mark "Barney" Greenway - vocais
Shane Embury - baixo
Mitch Harris - guitarra
Danny Herrera - bateria

01. Strong-Arm
02. Diktat
03. Work To Rule
04. On The Brink Of Extiction
05. Time Waits For No Slave
06. Life And Limb
07. Downbeat Clique
08. Fallacy Dominion
09. Passive Tense
10. Larceny Of The Heart
11. Procrastination On The Empty Vessel
12. Feeling Redundant
13. A No-Sided Argument
14. De-Evolution Ad Nauseum
15. Suppressed Hunger (Digipack bonus track)
16. Onmipresent Knife In Your Back (Digipak bonus track)

(Link nos comentários - link on the comments)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Riot - Immortal Soul [2011]


Um erro geográfico fez com que o Riot fosse uma banda norte–americana. Afinal de contas, poucos grupos soam tão britânicos em seu Heavy Metal tradicional como o grupo comandado pelo guitarrista Mark Reale. E a ocasião é mais que especial, já que o grupo está de volta com a formação que registrou os discaços Thundersteel, de 1988 e The Privilege Of Power, dois anos mais tarde – além de Mike Flyntz na segunda guitarra. Muita coisa aconteceu com os envolvidos naqueles trabalhos desde então. O mais conhecido acabou sendo o baterista Bobby Jarzombek, que trabalhou com Halford, Iced Earth, Fates Warning e Sebastian Bach, entre outros.

Com essa realidade, não dava para esperar algo diferente de um álbum que lembrasse aquela época em Immortal Soul. E apesar do saudosismo evidente e proposital, a banda consegue adaptar sua sonoridade aos novos tempos com maestria, criando um play que agradará tantos novos como velhos fãs. E de uma coisa ninguém pode duvidar: a capacidade técnica dos músicos segue sendo primorosa naquilo que se propõem. Destaque especial para Tony Moore, que é do ramo e sabe como imprimir energia a sua voz, mesmo após tanto tempo.



Os saudosistas irão vibrar sem parar desde a abertura com a música que dá nome ao grupo. Acelerada e empolgante, conquista desde a primeira escutada. A sequência mantém o nível lá em cima, com a melodia de “Still Your Man”, outro petardo diferenciado. Outros destaques vão para a cacetada certeira de “Wings Are For Angels”, a cadenciada “Fall Before Me” e a tipicamente britânica “Sins Of The Father”, com sua levada totalmente tradicional. A faixa-título traz uma influência mais próxima dos anos 1970, com um refrão muito bem escrito e pegajoso ao extremo. Outra que segue essa linha e “Whiskey Man”, grande destaque da segunda parte do disco.

Mark Reale mostra que continua inspirado e é ainda melhor quando nas companhias certas. Apesar de não ter alcançado o mesmo status de companheiros de geração, o Riot mantém sua regularidade em Immortal Soul, álbum que deve ser saudado efusivamente pelos adeptos.

Tony Moore (vocals)
Mark Reale (guitars)
Mike Flyntz (guitars)
Don Van Stavern (bass)
Bobby Jarzombek (drums)

01. Riot
02. Still Your Man
03. Crawling
04. Wings Are For Angels
05. Fall Before Me
06. Sins Of The Father
07. Majestica
08. Immortal Soul
09. Insanity
10. Whiskey Man
11. Believe
12. Echoes

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Krisiun - Bloodshed [2004]


A história do Krisiun já foi contada por aqui. Os gaúchos batalharam muito até chegarem ao status que hoje têm (mesmo não sendo tudo o que pregam por aí). E isso se deve à evolução pela qual cada membro passou, instrumentalmente falando. Uma forma de notar essa evolução é ouvindo Bloodshed, uma coletânea lançada em 2004 e que acaba sendo muito mais do que um mero caça-níquel da gravadora.

Além da presença das quatro músicas do mini-cd Unmerciful Order (1993), seu grande atrativo é a presença de oito faixas inéditas, gravadas em 2004. Ah, a produção foi totalmente analógica; sendo assim, você, que não suporta Pro Tools e derivados, pode baixar sem medo.

"Slain Fate" já é capaz de denunciar que o Krisiun não está tão rápido como antes, e, sim, bem mais técnico. A paulada de a
bertura é bem cadenciada, onde o destaque inevitável vai para o monstro da bateria Max Kolesne. Por outro lado, "Ominous" traz o velho Krisiun dos clássicos Black Force Domain e Apocalyptic Revelation, pregando a velocidade. A maravilhosa "Servant Of Emptiness" é outro exemplar de uma composição pesada e cadenciada, com Max mostrando mais do que sua característica rapidez.



Tanto "Eons" quanto "Voodoo" são instrumentais diferentes do costumeiro, mas nem por isso deslocados. Uma vertente mais experimental e viajante é experimentada na primeira, enquanto a segunda beira o melódico.

A capa do EP

"They Call Me Death" é a primeira faixa de Unmerciful Order e possui uma notável diferença do restante do álbum, o que é compreensível, visto que o mini-cd foi um dos primeiros registros do trio e não conta lá com uma boa produção. Mas isso acaba nem tendo importância; o negócio é paulada na mente! Mais destaques com as clássicas "Unmerciful Order" e "Infected Core".

Uma das bandas com mais poderio mostrando o porquê de ser tão conceituada (mesmo que seja com exagero, como eu disse no início desse texto). Obrigatório!

Alex Camargo - baixo, vocais
Moyses Kolesne - guitarras
Max Kolesne - bateria

01. Slain Fate
02. Ominous
03. Servant Of Emptiness
04. Eons
05. Hateful Nature
06. Visions Beyond
07. Voodoo
08. They Call Me Death
09. Unmerciful Order
10. Crosses Toward Hell
11. Infected Core
12. Outro / "MMIV"

domingo, 8 de janeiro de 2012

T.T. Quick - Metal Of Honor [1986]


Uma das notícias que pegou o mundo do Heavy Metal de surpresa nos últimos anos foi a volta do Accept, dessa vez sem o vocalista Udo Dirkschneider. Em seu lugar, foi anunciado Mark Tornillo. Aí, muitos ficaramse perguntando: quem é o cidadão? Ele tem competência para substituir à altura uma das vozes mais emblemáticas do estilo? O espetacular álbum Blood Of The Nations deu todas as respostas necessárias, colocando abaixo qualquer desconfiança. Mas também é bom buscar um trabalho antigo que ele tenha participado e ver que a música pesada já estava em suas veias bem antes dessa nova fama.

E o T.T. Quick mostra sua competência logo em seu debut. Metal of Honor já chama a atenção por contar com duas feras que dispensam maiores apresentações na produção: nada menos que Eddie Kramer e Michael Wagener – acho que não preciso explicar de quem se trata quando você der uma vasculhada em seus discos preferidos de todos os tempos. Quanto ao som, a impressão deixada é das melhores. O grupo bebe nas mesmas fontes de Wolf Hoffman e Cia. Portanto, temos aqui aqueles riffs metálicos marcantes, o vocal estridente, os coros no refrão, enfim, o Metal em sua mais pura forma “germânica”, apesar do grupo ser norte-americano.



Ainda com uma voz um pouco diferente, Mark mostrava grande influência de Udo e outros do gênero desde a primeira música do play. Outros destaques vão para a pegada de “Hard As A Rock”, a acelerada (literalmente) “Asleep At The Wheel” e a variada “Hell To Pay”, típico exemplar oitentista. Mostrando grande respeito aos primórdios do Rock and Roll, a banda executa uma correta versão para “Glad All Over”, do Dave Clark Five. “Siren Song” fecha o trabalho com seu belo começo acústico, desembocando em uma balada Heavy das boas, com Tornillo lembrando até King Diamond dos primórdios.

O grupo ainda lançaria outros dois álbuns de estúdio e um ao vivo. Apesar de não ter alcançado grande sucesso, ficou marcado entre os fanáticos pela cena underground dos Estados Unidos. A nova geração tomou conhecimento maior após o recente ressurgimento do vocalista no comando do microfone de uma das maiores bandas de Heavy Metal do mundo. Reconhecimento tardio, mas valioso.

Mark Tornillo (Vocals)
Dave DiPietro (Guitar)
Walt Fortune (Bass)
Erik Ferro (Drums)

01. Metal Of Honor
02. Front Burner
03. Hard As A Rock
04. Child Of Sin
05. Asleep At The Wheel
06. Come Beat The Band
07. Hell To Pay
08. Queen Of The Scene
09. Glad All Over
10. Siren Song

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

ZZ Top - Recycler [1990]


E vamos com mais um power trio.

No início da década de 80, o ZZ Top veio com uma roupagem diferente, tanto visual quanto sonora. As clássicas barbas de Gibbons e Hill deram as caras pela primeira vez, e o rock'n'roll cru e direto de antes foi temperado com a veia pop dos sintetizadores e teclados. Sonoramente falando, "El Loco" de 1981 possuía essas características, fato que desapontou vários fãs dos texanos.

Mas aí veio o arrasa-quarteirão "Eliminator", que acabou com esse desapontamento (e é atualmente o mais vendido do trio). "Afterburner" foi o álbum seguinte, mantendo a veia pop de antes. E podemos dizer o mesmo sobre "Recycler", o décimo registro em estúdio dos figurões.

Lançado em 1990, essa é uma verdadeira pepita na discografia da banda. O entrosamento é peculiar, e a qualidade é espetacular: mesmo com todo o processo tecnológico na gravação, eles conseguem mandar um blues que agradará até os mais puristas.



Como abertura, há "Concrete And Steel", com seu refrão feito sob medida para ser cantado em uníssono por uma arena inteira. "Lovething" é aquela típica composição assinada pelo ZZ Top: refrão chiclete, riffs poderosos e cozinha perfeita. Os sintetizadores aparecem com mais presença na faixa seguinte, "Penthouse Eyes", que, apesar disso, também é feijão com arroz.

"My Head's In Mississippi" ganhou um vídeoclipe e é mais um dos destaques, juntamente com a ótima "Give It Up", a lenta "2000 Blues", e a pop "Doubleback", que fez parte da trilha sonora da película Back To The Future Part III.

No mais, este é um registro que não desapontará os fãs do ZZ dos 70s. Porque com eles é assim: independente do nível tecnológico da aparelhagem usada na gravação, o bom e velho Blues Rock ainda é brindado; como no começo da banda, só que com toques de modernidade que acabam sendo muito bem-vindos.

Baixem!



Billy Gibbons - guitarras, vocais
Dusty Hill - baixo, vocais, teclados
Frank Beard - bateria

01. Concrete And Steel
02. Lovething
03. Penthouse Eyes
04. Tell It
05. My Head's In Mississippi
06. Decision Or Collision
07. Give It Up
08. 2000 Blues
09. Burger Man
10. Doubleback

Por Gabriel

Link nos comentários!
Link on the comments!


Mötley Crüe – Lewd, Crüed and Tattooed [2001]


A virada do milênio não foi um bom momento para o Mötley Crüe. Apesar de lançar o bom álbum “New Tattoo”, o grupo experimentava uma fase de baixa popularidade. O trabalho vendeu pouco na época do lançamento e a tour de divulgação – chamada de “Maximum Rock Tour”, contando com Anthrax e Megadeth como atrações de abertura – não obteve a venda de ingressos inicialmente esperada. No lado pessoal, a maré também não andava boa, com o baterista Randy Castillo, que recém havia entrado no lugar de Tommy Lee, tendo que abandonar a excursão no meio devido ao problema de estômago que mais tarde seria confirmado como um câncer, que o acabou vitimando fatalmente.

“Lewd, Crüed & Tattooed” é um registro fiel dessa época. Lançado em vídeo, mostra a banda em um show gravado na cidade de Salt Lake City, em um ginásio com visíveis espaços vazios nas arquibancadas. Segurando as baquetas como substituta provisória está a ex-Hole, Samantha Maloney, que segura o rojão com categoria. Apesar de estar divulgando o novo disco, ele se resume a uma parte pequena do setlist, que investe forte nos clássicos, para a alegria da platéia. Sem Tommy para tocar o piano, “Home Sweet Home” ganha uma introdução diferente, assinada por Mick Mars. E não tem como evitar a air-guitar quando “Live Wire” explode nos alto-falantes.



Enfim, um bom show, mostrando que o Mötley consegue se superar mesmo nas adversidades e animar quem espera um Rock and Roll em sua mais pura concepção festeira. E quando tiver a chance de comprar o DVD, não hesite, pois vale o investimento. Há um tempo atrás, sempre estava à venda nas grandes redes de loja a preços bem acessíveis. Eu paguei 12 pilas pelo meu (risos). Curiosidade: Uma das backing vocals usadas pelo quarteto nessa época é Pearl Aday, filha de Meat Loaf e esposa de Scott Ian, do Anthrax.

Vince Neil (vocals)
Mick Mars (guitars)
Nikki Sixx (bass)
Samantha Maloney (drums)

Pearl Aday (backing vocals)
Marty Bird (backing vocals)

01. Kickstart My Heart
02. Same Ol' Situation
03. Primal Scream
04. Punched In The Teeth By Love
05. Dr. Feelgood
06. Home Sweet Home
07. Don't Go Away Mad (Just Go Away)
08. Piece Of Your Action
09. Wild Side
10. Hell On High Heels
11. Looks That Kill
12. Girls, Girls, Girls
13. Live Wire
14. White Punks On Dope
15. Shout At The Devil

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Rush - Fly By Night [1975]


Antes de ser a banda que investia pesado em sintetizadores e teclados, o Rush era apenas uma banda canadense que investia pesado no Classic/Hard, um gênero muito comum (principalmente na época em que se deu a formação do grupo, ainda no final dos anos 60).

Essa primeira formação contava com Jeff Jones (baixo e vocal), o baterista John Rutsey e Alex
Lifeson ocupando o posto de guitarrista. Rapidamente Jones foi substituído por Gary Lee Weinrib, ou Geddy Lee. Veio então o primeiro álbum, batizado simplesmente Rush. O lançamento foi independente, e o resultado pode ser rotulado como "promissor". Isso porque, apesar de ser bom, não há uma identidade definida: ora temos flertes com o Blues, ora com o Classic, ora com o Hard.

Alex Lifeson, John Rutsey e Geddy Lee

Logo no início da tour de promoção, Rutsey pula do barco e entra aquele que atualmente é considerado como um dos melhores baterista de todo o mundo. Estava consolidada a terceira formação, mantida até o presente momento.

Fly By Night foi o início da transição do Classic/Hard ao Rock Progressivo propriamente dito. Inclusive as letras passaram por esse processo, se tornando mais complexas e abordando temas mais profundos e por vezes épicos. O amadurecimento do trio como instrumentistas também é algo notável; cada um contribui com uma competência enorme (afinal, Lifeson pode não ser um dos grandes nomes da guitarra, mas realiza sua função como poucos), e isso resulta em um trabalho igualmente notável.



"Anthem" é uma abertura porrada, onde, logo de cara, Peart se destaca. Alterações de ritmo bem colocadas, cozinha mais que eficiente e guitarra furiosa são os ingredientes desta que é uma das músicas que mais gosto do Rush (e Fly By Night, um de meus discos preferidos deles). "Best I Can" é uma ode ao rock'n'roll, enérgica e curta como deve ser.

Temos, agora, o primeiro flerte com o Progressivo. O épico "By-Tor And The Snow Dog" é dividido em partes (como outras composições do trio) que contam uma história e/ou a representam. Sem entrarmos no aspecto lírico; só o que digo é que essa faixa é perfeita.

A faixa-título é simples, porém muito boa. A otimista Making Memories tem violões ótimos e slides que beiram a perfeição. "Rivendell" é climática e apresenta um Lifeson inspiradíssimo nas doze cordas. "In The End" encerra o disco com a mesma energia com que o mesmo começou.



Naquele mesmo ano viria o subestimado (e, porque não, obscuro) "Caress of Steel", e, em 1976, a obra "2112", que definiria de vez o som do power trio natural do Canadá. No entanto, sem comparações entre uma fase e outra: as duas têm uma qualidade inquestionável e incontestável. Confira sem medo.

Geddy Lee - baixo, vocais
Alex Lifeson - guitarras, violões, violões de 12 cordas
Neil Peart - bateria, percussão

1. Anthem
2. Best I Can
3. Beneath, Between & Behind
4. By-Tor And The Snow Dog
5. Fly By Night
6. Making Memories
7. Rivendell
8. In The End

Por Gabriel

Link nos comentários!
Link on the comments!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Perverse - Too Much Is Never Enough [2011]


Por uma questão de ética, o Silver não quis babar o próprio ovo nesse post (risos). Sendo assim, coube a mim oferecer a vocês Too Much Is Never Enough, primeiro trabalho da Perverse. Quem nos acompanha na Combe por todo esse tempo deve ter ouvido falar no grupo, já que o nosso departamento de marketing funciona bem. A banda pratica um Hard direto, com pegada Rock and Roll, do tipo que cai bem aos ouvidos tanto dos especialistas no gênero como dos leigos. Sem presepadas nem complicações.

Destaque inevitável para a faixa-título, com sua levada bem construída, assim como a mudança de andamento no meio. “Mean Machine” já tem uma sonoridade mais próxima do Heavy, enquanto a melódica “Anne” mostra a faceta mais suave do quinteto. A dobradinha “The Heartbreaker” e “Perverse” encerra o trabalho em alta qualidade e com um peso bem dosado. Não há destaques individuais entre os músicos, que mostram entrosamento e não disputam so holofotes, cada um fazendo sua parte com extrema competência.



É complicado resenhar o trabalho de amigos, mas ao mesmo tempo o Silver sabe que sou muito crítico quando quero. No entanto, já esperava algo de qualidade pelas músicas que tinha ouvido separadamente. Que esse seja o começo de um belo caminho, cheio de conquistas. Basta manter o nível!

Piau - vocal
Silver - guitarra
Mestre - guitarra
Murilo 240 - baixo
Demir Luzzi - bateria

01. Everybody Lies
02. Too Much Is Never Enough
03. Mean Machine
04. Anne
05. Dare You To Know Me
06. The Heartbreaker
07. Perverse

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sepultura - Chaos A.D. [1993]


Na década de 90 o Sepultura havia ganhado o mundo com seu vigoroso "Arise", apresentando o já tradicional Thrash Metal porrada. E, diferentemente do esperado, no lançamento seguinte eles não mantiveram essa mesma receita. O que para alguns pode ser uma completa burrice, se revelou uma mudança muito boa e que só ajudou a atestar o talento do quarteto.

Essa mudança se concentrou na diminuição da velocidade, com o som pendendo para o Groove Metal (os riffs de Kisser ficaram ainda mais pesados), e a adição das influências tribais (que foram maximizadas no tão amado e odiado "Roots" de 1996). No que isso resultou? Em um dos discos mais poderosos do Metal Brasileiro.

A introdução de
Refuse/Resist já denuncia um novo direcionamento. Mas, ao contrário do que você, leitor, pode estar pensando, tal direcionamento não é extremo, e ainda temos o quarteto brindando a paulada ao longo das doze faixas do full. O segundo single Territory tem um Igor Cavalera sem dó nem piedade, e é um dos maiores clássicos da banda. Já Slave New World é direta e reta, tendo como principal ingrediente o entrosamento dos quatro.



O instrumental Kaiowas apresenta mais explicitamente o experimentalismo, enquanto Propaganda é um convite ao headbang. Biotech Is Godzilla foi feita em parceria com Jello Biafra e, particularmente, é a que mais gosto. Mais destaques para a cadenciada Nomad, a raivosa Manifest, a porrada técnica Clenched Fist e o cover para Polícia, dos Titãs.



Ao final, o que temos por aqui é um genuíno disco de Metal, sem tirar nem pôr; nada de experimentações exacerbadas e que não levam a lugar algum. Se paulada é o que você quer, aqui está o ideal. Bom download!

Max Cavalera - vocais, guitarra base, violões
Andreas Kisser - guitarra solo, violões
Paulo Jr. - baixo
Igor Cavalera - bateria e percussão

01. Refuse/Resist
02. Territory

03. Slave New World
04. Amen
05. Kaiowas
06. Propaganda
07. Biotech Is Godzilla
08. Nomad
09. We Who Are Not As Others
10. Manifest
11. The Hunt (New Model Army cover)
12. Clenched Fist
13. Polícia (Titãs cover)

Por Gabriel

Link nos comentários!
Link on the comments!


Aerosmith – Get Your Wings [1974]


As vendas abaixo esperado do debut exigiam uma postura diferente do Aerosmith para o seu próximo disco. Não são todas as bandas que se tornam sucesso instantâneo e, no caso da trupe de Boston, o êxito comercial funcionou como uma verdadeira “escalada” para a fama.

Gravado de 1973 para 1974, “Get Your Wings” traz a mesma essência do antecessor, no entanto apresenta diferenças primordiais para que a própria banda conseguisse maior repercussão. Logo de cara, nota-se a melhor produção do registro, assinada por Jack Douglas, também responsável por produzir os próximos quatro discos. As composições têm maior identidade e Steven Tyler, finalmente, adotou o estilo de voz que o consagrou como um dos maiores vocalistas do Rock – apesar da nítida ausência de drives.



Musicalmente, a identidade foi encontrada quando se considera a linearidade do registro. Diferente de seu antecessor, “Get Your Wings” não é do tipo de disco que dá tiros para vários lados: o foco é o Hard Rock com pitadas de Blues e de Rock clássico, desde as timbragens dos instrumentos até as progressõs musicais empregadas. Talvez a única exceção à regra seja S.O.S. (Too Bad), por sua batida rápida, mas o estilo não foge das demais apenas pela aceleração.

A repercussão, novamente, não foi grande como se esperava. O disco atingiu uma modesta 70ª colocação nas paradas norte-americanas, entretanto Same Old Song And Dance chegou ao posto de número 54 nos charts gerais de singles. Apesar de sua qualidade diferenciada, “Get Your Wings” é mais reconhecido por ser um “laboratório” para o arrasa-quarteirões “Toys In The Attic”, lançado um ano depois. Os destaques do play vão para a clássica Same Old Song And Dance, o cover Train Kept-A-Rollin', a bela Seasons Of Wither e a divertida Woman Of The World.



01. Same Old Song and Dance
02. Lord of the Thighs
03. Spaced
04. Woman of the World
05. S.O.S. (Too Bad)
06. Train Kept A-Rollin'
07. Seasons of Wither
08. Pandora's Box

Steven Tyler – vocal
Joe Perry – guitarra, backing vocals
Brad Whitford – guitarra
Tom Hamilton – baixo
Joey Kramer – bateria, percussão

Músicos adicionais:
Michael Brecker – saxofone tenor em 1 e 8
Randy Brecker – trompete em 1
Stan Bronstein – saxofone barítono em 1 e 8
Jon Pearson – trombone em 1
Ray Colcord – teclados em 3

(Links nos comentários - links on the comments)

by Silver

domingo, 1 de janeiro de 2012

Metallica - Garage Inc. [1998]


Caça-níquel? Homenagem? As duas coisas? Sim. Ou não. É uma questão pontual, já diria o nobre narrador. O fato é que quando o assunto é covers, o Metallica sempre mandou muito bem. E Garage Inc veio em um momento muito conturbado junto aos fãs, graças aos controversos “Load” e “Reload”, discos que desagradaram os die-hard pela falta de peso – mas que hoje soam como um deleite se comparado ao que veio logo a seguir. Sendo assim, a banda resolveu descarregar toda a fúria contida nesse trabalho, além de apresentar a toda uma nova geração alguns artistas que só a turma do underground conhecia.

O primeiro CD traz versões gravadas especialmente para o lançamento. Além de algumas das preferidas da casa, escolhas óbvias para a ocasião, o grupo surpreendeu, trazendo artistas de diferentes vertentes musicais para o mundo metálico. E o resultado ficou excelente, com as músicas sendo executadas com personalidade e rispidez ímpares. Quem imaginaria que “Turn The Page”, de Bob Seger, seria uma música tão apropriada para o cenário do grupo? Mesmo o deslocado Nick Cave ganhou uma nova perspectiva na voz de James Hetfield. Mas é claro que o bicho pega mesmo quando Black Sabbath, Mercyful Fate, Thin Lizzy, Lynyrd Skynyrd e Blue Öyster Cult são lembrados.



Já a segunda bolachinha resgata as gravações dos EP’s “Garge Days Revisited” e “The $5.98 E.P.: Garage Days Re-Revisited”, além de B-sides lançados entre o fim dos anos 80 e início dos 90’s. Nessa parte, o Metallica oferece algumas pérolas perdidas da NWOBHM, especialmente de seus grandes ídolos do Diamond Head, que verdadeiramente devem a carreira ao quarteto – e os próprios reconhecem isso sem problemas nem constrangimento. Some a isso, cacetadas certeiras de formações díspares, como Queen e Anti-Nowhere League, que acabam fazendo sentido quando misturadas neste caldeirão sonoro.

Garage Inc vendeu mais de 5 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos e algumas das canções seguem sendo executadas nos shows de maneira esporádica, especialmente as gravações mais antigas. Uma celebração para a banda e oportunidade de enriquecimento cultural para os fãs, que podem conhecer ou relembrar alguns grupos muito importantes da história do Rock, resgatados pelas mãos de Lars Ulrich e seus comparsas. E um sopro de esperança em uma época conturbada e irregular na caminhada do Metallica.



James Hetfield (vocals, guitar)
Kirk Hammett (guitar)
Jason Newsted (bass)
Lars Ulrich (drums)
Cliff Burton (bass on tracks 6 and 7 on CD 2)

Guests on “Tuesday’s Gone”

Pepper Keenan (Corrosion of Conformity)
Jerry Cantrell & Sean Kinney (Alice in Chains)
Jim Martin (Faith No More)
John Popper (Blues Traveller)
Gary Rossington (Lynyrd Skynyrd)
Les Claypool (Primus)

CD 1

01. Free Speech For the Dumb (Discharge)
02. It’s Electric (Diamond Head)
03. Sabbra Cadabra (Black Sabbath)
04. Turn the Page (Bob Seger)
05. Die, Die My Darling (The Misfits)
06. Loverman (Nick Cave)
07. Mercyful Fate Medley (Mercyful Fate)
08. Astronomy (Blue Öyster Cult)
09. Whiskey in the Jar (Thin Lizzy)
10. Tuesday’s Gone (Lynyrd Skynyrd)
11. The More I See (Discharge)

CD 2

01. Helpless (Diamond Head)
02. The Small Hours (Holocaust)
03. The Wait (Killing Joke)
04. Crash Course in Brain Surgery (Budgie)
05. Last Caress/Green Hell (The Misfits)
06. Am I Evil? (Diamond Head)
07. Blitzkrieg (Blitzkrieg)
08. Breadfan (Budgie)
09. The Prince (Diamond Head)
10. Stone Cold Crazy (Queen)
11. So What? (Anti-Nowhere League)
12. Killing Time (Sweet Savage)
13. Overkill (Motörhead)
14. Damage Case (Motörhead)
15. Stone Dead Forever (Motörhead)
16. Too Late Too Late (Motörhead)

Link nos comentários
Link on the comments


JAY