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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Tone Norum - One Of A Kind [1986]


O sobrenome deve ter lhe parecido familiar, certo? Pois é, Tone Norum é a irmã caçula do lendário John Norum, guitarrista do Europe. Mostrando que o talento estava no sangue da família, ela também resolveu embarcar em uma carreira na música e contou com ajudas mais que valiosas. One of a Kind é o primeiro trabalho da (então) moça e contou com o auxílio de todos os integrantes da banda do irmão, especialmente Joey Tempest, que escreveu as músicas, tocou vários instrumentos, fez backing vocals e ainda produziu o disco.

O momento inspirado do grupo, que lançava o multiplatinado The Final Countdown, acabou refletindo nesse play também. A sonoridade, apesar de tender um pouco mais para o “lado Pop da força”, mantém algumas características que em determinados momentos faz com que estejamos ouvindo uma versão mais light e com vocais femininos do Europe – algo que a própria banda faria com seu som nos trabalhos seguintes, o que fez com que John pedisse o boné. Aliás, Tone mostra ser uma ótima cantora, com um timbre suave e muito bem encaixado.



Duas músicas fizeram sucesso nas rádios suecas: o single “Stranded” e “Can’t You Stay?”. Também merece destaque a abertura com “If I Were Queen” e a totalmente trilha sonora de Sessão da Tarde “Built On Dreams”. Tone ainda lançaria outros álbuns posteriormente, mas não alcançaria a fama de seu irmão. De qualquer modo, seu trabalho merece ser conferido pelos fãs do lado mais melódico do Rock, além, é claro, dos fãs de carteirinha do Europe de um modo mais amplo, já que a banda tem participação ativa no play.

Tone Norum (Vocals)
John Norum (Guitar)
Joey Tempest (Guitar, Bass, Keyboards, Backing Vocals)
Mic Michaeli (Keyboards)
Ian Haugland (Drums)
Ronnie Thunder (Backing Vocals)

01. If I Were Queen
02. Built On Dreams
03. One Of A Kind
04. Stranded
05. Secrets Of A Heart
06. This Is Love
07. And I
08. Til Heaven Calls Your Name
09. Playing With Fire
10. Can't You Stay

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JAY

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Forsale - Stranger In Town [1988]


O Rock sempre se caracterizou por unir algumas duplas lendárias de vocalistas e guitarristas. A lista é enorme, portanto nem começaremos a citar. Mas você já sabe mais ou menos de quem estamos falando. Em tempos mais recentes, um duo de destaque foi formado pelos suíços Steve Lee e Leo Leoni. Juntos, alcançaram fama e glória com o Gotthard, um dos grandes expoentes do Hard Rock europeu das últimas décadas. Infelizmente, a tragédia cruzou o caminho da parceria recentemente, fazendo com que ela se tornasse história. Mas o legado viverá para sempre, tanto com os fãs como pelas mãos da própria banda, que seguirá em frente.

Mas antes mesmo de haver um Gotthard, existiu o Forsale. Foi aqui que tudo começou para Steve e Leo, embora eles não fossem os cabeças do projeto – motivo pelo qual sairiam mais tarde para criar algo próprio. Mas esse trabalho tem algumas diferenças em relação ao Hard mais cru e voltado para as guitarras que os consagrou. A abordagem é bem AOR, com uso constante de teclados e harmonias vocais mais trabalhadas. Da metade pra frente o álbum ganha uma dose extra de peso, mas ainda assim é bem diferente do que a dupla faria posteriormente. A despeito disso, o disco é muito bom, com músicas bem interessantes e melodias cativantes.



Destaques para a faixa-título, a marcante “No Time No Chance”, a mais pesada “Run For Life” e a curta “So Long”, que encerra o play de maneira singela e emotiva. Interessante reparar que Steve ainda estava procurando um registro ideal para sua voz, que soa um tanto quanto diferente do que a maioria está acostumada a ouvir. Anos depois, com o sucesso do Gotthard, esse trabalho foi relançado na Europa em edição limitada, portanto, permanece como um artigo cobiçado nas coleções de quem não pôde pegar o original. Artigo indispensável para quem quer ter tudo relacionado ao saudoso cantor.

Steve Lee (vocals)
Leo Leoni (guitars)
Mauro Lupazzi (guitars)
Lute Warsitz (bass)
Johnny Frizti (drums)
Neil Otupacca (keyboards)

01. Witch-hunt
02. Stranger In Town
03. Carry On
04. Only Love
05. No Time No Chance
06. Rollin' On
07. Run For Life
08. Night Spell
09. Call My Name
10. Fallin' Down
11. So Long

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JAY

domingo, 4 de dezembro de 2011

Brian Howe - Circus Bar [2010]


I’m Back! É assim que começa a bagaça. Para mostrar que o tempo sumido não foi em vão, o ex-Bad Company e Ted Nugent, Brian Howe retornou ano passado com Circus Bar, trabalho há muito aguardado pelos fãs. E em seu segundo esforço solo, o cantor se aventura com destreza pelos caminhos do Melodic Rock. O que pode soar como uma surpresa aos desavisados, mas que, no fim das contas, revela-se uma feliz idéia, já que o material aqui apresentado é de primeira qualidade. As composições e suas melodias casaram perfeitamente com a voz de Brian, que mostra que não perdeu nada desde seus gloriosos e bons tempos.

Além da já citada faixa de abertura, temos ótimos momentos na alegre “There’s This Girl”, a quase Pop “It Could Have Been You”, que me lembrou até mesmo algo do The Police, especialmente na bateria à la Stewart Copeland e a acústica “Flying”, com belos backing vocals encaixados no refrão. Em “My Town” temos uma levada Hard misturada com o Classic Rock, com direito a uns ecos de Hammond ao fundo, criando um clima matador. Aliás, essa música conta com a participação de ninguém menos que Pat Travers na guitarra. Em “If You Want Trouble” temos o momento mais pesado, chegando até a lembrar alguma coisa do AC/DC. Relembrando os tempos de Bad Company, regravações de “How About That” e “Holy Water”.



Howe mostra que ainda possui a competência necessária para comandar a festa. Ainda mais escorado por músicos de alto calibre, que colaboram com melodias simples e cativantes, daquelas que são facilmente reconhecíveis e ficam o dia inteiro na cabeça. Seus admiradores não terão do que se queixar ao ouvir esse play, assim como qualquer fã dos lançamentos da Frotniers Records. Infelizmente, em recente comunicado à imprensa especializada, Brian anunciou que lançará apenas mais um EP e se afastará do mundo artístico. Portanto, é bom aproveitar cada momento, como esse belo trabalho. Baixem sem medo!

Brian Howe (vocals)

Brooks Paschal (guitars)
Dean Aicher (guitars)
James Paul Wisner (guitars)
Tyson Shipman (guitars)
Pat Travers (guitars)
Brooks Paschal (bass)
Miguel Gonzalez (bass)
Wayne Nelson (bass)
Matt Brown (drums)
Luke Davids (keyboards)

01. I’m Back
02. Life’s Mystery
03. There’s This Girl
04. Could Have Been You
05. I'm Surrounded
06. Flying
07. How It Could Have Been
08. My Town
09. How ‘Bout That
10. Feels Like I’m Coming Home
11. If You Want Trouble
12. Feelings
13. Holy Water
14. Little George Street

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JAY

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Aliados – Abre Tu Alma [2000]


Bandas de AOR, por si só, já são artigos raros no mundo do Rock – com exceção da Escandinávia atual, onde há mais conjuntos que pessoas (risos). Imaginem, então, um grupo peruano que é adepto do estilo. Pois ele existe. O Aliados é um adepto do lado mais melódico do gênero e mostra toda a sua competência em Abre Tu Alma, excelente debut. Influências de Journey, Giant, Bad English e Van Halen (Van Hagar) são facilmente perceptíveis durante toda a audição. O disco foi lançado na terra natal dos músicos via Sony Music, o que fez com que a divulgação local fosse bem satisfatória.

O grande destaque do trabalho vai para o guitarrista Guillermo Bussinger, que mostra durante todo o álbum que entende do riscado, com solos e riffs de primeira categoria, como mostra na introdução da faixa-título. Falando nas músicas, todas possuem extrema qualidade. Mas não tem como não citar a abertura com “No Lo Sé”, passando pela emotiva “No Puedo Volar”, a melódica “Una Entre Mil” e a saideira com “Nadie Nos Puede Parar”, um pouco mais pesada. O single ficou por conta de “Toda Tu Piel”, bela escolha, com seu refrão de fácil assimilação e extremamente grudento.



Um prato cheio para quem curte um Rock festeiro, com letras em espanhol e melodias bem pra cima. O grupo ainda lançou mais um trabalho em 2005 e encerrou as atividades. Seus músicos continuam atuantes na cena local, com todas as dificuldades que um país periférico no estilo pode oferecer. E, até onde tenho notícias, sem fazer mimimi sobre dificuldades, público paga-pau de gringo e afins.

Pepe Gonzalez (vocals)
Guillermo Bussinger (guitars)
José Carlos Velásquez (keyboards)
Marcell Lagos (bass)
Chayo Saldarriaga (drums)

01. No Lo Sé
02. No Puedo Volar
03. Toda Tu Piel
04. Abre Tu Alma
05. Libre
06. Razón Contra Corazón
07. Aquí De Nuevo
08. Una Entre Mil
09. Nadie Nos Puede Parar

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JAY

domingo, 20 de novembro de 2011

Saraya - Saraya [1989]


Sem dúvida uma das grandes referências do Hard Rock/AOR norte-americano com vocais femininos da virada dos 1980 para os 90s se chamava Sandi Saraya. Munida de sonhos e um talento muito acima da média, a cantora de New Jersey uniu-se ao tecladista Gregg Munier para formar uma banda, que inicialmente se chamaria Alsace Lorraine (nome de uma das faixas deste play). Partiram para Los Angeles, onde a cena realmente acontecia, mas nada de empolgante surgiu. Sendo assim, voltaram para casa, mas continuaram trabalhando em material para um futuro disco, sem perder a esperança de que o destino mudasse.

A grande virada aconteceu quando uma Sandy (sim, desta vez com y) cruzou o caminho dos músicos. Tratava-se de Sandy Lizner, que se tornou grande colaboradora, cuidando da parte de divulgação e conseguiu o tão sonhado primeiro contrato com uma gravadora. Logo, viu-se que a idéia de explorar a imagem da vocalista poderia trazer maior retorno em um curto espaço de tempo. Sendo assim, o grupo passou a levar seu sobrenome. Para completar o time, a dupla se abasteceu de três figuras que já tocavam juntas no grupo NYC, liderado pelo ex-tecladista do Foreigner, Al Greenwood, além de uma rápida passagem com Joe Lynn Turner, antes de ele se juntar a Yngwie Malmsteen.



O mais conhecido era o guitarrista Tony Rey, que anos mais tarde passaria a assinar Tony Bruno e teve como maior momento na carreira uma passagem rápida pelo Danger Danger. E ele acaba sendo o grande destaque do álbum, encaixando riffs e solos de muito bom gosto nas composições de Sandi e Gregg. Dois singles foram lançados. Primeiro, para a potente faixa de abertura, “Love Has Taken It's Toll”, que alterna passagens acústicas com uma pegada fulminante. A seguir, foi a vez de “Back To The Bullet”, hit certeiro, com seu belo potencial radiofônico, que acabou se confirmando, ao menos, na terra natal da banda.

O disco obteve repercussão razoável, em um desempenho considerado satisfatório por todos os envolvidos. A exposição rendeu ao Saraya o convite para figurar na trilha sonora do filme Shocker. Infelizmente, mudanças na formação e no mercado musical impediram que o segundo trabalho obtivesse maior êxito. Sandi ainda figuraria na cena graças a seu casamento com o baixista do Tesla, Brian Wheat, além de esporádicas participações em outros projetos. Mas a promissora história de sua banda ficaria restrita ao underground do gênero. De qualquer modo, temos aqui um ítem indispensável na coleção de qualquer admirador de um Hard Rock com vocais femininos.



Sandi Saraya (vocals)
Tony Rey (guitars)
Gary Taylor (bass)
Gregg Munier (keyboards)
Chuck Bonfante (drums)

01. Love Has Taken It's Toll
02. Healing Touch
03. Get U Ready
04. Gypsy Child
05. One Night Away
06. Alsace Lorraine
07. Runnin' Out of Time
08. Back to the Bullet
09. Fire to Burn
10. St. Christopher's Medal
11. Drop the Bomb

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JAY

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

The Magnificent – The Magnificent [2011]


A nova geração definitivamente não tem medo de esconder suas preferências. Enquanto por muito tempo criou-se um abismo separando o Hard Rock oitentista do resto do mundo, hoje a influência é assumida e muito bem recebida. Como podemos ver no caso do The Magnificent, projeto encabeçado pelo vocalista Michael Eriksen, conhecido na cena metálica pelo seu trabalho no Circus Maximus. Aqui, em parceria com Torsti Spoof (Leverage), ele escancara outra faceta de sua personalidade musical, mostrando um trabalho que mescla sonoridade de grupos atuais com as lendas do estilo. Para melhorar, ainda há bem-vindos toques Heavy pontuais nas faixas, especialmente nas guitarras.

Aliás, já ficou repetitivo, mas é sempre necessário destacar como os escandinavos produzem material de qualidade nesse gênero com facilidade. E Michael não deixou de colocar elementos que lembram conterrâneos, como Europe, Talisman e Treat, apenas para ficar nos casos mais famosos. Mas isso não seria nada sem o conteúdo. Sendo assim, faixas certeiras como “Holding On To Your Love”, “Cheated By Love” (refrão para sair cantando junto) e o belo hino AOR “Memories” justificam plenamente a empolgação do ouvinte. A balada “Angel” é o crime perfeito para qualquer adepto do estilo. Cara de hit que poderia ser radiofônico em outros tempos. Hoje será apenas nas playlists.



“Satin & Lace” lembra o W.E.T., enquanto “Love’s On The Line” soa como um tributo aos heróis do estilo. Ainda remetendo ao passado, “Bullets” parece ter saído dos bons tempos do Phenomena, com passagens vocais marcantes. E o que Torsti faz no solo desta faixa é de tirar o fôlego. As melodias indefectíveis de “Smoke & Fire” e “Tired Of Dreaming” ajudam a manter a audiência no clima. Já “If It Takes All Night” é aquele tipo de balada que faria a festa da minha geração nos tempos de pré-adolescência, nas danças de bailinhos. Depois da calmaria, a tempestade – no bom sentido – com “Lost”, apropriada para pular e cantar junto em um show. Encerrando, a calma “Harvest Moon”, que seria trilha de algum filme da Sessão da Tarde em outros tempos.

Fazendo uma análise geral, colocando prós e contras na balança e estabelecendo as comparações devidas, dá para dizer sem medo de errar: é do The Magnificent o troféu de álbum do ano na categoria AOR! Item obrigatório na coleção dos fãs do estilo. E mais uma prova da capacidade dos músicos atuais, que souberam não se ater a pré-conceitos estabelecidos por quem sugou tudo que um gênero ofereceu e depois o marginalizou.

Michael Eriksen (vocals)
Torsti Spoof (guitars, keyboards)
Sami Norbacka (bass)
Jukka Karinen (keyboards)
Rolf Pilve (drums)

01. Holding On To Your Love
02. Cheated By Love
03. Memories
04. Angel
05. Satin & Lace
06. Love's On The Line
07. Bullets
08. Smoke & Fire
09. Tired Of Dreaming
10. If It Takes All Night
11. Lost
12. Harvest Moon

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JAY

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Boston - Third Stage [1986]


Uma das maiores lendas da música, o Boston é uma das melhores bandas do Hard/Classic/AOR que se tem notícia e seus dois primeiros álbuns, em especial, hoje em dia são discografia básica. Mas, felizmente, a carreira dos americanos não se resume a isso; e "Third Stage" está aí para provar.

O sucesso era enorme. O segundo (e espetacular) "Don't Look Back" se consolidava como um dos melhores lançados na época, e os singles eram praticamente uma sensação. Embalados por isso, Tom Scholz e companhia iniciaram o processo de composição do próximo disco já em 1979, e então veio o problema que atrasou a gravação do mesmo: o administrador da banda clamou que ele tinha o direito de uma porcentagem de todas as mús
icas compostas por eles até aquele momento. Foi decidido, então, que um pequeno hiato acontecesse, e cada membro passou a se concentrar em projetos paralelos.

Mais problemas com a gravadora (CBS) levaram a saída do guitarrista Barry Goudreau. E não parou por aí: a CBS entrou com uma ação contra Scholz, alegando quebra de contrato por eles falharem em fazer um novo álbum a tempo (àquela altura, o ano de 1980 já estava no fim). Depois de muita burocracia, a banda finalmente conseguiu assinar com a MCA, onde seria possível o término do terceiro disco.

A banda nos anos 70

No dia 23 de Setembro, "Third Stage" aterrissava nas prateleiras e em pouco tempo tornou-se mais uma empreitada bem-sucedida da trupe, em parte por conter o único single que alcançou o primeiro lugar da Billboard, "Amanda", em parte por ter um forte apelo pop e se direcionar mais para o AOR do que para o Hard/Classic.

No encarte, há uma espécie de declaração: "It took nearly six years to conceive and complete this album. No orchestral instruments or synthesizers were used to create the sounds. Each individual piece of music relates a human experience. And together they tell the story of a journey into life's Third Stage.", criando uma aura misteriosa em sua volta. E é exatamente isso que "Third Stage" proporciona: uma jornada de sons espaciais e muito bom gosto.



"Amanda" foi a primeira música feita para o full. Uma balada de inspiração transbordante e aquela melodia já característica do AOR, além do refrão chiclete em coro e um ótimo riff. "We're Ready" alterna entre momentos de calmaria e guitarras furiosas. "Cool The Engines" é um rock'n'roll tipicamente oitentista. E mais uma balada vem aí: "My Destination", que é clichê até a alma. Delp merece nota por se sair muitíssimo bem nessa.

"To Be A Man" é uma das melhores do play. A seguinte, "I Think I Like It", tem participação do guitarrista Gary Pihl, à época um ex-integrante da banda de Sammy Hagar. Mais menções para "Can'tcha Say (You Believe In Me)/Still In Love", com um refrão melódico e grudento, propriamente feito para se assobiar.

O próximo lançamento sairia apenas em 1994, já com um line-up diferente (já que Delp dera no pé). Mas o importante é você ouvir esse disco. E que disco.

Recomendadíssimo!



Brad Delp - vocais
Tom Scholz - guitarras, baixo, piano
Jim Masdea - baquetas, percussão
Gary Pihl - guitarra solo em "I Think I Like It"

01. Amanda
02. We're Ready
03. The Launch
04. Cool the Engines
05. My Destination
06. A New World
07. To Be A Man
08. I Think I Like It
09. Can'tcha Say (You Believe In Me)/Still In Love
10. Hollyan

Por Gabriel

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R.I.P

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Work Of Art - In Progress [2011]


Esses suecos já tinham deixado uma boa impressão em seu álbum de estreia, que chamou a atenção de fãs de AOR/Melodic Rock em todo o mundo. A competência técnica e a capacidade de criar passagens marcantes se sobressaiu, fazendo com que o trio se tornasse respeitado na cena. O conceito só aumentou quando Robert Sall, a mente brilhante por trás da empreitada, se juntou a Jeff Scott Soto no W.E.T., projeto que surpreendeu, lançando um espetacular álbum em 2009. E o que já era bom ficou ainda melhor em In Progress, novo trabalho do Work Of Art, apresentando clara evolução em relação ao anterior.

Desde a abertura com “The Rain”, temos um verdadeiro desfile de hits no estilo que a obra se propõe. “Nature Of The Game” apenas atesta o que a anterior oferece, com sua melodia viciante. Já “Never Love Again” conta com todos aqueles clichês que fazem a festa dos admiradores do lado mais festeiro do gênero, pronta para agradar quem gosta de Journey, Survivor e afins. Na mesma linha, a cativante “Eye Of The Storm” poderia facilmente tocar em rádios especializadas de outrora, mesclando um apelo popular com ótimo instrumental. A primeira balada vem a seguir, com a mid-tempo “Until You Believe”, pronta para emocionar corações.



O primeiro single escolhido pela banda é “The Great Fall”. E foi uma decisão acertada, já que a música reúne características que permeiam todo o play. E o refrão é do tipo ‘vamos cantar e pular junto’. Mantendo o nível lá em cima, “Call On Me” traz aquele típico início à capella, que muitos adoram. Aquele lado mais Pop comparece em “Fall Down”, com extremo bom gosto, ressalte-se. Mostrando a linearidade, “Castaway” vem lá no finzinho, mantendo o nível superior, num clima bem Rock and Roll. Fechando os trabalhos, duas versões acústicas de respeito.

In Progress pode não ter o mesmo efeito para quem gosta de peso e riffs ganchudos o tempo inteiro. Mas os apreciadores de boas e pegajosas melodias, além de teclados atuantes, devem conferir sem pensar duas vezes. E o Work Of Art vai se firmando cada vez mais como uma das boas novidades da nova geração do AOR. Candidato a figurar nas listas de melhores do ano de muita gente!

Lars Safsund (vocals)
Robert Sall (guitars, bass, keyboards)
Herman Furin (drums)

01. The Rain
02. Nature Of The Game
03. Once Again
04. Never Love Again
05. Eye Of The Storm
06. Until You Believe
07. The Great Fall
08. Call On Me
09. Emelie
10. Fall Down
11. Castaway
12. One Step Away
13. Once Again (acoustic)
14. Until You Believe (acoustic)

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JAY

domingo, 6 de novembro de 2011

Strangeways – Where Do We Go From Here? Live At Firefest 2010 [2011]


Para quem ainda não está familiarizado, o Firefest é um evento que acontece anualmente em Nottingham, Inglaterra. Ao contrário dos grandes festivais de verão europeu, sua maior característica é justamente resgatar nomes do underground do Hard Rock/AOR, além de dar uma força à nova geração. Não é raro vermos reuniões especiais para shows exclusivamente no evento. Recentemente, algumas bandas têm lançado suas apresentações em edições limitadíssimas, como foi o caso do Bangalore Choir. Outro nome que tocou ano passado também está disponibilizando a sua participação (com direito a versão em DVD), os escoceses do Strangeways.

Comandados pelo grande Terry Brock, o quinteto mostra que os anos afastados da cena não afetaram a qualidade musical. Tudo flui da melhor maneira possível, com destaque para o guitarrista Ian J. Stewart, que além de encaixar belos riffs e solo ainda produziu o disco, com a mixagem ficando a cargo de Harry Hess, ex-vocalista do Harem Scarem. Não à toa estamos falando do nome que lançou uma das mais importantes peças da história do AOR, o fantástico álbum Walk In The Fire, executado na íntegra na edição 2011 do festival – sim, a recepção foi tão boa que voltaram um ano mais tarde. Mesmo as canções do mais recente trabalho de estúdio, Perfect World, ganham nova força ao vivo.



Mas claro que o povo estava atrás de clássicos. A abertura com “Love Lies Dyin’” já deixava claro que a noite seria em homenagem aos saudosistas de plantão, sedentos pelo mais puro Rock melódico oitentista. Sabendo disso, o grupo despeja antiguidades como “Only A Fool”, “After The Hurt Is Gone”, “Empty Streets” e “Where Do We Go From Here?” com total destreza. Ok, não precisava encerrar com “Bushfire”, tinha opções bem melhores. Mas isso não apaga a qualidade do produto final. Fãs de uma cafonice roqueira das boas não podem deixar passar em branco!

Terry Brock (vocals, guitars)
Ian J. Stewart (guitars)
Warren Jolly (bass)
David "Munch" Moore (keyboards)
Jim Drummond (drums)

01. Love Lies Dyin'
02. Breakin' Down The Barriers
03. Perfect World
04. Only A Fool
05. Empty Streets
06. Time / After The Hurt Is Gone
07. Borderlines
08. Where Do We Go From Here?
09. Never Gonna Lose It
10. Bushfire

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JAY

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pride Of Lions – Pride Of Lions [2003]


Apesar de seu auge nos anos 1980, o AOR/Melodic Rock não perdeu as forças. Aliás, esteve muito melhor do que a ala mais pesada do Hard Rock, pois sempre contou com representantes produtivos. Um deles é Jim Peterik, ex-guitarrista do Survivor, um dos grupos mais rentáveis do gênero na década de auge. O homem nunca perdeu o ritmo, com projetos e parcerias autorais que vão desde Cheap Trick até Brian Wilson, entre vários outros.

A sua principal empreitada na década de 2000, o Pride Of Lions, não fica devendo nada ao seu glorioso passado. A banda é liderada pelo próprio e pelo jovem vocalista Toby Hitchcock, que tinha 26 anos à época do lançamento deste disco e estava numa turma de quarentões e cinquentões experientes. O guitarrista Mike Aquino, o baixista Clem Hayes, o baterista Ed Breckenfield e o tecladista Christian Cullen completam a formação. O debut do conjunto, auto-intitulado, deu as caras em 2003 e trata-se, basicamente, de uma releitura contemporânea ao Melodic Hard Rock de tempos passados.



A abertura com It's Criminal, sobra do disco "Vital Signs" do Survivor, é uma verdadeira paulada melódica, com arranjos marcantes e peso elementar. O vocal de Hitchcock é um destaque: cresce não apenas com o desenrolar da música, como também ao longo do próprio disco. O homem, que tem forte influência da música gospel norte-americana e do gênio Frank Sinatra, tem um alcance incrível e uma capacidade de interpretação digna de um às do estilo. A semi-balada Gone dá sequência com melodias envolventes e uma grande performance vocal em dueto das vozes de Toby e Jim, respectivamente aguda e grave.

Os anos 1980 invadem a mente do ouvinte com Interrupted Melody, uma calma e apaixonante balada AOR. Sound Of Home me arrepia desde a primeira vez que a ouvi. Suas passagens marcantes, suas melodias bem construídas e, principalmente, a voz de Toby Hitchcock garantem paixão à primeira vista. A balada Prideland, apesar de seus longos seis minutos de duração, tem arranjos cativantes e é o tipo de música que faz com que o filme de sua vida passe pelos olhos do ouvinte. A pauleira Unbreakable segue ao estilo Survivor, com guitarras marcantes e refrão grandioso.



First Time Around The Sun é uma boa balada, perde para as anteriores mas não pode ser confundida com filler. Turn To Me é essencialmente grudenta e traz mais um dueto vocal incrível. O encerramento fica por conta de mais quatro baladas: a guitarresca Madness Of Love, as bonitas Love Is On The Rocks e Last Safe Place, e finalmente a poderosa Music And Me.

Não era o objetivo do Pride Of Lions ter grande repercussão com esse projeto, que ainda teve mais dois full-length e um live lançados em anos seguintes, mas o compromisso de fazer boa música não falhou em nenhum momento. Talvez este debut peque pelo excesso de baladas, mas onze entre dez admiradores aprovaram. Uma das apostas mais certeiras da Frontiers Records.



01. It's Criminal
02. Gone
03. Interrupted Melody
04. Sound Of Home
05. Prideland
06. Unbreakable
07. First Time Around The Sun
08. Turn To Me
09. Madness Of Love
10. Love Is On The Rocks
11. Last Safe Place
12. Music And Me

Toby Hitchcock – vocal
Jim Peterik – vocal, guitarra, teclados
Mike Aquino – guitarra
Christian Cullen – teclados
Clem Hayes – baixo
Ed Breckenfield – bateria

Músico adicional:
Hilary Jones – bateria

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by Silver

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Firenote - Firenote [2009]


Antes de qualquer coisa, espero que o pessoal tenha conseguido parar de admirar a capa para ler o texto. E os escandinavos continuam nos proporcionado Melodic Rock/AOR da mais alta qualidade. Os finlandeses do Firenote não fogem à regra da safra atual, fazendo um som que tem tudo para agradar os apreciadores de bandas mais recentes, tendo na linha de frente nomes como Brother Firetribe, H.E.A.T e The Poodles. As músicas são simples, diretas (nenhuma chega a cinco minutos), com melodias certeiras e bom desempenho instrumental de todo o grupo, além do vocalista Ricky, que lembra muito Tony Harnell, ex-TNT, em várias passagens.

Destaques para a ótima levada de “Sara La Fountain”, a acelerada “Speed Freak” (com um nome desses também...), a balada “My Love Will Never Die” – que inicia uma sequência de três faixas com amor no título, praticamente matando David Coverdale de inveja (risos) – e a ótima “Heartbreaker”, a melhor de todas em minha opinião. O encerramento com “She Stole My Speedos” traz um refrão que vai grudar instantaneamente na sua cabeça para nunca mais sair. Mas, de um modo geral, todas as faixas vão satisfazer os fãs do bom e velho Hard Rock que prioriza as melodias matadoras.



Adeptos do Scandi-AOR irão se deliciar. O Firenote não lançou mais nada desde então, apesar de ter continuado fazendo shows, com direito a apresentações em alguns dos grandes festivais de verão da Europa. Mas novidades são aguardadas e que sigam esse caminho em possíveis futuros lançamentos, pois qualidades já mostraram possuir nesse disco. Vale a pena conferir, diversão garantida! E a cena dos Vikings Hard Rockers segue firme e forte.

Ricky (vocals)
Isko (guitar)
Gene (bass)
Hammond (keyboards)
Mike (drums)

01. Firenote
02. Danger
03. Sara La Fountain
04. Speed Freak
05. My Love Will Never Die
06. Don't Ever Fall In Love
07. Love Me Or Let Me Live
08. Mayday
09. Suddenly
10. Heartbreaker
11. She Stole My Speedos

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JAY

terça-feira, 11 de outubro de 2011

91 Suite - 91 Suite [2002]


Se alguém pedisse para citar os melhores álbuns de AOR que já escutei, com certeza esse aqui estaria entre os primeiros da lista! Diretamente da Espanha, o debut do 91 Suite traz tudo aquilo que se espera de um trabalho do estilo, com a precisão instrumental e as melodias contagiantes. Confesso que peguei esse álbum há alguns anos sem nenhuma grande expectativa, apenas para ouvir algo diferente – primórdios dos downloads. Mas que surpresa agradável me proporcionou. Um Rock melódico na medida certa, com músicos muito acima da média e cheio de passagens marcantes.

Fica até difícil destacar um momento especial, pois do início ao fim temos um trabalho contagiante. Mas como não falar do empolgante single “Time To Say Goodbye” (também presente em versão em espanhol no final) ou da maravilhosamente viciante “Down To You”? Em outras épocas, seriam hits radiofônicos de primeira grandeza. Daquelas faixas que fazem a gente esquecer tudo e ficar só curtindo. Outras certeiras são a abertura com “The Day She Left” e a dobradinha “Hard Rain” e “Chances”. Vale citar que temos aqui as bônus exclusivas das versões japonesa e européia, tão boas quanto as do tracklist normal.



Após esse trabalho a banda ainda lançaria o também excelente “Times They Change” em 2005. Em seguida, o vocalista Jesus Espin e o tecladista Dani Morata abandonaram o barco. O grupo recrutou Leandro Martinez para assumir o microfone e segue na ativa, apesar de não ter lançado mais nada desde então. De qualquer forma, fica esse registro fantástico, daqueles plays que você ouve uma, duas, três vezes, as músicas grudam na cabeça e não saem mais. Quem é adepto do gênero e não conhece, não sabe o que está perdendo. E como diz aquela famosa gravadora: in Melodic Rock we trust!

Jesus Espin (vocals)
Ivan Gonzalez (guitars)
Paco Cerezo Sammartin (guitars)
Dani Morata (keyboards)
Mario Martinez (drums)

Guest Musician
Antonio M Ruiz (bass)

01. The Day She Left
02. Down To You
03. Time To Say Goodbye
04. Lost In The Silence
05. Hard Rain
06. Chances
07. Hurt And Pain
08. All Is Gone
09. Give Me The Night
10. I Will Stand By You
11. Chance Of A Lifetime
12. Whatever I Am
13. Answer to My Prayers (European Bonus Track)
14. Dreaming (Japanese Bonus Track)
15. Si el Mundo tiene un fin (spanish version of "Time to say goodbye")

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JAY

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

White Widdow - Serenade [2011]


Ano passado, a cena do Hard/Melodic Rock foi pega de surpresa com a chegada de um verdadeiro furacão musical da Austrália. Com seu álbum de estréia, o White Widdow arrebatou uma verdadeira legião de seguidores. E não era para menos, já que o disco era um “crime perfeito” para os adeptos de um AOR extremamente pegajoso, totalmente influenciado pelos 1980s. Visando aproveitar o grande momento, o grupo não demorou a preparar um segundo petardo. Serenade mantém a estrutura do debut, sem correr riscos desnecessários. E tem tudo para arrebatar ainda mais fãs para a banda.

Desde a abertura, com “Cry Wolf”, fica clara a proposta. Melodia grudenta, execução pomposa, com guitarras e teclados se revezando na linha de frente – no solo, Enzo Almanzi incorpora George Lynch em seus momentos mais inspirados. “Strangers In The Night” tem potencial para single, com seu refrão marcante, assim como “Do You Remember?”, mais uma daquelas semi-baladas no melhor estilo Def Leppard de ser. O momento pede uma daquelas que faz a galera pular em show. E “Reckless Nights” faz a sua parte, com uma levada de empolgar. Quando parece que nada mais nos atinge, “How Far I Run” funciona como uma máquina do tempo, nos transportando a cada nota. Para ouvir e sair cantando junto.



Recém chegamos à metade. Será que haverá fôlego para manter o nível lá em cima? A faixa-título começa a nos responder. De início, parece que estamos diante de uma bela balada. Mas a impressão se dissipa segundos mais tarde, com uma pegada contagiante, além do refrão simples e direto. “Show Your Cards” vai fazer os fãs de grupos como Giant, Honeymoon Suite e Survivor vibrar, enquanto “Mistake” é estruturada nas seis cordas, trazendo um feeling mais pesado. A balada do play surge em “Patiently”, com mais um belo solo de Enzo, o grande destaque. Fechando em alto astral, “Love Won’t Wait”, lembrando o grande sucesso da estréia, “Broken Hearts Won’t Last Forever”.

É clichê? Sim, mas muito bem feito e empolgante, com músicos do mais alto nível, que conhecem o caminho que estão percorrendo como poucos. Se ainda havia alguma dúvida, agora dá para afirmar sem medo: o White Widdow é a maior revelação dos últimos anos no estilo! Fãs de Rock Melódico, eis a nova banda a figurar entre as suas preferidas de todos os tempos.



Julez Mephisto (vocals)
Enzo Almanzi (guitars)
Trixxi Trash (bass)
Xavier Mephisto (keyboards)
Jim (drums)

01. Cry Wolf
02. Strangers In The Night
03. Do You Remember
04. Reckless Nights
05. How Far I Run
06. Serenade
07. Show Your Cards
08. Mistake
09. Patiently
10. Love Won’t Wait

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JAY

sábado, 24 de setembro de 2011

Steelhouse Lane - Metallic Blue [1998] & Slaves Of The New World [1999]


Mesmo em seus piores momentos na indústria da música, o Hard Rock de arena contou com fiéis representantes nos Estados Unidos. E poucos foram tão insistentes como Mike Slammer, guitarrista com passagem pelo Warrant, City Boy e Streets, além de produtor e compositor de grupos como House Of Lords, Big Bang Babies e Hardline. Com o apoio de bons amigos angariados após anos de trabalho, montou o Steelhouse Lane, investindo em um som genuinamente oitentista, com grandes influências de Journey, Van Hagar e afins. Apesar do cenário desfavorável, conseguiu uma pequena, porém ferrenha legião de fãs com seus dois lançamentos. Não são poucos que citam estes trabalhos como referenciais dos tempos de vacas magras do estilo.

Contando com o vocalista Keith Slack – indicação de James Christian – e o baterista Dewayne Barron, Mike lançou Metallic Blue. O disco trazia regravações de suas músicas que haviam sido utilizadas por outros artistas, como a potente faixa-título (House Of Lords), “Dr. Love” (Hardline) e “Addicted” (Wall Of Silence). Outros destaques vão para a baladaça “Find Your Way Home”, a cadenciada “Feel My Love” e a indefectível melodia de “Fire With Fire”. “Brighter Day” fecha de maneira instrospectiva, com uma influência que remete a tempos ainda mais distantes, especialmente na performance vocal de Slack, mostrando sua versatilidade.



A repercussão ao debut foi tão boa que não demorou mais que um ano para Slammer preparar um segundo disco. Dessa vez com uma formação completa, o resultado foi ainda melhor. Slaves Of The New World mostra-se um grande trabalho, ainda mais coeso, com melodias mais trabalhadas. Novamente algumas idéias foram reaproveitadas, como a ótima “Son Of A Loaded Gun”, escrita para a banda Eyes, além de “Find What We’re Looking For”, destinada originalmente ao Boston. Flando na turma das antigas, Steve Walsh (Kansas) aparece de co-autor em duas músicas, “If Love Should Go” e “The Nightmare Begins”.

A excelente “Give It All To Me” abre o play com a corda toda. Riff espetacular, vocalizações perfeitas e um refrão mais grudento impossível. É ouvir, sair cantando e nunca mais esquecer. A faixa-título traz uma pegada mais moderna e muito peso – claro que, de acordo com o estilo em que se encaixa. Lógico que tinha que rolar uma balada com forte carga emocional. E “All I Believe In” cumpre sua função, fazendo muitos recorrerem aos lenços de papel. Mas o Hard festeiro retoma o comando em “Into Deep”. Duas pérolas marcam a reta final, com as excepcionais “All Or Nothin’” e “Seven Seas”, que caíram na preferência dos adeptos.



Os dois discos tiveram lançamento nacional à época – na verdade, o segundo antes do primeiro, mas apenas um detalhe. Talvez, garimpando em algum sebo da vida, você consiga encontrar um perdido. Mais rercentemente, foram disponibilizados lá fora no formato 2 em 1. Apesar de não ter seguido em frente, o Steelhouse Lane deixou seu nome marcado e mostrou mais uma vez toda a capacidade de Mike Slammer. Dois trabalhos indispensáveis nas coleções dos admiradores de um Rock melódico bem tocado.


Mike Slamer (guitars, keyboards, bass)
Keith Slack (vocals)
Dewayne Barron (drums)

01. Metallic Blue
02. Surrender
03. Addicted
04. Find Your Way Home
05. Dr. Love
06. Still
07. Best Years of My Life
08. Can't Fight Love
09. Feel My Love
10. Fire With Fire
11. Can't Stop
12. Brighter Day


Mike Slamer (guitars, keyboards)
Keith Slack (vocals)
Chris Lane (guitars)
Alan Hearn (bass)
DeWayne Barron (drums)

01. Give It All to Me
02. Find What We're Lookin' For
03. Son of a Loaded Gun
04. Turn Around
05. Slaves of the New World
06. All I Believe In
07. Into Deep
08. The Nightmare Begins
09. All or Nothin'
10. Seven Seas
11. Where Are You Now

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JAY

terça-feira, 20 de setembro de 2011

House Of Lords – Big Money [2011]


O House Of Lords tem se mostrado um conjunto incansável nos últimos anos. Cinco álbuns num período de sete anos é uma média muito alta para a atual realidade. Vale ressaltar que todos os discos mantêm um alto padrão de qualidade, não sendo apenas lançamentos para cumprir contrato.

O oitavo da discografia do grupo, “Big Money”, ainda não saiu - só chegará às lojas europeias em 23 de setembro e quatro dias depois nas norte-americanas. Mas o registro vazou, para a felicidade dos fãs. E, mais uma vez, a trupe de James Christian não decepcionou.

“Big Money” é um grande álbum de Hard Rock melódico. A forte tendência para o AOR que o House Of Lords sempre teve continua firme e forte, bem como o peso do trabalho instrumental impecável do guitarrista Jimi Bell, do baixista Chris McCarvill e do baterista BJ Zampa. Sempre grandiosa, a performance do cantor e compositor James Christian se sobressai. Como um bom vinho, Christian melhorou ao envelhecer: preservou sua potente voz e evoluiu em suas composições.



A faixa título abre com um andamento pesado e um refrão cativante. James começa endiabrado e Jimi destila um ótimo solo de guitarra. One Man Down tem um início acústico e leve, mas se transforma numa paulada poderosa. Um dos grandes destaques, First To Cry é melódica e grudenta - seu refrão é realmente grandioso. Em seguida, a faixa escolihda para ser o primeiro single. Someday When não tem tanta força para ser o primeiro single, como foi. Não deixa de ser uma boa canção, mas não está entre as melhores.

Searchin' apresenta o mesmo andamento e as mesmas características das faixas anteriores. Living In A Dream World muda o cenário um pouco, trazendo vocais mais agudos e mais peso no instrumental. A linda balada The Next Time I Hold You segue os padrões de qualidade do House Of Lords, regida por teclados e uma interpretação de James Christian recheada de feeling. Dando sequência, tem-se Run For Your Life, também pesada, mas sem perder a essência melódica. Hologram tem um riff que tatua “80’s” na mente do ouvinte. Entraria facilmente no debut do conjunto, de 1988.

Seven é sensacional, alterna entre momentos grudentos, com presença de teclados e backing vocals, e pesados, com a liderança da guitarra de Bell. O fechamento, que fica por conta de Once Twice e Blood, canções com um senso melódico grandioso e refrães maravilhosos, como sempre. “Big Money” promete estar no Top 10 dos fãs de Hard melódico, apesar de não trazer inovações nem mudar a vida de ninguém.

01. Big Money
02. One Man Down
03. First To Cry
04. Someday When
05. Searchin’
06. Livin’ In A Dream World
07. The Next Time I Hold You
08. Run For Your Life
09. Hologram
10. Seven
11. Once Twice
12. Blood

James Christian – vocal, teclados
Jimi Bell – guitarra
Chris McCarvill – baixo, backing vocals
BJ Zampa – bateria, backing vocals

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by Silver

domingo, 18 de setembro de 2011

Journey - The Ballade [1991]


Tá na fossa? Levou um chifre? Sozinho e melancólico? Apenas em um momento introspectivo? Ou até mesmo junto e precisando de uma trilha para o sucesso das preliminares? Em qualquer uma das opções acima, Journey sempre é uma boa pedida. E o que dizer então de uma coletânea que reúne as mais clássicas baladas compostas pelo grupo? São aqueles sons que dispensam apresentações, falam por si só, sempre com a fenomenal voz do grande (em talento, porque de tamanho é quase um Dio) Steve Perry – um cantor tão definitivo que a solução adotada após sua saída foi procurar quase imitadores.

Até abri outro parágrafo para falar sobre ele. O que esse cara canta é simplesmente fora de série. Não à toa é influência de vocalistas dos mais variados estilos, desde a música Pop até o Heavy Metal. Em uma compilação como essa, com músicas onde não basta ter uma técnica apurada, mas é preciso expressar toda a emoção através das cordas vocais, isso fica ainda mais evidente. Uma aula de feeling e interpretação acima da média que estamos acostumados por aí.



Sobre as músicas, não há nada que já não tenha sido dito um zilhão de vezes sobre obras-primas como “Open Arms”, “Lights”, “Faithfully”, “Who’s Crying Now” e todas as outras aqui presentes. Composição e execução simplesmente perfeitas de um dos maiores orgulhos do Rock norte-americano. Nem preciso dizer que é recomendadíssimo, embora tenha acabado de fazer isso. Só tome cuidado quem tiver problemas de glicose alta, pois a coisa é extremamente melosa nesse play (risos). Indicado até para sua empregada, ouvinte de rádio FM com locutores que gritam “Suuuucessoaaaaaammmm!”.

Steve Perry (vocals)
Neal Schon (guitars)
Gregg Rolie (keyboards)
Ross Valory (bass)
Jonathan Cain (keyboards)
Aynsley Dunbar (drums)
Steve Smith (drums)

01. Open Arms
02. Lights
03. Too Late
04. Faithfully
05. I'll Be Alright Without You
06. Patiently
07. Who's Crying Now
08. After The Fall
09. The Eyes Of A Woman
10. Opened The Door
11. Good Morning Girl
12. Stay Awhile
13. Still They Ride
14. Send Her My Love
15. Why Can't This Night Go On Forever

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JAY

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Joe Lynn Turner - Under Cover [1997] + Under Cover 2 [1998]


Em 1997, Joe Lynn Turner passava por uma fase de retomada de sua carreira-solo, que havia começado com o álbum “Rescue You”, em 1985. Logo na seqüência, o nosso amigo Joseph Linquito foi convidado a integrar o grupo de Yngwie Malmsteen, posteriormente passando para o Deep Purple, onde enfrentou seu momento de maior polêmica. Dez anos após o lançamento de seu debut, o vocalista soltou “Nothing’s Changed”. Depois, resolveu homenagear suas influências, tanto no Rock. como na Soul Music e no R&B com o lançamento de “Under Cover”. A proposta foi tão bem aceita que rendeu dois volumes, para a alegria dos fãs.

Na primeira parte, Turner relembra alguns clássicos que costumava cantar antes da fama, homenageando Jimi Hendrix, Free e Grand Funk Railroad, entre outros. O grande destaque fica com a ótima versão para “Fortunate Son”, do Creedence Clearwater Revival, além de algumas surpresas, como a bela “Unchained Melody”, eternizada como música-tema do filme Ghost – Do outro lado da vida, que fará até sua tataravó se emocionar. Sobra espaço também, para o cantor relembrar seus antigos grupos, registrando novas gravações para sons do Fandango e do Rainbow (“Street Of Dreams” em versão easy-listening), com a competência que já lhe é peculiar.



A repercussão foi tão boa que um ano mais tarde, veio a segunda edição, dessa vez com menos abrangência, apresentando um estilo mais definido, voltado para o Hard Rock/AOR. De cara, uma surpresa positiva com “Lady Double Dealer”, um sonzaço do álbum Stormbringer, do Deep Purple, que sempre foi meio que deixado de lado pela banda, de maneira criminosa. Outros momentos bacanas ocorrem quando Turner resolve prestar tributo não apenas àqueles que o influenciaram, mas também a seus contemporâneos, como UFO, Foreigner e Whitesnake. Traz também uma regravação para “The Race is On”, do já citado disco de 85.

De certo modo, Joe já está acostumado em não ser unanimidade junto aos que admiram os trabalhos dos que ele acompanhou. Mas sua competência já foi reconhecida por gente suficiente para formar uma legião fiel de fãs, que merece acompanhar esses belos discos. E atenção para as interpretações, feitas por quem entende do riscado como poucos.


Joe Lynn Turner (Vocals)
Tony Bruno (Guitar)
Greg Smith (Bass)
Gary Corbett (Keyboards)
John O'Reilly (Drums)

Special Guests
Al Pitrelli (Guitar)
Mark Wexler (Percussion)
Louie Appel (Percussion)
Sandy Saraya (Backing Vocals)
Bob Held (Percussion)
Karl Cochran (Guitar)

01. We're An American Band (Grand Funk Railroad)
02. Freedom (Jimi Hendrix)
03. Fire & Water (Free)
04. Street Of Dreams (Rainbow)
05. Fortunate Son (Creedence Clearwater Revival)
06. Vehicle (Ides of March)
07. Hush (Joe South)
08. Unchained Melody (Righteous Brothers)
09. Chained (Marvin Gaye)
10. Gimme Some Lovin/I'm A Man (Spencer Davis Group)
11. Thief In The Night (Fandango)
12. Deal With The Preacher (Bad Company)
13. Sunshine of Your Love (Cream)


Joe Lynn Turner (Vocals)
Tony Bruno (Guitar)
Greg Smith (Bass)
Paul Morris (Keyboards)
Kenny Kramme (Drums)

Special Guests
Akira Kajiyama (Guitar)
Jeff Golub (Guitar)
Vernon Reed (Guitar)
Godfrey Townsend (Guitar)
Rick Derringer (Guitar)
Leslie West (Guitar)
Al Pitrelli (Guitar)

01. Lady Double Dealer (Deep Purple)
02. Wishing Well (Free)
03. Helter Skelter (The Beatles)
04. Rock Bottom (UFO)
05. Waiting For A Girl Like You (Foreigner)
06. Movin' On (Bad Company)
07. Rock N Roll Hoochie Koo (Rick Derringer)
08. The Boys Are Back In Town (Thin Lizzy)
09. Born To Be Wild (Steppenwolf)
10. The Race Is On
11. Fool For Your Loving (Whitesnake)
12. Mississippi Queen (Mountain)
13. Lost In Hollywood (Rainbow)

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JAY

terça-feira, 30 de agosto de 2011

H.e.a.t - H.e.a.t [2008] + Freedom Rock [2010]


A melhor banda de Hard/Melodic Rock da atualidade não poderia vir de outro lugar, senão da Suécia – a terra de algumas das maiores beldades que já pisaram nesse planeta em sua história. Foi lá que, em 2007, surgiu o H.E.A.T, com a proposta de resgatar o que de melhor ofereceu o gênero em décadas passadas e dar uma repaginada, colocando uma marca toda própria. Lógico que algumas referências sempre são inevitáveis, a maior dela sendo os conterrâneos do Europe, especialmente em sua fase mais bem sucedida comercialmente.


Lançado em 2008, o primeiro trabalho do grupo poderia facilmente passar por uma coletânea de hits. É um petardo atrás do outro, com melodias marcantes, refrões ganchudos e competência técnica muito acima da média. Poucas vezes uma introdução fez tanto sentido quanto a de um avião se preparando para decolar. Apenas a chamada para a fantástica “There For You”. Depois de “Never Let Go” temos a sequência matadora de hits, que começa com “Late Night Lady”, passa pelo viciante single “Keep On Dreamin’” e termina na baladaça “Follow Me”, que poderia tranquilamente freqüentar qualquer playlist de rádio FM por aí.



A qualidade segue em alta com “Straight For Your Heart”, outra daquelas que quando a gente se dá por conta está cantando o refrão junto. Outros destaques vão para “Feel It Again”, as ótimas linhas de guitarra em “Bring the Stars” e a saideira com a apoteótica “Feel the Heat”. Essa edição ainda traz o bônus “1000 Miles”. A música foi utilizada pela banda no concurso Eurovision, o mesmo que anteriormente consagrou o Lordi. A repercussão foi gigantesca, fazendo com que o sexteto se tornasse uma atração de primeira linha no país. Conquista merecida de quem realmente tem talento para alcançar os objetivos.

Kenny Leckremo (vocals)
Dave Dalone (guitars)
Eric Rivers (guitars)
Jimmy Jay (bass)
Jona Tee (keyboards)
Crash (drums)

01. Intro
02. There For You
03. Never Let Go
04. Late Night Lady
05. Keep On Dreamin’
06. Follow Me
07. Straight For Your Heart
08. Cry
09. Feel It Again
10. Straight Up
11. Bring The Stars
12. You’re Lying
13. Feel the Heat
14. 1000 Miles (Bonus Track)


Já era esperado, mas sempre é bom ver quando as expectativas se confirmam. Depois de uma estréia arrasadora em 2008, o H.E.A.T retornou com força total em Freedom Rock, álbum que os reafirmou com o destaque lhes é de direito. Podemos notar uma clara evolução nas composições, que ficaram mais variadas sem descaracterizar a proposta. Algumas bem-vindas influências setentistas (como o registro vocal em “Beg, Beg, Beg”, que abre o disco metendo o pé na porta) juntam-se à fórmula já utilizada anteriormente, fazendo com que o som desça redondo, como diria a publicidade daquela cerveja.

Mas basicamente, continua sendo altamente indicado para fãs do velho Europe e congêneres. Não tem nem como destacar alguma faixa, pois todas são do mais alto nível. Mas não dá pra deixar de dizer que “Stay”, “Living in a Memory” e “Who Will Stop the Rain” são aquilo que a gente costuma chamar de crime perfeito. Tem até uma ótima participação do seu Tobias Sammet, do Edgar, sabe? Pois é, ele como padrinho do grupo, dá o ar da graça em “Black Night”, que apesar de não ser um cover do Deep Purple, tem uma cara de hit daquela época que não é brincadeira.



Agora é aguardar o próximo trabalho dos caras, que marcará a estréia do vocalista Erik Grönwall, retirado diretamente da versão escandinava do Ídolos. Mas não se assustem, o cidadão já mostrou por lá mesmo que entende do riscado. E já fez alguns shows com a banda ano passado para ir se familiarizando. Quem ainda não conferiu, tem a obrigação moral!

Kenny Leckremo (vocals)
Dave Dalone (guitars)
Eric Rivers (guitars)
Jimmy Jay (bass)
Jona Tee (keyboards)
Crash (drums)

01. Beg Beg Beg
02. Black Night
03. Danger Road
04. Shelter
05. We're Gonna Make It To The End
06. Stay
07. Nobody Loves You (Like I Do)
08. Everybody Wants To Be Someone
09. I Know What It Takes
10. Living In A Memory (Bonus Track)
11. Cast Away
12. I Can't Look The Other Way
13. Who Will Stop The Rain
14. Tonight (Bonus Track)

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JAY

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Shadow King - Shadow King [1991]


No início da década retrasada o Foreigner seguia a carreira com Johnny Edwards (King Kobra) nos vocais, lançando o álbum “Unusual Heat”, que resultou em um verdadeiro fiasco comercial. Enquanto isso, o vocalista original do grupo, Lou Gramm, colhia os frutos de seu bem sucedido segundo lançamento-solo, “Long Hard Look”, trabalho realizado em conjunto com o baixista e produtor Bruce Turgon (Black Sheep, Places of Power). A parceria deu tão certo que ambos decidiram dar início a uma banda. Para ajudá-los na empreitada, chamaram duas feras: o baterista Kevin Valentine (sim, ele mesmo, o homem por trás das baquetas em boa parte de “Psycho Circus” do KISS) e o grande guitarrista Vivian Campbell, consagrado no Dio e à época recém saído do Whitesnake.

Com essa formação, registraram o “filho único” do Shadow King. O som não fugia muito das características do Foreigner, ou seja, aquele AOR marcante, com melodias muito bem construídas e executadas por músicos de primeira. Talvez a grande diferença esteja mesmo nas seis cordas, que soam mais diretas e pesadas – lógico que quando eu falo em peso, nesse caso, não devemos ter como parâmetro nenhuma banda de Heavy Metal – nas mãos de Campbell. O álbum teve repercussão mediana, o que não deve ser visto de forma tão negativa, especialmente se levarmos em consideração que não houve turnê de divulgação (apenas um show em Londres, no dia 13 de dezembro de 1991) e a cena já começava a ficar ruim para esse estilo de música.



No início do ano seguinte, Vivian Campbell comunicou aos companheiros de grupo que estava saindo para juntar-se ao Def Leppard, em substituição ao falecido Steve Clark. Os outros integrantes chegaram a cogitar a possibilidade de procurar outro guitarrista, mas logo desistiram e deram o projeto por encerrado. Lou Gramm retornaria ao Foreigner em 1994, enquanto Bruce Turgon seguiria com seus vários trabalhos, tanto como músico quanto como produtor e Kevin Valentine continuaria como músico de estúdio, tendo como pontos de destaque ter tocado no álbum “Still Climbing” do Cinderella e a já citada brincadeira de ser Peter Criss. Recomendado aos fãs de um bom Melodic Rock!

Lou Gramm (vocals)
Bruce Turgon (bass, keyboards)
Vivian Campbell (guitars)
Kevin Valentine (drums)

01. What Would it Take
02. Anytime, Anywhere
03. Once Upon a Time
04. Don't Even Know I'm Alive
05. Boy
06. I Want You
07. This Heart of Stone
08. Danger in the Dance of Love
09. No Man's Land
10. Russia

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JAY

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Bad Company - Holy Water [1990]


Ao se falar em Bad Company, para a grande maioria vem à mente Paul Rodgers, com sua incrível voz e grande carisma, que o torna um dos maiores vocalistas da história do rock, sem falar nos ótimos discos que ele lançou com o grupo, como o espetacular "Straight Shooter". E devido a esse grande trabalho muitos torcem o nariz para Brian Howe, cuja a fase à frente do grupo foi muito mais direcionada para o AOR dos anos 80. Mas ao fazerem isso, não sabem o que estão perdendo, pois além de deixarem de apreciar um dos grandes vocalistas que o AOR apresentou, ainda perdem a chance de conhecerem discos cativantes, em que a banda desfilava uma roupagem diferente, mas ainda assim de extrema qualidade.

E um belo exemplo é o ótimo "Holy Water", lançado em 1990 e que colocou o grupo novamente em evidência perante público e crítica da época, algo que eles não tinham usufruído desde a volta do grupo com o o lançamento de "Fame and Fortune". Apesar de o relacionamento entre Howe e a dupla Ralphs/Kirke não ser dos melhores naquele momento, tanto eles viajarem separados durante a turnê do disco "Dangerous Age", a pressão da gravadora para um lançamento de um novo registro foi mais forte, e esta acabou funcionando. E tome disco de platina, com mais de um milhão de cópias vendidas e uma boa execução de vários singles nas rádios de AOR da época.



Toda a boa recepção na época não foi à toa na época, pois temos realmente em mãos um disco perfeito para quem é chegado em AOR. Howe canta demais e é o grande destaque, ficando claro que é dele o crédito para que a banda conseguisse disputar o concorrido mercado da época com bandas muito mais jovens, com todo seu talento para criar melodias vocais que casassem perfeitamente com o clima da época. Mick Ralphs mostra uma capacidade de adaptação incrível e se mostra ser um dos daqueles músicos que ao invés de querer promoção pessoal tocando milhões de notas por segundo em solos mirabolantes, trabalha para que a música funcione e para mim está na lista de músicos mais injustiçados do rock, pois pouco se fala sobre ele. A cozinha, aqui composta por Simon Kirke e Felix Krish segura muito bem as pontas e trabalha redondinha.

"Holy Water" inicia os trabalhos com uma levada que remete a fase setentista do grupo, principalmente na guitarra de Ralphs e possui um refrão feito para ser cantada em uníssono em uma arena lotada e acaba sendo o ponto forte da canção. "Walk Through Fire" e seu climão oitentista e animado é deveras linda e é uma das canções que mais gosto de escutar, pois a sensação ao escutar a mesma é indescritível, som perfeito no melhor estilo sessão da tarde. A baladaça "If You Needed Somebody" foi o maior sucesso dessa fase do grupo e a música pela qual tive acesso ao trabalho deles. Sério, o desempenho de Howe nessa faixa é impressionante e sua melodia a transforma em uma das maiores power ballads desse período, sendo impossível não querer acender um isqueiro durante sua execução.



O riff inicial de "Fearless" lembra muito o de "Coming Of Age" do supergrupo Damn Yankees, e temos um hard animado e festeiro, com um solo certeiro de Ralphs e que deixa a canção ainda mais festiva. A semibalada "Boys Cry Tough" é onde mais um vez Howe tem para desfilar seu vozeirão, e onde Ralphs cria ótimas bases, seja no violão ou na guitarra. Mais uma vez a flerte com a fase sententista vem das guitarras de Ralphs em "Never Too Late" em mais uma grande canção, assim como em "I Can't Live Without" que poderia estar muito bem em qualquer registro da fase Rodgers do grupo. "100 Miles" encerra o trabalho com Simon Kirke assumindo os vocais em uma canção acústica, em que a performance vocal dele é legal e divertida, assim como o seu trabalho durante todo o registro, que foi corretíssimo.

Um disco mais que recomendado para quem curte AOR bem feito, ainda mais por grandes músicos que fizeram história nos anos 70 e um vocalista que nasceu para o estilo. Se você gosta do cheiro de naftalina e se amarrava nas "altas aventuras dessa turminha do barulho", pode se arriscar sem medo de errar. Grande trabalho que eles repetiriam posteriormente em "Here Comes Trouble", que posteriormente aparecerá por aqui.





1.Holy Water
2.Walk Through Fire
3.Stranger Stranger
4.If You Needed Somebody
5.Fearless
6.Lay Your Love on Me
7.Boys Cry Tough
8.With You in a Heartbeat
9.I Don't Care
10.Never Too Late
11.Dead of the Night
12.I Can't Live Without You
13.100 Miles


Brian Howe - Vocal
Mick Ralphs - Guitarra
Felix Krish - Baixo
Simon Kirke - Bateria, vocal, guitarra acústica


By Weschap Coverdale