É isso aí pessoal, um post especial de Natal para todos. Que nesse dia, acreditando ou não em toda história que envolve o momento, possamos refletir sobre muitas coisas que acontecem em nossas vidas. Então, mesmo para aqueles que não dão muita importância para a data (porque possuem convicções diferentes ou por serem “troo deathbangers from hell”, que estarão nas florestas escuras lutando com seus machados durante a ceia), que pelo menos possamos repensar, planejar um próximo ano melhor e, especialmente, aproveitar o momento para estar junto daqueles que gostamos. São ocasiões tão raras que a gente só vai sentir falta quando a vida não nos permitir mais.
Sendo assim, que esse dia tenha como trilha sonora o grande “Ricardinho Mais Negão” e sua bela esposa de voz angelical interpretando clássicos natalinos. Esse até suas avós irão gostar se você deixar de trilha de fundo durante a confraternização. No mais, um Feliz Natal, cheio de diversão e celebração a todo mundo.
Apesar de muito criticado por não esbanjar técnica em tempos que os virtuosos estavam no auge, o Poison nunca decepcionou principalmente ao vivo. A sua formação clássica é bastante competente e não costuma pecar nas apresentações – constante que domina até os dias de hoje, diga-se de passagem. Esse fator positivo fica notável neste registro especial.
Em 1990, a MTV ainda não lançava para o mercado os concertos do seu quadro Unplugged, que consistia em performances acústicas principalmente de artistas que não costumavam tocar nesse formato. Era apenas um pequeno quadro na emissora. Por conta disso, o show do Poison e de outros que participaram na época eram curtos. Mas os 23 minutos registrados com certeza vão se extender na playlist do ouvinte, que repetirá várias vezes a audição.
A apresentação do Poison ocorreu no National Video Center de Nova Iorque, em 10 de novembro de 1990 – quase um ano antes da demissão do guitarrista CC DeVille em decorrência do incidente no MTV Video Music Awards do ano seguinte. Existiam, sim, atritos entre os integrantes desde esse tempo, visto que tinham problemas com o abuso de químicos. O diferencial é que isso nunca afetou um show dos caras.
Muito entrosados, o quarteto destilou um curto porém preciso repertório, que engloba as clássicas Talk Dirty To Me e Every Rose Has Its Thorn, as recentes Let It Play e Unskinny Bop, a divertida lado B Good Love e o cover (que também virou hit) Your Mama Don't Dance, de Loggins & Messina. A performance de cada integrante é louvável, mas valem destaques especiais para DeVille, que utilizou uma guitarra semi-acústica com destreza, e para o baterista Rikki Rockett, sempre muito habilidoso.
01. Your Mama Don't Dance 02. Good Love 03. Every Rose Has Its Thorn 04. Let It Play 05. Unskinny Bop 06. Talk Dirty to Me
Pois é, não morri, só estava sem vontade de dar as caras aqui, mas voltei.
No dia 31 de outubro, um dia muito especial para o rock do Brasil, o dia em que Ultraje a Rigor surgiu. E nesse dia, o grupo completou 30 anos e eu não podia deixar de fazer uma homenagem. Desculpe a demora, mas o que vale é a intenção, e aqui está uma postagem de 30 anos de Ultraje a Rigor.
A história todos já sabem, principalmente porque duas postagens da banda já apareceu aqui na Combe, mas é sempre bom contar um pouco da carreira.
Em 1999, o baixista Serginho abandona o grupo e Mingau é o substituto. Com uma nova formação, é lançado 18 Anos Sem Tirar!, um ao vivo de 1996 (nessa época, Serginho ainda assumia o baixo, por isso a participação de Mingau é apenas nas canções de estúdio). Enfim, um novo contrato é firmado. A Deckdisc é que começa a dirigir o Ultraje a Rigor e com a faixa "Nada a Declarar", a banda consegue ainda mais sucesso. E novamente há mudanças, mas dessa vez na bateria e na guitarra. Heraldo sai da banda junto a Flávio e assim, o ex-guitarrista Sérgio Serra retorna ao Brasil e ao Ultraje a Rigor, enquanto o Bacalhau é o mais novo integrante do grupo assumindo as baquetas.
Enfim, em 2005, uma nova atitude é tomada, e o primeiro acústico do Ultraje é lançado tanto em CD, quanto em DVD. Um dos maiores Acústico MTV que já vi. A boa música é iniciada no momento que o grupo aparece no palco, até o momento em que saem, impossível não curtir. Todos os integrantes conseguem uma boa perfomance ao lado de uma orquestra (coisa normal de Acústicos). Os destaques são vários, incluindo as clássicas "Inútil", "Nós Vamos Invadir a Sua Praia", "Filha da Puta", "Pelado" e "Agora É Tarde". Um disco que pra mim, é perfeito para homenagear 30 anos de Ultraje a Rigor.
Já no topo do mundo em 1968, os Rolling Stones praticamente não tinham concorrentes naquele final de década. Os Beatles não faziam mais shows, o Cream amargava o fim, Hendrix não os batia em popularidade, e a turma do metal inglês ainda estava na fase embrionária.
Depois do não tão bem sucedido Their Satanic Majesties Request, que foi uma tentativa frustrada de embarcar na psicodelia da época, a turma de Jaggers e Richards, então com sua formação original, resolveu voltar às raízes. Este pode ser considerado o último disco de estúdio com a participação de Brian Jones.
Como está escrito no site oficial da banda:
“1968 was the year that flower power turned nasty. The previously peaceful 'counter culture' ran out of control. Students started rioting in the streets of Paris and the joy of youthful self-realisation turned to anger and aggression. Everywhere, the ceremony of innocence was drowned.”
Francamente, este é o meu preferido da fase Brian Jones. O single promocional trouxe nada mais, nada menos, que a fantástica Jumping Jack Flash, que, segundo a biografia de Richards, foi inspirada no jardineiro da sua casa que aparecia e sumia da janela enquanto ele e Jagger riam totalmente chapados.
O disco, sétimo de estúdio da banda, foi lançado em 6 de dezembro de 1968. A capa original do play, fotografada na mansão Sarum Chase, foi considerada forte demais pela gravadora, e substituída pela famosa foto do banheiro grafitado.
Após o lançamento do disco, para divulgar as músicas, os Stones gravaram o famoso especial Rock ‘n’ Roll Circus, com a presença de John Lennon, Eric Clapton, Mitch Mitchel, Taj Mahal e um Jethro Tull com Tony Iommi nas guitarras. A performance de Simpathy for the Devil, abertura do play, é arrasadora e chocou muito na época.
No Expectations é fantástica, trazendo um lirismo típico da dupla Jagger/Richards. Esse disco, saliente-se, é um dos que contém mais números acústicos da carreira da banda. Parachute Woman é blues, assim como Stray Cat Blues, relembrando que foi esse o nicho no qual os Stones começaram.
Street Fighting Man fez grande sucesso, alcançando o Top 100 da Billboard. Na época isso significava alguma coisa.
Mas o final é simplesmente de chorar: The Salt Of The Earth. Letra inspirada e levada de violão com melodia fantástica, foi a escolhida pela banda para cantar com Axl Rose e Izzy Stradlin quando estes se juntaram aos Stones no palco, na turnê em que o Guns fez a abertura em 89.
Tem que conhecer, tem que ter.
Porque clássico é assim.
Track List
1. Simpathy For The Devil 2. No Expectations 3. Dear Doctor 4. Parachute Woman 5. Jigsaw Puzzle 6. Street Fighting Man 7. Prodigal Son 8. Stray Cat Blues
9. Factory Girl 10. Salt Of The Earth
Single
1. Jumping Jack Flash 2. Child Of The Moon
Keith Richards (vocais, guitarra, violão) Mick Jagger (vocais) Brian Jones (guitarras, cítara, mellotron, harmonica) Bill Wyman (baixo) Charlie Watts (bateria)
Um talento genuíno pode se manifestar das mais variadas formas quando estamos falando de arte em sua mais pura forma. Não é necessário uma mirabolância extravagante para demonstrar sua qualidade quando ela verdadeiramente existe. Muitas vezes um violãozinho e voz já é o suficiente, como nos mostra aqui o sempre genial Richie Kotzen. Inicialmente, Acoustic Cuts era um lançamento exclusivo do Japão. Mas a repercussão foi tão boa por lá, que os fãs do resto do mundo passaram a pedir que fosse disponibilizado em outros territórios. O Brasil também esteve entre os agraciados, já que o músico começava a construir uma sólida base de fãs por aqui a cada nova passagem.
No tracklist, dez faixas que mostram toda a capacidade de emocionar e envolver o ouvinte, mesmo que da forma mais simples possível. Fica até difícil destacar algum momento em especial. Porém, Kotzen vai fundo na alma ao interpretar a trinca “Where Did Our Love Go”, “Rust” e “I Would” com aquela capacidade que só ele possui. Mas elas representam apenas 30% da aula de musicalidade e feeling que encontramos neste play. Um exemplo de trabalho simples e eficiente. O popular fazer mais com menos e se dar bem. E isso, Richie sabe como poucos em sua área de atuação. Download indispensável!
Richie Kotzen (vocals, guitars)
01. Change 02. What Is 03. High 04. Dont Ask 05. Where Did Our Love Go 06. Rust 07. I Would 08. You’ve Got a Fire 09. Don’t Wanna Lie 10. Let’s Say Goodbye
Não é a primeira vez que o Mr. Big se aventura no formato acústico. O álbum "Channel V At The Hard Rock Live", registrado durante a turnê de "Hey Man", em 1996, trouxe o quarteto em formato acústico. A proposta do álbum dessa postagem é semelhante: o quarteto mais virtuoso do Hard Rock no estilo (quase) desplugado.
"Live From The Living Room" foi registrado em 28 de janeiro deste ano, durante um concerto surpresa realizado no Japão para duzentas pessoas sorteadas. O palco foi moldado para que realmente se parecesse com uma sala de estar - como atesta o título - e a sensação é de que a plateia esteve confortável durante toda a apresentação, visto que os integrantes se portaram de forma descontraída e despojada.
Diferente do registro acústico anterior, Pat Torpey não utilizou a bateria completa, apenas o bumbo e alguns instrumentos de percussão, dando uma cara mais "acústica" pro show. Obviamente, Paul Gilbert empunhou um violão, mas Billy Sheehan não se utilizou de baixolão, e sim de seu velho baixo Yamaha verde. A performance do quarteto dispensa comentários, pois são músicos do mais alto nível - até músicas inimagináveis no formato como Around The World e Still Ain't Enough For Me ficaram perfeitas com esses caras.
A versão lançada em CD de "Live From The Living Room" conta com dez músicas no repertório, sendo sete do recente álbum de estúdio "What If..." e três antigas: Voodoo Kiss, Take Cover e a imprescindível balada To Be With You. Já no formato DVD, que também vale a conferida, alguns petardos antigos como Daddy, Brother, Lover, Little Boy e Green-Tinted Sixties Mind, entre outros, marcam presença.
Isso não compromete a qualidade nem mesmo para os mais saudosistas, pois as novas músicas do Mr. Big são maravilhosas e mantém o estilo único e consagrado de composição do conjunto. Só peca por ser curtinho, mas "Live From The Living Room" é incrível e vale cada segundo de audição.
01. Undertow 02. Still Ain't Enough for Me 03. As Far As I Can See 04. Voodoo Kiss 05. Take Cover 06. Around The World 07. Stranger In My Life (w/ Strings) 08. All The Way Up (w/ Strings) 09. To Be With You (w/ Strings) 10. Nobody Left To Blame (w/ Taiko Drums)
Eric Martin - vocal Paul Gilbert - violão, backing vocals Billy Sheehan - baixo, backing vocals Pat Torpey - percussão, backing vocals
Imagine poder escolher o time dos sonhos e dizer aos jogadores: joguem como quiser. Façam o que lhes der na telha!
Essa foi a proposta da revista Guitar World americana. Esse disco, hoje, é tratado como vol. 1; mas, quando saiu, não se tinha a ideia de fazer continuações. Era para ser apenas um produto com os melhores da então maravilhosa e acrobática década de 80, que havia chegado ao seu não tão glorioso final.
Os cabelos esvoaçantes e cheios de laquê faziam companhia a roupas extravagantes, chamativas e que compunham visuais pesadamente exagerados. Como já postado aqui, era uma época maravilhosa, em que homens se vestiam como mulheres, mulheres como vagabundas e o rock’n’roll chutava traseiros. E como chutava. O disco que mostro hoje é o encerramento glorioso de um ciclo.
Esqueça as histórias de agonia do hard farofa. Ele se encerrou da mesma forma apoteótica que começou: com um grande trabalho. E este trabalho, na minha opinião, é esta coletânea. Gravado em vários estúdios diferentes, o resultado final foi masterizado nos estúdios Sterling Sound, em Nova York. Mas vamos cortar o lero lero e vamos ao cardápio, que é primoroso.
A jóia abre com a estupenda Black Magic, que traz um Reb Beach tocando todos os instrumentos. Gravado no estúdio caseiro de Kip Winger, a música é praticamente um portfólio do guitarrista. Mas o resultado ficou tão bom que eu considero uma das melhores do play.
Richie Sambora, que acabara de lançar seu Stranger in this Town, mandava ver com Mr. Sambo, acompanhado de quase todo o Bon Jovi. É interessante ver Sambora detonando um instrumental de peso, sem a voz de Jon Bon Jovi por cima e sem cair na armadilha das baladas xaroposas. É a sequência ideal para o que Reb Beach fez.
Yngwie J. Malmsteen traz Leviathan, com seus clássicos bululus em altíssima velocidade. Uma faixa que parece ter saído de Trilogy ou Marching Out. O sueco, justiça seja feita, esmirilha o instrumento e consegue fazer a diferença. Obviamente, um disco inteiro de músicas instrumentais do cara é insuportável (até o maravilhoso Millenium). Mas, no meio de tantas estrelas, Leviathan é o que se espera para preencher o espaço que pertence a Malmsteen.
Paul Gilbert estava numa fase pré saída do Mr. Big. Ele sempre foi espevitado e ousado nas inovações guitarrísticas. O estilo Mr. Big, mais pop e “redondinho”, começava a saturar seu gênio inquieto. I Understand Completely é a prévia do que viria em sua carreira solo da segunda metade dos anos 90. Sons, aliás, que nunca entendi 100%, fazendo um trocadilho horrível com o título da faixa.
Elliot Easton dá um show de bom gosto. Seu violão tem um timbre inigualável, e a elegância da composição traz a lama do Mississippi com um pouco dos esgotos de Nova York. Afinal, é muita técnica pra um blues de raiz, mas muito feeling para um jazz/fusion. Fantástico.
Bueno. Zakk Wylde destrói tudo. Acompanhado do staff da Pride & Glory, Farm Fiddin’ é simplesmente a melhor coisa que o cara já fez na vida. Minha opinião, claro. Mas é quando ele mistura metal com bluegrass que a coisa fica divina. E ele estava tão solto por aqui, que a música é dividida em várias partes, tendo barulhos de fazenda como pano de fundo. Zakk mostrava que, mais que o sideman de Ozzy, era um guitarrista com estilo próprio que veio para ficar. E ficou.
Nuno Bettencourt impressiona por fazer algo que ninguém esperava dele. Depois de experimentar o megasucesso com seu Extreme, no qual desfilava licks de guitarra de tirar o fôlego (Get The Funk Out tem um dos sweeps mais fantásticos que já ouvi), ele aparece com um timbre doce, com frases de blues e clássicos Blackmoreianos, sobre uma base de sons caóticos, quase cacofônicos. O resultado é excelente, mas não é para qualquer ouvido entender a proposta.
Alex Skolnik, então egresso do Testament e mergulhado em jazz e outros experimentalismos, resolve gravar um funk instrumental. Resolveu e pronto. Qual é o problema? O grande detalhe é que a música, a exemplo do que fez Zakk Wylde, possui diversas partes com ritmos aparentemente desconexos. Mas o resultado final não é menos que fantástico. São obras de guitarristas e devem ser encaradas como tais.
Richie Kotzen é o velho de guerra. Antes de se aventurar pelo soul e pelo hard blues, ele era um dos destaques da cena shred do final dos anos 80. E seu trabalho solo é excelente. Eu prefiro o que ele fez em Shuffina, mas este Chype Fluxx tem seu valor, apesar de eu achar que ele seria capaz de fazer algo muito, mas muito melhor.
Albert Collins, o Iceman, faz a sua homenagem a um recém falecido Stevie Ray Vaughan. Sua telecaster sempre teve aquele estalado característico. E ele, pouco antes de morrer, deixou seu legado aos shredders de plantão, com uma interpretação de tirar o fôlego. Incrível como o velhinho se sobressai entre os hardeiros. Talento e feeling em estado puro.
Dickey Betts e Warren Haynes, a dupla de guitarras que foi responsável pela ressurreição da Almann Brothers Band nos anos 90, mostram que a volta de seu grupo tinha tudo para dar certo. Uma harmônica abre os trabalhos que são a melhor expressão do som acústico do sul dos Estados Unidos. Fantástico é a palavra. Agora sim temos um blues de raiz purinho, com sotaque do sul e atolado na lama do Mississippi até o pescoço. Clima de jam total. Um dia vou a Chicago alugar uma Harley ou um dojão pra descer até New Orleans ouvindo essas maravilhas no... toca-fitas. Claro!
Reeves Gabrels, então sideman do camaleão David Bowie, trouxe seu peso e experimentalismo ao play. Guitarras loucas com sotaque eletrônico, Why Do I Feel Like I’m Bleeding é uma aula àqueles que pensam que guitarra é tocar escalas para cima e para baixo na velocidade da luz. A produção mostra um Reeves Gabrel perfeccionista na busca do resultado que teve em mente desde o começo das gravações.
Para encerrar, Earl Slick toca aquele hard rock no melhor estilo californiano, para ouvir num dia de sol. Frases que beiram o clichê aparecem de forma agradável e perfeita.
Embora não exista, parece estar presente um certo tipo de clima de competição neste disco. Mas, mais do que um desfile de técnicas, o feeling e o cuidado nas composições e arranjos se sobressai nesse mix de estilos tão caros entre si, que são o rock, o blues, o hard rock e o metal.
Nada de tributos. Cada um fez a sua parte mostrando do que é capaz. E ficou uma maravilha.
Track List
1. Reb Beach - Black Magic 2. Richie Sambora - Mr. Sambo 3. Yngwie Malmsteen - Leviathan 4. Paul Gilbert - I Understand Completely 5. Elliot Easton - Walk On Walden 6. Zakk Wylde - Farm Fiddlin' 7. Nuno Bettencourt - Bumble Bee (Crash Landing) 8. Alex Skolnick - Fielt Of Soul 9. Richie Kotzen - Chype Fluxx 10. Albert Collins - Blues For Stevie 11. Dickey Betts & Warren Hayes - Wille And Poor Bob 12. Reeves Gabrels - Why Do I Feel Like I'm Bleeding? 13. Earl Slick - Surfer Junkie Dude
Reb Beach (todos os instrumentos, produção e mixagem) Richie Sambora (guitarras) Yngwie J. Malmsteen (guitarras, produção, mixagem) Paul Gilbert (todos os instrumentos, produção e mixagem) Elliot Easton (todos os instrumentos, produção e mixagem) Zakk Wylde (guitarras) Nuno Bettencourt (todos os instrumentos, produção e mixagem) Alex Skolnick (guitarra, produção e mixagem) Richie Kotzen (todos os instrumentos, produção e mixagem) Albert Collins (guitarra e produção) Debbie Davies (guitarra) Dickey Betts (guitarra e produção) Warren Haynes (guitarra e produção) Reeves Gabrels (todos os instrumentos e produção) Earl Slick (guitarra, produção e mixagem) Tico Torres (bateria e produção) Huey McDonald (baixo) Svente Henrysson (baixo) Mats Olausson (teclados) Michael Von Knorring (bateria) James Lomenzo (baixo) Greg D`Angelo (bateria) Les Claypool (baixo) Brain (bateria) Soko Richardson (bateria) Tom Dusett (harmonica) Gary Stewart (Field hollering) Terry Bozzio (bateria) Kirk Alley (baixo) Johnny B. Gayden (baixo)
O nome de Danny Vaughn com certeza é conhecido por muitos dos passageiros da Combe – e os que não estão familiarizados, saibam que deveriam. Afinal de contas, sua biografia de bons serviços prestados ao Hard Rock fala por si só. E uma pequena amostra dessa história pode ser conferida em The Road Less Travelled, álbum acústico gravado em Manchester, Inglaterra. Viajando pelos mais variados projetos que o vocalista integrou em vinte e cinco anos, o trabalho tem como característica principal fugir das obviedades em seu repertório. Portanto, se você espera por “Forever Young”, “Standing Alone” e afins, não venha atrás com tanto entusiasmo.
Mas isso não significa que não temos aqui momentos para lá de brilhantes. Afinal de contas, Danny vem de um passado recente cheio de álbuns excepcionais, como o solo Traveller, cuja faixa-título abre este registro. Outro destaque inevitável fica com a belíssima “Soldiers & Sailors on Riverside”, simplesmente uma de minhas preferidas de toda sua carreira (sorry, saudosistas), com uma interpretação em que a alma controla as cordas vocais. Outras presenças inevitáveis são de sons do From The Inside, projeto da Frontiers Records. “Making Waves”, “Visions” e o belo cover para “Damn”, da estrela da música Country, LeAnn Rimes.
Mas não se preocupem, fãs do Tyketto. A banda é representada em “Lay Your Body Down”, convertida em um Boogie de primeiríssima, com direito a uma harmônica muito bem executada pelo comandante da festa. A banda de apoio colabora e mata a pau, com o estreante Mike Corfield arrasando nos teclados. The Road Less Travelled foi lançado de forma independente, vendido apenas pela internet em uma parceria com o site Hard Rock House. Item indispensável na coleção dos admiradores de uma das grandes vozes da cena Hard oitentista e que ainda segue com um gogó impecável. Download mais que recomendado!
Danny Vaughn (vocals, guitars) Tony Marshall (guitars) Steve McKenna (bass) Lee Morris (drums) Mike Corfield (keyboards)
01. Traveller 02. Making Waves 03. Soldiers & Sailors on Riverside 04. Restless Blood 05. Damn 06. Jenny Doesn't Live Here Anymore 07. Visions 08. Nothing At All 09. Lifted 10. A Million Miles of Road 11. When You Walk Away 12. Lay Your Body Down
Poucos guitarristas mantiveram por tanto tempo seu auge criativo como Zakk Wylde.
Da impressionante estreia com Ozzy Osbourne no disco No Rest For The Wicked, quando tinha apenas 21 anos, às performances cheias de energia protagonizadas no OzzFest, quando tocou com o Black Label Society e, em seguida, com a banda de Ozzy no encerramento, Jeffrey Phillip Wielandt (sim, esse é o nome dele) nunca deixou de dar o máximo de si.
Ele não se contenta com resultados medianos, não se acomoda jamais. É praticamente o Chuck Norris do rock. E o resultado desse empenho todo é a debilidade de sua saúde, pois o músico seguidamente passa por sérios problemas que o tiram de cena para tratamento.
Dono de uma técnica furiosa e de um senso melódico invejável, esse já senhor de New Jersey nunca escondeu ser fã incondicional de southern rock. Chegou a tocar guitarra com os Allman Brothers em uma apresentação em 1993. Gravou um disco de southern metal (ou chamem como quiserem o Pride & Glory) e, em todas as suas obras, acrescenta algum elemento do estilo. Isso começou a aparecer com aquele slide magnífico de No More Tears. Suas músicas intercalam lirismo com violência de maneira absolutamente genial, e isso é indiscutível.
No Black Label Society o músico assumiu sua posição de band leader (que não podia exercer na banda de Ozzy por motivos óbvios) e segurou, na maioria das vezes sozinho, os vocais e os instrumentos das gravações de estúdio. Ao vivo, porém, ele sempre pôde contar com o fiel Nick Catanese, que sabe como ninguém completar as pirotecnias de Wylde.
The Song Remains Not The Same é o ultimo lançamento da Black Label Society. Disco que Wylde alega não ser official. Nas palavras do próprio: "we just wanted to put something cool out there”. Mas o resultado é maior que isso. Gravado com a banda toda no estúdio, o play é mais um daqueles trabalhos em que o violão e o piano são enfatizados e os solos de guitarra pipocam por todo lado. Os vocais, que nunca me agradaram plenamente, estão cheios de gás.
A bolacha (sou do tempo da bolacha sim, e daí?) abre com Overlord. Um clima que o Alice in Chains explorou bastante em Jar of Flies mas que, aqui, apareceu com um groove maior, mais coeso. São quatro músicas do disco Order Of The Black rearranjadas para o formato.
A cover do Black Sabbath é Junior’s Eyes. Uma música pouco conhecida do disco Never Say Die que ficou fortíssima. Vocais dobrados em quintas e oitavas demonstram que Zakk deixou para trás os tempos em que, como vocalista, era um ótimo guitarrista. O pianão leva o fundo para o coro de vozes deitar e rolar em cima. Difícil descrever mais dessa maravilha. Ouça!
Crosby Stills Nash and Youg contribuem com Helpless. Clássico absoluto do álbum Deja vu, ficou excelente sem a voz de taquara rachada de Neil Young. Zakk deu vida nova a uma canção simples de três acordes. E poucos gênios conseguem fazer isso, como, por exemplo, Hendrix fizera com All Along The Watchtower, de Dylan.
Agora, quer ter um espasmo orgásmico? Ouça a versão para Bridge Over Troubled Water, de Simon e Garfunkel. Zakk faz os vocais de Simon e os de Garfunkel em overdub. O cara está passando por uma fase singular, definitivamente. Nem em Book of Shadows ele conseguira tamanha inspiração para compor arranjos.
John Rich, estrela da música country norte americana, participa de Darkest Days. A impressão que dá é que se está a escutar um disco dos Eagles. E isso é bom.
Wylde prestou sua homenagem às suas fontes de inspiração de forma magistral. Saiu do óbvio e escolheu a dedo o repertório. Quem não conhece as originais, que procure se interar para perceber que Midas, apesar de ter morrido de fome, tinha um toque especial.
E esse toque especial de Zakk Wylde pode ser sentido durante todo o play. Mais uma obra genial dessa figura incansável.
Track List
01. Overlord (Unplugged version) 02. Parade Of The Dead (Unplugged version) 03. Riders Of The Damned (Unplugged version)
04. Darkest Days (Unplugged version) 05. Juniors Eyes 06. Helpless 07. Bridge Over Troubled Water 08. Can't Find My Way Home 09. Darkest Days (featuring John Rich) 10. The First Noel
Zakk Wylde (guitarras, piano e vocais) Nick Catanese (guitarras) John “JD” DeServio (baixo) Johnny Kelly (bateria)
O MTV Unplugged traz, através da emissora MTV, bandas e artistas com suas músicas em formato acústico. As apresentações, principalmente no começo dessa série, eram despojadas e não tinham objetivo comercial tão grande com lançamento de CD e vídeo dessas apresentações - o máximo que acontecia era a exibição na programação da emissora.
Em pleno auge de popularidade - graças ao disco "Pump" -, o Aerosmith foi uma das primeiras bandas a se aventurar nessa experiência. O concerto desplugado dos bad boys de Boston ocorreu no Ed Sullivan Theater em Nova Iorque, no dia 11 de agosto de 1990, e foi, no mínimo, lendária.
O conjunto nunca se apresentou no formato de forma oficial e para um público significante, então a reação inicial é de surpresa. Mas não é necessário passar do primeiro minuto de Hangman Jury, faixa de abertura, para notar que a proposta caiu como uma luva para os caras, que sempre tiveram uma forte influência do Blues em suas composições - gênero que combina muito com um violão.
Nota-se isso pela forte presença de slides nos violões e gaitas ao decorrer da performance, que por sinal é fantástica. Steven Tyler, em noite inspirada, manda muito bem do início ao fim e os instrumentistas foram muito competentes com a releitura (não deixa de ser uma) dos clássicos blueseiros que permeiam o repertório, desde a cozinha discreta porém coesa de Joey Kramer e Tom Hamilton até a entrosadíssima dupla de violões comandados por Brad Whitford e Joe Perry.
Realizar qualquer destaque desse show incrível é uma tarefa complicada, mas as versões para Dream On, Love Me Two Times e One Way Street, em especial, são de tirar o fôlego. Infelizmente não houve lançamento oficial dessa pepita, mas a apresentação na MTV foi o suficiente para gerar boas bootlegs. Confira!
01. Hangman Jury 02. Monkey On My Back 03. Love Me Two Times 04. Seasons Of Wither 05. Big Ten Inch Record 06. One Way Street 07. Smokestack Lightning 08. Dream On 09. Milk Cow Blues 10. Toys In The Attic 11. Walkin' The Dog 12. Train Kept-A-Rollin' 13. Last Child
Steven Tyler - vocal, gaita, órgão Joe Perry - violão, backing vocals Brad Whitford - violão Tom Hamilton - baixolão Joey Kramer - bateria, percussão
Feeling. Essa é a palavra que, para mim, define Jeff Buckley. Um músico que enfrentou de peito aberto os modismos musicais de sua época e mostrou que, empunhando uma telecaster, pode-se ganhar o mundo.
Jeffrey Scott Buckley nasceu em 1966 em Anaheim, California. Começou como guitarrista freelancer e chegou a tocar nas ruas de Manhattan. Foi descoberto no início dos anos 90 e contratado pela Columbia Records, com quem gravaria o seu único disco de estúdio: Grace.
O interessante do disco é que, apesar de não ter guitarras distorcidas como foco principal, Grace não é um trabalho pop. Possui levadas de todos os tipos, do new wave do início dos anos 80, ao folk, ao blues, mostrando que a criatividade é imperativo categórico quando se trata de fazer música. Ouça a faixa Grace e tente não se envolver com a interpretação, cheia de dinâmicas alternadas e letra com forte apelo espiritual. Corpus Christi Carol, outra música do disco, é gospel! Aliás, o gospel parece ser a influência principal desse grande músico.
O ponto alto do disco foi o cover de Leonard Cohen, Hallellujah, tocada somente com a sua guitarra e dando show nas vocalizações. Atingiu postumamente o numero um das paradas americanas. A música Corpus Christi Carol é uma música tradicional que foi baseada na versão de Janet Baker, mostrando que, além de grande compositor, Buckley preocupava-se em ser um grande intérprete.
No dia 29 de maio de 1997, Jeff Buckley foi nadar no Rio Wolf, em Memphis, Tennessee, e morreu supostamente atingido por um navio cargueiro que passava. Ele estava totalmente vestido (inclusive de botas), e diz o roadie que o esperava na margem do rio que, enquanto nadava, cantava o refrão de Whole Lotta Love, do Zeppelin.
Seu corpo somente foi encontrado no dia 4 de junho. Na necropsia, não foram encontrados sinais de drogas ou álcool. O mundo perdia um talento expoente, com muita lenha para queimar e uma criatividade que faz uma falta enorme nos dias de hoje.
Um disco para ouvir acompanhado de um bom vinho e, bem, conclua por si próprio...
Jeff Buckley (vocais, guitarra, órgão, appalachian dulcimer, harmonium, tabla) Mick Grondahl (baixo) Michael Tighe (guitarra) Matt Johnson (percussão, bateria, vibraphone) Gary Lucas – "Magical Guitarness" (faixas 1 e 2) Karl Berger (arranjos de cordas) Loris Holland (órgão) (faixa 7) Misha Masud (tabla) (track 10)
A discografia de John Coughar Mellencamp possui diversas pérolas. Enormes sucessos, sons da moda dos anos 80, levadas que definiram uma geração, etc. Hurts so Good marcou todo um estilo de ser da juventude da época. Pink Houses foi o som que preencheu a lacuna deixada por John Fogerty naquela década maravilhosa. Deu para sacar que o lance aqui é saudosista.
O seu primeiro disco saiu em 1976, ou seja, o cara foi contemporâneo de Bruce Springsteen, Dire Straits e outros medalhões do pop rock, e o som demonstra bem isso. Entrou nos anos 80 com bagagem e talento de sobra e conquistou seu lugar ao sol.
Mas seria muito fácil postar aqui um desses medalhões conhecidos como clássicos da vasta discografia do homem. Sons que embalavam festinhas da garotada que usava calça OP (Ocean Pacific) e camiseta Lightning Bolt ou Hang Loose e os primeiros tênis Nike que apareceram pelas terras tupiniquins (mesmo que oriundos de um miraculoso Paraguai).
Vou partir um pouco para a frente no tempo e a postagem de hoje remete ao (agora) distante ano de 1994. John já havia sido Coughar, já havia sido Mellencamp, e seu sucesso não era mais o mesmo. O cenário do pop rock não aceitava mais tiozinhos com violão na mão querendo ser os menestréis entoando odes à América do Norte e seus preceitos de liberdade. A guerra do Golfo já tinha provado que todo esse papo era conversa fiada pra mandar a gurizada perder perna e braço em emboscadas nos campos de batalha. A terra da liberdade é movida a dinheiro, especulação financeira, petróleo e tudo o mais que estiver ligado a esses três elementos.
Mas não é que o cara lançou mais do mesmo, porém com uma genialidade que demonstra o poder da reinvenção que é característica de poucos músicos que existem por aí. O disco Dance Naked traz um Mellencamp focado no amor, na alegria de viver e na fraternidade humana. Nada piegas, o que chega a ser espantoso. Dance Naked tem um groove típico das gravações da década, com o Pro Tools organizando tudo certinho de modo asséptico. A equalização é perfeita, e a gravação mostra que não economizaram na produção do disco, lembrando o que os Stones estavam fazendo na época.
Wild Night é a minha preferida, uma música de Van Morrison. Tem participação especial de Me'Shell Ndegéocello na voz e no baixo. A música é perfeita demais, e traz a frase que escrevi com pincel atômico no tampo do meu violão: ...and inside the jukebox roars just like thunder. Muito bom!
A versão que vos trago hoje contém os singles de Dance Naked e Wild Night. O lançamento remasterizado de 2005 ainda trouxe uma versão acústica de wild night, mas não é o que veio para a postagem. Confesso que me revoltei com essa adição mainstream (o que, em se tratando de John Mellencamp, chega a ser contraditório).
Não perca tempo! Coloque sua calça OP, sua camiseta Hang Loose, um bom perfume Styletto e vá com fé. Esse é o som de fundo. Ah! Se tiver carteira emborrachada bem cheia de porcarias (menos dinheiro), tá valendo também.
Track List
1. Dance Naked 2. Brothers 3. When Margaret Comes To Town 4. Wild Night 5. L.U.V. 6. Another Sunny Day 12/25 7. Too Much To Think About 8. The Big Jack 9. The Breakout
EXTRAS
DANCE NAKED (SINGLE)
1. Dance Naked (remix) 2. Jack and Diane (ao vivo) 3. Lonely Ol’ Night (ao vivo) 4. Check It Out
WILD NIGHT (SINGLE)
1. Wild Night 2. Dance Naked (ao vivo) 3. When Jesus Left Berminghamm 4. Love and Happiness (London Club Mix) 5. Small Town (acústico)
John Mellencamp (vocais, guitarras) Me'Shell Ndegéocello (vocais, baixo) Mike Wanchic (guitarras, lap steel, órgão, backing vocais) Lisa Germano (mandolin, zither, violino, flauta, backing vocais) Kenny Aronoff (vibrafone, bateria, percussão) Toby Myers (baixo) Mike Dupke (bateria) Andy York (guitarra, órgão, backing vocais) Jimmy Ryser (violão) Pat Peterson (backing vocais)
Quem aqui foi adolescente nos anos 90 e já gostava de rock, com certeza ouviu e cantou junto milhões de vezes a música "Pra Dizer Adeus". Sim, foi praticamente impossível passar o ano de 1997 e não ser atingido pelo sucesso estrondoso que os Titãs fez com seu disco acústico.Todos sabemos muito bem a máquina de dinheiro que é hoje a marca "Acústico MTV", e se isso ocorreu em terras tupiniquins, se deu devido a este trabalho, que ainda nos dias de hoje não conseguiu ser superado por nenhum outro artista brasileiro, seja no número de vendas, ou na qualidade elevadíssima apresentada.
Lembro-me muito bem que na época do anúncio desse show, causou muita estranheza o fato de os Titãs fazerem um show assim. Desde o início do grupo, a ênfase foi muito maior na distorção e no barulho, sendo até imaginável eles gravando nesse formato, o que causou um certo frisson sobre o que viria por aí. O que poderia ser imenso fracasso (na época apenas poucas bandas tinham feito um Acústico MTV, e esse era o primeiro lançado por um grupo de rock como um disco) se mostrou um tiro certeiro, e o grupo atingiu a marca de 1,7 milhão de cópias, mas que porém mostrou ser o último disco realmente bom da discografia do grupo.
E o sucesso deste registro realmente foi mais que merecido. Primeiro, os belos arranjos de metais que permeiam todas as canções, a cargo do ex-mutante e amigo do grupo Liminha e Jacques Morelembaum, que criaram arranjos memoráveis às canções, e deram uma sofisticação indescritível para quase todas estas, com nenhum ponto fraco ou não recomendado. O repertório foi muito bem escolhido, inclusive com algumas músicas que eram lado B do grupo, as inéditas que eram acima da média e se mostraram perfeitas para o formato acústico e um timaço de convidados, como Jimmy Cliff, o próprio Liminha, Rita Lee, Marisa Monte e Fito Paez, que fizeram participações marcantes.
E como já dito, as releituras ficaram excepcionais. Músicas como "O Pulso", "Flores", "Marvin" e "32 Dentes" ganharam releituras impagáveis e mostram como o grupo estava bem ensaiado e concentrado nesse projeto. Mas nenhuma releitura ficou tão boa como "Pra Dizer Adeus". Originalmente lançada como um reggae na voz de Nando Reis no disco "Televisão" e um lado B do grupo até aquele momento, com Paulo Miklos nos vocais e um arranjo digno para a letra da música, acabou por se tornar o maior hit desse registro e tocou do Oiapoque até o Chuí naquele ano, uma aposta certeira do grupo.
As canções inéditas desse disco também são dignas de nota, e mostram que além de ensaiados para o show, eles estavam inspirados nas composições feitas. "Os Cegos do Castelo" se tornou um hit naquele ano, repetindo o feito de "Pra Dizer Adeus" e sendo uma das canções mais tocadas naquele ano. "Nem 5 minutos Guardados" é outro ponto alto desse disco, com um belíssimo arranjo de metais principalmente em sua parte final. Mas a que mais me agrada é a linda "Não Vou Lutar", com uma letra muito bem construída e que mostra que realmente Paulo Miklos possui o melhor vocal do grupo, com uma interpretação que causa arrepios nos desavisados.
O melhor projeto acústico lançado por aqui e que dificilmente será superado. Tanto que teve um volume 2 lançado no ano seguinte e que ainda tem alguns bons momentos, mas ainda é abaixo deste. Uma banda que mostra qualidade e que mesmo aos trancos e barrancos permanece de pé após 30 anos de carreira, o que não é pouco. E esse post foi uma deixa para que logo apareçam por aqui clássicos do calibre de "Cabeça Dinossauro" e "Õ Blesq Blom".
1.Comida 2.Go Back (em espanhol) 3.Pra Dizer Adeus 4.Família 5.Os Cegos do Castelo 6.O Pulso 7.Marvin 8.Nem Cinco Minutos Guardados 9.Flores 10.Palavras 11.Hereditário 12.A Melhor Forma 13.Cabeça Dinossauro 14.32 Dentes 15.Bichos Escrotos (vinheta) 16.Não Vou Lutar 17.Homem Primata (vinheta) 18.Homem Primata 19.Polícia 20.Querem Meu Sangue 21.Diversão 22.Televisão
Paulo Miklos - Vocais, Bandolim Nando Reis - Vocais, Baixo, Violões em "Os Cegos do Castelo" Branco Mello - Vocais Sérgio Britto - Vocais, Piano, Órgão Tony Bellotto - Violões Marcelo Fromer - Violões Charles Gavin - Bateria
Músicos Convidados: Arnaldo Antunes - Vocais em "O Pulso" Marisa Monte - Vocais em "Flores" Jimmy Cliff - Vocais em "Querem Meu Sangue" Fito Paez - Vocais em "Go Back" Marina Lima - Vocais em "Cabeça Dinossauro" Rita Lee - Vocais em "Televisão" Roberto de Carvalho - Piano em "Televisão" Liminha - Violão todas as faixas e Baixo em "Os Cegos do Castelo" Marcos Suzano - Percussão Antonella "Fievel" Pareschi - Violino Mariana "Rapunzel" Salles - Violino Cassia Passarotto - Cello Maria Flávia Martins - Cello Cristina Braga - Harpa Flavio de Mello - trumpete Vitor Santos - Trombone Phillip Doyle - Trompa José Canuto - Sax-alto Marcelo Martins - Sax-tenor Eduardo Morelenbaum - Clarone
Michael Kiske. Uma figura que pode se adequar a dois extremos da forma mais conveniente possível. De um lado, está um dos vocalistas mais influentes do Heavy Metal e inegavelmente o mais influente da vertente Power Metal. O cara que fez história em sua estadia no Helloween. De outro lado, está um homem problemático e controverso, que ficou mais de 15 anos sem fazer turnês com os projetos que liderava, que teve uma saída nebulosa da banda que o consagrou e que já chegou a afirmar que não gosta e nunca gostou de metal.
Enquanto que a personalidade é certamente conturbada, o talento é inquestionável. Multi-instrumentista, versátil e dono de uma voz marcante, Kiske é, repito, um dos vocalistas mais influentes do Heavy Metal. Apesar de sua carreira solo não ter recebido muita atenção da mídia, seu catálogo está aí para provar isso.
E não é diferente no mais ousado registro dessa tal discografia: "Past In Different Ways", lançado em maio de 2008 pela Frontiers Records. Com exceção de uma inédita, intitulada "Different Ways", todas as faixas são antigas canções do Helloween em versões acústicas. Daí a principal controvérsia, já que Kiske queria se desligar do mundo do metal, mas tocando músicas do antigo conjunto não foi a melhor pedida nessa intenção. De início, o próprio vocalista era contra a idéia, mas acabou cedendo graças ao dono da Frontiers, Serafino Perugino.
Como aqui o que importa é a música, não é lógico criticar "Past In Different Ways". Trata-se de um álbum impecável do início ao fim. Perfeitamente musical e cativante, com versões incríveis de um apanhado de músicas que não poderia ter sido melhor escolhido, já que abordou aquelas que melhor ficariam no formato.
O instrumental manda brasa tanto na preservação da essência das canções quanto na inserção de novos instrumentos, como violinos e instrumentos de sopro. A maior surpresa fica para a performance de Michael Kiske, que só pode ser descrita através de uma palavra: animal! O homem ainda canta muito, demonstra saúde em suas cordas vocais e não perdeu o seu maior atrativo, que é o sentimento que insere em cada palavra cantada.
Entre os destaques, cabem citações tanto às belas "Your Turn", "We Got The Right" e "When The Sinner", que já se mostravam maleáveis ao formato acústico, como às arriscadas "Kids Of The Century" e "A Little Time", que conseguiram surpreender e cativar.
01. You Always Walk Alone 02. We Got The Right 03. I Believe 04. Longing 05. Your Turn 06. Kids Of The Century 07. In The Night 08. Goin’ Home 09. A Little Time 10. When The Sinner 11. Different Ways
Michael Kiske - vocal, violão, teclados Sandro Giampietro - violão Fontaine Burnett - baixo Karsten Nagel - bateria
Músicos adicionais: Hanmari Spiegel - violino, piano na faixa 10 George Spiegel - acordeão, trombone Benny Brown - trompete em 2
Ano de 1994. Após a explosiva e aclamada apresentação no festival Lolapalloza no ano anterior, a situação financeira do AIC não havia melhorado muito. Ao voltarem para casa, são despejados de seu lar, por falta de dinheiro para pagar o aluguel, o que os deixa completamente devastados e deprimidos. Como consolo, a banda entra em estúdio pela primeira vez com o seu novo baixista, Mike Inez, com violões na mão para ver o que saia, mas sem intenção nenhuma de lançar como um novo registro.
Eis que essas gravações caem na mão dos donos de sua gravadora, que se agradaram imediatamente com o material que tinham em mãos, e sem pestanejar lançam estas músicas em um Ep. E que idéia feliz foi essa, pois nos possibilitou ter em mãos um dos melhores momentos da carreira dessa genial banda, em um formato totalmente diferente de seus dois discos iniciais, com uma levada mais acústica, que casa perfeitamente com o clima mais triste desse belo disco.
E essa fórmula deu tão certo, que acabou por tornar este Ep o primeiro a parar no primeiro lugar da parada da Billboard, aclamado por público e crítica da época. E ao ouvir este, apesar de ser bem curto, você acabará por perceber como todas as canções tem um brilho único, com momentos cativantes e que mesmo tristes e carregados, são de uma beleza singular. Será impossível não identificar a tristeza na voz de Layne Staley, e o feeling que toda a banda exala na execução das canções aqui apresentadas.
E a abertura já entrega logo de cara qual será todo o clima do disco. A psicodélica e experimental "Rotten Apple", em que até é inserido um talk-box de Cantrell logo na introdução, com uma letra que sentencia o seguinte: " Innocence is over / Ignorance is spoken / Confidence is broken / Sustenance is stolen". Sem falar na arrastada e triste linha vocal de Layne, que dá ainda mais beleza a canção. Em seguida temos a singular "Nutshell", em que Layne expressa toda sua luta para sobreviver, em uma das melhores canções da carreira do grupo, que ganhou um tom ainda mais intimista por ter sido feita em formato acústico.
Dois clássicos são apresentados logo em seguida, que inclusive ganharam seus videoclipes e tiveram uma boa repercussão na MTV em seu lançamento. "I Stay Away" continua com a mesma qualidade das canções anteriores desse registro e lhe fará sentir até um certo gelo na espinha com sua carga emocional pesada, e é o melhor trabalho de Cantrell nas guitarras nesse EP. "No Excuses" foge do clima melancólico até aqui apresentado e soa mais alegre, porém com um grande pitada de sarcasmo e é outra grande canção.
A instrumental "Whale And Wasp" nos apresenta um belo e simples solo de Cantrell, com a bela adição de violinos ao fundo, que exala emoção e feeling. E tome mais uma belíssima música com "Don't Follow", uma balada incrível e com uma letra espetacular, daquelas em que paramos para refletir nos rumos que estamos levando na vida. Sem falar o toque especial que na bela adição da gaita em sua segunda metade. "Swing On This" fecha o registro evocando o blues e com as guitarras de Cantrell novamente presentes em alguns momentos.
Um discão, que deixa bem claro que o AIC ia bem além do que as bandas de grunge apresentavam naquele momento. E olha que o objetivo não era que essas músicas fossem lançadas. Se isso tivesse realmente ocorrido, teríamos perdido o privilégio de escutar um dos mais criativos discos dos anos 90. Mesmo que você torça o nariz para o Grunge, é obrigatório que você escute esse disco uma vez e se emocione com o trabalho memorável que Staley, Cantrell, Inez e Kinney conceberam. Imperdível!
1.Rotten Apple 2.Nutshell 3.I Stay Away 4.No Excuses 5.Whale & Wasp 6.Don't Follow 7.Swing on This
Layne Staley - Vocal, Guitarra Rítmica Jerry Cantrell - Guitarra, Vocal Mike Inez - Baixo, guitarra, Backing Vocals Sean Kinney - bateria, percussão
Músicos Adicionais: Rebecca Clemons-Smith, Matthew Weiss - Violinos David Atkinson - harmonica April Acevez - viola Justine Foy - violoncelo Randy Bird, Darrell Peters - Backing Vocals
Quando você pensa em acústico lhe vem à mente grandes produções, arranjos elaborados, orquestra, percussão, músicos étnicos e afins? Se a resposta foi sim, esse é um trabalho que vai totalmente contra sua concepção. Decidido a dar um fim na carreira do Whitesnake, David Coverdale recebeu a sugestão dos executivos japoneses de sua gravadora de fazer um álbum unplugged que servisse como presente de despedida aos fãs. Apesar de não ser um grande entusiasta desse tipo de empreitada, o vocalista concordou com a idéia. Chamou Adrian Vandenberg, rumou para o Japão e fez um show especial, apenas para convidados.
Starkers in Tokyo é feito da maneira mais simples possível, como a grande estrela da companhia desejava. Apenas voz e violão, sem parafernálias de mega-espetáculo. E foi assim que a coisa funcionou perfeitamente. Ainda conservando alguns detalhes de seu registro que se perderam com o tempo, o cantor dá uma aula de interpretação, além de se mostrar bem humorado, arrancando risos da platéia. No repertório, três composições do derradeiro Restless Heart se juntavam aos clássicos velhos de guerra. Para encerrar, nada melhor que relembrar um clássico dos tempos de Deep Purple, com a melancólica “Soldier of Fortune”.
Muitos fãs desaprovam esse trabalho até hoje. Com certeza não é nem de longe uma das primeiras opções quando quero escutar algo do grupo. Mas já passei por momentos memoráveis ao som dele, tanto no pessoal quanto no profissional, já diria aquele apresentador global dos domingos. Sem contar que é uma ótima opção quando se quer dar uma relaxada após um dia estressante de trabalho ou estudos. O DVD desse pocket-show foi vendido durante muito tempo em bancas de jornais por ‘dérreau’. Se bobear, capaz de ainda encontrar algum perdido por aí.
David Coverdale (vocals) Adrian Vandenberg (guitars)
01. Sailing Ships 02. Too Many Tears 03. The Deeper the Love 04. Love Ain’t No Stranger 05. Can’t Go On 06. Give Me All Your Love 07. Don’t Fade Away 08. Is This Love? 09. Here I Go Again 10. Soldier of Fortune
Post em homenagem ao anônimo “machão” que disse para maneirarmos no Hard no post do Europe porque está saturado.
Nos piores momentos do Hard Rock em solo norte-americano, o The Tour Bus foi um dos programas de rádio que segurou bravamente a bandeira do estilo. Exbido por emissoras menores de todo o país, o show trazia entrevistas e cobertura de eventos do gênero em uma época que ele estava condenado ao underground total. Tive a oportunidade de ouvir uma vez a atração – lá nos primórdios da internet, ainda à lenha – e rolava em um clima muito bacana, com descontração e informação na medida certa para o ouvinte. Também pesava o fato de ser uma das poucas fontes de novas descobertas.
Mas o ‘prato principal’ do programa era quando os artistas iam ao estúdio e mandavam ver um som acústico. Alguns dos melhores momentos estão compilados nesse álbum. Curioso notar que, no momento de ressaca do Hard Rock, várias figuras conhecidas da cena tocavam projetos paralelos. É o caso do Bar 7, que contava com Jeff Keith e Tommy Skeoch, do Tesla; o Iron Horse, de Ron Keel ou o Westworld, de Ronnie Le Tektro, ex-TNT. Da mesma forma, Mike Tramp, Mikey Steel (vulgo Michael Matijevic) e Ted Poley compareciam sem White Lion, Steelheart e Danger Danger (que participa da coletânea com o grande Paul Laine nos vocais) respectivamente.
Merecem destaque Joe Lynn Turner com a manjada “Stone Cold”, o Stryper, recém reunido, executando “You Won’t Be Lonely” e a bela Doro Pesch, que emociona em “Love Me In Black”. Mas a melhor versão, sem dúvida, é a de Danny Vaughn para “Soldiers and Sailors On the Riverside”, mostrando que sua história não se resumiu ao fantástico trabalho com o Tyketto. Tá aí um programa de rádio que jamais teremos aqui no Brasil. Quer dizer, isso até a Rádio Combe ir pro ar, é lógico!
01. Stone Cold (Joe Lynn Turner) 02. Lady Bug (Bar 7) 03. Better Off (Mike Tramp) 04. You Won’t Be Lonely (Stryper) 05. Soldiers and Sailors On the Riverside (Danny Vaughn) 06. So in Love With You (Mikey Steel) 07. Love Me in Black (Doro) 08. Naughty Naughty (Danger Danger) 09. Missing You (Ted Poley) 10. Tears of Fire (Ron Keel’s Iron Horse) 11. Suicide (Westworld) 12. As I Said Before (Zebra)
Se há um show que estou realmente lamentando por perder esse ano – entre vários, especialmente desse mês de novembro, como comentamos em post na Van do Halen – é o do The Quireboys em São Paulo, no próximo dia 28 de novembro. Não apenas por ser um momento que dificilmente se repetirá, já que a banda, infelizmente, não é muito conhecida por esses lados. Mas também porque o momento dos caras é pra lá de inspirado. Depois de tantos anos, tantos discos escutados nos mais variados formatos, só um grupo de qualidade muito superior ainda seria capaz de oferecer um dos melhores álbuns acústicos de todos os tempos. E é o que eles fazem com esse monumental Halfpenny Dancer.
Sem inventar demais, reúnem algumas de suas melhores canções e alguns covers de primeiro nível, entram em estúdio e registram um trabalho onde a emoção é elemento presente da primeira à última nota. Desde a abertura com a clássica “There She Goes Again”, passando por algumas mais recentes, como a exuberante “Mona Lisa Smiled”, o que Spike e companhia oferecem ultrapassa qualquer lógica. É Rock N’ Roll em sua excência, executado por músicos que entendem e amam o estilo de verdade. Tanto que na hora de escolher o que regravar, não ficaram no óbvio e buscaram sons do UFO (“Love to Love”), Leo Sayer (“Can’t Stop Loving You”) e Jim Reeves (“He’ll Have to Go, Jim”).
Assim como fez o KISS em seu acústico – outro que freqüenta o hall da fama dos discos desplugados –, o The Quireboys deixou de lado algumas das mais conhecidas, como “I Don’t Love You Anymore”, “Sex Party” ou “Hey You”. Mas também buscaram algumas maravilhas esquecidas em seu rico repertório. E não tem como não sentir o coração chegando à garganta quando “King of New York” encerra o play em maravilhosa interpretação em arranjo apenas de voz e piano. Musicalidade acima de qualquer rótulo. Quem tiver oportunidade, compareça ao Manifesto Bar para prestigiar. É uma chance que, muito provavelmente, será única.
Spike (vocals) Guy Griffin (guitars) Paul Guerin (guitars) Phil Martini (drums and percussion) Keith Weir (piano)
Special Guests
Rob Bond (pedal steel) Moritz Behm (fiddle) Lee Spence (mandolin and dobro) Rachel Cullum (violin) Chris Corney (bass, banjo and dobro)
01. There She Goes Again 02. Devil Of A Man 03. Love To Love 04. Mona Lisa Smiled 05. I Can't Stop Loving You 06. Roses & Rings 07. Baby It's You 08. Hello 09. Pretty Girls 10. He'll Have To Go 11. Long Time Comin' 12. Hates To Please 13. King Of New York
Muitos criticam o fato de Slash não ser um compositor de destaque e, de certa forma, ainda ter sua fama ligada apenas ao Guns N' Roses. Desses, muitos se calaram com seu álbum solo lançado neste ano de 2010, onde o guitarrista comprovou competência e versatilidade como compositor. A turnê de divugação, que está girando o globo, traz uma ótima banda de apoio e um dos maiores vocalistas da atualidade: Myles Kennedy (Alter Bridge).
O registro dessa postagem faz diferente: traz apenas a dupla Myles/Slash numa performance acústica. A gravação se deu em 18 de agosto no Seymour Centre da cidade de Sydney, Austrália, para um programa de TV local chamado Max Sessions, que deu a oportunidade de apenas trezentos fãs conferirem o show e transmitiu o registro para o país todo há cerca de duas semanas - ou seja, o material acabou de sair do forno.
Slash e Myles se apresentaram de forma descontraída, conversando com a plateia e respondendo algumas perguntas. O repertório em questão traz sete músicas, com alguns clássicos do Guns N' Roses aliados à novas canções do disco solo e "Fall To Pieces", dos tempos de Velvet Revolver. A tonalidade de algumas foram alteradas para se enquadrarem mais agradavelmente à proposta.
Mais uma vez, Myles Kennedy se mostrou muitíssimo competente ao interpretar diferentes vozes. O norte-americano atinge notas altas com facilidade e sem desafinar ou soar enjoativo em nenhum momento. O lendário Slash consegue impor seu estilo próprio de tocar até mesmo no violão, com habilidade e fidelidade às harmonias originais - com exceção de alguns errinhos, comuns, porque a diferença de tocabilidade entre guitarra elétrica e violão é enorme.
Destacam-se das demais as execuções de "Fall To Pieces", onde Kennedy supera o vocalista original Scott Weiland ao meu ver; a trilha sonora de porta de boteco "By The Sword" e seu solo magistral; e a imponente "Civil War", que caiu muito bem no formato.
01. Intro 02. Patience 03. Back From Cali 04. Fall To Pieces 05. Slash Talking #1 06. Starlight 07. Slash Talking #2 08. By The Sword 09. Slash Talking #3 10. Civil War 11. Slash Talking #4 12. Sweet Chid O'Mine