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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sepultura - Chaos A.D. [1993]


Na década de 90 o Sepultura havia ganhado o mundo com seu vigoroso "Arise", apresentando o já tradicional Thrash Metal porrada. E, diferentemente do esperado, no lançamento seguinte eles não mantiveram essa mesma receita. O que para alguns pode ser uma completa burrice, se revelou uma mudança muito boa e que só ajudou a atestar o talento do quarteto.

Essa mudança se concentrou na diminuição da velocidade, com o som pendendo para o Groove Metal (os riffs de Kisser ficaram ainda mais pesados), e a adição das influências tribais (que foram maximizadas no tão amado e odiado "Roots" de 1996). No que isso resultou? Em um dos discos mais poderosos do Metal Brasileiro.

A introdução de
Refuse/Resist já denuncia um novo direcionamento. Mas, ao contrário do que você, leitor, pode estar pensando, tal direcionamento não é extremo, e ainda temos o quarteto brindando a paulada ao longo das doze faixas do full. O segundo single Territory tem um Igor Cavalera sem dó nem piedade, e é um dos maiores clássicos da banda. Já Slave New World é direta e reta, tendo como principal ingrediente o entrosamento dos quatro.



O instrumental Kaiowas apresenta mais explicitamente o experimentalismo, enquanto Propaganda é um convite ao headbang. Biotech Is Godzilla foi feita em parceria com Jello Biafra e, particularmente, é a que mais gosto. Mais destaques para a cadenciada Nomad, a raivosa Manifest, a porrada técnica Clenched Fist e o cover para Polícia, dos Titãs.



Ao final, o que temos por aqui é um genuíno disco de Metal, sem tirar nem pôr; nada de experimentações exacerbadas e que não levam a lugar algum. Se paulada é o que você quer, aqui está o ideal. Bom download!

Max Cavalera - vocais, guitarra base, violões
Andreas Kisser - guitarra solo, violões
Paulo Jr. - baixo
Igor Cavalera - bateria e percussão

01. Refuse/Resist
02. Territory

03. Slave New World
04. Amen
05. Kaiowas
06. Propaganda
07. Biotech Is Godzilla
08. Nomad
09. We Who Are Not As Others
10. Manifest
11. The Hunt (New Model Army cover)
12. Clenched Fist
13. Polícia (Titãs cover)

Por Gabriel

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sábado, 31 de dezembro de 2011

Andre Matos – Time To Be Free [2007]


Antes de entrar no segundo milênio, três integrantes do AngraAndre Matos, Luís Mariutti e Ricardo Confessori – deixaram o grupo por diferenças pessoais com o empresário Antônio Pirani, se uniram a Hugo Mariutti, guitarrista e irmão de Luís, e formaram o Shaman. O novo grupo viveu o suficiente para lançar dois ótimos álbuns, “Ritual” e “Reason”, mas novamente diferenças empresariais separaram os caras. Confessori continuou com o projeto enquanto os outros três deram no pé.

Mas a saída do Shaman não abalou a carreira de Andre Matos. Pelo contrário: logo após abandonar o barco, o vocalista anunciou o início de sua carreira solo, tendo os irmãos Mariutti na sua banda de apoio, além de André Hernandes, Rafael Rosa e Fabio Ribeiro, respectivamente guitarrista, baterista e tecladista. A estreia dessa nova banda nos palcos ocorreu em grande estilo, no Live N' Louder de 2006, e pouco depois o debut Time To Be Free” foi lançado.



Os momentos orquestrados e eruditos misturados com Heavy Metal estão mais presentes em “Time To Be Free”, visto o feedback de Andre, formado em regência musical e piano erudito. As influências de ritmos brasileiros e world music são bem menores, diferente dos tempos no Angra e Shaman. Os músicos escolhidos cumprem muito bem suas funções, com destaque ao virtuoso baterista Rafael Rosa.

O disco fez bastante sucesso, alcançando a segunda posição das paradas japonesas e francesas, bem como a quarta nos charts russos. A música Rio ganhou o prêmio de melhor canção de Heavy Metal no Worldwide Prize Music Awards de 2008. Outros destaques vão para Face The End, Letting Go e How Long (Unleashed Away), esta co-escrita pelo renomado Roy Z. Sobrou espaço até para homenagens ao seu pai Steve Perry (vai dizer que não são iguais?), com o cover de Separate Ways (Worlds Apart), do Journey.



01. Menuett
02. Letting Go
03. Rio
04. Remember Why
05. How Long (Unleashed Away)
06. Looking Back
07. Face The End
08. Time To Be Free
09. Rescue
10. A New Moonlight
11. Endeavour
12. Separate Ways (Worlds Apart) - Journey cover

Andre Matos – vocal, piano
André Hernandes – guitarra
Hugo Mariutti – guitarra
Luis Mariutti – baixo
Rafael Rosa – bateria
Fabio Ribeiro – teclados

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by Silver

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Cássia Eller – Acústico MTV [2001]

Onde está a pegada? A atitude? Os peitos de fora?! “O mundo ficou mais careta depois que Cássia morreu”, lamenta Eugênia Vieira, eterna companheira da cantora carioca, com quem dividiu sua cria, o Chicão, hoje com 18 anos de idade.

Há exatos 10 anos, naquele 29 de dezembro de 2001, os pensamentos e focos estavam voltados para o Réveillon que Cássia Eller faria logo mais, contudo uma complicação cardíaca tirou o sonho de ela de ver seu filho crescer.

A famosa intérprete de “Maladragem”, um de seus maiores hits, tinha dado um tempo nas drogas e no cigarro. A água de coco era seu alento num Rio de Janeiro esvoaçante de calor. Semanas antes, ela vinha sofrendo de falta de ar, deixando transparecer um pouco o cansaço acumulado de shows e mais shows na agenda.

A bem da verdade, na época, jornais de todo o Brasil arriscaram que o motivo da morte de Cássia teria sido overdose. Só que ela havia parado com isso. O laudo pericial do IML apontou parada cardiorrespiratória. Quatro delas. A fonte de Cássia secara.

Com efeito, na infância, a cantora, que se criou no Rio, mas se aventurou por Brasília – onde começou a carreira sentada em banquinhos de bar –, Belo Horizonte, Santarém e São Paulo, teve arritmia cardíaca e febre reumática dos quatro aos 24 anos.

E é justamente a fim de mostrar estes detalhes desconhecidos da maioria dos fãs que o documentarista Paulo Henrique Fontenelle – que já tem no currículo o aclamado “Loki - Arnaldo Baptista”, sobre o fundador d’Os Mutantes – está aprontando um longa-metragem, resgatando depoimentos emocionados de gente do convívio da cantora, aliados a imagens caseiras pessoais dela. O resultado deve sair ainda em 2012.

Para celebrar esses 10 anos sem Cássia, foram lançados o CD ‘editado’ pelo amigo Nando Reis, chamado “Relicário - As Canções Que o Nando Fez Pra Cássia Cantar”, com a música inédita “Baby Love”; e a “Caixa Eller”, contendo nove CDs. Além disso, em breve, também deve vir a público um registro ao vivo em DVD de uma apresentação de 2001, apelidado de “A Luz do Solo”, onde a intérprete canta Joni Mitchell e Billie Holliday, afora suas canções arranjadas de sempre. Um livro-CD de autoria de – de novo – Nando Reis, o sempre presente Nando Reis, estará no catálogo ainda esse ano que está por vir.

O álbum em voga (já havia esquecido) é um play distinto. Mostra todas as facetas de Cássia. E que falta isso faz na música brasileira! Ela foi uma das mais bem vistas artistas da década de 1990 e não desmereceu o valor lhe atribuído. Com sua voz rouca, conseguiu vender 1,1 milhão de cópias neste “Acústico MTV”, com destaques para, claro, “Maladragem”, a elogiosa “1º de Julho”, nas levadas de “Partido Alto” e “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles, e na clássica “Segundo Sol”.

Um registro versátil, impulsivo e ao mesmo tempo comedido, com atitude. Maria Gadú, me desculpa, mas deixe dessa coisa de wannabe... Eller é a Cássia. E só ela o é.

1. Non, Je Ne Regrette Rien
2.
Malandragem
3. E.C.T.
4. Vá Morar Com O Diabo
5. Partido Alto
6. 1º De Julho
7. Luz Dos Olhos
8. Todo Amor Que Houver Nessa Vida
9. Queremos Saber
10. Por Enquanto
11. Relicário
12. O Segundo Sol
13. Nós
14. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
15. De Esquina
16. Quando A Maré Encher
17. Top Top

Cássia Eller - voz, violão
Luiz Brasil - violão, backing vocals
Alberto Continentino - contrabaixo
Paulo Calasans - piano, hammond
João Viana -bateria
Bernard Bessler -violino
Dirceu Leite - clarinete, flauta, clarone
Cristiano Alves - clarinete
Yura Ranevsky - violoncelo
Walter Villaça - violão
Fernando Nunes - baixolão
Lan Lan - percusão, backing vocals
Thamyma - percussão

Participação
Nando Reis - faixa 11
Xis - faixa 15
Nação Zumbi - faixas 15 e 16

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Por Breno Airan Meiden

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Os Paralamas Do Sucesso – Acústico MTV [1999]


Após um período de poucas vendas e repercussão vivido na primeira metade da década de 1990, Os Paralamas Do Sucesso voltaram a ter sucesso comercial com o registro ao vivo “Vamo Batê Lata”, de 1995. A partir daí, os álbuns posteriores tomaram os holofotes para o trio novamente. De forma cíclica, essa boa fase terminou, aparentemente, com o disco dessa postagem, o memorável “Acústico MTV”, de 1999. Aparentemente e de forma cíclica porque os Paralamas continuaram a fazer sucesso, mas, em 2001, atravessaram pelo momento mais difícil da sua carreira, com o acidente de ultraleve sofrido pelo vocalista e guitarrista Herbert Vianna.



Mas o foco aqui é a parte anterior ao acidente. Registrado nos dias 5 e 6 de junho de 1999, no auditório da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, “Acústico MTV” apresenta 75 minutos da boa música dos Paralamas em formato acústico. A musicalidade, versatilidade e originalidade dos caras são aspectos impressionantes no produto final. Bi Ribeiro e João Barone formam aquela que é, de longe, a melhor cozinha do Brasil, enquanto que Herbert Vianna é um guitarrista de mão cheia, bem como um bom vocalista.

O trio contou com participações muito especiais da Vitória Régia (banda de apoio do saudoso Tim Maia), de Dado Villa-Lobos e dos sempre presentes João Fera, Eduardo Lyra, José Monteiro Júnior, Demétrio Bezerra e Bidu Cordeiro. Além desses vários nomes, a talentosa Zizi Possi deu uma palinha na clássica Meu Erro, em versão repaginada e emocionante.



Entre as clássicas no repertório, a já citada Meu Erro divide espaço com hits do porte de Selvagem, Lourinha Bombril e Uns Dias. Mas a maioria do setlist conta com canções mais desconhecidas, tais como Brasília 5:31, Nebulosa do Amor e Fui Eu, e covers como Que País É Esse? (Legião Urbana), Feira Moderna (Beto Guedes) e o jam com I Feel Good (James Brown) e Sossego (Tim Maia), entre outras. Vale lembrar, também, a presença da inedita Sincero Breu, composta por Herbert e Pedro Luís & a Parede.

Não apenas um sucesso fonográfico (500 mil cópias vendidas no Brasil e um Grammy Latino), “Acústico MTV” foi seguido de uma turnê de muito sucesso que passou por outros países da América Latina, como Chile e Argentina. O acidente de Herbert Vianna em 2001, felizmente, não foi mortal e determinou apenas uma pausa na história do trio, que continua na ativa até os dias de hoje. Os Paralamas Do Sucesso está entre uma das maiores bandas de Rock do Brasil e este acústico é uma grande prova disso.



01. Vulcão Dub/Fui Eu
02. O Trem Da Juventude
03. Manguetown
04. Um Amor, Um Lugar
05. Bora-bora
06. Vai Valer
07. I Feel Good (I Got You)/Sossego
08. Uns Dias
09. Sincero Breu
10. Meu Erro (com Zizi Possi)
11. Selvagem
12. Brasília 5:31
13. Tendo a Lua
14. Que País É Esse?
15. Navegar Impreciso
16. Feira Moderna
17. Tequila/Lourinha Bombril
18. Vamo Batê Lata
19. Life During Wartime
20. Nebulosa Do Amor
21. Caleidoscópio

Herbert Vianna – vocal, violão, guitarra acústica em 7
Bi Ribeiro – baixolão
João Barone – bateria, percussão

Músicos adicionais:
João Fera – piano, percussão em 11 e 12
Eduardo Lyra – percussão
José Monteiro Júnior – sax tenor
Demétrio Bezerra – trompete
Bidu Cordeiro – trombone, cowbell em 2
Zizi Possi – vocal em 10
Dado Villa-Lobos – violão, guitarra acústica em 12

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by Silver

domingo, 11 de dezembro de 2011

Ratos de Porão - Sistemados Pelo Crucifa [2000]


Em 2000, com vinte anos na bagagem, o Ratos de Porão presenteou os fãs com uma auto-homenagem que não poderia ser mais oportuna: uma regravação do lendário "Crucificados Pelo Sistema". E trataram de fazer a empreitada da forma mais brutal e pesada o possível.

Lançado no exterior pela gravadora Alternative Tentacles de Jello Biafra, e por aqui pela Pecúlio Discos (o selo do baterista Boka), a bagaça contou com a produção do renomado Billy Anderson, que antes já havia trabalhado com eles no ótimo "Carniceira Tropical". Com uma perceptível evolução instrumental de cada membro (excluindo o vocalista João Gordo, já que seus urros permanecem os mesmos), o material é realmente histórico e supera em muito a primeira gravação (a começar pela produção).

O disco, além das 13 faixas de "Crucificados" (por algum motivo Corrupção não foi regravada), possui as clássicas Cérebros Atômicos e Poluição Atômica que originalmente saíram em "Descanse Em Paz" (1986) e um cover para Eu Não Sei da pioneira banda portuguesa Aqui d'el-Rock.



O álbum foi o começo da volta às raízes dos caras (já que eles passearam até mesmo pelos lados do Thrash Metal). Um material que recomendo tanto para o fã quanto para quem quer conhecer a banda. Só não espere sons bonitinhos.

João Gordo - vocais
Jão - guitarras
Fralda - baixo
Boka - bateria

01. Morrer
02. Caos
03. Guerra Desumana
04. Agressão/Repressão
05. Obrigado A Obedecer
06. Asas Da Vingança
07. Que Vergonha! (Olho Seco cover)
08. Poluição Atômica
09. Pobreza
10. F.M.I.
11. Paranóia Nuclear
12. Sistema De Protesto
13. Não Me Importo
14. Periferia
15. Sistemados Pelo Crucifa
16. Cérebros Atômicos
17. Eu Não Sei (Aqui d'el-Rock cover)

Por Gabriel

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Golpe de Estado - 10 Anos Ao Vivo [1996]


Em tempos onde muita coisa no mínimo questionável é chamada de Rock nacional, é bom buscar no passado algumas referências do que de melhor o gênero ofereceu por essas terras. E o Hard com influências blueseiras do Golpe de Estado deveria receber mais atenção, convenhamos. 10 Anos ao Vivo é um disco que tem um título auto-explicativo, portanto nem precisamos falar do que se trata. O trabalho acabaria marcando a despedida do vocalista Catalau, que já não cantou nas duas músicas inéditas que aparecem no final do play, cantadas por Rogério Fernandes. Depois ele ainda voltaria para alguns shows em 1999, abandonando o barco definitivamente na sequência.

Gravado na cidade de Vinhedo, nos dias 31 de agosto e 1 de setembro de 1996, o álbum traz algumas das grandes canções dos cinco primeiros lançamentos de estúdio do grupo. Destaques mais que óbvios para as baladaças “Olhos de Guerra” e “Caso Sério”, o blues matador de “Moondog”, a parceria com Rita Lee na composição de “Zumbi” e o hino supremo “Noite de Balada”, verdadeiro clássico do Rock and Roll tupiniquim. Hélcio Aguirra mostra ser um genuíno discípulo dos grandes instrumentistas do estilo, assim como o genial Paulo Zinner, um dos maiores bateristas da história do país – e que deixou a banda recentemente.



A banda só voltaria a lançar um disco em 2004, com Pra Poder, já trazendo Kiko Müller (que também não está mais na formação) nos vocais. Uma bela oportunidade para confirmar que o Rock cantado em português tem seu espaço e mostra grande qualidade quando feito sem concessões. Longa vida ao Golpe!!!

Catalau (vocais nas faixas ao vivo)
Rogério Fernandes (vocais nas de estúdio)
Hélcio Aguirra (guitarras)
Nelson Brito (baixo)
Paulo Zinner (bateria)

01. Quantas Vão
02. Zumbi
03. Velha Mistura/Underground
04. Moondog
05. Não Faz Mal
06. Olhos de Guerra
07. Caso Sério
08. Sanguessugas
09. Zinner’s Ritual
10. Paixão
11. Noite de Balada
12. Todo Mundo Tem Um Lado Bicho
13. Cada Dia Bate de Um Jeito

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JAY

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

REPOST: Engenheiros do Hawaii - Alívio Imediato [1989]

LINK CONSERTADO!

Esse é do mesmo "naipe" do Ultraje. Quero dizer que eles começaram a carreira nos anos 80 e estão entre as bandas mais importantes e mais adoradas do Brasil. A diferença entre eles e Ultraje é que nos dias de hoje, Engenheiros do Hawaii não é tão rock. Preferem fazer um som mais acústico em vez de mandar um som com guitarra alta, baixo potente e bateria sendo violentada. Mas de qualquer jeito, anos anos 80 foram uma época perfeita dos Engenheiros.


Eu não sou dos maiores fãs da música brasileira e não ouço muitos discos que foram lançados por aqui, mas esse é simplesmente um clássico. Os gaúchos do Engenheiros do Hawaii começaram uma banda por volta de 1985 quando ainda estavam fazendo faculdade. Na época as aulas deles haviam paralizado, por isso Humbergo Gessinger, Carlos Maltz, Carlos Stein e Marcelo Pitz tiveram tempo para criar um grupo que pretendia tocar um rock do mesmo estilo que já rolava pelas terras brasileiras, como Legião Urbana.


Pois bem, banda formada, som definido, faltava um nome. Os rapazes resolveram satirizar os estudantes de engenharia que andavam com roupas de surfistas, daí surgiu o nome Engenheiros do Hawaii. E assim, algumas apresentações foram feitas. Mal sabia eles que mais tarde seriam considerados uma das melhores bandas brasileiras, e ainda mais, uma das bandas com as letras mais inteligentes do mundo. Depois de serem vistos tocando, vieram algumas propostas para tocarem pelo interior de RS, pois só tinham tocando, até então, na capital, Porto Alegre.


Em 1986 é lançado um disco: Longe Demais das Capitais. LP gravado apenas com três integrantes, já que Carlos Stein fez uma viagem e acabou por desistir da banda.


Mais uma alteração ocorre no grupo antes mesmo de uma nova gravação ser iniciada. O baixista Marcelo Pitz abandona os Engenheiros. Com isso, Gessinger resolveu que assumiria o baixo, enquanto Augusto Licks mostraria toda sua habilidade com a guitarra em mãos. Com essa nova formação, um dos álbuns de maior renome no cenário nacional é lançado. A Revolta dos Dândis de 1987 traz vários clássicos, incluindo Infinita Highway e Refrão de Bolero. Depois desse disco chegar às lojas, veio o sucesso. E geralmente com o sucesso, temos a polêmica caminhando lado a lado. As polêmicas que envolveram os gaúchos se davam pelo fato de serem considerados fascistas e etilistas devido a letra de suas músicas. Para piorar a situação, os membros da banda entraram em alguns shows vestindo uma camisa com a Estrela de Davi estampada.


No ano de 1989, após um terceiro lançamento em estúdio (o álbum Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém) os Engenheiros do Hawaii resolveram colocar um LP ao vivo nas lojas. Alívio Imediato, além de conter 10 faixas ao vivo, ainda tem com ele duas faixas inéditas: Alívio Imediato e Náu a Deriva.


Aqui vemos a melhor fase da banda, e para melhoras, eles demonstram a habilidade em palco e aqui é possível ver o carinho dos fãs que cantam todas as músicas junto com o grupo e ainda soltam gritos antes, durante e após algumas canções. Temos alguns improvisos no meio das músicas, solos inacreditáveis, vocais na linha, bateria forte, Gessinger mostrando que além de cantar bem, sabe tocar com sabedoria o baixo e uma platéia bem participativa. Músicas como "Infinita Highway", "Terra de Gigantes" e "Somos Quem Podemos Ser" apresentam maior destaque se tornando perfeitas ao vivo. Nenhum brasileiro pode deixar de ouvir essa obra-prima.

1. Náu a Deriva (estúdio)
2. Alívio Imediato (estúdio)
3. A Revolta dos Dândis I (ao vivo)
4. A Revolta dos Dândis II (ao vivo)
5. Infinita Highway (ao vivo)
6. A Verdade a Ver Navios (ao vivo)
7. Toda Forma de Poder (ao vivo)
8. Terra de Gigantes (ao vivo)
9. Somos Quem Podemos Ser (ao vivo)
10. Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém (ao vivo)
11. Longe Demais das Capitais (ao vivo)
12. Tribos e Tribunais (ao vivo)

Humberto Gessinger - Vocal e Baixo
Carlos Maltz - Bateria
Augusto Licks - Guitarra


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Por Lucas

sábado, 15 de outubro de 2011

Ultraje a Rigor - 18 Anos Sem Tirar! [1999]

Embora muitos tenham odiado a postagem do Planet Hemp, resolvi trazer outra banda do cenário brasileiro, mas essa, creio eu, ser bem mais querida que Planet Hemp, por isso está aqui um ao vivo de um dos grupos de maior renome e importância no cenário do rock brasileiro.

O pessoal com mais de 20 anos que aparece aqui no blog, sem dúvida conhece Ultraje a Rigor, sem contar que a banda fez parte da juventude de vários pais (pelo menos fez parte da juventude dos meus pais). No ano de 1983, o sucesso já estava chegando à banda liderada pelo Roger Moreira. Mas foi mesmo com o lançamento do LP "Nós Vamos Invadir Sua Praia" em 1985 que o grupo estourou no Brasil. Mas, vamos passar alguns anos a frente.

Chegando na época em que a censura acabou, ano de 1989, a polêmica chegou junto para o Ultraje a Rigor com a música Filha da Puta, música que o grupo fez, principalmente, para comemorar o fim da censura. E devido a essa polêmica que envolveu o grupo, suas músicas não tocaram em nenhuma rádio, muito menos passaram na televisão. Com isso, o álbum "Crescendo" não conseguiu muita divulgação, o que era realmente ruim para a banda.



Após alguns outros lançamentos, em 1993, o sexto disco, chamado "Ó!" chega nas lojas. A gravadora do Ultraje na época era a WEA, e esse seria o último lançamento da banda com essa gravadora, que depois seria substituida pela Deckdisc. O contrato com a WEA terminou devido a situação já ruim que a banda tinha com ela e para piorar e causar de vez o fim desse contrato, o disco "Ó!" foi ignorado pela gravadora.

Mesmo assim, em 1995, o grupo de São Paulo ainda estava na mídia. O clipe da música "Acontece Toda Vez que Fico (Apaixonado)" estava sendo bastante exibido nas telinhas da MTV. E enfim chegamos no ano de 1999, onde surge uma novidade. Um disco ao vivo com o nome "18 Anos Sem Tirar!". Gravado em um apresentação realizada no Paraná no ano de 1996, é lançado, junto com as 17 faixas ao vivo, mais 4 inéditas realizadas em estúdio mesmo.

Quando sobem nos palcos, a banda se mostra mais do que incrível. Com solos bem trabalhados, arranjos de fazer "cair a boca", bateria forte, as vezes nervosa e um baixo na medida emendados com um vocal que se encaixa perfeitamente no som que eles fazem. Assim o Ultraje a Rigor levanta sua platéia tocando sucessos como "Ciúme", "Nós Vamos Invadir Sua Praia", "Pelado", "Inútil" e muito mais.

Não poderia deixar de conferir um ao vivo de uma das bandas que mais adimiro no cenário brasileiro, do mesmo jeito que você não deveria deixar de conferir também.


1. Nada a Declarar (estúdio)
2. O Monstro de Duas Cabeças (estúdio)
3.Preguiça (estúdio)
4. Giselda (estúdio)
5. My Bonnie (ao vivo)
6. Filha da Puta (ao vivo)
7. Zoraide (ao vivo)
8. Independente Futebol Clube (ao vivo)
9. Ciúme (ao vivo)
10. Volta Comigo (ao vivo)
11. Eu me Amo (ao vivo)
12. Mim Quer Tocar (ao vivo)
13. Sexo!! (ao vivo)
14. Pelado (ao vivo)
15. Eu Gosto de Mulher (ao vivo)
16. Inútil (ao vivo)
17. O Chiclete (ao vivo)
18. Marylou (ao vivo)
19. Nós Vamos Invadir Sua Praia (ao vivo)
20. Rebelde Sem Causa (ao vivo)
21. Terceiro (ao vivo)

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Roger Moreira - Vocals, Guitar
Flávio Suete - Bateria, Vocals
Mingau - Baixo, Vocal (nas canções de estúdio)
Serginho Petroni - Baixo, Vocals (nas canções ao vivo)
Heraldo Paarmann - Guitar, Vocals

By Lucas

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Matanza - Música Para Beber e Brigar [2003]


Cada vez mais o Matanza vem se mostrando uma grande banda no cenário nacional. E com a apresentação no festival Rock In Rio eles, com toda a certeza, convenceram muita gente, pois, apesar de ter ocorrido no Palco Sunset, o show reuniu muitos fãs e alguns curiosos, e foi digno de todo o poderio do quarteto.

Depois de um primeiro disco bom (mas que fracassou nas paradas, o que resultou num chute da gravadora), Jimmy London e seus comparsas partiram para a Deckdisc, acompanhados de uma mudança no line-up, com a entrada de Fausto na bateria. O resultado dessa mudança impressionou os mais céticos e conquistou muitos fãs mais.

Com esse título sugestivo, Música Para Beber e Brigar traz aquela mesma receita de Santa Madre Cassino: instrumentistas furiosos, a muito bem-vinda influência do Country, e as tradicionais letras (por vezes cômicas) que falam de porre, mulheres e brigas de bar. Tudo isso com muita originalidade e competência. Sem dúvidas, um dos melhores trabalhos do Matanza!



Das treze faixas, vários momentos merecem menção. Além de "Bom É Quando Faz Mal" e "Pé Na Porta, Soco Na Cara", que ganharam videoclipes, vale destacar pauladas como "Maldito Hippie Sujo", "Todo Ódio da Vingança de Jack Buffalo Head" (uma das minhas prediletas), a hilária "Bebe, Arrota e Peida" e "Interceptor V-6". Altamente recomendado a quem está em busca de um som insconsequente, pesado e, acima de tudo, de qualidade. Baixe, beba e briga!


Jimmy London - vocais
Donida - guitarras
China - baixo
Fausto - bateria

01. Pé Na Porta, Soco Na Cara
02. O Último Bar
03. Todo Ódio da Vingança de Jack Buffalo Head
04. Maldito Hippie Sujo
05. Bota Com Buraco de Bala
06. Taberneira, Traga O Gim
07. Interceptor V-6
08. Busted
09. Bom É Quando Faz Mal
10. Pandemonium
11. Quando Bebe Desse Jeito
12. Matarei
13. Bebe, Arrota e Peida

Por Gabriel

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sepultura - Arise [1991]



O legado do Sepultura é tão grande e importante que até mesmo quem não gosta da fase atual sem os Cavalera respeita a banda, e muito. Afinal, eles fizeram algo inédito na história da música pesada brasileira: tiveram projeção internacional com um gênero primeiro-mundista (e chegam a ter mais admiradores lá fora do que aqui em nossas terras).

Quem tem certa noção do começo da carreira do Sepultura, sabe que foram muitos anos para que eles conquistassem o espaço que hoje têm, e essa conquista se deve principalmente a "Beneath The Remains" (já postado pelo meu amigo Zorreiro), que mostrou ao mundo uma banda madura e competente, que sabia o que estava fazendo e sabia o que queria.

O sucesso foi enorme e estrondoso pelos quatro cantos do mundo. Tocaram com o Sodom na Áustria, fizeram shows pelo México e se apresentaram no Dynamo Open Air Festival, com uma plateia de mais de 20 mil pessoas. Era a carreira deslanchando como nunca.

Depois de um ano em turnê, decidiram entrar em estúdio novamente com o renomado Scott Burns (que havia produzido também "Beneath The Remains"). O resultado pôde ser conferido em 1991 quando "Arise" caiu como uma bomba nas prateleiras.


Da esquerda para a direita: Max e Igor Cavalera, Andreas Kisser e Paulo Jr.

"Arise" é o quarto disco da banda e marca uma evolução ainda maior, sonoramente falando. Se em seu antecessor os arranjos ficaram mais definidos, os riffs idem, o vocal melhorou e a bateria foi bem dosada, aqui o nível é mantido, mas com uma diferença: a influência dos sons brasileiros em algumas composições. E isso pode ser verificado em Altered State e Under Siege, por exemplo.

Outra diferença que podemos perceber entre esse e "Beneath" é a desaceleração das músicas. A paulada ficou bem mais técnica e menos frenética, os arranjos bem mais refinados, e Max vocifera com ainda mais fúrias aos microfones. Sem esquecer, é claro, de Kisser, que é um dos guitarristas mais conceituados do Brasil; substituir Scott Ian não é pouca coisa.



Os destaques ficam por conta das clássicas Dead Embryonic Cells, Subtraction e Under Siege, além da já citadas Altered State. Detalhe também para o cover poderoso de Orgasmatron, que foi incluído na versão brasileira do álbum. Clássico para botar a casa abaixo!


Max Cavalera - vocal, guitarra base
Paulo Jr. - baixo
Andreas Kisser - guitarra solo
Igor Cavalera - baquetas e percussão

1. Arise
2. Dead Embryonic Cells
3. Desperate Cry
4. Murder
5. Subtraction
6. Altered State
7. Under Siege (Regnum Irae)
8. Meaningless Movements
9. Infected Voice
10. Orgasmatron

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Por Gabriel


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sepultura – Beneath The Remains [1989]



Esse não foi o disco mais vendido do Sepultura, e nem o que mais influenciou milhares de novas bandas européias que surgiram a partir dos anos 90. Mas é o portal que permitiu aos mineiros a entrada no mercado internacional.

Quando vi a capa pela primeira vez, fiquei chocado. Aquilo era mais dark, mais malévolo que The Number Of The Beast. O fundo preto, a silhueta do cachorro com olhos brilhantes, o cemitério. Tudo dentro de um crânio. Eram muitas mensagens a decifrar e, com elas, a trilha sonora do caos.

Os irmãos Cavalera estavam perfeitamente entrosados com Andreas Kisser, que sempre se mostrou um dos guitarristas mais criativos do mundo e que havia entrado no grupo em 1987 para a gravação do álbum Schizofrenia. Onde todos veem ruído, ele vê riffs. Trabalha-os e joga para a música, fazendo com que tudo encaixe de maneira tão perfeita, que chego a pensar se a sinapse dele é diferente da dos demais humanos.

Igor estava mais preciso, mais cuidadoso com o resultado de seus grooves em relação aos discos anteriores. Max já era identificado por seu estilo próprio, que influenciou grandes nomes, como Morbid Angel (alguns vão contestar) e Canibal Corpse (alguns vão me esconjurar).

A banda atingia o status de profissional. E colhia os louros disso.

1989 foi o ano deles. Com turnês pela Europa, Estados Unidos e México, e milhares de discos vendidos, a gravadora abriu todas as comportas para que os próximos trabalhos conseguissem resultados cada vez melhores. Mas em Beneath The Remains temos a dose exata de profissionalismo misturada com fúria juvenil, característica esta se perderia nas próximas etapas da carreira dos caras. Produzido por Scott Burns (Morbid Angel, Obituary, Death) e gravado na Flórida e no Rio de Janeiro, foi o primeiro pela Roadrunner Records, e ajudou a cimentar de vez o nome da empresa junto ao público metal.



Beneath The remains abre o front na base da pedrada. Quem conheceu os dois primeiros discos do Sepultura notou que aqui havia algo diferenciado, e o dedilhado com teclado fantasmagórico da introdução já entregava. Inner Self foi o hit do disco, se é que podemos chamar assim, juntamente com Mass Hypnosis. Pela primeira vez as músicas apresentam refrões para sacudir a galera e dinâmicas que intercalam peso e fúria com calmaria e levadas diferenciadas. A influência de Dave Lombardo em Igor é latente, mas ele tem um groove brazuca que os gringos nunca vão conseguir.

A versão postada é a reedição em cd, com cover dos Mutantes (A Hora e Vez do Cabelo Nascer) e a versão drum tracks de Inner Self e Mass Hypnisis, essas duas últimas absolutamente dispensáveis, mas que valem pela curiosidade.



Depois desse disco teve Arise, Chaos A.D. e Roots, que tornaram o Sepultura a banda brasileira mais influente da história do metal. Mas aqui está o filezinho. Sem meter Carlinhos Brown na parada, eles firmaram a identidade brasileira num estilo tão primeiromundista como o metal.

Se você tem um skate, bote isso pra rolar no IPod e faça um downhill, por mim.

Ah! Se sobreviver, me conte, ok? Boa sorte.

Track List

1. Beneath the Remains
2. Inner Self
3. Stronger Than Hate
4. Mass Hypnosis
5. Sarcastic Existence
6. Slaves of Pain
7. Lobotomy
8. Hungry
9. Primitive Future
10. A Hora e a Vez do Cabelo Nascer (cover dos Mutantes)
11. Inner Self (drum track)
12. Mass Hypnosis (drum track)



Max Cavalera (guitarra e vocais)
Andreas Kisser (guitarras)
Igor Cavalera (bateria)
Paulo Xisto Pinto Jr. (baixo)

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Por Zorreiro

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Barão Vermelho – Supermercados da Vida [1992]


Muitas vezes o pré-conceito estabelecido nos faz perder várias coisas boas na vida. Isso se aplica muito no Rock, onde os apreciadores mais radicais não toleram o sucesso comercial, como se toda banda não quisesse atingir o reconhecimento fazendo seu honesto trabalho. Falo isso porque, explicar para a geração mais nova a importância do Barão Vermelho na história do Rock n’ Roll feito em terras brazucas é, quase em 100% das ocasiões, como dar murro em ponta de faca. Tá certo que os últimos trabalhos da banda cada vez mais tendem para o Pop/Rock. No entanto, Frejat e sua turma possuem uma folha corrida de bons serviços prestados que falam por si só.

Lançado logo após a turnê que comemorou os dez anos do grupo, “Supermercados da Vida” é um disco com a cara do Barão. O play marca a estréia de Rodrigo Santos no baixo, em substituição a Dadi. Aquele som totalmente stonenano, com toques de Blues e guitarras pesadas comparece de maneira direta, desde a abertura com “Fúria e Folia”, música beirando o Hard Rock, especialmente em seu final arrasa-quarteirão. Na seqüência vem “Odeio-te Meu Amor”, homenageando o rock paulistano dos 70’s no melhor estilo Jagger/Richards.



Outro destaque vai para a música de trabalho, a densa “Pedra, Flor e Espinho”, que contou com um videoclipe para lá de polêmico, especialmente à época – lembrem que recém estávamos nos acostumando com a proposta de linguagem de uma então novata MTV Brasil. Merecem ser citadas também “Flores do Mal”, uma das mais belas baladas da história do Rock nacional (com uma letra perfeita para a dor-de-cotovelo) e “Azul Azulão”, uma espécie de filha bastarda brasileira do Deep Purple, com levada à la “Black Night/Strange Kind of Woman”, Hammond e tudo mais que se tem direito. Aliás, nela temos a particpação de ninguém menos que Luis Carlini, lenda viva da guitarra em terras tupiniquins, líder do Tutti Frutti, que acompanhou Rita Lee em seu melhor momento solo.

O álbum teve a participação de George Marino na produção, que também trabalhou com Queen, Aerosmith, Led Zeppelin, Iron Maiden, AC/DC, Van Halen, Metallica, Dio e Guns N’ Roses, além de alguns mais recentes como Coldplay, Slipknot e Nickelback. Pouco, né (risos)? Não deixe passar a oportunidade de conferir esse clássico feito por esses lados do mapa mundi.

Roberto Frejat (vocais e guitarras)
Fernando Magalhães (guitarras)
Rodrigo Santos (baixo)
Guto Goffi (bateria)
Peninha (percussão)
Maurício Barros (teclados – convidado especial)

Participações
Guilherme Arantes (piano na faixa #2)
Sivuca (acordeom na faixa #4)
Luis Carlini (guitarra na faixa #5)

01. Fúria e Folia
02. Odeio-te Meu Amor
03. Pedra, Flor e Espinho
04. Flores do Mal
05. Azul Azulão
06. Fogo de Palha
07. Fios Elétricos
08. Supermercados da Vida
09. Sombras no Escuro
10. Cidade Fria
11. A Noite Não Acabou
12. Comendo Vidro
13. Portos Livres
14. Marcas no Pescoço

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JAY

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Falcão - Bonito, Lindo e Joiado [1992]


Há tempos discutia-se a postagem de um disco do grande gênio da música brasileira que é Falcão. Não apenas por sua música, como também pela mente fechada de uma parcela dos visitantes do blog, que parecem nunca entender que ESTE NÃO É UM BLOG DE METAL. O incentivo maior veio com os comentários da postagem de Bob Marley, onde os "metaleiros" acabaram saindo de suas jaulas. A opinião dos autores sobre os ditos "metaleiros" coincide com este artigo, então seria impossível que a Combe do Iommi fosse apenas um "blog de metal".

Nascido na pequena cidade cearense de Pereiro, Marcondes Falcão Maia sempre apostou em sua carreira artística e registrou seu primeiro álbum, "Bonito, Lindo e Joiado", de forma independente, em 1991. No ano seguinte, foi lançado pelo selo independente Continental e em 1996, receberia uma versão relançada em 1996, pela BMG.



"Bonito, Lindo e Joiado" traz todas as características da famigerada música brega, como as letras fáceis e cômicas porém inteligentes, as melodias de assimilação praticamente instantânea e a performance vocal típica de Falcão. A música de maior destaque comercial do álbum é I'm Not Dog No, versão em inglês (escrachado) de Eu Não Sou Cachorro Não, de Waldick Soriano, também ícone brega. A partir daí, o sucesso de Marcondes foi inevitável e seus discos posteriores fariam bastante sucesso.

Abra sua mente e confira já o primeiro álbum de um dos ícones mais conhecidos da música noventista brasileira. Se você, "metaleiro" de plantão, precisa de alguma motivação para ouvir "Bonito, Lindo e Joiado", vale a pena lembrar com quem Falcão se apresentou recentemente no vídeo abaixo. E lembre-se: só é corno quem quer.



01. Merenda Escolar
02. Canto Bregoriano II
03. I'm Not Dog No
04. Vão-se Os Cabaços Ficam-se Os Desgostos
05. Sou Mais No Tempo Do Figueiredo
06. O Amor Que Antes De Ser Já Era
07. Oportunidade Única
08. Desamassamento, Solda e Pintura
09. A Cura Da Homeopatia Pelo Processo Macrobiótico
10. Só É Corno Quem Quer
11. Um Bodegueiro Na FIEC

Falcão - vocal
Aroldo Araújo - baixo
Tarcísio Sardinha - guitarra, violão
Zé do Norte - teclado
Luizinho Duarte - bateria
Netinho - flauta
Elvis Matos, Luis Carlos Fonteles, Majô de Castro, Virgínia Assunção, Cida de Souza, Giselle Castro e Romina Mirza - vocais

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by Silver