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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Dark Funeral – De Profundis Clamavi ad te Domine: Live in South America 2003 [2004]

Dez anos na ativa e nenhum trabalho ao vivo. Felizmente, o Dark Funeral aproveitou o embalo das comemorações de seu décimo aniversário para presentear os fãs com o que eu chamo de documento definitivo de sua melhor fase. Lançado no dia 19 de abril de 2004, De Profundis Clamavi ad te Domine registra a passagem dos inefáveis reis das trevas pela América do Sul em setembro de 2003, durante a turnê do álbum Diabolis Interium. São 14 faixas gravadas no Chile, na Colômbia e no Brasil. A introdução do CD, inclusive, é da apresentação realizada em Belo Horizonte, com direito a mineirada insana representando bem o povo tupiniquim no cenário alternativo mundial.



A recepção pra lá de calorosa é retribuída com fúria. Emperor Magus Caligula (não me conformo até hoje com sua saída!!!) apresenta todas as músicas e agradece ao término de cada uma delas com um “muchas gracias”. O modo como o vocalista interage com a platéia devia servir de exemplo, assim como a velocidade e precisão das palhetadas de Lord Ahriman e Chaq Mol. Os guitarristas, atualmente, são os únicos remanescentes dessa formação da banda, que trazia ainda Matte Modin na bateria e Richard Daemon no baixo.

O repertório não poderia ter sido mais bem escolhido. Sons das antigas como Open the Gates, Shadows Over Transylvania e My Dark Desires (todas do EP auto-intitulado, de 1994) dividem o terreno com seis das oito faixas de Diabolis Interium (apenas a faixa-título e Heart of Ice ficaram de fora) e outras pedradas do naipe de The Secrets of the Black Hearts (que dá nome ao full-length de estréia dos caras, de 1996) e Thy Legions Come (um dos melhores momentos de Vobiscum Satanas, de 1998).

Das profundezas clamo a ti, ó Senhor! Essencial!

01. Bleed For Satan – Intro
02. The Arrival Of Satan’s Empire
03. An Apprentice Of Satan
04. The Dawn No More Rises
05. Thy Legions Come
06. Hail Murder
07. Goddess Of Sodomy
08. The Secrets of The Black Arts
09. Vobiscum Satanas
10. Shadows Over Transylvania
11. Open The Gates
12. Ineffable Kings Of Darkness
13. Thus I Have Spoken
14. My Dark Desires
15. Armageddon Finally Comes

Lord Ahriman – Guitarra
Emperor Magus Caligula – Vocais
Chaq Mol – Guitarra
Matte Modin – Bateria
Richard Daemon – Baixo

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@mvmeanstreet

domingo, 23 de janeiro de 2011

Venom - Black Metal [1982]


Costumam falar que os fãs de "Rock Colorido" representam a juventude perdida e lamentável, mas custa apenas olhar ao nosso redor para perceber que existem certos estilos de Metal que têm como base uma grande quantidade de crianças e pré-adolescentes influenciadas por suas temáticas "magia, luz, pureza & simpatia" - não confunda com temas religiosos - e degeneram mentes que deveriam, nesta fase, começar a moldar uma índole digna ao invés de ser desvairada por lunáticos de meia idade.

Elucidando: é saudável - e deveria ser obrigatório - ter rebeldia nessa fase da vida e o Rock/Metal também deveria servir pra alimentar/impor isso, em vez de retardar a personalidade com temas idiotas. Possuir atitudes refratárias perante a imundície em todos os âmbitos sociais é essencial e quem não se manifesta dessa forma (principalmente nessa fase da vida) ou tem um alto grau de demência ou é o famoso bunda-mole. Desde a concepção visual até as mensagens, determinado segmento do Metal já deturpou tudo e mais um pouco.

Porém, certas bandas sempre serviram de forma exemplar pra educar e definir a dignidade das pessoas pro resto da vida. E o mais forte representante dos conciliábulos é o Venom, que jogou toda a revolta do Motörhead e Sex Pistols dentro de diatribes contra o cristianismo, com a intenção principal de repudiar os falsos valores morais e inverter os dogmas, e não de cultuar coisas malignas, como alguns babacas até hoje não entenderam - o que não impede que o power trio seja satânico no sentido filosófico. Tanto que uma das maiores características do Venom é o humor negro - e em alguns casos, apenas humor!


Depois de demonstrar muita atitude com o debut Welcome to Hell, os 3 ingleses perceberam que pra engrenar de vez deveriam sanar as deficiências apresentadas nesse trabalho: gravação porca e riffs mal definidos. E o único que poderia tornar a sonoridade mais arrojada era aquele que possuía algum "conhecimento musical". E foi assim que Mantas desenvolveu uma série de riffs incríveis, tamanha a simplicidade e força, que somados à gana de Cronos e Abaddon resultaram em músicas deslumbrantes executadas com uma voracidade inovadora que mudou a cara do Metal para sempre.

Oferecendo um extremismo nunca visto antes e estabelecendo novos limites, Black Metal se mostra um dos momentos mais simbólicos da música pesada. 11 composições antológicas com uma crueza que potencializa tudo que havia sido feito no Metal e coloca o Venom na categoria de fenômeno, apostando no Heavy Metal, mas com o clima macabro que seria definitivo para gerar outro subgênero. A Escandinávia nunca soube absorver isso, o que não significa que não existam várias bandas pelo mundo seguindo os passos do Venom - mas como tudo é baseado no Black Metal escandinavo, há quem afirme que "não existe nada de Black Metal no Venom".


Mais do que música de qualidade feita com garra, o Venom é fundamental na criação de personalidades dignas, e acredito mesmo que se pelo menos metade da juventude escutasse os discos dessa banda, não haveria essa decepcionante "visão de mundo" (já diria aquele velho). Vontade de incendiar a escola e sonhos em sodomizar a professora é o que o Venom ensina e prega, mas seu sarcasmo inteligente não permite que as pessoas passem destes limites imaginários e serve pra criar senso crítico - pena que alguns retardados não entendem a "piada". E a mais impactante representação desse seu trabalho certamente se encontra no segundo álbum, Black Metal.

Lembrando que além do termo Black Metal, o Venom também criou a designação Power Metal. No entanto, muitas vezes, este último se encaixa na definição citada no início do texto, o que nos leva ao fio da meada. E como chegamos ao ponto em que os representantes do Metal da doçura & esperança falam em nome do Heavy Metal, finalizo este post com uma frase do Marcelo Nova aos emos, mas que serve também para estas criaturas do mundo encantado: "Se é filho meu, eu dou tapa! Aos 18, 19, você está cheio de testosterona, você quer mudar a bagaça, você quer se manifestar porque o mundo é uma merda e sempre foi uma merda".

01. Black Metal
02. To Hell And Back
03. Buried Alive
04. Raise The Dead
05. Teacher's Pet
06. Leave Me In Hell
07. Sacrifice
08. Heaven's On Fire
09. Countess Bathory
10. Don't Burn The Witch
11. At War With Satan (preview)
Bonus:
12. Bursting Out
13. Black Metal
14. Nightmare
15. Too Loud For The Crowd
16. Bloodlust
17. Die Hard
18. Acid Queen
19. Bursting Out
20. Hounds Of Hell

Cronos - vocal/bass
Mantas - guitar
Abaddon - drums

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Dragztripztar


We created black metal and then it developed. The groups that play black metal take black metal a step further. WE TOOK METAL A STEP FURTHER.

- Mr. Dunn

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Impaled Nazarene - All That You Fear [2003]


O Impaled Nazarene, assim como outros grupos de Black Metal que levam seu trabalho a sério, resolveu se desvincular, ao longo do tempo, da cena que lhe originou. Devido aos imbecis que se disseminam como uma epidemia nesse movimento, o Impaled procurou se desviar o máximo possível tanto dos fãs quanto das outras bandas do gênero, dado a grande quantidade de palhaços que passaram a existir nesse meio. Ou seja, o Impaled Nazarene é uma banda de Black Metal anti-Black Metal. Tanto que detestam serem rotulados de Black Metal, e admitem fazer "Nuclear Metal".

O grupo também resolveu se desligar da imagem corriqueira e deixaram de usar corpse-paint, bem como passaram a acrescentar uma enorme influência de Crust Punk em seu som. Sem contar que os integrantes, há um bom tempo, começaram a se envolver com grupos de Thrash Metal, Death Metal, Gothic Metal, Punk Rock e Industrial Rock. Dentro de todos esses sinais de amadurecimento, os finlandeses cresceram como um turbilhão, deixando pra trás os noruegueses estagnados, que renderam tanto ódio ao vocalista Mika Luttinen, devido às atitudes infantis, covardes e pseudo-satanistas no começo dos anos 90.


Nesse oitavo álbum de estúdio, as diatribes usando a imagem do bode continuam presentes, mantendo a maior tradição da banda. As letras, dessa vez, não abordam mais perversões sexuais como era de costume, e focam em temas bélicos e satanismo com muito humor negro. All That You Fear também revela a evolução em termos de criação, execução e técnica que os caras sofreram desde que Alexi Laiho saiu para se dedicar somente ao Children of Bodom, pois o mesmo nunca contribuiu de forma significante em sua passagem pelo conjunto. Tuomio, o substituto vindo de um grupo de Thrash Metal, foi determinante para deixar a sonoridade ainda mais intensa.

A única música cantada em finlandês abre o trabalho mostrando um Grindcore com o vocal de Mika melhor adequado a proposta; mais agressivo e menos esganiçado. E a mistura de Crust Punk e Black Metal é levada a perfeição em "Armageddon Death Squad". Letra e instrumental completamente intransigentes formando um dos maiores clássicos da banda. Depois de duas músicas fulminantes, "The Endless War" vem com temas de guitarras voltados ao Folk/Viking Metal e solos matadores de Tuomio. "Curse of the Dead Medusa" começa como um típico Grindcore e ao decorrer surge um tema de guitarra à la Satyricon dos tempos de Mother North e riffs quebrados seguidos por um solo cortando o som como uma serra elétrica.



A cadenciada "Suffer in Silence" é dedicada ao ex-guitarrista e apoia a decisão do mesmo de tirar sua própria vida (mas até hoje não foi provado se Somnium se jogou ou caiu da ponte). Enquanto a primeira metade do álbum apresenta o Black Metal misturado ao Crust Punk e Grindcore, a outra parte do disco relembra os velhos tempos com altas doses de Thrash Metal. "Halo of Flies" segue a linha tétrica do Black Metal do início de carreira e "Recreate Thru Hate" é um Black Metal à meio-tempo que recorda a fase transitória dos álbuns Latex Cult e Rapture. Já "Goat Seeds Doom" é, basicamente, uma composição de Thrash Metal com vocais rasgados. E em "Even More Pain" o Thrash surge misturado ao Grindcore, ao passo que "Tribulation Hell" mistura Thrash e Crust Punk.

Assim como as outras bandas de Black Metal que eu trouxe, essa daqui é mais uma que apresenta um trabalho bem diferente do que se convencionou rotular. Exemplo de amadurecimento e seriedade. Tanto que possuem um enorme respeito fora da cena Black Metal. E são tão pouco atraentes aos "cybers diabólicos". Uma série de riffs viscerais, quebradas de tempo descomunais e uma execução impecável - que pode ser deduzida pela bagagem dos caras - é o que temos em All That You Fear. Para os visitantes que se interessam por Metal Extremo, aqui está Black Metal, Thrash Metal, Crust Punk e Grindcore incorporados no mesmo disco e com o primor que apenas o Impaled Nazarene oferece.

01- Kohta Ei Naura Enää Jeesuskaan
02- Armageddon Death Squad
03- The Endless War
04- The Maggot Crusher
05- Curse of the Dead Medusa
06- Suffer in Silence
07- Halo of Flies
08- Recreate Thru Hate
09- Goat Seeds of Doom
10- Even More Pain
11- Tribulation Hell
12- Urgent Need to Kill
13- All That You Fear

Sluti666 - vocals
Tuomio - lead guitar
Onraj 9 mm - rhythm guitar
Arc v 666 - bass
Repe Misanthrope - drums

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Dragztripztar

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Murder Rape - Celebration of Supreme Evil [1994]


Quando se fala em Murder Rape antes de vislumbrar qualquer coisa relacionada ao som geralmente surge gente pra espalhar fofocas, boatos, especulações, etc. Mesmo com a vida pessoal dos integrantes parecendo mais interessante para algumas pessoas, o Murder Rape consegue transpor tudo isso com o que realmente importa: sua música. Os curitibanos são um dos maiores expoentes do Black Metal Nacional, a primeira banda brasileira do estilo a excursionar pela Europa e, talvez, o mais notável representante pós-Sarcófago.

Por mais que o visual da banda sugira o famigerado Black Metal, durante a carreira do grupo o estilo que se transparece menos exaltado é o Black Metal como é conhecido superficialmente, e esse disco que estou trazendo exemplifica isso. O embaraço quanto ao rótulo pode ser explicado tomando como exemplo que o gênero é visto como algo voltado somente à sonoridade de grupos como Mayhem, Gorgoroth, Dark Funeral e afins, quando se pratica em países fora do eixo nórdico algo totalmente fora dos padrões dessas bandas. Logo, quem se fecha dessa forma acaba cometendo ignorâncias quando quer taxar algumas bandas, como o Murder Rape, no caso. Celebration of Supreme Evil é tido como um disco de Death Metal pelos leigos, simplesmente por não parecer com Gorgoroth, Mayhem & Cia.


Os traços do Death Metal sueco e de bandas como Venom, Celtic Frost e Hellhammer é notável nesse debut, mas a influência do Black Metal grego, principalmente do Varathron, é maior do que essas outras influências. O fato de Sabatan cantar o disco inteiro com vocais guturais não implica que se trata de Death Metal, pois o próprio Varathron, Mystifier e alguns outros conjuntos de Black Metal optam por esse tipo de vocal. Acima de tudo, o que desponta no Murder Rape é a inspiração dos caras, pois a simplicidade extremamente profunda que é apresentada nesse play se compara com o Venom nos anos 80, a meu ver.

Nesse primeiro full-lenght, o grupo além de compor um dos discos nacionais mais clássicos e o seu melhor trabalho, montaram um tracklist que mantém o ouvinte imerso. O disco abre com o simplismo eficaz de "Embassy of Satan", e na sequência, o guitarrista Ipsissimus se mostra um músico diferenciado e que, claramente, busca inspiração fora do Black Metal, basta notar que o Heavy Metal misturado ao Doom clássico é abrangido de maneira muito consonante em músicas como "The Beggining of Pain", "Goat Worshippers" e "Trace of Omnipotence". A cadência que percorre essas músicas beira o Doom Metal, e seria ampliada de forma excessiva no disco seguinte.

Mas o melhor momento fica guardado no final. Quando o Murder Rape lançou sua tape em 93 imediatamente a Cogumelo assinou com banda, e não era pra menos, entre as duas músicas da tape estava um clássico do Metal Nacional. "Morbid Desires" despe todo o talento da banda, uma composição extremamente bem arranjada, com uma sucessão de riffs e solos muito cativantes. O que me leva a considerar definitivamente Ipsissimus como o "Mantas brasileiro". Celebration of Supreme Evil marcou época e permanece até hoje como um dos trabalhos mais influentes da safra nacional, além da grande importância em mostrar outros horizontes dentro do Black Metal, que é o seu maior valor atualmente.



01-Intro
02-Embassy of Satan
03-The Beginning of Pain
04-Cries from the Abyss (Instrumental)
05-Goat Worshippers
06-Trace of Omnipotence
07-Morbid Desires
08-Goat Rules
09-Outro (In Liaison with Satan)

Sabatan - vocal
Ipsissimus - guitar
Agathodemon - bass
Ichthys Niger - drums

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Dragztripztar

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Impurity - Satanic Metal Kingdom [2004]


Muitos visitantes da Combe já devem ter lido a carta aberta (press-release, manifesto, chame como quiser) de um sujeito petulante de uma banda conhecida - não mais que "conhecida" - que se utilizou do seu linguajar insolente para expressar de maneira completamente infantil sua indignação cheia de birra típica de pré-adolescente que venera o Metal como religião e coloca como prioridade na vida, fazendo os velhos discursos em defesa do estilo. No meio de tanta displicência gramatical e expressões marginalizadas, foi levantada uma questão velha e clichê, porém, interessante.

Essa picuinha levantada pelo "guardião do metal" começou há mais de vinte anos em Minas Gerais, quando as bandas toscas de Thrash Metal e Heavy Metal dessa região achando que mereciam a mesma visibilidade do Sepultura - que se destacou com seu próprio suor e esforço, expandindo sua popularidade ao exterior - passaram a ficar lamentando um possível sucesso, além de culpar o Sepultura por não ter divulgado o nome de tais bandas amadoras, que só possuíam força de vontade, mas o talento necessário para se distinguir das demais eles esperavam cair do céu - ou, mais possivelmente, emergir do inferno.

Dentro desse panorama do cenário mineiro daquela época se iniciou todo o "blá blá blá" de injustiça com o Metal nacional. A despeito dessas bandas mineiras não terem conseguido crescer como nunca deveriam, havia sim, bandas que eram merecedoras da atenção mundial. Algumas, meritoriamente, obtiveram o êxito desejado, como o Sarcófago e o Eminence. Porém, outros grupos que mereciam o mesmo status não tiveram a sorte de ter uma boa divulgação que lhes proporcionassem difundir seus trabalhos. Dentre esses reais "injustiçados" estão grupos como Perpetual Dusk, Agaures e Impurity - sendo esse último, o maior merecedor de tal status por ter um longo tempo de batalha, além de apresentar uma constante evolução em sua carreira que teve o apogeu aqui no terceiro disco.

David Vincent do Morbid Angel usando a camisa do Impurity

No final dos anos 80, incorrido pelas profanações do Sarcófago, o vocalista Ram Priest deu início ao Sexfago, um grupo de covers, que após dois anos mudou o nome para Impurity e passou a compor sons próprios. Depois de lançar dois discos com formações completamente diferentes - com a permanência somente de Ram Priest em ambos os discos - o Impurity lançou seu melhor trabalho e que pode facilmente ser apontado como um dos melhores discos nacionais de Metal Extremo.

Para o lançamento de Satanic Metal Kingdom, a banda foi novamente trocada, além de modificar o aspecto visual; sem maculações religiosas explícitas e abolindo o corpse-paint. Porém, a mudança mais significante foi no som, que trouxe uma influência tão forte de Heavy Metal que a única característica remanescente do Black Metal foi o vocal de Ram Priest. E, assim como no álbum anterior, a influência do Samael foi mantida - mas, dessa vez, da fase do disco Ceremony of Opposites.

Apesar de Satanic Metal Kingdom ser fortemente penetrado pelo Heavy Metal, as composições ainda são arraigadas no Black Metal. Assim como existem bandas que misturam Black Metal com Thrash (Desaster, Absu), ou Death (Behemoth, Belphegor), ou Folk (Nokturnal Mortum, Folklord), o Impurity desenvolveu um Black Metal incutido no Heavy Metal tradicional. Satanic Metal Kingdom apresenta músicas maduras e harmoniosas, que se igualam como destaques. Guardada as devidas proporções de técnica e desenvoltura, é evidente que a influência Heavy da banda vem do Mercyful Fate, tanto que, por coincidência - ou não - a excelente "Dark are the Ways" possui uma parte idêntica ao final de "Egypt" do Mercyful Fate. Além de outras passagens ao longo do disco que remetem ao grupo do King Diamond.



O Impurity junto com uma infinidade de bandas do Metal Extremo só comprova de uma vez por todas que as coisas são invertidas no Brasil. Nada é mais claro que o fato do Brasil produzir bandas de Metal Extremo no mesmo nível das bandas gringas - e no Black Metal, muitas vezes são ainda superiores, como pôde ser observado no Setembro Negro Festival de 2004, onde vários críticos e fãs sensatos puderam perceber que as quatro bandas de abertura da "grande atração" que veio da Bélgica, eram muito superiores e mais competentes que os gringos 'entronados'. Portanto, se existe algum músico ou banda brasileira que tem propriedade pra clamar por mais atenção são esses pertencentes ao cenário extremo. Caso queira comprovar uma bela amostra dessa superioridade do Metal Extremo Nacional, aqui está um dos vários exemplos.

01 - Satanic Metal Kingdom
02 - Grayish Land of Desolation
03 - Invocation of the World of Horrors
04 - Abyss of Wisdom
05 - Egyptian Devils
06 - About the Flame and the Wind
07 - Dark are the Ways
08 - Night Beasts
09 - Desecration of the Host
10 - Instrumental

Ram Priest - Voices
Gosaric - Guitars
Hades - Guitars
Cerbero - Bass
Sausmikath - Drums

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Dragztripztar

Da esquerda para direita: Gosaric, Sausmikath, Ram Priest, Cerbero e Hades

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Krisiun - Black Force Domain [1997]

Em 1990, os irmãos Alex Camargo, Max Kolesne e Moyses Kolesne (curiosidade: Alex preferiu usar o sobrenome da mãe e Max e Moyses o do pai) formaram um dos grupos que levaria a música extrema do Brasil para o mundo: o Krisiun. A história do Krisiun se confunde com a do Sepultura, não pela localidade, mas pela forma que tanto os irmãos Cavalera quanto os irmãos Kolesne batalharam aqui e logo no exterior.

Desde o início em Ijaí, no Rio Grande do Sul, até a mudança para São Paulo, em 1995, o Krisiun lançou duas demos (Evil Age [1991] e Curse Of The Evil One [1992]) e uma EP (Unmerciful Order [1994]). Durante esse período, passaram dois guitarristas pela banda, hábito que foi abandonado desde o lançamento do debut e desde então, Moyses segura todas as guitarras.


O lançamento de Unmerciful Order, que possui clássicos como Meaning Of Terror, Infected Core e Rises From Black, fez com que o Krisiun ganhasse certa notoriedade no exterior. No meio desse burburinho, eles entraram em estúdio novamente e lançaram o incomparável Black Force Domain, debut do Krisiun e um dos maiores clássicos da pancadaria.

A putaria começa com a faixa-título, canção que faz até os pedreiros mais calejados se assustarem. A bateria ''bate-estaca'' do monstro Max Kolesne é o destaque total da canção, enquanto os riffs do irmão Moyses, do solo até o final da canção, deveriam ser incluídos em uma aula de como se fazer death metal.


A próxima faixa, Messiah Of The Double Cross, deve ter soado como um tapa na cara do pessoal do Morbid Angel na época do razoável Domination. Os três irmãos mostram como é que se faz um death metal no estilo que o Morbid Angel fazia no seu clássico debut, principalmente o baixista/vocalista Alex Camargo, que urra e debulha o baixo como ninguém.

O disco segue tranquilamente, com aquela mistura de death com thrash que fez a alegria de metalheads mundo afora. Demais destaques vão para as letras repulsivas de Hunter Of Souls (e que riffs fantásticos!), a lição de violência cuspida pela bateria de Max em Evil Mastermind, a instrumental Infamous Glory, a pavorosa Reject To Perish Below (Moyses detona nessa canção como poucos) e o grand finale com Sacrifice Of The Unborn.


Black Force Domain ganhou uma assustadora notoriedade na Europa e entre o publico fã de death/thrash metal no EUA e no resto do mundo. Hoje, os três irmãos tem uma carreira ascendente e cheia de pontos altos, como o lançamento do aclamado Southern Storm [2008] e a alta vendagem na Europa e turnês insanas junto de nomes como o Nile e Immolation. MPB? O que realmente vai do Brasil pra fora é a brutalidade e o suor de bandas como essas.
Um clássico, sem mais.
Um ótimo download!

Tracklist:
01 - Black Force Domain
02 - Messiah Of The Double Cross
03 - Hunter Of Souls
04 - Blind Possession
05 - Evil Mastermind
06 - Infamous Glory
07 - Rejected To Perish Below
08 - Meanest Evil
09 - Obssession By Evil Force
10 - Sacrifice Of The Unborn

Line-up:
Alex Camargo - Vocais e baixo
Moyses Kolesne - Guitarras e teclado
Max Kolesne - Bateria

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By Alvaro Corpse

In The Eyes of Death III [2002]


Você é aquele tipo de apreciador “não praticante” do Metal Extremo? Não tem muito material, mas gostaria de ter uma coletânea que, ao menos não o deixasse perdido em relação ao que ocorre no gênero? Pois aqui tem uma boa opção para sua prateleira. Por um bom tempo, a Century Media Records socorreu os headbangers com a coletânea In the Eyes of Death, reunindo alguns dos melhores nomes de seu cast em um artefato promocional bem interessante. O terceiro volume, lançado em 2002 foi um dos mais marcantes, oferecendo um bom parâmetro do cenário da época, passeando pelas várias vertentes do lado mais agressivo do Heavy Metal.

Abrindo o disco, a banda que era a grande força da companhia no momento, o Arch Enemy com a hoje clássica “Ravenous”, apresentando ao mundo toda a potência vocal de Angela Gossow. Também da Suécia, o Dark Tranquility é outro destaque, com a ótima “Final Resistance”, mostrando a força do Gothemburg Sound. Aí é a vez da força brasileira aparecer com o Krisiun, que manda ver um cover para “Silent Scream”, do Slayer, injetando ainda mais brutalidade. Os apreciadores de um Black Metal com elementos nórdicos encontram o Borknagar em uma de suas músicas mais inspiradas, a fantástica “The Genuine Pulse”, com Vintersörg fazendo toda a diferença.



Os gregos do Rotting Christ com seu estilo totalmente característico mostram porque são uma das melhores bandas de todos os tempos na cena Black em “The Call of the Aethys”. O Unleashed surge com seu Death Metal de raiz, lembrando os precursores do estilo em “Hell’s Unleashed”. Antes de se tornar uma das forças da emergente cena Metalcore, o Shadows Fall já mostrava seu poder de fogo, como em “Stepping Outside the Circle”. Da Alemanha, o Holy Moses retornava com potência total. Sabina Classen mostrava que mulheres vocalistas no lado extremo da força não era algo tão novo assim e botava todos para correr com “We Are at War”. Assim como o Krisiun, o Scar Culture também aparecia com uma regravação, dessa vez para “Wolverine Blues”, do Entombed.

Um bom exemplar para aqueles que não são tão fanáticos a ponto de precisar ter tudo que é lançado no estilo. Além de servir como fonte de descobertas aos adeptos mais ferrenhos. Boas trilhas para tratar a vida na base da porrada nos momentos em que ela se fizer merecedora.

01. Ravenous (Arch Enemy)
02. Hands of Doom (Carnal Forge)
03. Final Resistance (Dark Tranquility)
04. Silent Scream (Krisiun)
05. Project: The New Breed 666 (The Forsaken)
06. The Legacy (Twin Obscenity)
07. The Genuine Pulse (Borknagar)
08. The Call of the Aethys (Rotting Christ)
09. Hell’s Unleashed (Unleashed)
10. Morbid Way to Die (Grave)
11. Mind Eraser (God Forbid)
12. Stepping Outside the Circle (Shadows Fall)
13. We Are At War (Holy Moses)
14. Wolverine Blues (Scar Culture)
15. Pendragon’s Fall (Suidakra)
16. Hyperhuman (Solefald)
17. Angelina: Chthonian Earth; Her Face Forms Worms (...And Oceans)
18. Corpsecry Angelfall (Sigh)

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JAY

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dimmu Borgir - Puritanical Euphoric Misanthropia [2001]


Um dos últimos downloads que fiz aqui no blog foi do Nokturnal Mortum, banda de Black Metal que despertou um interesse em conhecer outras coisas do gênero, além do Satanic Warmaster que eu já conhecia e inclusive já postei aqui no blog. Como não manjo nada sobre o estilo, procurei pela banda mais conhecida de Black Metal, e acabei me deparando com o Dimmu Borgir, que inclusive já tinha na coleção um disco deles, porém nem lembrava mais, de tanto que fazia que não colocava música mais pesada pra tocar aqui.

Primeiramente baixei o novo deles, Abrahadabra, lançado neste ano de 2010, e logo depois já tratei de ouvir este que trago a todos no dia de hoje. Sendo mais conhecidos por praticarem Symphonic Black Metal do que Black Metal propriamente dito, conseguiram agradar e muito minhas orelhas, tão acostumadas com bandas muito diferentes desta. A mistura entre vocais extremamente rasgados, bateria extremamente rápida e pesada, guitarras forte que ditam o ritmo de cada música e órgaos e teclados por trás dão um aspecto muito bom de se ouvir.

Acredito que muitos aqui conhecem a banda, portanto vou deixar de falar muito sobre o disco, antes que fale bobagem, pois como já disse, o estilo é muito inexplorado por este quem vos escreve, portanto minha sabedoria sobre música extrema é quase nula, ouvindo apenas algumas bandas que me agradam.

Quanto aos destaques, ficam com 'Blessings Upon The Throne of Tyranny', 'Architecture Of A Genocidal Nature', 'Absolute Sole Right', 'Puritania', 'Devil's Path' e o cover para 'Burn In Hell', do Twisted Sister, excelente banda oitentista. Sem mais, recomendo o álbum a todos fãs de música pesada em geral, fãs da banda ou simplesmente para quem abandona rótulos e preconceitos e gosta de ingerir uma música mais pesada de qualidade. Muitos aqui sabem que meu estilo favorito é o Hard Rock, porém esta banda me agradou. Vai saber se não acontece o mesmo com você que ainda não conhece a banda...

01. Fear & Wonder
02. Blessings Upon The Throne Of Tyranny
03. Kings Of The Carnival Creation
04. Hybrid Stigmata - The Apostasy
05. Architecture Of A Genocidal Nature
06. Puritania
07. Indoctrination
08. The Maelstrom Mephisto
09. Absolute Sole Right
10. Sympozium
11. Perfection Or Vanity
12. Devil's Path
13. Burn In Hell (Twisted Sister Cover)

Shagrath - vocal, sintetizador
Silenoz - guitarra base
Galder - guitarra solo
ICS Vortex - baixo, backing vocal
Nicholas Barker - bateria
Mustis - sintetizador, piano

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Hairbanger

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Nokturnal Mortum - Weltanschauung [2005]


Infelizmente, o Nokturnal Mortum é conhecido, principalmente, pelo posicionamento político de seus integrantes, e por suas letras e visual gráfico ofensivo ao judaico-cristianismo, em todos os aspectos. Digo "infelizmente" por envolver preconceito racial e não somente religioso. Ok, é complicado elogiar um trabalho nessas circunstâncias e tentar convencer as pessoas de que algo "bom" possa ser produzido por uma banda extremista de direita, e orgulhosa até demais, o que acaba por algumas vias se tornando contraditório. Como, por exemplo, eles elevam a cultura de seu país e de sua raça, mas esse país e essa raça são constituídos em sua maioria por cristãos, o que é alvo de repúdio por parte deles. Então, começa por aí, tentar entender esse tipo de ideologia é complicado e desnecessário. E o fato de uma banda pensar da forma que seja em relação à política e religião, não influi em seu trabalho musical. De certa forma sim, porque vira parte da ideologia e inspiração, mas o som envolve vários outros aspectos, como criatividade, influências MUSICAIS, etc.

Deixando um pouco de lado as polêmicas que envolvem a banda, -até por que isso não implica a mim explicar-, o Nokturnal Mortum começou sua carreira na Ucrânia ainda como uma banda de Death Metal e se chamava Suppuration, depois de gravar uma demo, mudaram o estilo para o Black Metal e passaram a se chamar Crystaline Darkness, lançaram mais uma demo e mudaram o estilo do seu Black Metal, incorporando influências do som folclórico, ainda que de forma bem discreta, mas foi o suficiente pra acreditar que a banda era outra e mudaram o nome dessa vez para Nocturnal Mortum e pouco tempo depois para Nokturnal Mortum. Sua carreira teve o início com duas brilhantes demos (Twilightfall [1995] e Lunar Poetry [1996]) que são até hoje pontos altos na carreira da banda e alguns de seus melhores trabalhos, tanto que foram relançados anos mais tarde em CD (as versões originais eram demo-tapes) e passaram a ser ainda mais cultuadas.


Após esses lançamentos que impressionaram o underground da época por apresentar um Black Metal frio, porém, com um grande clima heróico e evidentes influências de Doom Metal e Heavy Metal Tradicional, o Nokturnal perdeu um de seus principais integrantes da época, o guitarrista solo Warterax que deixava o som do grupo ainda mais atraente, por tocar bases e solos com uma destreza e criatividade não tão comum no estilo, e com uma pegada mais voltada pro Heavy Metal. Os teclados de Sataroth também eram um destaque à parte, e ditavam o clima das músicas. Entretanto, sem um guitarrista com boas idéias para se diferenciar do montante que toca de determinada forma já característica do gênero, o Nokturnal Mortum lançou três full-lenghts numa linha padrão de Raw Black Metal, com algumas passagens acentuadas de teclados, porém sem grande destaque. Ou seja, o Nokturnal Mortum que surgiu como uma grande promessa se tornou apenas "mais uma banda de Black Metal".

Depois do lançamento de NeChrist (terceiro e um dos mais polêmicos discos da banda), o NM demorou seis anos para apresentar um novo material. Mas quando decidiram apresentar o que criaram nesse tempo o resultado é simplesmente chocante e impressionante. Weltanschauung é a evolução monstruosa das demo-tapes lançadas no início da carreira, tem todo aquele clima majestoso não sendo tão frio e cru, e com o uso dos mais diversos instrumentos folk (o que não havia na época das demos) com um extremo bom gosto. As estruturas das músicas são bastante variadas e com muitas mudanças de ritmo e melodia, o que torna o som uma verdadeira jornada, pois eles conseguiram passar uma atmosfera tão fascinante e envolvente, que prende a atenção durante o disco todo, que tem como curiosidade o fato de todas as músicas serem precedidas de intros, ora representando sons de batalha, ora tocando melodias essencialmente folk.

A performance de Knjazz Varggoth certamente é outro grande destaque do disco, ele canta de forma bem emocional não deixando de soar odioso e com um timbre menos esganiçado e mais sombrio, sendo o mais apropriado às músicas que não são tão extremas, não tem sequer partes velozes, muito menos blast-beats, o que vai desagradar quem curte um extremismo musical "desenfreado". Mas pra mim o que importa é o nível criativo, não importando se é cadenciado, rápido, atmosférico, ou qualquer que seja o caminho musical adotado pela banda, não sendo mediocridade ou estupidez em forma de música, eu consumo. Pois bem, Knjazz além de ter gravado os vocais e as guitarras, gravou os instrumentos folk junto com o ótimo tecladista Saturious. E por último, não posso deixar de destacar a atuação do batera Odalv, acompanhando totalmente o alto nível criativo da banda com muita competência e com uma consistência digna de aplausos, se mostrando muito superior ao batera antigo, Munruthel.


A faixa-título, Hailed be the Heroes e The New Era of Swords são verdadeiras obras-primas, muito envolventes e instigantes, além de serem extremamente bem compostas. Lembrando que o disco tem 14 faixas, sendo que dessas, são 6 músicas e o restante são intros e curtos instrumentais, mas que também só engrandecem o trabalho e dão um clima diferente a cada passagem do álbum.

O álbum traz como tema principal a complexa e quase incompreensível ideologia de Weltanschauung (palavra alemã que pro português é traduzida como "cosmovisão" ou "visão do mundo"). É impossível tecer qualquer tipo de comentário determinante a respeito disso, visto que é uma das coisas mais abrangentes que eu já pesquisei, e posso no máximo resumir ao que Freud concluiu: Ideologia que produz formas de pensamentos de cunho religioso, científico, artístico e filosófico.

Dentro de cada um desses campos são intermináveis as explicações e argumentos. Obviamente o Nokturnal Mortum tratou desse tema devido à visão distorcida da Weltanschauung por Hitler, para justificar seus atos e usá-la em prol dos seus ideais. E mesmo nos comentários no Mein Kampf em relação à Weltanschauung é bem difícil de captar o que significa exatamente e qual é o ideal proposto, visto que sempre se afunda em um mar de explicações ideológicas pessoais. Chegando a conclusão de que cada um tem sua própria Weltanschauung.

De qualquer modo, não quero instigar ninguém a entender isso, apenas apreciem esse trabalho do Nokturnal Mortum, que em minha opinião é um dos mais bem sucedidos discos que mistura o Black Metal com elementos folk europeu. Ao contrário do que muitos pensam, no Black Metal também existem trabalhos muito bem elaborados, e eu desafio que me digam um disco de qualquer outro estilo de Metal Extremo produzido com uma criatividade tão aguçada quanto Weltanschauung.

01 - The Path Of Immortals
02 - I Feel The Breath Of Ragnarok
03 - Stardust
04 - Weltanschauung
05 - Sorrow Of Native Lands
06 - Hailed Be The Heroes
07 - The Dance Of Fire And Steel
08 - The New Era Of Swords
09 - Endless Vast Swamps
10 - The Knots Upon The Thread Of Fate
11 - Harvesting The Seeds Of Death
12 - The Taste Of Victory
13 - The Way Of Glory
14 - Untitled

Knjaz Varggoth - vocals, guitar, acoustic guitar, weellyre, drymba (mouth harp), telynka, kobza, percussion
Alzeth - guitar
Vrolok - bass
Odalv - drums
Saturious - keyboards, flute, sopilka, ocarina, koza (bagpipe), zitra,
percussion

Guest musicians:
Vasily Haschina - clean vocals, choirs
Sergey Kondratiev - additional lead guitar, additional bass
Aleksey Grebeniuk - violin

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Dragztripztar

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Satanic Warmaster - Carelian Satanist Madness [2005]


O Satanic Warmaster foi formado em 1999 em Lappeenranta, localizada no sul da Finlândia, e como algumas bandas de Black Metal, consiste em apenas um integrante, Lauri Penttilä, ou como é mais conhecido, Satanic Tyrant Werewolf.

Depois de alguns EP's e discos de estúdio, eis que a banda lança, o que é considerado para mim, o melhor disco de sua carreira, Carelian Satanist Madness, de 2005. O que mais me chama a atenção aqui é a crueza e a batida das músícas, tendo algumas partes onde tudo é mais cadenciado e melodioso, se diferenciando da bateria destruidora e veloz característica do Black Metal. A duração das faixas também são de meu agrado, não muito longas e repetitivas, e sim bem apaixonantes. Das 8 músicas aqui apresentadas, apenas 2 passam dos 5 minutos de duração.

Apesar de tudo isso, nada diz que a audição será ruim, muito pelo contrário, a qualidade dos sons é bem grande e diferenciado do que você está acostumado a ouvir de bandas que levam esse rótulo. Os destaques ficam com 'The Vampiric Tyrant', uma das faixas mais conhecidas do grupo, 'True Blackness', com uma batida bem envolvente e mudanças de ritmo, transformando em uma das melhores e 'My Dreams of 8', outra que sempre me cativa bastante com uma levada bem calma.

As porradas também marcam presença, com 'Eaten By Rats' e 'Untitled', com bastante personalidade típica da banda. E para fechar o play, temos a ótima 'Blessed Be The Grim Art!', beirando os 6 minutos com uma atmosfera maravilhosa, sem bateria ou guitarras e sim um harmonioso órgão tomando conta de toda a faixa, com 'participações' de um vocal gutural característico, parecendo estar mais falando do que cantando a música.

Um grande disco, indispensável para fãs e não fãs, assim como eu, do estilo. Deixem o preconceito de lado e baixem essa preciosidade o quanto antes.

01. The Vampiric Tyrant
02. Carelian Satanist Madness
03. True Blackness
04. My Dreams Of 8
05. Eaten By Rats
06. Unititled
07. My Kingdom Of Darkness
08. Blessed Be The Grim Art!

Satanic Tyrant Werewolf - vocal, bateria (faixas 2 e 5) e guitarra
Vholm - guitarrista base de estúdio
T. H. - baterista de estúdio

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Hairbanger

Satanic Tyrant Werewolf, o idealizador de todo o projeto...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Celtic Frost – Monotheist [2006]

Quase 15 anos após ter encerrado atividades, e logo depois de boa parte de seus discos ter sido relançada, o guitarrista e vocalista Thomas Gabriel Fischer e o baixista Martin Eric Ain trouxeram o Celtic Frost de volta à ativa. Devido à indisponibilidade do baterista original, Reed St. Mark, Franco Sesa foi o escolhido para preencher a vaga. Naquela altura do campeonato, um novo álbum era indispensável.

A fim de evitar qualquer tipo de interferência externa, Fischer e Ain reativaram o selo Prowling Death, fundado nos tempos do Hellhammer e financiaram a gravação do vindouro álbum. Sem pressões quanto a prazos etc, a dupla pode trabalhar o tempo que achasse necessário até obter o resultado esperado. Levou quatro anos para isso acontecer.

Lançado em maio de 2006, Monotheist é encarado como o sucessor de Into the Pandemonium (1987) e representa uma volta aos velhos tempos na medida em que resgata a essência pesada e sombria dos primeiros trabalhos do grupo. A marca registrada continua sendo a voz de Thomas, que apesar de mais amadurecida, permanece inconfundível.

Destaque para o single “A Dying God Coming into Human Flesh”, onde Fischer e Ain cantam juntos; e para o tríptico que encerra o álbum de forma triunfante e, novamente conta com Ain dividindo os vocais com Fischer.

A edição disponível para baixar aqui no blog inclui duas bonus tracks: “Temple of Depression” (digipack) e “Incantation Against You” (LP duplo). Aproveite!

01. Progeny
02. Ground
03. A Dying God Coming into Human Flesh
04. Drown in Ashes
05. Os Abysmi Vel Daath
06. Obscured
07. Domain of Decay
08. Ain Elohim
09. Triptych – Totengott
10. Triptych – Synagoga Satanae
11. Triptych – Winter: Requiem/Chapter Three: Finale

Bonus Tracks:
12. Temple of Depression
13. Incantation Against You

Thomas Gabriel Fischer – Vocais; Guitarra
Martin Eric Ain – Baixo
Erol Unala – Guitarra
Franco Sesa – Bateria

Músicos adicionais:
Ravn – Vocais em “Temple of Depression”
Satyr – Vocais em “Synagoga Satanae”
Lisa Schaphaus – Vocais em “Drown in Ashes”
Peter Tägtgren – Guitarra em “Drown in Ashes”
Simone Vollenweider – Vocais em “Obscured” e “Incantation Against You”

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мєαиѕтяєєт

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Bathory – Twilight of the Gods [1991]

Quando foi lançado em 1991, Twilight of the Gods estava destinado a ser o último trabalho do Bathory – visto os planos de Quorthon de encerrar as atividades do grupo logo após seu lançamento. Felizmente isso não aconteceu e o Bathory continuou na ativa até 2004, quando o coração de seu líder parou de bater. Por outro lado, o álbum marcou o fim da era Viking Metal do grupo, iniciada em 1988 com Blood Fire Death e consolidada em 1990 com Hammerheart.

Ainda não tive a oportunidade de ouvir a obra completa do Bathory – até porque o número de canções inéditas do grupo é inestimável –, mas de todos os trabalhos que ouvi até hoje, posso dizer que este aqui é de longe o que mais me surpreendeu. O Bathory que cultua Odin em vez de Satã é musicalmente mais completo, acessível e atraente. Fora que a mudança do Black para o Viking permitiu a Quorthon explorar toda sua capacidade como compositor, arranjador e músico.

Um momento em particular que eu faço questão de destacar é “Blood and Iron”. A terceira faixa do álbum, a despeito de não ser considerada um clássico do Bathory, é aquela que para mim melhor incorpora o clima do álbum e as diversas influências – uma delas Wagner – que tornam a fase Viking do grupo tão fora de série. É ouvir para comprovar. No mais, não tem como não falar a respeito da épica faixa-título e seus 14 minutos de pura inspiração. Definitivamente, Quorthon era único.

01. Prologue / Twilight of the Gods / Epilogue
02. Through Blood by Thunder
03. Blood and Iron
04. Under the Runes
05. To Enter Your Mountain
06. Bond of Blood
07. Hammerheart

Quorthon – Vocais; Guitarra
Kothaar – Baixo
Vvornth – Bateria

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