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terça-feira, 2 de agosto de 2011

V.A. - Death Metal [1984]


Apesar do nome altamente ‘from hell’, não há nada de extremo nessa coletânea – até porque, o estilo Death Metal nem existia oficialmente à época. Idealizada pela Noise Records, essa compilação apresentava quatro novas bandas ao mercado, três alemãs e uma suíça. Dessas, 75% tornaram-se referências para as gerações futuras. Apenas o Dark Avenger não vingou, embora sua presença nesse trabalho tenha lhes concedido o status de ‘cult’ na cena, justamente por terem sido os únicos que permaneceram no anonimato.

Quem abre os trabalhos é o Running Wild, com o ainda jovem Rock N’ Rolf dando uma prévia do poder de fogo que o grupo mostraria ao mundo nas décadas seguintes. As duas músicas aqui presentes faziam parte da primeiro Demo do conjunto e foram incluídas posteriormente como bônus no relançamento do álbum “The Masquerade”, ambas em versão regravada. A seguir, diretamente das profundezas do inferno, o Hellhammer despeja fúria e agressividade com as porradas “Revelations of Doom” e “Messiah” – essa regravada pelo Sepultura há alguns anos. Ambas foram registradas nas sessões do EP Apocalyptic Raids e saíram como bônus do mesmo exclusivamente para o Brasil (!!!).

Na seqüência, o Dark Avenger, com seu Power Metal bem interessante, embora o vocalista tenha uma voz que faz a gente lembrar aqueles tios gordos alemães de suspensório, chapeuzinho e caneca de chopp na mão (sim, aqueles que você vê nas Oktoberfests da vida). Para encerrar, o Helloween em sua fase mais Speed, com Ferrug... digo, Kai Hansen acumulando as funções de vocalista e guitarrista. As duas gravações, a exemplo do Running Wild, foram retiradas da primeira Demo da banda. Inclusive, “Metal Invaders” tem diferenças em relação à versão lançada no primeiro álbum, Walls of Jericho.

Atualmente, a versão original em vinil é raríssima, vendida a preços fora da realidade no mercado alternativo internetês. Pra quem não faz tanta questão do material em sua mais pura forma, pode conferir baixando o arquivo. Só não pode é ficar sem, até pela representatividade histórica do registro!

Running Wild Line-up :
Rock´n´Rolf Kasparek (vocals, guitars)
Gerald "Preacher" Warnecke (guitars)
Stephan Boriss (bass)
Wolfgang "Hasche" Hagemann (drums)

Hellhammer Line-up :
Tom "Satanic Slaughter" Warrior (vocals, guitars)
Martin "Slayed Necros" Ain (bass)
Bruce "Denial Fiend" Day (drums)

Dark Avenger Line-up :
Siegfried Kohmann (vocals)
Bernd Piontek (guitars)
Claus Johannson (guitars)
Uwe Neff (bass)
Andreas Breindl (drums)

Helloween Line-up :
Kai Hansen (vocals, guitars)
Michael Weikath (guitars)
Markus Grosskopf (bass)
Ingo Schwichtenberg (drums)

Running Wild
01. Iron Heads
02. Bone to Ashes
Hellhammer
03. Revelations of Doom
04. Messiah
Dark Avenger
05. Black Fairies
06. Lords of the Night
Helloween
07. Oernst of Life
08. Metal Invaders

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Helloween em 1984

JAY

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Guitars That Rule The World [1992]


Imagine poder escolher o time dos sonhos e dizer aos jogadores: joguem como quiser. Façam o que lhes der na telha!

Essa foi a proposta da revista Guitar World americana. Esse disco, hoje, é tratado como vol. 1; mas, quando saiu, não se tinha a ideia de fazer continuações. Era para ser apenas um produto com os melhores da então maravilhosa e acrobática década de 80, que havia chegado ao seu não tão glorioso final.

Os cabelos esvoaçantes e cheios de laquê faziam companhia a roupas extravagantes, chamativas e que compunham visuais pesadamente exagerados. Como já postado aqui, era uma época maravilhosa, em que homens se vestiam como mulheres, mulheres como vagabundas e o rock’n’roll chutava traseiros. E como chutava. O disco que mostro hoje é o encerramento glorioso de um ciclo.

Esqueça as histórias de agonia do hard farofa. Ele se encerrou da mesma forma apoteótica que começou: com um grande trabalho. E este trabalho, na minha opinião, é esta coletânea. Gravado em vários estúdios diferentes, o resultado final foi masterizado nos estúdios Sterling Sound, em Nova York. Mas vamos cortar o lero lero e vamos ao cardápio, que é primoroso.

A jóia abre com a estupenda Black Magic, que traz um Reb Beach tocando todos os instrumentos. Gravado no estúdio caseiro de Kip Winger, a música é praticamente um portfólio do guitarrista. Mas o resultado ficou tão bom que eu considero uma das melhores do play.



Richie Sambora, que acabara de lançar seu Stranger in this Town, mandava ver com Mr. Sambo, acompanhado de quase todo o Bon Jovi. É interessante ver Sambora detonando um instrumental de peso, sem a voz de Jon Bon Jovi por cima e sem cair na armadilha das baladas xaroposas. É a sequência ideal para o que Reb Beach fez.

Yngwie J. Malmsteen traz Leviathan, com seus clássicos bululus em altíssima velocidade. Uma faixa que parece ter saído de Trilogy ou Marching Out. O sueco, justiça seja feita, esmirilha o instrumento e consegue fazer a diferença. Obviamente, um disco inteiro de músicas instrumentais do cara é insuportável (até o maravilhoso Millenium). Mas, no meio de tantas estrelas, Leviathan é o que se espera para preencher o espaço que pertence a Malmsteen.

Paul Gilbert estava numa fase pré saída do Mr. Big. Ele sempre foi espevitado e ousado nas inovações guitarrísticas. O estilo Mr. Big, mais pop e “redondinho”, começava a saturar seu gênio inquieto. I Understand Completely é a prévia do que viria em sua carreira solo da segunda metade dos anos 90. Sons, aliás, que nunca entendi 100%, fazendo um trocadilho horrível com o título da faixa.

Elliot Easton dá um show de bom gosto. Seu violão tem um timbre inigualável, e a elegância da composição traz a lama do Mississippi com um pouco dos esgotos de Nova York. Afinal, é muita técnica pra um blues de raiz, mas muito feeling para um jazz/fusion. Fantástico.

Bueno. Zakk Wylde destrói tudo. Acompanhado do staff da Pride & Glory, Farm Fiddin’ é simplesmente a melhor coisa que o cara já fez na vida. Minha opinião, claro. Mas é quando ele mistura metal com bluegrass que a coisa fica divina. E ele estava tão solto por aqui, que a música é dividida em várias partes, tendo barulhos de fazenda como pano de fundo. Zakk mostrava que, mais que o sideman de Ozzy, era um guitarrista com estilo próprio que veio para ficar. E ficou.



Nuno Bettencourt impressiona por fazer algo que ninguém esperava dele. Depois de experimentar o megasucesso com seu Extreme, no qual desfilava licks de guitarra de tirar o fôlego (Get The Funk Out tem um dos sweeps mais fantásticos que já ouvi), ele aparece com um timbre doce, com frases de blues e clássicos Blackmoreianos, sobre uma base de sons caóticos, quase cacofônicos. O resultado é excelente, mas não é para qualquer ouvido entender a proposta.

Alex Skolnik, então egresso do Testament e mergulhado em jazz e outros experimentalismos, resolve gravar um funk instrumental. Resolveu e pronto. Qual é o problema? O grande detalhe é que a música, a exemplo do que fez Zakk Wylde, possui diversas partes com ritmos aparentemente desconexos. Mas o resultado final não é menos que fantástico. São obras de guitarristas e devem ser encaradas como tais.

Richie Kotzen é o velho de guerra. Antes de se aventurar pelo soul e pelo hard blues, ele era um dos destaques da cena shred do final dos anos 80. E seu trabalho solo é excelente. Eu prefiro o que ele fez em Shuffina, mas este Chype Fluxx tem seu valor, apesar de eu achar que ele seria capaz de fazer algo muito, mas muito melhor.

Albert Collins, o Iceman, faz a sua homenagem a um recém falecido Stevie Ray Vaughan. Sua telecaster sempre teve aquele estalado característico. E ele, pouco antes de morrer, deixou seu legado aos shredders de plantão, com uma interpretação de tirar o fôlego. Incrível como o velhinho se sobressai entre os hardeiros. Talento e feeling em estado puro.

Dickey Betts e Warren Haynes, a dupla de guitarras que foi responsável pela ressurreição da Almann Brothers Band nos anos 90, mostram que a volta de seu grupo tinha tudo para dar certo. Uma harmônica abre os trabalhos que são a melhor expressão do som acústico do sul dos Estados Unidos. Fantástico é a palavra. Agora sim temos um blues de raiz purinho, com sotaque do sul e atolado na lama do Mississippi até o pescoço. Clima de jam total. Um dia vou a Chicago alugar uma Harley ou um dojão pra descer até New Orleans ouvindo essas maravilhas no... toca-fitas. Claro!

Reeves Gabrels, então sideman do camaleão David Bowie, trouxe seu peso e experimentalismo ao play. Guitarras loucas com sotaque eletrônico, Why Do I Feel Like I’m Bleeding é uma aula àqueles que pensam que guitarra é tocar escalas para cima e para baixo na velocidade da luz. A produção mostra um Reeves Gabrel perfeccionista na busca do resultado que teve em mente desde o começo das gravações.

Para encerrar, Earl Slick toca aquele hard rock no melhor estilo californiano, para ouvir num dia de sol. Frases que beiram o clichê aparecem de forma agradável e perfeita.

Embora não exista, parece estar presente um certo tipo de clima de competição neste disco. Mas, mais do que um desfile de técnicas, o feeling e o cuidado nas composições e arranjos se sobressai nesse mix de estilos tão caros entre si, que são o rock, o blues, o hard rock e o metal.

Nada de tributos. Cada um fez a sua parte mostrando do que é capaz. E ficou uma maravilha.

Track List

1. Reb Beach - Black Magic
2. Richie Sambora - Mr. Sambo
3. Yngwie Malmsteen - Leviathan
4. Paul Gilbert - I Understand Completely
5. Elliot Easton - Walk On Walden
6. Zakk Wylde - Farm Fiddlin'
7. Nuno Bettencourt - Bumble Bee (Crash Landing)
8. Alex Skolnick - Fielt Of Soul
9. Richie Kotzen - Chype Fluxx
10. Albert Collins - Blues For Stevie
11. Dickey Betts & Warren Hayes - Wille And Poor Bob
12. Reeves Gabrels - Why Do I Feel Like I'm Bleeding?
13. Earl Slick - Surfer Junkie Dude

Reb Beach (todos os instrumentos, produção e mixagem)
Richie Sambora (guitarras)
Yngwie J. Malmsteen (guitarras, produção, mixagem)
Paul Gilbert (todos os instrumentos, produção e mixagem)
Elliot Easton (todos os instrumentos, produção e mixagem)
Zakk Wylde (guitarras)
Nuno Bettencourt (todos os instrumentos, produção e mixagem)
Alex Skolnick (guitarra, produção e mixagem)
Richie Kotzen (todos os instrumentos, produção e mixagem)
Albert Collins (guitarra e produção)
Debbie Davies (guitarra)
Dickey Betts (guitarra e produção)
Warren Haynes (guitarra e produção)
Reeves Gabrels (todos os instrumentos e produção)
Earl Slick (guitarra, produção e mixagem)
Tico Torres (bateria e produção)
Huey McDonald (baixo)
Svente Henrysson (baixo)
Mats Olausson (teclados)
Michael Von Knorring (bateria)
James Lomenzo (baixo)
Greg D`Angelo (bateria)
Les Claypool (baixo)
Brain (bateria)
Soko Richardson (bateria)
Tom Dusett (harmonica)
Gary Stewart (Field hollering)
Terry Bozzio (bateria)
Kirk Alley (baixo)
Johnny B. Gayden (baixo)


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Por Zorreiro

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Castle Donington Monsters of Rock [1980]


A primeira edição do lendário Castle Donington Monsters of Rock, realizada no dia 16 de agosto de 1980, mudou definitivamente a história dos festivais do gênero. A idéia ganhou vida graças à audácia de um cara chamado Paul Loadsby, que decidiu criar o evento de verão definitivo para os fãs de guitarras estridentes. O autódromo de Donington Park, na Inglaterra, recebeu um público estimado em 35 mil pessoas para conferir apresentações de alguns dos grandes nomes do Hard Rock/Heavy Metal do momento. Mal sabiam os presentes que estavam participando do início de uma verdadeira lenda.

Para animar a festa, uma escalação da pesada. A atração principal era o Rainbow, que faria no evento seu último concerto com Graham Bonnet nos vocais e Cozy Powell na bateria, encerrando a turnê do álbum Down To Earth. Judas Priest e Scorpions eram os próximos em importância, ambos vivendo momentos gloriosos, respectivamente com os discos British Steel e Animal Magnetism. Completavam a lista os então novatos do Saxon (que tomaram o palco de assalto e chamaram a atenção de todos que ainda não os conheciam), o April Wine, Riot e Touch – que protagonizou o momento pitoresco quando um de seus membros acidentalmente engoliu uma abelha durante o show.

Todos os concertos tiveram gravação da BBC Radio. Os melhores momentos foram compilados e lançados em vinil nessa coletânea – que curiosamente, só saiu em CD no Japão e de maneira, digamos, clandestina. A exceção foi o Judas Priest, que por desacertos com a gravadora, acabou ficando de fora do documento. O grande mico da empreitada fica para o nome do álbum, que acabou saindo com uma letra n a mais em Donington – e me desculpem, mas coloquei da maneira correta no título do post, pois sou muito detalhista para compactuar com uma cagada dessas. Mas é um pormenor quando temos a oportunidade de conferir o conteúdo sonoro, que é de primeiro nível.

Apenas Rainbow e Scorpions comparecem com duas músicas, enquanto os outros contribuem com apenas uma faixa cada. Abrindo o play, a clássica das clássicas “Stargazer”, música que possui a cara de Ronnie James Dio, apesar de Graham não fazer feio. O grupo de Ritchie Blackmore ainda voltaria com o hit “All Night Long”. Já os alemães comparecem com duas pedradas, “Loving You Sunday Morning” e “Another Piece of Meat”, matando os adeptos do coração. Outros destaques para Biff Byford e companhia, quebrando tudo em “Backs to the Wall” e o bom e velho Riot, encerrado com “Road Racing”. Vale o download!

01. Stargazer (Rainbow)
02. Loving You Sunday Morning (Scorpions)
03. Another Piece of Meat (Scorpions)
04. Backs to the Wall (Saxon)
05. All Night Long (Rainbow)
06. I Like to Rock (April Wine)
07. Don’t Ya Know What Love is (Touch)
08. Road Racing (Riot)

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JAY

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

In The Eyes of Death III [2002]


Você é aquele tipo de apreciador “não praticante” do Metal Extremo? Não tem muito material, mas gostaria de ter uma coletânea que, ao menos não o deixasse perdido em relação ao que ocorre no gênero? Pois aqui tem uma boa opção para sua prateleira. Por um bom tempo, a Century Media Records socorreu os headbangers com a coletânea In the Eyes of Death, reunindo alguns dos melhores nomes de seu cast em um artefato promocional bem interessante. O terceiro volume, lançado em 2002 foi um dos mais marcantes, oferecendo um bom parâmetro do cenário da época, passeando pelas várias vertentes do lado mais agressivo do Heavy Metal.

Abrindo o disco, a banda que era a grande força da companhia no momento, o Arch Enemy com a hoje clássica “Ravenous”, apresentando ao mundo toda a potência vocal de Angela Gossow. Também da Suécia, o Dark Tranquility é outro destaque, com a ótima “Final Resistance”, mostrando a força do Gothemburg Sound. Aí é a vez da força brasileira aparecer com o Krisiun, que manda ver um cover para “Silent Scream”, do Slayer, injetando ainda mais brutalidade. Os apreciadores de um Black Metal com elementos nórdicos encontram o Borknagar em uma de suas músicas mais inspiradas, a fantástica “The Genuine Pulse”, com Vintersörg fazendo toda a diferença.



Os gregos do Rotting Christ com seu estilo totalmente característico mostram porque são uma das melhores bandas de todos os tempos na cena Black em “The Call of the Aethys”. O Unleashed surge com seu Death Metal de raiz, lembrando os precursores do estilo em “Hell’s Unleashed”. Antes de se tornar uma das forças da emergente cena Metalcore, o Shadows Fall já mostrava seu poder de fogo, como em “Stepping Outside the Circle”. Da Alemanha, o Holy Moses retornava com potência total. Sabina Classen mostrava que mulheres vocalistas no lado extremo da força não era algo tão novo assim e botava todos para correr com “We Are at War”. Assim como o Krisiun, o Scar Culture também aparecia com uma regravação, dessa vez para “Wolverine Blues”, do Entombed.

Um bom exemplar para aqueles que não são tão fanáticos a ponto de precisar ter tudo que é lançado no estilo. Além de servir como fonte de descobertas aos adeptos mais ferrenhos. Boas trilhas para tratar a vida na base da porrada nos momentos em que ela se fizer merecedora.

01. Ravenous (Arch Enemy)
02. Hands of Doom (Carnal Forge)
03. Final Resistance (Dark Tranquility)
04. Silent Scream (Krisiun)
05. Project: The New Breed 666 (The Forsaken)
06. The Legacy (Twin Obscenity)
07. The Genuine Pulse (Borknagar)
08. The Call of the Aethys (Rotting Christ)
09. Hell’s Unleashed (Unleashed)
10. Morbid Way to Die (Grave)
11. Mind Eraser (God Forbid)
12. Stepping Outside the Circle (Shadows Fall)
13. We Are At War (Holy Moses)
14. Wolverine Blues (Scar Culture)
15. Pendragon’s Fall (Suidakra)
16. Hyperhuman (Solefald)
17. Angelina: Chthonian Earth; Her Face Forms Worms (...And Oceans)
18. Corpsecry Angelfall (Sigh)

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JAY

V.A. - Harley Davidson Road Songs (Vol. I & II)


Coração partido, dor de cotovelo, amor, morte, saudade... Tudo isso sempre foi propício à inspirar canções. Porém, uma máquina causa tanta paixão e inspiração que se equipara a esses sentimentos para com o humano. Nem mesmo os senhores - já falecidos - William S. Harley, Arthur Davidson, Walter Davidson e William A. Davidson poderiam imaginar que dariam origem a um veículo que causaria tanta veneração e cobiça.

Tendo em vista que a Harley Davidson foi fundada em 1903, o Rock desde os primórdios foi alvo de inspiração proporcionada pelas aventuras, viagens e, sobretudo, pela velocidade de uma Harley Davidson. Isso foi ficando cada vez mais evidente devido à ostentação da Harley por vários músicos através de fotos que se tornaram emblemáticas do Rock. Lógico que, à princípio, isso era um simbolismo apenas da cultura norte-americana.


Porém, eu não sou motociclista e nem um grande entusiasta da Harley Davidson, portanto seria hipocrisia me estender nesse assunto. A intenção é apenas contextualizar para introduzir o que semeou a elaboração das coletâneas colossais que estou apresentado hoje. Além dessa inspiração retratada, tal iniciativa se deve ao sub-selo The Right Stuff, pertencente à EMI. Fundado em 1993, esse selo depois de lançar dezenas de discos, logo em 1994 deu início à criação dessas coletâneas temáticas em torno da Harley Davidson. Ao todo foram seis!

V.A. - Harley Davidson Road Songs [1994]


Sem se limitar aos estilos mais previsíveis de se escutar em uma estrada, o primeiro volume dessa coletânea traz grandes nomes do Rock 'n Roll (Ted Nugent, UFO), AOR (REO Speedwagon, Foreigner), Blues Rock (Free, Bad Company), Hard/Blues Rock (Great White, Foghat, Humble Pie), Southern Rock (Lynyrd Skynyrd, Allman Brothers, Marshall Tucker Band), Country (The Byrds, Charlie Daniels Band) e até mesmo Heavy Metal (W.A.S.P.), além de vários outros grupos representando esses estilos.

O que liga todas as composições encontradas aqui é a temática. São 30 odes à vida na estrada, sempre dentro da mesma perspectiva de liberdade, aventura e emoção de guiar uma rota de viagem sob uma Harley - de preferência, mas não necessariamente. Apesar de contar com uma boa variação de estilos, sempre que é adotada tal temática, seja por qual for a banda, é transmitida uma sensação parecida, com proximidades ao Blues, Country ou Southern, portanto nada aqui soa fora do contexto musical.

Destaques do primeiro disco são facilmente imputados para o The Outlaws - que apresenta um som de quase dez minutos com solos muito viajantes; as agradáveis presenças AOR do Foreigner e REO Speedwagon; o clássico auto-intitulado do Bad Company; e a selvageria do W.A.S.P. Além das antológicas "Born To Be Wild" (Steppenwolf) e "The Devil Went Down To Georgia" (Charlie Daniels Band). O segundo disco é bem mais animado, e apresenta clássicos absolutos do Ted Nugent, Foghat, UFO, Nazareth, Great White e Free.

Disco 1:
01. Bob Seger - Against The Wind
02. Marshall Tucker Band - Fire On The Mountain
03. Little Feat - Let It Roll
04. Lynyrd Skynyrd - Call Me The Breeze
05. Allman Brothers - Statesboro Blues
06. The Outlaws - Green Grass And High Tides
07. REO Speedwagon - Ridin' The Storm Out
08. Bad Company - Bad Company
09. W.A.S.P. - Wild Child
10. Foreigner - Hot Blooded
11. Humble Pie - Thirty Days In The Hole
12. Lynyrd Skynyrd - That Smell
13. Charlie Daniels Band - The Devil Went Down To Georgia
14. Steppenwolf - Born To Be Wild
15. The Byrds - Ballad Of Easy Rider

Disco 2:
01. Golden Earring - Radar Love
02. Free - All Right Now
03. George Thorogood - Highway 49
04. Sammy Hagar - I Can't Drive 55.1
05. Ted Nugent - Cat Scratch Fever
06. Nazareth - Hair Of The Dog
07. Great White - Once Bitten Twice Shy
08. April Wine - Sign Of The Gypsy Queen
09. Craig Chaquico - Sacred Ground
10. Jefferson Starship - Ride The Tiger
11. Canned Heat - On The Road Again
12. The Band - The Weight
13. Doobie Brothers - Rockin' Down The Highway
14. Foghat - Ride Ride Ride
15. UFO - Highway Lady

Individuality. Born here. Bred here. Harley Davidson has always beckoned those seeking their own path. Like you, we are different. Like you, we share a passion that transcends age, gender and race - a passion that brings together riders from all walks of life.

V.A. - Harley Davidson Road Songs Vol.02 [1998]


Dois anos após o lançamento do primeiro volume da série "Harley Davidson Road Songs" saiu a segunda coletânea que foi completamente voltada para música Country, mas este lançamento foi delido e não conta na sequência, já que o objetivo é divulgar bandas de diversos estilos com músicas dentro da mesma proposta. Nesse segundo volume, novamente a série trouxe representantes dos mesmos estilos, embora o Country tenha sido deixado um pouco mais de lado, dando mais espaço para o Hard 70's e o Blues Rock.

A questão da temática também não foi tão limitada, prezando mais por sons que passam a sensação de pisar no acelerador sem ser necessário uma letra acompanhando tal espírito aventureiro. Exemplos disso podem ser constatados com as presenças de "Keep Youself Alive" (Queen), "Rebel Yell" (Billy Idol), "I'm a Man" (The Spencer Davis Group) e "Face the Day" (Great White) - essa última podia ser substituída por "Highway Nights" que é mais imbuída na proposta da coletânea, além de ser um dos sons mais interessantes do Great White.

Eu convido vocês a olharem o tracklist inteiro caso queiram saber os destaques. Esse volume superou, e muito, o primeiro, apresentando uma quantidade maior de clássicos pesados do Rock. Pro final de ano que muita gente viaja essa coletânea é uma boa pedida. Mesmo pra quem não vai viajar é recomendado, porque clássico que é clássico se ouve em qualquer lugar, em qualquer ocasião, e no final das contas sempre leva à uma viagem.

Disco 1:
01. Keep Yourself Alive - Queen
02. Bad To The Bone - George Thorogood & The Destroyers
03. Bad Motor Scooter - Montrose
04. Midnight Rider - Gregg Allman
05. Look Over Yonder - Jimi Hendrix
06. Easy Livin' - Uriah Heep
07. Motor City Madhouse - Ted Nugent
08. Renegade - Styx
09. Rebel Yell - Billy Idol
10. Street Of Dreams - Rainbow
11. Highway Star - Deep Purple
12. Two Tickets To Paradise - Eddie Money
13. We're An American Band - Grand Funk Railroad
14. Shadows Of The Night - Pat Benetar
15. Highway Song - Blackfoot
16. (untitled) - (motorcycle effects)

Disco 2:
01. Day Of The Eagle - Robin Trower
02. Here I Go Again - Whitesnake
03. Flirtin' With Disaster - Molly Hatchet
04. Magic Carpet Ride - Steppenwolf
05. Livin' In The U.S.A. - Steve Miller Band
06. Hold On Loosely - 38 Special
07. Drivin' Wheel - Foghat
08. Under My Wheels - Alice Cooper
09. Gone, Gone, Gone - Bad Company
10. I'm A Man - Spencer Davis Group
11. Face The Day - Great White
12. Locomotive Breath - Jethro Tull
13. Heading Out To The Highway - Judas Priest
14. Walk Away - The James Gang
15. Free Bird - Lynyrd Skynyrd
16. (untitled) - (motorcycle effects)

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Dragztripztar

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

V.A. - Sub Pop 200 [1988]

Creio que muitos dos visitantes da Combe tem aversão ao grunge, não só por ser um estilo musical sujo e extremamente porra-louca, mas também, por um motivo mais banal ainda: por ter supostamente "tirado" o hard rock das paradas. Não sei porque diabos, mas, até hoje, existe essa "rivalidade" entre o pessoal que curte hard e o que curte grunge, por causa de uma besteira dessas. Mas pra mim, é pura bobagem, como costumo dizer, "barulho bom é barulho bom, dane-se o rótulo", por mais que eu não goste do hard dos anos 80. De qualquer forma, venho postar hoje uma coletânea de grunge, lançada pela gravadora Sub Pop, que ficou conhecida por ter lançado bandas como Nirvana, Soundgarden e muitas outras que viriam a ficar bem famosas nos anos 90, além de ter lançado também várias bandas punks super bacanas, como o Dwarves e o Supersuckers.

Bem, vou confessar que, até eu já tive aversão ao grunge, na época em que era mais cabeça fechada. Mas, hoje em dia ouço várias bandas e vejo que não passava de babaquice minha. Realmente, há muita merda no estilo, mas pô, cá entre nós, todo estilo musical, todo, terá uma bandinha queimando o filme. E temos que saber valorizar o que é bom.

Enfim. Chega de blablabla, vamos direto ao que interessa: o disco. Lançado em 1988, logo quando o grunge começava a dar os primeiros passos, a coletânea "Sub Pop 200" traz 20 músicas de 20 bandas. Algumas se tornaram bem famosas, como foi o caso do Nirvana, do Soundgarden, do Mudhoney, do Screaming Trees e do Green River. Mas a maioria, ficou no underground, tanto que a maioria das bandas presentes aqui, com excessão dessas que já citei e o Tad, eu nunca tinha sequer ouvido falar sobre.

Mas, ao ouvir essa coletânea (que achei pelo mais puro acaso, ao procurar a capa da coletânea "SUB", no Google imagens), porra, eu vi o que tava perdendo. Bandas ótimas como The Fluid, Cat Butt, Swallow, Chemistry Set e Blood Circus, fora as que eu já conhecia e curtia, o Tad, o Nirvana, o Mudhoney, o Soundgarden e o Green River, todas atuando com sons fantásticos, mostrando toda a sujeira e agressividade que Seattle tinha pra oferecer naquela época. Aquele punk rock muito mais sujo e as vezes até mais psicótico, com distorções no talo, letras malucas e vocais gritados. Barulheira pura!

Porra, eu nem tenho mais nada a dizer sobre essa coletânea, que é simplesmente, do caralho. Recomendo aos fãs de grunge (se é que tem algum que visite a Combe, hahaha), ou a quem quiser conhecer o estilo. Aliás, pra quem conhecer, é uma boa, pois além de trazer bandas já clássicas no meio, traz muita sonzeira do caralho também.

Meus destaques vão para os sons "Sex God Missy" do Tad, "Is It The Day I'm Seeing?" do The Fluid, "Spank Thru" do Nirvana, "The Rose" do Mudhoney, "Got No Chains" do Walkabouts, "Sub Pop Rock City" do Soundgarden, "Hangin' Tree" do Green River, "Outback" do Blood Circus, "Zoo" do Swallow, "Underground" do Chemistry Set e "Big Cigar" do Cat Butt.

Barulheira infernal pra encomodar o vizinho e animar a sua quinta-feira, que cá entre nós, é um dos dias mais chatos da semana.

01. Tad - Sex God Missy
02. The Fluid - Is It Day I'm Seeing?
03. Nirvana - Spank Thru
04. Steven Jesse Bernstei - Come Out Tonight
05. Mudhoney - Rhe Rose
06. The Walkabouts - Got No Chains
07. Terry Lee Hale - Dead Is Dead
08. Soundgarden - Sub Pop Rock City
09. Green River - Hangin' Tree
10. Fastbacks - Swallow My Pride
11. Blood Circus - Outback
12. Swallow - Zoo
13. Chemistry Set - Underground
14. Girl Trouble - Gonna Find A Cave
15. The Nights & Days - Split
16. Cat Butt - Big Cigar
17. Beat Happening - Pajama Party In A Haunted Hive
18. Screaming Trees - Love Or Confusion
19. Steve Fisk - Untitled
20. Thrown Ups - You Lost It

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Maurício Knevitz

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

V.A. - SUB [1982]

Post dedicado aos palhacinhos que reclamam que eu só posto punk! Se não gostam, simplesmente ignorem ou façam seus próprios blogs, caralho!

Bem, o que dizer sobre um dos mais importantes registros para o punk rock brasileiro, se não "clássico"? Apesar da produção não ser das melhores (mesmo assim, sendo muito mais superior a produção do "Grito Suburbano", primeiro registro punk do Brasil), o disco é histórico. Apresenta 4 bandas paulistas da época, as lendárias Cólera e Ratos de Porão e também duas bandas que, até onde sei, não lançaram nada depois disso, Fogo Cruzado e Psykóze. Na verdade, acho que tem umas músicas deles na coletânea "O Início Do Fim Do Mundo".

Enfim, lançado em 1982, o LP "SUB" foi o segundo registro punk nacional e como já falei, mostra uma produção muito superior da do "Grito Suburbano", embora também não seja lá essas coisas. Mas, é um registro histórico, e porra, punk nacional é podreira mesmo, nem precisa de tanta produção! hahahaha

O disco tem 24 músicas, 6 de cada banda. Detalhe que, aqui, nessa época, o Ratos de Porão ainda não contava com João Punk, o Traidor do Movimento Gordo...digo, João Gordo, o Traidor do Movimento Punk. Quem cantava aqui era o Jão, atual guitarrista. Só por isso, já chega a ser um registro interessante, pra quem nunca ouvia. Mas, vale destacar também a presença das outras bandas, principalmente do Cólera e do Psykóze, que mandam muito bem! A banda Fogo Cruzado é o menor destaque do disco, apesar de mandarem 3 faixas que eu curto muito aqui, "Desemprego", "Inimizade" e "Terceira Guerra".

Enfim, para fãs de punk rock e hardcore, isso aqui é mais que indispensável, agora, se você não gosta do estilo, vá procurar uma banda indie/emo/alternativa/colorida gay e suma!

Destaques para as faixas "Vida Ruim", "Poluição Atômica" e "Realidades da Guerra", do Ratos, "X.O.T.", "Quanto Vale a Liberdade", "Zero Zero" e "Histeria" do Cólera, todas do Psykóze e as que já citei ali em cima do Fogo Cruzado.

HARDCORE!

1. Ratos de Porão - Parasita
2. Ratos de Porão - Vida Ruim
3. Ratos de Porão - Poluição Atômica
4. Cólera - X.O.T.
5. Cólera - Bloqueio Mental
6. Cólera - Quanto Vale a Liberdade
7. Psykóze - Terceira Guerra Mundial
8. Psykóze - Buracos Suburbanos
9. Psykóze - Fim do Mundo
10. Fogo Cruzado - Desemprego
11. Fogo Cruzado - União Entre Punks do Brasil
12. Fogo Cruzado - Delinqüentes
13. Ratos de Porão - Não Podemos Falar
14. Ratos de Porão - Realidades da Guerra
15. Ratos de Porão - Porquê
16. Cólera - Histeria
17. Cólera - Zero Zero
18. Cólera - Sub-Ratos
19. Psykóze - Vítimas da Guerra
20. Psykóze - Alienação do Homem
21. Psykóze - Desilusão
22. Fogo Cruzado - Inimizade
23. Fogo Cruzado - Punk Inglês
24. Fogo Cruzado - Terceira Guerra

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Maurício Knevitz

sábado, 13 de novembro de 2010

V.A. - The Roxy London WC2 [1977] + Hope & Anchor Front Row Festival [1978]

Todos nós sabemos da orgia musical que ocorreu na Inglaterra no final dos anos 70. Inúmeras bandas punks surgiam e espalhavam o caos e a desordem sonora. E não só bandas punks: também surgiam vários grupos de new wave e pub rock (garage rock inglês), fazendo som um arregaçador e extremamente agressivo na época. Tudo aquilo era realmente uma afronta a sociedade britânica, aos costumes idiotas, ao estado, aos modismos, e a mídia. Jovens deliquentes cuspiam toda sua raiva pra fora, a exaltavam com riffs agressivos e espancando suas baterias. Os maiores exemplos de toda essa raiva explosiva nós podemos encontar no épico "Never Mind The Bollocks" dos Sex Pistols e nos álbuns do Clash, que realmente são muito bons. Mas, se você quiser saber realmente o que acontecia naquela época, o que acontecia nos pubs das cidades inglesas nos anos de 1977 e 1978, e quiser testemunhar todo esse caos sonoro, você deve ouvir essas duas coletâneas que venho postar hoje: "The Roxy London WC2" e "Hope & Anchor Front Row Festival". Sem mais delongas, vamos as resenhas dessas duas pepitas.

The Roxy London WC2 [1977]

"The Roxy London WC2" é uma compilação de gravações que foram feitas entre janeiro e abril de 1977, no Roxy Club, um pub lendário onde tocaram inúmeras bandas punks importantíssimas, como as presentes aqui Slaughter and the Dogs, Adverts, Wire, Johnny Moped, Eater, X-Ray Spex e Buzzcocks, além de outras que não foram incluidas aqui, como o U.K. Subs, Sham 69, The Damned e até mesmo, The Clash e Sex Pistols. Também foi no Roxy Club que foi gravado o filme "Punk Rock Movie", de Don Letts, um filme que mostra vários concertos de várias bandas além de entrevistas e pessoal de platéia fazendo loucuras.

Essa compilação traz uma palinha do que o punk rock inglês tem de melhor, e com muito estilo! São 12 faixas e 8 bandas geniais. O disco abre com os malucos do Slaughter and the Dogs rasgando cabaços com duas de suas melhores músicas, "Runaway" e "Boston Babies". Depois vem os maníacos do The Unwanted com "Freedom". E a loucura segue com os drogados do Wire. São duas faixas muito doidas e brisantes, visto que o Wire tratava sempre de temas sem nexo em suas músicas, que geralmente eram simplíssimas e iam repetindo os mesmo acordes até eles encherem o saco, fazendo com que na maioria das vezes, a música acabasse do nada, sem "maiores explicações". O disco segue com os Adverts e sua "Bored Teenagers", um dos melhores punk rocks da história, fechando o lado A.

O Lado B abre com o maluco Johnny Moped e uma de suas melhores músicas, "Hard Loving Man", um rock 'n' roll com altas doses de punk. E logo depois, vem os adolescentes extremamente politicamente-incorretos do Eater, mandando duas pancadas na cabeça. Acho que esses guris só não eram mais loucos que GG Allin mesmo, pois já foram acusados de serem machistas, nazistas, racistas e inúmeros outros "istas". Depois o X-Ray Spex manda "Oh Bondage! Up Yours", uma das melhores músicas que já compuseram. Essa aliás, é uma banda bem interessante, já que possui uma mulher no vocal e outra mina no sax (!). O disco fecha com dois sons dos Buzzcocks, banda clássica no meio punk. Não preciso nem comentar nada.

Essa compilação é simplesmente ÉPICA, e mostra o que o punk rock inglês tem de melhor. Sem mais. Vá direto ao link do download e baixe sem pensar, seja lá qual for o seu estilo.

1. Runaway - Slaughter & The Dogs
2. Boston Babies - Slaughter & The Dogs
3. Unwanted - Freedom
4. Lowdown - Wire
5. 12xu - Wire
6. Bored Teenagers - Adverts
7. Hard Loving Man - Johnny Moped
8. I Don't Need It - Eater
9. Fifteen - Eater
10. Oh Bondage! Up Yours - X-Ray Spex
11. Breakdown - Buzzcocks
12. Love Battery - Buzzcocks

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Hope & Anchor Front Row Festival [1978]

Se você quer saber o que se passava nos pubs ingleses em geral, esse é o disco ideal, camarada! Aqui temos não só bandas de punk rock, mas como bandas de pub rock safadas, new wave, rockabilly, power pop (de verdade!) e até mesmo reggae! Embora reggae tenha apenas uma música de uma banda, hahaha.

Gravado no pub "Hope & Anchor" no ano de 1978, traz 17 bandas e 25 músicas. Na época, "Hope & Anchor Front Row Festival" foi lançado em LP duplo. Não sei se foi relançado em CD, mas se foi, devem ter juntado tudo isso num CD só, já que nossas modernidades nos permitem.

Bom, por ter 25 músicas e 17 bandas, o disco traz muitos pontos positivos, mas também, alguns negativos - o grande problema das compilações (e até mesmos discos de uma só banda) muito extensas. Mas, no caso, temos que ficar satisfeitos, porque o número de pontos positivos é bem grande e os pontos positivos quase te fazem esquecer os negativos.

O disco já abre em grande estilo, com "Dr. Feelgood" da Wilko Johnson Band, banda de Wilko Johnson, guitarrista do Dr. Feelgood, ótima banda que já postei aqui. Depois vem os Strangles com seu punk/new wave do demônho. Depois temos uma seqüência matadora de músicas: "Styrofoam" do Tyla Gang, "Don't München It" do The Pirates e "Speed Kills" da Steve Gibons Band. Depois, vem a bizarra "I'm Bugged" do XTC, um som realmente muito maluco e que deve ser uma viagem ouvir quando se está drogado. Depois, uma de minhas performances preferidas do disco: Suburban Studs com "I Hate School", arrebentando algumas pregas. Em seguida, The Pleasers, com seu rockabilly de "Billy". O XTC volta com outra música não tão chapada, a "Science Friction", mas ainda sim muito legal. E, depois, temos nada mais nada menos do que os Dire Straits! Isso mesmo, os Dire Straits! Sua participação no álbum fica por conta da "Eastbound Train". Depois temos Burlesque com "Bizz Fizz", uma das músicas mais legais do disco, seguido do X-Ray Spex, presente também na outra coletânea acima, "The Roxy London WC2", mas aqui com uma música diferente: "Let's Submerge", na minha opinião, a melhor da banda. E o ritmo não para, agora vem um dos melhores momentos do disco, uma trinca matadora de músicas, "Crazy" do 999, "Demolition Girl" do The Saints, e mais uma vez, 999 com "Quite Disappointing". Quem curte punk rock, sabe como essas bandas são importantes para o estilo e então se você é fã do estilo, a participação deles aqui já é motivo suficiente pra baixar essa pepita. O ritmo cai com a chatíssima "Creatures Of Doom" dos Only Ones. Mas logo os Pirates voltam pra reanimar o negócio, que cai de novo com o Steel Pulse e seu reggae de mal gosto. Mas, de novo, o ritmo volta com o Roogalator e "Zero Hero". Após, vem Phillip Rambow com a mezzo "Underground Romance". Depois, os Pleasers, Tyla Gang, Steve Gibbons Band, Wilko Johnson Band e Stranglers voltam pra fechar essa pepitaça.

Sem mais frescuras, PEPITAÇA MESMO, recomendo a todos os fãs de punk, de new wave, de rockabilly, garage, ou seja lá o que for! Esse é um dos discos mais épicos da história e uma das melhores compilações que já ouvi, sem exageros. Não perca mais tempo e vá direto aos links!

1. Dr. Feelgood - Wilko Johnson Band
2. Straighten Out - The Stranglers
3. Styrofoam - Tyla Gang
4. Don't München It - The Pirates
5. Speed Kills - Steve Gibbons Band
6. I'm Bugged - XTC
7. I Hate School - Suburban Studs
8. Billy - The Pleasers
9. Science Friction - XTC
10. Eastbound Train - Dire Straits
11. Bizz Fizz - Burlesque
12. Let's Submerge - X-Ray Spex
13. Crazy - 999
14. Demolition Girl - The Saints
15. Quite Disappointing - 999
16. Creatures of Doom - The Only Ones
17. Gibson Martin Fender - The Pirates
18. Sound Checking - Steel Pulse
19. Zero Hero - Roogalator
20. Underground Romance - Phillip Rambow
21. Rock 'n' Roll Radio - The Pleasers
22. On The Street - Tyla Gang
23. Johnny Cool - Steve Gibbons Band
24. Twenty Yards Behind - Wilko Johnson Band
25. Hanging Around - The Stranglers

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Maurício Knevitz

PS: Post pra ninguém botar defeito, então, por favor caras, tratem de comentar!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Various Artists - The Sound Of Hollywood Girls [1983]


Pouco mais de meia hora depois de baixar essa raríssima coletânea, decido que esta é especial o bastante para ganhar um lugar neste blog. "The Sound Of Hollywood Girls" se trata de uma coletânea de bandas femininas que estavam a busca de um contrato e consequentemente sucesso. Infelizmente nenhuma delas conseguiu tal feito, pois nunca ouvi falar de nenhuma delas, com exceção do Bitch, que conseguiu lançar alguns bons LP's pela década de 1980, e o grupo Hellion, que lançou alguns LP's também com o passar dos tempos.

Pela capa, aposto que muitos estão pensando que se trata apenas de bandas do mais puro Hard Rock, porém, estão todos enganados. Até eu me enganei, que baixei esta pérola pensando que fosse apenas 12 bandas de Hard Rock extremamente raras e desconhecidas. Após ouvir algumas faixas, percebo que das 12 canções aqui presentes, a maioria delas apresenta sonoridade Punk ou derivados.

Como desconheço qualquer informação adicional sobre a coletânea ou sobre as bandas, pularei logo para os destaques, que ficam com a faixa 'Sure' das L.A. Girls, que de todas é a que apresenta mais sonoridade Hard Rock oitentista, mesmo que esta ainda não seja uma típica faixa farofa. 'Ugly & Slouchy' do Screamin' Sirens é outra que se destaca, principalmente por apresentar melodia diferente, algo meio country com baixo típico de Rockabilly... algo realmente bem curioso de se ouvir. 'Baby Junky' do I.U.D. é outra que me conquistou, com seu Pós-Punk bem trabalhado, lembrando o Public Image LTD., porém com uma pegada Punk dos 70's.

'Tractor Trailer Tragedy' do Butch prende a atenção do ouvinte principalmente por conter características dos anos 70, lembrando em muito a lendária banda The Runaways. 'Twilight Zone' do Soloman Kane, 'He Hit Me' do De De Troit, 'I'm In Love' do Bitch e 'Runaway/Not No Fun' do Sin 34 são outras que merecem destaque, principalmente esta última que mostra um Punk energético, conquistando todos os fãs do estilo.

Sem mais, aqui se encontra um registro raro, apenas com bandas femininas, com estilos diferentes entre si. Disco mais que recomendado a quem curte Punk, Rock N' Roll sem frescuras, vocais femininos e raridades que dificilmente encontrará por aí novamente.

01. L.A. Girls "Sure"
02. Soloman Kane "Twilight Zone"
03. The Skirts "S&M Blvd. Boy"
04. Screamin' Sirens "Ugly & Slouchy"
05. Butch "Tractor Trailer Tragedy"
06. De De Troit "He Hit Me"
07. Hellion "Nightmares
08. Bitch "I'm In Love
09. Sin 34 "Runaway / Not No Fun"
10. I.U.D. "Baby Junky"
11. Hot Food To Go "On The Prowl"
12. Toxic Fumes "Easy Money"

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Hairbanger

segunda-feira, 14 de junho de 2010

V.A. – TOEI Metal Hero Song Themes: TV Size Collection [1996]

Quem era criança na década de 90 com certeza lembra da Rede Manchete e dos inúmeros seriados japoneses, os tokusatsus, que ela exibia nessa época. Bons tempos! O extinto canal de TV foi o responsável pela popularização do gênero no Brasil, e até hoje há quem sinta falta de assistir Jaspion, Jiraiya, Jiban, Solbrain e Winspector entre muitos outros nos fins de tarde. Para quem não se recorda, confira as fotos a seguir.

O Fantástico Jaspion

O Incrível Ninja Jiraiya

Policial de Aço Jiban

Super Equipe de Resgate Solbrain

Esquadrão Especial Winspector

Prato cheio para os saudosistas de plantão, o CD Metal Hero Song Themes contém 31 faixas, entre temas de abertura e encerramento, de algumas das principais séries produzidas pela Toei Company nos anos 80 e 90. Baixe e deixe que a nostalgia tome conta de você. E tente segurar o choro, pois a audição promete fortes emoções.

01. Akira Kushida – Utyu Keiji Gyaban
02. Akira Kushida – Hoshizora No Message
03. Akira Kushida – Utyu Keiji Sharivan
04. Akira Kushida – Tsuyosa Wa Ai Da!
05. Akira Kushida – Utyu Keiji Shaider
06. Akira Kushida – Hello! Shaider
07. Ai Takano – Ore Ga Seigi Da! Juspion
08. Ai Takano – Ginga Ookami Juspion
09. Ichiro Mizuki – Jikuu Senshi Spielban
10. Ichiro Mizuki – Kesho Da! Spielban
11. Ichiro Mizuki – Kimi No Nakamada Spielban
12. Isao Sasaki – Kimi No Seishun Wa
13. Ichiro Mizuki – Time Limit
14. Akira Kushida – Sekai Ninja Sen Jiraiya
15. Akira Kushida – Shi No Bi’88
16. Akira Kushida – Kidou Keiji Jiban
17. Akira Kushida – Ashita Yohou Wa Itsumo Hare
18. Takayuki Miyauchi – Tokkei Winspector
19. Takayuki Miyauchi – Kono No Ore Kara Ashita
20. Takayuki Miyauchi – Tokkyu Shirei Solbrain
21. Takayuki Miyauchi – Ai Ni Dakarete
22. Takayuki Miyauchi – Tokusou ExceeDraft
23. Takayuki Miyauchi – Gol Wa Ashita
24. Susumu Ooya – Tokusou Robo Jamperson
25. Susumu Ooya – Asayake No Lullaby
26. Tatsuya Maeda – True Dream
27. Tatsuka Maeda – Hello There!
28. Shinichi Ishihara – Jukou Beetle Fighter
29. Shinichi Ishihara – Chikyu Koukou
30. Nakahiko Kashihara – Beetle Fighter Kabuto
31. Nakahiko Kashihara – Oogoe No Utaeba

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мєαиѕтяєєт

domingo, 13 de junho de 2010

V.A. - Broken Ballads [2010]



Ontem para muitos foi considerado um dia de amor e romance, mas isso não se aplica a todo mundo. Existem aqueles que estão desiludidos com relacionamentos devido a “n” questões e que preferem neste momento ficar só, se valendo da máxima “antes só, do que mal acompanhado”.

Sabendo que existem muitos que neste momento podem estar com seus corações quebrados e desiludidos, vai uma coletânea de baladas com esta temática de desilusão e descrença no amor , mostrando que nem sempre se há o lado positivo apenas. Se você está nessa situação, aprecie sem moderações e de preferência vendo as traduções de todas as músicas.

01.Bon Jovi - This Ain't A Love Song
02.Vixen - Love Is a Killer
03.Vinnie Vincent Invasion - Love Kills
04.Winger - Miles Away
05.Whitesnake - Looking For Love
06.Enuff Z'nuff - Goodbye
07.Night Ranger - Goodbye
08.Nazareth - Love Hurts
09.John Bongiovi - More Than We Bargained For
10.Picture - Now It's Too Late
11.Angra - Bleeding Heart
12.Eyes - Don't Turn Around
13.Guns N' Roses - Estranged
14.Great White - Love Is A Lie
15.Robin Beck - Tears In The Rain
16.Queensrÿche - I Don't Believe In Love

By Weschap Coverdale

sábado, 12 de junho de 2010

V.A. - Combe do Love [2010]


Depois desse trocadilho horrível e dessa capa escrota, desejo a todos um feliz dia dos namorados! Hoje é dia de esquecer que essa data foi deturpada para que depenem todo o seu dinheiro, e realmente curtir com alguém especial. Se você não tem alguém especial, relaxe, existe muita gente legal por aí e você acaba achando alguém que fique com você, talvez até de graça!

Se você quer peso, pancadaria e afins, procure o marcador Motörhead ali do lado. Aqui só tem música de amor, do tipo que toca no clímax de um romance com o Richard Gere ou a Julia Roberts. Ou os dois juntos.

De um jeito ou de outro, baixe essa coletânea e use como quiser: ouça com alguém, dê para alguém, ouça sozinho no escuro numa situação deprimente. Serve muito bem pra essas três opções! Brincadeiras à parte, vai te garantir um dia dos namorados de música muito boa e romântica.

01. Whitesnake - All I Want, All I Need
02. Led Zeppelin - The Rain Song
03. Richie Kotzen - What Is
04. Pearl Jam - Black
05. Derek Trucks Band - Maybe This Time
06. Freak Kitchen - Seven Days In June
07. Oasis - Don't Go Away
08. Eric Clapton - Old Love
09. Bob Dylan - I Want You
10. Steve Winwood - Georgia On My Mind
11. Os Paralamas do Sucesso - Romance Ideal
12. Burning Rain - Making My Heart Beat
13. U2 - With Or Without You
14. John Mayer Trio - Gravity
15. Lobão - Vou Te Levar
16. Coverdale & Page - Take Me For A Little While


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Jp

Alguns casais maneiros (Sem Sid-Nancy, Kurt-Courtney ou John-Yoko):

Johnny Cash e June Carter

Nico e Lou Reed

Pattie Boyd (musa de Something) e George Harrison

Eric Clapton amigão e Pattie Boyd (também musa de Layla)

TENSO

V.A. - Soulmates [2010]

É, mais um dia dos namorados se passa (nem sei se é hoje ou amanhã, foda-se as datas) e a Combe, o blog conhecido mundialmente pelas suas coletâneas (?), não podia ficar de fora. Trago pra vocês uma coletânea que mistura diferentes estilos musicais porém com foco no sentimentalismo. Sem ''emices'' e urucas afins, há punk, metal, hard rock e pop centrado no puro romantismo (seja lá nas letras como no som de baladinha). Canções certas para quaisquer que sejam os momentos mais intensos entre você e sua amada (e vice-versa).

Escolhi duas bandas para repetirem músicas aqui, que foram o Dream Theater e o Roxette, com ótimas canções como Anna Lee e Watercolours In The Rain. Fora as já citadas, as minhas preferidas são a versão acústica para a fantástica Breathe da cantora Anna Nalick, a canção The Sharp Hint Of New Tears do Dashboard Confessional, a hipnótica (Take These) Chains do Judas Priest, a porrada cativante de Dig Up Her Bones do Misfits, a belíssima Somebody do Depeche Mode, gravada ao vivo e que figura no disco duplo ao vivo 101, a emocionante versão de Tears (da banda de hard/prog Rush) feita pelo Dream Theater e a bela e poderosa Watching Over Me, do Iced Earth. Por último, o retrato de todo relacionamento se observado pela visão financeira: a sacana Why Don't You Get A Job, clássica canção do The Offspring.

Feliz dia dos namorados, e só.

Tracklist:
01 - Roxette - Spending My Time
02 - Dream Theater - Anna Lee
03 - Anna Nalick - Breathe
04 - Dashboard Confessional - The Sharp Hint Of New Tears
05 - Hole - Jennifer's Body
06 - Damon & Ian Duarte - Silent Lucidity (Queensrÿche cover)
07 - Judas Priest - (Take These) Chains
08 - Misfits - Dig Up Her Bones
09 - The Killers - Mr. Brightside
10 - Depeche Mode - Somebody (Live)
11 - Portishead - Roads
12 - Eric Clapton - Tears In Heaven
13 - Dream Theater - Tears (Rush cover) [Reprise]
14 - Roxette - Watercolours In The Rain [Reprise]
15 - Iced Earth - Watching Over Me
16 - The Offspring - Why Don't You Get A Job?

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By Alvaro Corpse

V.A. - Valentine's Day... Without A Valentine [2010]


Como o Meanstreet e o Breno Airan traíram o movimento dominical, véio (todas as coletâneas sairiam no domingo), eis que trago-vos a minha no sábado também. Aproveito para utilizar esta postagem para avisar aos outros membros da equipe que podem soltar suas coletâneas tanto hoje (sábado) quanto amanhã (domingo).

Sobre a minha seleção: a capa já é, no mínimo, peculiar. Quem tiver o prazer de olhar a lista, vai se assustar também. Mas a minha intenção, neste dia dos namorados, foi sair do usual. Ano passado fiz uma coletânea e não sou lá muito fã de baladas, então resolvi utilizar outra temática: produzi uma set-list para aqueles que, como eu, estão solteiros e felizes assim.

A minha coletânea contém 16 petardos para se ter, digamos, uma noite de amor casual, à dois ou com mais gente. O sentimento fica de lado e o desejo é salientado durante a audição da lista que fiz. Resumindo: músicas pra se transar sem dar a mínima pro dia seguinte.

Para aqueles que já tem sua alma gêmea, recomendo a audição e um feliz dia dos namorados. Para aqueles que estão solitários, recomendo mais ainda a audição para que possam ir à caça mais inspirados.

01. Mötley Crüe - Wild Side
02. Guns N' Roses - Rocket Queen
03. Coverdale/Page - Shake My Tree
04. Whitesnake - Slow An' Easy
05. Van Halen - Finish What Ya Started
06. Aerosmith - Sweet Emotion
07. Kiss - Lick It Up
08. Led Zeppelin - Black Dog
09. Scorpions - Tease Me, Please Me
10. W.A.S.P. - Animal (F*** Like A Beast)
11. Gotthard - Hush
12. Tyketto - Strip Me Down
13. Poison - I Want Action
14. Danger Danger - Horny S.O.B.
15. Bon Jovi - Bad Medicine
16. Def Leppard - Pour Some Sugar On Me

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by Silver

V.A. - There's no song without your love [2010]


Pra celebrar o Dia dos Namorados e meus dois anos de namoro (amanhã) com Mariana, a menina das fotos acima e abaixo, elaborei esse CD pensando nela. É claro que os passageiros e os motoristas não ficarão com ciúmes... Bem, aproveitem da melhor forma esse dia! Pra embalar, aí vai um poema de minha autoria:

A própria união
De semibreves
E colcheias,
Pretas e brancas,
Bemóis e sustenidas,
Bequadros e solfejos

Arpejo da minha canção
Metáfora da minha poesia

A Mrs. Robinson de Simon & Ganfunkel,
A Carrie do Europe,
A Layla de Eric Clapton,
A Shandi do Kiss

A Margarida de Goethe,
A Bertha do Dr. Breuer,
A Lou Salomé de Nietzsche,
A Beatrice de Dante

Não, você não é
A musa do poeta
Senão a própria poesia,
Transpondo o limiar
Das portas do céu:
A Mariana de Breno.

01. Aerosmith - Deuces are wild
02. Europe - I'll cry for you (Acoustic)
03. The Black Crowes - Bad luck blue eyes goodbye
04. Tuff - I hate kissing you goodbye
05. Giant - Don't leave me in love
06. Whitesnake - Can't go on
07. Bruce Dickinson - Change of heart
08. Van Halen - When it's love
09. The Rolling Stones - Out of tears
10. Slaughter - Fly to the angels
11. Mr. Big - To be with you
12. Kid Rock - Roll on
13. Warrant - I saw red
14. Poison - Until you suffer some (Fire and ice)
15. Stryper - Alive
16. Talisman - Shed a tear goodbye

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Te amo, Mari Ganzen Horses

Por Breno Airan Meiden

V.A. – Love is what life is for... [2010]

Aqui está a minha coletânea para não deixar o Dia dos Namorados passar em branco. Em caso de presentear quem você ama/gosta/simpatiza/quer pegar, escolha a capa que achar mais adequada. Espero que todos gostem e aproveitem a data – sozinhos ou acompanhados – da melhor forma possível: com músicas de primeira!

Postagem dedicada à minha namorada. =)

01. FOREIGNER – Waiting for a Girl like You
02. PETER CRISS – Tears
03. ERIC MARTIN – These Are the Good Times
04. DEF LEPPARD – Stand Up (Kick Love into Motion)
05. GLAD AZEVEDO – Meu Bem
06. LS JACK – Amanhã Não Se Sabe
07. THIN LIZZY – Wild One
08. PHOENIX DOWN – Walk
09. KENNY LOGGINS & GLADYS KNIGHT – Double or Nothin'
10. STEREOPHONICS – Don't Let Me Down
11. R.E.M. – The One I Love
12. Y&T – This Time
13. FAIR WARNING – Follow My Heart
14. PEARL JAM – Soldier of Love [Live]
15. MICHAEL KISKE – Your Turn
16. RICHIE KOTZEN – My Angel

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мєαиѕтяєєт

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Tesla – Unreleased Power [2007]

Estou longe de ser uma autoridade quando o assunto é o Tesla. Como comecei a dar mais atenção ao trabalho dos caras há pouco tempo ainda há muita coisa para ouvir. Por hora, decidi compartilhar com vocês este Unreleased Power, de 2007, um lançamento não-oficial que reúne bonus tracks e material nunca antes lançado oficialmente pela banda em seus 20 e tantos anos de carreira.

Mais da metade do repertório é formado por covers, priorizando artistas das décadas de 60 e 70, que estão entre as principais influências do grupo. “Rock the Nation”, do Montrose e “Draw the Line”, do Aerosmith são os melhores na opinião deste que vos escreve. Coincidentemente, também em 2007, o Tesla lançou Real to Reel, álbum duplo só de regravações. Como nenhuma das faixas de um faz parte do outro, o ideal é correr atrás de ambos.

O restante consiste em demos, lados B e versões ao vivo. Destaque para “Last Action Hero” (trilha sonora do filme de mesmo nome), a demo de “Lazy Days & Crazy Nights” e “Breaking the Chains”, do Dokken, acústica, ao vivo e improvisada com a participação especial de Don Dokken e George Lynch. 65 MB dignos de espaço no seu HD.

01. Last Action Hero
02. The Ocean [Led Zeppelin]
03. Children’s Heritage [Bloodrock]
04. I Ain’t Superstitious [Jeff Beck]
05. Cotton Fields [Creedence Clearwater Revival]
06. Rock the Nation [Montrose]
07. Run Run Run [Jo Jo Gunne]
08. Steppin’ Over
09. Draw the Line [Aerosmith]
10. Love in Vain [Rolling Stones]
11. Try So Hard (Demo)
12. Breaking the Chains (Live)
13. George Lynch Blues (Live)
14. I Can’t Wait (Demo)
15. Lazy Days & Crazy Nights (Demo)
16. Teslafy (Radio Promo)

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мєαиѕтяєєт

terça-feira, 13 de abril de 2010

Vários Artistas - VH1: Metal Mania Stripped [2004 - 2007]

Post especialíssimo! Esta coletânea, feita e lançada pela VH1 conta com performances desplugadas de incontestáveis monstros do Hard n' Heavy como Night Ranger, Cinderella, Poison, Scorpions, Queensrÿche, Tesla, Dokken, Winger, entre muitos outros que dispensam comentários.

Aqui, algumas versões foram retiradas de acústicos da série "MTV Unplugged", outras foram cedidas pelas próprias bandas para a gravação da coletânea, outras foram reaproveitadas, e por aí vai. Não há muito o que dizer, a lista de faixas já descreve o que te aguarda, caro leitor.



Vol. 1:
01. Poison - Every Rose Has Its Thorn
02. Night Ranger - Sister Christian
03. Scorpions - Wind Of Change
04. Cinderella - Don't Know What You've Got (Till It's Gone)
05. Queensryche - Silent Lucidity
06. Extreme - More Than Words
0
7. Warrant - I Saw Red
08. Tesla - The Way It Is
09. Winger - Miles Away
10. L.A. Guns - Ballad Of Jayne
11. White Lion - When The Children Cry
12. Firehouse - When I Look Into Your Eyes
13. Slaughter - Fly To The Angels
14. Alias - More Than Words Can Say
15. Great White - Save Your Love

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Vol. 2:
01. Scorpions - Rock You Like A Hurricane
02. Whitesnake - Here I Go Again
03. Night Ranger - Don't Tell Me You Love Me
04. Poison - Talk Dirty To Me
05. Tom Keifer - Shake Me
06. Jani Lane - Cherry Pie
07. Tesla - Heaven's Trail (No Way Out)
08. Stephen Pearcy - Round And Round
09. Kip Winger - Madalaine
10. Dokken - Into The Fire
11. Bullet Boys - Smooth Up In Ya
12. Nelson - (Can't Live Without Your) Love And Affection
13. L.A. Guns - Sex Action
14. Firehouse - Don't Treat Me Bad
15. Great White - Once Bitten Twice Shy

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Vol. 3:
01. Poison - Unskinny Bop
02. Shaw Blades - High Enough
03. Tesla - Signs
04. Winger - Headed For A Heartbreak
05. Dokken - In My Dreams
06. Firehouse - When I Look Into Your Eyes
07. Ratt - Way Cool Jr.
08. Jani Lane - Heaven
09. Autograph - Turn Up The Radio
10. Tom Keifer - Nobody's Fool
11. Kix - Don't Close Your Eyes
12. Eric Martin - Just Take My Heart
13. Queensrÿche - The Killing Words
14. Slaughter - Up All Night
15. Accept - Balls To The Wall
16. Winger - Seventeen (Live From The Key Club)
17. L.A. Guns - The Ballad Of Jayne (Live From The Key Club)
18. Alias - More Than Words Can Say (Live From The Key Club)
19. Slaughter - Fly To The Angels (Live From The Key Club)

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by Silver