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domingo, 20 de março de 2011

Creedence Clearwater Revival – Willy And The Poor Boys [1969]


Domingo é dia de… Creedence Clearwater Revival!

Por que? Bem, primeiramente por causa do alto astral dos sons de Mr. Fogerty e Cia.. Em segundo lugar, porque é o dia de sair sob o sol rodando um Mustang 69 conversível e, para isso, nada melhor que Creedence!

Tudo bem que não tenho um Mustang 69 convesível, mas imaginem ter um zero quilômetro em 1969, com rádio toca-fitas, vermelho metálico e sair por aí com as tranças da gata voando livres sobre o seu braço direito (sim, porque o esquerdo está no volante, ou ao menos deveria estar...).

Eu poderia contar a história da banda, mas isso já foi feito de maneira irretocável pelo parceiro Weschap Coverdale quando resenhou o disco Cosmo’s Factory, de 1970. Pois o presente disco foi o imediatamente anterior ao Cosmo’s, lançado em novembro de 1969. Aliás, 1969 foi o ano em que o Creedence lançou nada mais nada menos que três discos antológicos: Bayou Country, Green River (em agosto, ou seja, três meses antes) e este que vos trago hoje, Willy And The Poor Boys.

A frase “Willy and the poor boys” aparece justamente na música que abre o play: Down On The Corner. A capa, com uma foto dos membros da banda tocando em uma rua de Oakland, California, com instrumentos improvisados mostra um tipo de performance chamada Skiffle, muito comum no final dos anos 50, quando instrumentos musicais de verdade eram caros demais para músicos não profissionais. Só aí podemos ver que, antes do Itunes, um artista pensava na sua obra como um todo, e não apenas como um conjunto de músicas para vender por US$1 cada. O contexto todo do álbum é envolvente e faz com que tenhamos o prazer de apreciar uma obra, e não apenas um fragmento dela. Importante frisar que a música Poor Boy Shuffle é toda tocada com os instrumentos que aparecem na capa.



It Came Out of The Sky é um rockão maravilhoso, bem no estilo de Mr. Fogerty, com aquele riff chupado diretamente de Chuck Berry, mas com um toque todo pessoal, que não a faz nem de longe se parecer com um plágio. Transformar a ponto de criar algo novo é coisa de quem tem talento. The Midnight Special tem um efeito de tremolo maravilhoso, que Fogerty já tinha utilizado na clássica Born on the Bayou, do disco Bayou Country. O cara é gênio até hoje, com suas composições novas (com as mesmas velhas características) que empolgam num dia ensolarado de verão. Cotton Fields é um cover de Huddie Ledbetter, e traz um country bem ao estilo clássico, com interpretações vocais absolutamente impecáveis.

Como estou escrevendo uma resenha, nada melhor do que deixar minha música preferida para o final. Fortunate Son é uma ode à América jovem da época, e um manifesto aberto contra o Vietnam, que ceifava a vida dos jovens americanos em 1969. A letra merece destaque em um ponto específico, apesar de ser toda excelente: algumas pessoas são nascidas para balançar bandeiras e gritar hail ao seu chefe, e a elas são apontados os canhões. Alguns nascem com colheres de prata em suas mãos, e quando o cobrador de impostos aparece em sua casa, ela parece um brechó. Ah eu não sou filho de senador, eu não sou o afortunado.



Um verdadeiro tapa na cara da sociedade americana com uma roupagem rocker/ country que tomou de assalto as paradas norte americanas. Aliás, 1969 foi o ano do Creedence. Eles participaram dos maiores festivais do mundo, inclusive Woodstock, e eram a banda que fazia mais sucesso nos Estados Unidos, superando o representantes da já então desgastada invasão britânica.

O disco que posto é a reedição com três bônus, que são: uma versão ao vivo de Fortunate Son realizada em Manchester, Inglaterra (1971); uma versão ao vivo de It Came Out of The Sky gravada num show em Berlim (1971); e uma versão de Down on The Corner que foi uma Jam session realizada junto com o Booker T. and The MG’s no Fantasy Studios, em 1970. Ou seja, biscoito fino.

Se tem uma palavra que define Creedence Clearwater Revival, essa palavra é América.

Track List

1. Down On The Corner
2. It Came Out Of The Sky
3. Cotton Fields
4. Poorboy Shuffle
5. Feelin’ Blue
6. Fortunate Son
7. Don’t Look Now
8. The Midnight Special
9. Side O’ The Road
10. Effigy
11. Fortunate Son (ao vivo)
12. It Came Out Of The Sky (ao vivo)
13. Down On The Corner (jam session com Booker T. and the MG’s)

John Fogerty (vocais, guitarra, harmonica)
Tom Fogerty (guitarra, menos em 11 e 12)
Stu Cook (baixo, baixo feito com uma bacia e um cabo de vassoura em Poor Boy Shuffle)
Dough Clifford (bateria e tábua de lavar roupas em Poor Boy Shuffle)

Participações especiais na Jam Session da música 13

Booker T. Jones (órgão)
Steve Cropper (guitarra)
Donald “Duck” Dunn (baixo)
Al Jackson Jr (bateria)



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Por Zorreiro

sexta-feira, 4 de março de 2011

Nelson - Because They Can [1995]


De que vale a sinceridade? Na vida profissional e até mesmo pessoal, muitas vezes ser sincero não te traz mais dinheiro e reconhecimento do que ser "falso". A indagação é perfeita para começar uma postagem sobre este álbum, o segundo da carreira do Nelson.

Os irmãos Matthew e Gunnar Nelson, vindos de família musical e filhos do astro Rick Nelson, conquistaram fãs dentro e fora dos Estados Unidos com um dos últimos grandes discos da ala farofeira do Hard Rock, com "After The Rain". A estreia dos caras emplacou uma porção de hits e vendeu alguns milhões de cópias pelo mundo afora. Mas as composições não tinham uma sinceridade - muito perdida na música do fim da década de 1980, por sinal. Beiravam o Pop, apesar de apresentarem um trabalho musical impecável.

Logo após uma turnê extensiva em divulgação do primeiro disco, os irmãos loiros voltaram para o estúdio para fazer um álbum mais sincero, de acordo com suas vontades musicais e não com a da gravadora, a poderosa Geffen. Daí saiu "Imaginator", que era mais pesado e, pasmem: era conceitual. Mas os empresários consideraram isso como uma afronta e ameaçaram demissão caso novas músicas não fossem feitas - de acordo com seus intere$$es. O que estava pronto foi engavetado e só saiu, em um selo independente, no ano seguinte.


"Because They Can" ficou pronto e, após aprovação dos chefes, foi lançado em 1995. Um erro em diferentes pontos. A começar pela capa e pelo título, que foi uma afronta aos empresários da gravadora: colocaram dois cachorros, simulando os irmãos, e o título, em português, significa "porque eles podem". Não é a toa que a divulgação foi fraquíssima, com pouco orçamento destinado e uma demissão logo em seguida.

Além disso, demorou demais pra ser lançado, esfriando a expectativa dos fãs e ficou no meio-termo entre o interesse do Nelson e dos engravatados, soando confuso em um primeiro momento. Mas a visão dos irmãos parece ter se convertido do peso ao country, também preferência musical e influência deles.



Nada disso impede que uma boa e atenta audição permita a conclusão de que "Because They Can", mesmo tendo uma visão diferente de seu antecessor, mantém o padrão de qualidade. Matthew e Gunnar, acima de tudo, são músicos competentes, que no começo souberam utilizar os clichês e a boa imagem mas sem demonstrar insegurança em suas composições.

A prova da competência da dupla está nesse segundão, que mescla Country, Pop e Hard Rock. De início parece bizarro, mas o trabalho é incrível. Músicas cativantes, vocalizações belíssimas, composições bem feitas, e acima de tudo, esbanja sinceridade - mesmo com a pressão dos majors, foi melhor conciliado entre as duas vontades do que o debut. Vale a pena conferir.



01. (You Got Me) All Shook Up
02. The Great Escape
03. Five O'Clock Plane
04. Cross My Broken Heart
05. Peace On Earth
06. Remi
07. Only A Moment Away
08. Won't Walk Away
09. Joshua Is With Me Now
10. Love Me Today
11. Be Still
12. Right Before Your Eyes
13. Nobody Wins In The End

Gunnar Nelson - vocal, guitarra, violão
Matthew Nelson - vocal, baixo, violão
Joey Cathcart - guitarra, dobro, violão, backing vocals
Brett Carsed - guitarra, violão
Paul Mirkovich - piano
Mike Baird - bateria
Steve Porcaro - teclados

Músicos adicionais:
Don Felder - mandolin
Jeff Baxter - pedal steel
Elliot Easton - guitarra
Michael Botts - bateria
Bobby Rock - bateria
Timothy B. Schmit - backing vocals
Gerry Beckley - backing vocals
Mark Lennon - backing vocals
Marc Tanner - backing vocals

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by Silver

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Matanza - Odiosa Natureza Humana [2011]


Um novo trabalho do Matanza era aguardado desde o excelente "A Arte do Insulto", de 2006, que mostrou composições melhor elaboradas e um conjunto mais profissional. Como se trata de uma banda independente, pertencente ao selo Deckdisc, é mais complicado lançar álbuns com frequência.

Mas a espera acabou e, após cinco anos sem lançar um play de inéditas, o quarteto carioca finalizou "Odiosa Natureza Humana" - em primeira mão na Combe do Iommi, já que o lançamento oficial só se dará no dia 5 de março.

Aquele que se agrada com o som do Matanza apresentado anteriormente, pode esperar que a pedrada é grande. Um álbum genuinamente roqueiro, com as doses já aguardadas de country, que é roqueiro desde seu conteúdo até seu processo de gravação, que durou três dias e foi registrado ao vivo com fita de rolo, sem patifarias digitais.


Também trata-se de uma boa pedida para conhecer agora o trabalho dos caras, já que, sem dúvidas, "Odiosa Natureza Humana" é um dos melhores e mais inspirados álbuns do competente grupo. Guitarras bem tocadas e bem compostas, sem firulas dispensáveis, linhas de bateria habilidosas, linhas de baixo básicas e viscerais e o vocal característico de Jimmy London, que vocifera palavras que, mesmo ríspidas, exalam várias verdades.

Sem destaques particulares, a melhor forma de concluir esse texto é com um trecho da faixa "Tudo Errado", que serve para dar uma bela lição de moral a qualquer bunda-mole que o caro leitor conhece: "Sabe que tá fazendo errado e vai fazendo mesmo assim; Sabe que tá ficando torto e que vai ficar ruim; Sabe que vai ficar por isso e todo compromisso pode deixar de lado; É mesmo desafortunado quem acha muito engraçado fazer tudo errado".

PS: não deixe de comprar o CD a partir da data de lançamento e confira já o site da banda!

PS.2: aposto que todo mundo vai comentar só porque se trata de um vazamento. Espero que não sejam caras-de-pau e comentem nas postagens que baixarem ou lerem.

01. Remédios Demais
02. Em Respeito Ao Vício
03. Ela Não Me Perdoou
04. Escárnio
05. Tudo Errado
06. Saco Cheio E Mau-Humor
07. Odiosa Natureza Humana
08. Carvão, Enxofre E Salitre
09. Amigo Nenhum
10. Conforme Disseram As Vozes
11. Melhor Sem Você
12. A Menor Paciência
13. O Bebum Acabado

Jimmy London - vocal
Marco Donida - guitarra
China - baixo
Jonas - bateria

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by Silver

domingo, 31 de outubro de 2010

Johnny Cash - Man In Black [1971]

Quem me conhece, sabe que considero este disco que trago-lhes hoje o último grande de Johnny Cash, já que depois, sua carreira caiu na obscuridade até meados da década de 90, quando aliou-se ao produtor Rick Rubin para o lançamento dos famigerados "American Recordings". E, como o povo tem a grande (e chata) mania de se resumir apenas a esses álbuns, venho trazer, sobretudo para quem não conhece as músicas antigas, que na minha opinião, são as melhores, este grande álbum do lendário "Homem de Preto".

Depois de uma carreira cheia de altos e baixos nas décadas de 50 e 60, com grandes turnês, principalmente pelo Sul dos Estados Unidos, abuso de drogas, altas vendagens de discos e parcerias com o também lendário Bob Dylan, Cash entra na década de 70 no mesmo estilo, só que com uma direção lírica um pouco diferente dos discos mais antigos. Ele começaria a abordar mais temas políticos, principalmente pela Guerra do Vietnã, e também, como o próprio título do álbum sugere, mostrar para o mundo o grande motivo dele apenas se vestir de preto em seus shows. Aqui também temos alguns temas Gospel antigos, como já tínhamos na maioria de seus álbuns.

O fato é que "Man In Black" talvez seja o maior clássico de sua carreira, chegando rapidamente ao topo do ranking da Billboard e lançando grandes singles, "Singin' In Vietnam Talkin' Blues" e a faixa-título, que tornaram-se grandes clássicos da música Country, aparecendo rapidamente na mente de qualquer fã do estilo, e trazem mensagens maravilhosas, mostrando que ele era, acima de tudo, um grande poeta, principalmente pela letra de "Man In Black", que é belíssima e grande formadora de um bom caráter.

Bem, hoje não vou destacar nada, e já digo, que se você não conhece Country, ou se conhece apenas os "American Recordings", ou ainda, se nunca ouviu este maravilhoso álbum, baixe AGORA e maravilhe-se!

Johnny Cash - Vocals, guitar
Carl Perkins - Guitar
Marshall Grant - Bass
W.S. Holland - Drums
Billy Graham - Vocals on 1
June Carter Cash - Vocals on 8 and 10

1. The Preacher Said, Jesus Said
2. Orphans Of The Road
3. You've Got A New Light Shining In Your Eyes
4. If Not For Love
5. Man In Black
6. Singin' In Vietnam Talkin' Blues
7. Ned Kelly
8. Look For Me
9. Dear Mrs.
10. I Talk To Jesus Every Day

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Bruno Gonzalez

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Johnny Cash - Johnny Cash With His Hot And Blue Guitar [1957]

Primeiramente, gostaria de dizer uma coisa: se você não gosta do Cash, merece um canavial de rola no seu cu!

Bom, o Johnny Cash é um cara que dispensa apresentações. Um dos artistas mais geniais de todos os tempos, e na minha opinião, o cara mais fudido nesse meio country. O "Homem de Preto" teve uma carreira que durou quase 50 anos, e nesse meio tempo, lançou uma caralhada de discos, mas esse aqui que venho postar hoje, "Johnny Cash With His Hot And Blue Guitar", é o primeiro deles.

Lançado em em 1957, "Johnny Cash With His Hot And Blue Guitar" é pra mim o melhor álbum do Cash, trazendo músicas lindíssimas, como, "Rock Island Line", "Country Boy", "Folsom Prison Blues" (PORRA, CLÁSSICO DO CARALHO!), "Cry, Cry, Cry" (outro clássico!), "Wreck of the Old '97" e "I Walk The Line" (também clássica). Mas bem, tratando-se de Johnny Cash, dá pra dizer que todas, TODAS as músicas desse disco são boas, sem nenhuma excessão.

Esse disco é obrigatório na biblioteca de todos os fãs de música que se prestem, afinal, pra mim quem não curte Johnny Cash é um ignorante musical do caralho que merece um canavial de rola no cu. "Johnny Cash With His Hot And Blue Guitar" é paudurescência garantida, recomendado pra todos os momentos, seja para aquela ceva com os amigos, aquele churrascão, aquela fodinha, o momento solitário e triste, ou aquela tarde tediosa de domingo.

Download mais que obrigatório! Se você ainda não tem, baixe agora!

01. Rock Island Line
02. I Heard that Lonesome Whistle
03. Country Boy
04. If the Good Lord’s Willing
05. So Doggone Lonesome
06. Remember Me (I’m the One Who Loves You)
07. Cry! Cry! Cry!
08. I Was There When it Happened
09. Folson Prison Blues
10. Wreck of the old ‘97
11. I Walk The Line
12. Doin’ My Time

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Maurício Knevitz

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Matanza - A Arte do Insulto [2006]

E aqui está a banda mais MACHO do Brasil, que, infelizmente, acabou virando uma breve modinha, mas que nem por isso deixou de ter uma qualidade além do normal, no circuito nacional.

Falar do Matanza é mole, pois acho que todos já conhecem a figura monstruosa do vocalista Jimmy London (que, inclusive, rejeitou um caloroso abraço do Dinho Ouro Preto dizendo "SAI PRA LÁ, EU NÃO ABRAÇO NEM A MINHA MÃE"), só pra vocês terem uma idéia da delicadeza do maluco. Também todos devem estar por dentro do instrumental pesado que a banda faz, misturando elementos do Heavy Metal, Hardcore, Country e música irlandesa, fazendo um som único, pelo menos aqui no Brasil, onde foram rotulados de "Country Hardcore", que eles mesmos adotaram algum tempo depois.

Nessa época, a banda ainda era composta pelo guitarrista Donida, que compunha a maioria das músicas, China no baixo e Fausto na bateria, fechando a pancadaria que temos aqui, com muitos refrãos grudentos, riffs de guitarra insanos, assim como uma cozinha bem elaborada, e as características que citei anteriormente não se resumem apenas à guitarra, mas também a todo o resto, criando mesmo um clima de velho-oeste, com muita manguaça, jogo e mulher em suas letras.

O disco foi muito bem recebido pela crítica nacional e elevou mais ainda o status dos caras, que, após isso, gravaram um DVD e fizeram uma grande turnê nacional, tocando em vários lugares undergrounds (inclusive, passaram aqui em Cabo Frio, hehe) e fazendo um dos shows mais "violentos" do cenário nacional.

Chegando aos destaques, é óbvio que tenho que mencionar músicas como "A Arte do Insulto", um hino contra aqueles bebuns chatos; toda a canalhice de "Clube dos Canalhas" e "O Chamado do Bar"; a extremamente anti-social "Eu Não Gosto de Ninguém", que é um estilo de vida para alguns; a insana "Meio Psicopata"; a velho-oeste "O Caminho da Escada e da Corda"; a frenética "Whiskey Para Um Condenado" e os hinos dos bebuns "Ressaca Sem Fim" e "Estamos Todos Bêbados", que é inspirada nas músicas tradicionais irlandesas, sendo um dos melhores encerramentos de disco que eu já ouvi.

Enfim, galera, se vocês acham que o Rock nacional está morto, pode esquecer, que aqui temos um dos melhores discos nacionais da década!

Jimmy London - Vocals
Donida - Guitars
China - Bass
Fausto - Drums

1. A Arte do Insulto
2. Clube dos Canalhas
3.
O Chamado do Bar
4. Sabendo Que Posso Morrer
5. Quem Perde Sai
6. Meio Psicopata
7. Eu Não Gosto de Ninguém
8. O Caminho da Escada e da Corda
9. Ressaca Sem Fim
10. Tempo Ruim
11. Quem Leva à Sério o Quê?
12. Whiskey Para Um Condenado
13. Estamos Todos Bêbados

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Bruno Gonzalez

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Willie Nelson - Stardust [1978]

O mestre Willie Nelson sem dúvidas é um dos maiores ícones não só da música Country, mas de tudo num modo geral, sendo praticamente impossível quem não conheça sua vitoriosa carreira, que já conta com mais de 50 anos.

Dentre todo esse tempo de carreira, Willie teve praticamente só altos, sendo o disco que lhes trago hoje com muita honra, é um dos mais famosos de sua história, sendo, talvez, o ponto mais alto dela.

"Stardust" foi lançado em 1978 e é um discasso, com muitíssimo feeling e uma proposta diferente, que foi deixar os hits pop da época com a cara do nosso querido Willie.

O fato é que ele conseguiu deixar as músicas mais incríveis que as originais, com toda a pegada Country que ele põe em tudo o que faz, transformando coisas que antes eram apenas "músicas de rádio" em verdadeiras obras de arte, prontas para te fazer viajar demais, próprias até para pegar a estrada e curtir todas as músicas olhando para todas as paisagens. Só não vale perder a atenção e enfiar o carro num poste, hehe.

Grandes músicas como "Georgia On My Mind" (que fez muito sucesso com Ray Charles), "All Of Me" (Louis Armstrong), "Unchained Melody" (The Righteous Brothers), "September Song" (Sarah Vaughan), dentre outras, ganham suas versões Country por aqui, tornando-se mais belas do que nunca e sendo próprias para você passar aquela noite legal com a namorada, ou simplesmente para viajar bastante, como já falei.

Enfim povão, só posso dizer mais uma coisa: BAIXEM!

Willie Nelson - Vocals, guitar
Bobbie Nelson - Piano
Jody Payne - Guitar
Bee Spears - Bass
Chris Ethridge - Bass
Mickey Raphael - Harmonica
Booker T. Jones - Piano
Paul English - Drums
Rex Ludwick - Drums

1. Stardust
2. Georgia On My Mind
3. Blue Skies
4. All Of Me
5. Unchained Melody
6. September Song
7. On The Sunny Side Of The Street
8. Moonlight In Vermont
9. Don't Get Around Much Anymore
10. Someone To Watch Over Me
11. Scarlett Ribbons (Bonus track)
12. I Can See Clearly Now (Bonus track)

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Bruno Gonzalez

terça-feira, 20 de julho de 2010

Matanza - MTV Apresenta [2008]


Criado em meados de 1995 no Rio de Janeiro, o Matanza é uma banda de... hm... de Rock! Não há como enquadrá-los em um gênero porque o quarteto mescla Hardcore e Heavy Metal com Country, Bluegrass e música folclórica irlandesa, gerando-se assim um som pra lá de único. Pra se ter uma noção da bomba, misture Motörhead com Johnny Cash e The Stanley Brothers e chegará mais ou menos à algum lugar.

O álbum trazido nessa postagem é o "MTV Apresenta". Esse belíssimo ao vivo, gravado pela MTV no dia 15 de dezembro de 2007 no Hangar 110 e lançado em CD e DVD pela mesma, capta perfeitamente a energia do grupo.

A performance aqui encontrada é muito envolvente, com instrumental impecável e, como sempre, imponência do bom vocalista e ótimo frontman Jimmy London. A plateia, notavelmente possuída pela química do concerto, já representa que um show dos mesmos não pode ser ruim. E o repertório de uma hora e quatorze minutos foi muito bem escolhido, trazendo petardos que já se tornaram clássicos e essenciais em qualquer show dos caras.


Destaques ficam para as pauladas "Santa Madre Cassino", "Clube dos Canalhas" e "As Melhores Putas Do Alabama", as semi-baladas "Tempo Ruim" e "Mesa de Saloon", as quase-anthêmicas "Maldito Hippie Sujo", "Bom É Quando Faz Mal" e "A Arte do Insulto" e o quase-hit "Ela Roubou Meu Caminhão".

Pra quem não conhece o Matanza, "MTV Apresenta" é uma boa introdução ao seu ótimo trabalho. E pra quem já conhece, é uma audição bem agradável - ainda mais pra quem gosta de música pra macho.

01. Intro
02. Meio Psicopata
03. Interceptor V-6
04. Ressaca Sem Fim
05. Mesa de Saloon
06. O Chamado do Bar
07. Maldito Hippie Sujo
08. O Último Bar
09. Tempo Ruim
10. E Tudo Vai Ficar Pior
11. Pé na Porta, Soco na Cara
12. Santa Madre Cassino
13. Matarei
14. Clube dos Canalhas
15. Imbecil
16. Todo ódio da Vingança de Jack Buffalo Head
17. Eu Não Gosto de Ninguém
18. Rio de Whisky / Quando Bebe Desse Jeito / Bebe, Arrota e Peida
19. Bom é Quando Faz Mal
20. A Arte do Insulto
21. As Melhores Putas do Alabama
22. Ela Roubou Meu Caminhão
23. Whisky Para um Condenado / Eu Não Bebo Mais
24. Estamos Todos Bêbados / Interceptor V-6

Jimmy London - vocal
Marco Donida - guitarra
China - baixo
Jonas - bateria

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by Silver

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Junior Brown – Guit With It [1993]

Nascido em Kirksville, Indiana, no dia 12 de junho de 1952, Junior Brown deu início a sua carreira nos anos 60, mas só se profissionalizou na música na década seguinte quando fez parte do The Last Mile Ramblers, tendo lançado inclusive um álbum, While They Last!, em 1974.

Sua destreza na guitarra, digna de causar espanto aos desavisados, o rendeu uma vaga como professor de nível universitário na Hank Thompson School of Country Music em meados dos anos 80. Na mesma época, mais precisamente em 1985, Brown, com o auxílio de Michael Stevens, inventou seu famoso instrumento, o guit-steel.

Seu disco de estréia, 12 Shades of Brown, de 1990, o assentou entre os favoritos do público texano, mas foi graças a este Guit With It, lançado três anos mais tarde, que Brown conquistou fãs não apenas em outros estados norte-americanos, mas também do outro lado do Atlântico, em diversos países do continente europeu.

Todo reconhecimento é mais que merecido, afinal Brown aqui não apenas canta e toca, mas também compõe e produz. E é preciso reconhecer que em qualquer que seja a área de atuação, o cara surpreende. Que timbre de voz (gravíssimo, e reparem como ele sustenta com perfeição os tons mais baixos possíveis)! E como é habilidoso e criativo no guit-steel!

Primeiros singles de Brown a figurarem no Hot Country Songs, “Highway Patrol” (73º) e “My Wife Thinks You’re Dead” (68º) são os carros-chefes. Destaque também para a instrumental “Sugarfoot Rag”, que possui um videoclipe, e para a viajada (ou seria viajante? hehe) “Guit-Steel Blues” – 11 minutos (o equivalente a ¼ do álbum!!!) de puro feeling.

01. Doin' What Comes Easy To A Fool
02. Highway Patrol
03. So Close Yet So Far Away
04. Sugarfoot Rag
05. My Wife Thinks You're Dead
06. You Didn't Have To Go All the Way
07. Party Lights
08. Names and Addresses
09. Still Life With Rose
10. Holding Pattern
11. Guit-Steel Blues
12. The Gal From Oklahoma

Junior Brown – Vocais; Violão; Guitarra; Lap Steel; Piano
Tanya Rae Brown – Violão; Vocais
Jimmie Vaughan – Guitarra
Steve Layne, Bobby Bellemans, Spencer Starnes – Baixo; Vocais
Barry “Frosty” Smith, Tom Lewis, Billy Nado – Bateria; Vocais

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мєαиѕтяєєт

terça-feira, 6 de julho de 2010

Creedence Clearwater Revival - Cosmo's Factory [1970]


Uma verdadeira obra prima! Só isso pode resumir o quinto disco lançado pelo Creedence Clearwater Revival, o imponente "Cosmo's Factory". Lançado no auge criativo da banda, em 1970, observamos o quanto a mesma estava entrosada e com grandes idéias a mostrar, resultando em sons diretos e rocks extremamente poderosos, como poucas bandas puderam mostrar em toda sua carreira, e consolidando de vez o nome e o legado deles na história do rock n' roll.

E iniciando esta pérola, temos a energética "Ramble Tamble", com suas empolgantes mudanças de andamento durante toda a canção. Começa como um rock country sem frescura nenhuma e durante seu andamento se transforma em um belo rock n' roll, principalmente em sua passagem instrumental, sendo que aqueles que conhecem apenas os clássicos, ficarão extasiados com a qualidade desta canção, em que a banda dá um show na execução, arrepiando até o último fio de cabelo do ouvinte. Confesso que ao escutar a mesma novamente para fazer a resenha, que foi difícil sair dessa música. Feita para se escutar no volume máximo, até seu vizinho tiozão irá curtir, é certeza!

Após o ínicio arrebatador, temos a releitura de "Before You Accuse Me", um blues originalmente lançado por Bo Diddley e que mais tarde que Eric Clapton faria uma excelente versão. Mas os covers não param por aí, sendo que temos uma maravilhosa versão para "I Heard It Through the Grapevine", gravada dois anos antes por Marvin Gaye e que nos dá uma gigante Jam no final da música. Os músicos não são dos mais técnicos que já existiram na história do rock, mas a raça e a entrega que a banda demonstra nas músicas lançadas por eles conquistam a qualquer um que realmente curta rock n' roll de verdade, como nessa música e na música de abertura do disco, onde eles descem o braço sem dó nos instrumentos.


Mas as músicas de autoria da banda também se destacam, e muito. "Travelin Band" tem o pé enfiado no rock dos anos 50, lembrando os grandes clássicos de Little Richard, e soando sensacional com um John Forgety cantando e muito, assim como em "Ooby Dooby", em que a banda continua com o pé enfiado nas raízes do rock e mostrando o período produtivo e criativo que estavam passando naquele momento.

E finalizando este grandioso disco, temos duas canções que se tornariam clássicos e assinatura da banda, que em toda coletânea da mesma, são músicas obrigatórias. Primeiro temos a conhecídissima e bela "Who'll Stop the Rain", com seu violão característico e que mesmo sendo simples, se torna marcante em sua primeira audição, ficando na mente durante dias. E fechando da melhor maneira possível, temos a triste balada "Long as I Can See the Light", que fecha o disco com um show de interpretação de John Forgety, imprimindo emoção nas linhas vocais, e no belo solo de saxofone encaixado na música, que traz ainda mais emoção e deixa a música mais marcante.

Se fosse descrever mais palavras sobre esse grande clássico do rock, faltariam linhas para isso, então deixarei que vocês escutem e tirem suas próprias conclusões. Recomendo apenas que ouçam no volume máximo. E tenha o mesmo em sua discografia básica!

1.Ramble Tamble
2.Before You Accuse Me
3.Travelin' Band
4.Ooby Dooby
5.Lookin' Out My Back Door
6.Run Through the Jungle
7.Up Around the Bend
8.My Baby Left Me
9.Who'll Stop the Rain
10.I Heard It Through the Grapevine
11.Long as I Can See the Light

John Fogerty: guitarra principal, piano, saxofone e vocal
Tom Fogerty: guitarra rítmica
Doug Clifford: bateria
Stu Cook: baixo

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By Weschap Coverdale

sábado, 3 de julho de 2010

Johnny Cash & Willie Nelson - VH1 Storytellers [1998]


O que acontece quando duas lendas de um estilo se juntam para um concerto ao vivo? Um registro histórico, é claro. E é isso que aconteceu em 1998, quando Johnny Cash e Willie Nelson, símbolos da música country, gravaram um programa Storytellers no canal VH1.

Johnny Cash é um dos músicos mais influentes do século XX. Em mais de 45 anos de carreira, Cash e sua poderosa voz grave passaram por vários gêneros: folk, rockabilly, blues, góspel e principalmente o country. Foi um dos primeiros participantes do movimento outlaw country, ou "country fora da lei", no qual as composições se focavam em histórias de cowboys cometendo crimes e fugindo da polícia. Foi tão fundo nessa imagem que chegou a fazer alguns shows em prisões americanas, sendo que até gravou álbuns ao vivo em duas delas, os famosos At San Quentin e At Folsom Prison. Aliás, a Prisão Folsom já havia inspirado um dos maiores sucessos de Cash: Folsom Prison Blues. Infelizmente, o "Man In Black", como era conhecido, faleceu em 2003, deixando boa quantidade de material (que está sendo lançada em álbuns póstumos) e um legado eterno na música ocidental.

Willie Nelson é uma das figuras mais importantes e presentes na cultura norte-americana. Fez sucesso principalmente nos anos 70, sendo parte crucial do outlaw country, que para mim, foi consolidado com o ótimo disco Red Headed Stranger, do próprio Nelson. Com belíssimas composições, uma imagem carismática e uma voz simplesmente feita para a música country, o texano tornou-se ídolo incontestável do gênero.

Conhecendo os protagonistas, vamos à obra. Depois do tradicionalíssimo "Hello, I'm Johnny Cash" e da apresentação de Willie Nelson, inicia-se o ponto alto do play. (Ghost) Riders In The Sky é um clássico no mínimo histórico do country. Composta por Stan Jones em 1948, a faixa tem um clima épico e sombrio, acentuado principalmente pela voz de Cash, que faz ótimo dueto com a de Nelson.

Aliás, as vozes, que se revezam ao longo do álbum, são algo a se comentar aqui. Os dois já tinham idade avançada na época da gravação, e isso é bem perceptível na primeira audição. Não que cantem mal, simplesmente suas vozes já denunciam a rouquidão da velhice. Algo que, a meu ver, deixa tudo mais profundo.

E o disco segue com um clima bastante descontraído. Como manda o protocolo do Storytellers, os músicos apresentam as composições, contam suas histórias (ah vá) e não perdem a oportunidade de arriscar algumas piadinhas. Isso, aliado ao fato de os instrumentistas se limitarem aos dois senhores, deixa tudo muito intimista.

Musicalmente falando, é tudo muito bem executado. Violões e guitarras limpas acompanham muito bem as letras fantásticas dos sucessos de Cash e Nelson. Os destaques ficam com a já citada (Ghost) Riders In The Sky, Family Bible, Don't Take Your Guns To Town, Funny How Time Slips Away, Unchained e Folsom Prison Blues.

A fórmula é simples: dois gigantes do country juntos, tocando e comentando clássicos de suas carreiras. Download indispensável.

01. (Ghost) Riders In The Sky
02. Worried Man
03. Family Bible
04. Don't Take Your Guns To Town
05. Funny How Time Slips Away
06. Flesh And Blood
07. Crazy
08. Unchained
09. Night Life
10. Drive On
11. Me And Paul
12. I Still Miss Someone
13. Always On My Mind
14. Folsom Prison Blues
15. On The Road Again

Johnny Cash - violão, guitarra, vocais
Willie Nelson - violão, guitarra, vocais

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Jp