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sábado, 26 de novembro de 2011

Carnivore - Discografia [1986-1987]


O Carnivore foi uma das primeiras bandas do finado Peter Thomas Ratajczyk, mais conhecido por Peter Steele. A formação data do início da década de 1980, e se você espera por algo semelhante ao Type O Negative, que foi onde o mesmo fez fama, se enganou: a proposta do trio era um Metal bem mais cru, com influências do Heavy, Thrash e Crossover. As letras também merecem nota por tratar de forma muitas vezes politicamente incorreta temas como a guerra, a religião e misoginia.

O projeto teve vida curta e apenas dois álbuns registrados. Porém, eles viriam a se reunir em 2006, fazendo até mesmo um show no festival europeu Wacken Open Air. Steele faleceu em 14 de Abril de 2010, encerrando a reunião.

Carnivore [1986]


O debut auto-intitulado é, sob diversos aspectos, o mais direto e cru. A começar pela produção (que não é das melhores, realmente) e o vocal de Peter, totalmente diferente do que pode ser conferido no seu trabalho com o Type O Negative. As influências do Crossover ainda não aparecem, privilegiando o lado porrada da coisa, com uma ótima junção do Metal mais tradicional com a velocidade do Thrash (e até mesmo umas passagens que remetem ao Doom).

Ainda que eu ache o álbum seguinte superior, este também é uma ótima pedida para quem está atrás da paulada característica dos anos 80. Destaques para a abertura "Predator", a faixa-título, "Male Supremacy", "God Is Dead" e "Thermo-Nuclear Warrior".



Peter Steele - vocais, baixo
Keith Alexander - guitarras
Louie Beato - bateria

01. Predator
02. Carnivore
03. Male Supremacy
04. Armageddon
05. Legion of Doom
06. God Is Dead
07. Thermo-Nuclear Warrior
08. World Wars III and IV

Retaliation [1987]


O segundo e último registro "Retaliation" é inteiramente Crossover/Thrash e justamente pela produção bem mais trabalhada foi o que mais gostei. A temática lírica continua a mesma, com Steele metendo o pau em tudo o que ele acreditasse ser ruim e não se importando em chocar (afinal, "Jesus Hitler" é um título, no mínimo, polêmico).

Logo depois do lançamento de "Retaliation", a banda seria desmantelada. O baixista e vocalista formaria o embrião do que viria a ser o Type O Negative, cujo primeiro disco teria várias composições ainda da época do Carnivore. Destaques ficam para "Angry Neurothic Catholics", "Suck My Dick", "Ground Zero Brooklyn", a já citada "Jesus Hitler" e "Sex And Violence", todas com títulos que falam por si só.



Não vale apenas pela curiosidade, já que o som é de qualidade e com certeza agradará a muitos ouvidos. Com toda a certeza, paulada própria para o mosh!

Peter Steele - vocais, baixo
Marc Piovanetti - guitarras
Louie Beato - bateria

01. Jack Daniel's And Pizza
02. Angry Neurothic Catholics
03. Suck My Dick
04. Ground Zero Brooklyn
05. Race War
06. Inner Conflict
07. Jesus Hitler
08. Technophobia
09. Manic Depression (Jimi Hendrix cover)
10. USA For USA
11. Five Billion Dead
12. Sex And Violence

Por Gabriel

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R.I.P Peter Steele

domingo, 16 de outubro de 2011

Ratos de Porão - Cada Dia Mais Sujo e Agressivo [1987]



Aproveitando a postagem do meu amigo Lucas, resolvi que hoje seria dia de Ratos de Porão, uma das bandas mais importantes do cenário brasileiro (e uma das mais injustiçadas também), que ao lado do Sepultura é um dos nomes mais valorizados no exterior. Formada pelo guitarrista Jão, desde 1984 eles vêm nos presenteando com o melhor do Punk/Hardcore/Crossover, brutal como deve ser.

A estreia com Crucificados Pelo Sistema mostrava um Hardcore Punk direto e agressivo, que só não é perfeito por causa da produção extremamente mal trabalhada. Esse problema seria resolvido aos poucos, e a evolução total veio apenas em 1987, com o lançamento de Cada Dia Mais Sujo e Agressivo que foi o primeiro disco da banda a sair no exterior, sob o nome Dirty And Aggressive.

Essa evolução não se limitou apenas a produção. O som passou a se aproximar cada vez mais ao Crossover/Thrash, deixando um pouco para trás o Hardcore primitivo de antes. Parecia a coisa certa a se fazer, mas mesmo assim uma parcela dos antigos fãs acusou o RDP de "ter traído o movimento"; pura balela (como Gordo faz questão de afirmar, sempre da forma mais sutil o possível, rs).



A patifaria continua a mesma, mas aqui temos riffs bem mais definidos, assim como as próprias composições; e, obviamente, a produção bem mais cristalina. O resultado foi um Ratos de Porão diferente, mais pesado, coeso e com a paulada de sempre, contando com várias passagens totalmente Thrash. O álbum foi o grande responsável por trás do novo público que eles conquistaram, acabando (mas não de vez) com a richa entre punks e metalheads.

Na minha opinião, um de seus melhores trabalhos. A banda do atual "legendário" pode não ser unanimidade, mas merece o respeito que tem hoje. Destaques para "Plano Furado", "Crise Geral", "Morte e Desespero", "Peste Sexual" e "Vivendo Cada Dia Mais Sujo e Agressivo". Clássico.




João Gordo - vocais
Jão - guitarras
Jabá - baixo
Spaghetti - bateria

01. Tattoo Maniac
02. Plano Furado
03. Ignorância
04. Crise Geral
05. Morte e Desespero
06. Pensamentos de Trincheira
07. Peste Sexual
08. Sentir Ódio e Nada Mais
09. Assalto Na Esquina
10. Não Há/Outras Vidas
11. V.C.D.M.S.A
12. Untitled

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sepultura – Beneath The Remains [1989]



Esse não foi o disco mais vendido do Sepultura, e nem o que mais influenciou milhares de novas bandas européias que surgiram a partir dos anos 90. Mas é o portal que permitiu aos mineiros a entrada no mercado internacional.

Quando vi a capa pela primeira vez, fiquei chocado. Aquilo era mais dark, mais malévolo que The Number Of The Beast. O fundo preto, a silhueta do cachorro com olhos brilhantes, o cemitério. Tudo dentro de um crânio. Eram muitas mensagens a decifrar e, com elas, a trilha sonora do caos.

Os irmãos Cavalera estavam perfeitamente entrosados com Andreas Kisser, que sempre se mostrou um dos guitarristas mais criativos do mundo e que havia entrado no grupo em 1987 para a gravação do álbum Schizofrenia. Onde todos veem ruído, ele vê riffs. Trabalha-os e joga para a música, fazendo com que tudo encaixe de maneira tão perfeita, que chego a pensar se a sinapse dele é diferente da dos demais humanos.

Igor estava mais preciso, mais cuidadoso com o resultado de seus grooves em relação aos discos anteriores. Max já era identificado por seu estilo próprio, que influenciou grandes nomes, como Morbid Angel (alguns vão contestar) e Canibal Corpse (alguns vão me esconjurar).

A banda atingia o status de profissional. E colhia os louros disso.

1989 foi o ano deles. Com turnês pela Europa, Estados Unidos e México, e milhares de discos vendidos, a gravadora abriu todas as comportas para que os próximos trabalhos conseguissem resultados cada vez melhores. Mas em Beneath The Remains temos a dose exata de profissionalismo misturada com fúria juvenil, característica esta se perderia nas próximas etapas da carreira dos caras. Produzido por Scott Burns (Morbid Angel, Obituary, Death) e gravado na Flórida e no Rio de Janeiro, foi o primeiro pela Roadrunner Records, e ajudou a cimentar de vez o nome da empresa junto ao público metal.



Beneath The remains abre o front na base da pedrada. Quem conheceu os dois primeiros discos do Sepultura notou que aqui havia algo diferenciado, e o dedilhado com teclado fantasmagórico da introdução já entregava. Inner Self foi o hit do disco, se é que podemos chamar assim, juntamente com Mass Hypnosis. Pela primeira vez as músicas apresentam refrões para sacudir a galera e dinâmicas que intercalam peso e fúria com calmaria e levadas diferenciadas. A influência de Dave Lombardo em Igor é latente, mas ele tem um groove brazuca que os gringos nunca vão conseguir.

A versão postada é a reedição em cd, com cover dos Mutantes (A Hora e Vez do Cabelo Nascer) e a versão drum tracks de Inner Self e Mass Hypnisis, essas duas últimas absolutamente dispensáveis, mas que valem pela curiosidade.



Depois desse disco teve Arise, Chaos A.D. e Roots, que tornaram o Sepultura a banda brasileira mais influente da história do metal. Mas aqui está o filezinho. Sem meter Carlinhos Brown na parada, eles firmaram a identidade brasileira num estilo tão primeiromundista como o metal.

Se você tem um skate, bote isso pra rolar no IPod e faça um downhill, por mim.

Ah! Se sobreviver, me conte, ok? Boa sorte.

Track List

1. Beneath the Remains
2. Inner Self
3. Stronger Than Hate
4. Mass Hypnosis
5. Sarcastic Existence
6. Slaves of Pain
7. Lobotomy
8. Hungry
9. Primitive Future
10. A Hora e a Vez do Cabelo Nascer (cover dos Mutantes)
11. Inner Self (drum track)
12. Mass Hypnosis (drum track)



Max Cavalera (guitarra e vocais)
Andreas Kisser (guitarras)
Igor Cavalera (bateria)
Paulo Xisto Pinto Jr. (baixo)

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Por Zorreiro

domingo, 28 de novembro de 2010

Psychic Possessor - Nós Somos A América do Sul [1989]

Hoje tava pensando no que postar aqui na Combe, mas tava com uma puta preguiça de upar alguma coisa daí decidi dar uma olhada nas minhas outras contas no Mediafire pra ver o que tinha upado lá. Então achei essa pepita e na mesma hora pensei, "vai ser esse!". Então, aí está pra vocês "Nós Somos A América do Sul", do Psychic Possessor.

Inicialmente uma banda de death/thrash metal, o Psychic Possessor foi formado em 1986 em Santos, SP. Seu primeiro disco, "Toxin' Difusion", lançado pela Cogumelo Discos, em 1988, apresenta um som completamente death/thrash, com letras em inglês e tudo mais. É considerados por muitos um dos melhores discos de metal pesado já feitos no Brasil. Não é pra menos, pois é muito bom mesmo.

Após o lançamento do disco e algumas brigas internas, eles decidiram formar um "novo" Psychic Possessor, com uma sonoridade mais hardcore, porém não deixando de lado a influência thrash. Para aproveitar o contrato com a Cogumelo, deixaram o nome como Psychic Possessor mesmo, já que a gravadora previa o lançamento de mais discos.

Então foi lançado, em 1989, "Nós Somos A América Do Sul", o melhor álbum da banda. Apresenta um som bem mais tosco e completamente influenciado pelo hardcore americano, lembrando MUITO bandas como o Agnostic Front e Attitude Adjustment, por exemplo. Porém, não deixaram de lado as influências thrash, fazendo então um belíssimo trabalho crossover. Definitivamente, foi um disco que fechou com chave de ouro os anos 80 no Brasil.



O disco ainda conta com o baterista Maurício "Boka", atual batera do R.D.P. e que já tocou numa caralhada de banda, como Ovec, I Shot Cyrus, DFC, Possuído Pelo Cão, Bandanos e outras.

O disco vendeu mais que o "Toxin' Difusion" e foi muito bem aceito pelo público, tanto pelos punks quanto pelos headbangers. Foi também o último lançamento da banda, já que depois o vocalista Nhonho tinha saído, e embora tivesse sido substituído por Alexandre Farofa (ex-Ovec) e chegassem a ter escrito material suficiente para lançar um outro disco, acabaram em 1991. Uma pena, pois acho que eles tinham que ter deixado mais material pra gurizada curtir.

Enfim, destaques para "Ação Terrorista", "Capitalismo" (regravada pelo R.D.P. no "Feijoada Acidente? Nacional"), "Heróis", "Vítimas da Miséria", "Vote Nulo", "Disciplina Militar", "Desarmem" e "América do Sul".

Disco que com certeza irá agradar tanto fãs de hardcore/punk quanto fãs de thrash metal. Então, se for fã de qualquer um dos estilos, baixe agora!

"Nós somos o terceiro mundo! Nós somos a América do Sul!"

1. Ação Terrorista
2. Porque Razão?
3. Capitalismo
4. Aposentados
5. Heróis
6. Vítimas de Miséria
7. Vote Nulo
8. Disciplina Militar
9. S.O.S. Amazônia
10. Cubatão
11. Desarme
12. Aicreuqonrevog
13. Consciência Nacionalista
14. Desespero
15. O Mundo Nos Sufoca
16. América do Sul

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Maurício Knevitz

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ratos de Porão - Anarkophobia [1990]

Esse é pra ouvir no talo e matar aquele chato do seu vizinho que fica botando um funk, sertanejo ou merdas eletrônicas bem alto o dia todo.

Todos sabemos da importância que o Ratos teve pro punk nacional e que é uma das bandas mais conhecidas do Brasil, tendo reconhecimento internacional. Embora João Gordo seja uma figura conhecida na mídia, trabalhando agora na Record, o som da banda nunca ficou comercial, foi sempre a porradaria e o peso de sempre, com letras simples e diretas falando sobre morte, desgraça, repressão, violência, guerras e é claro, recheadas de palavrões.

"Anarkophobia" é o quinto álbum do RDP, e um dos meus favoritos, junto com "Crucificados Pelo Sistema" (já postado) e "Vivendo Cada Dia Mais Sujo e Agressivo". Esse apresenta uma pegada crossover/thrash metal bem mais forte do que a presente nos outros discos, e por isso, os fãs mais puristas, que já torciam o nariz pro "Vivendo Cada Dia Mais Sujo e Agressivo" e "Brasil", acabaram detestando esse álbum. Porém, a galera do metal e do crossover curtiu o álbum pra caralho.

Acho bobagem não curtir o álbum porque ele tem uma pegada mais thrash, porque afinal, barulho bom é barulho bom, independente do rótulo.

O álbum também ganhou uma versão em inglês, sendo lançada no exterior (mesmo a em português também ter sido lançada lá). Os destaques ficam por conta das faixas "Contando Os Mortos" (uma das melhores músicas da banda, em minha opinião), "Sofrer", "Ascenção E Queda", "Mad Society", a faixa título, ao cover dos Ramones para a música "Commando", que ficou ÓTIMO e para a faixa "Escravo da TV".

Então galera, taí um dos melhores disco de crossover nacionais, mostrando que, como eu disse uma vez, os brasileiros também podem chutar algumas bundas de alguns gringos por aí.

1. Contando Os Mortos
2. Morte Ao Rei
3. Sofrer
4. Ascenção E Queda
5. Mad Society
6. Ódio
7. Anarkophobia
8. Igreja Universal
9 . Commando (Ramones cover)
10. Escravo da TV
11. Jardim Elétrico (Os Mutantes cover)

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Maurício Knevitz

sábado, 2 de outubro de 2010

Cryptic Slaughter - Convicted [1986]

AVISO: Se você for meio dezoito, ou estiver bêbado, drogado, ou qualquer coisa do tipo, é melhor não ouvir esse disco. Ou se não o resultado será a destruição da sua casa inteira!

Aviso dado, vamos falar do Cryptic Slaughter, banda de Crossover/Hardcore formada na Califórnia (que já nos presenteou com inúmeras bandas boas, mas dos anos 90 pra cá vem nos presenteando com grandes porcarias), em 1984, por uma piazada que tinha se conhecido na Liga de Futebol Americano Juvenil. Pra vocês terem uma idéia, o cara mais velho aqui tinha 17 anos! E mesmo assim, esses guris faziam um som do capiroto mesmo, com um vocal muito louco e gritado, guitarras pesadíssimas, extremamente rápidas (devia ser muita punheta pra eles conseguirem chegar nessa velocidade), baixo também muito rápido e bem sujo, e uma bateria incansável, que não para UM SÓ INSTANTE. Esse baterista devia ser movido à duracel ou devia cheirar várias carreirinhas antes de tocar pra ficar nesse pique.

"Convicted" é o primeiro e mais clássico disco dos caras, e é realmente um marco na história do Crossover e do Hardcore. Pra vocês terem uma idéia, muitas bandas como o Napalm Death por exemplo, se inspiraram no som desses doentes pra fazer o som que hoje chamamos de grindcore.

Destaques para "M.A.D.", "Lowlife", "Rest in Pain", "Rage to Kill", "Nuclear Future", "State Control" e "Reich of Torture". Se você quiser pirar muito e sair por aí quebrando tudo e dando mosh em todos os lugares possíveis e impossíveis, "Convicted" é o disco perfeito!

PS: Essa versão do disco é a remasterizada, com a demo "Life in a Grave" de 1985 e umas faixas ao vivo de bônus.

1. M.A.D.
2. Little World
3. Sudden Death
4. Lowlife
5. Rage to Kill
6. Rest In Pain
7. Nuclear Future
8. State Control
9. Hypocrite
10. War to the Knife
11. Nation of Hate
12. Black and White
13. Reich of Torture
14. Convicted
15. Flesh Of The Wench (Demo)
16. Necessity Supreme (Demo)
17. Life in a Grave (Demo)
18. War to the Knife (Demo)
19. Rest in Pain (Demo)
20. Positively (Live)
21. Black and White (Live)
22. Lowlife (Live)

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Maurício Knevitz

domingo, 5 de setembro de 2010

D.R.I. - Thrash Zone [1989]


Andei acompanhando os posts do meu amigo mauye (leia-se Maurício Knevitz) e me vi instigado para seguir os mesmos passos, sendo assim aqui está um dos melhores (se não o melhor na opinião de muitos) disco no que tange o estilo crossover!

Nas vidas passadas do blog os posts da banda eram recebidos com comprimentos calorosos, também não é pra menos, uma banda que serviu de referência para inúmeros grupos, como por exemplo o Slayer não deve ser qualquer coisa. Se você é chegado em um som para correr de skate por ae, com a aba do boné pra cima e aquela camiseta velha do Suicidal Tendencies, pode relaxar, porque você vai se sentir em casa.

Eu considero que esse albúm foi decisivo para a banda, vindos do explosão que o disco ''Crossover'' (nome sugestivo não...), causou no meio musical da época, tudo que eles precisavam era um disco como o ''Thrash Zone'', fazendo com que o grupo carimbasse por definitivo a sua passagem para os grandes espetáculos. Percebe-se que toda a criatividade e habilidade dos membros foi posta a prova, com riffs, solos, e uma pegada que tinha algo diferente de todas as outras bandas que assim como um caminhão cheio de japonês, eram todas iguais.

Uma coisa que vale a pena ser notada nas músicas, são as letras, que abordam assuntos que vão desde política até o dia-a-dia de pessoas comuns, como por exemplo na faixa ''Beneath The Wheel'', com seu clipe que retrata a ''opressão'' da escola sobre um garoto fora dos padrões da sociedade, e a música ''Gun Control'', que com a sua introdução no mínimo inesperada, faz uma crítica ferrenha ao descontrole em relação ao porte de armas de fogo.

As músicas em si possuem as doses certas de pancadaria punk misturada com aquela levada tradicional do thrash, o que nos proporciona uma audição mágica! 43 minutos de pura qualidade, distribuídos em 12 faixas que em nenhum momento nos faz ter aquela breve vontade de passar para a próxima música, e eu aposto que da mesma maneira que eu ouço esse disco repetidas vezes sem parar, você também vai se entregar aos prazeres do mosh.

1 - Thrashard
2 - Beneath The Wheel
3 - Enemy Within
4 - Strategy
5 - Gun Control
6 - Kill The Words
7 - Drown You Out
8 - The Trade
9 - Standing In Line
10 - Give A Hoot
11 - Worker Bee
12 - Abduction

Formação:
Kurt Brecht - vocal
Spike Cassidy - guitarras
John Menor - baixo
Felix Griffin - baquetas



sueco

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Suicidal Tendencies - Suicidal Tendencies [1983]

Inaugurando a sessão crossover thrash, venho hoje postar o primeiro disco do Suicidal Tendencies, uma de minhas bandas preferidas.

A história do Suicidal começa no início dos anos 80, quando Mike Muir (o "cabeça" do Suicidal, digamos) e mais 3 carinhas, Louiche Mayorga, Grant Estes e Amery Smith, todos de origem latina e habitantes de Venice, decidiram formar uma banda. Tinham um visual diferente, inspirados na cultura latina e negra.

Com o tempo, a banda começou a atrair um público, basicamente composto por punks e skatistas.

Como o Suicidal tinha certas ligações com algumas gangues (e também por todos os integrantes terem origem latina), a polícia estava sempre na cola da banda, principalmente nos shows, que costumavam sempre acabar em pancadaria.

Após o lançamento desse álbum, em 1983, começaram uma tour pelos EUA. Como eles não tinham quase dinheiro algum, fizeram muitos shows de graça, ou por troca de alguns centavos. E também, o PMRC (Parental Music Resource, espécie de censura americana às canções), iniciou uma perseguição ao grupo, alegando que o nome, a postura e as músicas da banda eram ofensivas. A polêmica atraiu mais fãs, mas, a justiça conseguiu proibir o Suicidal de fazer qualquer tipo de apresentação ou de gravar algo durando 5 anos. A gravadora da banda interveio, e negociou para encurtar o prazo para 2 anos apenas.

Após o recesso a banda grava o "Join in the Army"...Mas bem, isso é história pra outro post. Agora, falando do álbum em si: em minha opinião é o melhor do Suicidal, total porrada, insano, com letras muito críticas e bem pesadas pra época, tanto que deu todo esse rolo de eles ficarem proibidos de tocar por 2 anos...

O som é totalmente agressivo, hardcore/crossover na mais pura essência, sem viadagens ou frescurites! Meus destaques vão para "Suicide's An Alternative/You'll Be Sorry", "Two Sided Politics", Institutionalized" (que tem em algum Guitar Hero por ae e é provavelmente o maior hit da banda, e tem também um clipe muito louco), "Memories of Tomorrow", "I Saw Your Mommy" e "Suicidal Failure".

Se você gosta de tomar tapa na orelha e ainda não tem esse álbum, não perca tempo e baixe agora!

1. Suicide's an Alternative / You'll Be Sorry
2. Two Sided Politics
3. I Shot the Devil
4. Subliminal
5. Won't Fall in Love Today
6. Institutionalized
7. Memories of Tomorrow
8. Possessed
9. I Saw Your Mommy...
10. Fascist Pig
11. I Want More
12. Suicidal Failure

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(1000 tretas e 1000 cycos)