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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Disfear - Live The Storm [2008]



Eu descobri o Disfear há pouco, juntamente com o chamado Crust Punk, que nada mais é do que a mistura do Hardcore com elementos do Heavy Metal. Com essas características, não é de impressionar que a formação da banda conte com um nome conhecido na cena metálica, e este seria o de Uffe Cederlund, membro do Entombed. O resultado, como disse Dragztripztar quando postou o ótimo Misanthropic Generation, é brutal.

Live The Storm é o último full length da banda até o momento e continua com o bom trabalho. Porém, se formos comparar o que é feito aqui com o seu antecessor de 2003, veremos que o Hardcore é que passou a ditar as regras. A influência do Thrash foi quase eliminada por completo, dando espaço para dez porradas desenfreadas, que transpiram raiva e transbordam energia. O grande destaque fica para o vocalista Tomas Lindberg, com seus guturais poderosos. Some isso a ótima produção e temos aqui um dos grandes lançamentos do século passado.

Apesar de não haver muita variação entre uma música e outra, a criatividade, o talento de cada integrante do quarteto e, também a originalidade, são tamanhas. Em um estilo em que já não há muito espaço para inovações ou experimentalismos, o Disfear consegue imprimir ao seu som sua própria marca, espancando seus instrumentos e fazendo a alegria dos porradeiros de plantão.



Recomendado para quem quer ouvir um som sem inovações ou exageros. Aqui está a simplicidade em sua forma mais bruta. Nada de mil notas fritadas à velocidade da luz. Levantando essa bandeira temos as ótimas "Deadweight", "Get It Off", "In Exodus" e a longa "Phantom", entre outras. Diversão garantida!


Tomas Lindberg - vocals
Uffe Cederlund - guitars
Marcus Andersson - drums
Björn Peterson - guitars

01. Get It Off
02. Fiery Father
03. Deadweight
04. The Cage
05. The Furnace
06. Live The Storm
07. Testament
08. In Exodus
09. Maps of War
10. Phantom

Por Gabriel

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Impaled Nazarene - All That You Fear [2003]


O Impaled Nazarene, assim como outros grupos de Black Metal que levam seu trabalho a sério, resolveu se desvincular, ao longo do tempo, da cena que lhe originou. Devido aos imbecis que se disseminam como uma epidemia nesse movimento, o Impaled procurou se desviar o máximo possível tanto dos fãs quanto das outras bandas do gênero, dado a grande quantidade de palhaços que passaram a existir nesse meio. Ou seja, o Impaled Nazarene é uma banda de Black Metal anti-Black Metal. Tanto que detestam serem rotulados de Black Metal, e admitem fazer "Nuclear Metal".

O grupo também resolveu se desligar da imagem corriqueira e deixaram de usar corpse-paint, bem como passaram a acrescentar uma enorme influência de Crust Punk em seu som. Sem contar que os integrantes, há um bom tempo, começaram a se envolver com grupos de Thrash Metal, Death Metal, Gothic Metal, Punk Rock e Industrial Rock. Dentro de todos esses sinais de amadurecimento, os finlandeses cresceram como um turbilhão, deixando pra trás os noruegueses estagnados, que renderam tanto ódio ao vocalista Mika Luttinen, devido às atitudes infantis, covardes e pseudo-satanistas no começo dos anos 90.


Nesse oitavo álbum de estúdio, as diatribes usando a imagem do bode continuam presentes, mantendo a maior tradição da banda. As letras, dessa vez, não abordam mais perversões sexuais como era de costume, e focam em temas bélicos e satanismo com muito humor negro. All That You Fear também revela a evolução em termos de criação, execução e técnica que os caras sofreram desde que Alexi Laiho saiu para se dedicar somente ao Children of Bodom, pois o mesmo nunca contribuiu de forma significante em sua passagem pelo conjunto. Tuomio, o substituto vindo de um grupo de Thrash Metal, foi determinante para deixar a sonoridade ainda mais intensa.

A única música cantada em finlandês abre o trabalho mostrando um Grindcore com o vocal de Mika melhor adequado a proposta; mais agressivo e menos esganiçado. E a mistura de Crust Punk e Black Metal é levada a perfeição em "Armageddon Death Squad". Letra e instrumental completamente intransigentes formando um dos maiores clássicos da banda. Depois de duas músicas fulminantes, "The Endless War" vem com temas de guitarras voltados ao Folk/Viking Metal e solos matadores de Tuomio. "Curse of the Dead Medusa" começa como um típico Grindcore e ao decorrer surge um tema de guitarra à la Satyricon dos tempos de Mother North e riffs quebrados seguidos por um solo cortando o som como uma serra elétrica.



A cadenciada "Suffer in Silence" é dedicada ao ex-guitarrista e apoia a decisão do mesmo de tirar sua própria vida (mas até hoje não foi provado se Somnium se jogou ou caiu da ponte). Enquanto a primeira metade do álbum apresenta o Black Metal misturado ao Crust Punk e Grindcore, a outra parte do disco relembra os velhos tempos com altas doses de Thrash Metal. "Halo of Flies" segue a linha tétrica do Black Metal do início de carreira e "Recreate Thru Hate" é um Black Metal à meio-tempo que recorda a fase transitória dos álbuns Latex Cult e Rapture. Já "Goat Seeds Doom" é, basicamente, uma composição de Thrash Metal com vocais rasgados. E em "Even More Pain" o Thrash surge misturado ao Grindcore, ao passo que "Tribulation Hell" mistura Thrash e Crust Punk.

Assim como as outras bandas de Black Metal que eu trouxe, essa daqui é mais uma que apresenta um trabalho bem diferente do que se convencionou rotular. Exemplo de amadurecimento e seriedade. Tanto que possuem um enorme respeito fora da cena Black Metal. E são tão pouco atraentes aos "cybers diabólicos". Uma série de riffs viscerais, quebradas de tempo descomunais e uma execução impecável - que pode ser deduzida pela bagagem dos caras - é o que temos em All That You Fear. Para os visitantes que se interessam por Metal Extremo, aqui está Black Metal, Thrash Metal, Crust Punk e Grindcore incorporados no mesmo disco e com o primor que apenas o Impaled Nazarene oferece.

01- Kohta Ei Naura Enää Jeesuskaan
02- Armageddon Death Squad
03- The Endless War
04- The Maggot Crusher
05- Curse of the Dead Medusa
06- Suffer in Silence
07- Halo of Flies
08- Recreate Thru Hate
09- Goat Seeds of Doom
10- Even More Pain
11- Tribulation Hell
12- Urgent Need to Kill
13- All That You Fear

Sluti666 - vocals
Tuomio - lead guitar
Onraj 9 mm - rhythm guitar
Arc v 666 - bass
Repe Misanthrope - drums

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Dragztripztar

domingo, 31 de outubro de 2010

Disfear - Misanthropic Generation [2003]


Qual resultado é formado a partir da entrada de dois músicos da cena do Death Metal em uma banda de Hardcore/Punk Rock? É exatamente o que se encontra aqui nesse quinto disco do Disfear, um som desesperador e violento, que leva a brutalidade às últimas consequências. Desiludido com o Entombed, que queria retornar a fazer o Death Metal que o consagrou e deixar de lado os flertes latentes com o Stoner, Hardcore e Alternativo que era o que sempre o mantinha empolgado com a banda, o guitarrista Uffe Cederlund resolveu aceitar o convite para entrar no Disfear, ainda mantendo as atividades paralelas com o Entombed até não conseguir mais tirar a idéia de LG Petrov e Alex Hellid que já estavam determinados em voltar às raízes.

Daí para a efetivação do vocalista Tomas Lindberg (At The Gates) foi algo muito natural, visto que o mesmo havia se aproximado do Punk há algum tempo, formando a banda de Crust Punk Skitsystem, além do supergrupo de Grindcore Lock Up. Somando à isso, ainda houve a troca de baterista, com a entrada de Marcus Andersson a banda adquiriu uma pegada mais próxima do Thrash Metal. Todas essas mudanças, somado ao tempo de trabalho em cima das composições e lançamento de "Misanthropic Generation" custou uma demora de sete anos, e posso afirmar categoricamente que isso só contribuiu para o disco sair impecável. Com uma sonoridade ainda mais extrema, esse álbum tornou o Disfear uma banda de Crust Punk, que é basicamente Punk e Hardcore fundido ao Metal Extremo.

Em um estilo já completamente explorado e sem espaços para experimentações, o Disfear conseguiu gravar um disco arregaçador, sem inovações, mas com uma proposta muito bem polida dentro do que eles se propõem e contando com uma produção que consegue deixar o som sujo na medida, sem parecer uma demo velha gravada em algum porão (como parece ter sido gravado seus discos anteriores que possuem gravações tosquíssimas). Aqui a podridão é digna de manter o respeito dentro da música extrema, mostrando que quem sabe e domina o estilo consegue produzir um som muito agressivo de qualidade, sem parecer uma exibição gratuita de violência sonora. Um disco feito para humilhar quem entra nesse meio achando que pra fazer Metal Extremo basta fazer música alta e desenfreada.




Logicamente, "Misanthropic Generation" é pra ser apreciado enchendo a cara, soltando bufas, arrotando e cuspindo, e sem provocar discussões de termos técnicos e complexidade musical. O que não te impede de escutar essa obra-prima sentado aí em frente o pc com essa cara de bundão. Pelo título do disco e das músicas, já se percebe que a intenção da banda é mandar a humanidade pro quinto dos infernos, não literalmente, claro, mas uma forma ávida de se expressar contra tanta hipocrisia, falsidade, valores deturpados, juventude sem propósito, ou seja, exprimir o ódio contra tudo àquilo que é detestável, coisa que todo amante do Rock deveria fazer, e não músicas escritas como vivessem em um mundo paralelo, lindo e colorido, o que é completamente repudiante e que tá contribuindo cada vez mais pra tornar o mundo uma esfera sem solução e caminhando literalmente para o fim, não por previsões arcaicas, mas pelas suas próprias atitudes.

As músicas desse álbum além de incitar essas reflexões ainda te proporciona momentos agradáveis por meio de uma intolerância lírica que causa uma conscientização e uma sonoridade condizente às suas manifestações. E esse é meu post especial de Halloween. Aí você se pergunta: "sim, o que isso tem a ver com o Halloween". Pois eu já respondi, esse disco abre tua mente pra isso, essa merda que o mundo se tornou não tem mais espaço pra fantasia e festinhas inúteis que só trazem uma abstrata distração momentânea, e que devemos nos adaptar e encarar o que nos cerca, que é essa sociedade imunda e degenerada.

Então, em vez de ficar querendo se americanizar por meio dessa porcaria de tradição cultural, procura escutar uma música de qualidade e com letras que vão te fazer enxergar o verdadeiro mundo. Além disso tudo, esse é um dos melhores trabalhos de música extrema que eu escutei nos últimos tempos, mas essa predileção pessoal é insignificante perto da força ideológica que esse cd possui.

01 - Powerload
02 - An Arrogant Breed
03 - Misanthropic Generation
04 - Rat Race
05 - The Final of Chapters
06 - Never Gonna Die
07 - Demons, Demons, Demons
08 - 26 Years of Nothing
09 - A Thousand Reasons
10 - The Horns
11 - Dead End Lives
12 - Desperation

Tomas Lindberg - Vocals
Uffe Cederlund - Guitar
Björn Peterson - Guitar
Henke Frykman - Bass
Marcus Andersson - Drums

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Dragztripztar

Aproveitem o Halloween para queimar uma bruxa (/piadinha política)