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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Napalm Death - Time Waits For No Slave [2009]


O Napalm Death mudou muito desde o lançamento do seminal "Scum" até agora.

O que é justificável e até mesmo óbvio. A revolta juvenil de poucos acordes deu lugar à algo mais concreto e muito mais bem feito. Há também a questão da produção, que passa a ser assinada por gente profissional do ramo. "Time Waits For No Slave" é o último lançamento dos ingleses até então, e impressiona.

O antecessor "Smear Campaign" foi o primeiro disco que ouvi da banda, e ficou marcado até hoje. E "Time Waits For No Slave" repete a receita apresentada no full de 2006, que é simplesmente Grindcore brutal com doses cavalares de Death Metal. Perfeito para uma destruição em massa!

Os cinquenta e nove minutos de audição mostram que eles não perderam a mão para compor músicas que entrarão (se é que já não entraram) no time dos clássicos indispensáveis nos shows. A banda está em uma de suas melhores formações (Greenway é, na minha opinião, o melhor vocalista que já passou pela banda), competentíssima, eficiente e pesada como deve ser. Coisa para porradeiro nenhum botar defeito!



São 14 faixas, com vários momentos dignos de se citar. "Strong-Arm" é paulada no crânio, enquanto a faixa-título tem momentos melódicos muito bem colocados. "On The Brink Of Extiction" é uma das melhores de todo o registro, e já tem cara de hino. "Procrastination On The Empty Vessel" mostra uma faceta mais moderna misturada à influência do Death Metal.

Mais menções às diretas e retas "Diktat", "Work To Rule", "Feeling Redundant", "Downbeat Clique" e "A No-Sided Argument". Detalhe também para as duas bonus tracks que vieram na edição Digipack da pepita, "Suppressed Hunger" (fantástica!) e "
Onmipresent Knife In Your Back", e que estão adicionadas ao arquivo que disponibilizo.

Sem mais. Baixe e destrua sua casa!



Mark "Barney" Greenway - vocais
Shane Embury - baixo
Mitch Harris - guitarra
Danny Herrera - bateria

01. Strong-Arm
02. Diktat
03. Work To Rule
04. On The Brink Of Extiction
05. Time Waits For No Slave
06. Life And Limb
07. Downbeat Clique
08. Fallacy Dominion
09. Passive Tense
10. Larceny Of The Heart
11. Procrastination On The Empty Vessel
12. Feeling Redundant
13. A No-Sided Argument
14. De-Evolution Ad Nauseum
15. Suppressed Hunger (Digipack bonus track)
16. Onmipresent Knife In Your Back (Digipak bonus track)

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Krisiun - Bloodshed [2004]


A história do Krisiun já foi contada por aqui. Os gaúchos batalharam muito até chegarem ao status que hoje têm (mesmo não sendo tudo o que pregam por aí). E isso se deve à evolução pela qual cada membro passou, instrumentalmente falando. Uma forma de notar essa evolução é ouvindo Bloodshed, uma coletânea lançada em 2004 e que acaba sendo muito mais do que um mero caça-níquel da gravadora.

Além da presença das quatro músicas do mini-cd Unmerciful Order (1993), seu grande atrativo é a presença de oito faixas inéditas, gravadas em 2004. Ah, a produção foi totalmente analógica; sendo assim, você, que não suporta Pro Tools e derivados, pode baixar sem medo.

"Slain Fate" já é capaz de denunciar que o Krisiun não está tão rápido como antes, e, sim, bem mais técnico. A paulada de a
bertura é bem cadenciada, onde o destaque inevitável vai para o monstro da bateria Max Kolesne. Por outro lado, "Ominous" traz o velho Krisiun dos clássicos Black Force Domain e Apocalyptic Revelation, pregando a velocidade. A maravilhosa "Servant Of Emptiness" é outro exemplar de uma composição pesada e cadenciada, com Max mostrando mais do que sua característica rapidez.



Tanto "Eons" quanto "Voodoo" são instrumentais diferentes do costumeiro, mas nem por isso deslocados. Uma vertente mais experimental e viajante é experimentada na primeira, enquanto a segunda beira o melódico.

A capa do EP

"They Call Me Death" é a primeira faixa de Unmerciful Order e possui uma notável diferença do restante do álbum, o que é compreensível, visto que o mini-cd foi um dos primeiros registros do trio e não conta lá com uma boa produção. Mas isso acaba nem tendo importância; o negócio é paulada na mente! Mais destaques com as clássicas "Unmerciful Order" e "Infected Core".

Uma das bandas com mais poderio mostrando o porquê de ser tão conceituada (mesmo que seja com exagero, como eu disse no início desse texto). Obrigatório!

Alex Camargo - baixo, vocais
Moyses Kolesne - guitarras
Max Kolesne - bateria

01. Slain Fate
02. Ominous
03. Servant Of Emptiness
04. Eons
05. Hateful Nature
06. Visions Beyond
07. Voodoo
08. They Call Me Death
09. Unmerciful Order
10. Crosses Toward Hell
11. Infected Core
12. Outro / "MMIV"

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Opeth - Watershed [2008]


O Opeth vem se mostrando cada vez mais como uma das bandas mais criativas do cenário metálico, principalmente através do seu mais recente lançamento, "Heritage", de que gostei muito. Com uma carreira já sólida na bagagem (o primeiro disco dos suecos, "Orchid", é de 1994), a sonoridade praticada pelo quarteto é algo irrotulável porque as influências são vastas, e vão desde o Hard Rock setentista à Música Erudita.

Esssa variedade de influências musicais faz do som do Opeth algo inexplicavelmente genial e inesperado. E "Watershed", primeiro com o baterista Martin Axenrot, demonstra isso muito bem, com alternâncias entre a velocidade e brutalidade do Death Metal e a calmaria do Folk Metal. O resultado é de uma qualidade acima da média.

A acústica "Coil" é uma das mais simples do registro. Mikael
Åkerfeldt (que também toca violão na faixa) divide os microfones com a agradável Nathalie Lorichs enquanto violinos criam uma atmosfera extremamente melódica e viciante. Já em "Heir Apparent" a paulada corre solta e pela primeira vez no disco Mikael faz uso de guturais; isso apenas na primeira parte da composição. Em "The Lotus Eater", ele mostra sua versatilidade vocal.



"Burden" e "Porcelain Heart" possuem uma melodia bonita e são duas das minhas prediletas. A mistura de violões com guitarras em "Hessian Peel" é notável por criar um contraste belíssimo. "Hex Omega" segue a receita experimental do grupo e encerra com chave de ouro um dos melhores trabalhos dos anos 2000.

Recomendado para quem quer experimentar coisas novas e diferentes. O talento de
Åkerfeldt e seus companheiros, para mim, é inegável; confira você mesmo.



Mikael Åkerfeldt - vocais, guitarras, violões
Fredrik Åkesson - guitarras
Martin Mendez - baixo
Martin Axenrot - bateria

Músicos adicionais:
Per Wiberg - Mellotron, Hammond, piano
Nathalie Lorichs - vocais em "Coil"
Karin Svensson - violino
Andreas Tengberg - cello
Christoffer Wadenstein - flauta

1. Coil
2. Heir Apparent
3. The Lotus Eater
4. Burden
5. Porcelain Heart
6. Hessian Peel
7. Hex Omega

Por Gabriel

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Death - Symbolic [1995]



Penso que, em se tratando de Death, apresentações são totalmente desnecessárias. Uma das mais renomadas bandas do Death Metal, que revolucionou o jeito de fazer Música Extrema (isso por conta do clássico Scream Bloody Gore, de 1987): da forma mais brutal o possível. Depois, surgiriam outros subgêneros, mas poucos conseguiram igualar-se à violência do tipo de música praticamente criado por Chuck Schuldiner (R.I.P).

A década de 90 chegou, e àquela altura o Death já era um veterano. Haviam se passado muitos anos desde sua formação, que ocorreu no início dos anos 80, e muitas trocas na formação aconteceram também, mas tendo sempre Schuldiner como centro. Para quem achou que a banda estava desgastada devido a isso, veio o clássico Symbolic em 1995, mostrando uma banda tão violenta como antes.

Mas nem tudo é igual por aqui, vale ressaltar. A pegada e a brutalidade estão intactas, a habilidade dos músicos ainda é inquestionável, mas há características mais modernas em diversas faixas. As composições ficaram mais cadenciadas e a técnica foi elevada ao máximo, criando um dos marcos mais importantes do Metal Extremo.




Symbolic é considerado por muitos como um dos melhores discos da Música Pesada, e não é pra menos. Para quem já está acostumado com o som do Death, essa é uma obra de sua discografia que não deve ser ignorado. A técnica refinada e as mudanças rítmicas muito bem encaixadas são duas das características mais notáveis do play, demonstrando o talento dessa formação.

A faixa-título abre os trabalhos com um riff quase apocalíptico, andamento cadenciado e os tradicionais guturais de Schuldiner. "Zero Tolerance" apresenta guitarras um pouco mais melódicas, por vezes lembrando o Metal Progressivo. "Empty Words" tem introdução tranquila para segundos depois descambar em um Death Metal transpirando fúria e criatividade. As guitarras de Bobby Koelble e Chuck Schuldiner se combinam de forma magnífica, criando um trabalho que dificilmente será superado. "Sacred Serenity" tem um solo belíssimo, e abre alas para a acelerada "1,000 Eyes", onde Gene Hoglan abusa dos pedais duplos.



"Without Judgement" tem um riff maravilhoso; e dá-lhe Gene Hoglan! O desempenho do cara por aqui é coisa de outro mundo e a combinação de todos os instrumentistas imprime ao disco uma qualidade monstra. "Misanthrope" acabará com os ouvidos dos mais desavisados e o encerramento com a épica "Perennial Quest" agradará os que gostam de boas doses de técnica.

Só uma palavra define tudo o que eu disse até aqui: CLÁSSICO, simplesmente. Obrigatório na prateleira, seja ela digital ou física, de qualquer headbanger que se preze.


Chuck Schuldiner - guitarras, vocais
Kelly Conlon - baixo
Bobby Koelble - guitarra
Gene Hoglan - bateria

1. Symbolic
2. Zero Tolerance
3. Empty Words
4. Sacred Serenity
5. 1,000 Eyes
6. Without Judgement
7. Crystal Mountain
8. Misanthrope
9. Perennial Quest

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Por Gabriel


domingo, 13 de março de 2011

Children of Bodom – Are You Dead Yet? [2005]


Há muito queria escrever sobre o Children of Bodom. Quando ouvi o som do grupo pela primeira vez achei ruim, tosco, uma gritaria. Isso foi aproximadamente em 1999. O tempo passou e nós evoluímos, eu como ouvinte e o Children como banda. Me impressiona como eles conseguem produzir sons cada vez melhores a cada novo lançamento. São músicas rápidas, com climas interessantes e vocais que, diferentemente do que eu achava antes, acabam encaixando perfeitamente no contexto proposto.

O Children of Bodom foi formado no ano de 1993 em Espoo, Finlândia, pelo guitarrista, vocalista, compositor, líder e cabeça Alexi “Wildchild” Laiho. O nome da banda é uma referência ao Lago Bodom, na cidade de Espoo, onde ocorreu uma série de assassinatos no ano de 1960. Quatro adolescentes acampavam na margem do lago. Três foram brutalmente assassinados a facadas por um desconhecido entre 4 e 6 horas da madrugada. O quarto sobreviveu, mas foi espancado e teve diversas fraturas. Foi considerado suspeito dos crimes em 2005 e absolvido pela corte distrital. Uau, que história!

Quanto à banda, começou com um heavy agressivo mas que não tinha, aparentemente, nenhum potencial para se tornar distinto de todo o resto que vagava pelo cenário. Foi em Are You Dead Yet?, postagem de hoje, que resolveram investir em riffs mais diretos e secos, deixando as invencionices guitarrísticas de Mr. Laiho para momento específicos da música. Antes, ele passava enchendo o saco com suas piruetas do começo ao fim de cada música, o que tornava o som bastante cansativo.

Talvez a entrada do guitarrista Roope Latvala em 2003 tenha ajudado a moldar o novo estilo. O único músico remanescente da formação original é o baterista Jaska Raatikainen, pois baixo e teclados também alternaram nas mãos de outros instrumentistas com o passar dos anos. O fato é que a química da banda mudou, e esse foi o primeiro disco de estúdio com essa formação, que tornou-se constante a partir desse trabalho, permanecendo até hoje. Química que fez com que a banda passasse e figurar entre as minhas preferidas das que surgiram na cena metal neste milênio.


Pensando bem, lembra um pouco Britney Spears... oops

Living Dead Beat abre o play mostrando que as coisas haviam mudado. Temos um som coeso, com uma produção que privilegiou o trabalho em grupo, e não apenas os destaques spotlights de Mr. Laiho. Eu diria que até dá para cantar junto o refrão, se você tiver bebido o suficiente. A segunda é Are You Dead Yet?, que teve um videoclipe de divulgação muito legal, com a história de um policial corrupto e seus cúmplices. A música é, na minha opinião, excelente. Confira o vídeo abaixo.



Bastards of Bodom conta a história do Lago Bodom, e o refrão é simples assim:

“don't need a reason and I wont tell you why
just take you to hell by the edge of my scythe!”

Para completar, uma versão insana de Oops, I Did It Again, da Britney Spears, que é, no mínimo, hilária. Mostra que os caras são sérios naquilo que fazem mas mantém o senso de humor, coisa rara hoje em dia. Lembro que a Helloween da fase Keeper era cheia de humor, com barulhos incidentais nas gravações e climas engraçados. Da mesma maneira o Iron Maiden trazia brincadeiras em suas capas com temas malévolos e satânicos. Sinto falta desse senso de humor nas bandas de hoje, que tentam se levar a sério demais, esquecendo por vezes que o rock’n’roll foi criado por pessoas que não tinham muita sobriedade...



Esse disco proporcionou à banda uma mega turnê ao lado de Slayer e Lamb of God, mostrando ao mundo que o Children of Bodom veio para ficar. E, a julgar pelo último lançamento, Relentless Reckless Forever, eles estão ficando cada vez melhores.

Vida longa às crianças do Lago Bodom.

Track List

1. Living Dead Beat
2. Are You Dead Yet?
3. If You Want Peace... Prepare For War
4. Punch Me I Bleed
5. In Your Face
6. Next In Line
7. Bastards Of Bodom
8. Trashed, Lost & Strungout
9. We're Not Gonna Fall
10. Oops! I Did It Again (bonus)

Alexi Laiho (vocais, guitarras)
Roope Ukk Latvala (guitarras)
Janne Jameson Warman (teclados)
Henkka T Blacksmith (baixo)
Jaska Raatikainen (bateria)

As crianças. Nils Gustafsson, o sobrevivente, está no meio à direita.

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Por Zorreiro

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Mortaes - Obsessive Visions [2007]


No exterior, principalmente no eixo europeu, é muito comum nos depararmos com centenas de músicos e produtores que se envolvem com as mais diversas vertentes musicais, do extremo ao eletrônico, do mainstream ao underground. Mas é óbvio que num país onde o radicalismo e o fanatismo imperam, imaginar esse entrelaçamento de gêneros é algo quase ilusório. Pra não dizer que é completamente ilusório com uma ou outra exceção. E um dos raros momentos, em solo tupiniquim, de junções das variadas expressões musicais se encontra aqui no debut do Mortaes.

Originado em Brasília, este grupo apresenta uma proposta muito ousada ao reunir representantes de várias vertentes, tais como Heavy Metal (Fabrício Moraes, Gustavo Vieira e Kayo John - Dark Avenger), Thrash Metal (Robson Aldeoli - Abhorrent), Prog Metal (Marcelo Barbosa e Alírio Neto - Khallice), Hard Rock (Edu Ardanuy - Dr. Sin) e Black Metal (Hecate - Miasthenia). Mais atraente do que esses nomes é a sonoridade. Pois o mentor do projeto, Fabrício Moraes, desenvolveu músicas altamente técnicas com arranjos variantes e uma versatilidade que surpreende ao abranger Death Metal e Thrash Metal na mesma intensidade, com forte influência de Heavy Metal (nos solos) e toques de Black Metal (no uso dos teclados).


Além de toda esta polivalência, Moraes obteve uma uniformidade incrível, fazendo com que os estilos abordados se integrem e em nenhum momento soe retalhado. Não é uma tentativa desesperada de chamar a atenção, visto que o mesmo tem capacidade de sobra para criar uma coesão no contexto apresentado. Quanto às participações, surge outro fator interessante, pois alguns modificaram suas características. A vocalista Hecate, por exemplo, em sua aparição na abertura com "Struggling Endlessly", se utiliza de vocais mais assombrosos e drivados, diferente da voz rasgada e esganiçada que faz com sua banda.

Também há de se destacar as atordoantes mudanças de tempo e contínuas sucessões de riffs extremamente bem elaboradas em uma única música. Como é sedimentado em "Evangelize", que passeia pelo Death, Thrash e Heavy, e caminhando pro final surge um solo matador do Edu Ardanuy. As metamorfoses estilísticas continuam em "Love???", onde o Thrash faz a base, os vocais nas estrofes são voltados ao Death/Black e o refrão é puro Heavy Metal. Sem contar o instrumental que é cortado por virtuosismos a todo instante. A mais Heavy Metal de todas, "Being Born", apresenta os vocais fortes de Alírio Neto, que nos momentos mais agudos lembra muito Rob Halford. E o virtuosismo novamente dá as caras com fills e solos inseridos com extremo bom gosto, combinando perfeitamente com as passagens lentas, mas que logo cai no mais puro Thrash!


Robson Aldeoli canta "On the Road", que se inicia com riffs quebrados sucumbidos pelos teclados fúnebres, resultando em um Thrash Metal com clima dark. E quando pensamos que toda essa volubilidade Death-Heavy-Black-Thrash-crueza-atmosfera-melodia-virtuosismo-feeling se encaixando já seria o bastante, é aí que Moraes novamente surpreende. O instrumental "Nostalgic Sounds" é algo indescritível. O feeling que essa música transmite é absurdo. Transpira inspiração ao longo dos seus quase seis minutos, sem nenhum segundo desperdiçado com exibicionismo ou fritação.

Portento como poucos no Brasil, só o que falta para Fabrício se consolidar como um dos melhores guitarristas do cenário nacional é ter uma regularidade de lançamentos mantendo o mesmo nível. Infelizmente, não depende só disso, pois o país é escasso de apoio, mas se tiver uma constância de materiais no mercado com essa competência, certamente, irá se destacar no underground e talvez surjam melhores condições e oportunidades para espalhar seus trabalhos mundo afora. Os resultados, porém, já começam a aparecer, visto que a banda fez uma tour nacional e o disco, à princípio lançado de forma independente, foi reprensado pela Die Hard Records em 2008. Além de já ser tido por muitos fãs e críticos especializados como o "álbum mais original do Metal brasileiro".

01 Struggling Endlessly
02 Evangelize
03 Love???
04 One Slip
05 Ghost Melody (instrumental)
06 Being Born
07 On the Road
08 Warm Season (instrumental)
09 Nostalgic Sounds (instrumental)
10 Ritual of Life

Hecate - vocal on 1
Caio Duarte - vocal on 2
Alírio Neto - vocals on 3, 6
Hoanna Aragão - vocal on 4
Robson Aldeoli - vocal on 7
Cláudia Duarte - vocal on 10

Fabrício Moraes - guitar & vocals on 3, 4, 6, 10
Gustavo Vieira - bass
Kayo John - drums
Mariana Ponte - keyboards

Maurício Bastos - bass on 10
Daniel Moscardini - drums on 10
Edu Ardanuy - main guitar solo on 2
Marcelo Barbosa - main guitar solo on 6

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Dragztripztar

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Murder Rape - Celebration of Supreme Evil [1994]


Quando se fala em Murder Rape antes de vislumbrar qualquer coisa relacionada ao som geralmente surge gente pra espalhar fofocas, boatos, especulações, etc. Mesmo com a vida pessoal dos integrantes parecendo mais interessante para algumas pessoas, o Murder Rape consegue transpor tudo isso com o que realmente importa: sua música. Os curitibanos são um dos maiores expoentes do Black Metal Nacional, a primeira banda brasileira do estilo a excursionar pela Europa e, talvez, o mais notável representante pós-Sarcófago.

Por mais que o visual da banda sugira o famigerado Black Metal, durante a carreira do grupo o estilo que se transparece menos exaltado é o Black Metal como é conhecido superficialmente, e esse disco que estou trazendo exemplifica isso. O embaraço quanto ao rótulo pode ser explicado tomando como exemplo que o gênero é visto como algo voltado somente à sonoridade de grupos como Mayhem, Gorgoroth, Dark Funeral e afins, quando se pratica em países fora do eixo nórdico algo totalmente fora dos padrões dessas bandas. Logo, quem se fecha dessa forma acaba cometendo ignorâncias quando quer taxar algumas bandas, como o Murder Rape, no caso. Celebration of Supreme Evil é tido como um disco de Death Metal pelos leigos, simplesmente por não parecer com Gorgoroth, Mayhem & Cia.


Os traços do Death Metal sueco e de bandas como Venom, Celtic Frost e Hellhammer é notável nesse debut, mas a influência do Black Metal grego, principalmente do Varathron, é maior do que essas outras influências. O fato de Sabatan cantar o disco inteiro com vocais guturais não implica que se trata de Death Metal, pois o próprio Varathron, Mystifier e alguns outros conjuntos de Black Metal optam por esse tipo de vocal. Acima de tudo, o que desponta no Murder Rape é a inspiração dos caras, pois a simplicidade extremamente profunda que é apresentada nesse play se compara com o Venom nos anos 80, a meu ver.

Nesse primeiro full-lenght, o grupo além de compor um dos discos nacionais mais clássicos e o seu melhor trabalho, montaram um tracklist que mantém o ouvinte imerso. O disco abre com o simplismo eficaz de "Embassy of Satan", e na sequência, o guitarrista Ipsissimus se mostra um músico diferenciado e que, claramente, busca inspiração fora do Black Metal, basta notar que o Heavy Metal misturado ao Doom clássico é abrangido de maneira muito consonante em músicas como "The Beggining of Pain", "Goat Worshippers" e "Trace of Omnipotence". A cadência que percorre essas músicas beira o Doom Metal, e seria ampliada de forma excessiva no disco seguinte.

Mas o melhor momento fica guardado no final. Quando o Murder Rape lançou sua tape em 93 imediatamente a Cogumelo assinou com banda, e não era pra menos, entre as duas músicas da tape estava um clássico do Metal Nacional. "Morbid Desires" despe todo o talento da banda, uma composição extremamente bem arranjada, com uma sucessão de riffs e solos muito cativantes. O que me leva a considerar definitivamente Ipsissimus como o "Mantas brasileiro". Celebration of Supreme Evil marcou época e permanece até hoje como um dos trabalhos mais influentes da safra nacional, além da grande importância em mostrar outros horizontes dentro do Black Metal, que é o seu maior valor atualmente.



01-Intro
02-Embassy of Satan
03-The Beginning of Pain
04-Cries from the Abyss (Instrumental)
05-Goat Worshippers
06-Trace of Omnipotence
07-Morbid Desires
08-Goat Rules
09-Outro (In Liaison with Satan)

Sabatan - vocal
Ipsissimus - guitar
Agathodemon - bass
Ichthys Niger - drums

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Dragztripztar

sábado, 4 de dezembro de 2010

Torsofuck - Erotic Diarrhea Fantasy [2004]

Se você é um visitante do blog da musa Latifa e simpatizante da coprofagia, está aqui uma banda que você irá amar!

Formada em 1999, na Finlândia, o Torsofuck faz uma mescla infernal de death metal com grindcore e fazem questões de tratar só de temas agradabilíssimos como escatologia, necrofilia, zoofilia e outros. A banda já lançou dois álbuns e uma demo. Este que venho postar hoje, "Erotic Diarrhea Fantasy", de 2004, é o primeiro deles, não posso dizer se é o melhor ou não porque até então foi o único que eu ouvi, mas dúvido que algum consiga superar esse, repleto de hits mágicos como "Raped By Elephants", "Worm Infestation Anal", "Mutilated for Sexual Purposes" e a faixa-título.

O som como já falei é uma mistura brutal de death metal com grindcore. Bateria rápida, com os característicos "blast beats", vocais guturais, guitarras e bases pesadíssimas e muitos samples. Som ideal pra ouvir naquele jantar em família, ou com a namorada num final de tarde! Principalmente o jantar da sua família for uma sopa de diarréia e sua namorada curta scat, respectivamente.

Bom, não tenho mais nada a dizer, então vou deixar pra vocês o hit "Raped By Elephants" (que fica também como o maior destaque do disco), junto com a letra pra vocês cantarem e a tradução para os leigos em inglês.



I was visiting in africa two months ago
My goal was to see all those wild animals
Most excited I was when I came close to elephants
They were so big and somehow so scary
Something happened when I snapped a picture
Three elephants surrounded me
One of them ripped off all my clothes
Second elephant came on me and started to spread my buttocks
With its huge trunk
I screamed in agony when I felt it started to shove up my ass
Third elephant forced me to take its giant cock in my mouth
I sucked like a whore while I was assfucked by elephant trunk
After all it wasnt too bad at all
It took only about ten minutes and cock in my mouth started to cum
Extremely huge load of elephant sperm filled my throat and
Spurted allover my face
I was completely fucked up, but elephants had one more thing to do
All three of them huffed and puffed shits on me
Then they left me alone with my ripped asshole
I'll never go to Africa again

Tradução aqui. E é claro, não deixem de comentar, seja lá qual for a sua opinião sobre o disco! Abração e até a próxima! Ouçam no talo visitando o blog da Latifa ou cagando em suas namoradas. YEAH!

01. Mutilation For Sexual Purposes
02. Erotic Diarrhea Fantasy
03. Fistfucking Her Decomposed Cadaver
04. Worm Infested Anal
05. Raped By Elephants
06. Pussy Mutilation
07. Snuffed Freak
08. Four Legged Whore
09. Cannibal

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Maurício Knevitz

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Suicide Silence - The Cleansing [2007]

Assim como no punk e o hardcore, no thrash e no death eu não acho novos grandes respresentantes do estilo, daqueles bem expressivos. Só gente copiando e vendendo, aliás. Além dos clássicos medalhões, poucas bandas atuais trazem frescor e inovações para a cena.

Sobre essas novas bandas eu não vou me demorar e irei falar apenas de uma: o Suicide Silence. Apesar de (erroneamente) fazer parte do chamado deathcore (que, convenhamos, a maioria dessas bandas não tem nada de ''death'' ou de ''hardcore''), esses cinco caras da Califórnia mostram que sabem fazer um brutal death metal com alguns riffs melódicos e incomuns aqui e acolá, além de também usarem os famosos - e não menos brutais, vide o The Rotted - breakdowns. E é o excelente debut do Suicide Silence que lhes trago hoje, o poderoso The Cleansing.


A banda foi formada em 2002 na cidade de Riverside e, após lançar uma EP em 2005 e trocar constantemente de músicos, o line-up se estabilizou com os fundadores Mitch Lucker (vocalista), Christopher Garza (guitarra) e Mike Bodkins (baixista, que hoje foi substituído por Daniel Kenny), além do batera Alex Lopez e o guitarrista Mark Heylmun, incluídos em 2006. Em 18 de setembro de 2007, The Cleansing dava as caras para o mundo fazendo um estardalhaço razoável: debutou na posição de número 94 na Billboard Top 200 e vendeu 7250 cópias apenas na primeira semana.

Sobre a audição do disco, a audição apurada e na íntegra desse disco é essencial, tanto para quem acha que o Suicide Silence faz parte do tal deathcore ou se é uma cria do death metal atual que abriga bandas como Job For A Cowboy e até mesmo o Waking The Cadaver.


A bolacha começa com a boa abertura Revelation (Intro), que propicia o clima necessário a uma das minhas favoritas canções desses últimos tempos: a MALDITA Unanswered. Esse novo clássico mostra a competência do bom vocalista Mitch Lucker, que alterna guturais graves e rasgados, não só nos vocais como nas letras também, exibindo um forte lado ateísta e cheio de protesto contra as religiões. Aliás, várias músicas desse disco tem uma pitada ou outra dessa temática nas suas letras.



Hands Of A Killer, como já diz, poderia ser usada como adjetivo para caracterízar a dupla de guitarristas Chris Garza e Mark Heylmun, que mostram muita versatilidade na alternância das guitarras e nos breakdowns da canção.

O próximo destaque vai para a INCRÍVEL The Price Of Beauty, que critica essa atual corrida por um estereótipo de beleza. A canção, que começa com uma sequência que lembra o Cannibal Corpse nos bons tempos de The Bleeding, é lotada de riffs fantásticos engrossados pelo baixo de Bodkins. A alternância de riffs é outro destaque da canção, mesclando bases pesadas com riffs melódicos (aviso: na medida certa). lembrando também que o clipe dessa canção foi censurado pela MTV ''(Get Off The Air)'' por pura frescura.


Outra canção especial: No Pity For A Coward, especialmente pelo clima tenso e as letras, que são urradas até a última gota de saliva. A seção final da música é um primor, principalmente no quesito guitarras.

O disco continua com contante qualidade, sempre no topo, com canções sem frescura e com boa dose de criatividade. Outros destaques vão para Bludgeoned To Death (que também ganhou um clipe), Eyes Sewn Shut e Green Monster.


Não conheço o que a banda faz atualmente exceto pelo lançamento do disco mais recente (No Time To Bleed [2009]), porém o Suicide Silence mostra que nessa ''Terra'' tão cheia de canalhice em inúmeros níveis, pode-se trazer brutalidade e boas críticas - sem abrir mão da originalidade.
Um ótimo download!

Tracklist:
01 - Revelations (Intro)
02 - Unanswered
03 - Hands Of A Killer
04 - The Price Of Beauty
05 - The Fallen
06 - No Pity For A Coward
07 - The Disease
08 - Bludgeoned To Death
09 - Girl Of Glass
10 - In A Photograph
11 - Eyes Sewn Shut
12 - Green Monster
13 - Destruction Of A Statue

Line-up:
Mitch Lucker - Vocais
Chris Garza - Guitarra
Mark Heylmun - Guitarra
Alex Lopez - Bateria
Mike Bodkins - Baixo

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By Alvaro Corpse

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Krisiun - Black Force Domain [1997]

Em 1990, os irmãos Alex Camargo, Max Kolesne e Moyses Kolesne (curiosidade: Alex preferiu usar o sobrenome da mãe e Max e Moyses o do pai) formaram um dos grupos que levaria a música extrema do Brasil para o mundo: o Krisiun. A história do Krisiun se confunde com a do Sepultura, não pela localidade, mas pela forma que tanto os irmãos Cavalera quanto os irmãos Kolesne batalharam aqui e logo no exterior.

Desde o início em Ijaí, no Rio Grande do Sul, até a mudança para São Paulo, em 1995, o Krisiun lançou duas demos (Evil Age [1991] e Curse Of The Evil One [1992]) e uma EP (Unmerciful Order [1994]). Durante esse período, passaram dois guitarristas pela banda, hábito que foi abandonado desde o lançamento do debut e desde então, Moyses segura todas as guitarras.


O lançamento de Unmerciful Order, que possui clássicos como Meaning Of Terror, Infected Core e Rises From Black, fez com que o Krisiun ganhasse certa notoriedade no exterior. No meio desse burburinho, eles entraram em estúdio novamente e lançaram o incomparável Black Force Domain, debut do Krisiun e um dos maiores clássicos da pancadaria.

A putaria começa com a faixa-título, canção que faz até os pedreiros mais calejados se assustarem. A bateria ''bate-estaca'' do monstro Max Kolesne é o destaque total da canção, enquanto os riffs do irmão Moyses, do solo até o final da canção, deveriam ser incluídos em uma aula de como se fazer death metal.


A próxima faixa, Messiah Of The Double Cross, deve ter soado como um tapa na cara do pessoal do Morbid Angel na época do razoável Domination. Os três irmãos mostram como é que se faz um death metal no estilo que o Morbid Angel fazia no seu clássico debut, principalmente o baixista/vocalista Alex Camargo, que urra e debulha o baixo como ninguém.

O disco segue tranquilamente, com aquela mistura de death com thrash que fez a alegria de metalheads mundo afora. Demais destaques vão para as letras repulsivas de Hunter Of Souls (e que riffs fantásticos!), a lição de violência cuspida pela bateria de Max em Evil Mastermind, a instrumental Infamous Glory, a pavorosa Reject To Perish Below (Moyses detona nessa canção como poucos) e o grand finale com Sacrifice Of The Unborn.


Black Force Domain ganhou uma assustadora notoriedade na Europa e entre o publico fã de death/thrash metal no EUA e no resto do mundo. Hoje, os três irmãos tem uma carreira ascendente e cheia de pontos altos, como o lançamento do aclamado Southern Storm [2008] e a alta vendagem na Europa e turnês insanas junto de nomes como o Nile e Immolation. MPB? O que realmente vai do Brasil pra fora é a brutalidade e o suor de bandas como essas.
Um clássico, sem mais.
Um ótimo download!

Tracklist:
01 - Black Force Domain
02 - Messiah Of The Double Cross
03 - Hunter Of Souls
04 - Blind Possession
05 - Evil Mastermind
06 - Infamous Glory
07 - Rejected To Perish Below
08 - Meanest Evil
09 - Obssession By Evil Force
10 - Sacrifice Of The Unborn

Line-up:
Alex Camargo - Vocais e baixo
Moyses Kolesne - Guitarras e teclado
Max Kolesne - Bateria

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By Alvaro Corpse

In The Eyes of Death III [2002]


Você é aquele tipo de apreciador “não praticante” do Metal Extremo? Não tem muito material, mas gostaria de ter uma coletânea que, ao menos não o deixasse perdido em relação ao que ocorre no gênero? Pois aqui tem uma boa opção para sua prateleira. Por um bom tempo, a Century Media Records socorreu os headbangers com a coletânea In the Eyes of Death, reunindo alguns dos melhores nomes de seu cast em um artefato promocional bem interessante. O terceiro volume, lançado em 2002 foi um dos mais marcantes, oferecendo um bom parâmetro do cenário da época, passeando pelas várias vertentes do lado mais agressivo do Heavy Metal.

Abrindo o disco, a banda que era a grande força da companhia no momento, o Arch Enemy com a hoje clássica “Ravenous”, apresentando ao mundo toda a potência vocal de Angela Gossow. Também da Suécia, o Dark Tranquility é outro destaque, com a ótima “Final Resistance”, mostrando a força do Gothemburg Sound. Aí é a vez da força brasileira aparecer com o Krisiun, que manda ver um cover para “Silent Scream”, do Slayer, injetando ainda mais brutalidade. Os apreciadores de um Black Metal com elementos nórdicos encontram o Borknagar em uma de suas músicas mais inspiradas, a fantástica “The Genuine Pulse”, com Vintersörg fazendo toda a diferença.



Os gregos do Rotting Christ com seu estilo totalmente característico mostram porque são uma das melhores bandas de todos os tempos na cena Black em “The Call of the Aethys”. O Unleashed surge com seu Death Metal de raiz, lembrando os precursores do estilo em “Hell’s Unleashed”. Antes de se tornar uma das forças da emergente cena Metalcore, o Shadows Fall já mostrava seu poder de fogo, como em “Stepping Outside the Circle”. Da Alemanha, o Holy Moses retornava com potência total. Sabina Classen mostrava que mulheres vocalistas no lado extremo da força não era algo tão novo assim e botava todos para correr com “We Are at War”. Assim como o Krisiun, o Scar Culture também aparecia com uma regravação, dessa vez para “Wolverine Blues”, do Entombed.

Um bom exemplar para aqueles que não são tão fanáticos a ponto de precisar ter tudo que é lançado no estilo. Além de servir como fonte de descobertas aos adeptos mais ferrenhos. Boas trilhas para tratar a vida na base da porrada nos momentos em que ela se fizer merecedora.

01. Ravenous (Arch Enemy)
02. Hands of Doom (Carnal Forge)
03. Final Resistance (Dark Tranquility)
04. Silent Scream (Krisiun)
05. Project: The New Breed 666 (The Forsaken)
06. The Legacy (Twin Obscenity)
07. The Genuine Pulse (Borknagar)
08. The Call of the Aethys (Rotting Christ)
09. Hell’s Unleashed (Unleashed)
10. Morbid Way to Die (Grave)
11. Mind Eraser (God Forbid)
12. Stepping Outside the Circle (Shadows Fall)
13. We Are At War (Holy Moses)
14. Wolverine Blues (Scar Culture)
15. Pendragon’s Fall (Suidakra)
16. Hyperhuman (Solefald)
17. Angelina: Chthonian Earth; Her Face Forms Worms (...And Oceans)
18. Corpsecry Angelfall (Sigh)

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JAY

domingo, 31 de outubro de 2010

Arch Enemy – Wages of Sin + Rare & Unreleased [2002]


Bela como uma flor. E grita como um demônio. O surgimento de Angela Gossow como substituta de Johan Liiva no Arch Enemy causou espanto e desconfiança na cena Heavy Metal. Como aquela linda garota se adaptaria à concepção do grupo dos irmãos Amott? Ainda mais considerando que ela não tinha nenhuma experiência profissional como vocalista? Mas, como diz aquele ditado, quem vê cara não vê... garganta (risos). E Angela não apenas mostrou-se uma escolha acertada para o posto, como elevou o som da banda a outro patamar, tanto musicalmente quanto em termos de popularidade. E essa história começou justamente com aquele que é considerado por uma grande parcela dos fãs como o ponto alto da nova formação.


Wages Of Sin é uma verdadeira aula de como unir agressividade, melodia e técnica em um disco que conseguiu angariar novos adeptos a um estilo em constante evolução, o assim chama Death Metal Melódico – rótulo rejeitado até hoje por muitos. Produzido pelo renomado Fredrik Nordström (também guitarrista e líder do Dream Evil), o trabalho mostra uma sincronia perfeita de Michael e Christopher nas guitarras, que pela primeira vez tiveram sua afinação baixada para Dó, o que se tornaria uma constante na carreira do quinteto. A cozinha fazia sua parte, com o fenomenal Sharlee D’Angelo (Mercyful Fate, Witchery) e Daniel Erlandsson segurando a bronca para os irmãos brilharem. Quanto a Angela, nem tem muito que dizer, a não ser que sua performance deixou o mundo inteiro de olhos arregalados.

Desde a abertura matadora com “Enemy Within” e seus fraseados de guitarra que variam entre o hipnótico e o psicótico, não dá para ficar parado. O massacre continua com a impecável “Burning Angel” e a cadenciada e matadora “Heart of Darkness”. Na seqüência, “Ravenous”, música utilizada para divulgação e já um grande clássico da carreira do grupo. Mas o ponto alto surge em “Savage Messiah”, com seu clima sombrio, que beira o assustador quando Angela começa a vosciferar. Outros destaques inevitáveis vão para “Dead Bury Their Dead” (você ouve e sente vontade de sair dando porrada), a batida fantástica de “Behind the Smile” e a saideira com “Lament of a Mortal Soul”.



A primeira prensagem de Wages of Sin – que tenho o privilégio de possuir – veio com um CD bônus, entitulado A Collection of Rare & Unreleased Songs From the Arch Enemy Vault. São sete faixas, ainda com Johan Liiva nos vocais, incluindo covers para Judas Priest, Iron Maiden e Europe, além de sons próprios. Um belo acréscimo ao pacote, especialmente pelas maravilhosas “Diva Satanica” e “Fields of Desolation”. Um álbum para quebrar pré-conceitos com um estilo muitas vezes marginalizado. E também para mostrar às garotas que não é necessário ser uma soprano irritante e afetada para fazer parte da cena.

Angela Gossow (vocals)
Michael Amott (guitars)
Christopher Amott (guitars)
Sharlee D’Angelo (bass)
Daniel Erlandsson (drums)
Johan Liiva (vocals on bonus CD)

Special Guest

Per Wiberg (keyboards)

Wages of Sin

01. Enemy Within
02. Burning Angel
03. Heart of Darkness
04. Ravenous
05. Savage Messiah
06. Dead Bury Their Dead
07. Web of Lies
08. First Deadly Sin
09. Behind the Smile
10. Snowbound
11. Shadows & Dust
12. Lament of a Mortal Soul (Bonus Track)

Rare & Unreleased

01. Starbreaker (Judas Priest cover)
02. Aces High (Iron Maiden cover)
03. Scream of Anger (Europe cover)
04. Diva Satanica
05. Fields of Desolation '99
06. Damnation's Way
07. Hydra

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JAY

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vicious Art - Fire Falls And The Waiting Waters [2004]



Todos que conhecem o estilo sabem bem que o Death Metal sueco possui elementos cadenciados com uma boa dose de groove, e em alguns casos muita melodia, só que essa banda que vos trago foge de tais características tão predominantes que parecem até ser regra entre as bandas desse país. A escola sueca de Death Metal pra mim sempre foi mais atraente, justamente por conseguirem brutalizar sem se perder em uma zuada monótona e embolada. Isso para alguns defensores ferrenhos do Death Metal tradicional chega a ser um insulto ao estilo, no entanto não tem como apontar qual linha do Death Metal é a principal ou "verdadeira".

A formação do Vicious Art vem sendo moldada desde a segunda metade da década de 90, a partir do grupo de Black Metal Dark Funeral, onde o guitarrista Matti Mäkelä e o baterista Robert Lundin ingressaram juntos. Matti permaneceu por mais tempo e fez parte de uma das formações mais clássicas da banda, gravando o "Diabolis Interium" que foi um divisor de águas na carreira desse conjunto, tido por muitos como o seu melhor trabalho e um clássico do estilo, fato que eu assino embaixo.

No mesmo ano em que entraram para o Dark Funeral, em 1998, Matti e Robert juntamente com Emperor Magus Caligula (vocalista do Dark Funeral naquela época) rapidamente criaram o projeto Dominion Caligula, voltado para o típico Death sueco e lançaram um discaço, que eu considero um dos melhores álbuns já lançados por um projeto paralelo de música extrema. Isso acabou firmando mais ainda a parceria de Matti e Robert, e logo que o projeto foi encerrado e Matti deixou o Dark Funeral, se juntaram novamente, formando o Vicious Art, e trazendo como vocalista, o ex-baixista do Dominion Caligula, Jocke Widfeldt.



Inicialmente Jocke assumiria também o baixo, além dos vocais, porém surgiu no caminho outra fera da cena extrema na Suécia, Jörgen Sandström, que já exerceu diversas funções em alguns dos principais grupos daquele país, tais como Entombed, Grave, Krux e The Project Hate MCMXCIX, seja cantando, ou tocando baixo ou guitarra, ou até mesmo acumulando todas dessas funções. Essa adição de peso trouxe ainda mais dinamismo pra sonoridade do Vicious Art, pois Jörgen foi chamado pra tocar baixo, mas acabou dividindo os vocais, fazendo duetos assombrosos com Jocke.

Agora, como eu posso dizer no início do texto que acho mais interessante as características do Death Metal sueco e vim postar justamente uma banda que não se enquadra nos clichês que me agradam? Contradição? Talvez... Mas o fato é que, apesar do Vicious Art apostar em uma sonoridade muito mais brutal do que a grande maioria de seus conterrâneos, fazendo uma desgraceira do começo ao fim, as variações e as quebradas de ritmo dão um "quê" de originalidade, que aliado à força e velocidade guiada por riffs muito bem construídos e uma "cozinha" absolutamente infernal fazem desse disco uma orgia de violência sonora ultrajante, sem partes lentas pra respirar.

Aqui não se tem intenção de revolucionar e nem balancear o som com melodias ou passagens sofisticadas para agradar garotas ou uma molecada alheia e revoltada, e sim somente, praticar um Death Metal de primeira linha que é mais do que certo ter a aprovação por fãs do estilo. "The Poet Must Die", "War", "Fire Falls" e "Debria Seems To Be Bleeding" serão as principais responsáveis por levar ao orgasmo quem curte uma pancadaria sonora bem feita.

01. Debria Seems to Be Bleeding
02. Komodo Lights
03. Fire Falls
04. A Whistler and His Gun
05. Ceremony: The Waiting Waters
06. Mother Dying
07. The Poet Must Die
08. Cut This Heathen Free
09. War
10. Why Would the Captured Set Free the Flies?

Jocke Widfeldt - Vocals
Matti Mäkelä - Guitar
Tobbe Sillman - Guitar
Jörgen Sandström - Bass, Vocals
Robert Lundin - Drums

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Dragztripztar

Da esq. para dir.:Tobbe Sillman, Matti Mäkelä, Jörgen Sandström (em baixo), Jocke Widfeldt e Robert Lundin

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Carcass - Heartwork [1993]

Quando digo que o Death Metal é um estilo maravilhoso de música, as pessoas costumam torcer o nariz pra mim, dizendo que não passa de barulheira sem coordenação e sem técnica. Aí, eu SEMPRE coloco este disco para calar a boca do indivíduo em questão, e acaba que o cara, se não gostar, ao menos ganha um enorme respeito pelo estilo. E aqui estamos, a "obra definitiva" do Death Metal, na minha opinião, um dos melhores discos que eu já ouvi na minha vida, que tenho em vinil e tenho um carinho especialíssimo: o clássico "Heartwork".

Quem conhece a carreira do Carcass, tem ideia de como eles mudaram de estilo, já que começaram num Grindcore totalmente insano, com passagens sobre mortes bizarras e coisas parecidas, que ficou conhecido como "Goregrind", no disco "Reek Of Putrefaction", passaram pelo Grindcore, de fato, no álbum "Symphonies Of Sickness", migraram para o Death Metal no álbum "Necroticism: Descanting The Insalubrious", até chegarem ao que conhecemos hoje em dia como "Death Metal Melódico", nesta obra de arte chamada "Heartwork". Aqui temos uma banda inspiradíssima, no auge das composições e das técnicas em seus instrumentos, com riffs de guitarra brutais dos grandes Bill Steer e Michael Amott, nos guturais vociferados com muita garra de Jeff Walker, assim como suas linhas de baixo matadoras, e na bateria insana de Ken Owen, alternando entre metrancas (ou blast-beats, técnica que tem suas origens no Jazz) e batidas mais lentas, mas sempre cheias de habilidade e precisão. No fim das contas, a música se tornou mais acessível e o número de fãs da banda chegou ao máximo.

E, temos um trabalho de primeiríssima qualidade não apenas por parte dos músicos, já que a produção de Colin Richardson (que já trabalhou com bandas como Cannibal Corpse, Machine Head e Napalm Death) está ótima, com um som extremamente limpo e bem equalizado, fazendo algo totalmente diferente para uma banda de música extrema, já que, normalmente, a produção dos discos é bem mais decadente. A capa também é belíssima, feita pelo lendário escultor e designer H.R. Giger, que, dentre outros feitos, trabalhou no pedestal de Jonathan Davis (Korn), e ela mostra uma atualização de uma escultura chamada "Life Support", feita por ele nos anos 60.

Após o lançamento desta obra de arte, Michael Amott saiu do grupo para montar seu próprio projeto, chamado "Spiritual Beggars" (banda excelentíssima de Stoner Rock, futuramente trago para vocês), sendo substituído por Carlo Regadas, para a gravação do posterior "Swansong", e, logo após, o infeliz fim da banda, que veio a se reunir em 2007, depois do guitarrista Michael Amott praticamente implorar para os outros integrantes voltarem. Ken Owen não fez parte da reunião, pois estava com problemas de saúde, mas não se opôs à volta. Hoje, eles contam com o baterista do Arch Enemy, Daniel Erlandsson.

Hoje não destacarei nada, pois o álbum, na minha concepção, tem que ser ouvido na íntegra, sem prestar mais atenção em certas faixas.

Enfim galerinha, se vocês querem um disco maravilhoso de Death Metal, aqui está um dos melhores da história do estilo!


Jeff Walker - Vocals, bass
Bill Steer - Lead and rhythm guitar
Michael Amott - Lead guitar
Ken Owen - Drums


1. Buried Dreams
2. Carnal Forge
3. No Love Lost
4. Heartwork
5. Embodiment
6. This Mortal Coil
7. Arbeit Macht Fleisch
8. Blind Bleeding The Blind
9. Doctrinal Expletives
10. Death Certificate
11. This Is Your Life (Bonus track)


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Bruno Gonzalez




terça-feira, 31 de agosto de 2010

Gorefest - Erase [1994]

Ok, agora um pouco de música extrema pra vocês, pois isso não faz mal a ninguém - muito pelo contrário.

Formado na Holanda, em 1989, o Gorefest foi uma das bandas que carregou o Death Metal nos anos 90, ao lado de bandas como Carcass e Morbid Angel, e que é considerada uma das precursoras do que conhecemos hoje em dia como Death N' Roll, que é todo o poder e fúria do Death Metal que já conhecemos, misturado ao bom Rock N' Roll que bandas como Motörhead fazem tão bem. A banda era liderada pelo magricela Jan Chris de Koeijer, que, tudo o que ele não tem em físico, tem em voz, tendo um dos melhores guturais que eu já ouvi, daqueles que parecem vir lá de dentro das cordas vocais mesmo, totalmente diferente de qualquer outro que eu já ouvi.

Como já falei, o GF foi uma das bandas precursoras do Death N' Roll, e o disco de hoje, "Erase", é meio que uma transição para este estilo, pois aqui temos passagens muito melódicas, que não tínhamos nos outros discos, mas, ainda assim, temos altas doses de brutalidade e, a garantia de surdez e loucura é totalmente garantida.

Mas, é claro que também temos extremo bom gosto por aqui, já que as músicas são extremamente técnicas, tendo ótimos solos de guitarra, linhas de baixo com distorções pesadas e boas técnicas de bateria, com ótimas viradas, pedal duplo e tudo o mais o que nos faça mandar ver no air-drum, deixando até os braços doendo. (risos)

O disco foi muitíssimo bem recebido pela mídia, já que estava muito mais acessível que os dois primeiros, "Mindloss" e "False", porém, entre os fãs, a coisa não foi tão boa assim, já que eles ficaram extremamente divididos, mas, mesmo assim, vendeu bastante ao redor do mundo, mostrando que o Death Metal não é apenas barulheira e podridão, como a maioria das pessoas leigas no assunto pensa.

Chegando aos destaques, posso destacar facilmente faixas demolidoras como "Low", "Fear", "To Hell And Back", "I Walk My Way" e a faixa título, que com certeza arrebentarão seus ouvidos e colocarão aquelas pessoas mais indesejadas para correr - a não ser que elas também sejam fãs de uma boa música pesada. (risos)

Jan Chris de Koeijer - Vocals, bass
Frank Harthoorn - Guitar
Boudewijn Bonebakker - Guitar
Ed Warby - Drums

1. Low
2. Erase
3. I Walk My Way
4. Fear
5. Seeds Of Hate
6. Peace Of Paper
7. Goddess In Black
8. To Hell And Back

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Bruno Gonzalez

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Napalm Death - Smear Campaign [2006]

O Napalm Death surgiu, sem muito compromisso, na vila de Meriden, perto da industrial Birmingham, na chuvosa Inglaterra. O vocalista Nic Bullen e o batera Miles Ratledge adotaram vários nomes para a banda mas nenhum com impacto (ou que fosse bom); foi aí que resolveram colocar Napalm Death logo de vez em 1981. Os garotos tinham o sonho de tocar música extrema, mas não imaginaram que fariam parte de uma das maiores entidades do grindcore, fazendo parte da criação desse gênero que até hoje atormenta os porões do mundo inteiro.

Depois de inúmeras trocas de line-up, em 1987 eles lançaram um dos maiores marcos da história do grindcore: o brutal Scum [1997], cujo lado A (da faixa 1 até a 12) havia sido composto por Bullen, Ratledge e o guitarrista e vocalista Justin Broadrick, e o lado B (o resto do album) havia sido composto pela nova formação, composta por Lee Dorrian (hoje no Cathedral) nos vocais, o veloz guitarrista Bill Steer (que faria história com o Carcass), o baixista Jim Whitely e o batera e vocal Mick Harris.

Após lançar o clássico From Enslavement To Obliteration [1988] com o mesmo line-up do lado B de Scum, exceto pela entrada do baixista Shane Embury, que continua até hoje na banda. O lançamento de 1988 consolidou o Napalm pela crueza a habilidade das execuções, levando o hardcore até a sua forma mais rápida e brutal, que é conhecida hoje por grindcore. Os gritos de Lee Dorian e as guitarras rascantes comandavam.


Já em 1990, começou o início da era Greenway no Napalm, com um line-up todo modificado: Mark ''Barney'' Greenway nos vocais, Mitch Harris e Jesse Pintado nas guitarras e os já de casa, o baixista Shane Embury e o batera Mick Harris. Com essa formação eles gravaram o extremo Harmony Corruption [1990], contando com convidados como John Tardy (vocalista do Obituary e Tardy Brothers) e Glen Benton (vocalista do Deicide). Como o pessoal já deve ter notado pelos convidados, o Napalm se aproximou mais do death metal, mesclando esse gênero com o habitual grindcore já praticado. O line-up foi aprovado e o disco fez um bom sucesso, contando com pedradas como Suffer The Children, If The Truth Be Known, Extremity Retained e a canção que tem a participação dos convidados, a brutal Unfit Earth.

Pulando agora para 2006, o line-up continua praticamente igual ao do Harmony Corruption exceto pela presença do batera Danny Herrera (desde Utopia Banished [1992]) e a ausência do guitarrista Jesse ''Grindfather'' Pintado, falecido em 27 de agosto de 2006; apenas cinco dias após o seu último lançamento: Darker Days Ahead [2006], com o medalhão Terrorizer.
Apesar da morte de Jesse, esse foi um ano de ouro para o Napalm com o fantástico Smear Campaign, disco que trago para vocês hoje.


Lançado em 15 de setembro, Smear Campaign é o décimo terceiro lançamento do grupo e retorna de vez com a brutalidade do grind/death após a época experimental (1996-1998). Contando com a boa participação da vocalista Anneke van Giersbergen com a sua voz operística na faixa In Deference, Smear... oferece uma viagem sem volta dentro do estilo em quase 50 minutos de audição.

Após a abertura com Weltschmerz, a pancadaria começa com o rifferama cruel de Sink Fast, Let Go, provando que o Napalm ainda respira (e detona) muito bem e consolidando essa faixa como um clássico. Fatalist, Puritanical Punishment Beating e Rabid Wolves (For Christ), além de verdadeiros barris de nitroglicerina, demonstram explicitamente o conceito do disco: críticas contra as religiões; tema tratado com maestria aqui.

When All Is Said And Done, canção que virou clipe, chega destruindo tudo assim como a já citada ''In Deference'' e a porrada de Identity Crisis. Eyes Right Out é uma faixa que sem dúvida, vai ser a alegria dos moshs no mundo e o terror das botas. Persona Non Grata, assim como Sink Fast, Let Go é um dos novos clássicos da banda, e mostra a habilidade do feroz Mitch Harris nas seis cordas e segura muito bem o posto que compratilhava com Jesse; não só nessa faixa, como nas outras. Na cola de Harris, o grande baixista Shane Embury, que debulha as quatro cordas do seu instrumento como se fosse uma guitarra.

O disco termina com muita classe e menos acelerado na faixa Smear Campaign, que possui, assim como Morale do ótimo The Code Is Red... Long Live The Code [2005], influências da música industrial. A versão que trago para vocês hoje é a da edição digipak, com tracklist ordenado a partir do verso dessa versão e que contém as porradas Call That An Option? e Atheist Runt como bonus tracks.

Smear Campaign, no final das contas é um disco perfeitamente excecutado, composto e inspirado. Se depender de Greenway & cia, o mundo vai estar sendo bem criticado e coberto com esse grind/death metal de primeiríssima qualidade. Download OBRIGATÓRIO!

Versão digipak de Smear Campaign.
Tracklist:
01 - Weltschmerz
02 - Sink Fast, Let Go
03 - Fatalist
04 - Puritanical Punishment Beating
05 - Well All Is Said And Done
06 - Freedom Is The Wage Of Sin
07 - In Deference
08 - Short Lived
09 - Identity Crisis
10 - Shattered Existence
11 - Eyes Right Out
12 - Call That An Option? [Bonus Track]
13 - Warped Beyond Logic
14 - Rabid Wolves (For Christ)
15 - Deaf And Dumbstruck (Intelligent Design)
16 - Persona Non Grata
17 - Smear Campaign
18 - Atheist Runt [Bonus Track]

Line-up:
Mark ''Barney'' Greenway – Vocais
Shane Embury – Baixo
Mitch Harris – Guitarra, vocais
Danny Herrera – Bateria
Anneke van Giersbergen – Vocais em ''In Deference''

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By Alvaro Corpse