Combe do Iommi ®

Música de qualidade, senso de humor questionável e um Volkswagen anos 70.

Pages

  • Início
  • Equipe

Lembre-se

Comentar em alguma postagem não irá lhe custar mais do que alguns segundos. Não seja um sanguessuga - COMENTE nas postagens que apreciar!

Os links para download estão nos comentários de cada postagem.

Acesse: www.vandohalen.com.br
Mostrando postagens com marcador # Folk. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador # Folk. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Rod Stewart - Every Picture Tells a Story [1971]


A consagração da carreira de um implacável trabalhador. Um cara que fez de tudo, desde trabalhar com silk screen aos 15 anos de idade, iniciar a carreira de jogador de futebol e ser um coveiro, mas que nunca deixou que o amor a música esfriasse. E esse baixo e franzino cantor inglês, com seu vozeirão rasgado e que atende pela alcunha Rod Stewart seja talvez um dos grandes nomes da história do rock que hoje não tem a relevância merecida (mas talvez por ter seguido o caminho fácil das músicas melosas para rádios de empregada, assim como o denominado rei da música brasileira, Roberto Carlos).

E o início de sua carreira mostrou o quão trabalhador era. Após passar por várias bandas menores, teve a primeira grande chance ao integrar o "The Jeff Beck Group", onde criou uma grande amizade com o também lendário Ron Wood, e que juntos montaram o The Faces. Paralelo a tudo isso ele conduzia uma carreira solo, em que investia em um pop rock carismático que misturava seu lado mod com as influências folk que ele tinha. Resumindo, até aquele momento ele era um trabalhador incansável, mas que ainda buscava seu lugar ao sol.

E o lugar ao sol veio com o terceiro disco de sua carreira solo, o clássico "Every Picture Tells a Story". Com o apoio dos músicos do Faces, que era sua banda naquele momento, ele criou um disco memorável. Melodias incríveis e inesquecíveis, com um apelo pop como ele ainda não tinha conseguido em toda sua carreira. E a mistura é grande, pois temos blues, folk, soul e até mesmo country, para criar algo não menos que memorável. E tudo isso se traduziu em números. Ele foi o primeiro artista a conseguir colocar um disco e um single em primeiro lugar ao mesmo tempo tanto nos Estados Unidos como no Reino Unido. Este é mais um dos discos que é unanimidade é tudo que é lista sobre grandes discos de todos os tempos.

Rod Stewart e seu velho comparsa Ron Wood

E durante a execução, fica claro o porque de tanta aclamação sobre o mesmo. A faixa-título já nos dá uma otima recepção para tudo o que esse discão apresenta, um country rock muito legal e contagiante de se escutar, que transborda alegria, com uma história até engraçada sobre um rapaz que conhece o mundo e se apaixona por uma oriental. A balada "Seems Like A Long Time" com sua raiz bluseira é um dos momentos de maior feeling deste registro, e mostra a inspiração de todos que participaram na gravação deste. Após este temos três covers em sequência. Primeiro em "That's All Right" que ficou conhecida na voz de Elvis Presley ganhou uma versão mais energética, que é seguida pela tradicional "Amazing Grace". Outro cover que ganhou uma roupagem que ficou ainda mais agradável foi "Tomorrow Is a Long Time", que conseguiu a proeza de ser melhor que a versão original feita por Bob Dylan.

Mas o momento mágico ficou reservado para a sétima faixa, e que considero uma das maiores pérolas que a música pop gerou em todos os tempos. "Maggie May" possui um clima espetacular, sem falar para a inspiração da banda, principalmente para Ron Wood, que mostra que não precisa de um solo com milhões de notas por segundo para tocar o coração do ouvinte, onde vemos o significado da palavra feeling ser transposto em uma canção. Stewart está impecável, e o solo de bandolim no fim da canção é uma verdadeira celebração a música de qualidade. " (I Know) I'm Losing You" vem cheia de swing, em um rock que parece ter sido feito em Nova Orleans e onde mais uma vez a banda faz um belo caminho para que Stewart possa interpretar com seu vocal rouco e habitual clássico.

"(Find A) Reason To Believe" fecha o disco com uma agradável semi-balada e que confirma a inspiração dos envolvidos e que carrega consigo uma influência mais country. Sim, um belo disco e que deve ser apreciado com uma boa garrafa de whiskey, reverenciando o bom e velho rock n' roll!




1.Every Picture Tells a Story
2.Seems Like a Long Time
3.That's All Right
4.Amazing Grace
5.Tomorrow Is a Long Time
6.Link Music - Henry's Time
7.Maggie May
8.Mandolin Wind
9.(I Know) I'm Losing You
10.Reason to Believe


Rod Stewart - Vocais
Ronnie Wood - Guitarras, Baixo
Sam Mitchell - Guitarra Slide
Martin Quittenton - Violão
Micky Waller - Bateria
Pete Sears - Piano
Ian McLagan - Órgão
Danny Thompson - Baixo
Andy Pyle - Baixo
Dick Powell - Violino
Lindsay Raymond Jackson - Bandolin
Kenney Jones - Bateria em "(I Know) I'm Losing You"
Ronnie Lane - Baixo em "(I Know) I'm Losing You"



By Weschap Coverdale
Marcadores: * Weschap Coverdale, # Classic Rock, # Folk, Rod Stewart Motorista: Anônimo às 15:40 12 comentários

domingo, 3 de abril de 2011

Karl Sanders - Saurian Meditation [2004]


Habilidade técnica não é novidade no Death Metal, mas criatividade e identidade são fatores muito raros. E quando se fala na categoria de gênios, a seletividade afina ainda mais, pois o gênero originou basicamente apenas dois músicos que elevaram seu nível à grande inspiração que transcende rótulos. Refiro-me a Chuck Schuldiner e Trey Azagthoth. Até 1998, ninguém esperava que surgisse nada de tão inovador e diferenciado no cenário Death Metal, porém tudo mudou quando surgiu no mercado o disco Amongst the Catacombs of Nephren-Ka do Nile.

O Nile trouxe uma temática completamente inovadora, sem versar sobre assassinatos, mutilações, zumbis e outros temas comuns. O mais inovador, porém, não foi apenas o fato das letras tratarem de temas egípcios, e sim a facilidade com que a banda transmitia, através do instrumental, toda a aura egípcia, por meio de melodias voltadas ao Oriente Médio, auxiliadas pelo uso de instrumentos exóticos. Tudo isso executado dentro de um instrumental veloz e com a técnica de praxe do estilo ficando ainda mais distinta em riffs e solos que nunca soam embolados, mesmo quando executados na velocidade da luz.


O auge dessa revolução no Death Metal se deu no terceiro full lenght do grupo. In Their Darkened Shrines assombrou fãs de todos os estilos de Metal, uma obra-prima que conseguiu atingir o nível máximo de criatividade e genialidade, em se tratando de Death Metal, nas faixas "Unas Slayer Of The Gods" e a épica música-título que se aproxima dos 20 minutos. A junção dos elementos egípcios com a conhecida brutalidade resultou em algo tão inigualável que fãs e críticos ao redor do mundo passaram a cobrar uma maior intensidade no aspecto relativo à sonoridade transcontinental, forçando o líder do grupo a fazer um trabalho todo voltado a essa parte da sonoridade do Nile.

Em seu debut solo, Karl Sanders incorpora somente o Folk do Oriente Médio, sem nenhuma referência sequer à sua banda. Como o único compositor do Nile, Sanders já havia conquistado a proeza de ser um dos maiores mestres do Metal Extremo atual, tanto em relação a técnica quanto a autenticidade. E aqueles que não conseguiam enxergar as escancaradas demonstrações de personalidade devido as características do Death, podem agora ter a chance de comprovar a inexplicável destreza de um americano compor sons ligados a uma cultura distante da sua, e passar o sentimento como fosse parte desse povo longínquo, criando uma obra que demonstra a riqueza cultural e musical de um lugar cada vez mais esquecido.



Com a oportunidade de explorar abrangentemente o lado mítico africano, a sonoridade apresenta características relaxantes dominada por passagens acústicas, no entanto fica longe de uma morosidade soft. Os arranjos acústicos transitam pelo virtuosismo em faixas como "Whence No Traveler Returns" e "Luring the Doom Serpent", criam ritmos ritualísticos em "Beckon the Sick Winds of Pestilence", e se somam a passagens elétricas nas inacreditáveis "The Elder God Shrine" e "Of the Sleep of Ishtar", que em alguns momentos se assemelham à quarta parte de In Their Darkened Shrines, só que com o clima muito mais atmosférico e dinâmico.

Saurian Meditation também traz de volta o baterista original do Nile, Pete Hammoura, que havia abandonado a música no meio das gravações do segundo disco do grupo devido uma contusão e voltou excepcionalmente para trabalhar nesse disco já que não exige velocidade e muito esforço. Outro convidado que se destaca é David Vincent do Morbid Angel, com uma ótima interpretação na bela narrativa egocêntrica de "The Forbidden Path Across the Chasm of Self Realization".

Esse trabalho serve como prova que o valor da inspiração é algo muito mais respeitável que quaisquer outros meros complementos que são colocados a frente da música. Além de um passeio pelas antigas civilizações no misticismo sonoro de uma futura lenda que já está na trindade insuperável do Death Metal, pelo simples fato de ser muito mais que um simples músico de Death Metal, assim como Trey e Chuck.

01. Awaiting the Vultures
02. Of the Sleep of Ishtar
03. Luring the Doom Serpent
04. Contemplations of the Endless Abyss
05. The Elder God Shrine
06. Temple of Lunar Ascension
07. Dreaming Through the Eyes of Serpents
08. Whence No Traveler Returns
09. The Forbidden Path Across the Chasm of Self Realization
10. Beckon the Sick Winds of Pestilence

Karl Sanders - baglama saz, acoustic guitar, electric guitar, ebow, guitar synthesizer, keyboards, bass guitar
Mike Breazeale - vocals
Pete Hammoura - drums, percussion

Special guests:

Shawn Allen - acoustic guitar on "Whence No Traveler Returns"
Dallas Toler-Wade - harmony vocals on "The Elder God Shrine"
David Vincent - narration on "The Forbidden Path Across the Chasm of Self Realization"
Juan Gonzalez - drums on "Beckon the Sick Winds of Pestilence", lead gong on "Whence No Traveler Returns", harmony vocals on "The Elder God Shrine"

(Links nos comentários - links on the comments)

Dragztripztar

Marcadores: * Dragztripztar, # Folk, # Música Ambiente, Karl Sanders Motorista: Dragztripztar às 22:00 2 comentários

sábado, 19 de março de 2011

Eric Clapton - Clapton [2010]


Ninguém aqui precisa mais de explicações quando se trata de Eric Clapton. Qualquer pessoa minimamente informada e possuidora de um gosto musical, digamos, aprimorado, sabe que o guitarrista inglês é um mito. Influente como poucos, o slow hand, em si, é parte destacável do grupo de gênios da música que o Reino Unido ofereceu ao mundo. Como foi imortalizado na fotografia histórica: "Clapton is God".

Assim, depois de consolidado como lenda viva, vencedor de séries de prêmios importantes e aclamado por público e crítica em (quase) todos os trabalhos de sua carreira, é de se esperar que o lendário guitarrista encerrasse sua discografia com a mais alta classe. E quase 60 anos depois de sua iniciação como músico profissional, vem, com nome e capa discretos, esse encerramento.

Mesmo que se releve o rock psicodélico do Cream ou a orientação pop de alguns de seus hits acústicos, Eric Clapton é um blues-man. Sempre foi. Suas influências musicais datam principalmente da primeira metade do século XX. O jazz de Nova Orleans, a folk music EUA adentro, o blues do Mississipi e de Chicago. E, já na terceira idade, o guitarrista se volta para a música de sua juventude. Se eu só pudesse usar uma palavra para descrever Clapton, seria "raízes".

Da esquerda para a direita: Walt Richmond, Willie Weeks, JJ Cale, Eric Clapton, engenheiro de som Justin Stanley, Doyle Bramhall II, e Abe Laboriel Jr. Ocean Way Studios, onde Clapton gravou Clapton.

E é dessa volta às raízes em pleno 2010 que sai um dos melhores (e com certeza o mais maduro) trabalhos do slow-hand. O disco é uma combinação de principalmente blues e jazz, com pontas de folk, com todos andando de mãos dadas, se alternando e misturando para gerar uma sensação vintage indescritível, potencializada pelo detalhe das gravações todas em analógico. Reunindo parceiros de longa data, como Steve Winwood e JJ Cale, ou mais novos, como Doyle Bramhall II e Derek Trucks, entre muitos outros músicos, Eric Clapton gravou canções que considerava "fora do mapa" e que mereciam voltar, entre elas clássicos e algumas poucas composições de músicos mais jovens.

O álbum, que marca a volta das Gibson às slow hands do guitarrista, é diferente de tudo que ele já gravou. E até certo ponto é difícil explicar esse fato. Para qualquer fã do músico o play soa emocionante, mas o feeling geral é o da nostalgia. A qualquer um é perceptível que o registro é reflexo de algo muito humano e comum: um homem de idade avançada dando seu último adeus à própria juventude, prestando uma homenagem a tudo que ela representa. Mas não entenda isso como "um velho sendo antiquado e terminando a carreira". Eric Clapton está afiadíssimo no play, tanto nos vocais quanto empunhando o famigerado instrumento de 6 cordas. Está tudo ali: a voz grave rasgando na hora certa, os lendários solos em pentatônica.

Portanto, em meio a essa abertura espontânea do sentimentos de um ídolo, nunca tabelaria esse disco fazendo destaques ou descrevendo detalhes técnicos do som. O que posso dizer é que a sonoridade caminha por um lado mais intimista e singelo dos gêneros que a compõem.

Sem me aprofundar, deixo que o prazer de conhecer esse disco venha por conta própria para você, passageiro da Combe. Não perca a oportunidade de ouvir esse disco, simplesmente essencial a admiradores do grande Eric Clapton, slow-hand, God, e por aí vai...

01. Traveling Alone (Lil' Son Jackson)
02. Rocking Chair (Hoagy Carmichael)
03. River Runs Deep (JJ Cale)
04. Judgement Day (Snooky Pryor)
05. How Deep Is The Ocean (Irving Berlin)
06. Milkman (Johnny Burke, Harold Spina)
07. Crazy About You Baby (Walter Jacobs)
08. That’s No Way To Get Along (Robert Wilkins)
09. Everything Will Be Alright (JJ Cale)
10. Diamonds (Doyle Bramhall II, Nikka Costa, Justin Stanley)
11. When Somebody Thinks You’re Wonderful (Harry M. Woods)
12. Hard Times (Lane Hardin)
13. Rolling And Tumbling (Bramhall, Eric Clapton)
14. Autum Leaves (Joseph Kosma, Johnny Mercer, Jacques Prévert)

Eric Clapton – vocais, guitarra, mandolin
Steve Winwood - guitarra, vocais, hammond
Doyle Bramhall II – guitarra, percussão, vocais
JJ Cale – guitarra, vocais
Jim Keltner – bateria, percussão
Willie Weeks – baixo
Walt Richmond – piano, teclados, hammond, piano elétrico
Derek Trucks – guitarra
Paul Carrack – hammond
Sereca Henderson – orgão
London Session Orchestra – cordas
Allen Toussaint – piano
Wynton Marsalis – trumpete
Kim Wilson – gaita
Sheryl Crow – vocais
Nikka Costa – vocais de apoio
Terry Evans – vocais de apoio
Willie Green, Jr. – vocais de apoio
Lynn Mabry – vocais de apoio
Arnold McCuller – vocais de apoio
Debra Parsons – vocais de apoio

LINKS NOS COMENTÁRIOS
LINKS ON THE COMMENTS

Jp

Um agradecimento ao Capilar, amigo de longa data e o maior fã de um artista que eu já conheci.


Marcadores: * Jp, # Blues, # Folk, # Jazz, Eric Clapton Motorista: Jp às 15:40 17 comentários

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Warren Haynes – Live at Bonnaroo [2004]


Se você acredita que Clapton é deus.

Se você acha que Kotzen é gênio.

Se você argumenta e defende a criatividade de Malmsteen.

Então você DEVE conhecer Warren Haynes. Eleito o 23º maior guitarrista de todos os tempos pela revista Rolling Stone, o homem é um dos músicos mais prolíficos da história do rock.

Haynes começou profissionalmente tocando na banda de David Allan Coe no início dos anos 80, quando foi apresentado a Dickey Betts (The Allman Brothers Band). Em 1987 os Allman Brothers estavam dando um tempo, e Betts gravava um álbum com sua banda The Dickey Betts Band, quando chamou Haynes para ajudar na empreitada. Em 1988 saiu Pattern Disruptive.

A dupla de guitarristas funcionou e, na reunião da The Allman Brothers Band, em 1989, não deu outra: Warren Haynes ocupou o lugar que um dia foi do grande Duane Allman. Com os Allman Brothers gravou diversos discos e, em 1994, formou o Gov’t Mule com o batera Matt Abts (The Dickey Betts Band) e o baixista Allen Woody (The Allman Brothers Band).



Como a agenda apertava, decidiu deixar os Allman Brothers para se dedicar ao Gov’t Mule. Nunca negou uma boa Jam Session ou uma apresentação solo, mostrando-se incansável e prolífico. Tanto que, atualmente, toca na The Allman Brothers Band, no Gov’t Mule e no The Dead (aka Grateful Dead), sendo considerado o próprio Marathon Man (assim chamado por seus amigos conforme a revista Guitar World).



O post de hoje é a gravação de um show solo de Warren Haynes no Bonnaroo Music Festival, ocorrido em Manchester, Tennessee, em 2003 e lançado oficialmente em 2004. A apresentação se deu no palco principal, no domingo à tarde, no dia seguinte após ele ter sido a atração final com os Allman Brothers. Segundo o site do próprio Haynes, a produção do festival lhe deu carta branca para tocar o que quisesse. O alto astral do show é latente.


Festival de Bonnaroo - ótimo pra segurar só com uma viola!


O set list foi variado, tendo músicas do Gov’t Mule (Beautifully Broken e Fallen Down) e The Allman Brothers Band (Soulshine, com a presença do vocalista sulafricano Vusi Mahlasela como convidado especial). Tem a inédita Forever More (que sequer havia sido gravada antes) e os inusitados covers de Radiohead (Lucky), U2 (One), Grateful Dead (To Lay Me Down) e Ray Sisk (Glory Road), que mostram o ecletismo de Haynes e o vocabulário de um músico completo, capaz de segurar uma platéia de milhares de pessoas apenas com seu violão ou com sua guitarra plugada em um amplificador bem timbrado.



É difícil destacar algo especificamente. Sugiro que você convide sua(seu) parceira(o) para jantar, sirva um bom vinho e coloque o som pra rolar. Tente, depois, definir pontos altos e baixos do disco, se for capaz e ainda estiver focado no som - se é que me entende... Obra de gênio.

Track List

1. Lucky (C. Greenwood, J. Greenwood, Selway, Yorke)
2. Patchwork Quilt (Haynes)
3. To Lay Me Down (Garcia, Hunter)
4. Glory Road (Sisk)
5. The Real Thing (Haynes)
6. One (Bono)
7. In My Life (Haynes)
8. I'll Be The One (Haynes)
9. Fallen Down (Haynes)
10. Forevermore (Haynes)
11. Beautifully Broken (Haynes, Louis)
12. I've Got Dreams To Remember (O. Redding, Z. Redding, Rock)
13. Tastes Like Wine (Haynes)
14. Wasted Time (Henley, Frey)
15. Stella Blue (Garcia, Hunter)
16. Soulshine (Haynes) – (participação especial Vusi Mahlasela)

Link nos comentários
Link on the comments

Por Zorreiro
Marcadores: * Zorreiro, # Folk, # Southern Rock, Warren Haynes Motorista: ZORREIRO às 10:00 7 comentários

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Bob Dylan - Bringing It All Back Home [1965]


Clássico. É assim que podemos definir o quinto disco do genial Bob Dylan. O que iremos encontrar será Dylan dividido entre o folk do início de sua carreira e do rock que tinha explodido com o surgimento de bandas como Beatles e o Rolling Stones. Sem se definir, ele acaba por misturar ambos, em um disco homogêneo e que se tornaria uma antecipação do que viria no petardo "Highway 61 Revisited", lançado ainda no mesmo ano (e postado aqui pelo camarada JP).

Sim, o trabalho aqui é tão bem feito, que em tudo que é lista de grandes clássicos você encontrará este, desde a lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame até a de Pop Albums, em que está em um honroso 6º lugar. Sim, na minha modesta opinião, junto com o Desire, este é um dos mais grandiosos momentos da carreira de Dylan. Letras sensacionais, e que transmitem ironia, dor e poesia, e que confirmam que não à toa Dylan seja conhecido como um dos grandes poetas da história do rock.

Também temos o distanciamento das canções puramente de protesto, o que era a principal característica de sua carreira até este momento. E sem falar que o que levou ele para aquele momento foi a invasão das bandas de rock britânicas. Influenciado por artistas como Elvis e Hank Williams, ele começa a mostrar sua veia roqueira, e como sugere de maneira sutil no título do disco, traz "tudo de volta para casa", ao tentar trazer um resgate do rock americano, e de sua própria carreira.


Com o primeiro lado do disco essencialmente elétrico, e o lado B acústico, o equilíbrio entre as canções é perfeito. "Subterranean Homesick Blues" abre os trabalhos com uma grande influência de Chuck Berry, com sua letra declamada, e que alguns inclusive a citam como uma das precursoras do rap devido a isso. O tom amargo e ácido dessa canção é perfeito, que mostra a criatividade de Dylan. A ainda melhor "Maggie's Farm" é outro grande destaque, com uma letra que declama que ele nunca mais trabalharia na fazenda de Maggie, retrata bem a maneira que alguns trabalhadores camponeses eram e ainda são explorados, ganhando miséria mesmo que seu trabalho seja duro.

"Love Minus Zero/No Limit" tem uma cativante letra anti-amor, na metáfora de uma mulher que não se deixa enganar com as ilusões que este sentimento traz e escapa de todos os exageros e perigos que este traz. Outros destaques "eletrificados" se dão na bluseira e empolgante "Outlaw Blues" e na animada e cheia de referências "Bob Dylan's 115th Dream" na qual ele tira sarro de algumas paranóias norte-americanas naquele momento. Após isso temos o lado folk de Dylan, que gera quatro canções belíssimas e que encerram esse disco de maneira perfeita.

A emocionante "Mr. Tambourine Man", com sua letra belíssima letra que fala de todas as angústias que um ser humano pode sentir, o que é maximizado na pele de um artista que busca se superar, um clássico que fez ainda mais sucesso na versão feita pelo The Byrds. Uma letra sensacional e um dos maiores clássicos da carreira de Dylan. Outra grandiosa canção é a despedida apresentada em forma de poesia, a também clássica "It's All Over Now, Baby Blue", que confirma a genialidade desse monstro e que ganhou muitas versões, até uma gravada em português pelos Engenheiros do Hawaii e por Zé Ramalho, conhecida por "Negro Amor".

Um registro que está na relação dos obrigatórios para quem afirmar gostar de rock n' roll. Não só para esses, mas para qualquer um que realmente goste de música, pois a obra de Bob Dylan está acima de qualquer definição.






1.Subterranean Homesick Blues
2.She Belongs to Me
3.Maggie's Farm
4.Love Minus Zero/No Limit
5.Outlaw Blues
6.On the Road Again
7.Bob Dylan's 115th Dream
8.Mr. Tambourine Man
9.Gates of Eden
10.It's Alright, Ma (I'm Only Bleeding)
11.It's All Over Now, Baby Blue


Bob Dylan – Vocais, Guitarra, Gaitas, Teclados
John H. Hammond Jr, Kenny Rankin, Al Gorgoni, Bruce Langhorne – Guitarras
John Sebastian, John Boone, Bill Lee, Joseph Macho Jr. – Baixo
Bobby Gregg – Bateria
Paul Griffin – Piano, teclados
Frank Owens – Piano


By Weschap Coverdale
Marcadores: * Weschap Coverdale, # Classic Rock, # Folk, Bob Dylan Motorista: Anônimo às 18:15 5 comentários

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Bruce Springsteen - Devils And Dust [2005]


Hoje fazem 38 anos do lançamento do primeiro disco de Bruce Springsteen, "Greetings From Asbury Park, N.J.". Então nada melhor que um registro do Springsteen para o meu primeiro post do ano. Mais acontecimentos do dia 5 de janeiro, podem ser vistos na Van do Halen, que foi onde descobri isso.

Quem acompanha meus posts, sabe que sou fã do Springsteen. Apesar de alguns torcerem o nariz para seu exacerbado patriotismo, é inegável que ele é um compositor de mão cheia, daqueles que sabe expor as tristezas do ser humano de forma bela e única, onde mostra que a vida não é o mar de rosas que a maioria prega que pode ser. Mais do que um compositor, ele é um desenhista de personagens que tanto eu como você podem conhecer muito bem, perdedores que estão dispostos a mudar de vida após observarem tudo que foi deixado para trás.

E em certos momentos de sua carreira, Springsteen parece querer realmente impressionar, e lança discos que são indescritíveis. E um belo exemplo disso é "Devils and Dust", lançado no ano de 2005. Como um típico cantor folk, ele coloca de lado sua conhecida E-Street Band, e apenas com um violão, gaita e voz, vocifera de maneira digna letras geniais. Tanto que mesmo fugindo de sua típica característica, ele conseguiu colocar esse disco com jeitão acústico no primeiro lugar da Billboard, sendo aclamado pela crítica com louvor.


E aqui, o que vamos encontrar serão histórias de personagens que estão na aridez do deserto do Texas, em que vamos encontrar passagens sobre a vida, desilusão, morte, amor e até mesmo redenção de más escolhas de seu passado, mesmo que de uma maneira pesada e sombria em muitas passagens, o que torna esse um dos discos mais diferentes da carreira de Springsteen.


E é impossível não tirar o chapéu e aplaudir de pé ao ouvir o trabalho feito por Springsteen aqui. Logo com a bela faixa-título, você sentirá um arrepio na espinha. A intimista "Devils and Dust", em que apenas é acompanhado com seu violão e gaita, ele canta a tristeza de um soldado no Iraque, que afirma que está apenas tentando sobreviver, mas que para sobreviver, ele mata as coisas que mais ama. "All The Way Home" apresenta uma declaração de um antigo amor para uma pessoa que acabou de passar por uma separação, como uma chance de corrigir a má escolha do passado e tentar recomeçar tudo novamente e continua a manter as composições em nível elevado.

E a notável habilidade trovadora de Springsteen aparece em outras canções, como na soturna "Black Cowboys" e também na triste história contada em primeira pessoa de um lutador falido em "The Hitter", que também é de arrepiar. Mas o amor também é celebrado, como na bela e simples "Leah", onde mais uma vez somos colocados na pele de um personagem, dessa vez um apaixonado que apenas deseja estar junto da pessoa que ama e construir a vida ao lado dessa pessoa. Uma melodia simples, mas que com certeza passa uma emoção ímpar.

Um registro mais intimista, e que não gerou nenhum clássico incontestável, mas que, porém mostra um compositor nato, sem medo de errar ou de inovar, como fez muitas vezes durante sua carreira. Fato este que fez com que a mesma perdurasse por tanto tempo. Quem dera todos tivessem essa mesma coragem e nos concedessem trabalhos diferentes, mas sem deixar a qualidade de lado.




1.Devils & Dust
2.All the Way Home
3.Reno
4.Long Time Comin'
5.Black Cowboys
6.Maria's Bed
7.Silver Palomino
8.Jesus Was an Only Son
9.Leah
10.The Hitter
11.All I'm Thinkin' About
12.Matamoros Banks

Bruce Springsteen – Vocais, Guitarras, Teclados, Baixo, Bateria, Gaita, Tamborim, Percussão
Brendan O'Brien – Sítara, Baixo
Soozie Tyrell – Violinos, Backing Vocals
Nashville String Machine – Arranjo de cordas
Brice Andrus, Susan Welty, Thomas Witte, Donald Strand – Metais
Chuck Plotkin – Piano
Danny Federici – Teclados
Steve Jordan – Bateria
Patti Scialfa, Lisa Lowell – Backing Vocals
Mark Pender – Trompete

By Weschap Coverdale
Marcadores: * Weschap Coverdale, # Classic Rock, # Folk, Bruce Springsteen Motorista: Anônimo às 20:54 6 comentários

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

The Beatles - Rubber Soul [1965]

Ao contrário do Maurício, eu sou sim, um fã extremo dos Beatles. Acho que só não sou "beatlemaníaco" porque não vivi a época em que eles estavam na ativa. Mas, se tivesse vivido, teria muita história pra contar, em todo esse tempo.

Falar dos Beatles é fácil e difícil ao mesmo tempo, já que é uma banda que ou se ama, ou se odeia (no caso dos fãs de Rock, a maioria ama), mas, que é incontestável a sua influência e importância para o mundo da música, todos nós sabemos. Não só para o mundo do Rock, mas da música em geral, já que podemos encontrar fãs dos "Fab Four" em praticamente todos os tipos existentes. Mas, o que me surpreende hoje em dia, é a quantidade de jovens que deixam sua música passar despercebida em suas vidas, e eu acho que eles são completamente indispensáveis na formação musical de qualquer um. Nem que seja pra ouvir e dizer "tá, isso é uma merda". (risos)

Depois de 5 discos (clássicos!), a proposta da banda mudou drasticamente, já que, saíram das músicas com temas bobinhos e grudentos, para alguns mais profundos e sérios, e é o início dessa transição que "Rubber Soul" retrata, já que aqui, eles flertam os temas usados anteriormente, com os que viriam a ser usados no futuro. E não apenas as letras amadureceram, mas também todo o instrumental, já que eles passaram a usar instrumentos exóticos para o Rock, coisa que até hoje não se tem o pleno domínio. Há quase 50 anos atrás, eles já souberam encaixar bem isso e fazer músicas geniais, que ultrapassam os limites do coração e tocam a alma.

Lennon e McCartney continuam inspiradíssimos por aqui, pra variar, mostrando que, sem dúvidas, até hoje são a maior dupla de compositores da história do Rock (pelo menos, na minha opinião), e com a influência da música Folk e dos vários instrumentos exóticos já citados, ampliaram de vez suas mentes. Lennon usa muito de filosofia em algumas das letras, como podemos notar em musicões como "Nowhere Man" e "In My Life", enquanto McCartney continua um baladeiro de primeira, como podemos notar na belíssima "Michelle", que já foi regravada por uma caralhada de gente.

As vendas continuaram enormes, e estima-se que em pouco tempo, o álbum tenha vendido 5 milhões de cópias, enquanto o compacto de "Day Tripper" e "We Can Work it Out" passou dos 4 milhões. O disco também marca a expansão da "beatlemania" para o mundo inteiro. Nos Estados Unidos, onde eles não tinham tanta importância (por lá, grupos como os Beach Boys ganhavam a mídia), venderam aproximadamente 1,2 milhão de cópias, apenas nos 9 primeiros dias de lançamento. Tudo isso fez com que "Rubber Soul" tenha ganhado o status de um dos 200 álbuns definitivos, pelo Rock And Roll Hall Of Fame e foi considerado pela crítica especializada como o álbum mais inovador do Rock, naquela época, coisa que viria a ser superada pelo também clássico "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band", lançado algum tempo depois.

Chegando aos destaques, é impossível deixar de falar de músicas como "Drive My Car", as baladas "Girl" e "Michelle", as filosóficas "Nowhere Man", "In My Life" e "Norwegian Wood" e a viajante "The Word", onde Lennon e McCartney estavam chapadíssimos de maconha.

Enfim, acho que "CLÁSSICO" já acaba muito bem com tudo o que eu disse antes. (risos)


John Lennon - Vocals, rhythm guitar, acoustic guitar, backin' vocals, maracas, cowbell, tambourine
Paul McCartney - Vocals, lead and acoustic guitar, bass, fuzz bass, piano
George Harrison - Lead guitar, acoustic guitar, 12-string electric guitar, lead and backin' vocals
Ringo Starr - Drums, tambourine, backin' vocals, Hammond organ
George Martin - Piano


1. Drive My Car
2. Norwegian Wood (This Birs Has Flown)
3. You Won't See Me
4. Nowhere Man
5. Think For Yourself
6. The Word
7. Michelle
8. What Goes On
9. Girl
10. I'm Looking Through You
11. In My Life
12. Wait
13. If I Needed Someone
14. Run For Your Life

Link nos comentários / link on the comments


Bruno Gonzalez



Marcadores: # Classic Rock, # Folk, # Pop Rock, The Beatles Motorista: Bruno "Hate" Gonzalez às 02:09 6 comentários

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Zakk Wylde - Book Of Shadows [1996]


Conhecido por seus harmônicos artificiais poderosos, riffs potentes, solos tocantes e estilo único (e muito pesado) de se tocar guitarra, Zakk Wylde tomou os olhos de Ozzy Osbourne em meados de 1987. Também pudera: um guitarrista tão habilidoso e repleto de personalidade como ele, que além de tudo era bem novo (tinha 21 anos quando estreou com o Madman), não poderia passar em branco. E fez por merecer seu posto como um dos mais influentes no mundo do Heavy Metal.

Mas nem todo mundo é feito apenas de metal. Zakk, que já havia experimentado uma faceta mais calma em Pride & Glory, grupo de Southern Rock que montou em 1992 e que lançou um disco dois anos depois, sentiu que precisava de mais. Lançou ao mundo, então, seu primeiro disco dignamente solo. Esse tinha a honra de levar apenas seu nome e tudo o mais.

"Book Of Shadows" está livre do peso, da agressividade e da velocidade do som que consagrou o Rei Eslovaco. A sonoridade predominante é um Rock acústico com elementos de vários gêneros como Country, Southern, Folk e por aí vai. É um play calmo, cativante e viciante, do tipo que é perfeitamente digerido logo na primeira audição. Entupido de boas e sentimentais composições, mas sem soar piegas. Quer algo melhor?


Zakk Wylde esbanja incrível musicalidade em todos os sentidos. Assumiu a guitarra e o violão, como de praxe, além dos teclados e pianos, da gaita, e dos vocais. E que vocais! Rasgados, cheios de feeling e muito bem cantados. A line-up também não deixa a desejar: James LoMenzo, ex-baixista do White Lion e do Megadeth, e Joe Vitale, baterista de mil projetos, provam competência numa cozinha completa.

Não é a toa que os fãs do loirão consideram "Book Of Shadows" um dos melhores trabalhos de sua carreira, no geral. Destaques para "Sold My Soul" (um dos melhores solos da história!), "1,000,000 Miles Away", "Evil Ways", "Between Heaven And Hell" e "Throwin' It All Away", esta composta em homenagem à Shannon Hoon, falecido frontman do Blind Melon. Vale muitíssimo a pena conferir.

PS: a versão aqui postada é a que contém o pequeno disco bônus com as adicionais "Evil Ways", "The Color Green" e "Peddlers Of Death" - a última, um cover acústico de uma música do Black Label Society.

01. Between Heaven And Hell
02. Sold My Soul
03. Road Back Home
04. Way Beyond Empty
05. Throwin' It All Away
06. What You're Look'n For
07. Dead As Yesterday
08. Too Numb To Cry
09. The Things You Do
10. 1,000,000 Miles Away
11. I Thank You Child
12. Evil Ways (Bonus Disc)
13. The Color Green (Bonus Disc)
14. Peddlers Of Death (Bonus Disc - Black Label Society cover)

Zakk Wylde - vocal, guitarra, violão, piano, teclados, gaita, baixo em 10
James Lomenzo - bass guitar
Joe Vitale - bateria, teclados, piano em 11

(Links nos comentários - links on the comments)

by Silver

(Risos eternos)
Marcadores: * Silver, # Acoustic Rock, # Folk, # Southern Rock, Zakk Wylde Motorista: Igor Miranda às 10:50 26 comentários

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Bob Dylan - Desire [1976]


Que Bob Dylan é um dos maiores poetas da história do rock, isso não é segredo nenhum para ninguém, sendo um dos principais nomes dos anos 60, com suas letras tendo ácidas críticas políticas e sociais. Mas nos anos 70, eis que o mesmo sai de cena e passa a produzir discos muito abaixo dos apresentados na década anterior, desagradando a crítica e muito do seu anterior público, com poucos destaques na primeira metade dessa década, sem falar pelos problemas pessoais que passava em seu casamento.

Mas no dia 5 de Janeiro de 1976 isso viria a mudar, com o lançamento de seu melhor disco lançado nesta década e talvez um dos melhores de sua carreira, o clássico “Desire”. Tendo como parceiro Jacques Levy na composição de sete músicas, temos letras sofisticadas, contando histórias e com andamento longo, guiadas pelo violino quase que cigano de Scarlet Rivera, que Dylan conheceu andando de carro, ao vê-la andando com seu violino dentro do case.

E as canções são grandiosas, sendo que isso já pode ser visto na espetacular “Hurricane”, onde Dylan nos conta a história de Rubin "Hurricane" Carter, um lutador que foi acusado injustamente de um crime que não cometeu, pelo fato de ser negro, tendo a história contada em detalhes, com nome dos envolvidos e a maneira que seu julgamento foi mal conduzido, inclusive tendo apenas brancos no júri em uma época que a segregação racial dominava a situação, o que fez que o julgamento fosse tendencioso, injustiça que foi reconhecida em 1985, com a liberdade concedida ao personagem. Seus quase nove minutos hipnotizam, e os violinos dão um toque especial a música. Um dos grandes clássicos da história do rock.


Bob Dylan e Scarlet Rivera, que rouba a cena neste album

Mas não para por aí, temos outras músicas que chamam a atenção, como a polemica e grande balada “Joey”, em que Dylan retrata o gangster Joey Gallo, que Dylan considerava um homem de valores, pois pregava a paz entre os negros, se recusava a matar pessoas inocentes e em uma ocasião defendeu a sua família de ser morta em um restaurante. A letra e a interpretação são surpreendentes e que mostram toda a capacidade intelectual e de composição que a dupla Dylan/Levy tinham a oferecer

O grande momento do disco na opinião desse que vos escreve se dá na bela “Romance in Durango”, que inclusive teve uma versão em português na voz de Raimundo Fagner. A canção que conta a história da fuga de um casal em busca da felicidade após matarem uma pessoa por engano, e retrata seus medos e esperanças durante a viagem de fuga que ocorre. A beleza na interpretação da música é algo que assusta, e a execução que a banda tem é sublime, nos fazendo imaginar que estamos no velho oeste americano, observando toda a cena descrita na letra da música.

Encerrando esta pérola, temos “Sara”, onde Dylan faz um quase que uma súplica desesperada para sua esposa, com a qual estava passando por um momento turbulento no casamento, sendo que o mais bonito é que Dylan sai de seu personagem e aborda seu lado real, com uma biografia fidedigna do relacionamento entre os dois, mas que infelizmente não adiantou muito, visto que um ano depois ela pediu o divórcio, devido a instabilidade no relacionamento dos dois. Ô coisa complicada esse negócio de amor!

Fazendo um resumo da ópera, um dos grandes discos da história não só do rock, mas da música e que mostra o porque de Dylan ser tão reverenciado e influente no meio musical e ter tantas músicas suas coverizadas por outros grandes artistas.

1.Hurricane
2.Isis
3.Mozambique
4.One More Cup of Coffee
5.Oh, Sister
6.Joey
7.Romance in Durango
8.Black Diamond Bay
9.Sara

Bob Dylan – Vocais, Guitarras, Gaita, piano em "Isis"
Scarlet Rivera – Violinos
Dominic Cortese – Acordeon, bandolin
Rob Stoner – Baixo, backing vocals
Howard Wyeth – Bateria, piano

Músicos convidados:
Ronee Blakley – backing vocals em "Hurricane"
Steven Soles – backing vocals em "Hurricane"
Luther Rix - Conga em "Hurricane"
Emmylou Harris – backing vocals

LINK NOS COMENTÁRIOS
LINK ON THE COMMENTS



By Weschap Coverdale
Marcadores: * Weschap Coverdale, # Blues Rock, # Classic Rock, # Folk, Bob Dylan Motorista: Anônimo às 21:27 11 comentários

sábado, 10 de abril de 2010

Bob Dylan - Highway 61 Revisited [1965]


Depois de uma longa ausência, cá estou eu, de volta ao blog. E venho trazer um clássico absoluto e impactante.

No começo da década de 60 Bob Dylan se consolidou como um grande cantor de folk music, um tipo de música de protesto cujos instrumentos se resumiam ao violão e à gaita. Composições longas e simples no violão serviam de plano de fundo para críticas à sociedade americana, abalada, entre outros fatores, pela guerra do Vietnã.

Foi então que Dylan simplesmente mudou. Em julho de 65, chocou a platéia do Newport Folk Festival quando subiu no palco com uma banda equipada com uma guitarra, um baixo, um órgão, um piano e até uma bateria. O público presente não acreditou na variedade de instrumentos e na altura do som, criando uma confusão enorme que fez com que o compositor saísse do palco após apenas três músicas.


Com isso Dylan se tornou o vilão da folk music. Criticado, vaiado e chamado de "vendido" pelos fãs mais antigos, o que aconteceu foi a explosão da popularidade do cantor através de outros públicos com o álbum que lançaria um mês depois: Highway 61 Revisited.

Highway 61 Revisited é um clássico do blues rock, não da folk music. Aqui os instrumentos são elétricos, as faixas mais trabalhadas e os músicos não se resumem a Bob Dylan. A banda é muito eficiente, com destaque para as guitarras carregadas de blues e para piano e órgão, que se sobresseaem durante todo o play.

As letras são outro ponto interessante. A folk music pregava uma noção de coletividade, onde as letras tratavam de assuntos globais e externos a um único indivíduo. Dylan chuta tudo logo de cara com Like A Rolling Stone, que não fala de um grande problema social, e sim dos problemas de uma pessoa qualquer. Em Highway 61 Revisited ouve-se um Bob Dylan mais introspectivo, deixando de lado assuntos que ele havia abordado em composições como Blowin' In The Wind, por exemplo.

Os destaques ficam para Desolation Row, que mantém uma estrutura próxima da folk music, para a bluezeira faixa-título, para o belo piano em Queen Jane Approximately e para duas das melhores músicas do compositor americano: Ballad of a Thin Man e Like a Rolling Stone.

Highway 61 Revisited é um marco na carreira de Bob Dylan, além do melhor das dezenas de discos do cantor. É considerado pela Rolling Stone o 4 º melhor álbum de todos os tempos, além de que Like a Rolling Stone é, segundo a mesma revista, a canção mais importante da história. Exageros à parte, é um play antológico de uma lenda viva da música mundial. Baixe!

Bob Dylan – Guitarra, gaita, piano, vocais
Mike Bloomfield – Guitarra
Harvey Brooks – Baixo
Bobby Gregg – Bateria
Paul Griffin – Órgão, piano
Al Kooper – Órgão, piano
Sam Lay – Bateria
Charlie McCoy – Guitarra
Frank Owens – Piano
Russ Savakus – Baixo

01. Like a Rolling Stone
02. Tombstone Blues
03. It Takes a Lot to Laugh, It Takes a Train to Cry
04. From a Buick 6
05. Ballad of a Thin Man
06. Queen Jane Approximately
07. Highway 61 Revisited
08. Just Like Tom Thumb's Blues
09. Desolation Row

(links nos comentários - links on the comments)

Jp

Dylan e Al Kooper em 1965, pouco antes do Newport Festival
Marcadores: * Jp, # Blues Rock, # Classic Rock, # Folk, Bob Dylan Motorista: Jp às 19:39 4 comentários
Postagens mais antigas Página inicial
Assinar: Postagens (Atom)
Participe do chat da Combe do Iommi no MSN (basta adicionar este e-mail aos seus contatos):

group1093303@groupsim.com

E integre-se ao perfil do blog no Facebook:

http://on.fb.me/hG9iEG

Passageiros no momento

Seguidores

Total de visualizações

Sparkline

Avisos

1. Caso tenha baixado algum arquivo com senha, vale tentar as senhas comberocks e http://combedoiommi.blogspot.com

2. A Combe do Iommi não disponibiliza nada além de resenhas. Os arquivos para download estão hospedados em outros sites;

3. Páginas no site "Lix.in" devem ser procedidas clicando em "Continue".

4. A equipe da Combe do Iommi não se responsabiliza pelo uso indevido dos arquivos;

5. Recomenda-se que o usuário do blog compre o disco em qualquer circunstância de aprovação;

6. Parcerias são bem-vindas e o contato pode ser realizado nos comentários;

7. Pedidos não são bem-vindos pois o Google resolve tudo;

8. Comentar nas postagens que usufruir ou apreciar é uma ótima forma de agradecimento e apoio.

Pesquisa

Status

Vans, carros, ônibus e afins

  • - Van do Halen -
  • Alma Hard AOR
  • Atitude Rock n' Roll
  • Bands N' Bands
  • Bootlegs Kiss
  • Code Metal
  • Destroyer
  • Glam Groupies
  • Hard & Heavy
  • Heavy Metal Center
  • Hellzin Nervoso
  • Ignes Elevanium
  • Iron Man
  • Jay Bootlegs
  • Metal of Prophecy
  • MetaLand BR
  • Musicólatras
  • Nostalgia
  • O Caralho a 4
  • Overkill Rock And Heavy Metal
  • Ozzy Osblog
  • Polêmico Rock
  • Psycho Rockers
  • Rock And Roll Bar
  • Rock And Rulez
  • Rock's File
  • Roque Veloz
  • Roseira Rockeira
  • Rádio Casa do Rock
  • Segundas Estórias
  • Southern Wavez
  • Symphony Of Hate
  • That Old Guitar
  • Top Blog Metal

Blog Archive

Labels

  • * Alvaro Corpse (14)
  • * Breno Airan Meiden (24)
  • * Dragztripztar (79)
  • * Gabriel (42)
  • * Hairbanger (76)
  • * Jay (352)
  • * Jp (58)
  • * Lovemma (26)
  • * Lucas (12)
  • * Meanstreet (108)
  • * Pedro Frasson (16)
  • * Silver (532)
  • * sueco (28)
  • * Weschap Coverdale (167)
  • * Zorreiro (106)
  • # Acoustic Rock (41)
  • # Alternative Metal (2)
  • # Alternative Rock (51)
  • # AOR (123)
  • # Art-rock (5)
  • # Avant-garde (1)
  • # Avant-garde Metal (1)
  • # Bandas Brasileiras (97)
  • # Black Metal (12)
  • # Blues (23)
  • # Blues Rock (106)
  • # Brega Music (1)
  • # Canções Natalinas (1)
  • # Christian Rock (11)
  • # Classic Rock (296)
  • # Coletâneas (18)
  • # Country Hardcore (1)
  • # Country Music (11)
  • # Covers (25)
  • # Crossover Thrash (8)
  • # Crust Punk (3)
  • # Darkwave (1)
  • # Death Metal (20)
  • # Death N' Roll (2)
  • # Deathcore (1)
  • # Disco Music (6)
  • # Doom Metal (8)
  • # Experimental (3)
  • # Flamenco (1)
  • # Folk (10)
  • # Folk Metal (7)
  • # Funk Rock/Metal (20)
  • # Fusion (1)
  • # Garage Rock (17)
  • # Garage Rock Revival (1)
  • # Glam Rock (29)
  • # Gothic Metal (7)
  • # Gothic Rock (5)
  • # Grindcore (5)
  • # Groove Metal (9)
  • # Grunge (16)
  • # Hard Rock (918)
  • # Hardcore (37)
  • # Heavy Metal (388)
  • # Hip Hop (1)
  • # Horror Punk (6)
  • # Indie Rock (2)
  • # Industrial Metal (1)
  • # Industrial Rock (2)
  • # Instrumental (10)
  • # J-Rock (9)
  • # Jazz (5)
  • # Jazz fusion (4)
  • # Karaoke (1)
  • # Lounge Music (3)
  • # Melodic Metal (23)
  • # Melodic Rock (10)
  • # Metalcore (1)
  • # Música Ambiente (1)
  • # Música Clássica (2)
  • # Neo-classical Metal (12)
  • # New Metal (2)
  • # New Wave (10)
  • # Opera (1)
  • # Orquestra (5)
  • # Pop Music (14)
  • # Pop Rock (35)
  • # Post-grunge (5)
  • # Post-punk (1)
  • # Power Metal (68)
  • # Pré-Punk (9)
  • # Progressive Metal (33)
  • # Progressive Rock (30)
  • # Psychedelic Rock (19)
  • # Psychobilly (4)
  • # Punk Rock (97)
  • # Rap Rock (3)
  • # Reggae (3)
  • # Rockabilly (11)
  • # Ska (2)
  • # Sleaze Rock (20)
  • # Sludge Metal (6)
  • # Soft Rock (1)
  • # Soul (6)
  • # Southern Rock (37)
  • # Speed Metal (12)
  • # Stoner Rock (5)
  • # Stoner Rock/Metal (18)
  • # Surf Rock (1)
  • # Symphonic Black Metal (1)
  • # Synthpop (4)
  • # Thrash Metal (71)
  • # Trilhas Sonoras (13)
  • # Viking Metal (3)
  • 037 (2)
  • 1910 Fruitgum Company (1)
  • 21 Guns (1)
  • 220 Volt (1)
  • 3 Doors Down (1)
  • 38 Special (2)
  • 9.0 (1)
  • 91 Suite (1)
  • A.C.T (1)
  • A170 (1)
  • AB/CD (1)
  • AC/DC (12)
  • Accept (4)
  • Ace Frehley (7)
  • Acid Bath (1)
  • Adrenalize (1)
  • AdrianGale (2)
  • Aerosmith (15)
  • After Forever (1)
  • Aion (1)
  • Airkraft (1)
  • Akira Kajiyama and Takenori Shimoyama (1)
  • Al Di Meola (1)
  • Alabama Thunderpussy (1)
  • Alcatrazz (1)
  • Aldo Nova (2)
  • Alfonzetti (1)
  • Aliados (1)
  • Alias (1)
  • Alice Cooper (12)
  • Alice in Chains (6)
  • Alien (USA) (1)
  • Alleycat Smile (1)
  • Almah (1)
  • Alph Lyla (1)
  • Alter Bridge (1)
  • Amaseffer (1)
  • Amy Winehouse (1)
  • Andre Matos (1)
  • Andy Mckee (1)
  • Andy Taylor and Luke Morley (1)
  • Angora (1)
  • Angra (5)
  • Angus (1)
  • Animal (2)
  • Anthrax (5)
  • Anvil (3)
  • April Wine (1)
  • Arcade (2)
  • Arch Enemy (1)
  • Arcturus (1)
  • ARK (1)
  • Armored Saint (1)
  • Artension (1)
  • Artimus Pyledriver (1)
  • Asphalt Ballet (1)
  • Astral Doors (1)
  • Atsushi Yokozeki Project (1)
  • Audioslave (2)
  • Autograph (1)
  • Avantasia (1)
  • Axel Rudi Pell (2)
  • AZ-U-R (1)
  • B.B. King (1)
  • Babe Blu (1)
  • Babylon A.D. (1)
  • Bachman - Turner Overdrive (1)
  • Backsliders (1)
  • Bad 4 Good (1)
  • Bad Brains (1)
  • Bad Chopper (1)
  • Bad Company (4)
  • Bad Flowers (1)
  • Badfinger (1)
  • Badlands (3)
  • Bai Bang (1)
  • Band Of Skulls (1)
  • Bangalore Choir (3)
  • Bar 7 (1)
  • Barão Vermelho (1)
  • Bastardz (1)
  • Bathory (2)
  • Baton Rouge (1)
  • Bay City Rollers (1)
  • BBM (1)
  • Beatallica (1)
  • Beautiful Creatures (1)
  • Beck Bogert and Appice (1)
  • Benjamin Orr (1)
  • Betty57 (1)
  • Big Balls and the Great White Idiot (1)
  • Big Cock (1)
  • Billy Idol (2)
  • Billy Squier (1)
  • Biohazard (1)
  • Black Country Communion (1)
  • Black Drawing Chalks (1)
  • Black Flag (1)
  • Black Label Society (3)
  • Black N' Blue (4)
  • Black Rose (1)
  • Black Sabbath (22)
  • Black Stone Cherry (1)
  • Black Tide (1)
  • Blackberry Smoke (1)
  • Blackfoot (1)
  • Blackjack (1)
  • Blackmore's Night (1)
  • Blaze Bayley (3)
  • Blind Faith (1)
  • Blind Melon (1)
  • Blindman (3)
  • Blonz (1)
  • Blue Cheer (1)
  • Blue Murder (1)
  • Blue Öyster Cult (1)
  • Blue Tears (1)
  • Blues Etílicos (1)
  • Bob Catley (1)
  • Bob Dylan (3)
  • Bob Marley and The Wailers (1)
  • Bob Seger (2)
  • Body Count (1)
  • Boggert and Apice (1)
  • Bon Jovi (5)
  • Bone Machine (1)
  • Bonfire (3)
  • Bonham (1)
  • Boss (1)
  • Boston (3)
  • Brand New Sin (2)
  • Brazen Abbot (1)
  • Breakdown (1)
  • Brian Howe (1)
  • Brian May (1)
  • Brides of Destruction (1)
  • Britny Fox (2)
  • Broken Teeth (1)
  • Brother Firetribe (1)
  • Bruce Dickinson (4)
  • Bruce Kulick (2)
  • Bruce Springsteen (6)
  • Bryan Adams (1)
  • Buddy Guy (3)
  • Burning Black (1)
  • Buzzcocks (1)
  • Cacophony (1)
  • Cadillac Bratz (1)
  • Camisa de Vênus (2)
  • Candlemass (1)
  • Cans (1)
  • Carcass (1)
  • Carl Sentance (1)
  • Carnivore (1)
  • Cássia Eller (1)
  • Cats In Boots (1)
  • Cauldron (1)
  • Cavalera Conspiracy (1)
  • Celtic Frost (1)
  • Celtic Legacy (1)
  • Century (1)
  • Chariot (1)
  • Cheap Trick (1)
  • Cher (1)
  • Chickenfoot (2)
  • Children of Bodom (1)
  • China (1)
  • Chris Hicks (1)
  • Chuck Berry (1)
  • Cinderella (6)
  • Circle II Circle (1)
  • Circle Jerks (1)
  • Cólera (3)
  • Combe do Iommi - postagens especiais (16)
  • Combest Of (6)
  • Conception (1)
  • Contagious (1)
  • Contraband (1)
  • Corrosion of Conformity (1)
  • Coverdale Page (1)
  • Cozy Powell (1)
  • CPR (1)
  • Cracker Blues (1)
  • Crazy Lixx (1)
  • Cream (1)
  • Creedence Clearwater Revival (2)
  • Crimson Glory (1)
  • Crown Of Thorns (1)
  • Cryptic Slaughter (1)
  • D.A.D (1)
  • D.O.A. (2)
  • D.R.I. (1)
  • Da Vinci (1)
  • Damageplan (1)
  • Damn Yankees (3)
  • Damon e Ian Duarte (1)
  • Danger Danger (13)
  • Danny Vaughn (2)
  • Danny Vaughn. Mikey Steel (1)
  • Danté Fox (1)
  • Danzig (1)
  • Dare (1)
  • Dark Angel (1)
  • Dark Avenger (1)
  • Dark Funeral (1)
  • Darkseed (1)
  • Darxon (1)
  • Dataclan (1)
  • Dave Evans (1)
  • Dave Grohl (1)
  • David Bowie (3)
  • David Bryan (1)
  • David Coverdale (3)
  • David Lee Roth (4)
  • Days of the New (1)
  • Dead Boys (1)
  • Dead Kennedys (3)
  • Death (1)
  • Death SS (1)
  • Dee Snider (1)
  • Deep Purple (10)
  • Def Leppard (5)
  • Demons and Wizards (1)
  • Derek and the Dominos (1)
  • Derek Trucks Band (1)
  • Desperado (1)
  • Destruction (2)
  • Digger (1)
  • Dimmu Borgir (1)
  • Dio (9)
  • Dire Straits (5)
  • Dirty Blonde (1)
  • Dirty Trix (1)
  • DISCOGRAFIA (34)
  • Disfear (2)
  • Dokken (6)
  • Domine (2)
  • Dorian Gray (1)
  • Doro (4)
  • Doug Aldrich (1)
  • Down (1)
  • Dr. Feelgood (1)
  • Dr. Sin (6)
  • DragonForce (1)
  • Dream Evil (2)
  • Dream Theater (6)
  • Drive She Said (1)
  • Duff McKagan's Loaded (2)
  • Duran Duran (1)
  • Dust (1)
  • Dynazty (1)
  • Easy Action (1)
  • Easy Star Allstars (1)
  • Echo And The Bunnymen (1)
  • Eddie and the Hot Rods (1)
  • Edge Of Forever (1)
  • Edguy (3)
  • Elf (1)
  • Elton John (1)
  • Elvis Presley (1)
  • Emerald Rain (1)
  • Empire (1)
  • Engenheiros do Hawaii (1)
  • Enuff Z'nuff (2)
  • Eric Carr (1)
  • Eric Clapton (8)
  • Eric Martin (2)
  • Eric Singer Project (3)
  • Erik Norlander (1)
  • Erik Turner (1)
  • Escocia (1)
  • Europe (7)
  • Exciter (1)
  • Eyes (1)
  • EZO (2)
  • Fair Game (1)
  • Fair Warning (1)
  • Faith No More (1)
  • Falcão (1)
  • FarCry (1)
  • Fast Eddie Clarke (1)
  • Fastway (1)
  • Fates Warning (2)
  • Fatum (1)
  • Feinstein (1)
  • Ferrari (1)
  • Fifth Angel (1)
  • Fight (1)
  • Fiona (1)
  • Firehouse (6)
  • Firenote (1)
  • First Signal (1)
  • Flamin' Groovies (1)
  • Flávio Guimarães (1)
  • Fleetwood Mac (1)
  • FM (1)
  • Focus (1)
  • Foghat (1)
  • Foo Fighters (2)
  • Foreigner (1)
  • Forsale (1)
  • Forty Deuce (1)
  • Foxy Roxx (1)
  • Frank Zappa (1)
  • Freak Kitchen (2)
  • Freak Of Nature (1)
  • Freddie King (1)
  • Freddie Mercury (1)
  • Free (2)
  • Frehley's Comet (2)
  • Frenchee (1)
  • From The Inside (1)
  • Frontline (1)
  • Frost (1)
  • Full Blown Cherry (1)
  • Fuzzfaces (1)
  • G3 (1)
  • Gamma Ray (2)
  • Garotos Podres (1)
  • Gary Hoey (1)
  • Gary Moore (6)
  • Gatopardo (1)
  • Gene Loves Jezebel (1)
  • Gene Simmons (1)
  • George Harrison (1)
  • George Lynch (1)
  • GG Allin (2)
  • Giuffria (1)
  • Glasgow (1)
  • Glenn Hughes (4)
  • Golpe de Estado (2)
  • Gonzales (1)
  • Göran Edman (1)
  • Gorefest (1)
  • Gorky Park (1)
  • Gotthard (6)
  • GPS (1)
  • Grand Funk Railroad (1)
  • Grand Magus (1)
  • Grand Slam (Ire) (1)
  • Grand Slam (Jap) (1)
  • Grave Digger (2)
  • Great King Rat (1)
  • Great White (4)
  • Green Day (1)
  • Grimmstine (1)
  • Guardian (1)
  • Guardians of the Flame (1)
  • Guns N' Roses (10)
  • H.e.a.t (1)
  • Halford (2)
  • Hammerfall (2)
  • Hanoi Rocks (3)
  • Hardcore Superstar (2)
  • Hardline (3)
  • Harem Scarem (8)
  • Harley Davidson Road Songs (1)
  • Harlow (1)
  • Haystack (1)
  • Head Cat (1)
  • Hear 'N Aid (1)
  • Heart (2)
  • Heaven and Earth (1)
  • Heavy Bones (1)
  • Helicon (1)
  • Helix (3)
  • Hell In The Club (1)
  • Hellbenders (1)
  • Hellhammer (1)
  • Helloween (13)
  • Hellyeah (2)
  • Hericane Alice (1)
  • Hermeto Pascoal (1)
  • Hibria (1)
  • Hiroshima (1)
  • Hogjaw (1)
  • Holy Moses (1)
  • Hot Boy (1)
  • House Of Lords (4)
  • HSAS (1)
  • HTP (1)
  • Humble Pie (2)
  • Hurricane (1)
  • Hurricane Alice (1)
  • Ice Tiger (1)
  • Iced Earth (5)
  • Iggy Pop (1)
  • Igor Kupriyanov (1)
  • Impaled Nazarene (1)
  • Impurity (1)
  • Inocentes (1)
  • Iron Maiden (13)
  • Izzy Stradlin (1)
  • Jackyl (2)
  • Jagged Edge U.K. (1)
  • Jailhouse (1)
  • Jake E. Lee (1)
  • Jane's Addiction (1)
  • Janis Joplin (1)
  • Jeff Beck (3)
  • Jeff Buckley (1)
  • Jeff Northrup (1)
  • Jeff Paris (1)
  • Jeff Scott Soto (8)
  • Jefferson Airplane (1)
  • Jerry Lee Lewis (1)
  • Jethro Tull (1)
  • Jimi Hendrix (4)
  • Jimmie Vaughan (1)
  • Jimmy Page (2)
  • Jô Soares e o Sexteto (1)
  • Joan Jett and The Blackhearts (2)
  • Joe Lynn Turner (5)
  • Joe Satriani (2)
  • John Corabi (8)
  • John Macaluso and Union Radio (1)
  • John Mayall (2)
  • John Mayer (1)
  • John Mayer Trio (1)
  • John McLaughlin (1)
  • John Mellencamp (1)
  • John Norum (3)
  • John Sykes (1)
  • Johnny Cash (3)
  • Johnny Lima (1)
  • Johnny Thunders and the Heartbreakers (1)
  • Johnny Van Zant (1)
  • Johnny Winter (1)
  • Jonas Street (1)
  • Jorn (2)
  • Joss Stone (1)
  • Journey (4)
  • Judas Priest (9)
  • Julliet (1)
  • Junior Brown (1)
  • Junior Wells (2)
  • Kamelot (1)
  • Kane Roberts (1)
  • Kansas (1)
  • Karl Sanders (1)
  • Karma (1)
  • Katmandu (1)
  • Keel (2)
  • Kefren (4)
  • Keith Richards (1)
  • Kelly Keeling (1)
  • Kerry Livgren (1)
  • Kick Axe (1)
  • Killer Dwarfs (1)
  • Killers (1)
  • King Bird (1)
  • King Crimson (1)
  • King Kobra (5)
  • Kip Winger (2)
  • Kiske/Somerville (1)
  • Kiss (44)
  • Kiss 1974 (2)
  • Kiss 1975 (2)
  • Kiss 1976 (1)
  • Kiss 1977 (2)
  • Kiss 1979 (1)
  • Kiss 1980 (1)
  • Kiss 1981 (2)
  • Kiss 1982 (1)
  • Kiss 1983 (2)
  • Kiss 1984 (3)
  • Kiss 1985 (2)
  • Kiss 1987 (1)
  • Kiss 1988 (2)
  • Kiss 1989 (1)
  • Kiss 1992 (1)
  • Kiss 1993 (1)
  • Kiss 1994 (1)
  • Kiss 1995 (1)
  • Kiss 1996 (1)
  • Kiss 1997 (2)
  • Kiss 1998 (1)
  • Kiss 2003 (1)
  • Kiss 2006 (1)
  • Kiss 2008 (1)
  • Kiss 2009 (3)
  • Kiss 2010 (1)
  • Kix (2)
  • KKB (1)
  • Klaus Nomi (1)
  • Krayola Kids (1)
  • Krisiun (2)
  • Krokus (1)
  • Krux (1)
  • Krystal Tears (1)
  • Kuni (1)
  • Kyuss (1)
  • L.A. Guns (2)
  • La Famiglia Superstar (1)
  • Labyrinth (1)
  • Lamb of God (1)
  • Lancelot Lynx (1)
  • Lancia (1)
  • Laos (1)
  • Last Autumn's Dream (1)
  • LeCompt (1)
  • Led Zeppelin (7)
  • Lee Aaron (1)
  • Legs Up (1)
  • Lenny Kravitz (1)
  • Lillian Axe (1)
  • Lion (1)
  • Lita Ford (1)
  • Litte Quail and the Mad Birds (1)
  • Little Caesar (2)
  • Little Richard (2)
  • Living Colour (1)
  • Lizzy Borden (3)
  • London (1)
  • London Philharmonic Orchestra (1)
  • Lordi (2)
  • Loud N' Nasty (1)
  • Loudness (4)
  • Love/Hate (4)
  • Loverboy (1)
  • Ludwig van Beethoven (1)
  • Lyin' Rampant (1)
  • Lynch Mob (4)
  • Lynyrd Skynyrd (6)
  • M.A.R.S. (1)
  • Machines Of Grace (1)
  • Mad Max (1)
  • Mafia (1)
  • Magnum (USA) (1)
  • Mägo de Oz (1)
  • Mala Medicina (1)
  • Mama Kin (1)
  • Mama's Boys (1)
  • Mamonas Assassinas (1)
  • Manic Eden (1)
  • Manitoba's Wild Kingdom (1)
  • Manowar (3)
  • Mantas (1)
  • Marcello/Vestry (1)
  • Marchello (1)
  • Marillion (5)
  • Mark Free (2)
  • Mark Slaughter (1)
  • Martini (1)
  • Masterplan (1)
  • Matanza (4)
  • Mats Levén (1)
  • MC5 (1)
  • Meat Loaf (2)
  • Megadeth (15)
  • Memento Mori (1)
  • Mercyful Fate (1)
  • Metal Church (1)
  • Metalium (1)
  • Metallica (14)
  • Michael Bormann (1)
  • Michael Jackson (4)
  • Michael Kiske (2)
  • Michael Schenker Group (2)
  • Mick Jagger (2)
  • Midnight Sun (1)
  • Midnight Thunder Express (1)
  • Midnite Club (1)
  • Mike Tramp (2)
  • Mini Mansions (1)
  • Misfits (3)
  • Misha Calvin (1)
  • Missing Tide (1)
  • Misty Rox (1)
  • Mitch Malloy (2)
  • Molly Hatchet (2)
  • Montrose (2)
  • Moonspell (1)
  • Mopho (1)
  • Morbid Angel (1)
  • Morbid Saint (1)
  • Morphine (1)
  • Mortaes (1)
  • Mötley Crüe (16)
  • Motörhead (17)
  • Motorocker (1)
  • Motosierra (1)
  • Mountain (1)
  • MQN (1)
  • Mr. Big (11)
  • Mr. Nasty (1)
  • Murder Rape (1)
  • Napalm Death (3)
  • Narita (1)
  • Nashville Pussy (2)
  • Nazareth (3)
  • Nekromantix (1)
  • Nekrotério (1)
  • Nelson (3)
  • Network (1)
  • Nevermore (1)
  • New York Dolls (1)
  • Niagara (1)
  • Night Ranger (2)
  • Nirvana (1)
  • Nocturnal Rites (2)
  • Nokturnal Mortum (1)
  • Oasis (2)
  • Oingo Boingo (1)
  • Omen (1)
  • Opeth (2)
  • Oral (1)
  • Os Mutantes (4)
  • Os Paralamas do Sucesso (2)
  • Os Replicantes (2)
  • Outlaws (1)
  • Overkill (2)
  • Ozzy Osbourne (11)
  • Paco de Lucia (1)
  • Paganini (1)
  • Page/Plant (1)
  • Pain Of Salvation (1)
  • Pantera (4)
  • Pappo (1)
  • Pappo's Blues (1)
  • Pat Travers (1)
  • Pata (1)
  • Paul Di'Anno (1)
  • Paul McCartney (2)
  • Paul Rodgers (2)
  • Paul Shortino (3)
  • Paul Shortino's The Cutt (1)
  • Paul Shortino/JK Northrup (2)
  • Paul Stanley (5)
  • Pearl Jam (2)
  • Pepsi Pop (1)
  • Perverse (1)
  • Peter and the Test Tube Babies (1)
  • Peter Criss (3)
  • Peter Frampton (4)
  • Peter Pan Speedrock (2)
  • Petra (1)
  • Phil Collins (1)
  • Phil Lynott (1)
  • Philippe Chrétien (1)
  • Picture (1)
  • Pink Cream 69 (1)
  • Pink Floyd (5)
  • Pixies (1)
  • Place Vendome (2)
  • Planet Hemp (1)
  • Plasmatics (1)
  • Player (1)
  • Poison (7)
  • Poison Idea (1)
  • Poison Sun (1)
  • Porcupine Tree (1)
  • Possessed (1)
  • Pound Of Flesh (1)
  • Pretty Boy Floyd (USA) (3)
  • Pretty Maids (4)
  • Pride And Glory (1)
  • Pride Of Lions (1)
  • Primal Fear (2)
  • Prince (1)
  • Psychic Possessor (1)
  • Queen (12)
  • Queen + Paul Rodgers (1)
  • Queens of the Stone Age (1)
  • Queensrÿche (3)
  • Quiet Riot (8)
  • Rádio Táxi (1)
  • Rafa Martin (1)
  • Rage (4)
  • Rage Against The Machine (2)
  • Rage of Angels (1)
  • Rail (1)
  • Railway (1)
  • Raimundos (5)
  • Rainbow (6)
  • Rancid (2)
  • Ransom (1)
  • Rata Blanca (2)
  • Ratos de Porão (6)
  • Ratt (4)
  • Raven (1)
  • Recce-Kronlund (1)
  • Red Hot Chili Peppers (6)
  • Richard Hell and the Voidoids (1)
  • Richard Marx (1)
  • Richie Kotzen (14)
  • Richie Sambora (2)
  • Richie Zito's Project (1)
  • Rick Derringer (1)
  • Riot (3)
  • Riverdogs (1)
  • Riverside (1)
  • Roadhouse (1)
  • Robert Johnson (1)
  • Roberto Carlos (1)
  • Robin Beck (1)
  • Robin Trower (1)
  • Rock Boulevard (1)
  • Rock City Angels (1)
  • Rock Sugar (1)
  • Rockandi (1)
  • Rocky Burnette (1)
  • Rod Stewart (1)
  • Roland Grapow (1)
  • Ron Keel's Iron Horse (1)
  • Rosa Tattooada (1)
  • Rough Cutt (1)
  • Roxx (1)
  • Roxx Gang (1)
  • Roxxcalibur (1)
  • Roxy Blue (1)
  • RPM (1)
  • Rude (1)
  • Running Wild (1)
  • Rush (5)
  • Sacred Warrior (1)
  • Sadus (1)
  • Sahara (1)
  • Saigon Kick (1)
  • Saints and Sinners (1)
  • Saints Of The Underground (1)
  • Salário Mínimo (1)
  • Salty Dog (1)
  • Sam Cooke (1)
  • Sammy Hagar (3)
  • Samson (1)
  • Sangre Azul (1)
  • Santa Esmeralda (1)
  • Santana (1)
  • Saratoga (1)
  • Saraya (1)
  • Sass Jordan (2)
  • Satanic Warmaster (1)
  • Satira (1)
  • Savatage (3)
  • Savoy Brown (1)
  • Saxon (5)
  • Scorpions (13)
  • Screaming Trees (1)
  • Sea Hags (1)
  • Sebastian Bach (5)
  • Secret Sphere (1)
  • Sentenced (1)
  • Sepultura (4)
  • Seraphim Shock (1)
  • Serguei (2)
  • Sex Pistols (2)
  • Sha-Boom (1)
  • Shadow King (1)
  • Shakra (2)
  • Shaman (5)
  • Shark Island (2)
  • Sharks (1)
  • Shaw Blades (2)
  • Sick Sick Sinners (1)
  • Signal (1)
  • Silent Force (1)
  • Silverchair (3)
  • Sin 4 Sin (1)
  • Sinbreed (1)
  • Sixx:A.M. (1)
  • Skid Row (5)
  • Skoe (1)
  • Sky High (1)
  • SkyHell (1)
  • Slade (2)
  • Slash (6)
  • Slash's Snakepit (2)
  • Slaughter (3)
  • Slaughter (Can) (1)
  • Slayer (3)
  • Sledgehammer Ledge (1)
  • Sleeze Beez (2)
  • Smashing Pumpkins (2)
  • Snake Bite (1)
  • Sneak Preview (1)
  • Sodom (2)
  • Soilwork (2)
  • Son Of A Bitch (1)
  • Sonic Youth (1)
  • Sonny Boy Williamson (1)
  • Soul Stone (1)
  • Soundgarden (1)
  • Southern Gentlemen (1)
  • Spandau Ballet (1)
  • Spread Eagle (1)
  • Stallion (1)
  • Stallone Cobra (1)
  • Stan Bush (1)
  • Star One (1)
  • Star Star (1)
  • Stargazery (1)
  • Steel Panther (1)
  • Steelheart (3)
  • Steelhouse Lane (1)
  • Steve Perry (1)
  • Steve Vai (3)
  • Steve Winwood (1)
  • Steven Seagal (1)
  • Stevie Ray Vaughan (2)
  • Stiff Little Fingers (1)
  • Stone Gods (1)
  • Stone Temple Pilots (1)
  • Stormwind (1)
  • Stranger (1)
  • Strangeways (2)
  • Stratovarius (1)
  • Stray Cats (1)
  • Street Toys (1)
  • Strider (1)
  • Stryper (7)
  • Stuart Smith (1)
  • Studs (1)
  • Sublime (1)
  • Suburban Studs (1)
  • Suicidal Tendencies (1)
  • Suicide Silence (1)
  • Sunstorm (1)
  • Superjoint Ritual (1)
  • Supersuckers (1)
  • Supla (1)
  • Survivor (1)
  • Swedish Erotica (1)
  • Sweet (1)
  • Swingin' Thing (1)
  • Symbols (2)
  • System Of A Down (1)
  • T. Rex (1)
  • T.T. Quick (1)
  • Taffo (2)
  • Tainted Angel (1)
  • Takara (1)
  • Talisman (6)
  • Tank (1)
  • Tankard (1)
  • Taraxacum (1)
  • Tears For Fears (1)
  • Ted Nugent (3)
  • Ted Poley (2)
  • Tedeschi Trucks Band (1)
  • Teenage Head (1)
  • Ten (1)
  • Tequila Baby (1)
  • Terry Brock (1)
  • Tesla (7)
  • Testament (1)
  • The 69 Eyes (1)
  • The Allman Brothers Band (3)
  • The Almighty (2)
  • The Answer (2)
  • The Beach Boys (1)
  • The Beatles (6)
  • The Black Crowes (4)
  • The Boogie Knights (1)
  • The Brian May Band (1)
  • The Cars (1)
  • The Clash (3)
  • The Company Of Snakes (1)
  • The Cramps (1)
  • The Cranberries (1)
  • The Cult (2)
  • The Cure (1)
  • The Damned (1)
  • The Darkness (4)
  • The Dictators (1)
  • The Doors (1)
  • The Dwarves (1)
  • The Eagles (1)
  • The Gories (1)
  • The Government (1)
  • The Hellacopters (1)
  • The Hunters (1)
  • The James Byrd Group (1)
  • The Jeff Healey Band (1)
  • The Joe Perry Project (1)
  • The Killers (1)
  • The Legendary Raw Deal (1)
  • The Magnificent (1)
  • The Mars Volta (1)
  • The Marshall Tucker Band (1)
  • The Members (1)
  • The Offspring (1)
  • The Outfield (1)
  • The Police (1)
  • The Quireboys (3)
  • The Ramones (5)
  • The Ring (1)
  • The Rods (1)
  • The Rolling Stones (12)
  • The Rotted (1)
  • The Scream (3)
  • The Sins of thy Beloved (1)
  • The Smith and Wesson Band (1)
  • The Sonics (1)
  • The Stone Roses (1)
  • The Stooges (3)
  • The Throbs (1)
  • The Trashmen (1)
  • The Undertones (1)
  • The Verve (1)
  • The Who (5)
  • The Yardbirds (2)
  • Them Crooked Vultures (1)
  • Thin Lizzy (12)
  • Thor (1)
  • Three Musketeers (1)
  • Thunder (1)
  • Tigertailz (2)
  • Titãs (2)
  • TNT (3)
  • Tokyo Blade (1)
  • Tom Petty And The Heartbreakers (1)
  • Tom Waits (1)
  • Ton Steine Scherben (1)
  • Tone Norum (1)
  • Tony Harnell And Morning Wood (1)
  • Tony Iommi (1)
  • Top Gun (1)
  • Torben Schmidt (1)
  • Torsofuck (1)
  • Touch (1)
  • Tour de Force (1)
  • Toxic Dollz (1)
  • Toy Dolls (4)
  • Treat (2)
  • Tribe of Gypsies (1)
  • Tributos (22)
  • Trilogy (1)
  • Trivium (1)
  • Trixter (2)
  • Trouble Tribe (1)
  • True Blood (1)
  • Tryx (1)
  • Tuatha de Danann (1)
  • Turbonegro (2)
  • Twenty 4 Seven (1)
  • Twisted Sister (6)
  • Two Fires (1)
  • Tyketto (4)
  • Type O Negative (1)
  • Týr (1)
  • U.K. Subs (1)
  • UFO (1)
  • Ugly Kid Joe (1)
  • Uli Jon Roth (1)
  • Ultraje A Rigor (3)
  • Ultramen (1)
  • Union (1)
  • Unruly Child (2)
  • Uriah Heep (2)
  • Utopia (1)
  • VAI (1)
  • Vain (3)
  • Van Halen (18)
  • Vargas (1)
  • Vaughan Brothers (1)
  • Vaughn (1)
  • Velhas Virgens (1)
  • Velvet Revolver (2)
  • Venom (1)
  • Vicious Art (1)
  • Vicious Rumors (1)
  • Video NU-R (1)
  • Vince Neil (1)
  • Vinnie Vincent (5)
  • Viper (3)
  • Virgin Steele (2)
  • Virgo (1)
  • Vivian Campbell (1)
  • Vixen (2)
  • Voodoo Circle (2)
  • Voodoo X (1)
  • W.A.S.P. (10)
  • W.E.T. (1)
  • Waco Jesus (1)
  • Wander Taffo (2)
  • War Babies (1)
  • Warlock (1)
  • Warrant (7)
  • Warrant (Ger) (1)
  • Warren Haynes (3)
  • Waysted (1)
  • Weapons (1)
  • Westworld (1)
  • Wheels Of Fire (1)
  • Where Angels Suffer (1)
  • White Lion (8)
  • White Stripes (1)
  • White Widdow (2)
  • Whitesnake (12)
  • Wicked Lester (1)
  • Widowmaker (1)
  • Wig Wam (2)
  • Wild Boyz (1)
  • Wildside (1)
  • Willie Nelson (2)
  • Wilson Hawk (1)
  • Winger (4)
  • Wings (1)
  • Without Love (1)
  • Wolfmother (1)
  • Wolfsbane (1)
  • Woodstock (1)
  • Work Of Art (1)
  • X Japan (2)
  • X Wild (1)
  • XYZ (1)
  • Y And T (3)
  • Yes (1)
  • Yesterday And Today (4)
  • Yngwie Malmsteen (8)
  • Zakk Wylde (2)
  • Zaza (1)
  • Zebra (1)
  • Zeke (4)
  • Zenith (1)
  • Zoser Mez (1)
  • Zumbis do Espaço (1)
  • ZZ Top (4)
Tema Espetacular Ltda.. Tecnologia do Blogger.