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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Opeth - Watershed [2008]


O Opeth vem se mostrando cada vez mais como uma das bandas mais criativas do cenário metálico, principalmente através do seu mais recente lançamento, "Heritage", de que gostei muito. Com uma carreira já sólida na bagagem (o primeiro disco dos suecos, "Orchid", é de 1994), a sonoridade praticada pelo quarteto é algo irrotulável porque as influências são vastas, e vão desde o Hard Rock setentista à Música Erudita.

Esssa variedade de influências musicais faz do som do Opeth algo inexplicavelmente genial e inesperado. E "Watershed", primeiro com o baterista Martin Axenrot, demonstra isso muito bem, com alternâncias entre a velocidade e brutalidade do Death Metal e a calmaria do Folk Metal. O resultado é de uma qualidade acima da média.

A acústica "Coil" é uma das mais simples do registro. Mikael
Åkerfeldt (que também toca violão na faixa) divide os microfones com a agradável Nathalie Lorichs enquanto violinos criam uma atmosfera extremamente melódica e viciante. Já em "Heir Apparent" a paulada corre solta e pela primeira vez no disco Mikael faz uso de guturais; isso apenas na primeira parte da composição. Em "The Lotus Eater", ele mostra sua versatilidade vocal.



"Burden" e "Porcelain Heart" possuem uma melodia bonita e são duas das minhas prediletas. A mistura de violões com guitarras em "Hessian Peel" é notável por criar um contraste belíssimo. "Hex Omega" segue a receita experimental do grupo e encerra com chave de ouro um dos melhores trabalhos dos anos 2000.

Recomendado para quem quer experimentar coisas novas e diferentes. O talento de
Åkerfeldt e seus companheiros, para mim, é inegável; confira você mesmo.



Mikael Åkerfeldt - vocais, guitarras, violões
Fredrik Åkesson - guitarras
Martin Mendez - baixo
Martin Axenrot - bateria

Músicos adicionais:
Per Wiberg - Mellotron, Hammond, piano
Nathalie Lorichs - vocais em "Coil"
Karin Svensson - violino
Andreas Tengberg - cello
Christoffer Wadenstein - flauta

1. Coil
2. Heir Apparent
3. The Lotus Eater
4. Burden
5. Porcelain Heart
6. Hessian Peel
7. Hex Omega

Por Gabriel

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Opeth – Heritage [2011]


Opeth é da Suécia, e isso já é um indicativo de qualidade no mundo do rock.

Michael Åkerfeld formou o Opeth em 1990, e é o principal músico e compositor, assumindo para si, por vezes, a produção dos discos da banda. Único membro remanescente da formação original, é guitarrista, violonista e vocalista de mão cheia, demonstrando um lirismo ímpar nos trabalhos.

Inicialmente, porém, Michael foi recrutado para ser o baixista da banda, que contava com David Isberg nos vocais. O Opeth praticamente não excursionou para promover seus primeiros quatro discos, o que gerou desconfiança por parte do público: será que eles realmente sabem tocar o que gravam?

Mas, atualmente, com uma vasta discografia e três DVDs ao vivo, essa desconfiança caiu por terra e o Opeth se tornou uma das únicas bandas de metal com vocais que não caem na armadilha de alternar entre o lírico e o gutural, e talvez por isso consigo gostar tanto do resultado dos discos.



Como está escrito no site oficial da banda:

“Opeth has spent over two decades steadily amassing a body of work that is at once possessed of a fervent and unrelenting devotion to aesthetic progression (and perfection) while simultaneously scaling the summits of power, mysticism and might aspired to by the group's hard rock forefathers in Sabbath, Purple and Zeppelin.”

Lançado em 13 de setembro de 2011, Heritage é o décimo disco de estúdio dos caras, e o último com o tecladista Per Woberg, que saiu após as gravações. O lirismo e as influências do hard rock inglês setentista estão lá presentes nas composições, mas existe uma criatividade própria, um estilo todo da banda que traz uma lufada de originalidade sobre a colcha da mesmice que cobre os demais representantes do estilo.

A abertura, com Heritage, tem um piano no melhor estilo sonata de Beethoven, irritando aqueles que buscam o imediatismo, que não têm paciência para analisar sistematicamente a obra em seu contexto. Justamente por isso, creio que este é um daqueles discos que devem ser apreciados do começo ao fim como um trabalho único, e não através da ouvida de músicas individuais. Normal, já que o Opeth nunca foi de criar grandes hits.

The Devil’s Orchard é a sequência perfeita. Um riff que utiliza o silêncio como parte do clima abre com chave de ouro a composição. Os timbres dos instrumentos são bem trabalhados, o que dá grande mérito à produção. Os vocais e o Hammond nos remetem sem dó ao Deep Purple dos anos 70.



I Feel The Dark tem violão erudito fazendo a cama para uma vocalização hipnótica, como se estivéssemos diante de um bardo da era pré-renascentista. O desenvolvimento da canção termina em um clima quase prog, meio psicodélico. Me lembrou, em trechos, Capitain Beyond, mas depois essa imagem foi apagada pela grandiosidade da composição.

Slither traz a veia hard da banda, com um super riff blackmoreano de guitarra. Nepenthe traz na sequência a veia shred de Michael e seu parceiro das seis cordas, Fredrik Åkesson. Häxprocess tem ritmos desconexos de bateria, numa levada quase fusion, o que torna difícil qualificar o estilo do disco. Eu qualifico simplesmente como genial.

Aliás, aqui eu flexibilizo o meu ranço com a safra atual do metal (apesar de a banda já ter mais de vinte anos), e aclamo o Opeth como uma das bandas mais criativas do cenário.

Como diz o bom traficante: experimente, você vai gostar...

Track List

1. "Heritage"
2. "The Devil's Orchard"
3. "I Feel the Dark"
4. "Slither"
5. "Nepenthe"
6. "Häxprocess"
7. "Famine"
8. "The Lines in My Hand"
9. "Folklore"
10. "Marrow of the Earth"



Mikael Åkerfeldt (vocais, guitarras, Mellotron, piano)
Fredrik Åkesson (guitarra)
Per Wiberg (teclados, grand piano, Mellotron)
Martin Mendez (baixo)
Martin Axenrot (bateria)


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Por ZOrreiro

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Amaseffer - Slaves for Life [2008]


Ao longo do tempo, adquiri certa restrição a bandas que abordam temática cristã. Por alguns motivos, mas principalmente, por notar que os representantes do tal "White Metal" soam pretensiosos demais. Uma ambição cega de querer intelectualizar a música depõe contra o feeling e a musicalidade. Basta notar que a grande maioria das bandas de "White Metal" mistura Prog e Power Metal, cheios de tempos e exibicionismo interminável (alguns exemplos para o juízo não ficar vazio - Stauros, Destra, Treasure Land, 7days...). Tirando da roda as bandas de Metal Extremo que tratam de cristianismo, pois estou me referindo às bandas ditas como "Heavy Metal" nesse meio.

Mas não tenho a intenção aqui de colocar em questão o mérito/demérito dessa minha opinião pessoal (redundância pra enfatizar). O fato é que, não deixo de escutar determinada banda devido a sua temática, conheço os trabalhos das que eu citei no primeiro parágrafo, além de várias outras, pois sempre tive contato com gente da cena "white" da minha cidade, e que, constantemente, me apresentam bandas dessa vertente imaginária. Contudo, o conjunto que estou trazendo foi 'descoberto' por mim, devido a minha caça por materiais do vocalista Mats Levén. Porém, o Amaseffer não é evangélico, muito menos católico, e sim, judeu!

Emergido da costa mediterrânica de Israel, o Amaseffer tem como objetivo narrar a saga de seu povo bíblico e transmitir através do som toda uma atmosfera voltada a sonoridade do Oriente Médio misturada com ambientações a todo instante - gritos, choros, narrativas em hebraico, diálogos, etc. Basicamente, o som apresentado adere ao Prog Metal, no entanto, absolutamente nada remete a qualquer outra banda do gênero, e nem mesmo às características do estilo. Não há duelos de solos, o virtuosismo é nulo, e as inúmeras mudanças de tempo não são mediante variações melódicas/ rítmicas. Portanto, a definição correta de seu trabalho é Oriental Metal, ou até mesmo, Folk Metal.


Tendo em vista que o Amaseffer é tido como Prog Metal apenas porque não se encaixa em nenhum rótulo e compõe músicas grandes e variadas, e o termo Oriental Metal é algo muito vago, fica impossível referenciar ou dimensionar o tipo de música praticado aqui, mas é fácil definir. Como dito, "Slaves for Life" é um trabalho conceitual (primeira parte de uma trilogia que ainda não foi continuada) retratando o velho testamento através de um misticismo sonoro que impressiona. O instrumental desenvolvido com o auxílio de tablas, flautas, coros e orquestrações direcionadas ao som asiático é complementado pelas vocalizações de Levén que em uma única música consegue trasmitir angústia, sofrimento e suavidade, ao passo que os convidados especiais, Angela Gossow e Yotam Avni, determinam as emoções agressivas.

Todas as músicas são acompanhadas por intervenções constantes que climatizam a história, através das nuances já citadas, e vozes sussurradas ou berros ao longe. Apesar de 3 músicas ultrapassarem os 10 minutos, e a maioria ficar entre 6 e 9 minutos, é tudo muito bem pensado, com os diversos elementos se encaixando perfeitamente, conseguindo a proeza de levar o ouvinte pra dentro da história - mesmo aqueles que pouco se importam com a história narrada, como eu. As inúmeras passagens contidas nas composições são facilmente absorvidas e a cada audição soa melhor. Vou destacar apenas as três músicas mais inusitadas; "Zipporah", que conta com vocais femininos como o atrativo principal, transmite uma sensação muito interessante com sua típica sonoridade árabe - é uma das minhas preferidas.

Depois de uma passagem angelical que se equipara a uma canção de ninar, os vocais de Angela Gossow surgem murmurados e estouram de forma tenebrosa, criando um contraste que representa de maneira magistral a conexão do bem e o mal, fazendo céu e inferno colidir em "Midian", produzindo um resultado indescritível. E como último destaque, "The Wooden Staff", que conta com uma voz embargada fazendo uma pregação desesperadora, deixando qualquer mente sã meio atormentada e angustiada. Salientando que estes destaques são pelo lado inusitado, pois todas as outras composições possuem o mesmo nível e contam com arranjos de uma riqueza irretocável que torna impossível ter predileção especial por alguma destas.



Depois de surpreender o mundo com o Orphaned Land e o grupo de Glam Rock, Crossfire, o caótico e retrógrado Israel produz outro grande representante, e, muito possivelmente, o melhor. O Amaseffer consegue contentar qualquer tipo de público, religioso ou não, pois a força de sua música encanta quem não tem a mente fechada - musical e religiosamente -, e oferece uma qualidade ímpar. Slaves for Life pretere os limites da musicalidade ocidental com sua complexidade tragável e mostra que a mesmice do cenário metálico atual não pode ser justificada com a velha máxima: "tudo é cópia, pois tudo já foi criado". E não vou cometer a injustiça de não fazer a menção especial ao mentor deste trabalho, o baterista e compositor Erez Yohanan. Se continuar assim, é sério candidato a gênio dos tempos atuais.

01. Sorrow
02. Slaves for Life
03. Birth of Deliverance
04. Midian
05. Zipporah
06. Burning Bush
07. The Wooden Staff
08. Return to Egypt
09. Ten Plagues
10. Land of the Dead

Erez Yohanan - Drums, Percussion
Yuval Kramer - Guitars
Hanan Avramovich - Guitars

Guest members:
Mats Levén - all lead and backing vocals
Angela Gossow - growl vocals on "Midian"
Kobi Farhi - all oriental vocals
Maya Avraham - female vocals on "Zipporah"
Yotam Avni - growl vocals on "Midian"
Amir Gvirtzman - flutes
Yatziv Caspi - tablas on "Slaves for Life" and "Midian"
Yair Yona - bass on "Zipporah" and "Burning Bush"

Album narrated by Erez Yohanan

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Dragztripztar

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Nokturnal Mortum - Weltanschauung [2005]


Infelizmente, o Nokturnal Mortum é conhecido, principalmente, pelo posicionamento político de seus integrantes, e por suas letras e visual gráfico ofensivo ao judaico-cristianismo, em todos os aspectos. Digo "infelizmente" por envolver preconceito racial e não somente religioso. Ok, é complicado elogiar um trabalho nessas circunstâncias e tentar convencer as pessoas de que algo "bom" possa ser produzido por uma banda extremista de direita, e orgulhosa até demais, o que acaba por algumas vias se tornando contraditório. Como, por exemplo, eles elevam a cultura de seu país e de sua raça, mas esse país e essa raça são constituídos em sua maioria por cristãos, o que é alvo de repúdio por parte deles. Então, começa por aí, tentar entender esse tipo de ideologia é complicado e desnecessário. E o fato de uma banda pensar da forma que seja em relação à política e religião, não influi em seu trabalho musical. De certa forma sim, porque vira parte da ideologia e inspiração, mas o som envolve vários outros aspectos, como criatividade, influências MUSICAIS, etc.

Deixando um pouco de lado as polêmicas que envolvem a banda, -até por que isso não implica a mim explicar-, o Nokturnal Mortum começou sua carreira na Ucrânia ainda como uma banda de Death Metal e se chamava Suppuration, depois de gravar uma demo, mudaram o estilo para o Black Metal e passaram a se chamar Crystaline Darkness, lançaram mais uma demo e mudaram o estilo do seu Black Metal, incorporando influências do som folclórico, ainda que de forma bem discreta, mas foi o suficiente pra acreditar que a banda era outra e mudaram o nome dessa vez para Nocturnal Mortum e pouco tempo depois para Nokturnal Mortum. Sua carreira teve o início com duas brilhantes demos (Twilightfall [1995] e Lunar Poetry [1996]) que são até hoje pontos altos na carreira da banda e alguns de seus melhores trabalhos, tanto que foram relançados anos mais tarde em CD (as versões originais eram demo-tapes) e passaram a ser ainda mais cultuadas.


Após esses lançamentos que impressionaram o underground da época por apresentar um Black Metal frio, porém, com um grande clima heróico e evidentes influências de Doom Metal e Heavy Metal Tradicional, o Nokturnal perdeu um de seus principais integrantes da época, o guitarrista solo Warterax que deixava o som do grupo ainda mais atraente, por tocar bases e solos com uma destreza e criatividade não tão comum no estilo, e com uma pegada mais voltada pro Heavy Metal. Os teclados de Sataroth também eram um destaque à parte, e ditavam o clima das músicas. Entretanto, sem um guitarrista com boas idéias para se diferenciar do montante que toca de determinada forma já característica do gênero, o Nokturnal Mortum lançou três full-lenghts numa linha padrão de Raw Black Metal, com algumas passagens acentuadas de teclados, porém sem grande destaque. Ou seja, o Nokturnal Mortum que surgiu como uma grande promessa se tornou apenas "mais uma banda de Black Metal".

Depois do lançamento de NeChrist (terceiro e um dos mais polêmicos discos da banda), o NM demorou seis anos para apresentar um novo material. Mas quando decidiram apresentar o que criaram nesse tempo o resultado é simplesmente chocante e impressionante. Weltanschauung é a evolução monstruosa das demo-tapes lançadas no início da carreira, tem todo aquele clima majestoso não sendo tão frio e cru, e com o uso dos mais diversos instrumentos folk (o que não havia na época das demos) com um extremo bom gosto. As estruturas das músicas são bastante variadas e com muitas mudanças de ritmo e melodia, o que torna o som uma verdadeira jornada, pois eles conseguiram passar uma atmosfera tão fascinante e envolvente, que prende a atenção durante o disco todo, que tem como curiosidade o fato de todas as músicas serem precedidas de intros, ora representando sons de batalha, ora tocando melodias essencialmente folk.

A performance de Knjazz Varggoth certamente é outro grande destaque do disco, ele canta de forma bem emocional não deixando de soar odioso e com um timbre menos esganiçado e mais sombrio, sendo o mais apropriado às músicas que não são tão extremas, não tem sequer partes velozes, muito menos blast-beats, o que vai desagradar quem curte um extremismo musical "desenfreado". Mas pra mim o que importa é o nível criativo, não importando se é cadenciado, rápido, atmosférico, ou qualquer que seja o caminho musical adotado pela banda, não sendo mediocridade ou estupidez em forma de música, eu consumo. Pois bem, Knjazz além de ter gravado os vocais e as guitarras, gravou os instrumentos folk junto com o ótimo tecladista Saturious. E por último, não posso deixar de destacar a atuação do batera Odalv, acompanhando totalmente o alto nível criativo da banda com muita competência e com uma consistência digna de aplausos, se mostrando muito superior ao batera antigo, Munruthel.


A faixa-título, Hailed be the Heroes e The New Era of Swords são verdadeiras obras-primas, muito envolventes e instigantes, além de serem extremamente bem compostas. Lembrando que o disco tem 14 faixas, sendo que dessas, são 6 músicas e o restante são intros e curtos instrumentais, mas que também só engrandecem o trabalho e dão um clima diferente a cada passagem do álbum.

O álbum traz como tema principal a complexa e quase incompreensível ideologia de Weltanschauung (palavra alemã que pro português é traduzida como "cosmovisão" ou "visão do mundo"). É impossível tecer qualquer tipo de comentário determinante a respeito disso, visto que é uma das coisas mais abrangentes que eu já pesquisei, e posso no máximo resumir ao que Freud concluiu: Ideologia que produz formas de pensamentos de cunho religioso, científico, artístico e filosófico.

Dentro de cada um desses campos são intermináveis as explicações e argumentos. Obviamente o Nokturnal Mortum tratou desse tema devido à visão distorcida da Weltanschauung por Hitler, para justificar seus atos e usá-la em prol dos seus ideais. E mesmo nos comentários no Mein Kampf em relação à Weltanschauung é bem difícil de captar o que significa exatamente e qual é o ideal proposto, visto que sempre se afunda em um mar de explicações ideológicas pessoais. Chegando a conclusão de que cada um tem sua própria Weltanschauung.

De qualquer modo, não quero instigar ninguém a entender isso, apenas apreciem esse trabalho do Nokturnal Mortum, que em minha opinião é um dos mais bem sucedidos discos que mistura o Black Metal com elementos folk europeu. Ao contrário do que muitos pensam, no Black Metal também existem trabalhos muito bem elaborados, e eu desafio que me digam um disco de qualquer outro estilo de Metal Extremo produzido com uma criatividade tão aguçada quanto Weltanschauung.

01 - The Path Of Immortals
02 - I Feel The Breath Of Ragnarok
03 - Stardust
04 - Weltanschauung
05 - Sorrow Of Native Lands
06 - Hailed Be The Heroes
07 - The Dance Of Fire And Steel
08 - The New Era Of Swords
09 - Endless Vast Swamps
10 - The Knots Upon The Thread Of Fate
11 - Harvesting The Seeds Of Death
12 - The Taste Of Victory
13 - The Way Of Glory
14 - Untitled

Knjaz Varggoth - vocals, guitar, acoustic guitar, weellyre, drymba (mouth harp), telynka, kobza, percussion
Alzeth - guitar
Vrolok - bass
Odalv - drums
Saturious - keyboards, flute, sopilka, ocarina, koza (bagpipe), zitra,
percussion

Guest musicians:
Vasily Haschina - clean vocals, choirs
Sergey Kondratiev - additional lead guitar, additional bass
Aleksey Grebeniuk - violin

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Dragztripztar

terça-feira, 29 de junho de 2010

Týr - Land [2008]



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Land
é o quarto disco da banda feroense Týr.
O quarteto de viking metal sabe muito bem o que faz, sem as tradicionais palhetadas e pedaladas excessivas que se encontra na esmagadora maioria das bandas do gênero. Após uma troca brusca de músicos, a lineup está em seu auge, tendo participado do já tradicional Paganfest na Europa e nos Estados Unidos, ao lado de grandes bandas de folk metal como Moonsorrow e Korpiklaani.
O disco conta com 10 músicas, passando por vários gêneros do metal: gothic, power, progressive, folk, dentre outros. Nada de milhões batidas por segundo: o som é bem cru, ressaltando muito mais o peso do que a velocidade. As letras são cantadas ora em norueguês, ora em feroense. Nenhuma balada no repertório. Valkyrjan é, definitivamente uma das mais marcantes do álbum, que parece uma prece aos deuses pagãos. Com bons solos, fortes vocais e uma percussão que dá arrepios, seu ritmo progride, com a guitarra de Terji Skibenæs entrando no momento certo, em sintonia com a outra guitarra e a voz de Heri Joensen, a grande revelação da atual formação. Também há mais dois épicos nesse disco: Fipan Fagra e Lokka Tattur. As melodias são quase divinas, levando a música a uma verdadeira atmosfera pagã.
A setlist ainda conta com o clássico da banda Hail To The Hammer, a única cantada em inglês, gravada no debut How Far To Asgaard, em 2002. Essa é outra música em que a atual formação mostra o tanto que é mais madura e profissional, com timbres mais minunciosos e mais bem escolhidos e, novamente, com a nova voz da banda, Heri Joensen, que se encaixou perfeitamente nessa e em todas as outras faixas.

Definitivamente um bom disco, da minha banda de folk/viking favorita.

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1. Gandkvæði Tróndar
2. Sinklars Vísa
3. Ocean
4. Gátu Ríma
5. Brennivín
6. Fípan Fagra
7. Valkyrjan
8. Lokka Táttur
9. Land
10. Hail to the Hammer

Heri Joensen — vocal, guitarra
Terji Skibenæs — guitarra
Gunnar H. Thomsen — baixo
Kári Streymoy — bateria


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Tuatha de Danann - The Delirium Has Just Began [2002]


Associe o Iron Maiden ao Jethro Tull e acrescente algumas pitadas de Death Metal (pelos vocais guturais) e sons progressivos. Eis o Tuatha de Danann, projeto idealizado pelo multi-instrumentista Bruno Maia, em meados de 1995. A mistura dos ingredientes citada acima já não era novidade, mas o Tuatha foi a primeira banda do Brasil à aderir ao estilo Folk/Celtic Metal.

Trago-vos, nessa postagem, meu play predileto do Tuatha de Danann: "The Delirium Has Just Began". Apesar de curtinho, as 6 faixas impõem respeito ao grupo e agrada fãs de diferentes vertentes do metal, desde à animada Brazuzan até à belíssima balada Abracadabra.

A competência dos integrantes é notável, visto que precisa-se de habilidade e maestria com o instrumento para fazer esse tipo de som. E o resultado é um disco trabalhadíssimo, rico em detalhes, melodias fortes, refrães até certo ponto grudentos e canções harmonizadas e belas. Ressalto o trabalho realizado sobre os diferentes tipos de instrumentos de corda, eximiamente coordenados por Maia e Rodrigo Berne.

Abram suas mentes e confiram esse disco magnífico!

(Postagem dedicada ao Lovemma, da equipe do nosso querido blog Combe do Iommi ® e meu grande amigo há anos. O doidão completava 18 anos no dia original da postagem. Ratifico que vossa senhoria não podes mais quebrar correntes alheias nem fazer barulhos bizarros com plásticos em locais públicos, já que agora há a possibilidade de delegacia. [risos])

01. Brazuzan - Taller Than A Hill
02. The Last Pendragon
03. Abracadabra
04. The Last Words
05. The Wanderings Of Oisin
06. The Delirium Has Just Began

Bruno Maia - vocal, guitarra, violão, flauta
Rodrigo Berne - guitarra, violão
Giovani Gomes - baixo, backing-vocals
Rodrigo Abreu - bateria, percussão
Rafael Castro - teclado, piano, órgão

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by Silver

Lovemma e Silver - nerds broDers (sic.)
rock-a-rollers em conjunto desde 2006

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Mägo de Oz - La Ciudad de Los Arboles [2007]

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Mägo de Oz é uma banda espanhola de folk metal.
Com o nome claramente influenciado por histórias, o grupo foi fundado em 1989 pelo atual baterista, Txus. A banda mistura o heavy metal tradicional com a cultura celta presente até os dias de hoje na Espanha, cheia de gaitas de fole, violinos, castanholas e outros instrumentos muito exóticos para nós :D.
A competência e o bom gosto dos músicos é comprovada nesse último álbum da banda, lançado em novembro de 2007, deixando os fãs cada vez mais fiéis ao inconfundível estilo do Mägo de Oz.

Tracklist:
01. El Espíritu Del Bosque (Intro)
02. La Ciudad de Los Árboles
03. Mi Nombre Es Rock Rock'n'Roll
04. El Rincón De Los Sentidos
05. Deja de Llorar
06. La Canción De Los Deseos
07. Y Ahora Voy a Salir
08. Runa Llena
09. Resacosix En La Barra
10. No Queda Sino Batirnos
11. Sin Tí, Sería Silencio (Parte II)
12. Sin Molesto, Me Quedo
13. El Espíritu Del Bosque II


Banda:
Txus Di Fellatio: Bateria e coros
José Andrëa: Voz e coros
Carlos Prieto "Moha": Violini, viola e coros
Frank: Guitarra, guitarra acústica e coros
Carlitos: Guitarra
Jorge Salán: Guitarra
Pedro Díaz "Peri": Baixo
Sergio Cisneros "Kiskilla" Piano, acordeon e sintetizadores
Fernando Ponce: Flautas e harmônicas
Patricia Tapia: Voz e coros

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