Lembre-se

Comentar em alguma postagem não irá lhe custar mais do que alguns segundos. Não seja um sanguessuga - COMENTE nas postagens que apreciar!

Os links para download estão nos comentários de cada postagem.

Acesse: www.vandohalen.com.br
Mostrando postagens com marcador # Garage Rock. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador # Garage Rock. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de junho de 2011

Betty57 - Ilegal, Imoral e Engorda [2011]


O trio paulistano Betty57 foi formado em 2003 e hoje é constituído pelo vocalista e guitarrista Paulo Betty, pelo baixista Jones e pelo baterista Samuel Frade. Não há motivos para me ater aos detalhes "além música" neste texto porque os integrantes foram recentemente entrevistados pelo blog Van do Halen (confira a entrevista clicando AQUI), mas vale lembrar que o lendário Marcelo Nova (Camisa de Vênus) aprovou o som, afirmando que os caras fazem "o rock que eu, você e todo mundo gosta".

Finalmente, após oito anos de estrada, o primeiro álbum de estúdio dos rapazes foi lançado. "Ilegal, Imoral e Engorda" impressiona logo de cara com a capa e o encarte, originais e bem-feitos a ponto de enganar desavisados que irão pensar que a banda é famosa (risos). Mas a surpresa, obviamente, fica por conta do som. O trio apresenta um despretensioso porém digníssimo Rock N' Roll de festa, entrelaçado em influências que vão do trabalho inicial de Beatles e Rolling Stones ao Protopunk e Punk Rock sustentado por nomes como Stooges e Ramones.

Essa salada mista foi aproveitada para gerar um som divertido e que, em vários aspectos, é única - desde os vocais espontâneos e quase desafinados de Paulo até as excelentes linhas de baixo de Jones, que roubam a cena em vários momentos. Valem menções honrosas para as letras descontraídas, para a bateria precisa de Samuel, para os bons backing vocals e para os ocasionais "teclados de cabaré" do saudoso Pedro Pelotas (Cachorro Grande), presentes nas faixas Gokula Rosa Shocking, Uma Garota Legal e Shake Baby Shake.

"Ilegal, Imoral e Engorda" não é um disco para ser analisado, mas para ser simplesmente curtido. Basta a recomendação no encarte, em caixa alta e negrito: "para ser ouvido no volume máximo!". Entre os destaques do play, estão a faixa de abertura Baby Dinamite, a meio punk JJ - em referência à Joan Jett -, e a grudenta Shake Baby Shake.



(Ainda sem o baterista Samuel Frade)

01. Baby Dinamite
02. Lo Lo Lorival
03. Gokula Rosa Shocking
04. Capitão Copacabana E Os Reis Do Qué Qué Qué
05. JJ
06. Uma Garota Legal
07. Betty Bomba
08. Elvis
09. Shake Baby Shake
10. Garotas No Espelho
11. Só Bebe Álcool
12. Carolina, O Que Te Atrai?

Paulo Betty - vocal, guitarra
Jones - baixo, backing vocals
Samuel Frade - bateria, backing vocals

Músicos adicionais:
Pedro Pelotas - teclados em 3, 6 e 9
Mariana Gresta - backing vocals em 3 e 12
Catarina Cicarelli - backing vocals em 3
Shirley Anízio - backing vocals em 3
Mauricião Betto58 - backing vocals em 12

(Links nos comentários - links on the comments)

by Silver

sábado, 29 de janeiro de 2011

The Hellacopters - Supershitty to the Max! [1996]


A Suécia sempre foi país de origem de grandes bandas, principalmente de hard rock. O Hellacopters faz jus à regra: é um dos melhores e mais distintos grupos surgidos nos anos 90.

Formado em 1994 como projeto paralelo de Nickie Andersson e Dregen Svensson, membros, respectivamente, das bandas Entombed (uma das pioneiras do Death 'n' Roll) e Backyard Babies, o Hellacopters faz um rock 'n' roll cru, bêbado e insano. Andamentos rápidos, guitarras sujas, timbres vintages, vocais despreocupados e principalmente uma poderosa energia é o que caracteriza o som, que é claramente inspirado na (e produzido no meio da) putaria. As influências são claras: hard setentista, rock garageiro da década de 60 (principalmente o MC5) e, em alguns momentos, stoner (como fica claro na "Tab" deste disco). Os caras ainda são considerados headliners do garage rock revival. No fim das contas, é um hard rápido, sujo e sem frescuras.

Supershitty to the Max!, lançado em 96, foi um sucesso de público e crítica na Suécia, emplacando até um Grammy no país. Mundo afora, o disco gravado em pouco mais de 24 horas consagrou o Hellacopters como uma banda bastante influente. Ganhou espaço até para abrir para o Kiss em sua passagem pela Escandinávia em junho de 97.



Passei algum tempo tentando fazer destaques, mas isso é impossível nesse disco. O debut da banda sueca é incrível do começo ao fim, mantendo a qualidade elevada durante 40 minutos do mais insano e inconsequente rock 'n' roll.

Depois de Supershitty to the Max!, o Hellacopters lançou mais um álbum com a formação original, até que Dregen saiu para continuar em tempo integral no Backyard Babies. Nos lançamentos seguintes, a banda "limpou" seu som, que passou a ser menos instantâneo e mais bem trabalhado, mas mantendo a essência rocker. Em 2003, dividiu palcos brasileiros com Sepultura e Deep Purple no festival Kaiser Music. Em 2008, o grupo anunciou o fim de suas atividades. Mas seus 14 anos de existência foram suficientes para provar que o Hellacopters é uma das melhores bandas surgidas nos anos 90. Não deixe de conferir!

01. (Gotta Get Some Action) NOW!
02. 24h Hell
03. Fire, Fire, Fire
04. Born Broke
05. Bore Me
06. Its Too Late
07. Tab
08. How Could I Care
09. Didn't Stop Us
10. Random Riot
11. Fake Baby
12. Ain't No Time
13. Such A Blast
14. Spook In My Rocket

Nicke Andersson - guitarra, vocais
Andreas "Dregen" Svensson - guitarra, vocais em 08
Kenny Hakansson - baixo, vocais de apoio
Matz Robert Eriksson - bateria, vocais em 12

Músicos adicionais:
Peder Criss - gaita
Hans Ostlund - guitarra em 11
Nick Vahlberg - vocais em 07

LINKS NOS COMENTÁRIOS
LINKS ON THE COMMENTS



Impossível encontrar fotos do grupo como quarteto (antes da entrada do tecladista Anders Lindström em 1997)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

MQN - Bad Ass Rock And Roll [2004]


Seguindo na onda das grande bandas do underground brasileiro, aqui está uma das maiores: o MQN. Surgida no que daqui pra frente chamaremos de Goiânia Rock City, no ano de 1997, o grupo conquistou seu espaço com um rock 'n' roll bêbado, cru e inconsequente.

Nos anos 2000, o MQN, que já era uma referência local, passou a percorrer os principais festivais independentes do país, se tornando uma força alternativa nacional. Fez três turnês internacionais, duas pelos EUA e uma pela Argentina. Já dividiram palco com gente como Mudhoney, Deep Purple, Nebula, Sepultura, Sérgio Dias e Buzzcocks, entre outros. O vocalista Fabrício Nobre é um dos responsáveis pela Monstro Discos, importante gravadora independente que trabalha com vários grupos underground.

O som do MQN é bastante característico: instrumental pesado e vocais rasgados para formar um hard rock ligado às grandes bandas da década de 70 (principalmente o AC/DC), mas seco, enérgico e garageiro. A influência stoner é latente, principalmente na vertente mais insana e pioneira do gênero, como é o caso do Fu Manchu. As bandas de proto-punk e garage rock dos anos 60, como MC5, também marcam a sonoridade do MQN. Aqui, nesse Badass Rock And Roll, o hard é bem mais explorado. A temática só se volta a coisas como bebida e putaria. Como diz a banda: "Listen loud and have a beer".



Destaques para "Come Into This Place Called Hell", "Got This Thing On The Move", "Let It Rock", "Hard Times" e "My Baby Sold Her Heart To The Devil".

Enfim, MQN é uma espécie de mito do underground brasileiro. Rock 'n' Roll espontâneo, direto. Não esqueça de prestigiar a banda se curtir, e continuem sugerindo novos grupos.

01. Come Into This Place Called Hell
02. Let It Rock
03. Cold Queen
04. Heart Of Stone
05. Hard Times
06. Hot 'N' Nasty
07. My Baby Sold Her Heart To The Devil
08. Money's So Good
09. Got This Thing On The Move
10. Red Pills

Fabrício Nobre - vocais
CJ - guitarra
Gustavo Vazquez - baixo
Miranda - bateria


LINKS NOS COMENTÁRIOS
LINKS ON THE COMMENTS

Jp


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

The Gories - I Know You Fine, But How You Doin' [1990]

Para a alegria de muitos e tristeza de poucos (ou não), venho dizer que, agora, vou me afastar cada vez mais da Combe do Iommi, pois estarei me dedicando ao projeto paralelo 51 com Torresmo, que agora voltou a ativa com o ex-coloborador da Combe Bruno Gonzalez e o camarada Álvaro Corpse, e conta também com outros dois doidos na equipe, Coelho e Tiago, além de mim, é claro. Nós tinhamos ficados um tempão parados (por preguiça mesmo), mas agora estamos voltando com força total! Quem nos conhece das antigas, sabe que lá só postamos música pesada, barulhenta, crua e sem frescuras, independente do rótulo. E quem não nos conhecia, que fique sabendo disso agora! Então se você curte porrada, não deixe de visitar o 51 com Torresmo!

Então, antes de me afastar da Combe, gostaria de deixar esse disco pra vocês, e gostaria de dizer também que vou postar cada vez menos! Mas antes disso, fiquem com esse maravilhoso "I Know You Fine, But How You Doin'", do The Gories, uma obra prima do garage rock. Não sei muito sobre essa banda, apenas que, foi formada por 3 malucos, sendo que um deles era uma mina, que era batera. Os outros dois eram guitarra e vocal. Isso mesmo, não tinha baixo nessa loucura! Também sei que eles vieram de Detroit, cidade linda que já nos presenteou com várias bandas do caralho como os Stooges e o MC5.

Fazendo seu garage rock regressivo, cru e dançante, a banda me cativou logo na primeira ouvida! É um som realmente muito legal, fãs do estilo TEM que conferir esse disco! São 14 músicas, 36 minutos e 35 segundos de rock em seu estado cru e puro. Destaques com "Hey Hey We're the Gories", "Detroit Breakdown", "Goin' to the River", "Thunderbird ESQ", a barulhenta "Ghostrider" e "View From Here". Baita disco, vale a pena o download!

1. Hey Hey We're the Gories
2. You Make It Move
3. Detroit Breakdown
4. Stranded
5. Goin' to the River
6. Early in the Morning
7. Thunderbird ESQ
8. Nitroglycerine
9. Let Your Daddy Ride
10. Six Cold Feet
11. Smashed
12. Ghostrider
13. Chick-Inn
14. View from Here

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

The Sonics - Here Are The Sonics [1965]

Muita gente acha que nos anos 60 só tivemos Beatles, Stones, The Who, psicodelia, hippies, paz e amor. Mas, não era só isso que havia. Foi nessa época que nasceu o dito "garage rock", as clássicas bandas de garagem, que faziam um rock cru, direto, agressivíssimo baseado no blues e no rockabilly, não querendo fazer parte de toda aquela festa hippie regada a LSD e muita maconha. Infelizmente, essas bandas acabaram ficando só no underground, mas anos depois, viriam a influenciar praticamente toda a galera do punk rock.

Dessas bandas garage surgidas nos anos 60, o The Sonics foi uma das mais notáveis. Faziam um som baseado no rockabilly e com fortes influências blues COMPLETAMENTE insano. De fato, não eram grandes músicos, mas transmitiam uma energia enorme. Suas músicas eram completamente doidas, rápidas, agressivas e como já falei, completamente insanas. Bateria parecendo uma metralhadora, berros enlouquecidos, guitarras fortes, baixo marcante, saxofone que praticamente grita nos teus ouvidos e um tecladinho frenético. Rock 'n' roll na sua forma mais pura. Alto, enérgico, insano. Enquanto todas bandas preferiam falar de paz e amor, os Sonics optavam por falar de magia negra, drogas e essas coisas. Com certeza todos deveriam achar esses caras malucos.



"Here Are The Sonics" é o primeiro disco da banda e o melhor (na minha opinião, claro). Álbum completamente insano. Fica fácil saber porque não se deram tão bem assim na mídia. O pessoal queria lançar hippies fazendo um som chapado falando sobre paz e amor, não uns caras malucos falando sobre magia negra e fazendo um som completamente agressivo. Não levavam esse tipo de som a sério, mas mal imaginavam que uma garotada, anos depois (ou até mesmo naquela época) iam entender a mensagem que o grupo quis passar.

Bem, o disco abre com a faixa "The Witch", um clássico do garage rock, considerado por alguns até uma das primeiras canções punk rock da história, por ser totalmente insana e agressiva. Depois o disco segue com dois covers, "Do You Love Me?" (uma das músicas mais coverizadas da história, acho que já ouvi pelo menos umas 5 versões dela, e garanto que tem muitas outras!) e "Roll Over Beethoven". "Boss Hoss" e "Dirty Robber" são rock 'n' roll puro, faixas divertidas e que te dão vontade de dançar. Em "Have Love Will Travel" temos uma influência mais blues tomando conta. "Psycho" é um rock 'n' roll divertido e bem simples. A seguir vem a clássicas "Money", também gravada por muita gente. Mas, pra mim, essa versão é especial. Só não perde pra do Trashmen. O disco segue com outro cover, "Walkin' the Dog", que também foi coverizada por uma penca de gente. Depois vem a "Night Time Is The Right Time" uma faixa legal, mas a porrada vem mesmo com a trinca "Strychnine" (regravada pelos Cramps), "Good Golly Miss Molly" (do Jerry Lee Lewis) e "Keep On Knockin'" (uma das 3 melhores do disco). O disco fecha com três músicas "natalinas", muito boas para essa época do ano. Hahaha.

Enfim, pessoal. Baita discão esse, recomendo o download a todos! Sem mais, vai ali nos comentários, copia o link e é claro, se curtir, comente!

01. The Witch
02. Do You Love Me?
03. Roll Over Beethoven
04. Boss Hoss
05. Dirty Robber
06. Have Love Will Travel
07. Psycho
08. Money
09. Walkin' The Dog
10. Night Time Is The Right Time
11. Strychnine
12. Good Golly Miss Molly
13. Keep On Knockin'
14. Don't Believe In Christmas
15. Santa Claus
16. The Village Idiot

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

terça-feira, 16 de novembro de 2010

The Stooges - The Stooges [1969]

Meu post de hoje é de um disco CLÁSSICO, que dispensa qualquer tipo de comentário. Trata-se do primeiro álbum do Stooges, banda importantíssima para o punk rock, sendo considerada por muitos, como uma das pioneiras do estilo. Não é difícil saber o porque, já que suas músicas são bem simples e agressivas, para a época. Fora a performance deles, que era muito maluca, com direito ao Iggy Pop rolando em cima de cacos de vidro no palco e mostrando a benga pra todo mundo.

Como já falei, esse é o primeiro álbum do Stooges, do ano de 1969. Aliás, ano que também foi lançado "Kick Out The Jams" do MC5, já aqui postado, que também foi um álbum pioneiro e que inspirou bastante os punks de 77, pois, foi um dos primeiros a apresentar uma agressividade sonora incrível com idéias políticas e atitudes rebeldes.

"The Stooges" não mostra muitas idéias políticas no seu conteúdo lírico, suas letras falam de temas mais simples (caminho que os Ramones seguiram), porém o som, é tão agressivo quanto o do MC5. Um som simples, enérgico, agressivo, completamente diferente do que já se havia feito antes. E tudo isso somado as atitudes e vocais do mestre Iggy Pop, uma das figuras mais importantes não só da história do punk mas como da música em si.



A venda dos discos não foi das melhores. Mas, não precisamos nem dizer que a influência que ele teve foi esmagadora, influenciando praticamente todas as bandas punks que iriam surgir nos anos 70, nos EUA, Inglaterra, Canadá, na Europa em geral e até mesmo no Brasil.

O disco já abre bem, com duas faixas arregaçadoras, a épica "1969" e o hino "I Wanna Be Your Dog", talvez a canção mais clássica da banda. Depois, vem a viajante "We Will Fall", seguida de outro hino, "No Fun", coverizada posteriormente por um monte de gente, incluindo os Sex Pistols. Também vale dar destaque as faixas que encerram o disco, "Not Right" e "Little Doll". Não vou destacar as outras porque se não, acabo destacando o disco todo, hahaha. Mas, até nem seria um absurdo, já que esse disco é um clássico e merece ser ouvido do início ao fim.

Por se tratar de um clássico, não só do punk e do garage, recomendo a todos. Mesmo que vocês acabem não curtindo, uma ouvida nesse disco é essencial, pois é histórico. Foi realmente um marco na história da música. Sem esse disco, arrisco dizer, que não ouviriamos muita coisa que ouvimos hoje, pois, direta ou indiretamente, muita coisa no mundo da música, começou a se moldar aqui.

Discasso. Ah, esse post também fecha a discografia do Stooges no blog. Quer dizer, falta o "The Weirdness", mas esse é tão ruim que nem merece ser postado.

1. 1969
2. I Wanna Be Your Dog
3. We Will Fall
4. No Fun
5. Real Cool Time
6. Ann
7. Not Right
8. Little Doll

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

sábado, 13 de novembro de 2010

V.A. - The Roxy London WC2 [1977] + Hope & Anchor Front Row Festival [1978]

Todos nós sabemos da orgia musical que ocorreu na Inglaterra no final dos anos 70. Inúmeras bandas punks surgiam e espalhavam o caos e a desordem sonora. E não só bandas punks: também surgiam vários grupos de new wave e pub rock (garage rock inglês), fazendo som um arregaçador e extremamente agressivo na época. Tudo aquilo era realmente uma afronta a sociedade britânica, aos costumes idiotas, ao estado, aos modismos, e a mídia. Jovens deliquentes cuspiam toda sua raiva pra fora, a exaltavam com riffs agressivos e espancando suas baterias. Os maiores exemplos de toda essa raiva explosiva nós podemos encontar no épico "Never Mind The Bollocks" dos Sex Pistols e nos álbuns do Clash, que realmente são muito bons. Mas, se você quiser saber realmente o que acontecia naquela época, o que acontecia nos pubs das cidades inglesas nos anos de 1977 e 1978, e quiser testemunhar todo esse caos sonoro, você deve ouvir essas duas coletâneas que venho postar hoje: "The Roxy London WC2" e "Hope & Anchor Front Row Festival". Sem mais delongas, vamos as resenhas dessas duas pepitas.

The Roxy London WC2 [1977]

"The Roxy London WC2" é uma compilação de gravações que foram feitas entre janeiro e abril de 1977, no Roxy Club, um pub lendário onde tocaram inúmeras bandas punks importantíssimas, como as presentes aqui Slaughter and the Dogs, Adverts, Wire, Johnny Moped, Eater, X-Ray Spex e Buzzcocks, além de outras que não foram incluidas aqui, como o U.K. Subs, Sham 69, The Damned e até mesmo, The Clash e Sex Pistols. Também foi no Roxy Club que foi gravado o filme "Punk Rock Movie", de Don Letts, um filme que mostra vários concertos de várias bandas além de entrevistas e pessoal de platéia fazendo loucuras.

Essa compilação traz uma palinha do que o punk rock inglês tem de melhor, e com muito estilo! São 12 faixas e 8 bandas geniais. O disco abre com os malucos do Slaughter and the Dogs rasgando cabaços com duas de suas melhores músicas, "Runaway" e "Boston Babies". Depois vem os maníacos do The Unwanted com "Freedom". E a loucura segue com os drogados do Wire. São duas faixas muito doidas e brisantes, visto que o Wire tratava sempre de temas sem nexo em suas músicas, que geralmente eram simplíssimas e iam repetindo os mesmo acordes até eles encherem o saco, fazendo com que na maioria das vezes, a música acabasse do nada, sem "maiores explicações". O disco segue com os Adverts e sua "Bored Teenagers", um dos melhores punk rocks da história, fechando o lado A.

O Lado B abre com o maluco Johnny Moped e uma de suas melhores músicas, "Hard Loving Man", um rock 'n' roll com altas doses de punk. E logo depois, vem os adolescentes extremamente politicamente-incorretos do Eater, mandando duas pancadas na cabeça. Acho que esses guris só não eram mais loucos que GG Allin mesmo, pois já foram acusados de serem machistas, nazistas, racistas e inúmeros outros "istas". Depois o X-Ray Spex manda "Oh Bondage! Up Yours", uma das melhores músicas que já compuseram. Essa aliás, é uma banda bem interessante, já que possui uma mulher no vocal e outra mina no sax (!). O disco fecha com dois sons dos Buzzcocks, banda clássica no meio punk. Não preciso nem comentar nada.

Essa compilação é simplesmente ÉPICA, e mostra o que o punk rock inglês tem de melhor. Sem mais. Vá direto ao link do download e baixe sem pensar, seja lá qual for o seu estilo.

1. Runaway - Slaughter & The Dogs
2. Boston Babies - Slaughter & The Dogs
3. Unwanted - Freedom
4. Lowdown - Wire
5. 12xu - Wire
6. Bored Teenagers - Adverts
7. Hard Loving Man - Johnny Moped
8. I Don't Need It - Eater
9. Fifteen - Eater
10. Oh Bondage! Up Yours - X-Ray Spex
11. Breakdown - Buzzcocks
12. Love Battery - Buzzcocks

Link nos comentários
Link on the comments

-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

Hope & Anchor Front Row Festival [1978]

Se você quer saber o que se passava nos pubs ingleses em geral, esse é o disco ideal, camarada! Aqui temos não só bandas de punk rock, mas como bandas de pub rock safadas, new wave, rockabilly, power pop (de verdade!) e até mesmo reggae! Embora reggae tenha apenas uma música de uma banda, hahaha.

Gravado no pub "Hope & Anchor" no ano de 1978, traz 17 bandas e 25 músicas. Na época, "Hope & Anchor Front Row Festival" foi lançado em LP duplo. Não sei se foi relançado em CD, mas se foi, devem ter juntado tudo isso num CD só, já que nossas modernidades nos permitem.

Bom, por ter 25 músicas e 17 bandas, o disco traz muitos pontos positivos, mas também, alguns negativos - o grande problema das compilações (e até mesmos discos de uma só banda) muito extensas. Mas, no caso, temos que ficar satisfeitos, porque o número de pontos positivos é bem grande e os pontos positivos quase te fazem esquecer os negativos.

O disco já abre em grande estilo, com "Dr. Feelgood" da Wilko Johnson Band, banda de Wilko Johnson, guitarrista do Dr. Feelgood, ótima banda que já postei aqui. Depois vem os Strangles com seu punk/new wave do demônho. Depois temos uma seqüência matadora de músicas: "Styrofoam" do Tyla Gang, "Don't München It" do The Pirates e "Speed Kills" da Steve Gibons Band. Depois, vem a bizarra "I'm Bugged" do XTC, um som realmente muito maluco e que deve ser uma viagem ouvir quando se está drogado. Depois, uma de minhas performances preferidas do disco: Suburban Studs com "I Hate School", arrebentando algumas pregas. Em seguida, The Pleasers, com seu rockabilly de "Billy". O XTC volta com outra música não tão chapada, a "Science Friction", mas ainda sim muito legal. E, depois, temos nada mais nada menos do que os Dire Straits! Isso mesmo, os Dire Straits! Sua participação no álbum fica por conta da "Eastbound Train". Depois temos Burlesque com "Bizz Fizz", uma das músicas mais legais do disco, seguido do X-Ray Spex, presente também na outra coletânea acima, "The Roxy London WC2", mas aqui com uma música diferente: "Let's Submerge", na minha opinião, a melhor da banda. E o ritmo não para, agora vem um dos melhores momentos do disco, uma trinca matadora de músicas, "Crazy" do 999, "Demolition Girl" do The Saints, e mais uma vez, 999 com "Quite Disappointing". Quem curte punk rock, sabe como essas bandas são importantes para o estilo e então se você é fã do estilo, a participação deles aqui já é motivo suficiente pra baixar essa pepita. O ritmo cai com a chatíssima "Creatures Of Doom" dos Only Ones. Mas logo os Pirates voltam pra reanimar o negócio, que cai de novo com o Steel Pulse e seu reggae de mal gosto. Mas, de novo, o ritmo volta com o Roogalator e "Zero Hero". Após, vem Phillip Rambow com a mezzo "Underground Romance". Depois, os Pleasers, Tyla Gang, Steve Gibbons Band, Wilko Johnson Band e Stranglers voltam pra fechar essa pepitaça.

Sem mais frescuras, PEPITAÇA MESMO, recomendo a todos os fãs de punk, de new wave, de rockabilly, garage, ou seja lá o que for! Esse é um dos discos mais épicos da história e uma das melhores compilações que já ouvi, sem exageros. Não perca mais tempo e vá direto aos links!

1. Dr. Feelgood - Wilko Johnson Band
2. Straighten Out - The Stranglers
3. Styrofoam - Tyla Gang
4. Don't München It - The Pirates
5. Speed Kills - Steve Gibbons Band
6. I'm Bugged - XTC
7. I Hate School - Suburban Studs
8. Billy - The Pleasers
9. Science Friction - XTC
10. Eastbound Train - Dire Straits
11. Bizz Fizz - Burlesque
12. Let's Submerge - X-Ray Spex
13. Crazy - 999
14. Demolition Girl - The Saints
15. Quite Disappointing - 999
16. Creatures of Doom - The Only Ones
17. Gibson Martin Fender - The Pirates
18. Sound Checking - Steel Pulse
19. Zero Hero - Roogalator
20. Underground Romance - Phillip Rambow
21. Rock 'n' Roll Radio - The Pleasers
22. On The Street - Tyla Gang
23. Johnny Cool - Steve Gibbons Band
24. Twenty Yards Behind - Wilko Johnson Band
25. Hanging Around - The Stranglers

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

PS: Post pra ninguém botar defeito, então, por favor caras, tratem de comentar!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

The Dwarves - Blood, Guts & Pussy [1990]

Pela capa desse disco (e até mesmo pelo nome) vocês devem ter deduzido que essa é uma banda de goregrind ou aqueles death metal do capiroto estilo Cannibal Corpse e derivados. Mas vocês estão redondamente enganados, pois o Dwarves é uma banda de hardcore TENSA no melhor estilo Zeke, Motossierra, Speedealer e companhia limitada.

Inicialmente eram uma banda de garage rock, mas, aos poucos, foram deixando o som mais agressivo. Mas, não deixaram as influências garage de lado, como podemos perceber claramente nesse disco.

A banda é conhecida por suas letras lindas que falam sobre drogas, sexo e escatologias no geral, e pelas suas apresentações ao vivo, que são bem agressivas. Uma vez, li na comunidade deles no orkut, um cara falando sobre a época que morou nos EUA e viu eles ao vivo, e segundo ele, os Dwarves "tocaram 10 músicas, quebraram tudo e foram embora". Esse é o espírito da coisa! hahahaha

Esse é o terceiro álbum desses loucos de Chicago e pra mim é o melhor. São 12 músicas e 13 minutos de barulho. As músicas aqui não chegam nem a ter 2 minutos. A mais longa aqui tem 1:23. Então, se você é todo gayzinho e não curte sons assim, é melhor nem chegar perto disso. Mas se tu é daqueles que curte barulho, agressividade e porcos sendo estuprados por travestis, pode baixar sem medo porque tá mais do que na hora!

Discão, pra ouvir depois de fumar aquela pedra e sair doidão por aí dando mosh e pogueando em todos os lugares possíveis e impossíveis. Destaques pras músicas "Back Seat of My Car", "Detention Girl", "Drug Store", "Skin Poppin' Slut" e "Motherfucker".

Ah e pessoal, COMENTEM NOS POSTS, CACETE! Se não vou ter que começar a apelar botando foto de atriz pornô no final dos posts, pra ver se assim vocês comentam! (se bem que, convenhamos, não é uma má idéia! hahaha)

1. Back Seat of My Car
2. Detention Girl
3. Let's Fuck
4. Drug Store
5. Skin Poppin' Slut
6. Fuck You Up and Get High
7. Insect Whore
8. Flesh Tantrum
9. SFVD
10. What Hit You
11. Astro Boy
12. Motherfucker

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Haystack - Right At You [1996]



Em meio a todo radicalismo do cenário da música pesada, surgiu esse projeto formado por duas forças distintas do Rock/Metal sueco. Com a intenção de mostrar aos fãs desmiolados que existe proximidade, ou ao menos, possibilidade de misturar a crueza do Punk Rock atual com uma pegada voltada pro Death Metal 'groovado' tendendo pro Stoner Rock, Uffe Cederlund, ex guitarrista e um dos fundadores da banda de Death Metal Entombed, onde permaneceu até 2007, se juntou ao baixista Johan Blomqvist do grupo de Sleaze Rock Backyard Babies, e deram início a essa peculiar união.

À época, curiosamente, ocorria a mudança de estilo de ambas as bandas principais dos fundadores do Haystack, e foi neste ínterim que o projeto lançou seu primeiro trabalho, "Right at You", em 1996 por um selo que também lançava seu primeiro disco, o que obviamente não lhe traria nenhuma possibilidade de crescer ou ter o mínimo de destaque, logo a recepção desse material não deve ser levado em consideração. Um som cru e violento caracterizando a veia old school, misturado a alguns mínimos efeitos dando uma cara moderna, é o que se encontra aqui. A conjunção da sonoridade Stoner do Entombed em discos como "To Ride, Shoot Straight and Speak the Truth" e "Same Difference" com o lado mais Punk Rock do Backyard Babies apresentado a partir do "Total 13", paira em "Right At You" do começo ao fim.

As faixas diretas como "Inside", "Away" e "Fire" soam como um Backyard Babies mais pesado e agressivo, com Uffe Cederlund cantando impiedosamente aos berros e um baixo estrondoso. Já "Low" lembra o Garage Rock dos dois primeiros discos do The Hellacopters, uma pancadaria sem dó nem misericórdia. Para os fãs do Entombed pós-Wolverine Blues, foram compostas "Self-Humiliation", "Ghost" e "Flogged" que remetem demais às composições Doom/Stoner do Entombed, como "Scottish Hell", "High Waters" e "Boats", aqueles sons que quando você dá conta de si, já está descabelado batendo cabeça seja onde estiver (o que é pior e muitas vezes constrangedor). "Black Sheep/Get Lost" é um chute no estômago com uma pegada devastadora e "Down" é a mais curiosa de todas, com uma levada idêntica a de "Payback" do Backyard Babies, que tem uma grande semelhança com a "Big Bang Baby" do Stone Temple Pilots, mesmo sendo mil vezes melhor.

Isso tudo só serve pra demonstrar que não existe uma distância tão grande entre os "posers" do Sleaze com a "carnificina" do Death Metal, e põe todas as teses imbecis de superioridade dos fãs radicais por água abaixo. É certo que aqui não se tem nada do Death Metal tradicional, mas há resquício evidente do Death Metal cheio de groove do Entombed, ainda que seja de sua fase menos Death, e isso misturado à sonoridade do Backyard Babies, mesmo que com uma abordagem mais brusca do seu lado Punk. De qualquer forma, esse disco é exemplar, consegue unir os estilos de duas bandas diferentes e mostrar que mesmo que haja claras distinções entre ambas, não tem como apontar uma sonoridade como "superior" dentro do Rock ou Metal, cada um trabalha as características pesadas à sua maneira, o que foi sintetizado aqui em "Right At You" da melhor forma.

Apesar do som ser descompromissado e ter uma execução meio largada herdada do Garage Rock, aqui tudo é feito sem desleixo e os caras empregam todos os esforços em tocar seus instrumentos com uma força que dá gosto de escutar. Indicado tanto para fãs do Entombed pós-Wolverine Blues, quanto do Backyard Babies, e admiradores de Punk Rock e Stoner Rock em geral. Para aqueles fãs radicais, eu recomendo que não ouçam esse disco, pois ficarão com um nó na garganta e sem argumentos inúteis pra tentar impor seu gosto.

*Post dedicado aos 'punkeiros' do blog/chat da Combe.

01. Inside
02. Away
03. Low
04. Self-Humiliation
05. Joke
06. Ghost
07. Black Sheep/Get Lost
08. Flogged
09. Fire
10. While The City Breathes
11. Down

Uffe Cederlund - Vocals, Guitar
Johan Blomqvist - Bass
Jonas Lundberg - Drums

(Links nos comentários - links on the comments)

Dragztripztar

sábado, 16 de outubro de 2010

Fuzzfaces - Voodoo Hits + Bonus Tracks [2007]

Garage Rock, como era feito nos anos 60 por bandas como The Sonics, Stooges, Trashmen e mais uma caralhada, ou até mesmo feito por bandas mais recentes como Fuzztones e The Mummies é algo que praticamente não existe no Brasil. O Fuzzfaces é uma das únicas bandas daqui que fazem esse tipo de som, isso se não a única. Outro fato curioso é que o baterista da banda, também é o vocalista.

Essa banda de garage rock foi formada no início do ano 2000, em São Paulo, influenciados por Sonics, Fuzztones, Mummies, Cramps e outras bandas desgracentas de garage rock, incluindo aquelas bandas que lançam só um compacto e somem, e só são descobertas anos depois quando lançadas numa coletânea safada, fora uma influência pelo punk dos anos 70 que a banda também tem.

Outra coisa que chama atenção no Fuzzfaces (além do fato de serem uma das únicas bandas do Brasil que faz um som garage estilo anos 60 e de o baterista cantar as músicas) é que as letras são em português. Quer dizer, a maioria das letras são, já que nesse disco tem algumas composições em inglês. Mas mesmo assim, é algo bem legal e dá um toque bem autêntico pra banda.

Esse "Voodoo Hits" é o primeiro (e até onde sei único) álbum do Fuzzfaces, e é realmente bem legal, com letras bacanas, som agressivo, berros, pedais fuzz no talo e todo a energia que só uma banda de garagem consegue transmitir! Destaques ficam com as faixas "Fita K-7", "Voodoo Hits", "Hospício", "Peste", "Só Neste Caixão" e "Eu Já Nem Sei".

Bom pessoal, pra quem acha que o rock brasileiro tá na merda, fica aí uma prova de que não tá não, apesar de as bandas coloridas, emo, indie/alternativas e aqui no sul, os babacas com cabelo penico que andam com terno até no calor de 40 graus e não param de tentar imitar os Beatles e a maldita Jovem Guarda estarem tomando conta de tudo. Temos uma salvação (ou perdição mesmo) do rock, e ela está no underground.

Ah, as faixas-bônus devem ser do primeiro EP deles, "Nós Não Estamos Nem Aí". Enfim, baixem e confiram!

1. Fita K-7
2. Voodoo Hits
3. Cry in the Night
4. Hospício
5. Peste
6. Don't Tread On Me
7. Só Neste Caixão
8. Vendi A Rickenbacker (Com Muito Gosto)
9. Be A Caveman
10. Autêntico Selvagem
11. Um Cara Normal
12. Eu Já Nem Sei
13. Lie Detector
Faixas-bônus:
14. Menina Do Corcel Vermelho
15. Caminhos Cruzados
16. Depois Daquela Viagem
17. Um Milhão de Anos Luz
18. Agora Não Tem Volta

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

The Trashmen - Tube City: The Best of the Trashmen [1992]

O Trashmen infelizmente é conhecido como uma banda de uma música só, música que no caso, seria "Surfin' Bird", coverizada por diversos artistas dos mais diversos estilos, como os Ramones, o Sodom, The Cramps e os Cascavelletes, só pra citar algumas mais famosas. Além de ter um episódio do desenho Family Guy (no Brasil, "Uma Família da Pesada") que tem como tema essa música, e ela ter também tocado em trocentos filmes.

Mas além de "Surfin' Bird" a banda deixou outros registros ótimos, no qual a maioria podem ser encontrados nessa coletânea, "Tube City: The Best of the Trashmen" uma das melhores coletâneas que já ouvi.

Os "homens-lixo" fazem um som realmente genial, misturando elementos de surf rock com rockabilly e garage. Tem várias músicas instrumentais, como "Tube City", "Misirlou" e "Malaguena", "Bird Bath" e "Bad News", todas incrivelmente geniais, que te fazem viajar pra caralho. Isso sem falar nas outras, "My Woodie", a já citada "Surfin' Bird" (creio que a maioria dos que conhecem essa maravilhosa banda, conheceram por essa música), "Kuk", "King Of The Surf" (essa música deveria ser incluída no disco de covers "Acid Eaters" do Ramones, mas como todos sabem, Johnny Ramone não era um excelente guitarrista, e não conseguia executar a introdução desta, então foi deixada de lado), "Sleeper", "Bird Dance Beat", "It's So Easy" e "A-Bone".

Um ótimo registro de uma banda também muito boa, e que infelizmente, não tem o reconhecimento que deveria. Pelo menos eu acho que esses caras deveriam estar no mínimo no mesmo patamar dos Beach Boys, por exemplo, e terem sua obra reconhecida não só pelo hit "Sufin' Bird", mas também por outras de suas músicas.

Se você não conhece o trabalho dos caras, não perca mais tempo e baixe agora mesmo!

01. Tube City
02. My Woodie
03. Surfin' Bird
04. Misirlou
05. Money
06. Kuk
07. King Of The Surf
08. Bird Bath
09. It's So Easy
10. Henrietta
11. Malaguena
12. Sleeper
13. Bird Dance Beat
14. A-Bone
15. Bad News
16. On The Move
17. Peppermint Man
18. New Generation
19. Whoa Dad
20. Real Live Doll

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ton Steine Scherben - Warum Geht Es Mir So Dreckig? [1971]

Mais rock alemão aí pra moçada. No final dos anos 60 e no início dos anos 70, os movimentos estudantis contestadores estavam fervendo na Europa. Havia os hippies, aqueles caras pacifistas que protestavam e fumavam seu baseadinho, viviam em comunidades e etc. Mas também haviam os grupos mais radicais e politizados. Na Alemanha, particularmente, a moçada partiu pra ação direta, inclusive com grupos terroristas. Os mais famosos deles foram a RAF (Facção do Exército Vermelho, em português) - e os squatters. No meio disso tudo, a presença do rock foi natural.

Um dos grupos nascidos nesse contexto e que colocou essas idéias e atitudes no seu som foi o Ton Steine Scherben, uma das bandas mais importantes da Alemanha. O som deles é basicamente um rock 'n' roll setentista bem garageiro com influências de blues e letras BEM politizadas. Suas letras politizadas e atitudes como o fato de seus dois primeiros LPs serem independentes, sendo lançados por uma gravadora própria, foi algo que influenciou bastante o punk rock germânico, que viria a surgir mais adiante, com as bandas Big Balls and the Great White Idiot e Male. Além de serem anti-capitalistas e anarquistas, numa época onde a difusão de informações era bem restrita.

Suponho que o Ton Steine Scherben esteja para o punk alemão assim como o MC5 ou o Stooges está para o punk americano. Porém, o descompromisso com a estética visual e o fato de as letras serem em alemão (fato raro na época entre as bandas germânicas) os deixaram à margem do cenário internacional.

"Warum Geht Es Mir So Dreckig?" ("Porque Sou Tão Miserável?") é o primeiro álbum do Ton Stein Scherben, lançado em 1971. Apresenta 9 músicas que tem entre 3 e 6 minutos de duração na sua maioria, e é claro, todas cantadas em alemão e com letras bem politizadas.

Destaques para "Ich Will Nicht Werden, Was Mein Vater Ist", a faixa-título, "Sklavenhändler" e "Solidarität".

Um registro no mínimo interessante, não só para os fãs de punk, para dar uma conferida nas raízes do estilo na Alemanha, mas como também para fãs de rock em geral.

01. Ich will nicht werden, was mein Alter ist
02. Warum geht es mir so dreckig
03. Der Kampf geht weiter
04. Macht kaputt, was euch kaputt macht
05. Einheitsfrontlied
06. Mein Name ist Mensch
07. Sklavenhändler
08. Alles verändert sich
09. Solidarität

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dr. Feelgood - Stupidity [1976]

Pra começar, não, essa banda não tem nada a ver com o Mötley Crüe e nem com hard rock. O que temos aqui é um garage/blues rock muito bom, vindo diretamente dos pubs de Essex, Inglaterra.

O Dr. Feelgood (gíria para heroína ou para o médico disposto a sobrescrever drogas) foi formado em 1971, e continuam em atividade até hoje. E nesse meio tempo, lançaram uma caralhada de disco, sendo o primeiro, "Down By The Jetty" de 1974. Geralmente a banda é associada ao punk inglês, mas, acho que não tem nada a ver mesmo, embora eles tenham influenciado bastante aquelas bandas que viriam a surgir em 1977, uma delas inclusive, a lendária The Clash.

Esse álbum que venho trazer hoje, além de ser o meu favorito, foi o álbum que levou a banda ao sucesso, o ao vivo "Stupidity", tendo alcançado até o topo das paradas do Reino Unido naquela época. E não é pra menos, porque esse álbum é realmente um dos melhores discos ao vivo já lançados na face da Terra, tendo um repertório excelente que é baseado nos dois primeiros discos da banda, "Down By The Jett" e "Malpractice", de 1974 e 1975 respectivamente, e alguns covers, como "Walking the Dog", do blueseiro Rufus Thomas (e coverizada por uma porrada de gente, talvez os mais famosos sejam os Rolling Stones) e "Johnny B. Good", do grandíssimo Chuck Berry.

Um álbum realmente do caralho, sem mais, acho que todos aqui deveriam baixar ao menos pra dar uma conferida nessa banda que também é do caralho, que eu acho que todos os fãs de rock deveriam ouvir pelo menos uma vez.

1. Talking About You
2. 20 Yards Behind
3. Stupidity
4. All Through the City
5. I'm A Man
6. Walking the Dog
7. She Does It Right
8. Going Back Home
9. I Don't Mind
10. Back in the Night
11. I'm A Hog For You Baby
12. Checkin' Up On My Baby
13. Roxette
14. Riot In Cell Block No. 9
15. Johnny B. Good

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eddie and the Hot Rods - Teenage Depression [1976]

Aqui vai mais um dos grandes clássicos da "safra" punk de 1976/1977, época em que, na minha opinião, surgiram as melhores e mais originais bandas do estilo.

O Eddie and the Hot Rods foi formado em Essex, na Inglaterra, no ano de 1975, e no início foram considerados uma banda de "pub rock" (estilo que ao meu ver, não é muito diferente do rock de garagem americano, a única diferença, é que ele é britânico), mas ficaram famosos em 76/77 com a explosão do punk em Londres e acabaram levando o rótulo de punks, embora nunca tenham se rotulado assim, embora de fato, suas influências ramônicas sejam inegáveis.

"Teenage Depression" é o primeiro disco da banda e um clássico supremo no meio punk rock, sendo considerado um dos primeiros discos do estilo a ser lançado. E além da influência ramônica, já citada, o disco apresenta muita influência de bandas de rock 'n' roll dos anos 60, como os Rolling Stones e o The Who, formando assim uma identidade própria e um som bem original. Algumas músicas (das faixas bônus) trazem algumas passagens de gaita, algo que acho bem interessante, embora há quem ache estranho colocar gaita em punk rock.

Os destaques ficam com "Get Across To You", "All I Need Is Money", "Double Checkin' Woman", o cover do The Who "The Kids Are Allright", a faixa-título e "Shake". Também sou obrigado a destacar as faixas "Writing on the Wall" e "Woolly Bully", mesmo elas sendo faixas bônus.

Sem mais delongas, álbum recomendadíssimo!

01. Get Across To You
02. Why Can't It Be
03. Show Me
04. All I Need Is Money
05. Double Checkin' Woman
06. The Kids Are Allright (live)
07. Teenage Depression
08. Horseplay (Wearier of the Schmaltz)
09. Been So Long
10. Shake
11. On The Run
Bonus Tracks:
12. Writing On The Wall
13. Cruisin' (In The Lincoln)
14. Wolly Bully
15. Horseplay (single version)
16. 96 Tears (live)
17. Get Out of Denver (live)
18. Gloria/Satisfaction (live)
19. On The Run (live)
20. Hard Drivin' Man (live)
21. Horseplay (live)
22. Double Checkin' Woman
23. All I Need Is Money (live)

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

The Cramps - Songs the Lord Taught Us [1980]

Eu lembro que tinha postado essa álbum num dos blogs antigos da Combe, mas como eles já foram pro saco mesmo, o negócio é postar de novo.

O Cramps é uma banda não muito conhecida (mas muito boa - sou suspeito pra falar, pois trata-se se uma de minhas preferidas), porém eles tem um status "cult", ainda mais no meio do garage rock e do psychobilly, onde são ídolos supremos. São considerados por muitos, junto do Meteors, os pais do psychobilly, um gênero músical que seria mais ou menos punk rock dos anos 70 + rockabilly dos anos 60 + letras de horror, sexo, bizarrices e psicose. Ou seja, só pode ser algo lindíssimo de se ouvir!

O Cramps foi fundado em 76 pelo casal mais maluco da face da Terra, Lux Interior (vocal) e Poison Ivy (guitarra), esses dois que, foram os únicos que ficaram na banda até seu fim, no começo do ano passado. A banda acabou porque o Lux morreu, vítima de uma parada cardíaca.

A banda também teve trocentas formações, e nos EUA, fizeram até um certo sucesso. Pela Europa e Oceania também, só aqui no Brasil que eles não tem tanto mesmo...

Começaram a carreira no lendário CBGB, onde tocavam outras bandas lendárias, como os Ramones, os Dead Boys e tantas outras.

Enfim, esse é o primeiro trabalho da banda e o melhor também, estando presente na lista "1001 discos para ouvir antes de morrer", e foi gravado com 2 guitarristas e sem baixo. Apenas as duas guitarras fazendo muito barulho, a bateria seguindo quase sempre a mesma linha simples porém empolgante e os vocais de Lux cantando insanidades no melhor estilo psycho. Destaques para as insanas "TV Set", "Rock on the Moon", "Garbageman", "The Maddy Daddy" e também para as muito loucas "I Was a Teenage Werewolf", "Tear It Up" e "Strychnine".

Mais um clássico da música doente mental, se você tiver qualquer deficiência em sua massa cinzenta ou goste de ouvir música de gente doida não perca mais tempo e baixe na certa!

1. TV Set
2. Rock On The Moon
3. Garbageman
4. I Was A Teenage Werewolf
5. Sunglasses After Dark
6. The Mad Daddy
7. Mystery Plane
8. Zombie Dance
9. What's Behind The Mask
10. Strychnine
11. I'm Cramped
12. Tear It Up
13. Fever
14. I Was A Teenage Werewolf (With False Start)*
15. Mystery Plane*
16. Twist And Shout*
17. I'm Cramped*
18. The Mad Daddy*

* = faixas bônus

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Band Of Skulls - Baby Darling Doll Face Honey [2009]


O Band Of Skulls é uma banda que foi formada em 2004 pela baixista e vocalista Emma Richardson, o guitarrista e vocalista Russel Mardsen e o batera Matt Hayward na grande e portuária Southampton. Após shows na Grande Londres e algumas demos, mudaram o nome da banda para 2008. O que eles não sabiam era que o poderoso e melodioso garage rock deles, seria algo bem maior do que apenas uma peça do grande revival do estilo.


O debut desses negros foi lançado em abril de 2009, o poderoso Baby Darling Doll Face Honey, e é um puta discaço. Demais destaques no parágrafo abaixo e para a banda, que agiu definitivamente como uma.

O disco abre com a blueseira Light Of The Morning, mostrando o quão é legal o contraste dos vocais de Emma e Mardsen. I Know What I Am virou videoclipe e conta com os EXCELENTE vocais de Emma Robertson (uma cruza de Karen O. com algumas partes de Siouxsie) comandando a canção, além de possuir uma letra muito legal. É uma vocalista à parte nesses tempos e uma ótima pedida, já que há uma enxurrada operística no mercado atual de cantoras femininas.


Como é de praxe, Fires é a baladinha e a fuderosa Patterns é a música esporrada do disco, unindo o baixo de Emma e a violência gratuita de Hayward nas baquetas. Mais destaques para a tensa Blood e a excelente Dull Gold Heart.

Assim como o White Stripes e cia, o Band Of Skulls seguiu a tendencia garage/blues rock, porém, mostrando muita originalidade. Pra quem quer ouvir música de qualidade e especialmente um fantástico vocal feminino, o Band pode se tornar a sua banda favorita por algum tempo. Download obrigatório!

Tracklist:
1. Light Of The Morning
2. Death By Diamonds And Pearls
3. I Know What I Am
4. Fires
5. Honest
6. Patterns
7. Bomb
8. Impossible
9. Blood
10. Dull Gold Heart
11. Cold Fame

Line-up:
Emma Robertson - Vocal, baixo
Russell Mardsen - Vocal, guitarra
Matt Hayward - Bateria

(Links nos comentários - links on the comments)

By Alvaro Corpse

sábado, 7 de agosto de 2010

MC5 - Kick Out the Jams [1969]

Como havia dito em outro post (não lembro em qual, mas havia dito de qualquer forma), hoje venho trazer o primeiro (e melhor) álbum do MC5 (sigla que significa Motor City Five). Essa banda foi formada em 64 por Wayne Kramer, Pat Burrows, Rob Tyner, Bob Gaspar e Fred "Sonic" Smith, e foi a primeira banda a unir agressividade musical com idéias políticas. Eu também considero o MC5 como a primeira banda punk da história, ao lado do Stooges (que sim, também vou postar aqui mais adiante), justamente por ter sido a primeira banda a unir agressividade musical com idéias políticas. E também pelo som, que é completamente punk.

Esse aqui foi um dos primeiros (isso se não o primeiro) disco de punk rock da história, gravado ao vivo no Grande Ballroom, em 68 (mas lançado só em 69), e é recheado de palavrões, idéias revolucionárias, discursos, distorções e muito barulho. Esse disco trouxe alguns problemas com a censura pra cima do MC5 e tornava-se comum as apresentações da banda serem interrompidas pela polícia. E a faixa título do disco, que tinha a frase, "Kick out the jams, motherfuckers!" teve que ser alterada para "Kick out the jams, brothers and sisters!". Depois, em 1970, a banda lançou outro álbum, "Back in the USA", porém menos agressivo e com a sonoridade mais voltada ao rockabilly. Mas isso é outra história.

Enfim, "Kick Out the Jams" é um álbum sensacional e obrigatório na discografia de qualquer fã de punk rock e rock garageiro, um disco pioneiro, clássico, absoluto. Destaques para "Ramblin' Rose", "Kick Out the Jams", "Rocket Reducer Nº. 62 (Rama Lama Fa Fa Fa)" e o blues de "Motor City Is Burning".

Baixa logo esse disco e KICK OUT THE JAMS, MOTHERFUCKER!

1. Ramblin' Rose
2. Kick Out the Jams
3. Come Togheter
4. Rocket Reducer Nº. 62 (Rama Lama Fa Fa Fa)
5. Boderline
6. Motor City Is Burning
7. I Want You Right Now
8. Starship

Link nos comentários
Link on the comments