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sábado, 29 de outubro de 2011

Queen - Sheer Heart Attack [1974]


O Queen já é uma das figurinhas mais carimbadas nesse veículo do Iommi. Mas, ainda assim, por aqui não há um representante da primeira fase da trupe outrora liderada por Freddie Mercury. Por esse motivo foi que escolhi "Sheer Heart Attack", seu terceiro LP e, podemos dizer, o fim da sua fase mais orientada pelo Glam do que pelo Hard/Classic (mas temos também elementos do gênero em todos os três primeiros).

Essa característica é mantida em "Sheer Heart Attack", mas os experimentalismos que seriam maximizados no sucessor "A Night At The Opera" já são notáveis, com a inclusão de pianos em várias faixas e uma estrutura musical cada vez mais complexa. Um exemplo disso está na pesada "Brighton Rock", a faixa de abertura, com um Brian May endiabrado e um Freddie Mercury inspirado como sempre foi. A levada é fantasticamente frenética.

"Killer Queen" foi um dos grandes hits do disco e é uma das minhas preferidas, junto a "Tenement Funster", com introdução de balada que se torna um Rock característico do Queen. Os vocais são de Roger Taylor, e a guitarra de May é coisa de outro mundo.



A escolha é difícil, mas "Flick of the Wrist" é a que tem a melhor atuação de Freddie no disco inteiro. Backing vocals muito bem colocados, mudanças de ritmo magníficas, e melodia excelentemente bem composta e produzida. "Lily of the Valley", apesar de curta, merece ser mencionada por ser uma balada acompanhada principalmente pelo piano onde Me
rcury mais uma vez assina o atestado de um dos melhores vocalistas de todos os tempos. "Now I'm Here" é um Rock direto e uma das excepcionais do álbum.

"Stone Cold Crazy" é uma das mais frenéticas composições da carreira da Rainha, que chegou até mesmo a ser coverizada pelo
Metallica em seu "Garage, Inc.". Com toda a certeza a minha preferida deles. E ainda temos mais cinco faixas perfeitas, que mostram todo o poder e competência de uma das melhores bandas da década de 70 e 80.


O álbum foi o primeiro da banda a ficar entre os 10 mais vendidos da Inglaterra. Sua turnê foi muitíssimo bem-recebida, abrindo caminho para que eles atingissem o auge no ano seguinte, data onde foi lançado o clássico "A Night At The Opera". A partir daí, o nome "Queen" estaria marcado na história da música.

Só lhe resta conferir já essa obra-prima, meu caro.


Brian May - guitarras, violões, vocal principal em 12, backing vocals, piano em 6
John Deacon - baixo, backing vocals
Freddie Mercury - vocal, piano
Roger Taylor - bateria, percussão, backing vocals, vocal principal em 3

01. Brighton Rock
02. Killer Queen
03. Tenement Funster
04. Flick of the Wrist
05. Lily of the Valley
06. Now I'm Here
07. In the Lap of the Gods
08. Stone Cold Crazy
09. Dear Friends
10. Misfire
11. Bring Back That Leroy Brown
12. She Makes Me
13. In the Lap of the Gods... Revisited

Por Gabriel

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Iggy Pop - Brick By Brick [1990]


James Newell Osterberg, mais conhecido pela alcunha de Iggy Pop, é um dos compositores mais produtivos de todos os tempos. A carreira começou ainda na década de 60, onde tocava bateria em várias bandas de escola. Em 1968 há a formação do (ótimo) The Stooges, uma das bandas mais importantes para o surgimento do Punk Rock, e é aí que ele conquista fama, tornando-se amigo de David Bowie.

A carreira solo foi iniciada em 1977, ano em que ele lança três discos: o debut The Idiot, Lust For Life e Kill City, gravado em parceria com seu antigo colega de banda James Williamson. Os três trabalhos foram bem recebidos pela crítica e, enquanto isso, ele e Bowie contribuíam um com o outro: Bowie produzindo os dois primeiros álbuns de Iggy e Iggy fazendo backing vocals em Low.

Ficheiro:Iggy-Pop 1977.jpg
Iggy em 1977

Pulamos, então, algumas décadas. Sua carreira não estava de vento em popa, com vários altos e baixos, mas algo mudaria em 1990. Brick By Brick é o décimo-terceiro trabalho de Pop e foi um dos mais aclamados de toda a sua carreira. Aqui, temos tudo bem dosado: suas influências Glam e Punk, fazendo mistura com um pouco de Pop Rock e Classic. Isso tudo além de sua performance matadora, tanto nos vocais quanto nas guitarras ou violões.

A direta "Home" inicia os trabalhos e é fantástica, a começar pelos dois convidados especiais presentes: os ex-Guns N'Roses Slash e Duff McKagan, assumindo a guitarra e o baixo, respectivamente. Energia pura! A balada "Main Street Eyes" dá uma acalmada. Violões belíssimos e um refrão que gruda desde a primeira audição. Tudo isso com o talento que todos nós sabemos que Pop tem.

"I Won't Crap Out" segue com a mesma receita de sua antecessora e abre alas para a altamente pop (e isso não foi um trocadilho) "Candy", um dueto guiado por bateria swingada que conta com Iggy dividindo o microfone com Kate Pierson, do B-52's. Foi lançada como single e conquistou sucesso, alavancando as vendas do disco.




Mais menções valem para as excepcionais "Butt Town" (que conta com Slash comandando as guitarras novamente), "Moonlight Lady", uma belíssima balada acústica, para a Punk "Pussy Power" e a hard rock "My Baby Wants To Rock & Roll" (ambas com participações dos ex-Guns) e, finalmente, para a espetacular faixa-título. Um excelente disco de um excelente artista. Recomendado!


Iggy Pop - vocais, guitarras, violões
Kenny Aronoff - bateria
Sweet Pea Atkinson - saxofone, backing vocals
David McMurray - saxofone, backing vocals
Waddy Wachtel - guitarras, violões
The Leeching Delinquents - backing vocals

Convidados -
Duff McKagan - baixo em "Home", "Pussy Power" e "My Baby Wants To Rock & Roll
Slash - guitarras em "Home", "Butt Town", "Pussy Power" e "My Baby Wants To Rock & Roll"
Kate Pierson - vocais em "Candy"

01.
Home
02. Main Street Eyes
03.
I Won't Crap Out
04.
Candy
05.
Butt Town
06.
The Undefeated
07.
Moonlight Lady
08.
Something Wild
09.
Neon Forest
10.
Starry Night
11.
Pussy Power
12.
My Baby Wants to Rock & Roll
13.
Brick By Brick
14.
Livin' On the Edge of the Night

Por Gabriel

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Hanoi Rocks - Bangkok Shocks, Saigon Shakes, Hanoi Rocks [1981]



O Hard Rock oitentista é um dos estilos do Rock que menos ouço, por pura preferência. Quando resolvi checar qual era a do som do Hanoi Rocks (que a grande maioria dizia ser uma ótima banda), me impressionei. Não só por causa da qualidade da banda, mas por eu ter gostado (não logo de cara). Sendo assim, cá estou para trazer mais uma pepita de uma banda que já foi apresentada aos passageiros pelos companheiros Dragztripztar e Weschap Coverdale.

A formação da banda data do final dos anos 70, e o começo foi tão difícil que eles chegaram a esmolar. O primeiro single veio em 1980 e no ano de 1981 o debut Bangkok Shocks, Saigon Shakes, Hanoi Rocks veio à luz do dia, produzido pela dupla Michael Monroe e Andy McCoy e lançado pela Johanna Kustannus, um selo finlandês. Sim, a banda é da Finlândia! E é aí que está uma característica estranha. O som é aquele típico Hard Rock americano da Sunset Strip, com pitadas do Punk e do Glam. Não é à toa que eles influenciaram praticamente todas as bandas consagradas do Hard Rock depois, além de ser responsáveis pela criação do Sleaze.



Apesar de não ter saído por uma gravadora grande, o debut teve vendas satisfatórias, alçando-se para a quinta posição nos charts da terra natal dos caras. O que temos aqui, meu caro, é o Hard Rock oitentista na sua mais pura forma somado às influências Glam e Punk, como eu já disse. O resultado, se não foi genial, há de agradar os bons amantes dessas características. Riffs grudentos (assim como os refrões), bateria acelerada, enfim, algo de fácil digestão e que promete viciar na primeira audição.

Toda a banda é competente, apesar de não apresentarem fantásticas habilidades em seus respectivos instrumentos. Michael Monroe merece nota por tocar saxofone em algumas faixas (algo que se tornaria bem mais freqüente ao decorrer da carreira), e engana-se quem pensa que soa deslocado em meio às guitarras e à bateria acelerada. Muito pelo contrário, o clima festeiro parece ganhar mais intensidade. Por essas e por outras, o Hanoi Rocks foi e é admirado por sua originalidade. Não há superficialidade. Não há fabricação.



Hoje em dia, Hanoi Rocks é cult e continua influenciando músicos dessa geração, como Dave Grohl e Joey Jordison. Uma pena não ter conquistado o reconhecimento e a fama de seus influenciados. Se você duvida, basta apenas dar play. Destaques ficam com a abertura "Tragedy", a acelerada "Stop Cryin'", a belíssima "Don't Never Leave Me" (que ganhou uma releitura no já postado Two Steps From The Move intitulada "Don't Ever Leave Me"), "First Timer", uma das mais punks, e para a clássica "11th Street Kids".

Diversão garantida! Clássico!


Michael Monroe - vocais, saxofone
Nasty Suicide - guitarras, backing vocals
Andy McCoy - guitarras, backing vocals
Sam Yaffa - baixo
Gyp Casino - bateria

01. Tragedy
02. Village Girl
03. Stop Cryin'
04. Don't Never Leave Me
05. Lost in the City
06. First Timer
07. Cheyenne
08. 11th Street Kids
09. Walking With My Angel
10. Pretender

Por Gabriel

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Hanoi Rocks - Two Steps from the Move [1984]


O que Guns N' Roses, Poison, L.A. Guns, Ratt, Warrant e muitas outras bandas que fizeram parte do hard rock americano no final dos anos 80 tem em comum? Além de terem participado dessa fase de ouro do hard, com certeza todas essas tem a influência de uns finlandeses loucos que apareceram no final dos anos 70, que misturava o visual de bandas como Slade e Sweet com o som cru e visceral do punk e uma dose generosa de hard e que atendiam pelo nome de Hanoi Rocks.

A banda teve seu início no final dos anos 70, quando Michael Monroe e seu amigo de longa data Andy McCoy decidem montar uma banda, mesmo com McCoy fazendo parte de outro grupo no momento e não poder entrar de imediato no Hanoi Rocks, mas com o compromisso de entrar no grupo após se desligar de seu atual grupo. Após algumas mudanças de formação, a banda começa a tocar em pequenos bares e clubes, até decidirem se mudar para Estocolmo em busca da fama. A banda passa a viver de pedir dinheiro nas ruas, com exceção de McCoy que morava com sua namorada rica (muy amigo não?). Mas tudo aos poucos deu certo, e o grupo fixou residência em Londres, fazendo turnês pela Europa e Ásia.

Após a gravação de três discos, vários singles, e turnês com locais entupidos de gente, até mesmo no Japão, que eles começam a realmente chamar a atenção. E foi em um destes locais, que em outubro de 1983, o já lendário produtor Bob Ezrin foi a um dos shows do Hanoi e foi escolhido para ser o produtor do próximo disco e o primeiro do Hanoi lançado por uma major, que era a CBS. E se a banda já se mostrava divertida em seus lançamentos anteriores, neste então o nível aumenta ainda mais, e apresenta um disco memorável, com melodias de fácil digestão, refrães assobiáveis para tudo que é lado e uma energia incomensurável, que faz deste um dos plays com um dos astrais mais incríveis que ouvi na minha vida.

Sim, isso mesmo, "Two Steps From The Move" é um dos discos mais alegres que já tive oportunidade de escutar em minha vida. E já para iniciar os trabalhos que tal um clássico do rock com uma roupagem glam irresistível? "Up Around The Bend" ganhou uma versão impagável e energética, o que deixou a mesma ainda mais legal que a também excelente versão do Creedence. A festeira e animada "High Scool" bota tudo abaixo e mostra como fazer um hard cheio de alegria de verdade. "I Can't Get It" é a canção mais soturna deste, mas ainda sim com um lado mais humorístico de como alguns tem tudo e outros nada, e o personagem da canção se questiona por que não tem jatos, Mercedes e tudo que o dinheiro pode dar.



"Boulevard Of Broken Dreams" é outra grande canção e dessa vez com uma letra mais séria, uma canção anti-drogas e que mostra como no começo tudo pode ser bom, mas que no final o leva apenas para o fundo do poço, para uma "praça de sonhos quebrados", ao ver para que lugar as drogas levam quem as usam. "Don't You Ever Leave Me" que originalmente foi lançada no disco de estréia do grupo, aqui ganhou uma versão digna de aplauso e que mostra a influência de Ezrin na gravação deste, transformando-a em uma balada de respeito. Mas "Million Miles Away" é a música deste registro. Sim, pois a emoção que a mesma transmite é algo fenomenal, desde seus solos guitarras cheios de feeling, no sax bem encaixado de Monroe e em suas linhas vocais, que transmitem emoção na medida certa. Um baita musicão!

Um disco que tem tudo e muito mais para agradar quem é chegado a um hard festeiro e cheio de energia. Sim, se você é amarrado por tudo o que as bandas que surgiram em Los Angeles no final da década de 80, esse registro é obrigatório, para mostrar de onde veio a inspiração e a cartilha para todas as bandas surgidas naquela época. Um disco recomendado, assim como praticamente toda a discografia desses finlandeses espetaculares.




1.Up Around the Bend
2.High School
3.I Can't Get It
4.Underwater World
5.Don't You Ever Leave Me
6.Million Miles Away
7.Boulevard of Broken Dreams
8.Boiler
9.Futurama
10.Cutting Corners

Michael Monroe – Vocais, Saxofone
Andy McCoy – Guitarra, Backing Vocals
Nasty Suicide – Guitarra, Backing Vocals
Sam Yaffa – Baixo, Backing Vocals
Razzle – Bateria, Backing Vocals


By Weschap Coverdale

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Blue Tears - Blue Tears [1990]


Eu já estava pretendendo voltar alguma hora com pelo menos alguns posts regulares, afinal, querendo ou não, eu não consigo deixar a combe de lado... e como um post de um retorno, eu trago um dos meus discos preferidos quando assunto é hard rock/AOR, e acredito que aqueles que já conhecem o trabalho do falecido Gregg Fulkerson sabem do que eu estou falando, mas se você não faz a menor a idéia, prepare-se!

Com toda certeza, se você está lendo esse post, você conhece pelo menos algumas músicas do Bon Jovi, e provavelmente você gosta das mesmas não é? Se a resposta for sim, aqui está uma banda que sem dúvida vai te seduzir mais rápido do que qualquer outra que você já ouviu! A banda começou com a iniciativa de um garoto chamado Gregg Fulkerson, na cidade de Jackson, no Tennessee com alguns amigos de infância. O grupo se apresentava na cidade e nas redondezas tocando alguns cover, e pra se ter uma idéia do quanto a banda era promissora, algumas apresentações chegavam a ter meros mil espectadores!

Claro que não demorou muito para o grupo gravar algumas demos, e tão rápido quanto, fecharam com a MCA Records, lançando o disco do post de hoje! Apostando todas as fichas na música ''Innocent Kiss'', a banda praticou uma divulgação massiva do disco, viajando e abrindo diversos shows. Mas como diz o ditado, ''easy come, easy go'', foi uma questão de tempo para que os problemas começassem a aparecer, e tão logo as confusões com a gravadora fizeram com que os membros fossem se dispersando aos poucos.


Bem, não vou falar que foi uma injustiça a banda não ter dado certo, porque no final das contas ela deu sim! Tanto é que em 2005/2006 eles voltaram e lançaram três cds destruidores de bons, seguindo a mesma linha que vocês vão encontrar aqui. Como eu já disse, quem se aventurar vai se deparar com um Bon Jovi dos anos oitenta, nos anos noventa! Não só na parte instrumental, como maravilhosamente na parte vocal também, Gregg chega chutando o balde sem dó nem piedade esbanjando habilidade e vontade de sucesso.

Logo de cara somos bombardeados com a energética ''Rockin' With the Radio'', levando a nossa boca ao coro automático no refrão com toda a banda, seguida da ''Crush'' que com certeza te fará ficar sem fôlego. Depois de tanta festa, agora quem comanda são as famosas baladas poderosas e cheias de peso: "Blue Tears"e "Halfway to Heaven". Tomara que você tenha recuperado o ar nesse intervalo, porque a sequência "Innocent Kiss", "Racing With the Moon" e "Kiss Me Goodbye" vem pra derrubar qualquer um! Pra fechar a maravilhosa ''True Romance'', classificada no grau 10 de capacidade de viciar logo na primeira audição.

Não existe um motivo justo e aceitável para você não baixar essa jóia!

1 - Rockin' With the Radio
2 - Crush
3 - Blue Tears
4 - Take This Heart
5 - Halfway to Heaven
6 - Innocent Kiss
7 - Racing With the Moon
8 - Kiss Me Goodbye
9 - True Romance
10 - Hunder in the Night

Formação:
Gregg Fulkerson - vocal e guitarras
Bryan Hall - guitarras e backing vocals
Michael Spears - baixo e backing vocals
Charlie Lauderdale - baquetas e backing vocals



sueco
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Pepsi Pop - Demo [19XX]


Finalmente resolvi postar uma das, se não a mais, bandas mais raras do meu acervo, o Pepsi Pop, que pelo que eu sei possui apenas uma demo, cujo ano desconheço. A demo pode até estar meio mal produzida, mas os sons são tão bons, inspirados e contagiantes que, literalmente, você acaba esquecendo a qualidade do áudio e se imagina ouvindo uma produção cristalina digna dos melhores produtores que tem por aí.

Tudo o que eu sei sobre a banda é que mais tarde duas canções do Pepsi Pop podem ser encontradas e demos da banda Krayola Kids, o que leva você a perceber que ou essa fez cover do Pepsi Pop ou o próprio Pepsi Pop acabou virando Krayola Kids ano mais tarde. A verdade é que Pepsi Pop é o pseudônimo do vocalista do Krayola Kids, cuja foto da banda coloquei para substituir o lugar onde eu deveria colocar a foto da capa da demo. Confusões a parte, o que você pode esperar neste pequeno arquivo de 4 faixas é o mais puro Glam encontrado em bandas do final dos anos 80 e começo dos 90. Hard Rock oitentista, Glam setentista e Punk são os ingredientes principais dos caras.

Basta apertar o play em 'Good Girls' para notar toda a qualidade dos músicos, que esbanjam empolgação no refrão e na melodia cativante, e ainda um ótimo guitarrista que nos brinda com um belo solo. 'Your Love' é uma bela balada, acompanhada ao piano e a banda, mais uma vez, fazendo um trabalho impecável. '90's Rock N' Roll', volta a tona a energia extremamente contagiante e grudenta do grupo, com refrão que com certeza ficará na sua cabeça por um tempo. 'I'm Not In Love' fecha o play, com mais uma bela balada mostrando que o Pepsi Pop é mais uma daquelas banda que mereciam maior destaque na mídia, mas que acabou sendo lembrada apenas por uma demo de 4 faixas ao longo dos tempos. E hoje, aqui estou eu para passar pra frente essa relíquia, inspirada e cheia de momentos memoráveis. Obrigatório na coleção de qualquer fã de bom Rock N' Roll made in 80's.

01. Good Girls
02. Your Love
03. 90's Rock N' Roll
04. I'm Not In Love

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Hairbanger

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

The Stooges - Raw Power [1973]

Hoje eu venho trazer pra vocês mais um álbum do Stooges. Esse é o terceiro, que sucedeu o já postado tempos atrás "Fun House".

Os Stooges e Iggy Pop dispensam comentários, afinal, todos já ouviram falar deles ou ao menos do seu líder Iggy Pop e suas loucuras, e além do mais, sabemos também da grandíssima influência que esses caras tiveram pra primeira geração punk, e continuam influenciando punk rockers por aí até hoje.

Mas enfim, "Raw Power", como já falei, é o terceiro disco do Stooges, e com certeza, o mais punk de todos. Músicas rápidas, agressivas, solos que berram em seus ouvidos praticamente, e os berros insanos do lendário Iggy Pop. E ainda podemos notar uma influência de glam rock aqui, por causa dos teclados e letras sexistas, mas nada que faça perder a agressividade, até pelo contrário.

Meus destaques vão para MAIS QUE CLÁSSICA "Search and Destroy", a "balada" "Gimme Danger", a faixa-título e a faixa que encerra o disco, "Death Trip", a música mais longa do disco, porém uma das mais agressivas.

Por fim, "Raw Power" é um dos discos que considero mais importantes para a história do punk e acho ele indispensável na discografia básica de qualquer fã do estilo, pois afinal, as raízes do punk estão aqui. Só depois disso viriam os Ramones, os Pistols, o Clash, o Damned e todo o resto.

1. Search and Destroy
2. Gimme Danger
3. Your Pretty Face Is Going to Hell
4. Penetration
5. Raw Power
6. I Need Somebody
7. Shake Appeal
8. Death Trip

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Maurício Knevitz

domingo, 3 de outubro de 2010

REPOSTAGEM: Alice Cooper - The Last Temptation [1994]


O ano de 1994 foi marcante na história da música dita "alternativa". O Grunge entrou em decadência com a morte de Kurt Cobain (Nirvana); bandas como Placebo, Coal Chamber, Muse e Limp Bizkit se formaram; o Green Day estava bombando e o Blink-182 acabava de estrear. Mas e o rock n' roll? Phil Rudd acabava de voltar para o AC/DC, o Kiss e o Black Sabbath estavam com excelentes formações mas com baixas vendagens em comparação às suas respectivas fases clássicas e o 80's Hard Rock já havia desaparecido do mapa, qualquer gravadora que lançasse um disco de uma banda nos moldes do Poison (na época, sem C.C. DeVille) e do Mötley Crüe (na época, sem Vince Neil) já podia declarar falência. Dessa safra, só o Tesla, o Aerosmith e o Bon Jovi estavam realmente vendendo bem, mesmo já não tendo tanto dos anos 80 em seu som.

Mas isso tudo é citado sem lembrar do mestre do Shock Rock - o incrível Alice Cooper. Sem mudar seu estilo e ainda se dando ao direito de voltar de vez às suas raízes com um álbum conceitual, "The Last Temptation" foi lançado em julho de 1994 pela Epic Records (seu último com a gravadora). A bolacha retrata a história de Steven, um personagem criado por Cooper que aparece no disco "Welcome To My Nightmare" e na música "Wind-Up Toy" de "Hey Stoopid", juntamente de um misterioso showman.



Steven é persuadido a entrar em seu show, The Theatre Of The Real - The Grandest Guignol, resistindo à várias tentações por todo o tempo. Curiosamente, Grand Guignol foi um teatro francês conhecido por exibir inúmeras peças de terror. A história de "The Last Temptation" acompanha uma história em quadrinhos feita pelo conceituado Neil Gaiman, publicada pela Marvel Comics, homônimo ao álbum, além do showman anteriormente citado ser retratado no gibi como o próprio Cooper.

Se tia Alice já fazia ótimas letras mesmo não lançando álbuns conceituais, qualquer fã (ou até mesmo não-fã, basta apreciar boas letras) já se pode esperar composições fantásticas de "The Last Temptation", ainda mais com a participação de Chris Cornell (Soundgarden), Jack Blades (Night Ranger, Damn Yankees), Tommy Shaw (Styx, Damn Yankees), Jim Vallance (compositor renomado que já trabalhou com Ozzy Osbourne, Aerosmith, Scorpions e Kiss) e Mark Hudson (produtor que já trabalhou com Ringo Starr e até com o Baha Men). Do processo lírico, destaco "Nothing's Free", "Cleansed By Fire", "Lost In America" (a melhor do disco, na minha opinião) e "Bad Place Alone".



O aspecto musical deixa um pouco a pimposidade da década de 1980 que Vincent Furnier havia encorporado em seu som em "Constrictor", "Trash" e "Hey Stoopid" e permite que a musicalidade dos anos 1970 seja explorada de forma com que se misture com um pouco do Hard Rock oitentista e com um pouco do Rock alternativo em voga na época, visto que a produção soa deveras moderna e algumas faixas sairiam bem diferentes caso feitas na década de 1970. Musicalmente falando, "It's Me", "Sideshow", "Bad Place Alone" e "Lost In America" são dignas de destaque.

"The Last Temptation" não só representa uma volta de Alice Cooper ao rock n' roll divertido que é, ao mesmo tempo, chocante e visceral que o consolidou como "o vilão do rock" mas também continuou a ter boa recepção comercial, emplacando hits como "Lost In America" e "It's Me" nas rádios e na MTV. Mais um dos álbuns fantásticos com o selo de qualidade de Alice Cooper!

01. Sideshow
02. Nothing's Free
03. Lost In America
04. Bad Place Alone
05. You're My Temptation
06. Stolen Prayer
07. Unholy War
08. Lullaby
09. It's Me
10. Cleansed By Fire

Alice Cooper - vocal
Stef Burns - guitarra, backing vocals
Greg Smith - baixo, backing vocals
David Uosikkinen - bateria
Derek Sherinian - teclados, backing vocals

Músicos adicionais:
Chris Cornell - vocal em 6 e 7
Don Wexler - guitarra em 3
John Purdell - teclado em 5, 8 e 9

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by Silver

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

New York Dolls - New York Dolls [1973]

New York Dolls é uma banda que você ama ou odeia, eu no caso, amo. [risos]

Agora sem palhaçadas e falando sério, New York Dolls foi uma banda essencial pro surgimento do punk rock, pois é fato que influenciaram pelo menos 11 de 10 das primeiras bandas punks da história. Formada em 71, a banda teve carreira curta, e também não venderam muito. Porém, influenciaram muita gente muito importante não só pro punk rock, como também pra outros caras de outros estilos. São influência direta de grupos como o Ramones e os Sex Pistols. Aliás, Malcom McLaren, que montou os Sex Pistols, foi empresário do New York Dolls, mas isso lá pelo final da banda. E foi com eles que ele tirou a idéia de montar o Sex Pistols na Inglaterra.

A banda acabou em 1976, quando o movimento punk começava a surgir. Mas, depois, em 2004, voltaram, mesmo com um dos membros principais (o lendário Johnny Thunders, guitarrista, que também fundou o Johnny Thunders and the Heartbreakers) ter morrido. A banda lançou 2 discos com material inédito, o que considero muito legal, porque voltar só pra fazer shows de vez em quando é uma baita putice.

Esse é o primeiro (e melhor) disco da banda, de 1973, e apresenta um som cru, direto e divertido, com óbvias influências glam que podem ser vistas logo no visual gay da banda. Os destaques do disco vão para "Personality Crisis", "Looking for a Kiss", "Trash", "Bad Girl", "Pills" e "Jet Boy".

Disco muito bom e recomendado, as raízes do punk estão aqui!

1. Personality Crisis
2. Looking For A Kiss
3. Vietnamese Baby
4. Lonely Planet Boy
5. Frankenstein
6. Trash
7. Bad Girl
8. Subway Train
9. Pills
10. Private World
11. Jet Boy

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Maurício Knevitz

domingo, 12 de setembro de 2010

Queen - Jazz [1978]

Bem, creio que qualquer indivíduo que não seja um alienígena aqui no nosso planeta, conhece, ou pelo menos já ouviu falar do Queen, uma das maiores bandas de todos os tempos, que vendeu mais de 500 milhões de cópias de seus discos em toda a sua existência e uma das bandas que ajudou a revolucionar o show de Rock em si, colocando vários efeitos pirotécnicos, solos enormes de bateria e de guitarra, além de toda a presença de palco de seu vocalista, o lendário Freddie Mercury, que, na minha opinião, foi um dos melhores frontmen da história.

Nos anos 70, eles eram uma das bandas que dominavam o mundo com seu Rockão poderoso, com toda a guitarra forte de Brian May, o baixo extremamente criativo e cheio de presença de John Deacon, a bateria muitíssimo bem tocada de Roger Taylor e os inconfundíveis vocais de Freddie, além de grandes composições que se tornaram hinos de praticamente todas as gerações que vieram depois deles, como, até então, músicas como "Bohemian Rhapsody", "Somebody To Love", "We Will Rock You", "We Are The Champions", "Love Of My Life", dentre outras, até chegar ao lançamento de hoje, que foi considerado pela mídia como o lançamento mais fraco dos caras nos anos 70, mas, como todos nós conhecemos bem críticos musicais, sabemos que isso não foi verdade.

"Jazz" foi lançado em 1978 e já foi criticado pelo título, já que o álbum não contém absolutamente NADA de Jazz. O clipe da música "Bicycle Race" também foi alvo de críticas, já que ele mostrava várias mulheres nuas andando de bicicleta em volta do estádio de Wembley, o que chocou a imprensa e a crítica.

Embora tudo isso tenha acontecido, devo ressaltar que a qualidade musical que temos aqui, é da mais alta, pra variar, pois o Queen em raras vezes decepcionou. Claro que o que temos aqui é o Hard Rock que consagrou a banda nos anos 70, tocado com raça e pegada, totalmente visceral, como toda boa banda de Rock tem que ser. As baladas também marcam presença por aqui, conduzidas pelo piano de Freddie, e, também pra variar, tocadas com um extremo feeling, assim como todas as outras dos outros discos.

Mesmo com tanta controvérsia, o álbum estreou na 6ª posição do Top 200 da Billboard nos Estados Unidos, e os singles "Fat Bottomed Girls" e "Bicycle Race" fizeram grande sucesso, se tornando dois dos maiores clássicos do grupo, principalmente na década de seu lançamento.

Músicas como "If You Can't Beat Them", "Dead On Time", "Let Me Entertain You", "Mustapha", a blueseira "Dreamer's Ball" e as já citadas "Fat Bottomed Girls" (uma homenagem à todas as garotas com bundas enormes) e "Bicycle Race" mostram bem todo o poder de fogo dos caras, que mostravam que, mais uma vez, não estavam lá de brincadeira. Baladas como "Jealousy", "In Only Seven Days" e a ótima "Don't Stop Me Now" mostram todo o habitual feeling, além de terem belíssimas letras, se tornando próprias para se ouvir com a namorada pra criar aquele clímax.

Enfim, galerinha, se tem algum alien aqui que não conhece essa banda maravilhosa, acho que está mais do que na hora de baixar, conhecer, se apaixonar e se viciar!

Freddie Mercury - Vocals, piano
Brian May - Guitar, backin' vocals
John Deacon - Bass, acoustic guitar
Roger Taylor - Drums, percussion, backin' vocals

1. Mustapha
2. Fat Bottomed Girls
3. Jealousy
4. Bicycle Race
5. If You Can't Beat Them
6. Let Me Entertain You
7. Dead On Time
8. In Only Seven Days
9. Dreamer's Ball
10. Fun It
11. Leaving Home Ain't Easy
12. Don't Stop Me Now
13. More Of That Jazz

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Bruno Gonzalez

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

T. Rex - Electric Warrior [1971]


T. Rex, T-Rex ou T Rex. A banda — originalmente conhecida como Tyrannosaurus Rex nos anos 1960, quando meneavam pelo folk — é uma das arquitetas do Glam Rock, juntamente com David Bowie. Este play é a quintessência do estilo. Só isso.

Com uma capa meio Guitar Hero, "Electric Warrior", de 1971, é o segundo CD do T. Rex nessa fase precursora do rock farofa. Foi o mais vendido do ano no Reino Unido. Nos EUA, alcançou o 32º lugar nas paradas. Era o Glam britânico seduzindo, onde ele fincaria mais tarde, no camarim, seu rouge.

Claro que o estilo pegou carona com o movimento hippie e toda aquela coisa de liberdade sexual, no entanto, a banda não era só visual. Do que valeria tanto brilho sem riffs marcantes? Por isso, eis aqui um servo dos senhores: Marc Bolan. O rapaz — sim, rapaz; ele morreu ainda jovem num acidente automobilístico em setembro de 1977 — sabia "mexer" nas seis cordas.

Ele sabia compor, bem como convergir pop com distorções melancólicas. Neste trabalho, há também muito groove, boogie, soul e blues. Refrões bem encaixados. Cozinha cheirando bem. Guitarras pra amantes de guitarra. Clima de fim de tarde na praia (que o diga a primeira faixa, "Mambo Sun").

A segunda é a ótima "Cosmic Dancer". Mais destaques pro rockão de "Jeepster"; pro coro em "Monolith"; pra levada blueszeira de "Lean Woman Blues"; pra percussão de Mickey Finn em "The Motivator"; pra baladinha "Life's a Gas"; e pro zênite do play: "Bang a Gong (Get it On)". Este CD que vos mostro é o relançamento de fevereiro de 2003, que conta com seis músicas extras.

Naquele mesmo ano, a revista Rolling Stone listou os 500 melhores álbuns de todos os tempos e este conseguiu ser o número 160. Pois bem, o "Electric Warrior" aqui é matador, literalmente. As músicas foram feitas na medida certa. Se você é fã de Poison, Motley Crue e até de The Darkness, confira o começo de tudo!

1. Mambo Sun
2. Cosmic Dancer
3. Jeepster
4. Monolith
5. Lean Woman Blues
6. Bang a Gong (Get it On)
7. Planet Queen
8. Girl
9. The Motivator
10. Life's a Gas
11. Rip Off
12. There Was a Time*
13. Raw Ramp*
14. Planet Queen (versão acústica)*
15. Hot Love*
16. Woodland Rock*
17. King of The Mountain Cometh

(*) Bônus

Mark Bolan - vocais e guitarras principais
Mickey Finn - percussão
Steve Currie - baixo
Bill Legend - bateria

Bolan, com todo o seu glamour

Por Breno Airan Meiden

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Alice Cooper - Trashes The World [1990]


Falar da importância de Alice Cooper é chover no molhado. Primeiro porque já falamos demais disso na Combe. Segundo porque sempre vale repetir que qualquer fã de Rock que se preze tem conhecimento de como o cara elevou à última potência as performances ao vivo, bem como influenciou bandas que vão de Kiss à White Zombie. Então vamos ao que interessa!

Na época de "Trashes The World", titia Alice estava em um ótimo momento por conta de sua sobriedade e seu último lançamento, que ainda permanece como um dos mais bem-sucedidos de sua carreira: o potentíssimo "Trash", de 1989, já postado na Combosa pelo camarada Weschap. A turnê, obviamente, também foi um sucesso. Seria besteira deixar de registrar uma gravação oficial da performance apresentada no momento "em voga" - de preferência em vídeo, já que os shows de Cooper são realmente teatrais.

Seguindo esse pensamento, "Trashes The World" foi gravado em dois concertos na cidade inglesa de Birmingham, nos dias 13 e 14 de 1989, e foi lançado em 1990. A pepita, que só foi lançada em VHS/DVD mas foi devidamente ripada para o caro consumidor combístico, traz um repertório fantástico. Tudo de melhor da carreira de Cooper está aqui - desde os clássicos setentistas até as atuais para a época (que já são clássicas nos dias de hoje).


Sempre cercado de bons músicos, Alice não decepcionaria naquela altura do campeonato com sua "seleção": Al Pitrelli (Megadeth, Danger Danger, Savatage) e Pete Friesen (The Almighty, Bruce Dickinson) nas guitarras, Tommy "T-Bone" Caradonna (White Lion) no baixo, Jonathan Mover (GTR, Aretha Franklin, Joe Satriani, Celine Dion) na bateria e Derek Sherinian (Dream Theater, Kiss, Yngwie Malmsteen) nos teclados - alguns nomes já são conhecidos por muitos leitores, acredito.

A escolha dessa line-up resultou em uma performance eletrizante, competente e isentas de erros e vazios, dando um "background" fantástico para que o próprio Alice Cooper brilhasse, como sempre. Menções honrosas para os backing vocals, muito bem executados aqui.

Alguns destaques particulares vão para as clássicas e impecáveis execuções de "No More Mr. Nice Guy", "Billion Dollar Babies", "School's Out" e "Under My Wheels" e para as pedradas recentes "Poison", "This Maniac's In Love With You" e "Bed Of Nails". Mas vale curtir com bastante empolgação esse showzão de uma hora e meia. E adquirir o DVD/VHS é definitivamente a boa.

01. Intro
02. Trash
03. Billion Dollar Babies
04. I'm Eighteen
05. I'm Your Gun
06. Desperado
07. House Of Fire
08. No More Mr. Nice Guy
09. This Maniac's In Love With You
10. Steven
11. Welcome To My Nightmare
12. Ballad Of Dwight Fry
13. Gutter Cats Vs. The Jets
14. Only Women Bleed
15. I Love The Dead
16. Poison
17. Muscle Of Love
18. Spark In The Dark
19. Bed Of Nails
20. School's Out
21. Under My Wheels
22. End credits: Only My Heart Talkin'

Alice Cooper - vocal
Al Pitrelli - guitarra, backing vocals
Pete Friesen - guitarra, backing vocals
Derek Sherinian - teclados
Tommy "T-Bone" Carradonna - baixo, backing vocals
Jonathan Mover - bateria, backing vocals
Devon Meade - backing vocals

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by Silver

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

David Bowie - The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars [1972]



Um hippie que se converte em um ser andrógino após mudar de país e viver no underground em seu novo lar, e que acaba lançando um disco que se tornaria memorável, contando a história de um extraterreste que vem para salvar a terra de uma repentina destruição que está para ocorrer em cinco anos, mas acaba no meio do caminho se tornando um rockstar, e vive todos os exageros que um astro do rock pode passar e tendo como desfecho o suicídio deste personagem. Foi nesta situação que foi lançado o clássico "The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars", que consagrou definitivamente David Bowie entre os grandes nomes da história do rock.

Tendo em seus discos anteriores, variado entre o folk e o rock, em 1971 ele abraça de vez o glam rock, a partir do disco "Hunky Dory", quando passou a presenciar apresentações de bandas como New York Dolls e ficando espantado com o que viu, decide investir nisso para o personagem de seu próximo disco, um marciano andrógino chamado Ziggy Stardust, personagem que ele acabou vivendo, e que personificava os seus próprios exageros, aliado ao uso de drogas que o deixou perturbado com este, sendo que após o fim desta persona, ele se recusava até de se lembrar do mesmo.

O que temos é um disco que retrata momentos sombrios do personagem, em sua observação sobre a raça humana, tendo muitas baladas, até pelas observações um pouco melancólicas as quais ele chegou, mas que geram momentos únicos e brilhantes a cada audição, sendo impossível ouvir esta pérola uma vez só. Iniciando temos a sombria "Five Years", onde somos levados a um mundo caótico e de cara com seu repentino fim em cinco anos, onde temos as reações das pessoas a essa notícia trágica e repentina, sendo poética a maneira em que isso é retratado na canção, mostrando o brilhantismo que existiria daqui para frente.



"Soul Love" é uma canção que retrata os vários tipos de amor, sendo profunda e reflexiva sobre as proporções que este sentimento pode tomar."Moonage Daydream" retrata o nascimento de Ziggy inicialmente como o messias responsável pela salvação da terra, mas que sofre uma mudança e se torna um astro do rock, tudo isso de maneira um pouco confusa para aqueles que presenciaram esta situação. Um dos pontos altos do disco é a belíssima "Starman", que ficou muito conhecida por aqui na versão do Nenhum de Nós, com seu belo arranjo de cordas, onde um outro extraterrestre promete a salvação para um jovem através de um rádio, por achar que tudo valia a pena, e nos dá a certeza que Bowie estava inspiradíssimo na composição deste disco. "It Ain't Easy" é um belo rock n' roll, que sai um pouco da história, mas que não diminui nem um pouco a qualidade do que foi apresentado até aqui.

"Lady Stardust" é mais uma grande balada e fala sobre Ziggy, se referindo a ele como "Lady" devido ao seu lado andrógino, o tornando um bissexual para quem o assistia, mas que o exalta como um grande frontman e mostra o sucesso que ele estava fazendo aqui na terra, e o retrata no topo, sendo um grande sucesso. "Star" e "Hang on to Yourself" (com sua veia punk, mesmo antes do surgimento do estilo) mostram como Ziggy queria mudar o mundo através do rock o tornando um lugar mais feliz, apesar do repentino fim, e que ele não fazia nada daquilo por dinheiro, mas sim que está interessado em espalhar sua ideologia para o mundo.


Mas iniciando a queda e o fim sombrio de Ziggy, temos a clássica "Ziggy Stardust", onde mostra a queda dele por se afundar no estilo de vida de um rockstar e não ligar para nada e nem ninguém mais, sendo que a letra de maneira magistral deixa claro que ele chega a tal ponto de estar "fazendo amor com o seu próprio ego", algo comum para alguns rockstars, que perderíamos a contagem se fossemos citar aqui e que acabaram se afundando devido ao mesmo, o que acaba causando a queda do personagem. "Suffragette City" mostra o quanto estava cheio de amigos superficiais a seu lado, amigos comprados com o dinheiro, e que a fama não era mais tão legal assim como ele pensava e se trata de um baita rock n'roll.

"Rock 'n' Roll Suicide" termina com o suicídio de Ziggy, sabendo que tudo estava no fim e que não adiantaria mais dar murro em ponta de faca, pondo fim em si mesmo, mas ainda com uma pequena luz no fim do túnel mesmo estando naquela situação catastrófica. E após essa 11 canções o que temos foi um disco ambicioso e que com todos os méritos merece o status de clássico, eternizando Bowie como um dos grandes nomes da história do rock com esta bela história. Clássico essencial e que com certeza deve ocupar um lugar especial em sua mente e coração. Obrigatório na discografia de qualquer amante de boa música.


1.Five Years
2.Soul Love
3.Moonage Daydream
4.Starman
5.It Ain't Easy
6.Lady Stardust
7.Star
8.Hang on to Yourself
9.Ziggy Stardust
10.Suffragette City
11.Rock 'n' Roll Suicide

David Bowie – Vocais, Violões, Saxofone, Piano
Mick Ronson – Guitarras, Piano, Backing vocals, Arranjo de cordas
Trevor Bolder – Baixo
Mick Woodmansey – Bateria

Músicos convidados:
Dana Gillespie – backing vocals em "It Ain't Easy"
Rick Wakeman – Teclados

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By Weschap Coverdale

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Queen - The Works [1984]


Após o desapontante "Hot Space" dar as caras em 1982 e definitivamente só ter a arrasa-quarteirões "Under Pressure" de aproveitável, o Queen caiu novamente em estúdio em agosto de 1983, após quase um ano sem shows, para gravar um novo disco. Como já viram que transformar o som deles em música de discoteca não dava certo, esperava-se mais dignidade aqui - e de fato não houveram decepções.

Lançado em fevereiro de 1984, "The Works" foi o primeiro play com distribuição da EMI por todo o mundo, já que a Elektra se responsabilizava, até 1982, pelos Estados Unidos, Japão, Canadá e Austrália. Em suma, o disco representou uma volta parcial do Queen ao Rock n' Roll mais direto que fazia no início de sua carreira. Atenção: a palavra utilizada foi "parcial". Ainda tem-se os sintetizadores e influência da Disco Music, mas bem diferente de seu antecessor, que se apoderou de elementos dançantes e funkeados. As guitarras ganharam espaço novamente em algumas faixas e o quarteto se demonstrou mais inspirado do que de costume, esbanjando genialidade e criatividade, além de estarem em ótima forma nos seus respectivos postos.

"Radio Ga Ga", composição do baterista Roger Taylor, abre o álbum com classe. A batida envolvente e o refrão contagiante garantiram o 2° lugar nas paradas inglesas e o 16° nas norte-americanas, além de grande repercussão na MTV (ironicamente, a letra critica o fato das rádios terem sido substituídas pela emissora a partir dos anos 1980). Em seguida tem-se a pauleira "Tear It Up", obra genuína do guitarrista Brian May, e a melódica balada "It's A Hard Life", que também virou single e conta com a assinatura padrão de Freddie Mercury, principalmente pela presença de ótimos pianos.

A meio-rockabilly "Man On The Prowl" chega e arremata o ouvinte com melodia cativante e uma pegada bem a-la Elvis Presley, mas tem-se logo após um dos momentos mais fracos na minha opinião: "Machines" é bem pasteurizada e robótica, com forte presença de sintetizadores mas de uma forma não muito atrativa ao meu ver. A irreverente e carismática composição do baixista John Deacon, "I Want To Break Free" vem a seguir e conquista até o mais machão - quem não conhece seu controverso vídeo-clipe, onde todos estão em trajes femininos? De longe uma das mais legais e famosas canções dos caras.


"Keep Passing The Open Windows" dá sequência à bolacha com a elegância e a finesse de uma composição dos tempos do "A Night At The Opera", parecendo ser uma demo perdida daquela época. E para fechar com chave de ouro, os pratos são a imponente "Hammer To Fall", com seu ótimo riff de guitarra e belíssima performance de Freddie, e a emocionante balada "Is This The World We Created...?", uma baita reflexão composta/imposta pela genial dupla May e Mercury.

"The Works" obteve um modesto 23° lugar nas paradas norte-americanas, mas garantiu uma segunda posição no Reino Unido, conquistando disco triplo de platina e teve boa repercussão até mesmo no Brasil, passando dos 100 mil exemplares vendidos principalmente por conta do histórico concerto no Rock In Rio, já que estavam em turnê para o play em questão.

Além disso, o trabalho emplacou quatro singles, sendo "Radio Ga Ga" o carro-chefe e se tornando o único da carreira do grupo em que todas as canções foram utilizadas nos singles como lado A ou B, inclusive "I Go Crazy" que não chegou ao produto final. Nos dias de hoje e num âmbito mundial, já se estima que o álbum vendeu 5 milhões de cópias.

Apesar de não ser muito longo (37 minutos de duração), "The Works" é impecável e marcante. Vale a pena dar uma ouvida e se apaixonar.

01. Radio Ga Ga
02. Tear It Up
03. It's A Hard Life
04. Man On The Prowl
05. Machines (Back To Humans)
06. I Want To Break Free
07. Keep Passing The Open Windows
08. Hammer To Fall
09. Is This The World We Created...?

Freddie Mercury - vocal, piano, teclados, guitarra adicional, backing vocals
Brian May - guitarra, violão, backing vocals
John Deacon - baixo, violão, guitarra adicional, teclados
Roger Taylor - bateria, teclados, bateria eletrônica, backing vocals

Músicos adicionais:
Fred Mandel - piano em 4, teclados, sintetizadores

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by Silver

terça-feira, 22 de junho de 2010

Alice Cooper - Trash [1989]


Que o inicio dos anos 80 não foram dos melhores para Alice Cooper não é surpresa para ninguém. Discos como "Flush The Fashion" (que tinha um flerte com a New Wave) e "Dada" não representavam o ótimo trabalho que foi apresentado por Alice nos anos 70, o que fez com que o público que o denominou de ‘Shock King’ perdesse interesse em sua obra. Sem falar de seu problema com o álcool, que prejudicou muito sua vida pessoal durante esta década, onde ele passou por clínicas de reabilitação e crises em seu casamento devido ao vício. O inicio de sua volta se deu com o bom disco “Constrictor” em 1986, com a presença do excelente guitarrista Kane Roberts (o saudoso Rambo do rock) e uma ótima turnê de divulgação do disco, onde ele repaginou sua carreira abraçando de vez o hard rock praticado nos anos 80, que continuou de maneira mais pesada em “Raise Your Fist and Yell".

Mas Alice Cooper queria mais, e para isso convidou o renomado produtor Desmond Child para a produção de seu próximo disco, e com todo o conhecimento que o mesmo tinha no meio musical, chamou nomes de peso para cooperar, como Jon Bon Jovi, Richie Sambora (os dois ajudando inclusive na composição de “Hell Is Living Without You”), Aerosmith , Joe Satriani, Steve Lukather, Michael Anthony e Kip Winger, só para citar alguns. E o resultado não poderia ser menos que excelente.


E para iniciar este petardo vem aquela que se tornou um dos carros chefes da carreira de Cooper, a mágica “Poison”. Começando sorrateira, como quem não quer nada, mas como uma força fora do comum, principalmente em seu refrão chiclete e coros perfeitos que conquistam na primeira audição. Com esta, Alice Cooper volta para as paradas de sucesso, algo que não ocorria desde 1977, indo parar no sétimo lugar da Hot 100 da Billboard. Continuando com o astral lá em cima, “Spark in the Dark” é um outro grande destaque, não deixando a peteca cair após o ínicio empolgante e mostra o quão inspirados estavam Cooper e Child nas composições naquele momento.

E quem pensa que para por aí comete um grande engano, pois vem “House Of Fire” que mais uma vez capricha no refrão pegajoso e animado, e convida rapidamente para ser repetida mais uma vez. Na humilde opinião do que vos escreve, um dos melhores refrães do rock n’ roll, uma verdadeira aula de como se fazer um hit e atuação magistral de toda a banda que o acompanha, com backing vocals sensacionais. “Bed of Nails” nos apresenta o lado mais teatral de Alice Cooper, mas também é um hard de primeira, botando um pouco mais de peso no disco e chovendo no molhado no quesito refrão, mantendo o nível apresentado até aqui.

Mas quem conhece sabe que uma das especialidades de Cooper são suas baladas, sempre tocantes e fortes, e as duas desse álbum são divinas e com participações de dois mestres nessa arte (rs). Na Power Ballad "Only My Heart Talkin'" temos um dueto com Steven Tyler, em que os dois no final dão um show de interpretação e emoção, que é capaz de arrepiar qualquer desavisado. “Hell Is Living Without You” tem a participação de Jon Bon Jovi fazendo os backing vocals, não tão marcante quanto Tyler na música anterior, mas também é uma excelente balada.

Um disco recomendado para sua discografia básica, e a chegada no topo de Alice Cooper após uma fase complicada de sua vida, e que continuou nos clássicos “Hey Stoopid” e “The Last Temptation” (postados anteriormente no blog). Hard rock de qualidade inquestionável!


1.Poison
2.Spark in the Dark
3.House of Fire
4.Why Trust You
5.Only My Heart Talkin’
6.Bed of Nails
7.This Maniac's in Love with You
8.Trash
9.Hell Is Living without You
10.I'm Your Gun


Alice Cooper - Vocais
John McCurry - Guitarra
Hugh McDonald - Baixo
Bobby Chouinard – Bateria


Músicos Convidados:
Guitarras Adicionais: Mark Frazier, Jack Johnson, Steve Lukather, Guy Mann-Dude, Joe Perry, Kane Roberts, Richie Sambora
Teclados: Paul Chiten, Steve Deutsch, Gregg Mangiafico, Allan St. John
Baixo: Tom Hamilton
Bateria: Joey Kramer
Backing Vocals: Michael Anthony, Stiv Bators, Jon Bon Jovi, Desmond Child, Diana Grasselli, Jango, Hugh McDonald, Louis Merlino, Allan St. John, Jamie Sever, Bernie Shanahan, Tom Teeley, Joe Turano, Steven Tyler, Myriam Naomi Valle, Maria Vidal, Kip Winger


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By Weschap Coverdale

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Alice Cooper - Billion Dollar Babies [1973]


Desde 1969 a banda Alice Cooper estava na ativa no mercado e já havia lançado 5 ótimos álbuns, entre eles "Killer" e "School's Out", que conseguiram ótima repercussão. Mas foi em 1973 que o play definitivo do grupo viu a luz do dia.

Após um extenso processo de gravação que durou quase meio ano (de agosto de 1972 até janeiro de 1973), finalmente em 25 de fevereiro de 1973 chegava "Billion Dollar Babies" às lojas. Ainda com a produção do genial Bob Ezrin mas com inspiração mais notória, o disco chegou ao primeiro lugar das paradas inglesas e americanas, sendo que nesta perdeu o lugar apenas para "The Dark Side Of The Moon", clássico do Pink Floyd. Além disso já conquistou disco de platina nos Estados Unidos e é um dos maiores sucessos de venda da carreira de Vincent Furnier, seja com a banda Alice Cooper ou como carreira-solo (também chamada Alice Cooper).

Musicalmente, "Billion Dollar Babies" é um álbum refinado, feito por um dos grupos mais competentes que surgiram no começo dos anos 1970. A mão de Ezrin foi fundamental para o êxito das faixas, mas é fato que a line-up que estava com Furnier no momento, que era Glen Buxton na guitarra solo, Michael Bruce na guitarra base e teclados, Dennis Dunaway no baixo e Neal Smith na bateria, estava no auge de sua criatividade. Vincent, letrista de primeira e vocalista revolucionário, não ficou por trás.


Em suma tem-se um disco sólido, com dignos hinos do Rock, instrumental muito bem tocado e bem produzido, vocalizações tenebrosas e composições geniais. Os destaques, na minha opinião, consistem nos hit-singles "Elected", "No More Mr. Nice Guy" e "Hello, Hooray", além da sarcástica "Generation Landslide", da balada "Mary Ann" e da teatral "I Love The Dead", que de tão teatral virou a música-trilha para o ato da guilhotina dos shows da tia Alice.

Infelizmente, após mais um lançamento, "Muscle Of Love", no fim de 1973, a banda Alice Cooper se dissolveu por conta dos abusos já conhecidos de Furnier. Michael Bruce, Dennis Dunaway e Neal Smith formaram outra banda, ironicamente nomeada Billion Dollar Babies, que lançou apenas um disco e logo acabou após uma briga judicial com Vincent Furnier (que já havia assumido o pseudônimo Alice Cooper e começado sua carreira solo) por conta do nome. Já a carreira de Furnier, o eterno Alice Cooper, a grande maioria dos visitantes do blog (pra não dizer todos) já conhecem.

No mais, "Billion Dollar Babies" é um clássico que merece espaço na coleção de qualquer roqueiro que se preze. Viva Alice Cooper!

01. Hello, Hooray
02. Raped And Freezin'
03. Elected
04. Billion Dollar Babies
05. Unfinished Sweet
06. No More Mr. Nice Guy
07. Generation Landslide
08. Sick Things
09. Mary Ann
10. I Love The Dead

Vincent Furnier - vocal, gaita
Glen Buxton - guitarra solo
Michael Bruce - guitarra base, teclados, piano, backing vocals
Dennis Dunaway - baixo, backing vocals
Neal Smith - bateria, percussão

Músicos adicionais:
Donovan - vocal adicional em 4
Steve "Deacon" Hunter - guitarras adicionais
Mick Mashbir - guitarras adicionais
Dick Wagner - guitarras adicionais
Bob Dolin - teclados adicionais
David Libert - backing vocals

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by Silver

sábado, 29 de maio de 2010

Mötley Crüe - Theatre Of Pain + Bootleg [1985]


O Mötley Crüe é mais famoso pela vida polêmica que seus integrantes levavam do que pela sua música, em si. Mas nos anos 1980, o som dos caras recebia uma baita atenção, e eles eram considerados, por muitos, os principais representantes do famigerado movimento Hard Rock oitentista. E tudo começou, de verdade, a partir do álbum que trago-vos nessa postagem, com direito a uma bootleg (excelente, diga-se de passagem) da época.

Theatre Of Pain [1985]

Lançado em 21 de junho de 1985 pela Elektra Records (já está prestes a completar 25 anos de lançamento!), "Theatre Of Pain" vem de um contexto histórico no mínimo perturbado. Os integrantes se afundavam cada vez mais nas drogas, e o homicídio culposo do baterista Razzle (Hanoi Rocks) causado por um acidente de carro em que um Vince Neil bêbado era o motorista mostrou ao mundo que as coisas estavam não estavam indo para um bom caminho para os mötleys.

Talvez seja esse o motivo que justifica uma acentuada mudança do grupo, mas eu acredito que razões comerciais acarretaram tais mudanças. Logo de cara, já percebe-se que as coisas são diferentes em "Theatre Of Pain". A capa é a primeira a refletir isso - apesar do pentagrama invertido estar ali, firme e forte, a capa não era tão polêmica quanto suas antecessoras.

Seguindo a ordem natural das coisas (com o material em mãos, vê-se o encarte), percebe-se o vocalista Vince Neil mais colorido do que o normal. Na verdade, mais rosa do que o normal. O visual de motoqueiro sanguinário deu lugar a algo mais pimposo, o que, sim, já denota uma transformação. E apesar dos outros integrantes, no encarte, se apresentarem com roupas menos espalhafatosas, à medida em que se pesquisa imagens e vídeos da época é notável que também aderiram ao visual conhecido como "glam".

Foto do encarte

Certo, o Mötley sempre teve a intenção de chocar com o visual, e quem vos escreve não tem nada contra visuais espalhafatosos. Mas chocar dessa forma denota uma transformação no som também. Ironicamente, a banda estava crescendo bastante na época. Estaria a gravadora castrando os rapazes? A conclusão fica a cargo do ouvinte.

Enfim, ao disco. "Theatre Of Pain" segue o padrão de todos os lançamentos oitentistas do Mötley Crüe: pesado, bem composto, com ótimos refrães, riffs cortantes, solos com bastante destaque (vale ressaltar que mais do que nos antecessores), vocais poderosos e cozinha potente.

Mas, apesar da essência estar ali, o ouvinte não deve esperar algo que mantenha o peso dos antecessores, pois a orientação vai mais à influências do Glam Rock setentista, a-la New York Dolls (sempre), The Sweet e Slade. Pouco sobra da crueza do Punk e do Heavy Metal. E além do fator comercial, pode-se dar um pouco dessa mudança ao próprio Vince, que participou mais das composições melódicas das canções do que Tommy Lee e Mick Mars (já que Nikki Sixx compõe praticamente tudo da banda e, aqui, se responsabilizou por todas as letras e a maioria das melodias).


Com sinceridade, "Theatre Of Pain" não chega a ser um dos meus preferidos do Mötley Crüe, mas isso não faz que o mesmo deixe de ser um puta discão. Como eu disse, a essência está lá, apenas um pouco mais leve, com mais enfoque no Glam Rock e menos no Punk/Heavy Metal. Encontram-se, ao longo do play, verdadeiras pérolas como "City Boy Blues", "Raise Your Hands To Rock", "Louder Than Hell" e "Use It Our Lose It", além dos hits "Smokin' In The Boys' Room" (cover do Brownsville Station) e "Home Sweet home" (power-ballad que é o maior destaque do álbum).

E, bom, se a razão comercial estava lá, o leitor pode saber de antemão que os caras não falharam: "Theatre Of Pain" chegou ao 6° lugar das paradas norte-americanas e ao 36° das britânicas. A turnê, marcada como sempre pelos excessos, girou os Estados Unidos, o Canadá e a Europa por pouco mais de um ano, e foi bem rentável. Os hits citados no parágrafo anterior emplacaram e colaboraram para o aumento das vendas, sendo que, nos dias de hoje, já ultrapassou as 4 milhões de cópias vendidas apenas na terra do Tio Sam.

Se nos anos seguintes o Mötley Crüe se tornou a atração milionária, o verdadeiro início se deu em "Theatre Of Pain", um baita disco que merece a atenção de qualquer um que se diga fã de Rock.

PS: a versão dessa postagem é a remasterizada de 2003, com 6 bonustracks.

01. City Boy Blues
02. Smokin' In the Boys' Room
03. Louder Than Hell
04. Keep Your Eye On The Money
05. Home Sweet Home
06. Tonight (We Need A Lover)
07. Use It Or Lose It
08. Save Our Souls
09. Raise Your Hands To Rock
10. Fight For Your Rights

Bonustracks:
11. Home Sweet Home (Demo Version)
12. Smokin' In The Boys' Room (Alternate Guitar Solo-Rough Mix)
13. City Boy Blues (Demo Version)
14. Home Sweet Home (Instrumental Rough Mix)
15. Keep Your Eye On The Money (Demo Version)
16. Tommy's Drum Piece From Cherokee Studios

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, violão, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, teclados, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, piano, backing vocals

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The Devil: Live In Fresno, CA [1985]

"The Devil" foi gravado em um show realizado na Selland Arena da cidade de Fresno, Califórnia, no dia 25 de novembro de 1985. A qualidade está muito boa, pois o áudio foi extraído da mesa de som.

Cronologicamente, esse concerto faz parte da turnê do sensacional "Theatre Of Pain", portando o repertório condiz com a data: pérolas extraídas dos três primeiros discos do Mötley Crüe, desde já indispensáveis como "Live Wire", "Looks That Kill" e "Shout At The Devil" até canções do disco da turnê, como "Home Sweet Home" (que se tornaria clássico e não sairia nunca mais dos repertórios), "Use It Or Lose It" e "City Boy Blues". Além disso, dois consagrados covers regravados pelo Mötley Crüe também figuram na setlist: "Helter Skelter" (The Beatles) e "Smokin' In The Boys' Room" (Brownsville Station)

A banda, como sempre, dispensa comentários. Até hoje não consigo compreender como Mick Mars segura tão bem como guitarra única, já que a grande parte das bandas de hard rock sempre contaram com duas guitarras. A dupla dinâmica Nikki Sixx e Tommy Lee, como sempre, mandam muito bem aqui. Vince Neil também me surpreende, pois o mesmo costuma defecar perante performances ao vivo, mas nessa não. Mais um motivo para conferir, caro leitor! (risos)

01. Looks That Kill
02. Too Young To Fall In Love
03. Shout At the Devil
04. City Boy Blues
05. Louder Than Hell
06. Knock 'Em Dead, Kid
07. Home Sweet Home
08. Live Wire
09. Smokin’ In the Boys’ Room
10. Helter Skelter
11. Use It Or Lose It

Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra, backing vocals
Nikki Sixx - baixo, backing vocals
Tommy Lee - bateria, percussão, piano, backing vocals

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by Silver