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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Queen - A Night At The Opera [1975]


Uma banda promissora e com músicos de talento. Após o lançamento de "Sheer Heart Attack" em 1974, que havia lançado músicas como "Now I'm Here", "Killer Queen" e "Stone Cold Crazy", o Queen começa a ter reconhecimento mundial. Querendo mostrar do que eram realmente capazes, no final do ano seguinte, eis que o mundo é bombardeado com a obra que teria a música que viria a se tornar à marca registrada do Queen.

"A Night At The Opera" nos apresenta uma banda entrosadíssima, afiada e com uma grandeza acima de qualquer expectativa, sem medo de errar, e com músicos em atuações inspiradíssimas. Podemos detectar isso já em seu início com a bombástica e intimidadora "Death on Two Legs (Dedicated to...)", música feita em "homenagem" ao antigo empresário da banda, que foi demitido por "má administração das contas da banda", se é que vocês me entendem. O mais legal de tudo, é que Freedie Mercury não poderia ser mais direto na letra: "Você é um rato de esgoto, Apodrecendo em uma fossa de orgulho, Você deveria ser despedido, Então se fazer de nulo e destituído, Me faz sentir bem, me sinto tão bem". Fora a letra direta, a interpretação quase que teatral na voz de Mercury e o brilhantismo de Brian May, faz qualquer um despreparado se arrepiar prontamente.

Após o show da primeira faixa, passamos para a curta e divertidíssima "Lazing on a Sunday Afternoon", que parece saída de qualquer musical dos anos 50 com sua letra engraçada e a voz modificada de Mercury que em apenas um minuto, consegue alegrar o dia de qualquer rabugento. "I'm in love with my car", agora com os vocais e letra de Roger Taylor, é uma música com som denso, cheia de overdrive nas guitarras, mas com uma letra também divertidíssima, que fala da paixão alucinada de um jovem com seu carro, mas que se aplica muitas vezes com a relação de alguns homens com seus carros.

Após vem a bela balada com apelo pop "You're My Best Friend", com sua bela letra escrita por John Deacon, e que pode ser descrito com uma celebração ao amor na vida de um homem. Linda letra. " '39", com May fazendo os vocais, se trata de uma música simplória, mas não menos bela do que as citadas anteriormente. O riff inicial de "Sweet Lady" mostra o porque de May ser descrito como um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Finalizando o lado A, temos "Seaside Rendezvous" de autoria de Freedie Mercury, que parece ser saída do mesmo musical de "Lazing on a Sunday Afternoon".



Iniciando o Lado B, temos a apocalíptica "The Prophet's Song" escrita por May, que conforme já dito por ele em outras ocasiões foi escrita após um sonho do mesmo, é a música mais experimental do álbum, com a banda a vontade e vocalizações em grande parte da mesma. "Love Of My Life", outra balada desse disco e que se tornou um dos grandes sucessos do mesmo, creio que não precise de maiores comentários, com mais uma aula de interpretação de Mercury, mostrando o dom da banda para belas baladas, que se repetiria mais a frente (vide como exemplo Spread Your Wings, Too Much Love Will Kill You, entre outras). Good Company, outra música experimental, dessa vez com Brian May nos vocais tocando Ukulele, em música divertidíssima.

Agora vem o clássico dos clássicos. A música que era desacreditada devido a seu tamanho e seu experimentalismo. Começando com vocalizações perfeitas da banda, em que encontramos um personagem perdido em seus pensamentos após matar um homem, temos a épica e maravilhosa "Bohemian Rhapsody". Apesar dos comentários contrários ao lançamento da música, podemos dizer calmamente que esta é um dos maiores clássicos da história do rock. Não só um clássico, como uma obra prima em todos os sentidos da palavra. Show de todos integrantes da banda, esta ópera rock se inicia com vocais calmos, se tornando uma power ballad, passando por uma mini ópera, voltando com um peso vigoroso antes de seu final apoteótico e triste, esta é a música que ficou eternizada na história e colocou o Queen entre os grandes. Não tenho mais palavras para descrição da mesma, sendo que recomendo uma audição detalhada para apreciar cada detalhe.

Finalizando temos a versão para "God Save The Queen" e que termina grandiosamente este que é a maior representação de como ser fazer rock com arte! OBRA PRIMA NO SENTIDO ABSOLUTO DA PALAVRA.



01.Death on Two Legs (Dedicated to…)
02.Lazing on a Sunday Afternoon
03.I'm in Love with My Car
04.You're My Best Friend
05.'39
06.Sweet Lady
07.Seaside Rendezvous
08.The Prophet's Song
09.Love of My Life
10.Good Company
11.Bohemian Rhapsody
12.God Save the Queen


Freddie Mercury - Vocais, Piano
Brian May - Guitarras
John Deacon - Baixo
Roger Taylor - Bateria



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terça-feira, 18 de maio de 2010

Sweet - Desolation Boulevard (Double: USA/EUR) [1974]


O Sweet foi uma das bandas responsáveis pela ascenção do Glam Rock no começo da década de 1970, principalmente no Reino Unido. A extravagância no visual era o atrativo, mas quando se coloca um disco como "Desolation Boulevard" pra rolar, percebe-se que a música está em primeiro plano.

Na época do lançamento deste play, em 1974, os integrantes do Sweet estavam cansados da imagem que passavam com o visual glamouroso e da sonoridade "chiclete" que, apesar de estar dentro do Rock, não se comparava a sons de mais peso. Isso se devia à parceria dos compositores Nicky Chinn e Mike Chapman, que escreviam as canções para eles por ordem da gravadora.

Apesar de Chinn e Chapman terem sido mantidos como compositores da maioria das canções, a banda passou a utilizar um visual mais convencional (apesar de estar com um pé no Glam) e a inserir mais peso nas composições, caracterizando a sonoridade como Hard Rock festeiro e sem frescuras, bem no estilo do Slade, por exemplo.

"Desolation Boulevard" é o segundo álbum que atende tal mudança (o primeiro foi "Sweet Funny Adams") e, como já haviam experimentado antes, nesse play tudo soa com mais firmeza e um pouco mais de maturidade. Mas, claro, sem perder o clima de festa e diversão que os caras sempre passaram nas canções e que marca a identidade do grupo.

Trago-vos as duas versões do play nessa postagem: a americana e a europeia, que trazem diferenças de tracklist, mas todos com música boa. Nos dois cantos e em outros o lançamento fez sucesso, atingindo a 5ª posição nas paradas canadenses, a 9ª nas alemãs, a 13ª nas australianas e a 25ª nas americanas. Além disso, os singles "Fox On The Run" e "The Ballroom Blitz" emplacaram no top 10 de inúmeros países, incluindo Estados Unidos e no Reino Unido, e se consolidaram como hinos incontestáveis do Rock que representaram tal geração.

Valem destaques para "AC/DC" (presente na tiragem americana), "The Six Teens", "Solid Gold Brass" e "Turn It Down" (presente na tiragem europeia), além do cover de "My Generation" do The Who cantado pelo baixista Steve Priest e as já citadas no parágrafo anterior, também sensacionais. Confiram!



Versão inglesa:
01. The Six Teens
02. Solid Gold Brass
03. Turn It Down
04. Medussa
05. Lady Starlight
06. Man With The Golden Arm
07. Fox On The Run
08. Breakdown
09. My Generation (The Who)
10. I Wanna Be Committed
11. Teenage Rampage



Versão americana:
01. Ballroom Blitz
02. The Sixteens
03. No You Don't
04. AC/DC
05. I Wanna Be Committed
06. Sweet F.A.
07. Fox On The Run
08. Set Me Free
09. Into The Night
10. Solid Gold Brass

Brian Connolly - vocal
Andy Scott - guitarra, vocal em "Lady Starlight" e "The Man With the Golden Arm"
Steve Priest - baixo, vocal em "My Generation"
Mick Tucker - bateria, percussão

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by Silver

Postagem dedicada ao parceiro Dnlz, aniversariante de hoje, antigo visitante do blog, fã assíduo do visual das "garotas" do Mötley e barreador no estilo Blackie Lawless. Parabéns!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Alice Cooper - Metro Sports Arena, Minneapolis [1973]


Qualquer fã da tia Alice tem noção de que "Billion Dollar Babies" é um dos discos mais notáveis do rock, não só da carreira do Cooper mas no geral. A genialidade da banda em suas composições extrapolava as barreiras do convencional e várias faixas desse petardo se tornaram clássicas, além de morarem nos repertórios do sr. Furnier: No More Mr. Nice Guy, Elected, I Love The Dead, entre várias outras.

Agora, o que esperar de um registro extraído da mesa de som de um concerto da turnê desse disco? Gravado em 30 de maio de 1973 no Metro Sports Arena de Minneapolis, essa bootleg é um dos melhores registros ao vivo do Alice Cooper que já ouvi até então. A performance chocante da trupe de Vincent estava cada vez mais doentia (conseqüentemente, mais atrativa para fãs e crítica) e o repertório estava soberbo pois, além dos clássicos anteriormente citados, conta-se com pérolas como School's Out, Under My Wheels, I'm Eighteen e lá vai pedrada.

Como o registro é de 1973, vale lembrar que Alice Cooper ainda era a banda e não a carreira solo de Vincent Furnier. E é digna de destaque a química entre os integrantes, além da habilidade dos mesmos em seus postos. No mais, pepita rara e degustante!

01. Hello Hooray
02. Billion Dollar Babies
03. Elected
04. I'm Eighteen
05. Raped & Freezin'
06. No More Mr. Nice Guy
07. My Stars
08. Unfinished Sweet
09. Unfinished Sweet (Continued)
10. Sick Things
11. Dead Babies
12. I Love The Dead
13. School's Out
14. Under My Wheels

Alice Cooper - vocal
Glen Buxton - guitarra-solo
Michael Bruce - guitarra-base, teclado, backing-vocals
Dennis Dunaway - baixo, backing-vocals
Neal Smith - bateria

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by Silver

Alice Cooper - Hey Stoopid [1991]


A década de 1980 foi difícil para Vincent Damon Furnier - faço questão de fazer referência pelo nome, pois nessa época o personagem Alice Cooper já estava "fora do contexto", na minha opinião. Os álbuns não atingiam o patamar que desejava, nem musicalmente, nem comercialmente, e Vincent sofria de sérios problemas de alcoolismo. Pouco após as gravações de "DaDa", em 1983, voltou a ser hospitalizado por conta do abuso do álcool (já havia sido anteriormente na segunda metade dos anos 1970).

Mas essa década foi crucial para que o homem por trás da máscara provasse ao mundo quem ele era. Após um hiato de mais de 2 anos, eis que Alice Cooper (sim, ele mesmo) volta sóbrio para uma turnê (coisa que não fazia há 4 anos) e com um novo álbum, "Constrictor", que marcou a sua volta por cima e ainda emplacou hits como "Teenage Frankenstein" e "He's Back (The Man Behind The Mask)". A partir daí, só oba-oba: "Raise Your Fist And Yell" e "Trash" foram sucessos de venda, não só os álbuns mas suas respectivas turnês, especialmente o último, detentor de verdadeiros hinos como "Poison", "Only My Heart Talkin'" e "House Of Fire".

Essa retrospectiva pode parecer "non sense" mas é crucial para entender o quão "Hey Stoopid", álbum dessa postagem, é definitivo e colossal. Um artista não vence totalmente quando resolve apenas seus problemas pessoais mas quando chega novamente aos outdoors também. Mesmo com os antecessores, que fizeram relativo sucesso, a volta de Alice Cooper aos holofotes se deu por "Trash". Se este representou a definitiva escalada da montanha, em "Hey Stoopid", tia Alice construiu uma casinha e ali viveu feliz por um bom tempo, pois este é responsável pela consolidação de Cooper.


Porém vamos ao que interessa - a música. Pra quem gostou de seus lançamentos anteriores a este, "Hey Stoopid" não apenas mantém o nível de qualidade mas acrescenta um pouco mais de Rock n' Roll, já que "Trash" conta com uma abordagem um pouco mais pop. As composições líricas, ponto forte de Alice, estão incríveis por aqui. Nomes como Dick Wagner, Jim Vallance e Al Pitrelli (Megadeth, Savatage) podem ser encontrados nos créditos das composições, bem como a dupla Nikki Sixx e Mick Mars, do Mötley Crüe, que também dão uma palinha em seus instrumentos - Sixx em "Feed My Frankenstein" e Mars em "Die For You".

Já que o assunto é "participação especial", Cooper manda muito bem aqui pois, além dos dois "mötleys", alguns nomes como Ozzy Osbourne, Steve Vai, Vinnie Moore, Joe Satriani e Slash deixaram um pouco por aqui. E, como de praxe, titia Alice escolhe uma line-up furiosa para servir de banda de apoio no álbum, contando com Stef Burns na guitarra, Hugh McDonald (Bon Jovi) no baixo, Mickey Curry (Bryan Adams) na bateria e Derek Sherinian (Dream Theater, Kiss, Yngwie Malmsteen) nos teclados.

Como era de se esperar, "Hey Stoopid" também foi um sucesso comercial. Além de emplacar a faixa-título, "Love's A Loaded Gun" e "Feed My Frankenstein" nas paradas, o disco vendeu bem e chegou ao 4° lugar das paradas inglesas, bem como a 47ª posição nas americanas, ainda permanecendo como um dos prediletos dos fãs do rei do shock rock.

Destaques, apesar de dispensáveis (oras, estamos falando de Alice Cooper), devem constar para a clássica faixa-título, para as pauladas "Feed My Frankenstein", "Snakebite" e "Hurricane Years" e para as sexy ballads (Cooper é PhD nesse assunto) "Might As Well Be On Mars", "Love's A Loaded Gun" e "Burning Our Bed".

Um must-have na coleção de qualquer roqueiro que se preze. Hey stoopid, o que estará esperando pra conferir e/ou comentar? Alice Cooper é o cara!

01. Hey Stoopid
02. Love's A Loaded Gun
03. Snakebite
04. Burning Our Bed
05. Dangerous Tonight
06. Might As Well Be On Mars
07. Feed My Frankenstein
08. Hurricane Years
09. Little By Little
10. Die For You
11. Dirty Dreams
12. Wind-Up Toy

Alice Cooper - vocal
Stef Burns - guitarra
Hugh McDonald - baixo
Mickey Curry - bateria
Derek Sherinian - teclados

Músicos adicionais:
Joe Satriani - guitarra em 1, 4, 7, 9 e 12
Ozzy Osbourne - backing vocals em 1
Slash - guitarra em 1
Steve Vai - guitarra em 7
Nikki Sixx - baixo em 7
Vinnie Moore - guitarra em 8 e 11
Mick Mars - guitarra em 10

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by Silver

terça-feira, 20 de abril de 2010

Alice Cooper - Brutally Live [2000]


Gravado em Londres, Inglaterra no dia 19 de julho de 2000 em suporte à turnê do disco "Brutal Planet", o vilão do rock n' roll proporciona em "Brutally Live", o 4° disco ao vivo de sua carreira, uma performance teatral e histórica, como de costume.

Aqui, Alice Cooper traz um repertório enorme e que consegue abranger boa parte dos seus, até então, 30 anos de carreira. Clássicos do início da carreira de Furnier como "No More Mr. Nice Guy", "I'm Eighteen" e "Under My Wheels" dividem espaço com músicas que garantiram o rei do Shock Rock nos anos 80 e 90 como "Feed My Frankenstein" e a clássica instantânea "Poison" e músicas pesadas dos seus últimos lançamentos como "Brutal Planet", "Pick Up The Bones" e "Wicked Young Man". Vincent Furnier traz com ele uma banda de primeira linha, com a eficiente dupla de guitarristas Ryan Roxie e Eric Dover, o baixista Greg Smith e o cavalar baterista Eric Singer.

Destaco a performance apoteótica de "Poison" e "School's Out"juntamente do fechamento meteórico que ficou por conta do cover de "My Generation", do The Who, e da clássica "Elected". A audição de "Brutally Live" é altamente recomendada com a imagem, pois foi lançado tanto em CD como em DVD e um show do Alice Cooper visto se torna um genuíno show de horrores. Mas como o aspecto musical é bem relevante, eis o áudio dessa pérola para você, caro leitor.

Tracklist - CD 1:
01. Intro
02. Brutal Planet
03. Gimme
04. Go To Hell
05. Blow Me A Kiss
06. I'm Eighteen
07. Pick Up The Bones
08. Feed My Frankenstein
09. Wicked Young Man
10. Dead Babies
11. Ballad Of Dwight Fry
12. I Love The Dead
13. Devil's Food + The Black Widow
14. Eric Singer Drum Solo

Tracklist - CD 2:
01. Interlude
02. No More Mr. Nice Guy
03. It's Hot Tonight
04. Caught In A Dream
05. It's The Little Things
06. Poison
07. Take It Like A Woman
08. Only Women Bleed
09. You Drive Me Nervous
10. Band Introduction
11. Under My Wheels
12. School's Out
13. Billion Dollar Babies
14. My Generation
15. Elected
16. Brutal Planet (Reprise)

Alice Cooper - vocal
Ryan Roxie - guitarra
Eric Dover - guitarra
Greg Smith - baixo
Eric Singer - bateria

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by Silver

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Slade - The Amazing Kamikaze Syndrome [1983]


Um pouco diferente de muito que já havia sido feito pelo Slade até então, "The Amazing Kamikaze Syndrome", é lançado em dezembro de 1983 e pode ser tido como um dos maiores sucessos da banda, dentro e fora do eixo europeu.

Os mestres do glam rock mostram uma evolução impecável nesse play, provando que sabem mostrar outras influências e até mesmo investindo em um som mais forte, com levadas tanto do Heavy Metal quanto da Disco Music.

Levando em consideração os admiradores old-school do Slade, "The Amazing Kamikaze Syndrome" não foi lá um dos lançamentos mais felizes da carreira da banda. O "xiitismo" comeu solto na hora de criticar ótimas canções como "Run Runaway", uma ótima peça de Disco-Rock ou como preferirem rotular, e "My Oh My", uma power ballad marcante que parece ter sido composta com a pretensão (que se concretizou) de ser um mega-hit. Atingiram as posições de número 7 e 2 nas paradas inglesas, respectivamente, além de uma repercussão mais do que notável em vários lugares do mundo (inclusive no Brasil).

Apesar de terem sido os principais sucessos do álbum, "The Amazing Kamikaze Syndrome" não se limita a "My Oh My" e "Run Runaway". Verdadeiras pérolas como "Slam The Hammer Down" e "Razzle Dazzle Man" figuram como dignas pauladas, com até mesmo um "quê" do som pesado oitentista que invadia o mundo. Em compensação, as festeiras "In The Doghouse" e "Cocky Rock Boys (Rule OK)" fazem menção honrosa ao passado glorioso do Slade.

A dupla Noddy Holder e Jim Lea se mostra inspiradíssima nas composições, bem como todos em seus instrumentos: o vocal estridentemente potente de Holder, a guitarra marcante e coesa de Dave Hill, o baixo pesado de Jim Lea e a bateria crua e pauleira (quando não sintetizada, risos) de Don Powell.

Vale lembrar que o disco foi lançado no ano seguinte nos Estados Unidos sob o nome "Keep Your Hands Off My Power Supply" e com algumas alterações na tracklist. Mesmo assim a repercussão foi proveitosa por lá, pois o disco atingiu a 33ª posição nas paradas nacionais - maior posição que o grupo já atingiu com algum álbum em terras norte-americanas.

Clássico imponente de uma das bandas mais importantes do Rock n' Roll, caro leitor.

01. Slam The Hammer Down
02. In The Doghouse
03. Run Runaway
04. High And Dry
05. My Oh My
06. Cocky Rock Boys (Rule Ok)
07. Ready To Explode
08. (And Now The Waltz) C'est La Vie
09. Cheap 'N' Nasty Luv
10. Razzle Dazzle Man

Noddy Holder - vocal, guitarra
Dave Hill - guitarra, backing vocals
Jim Lea - baixo, teclados, backing vocals
Don Powell - bateria, percussão

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by Silver

domingo, 18 de abril de 2010

Queen - Rock In Rio [1985]


A primeira edição do Rock In Rio se deu entre os dias 11 e 20 de janeiro de 1985. Há de se convir que foi o primeiro evento realmente grande com várias bandas de Rock, já que o Brasil não costumava receber muitas bandas do gênero nem mesmo para shows únicos. Bandas e artistas como Iron Maiden, AC/DC, Whitesnake, Ozzy Osbourne, Scorpions e Yes, além de várias apresentações de brasileiros como Os Paralamas Do Sucesso, Barão Vermelho, Rita Lee e Kid Abelha marcaram presença no evento. Mas dá pra acreditar que apenas uma banda conseguiu se sobressair disso tudo?

O Queen se apresentou nos dias 11 e 18 de janeiro e os concertos aqui realizados permanecem até hoje, para muitos, como "o melhor de todos os Rock In Rio em terras tupiniquins" (já que foram apenas três edições no Brasil). Em suporte ao álbum "The Works", a trupe de Freddie Mercury realizou duas exibições memoráveis. Essa postagem disponibiliza e retrata um pouco sobre a primeira (11) que, segundo constatações, foi o dia em que se reuniu maior público pagante, estimando-se 300 mil pessoas na "cidade do Rock".

Para tal show da "rainha", a abertura ficou por conta de Ney Matogrosso, Erasmo Carlos, Baby Consuelo e Pepeu Gomes, Whitesnake (!!!) e Iron Maiden (!!!!). A estrutura, que já havia sido preparada de forma colossal pelo honorável Roberto Medina, se tornou ainda mais pelas exigências do Queen em relação à iluminação, que utilizou a própria aparelhagem da banda.

E não é que todo esse esforço foi recompensado? Como disse anteriormente, o Queen se sobressaiu não só em relação ao evento mas também em sua carreira, considerando que até mesmo os integrantes do grupo declararam que esse show foi o melhor de suas carreiras.

O repertório coletava clássicos de todas as épocas da banda, com os destaques óbvios para a indiscutível "Bohemian Rhapsody", a clássica dobradinha "We Will Rock You"/"We Are The Champions", a infame "I Want To Break Free" (momento em que Freddie entra de bobs e seios postiços e, infelizmente, é mal-recebido pela platéia, com vaias e pedras) e, claro, "Love Of My Life" - de longe, o momento mais especial da noite.

Sobre os integrantes? Afiadíssimos em seus instrumentos, como sempre, portanto sem delongas. E sobre o público? Receptivo da forma que todos os leitores já conhecem, tirando pelo triste incidente em "I Want To Break Free".

Não creio que eu tenha me expressado bem na postagem. Acho que um registro como esse não pode ser descrito perfeitamente com palavras.

01. Tie Your Mother Down
02. Seven Seas Of Rhye
03. Keep Yourself Alive
04. Liar
05. It's A Hard Life
06. Now I'm Here
07. Is This The World We Created?
08. Love Of My Life
09. Guitar Solo + Brighton Rock
10. Hammer To Fall
11. Bohemian Rhapsody
12. Radio Ga Ga
13. I Want To Break Free
14. We Will Rock You
15. We Are The Champions
16. God Save The Queen

Freddie Mercury - vocal, piano
Brian May - guitarra, backing vocals
John Deacon - baixo
Roger Taylor - bateria, percussão, backing vocals

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by Silver

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Slade - Slade Alive! [1972]


O Slade foi uma das bandas pioneiras do Glam Rock, sendo uma das primeiras a utilizar o famoso visual "glam" e a chocar tanto a mídia como o público. A influência e o legado do Slade transparece desde o Kiss e os Ramones até o Quiet Riot, desde aos métodos de composição até à presença de palco e ao visual dos integrantes.

Nessa postagem, trago-vos uma das demonstrações da potência do Slade em concerto: o primeiro e mais conceituado disco ao vivo da banda, "Slade Alive!", lançado em 1972 quando o Glam Rock ainda era apenas segurado por Alice Cooper, T. Rex e New York Dolls, em termos de mídia.

Apesar de curto, "Slade Alive!" traz 4 covers ("Hear Me Calling" do Ten Years After, "Born To Be Wild" do Steppenwolf, "Darling Be Home Soon" do Lovin' Spoonful e "Get Down With It" do Bobby Marchan) e 3 pancadas de autoria própria que glorificaram e lançaram oficialmente o Slade ao mundo, vendendo bem no mundo todo e chegando a atingir a 1ª posição nas paradas americanas e australianas, além do 2° lugar no país de origem.

Segundo o vocalista e guitarrista Noddy Holder, não haviam mais de 40 pessoas na platéia, estando em sua maioria bêbados e que, por um bom tempo, "Slade Alive!" foi cercado por uma polêmica pois, em meio a uma canção, Holder soltou um arroto (naquela época, e ainda mais na Inglaterra, o arroto era uma aberração), que provocou a não-exibição no programa de rádio da BBC, mesmo a gravação sendo especialmente feita e destinada à ela.

Apesar disso, "Slade Alive!" é uma mostra de genialidade, simplicidade, diversão e, principalmente, Rock n' Roll! Garantia de um ótimo momento ao lado do aparelho de som!

01. Hear Me Calling
02. In Like A Shot From My Gun
03. Darling Be Home Soon
04. Know Who You Are
05. Keep on Rocking
06. Get Down And Get With It
07. Born to Be Wild

Noddy Holder - vocal, guitarra-base
Dave Hill - guitarra-solo
Jim Lea - baixo
Don Powell - bateria

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by Silver

sábado, 10 de abril de 2010

Queen - Freddie Mercury Tribute Concert [1992]


Em 24 de novembro de 1991, o mundo perdeu um dos maiores gênios da música. Farrokh Bulsara, mais conhecido como Freddie Mercury, conquistou fãs desde sua primeira apresentação com o animalesco Queen até este fatídico domingo - mesmo dia em que Eric Carr, baterista do Kiss, deixaria o nosso plano.

Alguns meses depois, em 20 de abril de 1992, um concerto foi realizado no estádio inglês de Wembley para prestar tributo a esse grande frontman, com a participação de fãs e amigos que já eram famosos na época, tocando junto aos integrantes remanescentes do Queen, desde os emergentes Gary Cherone, Axl Rose e Slash até verdadeiros dinossauros da música como Tony Iommi, George Michael, Robert Plant e Roger Daltrey.

A intenção do show era arrecadar fundos para iniciar uma associação para tratar de pessoas que sofriam da mesma doença que matou Freddie e acabou sendo um sucesso - conseguiram facilmente a lotação máxima do estádio e, no mundo todo, mais de um bilhão de pessoas assistiram a apresentação, não só no estádio mas pela televisão, já que o mesmo foi exibido ao vivo pela MTV. A associação, só com os fundos do show, arrecadou mais de 20 milhões de euros. Ruim que não foi, né?

Só pela lista de artistas, não precisaria fazer nenhuma menção, mas destaco as minhas versões prediletas: "Somebody To Love" com George Michael, "Bohemian Rhapsody" com Elton John e Axl Rose, "Stone Cold Crazy" com James Hetfield e Tony Iommi e "I Want It All" com Roger Daltrey e Tony Iommi. Por fim, minha recomendação: alugar numa locadora ou até mesmo comprar o vídeo desse show, pois a garantia de que você irá se emocionar, caro leitor, é fatalmente certa.

CD 1:
01. Tie Your Mother Down (Joe Elliott e Slash)
02. I Want It All (Roger Daltrey e Tony Iommi)
03. Las Palabras De Amor (Zucchero)
04. Hammer To Fall (Gary Cherone e Tony Iommi)
05. Stone Cold Crazy (James Hetfield e Tony Iommi)
06. Innuendo/Kashmir (Robert Plant)
07. Crazy Little Thing Called Love (Robert Plant)
08. Too Much Love Will Kill You (Brian May e Spike Edney)
09. Radio Ga Ga (Paul Young)
10. Who Wants To Live Forever (Seal)

CD 2:
01. I Want to Break Free (Lisa Stansfield)
02. Under Pressure (David Bowie e Annie Lennox)
03. All The Young Dudes (Ian Hunter, David Bowie, Mick Ronson, Joe Elliot e Phil Collen)
04. Heroes (David Bowie e Mick Ronson)
05. '39 (George Michael)
06. These Are The Days Of Our Lives (George Michael e Lisa Stansfield)
07. Somebody To Love (George Michael)
08. Bohemian Rhapsody (Elton John e Axl Rose)
09.
The Show Must Go On (Elton John e Tony Iommi)
10.
We Will Rock You (Axl Rose)
11. We Are The Champions (Liza Minnelli e todos já citados)

Brian May - vocal, guitarra, violão, backing vocals
John Deacon - baixo
Roger Taylor - bateria, percussão, backing vocals
Spike Edney - teclado, piano, backing vocals
Mike Moran - piano em "Who Wants to Live Forever" e "Somebody to Love"
Josh Macrae - percussão
Chris Thompson - backing vocals, violão em "I Want It All", "Crazy Little Thing Called Love" and "Heroes", percussão
Maggie Ryder - backing vocals
Miriam Stockley - backing vocals
The London Community Gospel Choir - backing vocals em "Somebody to Love" e "We Are the Champions"
John Jones - órgão e backing vocals em "We Are The Champions"

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by Silver

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Queen - Rock Montreal [2007]


Que o Queen é uma das maiores bandas da história do rock, todos os visitantes do blog estão carecas de saber. Da mesma forma, todos também sabem que a rainha se destacava pelas suas apresentações ao vivo, que costumam ser fantásticas, repletas de energia, presença e efeitos especiais. Dessa forma, minha postagem de hoje retrata uma das melhores fases dessas meteóricas performances da banda.

Gravado em Montreal, Canadá no Montreal Forum nos dias 24 e 25 de novembro de 1981 (exatamente 10 anos antes do falecimento de Freddie Mercury), "Rock Montreal" foi lançado primeiramente em vídeo e só depois em CD (duplo). A gravação traz um concerto da turnê do disco "Flash", onde todos os integrantes estavam em perfeita forma e com uma popularidade absurda por todo o mundo, lotando facilmente o Montreal Forum. Mercury e sua trupe dispensam apresentações, como sempre.

O repertório comporta vários clássicos desde o começo da carreira como Killer Queen, Sheer Heart Attack, Tie Your Mother Down e Now I'm Here, bem como músicas atuais no momento como Another One Bites The Dust, Save Me e Dragon Attack, além dos imponentes clássicos Bohemian Rhapsody, We Will Rock You, Somebody To Love, We Are The Champions e Love Of My Life. Porém, inegavelmente, todo o repertório é clássico. Portanto, confiram sem medo!

01. We Will Rock You (Fast)
02. Let Me Entertain You
03. Play the Game
04. Somebody to Love
05. Killer Queen
06. I'm In Love With My Car
07. Get Down, Make Love
08. Save Me
09. Now I'm Here
10. Dragon Attack
11. Love Of My Life
12. Under Pressure
13. Keep Yourself Alive
14. Drum and Tympani Solo
15. Guitar Solo
16. Crazy Little Thing Called Love
17. Jailhouse Rock
18. Bohemian Rhapsody
19. Tie Your Mother Down
20. Another One Bites the Dust
21. Sheer Heart Attack
22. We Will Rock You
23. We Are the Champions
24. God Save the Queen

Freddie Mercury - vocal, piano, violão em 16
Brian May - guitarra, piano em 8, backing-vocals
John Deacon - baixo
Roger Taylor - bateria, percussão, vocal em 6, backing-vocals

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by Silver

Queen + Paul Rodgers - VH1 Rock Honors [2006]


Muitas críticas, principalmente feitas pelos saudosistas extremos e excessivamente orgulhosos quando o assunto é o eterno Freddie Mercury, acumulam-se sobre um dos projetos mais bem pensados dos últimos tempos: uma nova fase do Queen, com um dos maiores vocalistas do mundo do rock n' roll, o conceituadíssimo Paul Rodgers. Vários fanáticos não levam em consideração que Freddie Mercury foi um fã declarado de Free e Bad Company, grupos que consagraram a potente voz de Rodgers.

A performance que trago nessa postagem foi realizada no dia 25 de maio de 2006 em Las Vegas, durante a exibição do programa "VH1: Rock Honors". Bandas como Kiss, Judas Priest e Def Leppard foram homenagadas na mesma edição em que o Queen. O show contou com a participação do Foo Fighters em Tie Your Mother Down, We Will Rock You e We Are The Champions, além do Def Leppard (já homenageado na mesma noite), mandando ver em 20th Century Boy (T. Rex) junto de Brian May.

Indubitavelmente, a eficácia de Paul Rodgers é comprovada - a voz desse cara é simplesmente soberba! Brian May e Roger Taylor simplesmente continuam os mesmos e chutando bundas tanto musicalmente como presencialmente falando, além dos competentes músicos adicionais Spike Edney (teclado), Jamie Moses (guitarra) e Danny Miranda (baixo) segurarem muito bem a base da banda.

Tenho que concordar que Freddie Mercury é insubstituível. Nem por isso, Brian May e Roger Taylor devem cessar suas atividades, ainda mais com um dos melhores vocalistas da face da terra. Paul Rodgers merece ser ouvido e essa gravação merece ser baixada!

01. Tie Your Mother Down (Foo Fighters + Queen)
02. Under Pressure (Queen + Paul Rodgers)
03. The Show Must Go On (Queen + Paul Rodgers)
04. We Will Rock You (Queen + Paul Rodgers & Foo Fighters)
05. We Are The Champions (Queen + Paul Rodgers & Foo Fighters)
06. 20th Century Boy (Def Leppard & Brian May)

Paul Rodgers - vocal
Brian May - guitarra-solo, vocal
Roger Taylor - bateria, vocal
Danny Miranda - baixo
Jamie Moses - guitarra-base
Spike Edney - teclado

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by Silver

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Queen - Innuendo [1991]


Lançado em em fevereiro de 1991, "Innuendo" é o décimo quarto álbum do Queen e, infelizmente, o último, já que o vocalista Freddie Mercury foi dessa para uma melhor cerca de nove meses após o lançamento do play. Freddie, que havia adquirido o vírus HIV em 1987, já não se mostrava bem até nos vídeo-clipes do grupo e, por conta disso, não houve turnê de divulgação para este disco e nem para seus antecessor, "The Miracle", de 1989.

"Innuendo" é um dos discos mais fortes do Queen. Além de agrupar o amadurecimento do grupo durante todos os anos em atividade, marca o fato da banda ter largado de vez as músicas pimposamente dançantes e, consequentemente, o investimento realizado em rock n' roll de melhor qualidade à moda dos lançamentos setentistas, sem batidas sintetizadas ou ritmos ligados ao pop, como vinham fazendo em antecessores como "The Works", "A Kind Of Magic" e "The Miracle".

Já insinuando ser uma despedida da banda (o termo "innuendo" significa "insinuação" em inglês), o disco tem um tom adequadamente melancólico em algumas passagens, como em "The Show Must Go On", "Don't Try So Hard" e "These Are The Days Of Our Lives", porém os 53 minutos de duração do full-length também é tomado várias vezes por momentos costumeiramente felizes, como na divertida "Headlong", na animada "Ride The Wild Wind" e na pauleira "The Hitman".

Versatilidade talvez seja a palavra que melhor defina o Queen em toda a sua carreira, e a maior representação disso não é só a divisão entre momentos felizes e momentos tristes ao longo do álbum, mas pela épica faixa-título, que merece até ser tratada separadamente de tão fantástica e genial.

De um hard épico com fortes batidas, a canção que leva o nome do disco passa para uma nuance completamente inesperada, permeada por violões flaminco tocados por Steve Howe (Yes) e, logo após, um breve momento de psicodeila onde as vozes dos integrantes recitam, em uníssono, algo que, de tão óbvio, é uma verdade incontestável, porém ignorada por muitos no dia-a-dia: "você pode ser qualquer coisa que desejar, somente se converta em algo que sempre imagina ser - seja livre com o seu tempo, seja livre, entregue seu ego, seja livre".


Além das faixas já citadas, sobram menções honrosas para a bem-humorada "I'm Going Slightly Mad" (com um ótimo vídeo-clipe), a semi-balada "I Can't Live With You", a multi-vocal "All God's People", a apreciável "Delilah" e a belíssima "Bijou", onde Brian May e Freddie Mercury mostram um pouco de suas habilidades como guitarrista e vocalista, respectivamente.

A recepção foi boa, como era de se esperar. "Innuendo" permaneceu no primeiro lugar das paradas inglesas por 2 semanas, além de outros países como Itália (3 semanas), Holanda (um mês), Alemanha (um mês e meio) e Suíça (dois meses). Nos Estados Unidos, ultrapassou a marca de um milhão de vendas, número também atingido em terras germânicas. Em termos mundiais, já passou das sete milhões de cópias vendidas pelos quatro cantos do planeta. E como se não bastasse, emplacou 5 singles com êxito em toda a esfera global.

Sem mais delongas, uma das maiores obras-primas do Rock N' Roll, assim como a maioria dos trabalhos realizados pelo Queen. Confira já!

01. Innuendo
02. I'm Going Slightly Mad
03. Headlong
04. I Can't Live With You
05. Don't Try So Hard
06. Ride The Wild Wind
07. All God's People
08. These Are The Days Of Our Lives
09. Delilah
10. The Hitman
11. Bijou
12. The Show Must Go On

Freddie Mercury - vocal, piano, sintetizadores
Brian May - guitarra, violão, backing vocals
John Deacon - baixo, backing vocals
Roger Taylor - bateria, percussão, backing vocals

Músicos adicionais:
Steve Howe (creditado como "Wandering Ministrel")- violão clássico em 1
Mike Moran - piano, sintetizadores e programadores em 7

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by Silver