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sábado, 30 de julho de 2011

Sentenced – The Cold White Light [2002]


Uma das coisas que sempre me incomodou nas bandas que vão pelo lado mais Gothic do Metal é que, cedo ou tarde, elas acabam descambando pro som de danceteria. Reparem bem, o primeiro disco é um Death podreira, o segundo finca raízes no som depressivo e dali a pouco já virou uma junção de clubbers – algumas se arrependem mais tarde e promovem as famigeradas voltas às raízes. Graças às forças superiores, o Sentenced acabou antes dessa tragédia se abater sobre sua existência, se é que ela realmente aconteceria. Começou no lado extremo da força e se estabilizou na mistura de Gothic/Doom com Heavy Metal puro e pesado.

The Cold White Light é o penúltimo álbum desses finlandeses e, em minha opinião, uma verdadeira obra-prima. Denso, melancólico e até mesmo com alta dose de humor negro, como na surpreendente “Excuse Me While I Kill Myself” – não levem a sério, crianças. Enfim, uma companhia perfeita para os momentos de mais pura tristeza. Afinal de contas, como eu sempre digo, a gente só sai do fundo do poço quando chega lá. Não adianta ficar se segurando na beirada, tem que mergulhar pra conseguir sair renovado no futuro. E esse disco consegue te levar até lá sem escalas, servindo como uma perfeita trilha sonora de exorcismo pessoal.



É muito difícil destacar alguma música em especial. Esse é daqueles que se você gostar de uma, vai acabar gostando de todas. E se não gostar de nenhuma, pode deletar que não vai aproveitar nada mesmo. Outra dificuldade para analisá-lo de maneira direta é justamente essa complexidade de sentimentos que ele desperta. Sendo assim, não há como não ter um envolvimento particular, especialmente para quem entende as letras, pois elas despertarão as mais profundas sensações em quem as interpreta. Por isso, apenas digo que baixem e aproveitem cada minuto da audição. E preparem-se para uma viagem ao lado mais sombrio de sua vida. Mais do que ouvir, é um disco para sentir.

O play obteve vendas expressivas na terra natal do grupo, ganhando disco de ouro e ficando duas semanas no topo das paradas, na frente de vários artistas consagrados e bem mais acessíveis. Aliás, o clipe para “No One There”, música de trabalho, também teve ótima circulação nas tevês locais, mesmo sendo um vídeo extremamente melancólico e que vai emocionar aqueles que são mais sensíveis ao sofrimento alheio no fim da vida. E como está escrito no encarte: “Há somente uma forma de se vir a este mundo, mas tantos modos de se deixá-lo”. Download mais que recomendado!

Ville Laihiala (vocals)
Miika Tenkula (guitars)
Sami Lopakka (guitars)
Sami Kukkohovi (bass)
Vesa Ranta (drums)

01. Konevitsan Kirkonkellot
02. Cross My Heart And Hope To Die
03. Brief Is The Light
04. Neverlasting
05. Aika Multaa Muistot (Everything Is Nothing)
06. Excuse Me While I Kill Myself
07. You Are The One
08. Blood & Tears
09. Guilt And Regret
10. The Luxury of a Grave
11. No One There

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JAY

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Darkseed - Diving Into Darkness [2000]


Pela parte gráfica é possível deduzir que o grupo possui características sonoras sombrias e eletrônicas. E é exatamente isto que o Darkseed faz; uma união perfeita dos elementos de Darkwave, Industrial Metal, Gothic Rock e Gothic Metal. Sintetizadores e passagens lentas na veia do Depeche Mode, riffs e vocais agressivos indo na escola do Crematory e Samael (pós-Passage), linhas de vocais limpos parecidas com as de Johan Edlund do Tiamat (em especial na fase Skeleton Skeletron) e ritmos fortemente influenciados pelo Rammstein.

Mas nem sempre foi assim. O Darkseed iniciou sua carreira fazendo Death Metal e quando começou a lançar discos oficiais mudou sua sonoridade para o Heavy Metal com riffs muito pesados e passagens que chegavam a lembrar até Metallica, além de alguns flertes com os gêneros adotados posteriormente. No terceiro full-lenght, Give Me Light, a banda tomou novos rumos e começou a moldar um estilo muito interessante que só foi definido no quarto álbum intitulado Diving Into Darkness, onde conseguiram deixar transparecer suas reais influências.

Não tem como reclamar da falta de originalidade quando sentimos alguns dos conjuntos citados anteriormente numa mesma música. Como, por exemplo, o incrível resultado atingido em "Counting Moments", que chega a arrepiar devido a junção perfeita de Depeche Mode e Tiamat. Na minha predileta, "Forever Darkness", o que mais encanta é a variação vocal muito bem equilibrada, chegando a parecer que Stefan está fazendo duetos com outros vocalistas. E essa versatilidade de vozes que culmina num refrão contagiante também surge com grande destaque em "Downwards".



Aumentando o leque de referências, "I Deny You" mistura Gothic Metal com toques de Metal Alternativo. A maioria das canções, devido a diversificação de abordagens, é mais agitada que o normal, em se tratando do estilo adotado. No entanto, o típico clima desolador se faz presente de maneira mais acentuada em alguns momentos como em "Autumn", e ainda assim mantém o nível esmerado das outras composições. O restante do trabalho confirma que o Darkseed não só mergulha na escuridão, como também a explora através dos gêneros concebidos pra venerá-la.

Por sempre buscar novos caminhos, é evidente que os trabalhos posteriores apresentem grandes diferenças em relação a este. A influência de Rammstein ficou ainda mais clara e o aspecto eletrônico foi elevado. Pra quem quer conhecer melhor os segmentos darks, mas não quer ter o trabalho de ir atrás de vários discos das diversas vertentes, aqui está tudo sintetizado com as características elementares dos principais representantes. E se não fosse o Gothic predominante, seria o melhor exemplar da Neue Deutsche Härte.

01 - Forever Darkness
02 - I Deny You
03 - Counting Moments
04 - Can't Find You
05 - Autumn
06 - Rain
07 - Hopelessness
08 - Left Alone
09 - Downwards
10 - Cold Under Water
11 - Many Wills

Stefan Hertrich - vocals, guitars, bass, electronics
Thomas Herrmann - guitars
Tom Gilcher - guitars

Guest Musician:
Willi Wurm - drums

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Dragztripztar

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

After Forever - Invisible Circles [2004]


"Odeio estes moleques que usam camisas de bandas gays". Falei isso, por volta de 2004, pra algum conhecido, após pedir informação para um cidadão que usava camisa do After Forever. O mais interessante é que eu nunca tinha ouvido a banda. Conhecia de nome e tinha ideia do estilo que praticavam. Não tenho dúvida que ainda existe muita gente com o mesmo pensamento infundado. E minha intenção não é mudar a opinião de ninguém, até porque isso é questão imaturidade, e o tempo que ficará encarregado de modificar tais mentalidades radicais (ou não). Veja bem, estou falando de radicalismo que leva a ridicularizar, e não de gosto pessoal.

Indo logo ao que interessa, no primeiro post gótico feito por mim, esclareci que a banda possuía fortes peculiaridades. Pois bem, aqui está outro exemplo. Apesar de não ter mais preconceito em relação a este estilo, tenho total consciência que a maioria das bandas se prende somente às características sorumbáticas, e mesmo aquelas que recorrem às influências clássicas são igualmente fatigantes. O After Forever, no entanto, por optar às nuances voltadas ao Power, Prog e Heavy Metal, agrega elementos mais coléricos e elimina as passagens depressivas.


Invisible Circles é o terceiro full-lenght do grupo e apresenta músicas temáticas em torno da desestruturação familiar e de como isso afeta a vida dos envolvidos, em especial as crianças e adolescentes. A história é construída de modo operístico e narra, da criação à fase adulta, a vida de uma pessoa abusada na infância. Tema curioso, mas não vejo o Metal como um emissor para estes assuntos. No mais, essa história fazia parte do trabalho de pesquisa pessoal de um integrante da banda. Que faça suas filantropias, mas longe da música!

Um dos pontos mais marcantes encontrados neste play é a sinfonia esplendorosa a cargo dos músicos convidados, transitando entre apoteóticas orquestrações e corais muito bem encaixados. Porém a estrela que mais brilha, sem dúvidas, é a deslumbrante Floor Jansen. Inegavelmente, a melhor vocalista do gênero, pois possui uma desenvoltura que vai muito além daqueles insuportáveis vocais fantasmagóricos. E complementando a parte vocal, ainda têm os vocais agressivos de Sander Gommans e os limpos de Bas Maas - ambos guitarristas e principais responsáveis pela violência que contrasta com a sensibilidade forjada por Jansen e o tecladista Lando van Gils.



Depois da curta intro, somos apresentados à "Beautiful Emptiness", que começa como uma típica composição gótica, mas logo ganha contornos adversos à ambientação tristonha desta vertente e se transforma num Heavy Metal progressivo extremamente vigoroso, com as gradações ditando o clímax. A união de vocais macabros e suntuosos traduz o título de "Between Love and Fire", intercalada por um diálogo bem curto que corta um pouco a empolgação. E chegando ao maior destaque, temos "Digital Deceit", um dos maiores clássicos da banda, e demonstra toda a agilidade vocal de Jansen dentro de melodias inspiradíssimas.

O restante das composições enfoca diversas abordagens, algumas acentuam o Power Metal ("Victim of Choices"), outras enfatizam o lado agressivo ("Blind Pain"), e o progressivo é compreendido em "Reflections" e "Life's Vortex". E é com esta diversidade de elementos que Invisible Circles se consolida como um álbum que suplanta os demais trabalhos de Gothic Metal e dá uma visão interessante e criativa para a mistura do assombroso com o extremo, mostrando que os desígnios musicais góticos não são desprezíveis, mas sim, mal trabalhados na maioria das vezes. Exceto o aspecto visual e a mensagem, que serão sempre rejeitáveis. Mas em casos onde a inspiração se encontra fora do comum, não precisa simpatizar com mais nada além da música.



01 - Childhood in Minor
02 - Beautiful Emptiness
03 - Between Love and Fire
04 - Sins of Idealism
05 - Eccentric
06 - Digital Deceit
07 - Through Square Eyes
08 - Blind Pain
09 - Two Sides
10 - Victim of Choices
11 - Reflections
12 - Life's Vortex

Floor Jansen - female soprano vocals
Sander Gommans - guitar, grunts
Bas Maas - guitar, clean male vocals
Luuk van Gerven - bass guitar
André Borgman - drums
Lando van Gils - keyboards

[12 músicos adicionais - não listarei]

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Dragztripztar

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Moonspell - Darkness and Hope [2001]


Depois de um início firmado no Black Metal, os portugueses do Moonspell redefiniram sua sonoridade para o Gothic Metal e ganharam o mundo desde então. O grupo já foi agraciado com o prêmio de "Melhor Banda Portuguesa" pela MTV, é o único conjunto português de Metal a ser certificado com disco de ouro, além de ter ganhado um selo nos correios de seu país com a capa do debut, e também é a única banda portuguesa a ter uma memorabília no Hard Rock Café, ao lado de dinossauros do Rock.

A transição do Black Metal para o Gothic Metal foi algo gradual, cheio de insegurança quanto ao direcionamento musical, e que até hoje não foi definida com firmeza. Os dois full-lenghts que antecedem Darkness and Hope foram ambiciosos demais, com experimentações incertas e se aproximando do Industrial. Sin/Pecado e The Butterfly Effect possuem sonoridades tão herméticas que o próprio vocalista Fernando Ribeiro se perdia em entrevistas na época, tentando argumentar o que a banda almejava com esses discos. Todo o prestígio da época do clássico Wolfheart, só foi retomado em 2001, com o lançamento de Darkness and Hope.


Mesmo após a mudança de sonoridade, os portugas nunca gravaram um disco plenamente de Gothic Metal, e Darkness and Hope pode ser apontado como o álbum mais Gothic Metal da banda, onde esse gênero foi quase abraçado por completo. Diferente dos dois registros anteriores, onde o tecladista Paulo Paixão fez toda a parte primária das composições, desta feita o guitarrista Ricardo Amorim mostrou muita confiança ao colocar suas partes à frente da música do Moonspell, inserindo fills nos momentos certos, dando um belo adorno aos sons. Os vocais de Fernando Ribeiro como sempre, são compensatórios, sua voz agressiva é perfeita e muito bem postada, mas seus barítonos deixam a desejar, o que não chega a atrapalhar, pois, felizmente, soube criar vocalizações envolventes.

O clima pesado e com os teclados altos ditando a atmosfera fúnebre é apresentado logo no início com a faixa-título, muito puxada pro Doom Metal inglês ao estilo de Anathema e My Dying Bride. O ritmo e o peso crescem em "Firewalking", com Ribeiro encaixando sabidamente os guturais no poderoso refrão. O single "Nocturna" mantém a tradição da banda em sempre escolher o som mais fraco do cd pra ser a música de trabalho. Todos os singles do Moonspell são as mais fracas composições de seus respectivos discos, sem exceção. Isso deveria ser mais bem visto pela gravadora, pois essa é a forma de divulgação em massa da obra, e eu jamais procuraria conhecer os discos desse grupo depois de assistir algum de seus clipes ou escutá-lo numa rádio especializada.



"Heartshaped Abyss" consiste em um Gothic Rock com cara oitentista e Ribeiro conduz a música com a voz baixa favorecida por linhas vocais inspiradíssimas lembrando os melhores momentos do The Mission. Ricardo Amorim esbanja bom gosto nos riffs de "Devilred" acompanhado por teclados permeando a canção com climas tenebrosos. E a ponte lembra demais o The Sisters of Mercy da época do Floodland. "Ghostsong" tem vocais que soam como uma declamação romântica e depois é o momento de tristeza e agressividade se convergir perfeitamente em "Rapaces". Amorim novamente dissipa feeling e criatividade em "How We Became Fire", entupindo o som com fills magníficos, emendando dedilhados com partes comoventes em um de seus momentos mais inspirados.

As estruturas musicais mais bem definidas e as boas variações vocais possibilitam uma sensação muito interessante ao escutar Darkness and Hope. Sem dúvida, pra quem quer conhecer o Moonspell e desvendar o porquê de tanto agito em torno da banda, esse disco é a melhor recomendação. Também serve pra qualquer pessoa que aprecie música boa e não discrimine bandas por causa de rótulos, como se criatividade e bom gosto fosse algo restrito a dois ou três estilos. Coloque esse play pra rodar, apague as luzes, acenda a vela e busque o vinho!

01. Darkness and Hope
02. Firewalking
03. Nocturna
04. Heartshaped Abyss
05. DevilRed
06. Ghostsong
07. Rapaces
08. Made of Storm
09. How We Became Fire
10. Than the Serpents in My Hands
11. Os Senhores da Guerra (Madredeus cover) [Europe bonus]
12. Mr. Crowley (Ozzy Osbourne cover) [North America bonus]

Fernando Ribeiro - Vocals
Ricardo Amorim - Guitar
Sérgio Crestana - Bass
Mike Gaspar - Drums
Pedro Paixão - Keyboards

Female vocals on ‘Devilred’ by Asta
Spoken word on ‘Than the Serpents in My Hands’ by Adolfo Luxuria Canibal

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Dragztripztar

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

The Sins of thy Beloved - Lake of Sorrow [1998]


Sim, essa banda se encaixa exatamente no estilo que você deve estar pensando. The Sins of thy Beloved é um grupo norueguês de Gothic/Doom Metal, onde aqueles vocais guturais contrastam com sopranos femininos fazendo o chamado dueto "A Bela e a Fera". Porém, os clichês param por aí, o The Sins foi um dos grupos mais originais desse segmento e não inflige a cabeça e os ouvidos com um som meramente depressivo.

Lake of Sorrow, o debut dos noruegueses, é envolto numa atmosfera bem peculiar, porque além de ser pesado e extremo de certa maneira, apresenta músicas com climas românticos, ainda que acompanhado por uma lugubridade intensa. Logo na abertura do disco não tem como ficar indiferente ao ouvir os violinos de "My Love" e toda a atmosfera dessa música. O romantismo fúnebre provido das melodias é absurdamente tentador, principalmente as melodias emanadas do violino, que é sem dúvida o maior diferencial do TSOTB. E o mais curioso é que o violinista é um músico contratado! Pete Johansen é um dos grandes responsáveis pela peculiaridade do TSOTB em um estilo tão saturado e previsível. O som desse conjunto sem o violino teria um vazio imensurável.

Outro grande destaque é a música seguinte "The Kiss" que também traz o violinista Pete Johansen em mais uma atuação espantosa tamanha a criatividade e feeling que consegue transmitir, mas sem desmerecer os outros instrumentistas que são ótimos arranjadores, e muito dignos por terem notado a grande destreza desse músico e lhe dado grandes aberturas pra trabalhar e colocar amplamente suas partes de violino. "Until the Dark" apresenta apenas vocais femininos, e apesar da Anita Auglend não ser nenhuma grande vocalista, soube conduzir a música sozinha e com melodias muito bem acabadas fazendo o simples instrumental passar despercebido. E no meio da música, pra variar, surge outra aparição marcante do violino em um solo carregado de sentimento.



O disco todo caminha nessa linha, onde encontramos um grupo praticando um estilo clichê - e pra mim quase inaudível -, mas com ótimas idéias de composição e que consegue fazer um som muito agradável se apoderando de uma atmosfera única com o violino cortando o som da forma mais tocante possível, passagens sorrateiras de piano e um grande trabalho vocal da dupla Glenn e Anita.

Então, se você não tem a mente tão fechada, e mesmo não curtindo as bandas precursoras desse estilo, pode se tornar um admirador do trabalho dessa banda. Eu sou um exemplo disso, sempre detestei bandas com vocais femininos e ainda mais nessa linha gótica, mas encontrei essa banda que me fez mudar um pouco meus conceitos, apesar de continuar não vendo nada de extraordinário na maioria das bandas de Gothic/Doom.

O The Sins of thy Beloved lançou o segundo disco em 2000, e encerrou as atividades logo após o lançamento do dvd em 2001. Os membros alegaram cansaço em fazer shows, mas creio que se tivessem tido uma boa receptividade comercial eles suportariam os ossos do ofício. O importante é que conseguiram mostrar um grande potencial particular, e acho estranho essa banda ser pouco lembrada e ter a apatia do público à que se destinam.



01 - My Love
02 - The Kiss
03 - Worthy of You
04 - Lake of Sorrow
05 - Until the Dark
06 - All Alone
07 - Silent Pain

Anita Auglend - Vocals
Glenn Morten Nordbø - Guitar/Vocals
Arild Christensen - Guitar/Backing Vocals
Ola Aarrestad - Bass
Stig Johansen - Drums
Anders Thue - Keyboards
Ingfrid Stensland - Piano/Keyboards

Session member:
Pete Johansen - Violin

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Dragztripztar

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Seraphim Shock - Halloween Sex N' Vegas [2004]

Tudo aqui vem da mente de Charles Edward: o cara que deu vida ao Seraphim Shock, uma banda de Gothic Metal que mistura Hard Rock, Eletrônico e até Black Metal em seu som. Apesar da grande mistura, o resultado é muito bom. Depois do lançamento de dois discos, em 1997 e 1999, eis que Charles decide lançar em 2004 o mais conhecido da carreira da banda, "Halloween Sex N' Vegas". Aqui tudo soa mais comercial, a começar pelo vocal e pelas guitarras mais limpas. A grande influência nesse disco é de fato o Hard Rock.

Faixas como 'Halloween Sex N' Vegas' e 'Halloween Girl' mostram bem esse lado Hard da banda, sem perder o clima gótico do grupo - uma mistura que me agradou bastante, me lembrando em algumas partes o Sisters Of Mercy, que praticava um gótico mais comercial para a época. 'Sin City' é mais uma grande canção, com um clima bem dark, com Charles cantando de forma gutural em certas partes. Mais uma grande faixa que cativa a todos. 'Shashifter' é mais uma com apelo Hard Rock, sem nunca perder todo o ambiente gótico. Contém uma boa melodia e um refrão bem cativante.

Há também músicas que quase nada nos remetem a um dos mais famosos estilos dos anos 80, o Hard Rock. Uma dessas é 'Perfect Life', mais pesada que as outras, com grande interpretação por parte do vocal, variando a voz em tons graves e não tão graves e guitarras agressivas aliadas a bateria potente. No final é possível encontrar o porque de Charles falar que o Black metal é uma influência da banda. 'All Better' apesar de soar bem diferente do resto do disco, sendo mais lenta e com um feeling mais sombrio, cantada toda com vocais que remetem o lado Black metal da banda e ainda elementos eletrônicos, merece destaque por minha parte.

Depois desse lançamento, o mentor, fundador e compositor Charles Edward se aventurou pela televisão e cinema. Pelo jeito não deu muito certo, já que a banda voltou a lançar um novo álbum esse ano.

01. Joy Ride To Hell
02. Sin City
03. Shapeshifter
04. Halloween Sex N' Vegas
05. Morning Star
06. Welcome To Heaven
07. White Trash Satan
08. All Better
09. Halloween Girl
10. Perfect Life

Charles Edward - vocal, guitarra, programador do teclado
Daisy Grave - baixo
Raymond Scott - guitarra
Mark Harvey - programador da bateria

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Hairbanger

Charles Edward

terça-feira, 25 de maio de 2010

Type O Negative - October Rust [1996]


Muito nego ouve falar de gothic metal, começa a pensar em imbecilidades ''malvadosas'', porém, há uma banda que nasceu na dureza de Nova York, grande cidade do U$A, que foi pela contramão. A sonoridade lúgubre e um tanto variada misturada a doses cavalares de humor negro geraram o Type O Negative, banda cujo genial vocalista/baixista, o gigante Peter Steele, encontrou o seu fim aos 48 anos no dia 14 de abril de 2010.

O disco que trago para vocês hoje é October Rust, considerado juntamente com Bloody Kisses [1993] um divisor de águas dentro do gênero. O som depressivo aliado ao doom metal e outros gêneros é o que caracterizava a banda além do vocal barítono de Peter Steele. October Rust trazia elementos de pura esquisitisse dos discos anteriores, a característica bateria programada e a garantia de incríveis momentos de audição.

O disco contém 15 excelentes faixas, que possuem a já citada esquisitisse dos discos anteriores (em três faixas: o zumbido em Bad Ground, os cumprimentos e o adeus da banda, respectivamente faixas 2 e 15, que na capa aparece sem título mas ficaram conhecidas por [Thanks from the Band] e [Bye from the Band]) e um fantástico cover para a canção Cinnamon Girl do bardo Neil Young. A audição na íntegra é EXTREMAMENTE recomendada, mas destaco as minhas preferidas: Love You To Death, que possui uma excelente letra e uma das melhores interpretações do gothic metal, a irônica My Girlfriend's Girlfriend, Green Man, o já citado cover de Cinnamon Girl, a curtíssima e ao mesmo tempo ''longa'' The Glorious Liberation Of The People's Technocratic Republic Of Vinnland By The Combined Forces Of The United Territories Of Europa, a incrível Wolf Moon (Including Zoanthropic Paranoia), cujo trabalho vocal e no baixo de Peter Steele juntamente com os riffs poderosos de Kenny Hickey detona o barraco de qualquer banda. Por fim, Haunted, com pouco mais de 10 minutos, é fenomenal devido a atmosfera melancólica e aos teclados fenomenais do barbudo Josh Silver.

Nem é preciso dizer que esse disco detona, é o ''depois'' do gothic metal. Post dedicado ao vocalista e baixista Peter Steele.
Um ótimo download!

Tracklist:

01. Bad Ground
02. [Thanks From The Band]
03. Love You To Death
04. Be My Druidess
05. Green Man
06. Red Water (Christmas Mourning)
07. My Girlfriend's Girlfriend
08. Die With Me
09. Burnt Flowers Fallen
10. In Praise Of Bacchus
11. Cinnamon Girl (Neil Young cover)
12. The Glorious Liberation Of The People's Technocratic Republic Of Vinnland By The Combined Forces Of The United Territories of Europa
13. Wolf Moon (Including Zoanthropic Paranoia)
14. Haunted
15. [Bye From the Band]

Line-up:
Peter Steele - Baixo, vocais e guitarra adicionais
Kenny Hickey - Guitarras e backing vocal
Josh Silver - Teclados, orgão e backing vocal
Johhny Kelly - Bateria (Creditado, tocava apenas ao vivo e só foi tocar em estúdio mesmo no disco Dead Again [2007])

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By Alvaro Corpse


R.I.P. Peter Steele - 4 de janeiro de 1962-14 de abril de 2010