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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Darkseed - Diving Into Darkness [2000]


Pela parte gráfica é possível deduzir que o grupo possui características sonoras sombrias e eletrônicas. E é exatamente isto que o Darkseed faz; uma união perfeita dos elementos de Darkwave, Industrial Metal, Gothic Rock e Gothic Metal. Sintetizadores e passagens lentas na veia do Depeche Mode, riffs e vocais agressivos indo na escola do Crematory e Samael (pós-Passage), linhas de vocais limpos parecidas com as de Johan Edlund do Tiamat (em especial na fase Skeleton Skeletron) e ritmos fortemente influenciados pelo Rammstein.

Mas nem sempre foi assim. O Darkseed iniciou sua carreira fazendo Death Metal e quando começou a lançar discos oficiais mudou sua sonoridade para o Heavy Metal com riffs muito pesados e passagens que chegavam a lembrar até Metallica, além de alguns flertes com os gêneros adotados posteriormente. No terceiro full-lenght, Give Me Light, a banda tomou novos rumos e começou a moldar um estilo muito interessante que só foi definido no quarto álbum intitulado Diving Into Darkness, onde conseguiram deixar transparecer suas reais influências.

Não tem como reclamar da falta de originalidade quando sentimos alguns dos conjuntos citados anteriormente numa mesma música. Como, por exemplo, o incrível resultado atingido em "Counting Moments", que chega a arrepiar devido a junção perfeita de Depeche Mode e Tiamat. Na minha predileta, "Forever Darkness", o que mais encanta é a variação vocal muito bem equilibrada, chegando a parecer que Stefan está fazendo duetos com outros vocalistas. E essa versatilidade de vozes que culmina num refrão contagiante também surge com grande destaque em "Downwards".



Aumentando o leque de referências, "I Deny You" mistura Gothic Metal com toques de Metal Alternativo. A maioria das canções, devido a diversificação de abordagens, é mais agitada que o normal, em se tratando do estilo adotado. No entanto, o típico clima desolador se faz presente de maneira mais acentuada em alguns momentos como em "Autumn", e ainda assim mantém o nível esmerado das outras composições. O restante do trabalho confirma que o Darkseed não só mergulha na escuridão, como também a explora através dos gêneros concebidos pra venerá-la.

Por sempre buscar novos caminhos, é evidente que os trabalhos posteriores apresentem grandes diferenças em relação a este. A influência de Rammstein ficou ainda mais clara e o aspecto eletrônico foi elevado. Pra quem quer conhecer melhor os segmentos darks, mas não quer ter o trabalho de ir atrás de vários discos das diversas vertentes, aqui está tudo sintetizado com as características elementares dos principais representantes. E se não fosse o Gothic predominante, seria o melhor exemplar da Neue Deutsche Härte.

01 - Forever Darkness
02 - I Deny You
03 - Counting Moments
04 - Can't Find You
05 - Autumn
06 - Rain
07 - Hopelessness
08 - Left Alone
09 - Downwards
10 - Cold Under Water
11 - Many Wills

Stefan Hertrich - vocals, guitars, bass, electronics
Thomas Herrmann - guitars
Tom Gilcher - guitars

Guest Musician:
Willi Wurm - drums

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Dragztripztar

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Gene Loves Jezebel - Kiss Of Life [1990]


No post de hoje vou fugir um pouco da minha proposta de postar apenas Hair Metal no blog, e apresento a todos meu disco preferido de uma banda que praticava um belíssimo Gothic Rock nos anos 80, nos mesmos moldes de bandas como o The Mission e The Cult, na época do álbum "Love".

Formados nos ano de 1980 sob o nome de Slav Aryan no Reino Unido, os irmãos Jay e Michael Aston, juntamente com Ian Hudson na guitarra e uma bateria eletrônica, lutaram bastante até lançarem o primeiro álbum em 1983, que de cara já alcançou oitava posição nas paradas Indie Britânicas. O sucesso internacional chegou logo em 1986 com o disco "Discover", embalado pelo grande hit 'Desire', que obteve grande repercurssão ao redor do mundo, inclusive aqui no Brasil. "The House Of Dolls" veio em 1988, com a carro-chefe 'The Motion Of Love' fazendo com que a banda continuasse no topo das paradas Pop americanas e Indie britânicas.

Logo depois desse álbum, Michael Aston decide seguir com carreira solo, alegando discordância ao estilo que a banda estava tomando, uma direção mais rockeira, que fica claro no disco "Kiss Of Life", lançado em 1990, o álbum que todos aqui virão a conhecer assim que efetuarem o download. O single 'Jealous', mais uma vez não desaponta, alncançando 68º na Billboard Hot 100 e 1º na Modern Rock Chart.

Com uma pegada mais rocker e voltada para o público americano que seus antecessores, "Kiss Of Life" acabou se tornando meu disco preferido dos caras, e quanto aos destaques, além da já citada 'Jealous', dê uma escutada em faixas como 'Walk Away', 'Tangled Up In You', as belíssimas baladas 'I Die For You' e 'Kiss Of Life' e 'It'll End In Tears', que resgata a antiga sonoridade do grupo. A proposta de uma banda Gothic Rock em fazer um som mais "comercial", apostando em melodias rockeiras, aliadas a uma voz exótica e diferenciada, acaba tornando a banda viciante. Quem já conhece o grupo, tenho certeza que irá concordar comigo.

Então é isso, só me resta dizer que baixe e aprecie uma das minhas bandas preferidas quando o assunto não é bandas como Poison, Dokken e Ratt...

01. Jealous
02. It'll End In Tears
03. Kiss Of Life
04. Why Can't I
05. Syzygy
06. Walk Away
07. Tangled Up In You
08. Two Shadows
09. Evening Star
10. I Die For You

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Hairbanger

domingo, 10 de outubro de 2010

The 69 Eyes – Framed in Blood: The Very Blessed of [2003]


Conheci o The 69 Eyes na primeira edição do finado festival Live N’ Louder, em Porto Alegre, no ano de 2005. Confesso que não me empolgava as referências que recebi, pois o estilo que eles primordialmente adotam nunca foi a minha praia. Mas é a velha história de não julgar um produto pela embalagem e a energia dos caras me conquistou de cara! Ao contrário daquela coisa modorrenta, arrastada que imaginava, o quinteto finlandês adiciona a seu Gothic Rock uma pegada Hard fulminante, resultando em uma dose de peso que acaba sendo o diferencial em sua sonoridade. Essa diversificação acaba fazendo com que públicos diferentes acabem se interessando, criando uma atmosfera toda particular entre os fãs, sendo quase impossível classificá-los.



Framed in Blood: The Very Blessed of The 69 Eyes é uma coletânea que reúne as músicas mais populares do grupo nos álbuns Savage Garden, Wrap Your Troubles in Dreams, Wasting the Dawn, Blessed Be e Paris Kills. O primeiro trabalho, Bump N’ Grind, foi solenemente ignorado. A compilação mostra a evolução do som através dos anos, sempre tendo como característica principal dar prioridade às guitarras, ao contrário de outros representantes do gênero. Serve como uma ótima introdução a quem não está familiarizado com a soturna obra de Jyrki 69 e seus companheiros.

Aqui estão alguns dos maiores hits do grupo, como “Brandon Lee” (inspirada no filho de Bruce Lee e seu personagem no filme O Corvo, quando foi acidentalmente assassinado durante as filmagens), “Gothic Girl” (música que ficou doze semanas no primeiro lugar em execuções nas rádios finlandesas), o dueto de Jyrki com Ville Valo, do HIM em “Wasting the Dawn”, “The Chair”, “Betty Blue” e tantos outros. E antes que alguém pergunte: não, a faixa 13 não foi trilha sonora de nenhum comercial de suco de pacote. Um exemplo de como a música pode conter uma atmosfera sombria e, ainda assim, divertir quem ouve. Sendo assim, coloque seus óculos escuros – não interessando o horário – e prepare-se para muito Rock and Roll protagonizado por verdadeiras criaturas da noite.



Jyrki 69 (vocals)
Bazie (guitars)
Timo-Timo (guitars)
Archzie (bass)
Jussi 69 (drums)

01. Brandon Lee
02. Dance d'Amour
03. Gothic Girl
04. Wasting the Dawn
05. Crashing High
06. The Chair
07. Velvet Touch
08. Call Me
09. Stolen Season
10. Betty Blue
11. Wrap Your Troubles in Dreams
12. Framed in Blood
13. Tang
14. Too Much to Lose
15. Still Waters Run Deep
16. Ghettoway Car
17. Lay Down Your Arms, Girl
18. Babysitter

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JAY

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Love/Hate – Early Demos [1988]

Antes de qualquer coisa, um aviso: a postagem de hoje já começa com um erro, pois quando o material deste Early Demos foi gravado – mais precisamente entre 1985 e 1988 –, o Love/Hate nem existia ainda. Tudo que havia era o Dataclan, grupo que deu origem ao Love/Hate – entenderam o porquê da capa acima agora? –, que consistia em Mark Hollis (vocais), Jon E. Love (guitarra), Skid Rose (baixo) e Joey Gold (bateria). Vez ou outra o quarteto contava com os teclados de um tal de Rodney.

O som era bem light se comparado ao hard rock furioso do Love/Hate. Influências de The Cult, U2 e dos movimentos gótico e new wave como um todo eram latentes. Após a saída de Hollis, Jizzy Pearl (conhecido na época como Jizzy Storm) assumiu o microfone. Aí foi questão de tempo dispensar o tecladista e redefinirem sua sonoridade com base no que estava em alta na época.

Da série “meu passado me condena”:
a capa do EP auto-intitulado lançado pelo Dataclan em 1986.

Voltando ao CD, Early Demos é um lançamento não-oficial que contém se não todas, pelo menos a maioria das demos gravadas pelo Dataclan durante seus quatro anos de atividade. Há faixas tanto com Hollis quanto com Jizzy nos vocais. E para quem conhece os álbuns Black Out in the Red Room (1990) e Wasted in America (1992), aqui estão as versões originais de “Why Do You Think They Call It Dope?” (mostrando que eles já eram chegados numa erva), “She’s An Angel” e “Tranquilizer”.

Outros destaques são “Extreme” (também conhecida como “Love and Hate”, música que inspirou o quarteto a adotar o nome Love/Hate), “I Am the Walrus” (cover dos Beatles que ganhou versão oficial em I’m Not Happy, de 1995) e “Recognize” (versão primitiva de “One More Round”, do já citado Black Out).

01. Goodship Dolly Rock
02. Extreme
03. I Am the Walrus
04. Skid Row Gypsy
05. Date with Fate
06. Tranquilizer ‘85
07. Got a Dream
08. Recognize
09. Reincarnation
10. Angel ‘85
11. Gypsy Love
12. Love Burns
13. My Girl
14. Dope ‘85
15. Soul House
16. The Outside

Mark Hollis – vocais
Jizzy Peart – vocais
Jon E. Love – guitarra
Skid Rose – baixo
Joey Gold – bateria
Rodney – teclados

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“eu prefiro a capa anterior” – aqui está ela, Silver!

мєαиѕтяєєт

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Seraphim Shock - Halloween Sex N' Vegas [2004]

Tudo aqui vem da mente de Charles Edward: o cara que deu vida ao Seraphim Shock, uma banda de Gothic Metal que mistura Hard Rock, Eletrônico e até Black Metal em seu som. Apesar da grande mistura, o resultado é muito bom. Depois do lançamento de dois discos, em 1997 e 1999, eis que Charles decide lançar em 2004 o mais conhecido da carreira da banda, "Halloween Sex N' Vegas". Aqui tudo soa mais comercial, a começar pelo vocal e pelas guitarras mais limpas. A grande influência nesse disco é de fato o Hard Rock.

Faixas como 'Halloween Sex N' Vegas' e 'Halloween Girl' mostram bem esse lado Hard da banda, sem perder o clima gótico do grupo - uma mistura que me agradou bastante, me lembrando em algumas partes o Sisters Of Mercy, que praticava um gótico mais comercial para a época. 'Sin City' é mais uma grande canção, com um clima bem dark, com Charles cantando de forma gutural em certas partes. Mais uma grande faixa que cativa a todos. 'Shashifter' é mais uma com apelo Hard Rock, sem nunca perder todo o ambiente gótico. Contém uma boa melodia e um refrão bem cativante.

Há também músicas que quase nada nos remetem a um dos mais famosos estilos dos anos 80, o Hard Rock. Uma dessas é 'Perfect Life', mais pesada que as outras, com grande interpretação por parte do vocal, variando a voz em tons graves e não tão graves e guitarras agressivas aliadas a bateria potente. No final é possível encontrar o porque de Charles falar que o Black metal é uma influência da banda. 'All Better' apesar de soar bem diferente do resto do disco, sendo mais lenta e com um feeling mais sombrio, cantada toda com vocais que remetem o lado Black metal da banda e ainda elementos eletrônicos, merece destaque por minha parte.

Depois desse lançamento, o mentor, fundador e compositor Charles Edward se aventurou pela televisão e cinema. Pelo jeito não deu muito certo, já que a banda voltou a lançar um novo álbum esse ano.

01. Joy Ride To Hell
02. Sin City
03. Shapeshifter
04. Halloween Sex N' Vegas
05. Morning Star
06. Welcome To Heaven
07. White Trash Satan
08. All Better
09. Halloween Girl
10. Perfect Life

Charles Edward - vocal, guitarra, programador do teclado
Daisy Grave - baixo
Raymond Scott - guitarra
Mark Harvey - programador da bateria

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Hairbanger

Charles Edward