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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Silverchair – Freak Show [1997]


O sucesso prematuro do Silverchair trouxe consequências positivas e negativas para seus integrantes. Obviamente, a fama e o dinheiro contam positivamente, mas o deslumbramento com todo esse novo mundo nem sempre é uma boa para jovens de 16 anos. Até processo os rapazes sofreram, por supostamente induzir dois jovens a assassinarem os pais de um deles, bem como seu irmão mais novo, através da letra de Israel's Son, do debut “Frogstomp”.

Esse deslumbramento inspirou o título do próximo trabalho dos australianos, que acreditavam vivenciar um “show de aberrações” após o estouro comercial. Musicalmente, “Freak Show” começa a trilhar o caminho que seria seguido nos trabalhos posteriores. O peso de seu antecessor está presente na maioria das canções, bem como o clima tenso e até depravado do play, mas o experimental e a acessibilidade melódica ganham maior espaço no geral.



A evolução natural do trio como musicistas e compositores se mostra parcial em “Freak Show” porque, além das raízes Heavy nunca terem ficado de lado, várias canções antigas existiam no passado, nos tempos de “Frogstomp”, como as faixas de abertura Slave e Freak, a visceral No Association e a densa Nobody Came, que parece ser uma faixa perdida do sucessor “Neon Ballroom”.

Mas há músicas que o lado Pop envereda, como na orquestrada Cemetery, na quase acessível Abuse Me e em Pop Song For Us Rejects, com previsão no título. A balada Petrol & Chlorine merece destaque no aspecto experimental, principalmente pelo uso de instrumentos pouco usuais, como violoncelo e sitar. Vale lembrar, inclusive, que o fator lírico se aprimorou e permaneceu abordando temáticas obscuras como morte, abuso de drogas e suicídio.



Apesar de seu cunho transitório, “Freak Show” é linear e transmite a mesma ideia de seu antecessor: três moleques depravados e esquisitos fazendo som. As vendas foram um pouco menores, mas o êxito comercial foi mantido e o Silverchair continuava uma promessa para o Rock. Não é pra menos, pois trata-se de um álbum poderoso e fantástico. Basta o ouvinte esquecer que “é a banda da balada Miss You Love” que haverá um consenso sobre esse discão.

01. Slave
02. Freak
03. Abuse Me
04. Lie To Me
05. No Association
06. Cemetery
07. The Door
08. Pop Song For Us Rejects
09. Learn to Hate
10. Petrol & Chlorine
11. Roses
12. Nobody Came
13. The Closing



Daniel Johns – vocal, guitarra, violão
Chris Joannou – baixo
Ben Gillies – bateria

Músicos adicionais:
Jane Scarpantoni – violoncelo em 6
Margaret Lindsay – violoncelo em 10
Amanda Brown e Ian Cooper – violino em 8
Lorenza Ponce, Elizabeth Knowles, Todd Reynolds and David Mansfield – violino em 6
Ravi Kutilak – violino em 10
Matthew Pierce – viola em 6
Rudi Crivici – viola em 10
Pandit Ran Chander Suman – tampura e tabla em 10
Ruk Mali – sitar em 10

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by Silver

terça-feira, 19 de abril de 2011

Alice In Chains - Alice In Chains [1995]

Link
Após "Dirt", segundo álbum da discografia do Alice In Chains, ser concebido, a identidade do grupo passou a se tornar mais definida. Mesmo nunca tendo se integrado ao movimento Grunge em termos de sonoridade, os caras incorporaram, às suas composições, o clima depressivo que consagrou o estilo. No EP "Jar Of Flies" isso se tornava ainda mais latente, mas o destaque mesmo se deu no disco dessa postagem.

O terceiro lançado pela trupe de Seattle, auto-intitulado, também é conhecido como "Tripod" - graças ao cachorro de três patas retratado na capa. A orientação das composições, tanto das letras quanto das melodias, refletiam os crescentes problemas que o conjunto estava tendo graças ao abuso de drogas. Mesmo motivo que o falecido baixista Mike Starr revelou ter confirmado sua saída da banda, em 1993.

Da esquerda pra direita: Mike Inez,
Layne
Staley, Jerry Cantrell, Sean Kinney

Os pricipais problemas estavam ligados ao vício em heroína do vocalista Layne Staley, mesmo vício que tiraria sua vida anos depois. O homem teve várias passagens por clínicas de reabilitação entre 1994 e 1995, complicando até mesmo uma turnê que o conjunto faria com o Metallica e o Suicidal Tendencies nesse período.

O Chains anunciou uma pausa por conta desses transtornos, com cancelamento de várias datas, e durante esse hiato o guitarrista Jerry Cantrell começou a trabalhar em um disco solo. Mas a banda voltou e parte esse material foi utilizado para construir o novo disco, apesar da maioria ter sido descartado. Vale lembrar que, a essa altura do campeonato, o substituto de Starr, Mike Inez, já havia participado de "Jar Of Flies".

Toda essa crise e essas diferenças foram benéficas para a criatividade dos integrantes, que fizeram um álbum com foco, mas diferente de qualquer antecessor. Como já ressaltado, as composições foram atingidas em cheio pelo clima depressivo que consagrou as bandas de Seattle da década de 1990. Mesmo assim, o Alice In Chains conseguia ser único, original e poderoso.



Mais uma vez, as habilidades particulares dos integrantes são exploradas positivamente. As guitarras de Jerry Cantrell estão, como sempre, geniais. A cozinha de Mike Inez e Sean Kinney é visceral, cadenciada e pesada - logo, perfeita. Os vocais de Layne Staley, muitas vezes cantados em harmonia com a voz de Cantrell, trazem o sofrimento necessário para fechar as músicas com chave de ouro.

As letras, que costumam ser o ponto forte da trupe, são as únicas que deixam a desejar em relação aos discos antecessores, visto que o próprio Staley admite que, na maioria destas, apenas colocou na ponta do lápis o que sentia. Porém não compromete a qualidade do registro.

Em termos comerciais, a recepção do álbum foi agradável, com uma primeira posição nas paradas norte-americanas e disco duplo de platina naquelas terras, mas poderia ter sido muito mais calorosa se houvesse uma turnê de divulgação. O motivo dessa excursão não ter acontecido é o mesmo que fez com que este play fosse o último da discografia a ter Layne nos vocais: drogas.

Apesar de todos os contratempos, o Alice In Chains construiu um disco poderoso, imponente e muito bem feito. Vale a pena conferí-lo.



01. Grind
02. Brush Away
03. Sludge Factory
04. Heaven Beside You
05. Head Creeps
06. Again
07. Shame In You
08. God Am
09. So Close
10. Nothin’ Song
11. Frogs
12. Over Now

Layne Staley - vocal, guitarra rítmica adicional
Jerry Cantrell - guitarra, co-vocal, backing vocals
Mike Inez - baixo
Sean Kinney - bateria

Agradecimentos ao Jp por escolher as imagens - afinal, tem que ser mágico pra conseguir diferenciar Mike Starr de Mike Inez visualmente. Abaixo, a dica do próprio para distinguí-los:

Jp diz (22:24):
*o truque é o seguinte
Jp diz (22:24):
*imagine sem cabelo
Jp diz (22:24):
*o que tiver cara de modelo gayzinho é o mike starr
Jp diz (22:24):
*IUAHEIUAHEIA

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by Silver

quarta-feira, 9 de março de 2011

Alice In Chains - Facelift [1990]


Mais um exemplo de como as drogas podem acabar com um talento se deu ontem, com o anúncio da morte de Mike Starr, baixista da formação original do Alice In Chains. Os motivos ainda são nebulosos, mas acredita-se que, pela decorrência do falecimento, seja graças ao abuso de drogas, mesmo motivo que tirou a vida do vocalista Layne Staley. Starr já havia apresentado problemas com drogas - participou do programa Celebrity Rehab e recentemente foi preso, reincidente, por porte de drogas. Em sua homenagem, segue a postagem.

Inicialmente fundado em Seattle no ano de 1987, o Alice In Chains conseguiu, na garra e na qualidade, um contrato com a major Columbia Records em 1989. Com algumas músiacs já prontas, a gravação do álbum de estreia ocorreu de dezembro de 1989 até abril do ano seguinte, com composições lideradas basicamente pelo guitarrista Jerry Cantrell e algumas contribuições de letras de Staley.


"Facelift" foi lançado em agosto de 1990 e, curiosamente, não chamou a atenção geral em primeira instância. Só depois que o clipe de Man In The Box, segundo single de divulgação, integrou a programação diária da MTV. Bastou o empurrão para que o disco se tornasse não apenas um sucesso de vendas, mas um digno standard do Grunge - apesar das controvérsias.

Controvérsias porque muito se discute sobre o "rótulo" do Alice In Chains. Vieram de Seattle e praticavam um som que, até certo ponto, era triste e depressivo. Mas logo ao início de uma análise pormenorizada do registro, nota-se que não é bem assim: "Facelift" está muito mais para Heavy Metal com pitadas de Hard Rock e do tal Grunge, porque o som é muito bem trabalhado e traz mais peso do que os camaradas do Nirvana, por exemplo, que tinham forte influência do Punk Rock.



Ao ouvir um disco como "Facelift", os horizontes se expandem. É capaz de cativar qualquer fã de Rock, pois traz um intermédio entre Heavy Metal e Grunge com intervenções sonoras de várias origens roqueiras. Muitas influências. Além disso, repito, é invejavelmente bem trabalhado. As letras trazem ótimas reflexões críticas e sentimentais, a cozinha de Mike Starr e Sean Kinney é visceral e poderosa, as guitarras de Jerry Cantrell são pra lá de criativas e trazem um "quê" de Tony Iommi, e os vocais de Layne Staley são sensacionais: originais, têm potência e alcance mas são utilizados nos momentos corretos, além de terem um suporte notável da segunda voz, de Cantrell.

Apesar de se tratar de uma estreia inspiradíssima, sempre existem os destaques, que vão para o poderoso hit Man In The Box, as diretas We Die Young e Sea Of Sorrow, a depressiva balada Love, Hate, Love e a diferente I Know Somethin' ('Bout You). Mesmo que seja ignorado às vezes, "Facelift" é um clássico da música pesada. Afinal, não é cidade natal que determina qualidade ou estilo musical. E que Starr, juntamente de Staley, descansem em paz.



01. We Die Young
02. Man In The Box
03. Sea Of Sorrow
04. Bleed The Freak
05. I Can't Remember
06. Love, Hate, Love
07. It Ain't Like That
08. Sunshine
09. Put You Down
10. Confusion
11. I Know Somethin' ('Bout You)
12. Real Thing

Layne Staley - vocal
Jerry Cantrell - guitarra, teclado, backing vocals
Mike Starr - baixo, backing vocals em 10
Sean Kinney - bateria, percussão

Músico adicional:
Kevin Shuss - backing vocals

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by Silver

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Alice In Chains - Jar Of Flies [1994]

NIRVANA? WHO IS THIS?

Ano de 1994. Após a explosiva e aclamada apresentação no festival Lolapalloza no ano anterior, a situação financeira do AIC não havia melhorado muito. Ao voltarem para casa, são despejados de seu lar, por falta de dinheiro para pagar o aluguel, o que os deixa completamente devastados e deprimidos. Como consolo, a banda entra em estúdio pela primeira vez com o seu novo baixista, Mike Inez, com violões na mão para ver o que saia, mas sem intenção nenhuma de lançar como um novo registro.

Eis que essas gravações caem na mão dos donos de sua gravadora, que se agradaram imediatamente com o material que tinham em mãos, e sem pestanejar lançam estas músicas em um Ep. E que idéia feliz foi essa, pois nos possibilitou ter em mãos um dos melhores momentos da carreira dessa genial banda, em um formato totalmente diferente de seus dois discos iniciais, com uma levada mais acústica, que casa perfeitamente com o clima mais triste desse belo disco.


E essa fórmula deu tão certo, que acabou por tornar este Ep o primeiro a parar no primeiro lugar da parada da Billboard, aclamado por público e crítica da época. E ao ouvir este, apesar de ser bem curto, você acabará por perceber como todas as canções tem um brilho único, com momentos cativantes e que mesmo tristes e carregados, são de uma beleza singular. Será impossível não identificar a tristeza na voz de Layne Staley, e o feeling que toda a banda exala na execução das canções aqui apresentadas.

E a abertura já entrega logo de cara qual será todo o clima do disco. A psicodélica e experimental "Rotten Apple", em que até é inserido um talk-box de Cantrell logo na introdução, com uma letra que sentencia o seguinte: " Innocence is over / Ignorance is spoken / Confidence is broken / Sustenance is stolen". Sem falar na arrastada e triste linha vocal de Layne, que dá ainda mais beleza a canção. Em seguida temos a singular "Nutshell", em que Layne expressa toda sua luta para sobreviver, em uma das melhores canções da carreira do grupo, que ganhou um tom ainda mais intimista por ter sido feita em formato acústico.



Dois clássicos são apresentados logo em seguida, que inclusive ganharam seus videoclipes e tiveram uma boa repercussão na MTV em seu lançamento. "I Stay Away" continua com a mesma qualidade das canções anteriores desse registro e lhe fará sentir até um certo gelo na espinha com sua carga emocional pesada, e é o melhor trabalho de Cantrell nas guitarras nesse EP. "No Excuses" foge do clima melancólico até aqui apresentado e soa mais alegre, porém com um grande pitada de sarcasmo e é outra grande canção.

A instrumental "Whale And Wasp" nos apresenta um belo e simples solo de Cantrell, com a bela adição de violinos ao fundo, que exala emoção e feeling. E tome mais uma belíssima música com "Don't Follow", uma balada incrível e com uma letra espetacular, daquelas em que paramos para refletir nos rumos que estamos levando na vida. Sem falar o toque especial que na bela adição da gaita em sua segunda metade. "Swing On This" fecha o registro evocando o blues e com as guitarras de Cantrell novamente presentes em alguns momentos.

Um discão, que deixa bem claro que o AIC ia bem além do que as bandas de grunge apresentavam naquele momento. E olha que o objetivo não era que essas músicas fossem lançadas. Se isso tivesse realmente ocorrido, teríamos perdido o privilégio de escutar um dos mais criativos discos dos anos 90. Mesmo que você torça o nariz para o Grunge, é obrigatório que você escute esse disco uma vez e se emocione com o trabalho memorável que Staley, Cantrell, Inez e Kinney conceberam. Imperdível!




1.Rotten Apple
2.Nutshell
3.I Stay Away
4.No Excuses
5.Whale & Wasp
6.Don't Follow
7.Swing on This

Layne Staley - Vocal, Guitarra Rítmica
Jerry Cantrell - Guitarra, Vocal
Mike Inez - Baixo, guitarra, Backing Vocals
Sean Kinney - bateria, percussão

Músicos Adicionais:
Rebecca Clemons-Smith, Matthew Weiss - Violinos
David Atkinson - harmonica
April Acevez - viola
Justine Foy - violoncelo
Randy Bird, Darrell Peters - Backing Vocals



By Weschap Coverdale

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Combest Of: Vol VI - Dave Grohl [2010]


Se existe alguém que merece um Combest Of, esse alguém é David Eric Grohl, ou simplesmente Dave Grohl, tanto pela qualidade de seus projetos quanto pela enorme quantidade em que os concebeu. Grohl apareceu para o mundo como baterista do Nirvana, e depois disso se tornou uma das figuras mais conhecidas e respeitadas da música nas duas últimas décadas, embarcando em empreitadas de sucesso como o Foo Fighters e o Them Crooked Vultures.

Grohl nasceu no ano de 1969 em Warren, Ohio, mas ainda criança se mudou com a família para Springfield, na região metropolitana de Washington D.C., onde passou toda a adolescência. Tocou de tudo um pouco e fez parte de várias pequenas bandas, até descobrir a bateria e sua principal influência no instrumento: John Bonham. Aos 17 anos, mentiu a idade e fez um teste para a banda Scream. Para sua surpresa, foi escolhido e passou a integrar o grupo, que gozava de relativo sucesso no circuito hardcore. Gravou dois álbuns e, durante uma turnê pela costa oeste dos EUA em 1990, conheceu Buzz Osborne, do Melvins, que um dia levou Kurt Cobain e Krist Novoselic a um show do Scream. Naquele mesmo ano a banda acabou repentinamente, deixando o baterista desempregado.

Dave Grohl com o Scream, que tinha certa reputação
nos arredores da capital dos EUA.

Depois de um disco demo com todos os instrumentos gravados por ele mesmo (aqui devidamente remasterizado), Grohl foi chamado para tocar no Nirvana, que estava sem baterista no momento. E logo em 91 foi lançado o Nevermind, álbum histórico que consolidou as mudanças musicais que vinham tomando curso e levou o trio ao sucesso no mundo todo. Durante sua passagem pela explosiva banda de Seattle, começou a compor algumas músicas, mas, temendo causar problemas internos, não às apresentou a Cobain. Ainda criou, ao lado de Novoselic, algumas das faixas que fariam parte do primeiro disco de seu próximo projeto e "You Know You're Right", última música gravada por Cobain, que seria lançada em uma coletânea em 2002.

Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl formavam o Nirvana,
uma das bandas mais revolucionárias da história do rock.

Depois da morte de Kurt Cobain, no final de 94, Dave Grohl decidiu gravar um álbum. Escolheu o nome Foo Fighters para o play, nome este que se tornaria a grande marca a que se associaria depois do Nirvana. Gravou todos os instrumentos, com exceção de uma única faixa cuja guitarra é creditada a Greg Dulli (Afghan Wings). O disco fez relativo sucesso e manteve o nome de Grohl no mainstreen. Em 97 o Foo Fighters, já como uma banda e com Dave assumindo vocais e guitarras, lançou seu segundo álbum The Colour and the Shape, que estourou na MTV, que na época ainda era o principal canal de divulgação musical. Em 97 ainda compôs e gravou toda a trilha sonora do filme Touch, revivendo o pseudônimo Late!, utilizado em uma fita demo de alguns anos antes.


O Foo Fighters, principal trabalho de Dave Grohl depois do fim do Nirvana, manteve o músico sob os holofotes do mainstream.

Em 98, mais um álbum do Foo Fighters, There is Nothing Left to Lose, se tornou sucesso de público e crítica. Em 2000, participou do trabalho solo do lendário Tony Iommi. No fim de 2001, Dave Grohl decidiu adiar o lançamento do próximo trabalho de sua banda para entrar em estúdio com o Queens of the Stone Age, de seu amigo Josh Homme, para gravar o famoso Songs for the Deaf.

A primeira parceria importante de Dave Grohl e Josh Homme foi em 2002, no álbum Songs for the Deaf. Na foto, os dois ao lado de Nick Oliveri, baixista do Queens of the Stone Age na época.

Depois disso o Foo Fighters só cresceu. O One By One, de 2003, e o In Your Honor, de 2005, trouxeram mais alguns hits para o catálogo da banda. Mas em 2004 Grohl já havia gravado com caras como Max Cavalera e Lemmy Kilmister, tocando bateria no Probot, mais uma de suas empreitadas. Em 2006, tocou com o Queen no VH1 Rock Honors. No ano seguinte, o Foo Fighters lançou Echoes, Silence, Patience & Grace, que, como sempre, foi um sucesso de público e emplacou alguns hits. Em 2008 a banda gravou um dvd ao vivo em um estádio Wembley lotado, em um concerto histórico que teve a participação de ninguém menos que John Paul Jones e Sir Jimmy Page. No ano seguinte, o baterista formou o power trio Them Crooked Vultures com ninguém menos que Josh Homme e o próprio John Paul Jones. Atualmente se divide em turnês com o Them Crooked Vultures e a gravação de um novo álbum do Foo Fighters, previsto para o primeiro semestre de 2011.

Dave Grohl e Josh Homme, agora ao lado do lendário John Paul Jones,
formando o Them Crooked Vultures
.

Dave Grohl é um furioso baterista, um excelente vocalista e um criativo compositor. Um dos músicos mais versáteis e representativos dos últimos 20 anos, participou dos mais variados trabalhos musicais, ao lado dos mais variados e importantes artistas. Enfim, aqui está um essential de Dave Grohl. Não deixe de conferir!

01. No Scape - Scream
02. Throwing Needles - Dave Grohl
03. Territorial Pissings - Nirvana
04. School (at Reading) - Nirvana
05. This is a Call - Foo Fighters
06. How Do You Do - Late!
07. Goodbye Lament - Tony Iommi & Dave Grohl
08. No One Knows - Queens of the Stone Age
09. You Know You're Right - Nirvana
10. All My Life - Foo Fighters
11. Shake Your Blood - Probot (com Lemmy Kilmister)
12. Everlong (Acoustic) - Foo Fighters
13. Tie Your Mother Down - Dave Grohl & Queen + Paul Rodgers
14. The Pretender - Foo Fighters
15. Rock and Roll - Foo Fighters, John Paul Jones & Jimmy Page
16. New Fang - Them Crooked Vultures

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Jp

Capa: Silver


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Screaming Trees - Sweet Oblivion [1992]


Enquanto o Kurt Cobain matava aula e o Alice In Chains fazia cover de David Bowie, o underground do estado de Washington já explodia com bandas cada vez mais interessantes e influentes. Entre elas Green River, Melvins e o Screaming Trees, banda que trago hoje, nessa segunda-feira de chuva à la Seattle.

O Screaming Trees nasceu em 1985, em Ellensburg, Washington. A história é a típica das bandas alternativas da década de 80: colegiais compartilhando o mesmo gosto musical. No caso, punk e garage rock, new wave e hard setentista. O grupo lançou o primeiro LP em 86, e passou a referência underground com o Buzz Factory (1989) e o Uncle Anestesia (1991). Mas é claro que o reconhecimento midiático, mesmo que medíocre para a banda, só viria depois do Nirvana lançar o Nevermind. Então é óbvio que este álbum, o Sweet Oblivion, é o de maior sucesso comercial. Sob alguns pontos de vista, também o melhor.

O som do Screaming Trees é bastante característico. Jogado no caldo do grunge, o que temos aqui é rock alternativo sujo, profundamente influenciado pelo rock setentista e com grandes doses de psicodelia. Em meio à guitarra suja e ao baixo sonoro dos irmãos Conner, a bateria e a percussão de Barret Martin marcam forte presença. Mas o grande destaque é Mark Lanegan, fantástico vocalista e letrista que faz uso de sua voz grave e rouca, resultado de anos de destilados e cigarros, para produzir os soturnos registros que fazem-no parecer o filho perdido de Tom Waits.

Os destaques são muitos. "Shadow of the Season" é a abertura com toques de folk que tem a melhor performance de Lanegan. "Dollar Bill" e "Winter Song" também carregam forte influência folk. "No One Knows" e "More Or Less" são ótimas baladas que estouraram nos anos 90 na sombra da divertidíssima "Nearly Lost You", grande hit da banda que apareceu na famosa trilha sonora do filme Singles, que também lançou sucessos de Alice In Chains e Pearl Jam, como "Would?" e "State of Love and Trust". Talvez a melhor faixa do disco seja a junkie "Troubled Times", que tem uma introdução slow blues para uma melodia empolgante e bem trabalhada.

Sweet Oblivion teve boa repercussão e foi comercialmente o melhor momento do Screaming Trees. É sem dúvidas uma ótima indrodução ao som da banda, que, além dos belos trabalhos anteriores, ainda lançaria o excelente Dust, para depois encerrar suas atividades em 2000. Depois disso, os irmãos Conner e Barret Martin participaram de diversos projetos. Mark Lanegan, além de consolidar uma sólida carreira solo no folk, emprestou sua voz ao Mad Season e hoje é membro esporádico do Queens of the Stone Age, além de dividir seu tempo em incontáveis empreitadas nos mais doidos e obscuros submundos da música mundial.

Ótimo álbum de uma das bandas mais seguras, espontâneas e fáceis de se gostar do tal do grunge. Confira!

01. Shadow of the Season
02. Nearly Lost You
03. Dollar Bill
04. More or Less
05. Butterfly
06. For Celebrations Past
07. The Secret Kind
08. Winter Song
09. Troubled Times
10. No One Knows
11. Julie Paradise

Mark Lanegan - vocais
Gary Lee Conner - guitarras, vocais de apoio
Van Conner - baixo
Barret Martin - bateria, percussão

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Jp


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

V.A. - Sub Pop 200 [1988]

Creio que muitos dos visitantes da Combe tem aversão ao grunge, não só por ser um estilo musical sujo e extremamente porra-louca, mas também, por um motivo mais banal ainda: por ter supostamente "tirado" o hard rock das paradas. Não sei porque diabos, mas, até hoje, existe essa "rivalidade" entre o pessoal que curte hard e o que curte grunge, por causa de uma besteira dessas. Mas pra mim, é pura bobagem, como costumo dizer, "barulho bom é barulho bom, dane-se o rótulo", por mais que eu não goste do hard dos anos 80. De qualquer forma, venho postar hoje uma coletânea de grunge, lançada pela gravadora Sub Pop, que ficou conhecida por ter lançado bandas como Nirvana, Soundgarden e muitas outras que viriam a ficar bem famosas nos anos 90, além de ter lançado também várias bandas punks super bacanas, como o Dwarves e o Supersuckers.

Bem, vou confessar que, até eu já tive aversão ao grunge, na época em que era mais cabeça fechada. Mas, hoje em dia ouço várias bandas e vejo que não passava de babaquice minha. Realmente, há muita merda no estilo, mas pô, cá entre nós, todo estilo musical, todo, terá uma bandinha queimando o filme. E temos que saber valorizar o que é bom.

Enfim. Chega de blablabla, vamos direto ao que interessa: o disco. Lançado em 1988, logo quando o grunge começava a dar os primeiros passos, a coletânea "Sub Pop 200" traz 20 músicas de 20 bandas. Algumas se tornaram bem famosas, como foi o caso do Nirvana, do Soundgarden, do Mudhoney, do Screaming Trees e do Green River. Mas a maioria, ficou no underground, tanto que a maioria das bandas presentes aqui, com excessão dessas que já citei e o Tad, eu nunca tinha sequer ouvido falar sobre.

Mas, ao ouvir essa coletânea (que achei pelo mais puro acaso, ao procurar a capa da coletânea "SUB", no Google imagens), porra, eu vi o que tava perdendo. Bandas ótimas como The Fluid, Cat Butt, Swallow, Chemistry Set e Blood Circus, fora as que eu já conhecia e curtia, o Tad, o Nirvana, o Mudhoney, o Soundgarden e o Green River, todas atuando com sons fantásticos, mostrando toda a sujeira e agressividade que Seattle tinha pra oferecer naquela época. Aquele punk rock muito mais sujo e as vezes até mais psicótico, com distorções no talo, letras malucas e vocais gritados. Barulheira pura!

Porra, eu nem tenho mais nada a dizer sobre essa coletânea, que é simplesmente, do caralho. Recomendo aos fãs de grunge (se é que tem algum que visite a Combe, hahaha), ou a quem quiser conhecer o estilo. Aliás, pra quem conhecer, é uma boa, pois além de trazer bandas já clássicas no meio, traz muita sonzeira do caralho também.

Meus destaques vão para os sons "Sex God Missy" do Tad, "Is It The Day I'm Seeing?" do The Fluid, "Spank Thru" do Nirvana, "The Rose" do Mudhoney, "Got No Chains" do Walkabouts, "Sub Pop Rock City" do Soundgarden, "Hangin' Tree" do Green River, "Outback" do Blood Circus, "Zoo" do Swallow, "Underground" do Chemistry Set e "Big Cigar" do Cat Butt.

Barulheira infernal pra encomodar o vizinho e animar a sua quinta-feira, que cá entre nós, é um dos dias mais chatos da semana.

01. Tad - Sex God Missy
02. The Fluid - Is It Day I'm Seeing?
03. Nirvana - Spank Thru
04. Steven Jesse Bernstei - Come Out Tonight
05. Mudhoney - Rhe Rose
06. The Walkabouts - Got No Chains
07. Terry Lee Hale - Dead Is Dead
08. Soundgarden - Sub Pop Rock City
09. Green River - Hangin' Tree
10. Fastbacks - Swallow My Pride
11. Blood Circus - Outback
12. Swallow - Zoo
13. Chemistry Set - Underground
14. Girl Trouble - Gonna Find A Cave
15. The Nights & Days - Split
16. Cat Butt - Big Cigar
17. Beat Happening - Pajama Party In A Haunted Hive
18. Screaming Trees - Love Or Confusion
19. Steve Fisk - Untitled
20. Thrown Ups - You Lost It

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Maurício Knevitz

sábado, 25 de setembro de 2010

Alice In Chains - Black Gives Way to Blue [2009]

Nos últimos dias, os motoristas Bruno Gonzalez e Alvaro Corpse corrigiram a falta de Alice In Chains no acervo da Combe. Assim, este que vos fala, como fã incondicional, se sentiu obrigado a participar disso, postando o retorno triunfal do que foi uma das maiores bandas da década passada.

O Alice In Chains nasceu em Seattle, nos anos de efervescência underground que prescederam o estouro internacional do grunge. O som da banda era uma combinação suja de hard rock com heavy metal, única pelas incríveis composições de Jerry Cantrell, pela cozinha destrutiva de Mike Starr (e depois Mike Inez) e Sean Kinney, e principalmente pelos vocais rasgados do inigualável Layne Staley. Tudo isso em um clima sombrio e com lírica pessimista focada em temas como vício, depressão e morte. Ou seja, prato cheio para o público jovem da época.

Sempre evoluindo do hard ao heavy, a o quarteto lançou as obras primas Facelift, Dirt e um auto-intitulado (conhecido como Tripod), em ordem crescente de influência do heavy metal, se consolidando como uma das maiores instituições do rock pesado dos anos 90.

Depois do Tripod, porém, a situação de Layne Staley foi tornando-se muito complicada. Viciado em heroína e deprimido desde a adolescência, o vocalista acabou saindo da banda e se afundando num isolamento regado à drogas até 2002, quando foi encontrado morto em sua casa, vítima de overdose.

O futuro do grupo parecia certo: o fim. Entretando, em 2005, para um show beneficiente, os três remanescentes se uniram a alguns vocalistas convidados, entre eles Pat Lachman (Damageplan) e Maynard James Keenan (Tool). Depois eles ainda viriam a tocar com Phil Anselmo e Willian DuVall. Esse último, cuja banda, Comes With the Fall, havia aberto para a carreira solo de Jerry Cantrell anos antes, seria escolhido para entrar em uma pequena turnê com o Alice pelos EUA. Em 2008, veio a notícia de que o quarteto estava escrevendo material novo. Era a volta do Alice In Chains.

O lançamento de Black Gives Way to Blue foi agendado para setembro de 2009, sob uma expectativa enorme dos antigos fãs. Mas, tão logo lançado, o álbum se tornou unanimidade. Certificado como disco de ouro, emplacou topo da Billboard com "Check My Brain" e "Your Decision".

E vamos a ele. BGWtB é um trabalho moderno, porém remete de maneira impressionante ao Dirt e principlamente ao Tripod. Aliás, ele faz parecer que a banda seguiria o mesmo caminho se o primeiro vocalista não houvesse morrido. No mais, é uma grande homenagem ao antigo público do Alice e, acima de tudo, à Layne Staley.

A abertura vem com a densa e cadenciada "All Secrets Known", que, apesar de excelente, não é uma das melhores do play. Ela parece vir mais como faixa conceitual, com a letra tematizando o retorno da banda. Jerry Cantrell domina os vocais nesse início. Depois vem a fantástica "Check My Brain", música curta e pesada, puxada por um riff 'mais Alice impossível' e um refrão tão grudento que não vai te deixar em paz por um bom tempo. Aqui DuVall começa a dar as caras de verdade num dueto com Cantrell. Virou o single de maior sucesso do álbum.

E o play parece te preparar progressivamente para a voz do novo cantor. Na terceira faixa, "Last of My Kind", ele realmente assume os vocais principais, sobre a música mais heavy metal do disco, com um refrão à moda do Metallica. Verdadeio show das guitarras, acompanhadas de uma cozinha brutal de Kinney e Inez. Quebrando o clima de destruição, entra outro single: "Your Decision". Bela e emocionante melodia acústica, cujo clipe fez relativo sucesso. Aqui Cantrell chama os vocais para si novamente.

Voltando às tijoladas, entra "A Looking in View", a primeira música do álbum a ser liberada como single. Pesadíssima, longa e com um leve toque industrial, a faixa apresenta um ótimo trabalho da banda toda, com destaque para DuVall, principalmente no refrão, que é de arrepiar a espinha. "When the Sun Rose Again" é uma faixa semi-acústica, com altas doses de folk. Apesar de diferente, tem muito de Alice, com trechos dissonantes seguidos de refrães melódicos. Além disso, é um dos melhores momentos de dueto de Cantrell e DuVall, com uma incrível harmonização das vozes.

"Acid Bubble" é de longe uma das melhores do play. Longa, arrastada e depressiva, vai te lembrar muito o Dirt. Com um pouco de doom metal, a faixa tem uma mudança repentina à la Black Sabbath que deve fazer um estrago ao vivo. Destaque para o dueto Cantrell/DuVall novamente, fazendo um refrão não menos que emocionante; mas é impossível não falar de Sean Kinney, com uma inspiradíssima linha de bateria. "Lesson Learned" é o último single lançado do álbum. Hard 'n' Heavy bastante tradicional, com riff pesado, linhas vocais muito bem encaixadas e outro daqueles refrães que arrepiam a espinha.

"Take Her Out" é um hard bem grudento e melódico. Muito boa, mas nenhum destaque. Se é fã de Alice In Chains, "Private Hell" vai ter um efeito assustador em você. Aqui a voz de Layne parece realmente presente. A melodia e o dueto com Cantrell fazem a voz de DuVall, pela primeira vez no disco, parecer a do antigo vocalista, numa música que entraria fácil no setlist do Jar of Flies. "Black Gives Way to Blue" é uma quebra do clima denso. No meio de tanto niilismo e peso, a faixa de encerramento é uma leve homenagem à Layne Staley, com uma letra emocionante e violões acompanhados pelo piano de ninguém menos que Elton John, que participou como convidado.

No fim das contas, BGWtB é um álbum impecável. Um trabalho denso, nostálgico, pesado e que é a cara da banda. E depois desse retorno incrível, que venha o futuro para o Alice In Chains. Download imperdível!

01. All Secrets Known
02. Check My Brain
03. Last of My Kind
04. Your Decision
05. A Looking in View
06. When the Sun Rose Again
07. Acid Bubble
08. Lesson Learned
09. Take Her Out
10. Private Hell
11. Black Gives Way to Blue

Jerry Cantrell - guitarra, vocais
William DuVall - guitarra, vocais
Sean Kinney - bateria, percussão
Mike Inez - baixo

Elton John - piano em 11

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Jp

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Alice In Chains - MTV Unplugged [1996]

NIRVANA É O CARALHO!

O Alice In Chains foi criado em 1987 pelo guitarrista/vocalista Jerry Cantrell e o vocalista Layne Staley. A banda, originária da, na época, explosiva Seattle, é um exemplo de talento nato com um toque amargo de melancolia e morte. Uma grande história sempre acompanha uma grande banda, e com um dos maiores nomes da história do grunge/heavy metal não poderia ser diferente.

Em 1986, Layne trabalhava com uma banda que ele mesmo formou, o Alice N' Chains, que tocava diversos cover de metal e etc. Num belo dia, Layne conheceu Jerry num estúdio para ensaios e, o mesmo tempo em que se tornaram camaradas, a união criativa e musical deles foi se tornando cada vez mais forte.

O Alice N' Chains desandou e Layne acabou numa banda de funk que precisava de um guitarrista; Cantrell aceitou, mas com uma condição: Layne precisaria entrar na banda de Jerry, a Diamond Lie, que contava com o batera Sean Kinney e o baixista Mike Starr. A empreitada de funk ferrou em 1987 e Layne registrou a sua permanência no Diamond Lie de vez, tocando com a banda em trocentos bares da região e usando a alcunha, Alice In Chains, como um nome provisório - estava aí formado o embrião do que viria a ser o Alice In Chains.


Algum tempo depois, os caras de Seattle foram convidados a gravar a sua primeira demo, que ficou conhecida posteriormente como The Treehouse Tapes. A demo chamou a atenção dos caras da gravadora Columbia Records e, uma vez reconhecido o poder de fogo do Alice, eles passaram a ser considerados como a maior aposta da gravadora. Em julho de 1990 saía o primeiro registro oficial, a clássica EP We Die Young, e essa EP ganhou uma abismal notoriedade entre as rádios que tocavam metal na época. Chegava a hora do tão esperado debut.

Em agosto de 1990, o tão aguardado debut do Alice já estava nas lojas: o fantástico Facelift. Alcançando a posição de nº 42 na Billboard e tendo boa exibição do clipe da canção Man In The Box (de Facelift) na MTV, o Alice dava os seus primeiros passos; posteriormente, o clipe ganhou disco de ouro e tanto na época como depois, Facelift foi aclamado com unanimidade pela crítica em geral.


Mais um aperitivo foi dado aos fãs enquanto não vinha o sucessor de Facelift e a EP Sap foi muito bem recebida. Lançado na mesma época do monolito cultural dos anos 90, o disco Nevermind do Nirvana, os dois trabalhos elevaram o grunge a outro patamar; mainstream total e absoluto. A ótima EP ainda contou com a vocalista Ann Wilson do Heart cantando juntamente como Layne e Jerry nas canções Am I Inside, Love Song e em especial, na clássica Brother.

Em fevereiro de 1992, o Alice voltava ao estúdio para começar a trabalhar no que viria a ser Dirt. O próximo disco, assim como disse Jerry na época, seria muito mais obscuro e melancólico que o disco de estréia e assim foi: Dirt foi lançado no final de setembro em 1992, com letras tratando de temas como morte, vícios, guerra e outros conflitos sentimentais, trabalhados de forma tão viciada e decadente pela caneta de Layne Staley e Jerry Cantrell.

Dirt, para o uploader que a vós escreve, é um dos discos mais fodas que alguém pode ouvir na vida. É simplesmente impecável, pesado, escuro e decadente.


Nesse meio tempo entre Dirt e o terceiro disco, foi lançado a EP Jar Of Flies. Um trabalho que mostra como é que uma banda pode-se transformar isolamento e tristeza em música boa (uma verdadeira lição para alguns góticos, aliás rs). Jar Of Flies foi aclamado pela mídia, contando com canções seminais como Nutshell e No Excuses, e nessa mesma época Layne entrou para a reabilitação devido ao seu vício pela heroína. Pouco tempo depois, Layne voltou ao seu vício e a banda se viu forçada a cancelar datas e mais datas, entrando na geladeira durante algum tempo. Devido as condições de Layne o Alice cancelou a turnê de 1994 com o Metallica e o Suicidal Tendencies, e esse foi apenas o primeiro indício do que viria a ser, posteriormente, a grande batalha que Layne travaria com as drogas.

Depois de Layne e o resto do Alice (lembrando aqui que desde o final das gravações de Dirt o baixista Mike Starr não estava mais na banda, sendo substituído pelo excelente Mike Inez) se dedicarem a outras atividades durante algum tempo, chegou a hora de mais outro album. Em novembro de 1995, a banda lançava o seu disco auto-intitulado, que fez um sucesso estrondoso: debutou na primeira posição da Billboard 200 e ganhou platina duplo. Contando com canções fulminantes como Grind e a canção que tá pra para o Alice assim como Black está para o Pearl Jam: a fantástica Heaven Beside You, a banda causou certa estranheza ao não promover o auto-intitulado, mesmo com tanto sucesso. Agora sim, chegamos até onde queríamos chegar.


O Alice voltou à tona em 1996, três anos após o seu último show, e saiu do jejum gravando um dos discos mais fenomenais que alguém pode ouvir na vida, mesmo gostando de rock ou não; o seminal MTV Unplugged do Alice In Chains.

O show foi exibido em 28 de maio de 1996 e o disco resultante dessa apresentação foi lançado em julho daquele ano ganhando a posição de nº 3 na Billboard 200 e posteriormente ganhando disco de ouro. O sucesso da apresentção do acústica do Alice se compara com os clássicos registros acústicos da MTV gravados pelo Nirvana e o britânico Eric Clapton. MTV Unplugged seria um marco musicalmente e por ser uma das últimas aparições de Layne para o público até a sua morte.

Abrindo a tracklist deste fantástico disco, apontar destaques é nada mais, nada menos, do que covardia. Posso destacar momentos incríveis desde a abertura com Nutshell e o seguimento com a fantástica No Excuses (com a abertura de bateria tão conhecida, fruto de Sean Kinney). A tensa Sludge Factory encontra refúgio na ótima adaptação e abre o clima para uma das músicas mais FANTÁSTICAS já criadas: a melancólica Down In A Hole.


A performance de Angry Chair é perfeita, e sobre a música, nem é preciso comentar; sendo uma das mais conhecidas dos fãs, possuindo uma letra marcante. Rooster, canção obrigatória nos shows, fala sobre o pai de Cantrell e os seus tempos na guerra. Uma canção marcante e que mostrou o quão competente foi a adaptação das músicas do Alice ao formato acústico.

A descompromissada Got Me Wrong dá uma desnuviada, juntamente com um dos maiores clássicos do Alice, a fantástica e saudosista Heaven Beside You (que possui uma das letras mais chicletes de todos os tempos). Também incluída na lista de músicas mais fantásticas já criadas na opinião desse uploader, a poderosa e obscura Would? dá as caras, contando com aquele marcante fraseado de baixo que dá inicio a canção. Essa é a prova cabal que Layne e Cantrell foram uma das melhores duplas que o rock/metal já teve, tanto em composição quanto nos vocais, descrevendo na letra os sentimentos que Cantrell sentia em relação a morte do seminal Andrew Wood (vocalista do excelente Mother Love Bone) e na música, com muita emoção e peso, por meio do vocal poderoso de Layne e a dobradinha de Cantrell.

Finalizando, há ainda as exclente Frogs, Over Now e Killer Is Me, lembrando também que Frogs e Killer Is Me não são originais do acústico e foram gravadas posteriormente para o relançamento.


O Alice In Chains marcou para sempre a história do sempre trágico rock/metal. Layne deixou esse mundo em 5 de abril de 2002, com apenas 34 anos. Uma das coisas tristes que acompanham esse gênero, sem dúvida, é a morte, vide Cliff Burton, Dio, Vitek, etc..

O Alice tocou a vida, com os membros participando de outros projetos, até que o Alice lançou o excelente Black Gives Way To Blue com outro vocalista, o ótimo William DuVall. O sonho dos garotos de Seattle ainda prosegue, infelizmente, sem Layne.

Alice In Chains na fase DuVall

Enfim, o Unplugged é um disco que todos deveriam ouvir antes de morrer.
Um ótimo download!

R.I.P. Layne Thomas Staley (22 de agosto de 1967 - 5 de abril de 2002)

Tracklist:

1. Nutshell
2. Brother
3. No Excuses
4. Sludge Factory
5. Down In A Hole
6. Angry Chair
7. Rooster
8. Got Me Wrong
9. Heaven Beside You
10. Would?
11. Frogs
12. Over Now
13. Killer Is Me

Line-up:
Layne Staley - Vocais, violão em ''Angry Chair''
Jerry Cantrell - Violão, vocais
Mike Inez - Baixo, violão em ''Killer Is Me''
Sean Kinney - Bateria

Músicos convidados:
Scott Olson - Violão, baixo em ''Killer Is Me''

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By Alvaro Corpse

sábado, 18 de setembro de 2010

Alice in Chains - Dirt [1992]

Olhando os posts feitos anteriormente aqui no blog, reparei que não temos NADA do Alice in Chains ainda, e isso é quase que um sacrilégio com uma das maiores bandas dos anos 90, que ajudou a impulsionar cada vez mais o nome do chamado Grunge, que dominou o mundo na primeira metade da década.

O Alice in Chains, na minha opinião, é a melhor banda de todas essas que surgiram, pois conseguiam ser totalmente diferentes de praticamente todas as bandas de Seattle, que faziam, na maioria das vezes, um Punk mais sujo, misturado com música alternativa e Hard Rock. O Alice in Chains levou o nome para o lado mais pesado da força e chegou com uma proposta totalmente Heavy Metal, assemelhando-se em apenas uma coisa às outras: a sujeira do som. Sim, meus caros, o som é bem sujo por aqui, com instrumentos com afinações baixas e extremamente distorcidos, tanto o baixo, como a guitarra. A bateria, equalizada muito forte, tem um som totalmente fechado, e, isso tudo misturado aos melancólicos vocais de Layne Staley e Jerry Cantrell (os dois dividem os vocais em várias músicas) fez um som realmente único, original e inovador, que foi copiado por trocentas bandas que vieram depois.

"Dirt" é o segundo full-length da banda, que traz isso tudo o que eu citei acima, mas com uma coisa mais agravante ainda, que são as letras totalmente carregadas de melancolia e depressão, falando sobre o uso de drogas constante de Staley e Mike Starr (baixista) e as perdas de Jerry Cantrell, além de falar sobre guerras e morte em si, soando totalmente agressivo e, na teoria, pouco acessível. Mas, a crítica e os fãs pensaram diferente e aclamaram o disco, fazendo com que ele estreasse na 6ª posição do Top 200 da Billboard e vendendo 3 milhões de cópias, até aonde se sabe, sendo certificado platina nos Estados Unidos e Canadá, e ouro no Reino Unido.

Jerry Cantrell e Layne Staley mostram-se inspiradíssimos em suas composições, mostrando que depressão nem sempre é ruim, pelo menos para nós ouvintes, e pode nos proporcionar quase 60 minutos de uma viagem sinistra no mais fundo inferno pessoal, seja pelas letras ou pelos instrumentais, que são incrivelmente melancólicos e pesados, acompanhando bem o que é falado, isso tudo sem soar infantil, nem mela-cuecas e muito menos chato.

O álbum revelou 5 grandes hits, que se tornaram grandes clássicos do Rock, que são as excelentíssimas "Them Bones", "Angry Chair", "Down In A Hole", "Rooster" e a incrível "Would?", que tem um valor especial pra mim, por ter me ajudado em vários momentos difíceis, e até hoje ainda me dá aquela "porrada" dentro do peito naquela intro de baixo que se tornou inconfundível.

Chegando aos destaques, além dos singles, posso citar porradas como "Rain When I Die", "Damn That River", "Sickman", "Junkhead", "God Smack" e "Hate To Feel", que vão proporcionar a vocês tudo o que eu já falei anteriormente.

Bem, se tem alguém aqui que ainda não conhece todo o peso do AiC, creio que já passou da hora de conhecer!

Layne Staley - Lead vocals, rhythm guitar
Jerry Cantrell - Lead Guitar, co-lead vocals, backin' vocals
Mike Starr - Bass
Sean Kinney - Drums

1. Them Bones
2. Damn That River
3. Rain When I Die
4. Down In A Hole
5. Sickman
6. Rooster
7. Junkhead
8. Dirt
9. God Smack
10. Hate To Feel
11. Angry Chair
12. Would?

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Bruno Gonzalez

terça-feira, 13 de abril de 2010

Pearl Jam - MTV Unplugged [1992]


Devido ao sucesso do disco "Ten", o Pearl Jam seria convidado pela MTV para fazer um show que seria lançado na série "MTV Unplugged". O curioso é que logo o Pearl Jam, uma banda que estava no auge, na época da gravação do show, não teve o seu show lançado pela MTV, apenas foi lançado em VHS. E quem saiu perdendo foi a própria MTV, pois a performance do Pearl Jam foi talvez uma das mais recheadas de presença e musicalidade até hoje vistas.

Não entendo porque este arquivo circula pela Internet com o nome de "MTV Unplugged", pois se trata mais de uma coletânea do que o show propriamente dito. Mas é a versão mais circulada pela rede mundial de computadores. Os dados estão na parte inferior de cada música.

Os destaques ficam por conta da belíssima versão de "Black" e da excelente cover de "Break On Through", do The Doors.

01. State Of Love And Trust
[Retirada do MTV Unplugged, gravado em 1992]
02. Alive
[Retirada do MTV Unplugged, gravado em 1992]
03. Black
[Retirada do MTV Unplugged, gravado em 1992]
04. Jeremy
[Retirada do MTV Unplugged, gravado em 1992]
05. Even Flow
[Retirada do MTV Unplugged, gravado em 1992]
06. Roadhouse Blues
[Gravada no Rock And Roll Hall Of Fame, ao lado dos integrantes do The Doors, em 1993]
07. Break On Through (To The Other Side)
[Gravada no Rock And Roll Hall Of Fame, ao lado dos integrantes do The Doors, em 1993]
08. Light My Fire
[Gravada no Rock And Roll Hall Of Fame, ao lado dos integrantes do The Doors, em 1993]
09. Wash
[B-side]
10. Alone
[Ao Vivo]
11. Girl
[B-side]
12. Footsteps
[B-side]
13. Crazy Mary
[B-side]
14. Last Kiss
[Retirado do single "Last Kiss", lançado em 1999]
15. Soldier Of Love
[Retirado do single "Last Kiss", lançado em 1999]
16. Breath
[B-side]

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by Silver

sábado, 10 de abril de 2010

Nirvana - In Utero [1993]


O Nirvana é indiscutivelmente uma das mais importantes bandas que surgiram nos últimos anos. Com seu som tecnicamente pobre influenciado pelo punk rock, o trio arrastou o rock alternativo de Seattle ao mainstreen quando lançou o clássico milionário Nevermind, em 1991.

Dois anos depois, é lançado In Utero. A idéia dos integrantes era voltar às origens, com um som sujo e diferente do Nevermind. Quando apresentado à gravadora, o disco, com o título original de "I Hate Myself and I Wanna Die", foi classificado por esta como algo péssimo e pouco comercial. Depois da alteração do nome e da remixagem de duas músicas, o álbum foi lançado já causando polêmica, graças à faixa Rape Me ("Me estupre", em bom português) e a fetos que aparecem na ilustração da contracapa.

O disco traz melodias e letras mais introspectivas e doentias, influenciadas pelos graves problemas emocionais de Kurt Cobain, ligados às drogas, à bipolaridade e à dificuldade de lidar com a fama.

Dave Grohl confirma que é o melhor instrumentista da banda, tocando com muita competência. Krist Novoselic é um baixista bastante presente mas pouco destacável. Na guitarra, Kurt alterna entre alguns riffs interessantes e algumas músicas com um som tão sujo que chega a ser podre, com "solos" que fazem com que a palavra mereça estar entre aspas [risos]. Cobain mostra-se um bom vocalista enquanto canta hora rasgando, hora suavemente.

Os destaques ficam para Rape Me, Frances Farmer Will Have Her Revenge on Seattle, All Apologies, Dumb, Pennyroyal Tea e o hit Heart-Shaped Box.

In Utero é o último trabalho de estúdio do Nirvana antes da morte de seu frontman. Um registro caótico, porém excelente. Download imperdível (para quem gosta), [risos].

Kurt Cobain - vocais e guitarra
Krist Novoselic - baixo
David Grohl - bateria

01. Serve the Servants
02. Scentless Apprentice
03. Heart-Shaped Box
04. Rape Me
05. Frances Farmer Will Have Her Revenge on Seattle
06. Dumb
07. Very Ape
08. Milk It
09. Pennyroyal Tea
10. Radio Friendly Unit Shifter
11. Tourette's
12. All Apologies
13. Gallons of Rubbing Alcohol Flow Through the Strip (bônus)

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Jp


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Pearl Jam - Vs. [1993]


O segundo álbum do Pearl Jam tinha tudo para ser um fracasso. Seria impossível chegar perto da perfeição do Ten. Seria ainda mais difícil concorrer com o recém lançado In Utero, do Nirvana. E para completar a banda decidiu que não faria mais videoclipes, ficando quase fora do maior meio de divulgação da época: a MTV. Mas o Pearl Jam chutou tudo isso para cima com o que melhor traz o sucesso: qualidade.

Vs. ficou por semanas em 1° na Billboard, além de ter sido sete vezes certificado como disco de platina. E não é para menos. Aqui ouve-se o melhor trabalho do grupo de Seattle depois da obra-prima Ten. O play é crítico, descontraído, sensível e furisoso ao mesmo tempo. Traduz perfeitamente o começo da década de 90 e consolida o Pearl Jam como uma das grandes bandas da história do rock.

As guitarras de Stone Gossard e Mike McCready funcionam como no Ten: carregadas de pegada e influência da década de 70. Dave Abbruzzese e Jeff Ament fazem uma cozinha trabalhada e versátil. Eddie Vedder continua um ótimo vocalista, soltando sua voz característica em momentos que vão de berros à sussurros.

Os destaques são muitos: as enérgicas Go e Leash têm uma energia contagiante. Daughter e Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town são belas baladas acústicas presentes no repertório da banda até hoje. A violenta Animal é outra exigência dos fãs nos shows. Dissident e Rearviewmirror são hards melódicos e introspectivos.

As letras são típicas do Pearl Jam: vão de temas descontraídos como masturbação, em Animal, passam por críticas à sociedade e cultura americanas em Glorified G e acabam chegando à pura auto-reflexão e nostalgia de Rearviewmirror.

O que pode ser dito é que Vs. é um álbum incrível carregado de energia, contestação e qualidade musical. Um download obrigatório pra quem gosta de Pearl Jam, além de uma boa introdução ao som da banda. Baixe!

01. Go
02. Animal
03. Daughter
04. Glorified G
05. Dissident
06. W.M.A.
07. Blood
08. Rearviewmirror
09. Rats
10. Elderly Woman Behind The Counter In Small Town
11. Leash
12. Indifference

Eddie Vedder – vocais
Stone Gossard – guitarra
Dave Abbruzzese – bateria
Mike McCready – guitarra
Jeff Ament – baixo

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Jp

Soundgarden - Superunknown [1994]


O Soundgarden é uma das 4 grandes bandas do tal movimento grunge, que dominou a cena musical do começo dos anos 90. É uma das mais interessantes, pois toca um rock próximo do stoner e do metal setentista, com pesada influência do Black Sabbath.

Depois do ótimo Badmotorfinger, o grupo de Seattle estava pronto para um novo lançamento: Superunknown. O disco ganhou o status de platina, e duas faixas desse, Black Hole Sun e Spoonman, o Grammy.

O álbum é muito coeso, com várias músicas que seguem a linha dos trabalhos anteriores, e outras mais comerciais e lentas, mas não menos excelentes. Kim Thayil ainda se mostra aquele discípulo de Tony Iommi, tocando brilhantemente riffs pesados e belas melodias. Matt Cameron e Ben Shepherd montam uma cozinha de peso e muita criatividade. Chris Cornell ainda era um monstro dos vocais nessa época, alternando entre linhas baixas complexas e gritos assombrosamente altos.

Outro ponto do disco que merece ser citado é a parte das letras. Elas são muito bem elaboradas, sempre críticas e depressivas, mas sem cair em clichês e romantismos melosos. Transmitem muito bem aquele sentimento de revolta e repulsa dos costumes antigos que a juventude dos anos 90 passava.

Os destaques ficam para as enérgicas Let Me Drown e Spoonman, as leves (e talvez contínuas) "baladas" Fell On Black Days e The Day I Tried To Live, e o grande sucesso comercial do Soundgarden: Black Hole Sun. Além dessas, cito a lenta e pesada Mailman, na qual um riff marcante abre para instrumental e vocais perfeitos ao redor de uma ótima letra, sendo que essa é, na minha opinião, a melhor do disco. Por fim, uma que passa despercebida e que é muito boa é a irregular Like Suicide, que fecha o álbum.

Muita gente diz que o Soundgarden é uma banda vendida. Eu acho que o apelo comercial veio sim em Superunknown, mas moderadamente e com qualidade. Mas ainda está tudo aí, a essência do som, o peso, a sujeira. Um download recomendado pra quem curte e principalmente pra quem quer conhecer. Boas horas de música garantidas.

01. Let Me Drown
02. My Wave
03. Fell On Black Days
04. Mailman
05. Superunknown
06. Head Down
07. Black Hole Sun
08. Spoonman
09. Limo Wreck
10. The Day I Tried To Live
11. Kickstand
12. Fresh Tendrils
13. 4th Of July
14. Half
15. Like Suicide

Matt Cameron – bateria, percussão, mellotron em 04
Chris Cornell – vocais, guitarra
Ben Shepherd – baixo, bateria e percussão em 06, vocais de apoio em 08, vocal e guitarra em 14
Kim Thayil – guitarra

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Jp

Isso aí, foto com o Chris Cornell cabeludo, haha.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Stone Temple Pilots - Nº 4 [1999]


Em 1999, depois de um hiato nas atividades da banda devido ao maior foco dos integrantes em projetos paralelos, o Stone Temple Pilots se reuiniu e lançou o ótimo Nº 4. O álbum foi muito aclamado pela crítica e é considerado um dos melhores do quarteto californiano.

Mais pesado, Nº 4 pode surpreender quem está acostumado com o som dos primeiros discos, mas logo evidencia-se a evolução musical da banda. Contendo faixas mais trabalhadas, fica visível a competência e o amadurecimento dos músicos. Eric Kretz e Robert DeLeo continuam formando uma cozinha agressiva. Dean DeLeo mostra o seu já conhecido potencial para criar grandes riffs e belas melodias. A voz de Scott Weiland passeia entre o violento e o suave de forma extraordinária, tendo este contribuído ainda com boas letras sobre seus problemas com relacionamentos e o vício em heroína.

Deve-se prestar atenção especial nas duas pancadas Down e Heaven & Hot Rods, nas hard rock No Way Out e MC5, na pop, porém profunda, Atlanta e no leve hit Sour Girl. Apesar desses destaques, o álbum é muito coeso e deve ser ouvido do início ao fim.

Nº 4 é um grande disco, que poderia ter sido muito maior se a divulgação não tivesse sido prejudicada pela prisão de Weiland por porte de heroína pouco depois de seu lançamento. Para quem curte ou quer conhecer o Stone Temple Pilots, download essencial.

01. Down
02. Heaven & Hot Rods
03. Pruno
04. Church on Tuesday
05. Sour Girl
06. No Way Out
07. Sex & Violence
08. Glide
09. I Got You
10. MC5
11. Atlanta

Dean DeLeo - guitarra
Robert DeLeo - baixo
Eric Kretz - bateria
Scott Weiland - vocais

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Jp