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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

AdrianGale - Discografia [2000-2005]


Nos piores momentos do Hard Rock nos Estados Unidos, alguns resistiram bravamente, remando contra a maré. Nesse ponto, méritos para a dupla Jamie Rowe (ex-Guardian) e Vic Rivera – um dos músicos mais completos e respeitados da cena, exímio guitarrista e baterista –, que não apenas mantiveram-se fiéis ao estilo, como criaram uma das melhores bandas do gênero, o AdrianGale. Melodias certeiras e vocalizações perfeitas estão entre os principais atributos do grupo, que tem tudo para agradar fãs de grupos como Def Leppard, Firehouse, Harem Scarem (dos primeiros trabalhos), Van Halen e Danger Danger, entre outros.



Com essa proposta, a dupla compôs o primeiro álbum, Feel The Fire, que logo estourou no underground. Sons como a faixa-título, as cacetadas “Save Our Love”, “Reap What You Sow” e “Giving It Up” (refrão para sair cantando junto) caíram no gosto popular e colocaram o conjunto como uma espécie de salvação de uma safra que era das piores. A repercussão foi tão positiva que um ano mais tarde foi lançado o EP Under The Hood. Nele, versões acústicas e ao vivo – registradas de forma amadora em show na cidade espanhola de Madrid – para as músicas já conhecidas, além de uma inédita, a ótima “Stealin’ Hearts”. Apenas um aquecimento para o que viria a seguir, mas que hoje vale muito como raridade.

A grande dúvida que pairava entre os fãs era como superar a excelente estréia. Pois o AdrianGale conseguiu em Re: Program. Ainda mais pegajoso, reunia faixas espetaculares, como a festeira “Closer”, que se tornou o grande clássico da banda. Outros destaques vão para a abertura com “Still Burning”, resposta para so que decretaram a morte do estilo, além da deliciosamente Hard/Pop “Runaway”, com sua melodia inesquecível. Quando o assunto é balada, “If” surge fazendo com que o ouvinte pense automaticamente que se trata de algum b-side esquecido do Def Leppard, tamanha a semelhança com a obra de Joe Elliott e companhia.



Ok, agora não havia mais como superar certo? Ledo engano, pois aí que viria o auge de produção, com o bombástico Crunch. Simplesmente um dos melhores discos da história do Melodic Rock, com tudo aquilo que um adepto gosta e espera de um trabalho do gênero. É até difícil apontar um momento, pois simplesmente todas as canções são muito acima da média, fazendo deste um trabalho digno da nota máxima que recebeu em várias publicações mundo afora – inclusive no Brasil. Mas fica a dica para deixar um lenço ao lado quando for escutar a maravilhosa “Without A Moments Notice”, com uma letra impossível de não se identificar.

Mesmo com todos estes atributos, a carreira do grupo não decolou, criando dificuldades para o prosseguimento dos trabalhos, especialmente no lado financeiro. Mas antes de dar um tempo, ainda lançaram um ao vivo. Live Program foi gravado em um dos poucos shows de divulgação de Re: Program. Completando o disco, uma mixagem alternativa para “Closer” e a inédita “All My Heart”. A banda ainda faria alguns shows sob o nome de seu último disco, com direito a uma apresentação no renomado festival Firefest, realizado anualmente na Inglaterra.



Atualmente o AdrianGale vive um recesso sem previsão de retorno às atividades. Mas não há informação oficial de que isso seja definitivo – embora, honestamente, seja difícil uma volta sabendo que sua história sempre esteve no subsolo do estilo em termos de popularidade. Vic Rivera vem trabalhando em projetos com a Frontiers Records, entre eles uma frutífera parceria com Ted Poley. Já Jamie Rowe trabalha em uma volta do Guardian, que fará, inclusive, turnê latino-americana no próximo ano.


Feel the Fire [2000]

Jamie Rowe (vocals)
Vic Rivera (guitars, drums)
Todd Goldie (bass)
Eddie Campbell (guitars, mandolin)

01. Feel The Fire
02. Save Our Love
03. Reap What You Sow
04. If The Sun
05. Giving It Up
06. Easy Come, Easy Go
07. Just Let Me Love You
08. Mission Man
09. Honey Child
10. Walkin' The Dog


Under The Hood [2001]

Jamie Rowe (vocals)
Vic Rivera (guitars, drums)
Todd Goldie (bass)
Eddie Campbell (guitars, mandolin)
Jason Hopper (drums)

01. Stealin’ Hearts
02. Reap What You Sow (acoustic)
03. Save Our Love (acoustic)
04. Feel The Fire (acoustic)
05. Feel The Fire (live)
06. Mission Man (live)
07. Giving It Up (live)


Re: Program [2002]

Jamie Rowe (vocals)
Vic Rivera (guitar, drums)
Eddie Campbell (guitars)
Scott Novello (bass)

01. Still Burning
02. Closer
03. Heartbreak Guaranteed
04. If
05. Over, Said And Done!
06. Runaway
07. Heartgames
08. 41394
09. Part Of Me
10. Heather Please
11. No More Chances


Crunch [2004]

Jamie Rowe (vocals)
Vic Rivera (guitar, drums)
Scott “Riff” Miller (guitars)
Scott Novello (bass)

01. Breaking Stride
02. Crunch
03. Faith
04. Without A Moment's Notice
05. Tougher Than It Looks
06. When In Rome
07. Long Gone
08. The Thin Line
09. Question
10. Freedom
11. This Time
12. Last Call


Live Program [2005]

Jamie Rowe (vocals)
Vic Rivera (guitars)
Eddie Campbell (guitars)
Scott Novello (bass)
Jason Hopper (drums)

01. Reap What You Sow
02. Over Said n' Done
03. Still Burning
04. Save Our Love
05. Part Of Me
06. If
07. Giving It Up
08. Riffageddon
09. Mission Man
10. Heartbreak Guaranteed
11. Runaway
12. Closer
13. Feel The Fire
14. Closer (Alternate Mix)
15. All My Heart (Unreleased Track)

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JAY

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Kiss – Animalize Live Uncensored [1984]


No 20° aniversário do falecimento de Eric Carr, só nos resta a saudade. O baterista que esteve no Kiss de 1980 até 1991 era dono de um grande carisma e raro talento não apenas na batera, como também nos vocais. Em dez anos de atividade com a banda – esteve internado durante boa parte de 1991 –, gravou sete discos e fez mais de 800 shows pelo mundo afora.

Essa postagem traz o registro de um concerto importante em meio a essa infinidade acima listada. Após tanta instabilidade, o Kiss parecia estar ganhando forças novamente. O novo álbum, “Animalize”, estava batendo recordes de vendas e se tornou, rapidamente, o mais vendido desde “Alive II”, de sete anos atrás.



Com a popularidade de volta, os ex-mascarados encararam, no dia 8 de dezembro de 1984, uma apresentação na arena Cobo Hall, consagrada por ter sido palco do clássico “Alive!”, de 1975. No mesmo dia, o guitarrista Bruce Kulick, que permaneceu até 1995 na line-up, foi oficializado publicamente como integrante da banda, em substituição a Mark St. John, diagnosticado com síndrome de Reiter.

Nessa noite, o Kiss funcionou melhor do que nunca. O performático Paul Stanley estava a mil por hora, cantando muito e se portando como um rockstar nato. Apesar de perdido no aspecto visual, Gene Simmons manda muito bem. Inspirado, Bruce Kulick debulha as seis cordas e Eric Carr é um baterista muitíssimo acima da média: tem uma pegada monstruosa e velocidade atípica entre os instrumentistas do gênero.



O concerto foi registrado pela MTV e aproveitado para o lançamento de um VHS no ano seguinte, em 1985, o que dispensa comentários em relação à qualidade de som deste arquivo. O curioso é que uma versão em DVD nunca foi lançada de forma oficial. A única disponível em todo o mundo é uma bootleg (supostamente ilegal) de origem brasileira, comercializada sem problemas em várias redes de supermercado e bancas de jornal no Brasil.

A capa do DVD “quase-oficial”

O repertório foi muito bem escolhido, com clássicos aliados às músicas mais recentes do grupo. Entre os destaques, estão as raras Under The Gun e Thrills In The Night, pouco executadas até mesmo durante essa turnê; as excepcionais Black Diamond e Young And Wasted, que contam com os vocais de Carr; a paulada War Machine, com incrível performance de Kulick; e a sempre sensacional Love Gun. Vale a pena!

01. Intro
02. Detroit Rock City
03. Cold Gin
04. Creatures Of The Night
05. Fits Like A Glove
06. Heaven's On Fire
07. Thrills In The Night
08. Paul Stanley's Guitar Solo
09. Under The Gun
10. War Machine
11. Eric Carr's Drum Solo
12. Young And Wasted
13. Gene Simmons' Bass Solo
14. I Love It Loud
15. I Still Love You
16. Love Gun
17. Lick It Up
18. Black Diamond
19. Rock And Roll All Nite

Paul Stanley – vocal, guitarra
Gene Simmons – vocal, baixo
Bruce Kulick – guitarra
Eric Carr – bateria, backing vocal, vocal em 11 e 17

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by Silver

domingo, 20 de novembro de 2011

Saraya - Saraya [1989]


Sem dúvida uma das grandes referências do Hard Rock/AOR norte-americano com vocais femininos da virada dos 1980 para os 90s se chamava Sandi Saraya. Munida de sonhos e um talento muito acima da média, a cantora de New Jersey uniu-se ao tecladista Gregg Munier para formar uma banda, que inicialmente se chamaria Alsace Lorraine (nome de uma das faixas deste play). Partiram para Los Angeles, onde a cena realmente acontecia, mas nada de empolgante surgiu. Sendo assim, voltaram para casa, mas continuaram trabalhando em material para um futuro disco, sem perder a esperança de que o destino mudasse.

A grande virada aconteceu quando uma Sandy (sim, desta vez com y) cruzou o caminho dos músicos. Tratava-se de Sandy Lizner, que se tornou grande colaboradora, cuidando da parte de divulgação e conseguiu o tão sonhado primeiro contrato com uma gravadora. Logo, viu-se que a idéia de explorar a imagem da vocalista poderia trazer maior retorno em um curto espaço de tempo. Sendo assim, o grupo passou a levar seu sobrenome. Para completar o time, a dupla se abasteceu de três figuras que já tocavam juntas no grupo NYC, liderado pelo ex-tecladista do Foreigner, Al Greenwood, além de uma rápida passagem com Joe Lynn Turner, antes de ele se juntar a Yngwie Malmsteen.



O mais conhecido era o guitarrista Tony Rey, que anos mais tarde passaria a assinar Tony Bruno e teve como maior momento na carreira uma passagem rápida pelo Danger Danger. E ele acaba sendo o grande destaque do álbum, encaixando riffs e solos de muito bom gosto nas composições de Sandi e Gregg. Dois singles foram lançados. Primeiro, para a potente faixa de abertura, “Love Has Taken It's Toll”, que alterna passagens acústicas com uma pegada fulminante. A seguir, foi a vez de “Back To The Bullet”, hit certeiro, com seu belo potencial radiofônico, que acabou se confirmando, ao menos, na terra natal da banda.

O disco obteve repercussão razoável, em um desempenho considerado satisfatório por todos os envolvidos. A exposição rendeu ao Saraya o convite para figurar na trilha sonora do filme Shocker. Infelizmente, mudanças na formação e no mercado musical impediram que o segundo trabalho obtivesse maior êxito. Sandi ainda figuraria na cena graças a seu casamento com o baixista do Tesla, Brian Wheat, além de esporádicas participações em outros projetos. Mas a promissora história de sua banda ficaria restrita ao underground do gênero. De qualquer modo, temos aqui um ítem indispensável na coleção de qualquer admirador de um Hard Rock com vocais femininos.



Sandi Saraya (vocals)
Tony Rey (guitars)
Gary Taylor (bass)
Gregg Munier (keyboards)
Chuck Bonfante (drums)

01. Love Has Taken It's Toll
02. Healing Touch
03. Get U Ready
04. Gypsy Child
05. One Night Away
06. Alsace Lorraine
07. Runnin' Out of Time
08. Back to the Bullet
09. Fire to Burn
10. St. Christopher's Medal
11. Drop the Bomb

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JAY

sábado, 19 de novembro de 2011

Manic Eden – Manic Eden [1994]


O Whitesnake foi findado em 1991 pois seu líder, David Coverdale, anunciou que se retiraria do meio musical – pela primeira vez, pois essa história se repetiria por duas vezes no futuro. Nem um pouco a fim de parar, três integrantes remanescentes – o guitarrista Adrian Vandenberg, o baixista Rudy Sarzo e o baterista Tommy Aldridrge – uniram forças para uma nova banda, nomeada Manic Eden.

Inicialmente, os vocais seriam assumidos por James Christian, frontman do House Of Lords que estava trabalhando com Aldridge no momento. Mas pouco antes da banda se firmar, desentendimentos aconteceram e Christian largou o posto para Ron Young, ex-vocalista do Little Caesar. Assinaram o contrato com o selo japonês Victor Entertainment, afiliada à RCA, e o álbum, auto-intitulado, saiu em março de 1994.



O primeiro e único disco do Manic Eden segue uma linha bem diferente que o Whitesnake que esse trio participou (o mesmo de “Slip Of The Tongue”). O Hair Metal farofa deu lugar a um som grooveado e blueseiro. A proposta do conjunto, aliás, é uma salada mista: há a mistura do suíngue, do Blues, do Hard Rock clássico e de pitadas do oitentista – talvez pelos refrães grudentos e nada mais.

As composições, muito inspiradas, mostram que Adrian Vandenberg se sai melhor com uma leve distorção, uma palhetada livre e uma Stratocaster estalada e digna dos grandes nomes do Blues. A cozinha de Tommy Aldridge e Rudy Sarzo é competente e atribui tudo o que as músicas precisam, sem pecar pelo excesso. A voz de Ron Young dá a última pitada, com rouquidão e identidade própria.



A repercussão do disco foi tímida e, até onde se sabe, a banda mal chegou a entrar numa turnê de divulgação até que Coverdale, recém-saído de um projeto com Jimmy Page, o Coverdale/Page, decidisse retomar as atividades do Whitesnake. A reunião envolveu apenas Vandenberg e Sarzo, deixando o genial Aldridge de fora, que ficou de mãos abanando juntamente de Young. Apesar do pouco sucesso, o único registro do Manic Eden é, com certeza, uma verdadeira jóia rara do estilo.


A música acima ganhou um videoclipe, mas este é impossível de ser achado na web!

01. Can You Feel It
02. Gimme A Shot
03. Fire In My Soul
04. Do Angels Die
05. Pushing Me
06. Dark Shade Of Grey
07. Keep It Coming
08. When The Hammer Comes Down
09. Ride The Storm
10. Can't Hold It

Ron Young – vocal
Adrian Vandenberg – guitarra, teclados
Rudy Sarzo – baixo
Tommy Aldridge – bateria, percussão

Músicos adicionais:
CeCe White – backing vocals
Sara Taylor – backing vocals
Chris Trujillo – percussão

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by Silver

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Humble Pie – Smokin’ (1972)



O que dizer da banda que revelou Steve Marriot e Peter Frampton para o mundo?

Steve Marriot foi o cara que quase ocupou o posto de vocalista do Led Zeppelin, em uma formação que traria Keith Moon na bateria.

Peter Frampton foi o cara que gravou o disco ao vivo mais vendido da história do rock: Frampton Comes Alive.

Bem, me resta dizer que o melhor disco do Humble Pie NÃO traz Peter Frampton e, antes que algum sabichão diga que este não é o melhor disco da banda, eu lhe darei um conselho: limpe suas orelhas e ouça novamente.

Eu sei, eu sei. Pareço petulante com tal afirmativa, mas ouça As Safe As Yesterday, já postado aqui pelo grande Pedro Frasson, e ouça Smokin’, a postagem de hoje. As diferenças são gritantes.

A banda deixou de lado as tentativas de soar como uma banda de blues de Chicago sediada do outro lado do Oceano Atlântico e passou a cuspir fogo, botando pra fora toda a sua fúria hardeira. Muito se deveu à substituição de Peter Frampton pelo grande Clem Clempson, que posteriormente ficou famoso por ter perdido para Tommy Bolin a vaga de substituto de Ritchie Blackmore no Deep Purple.

Não que Frampton seja ruim, ou que os discos com ele não tenham poder de fogo. Muito pelo contrário, afinal, o ao vivo no Filmore é não menos que sensacional. Mas com Smokin’ o foco era outro. Parece que Marriot resolveu aproveitar a saída do guitarrista original para trazer à tona os riffs que guardava na sacola. Os vocais também não eram mais divididos entre três, e ele passou a ser o líder criativo do Humble Pie.

Hot’n’Nasty abre com aquele cowbell podre de sem vergonha e um wah wah mágico. Mistura certeira para abrir os trabalhos, completada por um piano boogie e os vocais gritados de Marriot. O grande Stephen Stills faz a sua aparição especial com um Hammond certeiro e seus backing vocais já conhecidos dos apreciadores do folk. O que estava por vir no restante do play parecia ser bom, afinal, a abertura era de arrancar o escalpo.



The Fixer vem com um riff a la Free, preguiçoso e arrastado, que confirmava a sensação da faixa de abertura. Volto a afirmar: os melhores riffs do Humble Pie estão aqui, e Marriot grita como se quisesse mostrar que o posto original do microfone do Led Zeppelin era originalmente dele. Polemizando, devemos nos lembrar sempre que Plant veio depois de Marriot, que, na época da formação da banda, era egresso do Small Faces e deixou a ideia de Page de lado para formar o Humble Pie. Ah, terra de gigantes.

You’re So Good For Me é a levada de violão perfeita para ouvir dentro de casa num dia de sol, enquanto os raios do astro rei batem na cortina para fazer aquele caleidoscópio chapante. O Hammond entra na hora certa para dar um clima gospel que, sabemos, é forçado mas se encaixa com perfeição ao contexto.

C’mon Everybody, da lenda Eddie Cochran, tem riff roqueiro distorcido e uma vocalização que a torna quase irreconhecível à primeira audição. Mas é ela, e tocada de forma fantástica. Ouça o atraso de Marriot ao acompanhar os backings no primeiro refrão. Erro que faz parte da música; sem edições de Pro Tools; e é lindo, orgânico e musical.

A grande 30 Days In The Hole é aquela mesma, que o Mr. Big canta até hoje em seus shows. Preciso comentar? Outra cover é Road Runner, de Junior Walker, em versão guitarrística de alto ganho.



Se você não conhece Humble Pie, ou acha que essa é a primeira banda de Peter Frampton, saiba que tudo ficou melhor sem o loirinho pimposo.

Dê um jeito de arrumar um Dodge Charger e bote isso aqui pra rolar. Pegue emprestado, compre, roube, sei lá, dê jeito! Imagine que você é protagonista do enlatado Supernatural e saia catando monstros por aí.

Ah! Nunca use fones de ouvido. Isso aqui é coisa para alto falantes, beibe.

Track List

1. "Hot 'n' Nasty" (Humble Pie/Marriott)
2. "The Fixer" (Clem Clempson/Steve Marriott/Jerry Shirley/Greg Ridley)
3. "You're So Good for Me" (Marriott/Ridley)
4. "C'mon Everybody" (Capehart/Cochran)
5. "Old Time Feelin'" (Traditional)
6. "30 Days in the Hole" (Marriott)
7. "(I'm A) Road Runner" (Holland-Dozier-Holland)
B) "Road Runner's 'G' Jam" (Clem Clempson/Steve Marriott/Jerry Shirley/Greg Ridley)
8. "I Wonder" (Cecil Gant/Raymond Leveen)
9. "Sweet Peace and Time" (Marriott/Ridley/Shirley)



Steve Marriott (vocais, guitarras, teclados)
Clem Clempson (guitarras, teclados, vocais)
Greg Ridley (baixo, vocais)
Jerry Shirley (bateria, teclados)
Alexis Korner (vocais, mandolin em "Old Time Feeling")
Stephen Stills (órgao, backing vocais em "Hot 'n' Nasty")
Doris Troy (backing vocais em "You're So Good for Me")
Madeline Bell (backing vocais em "You're So Good for Me")

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Por ZOrreiro

sábado, 12 de novembro de 2011

Vargas, Boggert & Apice – VBA [2011]


Por motivos óbvios, há um abismo entre o espanhol Javier Vargas e a lenda viva Jeff Beck. Portanto, não espere nesse disco uma recriação do lendário Beck, Bogert & Appice. A semelhança termina no nome da empreitada – sem contar a versão para “Lady” que o play – que reúne a cozinha do Vanilla Fudge mais uma vez. Além disso, o que temos aqui é um álbum de covers. Ou seja, a coisa tem um clima bem mais descontraído, o que contribui decisivamente para a apreciação. Completando a trupe temos a participação de Paul Shortino nos vocais, mostrando que a união do vocalista com Carmine no King Kobra rendeu frutos mais que valorosos.

Após a já citada música do BBA, temos “Surrender”, do Cheap Trick. É verdade que 99,999999% dos que fazem um cover do grupo escolhem essa. Mas não tem como esse hino do Rock ficar ruim. O swing de “Right On” casou muito bem com a proposta, dando espaço para os envolvidos mostrarem um pouco do que sabe. Na seqüência, uma homenagem aos saudosos Gary Moore e Phil Lynott em uma correta versão para “Parisienne Walkways”. Depois, a cozinha relembra o Vanilla Fudge com “You Keep Me Hangin’ On”.



Um dos grandes momentos acontece logo a seguir, com “Soul Of Love”, de Paul Rodgers. Além do belíssimo instrumental, Shortino oferece sua melhor performance em todo o trabalho. Sem dúvida, digno do homenageado, um dos maiores de todos os tempos. “Black Night” vem com uma pisada no freio, mas conservando a melodia original. Mas aliviada, com certeza, é algo que não combina com AC/DC. Por isso, “It’s A Long Way To the Top” dá uma injeção de adrenalina, com passagens de teclado que não a descaracterizam.

Alguns podem não saber, mas Rod Stewart foi um dos melhores cantores de Rock da história. E Carmine Appice relembra seus tempos ao lado do primeiro vocalista inglês a traçar a Luciana Gimenez na baladaça “Tonight is the Night”, outra faixa em que brilha a estrela de Paul Shortino. Para fechar, uma surpresa das mais agradáveis, já que “Over My Shoulder”, do Mike & The Mechanics” é um som mais recente e que tocou muito nas rádios durante a infância/adolescência deste que vos escreve. Bela sacada do grupo resgatar essa.



Álbum para se ouvir sem maiores compromissos, diversão garantida, nem que seja pelas lembranças do passado. Apenas acho que deveriam ter incluído Shortino como membro efetivo, já que sua participação é excelente. Mas nada que comprometa o saldo final.

Paul Shortino (vocals)
Javier Vargas (guitars)
Tim Bogert (bass)
Carmine Appice (drums)
Tim Mitchell (keyboards)

01. Lady (Beck, Bogert, Appice)
02. Surrender (Cheap Trick)
03. Right On (Ray Barretto)
04. Parisienne Walkways (Gary Moore & Phil Lynott)
05. You Keep Me Hangin' On (Vanilla Fudge)
06. Soul Of Love (Paul Rodgers)
07. Black Night (Deep Purple)
08. It´s A Long Way To The Top (AC/DC)
09. Tonight Is The Night (Rod Stewart)
10. Over My Shoulder (Mike and The Mechanics)

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JAY

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Boston - Third Stage [1986]


Uma das maiores lendas da música, o Boston é uma das melhores bandas do Hard/Classic/AOR que se tem notícia e seus dois primeiros álbuns, em especial, hoje em dia são discografia básica. Mas, felizmente, a carreira dos americanos não se resume a isso; e "Third Stage" está aí para provar.

O sucesso era enorme. O segundo (e espetacular) "Don't Look Back" se consolidava como um dos melhores lançados na época, e os singles eram praticamente uma sensação. Embalados por isso, Tom Scholz e companhia iniciaram o processo de composição do próximo disco já em 1979, e então veio o problema que atrasou a gravação do mesmo: o administrador da banda clamou que ele tinha o direito de uma porcentagem de todas as mús
icas compostas por eles até aquele momento. Foi decidido, então, que um pequeno hiato acontecesse, e cada membro passou a se concentrar em projetos paralelos.

Mais problemas com a gravadora (CBS) levaram a saída do guitarrista Barry Goudreau. E não parou por aí: a CBS entrou com uma ação contra Scholz, alegando quebra de contrato por eles falharem em fazer um novo álbum a tempo (àquela altura, o ano de 1980 já estava no fim). Depois de muita burocracia, a banda finalmente conseguiu assinar com a MCA, onde seria possível o término do terceiro disco.

A banda nos anos 70

No dia 23 de Setembro, "Third Stage" aterrissava nas prateleiras e em pouco tempo tornou-se mais uma empreitada bem-sucedida da trupe, em parte por conter o único single que alcançou o primeiro lugar da Billboard, "Amanda", em parte por ter um forte apelo pop e se direcionar mais para o AOR do que para o Hard/Classic.

No encarte, há uma espécie de declaração: "It took nearly six years to conceive and complete this album. No orchestral instruments or synthesizers were used to create the sounds. Each individual piece of music relates a human experience. And together they tell the story of a journey into life's Third Stage.", criando uma aura misteriosa em sua volta. E é exatamente isso que "Third Stage" proporciona: uma jornada de sons espaciais e muito bom gosto.



"Amanda" foi a primeira música feita para o full. Uma balada de inspiração transbordante e aquela melodia já característica do AOR, além do refrão chiclete em coro e um ótimo riff. "We're Ready" alterna entre momentos de calmaria e guitarras furiosas. "Cool The Engines" é um rock'n'roll tipicamente oitentista. E mais uma balada vem aí: "My Destination", que é clichê até a alma. Delp merece nota por se sair muitíssimo bem nessa.

"To Be A Man" é uma das melhores do play. A seguinte, "I Think I Like It", tem participação do guitarrista Gary Pihl, à época um ex-integrante da banda de Sammy Hagar. Mais menções para "Can'tcha Say (You Believe In Me)/Still In Love", com um refrão melódico e grudento, propriamente feito para se assobiar.

O próximo lançamento sairia apenas em 1994, já com um line-up diferente (já que Delp dera no pé). Mas o importante é você ouvir esse disco. E que disco.

Recomendadíssimo!



Brad Delp - vocais
Tom Scholz - guitarras, baixo, piano
Jim Masdea - baquetas, percussão
Gary Pihl - guitarra solo em "I Think I Like It"

01. Amanda
02. We're Ready
03. The Launch
04. Cool the Engines
05. My Destination
06. A New World
07. To Be A Man
08. I Think I Like It
09. Can'tcha Say (You Believe In Me)/Still In Love
10. Hollyan

Por Gabriel

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R.I.P

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Richie Sambora – Undiscovered Soul [1998]


Novamente, em 1997, o Bon Jovi deu uma pausa. Talvez isso colabore para a longevidade de bandas de sucesso, visto que, de um ponto de vista mercadológico, a banda volta ainda mais rentável após as pausas dadas durante a carreira. Cada integrante se destinou a projetos solo e o líder, Jon Bon Jovi, teve mais repercussão de novo com seu segundo disco solo, “Destination Anywhere”. Todavia, o guitarrista Richie Sambora o superou em qualidade – de novo.

“Undiscovered Soul” foi lançado em fevereiro de 1998 sob uma perspectiva mais madura e familiarizada com o próprio caminho que Richie Sambora desejava trilhar. De forma alguma que o antecessor, “Stranger In This Town”, peque em maturidade: é um discão. Só que flerta com pontos diferentes do Rock. O disco dessa postagem soa mais linear e, de fato, tem a identidade do guitarrista.



Provavelmente a identidade mais agregada à personalidade do Sambora que “Undiscovered Soul” tem se deve por ser um disco ligado ao seu pessoal. Desde as composições até a forma que o instrumental é tocado. Não tem o apelo Pop do Bon Jovi nem a selvageria Bluesy de seu primeiro álbum solo. Alguns elementos, obviamente, marcam presença, mas o registro consiste basicamente em vários momentos acústicos ou guiados por órgãos Hammond, mesmo que às vezes de forma discreta. Isso torna o registro genuíno e agradável, elevando ainda mais a qualidade quando se considera o talento deste grande guitarrista, que também é um vocalista fantástico.

Vale destacar o time de músicos que acompanha Richie durante a empreitada, com destaques para o pianista Chuck Leavell (Allman Brothers Band), o baixista Pino Palladino (The Who, John Mayer Trio) e o baterista Kenny Aronoff (John Mellencamp, Chickenfoot), entre vários outros. Para os amantes de boa música, independente de estilos musicais, “Undiscovered Soul” é uma grande pedida. Simplesmente sensacional.



01. Made In America
02. Hard Times Come Easy
03. Fallen From Graceland
04. If God Was A Woman
05. All That Really Matters
06. You're Not Alone
07. In It For Love
08. Chained
09. Harlem Rain
10. Who I Am
11. Downside Of Love
12. Undiscovered Soul

Richie Sambora – vocal, guitarra, violão
Mark Goldenberg – guitarra
Chuck Leavell – piano
Greg Phillinganes – piano, backing vocals
David Paich – piano elétrico, sintetizadores
Rami Jaffee – órgão Hammond B3, acordeão
Billy Preston – órgão Hammond B3, backing vocals
Robbie Buchanan – sintetizadores
Jamie Muhoberac – sintetizadores
Don Was – baixo, Wurlitzer
James "Hutch" Hutchinson – baixo, backing vocals
Pino Paladino – baixo fretless
Kenny Aronoff – bateria, percussão
Paulinho da Costa – percussão

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by Silver

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Poison – MTV Unplugged [1990]


Apesar de muito criticado por não esbanjar técnica em tempos que os virtuosos estavam no auge, o Poison nunca decepcionou principalmente ao vivo. A sua formação clássica é bastante competente e não costuma pecar nas apresentações – constante que domina até os dias de hoje, diga-se de passagem. Esse fator positivo fica notável neste registro especial.

Em 1990, a MTV ainda não lançava para o mercado os concertos do seu quadro Unplugged, que consistia em performances acústicas principalmente de artistas que não costumavam tocar nesse formato. Era apenas um pequeno quadro na emissora. Por conta disso, o show do Poison e de outros que participaram na época eram curtos. Mas os 23 minutos registrados com certeza vão se extender na playlist do ouvinte, que repetirá várias vezes a audição.



A apresentação do Poison ocorreu no National Video Center de Nova Iorque, em 10 de novembro de 1990 – quase um ano antes da demissão do guitarrista CC DeVille em decorrência do incidente no MTV Video Music Awards do ano seguinte. Existiam, sim, atritos entre os integrantes desde esse tempo, visto que tinham problemas com o abuso de químicos. O diferencial é que isso nunca afetou um show dos caras.

Muito entrosados, o quarteto destilou um curto porém preciso repertório, que engloba as clássicas Talk Dirty To Me e Every Rose Has Its Thorn, as recentes Let It Play e Unskinny Bop, a divertida lado B Good Love e o cover (que também virou hit) Your Mama Don't Dance, de Loggins & Messina. A performance de cada integrante é louvável, mas valem destaques especiais para DeVille, que utilizou uma guitarra semi-acústica com destreza, e para o baterista Rikki Rockett, sempre muito habilidoso.



01. Your Mama Don't Dance
02. Good Love
03. Every Rose Has Its Thorn
04. Let It Play
05. Unskinny Bop
06. Talk Dirty to Me

Bret Michaels – vocal, violão, gaita
C.C. DeVille – guitarra, backing vocals
Bobby Dall – baixo, backing vocals
Rikki Rockett – bateria, percussão, backing vocals

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by Silver

sábado, 29 de outubro de 2011

Queen - Sheer Heart Attack [1974]


O Queen já é uma das figurinhas mais carimbadas nesse veículo do Iommi. Mas, ainda assim, por aqui não há um representante da primeira fase da trupe outrora liderada por Freddie Mercury. Por esse motivo foi que escolhi "Sheer Heart Attack", seu terceiro LP e, podemos dizer, o fim da sua fase mais orientada pelo Glam do que pelo Hard/Classic (mas temos também elementos do gênero em todos os três primeiros).

Essa característica é mantida em "Sheer Heart Attack", mas os experimentalismos que seriam maximizados no sucessor "A Night At The Opera" já são notáveis, com a inclusão de pianos em várias faixas e uma estrutura musical cada vez mais complexa. Um exemplo disso está na pesada "Brighton Rock", a faixa de abertura, com um Brian May endiabrado e um Freddie Mercury inspirado como sempre foi. A levada é fantasticamente frenética.

"Killer Queen" foi um dos grandes hits do disco e é uma das minhas preferidas, junto a "Tenement Funster", com introdução de balada que se torna um Rock característico do Queen. Os vocais são de Roger Taylor, e a guitarra de May é coisa de outro mundo.



A escolha é difícil, mas "Flick of the Wrist" é a que tem a melhor atuação de Freddie no disco inteiro. Backing vocals muito bem colocados, mudanças de ritmo magníficas, e melodia excelentemente bem composta e produzida. "Lily of the Valley", apesar de curta, merece ser mencionada por ser uma balada acompanhada principalmente pelo piano onde Me
rcury mais uma vez assina o atestado de um dos melhores vocalistas de todos os tempos. "Now I'm Here" é um Rock direto e uma das excepcionais do álbum.

"Stone Cold Crazy" é uma das mais frenéticas composições da carreira da Rainha, que chegou até mesmo a ser coverizada pelo
Metallica em seu "Garage, Inc.". Com toda a certeza a minha preferida deles. E ainda temos mais cinco faixas perfeitas, que mostram todo o poder e competência de uma das melhores bandas da década de 70 e 80.


O álbum foi o primeiro da banda a ficar entre os 10 mais vendidos da Inglaterra. Sua turnê foi muitíssimo bem-recebida, abrindo caminho para que eles atingissem o auge no ano seguinte, data onde foi lançado o clássico "A Night At The Opera". A partir daí, o nome "Queen" estaria marcado na história da música.

Só lhe resta conferir já essa obra-prima, meu caro.


Brian May - guitarras, violões, vocal principal em 12, backing vocals, piano em 6
John Deacon - baixo, backing vocals
Freddie Mercury - vocal, piano
Roger Taylor - bateria, percussão, backing vocals, vocal principal em 3

01. Brighton Rock
02. Killer Queen
03. Tenement Funster
04. Flick of the Wrist
05. Lily of the Valley
06. Now I'm Here
07. In the Lap of the Gods
08. Stone Cold Crazy
09. Dear Friends
10. Misfire
11. Bring Back That Leroy Brown
12. She Makes Me
13. In the Lap of the Gods... Revisited

Por Gabriel

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Montrose – Montrose [1973]


Esse foi o primeiro disco de hard farofa da história!

Essa afirmativa se sustenta porque:

a) Para começo de conversa, a banda foi formada na Califórnia;
b) o vocalista era Sammy Hagar;
c) os riffs de guitarra são típicos do estilo, trazendo sempre um Lá Maior ou um Mi maior carregado e intercalando com a batida da bateria, a cargo de ninguém menos que Ronnie Montrose;
d) o baterista era Denny Carmassi, que nos anos 80 e 90 gravou com Heart, Whitesnake, Cinderella, .38 Special e uma porrada de outros ícones do estilo;
e) o produtor do disco foi Ted Templeman, que produziu todos os discos do Van Halen da fase Roth, bem como os primeiros discos solo do vocalista;
f) Absolutamente todas as alternativas anteriores.

Se você respondeu “f”, parabéns. Você acaba de gabaritar o ENEM do hard rock, e terá direito a ouvir esse que, na minha opinião, é a gênese de tudo o que foi feito no estilo nos anos 80.

Ainda desconhecido do grande público, Sammy Hagar aparece nesse debut como Sam Hagar, e foi recrutado por Ronnie Montrose, então um já tarimbado session man, para fazer aquela que seria a sua maior aposta comercial: o Montrose. O resultado ficou tão bom que alguns dizem que o primeiro do Van Halen não existiria sem este disco, tamanha influência que teve na turma de Dave Lee Roth.

O Van Halen tocava Make It Last e Rock Candy nos seus tempos de Gazzari’s Club. E Eddie aprendeu direitinho com o professor Ronnie.

O play abre com Rock The Nation e um cowbell sem vergonha que dá orgulho de ouvir a todo volume. O timbre da guitarra de Ronnie é no melhor estilo brown sound (imortalizado por Eddie Van Halen), cortesia de um pedal fuzz espetado em um valvulado a todo vapor.

A sequência perfeita traz Bad Motor Scooter e uma abertura que parece demais com o que Mick Mars fez em Kickstart My Heart. Sinto-me estranho quando penso que esse disco é de 73, porque o estilo das composições e os timbres são muito a frente do seu tempo. Para comparar, na época tínhamos Houses of the Holy, Machine Head e Sabbath Bloody Sabbath, que, mesmo tendo timbres excelentes, ainda carregavam aquela sonoridade densa dos timbres crus de amplificadores de alto ganho. Aqui o lance é festa.



Space Station #5 foi coverizada por Iron Maiden, o que já mostra o poder da sua influência. I Don’t Want It traz o riff que foi copiado por dezenas de hardeiros da década seguinte. Good Rockin’ Tonight nasceu para ser hit, com um solo rápido e inspirado de Montrose, com frases que podem ser ouvidas, inclusive, em passagens do mestre Randy Rhoads.

Rock Candy é o grande sucesso do disco, a música feita para durar para sempre. E dura. One Thing On My Mind prepara para o grand finale que vem com a fantástica Make It Last. Deus me livre, mas o Van Halen copiou o riff descaradamente em 5150, disco que traz… Hagar nos vocais!



Comparações à parte, quem não conhece deve ouvir imediatamente para destampar os ouvidos.

Formador de caráter.

Track List

1. Rock The Nation
2. Bad Motor Scooter
3. Space Station #5
4. I Don’t Want It
5. Good Rockin’ Tonight
6. Rock Candy
7. One Thing On My Mind
8. Make It Last


NÃO! Não é o The Who. É o Montrose com Hagar.

Ronnie Montrose (guitarras)
Sam Hagar (vocais)
Bill Church (baixo)
Denny Carmassi (bateria)

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Por ZOrreiro

Kiss – Dressed To Kill [1975]


O mais recente empreendimento do Kiss, o cruzeiro Kiss Kruise, me fez pensar em como “Dressed To Kill” é um disco injustiçado na carreira da banda. Grande parte de seu conteúdo é ignorado nos concertos desde sempre. Só agora, com os shows nos navios, algumas pérolas desse registro foram desenterradas. O leitor menos informado deve discordar de cara com a sentença anterior, visto que é o álbum que carrega o clássico Rock And Roll All Nite, responsável por levar o quarteto ao estrelato. Mas não foi bem assim.

O Kiss havia lançado dois álbuns em 1974: o auto-intitulado de estreia e o subsequente “Hotter Than Hell”. Ambos haviam fracassado em vendas, mas, ironicamente, a banda conquistava cada vez mais fãs com suas apresentações ao vivo. Apesar de ainda não tomarem conta de grandes estádios, conseguiram rodar por grande parte da América do Norte em turnês.

Produzido pelo presidente da gravadora Neil Bogart graças às dificuldades financeiras, “Dressed To Kill” chegou às prateleiras no ano seguinte com a promessa de salvar a gravadora Casablanca Records da falência e de elevar o Kiss ao status de superbanda. Apesar de nenhum dos objetivos terem sido conquistados, o álbum se saiu muito melhor que os outros em diferentes aspectos.



O padrão de composições se manteve estável e fiel à proposta apresentada nos álbuns anteriores. Os mascarados continuaram apostando num Rock n' Roll simples, visceral, conciso e direto. Por incrível que pareça, a produção de Bogart superou com sobras a de Kenny Kerner e Richie Wise para os antecessores. Tudo soa bem melhor. Além disso, “Dressed To Kill” lançou dois singles para as faixas C'mon And Love Me e Rock And Roll All Nite, decisivos para as vendas mais satisfatórias – apesar de não ideais – do full-length, que atingiu a 32ª posição das paradas norte-americanas.

Room Service abre o play com muita energia. Morrerei sem entender o motivo de não apostarem em sua presença nos repertórios desde a época. Composição típica de Paul Stanley, com uma grande performance instrumental principalmente de Ace Frehley. Two Timer e Ladies In Waiting, menos aceleradas, parecem ser músicas irmãs. Ambas cantadas e compostas por Gene Simmons, trazem uma batida incrível e riffs fortes. Getaway mantém o pique: feita por Frehley e cantada por Peter Criss, o melhor vocalista da banda naqueles tempos.



Rock Bottom engana com a bela introdução acústica. É uma paulada certeira e cheia de classe. C'mon And Love Me é uma canção primorosa, com todos os elementos de uma boa música de Hard Rock: bons solos de guitarra, cozinha envolventes e refrão grudento. Anything For My Baby não tem a mesma inspiração das outras, todavia não chega a ser um filler. She, a única além de Rock And Roll All Nite que recebeu atenção nos repertórios de turnês posteriores, é uma composição de Gene Simmons e seu ex-parceiro de banda Stephen Coronel, feita nos tempos de Bullfrog Bheer, ao fim da década de 1960. Tem um andamento forte e é poderosa principalmente ao vivo.

Love Her All I Can é divertida e tem bons riffs de guitarra, além de uma grandiosa linha de bateria. O fechamento fica por conta de Rock And Roll All Nite, que, apesar de saturada nos dias de hoje, é um verdadeiro ode ao Rock n' Roll – preferencialmente em sua versão ao vivo, pois a gravada em estúdio não tem solo de guitarra (!).

Mesmo com as vendas acima da média e a boa qualidade do registro, o estrelato não veio e a Casablanca continuou com problemas financeiros. Daí apelaram para um disco duplo ao vivo, o lendário “Alive!”, e o resto é história. Tanto Rock And Roll All Nite quanto o próprio grupo estouraram com este live. Mas “Dressed To Kill” é parte importante na discografia do Kiss, além de ser um baita de um discão e uma verdadeira aula de como se fazer Rock n' Roll poderoso e despretensioso.



01. Room Service
02. Two Timer
03. Ladies In Waiting
04. Getaway
05. Rock Bottom
06. C'mon And Love Me
07. Anything for My Baby
08. She
09. Love Her All I Can
10. Rock and Roll All Nite

Paul Stanley – vocal (1, 5, 6, 7, 8, 9), guitarra rítmica (solo inicial em 6)
Gene Simmons – vocal (2, 3, 8, 10), baixo
Ace Frehley – guitarra solo
Peter Criss – vocal em 5, bateria, percussão

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by Silver

Firenote - Firenote [2009]


Antes de qualquer coisa, espero que o pessoal tenha conseguido parar de admirar a capa para ler o texto. E os escandinavos continuam nos proporcionado Melodic Rock/AOR da mais alta qualidade. Os finlandeses do Firenote não fogem à regra da safra atual, fazendo um som que tem tudo para agradar os apreciadores de bandas mais recentes, tendo na linha de frente nomes como Brother Firetribe, H.E.A.T e The Poodles. As músicas são simples, diretas (nenhuma chega a cinco minutos), com melodias certeiras e bom desempenho instrumental de todo o grupo, além do vocalista Ricky, que lembra muito Tony Harnell, ex-TNT, em várias passagens.

Destaques para a ótima levada de “Sara La Fountain”, a acelerada “Speed Freak” (com um nome desses também...), a balada “My Love Will Never Die” – que inicia uma sequência de três faixas com amor no título, praticamente matando David Coverdale de inveja (risos) – e a ótima “Heartbreaker”, a melhor de todas em minha opinião. O encerramento com “She Stole My Speedos” traz um refrão que vai grudar instantaneamente na sua cabeça para nunca mais sair. Mas, de um modo geral, todas as faixas vão satisfazer os fãs do bom e velho Hard Rock que prioriza as melodias matadoras.



Adeptos do Scandi-AOR irão se deliciar. O Firenote não lançou mais nada desde então, apesar de ter continuado fazendo shows, com direito a apresentações em alguns dos grandes festivais de verão da Europa. Mas novidades são aguardadas e que sigam esse caminho em possíveis futuros lançamentos, pois qualidades já mostraram possuir nesse disco. Vale a pena conferir, diversão garantida! E a cena dos Vikings Hard Rockers segue firme e forte.

Ricky (vocals)
Isko (guitar)
Gene (bass)
Hammond (keyboards)
Mike (drums)

01. Firenote
02. Danger
03. Sara La Fountain
04. Speed Freak
05. My Love Will Never Die
06. Don't Ever Fall In Love
07. Love Me Or Let Me Live
08. Mayday
09. Suddenly
10. Heartbreaker
11. She Stole My Speedos

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JAY

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Richie Kotzen - 24 Hours [2011]


E lá vem o brilhante Richie Kotzen com mais um exemplar de sua musicalidade diferenciada. Aliás, está cada vez mais difícil encaixá-lo em um segmento específico. O que é algo muito positivo, já que sua genialidade não poderia mesmo ficar presa a um gênero. 24 Hours não se diferencia muito de seu trabalho anterior, Peace Sign. Talvez esteja um pouco mais focado na parte suingada de sua formação. Mas quem gostou de um, automaticamente gosta do outro sem a menor dificuldade. Todos aqueles elementos que caracterizam a carreira solo de Kotzen estão presentes, com sua capacidade ímpar de compor temas que, ao mesmo tempo, são acessíveis e evidenciam uma técnica muito acima da média comum.

Desde o início, com a empolgante faixa-título, fica clara a proposta de fazer um Hard Rock com forte influência da música negra norte-americana e uma pegada fulminante. Importante lembrar que, mais uma vez, Richie tocou todos os instrumentos e produziu o álbum em seu próprio estúdio, o Headroom Inc. Participações especiais, como de sua filha August e Jerry Cantrell apenas abrilhantam ainda mais o play. Outros destaques vão para a empolgante “OMG (What’s Your Name?)” e a magnífica “Love Is Blind”, um dos melhores momentos de toda sua carreira. E o que dizer de “Stop Me”, Rockão clássico com um tempero Pop delicioso? Sonzeira, com cara de hit.



Agora, se tem um ponto em que Kotzen jamais decepciona, é nas músicas mais intimistas. Poucos sabem fazer baladas com a mesma competência e emoção. Sabendo disso, ele guardou uma trinca para a saideira. “I Don’t Know Why” é daquelas que enchem os olhos de lágrimas, trazendo uma aula de feeling e bom gosto. E quando junta piano e guitarra de forma magistral em “Tell Me That It’s Easy”, é nocaute certo nos corações apaixonados. Para encerrar, “Twist Of Fate”, com seu arranjo acústico e uma performance vocal de fazer o ouvinte respirar fundo.

24 Hours é mais um disco de Richie Kotzen que, nem de perto, alcançará as vendas que mereceria. Mas confirma, mais uma vez, o talento diferenciado de um artista em sua mais pura definição. Obrigatório na coleção de qualquer amante da boa música.

01. 24 Hours
02. Help Me
03. OMG (What’s Your Name?)
04. Get It On
05. Love Is Blind
06. Stop Me
07. Bad Situation
08. I Don’t Know Why
09. Tell Me That It’s Easy
10. Twist Of Fate

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JAY

terça-feira, 25 de outubro de 2011

The Darkness – Permission To Land [2003]


O motivo dessa repostagem é a qualidade de áudio do arquivo anteriormente postado, com mp3s na sofrível bitrate de 96kbps.

Os anos 2000 não foram marcados por muitas grandes bandas de Rock, apenas pela confirmação de vários dinossauros – e espero que isso mude na década de 2010. Por sorte, sempre há exceções à regra, que é onde o The Darkness se enquadra.

Inicialmente, o quarteto britânico conseguiu destaque por suas apresentações que conquistavam públicos de diferentes procedências, mas nenhuma gravadora queria contratar os caras. Pensavam que, apesar de muito bons, eles eram uma brincadeira. Uma das poucas gravadoras que demonstraram interesse, a Atlantic Records, não deve se arrepender de ter apostado neles.



O primeiro álbum do grupo, “Permission To Land”, foi lançado em julho de 2003 no Reino Unido e no mês seguinte nos Estados Unidos. Apesar de todo o clima “Hard Rock revival” aparentemente apresentado, há uma originalidade elementar no play, decisiva para o grande sucesso atingido logo com seu lançamento – topo das paradas britânicas e top 40 das norte-americanas, prêmios da BRIT Awards e MTV, discos de ouro e platina em quatro países, singles emplacados pelo mundo e por aí vai.

A perspectiva “revival” citada no parágrafo anterior não se dá por saudosismo exagerado, mas pelo fato do Darkness retomar algo que estava perdido no Rock n' Roll e que, particularmente, considero o combustível do estilo: entretenimento. Em tempos que bandas alternativas chegavam ao mainstream com propostas sérias e politizadas, os ingleses fizeram um álbum de Rock descompromissado, com influências ao invés de cópias.



Vocalista performático, multi-instrumentista habilidoso e showman de primeira categoria, Justin Hawkins traz a aura de grandes líderes de bandas clássicas com competência. Chama a responsabilidade para si, como um frontman deve fazer. Seu irmão, o guitarrista Dan Hawkins, trabalha muito bem – os dois apresentam linhas de guitarra entrosadas, riffs grandiosos e solos inspirados. A cozinha do baixista Frankie Poullain e do baterista Ed Graham é competente, bem ao estilo AC/DC: não se exibe demais, mas cumpre a função e garante solidez.

Acredite se quiser, mas não há destaques em particular para este disco. “Permission To Land” não tem um filler que seja. É grandioso e divertido do começo ao fim. Vale cada segundo de audição.



01. Blach Shuck
02. Get Your Hands Off My Woman
03. Growing On Me
04. I Believe In A Thing Called Love
05. Love Is Only A Feeling
06. Givin' Up
07. Stuck In A Rut
08. Friday Night
09. Love On The Rocks
10. Holding My Own

Justin Hawkins – vocal, guitarra, piano, sintetizador
Dan Hawkins – guitarra, backing vocals
Frankie Poullain – baixo, backing vocals
Ed Graham – bateria

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by Silver

Cinderella – Live At The Key Club [1999]


Em tempos bicudos do Hard Rock, a solução das bandas do estilo era recorrer a lugares menores, onde seu público fiel ainda os aguardava – além do interior norte-americano, que garante um bom sustento com seus rodeios e festivais. E foi assim que o Cinderella decidiu registrar sua passagem pelo lendário The Key Club, em Los Angeles. Aliás, essa é uma legítima volta aos velhos tempos, já que o espaço foi onde a maioria dos grupos da geração oitentista começaram. Com o público bem perto e um clima intimista, temos um típico show de Rock and Roll, transbordando energia, sem muita produção, apenas som direto e na cara.

Não é segredo que nesta época Tom Keifer ainda enfrentava problemas com sua voz. Mas ele faz seu papel de maneira louvável, sabendo contornar os percalços com a categoria que só um dos grandes de sua era possui. Isso fica ainda mais claro na trinca acústica do meio da apresentação, com destaque para a versão lenta de “The Last Mile”, tão boa quanto a original – apenas diferente. No mais, é aquele desfile de Rockões com pegada emblemática e execução primorosa. Claro que não poderiam ficar de fora as inevitáveis baladas “Don't Know What You Got (Till It's Gone)” e “Nobody's Fool”, capazes de fazer o mais radical dos radicais perder a vergonha e cantar com o coração saltando pela boca.

Então, baixe e sinta-se em um clube com meia-dúzia de gatos pingados e uma das melhores bandas dos anos 1980 detonado grandes clássicos de sua carreira diante de seus olhos. O CD teve várias reedições posteriores com nomes e capas diferentes, apesar de conteúdo igual. Mas esse aqui é o original, lá de 1999. Sim, do século passado! Não é incrível isso?

Tom Keifer (vocals, guitars, piano)
Jeff LaBar (guitars)
Eric Brittingham (bass)
Fred Coury (drums)

Special Guest
Gary Corbett (keyboards)

01. The More Things Change
02. Push, Push
03. Hot and Bothered
04. Shelter Me
05. Night Songs
06. Somebody Save Me
07. Heartbreak Station
08. The Last Mile
09. Coming Home
10. Fallin' Apart at the Seams
11. Drum Solo
12. Jam
13. Don't Know What You Got (Till It's Gone)
14. Nobody's Fool
15. Gypsy Road
16. Shake Me

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JAY

sábado, 22 de outubro de 2011

Scorpions - Fly to the Rainbow [1974]

Hard Rock é um dos estilos que mais curto e Scorpions é uma das melhores bandas que já vi, ainda mais nos anos 70 quando Uli Jon Roth assumia a guitarra. Sendo assim, aqui está um dos discos mais espetaculares dos anos 70.

O surgimento da banda já deve estar dentro do conhecimento de muitos que apreciam o blog, desde o lançamento do LP Lonesome Crow de 1972 até mais para frente, mas de qualquer jeito vou contar um pouco da história deles partindo de 1972.

Dado o lançamento do primeiro disco, um dos fundadores dos Scorpions, o guitarrista Michael Schenker abandona a banda obrigando-os a procurar um outro guitarrista. Alguns anos depois, os Scorpions se desfizeram e então, Rudolf se juntou a banda de Uli Jon Roth e assim arrumou um jeito de levar Klaus Meine para essa nova banda.

Feita a nova junção, o grupo lança um disco: Fly to the Rainbow. O LP foi lançado em nome dos Scorpions pois o nome já era conhecido por muitos. Já que Meine e Rudolf eram os "líderes" dos Scorpions, o nome da banda poderia ser usado sem nenhum receio e assim, o disco de 1974 é parte da discografia do grupo.

O álbum Fly to the Rainbow é fantástico, ainda mais na parte instrumental, onde temos Jon Roth assumindo a guitarra solo. Aqui temos verdadeiros clássicos que infelizmente não vemos mais nos setlist da banda, mas que foram muito bem tocados no álbum Tokyo Tapes, caso queiram conferir os sucessos dos anos 70 ao vivo. Temos em Fly to the Rainbow a clássica "Speedy's Coming" que é uma pancada na cabeça tanto ao vivo como em estúdio. A faixa-título é outra que impressiona com linhas de guitarra mais do que espetaculares, mostrando o porque de Jon Roth ser considerado o melhor guitarrista da história dos Scorpions (bom, pelo menos eu considero ele o melhor). Outra canção que gosto muito do álbum é "Drifting Sun" que apresenta um hard rock misturado com um som bem clássico.

Fly to the Rainbow é simplesmente um disco indispensável, tanto para quem gosta de Scorpions, de Hard Rock ou de música boa.

Klaus Meine - Vocals
Rudolf Schenker - Guitar
Uli Jon Roth - Guitar, Vocals
Francis Buchholz - Bass
Jurgen Rosenthal - Drums

1. Speedy's Coming
2. They Need A Million
3. Drifting Sun
4. Fly People Fly
5. This Is My Song
6. Far Away
7. Fly to the Rainbow

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Lucas

Van Halen - Fair Warning [1981]


Podem me chamar de herege ou o que for, mas descobri o Van Halen só agora. Obviamente eu ouvia falar (muito bem) da banda, mas acabava que o som não me pegava, digamos assim. O tempo passou, descobri várias coisas novas e diferentes de tudo o que eu estava acostumado a ouvir, e eis que resolvo dar uma nova chance a trupe do fritador Eddie Van Halen.

Me decidi por dar uma conferida em Fair Warning, um disco um pouco ofuscado da discografia deles. Lançado em 1981, foi o que teve menos vendagens de toda a fase Roth. Mas é o Van Halen em seu auge. Qualidada é o que não falta. Por isso, minha reação foi a melhor possível (cheguei a ouvir a pepita por quatro vezes seguidas).

Durante as sessões de gravação do álbum, as tensões entre os membros começaram a aparecer, principalmente entre Diamond Dave e Eddie. O desejo do frontman (e que frontman) era dar ênfase à influência pop, enquanto o guitarrista optava por uma sonoridade mais sombria, fazendo uso de sintetizadores e teclados. Como podemos ver, a vontade do último prevaleceu.


Outro problema eram as altas bebedeiras e o consumo por vezes abusivo de cocaína por parte de Eddie. Mesmo assim, ele se mostra tão bom como sempre foi nas cordas; o punch e o feeling estão intactos. Michael Anthony se supera a cada faixa, mandando linhas de baixo matadoras e incrementando peso à cozinha formada junto com o excepcional Alex Van Halen. Quanto a David, sua performance é perfeita.

A capa é uma obra de William Korelek chamada "O Labirinto" que foi pintada enquanto ele estava sendo tratado de esquizofrenia. Representa sua brutal infância vivida no Canadá durante A Grande Depressão. Curiosamente, o clima do disco é totalmente diferente, com andamentos acelerados: totalmente alto astral, mesmo com o uso por vezes sombrios dos teclados e sintetizadores (coisa que é maximizada na instrumental Sunday Afternoon in the Park).



O sucesso não foi possível por causa da ausência de um hit. O que mais chegou perto disso foi o single "So This Is Love?". No entanto, aqui está mais uma obra-prima do Van Halen que faltava na Combe. Destaques são impossíveis, já que o álbum possui nove faixas totalmente avassaladoras e de uma qualidade inegável. O único defeito é a duração, que não chega aos trinta e dois minutos. Uma pena, realmente, mas nada te impede de apertar play por uma segunda (ou terceira e quarta, como eu fiz) vez, não é?

Ouça no máximo, de preferência direto do vinil (para os privilegiados que têm essa maravilha) ou, então, com os headphones no talo. Foda! Ponto.


David Lee Roth - vocais
Eddie Van Halen - guitarras, sintetizadores, teclados, backing vocals
Alex Van Halen - bateria
Michael Anthony - baixo, backing vocals

01. Mean Street
02. Dirty Movies
03. Sinner's Swing!
04. Hear About It Later
05. Unchained
06. Push Comes to Shove
07. So This Is Love?
08. Sunday Afternoon in the Park
09. One Foot Out of the Door

Por Gabriel

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