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domingo, 11 de dezembro de 2011

Ratos de Porão - Sistemados Pelo Crucifa [2000]


Em 2000, com vinte anos na bagagem, o Ratos de Porão presenteou os fãs com uma auto-homenagem que não poderia ser mais oportuna: uma regravação do lendário "Crucificados Pelo Sistema". E trataram de fazer a empreitada da forma mais brutal e pesada o possível.

Lançado no exterior pela gravadora Alternative Tentacles de Jello Biafra, e por aqui pela Pecúlio Discos (o selo do baterista Boka), a bagaça contou com a produção do renomado Billy Anderson, que antes já havia trabalhado com eles no ótimo "Carniceira Tropical". Com uma perceptível evolução instrumental de cada membro (excluindo o vocalista João Gordo, já que seus urros permanecem os mesmos), o material é realmente histórico e supera em muito a primeira gravação (a começar pela produção).

O disco, além das 13 faixas de "Crucificados" (por algum motivo Corrupção não foi regravada), possui as clássicas Cérebros Atômicos e Poluição Atômica que originalmente saíram em "Descanse Em Paz" (1986) e um cover para Eu Não Sei da pioneira banda portuguesa Aqui d'el-Rock.



O álbum foi o começo da volta às raízes dos caras (já que eles passearam até mesmo pelos lados do Thrash Metal). Um material que recomendo tanto para o fã quanto para quem quer conhecer a banda. Só não espere sons bonitinhos.

João Gordo - vocais
Jão - guitarras
Fralda - baixo
Boka - bateria

01. Morrer
02. Caos
03. Guerra Desumana
04. Agressão/Repressão
05. Obrigado A Obedecer
06. Asas Da Vingança
07. Que Vergonha! (Olho Seco cover)
08. Poluição Atômica
09. Pobreza
10. F.M.I.
11. Paranóia Nuclear
12. Sistema De Protesto
13. Não Me Importo
14. Periferia
15. Sistemados Pelo Crucifa
16. Cérebros Atômicos
17. Eu Não Sei (Aqui d'el-Rock cover)

Por Gabriel

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Disfear - Live The Storm [2008]



Eu descobri o Disfear há pouco, juntamente com o chamado Crust Punk, que nada mais é do que a mistura do Hardcore com elementos do Heavy Metal. Com essas características, não é de impressionar que a formação da banda conte com um nome conhecido na cena metálica, e este seria o de Uffe Cederlund, membro do Entombed. O resultado, como disse Dragztripztar quando postou o ótimo Misanthropic Generation, é brutal.

Live The Storm é o último full length da banda até o momento e continua com o bom trabalho. Porém, se formos comparar o que é feito aqui com o seu antecessor de 2003, veremos que o Hardcore é que passou a ditar as regras. A influência do Thrash foi quase eliminada por completo, dando espaço para dez porradas desenfreadas, que transpiram raiva e transbordam energia. O grande destaque fica para o vocalista Tomas Lindberg, com seus guturais poderosos. Some isso a ótima produção e temos aqui um dos grandes lançamentos do século passado.

Apesar de não haver muita variação entre uma música e outra, a criatividade, o talento de cada integrante do quarteto e, também a originalidade, são tamanhas. Em um estilo em que já não há muito espaço para inovações ou experimentalismos, o Disfear consegue imprimir ao seu som sua própria marca, espancando seus instrumentos e fazendo a alegria dos porradeiros de plantão.



Recomendado para quem quer ouvir um som sem inovações ou exageros. Aqui está a simplicidade em sua forma mais bruta. Nada de mil notas fritadas à velocidade da luz. Levantando essa bandeira temos as ótimas "Deadweight", "Get It Off", "In Exodus" e a longa "Phantom", entre outras. Diversão garantida!


Tomas Lindberg - vocals
Uffe Cederlund - guitars
Marcus Andersson - drums
Björn Peterson - guitars

01. Get It Off
02. Fiery Father
03. Deadweight
04. The Cage
05. The Furnace
06. Live The Storm
07. Testament
08. In Exodus
09. Maps of War
10. Phantom

Por Gabriel

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sábado, 1 de outubro de 2011

Planet Hemp - MTV Ao Vivo [2001]

Planet Hemp na área!

Tenho certeza que todos por aqui conhecem o Marcelo D2 e têm ideia que sua carreira solo não é lá essas coisas, mas nos anos 90 e começo do século XXI o cara participou de uma das bandas que fazem parte do cenário bom da música brasileira. Não sou maconheiro, mas essa postagem é especialmente para quem gosta de uma erva.

A banda foi formada pelo próprio D2 e um amigo chamado Skunk, os dois eram adoradores de Rap e Hardcore e resolveram formar uma banda apenas de Rap já que nenhum sabia tocar instrumentos musicais. Mas sem demora encontraram alguns caras drogados e formaram uma banda onde havia uma mistura de Rap e Hardcore - e um pouco de maconha, claro - junto com outras influências incluindo o Reggae. As letras tinham apenas um objetivo: falar sobre maconha. Queriam dizer que maconha não mata, queriam legalizar a maconha, falar sobre fumar maconha, fumar muita maconha e fumar mais um pouco de maconha, sem esquecer que eles falavam sobre fumar erva e maconha. Mas também apontavam alguns outros assuntos, como a violência policial, a cidade do Rio de Janeiro (já que eles vieram de lá).



MTV Ao Vivo se trata do último registro que tiveram em CD e DVD antes da separação da banda. Aqui temos uma grande performance dos caras em frente ao público. Além do mais, há uma diferença entre o grupo ao vivo e em estúdio: ao vivo é muito melhor. Temos muito rap, guitarras pesadas, bateria barulhenta, baixo que quase não se nota mas que tem uma grande importância. É um álbum perfeito para quem quer fumar maconha ou mesmo para quem curte Rap ou Hardcore. Clássicos que acompanharam a banda são tocados por aqui, como "Dig Dig Dig (Hempa)", "Mantenha o Respeito", "Legalize Já", "Contexto", "A Culpa É De Quem? " e "Queimando Tudo". Para quem gosta de ouvir o que tem de melhor no Brasil, eu indico o Planet Hemp sem dúvidas, porque não haverá arrependimento.


01. Intro
02. Não Compre, Plante!
03. Legalize Já
04. Raprockandrollpsicodeliahardcorereragga
05. Queimando Tudo
06. HC 3
07. Procedência C.D.
08. Fazendo a Cabeça
09. Stab
10. Dig Dig Dig (Hempa)
11. Phunky Buddha
12. Hip Hop Rio
13. A Culpa É De Quem?
14. Se Liga
15. Zerovinteum
16. Contexto
17. Mantenha o Respeito

Marcelo D2 (Vocal)
BNegão (Vocal)
Formigão (Baixo)
Rafael (Guitarra)
Pedrinho (Bateria)

Por Lucas


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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

The Offspring - Smash [1994]


Quem aqui era adolescente nos anos 90 foi tomado de arrastão por quatro californianos de Huntington Beach, que apareceram de uma gravadora pequena e que quando menos percebemos, já havia tomado de arrastão a MTV e as rádios de rock na época. Lembro que a primeira vez que ouvi "Come Out and Play (Keep 'Em Separated)", fui contagiado com a energia que era transmitida pelo grupo, e me apaixonei logo que de cara pelo som do Offspring, o que segue até os dias de hoje, sendo a minha banda predileta das bandas de pop punk surgidas nos anos 90, talvez por ser a mais agressiva de todas.

O Offspring surgiu em 1984, quando os ainda adolescentes Dexter Holland e Greg Kiesel decidiram montar uma banda, após um show do ainda desconhecido Social Distortion. O guitarrista Kevin "Noodles" Wasserman ganhou o posto no grupo não por sua habilidade nas seis cordas, e sim por ser mais velho que os outros, assim garantindo as bebidas para os outros integrantes. E foi com essa formação, juntamente com o baterista Ron Welty que eles assinaram com a Epitaph Records, cujo o dono é Brett Gurewitz, guitarrista do Bad Religion.



E foi com o lançamento de seu terceiro disco (o segundo com a Epitaph) que o Offspring dominou as rádios da época e as paradas. "Smash" foi unanimidade mundial na época, com público e crítica aclamando o disco, que vendeu 12 milhões de cópias em nível mundial e se tornou o disco lançado por uma gravadora independente mais vendido da história. Alcançou o quarto lugar na parada da Billboard, e permaneceu na lista por 101 semanas. Até os dias de hoje é citado por vários veículos musicais com um dos maiores e mais influentes discos lançados nos anos 90. Não à toa, pois realmente o disco tomou de assalto qualquer um que dizia gostar de rock na época.

O que temos aqui é um hardcore inconsequente e barulhento, praticado por rapazes ensandecidos e fora de si, mas que geraram canções memoráveis e que até hoje em dia tem um poder absurdo. E para mostrar que os moleques eram enjoados, na introdução do disco, ninguem menos que o genial Jello Biafra convida o ouvinte a relaxar e apreciar o registro em "Time To Relax". Mas daí para frente, o que menos fazemos é relaxar, pois a pancadaria começa a comer solto em "Nitro (Youth Energy)", em que o bate cabeça é inevitável, em apenas dois minutos de pura nitroglicerina. "Bad Habbit" começa como quem não quer nada, com apenas o baixo e o vocal de Holland, até virar outro hardcore de primeira, perfeito para um downhill, como tanto gosta nosso amigo de blog Zorreiro.



E daí por diante, o que temos é um desfile de clássicos do grupo, um greatest hits. "Gotta Get Away" começa com uma bateria marcante, que gruda na cabeça e mesmo sendo uma das mais cadenciadas do registro é ainda uma das mais energéticas, música feita para ser hit. A já citada "Come Out and Play (Keep 'Em Separated)" é deveras genial e martela por mais tempo ainda na cabeça, e mostra o porque o mundo foi tomado de assalto na época, com sua mistura perfeita entre o rockabilly e o punk rock. "Self Esteem" é outro grande clássico, e seu inconfundível coro inicial mantém o ótimo nível visto até aqui, e com potencial para ser sucesso. "What Happened To You?" continua de maneira excelente o flerte com o rockabilly e foi outro grande clássico gerado, outra que nasceu para ser hit radiofônico. Apesar de citar apenas algumas, o disco todo é obrigatório, e o nível não cai por nem um segundo.

Esse daqui é um daqueles discos que é obrigatório você ter, e escutar uma vez por mês ao menos, pois a diversão é mais do que garantida. Ainda que tenham feito muito sucesso com o"Americana", este com certeza é a obra prima da banda. A trilha sonora para um bate cabeça descompromissado com os amigos ou acompanhando uma cerva estupidamente gelada.






1.Time to Relax
2.Nitro (Youth Energy)
3.Bad Habit
4.Gotta Get Away
5.Genocide
6.Something to Believe in
7.Come Out and Play (Keep 'Em Separated)
8.Self Esteem
9.It'll Be a Long Time
10.Killboy Powerhead
11.What Happened To You?
12.So Alone
13.Not The One
14.Smash

Dexter Holland - Vocais, Guitarra
Noodles - Guitarra, Backing Vocals
Greg K. - Baixo, Backing Vocals
Ron Welty - Bateria, Backing Vocals

Músicos Convidados
Jello Biafra - Narrador em "Time to Relax" e "Smash"


By Weschap Coverdale

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Superjoint Ritual – A Lethal Dose Of American Hatred [2003]


“O Superjoint Ritual não é mais uma banda pré-fabricada e não é mais uma banda da moda. O Superjoint Ritual é a reposta ao ‘nu-metal’ pré-fabricado, corporativo. É o Rock n’ Roll como ele deve ser entendido: despretensioso, sem apologias... e totalmente extasiante”.

Assim começava o press-release que apresentava o segundo álbum do (mais um) grupo de Phil Anselmo. A Lethal Dose Of American Hatred mantinha a pegada Hardcore com elementos metálicos de seu antecessor, Use Once And Destroy. Trazendo claras referências à cannabis na capa – erva que os integrantes da banda nunca esconderam o apreço – o play explode nos alto-falantes, com sua agressividade espontânea e cheia de vitalidade. Obviamente, quem espera a pancadaria bem elaborada do Pantera ou o toque sulista do Down, corre sérios riscos de acabar se decepcionando. Mas pessoas de mente aberta aprovarão a idéia. Aliás, até alguns não-apreciadores das bandas citadas podem acabar gostando.



E com toda a dose letal de ódio contida no título do álbum, a banda vai despejando sua energia contra o mundo através das treze faixas. As porradas “Sickness”, “Waiting For The Turning Point” e “Dress Like A Target” (essa última um recado direto à geração ‘malandra’ do Limp Bizkit e a babação de ovo desenfreada da mídia) abrem o play e obrigam o ouvinte a arrastar a mobília e partir para a ignorância, no bom sentido. “The Destruction Of A Person” soa como um recado a desafetos de Phil. Parece algo muito direto, ainda mais se lembrarmos que o clima para com seus antigos companheiros era de guerra total, já que Dimebag ainda estava por aqui, então não era necessário nenhum discurso ameno e afetuoso.

Merece destaque “Never To Sit Or Stand Again”, mesclando os estilos e influências com invejável precisão, além da bombástica “Death Threat Her Sixth Lesson In Hell” e sua intro matadora. Com apenas 1 minuto e 17 segundos, “The Horror” é a trilha perfeita para um espancamento coletivo, antes da caótica “Absorbed Black Mood”, que encerra o trabalho. A turnê de divulgação renderia o excelente DVD Live at CBGBs, mas também resultaria no fim do projeto, após sérios desentendimentos entre Anselmo e o baterista Joe Fazio durante o ano de 2004. Fica o registro da poderosa sonoridade em seus dois discos. Recomendado para quem gosta de umas porradas na orelha das boas.



Phil Anselmo (vocals, guitars)
Jimmy Bower (guitars)
Kevin Bond (guitars)
Hank III (bass)
Joe Fazio (drums)

01. Sickness
02. Waiting For The Turning Point
03. Dress Like A Target
04. The Destruction Of A Person
05. Personal Insult
06. Never To Sit Or Stand Again
07. Death Threat Her Sixth Lesson In Hell
08. Permanently
09. Stealing A Page Or Two From Armed & Radical Pagans Sugarpussy Within The Web
10. Symbol Of Nevermore
11. The Knife Rises
12. The Horror
13. Absorbed Black Mood

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JAY

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Matanza - Odiosa Natureza Humana [2011]


Um novo trabalho do Matanza era aguardado desde o excelente "A Arte do Insulto", de 2006, que mostrou composições melhor elaboradas e um conjunto mais profissional. Como se trata de uma banda independente, pertencente ao selo Deckdisc, é mais complicado lançar álbuns com frequência.

Mas a espera acabou e, após cinco anos sem lançar um play de inéditas, o quarteto carioca finalizou "Odiosa Natureza Humana" - em primeira mão na Combe do Iommi, já que o lançamento oficial só se dará no dia 5 de março.

Aquele que se agrada com o som do Matanza apresentado anteriormente, pode esperar que a pedrada é grande. Um álbum genuinamente roqueiro, com as doses já aguardadas de country, que é roqueiro desde seu conteúdo até seu processo de gravação, que durou três dias e foi registrado ao vivo com fita de rolo, sem patifarias digitais.


Também trata-se de uma boa pedida para conhecer agora o trabalho dos caras, já que, sem dúvidas, "Odiosa Natureza Humana" é um dos melhores e mais inspirados álbuns do competente grupo. Guitarras bem tocadas e bem compostas, sem firulas dispensáveis, linhas de bateria habilidosas, linhas de baixo básicas e viscerais e o vocal característico de Jimmy London, que vocifera palavras que, mesmo ríspidas, exalam várias verdades.

Sem destaques particulares, a melhor forma de concluir esse texto é com um trecho da faixa "Tudo Errado", que serve para dar uma bela lição de moral a qualquer bunda-mole que o caro leitor conhece: "Sabe que tá fazendo errado e vai fazendo mesmo assim; Sabe que tá ficando torto e que vai ficar ruim; Sabe que vai ficar por isso e todo compromisso pode deixar de lado; É mesmo desafortunado quem acha muito engraçado fazer tudo errado".

PS: não deixe de comprar o CD a partir da data de lançamento e confira já o site da banda!

PS.2: aposto que todo mundo vai comentar só porque se trata de um vazamento. Espero que não sejam caras-de-pau e comentem nas postagens que baixarem ou lerem.

01. Remédios Demais
02. Em Respeito Ao Vício
03. Ela Não Me Perdoou
04. Escárnio
05. Tudo Errado
06. Saco Cheio E Mau-Humor
07. Odiosa Natureza Humana
08. Carvão, Enxofre E Salitre
09. Amigo Nenhum
10. Conforme Disseram As Vozes
11. Melhor Sem Você
12. A Menor Paciência
13. O Bebum Acabado

Jimmy London - vocal
Marco Donida - guitarra
China - baixo
Jonas - bateria

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by Silver

domingo, 5 de dezembro de 2010

GG Allin and the Murder Junkies - Brutality And Bloodshed For All [1993]

GG Allin. Taí um dos meus maiores ídolos. Não pelo fato de que ele comia merda no palco, ficava pelado andando nas ruas ou mijando na platéia. Mas sim por ele ter sido um músico honesto, criativo e que vestiu a camisa do punk até o último dia da sua vida. Sempre acreditou naquilo que escrevia e se contentava em fazer gravações em estúdios precários e shows em pubs fedendo a mijo por puro amor a música. Não ligava pro que os outros pensavam dele, queria apenas fazer o seu som e suas loucuras - isso sim é uma atitude punk, não ficar pichando "A" dentro de uma bolinha e suásticas cortadas por aí. Esse cara sim era punk, ao contrário desses bundões que vejo por aí dizendo que são.

Agora uma coisa digo aos mais frescos e preconceituosos: se vocês ignoram o trabalho do cara simplesmente por suas atitudes do palco, sinto muito, mas vocês não passam de babacas que não conseguem sacar o espírito da coisa.

"Brutality And Bloodshed For All" é um dos mais conhecidos trabalhos do cara, por conter algumas de suas músicas mais conhecidas, como "Highest Power", "Kill Thy Father, Rape Thy Mother" (tem uma letra linda essa! hahaha), "I'm Infected With AIDS (I Kill Everything I Fuck)", "Terror In America" e outras. Além disso, o disco também é um dos mais bem produzidos do GG, levando em conta a maioria dos discos gravados por ele nos anos 80, que tem um produção bem precária (embora não deixe de ser bom).



O disco foi gravado com sua banda de apoio Murder Junkies, que conta com seu irmão, Merle Allin, no baixo. Foi um dos últimos trabalhos que Allin deixou enquanto vivo, pois, mesmo depois de morto, seu irmão continua lançando material dele que não chegou a sair oficialmente. Por ser um dos últimos trabalhos dele, e o cara ter usado e abusado de drogas pesadas e álcool por toda a carreira, a voz de GG Allin se encontra aqui bem deteriorada, mas, acaba combinando com o som sujo e agressivo da banda.

Também foi com o Murder Junkies que suas letras e posturas começaram a ficar mais agressivas. Se antes já eram bastante, imaginem agora! E isso fica notável até pelos títulos das músicas, como a já citada "Kill Thy Father, Rape Thy Mother", e outras letras bastante ofensivas. GG Allin aqui estava muito mais ofensivo do que em qualquer outro momento de sua carreira.

O som é uma mistura entre hardcore e punk rock. Há músicas mais hardcore e mais pesadas, como "Highest Power", "Shoot, Knife, Strangle, Beat and Crucify" (uma das melhores do disco, com o épico refrão "CHAOS, VIOLENCE, REVOLUTION NOW! WE ARE THE REAL ROCK 'N' ROLL UNDERGROUND!"), "My Sadistic Killing Spree", "Terror In America" e "Fuck Off, We Murder". Outras apresentam um punk rock até bem ramoneiro, vide "I'm Infected With AIDS (I Kill Everything I Fuck)", "Shove That Warrant Up Your Ass", "I'll Slice Yer Fucking Throat" e a faixa título. O que chega a ser engraçado, ouvir melodias meio Ramones com um vocal escroto e letras grotescas, hahahaha.

Não vou dar destaques, o disco inteiro é bom, não tendo nenhuma faixa ruim! Altamente recomendado aos fãs de punk rock e hardcore. Ouçam e terão uma aula do verdadeiro punk rock!

1. Highest Power
2. Kill Thy Father, Rape Thy Mother
3. Anal Cunt
4. Raw, Brutal, Rough & Bloody
5. Shoot, Knife, Strangle, Beat & Crucify
6. I Kill Everything I Fuck
7. Shove That Warrent Up Your Ass
8. My Sadistic Killing Spree
9. I'll Slice Yer Fucking Throat
10. Terror In America Listen
11. Fuck Off, We Murder
12. Take Aim & Fire
13. Bastard Son Of A Loaded Gun
14. Legalize Murder
15. Brutality & Bloodshed For All

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Maurício Knevitz

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Circle Jerks - Group Sex [1980]

Ontem eu postei o debut dos Bad Brains, disco essencial pra quem quer conhecer o hardcore ou já é fã do estilo. Hoje venho postar outro disco tão maluco e importante quanto o "Bad Brains", o "Group Sex", esse, dos Circle Jerks.

Formado em 1979 por Keith Morris, ex-vocalista do Black Flag, o Circle Jerks veio com uma proposta de fazer músicas simples e curtas (em média, pouco maiores que um minuto, se não menos que isso), e com letras bem irônicas, muitas vezes falando sobre sexualidade de uma maneira explícita e debochada, coisa que já se percebe só com o nome do álbum e da banda, que literalmente significa "círculo dos punheteiros" (nome dado as competições de masturbação entre garotos no auge da sua puberdade).

"Group Sex" é o primeiro disco dos malucos e um dos melhores. Na verdade, perde só pro seguinte, "Wild In The Streets", de 1981. Na época que fou lançado, o pessoal ficou apavorado pelo fato do álbum tem 14 música e apenas 16 minutos de duração. Mas isso é hardcore, não precisamos de solos gigantescos e músicas pra encher lingüiça.



Como todo bom álbum de hardcore americano oitentista, "Group Sex" é debochado, tem letras muito boas e um som bastante rápido e agressivo, não à toa que esse é considerado um dos melhores discos de hardcore da história. Vocal maluco, gritos, guitarras e baixo furiosamente rápidos e bateria fudidaça cheia de viradas numa velocidade absurda.

Não vou perder mais muito tempo falando o disco, só vou dar o aviso de sempre: se tiver ouvidos sensíveis e gostar de coisinhas bonitinhas e trabalhadinhas, nem baixe, agora se curtir pogar pra caralho e gritar blasfêmias por aí, baixe agora, se você ainda não tem!

Destaques para "Deny Everything", "I Just Want Some Skank", "Operation", "Wasted", "World Up My Ass", "Don't Care" e "Red Tape", essa última, a mais clássica da banda.

Obrigatório para os fãs de punk e hardcore!

1. Deny Everything
2. I Just Want Some Skank
3. Beverly Hills
4. Operation
5. Back Against The Wall
6. Wasted
7. Behind The Door
8. World Up My Ass
9. Paid Vacation
10. Don't Care
11. Live Fast Die Young
12. What's Your Problem
13. Group Sex
14. Red Tape

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Maurício Knevitz

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Bad Brains - Bad Brains [1982]

Se não me engano, o camarada Sueco tinha postado esse disco aqui no blog antigo. Mas como o blog antigo foi pro saco e as postagens dele também, e ninguém tratou de postar este disco, venho cumprir essa "missão" hoje, coisa que aliás, deveria ter feito faz muito tempo.

Os Bad Brains foram uma banda de punk rock/hardcore formada em Washington, no ano de 1977. São considerados por muitos um dos pioneiros do hardcore, um estilo que, como todos sabem (ou deviam saber), é uma versão mais agressiva, mais rápida e muito mais inconseqüente do punk rock de 76/77 que viria a florescer no final da década de 70 em solo americano, e que lançaria ao mundo muita merda, mas também, muitas, muitas bandas ótimas.

A banda no início, era um grupo de funk (não, NÃO É O CARIOCA!) e jazz fusion sob o nome Mind Power. O pessoal da banda já tinha uma veia roqueira, então o Sid McCray, vocalista da banda, um belo dia apresentou o punk rock para o resto do grupo. E isso mudou toda a percepção da banda. Eles ficaram realmente fissurados no punk rock, e até mudaram o nome da banda pra Bad Brains, por causa da música dos Ramones que saiu no "Road to Ruin", "Bad Brain". Antes da banda ao menos gravar um material, o vocalista McCray foi substituído por H.R., vocalista que gravou todos os registros da banda. Então assim começava o Bad Brains, uma das bandas mais clássicas da cena hardcore mundial.



A banda conseguiu bastante notoriedade por todos os membros dela serem negros e adeptos da religião rastafari, misturando então, elementos reggae na sua música, além de é claro, fazerem um som completamente doido e INSANO, soando até hoje como uma das coisas mais malucas já feitas na face da Terra. Anos mais tarde, a banda iria "trair o movimento" com o ótimo "I Against I", um álbum que misturava elementos funk com heavy metal e o já praticado hardcore deles. Mas isso é outra história.

"Bad Brains" de 1982 é o primeiro álbum da banda e o disparado o trabalho mais insano que já tiveram. É realmente uma porrada na cara, daquelas que eu realmente não aconselho pra aquelas pessoas com um ouvido mas sensível. Justamente por ser o álbum mais porrada deles, considero o melhor, hahaha.

Apesar de ter alguns som mais reggae pra dar uma "amenizada", o álbum é completamente do caralho, um chute no estômago acompanhado de um soco em cheio na cara. Até os sons mais reggae são bom, vide a "Leaving Babylon". Fora essa, destaco "Sailin On", "Attitude", "Banned in D.C.", "Supertouch and Shitfit", "I", "Big Take Over" e "Pay To Cum", essa última a melhor faixa do álbum, sendo uma das melhores músicas punks da história.

Então pessoal, se vocês querem ouvir um som malucão, inconseqüente, rápido, agressivo e total porra louca, esse é o álbum certo pra você! Não perca mais tempo e baixe logo!

01. Sailin' On
02. Don't Need It
03. Attitude
04. Regulator
05. Banned in D.C.
06. Jah Calling
07. Supertouch/Shitfit
08. Leaving Babylon
09. F.V.K. (Fearless Vampire Killers)
10. I
11. Big Take Over
12. Pay to Cum
13. Right Brigade
14. I Luv I Jah
15. Intro

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Maurício Knevitz

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Zeke/Peter Pan Speedrock - Split [2005]

Quando se juntam duas bandas matadoras para gravar um disco, que resultado será que pode dar? Obviamente, um disco matador.

Esse split dos malditos do Zeke com os dementes do Peter Pan Speedrock é um daaqueles discos pra ouvir batendo a cabeça na parede, se masturbar vendo vídeos de anal gangbang em loirinhas "teens" ou ver vídeos de fazendeiros botando fogo nos porcos enquanto come doritos. Ou seja, é loucura pura! Além disso, foi um dos últimos registros que o Zeke deixou pra nós curtir, junto com um EP de três faixas. Eles seguem com a promessa de um disco novo, mas tão enrolando demais, hahaha.

Lançado em 2005, o disco é pura crackeragem muito louca. Também, trazendo duas das bandas mais fudidas dos anos 90, queriam o que? Não era de se esperar nada que fosse melhor que isso. Particularmente, é um dos melhores splits que eu já ouvi, perde só pr'aquele clássico do Cólera com o R.D.P. mesmo, fora que considero esse disco um dos melhores da década.

Também foi por meio desse disco que conheci o excelente Peter Pan Speedrock, que é tão bom quanto o Zeke, embora a proposta das duas bandas sejam diferentes. Mas fazem uma barulheira infernal de qualquer jeito! É de bandas assim que precisamos!

O disco é relativamente curto, tem só 11 faixas e não chega a ter 30 minutos (tem 26 minutos e 9 segundos de duração), mas mesmo assim, vale MUITO a pena. São 6 sons do Zeke (sendo 2, "Fuck All Night" e "Rid" regravações de sons antigos) e 5 do Peter Pan Speedrock.

Destaques para as faixas "Two Lane Black Top", "10 to the Riverside Blues" e "Wang Dang" do Zeke, e "Better Off Dead", "Who Was in My Room Last Night?" e "Outta Control" do Peter Pan Speedrock.

Enfim, chega de enrolar, baixe esse disco logo!

Zeke:
1. Two Lane Black Top
2. Death Train
3. 10 to the Riverside Blues
4. Wang Dang
5. Fuck All Night
6. Rid
Peter Pan Speedrock:
7. Better Off Dead
8. Who Was in My Room Last Night
9. Outta Control
10. Dead End
11. Twist of Fate

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Maurício Knevitz

domingo, 28 de novembro de 2010

Psychic Possessor - Nós Somos A América do Sul [1989]

Hoje tava pensando no que postar aqui na Combe, mas tava com uma puta preguiça de upar alguma coisa daí decidi dar uma olhada nas minhas outras contas no Mediafire pra ver o que tinha upado lá. Então achei essa pepita e na mesma hora pensei, "vai ser esse!". Então, aí está pra vocês "Nós Somos A América do Sul", do Psychic Possessor.

Inicialmente uma banda de death/thrash metal, o Psychic Possessor foi formado em 1986 em Santos, SP. Seu primeiro disco, "Toxin' Difusion", lançado pela Cogumelo Discos, em 1988, apresenta um som completamente death/thrash, com letras em inglês e tudo mais. É considerados por muitos um dos melhores discos de metal pesado já feitos no Brasil. Não é pra menos, pois é muito bom mesmo.

Após o lançamento do disco e algumas brigas internas, eles decidiram formar um "novo" Psychic Possessor, com uma sonoridade mais hardcore, porém não deixando de lado a influência thrash. Para aproveitar o contrato com a Cogumelo, deixaram o nome como Psychic Possessor mesmo, já que a gravadora previa o lançamento de mais discos.

Então foi lançado, em 1989, "Nós Somos A América Do Sul", o melhor álbum da banda. Apresenta um som bem mais tosco e completamente influenciado pelo hardcore americano, lembrando MUITO bandas como o Agnostic Front e Attitude Adjustment, por exemplo. Porém, não deixaram de lado as influências thrash, fazendo então um belíssimo trabalho crossover. Definitivamente, foi um disco que fechou com chave de ouro os anos 80 no Brasil.



O disco ainda conta com o baterista Maurício "Boka", atual batera do R.D.P. e que já tocou numa caralhada de banda, como Ovec, I Shot Cyrus, DFC, Possuído Pelo Cão, Bandanos e outras.

O disco vendeu mais que o "Toxin' Difusion" e foi muito bem aceito pelo público, tanto pelos punks quanto pelos headbangers. Foi também o último lançamento da banda, já que depois o vocalista Nhonho tinha saído, e embora tivesse sido substituído por Alexandre Farofa (ex-Ovec) e chegassem a ter escrito material suficiente para lançar um outro disco, acabaram em 1991. Uma pena, pois acho que eles tinham que ter deixado mais material pra gurizada curtir.

Enfim, destaques para "Ação Terrorista", "Capitalismo" (regravada pelo R.D.P. no "Feijoada Acidente? Nacional"), "Heróis", "Vítimas da Miséria", "Vote Nulo", "Disciplina Militar", "Desarmem" e "América do Sul".

Disco que com certeza irá agradar tanto fãs de hardcore/punk quanto fãs de thrash metal. Então, se for fã de qualquer um dos estilos, baixe agora!

"Nós somos o terceiro mundo! Nós somos a América do Sul!"

1. Ação Terrorista
2. Porque Razão?
3. Capitalismo
4. Aposentados
5. Heróis
6. Vítimas de Miséria
7. Vote Nulo
8. Disciplina Militar
9. S.O.S. Amazônia
10. Cubatão
11. Desarme
12. Aicreuqonrevog
13. Consciência Nacionalista
14. Desespero
15. O Mundo Nos Sufoca
16. América do Sul

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Maurício Knevitz

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

V.A. - SUB [1982]

Post dedicado aos palhacinhos que reclamam que eu só posto punk! Se não gostam, simplesmente ignorem ou façam seus próprios blogs, caralho!

Bem, o que dizer sobre um dos mais importantes registros para o punk rock brasileiro, se não "clássico"? Apesar da produção não ser das melhores (mesmo assim, sendo muito mais superior a produção do "Grito Suburbano", primeiro registro punk do Brasil), o disco é histórico. Apresenta 4 bandas paulistas da época, as lendárias Cólera e Ratos de Porão e também duas bandas que, até onde sei, não lançaram nada depois disso, Fogo Cruzado e Psykóze. Na verdade, acho que tem umas músicas deles na coletânea "O Início Do Fim Do Mundo".

Enfim, lançado em 1982, o LP "SUB" foi o segundo registro punk nacional e como já falei, mostra uma produção muito superior da do "Grito Suburbano", embora também não seja lá essas coisas. Mas, é um registro histórico, e porra, punk nacional é podreira mesmo, nem precisa de tanta produção! hahahaha

O disco tem 24 músicas, 6 de cada banda. Detalhe que, aqui, nessa época, o Ratos de Porão ainda não contava com João Punk, o Traidor do Movimento Gordo...digo, João Gordo, o Traidor do Movimento Punk. Quem cantava aqui era o Jão, atual guitarrista. Só por isso, já chega a ser um registro interessante, pra quem nunca ouvia. Mas, vale destacar também a presença das outras bandas, principalmente do Cólera e do Psykóze, que mandam muito bem! A banda Fogo Cruzado é o menor destaque do disco, apesar de mandarem 3 faixas que eu curto muito aqui, "Desemprego", "Inimizade" e "Terceira Guerra".

Enfim, para fãs de punk rock e hardcore, isso aqui é mais que indispensável, agora, se você não gosta do estilo, vá procurar uma banda indie/emo/alternativa/colorida gay e suma!

Destaques para as faixas "Vida Ruim", "Poluição Atômica" e "Realidades da Guerra", do Ratos, "X.O.T.", "Quanto Vale a Liberdade", "Zero Zero" e "Histeria" do Cólera, todas do Psykóze e as que já citei ali em cima do Fogo Cruzado.

HARDCORE!

1. Ratos de Porão - Parasita
2. Ratos de Porão - Vida Ruim
3. Ratos de Porão - Poluição Atômica
4. Cólera - X.O.T.
5. Cólera - Bloqueio Mental
6. Cólera - Quanto Vale a Liberdade
7. Psykóze - Terceira Guerra Mundial
8. Psykóze - Buracos Suburbanos
9. Psykóze - Fim do Mundo
10. Fogo Cruzado - Desemprego
11. Fogo Cruzado - União Entre Punks do Brasil
12. Fogo Cruzado - Delinqüentes
13. Ratos de Porão - Não Podemos Falar
14. Ratos de Porão - Realidades da Guerra
15. Ratos de Porão - Porquê
16. Cólera - Histeria
17. Cólera - Zero Zero
18. Cólera - Sub-Ratos
19. Psykóze - Vítimas da Guerra
20. Psykóze - Alienação do Homem
21. Psykóze - Desilusão
22. Fogo Cruzado - Inimizade
23. Fogo Cruzado - Punk Inglês
24. Fogo Cruzado - Terceira Guerra

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Maurício Knevitz

domingo, 14 de novembro de 2010

Dead Kennedys - Mutiny On The Bay [2001]

Domingo pra muitos (inclusive pra mim) é um sinônimo de tédio. Aquele dia que tu provavelmente acorda de ressaca as três horas da tarde pensando "que bosta amanhã é segunda". Mas bem, hoje venho postar um disco que pode ao menos "reduzir" a chatice do domingo: "Mutiny On The Bay" do Dead Kennedys.

Bom, não vou perder tempo contando a história deles, até porque, já temos 2 posts aqui na Combe do DK e creio que os dois já tratem sobre esse assunto. Então vou direto ao que interessa, o álbum em si.

"Mutiny On The Bay", o primeiro álbum ao vivo oficial da banda (visto que os outros lançados eram todos bootlegs), foi gravado na fase aurea da banda, em 1986, mas lançado só em 2001, e envolve uma história muito suja por trás dele.

"Mutiny On The Bay" foi lançado logo após a disputa judicial entre o vocalista e compositor da banda Jello Biafra contra os outros Dead Kennedys. O tal processo começou quando uma cervejaria queria usar uma música do DK em um jingle para um comercial de TV. Jello Biafra contestou, seria lixar sua música apenas por dinheiro, principalmente por que a música em questão, "Holiday in Cambodia", critica justamente uma juventude ociosa e opulenta (vulgos "playboys"), enquanto os outros Kennedys se opuseram a Biafra. Chega a ser até engraçado, uma das bandas que mais criticaram o capitalismo selvagem e a ganância em protestos crus, irônicos e ácidos, agora, brigavam entre si por causa de dinheiro.


(A banda nos tempos aureos. Destaques para a performance do Jello a para os moshs enlouquecidos da platéia!)

Infelizmente, o resultado foi negativo para Biafra. Ele e sua gravadora independente, a Alternative Tentacles, que muito ajudou o punk rock underground (e até hoje ajuda, pois ainda se encontra em atividade), perderam o direito sobre o material dos Dead Kennedys em prol do que o resto do grupo quisesse fazer. Certamente, foi uma péssima notícia para o underground da região em que situa-se a gravadora do Jello, já que ele usava o dinheiro das vendas dos seus discos para prensar discos a baixo custo para bandas de hardcore e punk que estavam no início da carreira. E os direitos do DK passaram para os outros membros, e todo o material deles lançados a partir de 2001, não seriam mais da Alternative Tentacles, mas sim, da Manifesto Records. Jello, que escreveu quase todas as músicas do DK, tinha perdido o direito de um material que era DELE. Uma palhaçada enorme.

E pra piorar tudo, a banda decidiu fazer altas coisas para ganhar uma graninha a mais. Reviveram a banda com outro vocalista, e lançaram uma porrada de material "novo", como esse ao vivo. Mas, apesar de sua história suja, é um ótimo registro.

O repertório do disco é impecável, contendo os maiores clássicos da banda, como "Police Truck", "Kill the Poor", "California Über Alles", "Holiday In Cambodia" e "Too Drunk to Fuck", sendo assim, uma boa pedida pra quem quer conhecer o som do Dead Kennedys. A qualidade também está ótima, e a energia desse ao vivo, então, nem se fala. Uma performance realmente explosiva, incendiária, fodedora de cu's. Esse disco com certeza está, na lista de meus discos ao vivo preferidos. Aliás, como vocês devem ter percebido, sou muito fã de discos ao vivo, mas bem, isso é outra história!

Bem, enfim, Dead Kennedys é Dead Kennedys. Banda ESSENCIAL para qualquer fã de punk rock, e não só fã de punk rock. Recomendo a todos essa pepita, que por mais que tenha uma história bem suja, não deixa de ser um puta registro! Discão que com certeza vai animar seu domigo e o tirar do tédio por alguns momentos.

1. Introduction
2. Police Truck
3. Kill The Poor
4. Holiday In Cambodia
5. Moon Over Marin
6. California Uber Alles
7. MTV - Get Off The Air
8. Too Drunk To Fuck
9. Goons Of Hazzard
10. This Could Be Anywhere
11. Forward To Death
12. I Am The Owl
13. Hellnation
14. Riot

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Maurício Knevitz

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Zeke - Dirty Sanchez [2000]

Mais uma vez, venho postar mais um álbum insano dos malditos do Zeke, banda de hardcore extremamente tensa e que já ocupou o posto de uma de minhas bandas prediletas, mesmo tendo conhecido o som deles recentemente.

Bem, a maioria das bandas, com o passar do tempo, acabam ficando menos sujas e a apresentar um som mais comercialmente viável, já que precisam do seu dinheiro, e de umas vulvinhas também. Mas o Zeke fez exatamente o contrário: a cada álbum que lançavam, iam ficando mais sujos, pesados e agressivos (aliás, o que vocês queriam de uma banda com fortes influências de bandas fudidaças que nem Motörhead, Ramones e Turbonegro?). E "Dirty Sanchez" talvez tenha sido o ápice da agressividade deles.

Mesmo os outros álbuns que vieram depois, "Death Alley" e "Till The Livin' End", sendo pesadíssimos, eles não apresentam toda a agressividade presente aqui, no "Dirty Sanchez". Sem medo digo que esse é o álbum mais insano, agressivo e inconseqüente do Zeke. E olha que tudo que a banda lançou é insano, agressivo e inconseqüente! Então quer dizer que aqui o bicho come solto mesmo.



Lançado em 2000, esse álbum é o quarto do Zeke e é uma locura sem fim. Gritos desesperados e enlouquecidos, bateria que mais parece uma metralhadora, guitarra e baixo pesadíssimos e extremamente sujos, músicas rápidas, que não chegam nem a 1 minuto algumas vezes, e raramente ultrapassando os 2, nos outros casos. As únicas excessões ficam com "Now You Die" e "Rhiannon", de 2:11 e 2:55 respectivamente. Aliás, esse foi o primeiro disco do Zeke a contar músicas com músicas com mais de 2 minutos, fato que não acontecia no "Super Sound Racing", nem no "Flat Tracker" ou "Kicked In The Teeth", os álbuns mais punks da banda.

Aqui o Zeke também começa a mostrar sua influência stoner, com temas mais pesados, como as já citadas "Now You Die" e "Rhiannon". Fora essas duas, tenho que destacar as músicas "Let's Get Drugs", "Rip and Destroy", "Punk Rock Records", "I Don't Give A Fuck","Liar", "Horror at the Red Hook" e "Razorblade".

Um registro pra baixar, ouvir, pogar e bater cabeça até não poder mais! Só cuidem pra não acabar quebrando a casa inteira, hahaha! Mas baixe apenas se você curtir um som tenso e agressivo, porque se não, fique longe!

1. Let's Get Drugs
2. Rip And Destroy
3. Now You Die
4. Drunk
5. Punk Rock Records
6. Out Of Love
7. Let It Rain
8. I Don't Give A Fuck
9. Liar
10. Horror at Red Hook
11. Fucked Up City
12. Automatic
13. 1999
14. Razorblade
15. My Way
16. Rhiannon

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Maurício Knevitz

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Biohazard - Urban Discipline [1992]

No final dos anos 80, em Nova Iorque, a cena hardcore e rap ia crescendo cada vez mais, principalmente no Brooklyn. Sendo assim, foi natural uma fusão entre esses dois estilos, que, antigamente, andavam juntos, tendo o mesmo ideal político, sendo apenas o som e as vestimentas diferenciando os dois. Algumas das primeiras bandas a fazer essa fusão entre rap e hardcore foram as bandas Agnostic Front, Madball, Sick Of It All e o Biohazard, banda que trago pra vocês hoje e uma das principais desse meio que chamamos de "NYHC" (nada mais do que um hardcore mais pesado que o hardcore convencional [!!!] com a influência rap que já falei),

"Urban Discipline" é o segundo álbum da banda e também o meu favorito, sendo um dos melhores álbuns de música pesada que eu já ouvi. Um álbum que transborda fúria e agressividade, sendo que há momentos que a agressividade e a fúria transmitidas são tantas, que te dá até vontade de pegar um taco de baseball (ou simplesmente um pedaço de madeira qualquer) e sair por aí batendo em qualquer infeliz que cruzar o seu caminho. Aliás, quando se escuta o álbum, podemos o imaginar com uma grande facilidade como uma trilha sonora de uma briga de gangues em Nova Iorque. Ou seja, o som é bruto mesmo!



Como qualquer bom álbum de hardcore, as letras de "Urban Discipline" tratam, principalmente de temas sociais e políticos, falando também sobre a deterioração das ruas, crimes e problemas que a juventude urbana enfrenta. E como qualquer bom álbum de hardcore, "Urban Discipline" também apresenta músicas extremamente brutas e agressivas, como já tinha falado antes.

Meus destaques principais vão para as faixas "Punishment", "Black And White And Red Over All", a faixa-título (que pra mim é a melhor do álbum), "Wrong Side of the Tracks", "Mistaken Identity" e "Hold My Own".

Taí um ótimo disco, que com certeza irá agradar todos os fãs da música pesada: punks, headbangers ou até mesmo fãs da cultura hip-hop. "Urban Discipline" representa o que o hardcore de Nova Iorque tem de melhor para oferecer.

01. Chamber Spins Three
02. Punishment
03. Shades Of Grey
04. Business
05. Black And White And Red All Over
06. Man With A Promise
07. Disease
08. Urban Discipline
09. Loss
10. Wrong Side Of The Tracks
11. Mistaken Identity
12. We're Only Gonna Die (From Our Own Arrogance)
13. Tears Of Blood
14. Hold My Own

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Maurício Knevitz

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

The Dwarves - Blood, Guts & Pussy [1990]

Pela capa desse disco (e até mesmo pelo nome) vocês devem ter deduzido que essa é uma banda de goregrind ou aqueles death metal do capiroto estilo Cannibal Corpse e derivados. Mas vocês estão redondamente enganados, pois o Dwarves é uma banda de hardcore TENSA no melhor estilo Zeke, Motossierra, Speedealer e companhia limitada.

Inicialmente eram uma banda de garage rock, mas, aos poucos, foram deixando o som mais agressivo. Mas, não deixaram as influências garage de lado, como podemos perceber claramente nesse disco.

A banda é conhecida por suas letras lindas que falam sobre drogas, sexo e escatologias no geral, e pelas suas apresentações ao vivo, que são bem agressivas. Uma vez, li na comunidade deles no orkut, um cara falando sobre a época que morou nos EUA e viu eles ao vivo, e segundo ele, os Dwarves "tocaram 10 músicas, quebraram tudo e foram embora". Esse é o espírito da coisa! hahahaha

Esse é o terceiro álbum desses loucos de Chicago e pra mim é o melhor. São 12 músicas e 13 minutos de barulho. As músicas aqui não chegam nem a ter 2 minutos. A mais longa aqui tem 1:23. Então, se você é todo gayzinho e não curte sons assim, é melhor nem chegar perto disso. Mas se tu é daqueles que curte barulho, agressividade e porcos sendo estuprados por travestis, pode baixar sem medo porque tá mais do que na hora!

Discão, pra ouvir depois de fumar aquela pedra e sair doidão por aí dando mosh e pogueando em todos os lugares possíveis e impossíveis. Destaques pras músicas "Back Seat of My Car", "Detention Girl", "Drug Store", "Skin Poppin' Slut" e "Motherfucker".

Ah e pessoal, COMENTEM NOS POSTS, CACETE! Se não vou ter que começar a apelar botando foto de atriz pornô no final dos posts, pra ver se assim vocês comentam! (se bem que, convenhamos, não é uma má idéia! hahaha)

1. Back Seat of My Car
2. Detention Girl
3. Let's Fuck
4. Drug Store
5. Skin Poppin' Slut
6. Fuck You Up and Get High
7. Insect Whore
8. Flesh Tantrum
9. SFVD
10. What Hit You
11. Astro Boy
12. Motherfucker

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Maurício Knevitz

domingo, 31 de outubro de 2010

Disfear - Misanthropic Generation [2003]


Qual resultado é formado a partir da entrada de dois músicos da cena do Death Metal em uma banda de Hardcore/Punk Rock? É exatamente o que se encontra aqui nesse quinto disco do Disfear, um som desesperador e violento, que leva a brutalidade às últimas consequências. Desiludido com o Entombed, que queria retornar a fazer o Death Metal que o consagrou e deixar de lado os flertes latentes com o Stoner, Hardcore e Alternativo que era o que sempre o mantinha empolgado com a banda, o guitarrista Uffe Cederlund resolveu aceitar o convite para entrar no Disfear, ainda mantendo as atividades paralelas com o Entombed até não conseguir mais tirar a idéia de LG Petrov e Alex Hellid que já estavam determinados em voltar às raízes.

Daí para a efetivação do vocalista Tomas Lindberg (At The Gates) foi algo muito natural, visto que o mesmo havia se aproximado do Punk há algum tempo, formando a banda de Crust Punk Skitsystem, além do supergrupo de Grindcore Lock Up. Somando à isso, ainda houve a troca de baterista, com a entrada de Marcus Andersson a banda adquiriu uma pegada mais próxima do Thrash Metal. Todas essas mudanças, somado ao tempo de trabalho em cima das composições e lançamento de "Misanthropic Generation" custou uma demora de sete anos, e posso afirmar categoricamente que isso só contribuiu para o disco sair impecável. Com uma sonoridade ainda mais extrema, esse álbum tornou o Disfear uma banda de Crust Punk, que é basicamente Punk e Hardcore fundido ao Metal Extremo.

Em um estilo já completamente explorado e sem espaços para experimentações, o Disfear conseguiu gravar um disco arregaçador, sem inovações, mas com uma proposta muito bem polida dentro do que eles se propõem e contando com uma produção que consegue deixar o som sujo na medida, sem parecer uma demo velha gravada em algum porão (como parece ter sido gravado seus discos anteriores que possuem gravações tosquíssimas). Aqui a podridão é digna de manter o respeito dentro da música extrema, mostrando que quem sabe e domina o estilo consegue produzir um som muito agressivo de qualidade, sem parecer uma exibição gratuita de violência sonora. Um disco feito para humilhar quem entra nesse meio achando que pra fazer Metal Extremo basta fazer música alta e desenfreada.




Logicamente, "Misanthropic Generation" é pra ser apreciado enchendo a cara, soltando bufas, arrotando e cuspindo, e sem provocar discussões de termos técnicos e complexidade musical. O que não te impede de escutar essa obra-prima sentado aí em frente o pc com essa cara de bundão. Pelo título do disco e das músicas, já se percebe que a intenção da banda é mandar a humanidade pro quinto dos infernos, não literalmente, claro, mas uma forma ávida de se expressar contra tanta hipocrisia, falsidade, valores deturpados, juventude sem propósito, ou seja, exprimir o ódio contra tudo àquilo que é detestável, coisa que todo amante do Rock deveria fazer, e não músicas escritas como vivessem em um mundo paralelo, lindo e colorido, o que é completamente repudiante e que tá contribuindo cada vez mais pra tornar o mundo uma esfera sem solução e caminhando literalmente para o fim, não por previsões arcaicas, mas pelas suas próprias atitudes.

As músicas desse álbum além de incitar essas reflexões ainda te proporciona momentos agradáveis por meio de uma intolerância lírica que causa uma conscientização e uma sonoridade condizente às suas manifestações. E esse é meu post especial de Halloween. Aí você se pergunta: "sim, o que isso tem a ver com o Halloween". Pois eu já respondi, esse disco abre tua mente pra isso, essa merda que o mundo se tornou não tem mais espaço pra fantasia e festinhas inúteis que só trazem uma abstrata distração momentânea, e que devemos nos adaptar e encarar o que nos cerca, que é essa sociedade imunda e degenerada.

Então, em vez de ficar querendo se americanizar por meio dessa porcaria de tradição cultural, procura escutar uma música de qualidade e com letras que vão te fazer enxergar o verdadeiro mundo. Além disso tudo, esse é um dos melhores trabalhos de música extrema que eu escutei nos últimos tempos, mas essa predileção pessoal é insignificante perto da força ideológica que esse cd possui.

01 - Powerload
02 - An Arrogant Breed
03 - Misanthropic Generation
04 - Rat Race
05 - The Final of Chapters
06 - Never Gonna Die
07 - Demons, Demons, Demons
08 - 26 Years of Nothing
09 - A Thousand Reasons
10 - The Horns
11 - Dead End Lives
12 - Desperation

Tomas Lindberg - Vocals
Uffe Cederlund - Guitar
Björn Peterson - Guitar
Henke Frykman - Bass
Marcus Andersson - Drums

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Dragztripztar

Aproveitem o Halloween para queimar uma bruxa (/piadinha política)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

D.O.A. - Hardcore 81' [1981]

Fazia tempos que queria postar essa lindeza, mas, sei lá porque diabos, não postei até agora.

A história de como conheci o D.O.A. é no mínimo curiosa: quando eu baixei a coletânea "War and Peace", eu nem ia baixar ele na verdade, era outro, se não me engano do Dead Kennedys, até. E eu tinha certeza que tinha pegado o link do disco do DK, mas acabei pegando o do D.O.A, nem sei como. Quando terminou o download e eu vi que não era o disco que eu ia baixar realmente, eu pensei "QUE MERDA", mas resolvi dar uma chance ao disco e achei do caralho! Depois fui procurando outros materiais do D.O.A, e hoje, tenho a discografia no PC, além de ser uma das minhas bandas preferidas.

E não é à toa que é uma de minhas favoritas, esses canadenses do diabo fazem um som muito fuderoso e bem trabalhado, dá um tesão de ouvir! apesar de ser uma banda punk, os músicos tocam pra caralho, principalmente o batera, Chuck Biscuits, que aqui nesse disco faz umas viradas fudidas e toca de maneira fudidamente rápida. Depois esse filho do capeta ia tocar em outras bandas como o Social Distortion, Black Flag, Danzig e mais uma caralhada. A dupla guitarrística Joey Shithead e Dave Gregg também mandam ver, fazendo riffs diretos e matadores vaginas, e o baixista Randy Rampage também se mostra um bom músico, embora eu ache que ele não foi o melhor baixista do D.O.A. Esse cargo pra mim fica por conta do Brian Golble, que era do Subhumans (não confundir com o inglês) e entrou no D.O.A. no álbum "Let's Wreck The Party".

Mas enfim, "Hardcore 81'", de 1981, como o próprio nome do disco já diz, é o trabalho mais conhecido e mais bem-sucedido álbum dos canadenses do D.O.A, sendo considerado um dos álbuns mais importantes da história do hardcore. E, além disso, o álbum ajudou a propagar o termo "hardcore", que até então não era muito usado (muita gente pensa que foi por causa desse álbum que o termo se originou, mas ele já era usado antes, na verdade).

Meus destaques ficam com a abertura matadora "D.O.A.", "Unknown", que considero uma das melhores músicas da banda, "Slumlord", "M.C.T.F.D.", "001 Losers Club" (um chute na orelha!), a clássica e uma das mais conhecidas músicas da banda "Fucked Up Baby" (que mais tarde se tornaria "Fucked Up Ronnie", e mais tarde ainda, "Fucked Up Bush"), e a faixa que fecha o disco em grande estilo, "Waiting For You", com um ritmo nervoso e uma letra genial.

São 14 músicas e 19 minutos do mais puro hardcore/punk. Recomendo à todos os fãs do estilo e considero esse disco obrigatório na discografia de qualquer um que se diga fã de hardcore! Quem não conhece, não perca mais tempo e baixe agora mesmo!

1. D.O.A
2. Unknown
3. Slumlord
4. Musical Interlude
5. I Don't Give A Shit
6. M.C.T.F.D
7. Communication Breakdown (Led Zeppelin cover)
8. 001 Loser's Club
9. Fucked Up Baby
10. The Kenny Blister Song
11. Smash The State
12. My Old Man's A Bum
13. Bloodsucker Baby
14. Waiting For You

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Maurício Knevitz

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Dead Kennedys - In God We Trust, Inc [1981]

Se você for um viado com ouvidos sensíveis e gays, gosta de coisas fofinhas e bem trabalhadas, apenas ignore esse post e vá para o outro. Agora se gosta de podreira, hardcore na mais pura essência, divirta-se!

O Dead Kennedys...Bem, dispensa apresentações! O colega Alvye (Álvaro Corpse) já postou aqui o excelente debut "Fresh Fruit For Rotting Vegetables" aqui na Combe tempos antes de eu entrar aqui no novo blog, então, hoje venho com o segundo registro deles, o EP "In God We Trust, Inc".

Aqui o som do DK está extramamente sujo e agressivo, músicas muito, muito rápidas, hardcore de verdade, porra! Tenho esse disco em vinil e caralho, é muito lindo! E além do som ser algo do capeta, as letras também são destruidores, fazendo críticas ferozes a religião, as igrejas e ao governo, com muita ironia e sarcasmo, marca registrada do DK e do seu líder Jello Biaffra (que com toda certeza, é meu maior ídolo).

O disco tem apenas 9 faixas, mas eu realmente recomendo vocês a baixarem, porque esse é um dos melhores momentos do DK. Já abre com uma porrada na cara, "Religious Vomit", que além de ser uma das mais agressivas da banda, critica ferozmente as religiões e as igrejas. Em seguida, "Viva Las Vegas", um cover de Elvis que já havia aparecido no "Fresh Fruit..." e "Moral Majority", outra porrada contra as igrejas. Depois temos outras cacetadas na orelha, como "Kepone Factory" (uma das melhores do disco), a clássica "Nazi Punks Fuck Off!" (escrita para o Exploited, mas essa história de eles serem nazistas é pura lenda), uma versão mais chapada de "California Über Alles", aque aqui virou "We've Got A Bigger Problem Now" e recebeu uma letra nova, aqui muito mais agressiva que a da música original, criticando o governo de Reagan. Realmente, é uma das melhores músicas de protesto que já ouvi. O disco fecha com "Rawhide", um cover, que eu só sei que é cover mesmo, pois não sei quem é o autor original (risos).

Então, se vocês curtem um hardcore agressivo, bem feito e de qualidade, baixe esse disco agora mesmo! Afinal, Dead Kennedys é obrigatório e pra mim é também uma das 15 melhores bandas do mundo.

1. Religious Vomit
2. Viva Las Vegas
3. Moral Majority
4. Hyperactive Child
5. Kepone Factory
6. Dog Bite
7. Nazi Punks Fuck Off!
8. We've Got A Bigger Problem Now
9. Rawhide

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Maurício Knevitz

sábado, 9 de outubro de 2010

Split - Cólera e Ratos de Porão Ao Vivo [1985]

Esse disco de hoje é o primeiro split de hardcore/punk da América Latina, e como tal não poderia ser ruim, trazendo duas bandas que dispensam qualquer tipo de comentário.

De um lado temos o Cólera, com suas letras inteligentes e muito bem boladas e seu som bem afiado e do outro, os loucos do Ratos de Porão, com seu som completamente podre e insano e letras falando sobre guerras, repressão, morte, miséria e violência, e nessa época, ainda sem o João Gordo nos vocais. Os vocais ficam por conta do atual guitarrista Jão, que canta as músicas desesperadamente e nas primeiras audições, pode nos parecer estranho.

Eu nem tenho comentários pra fazer sobre esse registro, que é realmente excelente, e apresenta essas duas bandaças do cenário punk nacional, duas bandas de muito respeito e de importância inquestionável. E o melhor de tudo, é que a qualidade do disco está EXCELENTE levando em consideração os recursos precários que eles tinham e a época em que foi lançado.

Não vou dar destaque algum, o disco inteiro é um destaque por si só! Sem mais enrolações, baixe logo essa ultra-pepita e destrua sua casa!

01. Cólera - 1.9.9.2.
02. Cólera - Quanto vale a liberdade
03. Cólera - Duas ogivas
04. Cólera - Funcionários
05. Cólera - X.O.T.
06. Cólera - Gritar
07. Cólera - Alucinado
08. Cólera - Não existe mais
09. Ratos de Porão - Anos 80
10. Ratos de Porão - Para que zelar pela paz
11. Ratos de Porão - Morrer
12. Ratos de Porão - Asas da vingança
13. Ratos de Porão - Agressão/repressão
14. Ratos de Porão - Obrigado a obedecer
15. Ratos de Porão - Não podemos falar
16. Ratos de Porão - Condenado
17. Ratos de Porão - Não me importo
18. Ratos de Porão - Crucificados pelo sistema
19. Ratos de Porão - FMI
20. Ratos de Porão - Pobreza

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Maurício Knevitz