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domingo, 15 de janeiro de 2012

Black Sabbath - Cross Purposes Live [1995]


Post em homenagem ao “dono da Combe”, que com certeza sairá dessa são e salvo para continuar espalhando seus riffs pelo mundo!

Após o lançamento do ótimo Cross Purposes, o Black Sabbath parecia entrar em um momento de estabilidade. A reunião de Tony Iommi e Geezer Butler, que havia acontecido em Dehumanizer, não esmoreceu mesmo com mais uma batida em retirada de Ronnie James Dio e Vinny Appice. Já que Ozzy Osbourne não aceitou retomar as atividades da formação original, Tony Martin assumiu novamente o microfone, com Bobby Rondinelli cuidando das baquetas. O sempre alerta Geoff Nicholls completava o time em uma turnê que contou com bandas como Motörhead e Morbid Angel na abertura.

Gravado no lendário Hammersmith Odeon, em Londres, Cross Purposes Live registra uma turnê que passou por situações conturbadas. A maior de todas foi uma inflamação nas cordas vocais do vocalista. Ou seja, se os detratores já tinham armas suficientes para atacá-lo, agora a coisa ficava ainda mais crítica. Mesmo o próprio Geezer não deixou de mostrar sua insatisfação em várias passagens. Considerando esse fato, dá para dizer que Tony Martin fez um trabalho bem aceitável, apesar de algumas instabilidades em momentos específicos.



Outra curiosidade fica por conta de Butler, um membro das formações clássicas, executando sons como “Headless Cross”, de um line-up posterior – e sem deixar desejar, o que já era esperado de um dos maiores. Passagem, no mínimo, pitoresca. Mas o bicho pega para valer em alguns resgates dignos de nota, como nas lendárias “Into The Void” (um dos riffs mais sinistros da história do Rock), “The Wizard”, “Symptom Of The Universe” e a saideira “Sabbath Bloody Sabbath”, com performances soberbas da banda. As então novas “I Witness”, “Cross Of Thorns” e “Psychophobia” ficaram muito boas em suas versões ao vivo.

O trabalho foi lançado inicialmente em um pacote contendo CD e VHS, que traziam algumas diferenças no tracklist entre si. No ano de 2003, ganhou uma versão não autorizada em DVD totalmente mutilada, com apenas nove faixas e um bônus pra lá de sem-vergonha no clipe de “Feels Good To Me”, do álbum TYR, especialmente pela porca qualidade de imagem. Como aparentemente Iommi e companhia não estão mais dando muita bola para essa época, é provável que uma edição decente demore a voltar ao mercado.



Sendo assim, o negócio é aproveitar as velharias, já que apesar de estar disponível por um preço bem acessível – já encontrei em atacados por 7 pilas – essa versão não vale a pena mesmo. A não ser que você seja um colecionador daqueles que pega até a baba do artista preferido. Cross Purposes Live registra o Black Sabbath em uma época difícil, mas ainda com a qualidade necessária para executar o bom e velho Heavy Rock de raiz.

Tony Martin (vocals)
Tony Iommi (guitars)
Geezer Butler (bass)
Bobby Rondinelli (drums)
Geoff Nicholls (keyboards)

01. Time Machine
02. Children Of The Grave
03. I Witness
04. Into The Void
05. Black Sabbath
06. Psychophobia
07. The Wizard
08. Cross Of Thorns
09. Symptom Of The Universe
10. Drum Solo
11. Headless Cross
12. Paranoid
13. Iron Man
14. Sabbath Bloody Sabbath

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JAY

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Riot - Immortal Soul [2011]


Um erro geográfico fez com que o Riot fosse uma banda norte–americana. Afinal de contas, poucos grupos soam tão britânicos em seu Heavy Metal tradicional como o grupo comandado pelo guitarrista Mark Reale. E a ocasião é mais que especial, já que o grupo está de volta com a formação que registrou os discaços Thundersteel, de 1988 e The Privilege Of Power, dois anos mais tarde – além de Mike Flyntz na segunda guitarra. Muita coisa aconteceu com os envolvidos naqueles trabalhos desde então. O mais conhecido acabou sendo o baterista Bobby Jarzombek, que trabalhou com Halford, Iced Earth, Fates Warning e Sebastian Bach, entre outros.

Com essa realidade, não dava para esperar algo diferente de um álbum que lembrasse aquela época em Immortal Soul. E apesar do saudosismo evidente e proposital, a banda consegue adaptar sua sonoridade aos novos tempos com maestria, criando um play que agradará tantos novos como velhos fãs. E de uma coisa ninguém pode duvidar: a capacidade técnica dos músicos segue sendo primorosa naquilo que se propõem. Destaque especial para Tony Moore, que é do ramo e sabe como imprimir energia a sua voz, mesmo após tanto tempo.



Os saudosistas irão vibrar sem parar desde a abertura com a música que dá nome ao grupo. Acelerada e empolgante, conquista desde a primeira escutada. A sequência mantém o nível lá em cima, com a melodia de “Still Your Man”, outro petardo diferenciado. Outros destaques vão para a cacetada certeira de “Wings Are For Angels”, a cadenciada “Fall Before Me” e a tipicamente britânica “Sins Of The Father”, com sua levada totalmente tradicional. A faixa-título traz uma influência mais próxima dos anos 1970, com um refrão muito bem escrito e pegajoso ao extremo. Outra que segue essa linha e “Whiskey Man”, grande destaque da segunda parte do disco.

Mark Reale mostra que continua inspirado e é ainda melhor quando nas companhias certas. Apesar de não ter alcançado o mesmo status de companheiros de geração, o Riot mantém sua regularidade em Immortal Soul, álbum que deve ser saudado efusivamente pelos adeptos.

Tony Moore (vocals)
Mark Reale (guitars)
Mike Flyntz (guitars)
Don Van Stavern (bass)
Bobby Jarzombek (drums)

01. Riot
02. Still Your Man
03. Crawling
04. Wings Are For Angels
05. Fall Before Me
06. Sins Of The Father
07. Majestica
08. Immortal Soul
09. Insanity
10. Whiskey Man
11. Believe
12. Echoes

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JAY

domingo, 8 de janeiro de 2012

T.T. Quick - Metal Of Honor [1986]


Uma das notícias que pegou o mundo do Heavy Metal de surpresa nos últimos anos foi a volta do Accept, dessa vez sem o vocalista Udo Dirkschneider. Em seu lugar, foi anunciado Mark Tornillo. Aí, muitos ficaramse perguntando: quem é o cidadão? Ele tem competência para substituir à altura uma das vozes mais emblemáticas do estilo? O espetacular álbum Blood Of The Nations deu todas as respostas necessárias, colocando abaixo qualquer desconfiança. Mas também é bom buscar um trabalho antigo que ele tenha participado e ver que a música pesada já estava em suas veias bem antes dessa nova fama.

E o T.T. Quick mostra sua competência logo em seu debut. Metal of Honor já chama a atenção por contar com duas feras que dispensam maiores apresentações na produção: nada menos que Eddie Kramer e Michael Wagener – acho que não preciso explicar de quem se trata quando você der uma vasculhada em seus discos preferidos de todos os tempos. Quanto ao som, a impressão deixada é das melhores. O grupo bebe nas mesmas fontes de Wolf Hoffman e Cia. Portanto, temos aqui aqueles riffs metálicos marcantes, o vocal estridente, os coros no refrão, enfim, o Metal em sua mais pura forma “germânica”, apesar do grupo ser norte-americano.



Ainda com uma voz um pouco diferente, Mark mostrava grande influência de Udo e outros do gênero desde a primeira música do play. Outros destaques vão para a pegada de “Hard As A Rock”, a acelerada (literalmente) “Asleep At The Wheel” e a variada “Hell To Pay”, típico exemplar oitentista. Mostrando grande respeito aos primórdios do Rock and Roll, a banda executa uma correta versão para “Glad All Over”, do Dave Clark Five. “Siren Song” fecha o trabalho com seu belo começo acústico, desembocando em uma balada Heavy das boas, com Tornillo lembrando até King Diamond dos primórdios.

O grupo ainda lançaria outros dois álbuns de estúdio e um ao vivo. Apesar de não ter alcançado grande sucesso, ficou marcado entre os fanáticos pela cena underground dos Estados Unidos. A nova geração tomou conhecimento maior após o recente ressurgimento do vocalista no comando do microfone de uma das maiores bandas de Heavy Metal do mundo. Reconhecimento tardio, mas valioso.

Mark Tornillo (Vocals)
Dave DiPietro (Guitar)
Walt Fortune (Bass)
Erik Ferro (Drums)

01. Metal Of Honor
02. Front Burner
03. Hard As A Rock
04. Child Of Sin
05. Asleep At The Wheel
06. Come Beat The Band
07. Hell To Pay
08. Queen Of The Scene
09. Glad All Over
10. Siren Song

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JAY

domingo, 1 de janeiro de 2012

Metallica - Garage Inc. [1998]


Caça-níquel? Homenagem? As duas coisas? Sim. Ou não. É uma questão pontual, já diria o nobre narrador. O fato é que quando o assunto é covers, o Metallica sempre mandou muito bem. E Garage Inc veio em um momento muito conturbado junto aos fãs, graças aos controversos “Load” e “Reload”, discos que desagradaram os die-hard pela falta de peso – mas que hoje soam como um deleite se comparado ao que veio logo a seguir. Sendo assim, a banda resolveu descarregar toda a fúria contida nesse trabalho, além de apresentar a toda uma nova geração alguns artistas que só a turma do underground conhecia.

O primeiro CD traz versões gravadas especialmente para o lançamento. Além de algumas das preferidas da casa, escolhas óbvias para a ocasião, o grupo surpreendeu, trazendo artistas de diferentes vertentes musicais para o mundo metálico. E o resultado ficou excelente, com as músicas sendo executadas com personalidade e rispidez ímpares. Quem imaginaria que “Turn The Page”, de Bob Seger, seria uma música tão apropriada para o cenário do grupo? Mesmo o deslocado Nick Cave ganhou uma nova perspectiva na voz de James Hetfield. Mas é claro que o bicho pega mesmo quando Black Sabbath, Mercyful Fate, Thin Lizzy, Lynyrd Skynyrd e Blue Öyster Cult são lembrados.



Já a segunda bolachinha resgata as gravações dos EP’s “Garge Days Revisited” e “The $5.98 E.P.: Garage Days Re-Revisited”, além de B-sides lançados entre o fim dos anos 80 e início dos 90’s. Nessa parte, o Metallica oferece algumas pérolas perdidas da NWOBHM, especialmente de seus grandes ídolos do Diamond Head, que verdadeiramente devem a carreira ao quarteto – e os próprios reconhecem isso sem problemas nem constrangimento. Some a isso, cacetadas certeiras de formações díspares, como Queen e Anti-Nowhere League, que acabam fazendo sentido quando misturadas neste caldeirão sonoro.

Garage Inc vendeu mais de 5 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos e algumas das canções seguem sendo executadas nos shows de maneira esporádica, especialmente as gravações mais antigas. Uma celebração para a banda e oportunidade de enriquecimento cultural para os fãs, que podem conhecer ou relembrar alguns grupos muito importantes da história do Rock, resgatados pelas mãos de Lars Ulrich e seus comparsas. E um sopro de esperança em uma época conturbada e irregular na caminhada do Metallica.



James Hetfield (vocals, guitar)
Kirk Hammett (guitar)
Jason Newsted (bass)
Lars Ulrich (drums)
Cliff Burton (bass on tracks 6 and 7 on CD 2)

Guests on “Tuesday’s Gone”

Pepper Keenan (Corrosion of Conformity)
Jerry Cantrell & Sean Kinney (Alice in Chains)
Jim Martin (Faith No More)
John Popper (Blues Traveller)
Gary Rossington (Lynyrd Skynyrd)
Les Claypool (Primus)

CD 1

01. Free Speech For the Dumb (Discharge)
02. It’s Electric (Diamond Head)
03. Sabbra Cadabra (Black Sabbath)
04. Turn the Page (Bob Seger)
05. Die, Die My Darling (The Misfits)
06. Loverman (Nick Cave)
07. Mercyful Fate Medley (Mercyful Fate)
08. Astronomy (Blue Öyster Cult)
09. Whiskey in the Jar (Thin Lizzy)
10. Tuesday’s Gone (Lynyrd Skynyrd)
11. The More I See (Discharge)

CD 2

01. Helpless (Diamond Head)
02. The Small Hours (Holocaust)
03. The Wait (Killing Joke)
04. Crash Course in Brain Surgery (Budgie)
05. Last Caress/Green Hell (The Misfits)
06. Am I Evil? (Diamond Head)
07. Blitzkrieg (Blitzkrieg)
08. Breadfan (Budgie)
09. The Prince (Diamond Head)
10. Stone Cold Crazy (Queen)
11. So What? (Anti-Nowhere League)
12. Killing Time (Sweet Savage)
13. Overkill (Motörhead)
14. Damage Case (Motörhead)
15. Stone Dead Forever (Motörhead)
16. Too Late Too Late (Motörhead)

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JAY

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Son Of A Bitch - Victim You [1996]


O Saxon é, sem dúvidas, uma das maiores bandas da história da MPB, a Música Pesada Britânica. E o que esperar de um grupo que reúne músicos que fizeram parte dos áureos tempos ao lado de Biff Byford? O Son of a Bitch – que, aliás, era o nome original do Saxon – foi formado por Graham Oliver e Steve Dawson, que chamaram o baterista Pete Gill (que também tocou no Motörhead) para retomar a parceria. Completaram a formação com o vocalista Ted Bullet, ex-Thunderhead, que acaba sendo o grande diferencial do trabalho, além do guitarrista Haydn Conaway.

Victim You foi o único disco de inéditas lançado pelo conjunto. O som é NWOBHM até a medula, como era de se esperar de um time desses. A grande diferença para o grupo anterior dos envolvidos fica mesmo na voz de Ted, que tem uma pegada mais blueseira, com um registro bem próprio. Mas nada que cause estranhamento no ouvinte, muito pelo contrário, as músicas se adaptaram perfeitamente. É como ouvir Saxon sob uma nova perspectiva. E é melhor escutar sem comparações maiores, afinal de contas Biff é dono de um vocal único.



Após esse trabalho, Steve e Graham tiveram a maluca idéia de mudar o nome da banda para... Saxon, alegando possuir direitos sobre o registro do nome original. Obviamente uma longa batalha na justiça teve início, com o fim que todos já imaginam. Mesmo assim, conseguiram uma autorização para adaptar a nomenclatura Oliver/Dawson Saxon, com a qual pagaram uma série de micos, com direito a show em São Paulo para míseras 75 pessoas. Hoje, seguem se apresentando esporadicamente em botecos mundo afora. Uma pena, pois a julgar por esse trabalho poderiam ter feito algo bem mais produtivo. De qualquer maneira, o Son of a Bitch merece a atenção de todos os headbangers.

Steve Dawson (bass)
Ted Bullet (vocals)
Graham Oliver (guitar)
Haydn Conway (guitar)
Pete Gill (drums)

01. Bitch of a Place to Be
02. Drivin' Sideways
03. Past the Point
04. No One's Gettin' Over
05. Treacherous Times
06. Love Your Misery
07. I Still Care
08. Old School
09. More For Me
10. Evil Sweet Evil
11. Victim You

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JAY

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Led Zeppelin - The Song Remains the Same [1976]

Led Zeppelin. Uma das mais renomadas banda que já passaram pelo mundo musical e talvez um nome que até os funkeiros de ônibus devem ter ouvido falar. Por serem uma banda dos anos 70, óbviamente os mais velhos daqui já ouviram tocar em rádios ou qualquer meio de comunicação da época.

Outra coisa que aumenta muito a qualidade da banda é a qualidade de seus músicos, todos incríveis. Na minha opinião, Jimmy Page é o melhor guitarrista ativo. John Bonham é o baterista no qual mais me inspiro e que supera até o aclamado Neil Peart. Robert Plant é dono das maiores vozes já vistar e John Paul Jones domina o espaço quando assume o teclado e o baixo. Com essa formação eles levaram romantismo, música barulhenta, música calma, poesia e alcançaram lugar entre as maiores bandas da época, como Rolling Stones, Aerosmith, entre outros.

O disco que possibilitou fama total ao grupo é o LP duplo denominado Physical Graffiti e após isso vieram os títulos de melhor banda de rock, os reis do Classic Rock com Heavy Metal (não lembro onde ouvi isso, mas já ouvi) entre outros. E assim, lançaram no ano de 1976 o Live duplo chamado The Song Remains The Same que virou trilha sonora do filme que tem esse exato nome, o qual é praticamente o DVD do show dos caras na Madison Square gravado em 1973.

Simplesmente não tenho palavras óbvias pra descrever o som que aparece aqui. Um guitarrista ilustre mandando riffs, solos e jams com muita qualidade, bateria violenta, teclado e baixo dando aquele complemento e o vocal super afinado, agudo e que poucos conseguem fazer igual. No primeiro CD as músicas são mais curtas, já no segundo temos as canções com mais de 10 minutos. Embora tenha ausência de muitos sucessos da época, a banda preparou um setlist impecável o que faz até esquecer dos outros grandes sucessos.

Enfim, não tenho mais o que dizer, aliás, não preciso, só que quem não ouviu, está perdendo o melhor da banda ao vivo.

Robert Plant - vocais
John Paul Jones - teclado e baixo
Jimmy Page - guitarra
John Bonham - bateria

CD1:
01. Rock And Roll
02. Celebration Day
03. The Song Remains the Same
04. Rain Song

CD2:
01. No Quarter
02. Stairway to Heaven
03. Moby Dick
04. Whole Lotta Love

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Lucas

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Fight - War Of Words [1993]


Em 1992, depois do lançamento e promoção do excepcional "Painkiller", Rob Halford pulou fora do Judas Priest a fim de chutar o pau da barraca. E o Fight parece representar exatamente isso. Com um time de instrumentistas relativamente jovens (entre eles o baterista de sua então ex-banda, Scott Travis), o quarteto vinha com a proposta de um Metal puxado mais para o lado Thrash e Groove da coisa. O resultado não poderia ser melhor.

É importante dizer que o registro vocal de Halford dá lugar a algo diferente dos tradicionais agudos na grande maioria dos momentos, portanto, não espere por algo semelhante ao Priest, já que a veia Thrash é que comanda por aqui. Resumindo a bagaça, o Fight praticava um som aos moldes de bandas como Pantera.

"War Of Words", a estreia do quinteto, foi um tiro certeiro, conquistando uma satisfatória posição nas paradas. Com uma receita potente, o grupo mostrou grande potencial e poder de fogo. Sonzeira.
A abertura Into The Pit pode resumir muito bem a bolacha inteira: entrosamento, coesão e refrões fortes.



Outro aspecto interessante é o conteúdo lírico das composições, por vezes abordando a ambição humana, a censura e a destruição. No mais, um discão que agradará os admiradores da porradaria sonora. Destaques com a já citada Into The Pit, a faixa-título, a potente Nailed To The Gun, o single Little Crazy, a direta Contortion, a cadenciada Life In Black e a balada For All Eternity.



Rob Halford - vocais
Jack "Jay Jay" Brown - baixo, backing vocals
Brian Tilse - guitarras, backing vocals
Russ Parrish - guitarras, backing vocals
Scott Travis - bateria

01. Into The Pit
02. Nailed To The Gun
03. Life In Black
04. Immortal Sin
05. War Of Words
06. Laid To Rest
07. For All Eternity
08. Little Crazy
09. Contortion
10. Kill It
11. Vicious
12. Reality (A New Beginning)

Por Gabriel

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Gamma Ray - To The Metal [2010]


Em 2010, Kai Hansen e seus capangas voltaram, trazendo aquele que é o melhor disco do Gamma Ray nos últimos anos. Basta uma simples escutada para comprovar isso. To the Metal mescla perfeitamente a sonoridade dos lançamentos mais recentes da banda com os clássicos do início da carreira. O resultado é um álbum diversificado, que vai facilmente cair no gosto dos fãs de qualquer época. Kai continua com aquele registro de voz que lhe é peculiar, além de formar um duo de primeira com Henjo Richter nas guitarras. A cozinha também segue funcionando maravilhosamente bem, com destaque para a precisão altamente respeitável do batera Dan Zimmermann.

O play abre com a rápida “Rise”, desembocando na excelente “Deadlands”, faixa que conta com todas aquelas características que dão a Hansen o justo título de um dos patronos do Metal Melódico. “Mother Angel” segue uma linha mais tradicional, com riffs de guitarra empolgantes no seu início e uma pegada que se aproxima do Hard Rock europeu. A balada “No Need to Cry” funciona como uma mistura de influências de Queen com o Helloween dos velhos tempos. Outros destaques vão para a ótima faixa-título, que deu origem ao primeiro clipe do disco e a dobradinha que encerra o trabalho, “Shine Forever” e “Chasing Shadows”, dois convites para bater cabeça.



Mas sem dúvida o momento mais esperado acontece na sétima faixa, “All You Need to Know”. Nela temos um dueto vocal fenomenal envolvendo Kai Hansen e ele, o cara que mais falava mal do estilo e ao mesmo tempo mais participa de discos do gênero: Michael Kiske. Obviamente, esse momento fará verter uma lágrima no olho dos mais fanáticos pela Keepers Era, especialmente quando lembramos que agora o duo está reunido novamente sob as asas do Unisonic. A escorregada fica por conta do quase plágio de “I Want Out” em “Time to Live”. O que não faz com que ela seja ruim, é claro. Mas dá pra cantar o refrão de uma na outra tranquilamente.

Em To the Metal, o Gamma Ray conseguiu fazer o que há muito se esperava, oferecendo aos admiradores um disco diversificado e equilibrado, com peso e melodia tipicamente Kaihanseanos. Não vai mudar a opinião de ninguém sobre a banda, mas fará a alegria de quem já a acompanha há anos. Candidato sério a figurar nas listas de melhores álbuns de Heavy Metal de 2010!

Kai Hansen (vocals, guitars)
Henjo Richter (guitars, keyboards)
Dirk Schläcter (bass)
Dan Zimmermann (drums)

Special Guest
Michael Kiske (vocals on 7)

01. Rise
02. Deadlands
03. Mother Angel
04. No Need To Cry
05. Empathy
06. To The Metal
07. All You Need To Know
08. Time To Live
09. Shine Forever
10. Chasing Shadows

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Capa da versão em vinil

JAY

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Blindman – Turning Back [2002]


Atendendo nenhum pedido – até porque não fazemos isso mesmo – vamos a mais um exemplar japonês dos bons sons. Essa banda foi protagonista de um dos primeiros posts que fiz como colaborador da Combe, em tempos remotos da história humana. Naquela época ainda estava entusiasmado com “Subconscious in Xperience”, fantástico álbum que lançaram em 2008, mostrando um Hard/Heavy de primeiríssima, lembrando grandes momentos de lendas como Black Sabbath, Deep Purple e Whitesnake. Claro que tive que correr atrás de outros discos dos figuras. E aqui está um deles, trazendo o mesmo nível de qualidade, para alegria dos fãs do bom e velho “Rock pauleira” das antigas.

Turning Back é o terceiro trabalho de estúdio do Blindman. A produção desse trabalho é muito superior à do mais recente, que contava com uma sonoridade propositalmente mais suja e direta – o que, devo confessar, me agrada mais na proposta. Nesse aqui, os caras investem mais em teclados e músicas mais trabalhadas. Mas nada que comprometa, pois há grandes momentos, como a faixa-título, que abre o play com toda potência, a bordoada na orelha em "The Bed of Nails" (a melhor de todas, com um refrão empolgante) e a mais Hard “Losing My Sanity”.



Momentos mais climáticos também marcam presença, como em “In The Wind To Flow”, com uma bonita atmosfera desde sua introdução, seguindo em uma cadência Heavy de primeira. Mesmo esquema é utilizado na bela “The Ocean”, outro grande momento. Os destaques individuais ficam novamente por conta do vocal de Manabu Tayaka, que consegue misturar agressividade e feeling como poucos e o guitarrista Tatsuya Nakamura, que parece ter tido algumas aulas com figuras como John Sykes. Merece ser conferido!

Manabu Tayaka (vocals)
Tatsuya Nakamura (guitars)
Masayuki "Az" Higashi (bass)
Katsutoshi Murakami (drums)
Kennosuke Inoue (keyboards)

01. Turning Back
02. Without a Word
03. Stay...
04. In the Wind to Flow
05. Play the Game
06. The Bed of Nails
07. Starting to be Over
08. Losing My Sanity
09. Don't Tell Lies
10. The Ocean
11. Searching for What

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JAY

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Britny Fox - Bite Down Hard [1991]


O sucesso é uma coisa estranha.

Em minha postagem de Boys In Heat, um passageiro da Combosa me fez o favor de alertar sobre um aspecto ocasionalmete incômodo no som do Britny Fox: a sua semelhança com o Cinderella. Como, realmente, não valia a pena ser um "quase-cover" da mesma, Michael Kelly Smith e seus companheiros decidiram mudar a sonoridade, a procura de algo original; ou seja, suprimir qualquer elemento muito semelhante ao som do Cinderella. E juntamente com esses elementos foi também o vocalista e guitarrista Dean Davidson (que formaria o Blackeyed Susan tempos mais tarde).

Seu substituto foi um sujeito chamado Tommy Paris, nativo de Las Vegas. Com um timbre vocal interessante, foi um verdadeiro achado; era do que eles precisavam.



Bite Down Hard possui mais momentos Heavy do que propriamente Hard. O batera Johnny Dee não poupa músculos, e em dupla com Billy Childs forma uma cozinha eficiente. Paris mostra competência em suas duas funções, assim como Smith. Todos os clichês que faziam sucesso na década de 80 estão aqui, contudo vieram na época errada, por assim dizer.



Atualmente, isso aqui (e o restante da discografia dos caras) é cult entre os admiradores mais assíduos da farofa e, pelo menos por mim, é aprovado e garantia de felicidade.

Assim como no meu post anterior a respeito do Britny Fox, ressalto: não há uma única faixa ruim. No entanto, minhas preferidas foram a abertura "Six Guns Loaded" e seu refrão grudento, a explosiva "Louder", a cadenciada "Liar", a balada "Over And Out" e o cover para "Midnight Moses", uma das composições com mais peso do full. Prepare-se para a festa!



Tommy Paris - vocais, guitarra base
Billy Childs - baixo
Michael Kelly Smith - guitarra solo
Johnny Dee - bateria

01. Six Guns Loaded
02. Louder
03. Liar
04. Closer To Your Love
05. Over And Out
06. Shot From My Gun
07. Black And White
08. Look My Way
09. Lonely Too Long
10. Midnight Moses (The Sensational Alex Harvey Band cover)

Por Gabriel

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domingo, 27 de novembro de 2011

Akira Kajiyama & Takenori Shimoyama - Into The Deep [2008]


Um dos passatempos preferidos da Combe desde seu início foi postar as preciosidades vindas da terra do sol nascente quando o assunto é Hard/Heavy de primeira qualidade. Depois de confirmada a participação de Marty Friedman na trilha do próximo Kamen Rider movie me veio a lembrança. E claro que Akira Kajiyama não poderia ficar de fora, já que seu talento nato vem sendo reconhecido na cena com o passar dos anos. Muito disso, graças a sua parceria com Joe Lynn Turner, com quem participou de álbuns solo como Slam, Holy Man e Hurry Up And Wait, além do HTP Project, com Glenn Hughes e “Fire Without Flame”, disco assinado pela dupla, lançado em 2005.

Nesse play, o multi-instrumentista chamou o vocalista Takenori Shimoyama, conhecido na cena por seu trabalho junto ao Saber Tiger e mandou ver em excelentes composições com influência direta do Heavy Metal tradicional e alguns toque de “setentismo” da melhor qualidade. O timbre de Shimoyama lembra, em vários momentos, Tobias Sammet e outros cantores da geração mais recente do estilo. Mas não fica só nisso, já que, apesar da semelhança no registro, sua abordagem é muito mais próxima da vertente clássica, trazendo aquele bom tempero setentista à interpretação, priorizando o feeling.



Outras influências podem ser percebidas, como Malmsteen, Impellitteri e Rainbow, para alegria da turma do bululu. Kajiyama mostra toda sua competência como exímio músico, tocando todos os instrumentos e ainda assinando a produção. Claro que sua maior influência é a escola Blackmore, então esperem por muitos riffs ganchudos e solos tocados com a alma acima de qualquer técnica. A abertura, com “The Minstrel Sings” já conquista o ouvinte. A sequência, com “Heaviness Of The Dust” é um verdadeiro convite ao bate-cabeça descontrolado, enquanto “The Final Journey” cumpre o que seu título promete e funciona como uma verdadeira viagem para o ouvinte.

Outros destaques vão para a sacanagem estilo Van Halen de “Change Your Fate”, a épica “Mother”, o groove certeiro de “Bottom Of The Water” e a pegada fulminante em “The Wild Horse” – lembrando os melhores momentos de certo sueco gorducho. Como já é comum nos vocalistas japoneses, Takenori dá algumas escorregadas no sotaque, mas nada que comprometa o resultado final. Se o seu negócio é Heavy Metal tradicional, com altas doses de técnica sem descambar para a babaquice masturbatória, aqui está um dos melhores exemplares do gênero lançado nos últimos tempos. E fica a questão para refletirmos: discos de artistas japoneses tem a faixa bônus para o Japão?



Takenori Shimoyama (vocals)
Akira Kajiyama (guitars, bass, drums, keyboards)

01. The Minstrel Sings
02. Heaviness of the Dust
03. The Final Journey
04. Change Your Fate
05. I Realize
06. Jewels
07. Mother
08. Fall Into the Deep
09. My Destiny
10. Bottom of the Water
11. The Wild Horse
12. Clear Blue

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JAY

sábado, 26 de novembro de 2011

Carnivore - Discografia [1986-1987]


O Carnivore foi uma das primeiras bandas do finado Peter Thomas Ratajczyk, mais conhecido por Peter Steele. A formação data do início da década de 1980, e se você espera por algo semelhante ao Type O Negative, que foi onde o mesmo fez fama, se enganou: a proposta do trio era um Metal bem mais cru, com influências do Heavy, Thrash e Crossover. As letras também merecem nota por tratar de forma muitas vezes politicamente incorreta temas como a guerra, a religião e misoginia.

O projeto teve vida curta e apenas dois álbuns registrados. Porém, eles viriam a se reunir em 2006, fazendo até mesmo um show no festival europeu Wacken Open Air. Steele faleceu em 14 de Abril de 2010, encerrando a reunião.

Carnivore [1986]


O debut auto-intitulado é, sob diversos aspectos, o mais direto e cru. A começar pela produção (que não é das melhores, realmente) e o vocal de Peter, totalmente diferente do que pode ser conferido no seu trabalho com o Type O Negative. As influências do Crossover ainda não aparecem, privilegiando o lado porrada da coisa, com uma ótima junção do Metal mais tradicional com a velocidade do Thrash (e até mesmo umas passagens que remetem ao Doom).

Ainda que eu ache o álbum seguinte superior, este também é uma ótima pedida para quem está atrás da paulada característica dos anos 80. Destaques para a abertura "Predator", a faixa-título, "Male Supremacy", "God Is Dead" e "Thermo-Nuclear Warrior".



Peter Steele - vocais, baixo
Keith Alexander - guitarras
Louie Beato - bateria

01. Predator
02. Carnivore
03. Male Supremacy
04. Armageddon
05. Legion of Doom
06. God Is Dead
07. Thermo-Nuclear Warrior
08. World Wars III and IV

Retaliation [1987]


O segundo e último registro "Retaliation" é inteiramente Crossover/Thrash e justamente pela produção bem mais trabalhada foi o que mais gostei. A temática lírica continua a mesma, com Steele metendo o pau em tudo o que ele acreditasse ser ruim e não se importando em chocar (afinal, "Jesus Hitler" é um título, no mínimo, polêmico).

Logo depois do lançamento de "Retaliation", a banda seria desmantelada. O baixista e vocalista formaria o embrião do que viria a ser o Type O Negative, cujo primeiro disco teria várias composições ainda da época do Carnivore. Destaques ficam para "Angry Neurothic Catholics", "Suck My Dick", "Ground Zero Brooklyn", a já citada "Jesus Hitler" e "Sex And Violence", todas com títulos que falam por si só.



Não vale apenas pela curiosidade, já que o som é de qualidade e com certeza agradará a muitos ouvidos. Com toda a certeza, paulada própria para o mosh!

Peter Steele - vocais, baixo
Marc Piovanetti - guitarras
Louie Beato - bateria

01. Jack Daniel's And Pizza
02. Angry Neurothic Catholics
03. Suck My Dick
04. Ground Zero Brooklyn
05. Race War
06. Inner Conflict
07. Jesus Hitler
08. Technophobia
09. Manic Depression (Jimi Hendrix cover)
10. USA For USA
11. Five Billion Dead
12. Sex And Violence

Por Gabriel

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R.I.P Peter Steele

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

The Rods - Vengeance [2011]


Depois do excelente Bitten By The Beast, álbum solo de David ‘Rock’ Feinstein lançado ainda no ano passado, era grande a expectativa pelo disco que marcaria a volta do The Rods. Principalmente porque, mais uma vez, teríamos participação póstuma do mestre Ronnie James Dio em uma faixa. Mas não era só isso, já que a banda do primo do homem também conta com uma discografia de respeito na cena Heavy, com clássicos do estilo como Wild Dogs e In The Raw. Portanto, não faltavam atrativos que justificassem a ansiedade. Mas valeu a pena esperar?

Os riffs de “Raise Some Hell” já respondem em grande parte à dúvida, junto com seu refrão típico dos bons tempos do Rock de arena. O clima festeiro prossegue em “I Just Wanna Rock”, chegando a lembrar AC/DC, com direito a espancamento de categoria por parte de Carl Canedy. “Rebels Highway” justifica o nome com sua cara de Rock estradeiro com pegada Heavy, pronta para conquistar o ouvinte. Mais oitentista impossível! O início de “Ride Free Or Die” é totalmente chupinhado de “Damage Case” do Motörhead e o clima leva o ouvinte diretamente aos anos 1970, com direito a citações especiais àqueles tempos.



Mas chega a hora de “The Code”. Aí é preparar os lenços e ouvir mais uma vez o magnífico Dio soltar a voz como só ele sabia. E o estilo Tony Iommi dos riffs faz a saudade apenas aumentar mais. Parece que o Sabbath da era Mob Rules, com a volta daquela pegada Doom, voltou com força total. O ouvinte fica simplesmente paralisado ao escutar. E os backing vocals de Feinstein apenas aumentam a emoção. E nessa faixa temos um verdadeiro espetáculo particular de Gary Bordonaro, fazendo o baixo praticamente ganhar vida própria na parte final.

Uma batida mais cadenciada em “Livin' Outside The Law” ajuda a manter o ritmo variado na medida certa. Pé no acelerador com “Let It Ripp”, Heavy Metal em sua mais pura definição, pronta para fazer o ouvinte ter um torcicolo. Em “Fight Fire With Fire” volta o clima Hard setentista, com David mandando seus vocais característicos. “Madman”, a mais curta de todas, segue uma linha atual, com sonoridade buscando se alinhar ao Rock pesado dos tempos modernos e se saindo bem, embora deva confessar que foi a que menos gostei.



Na reta final, temos “Runnin Wild”, com uma intro fulminante de bateria desembocando em um som que define a expressão clássica em sua concepção. Fechando de vez, a faixa-título, com David mostrando toda sua potência nas seis cordas, soando como uma versão mais pesada de Billy Gibbons, algo próximo a Ted Nugent, impressão aumentada pelo estilo do riff. Assim termina um grande disco, mostrando que algumas coisas estão no sangue da família e merecem ser cultuadas. Obrigatória a conferida, especialmente para quem sente a falta do “maior baixinho do mundo”!

David ‘Rock’ Feinstein (vocals, guitars)
Garry Bordonaro (bass)
Carl Canedy (drums)

01. Raise Some Hell
02. I Just Wanna Rock
03. Rebels Highway
04. Ride Free Or Die
05. The Code (feat. Ronnie James Dio)
06. Livin' Outside The Law
07. Let It Ripp
08. Fight Fire With Fire
09. Madman
10. Runnin Wild
11. Vengeance

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JAY

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Black Sabbath – Reunion [1998]


O Black Sabbath original tentou se reunir uma série de vezes desde que a banda se separou, em 1979. Sabe-se lá porque nunca deu certo. Mas há tanta firmeza nessa reunião anunciada hoje, no dia 11 de novembro de 2011, que provavelmente ninguém pensou nas voltas frustradas do passado. Dessa vez parece ser diferente. Há uma promessa de um novo disco de estúdio – o primeiro desde 1978 – e uma turnê mundial logo após a apresentação no Download Festival do ano que vem.

A volta do Black Sabbath não é apenas quatro caras que fizeram as pazes e estão tocando juntos de novo. É simbólico, marcante, especial. A primeira banda especialmente metal a surgir no mundo se uniu novamente. Espera-se que a guerra de egos acabe, pois foi justamente isso que separaram os quatro integrantes em 2001, quando o vocalista Ozzy Osbourne preferiu finalizar um álbum solo a investir num novo registro do Sabbath.

Deixando o presente de lado e resgatando um pouco do passado: ocorreu, em 1997, a primeira volta real da banda, que havia se reunido em oportunidades como no Live Aid de 1985 e na turnê de despedida de Osbourne em 1992, mas nunca de forma definitiva. Dois concertos no Birmingham NEC, nos dias 4 e 5 de dezembro do mesmo ano, foram registrados. Saiu, daí, o duplo ao vivo dessa postagem.


Este vídeo não corresponde ao do álbum em questão, mas vale a pena ser conferido – principalmente pelos fãs de belas tetinhas.

“Reunion” é o primeiro álbum ao vivo do Black Sabbath a ser lançado com a voz de Ozzy. Nos tempos de glória, deve-se entrar num consenso em relação à performance do quarteto: não era das mais impressionantes. A maturidade, a experiência e as inovações tecnológicas transformaram, todavia, o concerto dos caras em algo realmente eletrizante para todos, desde o indivíduo que presenciou algum dos shows dessa reunião até aquele que simplesmente confere o áudio.

O repertório de 16 músicas conta apenas com clássicos. Canções imprescindíveis num verdadeiro concerto do Sabbath, como Paranoid, N.I.B., Children Of The Grave, Iron Man, Sweet Leaf e lá-vai-paulada fazem parte da seleção. Há também as favoritas dos fãs, como Dirty Women, Behind The Wall Of Sleep e Lord Of This World – esta, precedida da instrumental Orchid. A performance dos tios não deixa a desejar em nenhum momento. Ozzy Osbourne, sempre energético, conduz um show como ninguém. Tony Iommi, o “homem riff” tem a destreza de um guitar hero. Geezer Butler prova mais uma vez porque é o melhor baixista do Heavy Metal. Bill Ward continua com muita pegada, apesar das limitações físicas que o tempo impôs ao batera.

Há de se ressaltar as duas faixas inéditas, registradas em estúdio e presentes ao fim do disco: Psycho Man e Selling My Soul, canções genuinamente sabbáticas. Ou seja, arrastadas, assustadoras, performáticas e repletas de riffs incríveis. A Combe do Iommi (sim, do Iommi!) torce para que essa reunião, firmada em 11/11/11, renda bons frutos. Por enquanto, vale a pena resgatar o material dessa banda magnífica.



CD 1:
01. War Pigs
02. Behind The Wall Of Sleep
03. N.I.B.
04. Fairies Wear Boots
05. Electric Funeral
06. Sweet Leaf
07. Spiral Architect
08. Into The Void
09. Snowblind

CD 2:
01. Sabbath Bloody Sabbath
02. Orchid/Lord Of This World
03. Dirty Women
04. Black Sabbath
05. Iron Man
06. Children Of The Grave
07. Paranoid
08. Psycho Man
09. Selling My Soul

Ozzy Osbourne – vocal
Tony Iommi – guitarra
Geezer Butler – baixo
Bill Ward – bateria
Geoff Nicholls – teclados, guitarra adicional

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by Silver

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Dio - Holy Diver [1983]


Ronald James Padavona teve uma carreira invejável, que sempre primou pela qualidade. A carreira do mestre começou na década de 70, ao lado do ELF, grupo que durou até 1975. Depois, embarcou no ótimo Rainbow, a banda do ex-Purple e excêntrico Ritchie Blackmore, onde permaneceu por quatro álbuns. Logo em seguida o baixinho tirou a sorte grande ao ser convidado por Tony Iommi a integrar o Black Sabbath. Sua fase na banda é uma das minhas preferidas, e abriu as portas para Dio mostrar que ele não era só mais um novo vocalista.

Pensando nisso, ele reuniu antigos e recentes colegas para montar seu mais novo projeto, que foi batizado com seu nome artístico. Os integrantes da empreitada foram o ex-Rainbow Jimmy Bain, o guitarrista Vivian Campbell, e o monstro Vinny Appice, que também havia caído fora do Sabbath. O resultado foi o melhor possível, na opinião da grande maioria.

"Holy Diver" foi lançado em 1983 e com certeza impressionou muitos. Afinal, com um time desse, fica quase impossível de se fazer algo ruim. Com produção do próprio Dio, o disco traz a receita do Heavy Metal oitentista com pitadas melódicas e composições espetaculares, prometendo agradar os fãs dessa vertente, principalmente.


Quem já tomou conhecimento da obra do norte-americano, já sabe o que esperar: composições ótimas com refrões ganchudos, arranjos muitíssimo bem elaborados e uma atuação perfeita de toda a banda, elementos que "Holy Diver" mescla excelentemente bem. As passagens mais melódicas merecem nota também, principalmente os teclados tocados por Ronnie e Bain.

A bolacha tem recheio clássico, a começar pela porrada de abertura "Stand Up And Shout", uma das que mais gostei e que traz justamente essas características que citei acima (o refrão é de ficar horas na cabeça). Campbell é endiabrado nas cordas, enquanto Vinny espanca sem dó nem piedade seu kit de bateria, isso sem falarmos no saudoso baixinho, que nunca decepcionou. Uma das grandes vozes do gênero, sem sombra de dúvida.

A faixa-título (que ganhou um vídeo clipe altamente tr00) dispensa comentários. "Gypsy" lembra em algum momento a fase em que Dio esteve no Sabbath. "Don't Talk To Strangers" é excelente e uma das que mais mostram a faceta melódica do álbum, mas que se torna uma respeitável paulada. "Rainbow in the Dark" é a minha preferida, uma faixa que transborda talento e extrema competência, além de ser um dos maiores clássicos do Metal. O encerramento fica por conta da climática "Shame on the Night".



A recepção foi melhor do que o esperado, e Ronnie, juntamente com seus parceiros, provou no ano posterior que eles haviam vindo para ficar com o igualmente aclamado "The Last In Line". A partir daí, o vocalista se consolidaria como uma das grandes promessas do mundo metálico; e o resto é história.

Fica a memória de um dos maiores ícones do Heavy. Descanse em paz, Dio.



Ronnie James Dio - vocais, teclados
Jimmy Bain - baixo, teclados
Vivian Campbell - guitarras
Vinny Appice - baquetas

1. Stand Up and Shout
2. Holy Diver
3. Gypsy
4. Caught in the Middle
5. Don't Talk to Strangers
6. Straight Through the Heart
7. Invisible
8. Rainbow in the Dark
9. Shame on the Night

Por Gabriel

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Judas Priest - Stained Class [1978]


A sonoridade do Judas Priest passou por mudanças até mesmo um pouco drásticas ao início da carreira. Se em "Rocka Rolla" a influência do Blues marcava presença, a partir do segundo disco inovações já podiam ser percebidas, com o aumento das doses de peso. "Stained Class" é considerado um divisor de águas por ter suprimido toda e qualquer influência blueseira da música dos ingleses. Pode-se dizer que esse é o primeiro álbum essencialmente Metal do Judas.

Era o final da década de 70, e à essa altura os comparsas de Rob Halford já eram veteranos batalhando pelo underground. A atenção do público massivo e da crítica só veio com "Sin After Sin" (1977), em parte por conta do cover para Diamonds and Rust de Joan Baez. "Stained Class" foi essencial para que a verdadeira sonoridade do Priest fosse alcançada, e atualmente este é considerado um de seus ápices criativos.


Toda a banda parece ter amadurecido, e a performance de Halford merece nota. É aqui que ele começa a atingir notas mais agudas, dando origem a uma das vozes mais conhecidas do Metal. A dupla Downing/Tipton se assemelha a dois snipers prontos para aniquilar qualquer coisa que lhes aparecer na frente. Les Binks é eficiente constituindo, assim, uma potente cozinha com Ian Hill. O trabalho por aqui beira a perfeição.

Exciter é uma das mais potentes de todo o registro, por ser uma das mais rápidas e ter riffs certeiros. O refrão acaba com as dúvidas de que Rob Halford é ou não é um dos melhores vocalistas do gênero. White Heat, Red Hot dá uma acalmada e é de uma excelência suprema, com um ótimo refrão e bateria precisa, um dos grandes destaques do disco.

Better By You, Better Than Me foi alvo de polêmicas ná época, por ter supostamente influenciado adolescentes a cometerem suicídio. Pura balela. A faixa-título é uma das minhas prediletas e se aproxima do Hard Rock em alguns momentos. Invader prossegue com a paulada com um refrão furioso e com execução perfeita por parte de toda a banda. Talento nato.



A balada Beyond the Realms of Death também merece ser citada por sua estrutura melódica e qualidade suprema. Aliás, o disco inteiro é de uma qualidade inquestionável. Prova disso é que foi ele o responsável por permitir o Priest a ser conhecido mundialmente, como aconteceu em 1980, ano do lançamento do clássico "British Steel" e seus sucessos resultantes. Finalmente eles colhiam os frutos de sua batalha.



Um disco potente, coeso e indispensável em sua coleção. Como disse Zorreiro em sua postagem de "Beggars Banquet", clássico é assim: tem que ter. O início do reinado do Priest, já demonstrando toda a sua fúria e competência. HAIL TO THE METAL GODS!


Rob Halford - vocais
K.K. Downing - guitarras
Glenn Tipton - guitarras
Les Binks - bateria
Ian Hill - baixo

01. Exciter
02. White Heat, Red Hot
03. Better By You, Better Than Me
04. Stained Class
05. Invader
06. Saints in Hell
07. Savage
08. Beyond the Realms of Death
09. Heroes End
10. Fire Burns Below

Por Gabriel

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Pretty Maids – Screamin’ Live [1995]


Apesar de nunca ter alcançado o status de banda gigante, os dinamarqueses do Pretty Maids sempre estiveram aí, lançando álbuns de qualidade indiscutível. E se não foram tão populares quanto outras atrações do gênero, sempre contaram com uma base fiel de fãs, especialmente no Japão, naquilo que conhecemos popularmente como “efeito Mr. Big”. Seu Heavy com influências latentes de Hard – ou o contrário, nunca soubemos exatamente – consegue ser atraente para um número variado de pessoas. As novas gerações acabaram conhecendo o grupo muito pela influência declarada de bandas como o Blind Guardian, cujo vocalista, Hansi Kürsch, é praticamente um “filho vocal” de Ronnie Atkins.

Aliás, é o cantor que aparece na capa desse álbum, junto do guitarrista Ken Hammer, únicos membros originais, há trinta anos carregando a bandeira. Gravado em Copenhagen, Screamin’ Live é o primeiro ao vivo da história do conjunto. Com a galera cantando junto a plenos pulmões, a banda executa um desfile de clássicos, mesclados a faixas do então novo trabalho, Scream. Nesse play, o grupo surpreendia, com uma sonoridade bem mais pesada que os antecessores recentes, característica marcante em belos sons, como a faixa-título, “Rise” e “Psycho-Time-Bomb-Planet-Earth”, que abre a apresentação já dando uma dica do que viria pela frente.



Mas o bicho pega para valer nos bons e velhos clássicos, como “Rock The House”, a climática “Yellow Rain” e a sequência final, com os hinos “Lovegames”, “Future World”, a pancada certeira de “Back To Back” e “Red, Hot and Heavy”, cantada por toda a platéia. Os baladeiros de plantão acendem isqueiros na espetacular “Savage Heart” e na versão para “Please Don’t Leave Me”, composição de John Syles e Phil Lynott. Durante todo o repertório, os músicos mostram total desenvoltura e entrosamento, sem perder a espontaniedade e a capacidade de criar melodias indefectíveis.

Passados dezesseis anos, o Pretty Maids segue na ativa. E o melhor, ainda lançando discos de altíssima qualidade, como o mais recente, Pandemonium, um dos melhores de 2010. Não à toa, é considerada por muita gente (incluindo este que vos escreve) uma das bandas mais injustiçadas de todos os tempos. Toda a discografia é indispensável na coleção dos adoradores dos bons sons. Um bom começo está aqui. Download recomendado!

Ronnie Atkins (vocals)
Ken Hammer (guitars)
Kenn Jackson (bass)
Michael Fast (drums)

Special Guest
Dominic Gale (keyboards)

01. Psycho-Time-Bomb-Planet-Earth
02. Rock The House
03. Rise
04. Walk Away
05. Scream
06. Yellow Rain
07. Sin-Decade
08. Savage Heart
09. No Messiah
10. Please Don't Leave Me
11. Lovegames
12. Future World
13. Back To Back
14. Red Hot And Heavy

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JAY

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Cans – Beyond The Gates [2004]


Em 2004, aproveitando que o Hammerfall tirou umas férias, o vocalista do grupo, Joacim Cans decidiu lançar esse disco solo. Para o projeto, cercou-se de amigos do mais alto gabarito, como Mat Sinner (Primal Fear, Sinner), Metal Mike Chlasciak (Halford, Pandemonium, Sebastian Bach) e Mark Zonder (Fates Warning), além da participação de Jeff Waters (Annihilator), Gus G e David Chastain, ajudando a compor e gravar um álbum que surpreende pela diversidade. Temos aqui desde sons voltados para o Power Metal, passando por músicas cadenciadas e até mesmo flertes com o Hard Rock. Tudo muito bem pontuado por uma execução de categoria.

Destaques para a abertura com “Fields of Yesterday” e seus teclados muito bem colocados; “Red Light”, primeiro single, com um refrão que não sai da cabeça; a pesada e certeira “Back to Hell”; a climática faixa-título, com seu começo acústico que desemboca em uma levada eletrizante e “Dreams”, que é Hard puro, chegando a lembrar até mesmo bandas americanas. Tem até espaço para “Forever Ends”, uma baladinha muito bem feita – característica já presente na banda principal de Joacim – que encerra o álbum dando uma amaciada no clima. Aliás, ela é a única que não contou com o cantor na autoria, ficando a cargo de Jeff Waters.



Um play direto, simples e sem nenhuma mirabolância, apenas Heavy Metal feito com garra e alma. E apesar de Cans não ser um cantor que tenha se destacado por uma técnica fantástica, ele dá conta do recado com sobras. Vale a conferida, especialmente agora que o Hammerfall vem enterrando sua carreira com discos cada vez mais ridículos, frouxos e preguiçosos. Ao menos podemos lembrar o quanto seus integrantes possuem capacidade de fazer algo bem melhor.

Joacim Cans (vocals)
Metal Mike Chlasiak (guitars)
Stefan Elmgren (guitars)
Mat Sinner (bass)
Mark Zonder (drums)
Daniele Soravia (keyboards)

01. Fields of Yesterday
02. Soul Collector
03. Red Light
04. Back to Hell
05. Beyond the Gates
06. The Key
07. Garden of Evil
08. Merciless
09. Silent Cries
10. Dreams
11. Signs
12. Forever Ends

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JAY

sábado, 29 de outubro de 2011

Voodoo Circle – Voodoo Circle [2008]


Este ano de 2011 fomos brindados com o fantástico Broken Heart Syndrome, do Voodoo Circle. Bem, nos reportemos, então, às origens.

Sabemos que o guitarrista Alex Beyrodt usou esse projeto para fazer aflorar sua veia Ritchie Blackmore e aproveitar o embalo e já prestar homenagem a Yngwie Malmsteen e Michael Schenker. Exatamente por isso, talvez, o primeiro disco se chame Alex Beyrodt’s Voodoo Circle como Blakmore e Malmsteen fizeram com as estreias do Rainbow e do Rising Force.

Alex é guitarrista do Silent Force e um dos maiores expoentes do power metal alemão desse início de século. Em 2008 ele resolveu montar um grupo pra chamar de seu, e escalou para os vocais o inglês David Ridman, que tem o Pink Cream 69 no currículo, para o baixo ninguém menos que Matt Sinner (Primal Fear e Sinner), para a bateria Mel Gaynor (Simple Minds, Gary Moore) e, para os teclados, Jimmy Kresic, que tem sua carreira marcada com grandes trabalhos como session man.



Se em Broken Heart Syndrome e coisa parece, por vezes, ser copiada descaradamente dos trabalhos de Blackmore e (principalmente) David Coverdale, aqui temos Malmsteen com Jeff Scott Soto fazendo as referências. Os teclados são mais proeminentes que no disco subsequente mas com timbres mais anos 80. Os Hammonds pouco aparecem, dando lugar àquele timbre strings de churrascaria.

Como participações especiais temos o topa todas Rudy Sarzo, Doogie White, Morifumi Shima (Concerto Moon) e Richard Anderson (Majestic, Space Odissey), que dão aquele toque ao disco que ninguém consegue perceber simplesmente ouvindo. Não que seja ruim, mas Broken Heart Syndrome é bem melhor. Valem, porém, alguns bons destaques.



Kingdom of The Blind é pegada, tem feeling e a palavra paradise na letra (o que ganha pontos para o estilo). Man and Machine é a prévia do que viria no disco seguinte, com velocidade, vocais poderosos e guitarras fantásticas, sem o excesso de bululus que permeia a maioria das composições, prende o ouvinte até o seu final.

Master of Illusion é uma grata surpresa, com uma levada mais lenta mas com aquele punch típico. Uma pérola que mostra o quanto todos são bons quando jogam para o time, sem individualismos . We’ll Never Learn tem uma ponte que impressiona, mas é só, pois tudo o mais nessa música e no disco são previsíveis ao extremo.



Confesso que resolvi resenhar o disco porque adoro o Broken Heart Syndrome, mas aqui está o que de mais estéril e previsível alguém pode fazer. Passou batido na época, e justifica-se. Deixo o texto do site oficial dos caras:

“In Japan (where quality is still the most important aspect) he [Alex] is hailed as a ‘guitar hero’ and the influence of legendary bands like Rainbow and Deep Purple can be recognised in his charismatic way of playing. As a master following the tradition of all-time-greats like Ritchie Blackmore and Yngwie J. Malmsteen, also Alex is able to make a song something special. He simply has ‘it’.”

Sei...

Os fãs que me desculpem, mas que bela porcaria isso aqui.

Track List

1. Spewing lies
2. Desperate heart
3. Kingdom of the blind
4. Man and machine
5. Master of illusion
6. We'll never learn
7. Dream of eden (Doogie/David Version)
8. Heaven can wait
9. Angels will cry
10. Enter my world of darkness
11. Wings of sorrow (exclusive Track)
12. White lady requiem
Bonus: 13.Dream of eden (David Version)

Alex Beyrodt (guitarras e mais guitarras)
Matt Sinner (baixo)
David Ridman (vocais)
Matt Gaynor (bateria)
Jimmy Kresik (teclados)

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Por ZOrreiro

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Opeth – Heritage [2011]


Opeth é da Suécia, e isso já é um indicativo de qualidade no mundo do rock.

Michael Åkerfeld formou o Opeth em 1990, e é o principal músico e compositor, assumindo para si, por vezes, a produção dos discos da banda. Único membro remanescente da formação original, é guitarrista, violonista e vocalista de mão cheia, demonstrando um lirismo ímpar nos trabalhos.

Inicialmente, porém, Michael foi recrutado para ser o baixista da banda, que contava com David Isberg nos vocais. O Opeth praticamente não excursionou para promover seus primeiros quatro discos, o que gerou desconfiança por parte do público: será que eles realmente sabem tocar o que gravam?

Mas, atualmente, com uma vasta discografia e três DVDs ao vivo, essa desconfiança caiu por terra e o Opeth se tornou uma das únicas bandas de metal com vocais que não caem na armadilha de alternar entre o lírico e o gutural, e talvez por isso consigo gostar tanto do resultado dos discos.



Como está escrito no site oficial da banda:

“Opeth has spent over two decades steadily amassing a body of work that is at once possessed of a fervent and unrelenting devotion to aesthetic progression (and perfection) while simultaneously scaling the summits of power, mysticism and might aspired to by the group's hard rock forefathers in Sabbath, Purple and Zeppelin.”

Lançado em 13 de setembro de 2011, Heritage é o décimo disco de estúdio dos caras, e o último com o tecladista Per Woberg, que saiu após as gravações. O lirismo e as influências do hard rock inglês setentista estão lá presentes nas composições, mas existe uma criatividade própria, um estilo todo da banda que traz uma lufada de originalidade sobre a colcha da mesmice que cobre os demais representantes do estilo.

A abertura, com Heritage, tem um piano no melhor estilo sonata de Beethoven, irritando aqueles que buscam o imediatismo, que não têm paciência para analisar sistematicamente a obra em seu contexto. Justamente por isso, creio que este é um daqueles discos que devem ser apreciados do começo ao fim como um trabalho único, e não através da ouvida de músicas individuais. Normal, já que o Opeth nunca foi de criar grandes hits.

The Devil’s Orchard é a sequência perfeita. Um riff que utiliza o silêncio como parte do clima abre com chave de ouro a composição. Os timbres dos instrumentos são bem trabalhados, o que dá grande mérito à produção. Os vocais e o Hammond nos remetem sem dó ao Deep Purple dos anos 70.



I Feel The Dark tem violão erudito fazendo a cama para uma vocalização hipnótica, como se estivéssemos diante de um bardo da era pré-renascentista. O desenvolvimento da canção termina em um clima quase prog, meio psicodélico. Me lembrou, em trechos, Capitain Beyond, mas depois essa imagem foi apagada pela grandiosidade da composição.

Slither traz a veia hard da banda, com um super riff blackmoreano de guitarra. Nepenthe traz na sequência a veia shred de Michael e seu parceiro das seis cordas, Fredrik Åkesson. Häxprocess tem ritmos desconexos de bateria, numa levada quase fusion, o que torna difícil qualificar o estilo do disco. Eu qualifico simplesmente como genial.

Aliás, aqui eu flexibilizo o meu ranço com a safra atual do metal (apesar de a banda já ter mais de vinte anos), e aclamo o Opeth como uma das bandas mais criativas do cenário.

Como diz o bom traficante: experimente, você vai gostar...

Track List

1. "Heritage"
2. "The Devil's Orchard"
3. "I Feel the Dark"
4. "Slither"
5. "Nepenthe"
6. "Häxprocess"
7. "Famine"
8. "The Lines in My Hand"
9. "Folklore"
10. "Marrow of the Earth"



Mikael Åkerfeldt (vocais, guitarras, Mellotron, piano)
Fredrik Åkesson (guitarra)
Per Wiberg (teclados, grand piano, Mellotron)
Martin Mendez (baixo)
Martin Axenrot (bateria)


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Por ZOrreiro