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quinta-feira, 19 de maio de 2011

The Stone Roses – The Stone Roses [1989]


Indie rock pode ser uma bela tragédia musical quando não se tem o know how.

The Stone Roses foi uma das bandas precursoras do gênero e, apesar de ter sua carreira construída na cola da nova geração do rock britânico composta por Oasis, Blur e Cia., não dividia espaço com eles. Tinha seu próprio nicho. E esse nicho era espetacularmente fiel e composto de uma turma de fanáticos.

Pegue melodias cativantes no melhor estilo inglês, com letras adolescentes da era pré internet e acrescente uma cozinha com muito groove. Tudo isso regado a guitarras absurdamente encharcadas de efeitos bem dimensionados. Criados em Manchester em 1983, os... peraí! Isso tá parecendo The Smiths!



Pois uma resenha sobre os Stone Roses não poderia ser menos parecida de uma resenha dos Smiths. A banda lutou bravamente até conseguir lançar o seu álbum de estréia, sendo uma sensação inglesa nos anos 80, mas sem nunca ter conseguido se estabelecer no mercado fonongráfico até 89. Começaram como The Patrol em 1980, seguindo a trilha pop punk do The Clash, mas mudaram radicalmente seu estilo quando perceberam o sucesso que suas melodias dançantes fazia nos clubs ingleses.



Esse primeiro disco simplesmente fez os ingleses preencherem o espaço deixado pelo então falecido The Smiths. Foi uma sensação, e eles explodiram mundialmente, conquistando altas vendagens e shows absolutamente sold outs. Mas o dinheiro é um bichinho traiçoeiro quando não se tem cérebro e, desse sucesso, fomos brindados com verdadeiros shows de egocentrismo. O vocalista Ian Brown chegou e dizer em uma entrevista à revista New Musical Express:

“We're the most important group in the world, because we've got the best songs and we haven't even begun to show our potential yet.”

Só que o fim viria antes mesmo de os rapazes conseguirem explorar todo o seu potencial. Lançado pelo pequeno selo inglês Silvertone Records, este disco resultaria num tremendo sucesso comercial. A banda, descontente com o pequeno selo e afetada pelo sucesso, travou com ele uma grande batalha judicial a fim de ver rescindido o contrato e poder assinar com uma major (Geffen estava nos planos). Ganharam a causa, mas ficaram desgastados e perderam o tesão que fazia o diferencial deste disco de estreia que posto hoje, e isso, caro passageiro, não tem conserto.



Gravaram mais um disco depois, e o guitarrista John Squire foi sozinho o responsável pelas composições, o que significa que a química estava quebrada. Os membros seguiram suas carreiras sem mais o brilho e o sucesso deste primeiro disco. Um marco no rock inglês daquele final dos anos 80.

O que vos trago é a edição comemorativa de 20 anos, cheia de brincadeiras e travessuras, como as famosas “lost demos” e faixas ocultas que não saíram no vinil original. Sobre as faixas, não vou comentar uma a uma. Posso dizer que o clima do disco remete a um dia chuvoso e frio no qual saímos para um clube londrino a fim de curtir uma banda de rock que realmente detona ao vivo em um som orgânico e cheio de groove.

Eu gostaria de falar mais, mas só a introdução já resultou num texto maior do que o blog comporta. Quer saber? Bote pra rolar e curta, que o resto é perfumaria.

Track List

1. "I Wanna Be Adored"
2. "She Bangs the Drums"
3. "Waterfall"
4. "Don't Stop"
5. "Bye Bye Badman"
6. "Elizabeth My Dear"
7. "(Song for My) Sugar Spun Sister"
8. "Made of Stone"
9. "Shoot You Down"
10. "This Is the One"
11. "I Am the Resurrection"

The Lost Demos

1. "I Wanna Be Adored"
2. "She Bangs the Drums"
3. "Waterfall"
4. "Bye Bye Badman"
5. "(Song for My) Sugar Spun Sister"
6. "Shoot You Down"
7. "This Is the One"
8. "I Am the Resurrection"
9. "Elephant Stone"
10. "Going Down"
11. "Mersey Paradise"
12. "Where Angels Play"
13. "Something's Burning
14. "One Love"
15. "Pearl Bastard" (Demo; previously unreleased track)

Ian Brown (vocais)
John Squire (guitarras)
Mani (baixo)
Reni (guitarras)

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Por Zorreiro

quinta-feira, 31 de março de 2011

Pixies - Doolittle [1989]


Mais uma vez após uma maldita conjuntivite (o que virou até moda em São Paulo) e uma preguiça descomunal após me curar da mesma, estou de volta da licença médica para fazer algumas viagens no volante dessa amada Combe. E para retomar os trabalhos, hoje irei postar um estilo que não me apetece muito e para o qual costumo torcer o nariz, que é o rock alternativo. Mas farei isso pois é impossível ficar indiferente à banda que influenciou todo o movimento indie surgido os anos 90, o ótimo Pixies.

O grupo surgiu no ano de 1986 quando Charles Thompson (que posteriormente utilizaria o nome Francis Black) junto com o seu colega de quarto na faculdade Joey Santiago decidiram montar o grupo. Para completarem a formação do grupo, anunciaram nos classificados que queriam uma baixista que gostasse de música folk, de Peter, Paul And Mary e do Hüsker Dü. A única que respondeu este foi Kim Deal, mas que foi a audição sem o baixo, visto que ela nunca havia tocado o instrumento. Para completar a banda, foi convidado um baterista que Kim Deal conheceu em sua festa de casamento, David Lovering. O grupo foi batizado de Pixies após Joey Santiago ler no dicionário a palavra "pixies", que significava "pequenos elfos maliciosos".


Após alguns ensaios na casa dos pais de Lovering, eis que eles começam a tocar em bares de Boston e gravam seu EP "Come On Pilgrim". Mas foi com seu primeiro disco, "Surfer Rosa" que eles realmente chamam a atenção da crítica e influenciaram a geração indie que viria na década seguinte. Porém o golpe de misericórdia foi dado com o experimental e ao mesmo tempo pop "Doolittle" que na minha modesta opinião é um dos discos mais agradáveis que já escutei, e que vez por outra tiro de minha estante quando estou pra baixo, devido à energia que este emana, e que acaba por sempre me tirar um sorriso do rosto.

Com temáticas que passam desde o surrealismo, personagens biblícos como Davi, Bate-Seba, Sansão e Dalila até a catástrofe ambiental que o homem vem afligindo ao planeta, temos canções deliciosamente palatáveis, mesmo que cheias de riffs em alguns momentos, mais ainda assim acessíveis sem perder aquela identidade alternativa. Isso é confirmado pelo número de vendas, que até os nossos dias atingiu um milhão de cópias apenas em solo americano e é aclamado pelos críticos como um dos discos essenciais da década de 80 em tudo que é lista feita sobre esse assunto.



E temos momentos em que realmente é impossível ficar paralisado com o que é apresentado neste registro. Logo de cara somos esbofeteados com a empolgante "Debaser", que vai te tirar do chão assim que você menos se aperceber disso, o que vale para a ainda mais cativante "Here Comes Your Man", que foi junto com "Forever" do Kiss, uma das canções que mais ouvi na época em que ficava grudado na MTV gravando clipes que eu gostasse (rsrsrs). Ainda destaco e recomendo a soturna "I Bleed", a pessimista e trabalhada "Monkey Gone To Heaven", "Mr. Grieves", "La La Love You" e "There Goes My Gun", que com certeza irão impressionar quem não conhece o grupo e que assim como eu pouco se interessam em rock alternativo.

Apesar de terem influenciado o Nirvana (que odeio e assumo isso pra quem quiser ouvir), com certeza temos um grupo que merece sua atenção, principalmente neste registro, em que você até acaba achando legal ser alternativo. Um disco que deve estar presente na discografia de qualquer um que diga realmente gostar de rock.



1.Debaser
2.Tame
3.Wave of Mutilation
4.I Bleed
5.Here Comes Your Man
6.Dead
7.Monkey Gone to Heaven
8.Mr. Grieves
9.Crackity Jones
10.La La Love You
11.No. 13 Baby
12.There Goes My Gun
13.Hey
14.Silver
15.Gouge Away


Black Francis – Vocais, Guitarra
Kim Deal – Baixo, Guitarra Slide em "Silver"
Joey Santiago – Guitarra, backing vocals
David Lovering – Bateria, Vocal em "La La Love You", Baixo em "Silver"

Músicos Adicionais:
Arthur Fiacco – Cello em "Monkey Gone to Heaven"
Karen Karlsrud – Violino em "Monkey Gone to Heaven"
Corine Metter – Violino em "Monkey Gone to Heaven"
Ann Rorich – Cello em "Monkey Gone to Heaven"



by Weschap Coverdale