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sábado, 27 de agosto de 2011

George Lynch – Sacred Groove [1993]


Após anos de sucesso, o Dokken se separou, em decorrência, principalmente, das diferenças musicais e pessoais entre o guitarrista George Lynch e o vocalista Don Dokken. Juntamente do baterista Mick Brown, George formou o Lynch Mob, mas o grupo não viveu por muito tempo, apenas o suficiente para registrar dois álbuns e se separar graças às baixas vendas destes.

Após tirar merecidas férias de quase um ano com sua família, George Lynch voltou para o mercado musical investindo em sua carreira como artista solo. O primeiro fruto da nova empreitada foi “Sacred Groove”, lançado em 1993. O disco envolve uma perspectiva mais liberal que qualquer outra banda que o guitarrista tenha se envolvido.



A intenção era dar destaque ao homem, tanto que quatro das dez faixas são instrumentais. Quando se diz que “Sacred Groove” é mais liberal, tem a ver com as influências. Do começo ao fim, Lynch passeia por vários estilos, como o Hard Rock, o Heavy Metal, o Blues e a música latina. E tudo isso de forma linear, pois George é um dos poucos guitarristas que construíram um estilo tão peculiar a ponto de se identificar que é o próprio tocando logo nos primeiros segundos de uma canção. Suas técnicas de tapping e slide, bem como seu estilo de construir fraseados na guitarra, são únicos.

O guitarrista contou com um time de feras para a gravação do álbum. A maior parte do instrumental ficou a cargo do baterista Denny Fongheiser (Heart) e do baixista Jeff Pilson, antigo colega de George no Dokken, além das participações especiais de vários músicos, com destaque ao até então promissor gaitista Little John Chrisley.



Porém, a grande surpresa fica por conta dos vocalistas convidados para as faixas não-instrumentais. Lynch tratou de convocar os irmãos Matthew e Gunnar Nelson, o incrível Ray Gillen (falecido ainda no ano do lançamento deste registro), o veterano Glenn Hughes e a pouco conhecida mas competente Mandy Lion.

Pouco mais de um ano após o lançamento de “Sacred Groove”, o Dokken voltou às atividades e com a formação clássica, que envolve o próprio guitarrista. A reunião não durou muito, rendendo ainda mais discos para sua carreira solo – algo positivo, tendo em vista a qualidade deste álbum em especial e as capengadas em discos da banda, como "Shadowlife". Recomendado para fãs de Rock no geral, incluindo as faixas instrumentais, pois George Lynch pode conversar pela guitarra: acredite se quiser!



01. Memory Jack
02. Love Power From The Mama Head
03. Flesh And Blood (Ray Gillen)
04. We Don't Own The World (Matthew & Gunnar Nelson)
05. I Will Remember
06. The Beast Part 1 (Mandy Lion)
07. The Beast Part 2 (Mandy Lion)
08. Not Necessary Evil (Glenn Hughes)
09. Cry Of The Brave (Glenn Hughes)
10. Tierra Del Fuego

Vocalistas listados acima
George Lynch - guitarra, sitar, violão
Jeff Pilson - baixo, piano
Chris Solberg - baixo
Tommy Hendricks - baixo
Denny Fongheiser - bateria
Chris Furman - Mellotron
Byron Geither - órgão
Little John Chrisley - gaita
Sam Fear - flauta
Pattie Brooks - backing vocals
Tony Menjivar - congos e bongos

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by Silver

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Guitars That Rule The World [1992]


Imagine poder escolher o time dos sonhos e dizer aos jogadores: joguem como quiser. Façam o que lhes der na telha!

Essa foi a proposta da revista Guitar World americana. Esse disco, hoje, é tratado como vol. 1; mas, quando saiu, não se tinha a ideia de fazer continuações. Era para ser apenas um produto com os melhores da então maravilhosa e acrobática década de 80, que havia chegado ao seu não tão glorioso final.

Os cabelos esvoaçantes e cheios de laquê faziam companhia a roupas extravagantes, chamativas e que compunham visuais pesadamente exagerados. Como já postado aqui, era uma época maravilhosa, em que homens se vestiam como mulheres, mulheres como vagabundas e o rock’n’roll chutava traseiros. E como chutava. O disco que mostro hoje é o encerramento glorioso de um ciclo.

Esqueça as histórias de agonia do hard farofa. Ele se encerrou da mesma forma apoteótica que começou: com um grande trabalho. E este trabalho, na minha opinião, é esta coletânea. Gravado em vários estúdios diferentes, o resultado final foi masterizado nos estúdios Sterling Sound, em Nova York. Mas vamos cortar o lero lero e vamos ao cardápio, que é primoroso.

A jóia abre com a estupenda Black Magic, que traz um Reb Beach tocando todos os instrumentos. Gravado no estúdio caseiro de Kip Winger, a música é praticamente um portfólio do guitarrista. Mas o resultado ficou tão bom que eu considero uma das melhores do play.



Richie Sambora, que acabara de lançar seu Stranger in this Town, mandava ver com Mr. Sambo, acompanhado de quase todo o Bon Jovi. É interessante ver Sambora detonando um instrumental de peso, sem a voz de Jon Bon Jovi por cima e sem cair na armadilha das baladas xaroposas. É a sequência ideal para o que Reb Beach fez.

Yngwie J. Malmsteen traz Leviathan, com seus clássicos bululus em altíssima velocidade. Uma faixa que parece ter saído de Trilogy ou Marching Out. O sueco, justiça seja feita, esmirilha o instrumento e consegue fazer a diferença. Obviamente, um disco inteiro de músicas instrumentais do cara é insuportável (até o maravilhoso Millenium). Mas, no meio de tantas estrelas, Leviathan é o que se espera para preencher o espaço que pertence a Malmsteen.

Paul Gilbert estava numa fase pré saída do Mr. Big. Ele sempre foi espevitado e ousado nas inovações guitarrísticas. O estilo Mr. Big, mais pop e “redondinho”, começava a saturar seu gênio inquieto. I Understand Completely é a prévia do que viria em sua carreira solo da segunda metade dos anos 90. Sons, aliás, que nunca entendi 100%, fazendo um trocadilho horrível com o título da faixa.

Elliot Easton dá um show de bom gosto. Seu violão tem um timbre inigualável, e a elegância da composição traz a lama do Mississippi com um pouco dos esgotos de Nova York. Afinal, é muita técnica pra um blues de raiz, mas muito feeling para um jazz/fusion. Fantástico.

Bueno. Zakk Wylde destrói tudo. Acompanhado do staff da Pride & Glory, Farm Fiddin’ é simplesmente a melhor coisa que o cara já fez na vida. Minha opinião, claro. Mas é quando ele mistura metal com bluegrass que a coisa fica divina. E ele estava tão solto por aqui, que a música é dividida em várias partes, tendo barulhos de fazenda como pano de fundo. Zakk mostrava que, mais que o sideman de Ozzy, era um guitarrista com estilo próprio que veio para ficar. E ficou.



Nuno Bettencourt impressiona por fazer algo que ninguém esperava dele. Depois de experimentar o megasucesso com seu Extreme, no qual desfilava licks de guitarra de tirar o fôlego (Get The Funk Out tem um dos sweeps mais fantásticos que já ouvi), ele aparece com um timbre doce, com frases de blues e clássicos Blackmoreianos, sobre uma base de sons caóticos, quase cacofônicos. O resultado é excelente, mas não é para qualquer ouvido entender a proposta.

Alex Skolnik, então egresso do Testament e mergulhado em jazz e outros experimentalismos, resolve gravar um funk instrumental. Resolveu e pronto. Qual é o problema? O grande detalhe é que a música, a exemplo do que fez Zakk Wylde, possui diversas partes com ritmos aparentemente desconexos. Mas o resultado final não é menos que fantástico. São obras de guitarristas e devem ser encaradas como tais.

Richie Kotzen é o velho de guerra. Antes de se aventurar pelo soul e pelo hard blues, ele era um dos destaques da cena shred do final dos anos 80. E seu trabalho solo é excelente. Eu prefiro o que ele fez em Shuffina, mas este Chype Fluxx tem seu valor, apesar de eu achar que ele seria capaz de fazer algo muito, mas muito melhor.

Albert Collins, o Iceman, faz a sua homenagem a um recém falecido Stevie Ray Vaughan. Sua telecaster sempre teve aquele estalado característico. E ele, pouco antes de morrer, deixou seu legado aos shredders de plantão, com uma interpretação de tirar o fôlego. Incrível como o velhinho se sobressai entre os hardeiros. Talento e feeling em estado puro.

Dickey Betts e Warren Haynes, a dupla de guitarras que foi responsável pela ressurreição da Almann Brothers Band nos anos 90, mostram que a volta de seu grupo tinha tudo para dar certo. Uma harmônica abre os trabalhos que são a melhor expressão do som acústico do sul dos Estados Unidos. Fantástico é a palavra. Agora sim temos um blues de raiz purinho, com sotaque do sul e atolado na lama do Mississippi até o pescoço. Clima de jam total. Um dia vou a Chicago alugar uma Harley ou um dojão pra descer até New Orleans ouvindo essas maravilhas no... toca-fitas. Claro!

Reeves Gabrels, então sideman do camaleão David Bowie, trouxe seu peso e experimentalismo ao play. Guitarras loucas com sotaque eletrônico, Why Do I Feel Like I’m Bleeding é uma aula àqueles que pensam que guitarra é tocar escalas para cima e para baixo na velocidade da luz. A produção mostra um Reeves Gabrel perfeccionista na busca do resultado que teve em mente desde o começo das gravações.

Para encerrar, Earl Slick toca aquele hard rock no melhor estilo californiano, para ouvir num dia de sol. Frases que beiram o clichê aparecem de forma agradável e perfeita.

Embora não exista, parece estar presente um certo tipo de clima de competição neste disco. Mas, mais do que um desfile de técnicas, o feeling e o cuidado nas composições e arranjos se sobressai nesse mix de estilos tão caros entre si, que são o rock, o blues, o hard rock e o metal.

Nada de tributos. Cada um fez a sua parte mostrando do que é capaz. E ficou uma maravilha.

Track List

1. Reb Beach - Black Magic
2. Richie Sambora - Mr. Sambo
3. Yngwie Malmsteen - Leviathan
4. Paul Gilbert - I Understand Completely
5. Elliot Easton - Walk On Walden
6. Zakk Wylde - Farm Fiddlin'
7. Nuno Bettencourt - Bumble Bee (Crash Landing)
8. Alex Skolnick - Fielt Of Soul
9. Richie Kotzen - Chype Fluxx
10. Albert Collins - Blues For Stevie
11. Dickey Betts & Warren Hayes - Wille And Poor Bob
12. Reeves Gabrels - Why Do I Feel Like I'm Bleeding?
13. Earl Slick - Surfer Junkie Dude

Reb Beach (todos os instrumentos, produção e mixagem)
Richie Sambora (guitarras)
Yngwie J. Malmsteen (guitarras, produção, mixagem)
Paul Gilbert (todos os instrumentos, produção e mixagem)
Elliot Easton (todos os instrumentos, produção e mixagem)
Zakk Wylde (guitarras)
Nuno Bettencourt (todos os instrumentos, produção e mixagem)
Alex Skolnick (guitarra, produção e mixagem)
Richie Kotzen (todos os instrumentos, produção e mixagem)
Albert Collins (guitarra e produção)
Debbie Davies (guitarra)
Dickey Betts (guitarra e produção)
Warren Haynes (guitarra e produção)
Reeves Gabrels (todos os instrumentos e produção)
Earl Slick (guitarra, produção e mixagem)
Tico Torres (bateria e produção)
Huey McDonald (baixo)
Svente Henrysson (baixo)
Mats Olausson (teclados)
Michael Von Knorring (bateria)
James Lomenzo (baixo)
Greg D`Angelo (bateria)
Les Claypool (baixo)
Brain (bateria)
Soko Richardson (bateria)
Tom Dusett (harmonica)
Gary Stewart (Field hollering)
Terry Bozzio (bateria)
Kirk Alley (baixo)
Johnny B. Gayden (baixo)


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Por Zorreiro

domingo, 6 de março de 2011

CPR - Coven • Pitrelli • Reilly [1993]


Sei que não existe nada mais desinteressante, pra quem não é músico, do que disco instrumental. Basta checar alguns títulos como Passion and Warfare, Blow by Blow e Surfing with the Alien, pra ter o embasamento essencial e definitivo do que se trata. Porém, os trabalhos instrumentais realizados por aqueles que são ligados aos rótulos mais apreciáveis sempre tem um diferencial. Não é um pé no saco com arpejos malditos, dedilhados frenéticos e improvisos pra lá de pretensiosos. É só escutar trabalhos nessa linha como o Cosmosquad, Craig Goldy solo, Jake E. Lee solo, Cozy Powell solo ou CPR.

O projeto CPR surgiu da carreira solo do baixista Randy Coven, que apareceu na cena, nos final dos anos 80, lançando um disco solo e mais tarde entrou para a banda do Blues Saraceno. Depois de gravar o debut do Saraceno, lançou seu segundo álbum solo com a nova formação que contava com o guitarrista Al Pitrelli (Megadeth, Asia, Savatage) e o baterista John O' Reilly (Rainbow, Westworld). A pegada desse trabalho instrumental é bem rocker, e quando o processo de composição para o terceiro play foi caminhando para uma direção muito diferente e com grande contribuição de todos os envolvidos, Coven decidiu ter a camaradagem de batizar o grupo como CPR (Coven, Pitrelli, Reilly).


Mesmo com a participação mais efetiva de Pitrelli e Reilly no processo de criação, o principal responsável pelas composições continua sendo Randy Coven, que compôs boa parte do material sozinho. Coven ficou conhecido anos depois deste projeto por ter sido membro do grupo de Heavy Metal, Holy Mother, integrado o ARK e excursionado com Yngwie Malmsteen, além de mais algumas empreitadas. Caso o conheça através de algum desses trabalhos, esqueça tudo que ouviu, pois aqui seu estilo de tocar lembra muito T.M. Stevens, coisa que nunca voltou a fazer e que também não tinha experimentado antes.

Abundância de slaps, ritmos desconcertantes e melodias típicas de Rock Progressivo sob bases funkys, são os ingredientes desenvolvidos e que se torna um grande diferencial. Além disso, outros pontos positivos são somados com as participações especiais e os dois covers (que ganharam até videoclipes). Outro aspecto a se salientar é que Coven tem uma grande amizade com Steve Vai e algumas músicas surgiram de suas jams - apesar de nunca terem gravado trabalhos inteiros juntos. "E-11", que conta com a participação de Vito Bratta que já havia abandonado a cena, é o número do quarto aonde Vai e Coven passavam o dia inteiro praticando.


Ow, algum corno tirou esse clipe do YouTube recentemente. Mas, como sou malaco, já tinha pegado e coloquei de novo. Háá!

Os experimentos com os equipamentos de Steve Vai resultaram na criação de "Sbass Secrets", uma eficiente demonstração de habilidades sem arranjos nonsenses. As quatro cordas falam mais que quaisquer cordas vocais em "With You", e é hipocrisia reclamar da ausência de uma voz. "Minute Mouse" lembra demais a sonoridade da época do The Randy Coven Band e traz a participação de Steve Morse. Na faixa escrita por Pitrelli, "Monday", o Blues reina, enquanto "Mutley" apresenta a faceta jazzística dos envolvidos. Pra diversificar ainda mais, o Hard surge timidamente em "Screaminin Scranton". No entanto, os momentos mais legais ficam a cargo dos covers.

Uma legítima festa é feita pra celebrar o Rock and Roll em "Back in Black"; cinco guitarristas arregaçam nos solos, dentre eles, Zakk Wylde e Vito Bratta, e os vocais são executados por Randy Jackson (que não é aquele conhecido baixista, muito menos o irmão do Michael Jackson) que se incumbe da arriscada tarefa de imitar Brian Johnson e se sai muito bem. E Zakk Wylde volta para o melhor e mais inesperado momento da bolacha. Se hoje é inesperado, imagina na época que Zakk era conhecido apenas por ser guitarrista. Matou no peito a responsabilidade de substituir Joe Lynn Turner e deu um show de interpretação no cover do Stevie Wonder. Descarga obrigatória!



01- CPR
02- Sbass Secrets
03- Back In Black (AC/DC cover)
04- E-11
05- With You
06- Two Girls
07- Minute Mouse
08- I Wish (Stevie Wonder cover)
09- Screaminin Scranton
10- Monday
11- Vinyl Frontier
12- Mutley

Al Pitrelli - guitar
Randy Coven - bass
John O. Reilly - drums, percussion

E-11 - Vito Bratta plays first, third and fifth solo. Al Pitrelli slams the rest
Back in Black - lead vocal by Randy Jackson. Middle solos by Vito Bratta and Mark Hitt. End solos by Zakk Wylde, Mark Wood (double neck Violator) and Randy Jackson. Background vocals by Randy Jackson, Vito Bratta, Mark Wood, Mark Hitt, Al Pitrelli and Bert Carey
Two Girls - keyboards and solo by Jimmy Yaeger
Minute Mouse - solo by Steve Morse
I Wish - lead vocal and end solo by Zakk Wylde. Guitar fills by Al Pitrelli and keyboard horns by Jimmy Yaeger

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Dragztripztar

sábado, 8 de janeiro de 2011

G3 - Live: Rockin' In The Free World [2004]


Concebido por Joe Satriani em 1996, o G3 é um dos mais bem sucedidos projetos de música instrumental da atualidade. E nessa postagem apresento-lhes aquela que, na minha opinião, foi a melhor gravação já feita durante as turnês.

"Live: Rockin' In The Free World" foi gravado no Uptown Theater, situado na cidade de Kansas, EUA em 21 de outubro de 2003. O lançamento só se deu em fevereiro do ano seguinte. A line-up responsável por essa turnê é, até hoje, uma das mais aclamadas pelos admiradores do projeto: o criador Joe Satriani, o constante participante Steve Vai e o talentosíssimo convidado Yngwie Malmsteen. A excursão, infelizmente, só rolou na América do Norte em certa parte de 2003 e Malmsteen, sabe-se lá porque, não deu o ar da graça mais no G3, mas esse registro histórico é, no mínimo, fantástico.

O show só prova a competência dos monstros: o sentimento e a coesão de Satriani abre o concerto, com menções honrosas à paulada "The Extremist" e à belíssima "Always With Me, Always With You". Ao fim de um repertório de aproximadamente 20 minutos, entra o experimentalismo e a criatividade de Vai que, apesar de mandar apenas 3 faixas, mostra seu poder de fogo, principalmente na funkeada "Reaping".

Encerrando as atuações "solo", a surpresa fica por conta de Malmsteen: a velocidade e o peso aliados às influências neo-clássicas do sueco voador simplesmente colocam abaixo o Uptown Theater, desde o início pauleira com "Blitzkrieg" até pelo fechamento que fica por conta da exibicionista "Finale", passando até mesmo por um cover de "Red House", do mestre Jimi Hendrix.

Dignamente a gravação é encerrada com um jam regado à muita virtuose, com direito a mais dois covers de Jimi Hendrix ("Voodoo Child", cantada por Malmsteen e "Little Wing", cantada por Vai) e a clássica "Rockin' In The Free World", de Neil Young, na voz de Satriani. Meus amigos, aqui está um definitivo must-have em suas coleções!



CD 1:
01. The Extremist
02. Crystal Planet
03. Always With Me, Always With You
04. Midnight
05. The Mystical Potato Head Groove Thing
06. You're Here
07. Reaping
08. Whispering A Prayer
09. Blitzkrieg
10. Trilogy Suite Op. 5
11. Red House (Jimi Hendrix cover)
12. Fugue
13. Finale

CD 2:
01. Voodoo Child (Slight Return) (Jimi Hendrix cover)
02. Little Wing (Jimi Hendrix cover)
03. Rockin' in the Free World (Neil Young cover)

Faixas 1 a 5 (CD 1):
Joe Satriani - vocal, guitarra solo
Galen Henson - guitarra base
Matt Bissonette - baixo
Jeff Campitelli - bateria

Faixas 6 a 8 (CD 1):
Steve Vai - vocal, guitarra solo
Dave Weiner - guitarra base
Billy Sheehan - baixo
Tony MacAlpine - guitarra solo, teclados
Jeremy Colson - bateria

Faixas 9 a 13 (CD 1):
Yngwie Malmsteen - vocal, guitarra
Mick Cervino - baixo
Jocke Svalberg - teclados
Patrick Johansson - bateria

Faixas 1 a 3 (CD 2):
Yngwie Malmsteen - vocal em 1, guitarra
Steve Vai - vocal em 2, guitarra
Joe Satriani - vocal em 3, guitarra
Galen Henson - guitarra
Matt Bissonette - baixo
Jeff Campitelli - bateria

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by Silver

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Steve Vai - Passion and Warfare [1990]


Pode um álbum instrumental ser lançado por uma gravadora major e vender milhões de cópias mundo afora? Pode uma música instrumental oferercer uma mensagem mais relevante que a maioria esmagadora das que possuem letras? A resposta definitiva para as duas questões acima está aqui. Confesso que tenho certa dificuldade com trabalhos dessa natureza. Mas Passion and Warfare, obra-prima do gênio Steve Vai, é diferenciado. Primeiramente, por ter sido inspirado em uma série de sonhos que ele teve – e quem leva a sério esse tipo de situação, como é o meu caso, sabe o que isso significa. Segundo, por ele já contar com uma carreira popular, tendo tocado com Frank Zappa, Alcatrazz, David Lee Roth e Whitesnake.

Apesar de ser oficialmente o segundo trabalho solo, esse é o álbum que marca o início de uma carreira propriamente dita para Vai. Aqui ele se afirmaria como autor e mostraria ao mundo o que era capaz de fazer quando deixava sua mente trabalhar livre de qualquer pré-conceito. E poucos conseguiriam compor como ele nesse estado de mente, como fica claro desde o início, com a curta e apoteótica “Liberty”, trilha para triunfos pessoais ou coletivos até os dias atuais. Um tiro de sorte? Não, é o que mostra a empolgante “Erotic Nightmares”, que vem logo a seguir. A suingada “The Animal” convida o ouvinte para uma verdadeira viagem sonora, enquanto “Answers” é quase uma vinheta de tão simplória e, ao mesmo tempo, genial.


A mais longa de todas aparece na seqüência em “The Riddle”, som que, a cada escutada, se descobre algo novo em sua estrutura – e lá se vão vinte anos. “Ballerina 12/24” é outra faixa curta, que abre espaço para a execução de algo que ultrapassa os limites da divindade musical. Seria clichê falar tudo que “For The Love Of God” significa. Mas ao mesmo tempo não é possível deixar passar incólume um momento tão brilhante da história da música. Nunca se resumiu algo com tanto sentimento em se tratando de sons instrumentais. Jamais se passou alguma idéia sem dizer sequer uma palavra como foi feito aqui. Sem dúvida, trata-se de algo que ultrapassa os limites da lógica humana. E jamais conseguiremos fazer justiça em palavras.



A exibição segue com outra que caiu no gosto dos fãs, “The Audience is Listening” traz um início com a cara bem humorada do músico para cair em um som altamente consistente. Os teclados quase AOR dão a “I Would Love To” certo feeling comercial, abrindo espaço para a baladaça “Blue Powder”, onde Steve busca uma melodia à la David Gilmour de encher os olhos. Da mesma forma, a vibração de “Greasy Kid's Stuff” conquista desde o início e faz imaginar o que se passava pela cabeça do cidadão, assim como a alucinógena vinheta “Alien Water Kiss”. A acústica “Sisters” e a climática “Love Secrets” fecham a obra deixando seu recado.

Para um play nesse formato vender mais de cinco milhões de cópias, não é tarefa fácil. Sendo assim, acho que não é necessário falarmos mais sobre suas qualidades e capacidade de atrair diferentes públicos. Apenas resta dizer que certos trabalhos artísticos transcendem épocas, públicos e preferências. Aqui está um deles, com toda certeza. Algo que só uma mente inexplicável poderia nos oferecer. Deus abençoe Steve Vai!!!

Steve Vai (guitars, keyboards)
Chris Frazier (drums)
Stu Hamm (bass)
Dave Rosenthal (keyboards)
Pia Vai (keyboards)
Tris Imboden (drums)
Bob Harris (keyboards)
Nancy Fagen (vocals)

01. Liberty
02. Erotic Nightmares
03. The Animal
04. Answers
05. The Riddle
06. Ballerina 12/24
07. For the Love of God
08. The Audience Is Listening
09. I Would Love To
10. Blue Powder
11. Greasy Kid's Stuff
12. Alien Water Kiss
13. Sister
14. Love Secrets

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JAY

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Joe Satriani - Super Colossal [2006]



Música instrumental é um negócio curioso. Eu tenho um certo medo de não entender o que passa no campo harmônico imaginário dos grandes virtuoses. Mas quando você se depara com o pequeno careca Joe Satriani, vê-se que alguém fala a nossa língua.

O engraçado é que vi no Google o seguinte: "Joe Satriani Lyrics". Pesquisava sobre o carro-chefe dele, o "Surfing with the Alien" de 1987, quando gargalhei vendo o tal resultado da pesquisa. Bem, de fato, Joe consegue transpor as palavras que a gente quer ouvir. As seis cordas são sua língua - a nossa.

Nesse ótimo "Super Colossal", de 2006, ele põe nos limiares da guitarra toda a sua experiência e todo seu cunho pop. O play atinge, com efeito, até quem não é, digamos, roqueiro. Faça um teste com sua mãe!

Destaques para a música de abertura, que dá nome ao CD; à "Just like lightning", com sua levada meio sulista; "It's so good", o qual nos transporta pra uma praia; "Ten words", uma bela balada que dispensa, na verdade, quaisquer palavras; a quase funkeada e sombria "One Robot's Dream"; e a convidativa "Crowd chant" - ela inclusive está presente em vários jogos de videogame.

  1. Super Colossal
  2. Just Like Lightnin'
  3. It's So Good
  4. Redshift Riders
  5. Ten Words
  6. A Cool New Way
  7. One Robot's Dream
  8. The Meaning of Love
  9. Made of Tears
  10. Theme for a Strange World
  11. Movin' On
  12. A Love Eternal
  13. Crowd Chant *

Joe Satriani - guitarras, baixo e teclados
Jeff Campitelli - bateria e percurssão
Simon Phillips - bateria nas faixas 6, 7, 8 e 9

* Galera que faz coro e bate palmas: Max Sample, Adrian Underhill, David Martone, Colin Nairne, Mimi Northcott, Brad Colwell, Oless Pasichnyk, Clayton Lawrence, Tony Brinks, Tanis Keserich, Gordon Brown, Wendy Bird, Candice Johnson, Donna King, Lee Goddard, Peter Davyduck, Steve Brand, Danica Sawczuk, Bruce Morrison, Ian Jones, Aaron Pritchett, Nenah Barkley, Mitch Merrett, Todd Walsh, Jennifer Lactin, Davor Vulama, Don Kurek, Natasha Maher, Dean Maher, Jimmy Leslie, Mike Manning, Robin Nash, Jarrod Nestibo e Jane Dittrich

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Por Breno Airan Meiden

terça-feira, 29 de junho de 2010

Gary Hoey – The Endless Summer II [1994]

Produzido em 1994, The Endless Summer II (lançado no Brasil como Alegrias de Verão 2) é meio que uma continuação do clássico The Endless Summer, de 1966. Dirigido por Bruce Brown (uma espécie de Steven Spielberg dos documentários de surf) o filme conta a história de Robert “Wingnut” Weaver e Patrick O’Connell, dois surfistas campeões rodando o mundo em busca da onda perfeita.

Apesar das imagens alucinantes e das paisagens de tirar o fôlego, confesso que o grande “barato” de Alegrias de Verão 2 é sua trilha sonora. O responsável por ela: ninguém menos que Gary Hoey. Gravada em apenas 12 dias, a soundtrack foi a primeira incursão do guitarrista no cinema. O próprio, em seu website, definiu a experiência como “desmedida e emocionante”.

No repertório, 14 faixas, todas instrumentais, que fazem ver toda versatilidade de Hoey. É possível perceber influências desde Joe Satriani na explosiva “Blast” até Carlos Santana e seus batuques tipicamente latinos em “La Rosa Negra”. Outro destaque, “Drive” lembra bastante aquelas músicas que tocam em filmes pornôs. Já a progressiva “Pipe” conta com um belíssimo arranjo envolvendo guitarra e sax – este tocado por Bud Shank.

Conferindo ainda mais brilho ao CD, temos a participação de Tony Franklin (Blue Murder, The Firm, Whitesnake etc) no baixo e Gregg Bissonette (conhecido principalmente por seu trabalho junto ao frontman do Van Halen, David Lee Roth) na bateria. Até mesmo o veterano Dick Dale, “The King of Surf Guitar”, dá o ar de sua graça em “Shake & Stomp (Part II)”. Quer mais o quê?

01. Riptide
02. Blast
03. Sweet Water
04. Low Rider
05. Walkin’ The Nose
06. Drive
07. La Rosa Negra
08. Linus And Lucy
09. Surfdoggin’
10. Pipe
11. Shake & Stomp (Part II)
12. Theme From Endless Summer
13. Escape
14. The Deep

Gary Hoey – Guitarra
Tony Franklin – Baixo
Gregg Bissonette – Bateria
Dick Darl – Guitarra em “Shake & Stomp (Part II)”
Bud Shank – Saxofone
Pancho Sanchez – Percussão
Romon Banda – Percussão
Mark Levand – Teclados

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мєαиѕтяєєт

sábado, 8 de maio de 2010

Alph Lyla - Street Fighter II [1994]


De volta após um grande intervalo de posts e em um retorno definitivo, embora devido ao movimento do dia-a-dia meus posts não serão mais diários como antigamente, mas prometo aparecer com novos materiais e muita coisa boa para os ferrenhos visitantes do blog!

Para voltar em grande estilo, escolhi um disco que com certeza agradará a todos! Como vocês já devem ter visto pela capa, o download da vez será a perfeita trilha sonora do jogo ''Street Fighter II''.

Trabalho concebido pela banda ''Alph Lyla'' formada dentro dos estúdios da Capcom, o grupo deixou todos de queixo caído com instrumentais poderosos e empolgantes, que chamam a atenção pela habilidade e pela criatividade. Passando pelo jazz, e chegando até os solos furiosos à la Steve Vai. Sou obrigado a falar que não faço a menor idéia de informações como os nomes dos membros, ou algum tipo de referência.

Alph Lyla (única foto que eu encontrei deles '-')

Para os que se interessaram, vale a pena entrar aqui, e dar uma lida na matéria feita pelo msn que traz algumas poucas informações, além de informações sobre outros grandes nomes do mercado musical do mundo dos games.

Com certeza um sentimento de nostalgia irá invadir os corações daqueles que passavam horas e horas a fio na frente do video game, enquanto a porrada comia solta! Então se você está se remoendo na cadeira de ansiedade para ouvir as clássicas trilhas sonoras, mergulhe de cabeça nessa maravilha de pepita!

1 - Breathe Again (Ken)
2 - Save The Holy Place (T. Hawk)
3 - On Your Mark (Fei Long)
4 - Remembrance (Cammy)
5 - On His Beat (Dee Jay)
6 - The Missing Link (Chun-Li)
7 - Rush Of The Wind (Guile)
8 - Splendor (Balrog)
9 - In The Trap (Sagat)
10 - Hearts Of Fire (Ryu)


sueco

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HADOUKEN!!!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Cacophony – Discografia [1987 – 1988]

Idealizado pelos guitarristas Marty Friedman e Jason Becker, o Cacophony emergiu na cena Heavy norte-americana em 1986. Tocando um som predominantemente instrumental e incrivelmente rápido, a dupla, acompanhada do vocalista Peter Marrino e do baterista Atma Anur, estreou em disco com o aclamado Speed Metal Symphony em 1987.

Um ano mais tarde é lançado Go Off!, com Deen Castronovo (Journey) no lugar de Anur e Jimmy O’Shea no baixo antes gravado em estúdio por Friedman. A recepção não foi das melhores, e a baixa vendagem resultou no fim prematuro do grupo em 1989. Com seus nomes em alta, Friedman e Becker despontaram para o estrelato – o primeiro com o Megadeth, e o segundo com David Lee Roth.


Speed Metal Symphony [1987]

Se você for um guitarrista iniciante e ainda estiver dando os primeiros passos no instrumento não ouça este CD – a menos que você queira desistir de vez das seis cordas. O virtuosismo impera em Speed Metal Symphony – aliás, belíssimo nome que define perfeitamente a proposta sonora de Marty Friedman e Jason Becker, este, na época, um jovem de apenas 17 anos e já expert em Paganini. Destaque para “The Ninja” (um desfile de escalas exóticas de Friedman) e “Concerto”, onde fica notório o entrosamento da dupla e o talento, principalmente, de Becker.

01. Savage
02. Where My Fortune Lies
03. The Ninja
04. Concerto
05. Burn The Ground
06. Desert Island
07. Speed Metal Symphony

Marty Friedman – Guitarra; Baixo
Jason Becker – Guitarra
Atma Anur – Bateria
Peter Marrino – Vocais

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Go Off! [1988]

O que era apenas um projeto tornou-se uma banda, e os fãs sentiram essa mudança, que acabou se refletindo nas vendas e, posteriormente, na separação do Cacophony. Ao contrário do que acontece em Speed Metal Symphony, em Go Off! a maioria das canções possui vocais, o que, de certa forma, coloca tanto Friedman quanto Becker em segundo plano. Para a maioria, que leva em consideração somente isso, um trabalho fraco. Para este que vos escreve e que valoriza o todo, um ótimo disco de Heavy Metal.

01. X-Ray Eyes
02. E.S.P.
03. Stranger
04. Go Off!
05. Black Cat
06. Sword of the Warrior
07. Floating World
08. Images

Marty Friedman – Guitarra
Jason Becker – Guitarra
Peter Marrino – Vocais
Jimmy O’Shea – Baixo
Kenny Stavropoulos – Bateria (creditado, mas não tocou no álbum)

Músico adicional:
Deen Castronovo – Bateria

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мєαиѕтяєєт

quarta-feira, 14 de abril de 2010

David Bryan - On A Full Moon [1995]


Lançado em 5 de setembro de 1995 pela Ignition Records, "On A Full Moon" se trata do 2° disco solo de David Bryan. De forma genial e espontânea, o conceituado tecladista do Bon Jovi faz um trabalho instrumental, calcado apenas no piano, sendo uma ótima opção para ouvir enquanto se relaxa após um dia estressante.

Com um pé na música clássica e outro no Rock N' Roll, Bryan demonstra pegada em suas composições, explicitando influências que passeiam desde Ludwig Van Beethoven e Wolfgang Amadeus Mozart até Rick Wakeman (Yes) e Keith Emerson (Emerson Lake & Palmer). Ou seja, a versatilidade presente nesse disco vai conquistar desde fãs de música erudita até de Rock Progressivo.

Apesar do disco praticamente se completar como um quebra-cabeça ao longo que é executado, os destaques ficam por conta das músicas feitas pra sua esposa e filhos: "April" e "Kissed By An Angel", respectivamente, além da excelente versão de "In These Arms" com a voz de David.

01. Awakening
02. In These Arms (Vocal version)
03. It's a Long Road
04. April
05. Kissed by an Angel
06. Endless Horizon
07. Lullaby for Two Moons
08. Interlude
09. Midnight Voodoo
10. Room Full of Blues
11. Hear Our Prayer
12. Summer of Dreams
13. Up the River
14. Netherworld Waltz
15. In These Arms (Instrumental version bonustrack)

David Bryan - voz e todos os instrumentos

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by Silver