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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Loudness - Loudness [1992]


Antes do álbum dessa postagem ser devidamente gravado e lançado, o Loudness passava por uma fase esquisita em sua carreira. O grupo japonês havia conquistado sucesso considerável em terras norte-americanas e a cada disco lançado nos anos oitenta, cada vez mais "americanizado" o som ficava. Isso culminou na demissão do vocalista Minoru Niihara, simplesmente porque o empresário Max Norman acreditava que um vocalista que tivesse o inglês como língua materna ajudasse num estouro comercial naquelas terras - algo que nunca aconteceu.

O contratado foi Michael Vescera e dois álbuns foram gravados com o mesmo, mas não deu certo porque o próprio foi convidado para a banda de Yngwie Malmsteen, não hesitando em aceitar o convite. O vocalista Masaki Yamada, do recém-acabado EZO, assumiu o posto para terminar a turnê e permaneceu na formação, mas o baixista Masayoshi Yamashita também abandonou o barco logo quando voltaram para o Japão, sendo substituído por Taiji Sawada, recém-saído do X Japan.

A formação, completa com a presença dos originais Akira Takasaki e Munetaka Higuchi respectivamente na guitarra e na bateria, se consolidou e a ausência de pressão norte-americana para fazer um álbum que ninguém queria fazer estimulou uma rápida e natural resposta para toda essa situação. O álbum auto-intitulado, décimo da discografia do Loudness, foi lançado em junho de 1992 pela Warner Music Japan.



A resposta citada no parágrafo anterior pode ser descrita como "um belo soco na cara". Takasaki, principal compositor da banda e visivelmente de saco cheio com a intenção farofeira dos engravatados estadunidenses, fez um álbum de puro Heavy Metal, sem influências orientais ou ocidentais: apenas música rápida, agressiva, impactante, pesada. No geral, o play lembra o som que o EZO praticava, mas vagamente, já que toda a line-up é composta por talentos realmente diferenciados ao ponto de também exercer influência.

Masaki Yamada teve significante colaboração nesse disco e na recuperação da banda. Além de trazer vocais rasgados e muito bem cantados, foi o responsável pela composição de todas as letras. Taiji Sawada se mostrou um baixista extremamente habilidoso e criativo, sendo o complemento perfeito para a proposta do "novo" conjunto e conseguindo brilhar em diversos momentos.



A antiga dupla do Loudness - também responsável pela formação da banda em 1981 - é a principal responsável por deixar qualquer ouvinte de queixo caído. Akira Takasaki é um monstro das seis cordas e, de longe, esse registro captou perfeitamente sua genialidade. Apresentou riffs bem estruturados, melodias pesadas e solos que parecem ter sido executado com vinte dedos. O falecido Munetaka Higuchi se superou em suas linhas de bateria, que fugiram do arroz-com-feijão e trouxeram arranjos bem elaborados e técnicos.

Com a sinceridade de um amante de MPB (música pesada e boa), é impossível realizar qualquer destaque particular nesse petardo, soberbo do início ao fim. Vale a pena ouvir do começo ao fim e promete agradar até aquele que não se simpatiza com som pesado de japonês, afinal, um bom Heavy Metal não deve ser julgado pelo país de origem dos músicos.



01. Pray For The Dead
02. Slaughter House
03. Waking The Dead
04. Black Widow
05. Racing The Wind
06. Love Kills
07. Hell Bites (From The Edge Of Insanity)
08. Everyone Lies
09. Twisted
10. Firestorm

Masaki Yamada - vocal
Akira Takasaki - guitarra, backing vocals
Taiji Sawada - baixo, backing vocals
Munetaka Higuchi - bateria

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by Silver

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pata - Pata [1993]


Tomoaki Ishizuka, popularmente conhecido como Pata, é o guitarrista da lendária banda X Japan. A importância da mesma já foi discutida em uma postagem anterior (confira no marcador), mas sabe-se que Pata geralmente está como guitarrista rítmico ou sola cruzadamente com o parceiro hide. Neste álbum, seu primeiro em carreira solo, a coisa muda de figura.

Lançado em novembro de 1993, meses após o excêntrico "Art Of Life" do X Japan dar as caras, o disco levou apenas o nome de Pata. Os holofotes, obviamente, se viraram para suas composições, que não tinham tanto destaque na banda que o consagrou. Vale lembrar que não se deve esperar nada semelhante ao X Japan por aqui, já que o guitarrista passeia pelo Hard Rock dos moldes norte-americanos por aqui, incrementando elementos do Heavy Metal e do Blues em alguns momentos.

O japa tratou de chamar um time competente de músicos, onde tem-se a atuação do lendário baterista Tommy Aldridge, que na época tocava no House Of Lords com o vocalista e também destaque James Christian, a voz que conduz todas as canções não-instrumentais por aqui. Outros nomes de peso estão envolvidos, como os baixistas Tim Bogert (Cactus), Mike Porcaro (Toto) e Gerald Johnson (Steve Miller), o baterista Simon Philips (Toto, Judas Priest, The Who) e o tecladista e produtor Daisuke Hinata.


Mesmo com todo essa line-up invejável, Pata não ficou atrás, se destacando incrivelmente com seus solos recheados de melodia e composições muito bem feitas. O play se divide em composições instrumentais e não-instrumentais, mas deve-se esperar ótimas instrumentais, não meras demonstrações de técnica. A escolha de James Christian foi uma jogada de mestre, por sinal, pois as canções caíram como uma luva para seu poderoso e belo vocal.

Os destaques se dividem entre as instrumentais e as não-instrumentais. Das instrumentais, são as de maior ênfase a poderosa "East Bound", a melódica "So Far" e a paulada "5 O'Clock". Daquelas que contam com Christian nos microfones, são de maior destaque a hardíssima "All The Way", a acústica-de-botequim "Story Of A Young Man" e a balada "Road Of Love".

Vale muitíssimo a pena conferir esse full-length e se impressionar com a musicalidade apurada de Pata, como quem vos escreve nesse momento se impressionou.



01. 6 Hours To Minute
02. East Bound
03. 5 O' Clock
04. All The Way
05. So Far
06. Road Of Love
07. Little Iron Waltz
08. Story Of A Young Man
09. Psychedelic Jam
10. Positively Unsure
11. Strato Demon

Pata - guitarra, violão
James Christian - vocal em 4, 6, 8 e 9
Tim Bogert - baixo em 2, 4, 9 e 11
Gerald Johnson - baixo em 3, 5 e 6
Mike Porcaro - baixo em 10
Tommy Aldridge - bateria em 3, 4, 5, 6 e 9
Simon Phillips - bateria em 2, 10 e 11
Daisuke Hinata - teclados em 1, 2, 5, 6, 8, 10, 11
Rafael Padilla - percussão em 5, 8 e 10
Mike Finegen - órgão Hammond em 2

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by Silver

domingo, 26 de setembro de 2010

X Japan - Blue Blood [1989]

O X Japan, além de ter sido um dos maiores fenômenos musicais da história do Japão, é uma das bandas mais importantes da minha vida, pois só o que eu ouvi isso, desde 2001 pra cá (quando conheci a banda), não foi brincadeira! haha...

Formado no início dos anos 80, por Yoshiki Hayashi e Toshimitsu "Toshi" Deyama, o grupo passou praticamente a década inteira vagando pelo underground japonês, fazendo shows em lugares minúsculos e apertados, mas carregando a cena que mais tarde viria a ficar conhecida como Visual Kei (que envolve inúmeros estilos de Rock e até de Pop) nas costas e já contando com a genialidade de Yoshiki, que fez com que sua mãe vendesse o negócio da família para abrir sua própria gravadora, a hoje famosa Extasy Records.

Fã de bandas como Kiss, T-Rex, Iron Maiden e também de música clássica e Punk Rock, ele decidiu montar uma banda para fundir todos esses estilos, com a ajuda do seu fiel amigo de infância Toshi, para fazer os vocais. Várias e várias formações passaram ao longo da década, até se firmarem em 1987 junto com o lendário guitarrista Hideto "hide" Matsumoto, o também ótimo Tomoaki "Pata" Ishizuka e o melhor baixista do Japão, na minha opinião, o grande Taiji Sawada, e daí, o lançamento de seu debut, "Vanishing Vision", de forma independente, mas fazendo com que a banda estourasse no Japão, entrando para o ranking da Oricon (uma espécie de Billboard japonesa) e já revelando alguns hits, como "Kurenai", "I'll Kill You" e "Alive".

Mas, o que interessa é o disco de hoje, o incrível, sensacional "Blue Blood", que, sem dúvidas, foi o maior sucesso dos caras e fez com que o Japão inteiro se rendesse ao poder que suas músicas passavam. Fazendo um Power Metal, com várias influências do Speed Metal, Hard Rock oitentista, Glam Rock, música clássica e Punk, os caras conquistaram de vez o público japonês, lotando casas de shows e vendendo muitíssimos discos, impulsionados pelos hits que vieram daqui, como a clássica "Week End", a releitura de "Kurenai", o hino particular "X", a paulada "Orgasm", a progressiva "Rose Of Pain", a alternativa "Celebration" e as baladas "Endless Rain" e a também releitura de "Unfinished", sendo mais longa que a do primeiro disco.

E, aquela mistura que citei antes dá muito certo por aqui, já que em meio à bateria insana de Yoshiki, com direito a pedal duplo e tudo o mais, temos arranjos clássicos, com solos de guitarra muitíssimo bem feitos, além dos riffs esmagadores de hide e Pata, o baixo cheio de presença de Taiji, que esbanja técnica e criatividade por aqui. Ainda temos também as baladas, com o piano de Yoshiki extremamente bem tocado, mostrando que, o cara além de um grande baterista, também se entende muitíssimo bem com o piano. Os vocais inconfundíveis de Toshi também marcam uma ótima presença, mostrando que ele é um dos melhores vocalistas não apenas do Japão, mas de todo o mundo.

Bem, galerinha, se vocês querem um bom disco de Heavy Metal, com extremas variações musicais, aqui está um grande! Discasso, vale o download!


Toshi - Vocals
hide - Lead guitar
Pata - Rhythm guitar
Taiji - Bass
Yoshiki - Drums/piano


1. Prologue ~ World Anthem
2. Blue Blood
3. Week End
4. Easy Fight Rambling
5. X
6. Endless Rain
7. Kurenai
8. Xclamation
9. Orgasm
10. Celebration
11. Rose Of Pain
12. Unfinished


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Bruno Gonzalez



segunda-feira, 14 de junho de 2010

V.A. – TOEI Metal Hero Song Themes: TV Size Collection [1996]

Quem era criança na década de 90 com certeza lembra da Rede Manchete e dos inúmeros seriados japoneses, os tokusatsus, que ela exibia nessa época. Bons tempos! O extinto canal de TV foi o responsável pela popularização do gênero no Brasil, e até hoje há quem sinta falta de assistir Jaspion, Jiraiya, Jiban, Solbrain e Winspector entre muitos outros nos fins de tarde. Para quem não se recorda, confira as fotos a seguir.

O Fantástico Jaspion

O Incrível Ninja Jiraiya

Policial de Aço Jiban

Super Equipe de Resgate Solbrain

Esquadrão Especial Winspector

Prato cheio para os saudosistas de plantão, o CD Metal Hero Song Themes contém 31 faixas, entre temas de abertura e encerramento, de algumas das principais séries produzidas pela Toei Company nos anos 80 e 90. Baixe e deixe que a nostalgia tome conta de você. E tente segurar o choro, pois a audição promete fortes emoções.

01. Akira Kushida – Utyu Keiji Gyaban
02. Akira Kushida – Hoshizora No Message
03. Akira Kushida – Utyu Keiji Sharivan
04. Akira Kushida – Tsuyosa Wa Ai Da!
05. Akira Kushida – Utyu Keiji Shaider
06. Akira Kushida – Hello! Shaider
07. Ai Takano – Ore Ga Seigi Da! Juspion
08. Ai Takano – Ginga Ookami Juspion
09. Ichiro Mizuki – Jikuu Senshi Spielban
10. Ichiro Mizuki – Kesho Da! Spielban
11. Ichiro Mizuki – Kimi No Nakamada Spielban
12. Isao Sasaki – Kimi No Seishun Wa
13. Ichiro Mizuki – Time Limit
14. Akira Kushida – Sekai Ninja Sen Jiraiya
15. Akira Kushida – Shi No Bi’88
16. Akira Kushida – Kidou Keiji Jiban
17. Akira Kushida – Ashita Yohou Wa Itsumo Hare
18. Takayuki Miyauchi – Tokkei Winspector
19. Takayuki Miyauchi – Kono No Ore Kara Ashita
20. Takayuki Miyauchi – Tokkyu Shirei Solbrain
21. Takayuki Miyauchi – Ai Ni Dakarete
22. Takayuki Miyauchi – Tokusou ExceeDraft
23. Takayuki Miyauchi – Gol Wa Ashita
24. Susumu Ooya – Tokusou Robo Jamperson
25. Susumu Ooya – Asayake No Lullaby
26. Tatsuya Maeda – True Dream
27. Tatsuka Maeda – Hello There!
28. Shinichi Ishihara – Jukou Beetle Fighter
29. Shinichi Ishihara – Chikyu Koukou
30. Nakahiko Kashihara – Beetle Fighter Kabuto
31. Nakahiko Kashihara – Oogoe No Utaeba

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мєαиѕтяєєт

domingo, 11 de abril de 2010

Loudness - Once And For All [1994]


Este é um show incrível de uma das melhores formações do Loudness, na minha opinião. Gravado no Club Citta Kawasaki no dia 1° de junho de 1992, "Once And For All" foi lançado dois anos depois e teve boa repercussão no Japão.

O play expressa toda a força que o Loudness tinha nessa época. O repertório alia clássicos e músicas novas, e ainda impressiona ao incluir um cover de "House Of 1,000 Pleasures", da antiga banda do vocalista Masaki Yamada, o EZO.

Infelizmente, depois da turnê que gerou "Once And For All", a banda se separou por um tempo, com apenas Akira Takasaki tocando o barco. Mas, além do álbum auto-intitulado de 1992, esta excelente line-up deixou aos fãs esse maravilhoso registro que, com certeza, é uma das maiores obras-primas da história do Hard n' Heavy. Confiram!

01. Pray For The Dead
02. Slaughter House
03. Down N' Dirty
04. Everyone Lies
05. House Of 1,000 Pleasures
06. Black Widow
07. Twisted
08. Waking The Dead
09. Crazy Nights
10. S.D.I.

Masaki Yamada - vocal
Akira Takasaki - guitarra
Taiji Sawada - baixo
Munetaka Higuchi - bateria

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by Silver

Taiji, Masaki e Akira - 1992

EZO - Fire Fire [1989]


Após o sucesso do primeiro álbum, o EZO investe novamente e lança "Fire Fire" dois anos depois. Apesar de faltar um pouco de inspiração, continua um bom disco. Infelizmente não atingiu o que seu antecessor obteve, tanto musicalmente quanto comercialmente falando, findando a banda pouco tempo depois.

O disco agora contou com a produção de Stephen Galfas, um conceituado produtor que já produziu disco de bandas como Saxon, Dr. Sin, ELO, Stryper, The Allman Brothers Band, Meat Loaf, entre muitas outras.
Vale a conferida!

1. Love Junkie
2. Night Crawler
3. Fire Fire
4. Wild Talk
5. Burn Down the Night
6. Black Moon
7. Back to Zero
8. Cold Blooded
9. She's Ridin' the Rhythm
10. Streetwalker
11. Million Miles Away

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by Silver

EZO - EZO [1987]

Proveniente do Japão, o EZO já chamou a atenção das gravadoras em pouco tempo de existência, tanto que o poderoso Gene Simmons (Kiss) foi responsável pela descoberta e co-produção deste álbum, que é a estreia dos japas em âmbito americano (antes só haviam lançado discos no Japão, sob o nome Flatbacker).

Este play, auto-intitulado, traz Heavy Metal em sua essência, com algumas pitadas Hard Rock, mas nada que influenciasse o resultado final. Guitarras pesadas, cozinha destruidora e os fortes vocais de Masaki Yamada. Não apenas se tratando de música japonesa, mas de som pesado no mundo todo, esse álbum é um dos melhores que já ouvi. Paulada do início ao fim!

01. House of 1,000 Pleasures
02. Flashback Heart Attack
03. Mr. Midnight
04. Here It Comes
05. I Walk Alone
06. Destroyer
07. Big Changes
08. Kiss of Fire
09. Desiree

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by Silver

sábado, 10 de abril de 2010

Loudness - Soldier Of Fortune [1989] & Cozy Powell Forever: Live In Tokyo [1998]

Post em conjunto com o enrolão do Rock Silvão, que está me enrolando com esse post desde sábado.

Soldier Of Fortune [1989]

Depois de se mostrar para o mundo, com o sucesso de grandes pérolas do Heavy Metal como "Thunder In The East" e "Lightning Strikes", o Loudness já era a maior banda do Japão no final dos anos 80, mas o líder da banda, o guitarrista ultra-virtuoso Akira Takasaki achava que ainda não tinha conseguido o que queria, mesmo depois de ter excursionado com bandas como Mötley Crüe, AC/DC e Stryper e feito história colocando o Loudness por duas vezes no ranking da Billboard (pra quem não leu meu último post deles, o Loudness foi a primeira banda japonesa a conseguir entrar em qualquer ranking da Billboard), que era consolidar-se como um dos maiores super-grupos do mundo. Então, ele, em conjunto com o baterista Munetaka Higuchi, decidiu que era hora de demitir o vocalista Minoru Niihara e fazer uma jogada de marketing um tanto ousada: Contratar um vocalista ocidental.
O escolhido não poderia ser melhor: O grande vocalista Michael Vescera, que trabalharia mais tarde com Yngwie Malmsteen e com o Dr. Sin, por exemplo. Como falei anteriormente, a escolha não poderia ter sido melhor: Vescera é dono de uma voz única, com um timbre arregaçante, que combinou demais com o estilo mais farofão que a banda havia assumido.

Em meio à todo esse clima de prosperidade, "Soldier Of Fortune" foi gravado nos Estados Unidos, em vários estúdios famosos em Los Angeles, Hollywood e New Jersey e lançado em setembro de 1989, trazendo o que é, na minha opinião, o melhor álbum da banda, depois de "Thunder In The East". Um disco totalmente cruzão, com os vocais de Vescera totalmente rasgados, sem aquele sotaquezinho japonês nas letras e com Akira Takasaki totalmente inspirado, fazendo um trabalho mais que incrível nas 6 cordas, fazendo com que vários críticos musicais, até hoje digam que esse foi o melhor trabalho de Takasaki na guitarra, e, de fato é. Munetaka Higuchi e Masayoshi Yamashita também mostram um trabalho invejável na bateria e baixo, respectivamente, fazendo com que pelo menos na teoria, o Loudness realmente se tornasse um super-grupo.

Infelizmente, as coisas não saíram como Takasaki havia planejado, já que o álbum foi um fiasco nos Estados Unidos. O que salvou "Soldier Of Fortune", foram as altíssimas vendas no Japão, acompanhadas de uma mega-turnê na Terra do Sol Nascente, com Michael Vescera cantando até músicas em japonês, como Crazy Doctor.

Enfim, os destaques dessa pepitona Hard Rock ficam com "You Shock Me", "Lost Without Your Love", "Faces In The Fire", "Danger Of Love" e o rock anthem "Soldier Of Fortune", que além de ser a faixa-título, é uma das músicas mais poderosas do Loudness. Discaço!

Loudness com Michael Vescera - [1989 - 1991]

1. Soldier Of Fortune
2. You Shock Me
3. Danger Of Love
4. Twenty-Five Days
5. Red Light Shooter
6. Running For Cover
7. Lost Without Your Love
8. Faces In The Fire
9. Long After Midnight
10. Demon Disease

Michael Vescera - Vocais
Akira Takasaki - Guitarra
Masayoshi Yamashita - Baixo
Munetaka Higuchi - Bateria

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Bruno Gonzalez


Cozy Powell Forever: Live In Tokyo [1998]

Pra ser sincero, nem eu sei bem a procedência desse registro. Aos fãs mais assíduos, peço mais informações sobre essa bootleg. Só pra constar, esse registro não é o oficial que circulou às vendas como pertencente à discografia da banda.

A voz de Minoru Niihara é tão inconfundível que eu obtive esse arquivo crente crente que Masaki Yamada (que foi vocalista do Loudness de 1992 à 2001, ou seja, nessa época Yamada estava na banda) estava assumindo os vocais. Tive uma baita surpresa, muito boa por sinal, ao saber que este foi um dos poucos concertos da breve reunião da formação original do Loudness (já que, na época, apenas Akira Takasaki integrava o grupo) que circulou apenas pelo Japão e que motivaria uma posterior reunião oficial.

"Cozy Powell Forever: Live In Tokyo" foi extraído de um show do dia 16 de novembro de 1998, na cidade de Tóquio, durante um tributo idealizado pelo baterista do próprio Loudness, Munetaka Higuchi (R.I.P.). Tal tributo incluiu outras bandas, tendo o Loudness como headliner.

O repertório consiste em músicas que Cozy Powell gravou ou tocou muitas vezes ao vivo, como clássicos do Rainbow, Deep Purple e Black Sabbath. A performance dos integrantes é simplesmente fantástica, principalmente com Niihara cantando perfeitamente bem e Higuchi mandando pra caralho. A sonzeira conta com um tecladista pra interpretar as faixas que contém teclados, como Burn e Stargazer.

A qualidade de som é impecável, então não há nada mais a acrescentar: rock n' roll oriental da melhor qualidade!

01. Kill The King
02. War Pigs
03. Mistreated
04. Still I'm Sad
05. Higuchi Drums Solo
06. Burn
07. Long Live Rock N' Roll
08. Stargazer
09. Light In The Black
10. All Night Long

Minoru Niihara - vocal
Akira Takasaki - guitarra
Masayoshi Yamashita - baixo
Munetaka Higuchi - bateria

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by Silver

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Grand Slam - Rhythmic Noise [1990]


Favor não confundir com o Grand Slam formado pelo Phil Lynott, eterno frontman do Thin Lizzy!

Pra falar a verdade, pouco sei do Grand Slam. Apresentado à mim a pouco tempo pelo meu camarada Kira, através de um vídeo ao vivo de Without Dreams, esse grupo tem uma sonoridade muito interessante. Bandas clássicas do Hard n' Heavy japonês como Loudness, X Japan e EZO misturam-se com influências do Hard Rock ocidental e o resultado é essa pérola musical.

A banda iniciou atividades em 1989 e foi iniciada pelo baterista Yoshihiro Toyokawa logo após o fim da sua antiga banda, o Make-Up. Para completar a line-up, apenas músicos gabaritados para compor tal supergrupo: o vocalista Jun-Ya Kato (ex-Reaction), o guitarrista Kazuhide Shirita (ex-Presence) e o baixista Hironori Yosikawa (ex-44Magnum).

"Rhythmic Noise" é o debut do Grand Slam e pode-se dizer que a estréia foi em grande estilo. Rock n' roll pauleira com fortes pitadas do que foi feito nos anos 1980, melodias viciantes, vocais poderosíssimos (principalmente pelos backing-vocals), bateria avassaladora, guitarras e baixos coesos e solos magníficos podem ser encontrados aqui. Os destaques ficam por conta dos rock anthems Without Dreams e I Wanna Touch You, das pauleiras No No No e Here We Go e da belíssima Hello. Mas a recomendação é não se prender apenas às faixas citadas, pois o álbum todo é dotado de uma genialidade incrível.

01. Rhythmic Noise
02. Here We Go
03. Spend The Night
04. Without Dreams
05. I Wanna Touch You
06. Hello
07. Lookin' For Love
08. No No No
09. Tell Me
10. Cookies
11. Keep On Dancin'

Jun-Ya Kato - vocal
Kazuhide Shirita - guitarra
Hironori Yosikawa - baixo
Yoshihiro Toyokawa - bateria

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by Silver