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sábado, 31 de dezembro de 2011

Andre Matos – Time To Be Free [2007]


Antes de entrar no segundo milênio, três integrantes do AngraAndre Matos, Luís Mariutti e Ricardo Confessori – deixaram o grupo por diferenças pessoais com o empresário Antônio Pirani, se uniram a Hugo Mariutti, guitarrista e irmão de Luís, e formaram o Shaman. O novo grupo viveu o suficiente para lançar dois ótimos álbuns, “Ritual” e “Reason”, mas novamente diferenças empresariais separaram os caras. Confessori continuou com o projeto enquanto os outros três deram no pé.

Mas a saída do Shaman não abalou a carreira de Andre Matos. Pelo contrário: logo após abandonar o barco, o vocalista anunciou o início de sua carreira solo, tendo os irmãos Mariutti na sua banda de apoio, além de André Hernandes, Rafael Rosa e Fabio Ribeiro, respectivamente guitarrista, baterista e tecladista. A estreia dessa nova banda nos palcos ocorreu em grande estilo, no Live N' Louder de 2006, e pouco depois o debut Time To Be Free” foi lançado.



Os momentos orquestrados e eruditos misturados com Heavy Metal estão mais presentes em “Time To Be Free”, visto o feedback de Andre, formado em regência musical e piano erudito. As influências de ritmos brasileiros e world music são bem menores, diferente dos tempos no Angra e Shaman. Os músicos escolhidos cumprem muito bem suas funções, com destaque ao virtuoso baterista Rafael Rosa.

O disco fez bastante sucesso, alcançando a segunda posição das paradas japonesas e francesas, bem como a quarta nos charts russos. A música Rio ganhou o prêmio de melhor canção de Heavy Metal no Worldwide Prize Music Awards de 2008. Outros destaques vão para Face The End, Letting Go e How Long (Unleashed Away), esta co-escrita pelo renomado Roy Z. Sobrou espaço até para homenagens ao seu pai Steve Perry (vai dizer que não são iguais?), com o cover de Separate Ways (Worlds Apart), do Journey.



01. Menuett
02. Letting Go
03. Rio
04. Remember Why
05. How Long (Unleashed Away)
06. Looking Back
07. Face The End
08. Time To Be Free
09. Rescue
10. A New Moonlight
11. Endeavour
12. Separate Ways (Worlds Apart) - Journey cover

Andre Matos – vocal, piano
André Hernandes – guitarra
Hugo Mariutti – guitarra
Luis Mariutti – baixo
Rafael Rosa – bateria
Fabio Ribeiro – teclados

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by Silver

terça-feira, 17 de maio de 2011

Helloween - Live In The U.K. [1989]


Bandas no auge de sua criatividade e até de seu sucesso refletem isso de forma incrível nos palcos. Veja o AC/DC no fim da década de 1970 e início da década de 1980, o Kiss na turnê do "Love Gun", o Black Sabbath e o Deep Purple no início da década de 1970, ou até mesmo o Iron Maiden no meio da década de 1980.

Com o Helloween a regra é a mesma. O quinteto desfrutava de reconhecimento internacional graças às aclamadíssimas duas partes do Keepers. Não houve muito tempo para aproveitar esse momento, porque as crises estouraram logo em 1989, com a saída do guitarrista Kai Hansen. Mas "Live In The UK" registrou essa ótima fase a tempo.


O álbum foi registrado em dois concertos, na cidade escocesa de Edimburgo e na inglesa de Manchester, em novembro de 1988. O conjunto atravessava a Europa ocidental com shows energéticos e casas de shows lotadas com a turnê de "Keepers Of The Seven Keys Part II", logo, era um momento perfeito para gravar um disco ao vivo.

Apesar de curto, o repertório é certeiro pois traz as preferidas dos fãs quando o assunto é a década de 1980 do Helloween - com a perdoável porém incompreensível exceção de Eagle Fly Free. Pedradas como I Want Out, Future World (cantada em uníssono com a plateia), Dr. Stein e A Little Time mostram todo o brilho do conjunto, que estava com um instrumental entrosado e competente e trazia um endiabrado vocal de Michael Kiske, um dos melhores tocadores de microfone do Heavy Metal.



Infelizmente, a crise bateu na porta do Helloween, que se reergueu no futuro mas deixou saudades dessa época. Não à toa, os caras mudaram o jeito de se fazer metal. Confira essa pepita!

01. Happy Halloween + A Little Time
02. Dr. Stein
03. Future World
04. Rise And Fall
05. We Got The Right
06. I Want Out
07. How Many Tears

Michael Kiske - vocal
Kai Hansen - guitarra, backing vocals
Michael Weikath - guitarra, backing vocals
Markus Grosskopf - baixo, backing vocals
Ingo Schwichtenberg - bateria

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by Silver

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Angra - Fireworks [1998]


Os dois primeiros álbuns do Angra tiveram uma forte influência da música brasileira. De forma magistral, o quinteto conseguiu deixar o som com várias pitadas regionais sem perder o peso do metal que praticavam. E no segundo álbum, "Holy Land", essa tendência se tornou ainda mais marcante. Mas no álbum dessa postagem, a coisa muda um pouco de figura.

"Fireworks" é o terceiro full-length do Angra e a formação original estava a todo vapor - os músicos estavam sido reconhecidos cada vez mais por suas habilidades e o grupo estava com fama ascendente. Com a criatividade nos ares, esse disco trouxe uma abordagem um pouco diferente dos antecessores.

A sonoridade do disco traz um peso muito mais descarado que seus antecessores. Todas as músicas, do começo ao fim, são pesadas, até mesmo as canções de andamento mais lento e menos pesado. Explora-se menos dos ritmos tupiniquins e, apesar de ainda muito diferenciada, o Angra soou como uma banda de Heavy Metal direto.



Ainda há a ênfase, todavia, nas melodias. Isso não mudou, já que o som continua melódico, com aqueles clássicos refrães que crescem e com arranjos muito bem trabalhados. Todos os envolvidos mandaram muito bem, o que é de praxe nos registros do conjunto, mas o brilho dessa vez ficou, particular e principalmente, para as guitarras de Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt.

Infelizmente, a formação original se desmanchou após a turnê de divulgação do disco, um ano após o lançamento, com a saída de Andre Matos, Luís Mariutti e Ricardo Confessori. Os motivos principais estão nos desentimentos com o empresário Antônio Pirani. Mas, pra um álbum de despedida dessa line-up, "Fireworks" cai como uma luva. Entre os destaques, constam a paulada de abertura Wings Of Reality, a grudenta Lisbon, as pesadas Speed e Metal Icarus e a excelente semi-balada que é a faixa-título.



01. Wings Of Reality
02. Petrified Eyes
03. Lisbon
04. Metal Icarus
05. Paradise
06. Mystery Machine
07. Fireworks
08. Extreme Dream
09. Gentle Change
10. Speed

Andre Matos - vocal, piano, teclados
Kiko Loureiro - guitarra, violão
Rafael Bittencourt - guitarra, violão, viola
Luis Mariutti - baixo
Ricardo Confessori - bateria, percussão

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by Silver

domingo, 9 de janeiro de 2011

Helloween - Chameleon [1993]


Aqui está um disco que defendi inúmeras vezes em discussões com os amigos. E o argumento é simples: esse não é um trabalho do Helloween, mas sim, de seus integrantes. Cada músico trouxe as suas idéias e as desenvolveu da maneira que bem entendesse, sem se apegar ao formato que consagrou o grupo. Por conta disso, os fãs mais tradicionais da era Keepers, desaprovam seu conteúdo, assim como os membros daquela época que permanecem na banda. De certo modo é compreensível, visto que Chameleon é um suicídio comercial. Foi após seu retumbante fracasso que a EMI demitiu o grupo, que nunca mais teve a chance de trabalhar com uma estrutura do tipo.

Mesmo assim, considero sua sonoridade fenomenal, até mesmo pela ousadia descompromissada. Misturando diferentes influências, o álbum confundiu a cabeça de muita gente, especialmente em uma época onde não era possível conferir amostras grátis antes do lançamento – exceto pelos singles que eram enviados às rádios. Hoje, após quase duas décadas completas, Chameleon alcançou status de cult junto aos menos radicais, que aprenderam a apreciá-lo da maneira correta, sem rótulos pré-concebidos. Quem conseguiu assimilar, saiu ganhando, já que temos músicas excelentes aqui, independente do estilo que seguem.



Alguns resquícios do passado ainda se fazem presentes, como na abertura com “First Time” e também em “Giants”, única que chegou a ser executada posteriormente, na turnê do álbum Master of the Rings. A bem elaborada “When the Sinner” foi o primeiro single. “Windmill” e “Step Out of Hell” também foram lançadas de forma promocional posteriormente. A última nesse formato foi a bela “I Don’t Wanna Cry No More”, que Roland Grapow escreveu em homenagem a seu falecido irmão, com uma letra de emocionar. A grandiosa “I Believe”, composição de Michael Kiske, traz em seus nove minutos, corais infantis e orquestrações brilhantes, dando uma atmosfera toda especial.

E se o CD principal já é cheio de particularidades fugindo do padrão habitual, o que dizer do segundo disquinho, com os b-sides? Aí a experimentação ganhou ares de loucura mesmo. O que não significa algo ruim de forma alguma. “I Don’t Care, You Don’t Care”, por exemplo, conta com um clima setentista bem interessante nas guitarras, assim como a instrumental “Oriental Journey”. Um Rock básico e com senso de humor em “Get Me Out of Here” abre espaço para a esquizofrenia definitiva de “Red Socks and the Smell of Trees”, viagem pura desde o título até o final de seus quase onze minutos.


A turnê de divulgação foi um verdadeiro fiasco. Devido a seus problemas mentais cada vez mais evidentes, Ingo Schwichtenberg foi substituído por Ritchie Abdel Nabi, que acabou se mostrando insuficiente, especialmente nas músicas antigas. Enquanto isso, os outros quatro membros continuavam quebrando o pau nos bastidores, ao passo que os shows atraíam cada vez menos público. A performance também deixava a desejar, especialmente por parte de Kiske. Sua voz tinha virado apenas um arremedo dos velhos tempos. Todos esses fatores despedaçaram de vez o Helloween, que terminaria o ano sem frontman e baterista.

Dois anos mais tarde, Ingo se suicidaria ao se jogar na frente de um trem. Kiske iniciaria uma verdadeira batalha interna, que deixou seus resquícios até hoje. Já a banda, conseguiria contornar os problemas com a chegada do vocalista Andi Deris e do batera Uli Kusch, embora boa parte dos fãs das antigas nunca os tenha aceitado da mesma forma que seus antecessores. Heavy Metal, Rock, Pop, Progressivo e tudo o mais que se encontrar. Esse camaleão merece ser apreciado em sua forma mais pura. Verdadeira viagem musical.

Michael Kiske (vocals)
Michael Weikath (guitars)
Roland Grapow (guitars)
Markus Grosskopf (bass)
Ingo Schwichtenberg (drums)

01. First Time
02. When the Sinner
03. I Don’t Wanna Cry No More
04. Crazy Cat
05. Giants
06. Windmill
07. Revolution Now
08. In the Night
09. Music
10. Step Out of Hell
11. I Believe
12. Longing

Bonus CD Expanded Edition

01. I Don’t Care, You Don’t Care
02. Oriental Journey
03. Cut in the Middle
04. Introduction
05. Get Me Out of Here
06. Red Socks and the Smell of Trees
07. Ain’t Got Nothin’ Better
08. Windmill (demo)

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JAY

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Helloween - Keeper Of The Seven Keys: Part I [1987]


A influência do Helloween é indiscutível. Incontestável. Todo fã de som pesado que se preze, sabe do peso desse nome na cena metálica. O surgimento do grupo se deu em 1984 na cidade alemã de Hamburgo com a formação estabelecida por Kai Hansen nos vocais e guitarra, Michael Weikath na guitarra, Markus Grosskopf no baixo e Ingo Schwichtenberg na bateria. Com a line-up, gravaram o debut "Walls Of Jericho", mas na turnê de divulgação, Hansen sentiu dificuldade ao assumir o microfone e a guitarra ao mesmo tempo (dificuldade que venceu no Gamma Ray, mas aí são outros quinhentos).

Na busca de um novo vocalista, o jovem Michael Kiske impressionou e ganhou a vaga. O terreno estava propício para o surgimento de um clássico, e eis que "Keeper Of The Seven Keys: Part I" surgiu nas prateleiras em maio de 1987. A intenção era lançar a segunda parte juntamente da primeira, mas a Noise Internacional, gravadora dos rapazes, não permitiu.

A primeira parte do "Keeper" tornou-se um clássico porque nada como aquilo havia sido feito antes. A genial salada mista aqui encontrada se baseia na união entre o Heavy clássico do Judas Priest e do Iron Maiden, alguns elementos góticos principalmente difundidos pelo The Sisters Of Mercy, velocidade com foco em melodias trabalhadas, e letras repletas de fantasia, algo pouco comum no gênero.


Do início ao fim, nota-se competência ímpar nas composições: a maioria capitaneada por Kai Hansen, também conhecido como "o cara". O instrumental, impecável, dá destaque à tudo em sua hora certa. Seja o baixo de Markus Grosskopf, as guitarras entrosadas de Hansen e Michael Weikath ou a bateria de Ingo Schwichtenberg - tudo há espaço. E ainda há de se salientar o aparecimento de uma das maiores vozes do metal. Michael Kiske simplesmente destrói. Dispensa comentários. Fortes berros, manutenção de voz aguda de forma impressionante e incrível harmonia.

A repercussão foi satisfatória para uma verdadeira estreia, com maior âmbito de divulgação, mas não um estouro. Com "Keeper Of The Seven Keys: Part I", o Helloween viu suas portas se abrindo para fora da Alemanha, ainda mais com uma oportunidade de fazer uma turnê pelos Estados Unidos. O play teve moderada recepção na terra natal, na Suécia e na Suíça, além de conquistar uma tímida 104ª posição nos charts norte-americanos e 284ª nos japoneses. O engraçado é que, algum tempo depois, o grupo conquistaria incrível respeito na terra do Sol nascente, sempre emplacando lançamentos em altas posições nas paradas gerais.



O single de "Future World" foi lançado como arma de divulgação, bem como um vídeo-clipe para "Halloween", que teve mais da metade da canção original cortada. Com exceção disso, não há uma canção sequer que se destaque das demais. Discão da cabeça aos pés!

01. Initiation
02. I'm Alive
03. A Little Time
04. Twilight Of The Gods
05. A Tale That Wasn't Right
06. Future World
07. Halloween
08. Follow The Sign

Michael Kiske - vocal
Kai Hansen - guitarra, backing vocals
Michael Weikath - guitarra, backing vocals
Markus Grosskopf - baixo, backing vocals
Ingo Schwichtenberg - bateria

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by Silver

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Angra - Angels Cry [1993]


Se hoje em dia é complicado disseminar som pesado no Brasil, basta imaginar o quão difícil era em décadas passadas, sem o advento da Internet. Um mix de sorte, talento e investimento financeiro serviu para consagrar bandas como Sepultura, Sarcófago e a que está sendo trazida nessa postagem: o Angra.

A empreitada já tinha a pretensão de ter bastante sucesso, pois foi idealizada por alguém avulso aos músicos: Antônio Pirani, o "Toninho", ex-empresário do Viper e dono da revista Rock Brigade. Os convocados foram Andre Matos (ex-Viper) para vocal, Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt para as guitarras, Luís Mariutti pro baixo e Marco Antunes pra bateria.

Tudo já estava preparado para o lançamento de um primeiro disco - os caras já haviam gravado uma demo chamada "Reaching Horizons", estavam entrosadíssimos e conquistando fãs com os poucos concertos que haviam realizado. No entanto, Marco abandonou o barco pouco antes das gravações começarem. De última hora, o baterista do Rhapsody (hoje "Of Fire"), Alex Holzwarth, se apoderou das baquetas, fazendo o trabalho de forma muitíssimo bem feita. Posteriormente a vaga foi preenchida por Ricardo Confessori.

O resultado pode ser conferido em "Angels Cry". Gravado nos estúdios de Kai Hansen (Helloween, Gamma Ray), na Alemanha, se trata de um verdadeiro marco na história do metal brasileiro e talvez um dos mais importantes discos nacionais do gênero. Fenômeno por várias partes do mundo, como no Japão (recebeu até disco de ouro), Europa (com direito à turnê e boas vendagens por lá) e, claro, América do Sul.

A formação até "Angels Cry". Da esquerda pra direita: Kiko Loureiro, Luís Mariutti, Andre Matos, Marco Antunes e Rafael Bittencourt

"Angels Cry" é, também, um marco na vertente melódica do Heavy Metal. As composições gozam de originalidade e peculiaridade, com inserções e nuances que vão desde música clássica até ritmos folclóricos brasileiros. Instrumentalmente não há do que se reclamar: enquanto a dupla dinâmica Loureiro/Bittencourt debulha nas guitarras, a cozinha de Mariutti e Holzwarth se apresenta muitíssimo acima da média, dando subsídio para que Matos brilhasse com sua voz potente, que vai de tons bem graves até muito agudos.

Como se não bastasse, as composições, líricas e melódicas, estão fantásticas. Dedicação máxima, bons temas, tudo impecável e minucioso. Dentre elas, os destaques vão para "Time", "Evil Warning", a faixa-título e a sempre clássica "Carry On". E, pela execução, vale citar também "Wuthering Heights", cover inusitado porém muito bem escolhido de Kate Bush.

Mesmo lançando ótimos trabalhos posteriormente, deve-se admitir que "Angels Cry" é o trabalho definitivo do Angra. Clássico atrás de clássico, inspiração fluente e química incontestável. Vale a pena ouvir com a maior atenção possível.

01. Unfinished Allegro
02. Carry On
03. Time
04. Angels Cry
05. Stand Away
06. Never Understand
07. Wuthering Heights
08. Streets Of Tomorrow
09. Evil Warning
10. Lasting Child

Andre Matos - vocal
Kiko Loureiro - guitarra
Rafael Bittencourt - guitarra
Luis Mariutti - baixo
Alex Holzwarth - bateria

Músicos adicionais:
Kai Hansen - guitarra em 6
Dirk Schlächter - guitarra em 6
Sascha Paeth - guitarra e violão em 6
Thomas Nack - bateria em 7

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by Silver

A formação desde a saída de Antunes até 1999. Da esquerda pra direita:
Rafael Bittencourt, Ricardo Confessori, Andre Matos, Kiko Loureiro, Luís Mariutti

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Shaman - Origins [2010]

"This man behind the Ego will and must go."

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Diante de todo esse anseio pelo Aqua, novo disco do Angra, que sai ainda em agosto, surgiu a oportunidade de ouvir o Origins, do Shaman. Em maio, creio, a banda já havia disponibilizado o single Ego em seu MySpace, mas eu não havia dado a devida importância, de modo que todas as conclusões daqui são embasadas em dois dias ouvindo o disco.

O Shaman passou por períodos difíceis: Em 2006, três dos quatro integrantes originais deixam a banda: Andre Matos, ex-Angra/Viper, Luís Mariutti, ex-Angra, Henceforth, Hugo Mariutti, Henceforth e o tecladista contratado Fábio Ribeiro, que já vinha com Andre e companhia do Angra.

A formação antiga do Shaman: Ricardo Confessori, Hugo Mariutti,
Andre Matos e Luís Mariutti

Houve um boato desrespeitoso e ofensivo na época sobre Confessori. Reza a lenda de que na época em que os ex-integrantes do Shaman saíram do Angra, o baterista ficou responsável por toda a papelada, o que lhe dava direito ao nome da banda. Porém, devido ao seu péssimo desempenho na turnê do Reason (outros boatos dizem que Ricardo usava drogas com frequência) , em 2005, seus companheiros de banda, numa tentativa de dispensar ele, ouviram "Enganei o bobo na casca do ovo! A banda é minha e se alguém sair, serão vocês!". Pessoalmente, acho isso tudo uma mentira muito mal contada, mas é engraçada (rs) e ilustra mais ou menos o que houve. Eis um trecho de uma carta de esclarecimento de Ricardo Confessori, publicada no site do For Tomorrow Fan Club, em outubro de 2006:
"É difícil prever, mas o fato é que hoje Luis, Hugo e Andre não partilham mais os mesmos objetivos que outrora juntos dividimos. Isso torna o futuro incerto, mas não intransponível, e é com essa certeza que mais uma vez firmo meu compromisso como músico, com todos aqueles que acreditaram e me apoiaram, de seguir em frente!"
Juntam-se ao baterista, então, nomes não tão conhecidos como os anteriores. Thiago Bianchi assume a difícil tarefa de substituir Matos nos vocais. Bianchi já vinha experiente, com anos de Karma, uma das bandas nacionais mais respeitáveis da cena, que contava com Felipe Andreoli (Angra) e Chico Dehira. Bianchi também é produtor, tendo produzido discos como Aurora Consurgens (Angra), Brainworms I (Bittencourt Project), The Delirium Has Just Begun (Tuatha de Dannan), dentre vários outros. Nas guitarras, o selecionado é Léo Mancini, que já havia tocado ao lado de Billy Sheehan (Mr. Big), Jeff Scott Soto (ex-Yngwie Malmsteen), membro da Tempestt. Um músico até então desconhecido assume o baixo: Fernando Quesada, o "Fumaça", amigo e pupilo na arte de produção de Thiago Bianchi.

A nova formação, a princípio, não era impressionante, até porque a antiga carregara grande parte dos fãs com ela pro Andre Matos Solo, fãs fiéis que haviam sido conquistados desde a época do Angra. O Immortal foi lançado em 2007, muito diferente (como se esperava, rs) do antigo Shaman. Bianchi é muito diferente de Matos, e atrevo-me a dizer que nenhum é pior nem melhor do que o outro; são técnicas e objetivos musicais muito diferentes: Andre Matos era a voz do metal brasileiro há mais de uma década, mas Bianchi, além de possuir uma voz mais expressiva do que a de Matos, mostrou já nesse disco que a voz antiga do Shaman estava ficando enjoativa. Quesada, apesar da juventude e da (relativa) pequena experiência na cena de bandas maiores, também mostrou-se competente, acompanhando os companheiros sem a menor das dificuldades. Leo Mancini já dispensa comentários sobre sua técnica, com linhas de guitarras pesadas e melódicas à medida em que as composições pediam, se mostrando um músico extremamente conveniente: o guitarrista se encaixou com perfeição na banda. Confessori fez um bom trabalho reformulando a line-up.

O novo Shaman: Fernando Quesada, Ricardo Confessori, Léo Mancini e
Thiago Bianchi

Enfim, ontem peguei o Origins pra escutar. Botei no iPod minutos antes de ir dormir, deitei na cama e deixei rodar. O disco terminou com eu sentado, impressionado, sorrindo de felicidade por ter tido a oportunidade de ouvir tal obra-prima. Imediatamente tornou-se um de meus discos favoritos, se não o grande.

Com a produção assinada pelo próprio Shaman, o Origins será lançado no Brasil apenas em setembro, mas já está disponível no mercado japonês. O disco será duplo: além do álbum, o pacote virá com o DVD "Shaman & Orchestra", gravado na República Tcheca onde foram co-headliners do festival Pragokoncert Masters Of Rock. A arte da capa leva a assinatura do designer Carlos Fides. A banda lançará um audiovisual da faixa "Finally Home", também produzido pela própria.

Enfim, o Origins é um álbum totalmente diferente do Immortal e de seus antecessores. Primeiro por ser um disco conceitual.

O disco relata a estória de um jovem chamado Amagat, membro de uma pequena tribo na Sibéria, lar dos primeiros xamãs de que se tem notícia. Ao alcançar a idade transitória de menino para homem, ou seja, guerreiro da tribo, Amagat não pretendia fazer parte daquilo; ele queria mais. Então, parte numa jornada rumo ao desconhecido, entrando em contato com os dez estágios que o levaria à iluminação. As dez faixas mostram desde o momento em que ele foge da tribo, na primeira, Origins, até o momento em que retorna a sua tribo, iluminado e desprovido do véu de ignorância e do mundo material, com a visão eterna: "aquele que enxerga no escuro: Shaman".

O segundo motivo está no estilo. Lembra vagamente o Shaman de Immortal, mantendo a proposta melódica da banda. Mas me surpreendi muito com o novo traço da banda: riffs, instrumentais e harmonias extremamente progressivas, e como eu disse, sem perder o ar melódico. Confessori, que sempre me desagradou como percussionista, mudou totalmente minha opinião sobre ele; Quesada provou de uma vez por todas que, mesmo ainda tendo muito o que aprender, é o baixista ideal para a banda.

Meu comentário sobre Mancini se inicia junto com o do disco. Cada solo é como se tudo parasse: cada nota muito bem escolhida; os riffs executados em perfeita sintonia com os companheiros, com o devido peso e velocidade. Nota-se muito já na segunda faixa do disco, Lethal Awakening, quando ocorre o despertar de Amagat diante uma grande fogueira no meio de uma floresta. Os shreds de Mancini tem o baixo de Quesada e a rápida bateria de Ricardo ao fundo, e momentos como esse vão se tornando comuns ao longo do disco. O solo de guitarra varia conforme sua base, que progride novamente pelo baixo e pela bateria: excelente.

A faixa que segue, Inferno Veil, é uma das mais progressivas e pesadas do disco. Aqui, Amagat desprende-se do "véu infernal" num turbilhão de emoções e imagens, livrando-se do medo, pai de todos os sentimentos ligados ao ódio. Com tempos quebrados e um riff que gruda, a faixa é seguida pela mais longa, dividida em duas partes: Ego. A primeira parte, acústica, é uma reflexão de Amagat, onde ele mergulha em sua própria escuridão para se descobrir, e é na segunda parte que ele se transforma no novo Amagat, maduro espiritualmente. O refrão é com certeza o mais marcante, com a letra poética e muito bonita, incentivanto uma auto-crítica.

A seguir, Finally Home é uma das mais energizadas, calma porém alegre. São as primeiras experiências do personagem com a liberdade. Seguem Rising Up To Life, uma balada que conta quando e como Amagat recebeu o "entendimento absoluto" e ascendido a vida. E assim segue-se o disco, com Amagat cego por sua própria luz, até retornar a seu povo.

A versão japonesa ainda conta com um cover de Kurenai, de X Japan. Fernando Quesada fez boas e rápidas linhas de baixo, e a voz de Bianchi se encaixou perfeitamente. Um belo instrumental ainda deixa a música melhor ainda, musicado por outro excelente solo de Léo Mancini. Definitivamente vale a pena ser ouvida, principalmente por ser uma faixa curiosa onde se vê como o Shaman trata os covers: o último, More, cover de The Sisters Of Mercy, fora gravado no Reason, de 2005, ainda com a antiga formação.

A versão japonesa do disco

O Shaman definitivamente superou-se nesse álbum que torna o rock brasileiro mais respeitável ainda, com ótimas bandas e obras. Quem tinha saudade do Karma ou até do Angra se sentirá agradado por esse disco que tanto merece elogios. Eis o grande lançamento do metal brasileiro de 2010: Origins.

Tracklist:
1. Origins (The Day I Died)
2. Lethal Awakening
3. Inferno Veil
4. Ego (Part I)
5. Ego (Part II)
6. Finnaly Home
7. Rising Up Your Life
8. No Mind
9. Blind Messiah
10. S.S.D. (Signed, Sealed & Delivered)
Bonus Track: 11. Kurenai (X Japan Cover)

Line-up:
Thiago Bianchi - vocal
Léo Mancini - guitarra
Fernando Quesada - baixo
Ricardo Confessori - bateria

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(ficadica: o novo single do Angra, "Arising Thunder", já está disponível no site oficial da banda. Clique aqui para ser redirecionado.)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Angra - Unplugged Live 1997 [1997]


Apesar de conquistarem sucesso com o clássico "Angels Cry", de 1993, foi o seu sucessor, "Holy Land", de 1996, que apresentou o Angra definitivamente para o resto do mundo, garantindo turnês para o quinteto na América do Sul, parte da Europa e Japão - onde, inclusive, conquistaram disco de ouro com o play citado.

Aproveitando a boa fase, o grupo aproveitou uma folguinha na Argentina para fazer uma apresentação histórica em sua carreira: o primeiro show acústico do grupo para uma plateia considerável. O concerto se deu no Dr. Jekyll Club de Buenos Aires, capital argentina, no dia 26 de abril de 1997. A gravação não foi lançada oficialmente, mas conta com uma qualidade de áudio soberba, extraída da mesa de som.

"Unplugged Live 1997" só comprova a habilidade de uma das mais competentes bandas de metal que surgiram não só no Brasil, mas em um âmbito mundial. Não imagino a maioria das bandas de Heavy Metal em uma performance como a encontrada aqui.

O que mais espanta por aqui é que o Angra não peidou na farofa e não tocou apenas baladas ou músicas de fácil adaptação para um acústico: pepitas inimagináveis no formato são encontradas aqui, como "Angels Cry", "Carry On" e "Holy Land". A versatilidade dos músicos permitiu que ficassem tão boas quanto em suas versões originais, mesmo com as óbvias diferenças.


Por falar em versatilidade, é incrível como os caras dominam seus instrumentos (e outros também) com maestria, tendo-se inserções de gêneros como samba e tango e uma performance de destaque principalmente do vocalista Andre Matos, que não apenas canta muito como manuseia diferentes instrumentos de sopro durante o show, onde alguns solos de guitarra/teclado das canções originais foram executados.

Os outros não ficam atrás: a dupla de guitarristas Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt, o baixista Luís Mariutti e o batera Ricardo Confessori (que também se mostrou um baita percussionista por aqui) mandaram muito bem com suas adaptações, não colocando uma nota sequer fora do lugar.

Além das 'originalmente pedradas' citadas anteriormente, me sinto na obrigação de destacar as excelentes "Make Believe", "Time" e "Reaching Horizonts" e os covers de "Wuthering Heights" (Kate Bush), "Chega De Saudade" (Tom Jobim) e "Wasted Years" (Iron Maiden), que novamente representam a versatilidade da trupe.

Download indispensável para fãs de música, independentemente do gênero. E eu ainda tenho esperanças de que uma banda que tenha culhões como o Angra ainda apareça pelo Brasil.

01. Angels Cry
02. Time
03. Make Believe
04. Carry On
05. Lullaby For Lucifer
06. Reaching Horizons
07. The Shaman + Ricardo Confessori Drum Solo
08. Holy Land
09. Jam
10. Wuthering Heights (Kate Bush cover)
11. Chega De Saudade (Tom Jobim cover)
12. Never Understand
13. Wasted Years (Iron Maiden cover)

Andre Matos - vocal, instrumentos de sopro
Kiko Loureiro - violão, backing vocals
Rafael Bittencourt - violão, backing vocals
Luís Mariutti - baixo
Ricardo Confessori - bateria, percussão

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by Silver

sábado, 8 de maio de 2010

Crimson Glory – Transcendence [1988]

Aqui está o segundo álbum do Crimson Glory, lançado no mesmo ano em que seus conterrâneos (e em alguns aspectos, rivais) do Savatage colhiam os frutos do clássico Hall of the Mountain King (1987) e preparavam material inédito para o majestoso Gutter Ballet (1989).

Considerado por muitos como o melhor trabalho dos Fantasmas da Ópera do Heavy Metal, Transcendence (1988) foi um marco do gênero nos anos 80 que felizmente obteve a atenção merecida dentro e fora dos Estados Unidos. Assim como no debut, o som do quinteto continuou a ser delineado pelas guitarras gêmeas em harmonia e pelos vocais agudos do saudoso Midnight, com a diferença de que o som desenvolvido neste aqui é muito mais consistente; bem como as letras, que neste aqui são muito mais bem escritas. Bons exemplos dessa ‘evolução’ são os singles “Lady of Winter” e “Lonely”, coincidentemente, duas das minhas prediletas.

Não se sabe ao certo quantas cópias de Transcendence foram vendidas na época, entretanto a turnê para promover o álbum incluiu uma apresentação marcante no Tampa Bay Music Awards de 1989 onde a banda faturou três prêmios: Melhor Vocalista, Melhor Lançamento Local e Melhor Banda de Metal, esse último, vencendo Jon Oliva e companhia na preferência dos jurados.

Mas o clima de festa teve um fim inesperado com as saídas do guitarrista Ben Jackson e do baterista Dana Burnell. O resultado disso tudo pode ser ouvido no lançamento seguinte, onde o Metal com nuances progressivas deu lugar a um Hard Rock acanelado e pouco inspirado; e as máscaras prateadas, que eram o principal diferencial da banda, foram definitivamente aposentadas. Portanto, se você me perguntar qual disco do Crimson Glory é o mais adequado para novos ouvintes, eu diria que é este aqui sem pestanejar.

01. Lady of Winter
02. Red Sharks
03. Painted Skies
04. Masque of the Red Death
05. In Dark Places
06. Where Dragons Rule
07. Lonely
08. Burning Bridges
09. Eternal World
10. Transcendence

Midnight – Vocais
Jon Drenning – Guitarra líder
Ben Jackson – Guitarra rítmica
Jeff Lords – Baixo
Dana Burnell – Bateria

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мєαиѕтяєєт

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Fifth Angel – Discografia [1984 – 1989]

A história do Fifth Angel teve início em Seattle, no final de 1983. A exemplo de seus conterrâneos do Queensryche, Ted Pilot (vocais), James Byrd (guitarra), Ed Archer (guitarra), Kenny Kay (baixo) e Ken Mary (bateria) se concentraram em desenvolver material próprio em vez de entrar no circuito dos barzinhos locais.

O primeiro registro que se tem notícia é uma demo de quatro faixas datada de 1984. Produzida por Terry Date, rendeu ao quinteto um contrato com a Shrapnel Records. Através desse selo, lançaria seu disco de estréia em 1986.

Mesmo gozando de uma crescente popularidade na cena, o Fifth Angel perdeu Kay, que saiu alegando falta de interesse, sendo substituído por John Macko. Mais tarde, após assinar com a CBS Records, foi a vez de Byrd deixar a banda para a entrada do habilidoso Kendall Bechtel. Essa formação foi a responsável pela gravação do álbum seguinte.

Time Will Tell chegou às lojas em 1989 com força total, trazendo sons como “Cathedral”, “Seven Hours” e “Angel of Mercy”, além de um cover de “Lights Out”, do UFO, e da faixa-título, cujo videoclipe obteve merecido destaque na programação da MTV. Mas nem os aplausos da crítica e o apoio dos fãs e da imprensa evitaram a dissolução da banda no ano seguinte.

Em 2009, Pilot, Bechtel, Archer, Macko e o novo baterista, Jeff McCormack anunciaram a volta do grupo e prometeram um novo álbum para 2010. Atarefado, Pilot desistiu da idéia dando lugar a Tim Branom, que por problemas de saúde cedeu o posto para Peter Orullian. O primeiro show do novo Fifth Angel acontecerá amanhã, no Keep It True Festival, na Alemanha.

Demo [1984]

01. Fifth Angel
02. Under Pressure
03. Riding on the Wings
04. Fade to Flames

Ted Pilot – Vocais
James Byrd – Guitarra
Ed Archer – Guitarra; Baixo
Kenny Kay – Baixo (creditado, mas não tocou no álbum)
Ken Mary – Bateria

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Fifth Angel [1986 – relançado em 1988]

01. In the Fallout
02. Shout it Out
03. Call Out the Warning
04. Fifth Angel
05. Wings of Destiny
06. The Night
07. Only the Strong Survive
08. Cry Out the Fools
09. Fade to Flames

Ted Pilot – Vocais
James Byrd – Guitarra
Ed Archer – Guitarra; Baixo
John Macko – Baixo (creditado, mas não tocou no álbum)
Ken Mary – Bateria

Músico adicional:
Randy Hansen – Baixo

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Time Will Tell [1989]

01. Cathedral
02. Midnight Love
03. Seven Hours
04. Broken Dreams
05. Time Will Tell
06. Lights Out
07. Wait for Me
08. Angel of Mercy
09. We Rule
10. So Long
11. Feel the Heat

Ted Pilot – Vocais
Kendall Bechtel – Guitarra
Ed Archer – Guitarra; Teclados
John Macko – Baixo; Teclados
Ken Mary – Bateria

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Archer, Bechtel e Macko hoje em dia.

мєαиѕтяєєт

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Warlock – Discografia [1984 – 1987]

O Warlock surgiu no final de 1982, em Düsseldorf, Alemanha, primeiramente, como um grupo de heavy metal tradicional. A primeira line-up, que gravou Burning the Witches em 1984 e Hellbound em 1985, ambos pela Mausoleum Records, consistia em Doro Pesch (vocais), Peter Szigeti (guitarra), Rudy Graf (guitarra), Frank Rittel (baixo) e Michael Eurich (bateria). O sucesso local foi tão imediato que a Vertigo correu atrás e incorporou o Warlock ao seu elenco de artistas.

A primeira baixa na formação original ocorreu no final de 1985. No meio da turnê de Hellbound, Graf saiu e foi substituído por Niko Arvanitis. Com o novo guitarrista, o grupo grava True as Steel em 1986 e é aclamado internacionalmente graças ao hit “Fight for Rock”. No mesmo ano, o Warlock foi convidado para abrir a sexta edição do famigerado Monsters of Rock alemão, que contou com shows de Bon Jovi, Def Leppard, MSG, Ozzy Osbourne e Scorpions.

Após a turnê de True as Steel, foi a vez de Szigeti e Rittel saírem. Em seus lugares entraram Tommy Henriksen e Tommy Bolan, respectivamente. O ano era 1987 e as tendências musicais eram outras. Com a line-up renovada e inspirado no hard rock da terra do Tio Sam, o grupo gravou seu maior clássico, Triumph & Agony, cuja faixa de abertura, “All We Are”, tornou-se figurinha estampada no Headbanger’s Ball da MTV.

E como ninguém fica no Warlock, Eurich e Arvantis deixaram o grupo ainda em 1987 para a entrada do já experiente Bobby Rondinelli e de Jon Levin (atualmente no Dokken). Um quinto álbum estava sendo preparado quando Doro, naquela ocasião, o único membro remanescente da formação original do Warlock, perdeu na justiça os direitos pelo nome do grupo. A solução foi lançar “Force Majeure” como trabalho solo da vocalista. Discão que na medida em que deu início a uma das carreiras-solo mais bem sucedidas do metal, pôs um ponto final na trajetória brilhante de um dos melhores grupos da história da Alemanha.

Burning the Witches [1984]

01. Sign of Satan
02. After the Bomb
03. Dark Fade
04. Homicide Rocker
05. Without You
06. Metal Racer
07. Burning the Witches
08. Hateful Guy
09. Holding Me

Doro Pesch – Vocais
Peter Szigeti – Guitarra
Rudy Graf – Guitarra
Frank Rittel – Baixo
Michael Eurich – Bateria

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Hellbound [1985]

01. Hellbound
02. All Night
03. Earthshaker Rock
04. Wrathchild
05. Down and Out
06. Out of Control
07. Time to Die
08. Shout it Out
09. Catch My Heart

Doro Pesch – Vocais
Peter Szigeti – Guitarra
Rudy Graf – Guitarra
Frank Rittel – Baixo
Michael Eurich – Bateria

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True as Steel [1986]

01. Mr. Gold
02. Fight for Rock
03. Love in the Danger Zone
04. Speed of Sound
05. Midnite in China
06. Vorwärts, All Right!
07. True as Steel
08. Lady in a Rock & Roll Hell
09. Love Song
10. Igloo on the Moon (Reckless)
11. T.O.L.

Doro Pesch – Vocais
Peter Szigeti – Guitarra
Niko Arvanitis – Guitarra
Frank Rittel – Baixo
Michael Eurich – Bateria

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Triumph & Agony [1987]

01. All We Are
02. Three Minute Warning
03. I Rule the Ruins
04. Kiss of Death
05. Make Time for Love
06. East Meets West
07. Touch of Evil
08. Metal Tango
09. Cold, Cold World
10. Für Immer

Doro Pesch – Vocais
Tommy Henriksen – Guitarra
Niko Arvanitis – Guitarra
Tommy Bolan – Baixo
Michael Eurich – Bateria

Músico adicional:
Cozy Powell – Bateria

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мєαиѕтяєєт

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Symbols - Symbols [1998]


Trago-vos o debut da banda, lançado pouco menos de um ano após a consolidação do grupo.

O disco de estréia da banda, auto-intitulado, contém uma pegada bem diferenciada de qualquer trabalho encarado pelo já conhecido vocalista Edu Falaschi (Angra, Almah) que, incialmente, havia sido convocado apenas para colaborar na produção do disco, mas logo assumiu o microfone juntamente do irmão Tito, este também baixista.

Com uma banda pra lá de técnica e precisa, com Rodrigo Arjonas e Demian Tiguez nas guitarras, Rodrigo Mello na bateria e Marcelo Panzardi nos teclados, os irmãos Falaschi, bem como sua trupe, fazem um estrago e tanto por aqui, não só pela habilidade dos mesmos mas pelas composições pesadas e repletas de bom gosto e feeling.

Vale chamar a atenção para a semi-hard "Like Mars", para as pesadíssimas "Scream Of People" e "Save My Soul" (dá-lhe Falaschis) e para as ótimas baladas aqui presentes, bem como "Hard Feelings" (!!!), "Love Through The Night" e "What Can I Do?", esta uma quase balada mas com muitos aspectos de uma.

Metal pesado de dar orgulho aos brasileiros e, como dito na postagem anterior, aqui está mais um álbum recomendado para fãs e não-fãs da banda dos guitarristas metidos (aka Angra). Symbols rules!

01. Scream Of People
02. What Can I Do?
03. Hard Feelings
04. Save My Soul
05. Like Mars
06. Love Through The Night
07. Rest In Paradise
08. You
09. What Can I Do? (Bonus)
10. The Indian's Soul (Bonus)

Eduardo Falaschi - vocal
Tito Falaschi - vocal, baixo
Demian Tiguez - guitarra, backing vocals
Rodrigo Arjonas - guitarra, backing vocals
Rodrigo Mello - bateria, percussão
Marcelo Panzardi - teclados

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by Silver

Tão pop que só achei essa foto de divulgação em toda a Internet. (risos)

sábado, 17 de abril de 2010

Rage of Angels – S/T [1989]

Um dos grupos mais cultuados do Christian Metal norte-americano, o Rage of Angels foi formado em 1987 por Dan Mariano (vocais), Frank DiConstanzo (guitarra), Greg Kurtzman (guitarra), Dale Glifort (baixo) e John Fowler (bateria) em Stamford, Connecticut. Seu único álbum data de 1989 – mesmo ano em que o quinteto saiu de cena para nunca mais voltar. Isso sem ter feito um show sequer.

A curta existência acabou sendo a responsável pelo status que o grupo foi adquirindo entre os aficionados. O fato de seu único álbum, ao contrário da grande maioria dos álbuns de Christian Metal, não possuir uma balada sequer é mais um motivo para que o quinteto seja tão festejado – inclusive entre os fãs de bandas com propostas nada cristãs, que costumam achincalhar tudo que é música que proclama a Palavra de Deus.

Com o fim do grupo, DiConstanzo e Fowler migraram para o Steelheart, que em meio a decadência do Hard Rock, obteve um bom destaque na mídia. Já o vocalista Dan Mariano, que dizem as más línguas, era o único cristão do quinteto, ressurgiu somente em 2003 no comando Pyn Siren. No dia 21 de março de 2008, Fowler morreu em decorrência de um aneurisma cerebral.

Fora de catálogo há quase duas décadas, um exemplar de Rage of Angels custa em média 60 dólares no eBay. Aproveitem que aqui é de graça. E baixar não é pecado.

01. Leave You Or Forsake You
02. Reason to Rock
03. It's Not Late For Love
04. Somebody's Watching You
05. Hooked On a Good Thing
06. Do You Still Believe In Love
07. Rock for the Rock
08. Are You Ready For Thunder
09. Don't Give Up

Dan Marino – Vocais
Frank DiCostanzo – Guitarra
Greg Kurtzman – Guitarra
Dale Glifort – Baixo
John Fowler – Bateria

Músico adicional:
Chris Ainsley – Teclados

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мєαиѕтяєєт

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Angra - Temple Of Shadows [2004]


Após a bem-sucedida turnê do disco "Rebirth", o Angra arrisca em um disco conceitual, mais complexo que seu antecessor, lembrando até sua fase com Andre Matos nos vocais.

Em 2004, o fruto dessa aventura é lançado ao mundo. "Temple Of Shadows", como dito antes, é um trabalho conceitual que retrata a história de um cavaleiro denominado Shadow Hunter. Ele se une ao exército que luta à favor da Igreja Católica para participar da Primeira Cruzada, mas passa por conflitos psicológicos que o faz questionar os ideais e valores da Igreja, numa época em que os pagãos eram condenados pela mesma. Toda a história foi feita por Rafael Bittencourt.

"Temple Of Shadows" é um trabalho ousadíssimo e arrojado, espantando a todos os fãs do Angra que não esperavam muito da nova formação da banda, que além da veterana e exímia dupla de guitarristas Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt, contava com Edu Falaschi nos vocais, Felipe Andreoli no baixo e Aquiles Priester na bateria. Além do quinteto, convidados de alto gabarito como Milton Nascimento, Hansi Kürsch (Blind Guardian), Kai Hansen (Gamma Ray) e Sabine Edelsbacher (Edenbridge) aparecem ao longo do disco.

Em aspecto geral, o Heavy Metal característico da banda alia-se com os ritmos brasileiros, marca registrada dos trabalhos do Angra, dessa vez com um peso maior ainda e mais voltado à vertente do Power Metal. Encontra-se nesse disco desde pancadas como "Temple Of Hate" e "Angels And Demons" até músicas bem leves como "No Pain For The Dead" e "Late Redemption".

No mais, se "Rebirth" foi o renascimento do Angra, "Temple Of Shadows" resumiu a melhor fase da vida do Angra renascido. Uma estupenda obra que merece ser apreciada!

01. Deus le Volt!
02. Spread Your Fire
03. Angels And Demons
04. Waiting Silence
05. Wishing Well
06. The Temple Of Hate
07. The Shadow Hunter
08. No Pain For The Dead
09. Wings Of Destination
10. Sprouts Of Time
11. Morning Star
12. Late Redemption
13. Gate XIII

Edu Falaschi - vocal
Kiko Loureiro - guitarra
Rafael Bittencourt - guitarra
Felipe Andreoli - baixo
Aquiles Priester - bateria

Músicos adicionais:
Milton Nascimento - vocal em 12
Kai Hansen - vocal em 6
Hansi Kürsch - vocal em 9
Sabine Edelsbacher - vocal em 2 e 8

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by Silver

Helloween - Keeper Of The Seven Keys: Part II [1988]


Considerado por fãs e crítica o mais importante trabalho e divisor de águas da carreira Helloween, "Keeper Of The Seven Keys: Part II" não é só importante na carreira da banda mas de toda a cena Heavy Metal, pois ensinou ao mundo um novo modo de fazer música pesada: de forma trabalhada, ágil e melódica ao mesmo tempo.

Aqui tem-se músicos afiadíssimos, começando pelos potentes vocais de Michael Kiske, que ressonam pela cabeça de qualquer fã de Rock n' Roll para deixá-lo pasmo com tamanha força vocal. A eficiente dupla Michael Weikath e Kai Hansen, que cuida das guitarras, se mostra incrivelmente entrosada não só no disco mas ao vivo também, com guitarras harmonizadas e solos matadores. A cozinha, avassaladora por sinal, ficam por conta do excelente Markus Grosskopf, sempre criativo em suas linhas de baixo, e de Ingo Schwichtenberg (R.I.P.), que ao meu ver é o melhor e mais criativo baterista que já passou pelo Helloween.

As composições, separadas entre Kiske, Weikath e Hansen, se mostram absurdamente geniais, destacando-se as músicas mais famosas do disco: "I Want Out" (feita por Hansen), "Dr. Stein" e "Eagle Fly Free" (feitas por Weikath). Todavia não se prenda à apenas essas 3 canções, pois todo o disco é fabuloso, destacando-se também a animada "Rise And Fall" e a pesada "March Of Time", sendo que, na última, Kiske dá uma soberba aula de como ser um vocalista de Heavy Metal.

01. Invitation
02. Eagle Fly Free
03. You Always Walk Alone
04. Rise and Fall
05. Dr. Stein
06. We Got the Right
07. March of Time
08. I Want Out
09. Keeper of the Seven Keys
10. Save Us

Bônus:
11. Savage
12. Livin' Ain't No Crime
13. Don't Run for Cover
14. Dr. Stein (Remix)
15. Keeper of the Seven Keys (Remix)

Michael Kiske - vocal
Michael Weikath - guitarra, teclado
Kai Hansen - guitarra
Markus Grosskopf - baixo
Ingo Schwichtenberg - bateria

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by Silver

Viper - Maniacs In Japan [1993]


Gravado em 18 de junho de 1993 no Club Cittá, em Tóquio, "Maniacs In Japan" representa o que o próprio nome diz: quatro maníacos brazucas no Japão fazendo Heavy Metal de qualidade. O Viper era grande na época, conquistando boas vendas e ótimo reconhecimento com o recém-lançado "Evolution" e sua respectiva turnê.

O famigerado "Iron Maiden brasileiro" bota o em um repertório de 14 canções, que mistura músicas da fase com Andre Matos nos vocais, faixas do disco "Evolution" (com Pit Passarel nos vocais) e covers de Queen ("We Will Rock You"), Ramones ("I Wanna Be Sedated") e, pasmem, Tim Maia ("Não Quero Dinheiro")!

A banda, em ótima forma, faz por merecer a gratificante turnê no exterior. O argentino naturalizado brasileiro Pit Passarell, baixista técnico e compositor exímio, além de um ótimo vocalista, lidera o Viper muito bem enquanto os guitarristas Yves Passarell e Felipe Machado demonstravam entrosamento ímpar com bases afiadas e solos dobrados, ordenados pelas baquetas de Renato Graccia que, ao meu ver, é um dos melhores bateristas de Heavy Metal do Brasil.

Os destaques, na minha opinião, ficam por conta da cover de Tim Maia, "Não Quero Dinheiro", maior surpresa do repertório, além do hino "Rebel Maniac" e da clássica "Living For The Night", agora na voz de Pit Passarell. Se procura por som pesado, cru e potente, não perca tempo e confira já!

01. Brazil (Intro) + Coming From the Inside
02. To Live Again
03. The Shelter
04. A Cry From The Edge
05. Dead Light
06. Knights Of Destruction
07. We Will Rock You (Queen cover)
08. Acid Heart
09. Still The Same + Drum solo
10. Evolution
11. Não Quero Dinheiro (Tim Maia cover)
12. Living For The Night
13. Rebel Maniac
14. I Wanna Be Sedated (Ramones cover)

Pit Passarell - vocal, baixo
Yves Passarell - guitarra
Felipe Machado - guitarra
Renato Graccia - bateria

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by Silver

terça-feira, 13 de abril de 2010

Angra - Rebirth [2001]


Até me embaralho para falar de um disco que tanto ouvi desde que conheci o Rock n' Roll e suas diversas vertentes. Mas não há modo melhor de começar um texto sobre esse disco dizendo que o termo "rebirth" significa "renascimento", e o uso desse vocábulo responde muita coisa em relação à esse álbum. Assim como muitas bandas que tiveram baixas com a saída de seus vocalistas e que surpreenderam com seus substitutos, tais como AC/DC, Iron Maiden e até mesmo Viper, o Angra também surpreendeu a todos com esse disco.

"Rebirth" mostra o Angra totalmente renovado após a saída de 3 dos 5 integrantes originais Andre Matos (vocalista), Ricardo Confessori (baterista) e Luís Mariutti (baixista). Os mesmos foram substituídos, respectivamente, por Edu Falaschi, Aquiles Priester e Felipe Andreoli. Os 3 já tinham um bom currículo antes de integrarem o grupo (Falaschi quase foi convocado para cantar no Iron Maiden quando Bruce Dickinson saiu e Priester e Andreoli já tocaram com Paul Di'Anno, ex-Iron Maiden) e se mostratram até mesmo mais correspondentes ao estilo do Angra do que os antigos integrantes.

As músicas de "Rebirth" soam mais puxadas ainda para a música clássica, com uma ênfase maior também na bateria, que está com um pedal duplo incessante e feroz. As linhas de baixo de Andreoli estão tão criativas e bem feitas quanto a de seu antecessor, Luís Mariutti, e vale ressaltar a performance do criticado Edu Falaschi, que é bem característico e sem tantos falsetes como o de Andre Matos, dando mais personalidade ao som da banda. E, é claro, as guitarras fabulosas e das composições precisas de Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro se superaram por aqui, se destacando em faixas como "Heroes Of Sand" e "Nova Era". O teclado de Fábio Laguna também possui uma participação intensa no disco, visto que, como citado anteriormente, as canções estão com uma pegada mais clássica.

Sem dúvidas, "Rebirth" é o disco que mais mostra a genialidade dessa formação da banda que, infelizmente, abriu mão de Aquiles de forma nada amigável. Os destaques, ao meu ver, ficam para a faixa-título (principal single do play), para a paulada "Judgement Day" (todos esbanjando muita técnica nessa) e para a belíssima "Heroes Of Sand". Mas não deixe de aproveitar o álbum como um todo, caro leitor!

01. In Excelsis
02. Nova Era
03. Millennium Sun
04. Acid Rain
05. Heroes of Sand
06. Unholy Wars (Part I: Imperial Crown / Part II: The Forgiven Return)
07. Rebirth
08. Judgement Day
09. Running Alone
10. Visions Prelude

Edu Falaschi - vocal
Kiko Loureiro - guitarra
Rafael Bittencourt - guitarra
Felipe Andreoli - baixo
Aquiles Priester - bateria
Fábio Laguna - teclado

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by Silver