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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Opeth – Heritage [2011]


Opeth é da Suécia, e isso já é um indicativo de qualidade no mundo do rock.

Michael Åkerfeld formou o Opeth em 1990, e é o principal músico e compositor, assumindo para si, por vezes, a produção dos discos da banda. Único membro remanescente da formação original, é guitarrista, violonista e vocalista de mão cheia, demonstrando um lirismo ímpar nos trabalhos.

Inicialmente, porém, Michael foi recrutado para ser o baixista da banda, que contava com David Isberg nos vocais. O Opeth praticamente não excursionou para promover seus primeiros quatro discos, o que gerou desconfiança por parte do público: será que eles realmente sabem tocar o que gravam?

Mas, atualmente, com uma vasta discografia e três DVDs ao vivo, essa desconfiança caiu por terra e o Opeth se tornou uma das únicas bandas de metal com vocais que não caem na armadilha de alternar entre o lírico e o gutural, e talvez por isso consigo gostar tanto do resultado dos discos.



Como está escrito no site oficial da banda:

“Opeth has spent over two decades steadily amassing a body of work that is at once possessed of a fervent and unrelenting devotion to aesthetic progression (and perfection) while simultaneously scaling the summits of power, mysticism and might aspired to by the group's hard rock forefathers in Sabbath, Purple and Zeppelin.”

Lançado em 13 de setembro de 2011, Heritage é o décimo disco de estúdio dos caras, e o último com o tecladista Per Woberg, que saiu após as gravações. O lirismo e as influências do hard rock inglês setentista estão lá presentes nas composições, mas existe uma criatividade própria, um estilo todo da banda que traz uma lufada de originalidade sobre a colcha da mesmice que cobre os demais representantes do estilo.

A abertura, com Heritage, tem um piano no melhor estilo sonata de Beethoven, irritando aqueles que buscam o imediatismo, que não têm paciência para analisar sistematicamente a obra em seu contexto. Justamente por isso, creio que este é um daqueles discos que devem ser apreciados do começo ao fim como um trabalho único, e não através da ouvida de músicas individuais. Normal, já que o Opeth nunca foi de criar grandes hits.

The Devil’s Orchard é a sequência perfeita. Um riff que utiliza o silêncio como parte do clima abre com chave de ouro a composição. Os timbres dos instrumentos são bem trabalhados, o que dá grande mérito à produção. Os vocais e o Hammond nos remetem sem dó ao Deep Purple dos anos 70.



I Feel The Dark tem violão erudito fazendo a cama para uma vocalização hipnótica, como se estivéssemos diante de um bardo da era pré-renascentista. O desenvolvimento da canção termina em um clima quase prog, meio psicodélico. Me lembrou, em trechos, Capitain Beyond, mas depois essa imagem foi apagada pela grandiosidade da composição.

Slither traz a veia hard da banda, com um super riff blackmoreano de guitarra. Nepenthe traz na sequência a veia shred de Michael e seu parceiro das seis cordas, Fredrik Åkesson. Häxprocess tem ritmos desconexos de bateria, numa levada quase fusion, o que torna difícil qualificar o estilo do disco. Eu qualifico simplesmente como genial.

Aliás, aqui eu flexibilizo o meu ranço com a safra atual do metal (apesar de a banda já ter mais de vinte anos), e aclamo o Opeth como uma das bandas mais criativas do cenário.

Como diz o bom traficante: experimente, você vai gostar...

Track List

1. "Heritage"
2. "The Devil's Orchard"
3. "I Feel the Dark"
4. "Slither"
5. "Nepenthe"
6. "Häxprocess"
7. "Famine"
8. "The Lines in My Hand"
9. "Folklore"
10. "Marrow of the Earth"



Mikael Åkerfeldt (vocais, guitarras, Mellotron, piano)
Fredrik Åkesson (guitarra)
Per Wiberg (teclados, grand piano, Mellotron)
Martin Mendez (baixo)
Martin Axenrot (bateria)


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Por ZOrreiro

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Yngwie Malmsteen – Facing The Animal [1997]


A década de 1990 rendeu bons lançamentos para a discografia de Yngwie Malmsteen. Antes do disco dessa postagem, o guitarrista se uniu com os vocalistas Göran Edman e Michael Vescera e petardos como “Fire And Ice” e “Magnum Opus”, entre outros, resgataram a veia neoclássica que se perdeu parcialmente no comercial “Odyssey”, de 1989.

O último álbum de qualidade com o nome de Yngwie é “Facing The Animal”, de 1997. Sem Edman ou Vescera, o competente Mats Levén assumiu o microfone. A entrada do lendário e saudoso baterista Cozy Powell foi outro acréscimo, enquanto que o baixo e os teclados continuaram com Barry Dunaway e Mats Olausson, respectivamente.

Capa da edição norte-americana do álbum

A criatividade diferencia “Facing The Animal” de seus sucessores. Malmsteen ainda não havia se tornado uma caricatura de si próprio – seus arranjos estão originais e não destoam do estilo musical que ele mesmo ajudou a desenvolver e popularizar. Além disso, Levén foi uma grande aposta, pois seu timbre de voz, apesar de um pouco mais agudo, se assemelha muito com o de Jeff Scott Soto, responsável pelos vocais dos primeiros discos do sueco voador. A banda de apoio dispensa comentários – ainda não ouvi um disco ruim que tenha o nome de Powell nos créditos.



A proposta do play se torna muito agradável quando se nota que há uma veia Hard Rock pulsante em suas composições. Não há aquela intenção infeliz de soar “Tr00 Metal”, com o uso da mesma tonalidade e da mesma estrutura musical em mais da metade do disco apenas para soar pesado.

Vale lembrar que a turnê de divulgação de “Facing The Animal” foi bem sucedida e rendeu não apenas apresentações em terras brasileiras, como também um registro ao vivo gravado em uma dessas performances, no Rio de Janeiro. Destaques particulares do disco vão para as poderosas My Resurrection e faixa-título, a vibrante Another Time, a pesada Poison In Your Veins e as baladas Alone In Paradise e Like An Angel – esta, em homenagem a sua esposa, April.



01. Braveheart
02. Facing The Animal
03. Enemy
04. Sacrifice
05. Like An Angel
06. My Resurrection
07. Another Time
08. Heathens From The North
09. Alone In Paradise
10. End Of My Rope
11. Only The Strong
12. Poison In Your Veins
13. Air On A Theme

Yngwie Malmsteen – guitarra, violão, baixo (faixas 1, 4, 6 e 12), backing vocals
Mats Leven – vocal
Barry Dunaway – baixo
Cozy Powell – bateria
Mats Olausson – teclados

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by Silver ~ I'm fucking back!

terça-feira, 1 de março de 2011

Yngwie J. Malmsteen's Rising Force - Odyssey [1988]


Nunca um trabalho dividiu tantas opiniões, inclusive de quem esteve envolvido, como o quarto trabalho do sueco Yngwie Malmsteen. A história começa antes de seu processo compositivo ter início e representa tanto superação quanto visão exagerada e comprometedora de mercado: a interpretação fica a cargo do próprio leitor-ouvinte.

Em 1987, o cantor Mark Boals saiu da banda e se afastou do meio musical por quase dez anos. Em seu lugar, entrou Joe Lynn Turner, ex-vocalista do Rainbow. Antes mesmo das músicas começarem a ser feitas, Malmsteen sofreu um acidente automobilístico, batendo sua Jaguar em uma árvore e ficando em coma por uma semana, gerando danos nos nervos de sua mão direita. E enquanto estava no hospital, a mãe do guitarrista e única pessoa que apoiou sua carreira musical desde o início (segundo o próprio), faleceu de câncer.

O guitarrista teve que reaprender a domar sua mão direita e passou a se dedicar inteiramente às suas composições e, no ano seguinte, "Odyssey" estava pronto. Todas as músicas foram feitas pelo próprio, mas as letras foram todas assinadas por Turner. E não apenas por reconstrução financeira, mas também pela presença do vocalista, que deixa sua marca em todo projeto que dá o ar da graça, o produto final soou um pouco mais comercial do que de costume.


Vale salientar que a compreensão de "comercial" não significa que perdeu qualidade. Basta dar uma olhadinha no dicionário para saber que o c* não tem a ver com as calças e fim de papo. As composições estão sim mais acessíveis, com características do ascendente Hard Rock oitentista, mas qualquer fã do trabalho anterior de Yngwie é capaz de gostar desse disco, que ainda apresenta arranjos muito bem trabalhados, musicalidade ainda casada com o metal neo-clássico e solos ágeis e ferozes do sueco voador aliados a vocalizações incríveis do ex-empregado de Ritchie Blackmore e uma banda de apoio muito competente.

Se o intuito era ser mais acessível, "Odyssey" não falhou. permanece como um dos trabalhos mais vendidos da carreira do guitar-hero, conquistando uma satisfatória 40ª posição nas paradas norte-americanas, 7° lugar nos charts de sua terra natal e boa repercussão do single Heaven Tonight. A turnê foi um estrondo e lotou casas de vários lugares do mundo, mas Joe não resistiu ao convite do ex-patrão para entrar para o Deep Purple - que também não durou com sua presença -, e abandonou o barco em 1990.

O contexto histórico de "Odyssey" é relevante para a compreensão do resultado final. Além de exemplificar uma superação de alguém que ama a música, mostra mais uma vez que é possível ser acessível sem perder a qualidade e a pose.



01. Rising Force
02. Hold On
03. Heaven Tonight
04. Dreaming (Tell Me)
05. Bite the Bullet (Instrumental)
06. Riot In The Dungeons
07. Deja Vu
08. Crystal Ball
09. Now Is The Time
10. Faster Than The Speed Of Light
11. Krakatau (Instrumental)
12. Memories (Instrumental)

Joe Lynn Turner - vocal
Yngwie Malmsteen - guitarra, violão, baixo, Moog Taurus
Anders Johansson - bateria
Jens Johansson - teclados

Músico adicional:
Bob Daisley - baixo em 1, 2, 8 e 9

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by Silver

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

The James Byrd Group - The Apocalypse Chime [1996]


A maioria das pessoas que não suportam o Metal Neoclássico é principalmente devido o virtuosismo e a velocidade, certo? Mas seria possível este virtuosismo ser trabalhado em cima de um ritmo voltado para o Hard Rock, sem nenhum momento rápido, eliminando a monotonia entediante de escutar um trabalho com 80 % das músicas dentro do mesmo andamento aborrecido? Não só é possível como também surpreendente.

Mais conhecido pelos fãs de Hard/Heavy 80's por ter feito parte do Fifth Angel, James Byrd mostra muita personalidade ao gravar um dos melhores e mais contundentes registros do Metal Neoclássico. E isto não é uma propaganda fajuta da minha parte pra tentar redobrar as atenções dos visitantes, pois estamos diante de um raro músico que tem seu talento reconhecido por ninguém menos que Yngwie Malmsteen.

Sim, James Byrd é, talvez, o único guitarrista contemporâneo do sueco que conseguiu arrancar elogios de sua personalidade chata e narcisista. "A mais emocionante sonoridade européia que eu ouvi em anos", "Um grande guitarrista que realmente tem visão", foram com esses elogios que Yngwie deu uma alavancada considerável na carreira de Byrd, fazendo a popularidade do músico crescer muito na Europa e nos E.U.A. E essa admiração começou a ser exposta na época dos discos Son of Man e The Apocalypse Chime.


Mas Son of Man tem o alvo mais específico, é um trabalho instrumental destinado mais para quem quer escutar "áudio-aulas" de técnicas diversas - assim como a maioria dos discos instrumentais. Foi pensando em se diferenciar e colocar sentimento num estilo oco, que o guitarrista desenvolveu The Apocalypse Chime. E as coisas funcionaram ainda melhor quando Robert Mason (Magnum, Lynch Mob) foi chamado para assumir o microfone.

Poucas vezes a frieza shredding combinou tão bem com melodias fortes e bem desenvolvidas como em "Bosnia", a composição responsável por abrir o disco e deixar os ouvintes absortos logo de cara. Sem dúvida, entra fácil no hall das melhores composições do Metal Neoclássico. E não tem como não se deixar levar pelo encantamento de "Visigoth", que possui melodias transmitindo emoções tão aguçadas e demonstra o grande diferencial de James Byrd - o qual a descreve como uma de suas melhores composições.



A proposta central do disco também não é estendida para todas as canções e são demonstradas, principalmente na segunda metade do trabalho, fortes influências de Classic Rock. Como fica claro em "Death (is)" com sua levada bluesy numa grande atuação de Byrd no baixo e na guitarra e um refrão incrível. E sacramentando as referências ao velho e imortal Rock, temos os riffs que lembram Michael Schenker nos tempos de UFO em "The Long Road" e o cover de "Dolly Dagger" do Jimi Hendrix - afinal, antes de virar o samba do crioulo doido, o shred era brilhantemente adotado por Hendrix.

Diferente de outros tantos adeptos da mesma escola, James Byrd não fere o sentimento musical e privilegia a sensibilidade melódica, não à toa teve este álbum avaliado na revista Guitar One como "muito bom para ser verdade", além de a mesma revista o ter apontado como "Um dos 10 melhores guitarristas que você nunca ouviu falar". Por mais que a opinião do Malmsteen não seja nenhum ultimato, convenhamos que pra conseguir arrancar elogios desse cara tem que ser algo fora de série. E não tenha dúvida de que este guitarrista norte-americano provoca bastante o ego da entidade do Metal Neoclássico.

01 - Bosnia
02 - One
03 - Visigoth
04 - Cold Paradise
05 - Death (is)
06 - Dolly Dagger (Jimi Hendrix cover)
07 - I've Got A Line On You
08 - Lighting The Sky
09 - The Long Road

Robert Mason - Vocals
James Byrd - All Guitars & Bass
Chase Culp - Drums
Doug Roberts - Keyboards

Evan Sheeley - Bass on "Dolly Dagger"

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Dragztripztar

sábado, 8 de janeiro de 2011

G3 - Live: Rockin' In The Free World [2004]


Concebido por Joe Satriani em 1996, o G3 é um dos mais bem sucedidos projetos de música instrumental da atualidade. E nessa postagem apresento-lhes aquela que, na minha opinião, foi a melhor gravação já feita durante as turnês.

"Live: Rockin' In The Free World" foi gravado no Uptown Theater, situado na cidade de Kansas, EUA em 21 de outubro de 2003. O lançamento só se deu em fevereiro do ano seguinte. A line-up responsável por essa turnê é, até hoje, uma das mais aclamadas pelos admiradores do projeto: o criador Joe Satriani, o constante participante Steve Vai e o talentosíssimo convidado Yngwie Malmsteen. A excursão, infelizmente, só rolou na América do Norte em certa parte de 2003 e Malmsteen, sabe-se lá porque, não deu o ar da graça mais no G3, mas esse registro histórico é, no mínimo, fantástico.

O show só prova a competência dos monstros: o sentimento e a coesão de Satriani abre o concerto, com menções honrosas à paulada "The Extremist" e à belíssima "Always With Me, Always With You". Ao fim de um repertório de aproximadamente 20 minutos, entra o experimentalismo e a criatividade de Vai que, apesar de mandar apenas 3 faixas, mostra seu poder de fogo, principalmente na funkeada "Reaping".

Encerrando as atuações "solo", a surpresa fica por conta de Malmsteen: a velocidade e o peso aliados às influências neo-clássicas do sueco voador simplesmente colocam abaixo o Uptown Theater, desde o início pauleira com "Blitzkrieg" até pelo fechamento que fica por conta da exibicionista "Finale", passando até mesmo por um cover de "Red House", do mestre Jimi Hendrix.

Dignamente a gravação é encerrada com um jam regado à muita virtuose, com direito a mais dois covers de Jimi Hendrix ("Voodoo Child", cantada por Malmsteen e "Little Wing", cantada por Vai) e a clássica "Rockin' In The Free World", de Neil Young, na voz de Satriani. Meus amigos, aqui está um definitivo must-have em suas coleções!



CD 1:
01. The Extremist
02. Crystal Planet
03. Always With Me, Always With You
04. Midnight
05. The Mystical Potato Head Groove Thing
06. You're Here
07. Reaping
08. Whispering A Prayer
09. Blitzkrieg
10. Trilogy Suite Op. 5
11. Red House (Jimi Hendrix cover)
12. Fugue
13. Finale

CD 2:
01. Voodoo Child (Slight Return) (Jimi Hendrix cover)
02. Little Wing (Jimi Hendrix cover)
03. Rockin' in the Free World (Neil Young cover)

Faixas 1 a 5 (CD 1):
Joe Satriani - vocal, guitarra solo
Galen Henson - guitarra base
Matt Bissonette - baixo
Jeff Campitelli - bateria

Faixas 6 a 8 (CD 1):
Steve Vai - vocal, guitarra solo
Dave Weiner - guitarra base
Billy Sheehan - baixo
Tony MacAlpine - guitarra solo, teclados
Jeremy Colson - bateria

Faixas 9 a 13 (CD 1):
Yngwie Malmsteen - vocal, guitarra
Mick Cervino - baixo
Jocke Svalberg - teclados
Patrick Johansson - bateria

Faixas 1 a 3 (CD 2):
Yngwie Malmsteen - vocal em 1, guitarra
Steve Vai - vocal em 2, guitarra
Joe Satriani - vocal em 3, guitarra
Galen Henson - guitarra
Matt Bissonette - baixo
Jeff Campitelli - bateria

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by Silver

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Roland Grapow - Kaleidoscope [1999]


Por muitos anos, Roland Grapow foi criticado por alguns devido ao excesso de influências de Yngwie Malmsteen em seu estilo de tocar. As referências se manifestavam até no modelo de guitarra preferida. Mas o alemão conseguia contornar isso com o seu habitual bom humor. Basta lembrar o b-side do Helloween, chamado “Grapowski's Malmsuite 1001 (In D-Doll)”, lançado na época do álbum Master of the Rings. Portanto, se a idéia era se distanciar do rótulo, não foi lá uma idéia louvável chamar praticamente toda a banda que acompanhava o egocêntrico sueco voador até pouco tempo antes da gravação desse disco.

Mas Kaleidoscope não soa como um mero pastiche, ao contrário do que se podia esperar. O primeiro acerto foi chamar o experiente Michael Vescera para assumir os vocais. Em seu primeiro álbum solo, The Four Seasons of Life, Grapow já tinha mostrado não possuir muita aptidão para comandar o microfone e não repetiu o equívoco. Para melhorar, o cantor ainda trouxe a tiracolo o encara-todas Mike Terrana, sem dúvida um dos melhores bateristas de sua geração, e ainda colaborou em três composições. Completam o line-up o ótimo baixista Barry Sparks (Dokken, MSG, Ted Nugent) e o tecladista Ferdy Doernberg (Rough Silk, Axel Rudi Pell)

A abertura com “Walk on Fire”, serve como um verdadeiro cartão de visitas, com todos os músicos mostram suas aptidões. “Under the Same Sun” chama a atenção pela semelhança de sua melodia com a de “Perry Mason”, de Ozzy Osbourne. Um groove de guitarra mais puxado para o lado norte-americano do Rock pesado – não à toa, é uma das que conta com Vescera de co-autor. Uma balada tipicamente Malsteeniana comparece com “A Heartbeat Away”, enquanto “Hidden Answer” poderia tranquilamente fazer parte de algum trabalho do Helloween daquela época. Sobra espaço até para Terrana pirar em umas percussões ao final. A rápida e direta “Till the End” antecipava um gênero de riffs que seria utilizado mais tarde no Masterplan.



A faixa-título é a mais longa e trabalhada, com variações de andamento e certa influência que vocês já imaginam de quem. Um belo piano abre mais uma balada, a romântica “Angel Face”. A instrumental se chama... “Listen to the Lyrics” (risos). O típico Power Metal dá as caras na excelente “Reaching Higher”, que deixa transparecer que Roland sentia certa falta de Michael Kiske – o que o próprio confessaria após deixar o Helloween. Para encerrar de forma nada peculiar, a acústica “Lord, I’m Dying” que, apesar de seu formato bem diferente das outras, é, sem dúvida, uma das melhores de todo o disco.

Um belo e diversificado trabalho, mostrando facetas do músico Roland Grapow que talvez não fossem tão familiares ao público em geral. Some a isso uma banda de apoio pra lá de competente e o download está mais que justificado. Com essa mesma formação, o guitarrista veio ao Brasil como atração de abertura do Gamma Ray, naquele mesmo ano.

Roland Grapow (guitars)
Michael Vescera (vocals)
Barry Sparks (bass)
Mike Terrana (drums)
Ferdy Doernberg (keyboards)

01. Walk on Fire
02. Under the Same Sun
03. The Hunger
04. A Heartbeat Away
05. Hidden Answer
06. Till the End
07. Kaleidoscope
08. Angel Face
09. Listen to the Lyrics
10. Reaching Higher
11. Lord, I’m Dying

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JAY

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Yngwie Malmsteen - Magnum Opus [1995]


É um fato que muita gente não gosta desse disco – inclusive seu próprio autor já deu algumas espinafradas públicas. E devo admitir que o gordão sueco egocêntrico realmente tem álbuns muito mais inspirados na gloriosa carreira. Mesmo assim, tenho um carinho todo especial por Magnum Opus. Afinal de contas, foi na época de seu lançamento, em minha adolescência altamente troo, que me interessei pela carreira de Yngwie Malmsteen (época em que os jovens se interessavam por músicos que sabiam tocar seus instrumentos, algo perdido no tempo). Então, nada mais natural que esse tenha sido um dos primeiros trabalhos dele que escutei.

Após o grande sucesso de Seventh Sign, além do EP I Can’t Wait, nada mais normal que o caminho a seguir fosse uma extensão. Para isso, a primeira providência foi manter o mesmo line-up. O único que não permaneceu foi Mike Terrana, que foi convidado a tocar com Tony MacAlpine. Hoje, conhecendo melhor o baterista, acredito que o choque de egos com Yngwie tenha sido decisivo, já que ambos são chegados num holofote – o que não o impede de ser um cara bem acessível, ao contrário do guitarrista, que faz questão de se mostrar um mala o tempo inteiro. Os vocais ficaram mais uma vez a cargo do competentíssimo Michael Vescera, responsável também pela maioria das letras.

Malmsteen fazendo "porquinho"

As quatro primeiras faixas valem o disco. A speed tipicamente Malmsteen “Vengeance” abre os trabalhos trazendo tudo aquilo que os fãs esperam. Na seqüência, um ótimo Hard Rock com muito groove, “No Love Lost”. A faceta mais metálica comparece em “Tomorrow’s Gone”, lembrando a sempre presente influência Blackmoreana. “The Only One” é a mais comercial, com uma melodia quase escorregando para o AOR e um refrão altamente grudento. Não por menos foi lançada como música de trabalho. Outros destaques vão para a densa “Voodoo”, o já tradicional clima oriental em “Time Will Tell” e a adaptação para a obra de Vivaldi, “Cantabile”.



Para os brasileiros, um motivo especial em lembrar esse disco é o fato de ter sido na sua turnê que Yngwie passou por esses lados do mapa pela primeira vez. A resposta foi tão positiva que na excursão seguinte seria registrado um álbum e home-video ao vivo. Também foi nessa viagem que Vescera conheceu os músicos do Dr. Sin, com quem viria a trabalhar posteriormente. Não é um clássico no nível de Rising Force, Marching Out ou Trilogy. Mas é diversão garantida para quem é chegado em técnicas como: bululu, espancamento de gatinhos, fritação de abelhas e afins.

Yngwie Malmsteen (guitars)
Michael Vescera (vocals)
Barry Sparks (bass)
Mats Olausson (keyboards)
Shane Gaalaas (drums)

01. Vengeance
02. No Love Lost
03. Tomorrow’s Gone
04. The Only One
05. I’d Die Without You
06. Overture 1622
07. Voodoo
08. Cross the Line
09. Time Will Tell
10. Fire in the Sky
11. Amber Dawn
12. Cantabile

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Capa da versão remasterizada

JAY

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Yngwie Malmsteen - Trial By Fire: Live In Leningrad [1989]


Em 1987, a carreira de Yngwie Malmsteen ia muito bem. O sueco dominava o mundo com sua habilidade nas seis cordas e seu certo pioneirismo no metal neo-clássico. Mas infelizmente, pouco após a confirmação da entrada de Joe Lynn Turner no grupo, no dia 22 de maio, Malmsteen bateu seu Jaguar E-Type em uma árvore. Passou uma semana em coma e chegou a perder o movimento das mãos por algum tempo, mas logo recuperou. Infelizmente, durante o processo de recuperação, sua mãe faleceu, vítima de um câncer.

No entanto, o guitarrista foi forte e conseguiu dar a volta por cima. "Odyssey" foi lançado no ano seguinte, já com Lynn Turner nos vocais, e se tornou o maior sucesso comercial de sua carreira. A turnê mundial chegou a passar pela Rússia, ainda União Soviética mas prestes a cair, e foi por lá mesmo que Yngwie decidiu gravar seu primeiro ao vivo.

"Trial By Fire" foi gravado na cidade de Leningrado e é um registro impecável de uma das melhores fases da carreira de Malmsteen, na minha opinião. Apesar da sonoridade estar mais acessível e puxada para o Hard Rock/AOR que dominava as paradas naqueles tempos (várias músicas do "Odyssey" constam no repertório), é fato que o resultado final é cativante, demonstrando Heavy Metal coeso, bem composto e bem tocado.

Como o resultado no disco anterior havia saído um pouco pasteurizado, nessa performance toda a crueza foi depositada em uma invejável performance. Vale ressaltar que não se deve esperar nada excessivamente visceral, pois "Trial By Fire" sofreu inúmeros overdubs em sua produção - principalmente por parte da voz de Joe. Todavia não é nada que tire o brilho desse registro.

Imagem dedicada ao fã póstumo n° 1 da KNAC: Hairbanger

A entrada de Joe Lynn Turner, um dos mais competentes vocalistas do gênero, fez toda a diferença. Joe deu sangue novo à banda tanto em estúdio, compondo a maioria das letras junto do guitarrista, quanto nos palcos, chamando a atenção por ser dono de uma excelente voz e por ser um bom frontman. Já Yngwie Malmsteen dispensa quaisquer comentários: não é a toa que permanece como um dos instrumentistas mais cultuados do rock e do metal, com técnica incrível, excentricidade de sobra e uma baita personalidade em suas músicas.

A banda, composta pelos irmãos Anders e Jens Johansson como baterista e tecladista, respectivamente, e o baixista Barry Dunaway, dominam o poderoso e de vez em quando complicado instrumental das canções com maestria. Vale ainda ressaltar que Jens fez fama no Stratovarius algum tempo depois, sendo reconhecido como um dos melhores tecladistas do metal.

Os destaques da noite vão para as belíssimas "Dreaming (Tell Me)" e "You Don't Remember, I'll Never Forget" (esta excelente na voz de Joe), as pedradas "Liar" e "Spanish Castle Magic" (esta um cover de Jimi Hendrix) e a radiofônica "Heaven Tonight". E ainda vale mencionar os instrumentais um pouco exagerados porém fascinantes encontrados ao longo da bolacha.

Pedir para que confiram é pouco: viciem!

01. Liar
02. Queen In Love
03. Déjà Vu
04. Far Beyond The Sun
05. Heaven Tonight
06. Dreaming (Tell Me)
07. You Don't Remember, I'll Never Forget
08. Guitar Solo (Trilogy Suite Op. 5)
09. Crystal Ball
10. Black Star
11. Spanish Castle Magic

Joe Lynn Turner - vocal
Yngwie Malmsteen - guitarra, violão, backing vocals
Barry Dunaway - baixo
Jens Johansson - teclados
Anders Johansson - bateria

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by Silver

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Cacophony – Discografia [1987 – 1988]

Idealizado pelos guitarristas Marty Friedman e Jason Becker, o Cacophony emergiu na cena Heavy norte-americana em 1986. Tocando um som predominantemente instrumental e incrivelmente rápido, a dupla, acompanhada do vocalista Peter Marrino e do baterista Atma Anur, estreou em disco com o aclamado Speed Metal Symphony em 1987.

Um ano mais tarde é lançado Go Off!, com Deen Castronovo (Journey) no lugar de Anur e Jimmy O’Shea no baixo antes gravado em estúdio por Friedman. A recepção não foi das melhores, e a baixa vendagem resultou no fim prematuro do grupo em 1989. Com seus nomes em alta, Friedman e Becker despontaram para o estrelato – o primeiro com o Megadeth, e o segundo com David Lee Roth.


Speed Metal Symphony [1987]

Se você for um guitarrista iniciante e ainda estiver dando os primeiros passos no instrumento não ouça este CD – a menos que você queira desistir de vez das seis cordas. O virtuosismo impera em Speed Metal Symphony – aliás, belíssimo nome que define perfeitamente a proposta sonora de Marty Friedman e Jason Becker, este, na época, um jovem de apenas 17 anos e já expert em Paganini. Destaque para “The Ninja” (um desfile de escalas exóticas de Friedman) e “Concerto”, onde fica notório o entrosamento da dupla e o talento, principalmente, de Becker.

01. Savage
02. Where My Fortune Lies
03. The Ninja
04. Concerto
05. Burn The Ground
06. Desert Island
07. Speed Metal Symphony

Marty Friedman – Guitarra; Baixo
Jason Becker – Guitarra
Atma Anur – Bateria
Peter Marrino – Vocais

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Go Off! [1988]

O que era apenas um projeto tornou-se uma banda, e os fãs sentiram essa mudança, que acabou se refletindo nas vendas e, posteriormente, na separação do Cacophony. Ao contrário do que acontece em Speed Metal Symphony, em Go Off! a maioria das canções possui vocais, o que, de certa forma, coloca tanto Friedman quanto Becker em segundo plano. Para a maioria, que leva em consideração somente isso, um trabalho fraco. Para este que vos escreve e que valoriza o todo, um ótimo disco de Heavy Metal.

01. X-Ray Eyes
02. E.S.P.
03. Stranger
04. Go Off!
05. Black Cat
06. Sword of the Warrior
07. Floating World
08. Images

Marty Friedman – Guitarra
Jason Becker – Guitarra
Peter Marrino – Vocais
Jimmy O’Shea – Baixo
Kenny Stavropoulos – Bateria (creditado, mas não tocou no álbum)

Músico adicional:
Deen Castronovo – Bateria

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мєαиѕтяєєт

terça-feira, 20 de abril de 2010

M.A.R.S. - Project Driver [1986]


Não - esse disco não é um projeto solo de Mick Mars (Mötley Crüe). O M.A.R.S. (MacAlpine, Aldridge, Rock, Sarzo) foi formado em meados de 1985 e consistia em uma line-up fantástica: Rob Rock, conhecido por liderar as vozes do Impellitteri, nos vocais; o multi-instrumentista e reconhedíssimo Tony MacAlpine nas guitarras e teclados e a infalível dupla de mil bandas, Rudy Sarzo e Tommy Aldridge, respectivamente no baixo e na bateria. Mole?

Logo ao formarem o grupo, assinaram com a Shrapnel Records e o disco que trago-vos nessa postagem, o único lançado até hoje pelo projeto. Acredita-se que seja o primeiro full-length profissionalmente gravado por Rock. MacAlpine havia gravado "Mind's Eye", de Vinnie Moore, com Aldridge e este, com Sarzo, já havia tocado na banda de Ozzy Osbourne e, após o M.A.R.S., ainda dividiriam palcos no Whitesnake e no Manic Eden. (risos)


"Project Driver" é um digno trabalho de Heavy Metal oitentista. A sonoridade alia o Heavy Metal ao rótulo "Speed Metal" e ainda permite pitadas generosas de Hard Rock e algumas nuances neo-clássicas, dádiva de Tony MacAlpine que podem ser notadas em alguns solos e nas introduções de "Nostradamus" e "Stand Up And Fight" - mas não espere nada semelhante ao som do sueco voador, pois aqui o lance é mais direto, se assemelhando em alguns momentos aos primeiros álbuns do Racer X.

Tem-se aqui riffs pesadíssimos e ótimos solos de MacAlpine unidos à potente voz de Rock, ao baixo forte de Sarzo e à bateria extraordinária de Aldridge (até conhecer este play, sempre fui curioso para ouvir Aldridge tocando um som mais pesado que Ozzy Osbourne ou Whitesnake (risos).

Acredito que, se o M.A.R.S. tivesse sido levado adiante e gravado alguns outros discos, este nome seria bem mais conhecido pelos fãs de Metal. Mas como o projeto foi logo abandonado por Tony MacAlpine, que queria se dedicar inteiramente à sua carreira solo, "Project Driver" se tornou uma verdadeira pérola do underground.

Saliento que todo o disco é de muito bom gosto, mas não dá pra não citar a honorável e metálica dupla de abertura "Nations On Fire" e "Writings On The Wall", a breguíssima (ver letra) porém excelente "Slave To My Touch" e a melhor do disco: "You And I", balada lindíssima que fecha o álbum e o projeto com chaves de ouro. Confiram já!

01. Nations On Fire
02. Writings On The Wall
03. Stand Up And Fight
04. Nostradamus
05. Unknown Survivor
06. Fantasy
07. Slave To My Touch
08. I Can See It In Your Eyes
09. You And I

Rob Rock - vocal
Tony MacAlpine - guitarra, teclados
Rudy Sarzo - baixo
Tommy Aldridge - bateria
Bret Douglas - backing vocals
Tommy Cosgrove - backing vocals
Mark Tate - backing vocals
Dino Alden - backing vocals
Mike Varney - backing vocals

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by Silver

sábado, 17 de abril de 2010

Yngwie Malmsteen - Inspiration [1996]


"Inspiration" é o nono álbum da discografia de Yngwie Malmsteen, que dispensa maiores apresentações por aqui na Combosa: é um dos artistas com mais trabalhos postados aqui no blog.

Nesse disco, o sueco voador decidiu unir todas as suas influências "roqueiras" com vários covers, portanto aguarde muitos "Ritchies Blackmores" e "Jimis Hendrixes" por aqui. Mas as escolhas do gordinho foram ótimas: além de The Jimi Hendrix Experience, Deep Purple e Rainbow, temos por aqui versões para pepitas de bandas como Scorpions, Rush, The UK e até mesmo Kansas.

E, como era de se esperar, a execução está impecável. Músicos (principalmente vocalistas) competentes pra dedéu seguem o sr. Lars nessa empreitada, fazendo com que o mesmo realize uma retrospectiva de sua carreira ao convidar músicos que já não participam mais de seu grupo, como o baterista Anders Johansson, o baixista Marcel Jacob, o tecladista Jens Johansson e os incríveis vocalistas Jeff Scott Soto, Joe Lynn Turner e Mark Boals. Vale lembrar que o tecladista David Rosenthal, que entraria pra banda apenas num futuro distante, em meados de 2002, dá as caras no disco.

Duas curiosidades: Yngwie Malmsteen também dá uma palinha de sua voz em "Manic Depression", de The Jimi Hendrix Experience; e da banda de Malmsteen na época, apenas o tecladista Mats Olausson participou das gravações, tendo o gordinho queroso deixado de lado músicos como Mats Levén, Barry Dunaway e Cozy Powell!! [risos]

Enfim, se já é de se esperar boa coisa vindo de Yngwie Malmsteen, com o timaço de músicos e a verdadeira lista de clássicos que estão a seguir, é pra se ter certeza de que paulada na face vem por aí.

01. Carry On Wayward Son (Kansas)
Jeff Scott Soto - vocal
Yngwie Malmsteen - guitarra
Marcel Jacob - baixo
Anders Johansson - bateria
David Rosenthal - teclados

02. Pictures Of Home (Deep Purple)
Joe Lynn Turner - vocal
Yngwie Malmsteen - guitarra, baixo
Anders Johansson - bateria
Mats Olausson - teclados

03. Gates Of Babylon (Rainbow)
Jeff Scott Soto - vocal
Yngwie Malmsteen - guitarra, baixo, sitar
Jens Johansson - teclados
Anders Johansson - bateria

04. Manic Depression (The Jimi Hendrix Experience)
Yngwie Malmsteen - vocal, guitarra, baixo
Anders Johansson - bateria

05. In The Dead Of Night (The UK)
Mark Boals - vocal
Yngwie Malmsteen - guitarra, baixo
Anders Johansson - bateria
Jens Johansson - teclados

06. Mistreated (Deep Purple)
Jeff Scott Soto - vocal
Yngwie Malmsteen - guitarra, baixo
Anders Johansson - bateria
Mats Olausson - teclados

07. The Sails Of Charon (Scorpions)
Mark Boals - vocal
Yngwie Malmsteen - guitarra, baixo
Anders Johansson - bateria

08. Demon's Eye (Deep Purple)
Joe Lynn Turner - vocal
Yngwie Malmsteen - guitarra, baixo
Anders Johansson - bateria
Jens Johansson - teclados

09. Anthem (Rush)
Mark Boals - vocal
Yngwie Malmsteen - guitarra, baixo
Anders Johansson - bateria

10. Child In Time (Deep Purple)
Mark Boals - vocal
Yngwie Malmsteen - guitarra, baixo
Anders Johansson - bateria
David Rosenthal - teclados

11. Spanish Castle Magic (The Jimi Hendrix Experience)
Joe Lynn Turner - vocal
Yngwie Malmsteen - guitarra, baixo
Anders Johansson - bateria

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by Silver

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Yngwie Malmsteen - Live!! [1998]


"Live!!" é um disco ao vivo do gordinho sueco (Yngwie Malmsteen), gravado durante a turnê do disco "Facing The Animal", mais especificamente, no Rio de Janeiro. A abertura ficou por conta do Dr. Sin e o guitarrista gostou tanto da performance dos brazucas que lançou este play juntamente com um EP do trio no Japão.

Considerado por muitos um dos melhores trabalhos do excêntrico guitarrista sueco, "Live!!" traz um vasto repertório, abrangendo clássicos como "Black Star", "I'll See The Light Tonight" e "Rising Force", canções novas na época como "Alone In Paradise", "Like An Angel" e "Facing The Animal" e o mais surpreendente: clássicos de outras bandas, como "Pictures Of Home" do Deep Purple, "Gates Of Babylon" do Rainbow e "Red House" de Jimi Hendrix (com o próprio Malmsteen nos vocais).

A formação, apesar de nem sempre ser tão lembrada, não deixa nada a desejar em relação à qualquer outra formação que já acompanhou Yngwie Malmsteen, visto os vocais afiados e ferozes do experiente Mats Levén, a ótima cama de teclados de Mats Olausson e a cozinha avassaladora de Barry Dunaway (baixo) e Jonas Ostman (bateria).

O disco ausenta destaques pois tal obra-prima deve ser aproveitada por inteira, ao meu ver. Com vocês, o veloz e adiposo guitarrista Lars Johan Yngve Lannerbäck e sua força crescente em ótima forma!

CD 1:
01. Resurrection
02. Facing The Animal
03. Rising Force
04. Bedroom Eyes
05. Far Beyond The Sun
06. Like An Angel
07. Braveheart
08. Seventh Sign
09. Guitar Solo (Trilogy Suite, Red House, Badinere)

CD 2:
01. Gates Of Babylon
02. Alone In Paradise
03. Pictures Of Home
04. Never Die
05. Black Star
06. I'll See The Light Tonight

Line-up:
Mats Léven - vocal
Yngwie Malmsteen - guitarra, vocal em "Red House"
Barry Dunaway - baixo
Jonas Ostman - bateria
Mats Olausson - teclado

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by Silver