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sábado, 1 de janeiro de 2011

AC/DC - Tributos [1995-2007]


A importância do AC/DC já foi minuciosamente explorada no post especial de Natal, e agora no post de ano novo, poderemos constatar o resultado dessa influência. São inúmeras as homenagens destinadas ao grupo, o que compreende desde discos tributos convencionais até releituras em torno de um estilo específico, paródias, e coisas que não passariam nem na cabeça dos membros que fazem - ou fizeram - parte da banda, como versões em roupagens barroca e lounge.

Claro que, em meio a infinidade de tributos, vários são oportunistas, ou mesmo, são honestos mas não acrescentam muita coisa. Todavia, também devemos levar em consideração o respeito com que a obra do AC/DC é tratada, portanto, por mais excêntrico que seja um trabalho baseado nas composições da banda, deve ser, no mínimo, respeitado, pois mostra a preponderância e reconhecimento do grupo pelas mais diversas vertentes musicais, sendo perpetrado de acordo com a visão musical cabível ao estilo que se refere.

Thunderbolt - A Tribute to AC/DC [1996]


Esse é um dos tributos mais conhecidos ao AC/DC. Basta olhar os músicos que participam para entender. O objetivo desse tributo foi claramente prestar homenagem à fase Bon Scott, mas como o Back in Black se tornou um dos maiores marcos da história do Rock, a homenagem não pôde ser completamente destinada ao Bon Scott. O resultado disso são 10 composições da fase Scott e apenas duas da época com o Brian Johnson, naturalmente, ambas do Back in Black.

A maioria dos covers são versões fiéis e mais pesadas, onde se destacam, "Highway to Hell" executado brilhantemente pela formação clássica do Quiet Riot; "Shake a Leg" com John Corabi rasgando a voz até onde não consegue mais; e "Whole Lotta Rosie" com Stephen Pearcy mandando muito bem. Outra versão interessante é a de "Back in Black" que começa e finaliza com uma parte instrumental do meio da música. Muito bem sacado. Mas o destaque principal fica com a atuação de Joe Lynn Turner. As outras versões variam entre regulares e boas. De qualquer forma, o time de músicos participantes obriga qualquer fã de Hard/Heavy a conhecer esse tributo.

01 - Kevin Dubrow Vocals
Carlos Cavazo Guitar
Rudy Sarzo Bass
Frankie Banali Drums

02 - Sebastian Bach Vocals
Warren DeMartini Guitar
Billy Sherwood Bass
Bobby Blotzer Drums

03 - Joe Lynn Turner Vocals
Phil Collen Guitars
Jeff Pilson Bass
Simon Wright Drums

04 - Whitfield Crane Vocals
Klaus Eichstadt Guitar
Mike Combs Guitar
Brad Divens Bass
Shannon Larkin Drums

05 - Jack Russell Vocals
Mark Kendall Guitar
Bruce Gowdy Guitar
Sean Mcnabb Bass
Bobby Blotzer Drums

06 - Whitfield Crane Vocals
Klaus Eichstadt Guitar
Mike Combs Guitar
Brad Divens Bass
Shannon Larkin Drums

07 - John Corabi Vocals
Bob Kulick Guitar
Billy Sheehan Bass
Pat Torpey Drums

08 - Stephen Pearcy Vocals
Tracii Guns Guitar
Bruce Gowdy Guitar
John Alderete Bass
Jay Schellen Drums

09 - Dave Meniketti Vocals, Guitar
James Morley Guitar
Tony Franklin Bass
Simon Wright Drums

10 - Lemmy Kilmister Vocals, Guitar, Bass
Jake E. Lee Guitar
James Morley Guitar
Ricky Phillips Bass
Simon Wright Drums

11 - Dee Snider Vocals
Scott Ian Guitar
Frank Bello Bass
Charlie Benante Drums

12 - Sebastian Bach Vocals
Kelly Deal Guitar, Drums
Jimmy Flemion Bass

We Salute You - A Tribute to AC/DC [2004]


No mesmo esquema do anterior, a fase Brian Johnson aqui é lembrada com apenas duas músicas, e adivinha de qual disco são? (risos) Rejeições à parte, o tracklist do tributo aborda a fase do conjunto a partir do Dirty Deeds Done Dirt Cheap. Contando com a produção de Bob Bulick e Bruce Bouillet, o time de estrelas foi garantido, com a diferença que a cozinha é fixa, e os incumbidos para tal tarefa foram os consagrados Tony Franklin (baixo) e Aynsley Dunbar (bateria).

Quando eu fiz o post especial compilando os covers gravados pelo Mark Slaughter, acabei passando batido pelo cover que Mark gravou para esse tributo. Apenas aconselho a pegarem esse cover de "Dirty Deeds Done Dirt Cheap" e juntarem aos outros da coletânea, pois pra quem conferiu - ou quiser conferir -, fica claro que Slaughter manja muito dessa área, e aqui, não deixa mais dúvida quanto a essa sua capacidade. Diferente do Thunderbolt onde é possível notar uns 4 deslizes, no mínimo, desta feita a decepção só fica por conta de "You Shook Me All Night Long" que ficou muito fraca na voz inexpressiva de Doug Pinnick. Ou seja, Kulick e Bouillet mais uma vez acertaram em cheio na escolha dos músicos e do repertório - que superou com sobras o anterior. O melhor tributo ao AC/DC, sem dúvidas!

VOCAL / GUITAR / BASS / DRUMS
Track 01 : Joe Lynn Turner / Richie Kotzen / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 02 : Phil Lewis / Jeff "Skunk" Baxter / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 03 : Tommy Shaw / Albert Lee / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 04 : Robin McAuley / Bruce Kulick / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 05 : Mark Slaughter / Doug Aldrich / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 06 : Jeff Scott Soto / Reb Beach / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 07 : Doug Pinnick / Gilby Clarke / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 08 : Jizzy Pearl / Jennifer Batten / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 09 : John Corabi / Tracii Gunns / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 10 : Paul Shortino /Craig Goldy / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 11 : Stephen Pearcy / Page Hamilton / Tony Franklin / Aynsley Dunbar

AB/CD - Cut The Crap! [1995]


O AB/CD não chega a ser uma paródia do AC/DC, pois os caras compõem músicas próprias. O terceiro disco do grupo, que marca a estréia do vocalista Mats Levén, seria originalmente de ataques contra celebridades, cada letra ia ser um chute na bunda de determinado famoso. Devido às proporções que a banda havia tomado, a gravadora BMG visando represálias, impediu o disco de ser lançado. Dessa forma, os caras tiveram que refazer todas as letras. Outro fator interessante é que o AB/CD não sobrepuja os clichês e estereótipos do Rock para fazerem gracejos, como já ficou saturado nas mãos de Spinal Tap, Gwar, Nanowar, Massacration e afins.

A imitação de Brian Johnson feita por Mats Levén é hilária, e se não bastasse, as letras são pra rolar no chão, e não tratam das saturadas reverências ao Rock. Em nenhum momento soa ofensivo ou pejorativo, ficando evidente o desígnio humorístico sem cometer sacrilégio ao legado do AC/DC, tanto que o AB/CD faz questão de eliminar qualquer casual deturpação: "Nós não tentamos fazer o AC/DC parecer tolo ou ruim. Se alguém pensa assim, está muito errado. O maior amor que temos é pela melhor banda de Rock de todos os tempos - AC/DC!". Pra garantir as risadas, todas as letras do disco estão no arquivo para quem baixar.

01. White Moonshine Whiskey Maker
02. Mikey's Butt
03. Twelve Beers
04. Attack Of The Perfumed Turd
05. Too Short To Be The King
06. Six Feet Down Below
07. MTV Recipe
08. Face Lift Boogie
09. Bengus Handjob
10. Rock 'n' Rolex
11. Elvis, Bugs & Oldies

Mats Levén - Vocal
Bengt Ljungberger - Guitar
Björn Påhlsson - Guitar
Jim Gustavsson - Bass
Nicco Wallin - Drums



Covered In Black - An Industrial Tribute to the Kings of High Voltage [1997]


O AC/DC nunca ganhou um tributo decente feito por bandas de Metal. Como as homenagens nesse formato feitas por bandas de Heavy Metal são jogadas de gravadora pra promover seu cast, e os de Metal Extremo são verdadeiros insultos (Six Feet Under que o diga), trago a vocês o 'menos pior'. Assim como os outros tributos ao AC/DC feito por bandas de Metal, ninguém conhece a maior parte das bandas participantes aqui, mas é fácil notar que a maioria é partidária do Rock Industrial, e as exceções que incorrem ao Metal são justamente os únicos nomes conhecidos: Godflesh, pioneiro do Industrial Metal; e o polêmico The Electric Hellfire Club, liderado pelo 'reverendo' da Church of Satan, Thomas Thorn.

As versões em que a parte eletrônica é fortemente enfatizada são as mais interessantes, como as releituras para "Shot Down In Flames", "Thunderstruck" e "Hells Bells" - essa última ficou muito descaracterizada, assim como "The Furor" e "Who Made Who", onde o Rock cede ainda mais espaço pro Eletrônico. "Whole Lotta Rosie" e "TNT" ganharam versões competentes e são as que mais se aproximam dos registros originais. Outras causam muita estranheza, como "Back in Black" - disparada a pior versão, uma verdadeira piada! - e "Badlands" que ficou mais próxima do Metal Alternativo do que qualquer outra coisa. Em suma, vale por curiosidade.

01. The Electric Hellfire Club - Highway To Hell
02. Genitorturers - Squealer
03. Die Krupps - It's A Long Way To The Top
04. Spahn Ranch - Shot Down In Flames
05. Godflesh - For Those About To Rock
06. Joined At The Head - Whole Lotta Rosie
07. Pigface vs. Sheep On Drugs - Back In Black
08. Birmingham 6 - Thunder Struck
09. Razed In Black - Hells Bells
10. Psychopomps - Badlands
11. Klute - The Furor
12. Terminal Sect with En Esch of KMFDM - Who Made Who
13. Sister Machine Gun - TNT
14. 16 Volt - Dirty Deeds Done Dirt Cheap

Come Back In Black - Punk Rock Tribute To AC/DC [2003]


Existem três tributos Punks principais destinados ao AC/DC, que na verdade são dois. Isso ocorre por que um desses foi relançado posteriormente com capa diferente e o tracklist numa outra ordem, tentando vender gato por lebre. Eu tenho esses dois, mas o meu critério para trazer o Come Back in Black foi que, primeiro, ele é isento dessa pilantragem, e segundo, o número de bandas participantes é mais que o dobro do outro registro. Das várias bandas que participam desse tributo, eu só conheço duas, uma de nome (Peter Pan Speedrock), e a outra eu curto mesmo (Frankestein Drag Queen from Planet 13).

O que encontramos aqui são releituras mais cruas, e por vezes, desleixadas, onde podemos apontar versões desenfreadas agressivas ("Shoot To Thrill", "Back In Black"), versões desenfreadas inofensivas ("You Shook Me All Night Long", "High Voltage"), algumas respeitando mais a cadência original dos sons ("Let Me Put My Love Into You", "Whole Lotta Rosie"), e até mesmo versões meio inusitadas, como a de "Hells Bells" com efeitos de metais, e a versão de "Highway to Hell" que mistura Punk e Reggae. Claro que também tem aqueles covers que chegam a irritar bastante, como os de "Sin City" e "Ain't No Fun". Material indicado mais para fãs do estilo.

01. Shandon – Hells Bells
02. Frankenstein Drag Queens – Shoot To Thrill
03. Twin Tornados – What Do You Do For Money Honey
04. Mantaray K-D – Givin The Dog A Bone
05. Derozer – Let Me Put My Love Into You
06. Thee S.T.P. – Back In Black
07. Crummy Stuff – You Shook Me All Night Long
08. Silver Tongued Devil – Have A Drink On Me
09. De Crew – Shake A Leg
10. C.S.C.H. – Rock’n’Roll Ain't Noise Pollution
11. Down By Law – Whole Lotta Rosie
12. She-Male Trouble – Girls Got Rhythm
13. Garadro – Highway To Hell
14. Attaque 77 – Can I Sit Next To You, Girl
15. Space Surfers – Sin City
16. Pseudo Heroes – Ain’t No Fun
17. Dead Kings – Problem Child
18. Ojorojo – Live Wire
19. Hellstomper – If You Want Blood
20. Peter Pan Speedrock – Let Me Put My Love Into You
21. The Jab – High Voltage

Dave Evans - A Hell Of A Night: The Historic Bon Scott 20th Anniversary Memorial Concert [2000]


No aniversário de 20 anos da morte de Bon Scott, o vocalista original do AC/DC, Dave Evans, se juntou ao grupo cover Thundestruck, e juntos fizeram um concerto em memória de Scott. O show foi realizado no Edwards Tavern em Melbourne, e Evans optou por lembrar a fase inicial com Bon, por ter mais ligação com o seu período no grupo, e não abordou discos como Powerage e Let There Be Rock. Portanto, a apresentação é relativamente curta e dura aproximadamente 40 minutos. Evans se mostra um vocalista muito competente durante todo o show, e disso ninguém duvida, até porque, sua saída não teve nada a ver com sua capacidade como cantor.

A abertura acontece com as únicas duas músicas que Evans gravou com os australianos e se encarregam de demonstrar o potencial desse 'azarado' músico. A primeira, "Can I Sit Next to You Girl", foi regravada com Bon, sofrendo alteração na letra e no instrumental. Em respeito ao Bon, Evans executou a música da forma que foi gravada no debut. A outra pérola que marca a fase Evans é "Rockin' In The Parlour", que só saiu no lado b do single da canção anterior e nunca foi regravada ou lançada internacionalmente. E o restante das composições recorda a passagem de Scott pelo AC/DC com louvor, agradando qualquer fã da banda.

01 - Can I Sit Next to You Girl
02 - Rockin' In The Parlour
03 - Rock 'n' Roll Singer
04 - Baby, Please Don't Go
05 - It's A Long Way To The Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)
06 - T.N.T
07 - Ride On
08 - Highway To Hell



Back in Baroque - The String Tribute to AC/DC [2003]


Desde que Uli Jon Roth começou a mostrar a aproximação do Rock com a música clássica, centenas de músicos passaram a dedicar sua carreira em fazer adaptações no formato Rock para peças clássicas, ou fundir cortes clássicos com as distorções e o peso do Rock. Mas ainda são poucos os exemplares recorrendo ao contrário dessa proposta, e aqui temos o disco Back in Black executado por um quarteto de cordas, reforçando que o Rock é facilmente mutável para o clássico e vice-versa, como é provado por outros músicos.

A orquestração é guiada perfeitamente, e os violinos reproduzem as partes vocais de forma inacreditável, acompanhado por violoncelo, viola e outro violino harmonizando a reprodução da parte instrumental. Todas as músicas foram adaptadas perfeitamente, até mesmo as mais festeiras como "Have a Drink on Me" e "You Shook Me All Night Long". Os arranjos de corda fazem uma saudação sinfônica ousada e muito pertinente. Recomendado para qualquer pessoa que goste de boa música.

01 - Hells Bells
02 - Shoot To Thrill
03 - What Do You Do For Money Honey
04 - Givin The Dog A Bone
05 - Let Me Put My Love Into You
06 - Back In Black
07 - You Shook Me All Night Long
08 - Have A Drink On Me
09 - Shake A Leg
10 - Rock & Roll Ain't Noise Pollution

Buddha Lounge Renditions of AC/DC [2007]


Existe algo mais estranho do que músicas feitas para agitar serem transformadas em sons para relaxar? Pois é, o que era pra se escutar enchendo a cara e farreando, aqui ganha contornos para serem apreciados em momentos intrínsecos. Passando uma informação de leigo para leigos, a sonoridade apresentada aqui são versões instrumentais que soam como uma mistura de música oriental com ambient eletronic, embora essa não seja a definição de lounge music, é apenas o que eu sinto. Pelo fato de não haver muitas nuances, as músicas acabam ganhando releituras muito parecidas.

Diante da analogia que percorre o trabalho inteiro, também é difícil assimilar os riffs, melodias e linhas vocais na roupagem lounge. Como eu não entendo de lounge, é impossível apontar se o resultado é satisfatório ou deixa a desejar dentro desses padrões. Talvez quem já seja habituado com esse tipo de música possa responder e apreciar essa homenagem. Interessante também salientar que essa mesma 'marca' fez um tributo ao AC/DC com releituras em formato de canções de ninar. Mas isso não é forma de educar uma criança, pois desde cedo o guri tem que escutar os riffs do irmãos Young e o peso real do som, pra poder ter algum tipo de dignidade no futuro.

01 Hell's Bells
02 Back in Black
03 Dirty Deeds Done Dirt Cheap
04 Rock & Roll Ain't Noise Pollution
05 Have a Drink on Me
06 Highway to Hell
07 What Do You Do for Money, Honey
08 You Shook Me All Night Long
09 Sin City
10 Thunderstruck
11 T.N.T
12 Who Made Who

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Dragztripztar

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Scorpions and Berliner Philharmoniker - Moment Of Glory [2000]


Continuando com a mesma temática de ontem, ao postar o Orchestra Night, me lembrei do disco que me fez gostar dessa mistura de rock com música clássica, e que foi o principal responsável desta paixão que hoje tenho por esta maravilhosa banda que é o Scorpions, e que infelizmente está em sua última turnê, encerrando sua extensa e impagável carreira, sendo um dos principais do hard mundial e sendo uma da primeiras bandas fora do eixo E.U.A./Inglaterra a explodir no cenário mundial.

Após o fracasso em "Eye II Eye", onde a banda parecia trilhar o caminho de muitas outras bandas no cenário do hard que estavam se perdendo ao investir em um rock mais modernoso e cheio de firulas eletrônicas, e que recebeu imensas críticas devido a esta proposta mais experimental. Mas eis que no ano seguite eles se redimiriam, lançando um dos discos mais aclamados de sua carreira, o espetacular "Moment Of Glory", gravado junto com a orquestra filarmônica de Berlim regida por Christian Kolonovits, que foi selecionado após Michael Kamem (sim o mesmo do show de Clapton) declinar do projeto por estar participando da gravação do S&M, sim o projeto do Metallica.

E o que temos aqui é um show de toda a banda e da orquestra envolvida, gerando o melhor disco que essa mistura entre rock e música clássica já produziu. Nada de orquestra apenas participando de maneira secundária não, ao contrário, ela se faz bem presente, sendo quase um quarto instrumento e dando mais peso e carga sentimental as canções aqui apresentadas, e sendo perceptível a audição de viola, flauta,harpa, trombone, tuba e não apenas os intrumentos padrões de uma orquestra como violinos e violoncelos, dando uma riqueza de detalhes a todas as canções aqui apresentadas.

E "Hurricane 2000" começa esse registro incendiando tudo, com uma introdução espetacular por parte da orquestra, cheia de peso e energia, assim como a versão original da música, e que só a deixou ainda mais sensacional do que realmente já era e conquista até o fã mais conservador em sua primeira audição. A balada "Moment of Glory" conquista principalmente em seus coros e refrães memoráveis e mostrando a habilidade da banda em fazer baladas, sendo que este registro está cheio delas.


"Send Me An Angel" tem a participação do cantor italiano Zucchero, que com sua voz potente dá um tempero a mais na canção, deixando a mesma ainda mais bela. Mas o grande destaque desse registro se dá na emotiva "Wind of Change", onde a orquestra tem a sua melhor participação no disco, desde a belíssima introdução até as passagens instrumentais, que são de arrepiar. Dúvido alguem não se encantar antes do último refrão com a linda passagem instrumental apresentada, com direito a harpa e com a orquestra puxando o refrão final de maneira sublime, dando uma aula de música e feeling absurdas, de cair o queixo e gelar a espinha. Sublime.

As instrumentais "Crossfire" e "Deadly Sting Suite" também são sensacionais, principalmente a segunda, com banda e orquestra e perfeita sintonia e mandando bala em clássicos como "He's a Woman, She's a Man" e "Dynamite", integrando perfeitamente o peso e velocidade da melhor maneira possível, mas perfeito que isso, só se fossem as duas músicas separadas e com seus respectivos vocais. Após temos mais duas baladas, sendo a primeira a belíssima "Here In My Heart" escrita pela hitmaker Diane Warren e gravada nos anos 90 por uma cantora chamada Tiffany, mas que ficou muito superior neste disco, com a participação da cantora Lyn Liechty. A clássica "Still Loving You" teve sua passagem inicial executada de maneira acústica e mais intimista, mas mesmo assim conservou a sua beleza original e mais uma vez mostrou a qualidade desse registro inspiradíssimo.

Finalizando esse belo disco, temos a pesada "Big City Nights" com a participação de Ray Wilson nos vocais e a melancólica balada "Lady Starlight", chegando a perfeição em seus mínimos detalhes e mostrando o quanto sentiremos saudades dessa banda que se tornou uma das maiores de todos os tempos. Uma verdadeira aula de música destes mestres que gravaram a ferro e fogo seu nome na história da música.


1.Hurricane 2000
2.Moment of Glory
3.Send Me An Angel
4.Wind of Change
5.Crossfire (Instrumental)
6.Deadly Sting Suite (Instrumental)
7.Here In My Heart
8.Still Loving You
9.Big City Nights
10.Lady Starlight


Klaus Meine - Vocal
Rudolf Schenker - Guitarra
Matthias Jabs - Guitarra
James Kottak - Bateria
Ken Taylor - Baixo
Berliner Philharmoniker regida por Christian Kolonovits

Músicos convidados:
Zucchero - Vocal (Send Me an Angel)
Ray Wilson - Vocal (Big City Nights)
Lyn Liechty - Vocal (Here in My Heart)


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By Weschap Coverdale

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Eric Clapton - Orchestra Night [1990]


Sou fã de projetos de bandas de rock junto com orquestras. A fusão de música clássica com rock é uma das coisas mais sensacionais que existe, sendo dois ritmos com estruturas complexas e que se casam da maneira mais sensacional possível. E se colocarmos junto nessa mistura um pouco de blues? Ainda mais com um dos maiores guitarristas que já existiram na face da terra, o espetacular Eric Clapton? Foi isso que alguns sortudos tiveram chance de presenciar na noite de 10 de fevereiro de 1990, ao presenciarem essa lenda tocando com a Orquestra Filarmônica de Londres, e detonando clássico atrás de clássico em versões sensacionais.

E apesar de ser um bootleg dessa ocasião histórica, a qualidade é espetacular, gravado diretamente da mesa de som, sendo possível ouvir cada nuance da orquestra, os solos magníficos do "Slow hand", nos dando uma imensa vontade de ser um dos privilegiados que puderam ver este momento soberbo na história da música.

Destaques? Aqui tudo é destaque e exala perfeição, deixando atônito desde a primeira audição e encantando a cada segundo. Após uma bela introdução com "Layla Orchestra Intro Reprise", somos presenteados com uma versão sensacional de "Crossroads", que se já era grandiosa por si só, junto com a orquestra ganhou peso e uma presença inexplicáveis. "I Shot The Sheriff" ficou curiosa, com uma orquestra acompanhando um reggae, e que ficou muito legal por sinal.


Mas a presença da orquestra se mostra principalmente nos momentos mais intimistas e passionais deste registro, como na emotiva "Bell Bottom Blues", na lenta "Wonderful Tonight" (que ficou ainda mais intimista que a versão original) e em "Old Love", que ficaram ainda mais belas do que já eram. Nas instrumentais "Concerto For Electric Guitar 1st Movement" e "Concerto For Electric Guitar 2nd Movement / Band Introduction", podemos sentir o feeling desse monstro chamado Clapton, principalmente na segunda, onde ele rouba a cena em 16 minutos de viagem e justifica perfeitamente a frase "Clapton is god".

E encerrando este espetáculo, temos apenas os dois maiores clássicos da brilhante carreira de Clapton, primeiro na inspiradíssima versão de "Layla" com seus "apenas" 14 minutos de duração, e que deixa o seu apoteótico final ainda mais belo com a adição da orquestra ao fundo e fechando com chave de ouro temos "Sunshine Of Your Love", com referências a "Blue Moon", canção escrita nos anos 30 e regravada por muitos artistas.

Se você curte música bem feita e executada, ainda mais por um dos maiores músicos de todos os tempos, baixe esta pepita correndo!


Disco 1
01.Layla Orchestra Intro Reprise
02.Crossroads
03.Bell Bottom Blues
04.Lay Down Sally
05.Holy Mother
06.I Shot The Sheriff
07.Hard Times
08.Can't Find My Way Home
09.Edge Of Darkness
10.Old Love
11.Wonderful Tonight

Disco 2
01.White Room
02.Concerto For Electric Guitar 1st Movement
03.Concerto For Electric Guitar 2nd Movement / Band Introduction
04.Layla
05.Sunshine Of Your Love

Eric Clapton - Guitarras, Vocais
Phil Palmer - Guitarras
Alan Clark,Greg Phillinganes - Teclados
Nathan East - Baixo
Steve Ferrone - Bateria
Ray Cooper - Percussão
Tessa Niles, Katie Kissoon - Backing vocals
The National Philharmonic Orchestra regida por Michael Kamen.

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By Weschap Coverdale

sexta-feira, 28 de maio de 2010

London Philharmonic Orchestra - Kashmir: The Symphonic Led Zeppelin [1997]


Se existe algo que caracteriza o rock, é o instrumento elétrico e alto. O que seria da história do estilo sem o peso dos acordes distorcidos da guitarra e do baixo sonoro acompanhados da bateria ensurdecedora? São esses três instrumentos que simbolizam toda a atitude que o gênero prega.

E é por isso que Jaz Coleman aceitou uma missão quase impossível ao decidir arranjar canções de nada menos que o Led Zeppelin para a Orquestra Filarmônica de Londres. Ora, todos sabemos que o Led é uma das bandas mais representativas, influentes e barulhentas do rock. Então, como transformar o que é feito para a guitarra em algo tocado por um violino? Como adaptar a música tão visceral, gritante e furiosa da banda de Jimmy Page para algo executável por uma orquestra de mais de 100 músicos, sem tirar toda a espontaneidade e criar algo artificial que não honra as versões originais?

Imagino que só com muito conhecimento musical. Afinal, Jaz Coleman realmente conseguiu. O compositor estudou em vários colégios e internatos musicais, é multiinstrumentista e vocalista da banda de pós-punk Killing Joke. Além do álbum que posto hoje, ele também arranjou Us And Them: Symphonic Pink Floyd, Riders on the Storm: The Doors Concerto e Symphonic Music of the Rolling Stones.

Jaz Coleman

Para a execução, a majestosa Orquestra Filarmônica de Londres, regida pelo maestro Peter Scholes.

O que posso dizer desse play? Simplesmente fantástico, surreal, perfeito no que se propõe. No disco temos clássicos do Led Zeppelin e do rock em si, interpretados de maneira inacreditável pela orquestra, gerando algo novo, mas que cria a sensação de que essas músicas foram feitas para ser tocadas também por violinos, violoncelos, flautas e toda a infinidade de instrumentos que aqui ouvimos.

Uma abertura com certo espírito oriental abre as portas para uma versão surpreendente de Kashmir. Aqui, e no resto do play, os lendários vocais de Robert Plant são substituídos por suaves violinos, tocados como solo pelo primeiro violinista, abaixo apenas do maestro na hierarquia de uma orquestra. Com certeza Kashmir é o grande destaque do álbum, com seu antológico riff abrindo espaço para o explosivo trecho melódico, que os músicos souberam deixar ainda mais marcante.

Outro ponto alto é a maravilhosa The Battle of Evermore, que ganha gaitas-de-fole e assim mergulha ainda mais fundo no clima "Tolkiano". Linda interpretação com a cara de Robert Plant, que provavelmente adoraria ouví-la lendo O Hobbit.

A histórica Stairway to Heaven beira a perfeição, trazendo uma aplaudível leitura do solo de guitarra. When the Levee Breaks carrega a mesma energia vibrante da versão orginal, com destaque para os instrumentos de percussão. Going to California é campo para diversas criações instrumentais originais, que se encaixam perfeitamente com os elementos da música. Friends é outra que puxa a mesma proposta que os compositores buscaram, sendo bastante caótica e sombria. All My Love segue a mesma linha de Going to California, com muita coisa nova produzida pela orquestra.

A Orquestra

Enfim, o play é emocionante, forte, envolvente, uma peça rara de música. As cordas, os metais, as madeiras criam novos contrastes, novas visões, novos sentimentos nessas faixas que tanto conhecemos. Jaz Coleman aceitou a complicada tarefa de trazer tudo o que o rock e o Led Zeppelin representam para uma orquestra, e a executou muito bem.

Termino essa resenha dizendo que, muito provavelmente, quando você terminar de ouvir o disco, terá os mesmos pensamentos que eu: "Meu Deus, até onde foi a musicalidade do Led Zeppelin?". E é exatamente isso que fica muito claro com esse álbum: Sir Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham fizeram nada menos que arte. A interpretação da Orquestra Filarmônica de Londres nos dá a idéia de que se Mozart, Bach e Beethoven foram os grandes mestres do século XIII e da música erudita, o século XX e sua música também tiveram seus gênios. Garanto que qualquer um que ouve esse álbum pode vislumbrar tudo isso, e convido você, visitante da Combe, a experimentar essas sensações.

01. Down at the Great Pyramid
02. Kashmir
03. The Battle of Evermore
04. Stairway to Heaven
05. When the Levee Breaks
06. Going to California
07. Friends
08. All My Love
09. Kulu Valley (ambient remix)

Cordas, metais, madeiras, instrumentos de percussão e teclas - Orquestra Filarmônica de Londres
Peter Scholes - regência
Jaz Coleman - arranjos

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Jp


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Metallica - S&M [1999]


Nos dias 21 e 22 de abril de 1999, o conjunto de Thrash Metal mais famoso do mundo realizou dois concertos com a Orquestra Sinfônica de São Francisco, no histórico Berkeley Community Theatre. Ainda criticado por ter "se vendido", o Metallica não deixou as críticas abalarem seus planos e, com muita ousadia, lançaram tais concertos em CD e vídeo.

"S&M" conta com um repertório simplesmente impecável, compilando clássicos de todas as épocas da banda, desde "For Whom The Bell Tolls" e "Battery", passando pelas populares "One" e "Nothing Else Matters" e chegando até a fase até então recente do grupo, representada não apenas por "Fuel" e "The Memory Remains", por exemplo, como também pelas inéditas "-Human" e "No Leaf Clover".

A execução é incrível. Todos sabem do poder que o Metallica tem em cima dos palcos, com performances de se tirar o fôlego. Com a competente orquestra, então, tudo ficou mais lindo ainda - as guitarras, a bateria e o baixo se acasalando com os instrumentos da orquestra é algo fino e estupendo.

E como era de se esperar, o álbum vendeu bem: chegou ao primeiro lugar das paradas australianas, ao segundo das americanas e ao quarto das canadenses, já passando das 5 milhões de cópias vendidas apenas na terra do Tio Sam. Além disso, conquistou o Grammy de melhor performance de Rock instrumental com "The Call Of Ktulu".

"S&M" é o melhor registro de som pesado e "orquestrado" que já ouvi (e olha que depois virou moda fazer esse tipo de coisa no mundo do Rock/Metal). Merece mesmo sua atenção, caro leitor.

CD 1:
01. The Ecstasy of Gold
02. The Call of Ktulu
03. Master of Puppets
04. Of Wolf and Man
05. The Thing That Should Not Be
06. Fuel
07. The Memory Remains
08. No Leaf Clover
09. Hero of the Day
10. Devil's Dance
11. Bleeding Me

CD 2:
01. Nothing Else Matters
02. Until It Sleeps
03. For Whom the Bell Tolls
04. -Human
05. Wherever I May Roam
06. The Outlaw Torn
07. Sad But True
08. One
09. Enter Sandman
10. Battery

James Hetfield - vocal, guitarra
Kirk Hammett - guitarra, backing vocals
Jason Newsted - baixo, backing vocals
Lars Ulrich - bateria
Michael Kamen - regente
Orquestra Sinfônica de São Francisco

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by Silver