Lembre-se

Comentar em alguma postagem não irá lhe custar mais do que alguns segundos. Não seja um sanguessuga - COMENTE nas postagens que apreciar!

Os links para download estão nos comentários de cada postagem.

Acesse: www.vandohalen.com.br
Mostrando postagens com marcador # Pop Music. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador # Pop Music. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Michael Jackson - Off The Wall [1979]


Como a Combe do Iommi não é um blog apenas de Metal ou Hard, nada melhor do que disponibilizar aqui um álbum que venho ouvindo muito durante esses dias. Aliás, de primeira, já direi: falar da competência e talento de Michael Jackson é chover no molhado, e penso que é ainda mais desnecessário falar sobre sua vida e começo da carreira. Então, partirei logo ao disco em questão.

Ele já havia saído dos Jackson Five e quando es
tava prestes a completar vinte anos, também saiu da aba do pai, o que era uma espécie de declaração de independência para ele. E embora já tivesse quatro discos na bagagem, era hora de mostrar um crescimento tanto físico e mental quanto musical. E quando Michael foi apresentado ao renomado produtor Quincy Jones, que trabalhara com Frank Sinatra, Ray Charles, Ella Fitzgerald e outros grandes nomes da música, não houveram dúvidas: começaria ali seu reinado como Rei do Pop.


"Off The Wall" foi a decolagem de Jackson para o mundo todo, quebrando a barreira entre a Pop Music branca e a negra. O disco incorpora também elementos da Disco Music e alguma coisa do Funk, o que faz ser uma tarefa difícil não dar alguns "passinhos" de dança durante a audição. Pop feito para vender e ser digerido com facilidade mas, ainda assim, primando pela qualidade.



Com aquele espírito tipicamente "discoteca" da década de 70 (que pode ser conferido no vídeo acima), "Off The Wall" tem uma coleção de clássicos muitíssimos populares do norte-americano como Don't Stop 'til You Get Enough, a festeira faixa-título, a comovente She's Out of My Life e
Rock With You (uma das que mais gosto, particularmente). Essas e todas as faixas restantes da obra provam que a diversão é constante por aqui. E, que se saliente: vicia.

"Off The Wall" teve 20 milhões de cópias comercializadas até o momento. Em seguida, viria "Thriller", "Bad", "Dangerous" e mais alguns milhões vendidos.

Ouça sem compromisso e não faça julgamentos precipitados. Quer um som divertido e de alta categoria? Aqui está minha recomendação. Enjoy!



Michael Jackson - vocais, co-produção
Larry Carlton - guitarras
Marlo Henderson - guitarras
Randy Jackson - percussão
Michael Boddicker - teclados, sintetizadores
George Duke - teclados, sintetizadores
David Foster - teclados, sintetizadores
Greg Phillinganes - teclados, sintetizadores
S
teve Porcaro – teclados, sintetizadores
Gary Grant - trompete
Kim Hutchcroft - trompete, saxofone, flauta
William Reichenbach - trombone
Louis Johnson - baixo
John Robinson - bateria

01. Don't Stop 'til You Get Enough
02. Rock With You
03. Workin' Day And Night
04. Get On The Floor
05.
Off The Wall
06. Girlfriend
07. She's Out of My Life
08. I Can't Help It
09. It's The Falling In Love
10. Burn This Disco Out

Por Gabriel

Link nos comentários!
Link on the comments!



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Amy Winehouse - Back to Black (Deluxe) [2006]

A vida inteira fui barulhenta, ao ponto de me dizerem para calar a boca.
A única razão que eu tinha para isso era porque precisava gritar para ser ouvida na minha família.
Minha família? É, vocês leram certo. O lado da minha mãe é bem legal, a família do meu pai é a extravagância cantante, dançante musical, tudo musicalmente pirado.
Disseram-me que era dotada de uma bela voz, e acho que a culpa disso é do meu pai.
Ao contrário do meu pai, de sua criação e seus ascendentes, quero fazer alguma coisa com o talento com o qual fui “abençoada”.
Meu pai se contenta em cantar em voz alta em seu escritório e em vender janelas. Minha mãe, no entanto, é química. Ela é quieta, reservada.
Eu diria que minha vida escolar e boletins escolares estão cheio de “poderia fazer melhor” e “não aproveita seu potencial máximo”.
Quero ir para algum lugar em que possa ir até o meu limite e talvez mesmo além.
Cantar em aulas sem que me digam para calar a boca (desde que sejam aulas de canto).
Mas, principalmente, tenho um sonho de ser muito famosa. Trabalhar no palco. É uma ambição da vida inteira.
Quero que as pessoas ouçam a minha voz e simplesmente... esqueçam seus problemas durante cinco minutos.
Quero ser lembrada por ser uma atriz, uma cantora, por concertos repletos e shows lotados West End e na Broadway.
Por simplesmente ser... eu.

Isso foi o que escreveu Amy Jade Winehouse, uma menina judia de apenas 13 anos, ao entrar na Sylvia Young Theatre School, com o sonho de encantar o mundo. Todos os alunos, na verdade, tinham que fazer um curto ensaio e a pequena Amy escreveu praticamente um atestado, uma premonição.

Confesso que quando a vi pela primeira vez – foi num programa qualquer da MTV –, ela estava tinindo cantando pros quatro ventos que não iria de jeito nenhum para a reabilitação e não fui muito com a cara dela. Só que seu primeiro hit “Rehab” é impossível se tirar da cabeça. No, no, no. Não tente.

Eu diria que a diva era do que a música estava precisando. Ela é praticamente a Janis Joplin dos nossos tempos, o Kurt Cobain da música inglesa, afinal, pegaram carona com ela as cantoras Lily Allen e Adele, para citar apenas duas.

Mas o fato aqui é: há genialidade na música de Amy? Ou ela era só uma chorona, com letras melosas sobre relacionamentos? Creio que os dois. Ela foi acometida, em 2006, quando fez o play “Back to Black”, por um surto de iluminação. E como explicar se a música dela é realmente boa? Bem, o filósofo alemão Kant, se bem me recordo, falou em sua “Crítica da Razão Pura” que o que é belo é universalmente agradável, não importando o conceito.

O que quero dizer é que sempre vai haver comentários a favor da cantora, tentando fomentar o quanto seu som é bom e porque o é. Ele simplesmente o é. É elegante. Cheio de vida e tem grande capacidade de aceitação. (Até minha mãe gostou dela, apesar de ser a drogada que era.)


Cantora abriu as portas para outras artistas

Com efeito, Amy tentou e conseguiu. Ela pôs um fim no preconceito de certa forma. Se fosse um integrante do Oasis no lugar dela, por exemplo, ninguém faria cara feia ou nenhum tipo de esgar de asco. Contudo, no caso dela: “Oh, lá vai a Amy, mais uma vez bêbada e drogada...” – mas o Ozzy todo mundo gosta de ver doidão, flying high again and again.

Esse é o ponto. A cantora inglesa que nasceu num bairro ao norte de Londres, chamado Southgate, não era somente uma bêbada drogada miserável que dava manchetes em revistas sensacionalistas ou em portais de conglomerados fúteis.

Hoje, dia 14 de setembro, ela sairia 28 anos, saindo assim do temido clube dos 27. Com essa idade, morreram diversos monstros do rock, com Jimi Hendrix, Kurt Cobain, Jim Morrison, Janis Joplin, Robert Johnson e Brian Jones.

Se estivesse viva, ela lançaria já, já seu terceiro CD – o primeiro foi “Frank”, em 2003, referência clara ao seu mestre Sinatra. Amy também havia aceitado casar com o atual namorado, o cineasta Reg Treviss. A diva tinha decidido parar de beber, passando um tempo numa ilha, isolada também das drogas, só na base da água de coco e da rede entre coqueiros.

A família dela acredita que ela tenha morrido por ter tentando parar abruptamente de beber. A autópsia dos peritos e médicos legistas ainda não saiu – o resultado, só em outubro. E o grande culpado pelo abismo diante da cantora não foi ninguém senão seu ex, o ladrão de egos Blake Fielder-Civil, que a introduziu nas ditas “drogas pesadas”.

O pai de Amy, o taxista Mitchell Winehouse, e a mãe, a farmacêutica Janis, se separaram com a filha ainda pequena. E agora se veem diante de uma separação injusta: a pequena Amy sonhadora indo embora, da mesma forma que uma agulha tenta achar mais sulcos no vinil e não acha.

Amy, mais morena, e Reg Traviss

O que ficam são os cinco Grammy conquistados pela jovem cantora e mais de mil semanas no topo das paradas. Em todo o mundo, praticamente. O mais interessante é que Amy trouxe à tona todo o charme dos anos 1950 e 1960. Principalmente em seu look. Cabelos, roupas, tatuagens, olhar perdido e nervoso em direção do chão, sempre com um copo na mão. “Sempre que me sinto insegura, eu bebo. Muito. E eu sou muito insegura o tempo todo”, disse ela em sua biografia, escrita por Chas Newkey-Burden.

Pois bem. O álbum “Back to Black”, produzido por Mark Ronson, deixa o ouvinte arfante. De tão bom (imagine essa versão, que é deluxe). Se você abrir a mente, Amy pode entrar para nunca mais sair. É, a menininha que ganhou aos 13 uma guitarra Fender Stratocaster e tinha uma banda de brincadeira chamada Sweet’n’Sour conquistou o mundo. E deu a sua alma por isso no dia 23 de julho de 2011.

1. Rehab
2. You Know I'm No Good
3. Me and Mr. Jones
4. Just Friends
5. Back to Black
6. Love is a Losing Game
7. Tears Dry On Their Own
8. Wake Up Alone
9. Some Unholy War
10. He Can Only Hold Her
11. Addicted
12. Valerie
13. Cupid
14. Monkey Man
15. To Know Him is to Love Him
16. Hey Little Rich Girl (ft. Zalon & Ade)
17. You're Wondering Now
18. Some Unholy War (Acoustic)
19. Love is a Losing Game (Original Demo)

Amy Winehouse - all vocals
Binky Griptite - guitars
Thomas Brenneck - guitars
Helen Tunstall - harp
Perry Mason, Chris Tombling, Pigott Smith, Tom, Warren Zielinski, Liz Edwards, Mark Berrow, Peter Hanson, Boguslaw Kostecki, Everton Nelson, Johnathan Rees - violins
Jon Thorne, Kate Wilkinson, Rachel Bolt, Bruce White - violas
John Heley, Joely Koos, Anthony Pleeth - cello
Andrew MacKintosh, Chris Davies - alto saxophone
Jamie Talbot, Mike Smith , Neal Sugarman - tenor saxophone
Ian Hendrickson-Smith, Vincent Henry, Dave Bishop - baritone saxophone
Steve Sidwell, Dave Guy - trumpet
Bruce Purse - bass trumpet
Richard Edwards - tenor trombone
John Adams - Fender Rhodes piano
Salaam Remi, Nick Movshon - bass
Troy Auxilly-Wilson, Homer Steinweiss - drums
Vaughan Merrick, Mark Ronson, Victor Axelrod - hand claps
Frank Ricotti - percussion

(Link nos comentários / link on the comments)

Mundo acordou de luto do dia 23 de julho

Por Breno Airan Meiden

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Duran Duran - Rio [1982]



Uma das coisas que mais me irritam na Combe são quando aparecem os grandes trOOs que vem "defender" que o rock é para crítica social, para ser machão e tudo mais. E muitas vezes são esses mesmos que idolatram bandas como Van Halen, Kiss, Poison e muitas outras em que o foco eram apenas a diversão, fazer festa, encher a cara e farrear com um monte de mulheres ao redor. E este espírito que o rock proporciona influênciaram muitas outras bandas de pop que cravaram clássicos ao se inspirarem nesta faceta, que é a de fazer festa.

E para mim, uma dessas bandas pop que mais promoveu este espírito fanfarrão e até mesmo canastrão do rock que muitos de nós aqui gostamos foi o Duran Duran. Formado por músicos competentes, como Andy Taylor e a poderosa cozinha Jonh e Roger Taylor, eles aproveitaram esse espírito de festa do rock e o multiplicaram por mil, com músicas memoráveis que fizeram a cabeça de quem foi adolescente durante os anos 80.


E o melhor exemplo disso foi o segundo disco do grupo, o clássico "Rio", que foi o responsável pela explosão definitiva do grupo e a consagração do mesmo em nível mundial. E isto não foi à toa, pois aqui temos canções memoráveis e trabalhos perfeitos de todo o grupo, tanto que este álbum é figurinha carimbada em qualquer lista que se promova sobre grandes discos dos anos 80 e conseguiu obter ótimas posições em todos os charts na época, como o segundo lugar na parada britânica e o sexto na Billboard, onde ficou por 129 semanas.

E a faixa de abertura nos responde porque. "Rio" começa incendiando tudo que estiver ao redor, com grande destaque para a cozinha, que faz um trabalho perfeito e sincronizado entre si, onde a sua vontade será a de querer sair dançando por aí sem dar satisfação a nada e nem nínguem. E o baixão de John mais uma vez se faz muito presente na ainda mais dançante "My Own Way", em que Le Bon principalmente no refrão nos cativa com linhas vocais bacanas. A clássica "Hungry Like The Wolf" abre espaço agora para que Andy mande bala em riffs bem simples e legais durante a música, que levanta até defunto e alegra qualquer ambiente.



E tome mais festa em "Hold Back The Rain", com seu refrão arrebatador, onde Le Bon agora manda vocais muito legais e Rhodes manda aqueles teclados climáticos que eram a moda do pop dos anos 80 e que tornavam as músicas ainda mais legais. "New Religion" continua a festa que todo o disco transmite e com um astral lá em cima, não dando chance para que a qualidade aqui caia. "Save A Prayer" é uma das maiores baladas dos anos 80 e grava na cabeça desde sua primeira execução, tanto que em seus primeiros acordes já é possível a reconhecer facilmente. "The Chaffeur" fecha o registro de maneira estranha, pois é totalmente diferente das outras músicas, mas ainda assim é legal para viajar.

Então se você é daqueles que pensam que rock é coisa pra adolescente que gosta de pagar de rebelde sem causa, saiba que o rock é muito mais que isso. E se você acha que estou errado e quer pagar de revoltadinho e me xingar muito no twitter porque está revoltado, evoco as sábias palavras de Dave Mustaine: "What do you mean, "I hurt your feelings"? / I didn't know you had any feelings". Sai desse quarto, desse pc e se lembre que a vida é muito mais de que querer tacar fogo no mundo. Prefiro tacar fogo na pista com umas gatinhas ouvindo Duran Duran. E creio que nosso saudoso amigo Sueco a quem dedico esta postagem, há de concordar comigo.




1.Rio
2.My Own Way
3.Lonely In Your Nightmare
4.Hungry Like the Wolf
5.Hold Back the Rain
6.New Religion
7.Last Chance on the Stairway
8.Save a Prayer
9.The Chauffeur

Simon Le Bon - Vocais
Andy Taylor - Guitarra
John Taylor - Baixo
Roger Taylor - Bateria
Nick Rhodes - Teclados


By Weschap Coverdale

segunda-feira, 7 de março de 2011

Rock Sugar - Reimaginator [2010]


Esse foi o meu post com maior número de downloads em toda a história da Combe. Portanto, nada melhor que resgatá-lo para a nova versão. E assim como daquelas vez, direi que eu simplesmente precisaria colocar esse clipe e mais nada:



Mas vocês sabem que aqui a gente gosta de passer o conteúdo completo, então vamos relembrar a história do Rock Sugar, de acordo com o press release do grupo.

Em 1989, a banda Rock Sugar havia atingido o TOP 41 das paradas com seu debut, Bang You Like a Drum. Mas o que fez o grupo se tornar notícia de destaque na imprensa mundial foi seu súbito desaparecimento após uma apresentação no bat mitzvah da garota Lisa Rosenberg. A celebração dos 13 anos da filha do milionário Schlomo Rosenberg aconteceu no iate particular da família, milhas distante da terra firme. O ricaço, após ouvir comentários da menina de que os membros da banda eram “uma gracinha”, achou que isso significava duas coisas: que ela gostava das músicas e de que eles eram uma boy-band. Dois erros quase fatais.

Logo após o refrão da segunda música, “Nail You Like a Hammer”, uma violenta briga tomou conta do recinto, envolvendo a banda, o rabino, um palhaço, um cara vestido de Smurf e o já bêbado pai da garota. O desespero tomou conta de uma centena de crianças, agora sexualmente confusas, antes mesmo de atingirem a puberdade. No calor da situação, ninguém mais controlava o iate, que lentamente começou a afundar. Irritado com a situação, Schlomo se recusou a ajudar os músicos, deixando-os à deriva no meio do nada. O baixista não sabia nadar, e acabou sendo a primeira – e, ainda bem, única – vítima fatal.

Por sorte, os três sobreviventes encontraram uma ilha, onde passaram as duas décadas seguintes. Além de seus instrumentos, recolheram do iate, várias caixas de bebidas e a coleção de CD’s de música Pop dos anos oitenta de Lisa, que ficaram ouvindo todo esse tempo. Quando foram resgatados, veio o choque cultural. A realidade da cena musical tinha mudado completamente. Não se adaptavam mais ao que estava em alta. Sendo assim, restou-lhes gravar esse tributo ao que passaram escutando enquanto perdidos no meio do nada, misturado a suas influências.

Vamos aos “ingredientes” dessa salada sonora. Anotem:

-Don’t Stop the Sandman: Don’t Stop Believin’ (Journey) + Enter Sandman (Metallica)
-We Will Kickstart Your Rhapsody: We Will Rock You & Bohemian Rhapsody (Queen) + Kickstart My Heart (Mötley Crüe)
-Crazy Girl: Crazy Train (Ozzy Osbourne) + Jessie’s Girl (Rick Springfield)
-Voices in the Jungle: Voices Carry (‘Til Tuesday) + Welcome to the Jungle (Guns N’ Roses)
-Here Comes the Fool You Wanted: Wanted Dead or Alive (Bon Jovi) + Here Comes the Rain Again & Sweet Dreams (Eurythmics) + Nobody’s Fool (Cinderella)
-Shook Me Like a Prayer: You Shook Me All Night Long & Hell’s Bells (AC/DC) + Like a Prayer (Madonna)
-Straight to Rock City: Detroit Rock City (KISS) + Straight Up (Paula Abdul)
-Prayin’ For a Sweet Weekend: Livin’ On a Prayer (Bon Jovi) + Weekend (Loverboy) + Sweet Child O’ Mine (Guns N’ Roses)
-Heaven and Heaven: Heaven (Warrant) + Heaven (Bryan Adams)
-Breakin’ the Love: Breakin’ the Law (Judas Priest) + I’m Not in Love (10 CC)
-I Love Sugar on Me: Pour Some Sugar on Me (Def Leppard) + I Love Rock and Roll (Joan Jett & The Blackhearts)
-Round and Separated: Round and Round (Ratt) + Separate Ways (Journey)
-Dreaming of a Whole Lotta Breakfast: Dream On (Aerosmith) + Breakfast in America (Supertramp) + Whole Lotta Love (Led Zeppelin)

Todas dignas de nota, muito bem executadas e sincronizadas em sua proposta. Agora, não dá para deixar de citar o que se originou da junção de Madonna com AC/DC. Simplesmente memorável!



Importante citar que o Rock Sugar não se trata de uma mera banda de humoristas. Jess Harnell é vocalista do Loud & Clear, além de ser conhecido por seus trabalhos como dublador e locutor, em produções como Animaniacs, Transformers, Superhuman Samurai e games como Nascar Rumble. Da mesma forma, o guitarrista Chuck Duran dubla as canções de Steve Valentine na série I’m in the Band. Portanto, não se trata de um bando de paraquedistas. Sem dúvidas, o melhor álbum de mash-ups (sim, essa prática tem nome) já lançado! Não recomendado a troo miguxos que levam tudo relacionado ao Rock a sério.

Jess Harnell (vocals)
Chuck Duran (guitars)
Johnny Five (bass)
Alex Track (drums)

01. Don’t Stop the Sandman
02. We Will Kickstart Your Rhapsody
03. Crazy Girl
04. Voices in the Jungle
05. Here Comes the Fool You Wanted
06. Shook Me Like a Prayer
07. Straight to Rock City
08. Heaven and Heaven
09. Breakin’ the Love
10. I Love Sugar on Me
11. Round and Separated
12. Dreaming of a Whole Lotta Breakfast

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

sábado, 15 de janeiro de 2011

Santa Esmeralda - Don't Let Me Be Misunderstood [1977]


Santa Esmeralda sempre foi um estranho fora do ninho. Praticava música pop completamente voltada pra sonoridade latina em plena Paris, e durante toda a carreira foi associada, erroneamente, à Disco Music por um simples motivo: fazia parte do cast da Casablanca, um selo que tinha exclusiva abrangência ao universo Disco. Até hoje, nas inúmeras coletâneas lançadas baseadas no cast desta gravadora o Santa Esmeralda se encontra misturado com bandas que não possuem nenhuma semelhança com seu trabalho - somente o lado dançante, mas ainda assim há uma diferença abismal.

Tudo aconteceu quando o saxofonista americano Leroy Gomez chegou à cidade luz e foi descoberto por Elton John, que prontamente lhe chamou para participar do seu disco. Mas para Leroy isso ainda era pouco, sua ascendência afro/portuguesa ansiava por algo mais próximo de suas origens. E as coisas se encaixaram quando conheceu dois caras que estavam fundando um pequeno selo - que depois teriam seus direitos comprados pela Casablanca - e buscavam músicos para interpretar suas composições. O convite foi aceito, e o sangue do, até então saxofonista, falou mais alto e foram incorporados fortes elementos da música latina.

Mas o grupo só saiu do papel porque surgiu no caminho o arranjador e compositor Jean Claude Petit que já tinha experiência em trabalhar com produções de terceiros. E depois de convocados o restante dos músicos, o que se suscitou foi algo inédito na música pop. Don't Let Me Be Misunderstood trouxe uma roupagem para o clássico, que ficou conhecido através do The Animals, em forma de suíte, ultrapassando os 16 minutos e que é continuada em outra faixa, somando quase meia hora. Uma versão incomparável, repleta de metais, improvisações de precisão cirúrgica e um ritmo altamente percussivo. Não obstante, fez um estrondoso sucesso e os royalties, somente desta versão, garantiram a boa vida de Leroy até hoje.



O Santa Esmeralda não se apega a batidas programadas e sintetizadores frouxos para produzir sua música dançante, e executa o trabalho honestamente com instrumentos reais e se difere do montante por possuir instrumentistas de alto nível. E Leroy redobra as atenções para si com seu carisma e competência, tanto vocal quanto performática. Mas não só de releitura viveu esse grupo, tanto que a balada, de autoria própria, "You're My Everything" fez um sucesso enorme. E completando o disco ainda tem "Gloria" com os backing vocals marcando o refrão memorável, e a extraordinária "Black Pot" que possui sessões de cordas e metais genialmente introduzidas, colocando o Santa Esmeralda num segmento isolado e mostrando que existe música pop tão valorosa quanto em qualquer outro estilo.

A globalização da música latina de modo 'americanizado' é fascinante e é uma pena que praticamente não existam bandas seguindo os mesmos passos da fusão desse estilo com o Blues Rock, como feito por Santana, e muito menos a mistura desse ritmo com o Hard Rock, como é praticado pelo Tribe of Gypsies. E essa proposta do Santa Esmeralda de produzir música pop fundamentada nesse gênero é algo inatingível, ainda mais se tratando de uma banda pré-fabricada, o que na maioria das vezes é abominável. Os números de Don't Let Me Be Misunderstood e as dezenas de premiações arrebatadas falam por si só, e constitui um dos maiores êxitos da música pop de todos os tempos.

01 - Don't Let Me Be Misunderstood + Esmeralda Suite
02 - Esmeralda Suite
03 - Gloria
04 - You're My Everything
05 - Black Pot

Leroy Gomez - vocals
José Souc - spanish guitars
Slim Pezin - electric guitars
Christian Padovan - bass
Jean Claude Petit - keyboards

(Links nos comentários - links on the comments)

Dragztripztar

Dá-lhe Lerarrior!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Joss Stone - Mind, body and soul [2004]


Fim de ano é aquela coisa: E agora? O que vai ser colocado no som? "Show da Virada", da Rede Globo, não tem condições. Lhes mostro algo que pode ser opção e todos da família, por conseguinte, gostar. A Jossie, como é chamada pelos íntimos - inclusive eu -, aos 23 anos, vai lançar sua primeira coletânea de sucessos, agora em fevereiro próximo. O nome do CD será "Super Duper Hits: The Best of Joss Stone".

Isto porque o segundo single emplacado pela loira foi "Super Duper Love" - daí o nome do play. A música está no primeiro trabalho da inglesa chamado "The Soul Sessions", o qual fomenta as canções esquecidas de artistas-referência do soul e R&B (de qualidade), tais como Aretha Franklin, Laura Lee e Bettye Shawn - além deles, Jossie, em sua infância, escutava Dusty Springfield. Ainda consta no compacto a música ("Fell in love with a boy") que a lançou: uma paródia da música "Fell in love with a girl", do White Stripes.

À época, ela só tinha 16 anos (!) e já obtinha um vozeirão de dar inveja a qualquer dona-de-casa-cantora-de-banheiro. Um ano depois, decidiu fazer um play de músicas próprias. Sucesso. Revelação. Futuro. Lembro, inclusive, do meu pai - sempre ele - comparando-a com a indizível Janis Joplin. Mandei ele pegar leve... Mas quando ouvi a Jossie, vi que havia algo ali. Havia alma na voz dela.

Jossie chegou no 11º lugar da Billboard 200. Seu primeiro single, "You had me", chegou no top 10 do Reino Unido. Outros destaques do CD são a direta "Right to be wrong", os coros bem encaixados de "Jet Lag", a sentimental "Spoiled", a swingada "Don't cha wanna ride", a reggaeira "Less is more", a música-de-motel "Security" e a funkeada "Torn and Tattered".

O pontecial vocal dela chega a incomodar certos ouvidos desacostumados, mas chegou aos do mestre James Brown. Os dois se apresentaram junto no Live 8, em 2005, no Hyde Park. Desde então, a loira Stone vem ganhando espaço - vendeu mais de 11 milhões de cópias em meio ao império da pirataria. Recentemente, apresentou seu soul no SWU (Start With You), que aconteceu no Brasil, com artistas de calibre como Rage Against The Machine. Mais recentemente ainda, ganhou espaço na Combe. (E espero que na sua casa!)

PS - Feliz ano novo, passageiro, e atente para a música escondida, "Daniel"...

1. Right to be Wrong
2. Jet lag
3. You had me
4. Spoiled
5. Don't cha wanna ride
6. Less is more
7. Security
8. Young at heart
9. Snakes and ladders
10. Understand
11. Don't know how
12. Torn and tattered
13. Killing time
14. Sleep like a child

Joss Stone - vocais
(Nas guitarras, baixos, baterias, percussões, backing vocals e composições estão milhares de pessoas. Inclusive, o imortal Desmond Child.)



Por Breno Airan Meiden

sábado, 20 de novembro de 2010

Santana - Supernatural [1999]


Como pode um artista proveniente de uma época tão pululante de idéias experimentais intrépidas se adaptar ao momento comercial e exigente da indústria fonográfica sem prestar ao ridículo de se inserir na sonoridade importuna e pobre que predomina as rádios? E como se inserir nesse meio mantendo a integridade musical produzindo algo relevante depois de uma carreira gloriosa? Carlos Santana tem a formula e a resposta para todas essas perguntas.

Depois de quase vinte anos sem ser certificado com nenhum disco de ouro, platina ou qualquer premiação relevante, Santana teve a grande idéia de juntar um enorme time de músicos famosos para compor um novo disco. Com uma admirável percepção artística conseguiu filtrar os músicos de destaque realmente talentosos no meio de uma cena pop tomada por músicos ordinários e oportunistas, incluindo alguns fabricados que nem se pode chamar de músicos.

Dessa forma, foram reunidos representantes do Rap, Hip-Hop, Blues, Rock Alternativo, Pop Rock e claro, música latina, a base da musicalidade de Santana. Por mais que estilos como Rap e Hip-Hop tenham uma carência absurda de musicalidade, e na maioria das vezes são produzidos por pessoas sem o menor senso melódico, ainda não é um campo generalizado. Everlast, Cee-Lo e Lauryn Hill, são notáveis exceções. Porém, em um caso específico Santana operou um verdadeiro milagre.


A capa muito bem matizada revela o tipo de som que se encontra em Supernatural. Esse som por sua vez tem uma incrível capacidade de montar uma paisagem ao ouvinte. Sol, verde e mulheres exuberantes é o que vem à cabeça quando se escuta principalmente as músicas com maior teor de ritmos latinos e que são, em sua maioria, cantadas em espanhol. Supernatural é acima de tudo um trabalho Pop, mas obviamente é um Pop decente e vibrante, que nessa época já havia deixado de ser feito há um bom tempo. E a musicalidade tão expandida e explorada a partir de seus representantes mais notáveis faz desse disco merecedor do sucesso estrondoso, e do recorde em premiações pelo mundo todo, inclusive no Brasil.

Porém, tem um fator crucial que divide o foco com a grande mistura de estilos. Santana desenvolveu um trabalho improvisado da primeira à última nota do play. Não existe riffs e as bases de guitarra são quase inexistentes, apenas o ritmo é fincado, e na maioria das vezes, bem dançante e percussivo. Não existe outro guitarrista que faça um trabalho Pop somente na base da improvisação, e ainda mais, de forma viável para se encaixar facilmente as músicas em rádios e tvs, fazendo com que pessoas completamente leigas se encantem por seu trabalho. Improvisações essas, herdadas do Blues Rock, portanto tem aquela típica harmonia que sempre se encaixa e nunca cai como experimentalismo.

"(Da Le) Yaleo", a música que abre o álbum, é bem agitada e festeira, onde Santana canta juntamente com o percussionista e outro convidado. Por falar em convidado, são inúmeros músicos que participam desse trabalho, porém os únicos conhecidos dos roqueiros são o baterista Gregg Bissonette (David Lee Roth, Steve Vai, Steve Lukather, Joe Satriani), o baixista Mike Porcaro (Toto) e a lenda Eric Clapton. Dave Matthews surge em "Love of my Life" onde o groove do baixo segura as pontas e é o momento em que Santana menos improvisa, mas compensa o minimalismo dos arranjos com um ótimo solo. Depois dessa leve canção, vem outra tão leve quanto e que denunciaria um tracklist mal montado, se a dita cuja não se tratasse de "Put Your Lights On", um dos maiores destaques do disco, e uma das baladas mais marcantes da carreira de Santana.




Essa música foi inteiramente composta por Everlast, que é um rapper merecedor de mais atenção, pelo simples fato de ser um dos únicos que sabe cantar. No ano anterior ao trabalho com Santana, o rapper americano já havia gravado um disco de Rap bem diferenciado, o que deve ter chamado a atenção de Santana. "Put Your Lights On" é uma aprazível composição, e como de praxe, recheada de improvisações que a tornam única e com a marca singular de Santana estampada. Essa excelente parceria foi consolidada com o grammy de "Melhor Performance de Rock por um Duo ou Grupo com Vocal".

"Africa Bamba" retorna ao ritmo latino e dá um belo up no disco, preparando o terreno pra um dos maiores sucessos do final da década de 90. É em "Smooth" que também se encontra o referido milagre. Vou me tornar repetitivo, mas não tem como colocar Santana no patamar de exclusividade novamente. Até hoje me pergunto quando, como e onde Santana viu algum tipo de talento no fraco Rob Thomas da escrotérrima banda Matchbox Twenty, a ponto de compor em parceria uma música tão empolgante e clássica como "Smooth". Thomas inspirado em trabalhar ao lado de uma fera, fez um trabalho condizente com a sonoridade quente e realizou uma atuação com um ar de sensualidade, auxiliado por truques de estúdio, mas sem tirar seus méritos.




O Rap/Hip Hop toma a frente do disco mais uma vez em "Do You Like the Way", que mostra toda a influência Soul de Cee-Lo, fazendo um dueto muito bom com Lauryn Hill. Apesar do Hip/Hop se encontrar presente nessa música, não faz dela uma composição que se encaixe nesse estilo. Basicamente, o Rap/Hip Hop só dá um tempero em alguns sons, que são sempre enraizados no Blues e na música latina. Ainda que isso não fique claro em "Maria Maria", o único momento fraco do disco. Um ritmo simples, repetitivo e aguado a faz destoar do restante. Tudo que foi dito às outras músicas cantadas em espanhol pode ser repetido ipsis litteris a "Migra", que abre caminho pra baladinha "Corazón Espinado" que conta com a participação do grupo Maná, e recebeu dois grammys latinos nas categorias "Gravação do Ano" e "Melhor Performance de Rock por um Duo ou Grupo com Vocal".

Antes de conhecer Supernatural já sabia que Gregg Bissonette fazia participação na música "El Farol" e a primeira coisa que fiz foi colocá-la pra tocar, esperando escutar o Bissonette mandando ver. Tive que conferir inúmeras vezes se essa realmente era a música que o renomado baterista tocava, pois muito me impressiona chamarem um músico de tal nível pra fazer uma sonolenta marcação com o bumbo. Nem a percussão é tocada por ele, que não chega nem a bater na caixa do kit. Chega a ser engraçado, mas compensando o pormenor, "El Farol" é um instrumental simples, mas bem agradável. E o último grande destaque, evidentemente é "The Calling" com Santana fazendo duelos matadores com Eric Clapton. Quase oito minutos de Blues Rock com cara de jam.

Supernatural é um dos maiores e últimos sucessos fenomenais de vendas da história da música. Nomeado para onze Grammys, o disco arrebatou nove, incluindo "Álbum do Ano" e três Grammys Latinos de "Gravação do Ano". Vendeu 27 milhões de cópias e foi certificado com quase 50 discos de ouro, platina e diamante, recebendo até mesmo no Brasil. Sem contar os singles que permaneceram por um longo tempo em altas posições nos charts. Configurando Supernatural como o disco de maior sucesso da carreira de Santana e atingindo uma marca insuperável de premiações.

Apesar de o disco apresentar uma vasta gama de influências, não é tão heterogêneo quanto possa parecer. A maioria dos ritmos diversos encontrados apenas recheia uma sonoridade entranhada na música latina e no Blues Rock, com um considerável approach Pop. Dessa forma, Santana se mostra um invejável conhecedor de causa e um dos músicos setentistas que melhor soube se reinventar, encabeçando a lista de sua estirpe devido sua individualidade e poder de se renovar. No mais, Supernatural é mais do que ideal pra se escutar em um fim-de-semana ensolarado - como está hoje, pelo menos onde eu moro.

01 - (De Le) Yaleo
02 - Love of My Life (feat. Dave Matthews)
03 - Put Your Lights On (feat. Everlast)
04 - Africa Bamba
05 - Smooth (feat. Matchbox 20's Rob Thomas)
06 - Do You Like the Way (feat. Fugees' Lauren Hill and Goody Mob's Cee-Lo)
07 - Maria Maria (feat. Fugees' Wyclef Jean)
08 - Migra
09 - Corazón Espinado (feat. Maná)
10 - Wishing It Was (feat. Eagle-Eye Cherry)
11 - El Farol
12 - Primavera
13 - The Calling (feat. Eric Clapton)
14 - Day of Celebration (Bonus Track)

P.S: Lista infinita de músicos no line-up, se colocado aqui vai tomar um espaço enorme. Caso queiram tudo detalhado vocês sabem onde procurar. ;)

(Links nos comentários - links on the comments)

Dragztripztar

sábado, 11 de setembro de 2010

Phil Collins - ... But Seriously [1989]



Assim como nosso amigo sueco, também gosto muito do pop dos anos 80, que tinham músicas acessíveis e de extrema qualidade, coisa em falta em nossos dias, infelizmente. E nesta década um dos grandes nomes com certeza foi o de Phil Collins, um dos maiores compositores e interpretes que o pop já teve. Após uma carreira consolidada com o Genesis, ele se arriscou de maneira certeira em uma carreira solo, onde estorou no mundo todo e lançou discos e canções memoráveis durante essa década abençoada para a música mundial.

Mas o disco de maior destaque de sua discografia em minha opinião foi lançado em 1989, o espetacular "... But Seriously", que tem o clima mais sério e denso dentro de sua discografia. Ao invés das já tradicionais canções de amor, que são marca registrada de Collins, aqui temos canções que tratam de temas políticos, onde o título do registro já entrega de bandeja o quão amadurecido este é, o que se reflete desde os instrumentais apresentados até as letras reflexivas e tristes das canções.

Retratando desde a perda de um amor, passando por canções polemicas que falam sobre os pobres desabrigados, Apartheid e baladas antiguerra, Collins faz deste um registro superior aos álbuns pop lançados até o momento em sua carreira e nos brinda com um grande clássico que merece a atenção daquele que se diga fã de boa música. Sem falar na qualidade das melodias apresentadas, sempre acompanhado de sua competente banda e de outras feras convidadas, sendo os de mais destaque Eric Clapton, Steve Winwood e David Crosby, que abrilhantam ainda mais este belo registro.




Um registro em que as baladas mais arrastadas e climáticas ganham destaque descomunal, mas fogem do estigma de canções melosas que falam de amor. Um bom exemplo disso já pode ser visto em "That's Just The Way It Is”, que critica a guerra civil irlandesa, motivada por motivos religiosos. “Colours” faz uma crítica feroz à segregação racial que existia na África do Sul na época do Apartheid e é um dos momentos mais legais desse disco, vendo Collins se aproximar do som progressivo que praticava no Genesis, e nos proporciona um “pop progressivo” dos bons. A clássica “Another Day in Paradise” trata do problema dos desabrigados e de como muitas vezes fazemos de conta que não enxergamos isso.

Fazendo contraponto a estes temas mais políticos, temos as que falam sobre o amor, mas sob uma ótica muito menos otimista que a comum. “Do You Remember?” soa como um desabafo após um fim de relacionamento, de uma pessoa que fez de tudo para manter o amor vivo e percebe que seu esforço foi em vão, e sua melodia transparece a emoção que a letra exige. As guitarras mágicas e chorosas de Clapton dão um toque mágico a ainda mais triste “I Wish it Would Rain Down”, uma linda balada, porém inapropriada para aqueles que estão na fossa, pois trata da constatação de que o amor realmente acabou entre duas pessoas. “All My life” é uma lamentação quanto aos arrependimentos que temos na vida e que pode se aplicar até para você mesmo.

O que temos é um disco com um clima triste e sombrio para os padrões da música pop. Se você estiver na fossa ou com dor-de-cotovelo passe bem longe do mesmo. Mas uma certeza para aqueles que baixarem este disco é de que encontrarão música de excelente qualidade e criatividade.


1.Hang In Long Enough
2.That's Just The Way It Is
3.Do You Remember
4.Something Happened On The Way To Heaven
5.Colours
6.I Wish It Would Rain Down
7.Another Day In Paradise
8.Heat On The Street
9.All of My Life
10.Saturday Night And Sunday Morning
11.Father To Son
12.Find a Way To My Heart


Phil Collins - Vocais, Tecaldos, Bateria, Percussão
Nathan East - Baixo
Daryl Stuermer - Guitarras
Dominic Miller - Guitarras
Alex Brown - backing vocals
Marva King - backing vocals
Lynne Fiddmont - backing vocals

Músicos convidados:
David Crosby - Vocais em "That's Just The Way It Is"
Leland Sklar - Baixo
Pino Palladino - Baixo
Stephen Bishop - Vocais em "Do You Remember?"
Eric Clapton - Guitarras em "I Wish It Would Rain Down"
Steve Winwood - Orgão Hammond


LINK NOS COMENTÁRIOS
LINK ON THE COMMENTS



By Weschap Coverdale

sábado, 31 de julho de 2010

Prince and the Revolution - Purple Rain [1984]


Ao escutar o disco de covers do JSS, postado anteriormente no blog, imediatamente veio a minha lembrança um dos discos que escutei muito quando pivete, antes mesmo de vir a conhecer o rock. Por influência do filme que passou várias vezes naqueles filmes que passavam a tarde no SBT, e que contava a história de um jovem músico que queria chegar ao estrelato e utilizava a música para expor a paixão que sentia por sua amada. Tá certo que o filme não era lá tudo isso, mas sua trilha sonora viria a explodir a carreira de um dos músicos mais talentosos e controversos que já existiriam, Prince Rogers Nelson, ou apenas como a grande maioria o conhece, Prince.

Após ter lançado cinco discos e ter contribuído com várias composições com outros artistas, seria com a trilha sonora do filme Purple Rain, que ele alavancaria a sua carreira e se tornaria um superstar. Lançado no dia 25 de junho de 1984 (um dia antes do nascimento deste que vos escreve), o disco foi um sucesso de crítica, ficando 24 semanas consecutivas no primeiro lugar na Billboard e vendendo mais de 30 milhões de cópias, ganhando uma pancada de premiações, sendo as mais importantes um Oscar, um Brit Awards e um Grammy, só para citar a ótima recepção que o disco teve na época .


E o que temos é um disco homogêneo, misturando pop com doses de rock e R&B, mas com todo bom gosto possível, gerando um registro único e que ficou eternizado como um dos maiores discos da década de 80. E abrindo esta pérola temos a memorável "Let's Go Crazy”, com seu clima festivo e trazendo o clima desta década da melhor maneira possível, e sendo um ótimo convite para dançar, já com cara de hit desde a primeira audição e trazendo uma dose de energia fora do comum. "Take Me with U" continua com a mesma proposta da música anterior, e faz isso de maneira magistral, mesmo com seu ritmo mais lento comparado com a primeira faixa, mas não por isso menos empolgante e que mostra o quanto Prince canta, com vocais bem calmos, mas melódicos e muito afinado por sinal.

"The Beautiful Ones" é a primeira balada do disco com uma declaração de amor perfeita para alguém não provido de beleza (rs), mas bem legal e que mostra o lado mais pop deste registro, tendo bem cara de música "Alpha FM" (aqueles que moram em São Paulo entenderão isso). Agora com sintetizadores e solos bem legais inclusive vem "Computer Blue", que tem grandes doses de rock, e uma atuação guitarrística redondinha de Prince e Wendy Melvoin, enchendo a música de riffs e solos extremamente agradáveis de ouvir e mostram a veia roqueira desse artista fora de série. "Darling Nikki" é a música mais polêmica deste registro, com sua letra apimentada, foi o motivo da criação famigerado PMRC (Parents Music Resource Center, que coloca o selo Parental Advisory: Explicit Lyrics) fundado por Tipper Gore, esposa do ex-presidente americano Al Gore, ao ver sua filha de 12 anos escutando esta música.

"When Doves Cry" foi um dos grandes sucessos deste disco, chegando à primeira posição das paradas e abusa dos sintetizadores na sua execução, remetendo mais uma vez ao que era feito na década de 80, que volta a ser repetido de maneira ainda mais sensacional em "I Would Die 4 U" que em sua audição irá trazer muitas lembranças e fazer muitos voltarem para sua infância ao fecharem os olhos, devido ser extremamente climática, mandando bala em sintetizadores, teclados e todos os clichês possíveis dessa década memorável para a música.

Prince e sua banda de apoio na época, The Revolution

Finalizando este discasso, temos a canção mais marcante do mesmo, a power ballad "Purple Rain", sendo que essa merece um capítulo à parte, trazendo consigo uma carga emocional pesada, devido a excelente interpretação de Prince e muita psicodelia em sua execução. Será difícil não se render à magia desta canção, que em seus quase nove minutos é capaz de fazer sentir um gelo na espinha, com vocais de extremo bom gosto e até aqui é onde Prince exige mais de sua capacidade vocal. Sem falar nos lindos solos que ela traz consigo, sendo possível viajar na sua parte final, e se encantar ainda mais com o que ele faz nesta canção, sendo algo não menos que genial, e que fecha da melhor maneira possível este belo álbum.

Caso torça o nariz, abra a mente e dê uma chance para a audição, com garantia de que encontrará musica de qualidade e de extremo bom gosto, algo que está em falta em nossos dias. Se dentro do rock temos aberrações surgindo hoje, imagine no pop... Se você viveu nos anos 80 e começo dos anos 90 sentirá nostalgia e saudade de quando para ser músico e fazer sucesso, não bastava um rostinho bonito e empresário pagando jabá para rádios e emissoras de TV...


1.Let's Go Crazy
2.Take Me with U
3.The Beautiful Ones
4.Computer Blue
5.Darling Nikki
6.When Doves Cry
7.I Would Die 4 U
8.Baby I'm a Star
9.Purple Rain


Prince: Vocais, Guitarras, Baixo, Teclados, Piano
Wendy Melvoin: Guitarras, Backing vocals
Brown Mark: Baixo, Backing vocals
Bobby Z.: Bateria
Lisa Coleman: Teclados, Piano, Sítara, Backing vocals
Dr. Fink: Teclados, Órgão, Backing vocals
Apollonia Kotero: Backing vocals em "Take Me with U"
David Coleman, Novi Novog, Suzie Katayama : Violinos


LINK NOS COMENTÁRIOS
LINK ON THE COMMENTS



By Weschap Coverdale

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Enuff Z'nuff - S/T [1989]


Os anos 80 trouxeram muitas bandas de excelente qualidade no que tange ao hard rock, colocando o estilo em evidência e abrindo as portas para muitos grupos. Mas dentre essas bandas várias acabaram sendo injustiçadas ou não tendo a devida atenção merecida, ou ainda sendo rotuladas de maneira incorreta, e desaparecendo com o surgimento do grunge. Entre uma dessa bandas, podemos colocar o Enuff Z'nuff, que por influência da gravadora, acabou sendo colocado como uma banda de hard, quando na realidade eles seguem o power pop de bandas como Badfinger e Cheap Trick, fazendo isso da melhor maneira possível.

A banda surgiu em 1984, quando Donnie Vie (guitarra e vocais) e Chip Z’nuff (baixo e vocais) se conheceram e descobriram que tinham afinidades musicais e logo começaram a compor juntos, e gravaram uma demo chamada Hollywood Squares. Mas durante quatro anos eles procuraram uma gravadora e não foram bem sucedidos em sua busca, sendo que a situação só mudou após a entrada do grande guitarrista Derek Frigo e do baterista Vikki Fox, quando conseguiram um contrato para este disco de estréia, lançado em agosto de 1989.


E já abrindo os trabalhos da melhor maneira possível, temos a festeira e melódica "New Thing", que mostra a atenção dada ao lado melódico e uma banda executando tudo de maneira redondinha, com as guitarras presentes de Frigo e o belo vocal de Vie, colocando fogo já na abertura, mostrando que a banda não estava para brincadeira, e a grande influência principalmente do Cheap Trick, já ganhando o ouvinte com a primeira canção. "She Wants More" tem grandes doses de blues, lembrando até alguns sons do Whitesnake , tendo um que de "Crying in the Rain", sendo que comparada com o material apresentado, é o som mais denso desse registro, e que serve de ponte para Frigo mostrar seus dotes guitarrísticos.

"Fly High Michelle" é o grande sucesso deste disco e a que teve maior repercussão, uma power ballad que fala da perca de alguém amado na morte, e que é disparado o momento de maior feeling apresentado no disco, flertando com o pop da melhor maneira possível e com grandes vocais de Vie, transparecendo uma tristeza latente em sua voz, sendo umas das mais tocantes baladas que já ouvi em minha vida. "Little Indian Angel" é outro grande momento, onde vemos a veia pop da banda, e fica fácil de notar as influências deles, em uma música contagiante.

"I Could Never Be Without You" é outra grande power ballad, em que o senso melódico é escancarado de vez e temos como grande destaque as guitarras de Frigo, mostrando que é um excelente guitarrista, tendo um feeling fora do comum e dando uma aula nas guitarras dessa música. "Finger on the Trigger" finaliza este disco com um hard cadenciado e comprova o talento que todos os músicos tinham, o que o próximo disco, o ótimo "Strenght" consolidou, mas que como outras bandas, acabaram perdendo a atenção merecida com o surgimento do grunge. Ótima chance de conhecer e se amarrar no power pop inspirado do Enuff Z'nuff.

1. New Thing
2. She Wants More
3. Fly High Michelle
4. Hot Little Summer Girl
5. In the Groove
6. Little Indian Angel
7. For Now
8. Kiss the Clown
9. I Could Never Be Without You
10. Finger on the Trigger

Donnie Vie – Vocais, guitarras e teclados
Chip Z'Nuff – Baixo e backing vocals
Derek Frigo – Guitarra solo
Vikki Fox – Bateria.

LINK NOS COMENTÁRIOS
LINK ON THE COMMENTS


By Weschap Coverdale

sábado, 26 de junho de 2010

Michael Jackson - Number Ones [2003]


Pra quem não conhece (quem não conhece?!) o Michael, taí uma boa pedida. A coletânea Number Ones, lançada em 18 de novembro de 2003, veio ao público em meio a um escândalo supostamente pedófilo do Rei do Pop. Isso terminou o contrato com a Sony BMG e esta vetou a promoção do CD em propagandas e tudo mais. Mesmo assim, a coletânea vendeu quatro milhões no perímetro de um mês.

Ele, que possui 18 faixas, foi lançado só com os hits e uma música inédita: "One More Chance". A capa, na verdade, as capas retraram alguns momentos do cantor - Off the Wall (1979), Thriller (1980), Bad (1987) e Dangerous (1991).

Eh, Michael Jackson... O Rei do Pop foi o assunto mais comentado nas rodas de amigos dos últimos tempos, quiçá dessas duas últimas décadas. Ah, sim, houve o fato do World Trade Center, mas, em se tratando de show business, Michael é o number one.

Inclusive, Number Ones foi o CD que escutei demasiado no carnaval do ano passado; todos os dias. Parece até que eu sabia que algo ia acontecer. Lá estão os seus maiores sucessos, como "Black or White", "Thriller", "Bad", "Beat it", "Smooth Criminal" e tantos outros. Com sua morte, o alvoroço dos fãs e da mídia foi maior do que eu imaginei. Desde Elvis e os Beatles, ninguém mexia tão forte e claramente no âmago das pessoas.

Bem, Michael foi acometido por fortes dores que o levaram ao infarto - talvez por conta de um remédio. Entrou no hall dos famosos que morreram tragicamente, juntamente com Jimi Hendrix, que se afogou no próprio vômito, Bon Scott, que teve falência múltipla dos órgãos (por beber 70 doses de vodca), e Kurt Cobain, que supostamente se matou... só para citar alguns.

O intrigante é poder notar que o gênio das sapatilhas pretas só veio a ocupar o set list dos muitos Winamps e Windows Media Players de todo o mundo depois de sua morte. Eram raros os que o ouviam ao léu. Mas, com sua morte, parece que todos resgataram o furor de décadas atrás. Vinis foram tirados das caixas; lágrimas, dos olhos.

Para a geração que não o conheceu a fundo (e só soube de seus escândalos financeiros e sexuais), fica a dica: ninguém irá substituí-lo. Nem Justins Timberlake ou Bieber, nem Lady Gaga, tampouco a tupiniquim Stefhany (risos).

Apesar de sua compulsão narcisista, tornando-se a versão contrária do personagem Dorian Gray — que era belo por fora e malvado e imoral por dentro —, Michael sempre será, em nossa miríade de lembranças, a eterna criança, cantando ABC, ou até o homem austero, fazendo seu lunático passo Moonwalk. É hora de moldurar o Mr. Black and White!

1. Don't Stop 'Til You Get Enough[2003 Edit]
2. Rock With You
3. Billie Jean
4. Beat It
5. Thriller" [Single Edit]
6. I Just Can't Stop Loving You
7. Bad
8. Smooth Criminal
9. The Way You Make Me Feel
10. Man in the Mirror
11. Dirty Diana
12. Black Or White [Single Edit]
13. You Are Not Alone
14. Earth Song
15. You Rock My World
16. Break Of Dawn
17. One More Chance
18. Ben [Live]

* Vou ficar devendo os line-ups, afinal, muita gente bacana trabalhou com ele, como o roser Slash, o brasileiro-das-percussões Paulinho Da Costa, a ótima Sheryl Crow, a saudosa Jennifer Batten, dentre tantos. Todos os vocais são do Rei.

(link nos comentários - link on the comments)

Por Breno Airan Meiden

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Michael Jackson - Dangerous [1991]


Hoje faz exatamente um ano que morreu o eterno Rei do Pop, Michael Jackson. Assim como o Silver, não vou entrar em detalhes da importância dele no cenário musical, onde ele quebrou recordes de vendas e revolucionou o meio musical, estabeleceu um novo padrão aos videoclipes, os tornando mega produções e marcou definitivamente seu nome na história da música, sendo que da mesma maneira que era excêntrico em sua vida pessoal, era genial em seu lado artístico.

E venho lhes postar um dos discos que com certeza mais ouvi na minha infância e o último grande álbum dele, o sensacional Dangerous, que teve uma recepção mais que calorosa, vendendo “só” 32 milhões de cópias em todo o mundo e permaneceu dois anos entre os 200 albuns mais vendidos da Billboard.

E começando, temos “Jam”, onde já começa incendiando, abraçando de vez o New jack swing, que é uma fusão das técnicas e samplers do Hip-Hop, com o R&B e o dance em voga no ínicio dos anos 90. E podemos dizer que essa escolha foi completamente feliz, principalmente nessa música, que gruda no primeiro momento em que fica na mente e com uma excelente interpretação vocal do mesmo, sendo que considero que este é o disco onde ele apresenta o ápice em seu alcance vocal, não tem nenhuma interpretação menos que excelente. Essa tendência segue nas músicas "Why You Wanna Trip on Me" (com sua questionadora e excelente letra), "In the Closet" e "She Drives Me Wild", onde ele continua abraçando a nova tendência daquela época.


Mas este disco ainda está cheio de grandes destaques. “Black or White”, com sua veia mais roqueira, inclusive com a participação de Slash tocando a introdução e o riff principal da música, e que se tornou um dos grandes sucessos de sua carreira e um dos clássicos da música pop, uma resposta as críticas sobre o clareamento de sua pele, que supunham que foi feito intencionalmente e mais tarde sendo descoberto que ele era portador de vitiligo, soando como um desabafo devido a esta polêmica e com um clipe sensacional, que na época fez muito sucesso. Quem não lembra do Macaulay Culkin tocando guitarra alto no começo da música? Ou do efeito morfo, que na época era inédito, aquele de pessoas de várias raças se transformando? Eu lembro ainda da estréia desse clipe no Fantástico, todos esperando para ver como seria, e todo mundo comentando no outro dia o que tinha achado mais legal. Bons tempos...

Neste disco também temos muitas baladas, como “Heal The World” (que foi a música de encerramento da despedida para ele ocorrida no Staples center no dia 07/07/09) e "Keep the Faith", mas neste segmento duas se destacam. Em "Give In to Me" temos novamente a participação de Slash nas guitarras em uma baita power ballad, em que Michael mostra o quanto amadureceu como cantor e entrega uma interpretação quase que perfeita, o que volta a se repetir na belíssima e emocional "Will You Be There”, que inclusive foi trilha sonora do filme Free Willy, sendo esta a principal razão na época na compra desse disco.

Se você não teve a oportunidade, escute o mesmo e descubra o porque de Michael ser nomeado o Rei do Pop. Escute sem preconceitos e reverencie um dos maiores nomes da música de todos os tempos.



1.Jam
2.Why You Wanna Trip on Me
3.In the Closet
4.She Drives Me Wild
5.Remember the Time
6.Can't Let Her Get Away
7.Heal the World
8.Black or White
9.Who Is It
10.Give In to Me
11.Will You Be There
12.Keep the Faith
13.Gone Too Soon
14.Dangerous



Michael Jackson - Vocal
Andrae Crouch, Linda Harmon, Christa Larson – Vocais
Bill Bottrell - Baixo, Guitarras, Percussão, Bateria, Melotron
Brad Buxer - Sintetizador, Percussão, Bateria, Teclados
Bruce Swedien - Sintetizador, Bateria, Teclados
Bryan Loren, Paulinho Da Costa – Percussão
David Paich - Sintetizador
Heavy D, L.T.B - Rap
Jai Winding, Jasun Martz, Marty Paich, Michael Boddicker, Rene Moore, Rhett Lawrence, Steve Porcaro - Teclados
Jeff Porcaro - Bateria
Louis Johnson, Terry Jackson – Baixo e Guitarras
Paul Jackson, Jr., Tim Pierce, Slash - Guitarras



By Weschap Coverdale

Michael Jackson - Bad Japan Tour '87 [2008]


25 de junho de 2010. Hoje completa um ano que o Rei do Pop foi dessa para uma melhor. Passa rápido, não?

Falar da importância de Michael Jackson é chover no molhado. O norte-americano nascido em Gary, Indiana, revolucionou a música Pop por ser o primeiro negro a ganhar os holofotes da MTV e da mídia musical. Além disso, reinventou a arte de se fazer vídeo-clipes, propôs novos estilos de dança e apresentou um novo estilo de música, completamente único.

Talvez "único" seja o melhor adjetivo para descrever a existência de Michael Jackson no mundo da música. E sua singularidade é notável também em suas performances ao vivo. Jackson, que nunca deixou a desejar, mostrava disposição de sobra tanto para cantar quanto para dançar. E qualquer um que já presenciou a um show do homem, relata com segurança que foi uma das experiências mais extasiantes de uma vida inteira.

O "live" dessa postagem retrata isso muito bem. Pertencente à "Bad World Tour", primeira turnê solo do astro e a mais rentável da história da música (gerou 125 milhões de dólares), "Bad Japan Tour '87" se deu na cidade de Yokohama, Japão, no dia 26 de setembro de 1987. A apresentação foi a segunda das seis consecutivas que Michael realizou no Yokohama Stadium, todas com lotação máxima garantida.


O Rei do Pop apresenta uma performance incrível do início ao fim, com um repertório fabuloso que agrupa alguns de seus maiores clássicos (até porque outros clássicos necessários em setlists ainda seriam lançados após o "Bad" hehe). Sobram destaques para "Beat It", "Off The Wall", "I Want You Back", "Bad", "Billie Jean", "Rock With You", "Thriller" e a emocionante "I Just Can't Stop Loving You". Mas a audição integral é recomendadíssima, obviamente.

Valem menções mais do que honrosas para a banda de apoio que acompanha Michael por aqui. Apenas músicos de primeira ficaram por conta do trabalho e não decepcionaram em momento algum! Ainda destaco a ótima performance da belíssima Jennifer Batten, que até rouba a cena em alguns momentos - o que é algo bem difícil quando se tem Jackson no mesmo palco.

Conferir ao concerto em DVD é uma experiência sem comparações: o cara realmente mandava muito bem e não é a toa que sua arte continue sendo aclamada nos quatro cantos do mundo. Mas o áudio da postagem já confere diversão e tanta para o visitante desas Combosa. Aproveitem!

CD 1:
01. Intro
02. Wanna Be Startin' Somethin'
03. Things I Do For You
04. Off The Wall
05. Human Nature
06. Heartbreak Hotel
07. She's Out Of My Life
08. Medley: I Want You Back/The Love You Save/I'll Be There
09. Rock With You
10. Lovely One

CD 2:
01. Working Day And Night
02. Beat It
03. Billie Jean
04. Shake Your Body
05. Thriller
06. I Just Can't Stop Loving You
07. Bad

Michael Jackson - vocal
Jennifer Batten - guitarra
David Williams - guitarra
Don Boyette - baixo
Ricky Lawson - bateria
Greg Phillinganes - teclados
Rory Kaplan - teclados
Christopher Currell - sintetizadores, guitarra digital, synclavier, efeitos sonoros
Kevin Dorsey - backing vocals
Darryl Phinnesse - backing vocals
Sheryl Crow - backing vocals
Dorian Holley - backing vocals

(Links nos comentários - links on the comments)

by Silver


R.I.P. King Of Pop: 1958-2009

sexta-feira, 9 de abril de 2010

John Mayer Trio - Try! [2005]


Você certamente já ouviu John Mayer. No rádio, na televisão ou alguém tocando alguma música dele no violão (provavelmente pra impressionar alguma garota) [risos]. Com boas composições e uma bela voz, Mayer se tornou um dos maiores artistas pop da atualidade, ganhando Grammy's e discos de platina.

Então, em 2005, já com os bolsos estourando de tanto dinheiro, o guitarista decidiu tocar aquilo que realmente o influenciou: o blues.

Mayer reuniu músicos com currículos impressionantes e formou um trio: no baixo, Pino Palladino, que já tocou com Eric Clapton, Jeff Beck, David Gilmour, Genesis e é atualmente membro de nada menos que o The Who; na bateria, Steve Jordan, que já foi músico de Keith Richards, Neil Young, Eric Clapton, Robben Ford, Bruce Springsteen, entre outros.

Formada a banda, o John Mayer Trio gravou, ao vivo, seu primeiro disco: Try!.

Try! é um ótimo álbum. A proposta é clara: blues rápido carregado de riffs empolgantes. Percebe-se forte influência de Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan. Mayer se mostra um guitarrista poderoso, com muita criatividade, inclusive nos solos, perfeitamente destacáveis. Além disso, o músico canta com primor, com uma voz que lembra a do grande SRV. Baixo e bateria fazem eficientemente aquela velha, porém incansável, cozinha bluezeira.

Mas não se engane: as músicas pop ainda estão presentes. Gravity e Vultures são prévias que viriam em futuros discos da carreira solo de Mayer. Something's Missing e Daughters são trabalhos anteriores do guitarrista. Mas essas faixas são excelentes, com instrumentais incríveis, belos solos e John cantando muito. Música para aqueles momentos, como diria o Sueco [risos]. Com certeza uma boa introdução para os álbuns pop do músico, que também são de qualidade incontestável.

O disco ainda conta com dois ótimos covers: Wait Until Tomorrow, de Jimi Hendrix, e I Got A Woman, de Ray Charles, ambos tocados com muita personalidade. Os destaques não são faixas específicas. São os vocais, os riffs e os solos de John Mayer através do play.

Try! é um álbum muito bom, que mostra todo o potencial do músico norte-americano, que se consolidou como parte da nova geração do blues. Isso, é claro, sem perder espaço nas rádios. Download imperdível que vai render horas de boa música.

John Mayer - guitarra, vocais
Steve Jordan - bateria, vocais de apoio
Pino Palladino - baixo

01. Who Did You Think I Was

02. Good Love Is on the Way
03. Wait Until Tomorrow
04. Gravity
05. Vultures
06. Out of My Mind
07. Another Kind of Green
08. I Got a Woman
09. Something's Missing
10. Daughters
11. Try!

(links nos comentários - links on the comments)

Jp