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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Foo Fighters - Wasting Light [2011]


Dave Grohl é um dos músicos mais completos que a cena grunge da década de 1990 presenteou ao mundo. É um multi-instrumentista habilidoso, compositor talentoso e frontman carismático, além de incansável a ponto de ter registrado mais de 20 álbuns e muitas outras participações em 42 anos de vida. Após o fim do Nirvana, Dave, que quase deixou o mundo da música após o suicídio de Kurt Cobain, encarou o desafio de liderar uma nova banda. Nasce daí o Foo Fighters, que consegue explorar diversas influências e, ainda assim, continuar constante e linear.

Porém, por mais que um grupo se apresente constante e linear, há sempre um momento de superação em sua discografia. E, ao que tudo indica, o mais recente lançamento do Foo Fighters deve representar essa superação para muitos – inclusive para quem vos escreve. Não apenas por mostrar um conjunto mais criativo e poderoso do que nunca, mas também por ser o mais pesado de toda essa trajetória.



“Wasting Light” é o primeiro do Foo Fighters a contar com três guitarristas. Além de Grohl e Chris Shiflett, este na formação desde 1999, o velho conhecido Pat Smear, dos primórdios do FF e guitarrista de turnê do Nirvana, voltou a ser um integrante oficial. O lendário Butch Vig, produtor do clássico “Nevermind”, assumiu a produção. As gravações foram realizadas no estúdio caseiro de Dave, apenas com equipamentos analógicos. Influências mais pesadas foram exploradas nas composições. Tudo isso e outros fatores direcionaram o álbum para que fosse o mais pesado da discografia, combinando muito bem com o quinteto.

Apesar disso, não compensa conferir “Wasting Light” na espera de encontrar algo drasticamente diferente do que o conjunto já tenha apresentado anteriormente. A essência continua a mesma – e ainda bem que não mudou. Os riffs de guitarra matadores, as linhas de bateria criativas, os refrães grudentos e muitas outras características que consagraram a trupe continuam firmes por aqui. Mas tem-se aquele clima sofisticado e até mesmo romântico do som tocado de forma descompromissada, exigência de um bom Rock de garagem.



Vale lembrar que, mesmo descompromissado, há muita qualidade e até mesmo potencial de vendas. Não foi à toa que o álbum conquistou disco de ouro em países como Estados Unidos e Austrália e chegou à primeira posição das concorridas paradas norte-americanas e britânicas, além da turnê de divulgação estar lotando arenas pelo globo. Os críticos de todo o mundo estão amando o play, diga-se de passagem.

Entre os destaques da tracklist, estão os singles Rope e Walk, a grudenta A Matter Of Time, a dramática I Should Have Known – com Krist Novoselic (Nirvana) no baixo e acordeão – e as pauladas Bridge Burning e White Limo, esta com a participação do lendário Lemmy Kilmister (Motörhead) em seu videoclipe. “Wasting Light” promete cativar até aqueles que nunca apreciaram algo tocado ou produzido por Dave Grohl, o que é raro ao se tratar de fãs de Rock n’ Roll.



01. Bridge Burning
02. Rope
03. Dear Rosemary
04. White Limo
05. Arlandria
06. These Days
07. Back & Forth
08. A Matter Of Time
09. Miss The Misery
10. I Should Have Known
11. Walk

Dave Grohl - vocal, guitarra
Chris Shiflett - guitarra, backing vocals
Pat Smear - guitarra
Nate Mendel - baixo
Taylor Hawkins - bateria, backing vocals

Músicos adicionais:
Bob Mould - guitarra e backing vocals em 3
Krist Novoselic - baixo e acordeão em 10
Rami Jaffee - teclados em 1, 2 e 11
Jessy Greene - violino em 10
Fee Waybill - backing vocals em 9
Butch Vig - percussão em 7
Drew Hester - percussão em 5

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by Silver

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Combest Of: Vol VI - Dave Grohl [2010]


Se existe alguém que merece um Combest Of, esse alguém é David Eric Grohl, ou simplesmente Dave Grohl, tanto pela qualidade de seus projetos quanto pela enorme quantidade em que os concebeu. Grohl apareceu para o mundo como baterista do Nirvana, e depois disso se tornou uma das figuras mais conhecidas e respeitadas da música nas duas últimas décadas, embarcando em empreitadas de sucesso como o Foo Fighters e o Them Crooked Vultures.

Grohl nasceu no ano de 1969 em Warren, Ohio, mas ainda criança se mudou com a família para Springfield, na região metropolitana de Washington D.C., onde passou toda a adolescência. Tocou de tudo um pouco e fez parte de várias pequenas bandas, até descobrir a bateria e sua principal influência no instrumento: John Bonham. Aos 17 anos, mentiu a idade e fez um teste para a banda Scream. Para sua surpresa, foi escolhido e passou a integrar o grupo, que gozava de relativo sucesso no circuito hardcore. Gravou dois álbuns e, durante uma turnê pela costa oeste dos EUA em 1990, conheceu Buzz Osborne, do Melvins, que um dia levou Kurt Cobain e Krist Novoselic a um show do Scream. Naquele mesmo ano a banda acabou repentinamente, deixando o baterista desempregado.

Dave Grohl com o Scream, que tinha certa reputação
nos arredores da capital dos EUA.

Depois de um disco demo com todos os instrumentos gravados por ele mesmo (aqui devidamente remasterizado), Grohl foi chamado para tocar no Nirvana, que estava sem baterista no momento. E logo em 91 foi lançado o Nevermind, álbum histórico que consolidou as mudanças musicais que vinham tomando curso e levou o trio ao sucesso no mundo todo. Durante sua passagem pela explosiva banda de Seattle, começou a compor algumas músicas, mas, temendo causar problemas internos, não às apresentou a Cobain. Ainda criou, ao lado de Novoselic, algumas das faixas que fariam parte do primeiro disco de seu próximo projeto e "You Know You're Right", última música gravada por Cobain, que seria lançada em uma coletânea em 2002.

Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl formavam o Nirvana,
uma das bandas mais revolucionárias da história do rock.

Depois da morte de Kurt Cobain, no final de 94, Dave Grohl decidiu gravar um álbum. Escolheu o nome Foo Fighters para o play, nome este que se tornaria a grande marca a que se associaria depois do Nirvana. Gravou todos os instrumentos, com exceção de uma única faixa cuja guitarra é creditada a Greg Dulli (Afghan Wings). O disco fez relativo sucesso e manteve o nome de Grohl no mainstreen. Em 97 o Foo Fighters, já como uma banda e com Dave assumindo vocais e guitarras, lançou seu segundo álbum The Colour and the Shape, que estourou na MTV, que na época ainda era o principal canal de divulgação musical. Em 97 ainda compôs e gravou toda a trilha sonora do filme Touch, revivendo o pseudônimo Late!, utilizado em uma fita demo de alguns anos antes.


O Foo Fighters, principal trabalho de Dave Grohl depois do fim do Nirvana, manteve o músico sob os holofotes do mainstream.

Em 98, mais um álbum do Foo Fighters, There is Nothing Left to Lose, se tornou sucesso de público e crítica. Em 2000, participou do trabalho solo do lendário Tony Iommi. No fim de 2001, Dave Grohl decidiu adiar o lançamento do próximo trabalho de sua banda para entrar em estúdio com o Queens of the Stone Age, de seu amigo Josh Homme, para gravar o famoso Songs for the Deaf.

A primeira parceria importante de Dave Grohl e Josh Homme foi em 2002, no álbum Songs for the Deaf. Na foto, os dois ao lado de Nick Oliveri, baixista do Queens of the Stone Age na época.

Depois disso o Foo Fighters só cresceu. O One By One, de 2003, e o In Your Honor, de 2005, trouxeram mais alguns hits para o catálogo da banda. Mas em 2004 Grohl já havia gravado com caras como Max Cavalera e Lemmy Kilmister, tocando bateria no Probot, mais uma de suas empreitadas. Em 2006, tocou com o Queen no VH1 Rock Honors. No ano seguinte, o Foo Fighters lançou Echoes, Silence, Patience & Grace, que, como sempre, foi um sucesso de público e emplacou alguns hits. Em 2008 a banda gravou um dvd ao vivo em um estádio Wembley lotado, em um concerto histórico que teve a participação de ninguém menos que John Paul Jones e Sir Jimmy Page. No ano seguinte, o baterista formou o power trio Them Crooked Vultures com ninguém menos que Josh Homme e o próprio John Paul Jones. Atualmente se divide em turnês com o Them Crooked Vultures e a gravação de um novo álbum do Foo Fighters, previsto para o primeiro semestre de 2011.

Dave Grohl e Josh Homme, agora ao lado do lendário John Paul Jones,
formando o Them Crooked Vultures
.

Dave Grohl é um furioso baterista, um excelente vocalista e um criativo compositor. Um dos músicos mais versáteis e representativos dos últimos 20 anos, participou dos mais variados trabalhos musicais, ao lado dos mais variados e importantes artistas. Enfim, aqui está um essential de Dave Grohl. Não deixe de conferir!

01. No Scape - Scream
02. Throwing Needles - Dave Grohl
03. Territorial Pissings - Nirvana
04. School (at Reading) - Nirvana
05. This is a Call - Foo Fighters
06. How Do You Do - Late!
07. Goodbye Lament - Tony Iommi & Dave Grohl
08. No One Knows - Queens of the Stone Age
09. You Know You're Right - Nirvana
10. All My Life - Foo Fighters
11. Shake Your Blood - Probot (com Lemmy Kilmister)
12. Everlong (Acoustic) - Foo Fighters
13. Tie Your Mother Down - Dave Grohl & Queen + Paul Rodgers
14. The Pretender - Foo Fighters
15. Rock and Roll - Foo Fighters, John Paul Jones & Jimmy Page
16. New Fang - Them Crooked Vultures

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Jp

Capa: Silver


sábado, 24 de julho de 2010

Silverchair - Frogstomp [1995]


O Silverchair foi formado em 1992 na cidade de Newcastle, Austrália, por colegas de escola. Inicialmente sob o nome Innocent Criminals, a formação consistia em Daniel Johns (vocal e guitarra), Tobin Finnane (guitarra), Chris Joannou (baixo) e Ben Gillies (bateria), mas Finnane logo saiu para morar na Inglaterra.

O trio continuou tocando covers até terem músicas próprias e encontrarem a sorte grande ao vencerem, em abril de 1994, a competição Pick Me, que tinha âmbito nacional. Mudaram o nome, finalmente, para Silverchair, inspirados na obra "The Chronicles Of Narnia: The Silver Chair", de C.S. Lewis (apesar de mentirem a origem do nome por muitos anos), e foram contratados pela Sony Music no mesmo ano. A estreia dos rapazes, que tinham apenas 15 anos quando aconteceu, foi em grande estilo.

Gravado em menos de um mês e lançado em março de 1995, "Frogstomp" surpreende até o mais experiente ouvinte de música, seja lá qual for seu gênero preferido. A molecada ainda insistia em estudar até terminarem o segundo grau e é incrível pensar que fizeram tamanha obra-prima com essa idade e dividindo compromissos. Só há uma resposta compreensível pra isso: talento nato. São uma das únicas bandas de escola que realmente vingaram.

Passados vários anos que conheci esse disco e viciei em seu conteúdo, ainda me dá um arrepio na espinha quando coloco-o pra tocar. Rótulos à parte, "Frogstomp" é pesado, coeso e potente. Traz toda aquela energia colegial aliada à composições maduras e que realmente tinham sentido, guitarras cruas, baixo presente e bateria avassaladora. Funciona até hoje como uma pedrada na janela do vizinho.


A influência Grunge é latente, principalmente do Pearl Jam, mas havia algo de diferente. Havia uma pitada de Black Sabbath e Metallica, notável em vários riffs ("Leave Me Out" é quase uma "Sweet Leaf") e decisiva para diferenciá-los, por exemplo, do Nirvana e do Stone Temple Pilots. Ainda havia espaço para uma visibilidade Pop mais saliente nas canções, que garantiu o sucesso estrondoso da bolacha. E outra distinção interessante é que Daniel Johns cantava de forma mais limpa e tinha um alcance vocal interessante, além de um timbre vocal característico e competência rara em sua idade.

"Frogstomp" permaneceu em um mês no topo das paradas australianas e chegou ao segundo e nono lugares na Nova Zelândia e nos Estados Unidos, respectivamente. Conquistaram disco de platina em menos de um ano na terra do Tio Sam, já acumulando duplo de platina por lá e nove (!) em sua terra natal. De quebra, o Silverchair viajou o mundo com o Red Hot Chili Peppers e tocaram até no teto do Radio City Music Hall, teatro de Nova Iorque. (risos)

Os destaques da pepita ficam para as conscientes pauladas "Israel's Son" e "Pure Massacre", para as semi-baladas "Shade" e "Suicidal Dream" e para o mega-hit "Tomorrow", que atingiu o topo das paradas australianas e neo-zelandesas e foi a canção responsável pela vitória no Pick Me - ou seja, a responsável por isso tudo.

Vale a pena conferir, sem lembrar da banda que fez canções melosas anos depois e sim do Silverchair roqueiro e pesado dos "dias de luta".

01. Israel's Son
02. Tomorrow
03. Faultline
04. Pure Massacre
05. Shade
06. Leave Me Out
07. Suicidal Dream
08. Madman
09. Undecided
10. Cicada
11. Findaway

Daniel Johns - vocal, guitarras
Chris Joannou - baixo
Ben Gillies - bateria

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by Silver

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Alter Bridge - One Day Remains [2004]


Independente da qualidade do Creed, foi uma pausa nas suas atividades que gerou uma das bandas de mainstreen mais interessantes dos últimos anos: o Alter Bridge.

Segundo consta, tudo começou em 2002, com um acidente de carro de Scott Stapp, vocalista do Creed. Depois de uma breve recuperação, Stapp teria ficado viciado em fortes analgésicos, o que comprometeu suas capacidades vocais e gerou crises internas que desencadearam o fim da banda em 2004.

Sem perder tempo, o guitarrista Mark Tremonti e o baterista Scott Phillips chamaram o baixista Brian Marshall, também membro-fundador do Creed, para tocar em um novo projeto.

Esse projeto ficou completo com a entrada do brilhante vocalista Myles Kennedy, que fazia parte do The Mayfield Four, grupo pouco conhecido que já havia aberto alguns shows para o próprio Creed.

Assim, em 2004 estava formado o Alter Bridge. A proposta da banda é de Tremonti e Phillips: um som mais puxado para o hard, mais pesado e introspectivo que o feito pela ex-banda dos dois.
E nesse mesmo ano foi lançado o debut do grupo: One Day Remains. O álbum é excelente e faz exatamente o esperado: rock alternativo moderno de peso, melódico e bem feito. E é claro que o Creed continua alí, em faixas que acabaram sendo a força comercial do disco.

Os músicos trabalham muito bem, fazendo um instrumental impecável com destaque absoluto para a guitarra de Mark Tremonti. Mas a maior parte do espetáculo está com Myles Kennedy, que nesse álbum consolidou-se como um dos grandes vocalistas da atualidade. Kennedy tem muita técnica nos vocais, mas se sobressai mesmo com a emoção e o 'feeling' que põe nas músicas.

A recepção de One Day Remains cumpriu as espectativas: emplacou disco de ouro e Open Your Eyes tornou-se um grande hit. E, se alguém sabe criar um hit no século XXI, são esses caras [risos].

Os destaques ficam para as pesadas Find the Real e Metalingus, para a ótima faixa título e para os sucessos Open Your Eyes e Broken Wings.

Depois de One Day Remains, a banda lançou o também excelente Blackbird, e prometeu um novo trabalho para 2010. Em 2009, o Creed se reuniu e lançou o bom Full Circle. Myles Kennedy foi um dos vocalistas convidados a cantar no recente álbum solo do Slash. E Myles agradou tanto ao modelo de cartolas e ray-bans que está fazendo vários shows ao seu lado e surpreendendo com incríveis interpretações de clássicos do Guns N' Roses.

Enfim, One Day Remais é um play muito agradável e de muita qualidade. Um álbum que exibe toda o potencial desses músicos que sempre estiveram no mainstreen, e que abriu as portas para Myles Kennedy e sua voz sublime chegarem a um ponto de destaque no cenário musical mundial. Baixe!

01. Find the Real
02. One Day Remains
03. Open My Eyes
04. Burn It Down
05. Metalingus
06. Broken Wings
07. In Loving Memory
08. Down to My Last
09. Watch Your Words
10. Shed My Skin
11. The End Is Here

Myles Kennedy - vocais, guitarra
Mark Tremonti - guitarra, vocais de apoio
Scott Phillips - bateria, percussão
Brian Marshall - baixo

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Jp


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Days of the New - Days of the New [1997]


No final dos anos 90 pipocaram bandas que imitavam representantes do chamado movimento grunge como Alice In Chains e Nirvana. Com isso se formou o tal pós-grunge, cujos grupos, de som extremamente comercial, tinham pouco de original.

Pois bem, foi em 1997 (ano do fim do Soundgarden, e, segundo alguns, também do grunge) que o Days of the New, um quarteto de jovens com idade para jogar a Copa São Paulo [risos], lançou seu debut. O álbum teve relativo sucesso, emplacando alguns hits e levando a banda a abrir shows para Jerry Cantrell e para o Metallica, cujos membros já desfilavam de cabelos curtos.

E a idéia de Travis Meeks e seus ex-colegas do colegial era realmente criativa. Uma sonoridade carregada do que havia em Seattle anos antes, mas tocada apenas com instrumentos acústicos. Estou falando de belíssimas composições de violão que variam entre suave e violento. É interessante a maneira como Meeks e Todd Whitener conseguem trazer peso às seis cordas desligadas. O álbum é uma coleção de dedilhados, riffs pesados e solos muito bem feitos. Quanto ao baixo e à bateria, pode-se dizer que são competentes, mas discretos ao longo do play. No mais, os vocais do jovem Meeks são muito agradáveis, com alguns momentos graves e suaves e outros mais rasgados e elevados.

Os destaques ficam para as suaves Shelf in the Room e Now, para as hard Where I Stand e Touch Peel and Stand, para a agonizante e explosiva Freak e para a trabalhada Whimsical. Entretanto, devo dizer, como sempre, que o disco é ótimo e merece a audição completa.

Infelizmente o grupo não seguiu o mesmo rumo depois do debut (que ficou conhecido como "Orange" e "Yellow"). A banda se desfez, e Meeks, como único membro fundador, carregou o segundo álbum (o "Green") com batidas eletrônicas, além do terceiro ("Red") com guitarras elétricas, sem conseguir resgatar o potencial da idéia original.

O Days of the New é uma das bandas mais intrigantes e criativas dos últimos anos. Download essencial pra quem gosta de qualquer tipo de rock. Baixe!

01. Shelf in the Room
02. Touch, Peel and Stand
03. Face of the Earth
04. Solitude
05. The Down Town
06. What's Left for Me
07. Freak
08. Now
09. Whimsical
10. Where I stand
11. How do you know you
12. Cling
+ Boner Track*

*Cling dura 6:29, e a faixa escondida Boner Track começa aos 8:28, depois de um período de silêncio.

Travis Meeks - violão, vocais
Todd Whitener - violão
Jesse Vest - baixo
Matt Taul - bateria

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Jp