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sábado, 31 de dezembro de 2011

Andre Matos – Time To Be Free [2007]


Antes de entrar no segundo milênio, três integrantes do AngraAndre Matos, Luís Mariutti e Ricardo Confessori – deixaram o grupo por diferenças pessoais com o empresário Antônio Pirani, se uniram a Hugo Mariutti, guitarrista e irmão de Luís, e formaram o Shaman. O novo grupo viveu o suficiente para lançar dois ótimos álbuns, “Ritual” e “Reason”, mas novamente diferenças empresariais separaram os caras. Confessori continuou com o projeto enquanto os outros três deram no pé.

Mas a saída do Shaman não abalou a carreira de Andre Matos. Pelo contrário: logo após abandonar o barco, o vocalista anunciou o início de sua carreira solo, tendo os irmãos Mariutti na sua banda de apoio, além de André Hernandes, Rafael Rosa e Fabio Ribeiro, respectivamente guitarrista, baterista e tecladista. A estreia dessa nova banda nos palcos ocorreu em grande estilo, no Live N' Louder de 2006, e pouco depois o debut Time To Be Free” foi lançado.



Os momentos orquestrados e eruditos misturados com Heavy Metal estão mais presentes em “Time To Be Free”, visto o feedback de Andre, formado em regência musical e piano erudito. As influências de ritmos brasileiros e world music são bem menores, diferente dos tempos no Angra e Shaman. Os músicos escolhidos cumprem muito bem suas funções, com destaque ao virtuoso baterista Rafael Rosa.

O disco fez bastante sucesso, alcançando a segunda posição das paradas japonesas e francesas, bem como a quarta nos charts russos. A música Rio ganhou o prêmio de melhor canção de Heavy Metal no Worldwide Prize Music Awards de 2008. Outros destaques vão para Face The End, Letting Go e How Long (Unleashed Away), esta co-escrita pelo renomado Roy Z. Sobrou espaço até para homenagens ao seu pai Steve Perry (vai dizer que não são iguais?), com o cover de Separate Ways (Worlds Apart), do Journey.



01. Menuett
02. Letting Go
03. Rio
04. Remember Why
05. How Long (Unleashed Away)
06. Looking Back
07. Face The End
08. Time To Be Free
09. Rescue
10. A New Moonlight
11. Endeavour
12. Separate Ways (Worlds Apart) - Journey cover

Andre Matos – vocal, piano
André Hernandes – guitarra
Hugo Mariutti – guitarra
Luis Mariutti – baixo
Rafael Rosa – bateria
Fabio Ribeiro – teclados

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by Silver

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Edguy – Vain Glory Opera [1998]


Características substanciais diferenciam o Edguy desse álbum para o que temos hoje em dia. Primeiramente, a formação da banda ainda era um quarteto, com Tobias Sammet acumulando a função de baixista junto aos vocais. Em segundo lugar, a sonoridade tinha os dois pés fincados no Power Metal europeu. De igual, a competência em criar melodias fáceis e cativantes, daquelas que a gente escuta uma vez e não esquece mais. E nesse ponto, a evolução em Vain Glory Opera é monstruosa se compararmos com o trabalho anterior, Kingdom Of Madness. Não à toa, este é o disco que começou a despertar atenção para o grupo em todo o mundo.

A produção do disco ficou a cargo de Timo Tolkki, até então no Stratovarius. Ele também participou gravando um solo de guitarra em “Out Of Control”. A faixa também conta com Hansi Kursch (Blind Guardian) nos vocais, assim como na música que dá nome ao play. Ambas fazem parte dos setlists das apresentações até hoje. O trabalho contou com a participação do baterista de estúdio Frank Lidenthal, já que a banda não tinha um membro efetivo para a função naquele momento. Nas fotos de divulgação – incluindo o encarte –, Felix Bohnke já aparecia como integrante oficial.



Destacam-se também a sequência de abertura com “Until We Rise Again” e “How Many Miles”, além da veloz “Fairytale”, aquele bom e velho clichê, sempre necessário e efetivo. O momento mais suave fica por conta da bela “Scarlet Rose”. No encerramento, um cover para “Hymn”, do Ultravox, uma prévia da versatilidade que o grupo mostraria com o passar do tempo – especialmente por parte de seu vocalista e líder, que exploraria novos caminhos com o projeto Avantasia. Vain Glory Opera é o primeiro indicativo de que o mundo estava prestes a conhecer uma das bandas mais criativas de um estilo que muitas vezes peca pela repetição exaustiva.

Tobias Sammet (vocals, bass, keyboards)
Jens Ludwig (guitars)
Dirk Sauer (guitars)
Frank Lidenthal (drums)

01. Overture
02. Until We Rise Again
03. How Many Miles
04. Scarlet Rose
05. Out Of Control
06. Vain Glory Opera
07. Fairytale
08. Walk On Fighting
09. Tomorrow
10. No More Foolin'
11. Hymn

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JAY

domingo, 18 de dezembro de 2011

Burning Black - MechanicHell [2009]


Mechanichell é o segundo trabalho do Burning Black, banda italiana que faz um Power Metal caprichado, lembrando grupos como Leatherwolf e Crimson Glory, além de formações mais recentes, como Primal Fear e Brainstorm. Finalmente com um line-up estabilizado, o quinteto conseguiu oferecer um som consistente, com belas melodias e passagens trabalhadas, sem se descuidar do peso. Os músicos são ótimos, com uma citação especial ao vocalista Dan Ainlay, com seu registro à la Hansi Kursch, conseguindo superar com louvor a barreira do idioma, especialmente na pronúncia, sempre um grande obstáculo nas bandas do país da bota – quem já assistiu/escutou uma entrevista dos caras do Rhapsody sabe do que estou falando.

Depois da intro, o disco começa pra valer com os riffs pesados de “Our Sentence”, faixa com uma levada bem dinâmica e agressiva. Na seqüência vem a faixa-título, mais acelerada, com um desempenho fenomenal de todo o conjunto. “Purgatory Child” tem um refrão muito bacana, daqueles que ficam na cabeça posteriormente. Mas elas apenas prepararam terreno para a melhor de todas. “Secrets to Hide” é daquelas músicas marcantes, perfeitas para os fãs pularem e acompanhar a melodia em coro. Uma bola dentro como poucas desse ano.



Vale destacar também a totalmente Power “Hero of the Century”, a cadenciada “Dust and Rain” (minha preferida, com uma melodia e um refrão de fácil assimilação e extremamente eficiente) e a pancadaria de “Messengers of Hell”. Não é algo que vá mudar a vida de ninguém, mas garante um belo divertimento para os metalheads da área. Um disco bem feito, tocado com garra e competência, mostrando as influências sem necessariamente cair no contexto de cópia. O que já é algo a ser louvado nos dias de hoje em um estilo que está na UTI há algum tempo.

Dan Ainlay (vocals)
John Morris (guitars)
Eric Antonello (guitars)
AJ Simons (bass, keyboards)
Will Oswin (drums)

01. Reckoning Day
02. Our Sentence
03. MechanicHell
04. Purgatory Child
05. Secrets To Hide
06. Reborn From My Sins
07. Hero Of The Century
08. Dangerous Game
09. Dust And Rain
10. Messengers Of Hell
11. Victims And Torturers

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JAY

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Gamma Ray - To The Metal [2010]


Em 2010, Kai Hansen e seus capangas voltaram, trazendo aquele que é o melhor disco do Gamma Ray nos últimos anos. Basta uma simples escutada para comprovar isso. To the Metal mescla perfeitamente a sonoridade dos lançamentos mais recentes da banda com os clássicos do início da carreira. O resultado é um álbum diversificado, que vai facilmente cair no gosto dos fãs de qualquer época. Kai continua com aquele registro de voz que lhe é peculiar, além de formar um duo de primeira com Henjo Richter nas guitarras. A cozinha também segue funcionando maravilhosamente bem, com destaque para a precisão altamente respeitável do batera Dan Zimmermann.

O play abre com a rápida “Rise”, desembocando na excelente “Deadlands”, faixa que conta com todas aquelas características que dão a Hansen o justo título de um dos patronos do Metal Melódico. “Mother Angel” segue uma linha mais tradicional, com riffs de guitarra empolgantes no seu início e uma pegada que se aproxima do Hard Rock europeu. A balada “No Need to Cry” funciona como uma mistura de influências de Queen com o Helloween dos velhos tempos. Outros destaques vão para a ótima faixa-título, que deu origem ao primeiro clipe do disco e a dobradinha que encerra o trabalho, “Shine Forever” e “Chasing Shadows”, dois convites para bater cabeça.



Mas sem dúvida o momento mais esperado acontece na sétima faixa, “All You Need to Know”. Nela temos um dueto vocal fenomenal envolvendo Kai Hansen e ele, o cara que mais falava mal do estilo e ao mesmo tempo mais participa de discos do gênero: Michael Kiske. Obviamente, esse momento fará verter uma lágrima no olho dos mais fanáticos pela Keepers Era, especialmente quando lembramos que agora o duo está reunido novamente sob as asas do Unisonic. A escorregada fica por conta do quase plágio de “I Want Out” em “Time to Live”. O que não faz com que ela seja ruim, é claro. Mas dá pra cantar o refrão de uma na outra tranquilamente.

Em To the Metal, o Gamma Ray conseguiu fazer o que há muito se esperava, oferecendo aos admiradores um disco diversificado e equilibrado, com peso e melodia tipicamente Kaihanseanos. Não vai mudar a opinião de ninguém sobre a banda, mas fará a alegria de quem já a acompanha há anos. Candidato sério a figurar nas listas de melhores álbuns de Heavy Metal de 2010!

Kai Hansen (vocals, guitars)
Henjo Richter (guitars, keyboards)
Dirk Schläcter (bass)
Dan Zimmermann (drums)

Special Guest
Michael Kiske (vocals on 7)

01. Rise
02. Deadlands
03. Mother Angel
04. No Need To Cry
05. Empathy
06. To The Metal
07. All You Need To Know
08. Time To Live
09. Shine Forever
10. Chasing Shadows

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Capa da versão em vinil

JAY

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Domine - Stormbringer Ruler: The Legend of the Power Supreme [2001]


Com o sucesso do álbum Dragonlord (Tales of the Noble Steel), os italianos do Domine viram-se com a responsabilidade de conseguir fazer um disco, no mínimo, tão bom para dar seqüência ao bom momento que viviam, sendo capa de revistas e excursionando pela Europa e Japão. Sendo assim, a solução encontrada pelo quinteto foi ousar. Lógico que as características primordiais do Power Metal praticado até então foram mantidas. Porém, para o novo trabalho, os músicos decidiram trabalhar mais nas composições, o que gerou um play bem mais complexo, com canções mais longas e detalhistas. O grande mérito foi ter conseguido isso sem afetar o poder de fogo das músicas.

Após uma intro típica das bandas do estilo, “The Hurricane Master” chega como manda o figurino. Veloz, com uma melodia marcante e um refrão fácil de decorar, do jeito que os fãs gostam. O grupo até mesmo se deu o direito de gravar uma adaptação para a Cavalgada das Valquírias, de Richard Wagner. “The Ride of the Valkyries” funcionou perfeitamente, fazendo com que os troos empunhem suas espadas de plástico e subam em seus cavalinhos de madeira para seguirem em uma gloriosa batalha. Na seqüência, “True Leader of Men”, mais uma com aqueles momentos de velocidade marcante, acompanhado por arranjos orquestrados.



Para mostrar que não deixam a peteca cair, os italianos reservaram três fantásticos momentos para o fim. “The Fall of the Spiral Tower” é aquele tipo de música que cresce a cada escutada, com uma ponte simplesmente fantástica antes do refrão. No momento mais emotivo do álbum, “For Evermore” é uma singela e sincera homenagem ao Queen, de quem todos os integrantes do Domine são fãs incondicionais. A longa “Dawn of a New Day” encerra o disco com uma letra que simboliza a despedida de um guerreiro morto em um campo de batalha. Pode soar previsível, mas o que eles fizeram nesse som supera todas as obviedades.

Ao contrário de vários atuantes nesse estilo, o grupo liderado por Morby não exagera nas influências clássicas, usando-as a seu favor com sabedoria. Aqui, o peso está sempre em primeiro plano. Não é à toa que essa é uma das bandas mais respeitadas na cena do Velho Continente.

Morby (vocals)
Enrico Paoli (guitars)
Riccardo Paoli (bass)
Riccardo Iacono (keyboards)
Stefano Bonini (drums)

01. The Legend of the Power Supreme
02. The Hurricane Master
03. Horn of Fate
04. The Ride of the Valkyries
05. True Leader of Men
06. The Bearer of the Black Sword
07. The Fall of the Spiral Tower
08. For Evermore
09. Dawn of a New Day

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JAY

sábado, 29 de outubro de 2011

Voodoo Circle – Voodoo Circle [2008]


Este ano de 2011 fomos brindados com o fantástico Broken Heart Syndrome, do Voodoo Circle. Bem, nos reportemos, então, às origens.

Sabemos que o guitarrista Alex Beyrodt usou esse projeto para fazer aflorar sua veia Ritchie Blackmore e aproveitar o embalo e já prestar homenagem a Yngwie Malmsteen e Michael Schenker. Exatamente por isso, talvez, o primeiro disco se chame Alex Beyrodt’s Voodoo Circle como Blakmore e Malmsteen fizeram com as estreias do Rainbow e do Rising Force.

Alex é guitarrista do Silent Force e um dos maiores expoentes do power metal alemão desse início de século. Em 2008 ele resolveu montar um grupo pra chamar de seu, e escalou para os vocais o inglês David Ridman, que tem o Pink Cream 69 no currículo, para o baixo ninguém menos que Matt Sinner (Primal Fear e Sinner), para a bateria Mel Gaynor (Simple Minds, Gary Moore) e, para os teclados, Jimmy Kresic, que tem sua carreira marcada com grandes trabalhos como session man.



Se em Broken Heart Syndrome e coisa parece, por vezes, ser copiada descaradamente dos trabalhos de Blackmore e (principalmente) David Coverdale, aqui temos Malmsteen com Jeff Scott Soto fazendo as referências. Os teclados são mais proeminentes que no disco subsequente mas com timbres mais anos 80. Os Hammonds pouco aparecem, dando lugar àquele timbre strings de churrascaria.

Como participações especiais temos o topa todas Rudy Sarzo, Doogie White, Morifumi Shima (Concerto Moon) e Richard Anderson (Majestic, Space Odissey), que dão aquele toque ao disco que ninguém consegue perceber simplesmente ouvindo. Não que seja ruim, mas Broken Heart Syndrome é bem melhor. Valem, porém, alguns bons destaques.



Kingdom of The Blind é pegada, tem feeling e a palavra paradise na letra (o que ganha pontos para o estilo). Man and Machine é a prévia do que viria no disco seguinte, com velocidade, vocais poderosos e guitarras fantásticas, sem o excesso de bululus que permeia a maioria das composições, prende o ouvinte até o seu final.

Master of Illusion é uma grata surpresa, com uma levada mais lenta mas com aquele punch típico. Uma pérola que mostra o quanto todos são bons quando jogam para o time, sem individualismos . We’ll Never Learn tem uma ponte que impressiona, mas é só, pois tudo o mais nessa música e no disco são previsíveis ao extremo.



Confesso que resolvi resenhar o disco porque adoro o Broken Heart Syndrome, mas aqui está o que de mais estéril e previsível alguém pode fazer. Passou batido na época, e justifica-se. Deixo o texto do site oficial dos caras:

“In Japan (where quality is still the most important aspect) he [Alex] is hailed as a ‘guitar hero’ and the influence of legendary bands like Rainbow and Deep Purple can be recognised in his charismatic way of playing. As a master following the tradition of all-time-greats like Ritchie Blackmore and Yngwie J. Malmsteen, also Alex is able to make a song something special. He simply has ‘it’.”

Sei...

Os fãs que me desculpem, mas que bela porcaria isso aqui.

Track List

1. Spewing lies
2. Desperate heart
3. Kingdom of the blind
4. Man and machine
5. Master of illusion
6. We'll never learn
7. Dream of eden (Doogie/David Version)
8. Heaven can wait
9. Angels will cry
10. Enter my world of darkness
11. Wings of sorrow (exclusive Track)
12. White lady requiem
Bonus: 13.Dream of eden (David Version)

Alex Beyrodt (guitarras e mais guitarras)
Matt Sinner (baixo)
David Ridman (vocais)
Matt Gaynor (bateria)
Jimmy Kresik (teclados)

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Por ZOrreiro

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Labyrinth – Labyrinth [2003]


Apesar das constantes repetições que fizeram com que o Metal Melódico caísse em uma mesmice profunda nos últimos dez/quinze anos, de vez em quando surgem algumas bandas que conseguem trazer um sopro de renovação ao estilo. É o caso dos italianos do Labyrinth, que em 2003 lançaram seu primeiro trabalho sem a presença do antigo líder e fundador do grupo, o guitarrista Olaf Thorsen, que resolveu dedicar-se exclusivamente ao Vision Divine. Sem o principal compositor, os músicos remanescentes promoveram leves mudanças, acrescentando algumas passagens mais diversificadas, com influências menos dramáticas e fugindo dos clichês mais perigosos, substituindo-os por bons riffs de guitarra. Para simbolizar esse recomeço, o álbum levou o nome da banda – além de passarem a usar seus nomes verdadeiros, ao invés de adaptações em inglês.

O resultado musical foi mais do que satisfatório, com músicas empolgantes e técnicas sem se tornar mera exibição de habilidade. A abertura típica com “The Prophet” já mostra o poder de fogo dessa nova fase, com uma melodia que vai conquistar os adeptos sem dificuldades. Outros destaques vão para “Livin’ in a Maze”, a cadenciada “This World” e a pesadíssima (nos padrões do estilo, obviamente) “Just Soldier”, minha favorita junto com “Slave to the Night”, sonzeira com cara de hit, não fosse o peso, sempre necessário. O play encerra com a bela balada “When I Will Fly Far”, emocionante.



A grande figura individual é Roberto Tiranti, que se mostra dono de uma voz potente, sem cair nas principais armadilhas em que vários cantores que se aventuram por essa linha acabam tropeçando. Todas as bandas que desejam se aventurar pelos tortuosos caminhos do “Metal Lá-Lá-Lá” deveriam ouvir esse disco e tê-lo como referência para tentar fazer algo diferente sem fugir das características primordiais do gênero. Há dois anos, Olaf Thorsen voltou ao Labyrinth, para atrapalhar mais um pouco e a qualidade do trabalho voltou a decair. Uma pena, mas esse aqui vale a conferida!

Roberto Tiranti (vocals)
Andrea Cantarelli (guitars)
Cristiano Bertocchi (bass)
Andrea De Paoli (keyboards)
Mattia Stancioiu (drums)

01. The Prophet
02. Livin’ in a Maze
03. This World
04. Just Soldier (Stay Down)
05. Neverending Rest
06. Terzinato
07. Slave to the Night
08. Synthetic Paradise
09. Hand in Hand
10. When I Will Fly Far

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JAY

sábado, 15 de outubro de 2011

Iced Earth - Dystopia [2011]


SENHORAS E SENHORES, O DISCO DE HEAVY METAL DO ANO!

Um misto de expectativa e angústia tomava conta de mim antes de ouvir o novo álbum do Iced Earth. Afinal de contas, fazia tempo que a banda me decepcionava. As primeiras músicas que vazaram mostravam que Stu Block, o novo vocalista, parecia se adaptar rapidamente, sem fugir do que Matt Barlow sempre fez. Porém, a prova de fogo definitiva não estava no registro vocal, mas nas composições, ponto fraco dos mais recentes trabalhos. Pois as dúvidas se dissiparam já na primeira conferida de Dystopia, que resgata o que de melhor a banda de Jon Schaffer fez na carreira e injeta sangue novo nas veias de um grupo que parecia condenado a se tornar uma cópia de si próprio.

Ao mesmo tempo em que pouca coisa mudou realmente, podemos notar um conjunto mais comprometido e tocando com a garra que vinha fazendo falta. Talvez não seja apenas o novo cantor, mas com certeza Stu faz um trabalho do mais alto calibre. Sua entrada fez um bem latente ao líder da empreitada, que finalmente pode encarar a banda com a rotina produtiva que não conseguia com seu parceiro anterior. O tradicional mix de músicas agressivas com momentos introspectivos funciona como poucas vezes na discografia do grupo. Aliás, é importante destacar o espírito coletivo, já que os músicos mostram entrosamento ímpar.



Sem destaques individuais nas treze faixas da edição especial, Dystopia mostra um equilíbrio espetacular. Se a idéia era resgatar a imagem arranhada por recentes lançamentos não tão caprichados, Jon acertou em cheio! As composições estão soando como nos bons tempos, para a alegria de todos os fãs espalhados mundo afora. Candidataço a figurar em várias listas de melhores do ano e o que de melhor o Iced Earth lançou desde Horror Show. Set Abominae – mascote da banda – está de volta em busca de sangue e vingança, com a faca no meio dos dentes! Prepare-se para o headbanging desenfreado e viva o Heavy Metal tradicional norte-americano!!!

Stu Block (vocals)
Jon Schaffer (guitars)
Troy Steele (guitars)
Freddie Vidales (bass)
Brent Smedley (drums)

01. Dystopia
02. Anthem
03. Boiling Point
04. Anguish of Youth
05. V
06. Dark City
07. Equilibrium
08. Days Of Rage
09. End Of Innocence
10. Soylent Green (Bonus Track)
11. Iron Will (Bonus Track)
12. Tragedy And Triumph
13. Anthem (String Mix)

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JAY

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Edguy – Hellfire Club [2004]



Tobias Sammet é um dos grandes gênios da música contemporânea.

Não aceitar isso é negar o óbvio.

Quando o Edguy começou sua carrreira, tinha um repertório focado no heavy metal melódico, flertando, por vezes, com o power metal tipicamente germânico (ou godo, já que eram troos). Além disso, o Avantasya (prjeto paralelo de Tobias) é uma espécie de ópera metal com diversos músicos a qual Sammet comanda com maestria ímpar.

O espírito inquieto do cara levou o Edguy a beber em diversas fontes, inclusive em um metal mais modernoso, em Tinitus Sanctus. Mas foi em Hellfire Club que a banda resolveu flertar descaradamente com o hard rock, e o fez de maneira espetacular, sem cair nas armadilhas típicas dos clichês do gênero. Claro que os clichês estão aqui, mas estão tão bem disfarçados que acabam soando com um certo frescor, com um ar de novidade. Exatamente por isso é o meu preferido dos caras.

Devo destacar também que Tobias Sammet não é um troo, e suas letras vêm recheadas de um senso de humor absolutamente fantástico. Tente não rir com um título como Lavatory Love Machine e ganhe seu atestado de rançoso. A letra fala de sexo no banheiro de um avião a caminho do Brasil (dá para ouvir o piloto falando Copacapána). Seria autobiográfica?



Sexto disco de estúdio, aqui o grupo começa a brincar de hard rock com classe, sempre apoiado pela Deutsches Filmorchester Babelsberg, uma orquestra sinfônica alemã que já gravou com Rammstein, Karat entre outras bandas de metal. O casamento com os fantásticos riffs de Jens Ludwig é perfeito. Aliás, um parêntese para o sempre maravilhoso trabalho do guitarrista, que parece não esgotar sua sacola de riffs jamais, co-autor de diversas canções com Sammet.

Os vocais de Tobias Sammet, principal compositor são excelentes, e a cozinha mostra que a banda já se encontrava com uma química típica de quem tem um extenso currículo. Mille Petrozza, do Kreator, foi o convidado especial nos backing vocais de Mysteria. Sob este aspecto, digo que o disco traz um astral altíssimo, um clima de camaradagem que reflete tanto nas composições como nas performances.

O power metal está presente em We Don’t Need a Hero, claramente inspirada em Helloween.

King of Fools tem um refrão pra todo mundo cantar junto, tornando-se de antemão um clássico do hard rock do Século XXI. Rise Of The Morning Glory começa com violões e orquestra, mas descamba em um metal ironmaideniano típico da era Powerslave/ Somwhere in Time. Excelente, pra dizer o mínimo. Confira abaixo.



Enfim, Hellfire Club é um daqueles discos que traz um diferencial. É tecnicamente perfeito e tem composições impecáveis. É uma imagem do metal desse século que está se apagando, ofuscada por bandas de um mesmo timbre de guitarras, mesmo timbre vocal, mesma cozinha... Ninguém mais precisa freqüentar aula de música, pois basta comprar um Guitar Hero e sair tocando.

Mas música, caro passageiro, é cultura em primeiro lugar. Videogame é passatempo. Ninguém consegue colocar talento em um software.

Aproveite o resto de talento que ainda existe na música.

Track List

1. "Mysteria"
2. "The Piper Never Dies"
3. "We Don't Need a Hero"
4. "Down to the Devil"
5. "King of Fools"
6. "Forever"
7. "Under the Moon"
8. "Lavatory Love Machine"
9. "Rise of the Morning Glory"
10. "Lucifer in Love"
11. "Navigator"
12. "The Spirit Will Remain"
13. "Children of Steel" (Bonus track)
14. "Mysteria" (Bonus track featuring Mille Petrozza of Kreator)



Tobias Sammet (vocais)
Jens Ludwig (guitarras)
Dirk Sauer (guitarras)
Felix Bohnke (guitarras)
Tobias Exxel (baixo)


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Por Zorreiro

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sinbreed - When Worlds Collide [2010]


Um motivo que muitas vezes acaba fazendo com que vários fãs se afastem do Power Metal é justamente quando as bandas esquecem o peso e dão prioridade apenas ao lado mais melódico das composições. Pois aqui, isso não acontece, graças ao idealizador do projeto, Flo Laurin, que capricha na agressividade e faz um grande trabalho. O Sinbreed ainda conta com duas figuras conhecidas da cena, o vocalista Herbie Langhans, do Seventh Avenue e o baterista Frederik Ehmke, do Blind Guardian. Depois de três demos, finalmente o grupo lança seu primeiro full-lenght. E o resultado não poderia ser melhor, com músicas empolgantes, carregadas de vibração.

Já na primeira faixa, o álbum surpreende. “Newborn Tomorrow” tem uma intro acústica, mas depois dos primeiros segundos, desemboca em uma pancadaria das boas, com direito a backing vocals perfeitamente colocados. Da mesma forma “Book of Life” contém até umas passagens com vozes quase guturais, dando um clima excelente. Mais destaques para a veloz “Dust to Dust”, a marcante “Enemy Lines”, os riffs de guitarra em profusão de “Room 101” e a ótima “Arise”, melhor do disco com uma levada de primeira, que conquista o ouvinte já na primeira escutada, além de um refrão de fácil assimilação.



Você, com certeza, já ouviu sons do tipo antes. Mesmo assim, é sempre gratificante quando aparece uma banda que consegue tirar o estilo do marasmo, oferecendo músicas que transbordam energia e talento, além de se afastar um pouco do lado arco-íris/unicórnio alado do gênero. Sem contar que o vocalista não é um canário gritador. Apesar de dois dos músicos serem ocupados com seus grupos principais, vamos torcer para que futuramente tenham tempo de tocar o Sinbreed em frente, pois algo de tamanha qualidade não pode ficar com apenas um disco registrado em sua história. Recomendado a todos os fãs de um bate-cabeça dos bons.

Herbie Langhans (vocals)
Flo Laurin (guitars, keyboards)
Alex Schulz (bass)
Frederik Ehmke (drums)

01. Newborn Tomorrow
02. Book of Life
03. When Worlds Collide
04. Dust to Dust
05. Infinity's Call
06. Through the Dark
07. Enemy Lines
08. Room 101
09. Arise
10. Salvation

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JAY

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Helloween - Unarmed: Best of 25th Anniversary [2010]


Como diz o início de “Eagle Fly Free”: Bipolar in big confusion...

Por acaso me peguei reescutando esse álbum ontem e lembrei a polêmica causada quando o disponibilizamos durante a existência da velha Combe. E o que mais incomodou alguns foi justamente o conteúdo textual do post. Por isso, resolvi resgatá-lo sem alterações. E mantenho tudo que disse. Unarmed é um disco que tem um mérito inquestionável: irritou um monte de tr00s. Só por isso, já tem minha admiração eterna. Portanto, vamos ao texto.

Atenção: se você é do tipo que leva tudo a sério, vai achar isso aqui uma piada de extremo mau gosto. Portanto, passe longe, conselho de amigo com a melhor das intenções de poupar-lhe de momentos de mau humor.

Quando você faz uma festa de aniversário, a última coisa que seus amigos esperam é lhe encontrar azedo e rabugento, certo? Pensando nisso, o Helloween decidiu tirar um sarro da própria cara na comemoração de seus 25 anos. Unarmed traz clássicos de diferentes épocas da banda rearranjados de formas totalmente inusitadas, com instrumentos fora do usual para a carreira de um dos baluartes do Metal Melódico. Portanto, antes de clicar no link para download, tenha noção de que deve estar preparado para tudo. Especialmente para dar risada, pois a surpresa será inevitável.



Dito isso, ouvindo os sons com a mente aberta, podemos encontrar algumas passagens bem legais. “Dr. Stein” abre os trabalhos em um formato que fará o mais puritano dos troo deathbangers from hell espernear, fazer cara feia e puxar os cabelos de raiva, que nem a criança retardada que é e sempre foi. “Future World” vem na seqüência com uma levada acústica que dá até pra imaginar os caras na frente de uma fogueira em um acampamento (argh!). Vale citar também a “Keepers Trilogy”, que reúne “Halloween”, “Keeper of the Seven Keys” e “The King For 1.000 Years” na mesma música e o arranjo ainda mais soft para “Forever and One (Neverland)”, altamente propício para uns amassos na gata.

A única pisada no tomate (ou na abóbora, no caso em questão) feia MESMO foi em “I Want Out”. Mas ainda assim, um trabalho indicado para quem sabe que a vida não deve ser levada tão a sério, e que uma característica louvável do ser humano é ter a capacidade de rir de si mesmo. Coisa que, diga-se de passagem, está cada vez mais em falta nos tempos atuais. Talvez seja por isso que a nova geração tenha tantos emos chorões metidos a besta. Agora dá licença que vou escutar mais uma vez esse novo arranjo que transformou “Where the Rain Grows” em uma balada Hard Rock de primeira. Happy, Happy Helloween!!!

Andi Deris (vocals)
Michael Weikath (guitars)
Sascha Gerstner (guitars)
Markus Grosskopf (bass)
Dani Löble (drums)

Harriett Ohlson (Female vocals on “Eagle Fly Free”)

01. Dr. Stein
02. Future World
03. If I Could Fly
04. Where The Rain Grows
05. Keepers's Trilogy
06. Eagle Fly Free
07. Perfect Gentleman
08. Forever & One
09. I Want Out
10. Fallen To Pieces
11. A Tale That Wasn't Right

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JAY

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Stratovarius - Infinite [2000]


Quando lançou o seu oitavo álbum de estúdio, o Stratovarius já era uma das bandas mais respeitadas pelos fãs do famigerado Metal Melódico. Liderados pelo excêntrico – para dizer o mínimo – guitarrista Timo Tolkki, o grupo tinha naquele momento a sua formação consagrada, com músicos referenciais, destacando-se o idolatrado Jens Johansson, influência de nove entre dez tecladistas que se aventuraram no mundo do Rock pesado nas últimas décadas. Completam o time a ‘metralhadora’ Jörg Michael, o discreto baixista Jari Kainulainen e o eficiente (embora, às vezes, exagerado, mas faz parte do roteiro) vocalista Timo Kotipelto.

Antes mesmo de rodar o som nos alto-falantes, Infinite já se destaca pela lindíssima capa, de autoria do ‘pai do Eddie’, Derek Riggs. Ao apertar o play, o ouvinte embarca em um dos grandes hits da carreira da banda, “Hunting High and Low”. Melodia fácil, refrão em coro, enfim, tudo aquilo que conquista os admiradores de cara. Obviamente, não podia ser outra a primeira música de trabalho. A segunda a ser usada na promoção do disco, foi “A Million Light Years Away”, que causou certa polêmica no Brasil, graças à semelhança de sua introdução com a música “Amigo”, de Roberto Carlos. Dá até para sair cantando ‘você meu amigo de fé, meu irmão camarada...’ (risos).



Outros destaques vão para as velozes “Millenium” e “Phoenix”, essa última que conta com uma performance instrumental simplesmente arrasadora, com todos dando seu melhor. A longa e trabalhada “Infinity” traz um alerta ao mundo, em bela letra de Tolkki. Meio demagoga, é verdade, mas ainda assim para refletir. Aliás, esse sempre foi um diferencial do Stratovarius, escrever letras que deixem uma mensagem ao ouvinte, fugindo daqueles clichês padrões que a maioria dos conjuntos do gênero utiliza. A curta “Celestial Dream” encerra o play de maneira singela e tocante.

O trabalho obteve a repercussão esperada, mas dali pra frente a banda se transformou em um manicômio. O surto de Timo Tolkki repercutiu seriamente nos megalômanos álbuns Elements Part I e II, ficando ainda pior durante a tour de divulgação. Os ânimos esquentaram a ponto de rolar agressões físicas entre os músicos. Resultado: entre idas, vindas e internações, instalou-se uma tragicomédia envolvendo vários personagens, entre eles a enigmática Miss K, que foi anunciada como nova vocalista, mas nem chegou a fazer algo, saindo para a volta de Kotipelto. Apesar da atual ausência de seu criador, o Stratovarius segue, ao menos, estabilizado como não acontecia há anos. Na melhor das hipóteses, não tem ninguém para cagar na mão e jogar para cima mais.



Timo Kotipelto (vocals)
Timo Tolkki (guitars)
Jari Kainulainen (bass)
Jens Johansson (keyboards)
Jörg Michael (drums)

01. Hunting High and Low
02. Millenium
03. Mother Gaia
04. Phoenix
05. Glory of the World
06. A Million Light Years Away
07. Freedom
08. Infinity
09. Celestial Dream

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JAY

terça-feira, 5 de julho de 2011

Helloween - The Dark Ride [2000]


A segunda grande crise do Helloween levou a banda ao lado mais obscuro de sua sonoridade. Aliás, tal qual Chameleon, The Dark Ride possui um título de acordo com seu conteúdo. Desavenças internas refletiram nas músicas, muitas delas com um clima bem sombrio, contrastando com a sonoridade positivista que caracterizou a história da banda. A participação do líder do grupo, Michael Weikath, foi diminuta até mesmo no processo de gravação, com Andi Deris e Roland Grapow assumindo a linha de frente nas composições – separados, obviamente, já que o ambiente em conjunto não era nem um pouco agradável.

Apesar de tudo, devo dizer que considero The Dark Ride um disco muito bom, com algumas faixas memoráveis, embora nenhuma possa realmente ser considerada um clássico da banda. E, para ser honesto, hoje essas diferenças musicais em comparação com o passado, nem soam mais tão fortes como na época de seu lançamento. A produção de Roy Z, indicado pela Sanctuary Mangement, acabou não agradando os músicos, que não se sentiram confortáveis com sua metodologia de trabalho. Anos mais tarde, o próprio admitiria que não conhecia a banda como imaginava e isso pesou. Charlie Bauerfiend ainda marcaria presença para dar uma consertada.



Após a intro, “Mr. Torture” é uma música que conserva uma das características primordiais: a capacidade de criar melodias pegajosas e um refrão apoteótico. Foi uma das que sobreviveu ao teste do tempo. As duas faixas escritas por Weikath, “All Over the Nations” e “Salvation” conservavam o lado “Happy, Happy Helloween”, enquanto “Escalation 666” e “Mirror, Mirror” mostravam novas possibilidades para o grupo caso o trabalho tivesse vingado. Mesmo as faixas com pegada mais próximas do Hard Rock, como “The Departed (Sun Is Going Down)” – minha preferida – ofereciam uma amostra do aspecto mais sério das composições.

Dois singles foram lançados, para a dramática “If I Could Fly” e a já citada “Mr. Torture”. The Dark Ride foi o último trabalho do Helloween com Roland Grapow e Uli Kusch, que sairiam para formar o Masterplan (não sem antes uma lavação de roupa suja em público tendo Grapow de um lado, Deris e Weikath do outro, que o Brasil pôde conferir de camarote via Rock Brigade). Até hoje seu estilo divide opiniões junto aos fanáticos pelas abóboras germânicas. Então, o melhor a fazer é conferir e formar a sua. Eu fico do lado de quem vê coisas positivas nele.



Andi Deris (vocals)
Michael Weikath (guitars)
Roland Grapow (guitars)
Markus Grosskopf (bass)
Uli Kusch (drums)

01. Behind The Portal
02. Mr. Torture
03. All Over The Nations
04. Escalation 666
05. Mirror Mirror
06. If I Could Fly
07. Salvation
08. The Departed (Sun Is Going Down)
09. I Live For Your Pain
10. We Damn The Night
11. Immortal
12. The Dark Ride
13. The Madness Of The Crowds (Japanese bonus)

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JAY

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vicious Rumors - Razorback Killers [2011]


Patrimônio cultural do Power Metal norte-americano (não confundir com a vertente européia do gênero), o Vicious Rumors chega a seu décimo trabalho de estúdio, sempre comandado pela mão-de-ferro do guitarrista e principal compositor, Geoff Thorpe. Mesmo não tendo alcançado o mesmo sucesso das lendas, a banda conseguiu juntar uma base fiel de admiradores, que não os deixa de acompanhar ano após ano. E não será com Razorback Killers que esse panorama vai mudar. O grupo se mantém fiel à sua proposta de fazer um Heavy tradicional, misturando peso e melodia de forma impecável, como todo headbanger de plantão gosta.

Para mostrar que não está de brincadeira, o quinteto já abre o disco com “Murderball” e seus riffs metálicos ganchudos e participação especial de Eric Peterson (Testament) no solo. Já aqui fica clara a técnica superior do vocalista Brian Allen em sua estréia. Cantor na linha clássica do estilo, mandando agudos como manda o figurino. Mais fraseados guitarrísticos consistentes dominam “Black”, faixa que chega a lembrar a cena da Bay Area em certas características. Uma intro arrasa-aquarteirão é o abre-alas de “Razorblack Blade”, porrada na orelha de primeira qualidade, daquelas prontas para provocar tumulto na platéia. É ouvir e sair batendo cabeça loucamente.



Mantendo o altíssimo nível, “Blood Stained Sunday” conta com uma cadência alucinante, variando ritmos com maestria. A letra é uma homenagem aos falecidos Ronnie James Dio e Carl Albert, vocalista da banda entre 1988 e 1995. Climática e com efeitos de voz, “Pearl of Wisdom” chega a lembrar passagens mais melódicas do Testament. “All I Want is You” é tradição pura até a medula, com uma pegada certeira e fulminante, com instrumental honrando as influências britânicas. A seguinte, “Axe to Grind”, começa com uma dobradinha fulminante nas seis cordas, antecedendo a mais pura ‘correria’ metálica. Daquelas faixas que valem um disco!

Em “Let the Garden Burn”, Brian Allen dá mais uma mostra de ter sido a voz ideal para o novo trabalho. Certo tempero True Metal (especialmente nos coros) oferece um clima todo interessante. “Rite of Devastation” é outra em que o baterista Larry Howe deixa suas marcas nos bumbos, espancando sem parar. Para encerrar, a mais longa de todas, “Deal With the Devil”, mais um exemplo de guitarras tocadas com bom gosto. Falando nelas, Brad Gillis e Mark McGee aparecem durante o disco em participações mais que especiais. Com Razorback Killers o Vicous Rumors mostra mais uma vez porque é um dos maiores orgulhos da combalida cena da terra de Obama.

Brian Allen (vocals)
Geoff Thorpe (guitars)
Kiyoshi Morgan (guitars)
Stephen Goodwin (bass)
Larry Howe (drums)

01. Murderball
02. Black
03. Razorback Blade
04. Blood Stained Sunday
05. Pearl Of Wisdom
06. All I Want Is You
07. Axe To Grind
08. Let The Garden Burn
09. Rite Of Devastation
10. Deal With The Devil

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JAY

terça-feira, 17 de maio de 2011

Helloween - Live In The U.K. [1989]


Bandas no auge de sua criatividade e até de seu sucesso refletem isso de forma incrível nos palcos. Veja o AC/DC no fim da década de 1970 e início da década de 1980, o Kiss na turnê do "Love Gun", o Black Sabbath e o Deep Purple no início da década de 1970, ou até mesmo o Iron Maiden no meio da década de 1980.

Com o Helloween a regra é a mesma. O quinteto desfrutava de reconhecimento internacional graças às aclamadíssimas duas partes do Keepers. Não houve muito tempo para aproveitar esse momento, porque as crises estouraram logo em 1989, com a saída do guitarrista Kai Hansen. Mas "Live In The UK" registrou essa ótima fase a tempo.


O álbum foi registrado em dois concertos, na cidade escocesa de Edimburgo e na inglesa de Manchester, em novembro de 1988. O conjunto atravessava a Europa ocidental com shows energéticos e casas de shows lotadas com a turnê de "Keepers Of The Seven Keys Part II", logo, era um momento perfeito para gravar um disco ao vivo.

Apesar de curto, o repertório é certeiro pois traz as preferidas dos fãs quando o assunto é a década de 1980 do Helloween - com a perdoável porém incompreensível exceção de Eagle Fly Free. Pedradas como I Want Out, Future World (cantada em uníssono com a plateia), Dr. Stein e A Little Time mostram todo o brilho do conjunto, que estava com um instrumental entrosado e competente e trazia um endiabrado vocal de Michael Kiske, um dos melhores tocadores de microfone do Heavy Metal.



Infelizmente, a crise bateu na porta do Helloween, que se reergueu no futuro mas deixou saudades dessa época. Não à toa, os caras mudaram o jeito de se fazer metal. Confira essa pepita!

01. Happy Halloween + A Little Time
02. Dr. Stein
03. Future World
04. Rise And Fall
05. We Got The Right
06. I Want Out
07. How Many Tears

Michael Kiske - vocal
Kai Hansen - guitarra, backing vocals
Michael Weikath - guitarra, backing vocals
Markus Grosskopf - baixo, backing vocals
Ingo Schwichtenberg - bateria

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by Silver

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Stargazery - Eye On The Sky [2011]


Definitivamente a Finlândia se tornou um dos grandes expoentes do Hard Rock/Heavy Metal. Prova disso é que toda hora pipocam novos projetos e bandas, normalmente de altíssima qualidade. É o caso do Stargazery, que tem como membro mais conhecido em sua formação o vocalista Jari Tiura, com passagem pelo Michael Schenker Group. Os outros músicos já passaram por uma série de bandas, como Burning Point e Poisonblack, garantindo a experiência necessária para fazer de Eye On The Sky um belo álbum de estréia. A sonoridade transita entre o Hard e o Heavy, lembrando em alguns momentos a diversidade dos discos do guitarrista alemão Axel Rudi Pell.

Começando com a cadenciada “Dying”, já podemos notar que o trabalho dá grande ênfase às texturas de teclado, proporcionando um clima denso que casa perfeitamente com a proposta. Continuar com uma balada talvez não tenha sido a melhor opção. Mas “Everytime I Dream Of You” é um belo exemplar do gênero, com emoção na medida certa. Hora de lembrar ao ouvinte que eles são de terra prolífica em Power Metal à velocidade da luz. Para isso, vem a faixa-título, com a vantagem que a percepção se limita ao instrumental, já que o registro vocal de Jari segue linha totalmente oposta ao lugar comum do estilo.



“How Many Miles” conta com uma intro bem calma, ditada pelos teclados, mas acaba caindo numa brilhante melodia. Sem dúvida, um dos melhores momentos do play, não à toa foi escolhida como single promocional. Na mesma linha, “I Am The Night” traz linhas pesadas em uma condução muito bacana por parte do baterista Jussi Ontero. O panorama não muda muito em “Jester Of Kings”, enquanto “Judah (The Lion)” adere a influências sinfônicas, com resultado satisfatório. As melhores guitarras do disco estão em “Puppet On A String”. Riff matador na introdução, trazendo o Rainbow à mente, além de um belo solo de teclado. A última das inéditas é “S.O.S.”, sem muitas novidades, sem correr riscos.

O cover escolhido para encerrar o álbum foi muito interessante por fugir das obviedades. Nada menos que “Headless Cross” do Black Sabbath, em uma versão mais arrastada. Apesar de não mudar muita coisa na estrutura básica, pode assustar os mais conservadores. Mas com o tempo acostuma. Sem tentar reinventar a roda, o Stargazery aprova em sua estréia. Não deve entrar na lista de melhores do ano de ninguém, mas garante a diversão.

Jari Tiura (vocals)
Pete Ahonen (guitars)
Jukka Jokikokko (bass)
Marco Sneck (keyboards)
Jussi Ontero (drums)

01. Dying
02. Everytime I Dream of You
03. Eye on the Sky
04. How Many Miles
05. I Am the Night
06. Jester of Kings
07. Judah (The Lion)
08. Puppet on a String
09. S.O.S.
10. Headless Cross

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JAY

domingo, 24 de abril de 2011

Rage - Speak Of The Dead [2006]


Com o passar dos anos, se tornou cada vez mais comum bandas de Rock trabalhando com orquestras. Não dá para dizer que é uma prática dos tempos modernos, afinal de contas, o Deep Purple, pegando apenas um exemplo, realizou essa experiência no já longínquo ano de 1969. Mas foram poucos que realmente se atreveram a compor uma música ou suíte para ser executada exclusivamente no formato. A maioria simplesmente pega seus hits e adapta a um novo cenário musical. O Rage é, sem dúvida, uma dessas exceções. A partir de determinado momento da carreira, Peter Peavey Wagner se interessou por essa fórmula. Mas com a entrada do guitarrista e maestro russo Victor Smolski, a coisa se elevou a patamares cada vez mais altos.

O auge dessa faceta da banda aconteceu em Speak Of The Dead, álbum que dedica suas oito primeiras faixas à espetacular “Suite Lingua Mortis”, um dos momentos mais brilhantes do Heavy Metal nas últimas décadas. A variação de climas, a execução instrumental, o dinamismo sonoro envolve o ouvinte de maneira única. A Orquestra Sinfônica de Minsk, Polônia, assimila a proposta e cumpre seu papel com louvor, vencendo barreiras musicais que ainda existem nas cabeças fechadas de ambos os lados da história. Temos aqui um dos casamentos mais bem feitos entre o Rock e o clássico em todos os tempos. Não com a mesma pompa de bandas zilionárias, mas sem dúvida com mais talento.



Na segunda metade, temos o Rage no formato tradicional, com seu Power Metal acima da média. Tempo para barulheira das boas, como a pegada certeira de “No Fear”, a melódica “Soul Survivor” (refrão grudento, na melhor escola Peavey do assunto), o espancamento total de “Kill Your Gods” e a ótima faixa-título. Outra que merece destaque é “Full Moon”, que teve outras três versões em diferentes línguas. Como não fizeram uma em português, foi disponibilizada na edição nacional a cantada em espanhol, “La Luna Reine”. E a adaptação foi muito bem feita, ressalte-se.

Infelizmente, Speak Of The Dead entrou para a história como o último disco da formação mais técnica da banda. Uma série de desentendimentos – quase todos motivados unicamente porquestões ligadas ao ego – culminou na saída do fantástico baterista Mike Terrana. Uma pena para os fãs, mas ao menos encerraram a parceria com um registro histórico e indispensável em qualquer coleção dos adeptos do gênero.

Peter “Peavey” Wagner (bass, vocals)
Victor Smolski (guitars)
Mike Terrana (drums)

Suite Lingua Mortis
01. Part I: Morituri te Salutant
02. Part II: Prelude Of Souls
03. Part III: Innocent
04. Part IV: Depression
05. Part V: No Regrets
06. Part VI: Confusion
07. Part VII: lack
08. Part VIII: Beauty
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09. No Fear
10. Soul Survivor
11. Full Moon
12. Kill Your Gods
13. Turn My World Around
14. Be With Me Or Be Gone
15. Speak Of The Dead
16. La Luna Reine

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JAY

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Nocturnal Rites - Shadowland [2002]


Após o sucesso do ótimo Afterlife, o Nocturnal Rites tinha um nome estabelecido na cena Power Metal. E um dos grandes méritos desses suecos foi justamente buscar um distanciamento estratégico do lado mais ‘alegre’ do estilo. Para começar, o vocalista Jonny Lindkvist, fazendo aqui sua segunda aparição em estúdio, não faz o gênero canário gritador. Seu registro segue um caminho mais tradicional, às vezes passando até por algumas nuances de Hard Rock – em algumas músicas soa como uma versão européia de Sebastian Bach, por mais esquisito que isso possa parecer. E a banda colabora, matando a pau em uma performance bem mais agressiva em comparação com o lugar comum que o gênero mergulhou com o passar dos anos.

Shadowland é o quinto álbum dos suecos. É perceptível a evolução do baixista e líder do sexteto, Nils Eriksson, como compositor. A abertura com o single “Eyes Of The Dead” mostra uma banda coesa, apostando com sucesso na mistura balanceada de peso e melodia. Na mesma linha, a faixa-título, com um refrão daqueles que os admiradores tanto gostam de cantar junto. É nesse disco que a banda cumpre uma das exigências primordiais para ser considerada uma representante do estilo: ter uma música chamada “Revelation” (a variação no plural também é permitida). Afinal de contas, esse título está para o Power Metal como “Coming Home” para o Hard Rock.



Outro destaque vai para a excelente “Never Die”, com levada mais acelerada e belo trabalho de backing vocals no refrão, deixando um clima levemente true no ar. Também tem momento para os clichês, como em “Vengeance”, com uma intro bem como muitos esperariam, o que não interfere na qualidade da faixa. Mas a melhor de todas vem logo na seqüência. Com uma cadência fantástica, “Faceless God” é daquelas que faz o ouvinte deixar no repeat até cansar. O problema está justamente em cansar (risos). Com a carreira estabilizada, o Nocturnal Rites segue lançando bons discos até hoje, sendo uma das poucas bandas a se destacar na mesmice que virou o Power Metal atual.

Jonny Lindkvist (vocals)
Nils Norberg (guitars)
Fredrik Mannberg (guitars)
Mattias Bernhardsson (keyboards)
Nils Eriksson (bass)
Owe Lingvall (drums)

01. Eyes of the Dead
02. Shadowland
03. Invincible
04. Revelation
05. Never Die
06. Underworld
07. Vengeance
08. Faceless God
09. Birth of Chaos
10. The Watcher

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JAY

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Angra - Fireworks [1998]


Os dois primeiros álbuns do Angra tiveram uma forte influência da música brasileira. De forma magistral, o quinteto conseguiu deixar o som com várias pitadas regionais sem perder o peso do metal que praticavam. E no segundo álbum, "Holy Land", essa tendência se tornou ainda mais marcante. Mas no álbum dessa postagem, a coisa muda um pouco de figura.

"Fireworks" é o terceiro full-length do Angra e a formação original estava a todo vapor - os músicos estavam sido reconhecidos cada vez mais por suas habilidades e o grupo estava com fama ascendente. Com a criatividade nos ares, esse disco trouxe uma abordagem um pouco diferente dos antecessores.

A sonoridade do disco traz um peso muito mais descarado que seus antecessores. Todas as músicas, do começo ao fim, são pesadas, até mesmo as canções de andamento mais lento e menos pesado. Explora-se menos dos ritmos tupiniquins e, apesar de ainda muito diferenciada, o Angra soou como uma banda de Heavy Metal direto.



Ainda há a ênfase, todavia, nas melodias. Isso não mudou, já que o som continua melódico, com aqueles clássicos refrães que crescem e com arranjos muito bem trabalhados. Todos os envolvidos mandaram muito bem, o que é de praxe nos registros do conjunto, mas o brilho dessa vez ficou, particular e principalmente, para as guitarras de Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt.

Infelizmente, a formação original se desmanchou após a turnê de divulgação do disco, um ano após o lançamento, com a saída de Andre Matos, Luís Mariutti e Ricardo Confessori. Os motivos principais estão nos desentimentos com o empresário Antônio Pirani. Mas, pra um álbum de despedida dessa line-up, "Fireworks" cai como uma luva. Entre os destaques, constam a paulada de abertura Wings Of Reality, a grudenta Lisbon, as pesadas Speed e Metal Icarus e a excelente semi-balada que é a faixa-título.



01. Wings Of Reality
02. Petrified Eyes
03. Lisbon
04. Metal Icarus
05. Paradise
06. Mystery Machine
07. Fireworks
08. Extreme Dream
09. Gentle Change
10. Speed

Andre Matos - vocal, piano, teclados
Kiko Loureiro - guitarra, violão
Rafael Bittencourt - guitarra, violão, viola
Luis Mariutti - baixo
Ricardo Confessori - bateria, percussão

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by Silver

domingo, 17 de abril de 2011

Helloween - High Live [1996]


Se você não sabe o que é sair do fundo do poço e chegar ao topo do mundo, talvez os caras do Helloween da formação que registrou essa pepita podem explicar. Cerca de três anos antes do lançamento de "High Live", o Helloween era uma banda morta. Acabada mesmo. As crises internas geraram o álbum "Chamaleon" que, por mais que tenha muitas músicas boas, é inconsistente e reflete tais crises, que culminaram na saída do falecido baterista Ingo Schwichtenberg e do ainda lendário vocalista Michael Kiske.

Sem contrato com uma grande gravadora, sem um frontman que era um baita de um cantor e sem um baterista que tocava como uma metralhadora, é impossível pensar que uma banda de Heavy Metal poderia se reerguer. Mas se reergueu com os recursos que tinham, com um vocalista infinitamente mais carismático e com um dos bateristas mais habilidosos do gênero em todo o mundo. Apresento-vos a voz de Andi Deris, as baquetas de Uli Kusch e os álbuns "Master Of The Rings" e "The Time Of The Oath", que tiveram êxito comercial, agradaram grande parte dos fãs antigos e conquistaram outros novos.



A fase era tão boa que um registro ao vivo cairia muito bem praquela fase. Daí saiu "High Live", gravado em performances na Itália e na Espanha em 1996 e lançado em áudio e vídeo, ainda no mesmo ano. O vídeo decepciona, pois a edição ficou péssima. Mas o áudio compensa o mau gosto do outro.

Em noite inspirada, os alemães simplesmente botaram abaixo as casas de shows em que se apresentaram. Andi Deris tem uma interação muito forte com a plateia e é dono de uma voz única e inconfundível. A dupla de guitarristas constituída por Roland Grapow e Michael Weikath está afiadíssima e não falham. O também carismático baixista Markus Grosskopf dispara suas matadoras linhas de baixo e o baterista Uli Kusch prova porque é tão cultuado, não apenas segurando o rojão como se exibindo sua criatividade em vários momentos.



Com muita destreza, os caras conseguiram construir um repertório de aproximadamente 90 minutos que não desmotiva o ouvinte nem na hora da linda balada In The Middle Of A Heartbeat. É pancada do começo ao fim. Das dezessesis músicas, apenas quatro são da fase Kiske: Eagle Fly Free, The Chance, Dr. Stein e Future World. O resto é só pedrada da nova fase, que sinceramente, não deve em nada para a antiga.

Entre os destaques, estão a pesada abertura We Burn, a inesperada e magnífica The Chance - vinda do injustiçado "Pink Bubbles Go Ape" -, as grudentas Why? e Power, e a soturna Mr. Ego, composta para o ex-vocalista de uma forma não muito amigável. Confira!



CD 1:
01. We Burn
02. Wake Up The Mountain
03. Sole Survivor
04. The Chance
05. Why?
06. Eagle Fly Free
07. The Time Of The Oath
08. Future World
09. Dr. Stein

CD 2:
01. Before The War
02. Mr. Ego (Take Me Down)
03. Power
04. Where The Rain Grows
05. In The Middle Of A Heartbeat
06. Perfect Gentleman
07. Steel Tormentor

Andi Deris - vocal, violão em "In A Middle Of A Heartbeat"
Michael Weikath - guitarra
Roland Grapow - guitarra
Markus Grosskopf - baixo
Uli Kusch - bateria

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by Silver