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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

The Sonics - Here Are The Sonics [1965]

Muita gente acha que nos anos 60 só tivemos Beatles, Stones, The Who, psicodelia, hippies, paz e amor. Mas, não era só isso que havia. Foi nessa época que nasceu o dito "garage rock", as clássicas bandas de garagem, que faziam um rock cru, direto, agressivíssimo baseado no blues e no rockabilly, não querendo fazer parte de toda aquela festa hippie regada a LSD e muita maconha. Infelizmente, essas bandas acabaram ficando só no underground, mas anos depois, viriam a influenciar praticamente toda a galera do punk rock.

Dessas bandas garage surgidas nos anos 60, o The Sonics foi uma das mais notáveis. Faziam um som baseado no rockabilly e com fortes influências blues COMPLETAMENTE insano. De fato, não eram grandes músicos, mas transmitiam uma energia enorme. Suas músicas eram completamente doidas, rápidas, agressivas e como já falei, completamente insanas. Bateria parecendo uma metralhadora, berros enlouquecidos, guitarras fortes, baixo marcante, saxofone que praticamente grita nos teus ouvidos e um tecladinho frenético. Rock 'n' roll na sua forma mais pura. Alto, enérgico, insano. Enquanto todas bandas preferiam falar de paz e amor, os Sonics optavam por falar de magia negra, drogas e essas coisas. Com certeza todos deveriam achar esses caras malucos.



"Here Are The Sonics" é o primeiro disco da banda e o melhor (na minha opinião, claro). Álbum completamente insano. Fica fácil saber porque não se deram tão bem assim na mídia. O pessoal queria lançar hippies fazendo um som chapado falando sobre paz e amor, não uns caras malucos falando sobre magia negra e fazendo um som completamente agressivo. Não levavam esse tipo de som a sério, mas mal imaginavam que uma garotada, anos depois (ou até mesmo naquela época) iam entender a mensagem que o grupo quis passar.

Bem, o disco abre com a faixa "The Witch", um clássico do garage rock, considerado por alguns até uma das primeiras canções punk rock da história, por ser totalmente insana e agressiva. Depois o disco segue com dois covers, "Do You Love Me?" (uma das músicas mais coverizadas da história, acho que já ouvi pelo menos umas 5 versões dela, e garanto que tem muitas outras!) e "Roll Over Beethoven". "Boss Hoss" e "Dirty Robber" são rock 'n' roll puro, faixas divertidas e que te dão vontade de dançar. Em "Have Love Will Travel" temos uma influência mais blues tomando conta. "Psycho" é um rock 'n' roll divertido e bem simples. A seguir vem a clássicas "Money", também gravada por muita gente. Mas, pra mim, essa versão é especial. Só não perde pra do Trashmen. O disco segue com outro cover, "Walkin' the Dog", que também foi coverizada por uma penca de gente. Depois vem a "Night Time Is The Right Time" uma faixa legal, mas a porrada vem mesmo com a trinca "Strychnine" (regravada pelos Cramps), "Good Golly Miss Molly" (do Jerry Lee Lewis) e "Keep On Knockin'" (uma das 3 melhores do disco). O disco fecha com três músicas "natalinas", muito boas para essa época do ano. Hahaha.

Enfim, pessoal. Baita discão esse, recomendo o download a todos! Sem mais, vai ali nos comentários, copia o link e é claro, se curtir, comente!

01. The Witch
02. Do You Love Me?
03. Roll Over Beethoven
04. Boss Hoss
05. Dirty Robber
06. Have Love Will Travel
07. Psycho
08. Money
09. Walkin' The Dog
10. Night Time Is The Right Time
11. Strychnine
12. Good Golly Miss Molly
13. Keep On Knockin'
14. Don't Believe In Christmas
15. Santa Claus
16. The Village Idiot

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Maurício Knevitz

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Flamin' Groovies - Teenage Head [1971]

Já fazia tempos que queria postar material do Flamin' Groovies na Combe, mas, acabava esquecendo ou deixando pra depois. Mas, hoje decidi trazer pra vocês essa pepita que é o "Teenage Head".

A banda foi formada nos EUA em 1965 e prefiriu não fazer parte da festa psicodélica/progressiva da época, e fazer sim, um rockabilly com algumas influências notáveis de blues. Por serem bem garageiros e fazerem um som bem cru e agressivo pra época, chegaram a influenciar inúmeras bandas punks que viriam a surgir depois. Mas daí, é outra história. A banda acabou em 1992 e deixou 16 registros sonoros oficiais, incluindo EPs, coletâneas e álbuns ao vivo.

Bem, "Teenage Head" é uma obra prima do rock. Sem exageros. Rockabilly garageiro, influências de blues pegando forte e músicas realmente muito bonitas e empolgantes. O disco tem 9 músicas e quase 38 minutos de duração, e é só alegria do início ao fim, sem nenhuma faixa que te faça querer passar ou pensar "véio, que chatice!". Além de tudo, é o álbum mais clássico do Flamin' Groovies, estando no livro "1001 discos para ouvir antes de morrer", livro que cá entre nós, não é muito bom, mas, se não fosse por ele, talvez nunca teria conhecido o Flamin' Groovies (!).



Como já falei, o som aqui é um rockabilly com influência blues forte pegando. Músicas simples, porém geniais. O disco abre bem pra caralho, com "High Flyin' Baby", uma música simplesmente boa pra cacete. Uma das melhores não só do disco, mas como da banda! Depois, vem a lindíssima balada "City Lights", que é de arrepiar os pelinhos do saco mesmo, e olha que não sou lá um fã de baladas! "Have You Seen My Baby?" já é um rockão pra deixar o pau duro de tão foda. "Yesterday's Numbers" também é boa, não deixando a peteca cair e encerrando com estilo o lado A.

Abrindo o lado B, temos a clássica, a sensacional e mais que genial faixa-título, uma das melhores músicas que eu já ouvi na minha vida, sem exageros! Riff sacana, letra muito boa, vocal nervoso, gaitinha malandra no fundo, baixo marcando bem os tempos e bateria simples, porém empolgante. E depois, vem "32-20", com uma pegada totalmente blues/country. "Evil Hearted Ada", é um rockabillyzão foda, que chega até a lembra o Elvis em alguns momentos. "Doctor Boogie" é outro rockão bem na manha capaz de arrepiar até os pelinhos do saco! O disco fecha com a ótima balada "Whisky Woman", mas que, mesmo sendo muito boa, não supera a "City Lights". Mesmo assim, é uma baladaça!

Eu poderia ficar mais horas fazendo criticas positivas pra esse disco, mas, iria perder o dia todo, o texto ficaria enorme e ninguém teria saco de ler, então, já vou parando por aqui, hahaha.

Só vou dizer uma coisa, se você é fã de rock 'n' roll, você PRECISA ter esse disco na sua coleção, pois garanto, após algumas audições, irá se tornar um de seus álbuns preferidos.

01. High Flyin`Baby
02. City Lights
03. Have You Seen My Baby
04. Yesterday`s Numbers
05. Teenage Head
06. 32-20
07. Evil Hearted Ada
08. Doctor Boogie
09. Whiskey Woman

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Maurício Knevitz

terça-feira, 16 de novembro de 2010

The Stooges - The Stooges [1969]

Meu post de hoje é de um disco CLÁSSICO, que dispensa qualquer tipo de comentário. Trata-se do primeiro álbum do Stooges, banda importantíssima para o punk rock, sendo considerada por muitos, como uma das pioneiras do estilo. Não é difícil saber o porque, já que suas músicas são bem simples e agressivas, para a época. Fora a performance deles, que era muito maluca, com direito ao Iggy Pop rolando em cima de cacos de vidro no palco e mostrando a benga pra todo mundo.

Como já falei, esse é o primeiro álbum do Stooges, do ano de 1969. Aliás, ano que também foi lançado "Kick Out The Jams" do MC5, já aqui postado, que também foi um álbum pioneiro e que inspirou bastante os punks de 77, pois, foi um dos primeiros a apresentar uma agressividade sonora incrível com idéias políticas e atitudes rebeldes.

"The Stooges" não mostra muitas idéias políticas no seu conteúdo lírico, suas letras falam de temas mais simples (caminho que os Ramones seguiram), porém o som, é tão agressivo quanto o do MC5. Um som simples, enérgico, agressivo, completamente diferente do que já se havia feito antes. E tudo isso somado as atitudes e vocais do mestre Iggy Pop, uma das figuras mais importantes não só da história do punk mas como da música em si.



A venda dos discos não foi das melhores. Mas, não precisamos nem dizer que a influência que ele teve foi esmagadora, influenciando praticamente todas as bandas punks que iriam surgir nos anos 70, nos EUA, Inglaterra, Canadá, na Europa em geral e até mesmo no Brasil.

O disco já abre bem, com duas faixas arregaçadoras, a épica "1969" e o hino "I Wanna Be Your Dog", talvez a canção mais clássica da banda. Depois, vem a viajante "We Will Fall", seguida de outro hino, "No Fun", coverizada posteriormente por um monte de gente, incluindo os Sex Pistols. Também vale dar destaque as faixas que encerram o disco, "Not Right" e "Little Doll". Não vou destacar as outras porque se não, acabo destacando o disco todo, hahaha. Mas, até nem seria um absurdo, já que esse disco é um clássico e merece ser ouvido do início ao fim.

Por se tratar de um clássico, não só do punk e do garage, recomendo a todos. Mesmo que vocês acabem não curtindo, uma ouvida nesse disco é essencial, pois é histórico. Foi realmente um marco na história da música. Sem esse disco, arrisco dizer, que não ouviriamos muita coisa que ouvimos hoje, pois, direta ou indiretamente, muita coisa no mundo da música, começou a se moldar aqui.

Discasso. Ah, esse post também fecha a discografia do Stooges no blog. Quer dizer, falta o "The Weirdness", mas esse é tão ruim que nem merece ser postado.

1. 1969
2. I Wanna Be Your Dog
3. We Will Fall
4. No Fun
5. Real Cool Time
6. Ann
7. Not Right
8. Little Doll

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Maurício Knevitz

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Johnny Thunders and the Heartbreakers - L.A.M.F. [1977]

Como prometido há um tempo atrás, aqui está pra vocês um álbum do Johnny Thunders and the Heartbreakers, uma das melhores bandas punks americanas dos anos 70.

Formada pelo guitarrista do New York Dolls Johnny Thunders após o término da banda, em parceria do ex-batera Jerry Nolan e Richard Hell, baixista do Television, mas que logo abandonaria o barco para montar o excelente Richard Hell and the Voidoids, sendo subistituido por Billy Rath. Depois, entraria um outro guitarrista chamado Walter Lure para completar o grupo.

Apesar de terem feito um sucesso estrondoso em Nova Iorque, tocando no bar CBGB's (o berço do punk!) nenhuma gravadora queria contratá-los por causa de sua péssima reputação por abusos de drogas. Mas, no final das contas, acabaria dando tudo certo pra eles: Malcom McLaren (R.I.P.), ex-empresário do New York Dolls e que posteriormente "montou" o Sex Pistols, convidaria a banda a ir pra Londres para participar de uma tour com o Damned, Clash e Sex Pistols (essa tour deve ter sido uma anarquia pura!). Na Inglaterra, eles lançam seu primeiro single, com duas faixas: "Chinese Rocks", escrita por Dee Dee Ramone e de início, recusada pelos Ramones por tratar de drogas, e "Born To Lose". Também lá na Inglaterra lançaram seu primeiro e melhor álbum, o clássico "L.A.M.F.", que venho postar hoje.



"L.A.M.F." (sigla que significa "Like A Mother Fucker") foi lançado em 1977 e é um dos maiores clássicos do punk rock setentista. Mostra uma sonoridade bem única, um punk rock enérgico com um pé no rock 'n' roll. Pode-se dizer também que é um "New York Dolls mais macho", já que não conta com muita frescura de influência glam e tudo mais, hahaha.

O disco também é recheado de clássicos, como "Born to Lose", "Chinese Rocks", "I Love You" (que anos mais tarde seria coverizada pelos Ramones no seu álbum de despedida "iAdios Amigos!") e "One Track Mind", por exemplo. Fora essas, também merecem destaque as faixas "Baby Talk", "Get Off the Phone" e "Let Go". Mas, já vou avisando, esse é um daqueles discos onde não se encontra nenhuma faixa ruim. Quer dizer, a única faixa que quando não estou com saco eu passo é a "It's Not Enough", uma balada que ao meu ver não é das melhores, mas nada que cague com o disco, que é um dos melhores álbuns de punk 77 que eu já ouvi. Aliás, esse disco é extremamente viciante! Daqueles que tu chega a ouvir umas 5 vezes no mesmo dia, hahaha.

Então galerinha, feriado na segunda é um porre, e nada melhor do que um punk rock do bom pra animar! Recomendado à todos e mais do que obrigatório para qualquer fã de punk!

01. Born to Lose
02. Baby Talk
03. All by Myself
04. I Wanna Be Loved
05. It's Not Enough
06. Chinese Rocks
07. Get off the Phone
08. Pirate Love
09. One Track Mind
10. I Love You
11. Going Steady
12. Let Go
13. Can't Keep My Eyes on You
14. Do You Love Me?

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Maurício Knevitz

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

The Stooges - Raw Power [1973]

Hoje eu venho trazer pra vocês mais um álbum do Stooges. Esse é o terceiro, que sucedeu o já postado tempos atrás "Fun House".

Os Stooges e Iggy Pop dispensam comentários, afinal, todos já ouviram falar deles ou ao menos do seu líder Iggy Pop e suas loucuras, e além do mais, sabemos também da grandíssima influência que esses caras tiveram pra primeira geração punk, e continuam influenciando punk rockers por aí até hoje.

Mas enfim, "Raw Power", como já falei, é o terceiro disco do Stooges, e com certeza, o mais punk de todos. Músicas rápidas, agressivas, solos que berram em seus ouvidos praticamente, e os berros insanos do lendário Iggy Pop. E ainda podemos notar uma influência de glam rock aqui, por causa dos teclados e letras sexistas, mas nada que faça perder a agressividade, até pelo contrário.

Meus destaques vão para MAIS QUE CLÁSSICA "Search and Destroy", a "balada" "Gimme Danger", a faixa-título e a faixa que encerra o disco, "Death Trip", a música mais longa do disco, porém uma das mais agressivas.

Por fim, "Raw Power" é um dos discos que considero mais importantes para a história do punk e acho ele indispensável na discografia básica de qualquer fã do estilo, pois afinal, as raízes do punk estão aqui. Só depois disso viriam os Ramones, os Pistols, o Clash, o Damned e todo o resto.

1. Search and Destroy
2. Gimme Danger
3. Your Pretty Face Is Going to Hell
4. Penetration
5. Raw Power
6. I Need Somebody
7. Shake Appeal
8. Death Trip

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Maurício Knevitz

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ton Steine Scherben - Warum Geht Es Mir So Dreckig? [1971]

Mais rock alemão aí pra moçada. No final dos anos 60 e no início dos anos 70, os movimentos estudantis contestadores estavam fervendo na Europa. Havia os hippies, aqueles caras pacifistas que protestavam e fumavam seu baseadinho, viviam em comunidades e etc. Mas também haviam os grupos mais radicais e politizados. Na Alemanha, particularmente, a moçada partiu pra ação direta, inclusive com grupos terroristas. Os mais famosos deles foram a RAF (Facção do Exército Vermelho, em português) - e os squatters. No meio disso tudo, a presença do rock foi natural.

Um dos grupos nascidos nesse contexto e que colocou essas idéias e atitudes no seu som foi o Ton Steine Scherben, uma das bandas mais importantes da Alemanha. O som deles é basicamente um rock 'n' roll setentista bem garageiro com influências de blues e letras BEM politizadas. Suas letras politizadas e atitudes como o fato de seus dois primeiros LPs serem independentes, sendo lançados por uma gravadora própria, foi algo que influenciou bastante o punk rock germânico, que viria a surgir mais adiante, com as bandas Big Balls and the Great White Idiot e Male. Além de serem anti-capitalistas e anarquistas, numa época onde a difusão de informações era bem restrita.

Suponho que o Ton Steine Scherben esteja para o punk alemão assim como o MC5 ou o Stooges está para o punk americano. Porém, o descompromisso com a estética visual e o fato de as letras serem em alemão (fato raro na época entre as bandas germânicas) os deixaram à margem do cenário internacional.

"Warum Geht Es Mir So Dreckig?" ("Porque Sou Tão Miserável?") é o primeiro álbum do Ton Stein Scherben, lançado em 1971. Apresenta 9 músicas que tem entre 3 e 6 minutos de duração na sua maioria, e é claro, todas cantadas em alemão e com letras bem politizadas.

Destaques para "Ich Will Nicht Werden, Was Mein Vater Ist", a faixa-título, "Sklavenhändler" e "Solidarität".

Um registro no mínimo interessante, não só para os fãs de punk, para dar uma conferida nas raízes do estilo na Alemanha, mas como também para fãs de rock em geral.

01. Ich will nicht werden, was mein Alter ist
02. Warum geht es mir so dreckig
03. Der Kampf geht weiter
04. Macht kaputt, was euch kaputt macht
05. Einheitsfrontlied
06. Mein Name ist Mensch
07. Sklavenhändler
08. Alles verändert sich
09. Solidarität

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Maurício Knevitz

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

New York Dolls - New York Dolls [1973]

New York Dolls é uma banda que você ama ou odeia, eu no caso, amo. [risos]

Agora sem palhaçadas e falando sério, New York Dolls foi uma banda essencial pro surgimento do punk rock, pois é fato que influenciaram pelo menos 11 de 10 das primeiras bandas punks da história. Formada em 71, a banda teve carreira curta, e também não venderam muito. Porém, influenciaram muita gente muito importante não só pro punk rock, como também pra outros caras de outros estilos. São influência direta de grupos como o Ramones e os Sex Pistols. Aliás, Malcom McLaren, que montou os Sex Pistols, foi empresário do New York Dolls, mas isso lá pelo final da banda. E foi com eles que ele tirou a idéia de montar o Sex Pistols na Inglaterra.

A banda acabou em 1976, quando o movimento punk começava a surgir. Mas, depois, em 2004, voltaram, mesmo com um dos membros principais (o lendário Johnny Thunders, guitarrista, que também fundou o Johnny Thunders and the Heartbreakers) ter morrido. A banda lançou 2 discos com material inédito, o que considero muito legal, porque voltar só pra fazer shows de vez em quando é uma baita putice.

Esse é o primeiro (e melhor) disco da banda, de 1973, e apresenta um som cru, direto e divertido, com óbvias influências glam que podem ser vistas logo no visual gay da banda. Os destaques do disco vão para "Personality Crisis", "Looking for a Kiss", "Trash", "Bad Girl", "Pills" e "Jet Boy".

Disco muito bom e recomendado, as raízes do punk estão aqui!

1. Personality Crisis
2. Looking For A Kiss
3. Vietnamese Baby
4. Lonely Planet Boy
5. Frankenstein
6. Trash
7. Bad Girl
8. Subway Train
9. Pills
10. Private World
11. Jet Boy

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Maurício Knevitz

domingo, 22 de agosto de 2010

The Stooges - Fun House [1970]

Como havia prometido no post do MC5, aqui está pra vocês um álbum do Stooges, lendária banda pré-punk formada em 67 pelo Iggy Pop (considerado por muito o avô ou padrinho do punk), e que lançou 4 álbuns, o primeiro, de 69, que leva o nome da banda, "Raw Power" em 73, "The Weirdness" em 2007 (o pior álbum da banda, muito fraco e sem energia alguma! não deveriam ter voltado se fosse pra lançar isso) e este, "Fun House", de 70, o álbum mais chapado, louco e inconseqüente da banda.

Ao ouvir este álbum eu tenho a sensação de estar fumando um baseado gigantesco, porque esse som te faz viajar bastante, mesmo. Porém é viajante na medida certa, não pense que vai encontrar aqui um daqueles discos que de tão viajantes chegam a ser chato, porque aqui a gente também encontra uma boa dose de agressividade.

O som aqui também não é muito técnico, é bem cru e simples mesmo, aliás, queriam o que? que uma das bandas que são consideradas como avôs do punk fizessem um som trabalhadinho, bonitinho e cheio de frescurites?

Destaques ficam com a faixa de abertura "Down on the Street", "T.V. Eye", "1970" e a faixa-título, "Fun House".

Um puta disco, sem dúvidas, vale a pena o download!

1. Down on the Street
2. Loose
3. T.V. Eye
4. Dirt
5. 1970
6. Fun House
7. L.A. Blues

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sábado, 7 de agosto de 2010

MC5 - Kick Out the Jams [1969]

Como havia dito em outro post (não lembro em qual, mas havia dito de qualquer forma), hoje venho trazer o primeiro (e melhor) álbum do MC5 (sigla que significa Motor City Five). Essa banda foi formada em 64 por Wayne Kramer, Pat Burrows, Rob Tyner, Bob Gaspar e Fred "Sonic" Smith, e foi a primeira banda a unir agressividade musical com idéias políticas. Eu também considero o MC5 como a primeira banda punk da história, ao lado do Stooges (que sim, também vou postar aqui mais adiante), justamente por ter sido a primeira banda a unir agressividade musical com idéias políticas. E também pelo som, que é completamente punk.

Esse aqui foi um dos primeiros (isso se não o primeiro) disco de punk rock da história, gravado ao vivo no Grande Ballroom, em 68 (mas lançado só em 69), e é recheado de palavrões, idéias revolucionárias, discursos, distorções e muito barulho. Esse disco trouxe alguns problemas com a censura pra cima do MC5 e tornava-se comum as apresentações da banda serem interrompidas pela polícia. E a faixa título do disco, que tinha a frase, "Kick out the jams, motherfuckers!" teve que ser alterada para "Kick out the jams, brothers and sisters!". Depois, em 1970, a banda lançou outro álbum, "Back in the USA", porém menos agressivo e com a sonoridade mais voltada ao rockabilly. Mas isso é outra história.

Enfim, "Kick Out the Jams" é um álbum sensacional e obrigatório na discografia de qualquer fã de punk rock e rock garageiro, um disco pioneiro, clássico, absoluto. Destaques para "Ramblin' Rose", "Kick Out the Jams", "Rocket Reducer Nº. 62 (Rama Lama Fa Fa Fa)" e o blues de "Motor City Is Burning".

Baixa logo esse disco e KICK OUT THE JAMS, MOTHERFUCKER!

1. Ramblin' Rose
2. Kick Out the Jams
3. Come Togheter
4. Rocket Reducer Nº. 62 (Rama Lama Fa Fa Fa)
5. Boderline
6. Motor City Is Burning
7. I Want You Right Now
8. Starship

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