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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Opeth - Watershed [2008]


O Opeth vem se mostrando cada vez mais como uma das bandas mais criativas do cenário metálico, principalmente através do seu mais recente lançamento, "Heritage", de que gostei muito. Com uma carreira já sólida na bagagem (o primeiro disco dos suecos, "Orchid", é de 1994), a sonoridade praticada pelo quarteto é algo irrotulável porque as influências são vastas, e vão desde o Hard Rock setentista à Música Erudita.

Esssa variedade de influências musicais faz do som do Opeth algo inexplicavelmente genial e inesperado. E "Watershed", primeiro com o baterista Martin Axenrot, demonstra isso muito bem, com alternâncias entre a velocidade e brutalidade do Death Metal e a calmaria do Folk Metal. O resultado é de uma qualidade acima da média.

A acústica "Coil" é uma das mais simples do registro. Mikael
Åkerfeldt (que também toca violão na faixa) divide os microfones com a agradável Nathalie Lorichs enquanto violinos criam uma atmosfera extremamente melódica e viciante. Já em "Heir Apparent" a paulada corre solta e pela primeira vez no disco Mikael faz uso de guturais; isso apenas na primeira parte da composição. Em "The Lotus Eater", ele mostra sua versatilidade vocal.



"Burden" e "Porcelain Heart" possuem uma melodia bonita e são duas das minhas prediletas. A mistura de violões com guitarras em "Hessian Peel" é notável por criar um contraste belíssimo. "Hex Omega" segue a receita experimental do grupo e encerra com chave de ouro um dos melhores trabalhos dos anos 2000.

Recomendado para quem quer experimentar coisas novas e diferentes. O talento de
Åkerfeldt e seus companheiros, para mim, é inegável; confira você mesmo.



Mikael Åkerfeldt - vocais, guitarras, violões
Fredrik Åkesson - guitarras
Martin Mendez - baixo
Martin Axenrot - bateria

Músicos adicionais:
Per Wiberg - Mellotron, Hammond, piano
Nathalie Lorichs - vocais em "Coil"
Karin Svensson - violino
Andreas Tengberg - cello
Christoffer Wadenstein - flauta

1. Coil
2. Heir Apparent
3. The Lotus Eater
4. Burden
5. Porcelain Heart
6. Hessian Peel
7. Hex Omega

Por Gabriel

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Opeth – Heritage [2011]


Opeth é da Suécia, e isso já é um indicativo de qualidade no mundo do rock.

Michael Åkerfeld formou o Opeth em 1990, e é o principal músico e compositor, assumindo para si, por vezes, a produção dos discos da banda. Único membro remanescente da formação original, é guitarrista, violonista e vocalista de mão cheia, demonstrando um lirismo ímpar nos trabalhos.

Inicialmente, porém, Michael foi recrutado para ser o baixista da banda, que contava com David Isberg nos vocais. O Opeth praticamente não excursionou para promover seus primeiros quatro discos, o que gerou desconfiança por parte do público: será que eles realmente sabem tocar o que gravam?

Mas, atualmente, com uma vasta discografia e três DVDs ao vivo, essa desconfiança caiu por terra e o Opeth se tornou uma das únicas bandas de metal com vocais que não caem na armadilha de alternar entre o lírico e o gutural, e talvez por isso consigo gostar tanto do resultado dos discos.



Como está escrito no site oficial da banda:

“Opeth has spent over two decades steadily amassing a body of work that is at once possessed of a fervent and unrelenting devotion to aesthetic progression (and perfection) while simultaneously scaling the summits of power, mysticism and might aspired to by the group's hard rock forefathers in Sabbath, Purple and Zeppelin.”

Lançado em 13 de setembro de 2011, Heritage é o décimo disco de estúdio dos caras, e o último com o tecladista Per Woberg, que saiu após as gravações. O lirismo e as influências do hard rock inglês setentista estão lá presentes nas composições, mas existe uma criatividade própria, um estilo todo da banda que traz uma lufada de originalidade sobre a colcha da mesmice que cobre os demais representantes do estilo.

A abertura, com Heritage, tem um piano no melhor estilo sonata de Beethoven, irritando aqueles que buscam o imediatismo, que não têm paciência para analisar sistematicamente a obra em seu contexto. Justamente por isso, creio que este é um daqueles discos que devem ser apreciados do começo ao fim como um trabalho único, e não através da ouvida de músicas individuais. Normal, já que o Opeth nunca foi de criar grandes hits.

The Devil’s Orchard é a sequência perfeita. Um riff que utiliza o silêncio como parte do clima abre com chave de ouro a composição. Os timbres dos instrumentos são bem trabalhados, o que dá grande mérito à produção. Os vocais e o Hammond nos remetem sem dó ao Deep Purple dos anos 70.



I Feel The Dark tem violão erudito fazendo a cama para uma vocalização hipnótica, como se estivéssemos diante de um bardo da era pré-renascentista. O desenvolvimento da canção termina em um clima quase prog, meio psicodélico. Me lembrou, em trechos, Capitain Beyond, mas depois essa imagem foi apagada pela grandiosidade da composição.

Slither traz a veia hard da banda, com um super riff blackmoreano de guitarra. Nepenthe traz na sequência a veia shred de Michael e seu parceiro das seis cordas, Fredrik Åkesson. Häxprocess tem ritmos desconexos de bateria, numa levada quase fusion, o que torna difícil qualificar o estilo do disco. Eu qualifico simplesmente como genial.

Aliás, aqui eu flexibilizo o meu ranço com a safra atual do metal (apesar de a banda já ter mais de vinte anos), e aclamo o Opeth como uma das bandas mais criativas do cenário.

Como diz o bom traficante: experimente, você vai gostar...

Track List

1. "Heritage"
2. "The Devil's Orchard"
3. "I Feel the Dark"
4. "Slither"
5. "Nepenthe"
6. "Häxprocess"
7. "Famine"
8. "The Lines in My Hand"
9. "Folklore"
10. "Marrow of the Earth"



Mikael Åkerfeldt (vocais, guitarras, Mellotron, piano)
Fredrik Åkesson (guitarra)
Per Wiberg (teclados, grand piano, Mellotron)
Martin Mendez (baixo)
Martin Axenrot (bateria)


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Por ZOrreiro

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Freak Kitchen – Spanking Hour [1996]


Freak Kitchen é uma das novidades suecas do novo milênio. Mas não apenas mais uma. É um power trio daqueles que trazem novidades à cena mundial.

Se você acha que o último guitarrista inovador que surgiu no mundo foi Tom Morello, está na hora de conhecer o endiabrado Mattias “IA” Eklundh, queridinho da hora da mídia especializada no instrumento e maluquete de plantão (apesar de ser um marqueteiro de primeira categoria). Ele é famoso por tirar sons malucos da guitarra utilizando artefatos não convencionais como vibradores elétricos e escalas temperadas de guitarra (com trastes retorcidos – veja a foto).
Como o JP já resenhou o disco Move e, na resenha, descreveu o som da banda, não pretendo sobrecarregar o nobre passageiro. Eu concordo com absolutamente tudo o que foi descrito, mas acrescentaria que, na loucura do som, tem muito groove e que, somente às vezes – e bem de leve –, lembra Frank Zappa. Então, não vou repetir a dose. Assim, vamos dar uma passadinha rápida na biografia da banda para analisar esse petardo.

A banda foi formada na Suécia, na cidade de Gottemburg, em 1992. Mattias já era conhecido na cena metal escandinava pois havia participado de diversas bandas e era um excelente e não convencional professor de música (carreira essa que desenvolve até hoje). O baixista Christian Gronlund tocava em bandas cover de glam rock, e o baterista Joakim Sjöberg havia integrado anteriormente uma banda de metal juntamente com Mattias chamada Frozen Eyes.



Spanking Hour é o segundo disco do Freak Kitchen. Existe uma maior preocupação em soar mais pop se compararmos com o primeiro, Appetizer, lançado dois anos antes. A banda traz o melhor que um power trio pode oferecer: guitarras bem trabalhadas e cozinha coesa, com muito groove. Os vocais, classifico apenas como bons.

Como destaque do play, a abertura Walls of Stupidity sai longe na frente. Um groove fantástico, riffs matadores, solos inspirados e... refrões ganchudos! Sim, é praticamente uma canção pop com guitarras muito pesadas. O interessante da banda – que fica claro nessa música – é que parece não haver overdubs de instrumentos. Quando a guitarra sola, não se ouve bases de fundo além do baixo. Power trio de verdade e na veia. Excelente!



Inner Revolution é um sambão heavy metal quase panterístico (tente não lembrar de Pantera ao ouvir os riffs). Penso ser o mais próximo de Frank Zappa que o disco conseguiu ser. Jerk é meio adolescente, como se o Justin Bieber formasse uma banda com Diamond Darrel e Steve Vai nas guitarras. Tá, peguei pesado, mas se o Jerk for o próprio Justin, tá valendo a comparação, mesmo que desastrosa. Haw Haw Haw é quase Alice in Chains, soturna e rica em harmonia. Enfim, um álbum eclético.

Um disco para quem está cansado da mesmice que tá rolando na indústria musical e não tem saco para experimentalismos extremos. Recomendado.

Track List

01 - Walls Of Stupidity
02 - Haw, Haw, Haw
03 - Jerk
04 - Taste My Fist
05 - Burning Bridges
06 - Inner Revolution
07 - Lisa
08 - Spanking Hour
09 - Proud To Be Plastic
10 - Dystopia
11 - The Bitter Season

Mattias "IA" Eklundh (Vocais e Guitarra)
Christian Grönlund (Baixo Vocais)
Joakim Sjöberg (Bateria)

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Por Zorreiro

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

After Forever - Invisible Circles [2004]


"Odeio estes moleques que usam camisas de bandas gays". Falei isso, por volta de 2004, pra algum conhecido, após pedir informação para um cidadão que usava camisa do After Forever. O mais interessante é que eu nunca tinha ouvido a banda. Conhecia de nome e tinha ideia do estilo que praticavam. Não tenho dúvida que ainda existe muita gente com o mesmo pensamento infundado. E minha intenção não é mudar a opinião de ninguém, até porque isso é questão imaturidade, e o tempo que ficará encarregado de modificar tais mentalidades radicais (ou não). Veja bem, estou falando de radicalismo que leva a ridicularizar, e não de gosto pessoal.

Indo logo ao que interessa, no primeiro post gótico feito por mim, esclareci que a banda possuía fortes peculiaridades. Pois bem, aqui está outro exemplo. Apesar de não ter mais preconceito em relação a este estilo, tenho total consciência que a maioria das bandas se prende somente às características sorumbáticas, e mesmo aquelas que recorrem às influências clássicas são igualmente fatigantes. O After Forever, no entanto, por optar às nuances voltadas ao Power, Prog e Heavy Metal, agrega elementos mais coléricos e elimina as passagens depressivas.


Invisible Circles é o terceiro full-lenght do grupo e apresenta músicas temáticas em torno da desestruturação familiar e de como isso afeta a vida dos envolvidos, em especial as crianças e adolescentes. A história é construída de modo operístico e narra, da criação à fase adulta, a vida de uma pessoa abusada na infância. Tema curioso, mas não vejo o Metal como um emissor para estes assuntos. No mais, essa história fazia parte do trabalho de pesquisa pessoal de um integrante da banda. Que faça suas filantropias, mas longe da música!

Um dos pontos mais marcantes encontrados neste play é a sinfonia esplendorosa a cargo dos músicos convidados, transitando entre apoteóticas orquestrações e corais muito bem encaixados. Porém a estrela que mais brilha, sem dúvidas, é a deslumbrante Floor Jansen. Inegavelmente, a melhor vocalista do gênero, pois possui uma desenvoltura que vai muito além daqueles insuportáveis vocais fantasmagóricos. E complementando a parte vocal, ainda têm os vocais agressivos de Sander Gommans e os limpos de Bas Maas - ambos guitarristas e principais responsáveis pela violência que contrasta com a sensibilidade forjada por Jansen e o tecladista Lando van Gils.



Depois da curta intro, somos apresentados à "Beautiful Emptiness", que começa como uma típica composição gótica, mas logo ganha contornos adversos à ambientação tristonha desta vertente e se transforma num Heavy Metal progressivo extremamente vigoroso, com as gradações ditando o clímax. A união de vocais macabros e suntuosos traduz o título de "Between Love and Fire", intercalada por um diálogo bem curto que corta um pouco a empolgação. E chegando ao maior destaque, temos "Digital Deceit", um dos maiores clássicos da banda, e demonstra toda a agilidade vocal de Jansen dentro de melodias inspiradíssimas.

O restante das composições enfoca diversas abordagens, algumas acentuam o Power Metal ("Victim of Choices"), outras enfatizam o lado agressivo ("Blind Pain"), e o progressivo é compreendido em "Reflections" e "Life's Vortex". E é com esta diversidade de elementos que Invisible Circles se consolida como um álbum que suplanta os demais trabalhos de Gothic Metal e dá uma visão interessante e criativa para a mistura do assombroso com o extremo, mostrando que os desígnios musicais góticos não são desprezíveis, mas sim, mal trabalhados na maioria das vezes. Exceto o aspecto visual e a mensagem, que serão sempre rejeitáveis. Mas em casos onde a inspiração se encontra fora do comum, não precisa simpatizar com mais nada além da música.



01 - Childhood in Minor
02 - Beautiful Emptiness
03 - Between Love and Fire
04 - Sins of Idealism
05 - Eccentric
06 - Digital Deceit
07 - Through Square Eyes
08 - Blind Pain
09 - Two Sides
10 - Victim of Choices
11 - Reflections
12 - Life's Vortex

Floor Jansen - female soprano vocals
Sander Gommans - guitar, grunts
Bas Maas - guitar, clean male vocals
Luuk van Gerven - bass guitar
André Borgman - drums
Lando van Gils - keyboards

[12 músicos adicionais - não listarei]

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Dragztripztar

sábado, 5 de fevereiro de 2011

John Macaluso & Union Radio - The Radio Waves Goodbye [2007]


Como disse no post do ARK, a banda encerrou as atividades em meio ao início do processo de composição para o terceiro disco. E como o responsável principal pelas composições era o baterista John Macaluso, as ideias maduras foram aproveitadas na sua empreitada solo. Demorou um ano e meio para o processo de composição ser concluído, já que Macaluso tinha em mãos composições Prog na linha do que havia sido feito com o ARK e, para se lançar sob outro projeto, deveria dar um novo panorama à estas ideias.

Unindo sua apreciação pelo vintage e o experimental, Macaluso deu largas à criatividade com a intenção de misturar estes dois elementos. Desfasado de qualquer pressão comercial, o baterista pôde trabalhar estruturas atípicas e métodos vertiginosos que resultam numa mistura do lado experimental do avant-garde mainstream (Radiohead, Björk, Mars Volta e afins) com conduções e concepções próximas aos gêneros Progressivo, Psicodélico e Jazz Rock. Portanto, a sonoridade apresentada em The Radio Waves Goodbye é bem viajante e completamente anti-trends, germinando o chamado "Art Rock".

Agora misture todas as características supracitadas com efeitos, clima mórbido e um trabalho percussivo alucinante, que terás um produto de deixar atônito qualquer pessoa, independente se vai agradar ou não. Principalmente devido o lado percussivo. Quando ouvimos - sem eufemismo - a desgraceira completa que Macaluso faz nesse disco, pensamos em se tratar do Goro tocando bateria. No entanto, o ego do baterista não se coloca à frente das composições. Apesar de demonstrar suas habilidades desmedidas durante todo os sons, o foco principal é o experimentalismo com a estética lúgubre, como já mencionado.



Para transmitir todos estes intentos, o álbum não poderia ser convencional e trazer uma banda fixa. Em vista disso, foram convocados nomes de peso que constam no line-up logo abaixo. As músicas possuem as mesmas características, não espere nada menos do que pura insanidade e aflição com ar desesperador - atributos que podem parecer execráveis e depressivos, mas que aqui se tornam sublimes. Por quê? Bem, fora a atuação sobre-humana do mentor, têm-se ideias extraordinárias de ritmos e melodias, regadas pelas execuções impecáveis dos convidados, fazendo com que esses sentimentos carregados se tornem atrativos.

Quem toca bateria ou aprecia o instrumento, tem a obrigação de conhecer este disco. Aqueles que curtem viagens bem trabalhadas, com um lado moderno e nebuloso, provavelmente ficarão encantados com esta trilha sonora de masmorra. E para os que querem experimentar algo inusitado, é uma boa pedida. Já os que apreciam escutar apenas o que é pré-estabelecido, ou acham que só são válidas as expressões musicais 'coloridas', é recomendado não arriscar em conhecer este play, pra depois não espalhar conclusão comum de mente diminuta.

01 - Soul In Your Mind
02 - Mother Illusion
03 - Prayer Pill
04 - Dissolved
05 - Gates To Bridges
06 - Shimmering Grey
07 - T-34
08 - Starring ''Pain''
09 - Pretzel (Drum solo)
10 - Yesterday I'll Understand
11 - 6 Foot Under Happy Man
12 - Things You Should Not Know
13 - Away With Words

•John Macaluso - Drums (ARK, Yngwie Malmsteen, TNT, Powermad, Riot, KRS-One, George Lynch, Starbreaker, Delmar Brown, Masterlast, Alex Masi, Spread Eagle)

•Vocals - James LaBrie (Dream Theater), Mike Dimeo (Riot, Masterplan), Adrian Holtz (ARK), Don Chaffin (Vox)
•Guitar - Marco Sfogli (James LaBrie), Alex Rastochin (Average White Band), Chris Caffery (Savatage, Trans-Siberian Orchestra), Alex Masi, Jack Frost (Seven Witches, Metalium), Robert Katrickh, Di Muti. Larry Meyer, Nick Chinboukas (Collision)
•Bass - Randy Coven (Yngwie Malmsteen, ARK), Ze Grey (Delmar Brown), Di Muti, Fabrizio Grossi (Steve Vai), Larry Meyer, Gustavo J. Vitureira (Collision)
•Keyboard and Piano - Vitalij Kuprij (Artension, Ring Of Fire), Di Muti, Derrik Weiland (Trans-Siberian Orchestra)
•Strings - Dave Eggar (Evanescence)
•Backing Vocals - Deana Cook, John Macaluso, Don Chaffin, Sue-Z, Donna Macaluso, Laura Macaluso & Kristen Drewes

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Dragztripztar

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Erik Norlander - Into the Sunset [2000]


O currículo extenso de Erik Norlander não deixa dúvida que se trata de um dos tecladistas mais conceituados da atualidade. E o reconhecimento e apreciação de Keith Emerson para com o seu trabalho representam a competência com que domina o instrumento. Se um gênio da história musical o cita como um dos melhores tecladistas da atualidade, qualquer coisa dita contrária será em vão. Diante desse respeito que Norlander possui não tem nada mais justo do que o mesmo mostrar seu trabalho próprio como um tributo aos mestres do passado.

Com esse pensamento, o tecladista americano deu início a sua carreira-solo lançando Threshold em 1997, um trabalho instrumental, sem guitarras e voltado para o Rock Progressivo. E o próximo passo foi trabalhar composições voltadas ao som mais pesado que lhe tornou conhecido tocando com dezenas de músicos, mas principalmente com sua esposa, a coroa charmosa Lana Lane. Dessa forma surgiu Into the Sunset, um grande disco de Progressive Metal que trabalha as estruturas sinfônicas do Emerson, Lake & Palmer na roupagem do Metal, mas com harmonias e compassos sem grandes complexidades.


Não bastasse todo o empenho depositado em Into the Sunset, o álbum ainda traz as participações de vocalistas fenomenais que dão um contraste enriquecedor ao trabalho. A suavidade dos vocais de Edward Reekers e Lana Lane é perfeitamente complementada pelo poder das vozes de Glenn Hughes e Robert Soeterboek. E completando a banda, tem outros convidados ilustres que se destacam com atuações inebriantes ao longo do cd. Como podemos perceber logo no início com a intro seguida da faixa-título, onde a cozinha formada por Tony Franklin e Greg Ellis cria andamentos brutos e cheios de quebradas rítmicas.

Segundo Norlander, a intenção era misturar a sonoridade do velho Progressivo com o que estava escutando muito na época - Rhapsody e Symphony X. E o estilo de composição próximo ao de Luca Turilli é abordado em "Rome is Burning" com os vocais de Glenn Hughes que dispensa elogios. Ouça e tente encontrar adjetivos para descrever mais uma atuação de tirar o fôlego do "Voice of Rock". E na sequência surge "Fly", onde o instrumental segue a linha progressiva do Symphony X iniciada no Twilight in Olympus - até o nível de gravação e os timbres da bateria e da guitarra são praticamente os mesmos!



Quando ouvimos Norlander enfatizando seu trabalho na instrumental "Dreamcurrents" com o sintetizador somado ao orgão parecendo flutuar e criando um ambiente espacial, entendemos a admiração de Keith Emerson e nos juntamos a ele. Mas a maior surpresa está presente em "Lines in the Sand" e "On the Wings of Ghosts" e atende por Robert Soeterboek. Confesso que poucas vezes escutei um vocalista tão desconhecido que me agradasse tanto quanto esse cara. O holandês consegue transmitir uma voz brilhante sem grandes esforços ou técnicas. Sem contar que estas duas músicas são extraordinárias e deixarão os fãs de Progressivo com espasmos, assim como causará tremenda satisfação nos fãs de boa música.

O gênero Progressive Metal, cada vez mais, tem ganhado contornos que deixam de se associar ao Rock Progressivo, basta notar que a maioria dos grupos não tem sequer alguma mínima relação com os registros de King Crimson, Yes, ELP, Pink Floyd, dentre outras. Porém, Into the Sunset cabe nessa definição por colocar os elementos magistrais, mas muito difíceis de engolir, do velho Rock Progressivo dentro dos parâmetros do Metal, se tornando acessível a qualquer ouvido menos exigente. Coisa fina.

01-Sunset Prelude
02-Into the Sunset
03-Rome is Burning
04-Fanfare for the Dragon Isle
05-Fly
06-Dreamcurrents
07-Lines in the Sand
08-On the Wings of Ghosts
09-Hymn
10-Into the Sunset (Reprise)
11-Sunset Postlude
12-Neurosaur (Bonus track)

Edward Reekers - vocal on 2
Glenn Hughes - vocal on 3
Lana Lane and Edward Reekers - vocals on 5
Robert Soeterboek - vocal on 7
Edward Reekers and Robert Soeterboek - vocals on 8
Lana Lane - vocal on 9
Edward Reekers - vocal on 10

Arjen Anthony Lucassen - guitar
Tony Franklin - bass
Greg Ellis - drums
Erik Norlander - keyboards
Cameron Stone - cello

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Dragztripztar

Star One - Live On Earth [2003]


A criatividade do holandês Arjen Anthony Lucassen se reservou por muito tempo ao estúdio. A complexidade de seus projetos, com muitos vocalistas convidados e passagens difíceis de reproduzir ao vivo, inviabilizavam uma turnê. Os fãs lamentavam, já que era excelente a resposta mundo afora aos trabalhos, especialmente do Ayreon, que sempre contou com muitos admiradores, incluindo aí músicos consagrados. Porém, a coisa mudou de figura com a criação do Star One. Direcionado a um Heavy Metal mais direto, possibilitou ao músico imaginar como ficaria em um palco. A dúvida era quem poderia acompanhá-lo nessa idéia.

Entre os instrumentistas, a coisa não foi tão difícil. Ed Warby sempre foi uma espécie de fiel escudeiro de Arjen, tornando-se escolha natural. Peter Vink é uma figura famosa na Holanda, graças a seu trabalho com o Q65, espécie de Beatles local. O novato Jost Van Den Broek completava o time. Aliás, foi ele quem se deu melhor na empreitada, pois foi o que lhe deu um emprego no After Forever posteriormente. Merecido, pois o rapaz toca uma barbaridade. Tudo resolvido nesse aspecto, chegava a hora de escolher as vozes. Aí a coisa devia ser bem criteriosa, já que era necessário preencher uma série de registros e timbres diferentes, substituindo quem gravou tudo nos discos.



Mas Lucassen se fez valer de sua competência e montou um timaço. Russel Allen desembarcou direto dos Estados Unidos e matou a responsabilidade no peito. Robert Soeterboek, com seu estilo mezzo Coverdale caiu como uma luva. As irmãs Floor e Irene Hansen ficaram responsáveis pelos backing vocals, além de algumas incursões como vozes principais. Fechando a escalação, o grande Damian Wilson, com seu talento absurdo. O que esse cara consegue, pegando músicas que não havia gravado e dando sua cara, é algo que beira o inacreditável. Ainda mais se pensarmos que ele fez isso com “Into the Black Hole”, música originalmente gravada por ninguém menos que Bruce Dickinson.

O setlist não se resumiu ao Star One. Sons do Ayreon também foram executados. Obviamente, os menos complexos, já que alguns são definitivamente impossíveis de serem adaptados a uma banda ao vivo. Fica até difícil apontar um destaque. Trata-se de uma obra para se apreciar em sua íntegra. Mas o final à capella em “The Eye of Ra”, com certeza vai fazer qualquer um respirar fundo e arregalar os olhos. Simplesmente um dos momentos mais sublimes que alguém pode ter a oportunidade de escutar. Aliás, sempre que todas as vozes entram em ação juntas o cenário ganha ar de magia. Sincronia perfeita. Coisa de quem tem talento muito acima da média.



Uma curiosidade vai para a capa, que foi feita originalmente para um álbum do Boston, mas acabou não sendo utilizada. Sorte de Arjen, que aproveitou a arte. Live on Earth também foi lançado em DVD, com vários bônus muito bacanas. Entre eles, uma versão para “Space Truckin’”, do Deep Purple, tocada no bis, no maior clima de festa. Vale a pena dar uma garimpada, pois teve edição nacional. Comprei a minha há alguns anos por uma merreca em conhecida loja de departamentos. Viva os apreciadores da música ruim, que fazem essas maravilhas encalhar e ser vendidas a preço de custo!

Arjen Lucassen (guitars, vocals)
Russel Allen (vocals)
Damian Wilson (vocals)
Robert Soeterboek (vocals)
Floor Jansen (vocals)
Irene Jansen (vocals)
Peter Vink (bass)
Ed Warby (drums)
Joost Van Den Broek (keyboards)

Special Guest
Ewa Albering (flute)

CD 1

01. Lift Off
02. Set Your Controls
03. High Moon
04. Dreamtime
05. Eyes of Time
06. Songs of the Ocean
07. Dawn of a Million Souls
08. The Dream Sequencer
09. Into the Black Hole
10. Actual Fantasy
11. Valley of the Queens

CD 2

01. Isis and Osiris
02. Amazing Flight in Space
03. Intergalactic Space Crusaders
04. Castle Hall
05. The Eye of Ra
06. Starchild
07. The Two Gates

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JAY

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Amaseffer - Slaves for Life [2008]


Ao longo do tempo, adquiri certa restrição a bandas que abordam temática cristã. Por alguns motivos, mas principalmente, por notar que os representantes do tal "White Metal" soam pretensiosos demais. Uma ambição cega de querer intelectualizar a música depõe contra o feeling e a musicalidade. Basta notar que a grande maioria das bandas de "White Metal" mistura Prog e Power Metal, cheios de tempos e exibicionismo interminável (alguns exemplos para o juízo não ficar vazio - Stauros, Destra, Treasure Land, 7days...). Tirando da roda as bandas de Metal Extremo que tratam de cristianismo, pois estou me referindo às bandas ditas como "Heavy Metal" nesse meio.

Mas não tenho a intenção aqui de colocar em questão o mérito/demérito dessa minha opinião pessoal (redundância pra enfatizar). O fato é que, não deixo de escutar determinada banda devido a sua temática, conheço os trabalhos das que eu citei no primeiro parágrafo, além de várias outras, pois sempre tive contato com gente da cena "white" da minha cidade, e que, constantemente, me apresentam bandas dessa vertente imaginária. Contudo, o conjunto que estou trazendo foi 'descoberto' por mim, devido a minha caça por materiais do vocalista Mats Levén. Porém, o Amaseffer não é evangélico, muito menos católico, e sim, judeu!

Emergido da costa mediterrânica de Israel, o Amaseffer tem como objetivo narrar a saga de seu povo bíblico e transmitir através do som toda uma atmosfera voltada a sonoridade do Oriente Médio misturada com ambientações a todo instante - gritos, choros, narrativas em hebraico, diálogos, etc. Basicamente, o som apresentado adere ao Prog Metal, no entanto, absolutamente nada remete a qualquer outra banda do gênero, e nem mesmo às características do estilo. Não há duelos de solos, o virtuosismo é nulo, e as inúmeras mudanças de tempo não são mediante variações melódicas/ rítmicas. Portanto, a definição correta de seu trabalho é Oriental Metal, ou até mesmo, Folk Metal.


Tendo em vista que o Amaseffer é tido como Prog Metal apenas porque não se encaixa em nenhum rótulo e compõe músicas grandes e variadas, e o termo Oriental Metal é algo muito vago, fica impossível referenciar ou dimensionar o tipo de música praticado aqui, mas é fácil definir. Como dito, "Slaves for Life" é um trabalho conceitual (primeira parte de uma trilogia que ainda não foi continuada) retratando o velho testamento através de um misticismo sonoro que impressiona. O instrumental desenvolvido com o auxílio de tablas, flautas, coros e orquestrações direcionadas ao som asiático é complementado pelas vocalizações de Levén que em uma única música consegue trasmitir angústia, sofrimento e suavidade, ao passo que os convidados especiais, Angela Gossow e Yotam Avni, determinam as emoções agressivas.

Todas as músicas são acompanhadas por intervenções constantes que climatizam a história, através das nuances já citadas, e vozes sussurradas ou berros ao longe. Apesar de 3 músicas ultrapassarem os 10 minutos, e a maioria ficar entre 6 e 9 minutos, é tudo muito bem pensado, com os diversos elementos se encaixando perfeitamente, conseguindo a proeza de levar o ouvinte pra dentro da história - mesmo aqueles que pouco se importam com a história narrada, como eu. As inúmeras passagens contidas nas composições são facilmente absorvidas e a cada audição soa melhor. Vou destacar apenas as três músicas mais inusitadas; "Zipporah", que conta com vocais femininos como o atrativo principal, transmite uma sensação muito interessante com sua típica sonoridade árabe - é uma das minhas preferidas.

Depois de uma passagem angelical que se equipara a uma canção de ninar, os vocais de Angela Gossow surgem murmurados e estouram de forma tenebrosa, criando um contraste que representa de maneira magistral a conexão do bem e o mal, fazendo céu e inferno colidir em "Midian", produzindo um resultado indescritível. E como último destaque, "The Wooden Staff", que conta com uma voz embargada fazendo uma pregação desesperadora, deixando qualquer mente sã meio atormentada e angustiada. Salientando que estes destaques são pelo lado inusitado, pois todas as outras composições possuem o mesmo nível e contam com arranjos de uma riqueza irretocável que torna impossível ter predileção especial por alguma destas.



Depois de surpreender o mundo com o Orphaned Land e o grupo de Glam Rock, Crossfire, o caótico e retrógrado Israel produz outro grande representante, e, muito possivelmente, o melhor. O Amaseffer consegue contentar qualquer tipo de público, religioso ou não, pois a força de sua música encanta quem não tem a mente fechada - musical e religiosamente -, e oferece uma qualidade ímpar. Slaves for Life pretere os limites da musicalidade ocidental com sua complexidade tragável e mostra que a mesmice do cenário metálico atual não pode ser justificada com a velha máxima: "tudo é cópia, pois tudo já foi criado". E não vou cometer a injustiça de não fazer a menção especial ao mentor deste trabalho, o baterista e compositor Erez Yohanan. Se continuar assim, é sério candidato a gênio dos tempos atuais.

01. Sorrow
02. Slaves for Life
03. Birth of Deliverance
04. Midian
05. Zipporah
06. Burning Bush
07. The Wooden Staff
08. Return to Egypt
09. Ten Plagues
10. Land of the Dead

Erez Yohanan - Drums, Percussion
Yuval Kramer - Guitars
Hanan Avramovich - Guitars

Guest members:
Mats Levén - all lead and backing vocals
Angela Gossow - growl vocals on "Midian"
Kobi Farhi - all oriental vocals
Maya Avraham - female vocals on "Zipporah"
Yotam Avni - growl vocals on "Midian"
Amir Gvirtzman - flutes
Yatziv Caspi - tablas on "Slaves for Life" and "Midian"
Yair Yona - bass on "Zipporah" and "Burning Bush"

Album narrated by Erez Yohanan

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Dragztripztar

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dream Theater - Live At The Marquee [1993]


O reconhecimento mundial com "Images And Words", que permanece como referência na carreira do Dream Theater, era inevitável: o quinteto se consolidou como uma das mais promissoras bandas de Heavy Metal da década de 1990.

A consagração veio quando o público pôde ver os caras em ação nos palcos e comprovar, de perto, a competência dos envolvidos no projeto. Cada vez mais headbangers presenciavam a ascenção do Dream Theater porque agora o conjunto era responsável pela abertura dos shows do Iron Maiden.

Da turnê de divulgação de "Images And Words" foi retirado o registro dessa postagem. "Live At The Marquee" foi gravado em 23 de abril de 1993 num concerto ocorrido no clube Marquee, na capital inglesa de Londres.


Apesar do pequeno número de faixas, o play contém quase 47 minutos de duração. No repertório, tem-se as clássicas "Pull Me Under", "Metropolis Pt. 1" e "Surrounded", além de duas esquecidas canções do debut dos caras, que são "A Fortune In Lies" e "The Killing Hand", e um improviso no instrumental "Bombay Vindaloo", que sequer constava no setlist anteriormente proposto.

A competência já foi relatada, mas vale ser endossada, pois os instrumentistas do Dream Theater não brincam em serviço. John Petrucci esbanjava técnica com coesão nas guitarras, enquanto John Myung ainda tinha um pouco de presença de palco aliada às suas habilidosas linhas de baixo. O batera Mike Portnoy mostra que vai fazer falta com sua presença e criatividade incríveis, e o tecladista Kevin Moore mostra que faz falta desde sua saída com seu senso musical apurado. E James LaBrie ainda demonstrava fôlego.

Vale a pena ter na coleção, ainda mais por se tratar da fase realmente boa do Dream Theater.



01. Metropolis Pt. 1: The Miracle & The Sleeper
02. A Fortune In Lies
03. Bombay Vindaloo
04. Surrounded
05. Another Hand / The Killing Hand
06. Pull Me Under

James LaBrie - vocal
John Petrucci - guitarra, backing vocals
John Myung - baixo
Mike Portnoy - bateria, percussão, backing vocals
Kevin Moore - teclados, backing vocals

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by Silver

sábado, 6 de novembro de 2010

Fates Warning – Rare and Unreleased [2010]

Já deixei claro em inúmeras postagens o quanto admiro o Fates Warning e, principalmente, seus líderes, o vocalista Ray Alder e o guitarrista Jim Matheos. Como sua música é sempre uma boa pedida, acredito que nunca me cansarei de compartilhá-la com vocês. O único problema é que apesar do status que possui na cena metálica mundial, são poucas as raridades relacionadas à banda e canções extras disponíveis por aí. Mas como a preferência da casa é sempre pela qualidade – são raras as vezes que optamos pela quantidade –, aqui está um piratão curtinho, porém valioso.

Com capa feita por mim – opinem! –, Rare and Unreleased tem início com a trinca de canções inéditas lançadas na coletânea Chasing Time, de 1995: “At Fates Fingers” (versão alternativa de “At Fates Hands”, do Perfect Symmetry), um remix de “We Only Said Goodbye” (do Parallels) e “Circles”, canção inédita que fecha o ciclo da melhor época do grupo, que compreende justamente os quatro primeiros discos com Alder nos vocais. Na seqüência temos quatro covers: “Closer to the Heart” (Rush), “In Trance” (Scorpions), “Saints in Hell” (Judas Priest) e “The Sign of the Southern Cross” (Black Sabbath), todas já lançadas anteriormente em albums-tributo às respectivas bandas.

Tão criticado quanto aplaudido, o conceitual A Pleasant Shade of Gray, de 1997, marca presença com um remix de sua “Part II” e uma demo de sua “Part IV”. E como bônus exclusivo para os passageiros do Volks mais rock’n’roll do Brasil, uma versão ao vivo de “Eye to Eye”. Aproveito esta postagem para dizer o quanto me deixa feliz ver que a Combe, mesmo na minha ausência para botar ordem na casa – ou no veículo –, continua a mil. Como diria certo comediante corinthiano que anda vendo o sol nascer quadrado: “Rumo a Tóquio!”.

01. At Fates Fingers
02. We Only Said Goodbye [Remix]
03. Circles
04. Closer to the Heart
05. In Trance
06. Saints in Hell
07. The Sign of the Southern Cross
08. A Pleasant Shade of Gray – Part II [Remix]
09. A Pleasant Shade of Gray – Part II [Demo]
10. Eye to Eye [Live]

O line-up varia de música para música.

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@mvmeanstreet

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ARK - Burn the Sun [2001]



Grupo de Prog Metal encarregado de evidenciar dois grandes talentos noruegueses, que eram desconhecidos do grande público ou ainda não tinham tido a oportunidade de mostrar sua competência. O Ark foi formado no final dos anos 90 pelo guitarrista Tore Østby (Conception, DC Cooper) e o baterista John Macaluso (TNT, Riot, Yngwie Malmsteen) que se juntaram ao extraordinário vocalista Jorn Lande, que até então tinha feito parte de grupos sem grande expressão, mas que ganhou notoriedade depois de gravar com ex músicos do Whitesnake, onde surpreendeu a todos com um vocal que remete demais ao David Coverdale, tanto o timbre quanto a entonação.

Ainda no mesmo ano que foi formado, e como um trio, o ARK já lançou seu debut, que teve uma ótima recepção, mostrando o diferencial de misturar ritmos latinos à música progressiva, além de ter mostrado pro mundo as habilidades quase que inimagináveis do batera John Macaluso, que já havia passado por bandas consagradas, mas nunca tinha tido liberdade de demonstrar suas habilidades, e hoje já é reconhecido como um dos melhores bateristas da atualidade. Nessa época, os músicos dividiam seu tempo entre o ARK e outras bandas, até para manter o projeto como uma via de escape para o experimentalismo.

Porém depois da grande aceitação do primeiro full-lenght, o Ark já demonstrava interesse em se tornar um grupo de fato, e não um simples projeto, para isso foi efetivado mais dois músicos para a gravação do segundo disco, dando um aspecto maior de banda. Assim foram convocados, o baixista Randy Coven (Holy Mother, Blues Saraceno) e o tecladista Mats Olausson (Talisman, Yngwie Malmsteen), que deram contribuições determinantes para fazer de "Burn the Sun", um disco repleto de momentos instigantes, e uma enorme variedade rítmica, com o instrumental, assim como no disco de estréia, sendo conduzido pela "cozinha", que aqui com a adição de Randy Coven ficou ainda mais consistente.

O desempenho de Jorn Lande dispensa comentários, sempre canta com absoluta força e se entrega totalmente à música, criando interpretações cheias de garra, e Tore apavora com riffs pesados e solos cheios de classe, e sempre mantendo referências à música flamenco e latina, ainda que nesse disco, essa parte tenha ficado mais como um elemento de fundo. Outro grande fator a se destacar é a atmosfera das músicas, que dessa vez com um teclado passeando pela sonoridade intrincada, tornou a música do Ark ainda mais completa, mesmo com o teclado não sendo utilizado para solos ou virtuosismos, e sim para criar camas e dá alguns climas aterradores em músicas como "Absolute Zero" e "Torn".



E complementando essa sonoridade majestosa, é colocado como temática, assuntos diversos acerca da destruição humana causada pelo próprio homem, como já é mostrado na música de abertura, "Heal the Waters", que põe a humanidade e suas guerras como assunto reflexivo. Na faixa seguinte, a questão da consciência é colocada em um ponto contraditório, onde é pedido clemência em nome da religiosidade (que como é sabido, é um dos principais fatores de guerras e divergências), mas essa mesmice ideológica é superada por uma música brilhante. "Torn" é uma das melhores composições do Ark, e mostra uma banda que sabe muito bem como explorar o campo progressivo, sem fritações ou exibicionismos, e sendo altamente cativante.

A faixa-título é outro grande destaque do disco, com um refrão marcante e destacando a atuação de Tore, com riffs certeiros tão pesados e com uma distorção meio suja. Além das faixas pesadas e cheias de energia, os momentos de calmaria são igualmente fascinantes, como é possível notar em "Absolute Zero" (que lembra o avant-garde pop atual, como Bjork e Radiohead), e a viciante "Just a Little", que é interessante por mostrar uma banda da Noruega fazendo uma música voltada para o ritmo latino, e cheia de suingue, com violões tramitando pela música flamenco e com todo sincretismo da salsa.

Foi feita uma turnê para esse disco, e ao final dela a banda se separou, provavelmente por Jorn ter recebido o convite de Roland Grapow para formar o Masterplan, o que seria muito mais vantajoso para ele e certamente ia lhe proporcionar um maior reconhecimento (o que acabou acontecendo). Mas a banda começou a ensaiar seu retorno ano passado e sem a presença do Jorn, no entanto foram trabalhadas algumas idéias para o terceiro disco do Ark na época do "Burn the Sun" e essas idéias foram aproveitadas pelo Macaluso em seu trabalho solo, que provavelmente eu trarei aqui algum dia.

Bem, vocês estão diante de uma obra-prima, apenas fechem os olhos e tampem os ouvidos para interpretação própria da banda em cima da abordagem das letras e reflita com seus próprios conceitos o assunto proposto, e sintam a genialidade e riqueza musical contida aqui. Um dos raros momentos do Prog Metal onde a música não é indicada e direcionada apenas para músicos.

P.S: Essa é a versão japonesa com uma faixa bônus.

01. Heal the Waters
02. Torn
03. Burn the Sun
04. Ressurrection
05. Absolute Zero
06. Just a Little
07. Waking Hour
08. Noose
09. Feed the Fire
10. I Bleed
11. Missing You
12. Silent is the Rain (Japanese bonus track)

Jorn Lande - vocal
Tore Ostby - guitar
Randy Coven - bass
John Macaluso - drums
Mats Olausson - keyboards

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Dragztripztar

sábado, 16 de outubro de 2010

Artension - Phoenix Rising [1997]



Formado em 1993 nos Estados Unidos a partir da união do tecladista ucraniano, Vitalij Kuprij, e do guitarrista suíço, Roger Staffelbach, após terem se conhecido na Suíça onde estudavam música (Vitalij focado na música clássica, e Roger no jazz), o Artension nunca conseguiu conquistar tanto destaque na cena do Heavy Metal e nem especificamente do Prog Metal, no entanto acabou por revelar um dos vocalistas mais talentosos da década de 90, e um músico extraordinário que é reconhecido por ser o "tecladista mais rápido do mundo", mas que nem por isso se utiliza da velocidade pra se exibir e fazer os manjados "malabarismos" com o instrumento, criando seus geniais solos e arranjos rápidos com muita propriedade e uma malícia que não se equipara à nenhum outro tecladista do estilo. Isso sem contar o monstruoso Mike Terrana (Rage, Malmsteen, Axel Rudi Pell), que nessa época ainda tava começando a chocar os fãs de Metal com suas torturantes linhas percussivas, e entrou na banda a convite de Kuprij, depois de ter visto algumas de suas apresentações com o Malmsteen.

Apesar de Staffelbach não acompanhar o nível criativo do restante da banda e ter uma atuação tímida no meio de músicos de habilidades espantosas, isso não chega a tirar o brilho da banda visto que as composições e os arranjos são os focos principais da música do Artension, dessa forma, seus riffs crus e simples passa a ser um diferencial que torna ainda mais firme as músicas refinadas do grupo.

O grupo teve um início até certo ponto morno com o debut "Into the Eye of the Storm" [1996], onde se mostraram uma típica banda de Prog Metal, demonstrando mais do mesmo, técnica muito apurada, virtuosismo beirando o exibicionismo, pouco feeling e inspiração. Todavia, isso serviu de amadurecimento e aprendizado para logo no segundo disco registrarem um dos melhores trabalhos do estilo, e mostrando definitivamente ser uma banda diferenciada, lhes acrescentado o que faltava: feeling e inspiração de sobra.

Nesse contexto, o intento básico das bandas de Prog Metal que pode se resumir a um som marcado por virtuosismo excessivo e maçante, exibicionismo individual e total falta de melodia agradável ou feeling apurado, é posto em outros patamares em Phoenix Rising. Certamente é inevitável fugir das características cruciais do estilo, mas a diferença tá na maneira como a banda trabalha essas características, pois conta com 2 compositores que sabem transpor as saturações e compõem sons que trazem tudo que um fã de Prog Metal quer escutar e um algo mais que faz qualquer amante de um estilo pesado e bem feito, também se render ao trabalho dos caras, seja fã de Heavy Metal, Hard Rock ou até o velho Rock Progressivo.

Phoenix Rising foi produzido por Mike Varney do selo Shrapnel Records, que foi o responsável por propor um contrato para o Artension, além de sugerir que a banda até então um grupo instrumental liderado por Vitalij Kuprij e Roger Staffelbach, adicionasse um vocalista, e apresentou alguns para Roger e Vitalij, que ficaram surpresos quando se depararam com John West (Cozy Powell, Royal Hunt, Feinstein), até então um desconhecido vocalista que havia ocupado o posto de um dos vocalistas mais estimados da década de 80, o incomparável Ray Gillen, no Badlands. Embora não tenha gravado nada oficialmente com a banda, chegando apenas a participar de dois projetos pouco antes de sua entrada no Artension, gravando algumas faixas para os discos do Sun Red Sun e o Guest List do Marc Ferrari.

Vitalij e Roger também contribuíram co-produzindo o álbum, que também contou com a participação do guitarrista James Murphy, muito conhecido da cena extrema por ter gravado discos com bandas como Death, Obituary e Testament, e que aqui fez o solo da faixa "Goin' Home", além de ter participado de outros discos do Artension.

O álbum começa pra valer em "Through the Gate", que tem seus momentos de loucura com Kuprij tocando na velocidade da luz, e com a voz brilhante de John West se sobressaindo, amparado em linhas vocais marcantes e um refrão muito bom. E nesse momento, a presença de Staffelbach se mostra bem eficaz e dá um contraste interessante à música do Artension. De um lado Kuprij e Terrana dando demonstrações de técnicas exímias, e do outro lado, Staffelbach e o baixista Kevin Chown segurando a onda, sem pretensões e dentro do processo de composição que é sempre conduzido da mesma forma: Vitalij Kuprij desenvolvendo o instrumental e os arranjos, enquanto John West cria as melodias e linhas vocais.

Depois de uma faixa mais Heavy Metal, óbvio que a banda ia encaixar um som pra balancear, assim surge na sequência, "Valley of the Kings", uma das mais progressivas faixas desse disco, e onde novamente a interpretação de John West arrepia, e os arranjos de Kuprij se mostram muito sofisticados, demonstrando ser indubitavelmente um dos melhores tecladistas de Metal, pois acrescenta uma alta dose de criatividade com arranjos complexos, embora nunca soe "plastificado" e ainda abusa de passagens clássicas ao piano, com bastante sutileza, e que, aliás, cria linhas de piano belíssimas que se destacam ao longo de todo trabalho do Artension.

O disco inteiro vai caminhando nessa linha, algumas músicas mais diretas, como "Blood Brother" (quem diria que uma banda de Prog Metal poderia fazer uma música tão pegajosa como essa?!) e "Into the Blue" (com Kuprij tocando com seus 500 dedos), outras mais introspectivas e arrastadas como a faixa-título, até os derradeiros momentos, por conta da extraordinária "Forbidden Love" e o grande momento do disco, a progressiva "Goin' Home", que é uma das baladas mais lindas que eu já escutei, com melodias deleitosas de piano carregando a música mesmo nas partes mais pesadas, e mais uma atuação de tirar o fôlego de John West, um trabalho impecável dessa dupla que é a alma do Artension.
E fechando o disco ainda temos um instrumental solo de piano, meio perturbador, mas muito bom!

Sem mais, um clássico do estilo e acessível à qualquer um, mesmo os que não simpatizam com o Progressivo (sou um exemplo disso).

01 - Area 51
02 - Through the Gate
03 - Valley of the Kings
04 - Blood Brother
05 - Into the Blue
06 - Phoenix Rising
07 - Forbidden Love
08 - The City is Lost
09 - Goin' Home
10 - I Really Don't Care

John West - vocal
Roger Staffelbach - guitar
Kevin Chown - bass
Mike Terrana - drums
Vitalij Kuprij - keyboards

James Murphy - guitar solo on 9

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Dragztripztar


da esq. para dir.-Vitalij Kuprij, Mike Terrana, John West, Roger Staffelbach e Kevin Chown

domingo, 26 de setembro de 2010

X Japan - Blue Blood [1989]

O X Japan, além de ter sido um dos maiores fenômenos musicais da história do Japão, é uma das bandas mais importantes da minha vida, pois só o que eu ouvi isso, desde 2001 pra cá (quando conheci a banda), não foi brincadeira! haha...

Formado no início dos anos 80, por Yoshiki Hayashi e Toshimitsu "Toshi" Deyama, o grupo passou praticamente a década inteira vagando pelo underground japonês, fazendo shows em lugares minúsculos e apertados, mas carregando a cena que mais tarde viria a ficar conhecida como Visual Kei (que envolve inúmeros estilos de Rock e até de Pop) nas costas e já contando com a genialidade de Yoshiki, que fez com que sua mãe vendesse o negócio da família para abrir sua própria gravadora, a hoje famosa Extasy Records.

Fã de bandas como Kiss, T-Rex, Iron Maiden e também de música clássica e Punk Rock, ele decidiu montar uma banda para fundir todos esses estilos, com a ajuda do seu fiel amigo de infância Toshi, para fazer os vocais. Várias e várias formações passaram ao longo da década, até se firmarem em 1987 junto com o lendário guitarrista Hideto "hide" Matsumoto, o também ótimo Tomoaki "Pata" Ishizuka e o melhor baixista do Japão, na minha opinião, o grande Taiji Sawada, e daí, o lançamento de seu debut, "Vanishing Vision", de forma independente, mas fazendo com que a banda estourasse no Japão, entrando para o ranking da Oricon (uma espécie de Billboard japonesa) e já revelando alguns hits, como "Kurenai", "I'll Kill You" e "Alive".

Mas, o que interessa é o disco de hoje, o incrível, sensacional "Blue Blood", que, sem dúvidas, foi o maior sucesso dos caras e fez com que o Japão inteiro se rendesse ao poder que suas músicas passavam. Fazendo um Power Metal, com várias influências do Speed Metal, Hard Rock oitentista, Glam Rock, música clássica e Punk, os caras conquistaram de vez o público japonês, lotando casas de shows e vendendo muitíssimos discos, impulsionados pelos hits que vieram daqui, como a clássica "Week End", a releitura de "Kurenai", o hino particular "X", a paulada "Orgasm", a progressiva "Rose Of Pain", a alternativa "Celebration" e as baladas "Endless Rain" e a também releitura de "Unfinished", sendo mais longa que a do primeiro disco.

E, aquela mistura que citei antes dá muito certo por aqui, já que em meio à bateria insana de Yoshiki, com direito a pedal duplo e tudo o mais, temos arranjos clássicos, com solos de guitarra muitíssimo bem feitos, além dos riffs esmagadores de hide e Pata, o baixo cheio de presença de Taiji, que esbanja técnica e criatividade por aqui. Ainda temos também as baladas, com o piano de Yoshiki extremamente bem tocado, mostrando que, o cara além de um grande baterista, também se entende muitíssimo bem com o piano. Os vocais inconfundíveis de Toshi também marcam uma ótima presença, mostrando que ele é um dos melhores vocalistas não apenas do Japão, mas de todo o mundo.

Bem, galerinha, se vocês querem um bom disco de Heavy Metal, com extremas variações musicais, aqui está um grande! Discasso, vale o download!


Toshi - Vocals
hide - Lead guitar
Pata - Rhythm guitar
Taiji - Bass
Yoshiki - Drums/piano


1. Prologue ~ World Anthem
2. Blue Blood
3. Week End
4. Easy Fight Rambling
5. X
6. Endless Rain
7. Kurenai
8. Xclamation
9. Orgasm
10. Celebration
11. Rose Of Pain
12. Unfinished


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Bruno Gonzalez



domingo, 12 de setembro de 2010

Dream Theater - Images And Words [1992]


Como muitos já devem estar sabendo, o baterista Mike Portnoy, fundador e considerado líder do Dream Theater, anunciou que deixaria seus companheiros na última quarta-feira, 8. Portnoy alegou cansaço e desgaste no que tange a banda, além de maior satisfação com os outros projetos que assume no momento - por exemplo a sua entrada no Avenged Sevenfold. Categoricamente bizarro, mas num momento como esses, na minha opinião vale a pena dar atenção para ALGUNS discos de seu antigo grupo - entre eles, o que será abordado nessa postagem.

Após gravarem o debut "When Dream And Day Unite", o vocalista Charlie Dominici foi despedido, por conta de diferenças pessoais e profissoinais. Os integrantes remanescentes continuaram compondo e fizeram uma grande seletiva, envolvendo cerca de 200 vocalistas. O escolhido por definitivo foi o canadense James LaBrie. Com ele, assinaram com a ATCO Records (subdivisão da Elektra Records que tinha, entre outras atrações, o Pantera em seu cast).

"Images And Words" foi o primeiro fruto disso. Foi gravado entre outubro e dezembro de 1991 nos estúdios BearTrack de Nova Iorque e lançado em julho de 1992. Trata-se de um marco na história do metal progressivo, que já tinha expoentes como Fates Warning e Queensrÿche, mas que sempre apresentavam elementos mais puxados para o Heavy Metal, Hard Rock e Power Metal.

Ao longo dos 57 minutos de duração, a bolacha apresenta composições diferenciadas que serviriam como verdadeiros exemplos a serem seguidos pela trajetória do grupo - que nunca conseguiu repetir a inspiração canalizada nas oito faixas aqui presentes, mas sempre reconheceu sua importância.

Da esquerda para a direita: Kevin Moore, John Myung, James LaBrie,
uma estátua (risos), Mike Portnoy (mais risos) e John Petrucci

Não é complicado notar que o disco tem um dos instrumentais mais rebuscados do gênero, não sendo a toa que os integrantes do Dream Theater tenham tanto respeito em suas áreas. John Petrucci despeja ótimos riffs e harmonias elaboradíssimas, além de solos que, mesmo rápidos, conservam feeling. John Myung traz linhas de baixo muito habilidosas e rebuscadas. Mike Portnoy alia técnica à criatividade de forma soberba com suas baquetas, sendo o músico mais destacado por aqui para quem vos escreve. Kevin Moore, também criativo tecladista, mostra que suas contribuições líricas e melódicas fazem a diferença em comparação aos sucessores de 1994. Tudo isso dá terreno para que o estreante James LaBrie brilhe e se consolide de vez no quinteto fritante.

A repercussão foi além do que se esperava. O play chegou à 61ª posição nas paradas norte-americanas e emplacou "Pull Me Under" nas rádios rock e na MTV (por incrível que pareça), além de ter angariado bastante sucesso na terra do sol nascente. Estima-se que tenha vendido um milhão de cópias em todo o mundo, sendo mais de meio delas nos Estados Unidos, onde o grupo obteve disco de ouro.

Destaques para a progressiva "Metropolis Part I: The Miracle And The Sleeper", para as pauleiríssimas "Pull Me Under" e "Take The Time" (minha favorita dos caras até hoje) e para a balada "Another Day" - com direito à solinho de saxofone e tudo o mais. Vale a pena ter na coleção.

01. Pull Me Under
02. Another Day
03. Take The Time
04. Surrounded
05. Metropolis - Part 1: The Miracle And The Sleeper
06. Under A Glass Moon
07. Wait For Sleep
08. Learning To Live

James LaBrie - vocal
John Petrucci - guitarra
John Myung - baixo
Mike Portnoy - bateria, percussão
Kevin Moore - teclados

Músico adicional:
Jay Beckenstein - saxofone em 2

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by Silver

sábado, 11 de setembro de 2010

Sacred Warrior - Master's Command [1989]

Para levar coisas positivas a vocês, caros leitores da Combe, agora vai uma banda de Power/Prog. Metal dos Estados Unidos, que manda uma sonzeira incrível, com vocais ao melhor estilo Queensrÿche, instrumentais melódicos e progressivos e letras cristãs.

Estou falando do Sacred Warrior, uma das minhas bandas favoritas do meio do chamado "White Metal", e ganhou fama no circuito no fim dos anos 80 com este disco que trago-lhes hoje, que contém as principais músicas de sua carreira, embora o primeiro disco "Rebellion" seja considerado o melhor pelos fãs.

Sua história iniciou-se como uma banda não-cristã, já que seus integrantes foram convertidos à religião após o lançamento do debut, mas a proposta sempre foi a mesma, de fazer um som mais técnico e cheio de complexidade. Eles frequentemente são comparados ao Queensrÿche, devido aos vocais do grande Rey Parra, que são muitíssimo parecidos com os de Geoff Tate. Eles também são comparados ao Iron Maiden, quase que sempre.

"Master's Command", como já disse, foi o disco que lançou os caras na mídia, fazendo com que músicas como "Beyond The Mountain" e a belíssima balada "Unfailing Love" se tornassem bem reconhecidas principalmente por suas execuções ao vivo, que tornam-se épicas e cheias de feeling, próprias para se viajar bastante.

A sonzeira é um Power/Prog extremamente bem feito, com muitas influências do Hard Rock e do Heavy tradicional, tudo isso com um grande diferencial, que é o fato das músicas não serem ENORMES, como a maioria das músicas do estilo são, numa média de 4 minutos por música, o que dá para se viajar bastante, e não ficar o tempo todo na mesma coisa.

Chegando aos destaques, além das já citadas, posso mandar facilmente músicas como "Evil Lurks", "Bound In Chains", "Paradise", "Onward Warriors", e famosíssima "The Flood", que conta com um dueto vocal com Roger Martinez, da banda de Thrash Metal Vengeance Rising e a perfeita "Holy Holy Holy", que é uma ótima música, com um trabalho instrumental incrível e uma belíssima letra, fechando o álbum com chave de ouro e deixando aquele gostinho de quero mais.

Enfim galera, se vocês curtem um bom Metal Cristão, música "positive", ou simplesmente um bom Heavy Metal, aqui está um grande álbum de uma grande banda, que com certeza vai te fazer apaixonar, independente de credo.

Rey Parra - Vocals
Bruce Swift - Guitars
Steve Watkins - Bass
Joe Petit - Drums
Rick Macias - Keyboards

1. Intro
2. Master's Command
3. Beyond The Mountain
4. Evil Lurks
5. Bound In Chains
6. Unfailing Love
7. Paradise
8. Uncontrolled
9. Many Will Come
10. Onward Warriors
11. The Flood
12. Holy Holy Holy

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Bruno Gonzalez

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Queensrÿche - Empire [1990]



Após o inigualável "Operation: Mindcrime", em que ganhou público e crítica com seu metal progressivo de excelente qualidade (apesar das baixas vendagens), era a hora de definitivamente gravar de vez o seu nome na história do Metal. Apesar de ser uma missão praticamente impossível superar a obra-prima lançada anteriormente, eles conseguiram gerar um disco espetacular, atestando de vez de que realmente entendiam daquilo que estavam fazendo. Muitas vezes isso é motivo de discordância entre alguns fãs, mas podemos colocar o sucessor "Empire" no mesmo nível que seu antecessor, apesar de ser muito mais acessível, e que acabou sendo o maior êxito comercial da banda.

Apesar de alguns momentos o disco contar histórias, não espere um disco conceitual como o Operation, o que mostraria outra característica que eles teriam como marca registrada, a imprevisibilidade, se reinventando a todo momento, mas não perdendo a qualidade. E mesmo sendo muito mais acessível, "Empire" se mostra imperdível. Para iniciar temos a empolgante "Best I Can", com uma letra sensacional, que retrata um rapaz que ficou paraplégico devido a um acidente com uma arma quando criança, mas que mesmo deficiente não perde a gana de lutar pela vida, e nem de querer ter a ambição de ser o melhor naquilo que faz.

E o disco ainda nos reserva grandes momentos, muitos destes flertando com o Hard Rock que estava em voga na época. "Jet City Woman" seria o primeiro destes, contando com Eddie Jackson inspiradíssimo, que assim como no restante do álbum, entrega linhas de baixo elegantes e perfeitas, talvez em sua mais presente e melhor atuação em toda a discografia do Queensrÿche. "Another Rainy Night (Without You)" é uma baita power ballad, essa ainda mais com elementos do hard e um trabalho perfeito da dupla DeGarmo e Wilton. "Hand On Heart" também segue a mesma linha e com um baita refrão, sendo mais uma das brilhantes canções deste registro.




Mas também temos o lado mais progressivo do registro, com a respeitável paulada "Empire" e interpretação sensacional de toda banda e com Tate cantando muito, mostrando que eles não tinham esquecido suas origens. "Resistance" nos dá mais um excelente trabalho de guitarras e um baixo perfeito a cargo de Jackson, principalmente na ponte antes do refrão e deixa claro o ótimo momento pelo qual a banda toda passava, e finalizando a trinca mais progressiva temos a não menos empolgante "One and Only", sendo mais arrastada que tudo do que foi apresentado até agora e a canção mais viajante de todo o disco.

E deixei intencionalmente por último as duas canções mais emocionantes desse grande disco. A balada "Silent Lucidity" é o maior sucesso de toda a carreira deles e se tornou um clássico, mostrando toda a versatilidade de Tate, cantando em um tom mais abaixo que ele comumente canta, dando uma dramaticidade ímpar na interpretação da mesma, sem falar de toda melodia que permeia essa música, com um belo arranjo de cordas. "Anybody Listening?" fecha esta pérola com chave de ouro, com sua letra espetacular, em que Tate mais uma vez rouba a cena e se sobressai, mostrando o grande intérprete que é.

Um grande disco de uma banda que estava em seu momento mais inspirado, que faz que esse registro seja essencial em sua coleção.

1.Best I Can
2.Thin Line
3.Jet City Woman
4.Della Brown
5.Another Rainy Night (Without You)
6.Empire
7.Resistance
8.Silent Lucidity
9.Hand On Heart
10.One & Only
11.Anybody Listening?


Geoff Tate - Vocais, Teclados
Chris DeGarmo - Guitarras, Violão, Guitarra Slide, Teclados, Backing vocals
Michael Wilton - Guitarras, Backing vocals
Eddie Jackson - Baixo, Backing vocals
Scott Rockenfield - Bateria, Percussão

Músico Convidado:
Michael Kamen - Arranjos Orquestrais

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By Weschap Coverdale

domingo, 15 de agosto de 2010

Fates Warning – A Pleasant Shade of Gray [1997]

Trabalhar no Centro do Rio tem suas vantagens. Desde que comecei no novo emprego, minha coleção de CDs vem aumentando bastante graças aos saldões e ofertas. Na última sexta-feira comprei três CDs por cinco reais cada – um deles foi este aqui, que a princípio, eu nunca havia parado pra escutar direito.

Lançado em 1997 sob o selo Metal Blade Records, A Pleasant Shade of Gray é o oitavo trabalho do Fates Warning. Trata-se de um álbum conceitual de uma única música dividida em 12 partes. O responsável por esta obra-prima não poderia ser outro se não o genial guitarrista Jim Matheos, que compôs letra e música, sozinho em sua casa, em New Hampshire, assim que a banda encerrou a turnê de 1994.

Em oposição aos comerciais Parallels (1991) e Inside Out (1994), A Pleasant Shade of Gray apresenta um Fates Warning mais amadurecido musicalmente; sem medo e a fim de experimentar. Sintetizadores predominam ao longo dos 54 minutos do play, que traz também elementos atmosféricos típicos da New Age, influências do rock progressivo dos anos 70 e inúmeras passagens que se reportam ao, na época impopular, New Metal.

As letras – ou seria a letra? – tratam de sentimentos como arrependimento, desapontamento e pesar ao mesmo tempo em que indicam na auto-reflexão uma saída. Para que a proposta seja bem assimilada, Ray Alder dá um show a parte com seu registro vocal sempre incontestável e suas interpretações dignas de botar o, na minha opinião superestimado, James LaBrie no bolso.

Outro ponto enriquecedor são as colaborações do Armored Saint, Joey Vera no baixo e do ex-Dream Theater, Kevin Moore nos teclados, trazidos para suprir as ausências de Joe DiBiase e Frank Aresti, que deixaram a banda em 1996. Vale ressaltar que a química que rolou com o baixista convidado foi tão grande que, em 2000, Vera tornou-se membro oficial do Fates Warning.

Discão em todos os aspectos, A Pleasant Shade of Gray deu início a um novo capítulo na história do Fates Warning – indiscutivelmente, um dos maiores nomes do metal progressivo mundial na atualidade. E pensar que eu paguei apenas cinco reais por este trabalho brilhante...

01. Part I
02. Part II
03. Part III
04. Part IV
05. Part V
06. Part VI
07. Part VII
08. Part VIII (Instrumental)
09. Part IX
10. Part X (Instrumental)
11. Part XI
12. Part XII

Ray Alder – Vocais
Jim Matheos – Guitarras e sintetizador
Mark Zonder – Bateria e vocais adicionais
Joey Vera – Baixo
Kevin Moore – Piano e teclados

Músicos adicionais:
Bill “shoot me” Metoyer – Vocais adicionais
Lydia Montagnese – Vocais adicionais
Terry Brown – Vocais adicionais
Lindsay Matheos – Vocais adicionais

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Segundo a minha mãe: “nossa, que homem lindo!”

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