Lembre-se

Comentar em alguma postagem não irá lhe custar mais do que alguns segundos. Não seja um sanguessuga - COMENTE nas postagens que apreciar!

Os links para download estão nos comentários de cada postagem.

Acesse: www.vandohalen.com.br
Mostrando postagens com marcador # Punk Rock. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador # Punk Rock. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de outubro de 2011

Ultraje a Rigor - 18 Anos Sem Tirar! [1999]

Embora muitos tenham odiado a postagem do Planet Hemp, resolvi trazer outra banda do cenário brasileiro, mas essa, creio eu, ser bem mais querida que Planet Hemp, por isso está aqui um ao vivo de um dos grupos de maior renome e importância no cenário do rock brasileiro.

O pessoal com mais de 20 anos que aparece aqui no blog, sem dúvida conhece Ultraje a Rigor, sem contar que a banda fez parte da juventude de vários pais (pelo menos fez parte da juventude dos meus pais). No ano de 1983, o sucesso já estava chegando à banda liderada pelo Roger Moreira. Mas foi mesmo com o lançamento do LP "Nós Vamos Invadir Sua Praia" em 1985 que o grupo estourou no Brasil. Mas, vamos passar alguns anos a frente.

Chegando na época em que a censura acabou, ano de 1989, a polêmica chegou junto para o Ultraje a Rigor com a música Filha da Puta, música que o grupo fez, principalmente, para comemorar o fim da censura. E devido a essa polêmica que envolveu o grupo, suas músicas não tocaram em nenhuma rádio, muito menos passaram na televisão. Com isso, o álbum "Crescendo" não conseguiu muita divulgação, o que era realmente ruim para a banda.



Após alguns outros lançamentos, em 1993, o sexto disco, chamado "Ó!" chega nas lojas. A gravadora do Ultraje na época era a WEA, e esse seria o último lançamento da banda com essa gravadora, que depois seria substituida pela Deckdisc. O contrato com a WEA terminou devido a situação já ruim que a banda tinha com ela e para piorar e causar de vez o fim desse contrato, o disco "Ó!" foi ignorado pela gravadora.

Mesmo assim, em 1995, o grupo de São Paulo ainda estava na mídia. O clipe da música "Acontece Toda Vez que Fico (Apaixonado)" estava sendo bastante exibido nas telinhas da MTV. E enfim chegamos no ano de 1999, onde surge uma novidade. Um disco ao vivo com o nome "18 Anos Sem Tirar!". Gravado em um apresentação realizada no Paraná no ano de 1996, é lançado, junto com as 17 faixas ao vivo, mais 4 inéditas realizadas em estúdio mesmo.

Quando sobem nos palcos, a banda se mostra mais do que incrível. Com solos bem trabalhados, arranjos de fazer "cair a boca", bateria forte, as vezes nervosa e um baixo na medida emendados com um vocal que se encaixa perfeitamente no som que eles fazem. Assim o Ultraje a Rigor levanta sua platéia tocando sucessos como "Ciúme", "Nós Vamos Invadir Sua Praia", "Pelado", "Inútil" e muito mais.

Não poderia deixar de conferir um ao vivo de uma das bandas que mais adimiro no cenário brasileiro, do mesmo jeito que você não deveria deixar de conferir também.


1. Nada a Declarar (estúdio)
2. O Monstro de Duas Cabeças (estúdio)
3.Preguiça (estúdio)
4. Giselda (estúdio)
5. My Bonnie (ao vivo)
6. Filha da Puta (ao vivo)
7. Zoraide (ao vivo)
8. Independente Futebol Clube (ao vivo)
9. Ciúme (ao vivo)
10. Volta Comigo (ao vivo)
11. Eu me Amo (ao vivo)
12. Mim Quer Tocar (ao vivo)
13. Sexo!! (ao vivo)
14. Pelado (ao vivo)
15. Eu Gosto de Mulher (ao vivo)
16. Inútil (ao vivo)
17. O Chiclete (ao vivo)
18. Marylou (ao vivo)
19. Nós Vamos Invadir Sua Praia (ao vivo)
20. Rebelde Sem Causa (ao vivo)
21. Terceiro (ao vivo)

(Link nos comentários - Link on comments)



Roger Moreira - Vocals, Guitar
Flávio Suete - Bateria, Vocals
Mingau - Baixo, Vocal (nas canções de estúdio)
Serginho Petroni - Baixo, Vocals (nas canções ao vivo)
Heraldo Paarmann - Guitar, Vocals

By Lucas

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Toy Dolls - On Stage In Stuttgart [1999]

Toy Dolls nem precisa de muitas descrições. Creio que muitos daqui já sabem sobre a história dessa banda. Não posso dizer que Toy Dolls é uma das bandas que mais adimiro no movimento punk, mas é uma das que mais respeito, pois eles usam o humor para fazer o que gostam: mandar um som barulhento.

O sucesso do grupo não demorou a vir. Após alguns problemas com troca de vocalista, o guitarrista Olga decidiu que ia assumir os vocais e disso já estava vindo a fama para a banda. Com um ano na estrada, a legião de fãs pela região do norte da Inglaterra, a banda iria começar a tocar em outros horizontes.



As críticas que envolviam a banda eram positivas, tanto para os shows quanto para as suas músicas. E ainda havia jornalistas de renome falando muito bem dos Toy Dolls. Mesmo assim, ainda estava díficil o contato com gravadoras boas, já que não era possível sair da região onde sempre tocavam, por isso, com muito esforço e dedicação, arrumaram equipamentos próprios e decidiram fazer um trabalho independente. De toda essa dedicação, saiu um EP denominado Toy Dolls EP que foi lançado em 1981. Depois disso, em pouco tempo mesmo, apenas dois anos, saiu do forno o primeiro LP, uma obra-prima do Punk Rock, a mesma recebe o nome de Dig That Groove Baby.

Mas estou aqui para falar mesmo do segundo disco live lançado oficialmente pelos Toy Dolls. On Stage In Struttgart foi lançado em 1999, e traz uma fase ainda muito boa do grupo. Aqui eles mostram que mesmo com mais de 10 anos de carreira - onde as coisas mudaram - ainda conseguem fazer um som criativo com letras bem humoradas. Sem contar que demonstram uma grande interação com a platéia, sempre tentando ganhar intimidade com seu público. Junto com tudo isso, o "trio parada dura" leva muita energia ao palco e não desanima ninguém com uma apresentação pra lá de boa. São muitos clássicos sendo tocados por aqui, entre elas "She Goes to Finos", "Back in 79", "Nellie the Elephant" e "Dig That Groove". Aqui temos um bom som pra tudo que você quiser fazer, inclusive zoar.

Michael "Olga" Algar (Vocals, Guitar)
Gary "Gary Fun" Dunn (Vocals, Bass)
Martin "Marty" Yule (Vocals, Drums)


01. Dig That Groove Theme Tune
02. The Lambrusco Kid
03. Iddle Gossip
04. Back in 79
05. She's a Leech
06. I've Got Astma
07. Sabre Dance (Khachaturian)
08. She'll be Back With Keith Someday
09. Fisticuffs in Frederick Street
10. Bless You my Son
11. My Girlfriends Dad's a Vicar
12. Yul Brynner Was a Skinhead
13. Wakey Wakey Theme Tune
14. Stay Mellow
15. Eine Kleine Nacht Musik (Mozart)
16. Fiery Jack
17. Alec's Gone
18. I'm Gonna be 500 Miles
19. She Goes to Finos
20. Dig That Groove Baby
21. Raiders of the Lost Ark
22. Cloughy Is a Bootboy
23. Glenda and the Test Tube Baby
24. Dougy Giro
25. Nellie the Elephant

Por Lucas

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sex Pistols - Filthy Lucre Live [1996]

O Punk Rock é meu estilo favorito de música, por isso não poderia deixar de fora um registro ao vivo dos caras que deram um toque melhor na Inglaterra: os Sex Pistols. Uma coisa díficil no momento de escrever sobre essa banda é que sua história não é grande. Foram apenas dois anos na ativa, mas a interferência deles na cultura inglesa foi muito intensa.

No ano de 1970, quando os Sex Pistols estava prestes a se formar, o Punk Rock já estava em alta nos Estados Unidos e na Inglaterra já tinha o Damned, mas eles não eram uma banda que tomava conta da fama por lá, por isso, muitos consideram os Pistols como a primeira banda a ser reconhecida por todos no Reino Unido. E a formação do grupo vocês já devem saber: o empresário Malcom McLaren criou o grupo com objetivo comercial, querendo simplesmente "atacar" a população correta que vivia na Inglaterra e do mesmo jeito que os Ramones, eles traziam um som simples e barulhento, algo que o povo inglês nunca obteve acesso até então.

A formação original da banda tinha Johnny Rotten (Joãozinho Podre (risos)) nos vocais, Paul Cook segurando as baquetas, Steve Jones mandando ver na guitarra e Glen Matlock no baixo. Mas a passagem de Glen na banda foi breve. Os outros membros o expulsaram do Sex Pistols pelo fato de Matlock gostar de Beatles e disso, Sid Vicious que não sabia tocar baixo o substituiu. E com essa formação, é lançado o primeiro e único álbum oficial do grupo: Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols, já postado aqui, aliás.

Mas com a formação original, na qual Matlock estava assumindo o baixo, foi gravado uma apresentação no London's Finsbury Park feita em 1996 e lançada no mesmo ano. O show contém aproximadamente 53 minutos de puro som barulhento, cheio de berros por parte de Rotten, a guitarra muito bem tocada por Steve, a batera barulhenta de Cook e o baixo que não dá pra ouvir de Glen. E tem mais. Nesses 53 minutos, temos os clássicos da banda, como "Bodies", "Anarchy in the U.K.", "Liar", "EMI" e "God Save the Queen".

Esse é um bootleg perfeito para quem quer sair destruindo tudo e mostrando quem é que manda (risos). Sem contar que é um jeito perfeito de ver como os Sex Pistols eram em palco, tão bons quanto em estúdio.

Johnny Rotten (vocal)
Steve Jones (guitarra)
Glen Matlock (baixo)
Paul Cook (bateria)

1. Bodies
2. Seventeen
3. New York
4. No Feelings
5. Did You No Wrong
6. God Save the Queen
7. Liar
8. Satellite
9. (I'm Not Your) Steepin' Stone
10. Holidays in the Sun
11. Submission
12. Pretty Vacant
13. EMI
14. Anarchy in the U.K
15. Problems

Link nos comentários - Link on comments.

domingo, 18 de setembro de 2011

Sublime - Sublime [1996]

O Gabriel não é o único que está começando por aqui, eu também sou novo no blog. Bom, meu nome é Lucas e espero que gostem das minhas postagens e que essa seja a primeira de muitas por aqui. O começo é sempre complicado, então se eu fizer alguma besteira, me perdoem, ok? Ainda mais que postar por aqui requer uma responsabilidade muito grande, mas vamos ver no que dá.

Para minha estréia, escolhi um álbum de uma banda que ainda não tinha aparecido por aqui: Sublime. A banda estadunidense começou sua carreira no ano de 1988 na Califórnia, trazendo uma boa mistura de estilos musicais, entre eles o Punk Rock, Reggae e Ska. Vocês devem estar se perguntando se essa mistura deu certo, e tenho a dizer que melhor impossível. O som que vocês terão com esse álbum, "Sublime", lançado em 1996 é bem chapado, não muito barulhento e de fazer chegar ao delírio. Creio que muitos já ouviram e outros tantos não estão nem um pouco familiarizados com um tipo de som que faz uma grande mistura. Para quem não conhece, está na hora de conhecer, pois arrependimento não terá.

A formação original do Sublime traz Bradley Nowell assumindo os vocais e a guitarra, junto com Bud Gaugh na bateria e percussões e o Eric Wilson no baixo, mas, com uma trágica morte causada por overdose, Bradley deixou sua marca eterna na banda californiana e nos dias hoje, um cara chamado Rome o substitui, mas nunca ouvi algo com essa nova formação, portanto não posso opinar se é boa ou ruim, mas posso dizer que com Bradley, o Sublime fez um dos melhores sons que já ouvi na minha vida.

A grande fama do grupo veio nos anos noventa, tendo boas vendas até o ano de 2009, data no qual resolveram voltar a ativa com Rome, como já disse. Um fato - nada bom - impulsionou as vendas e atraiu os olhares da crítica. Esse fato foi a morte de Bradley por causa da heroína, que repercutiu ao redor do globo terrestre. Além do mais, isso destruiu, desanimou totalmente o Sublime e os membros restantes decidiram encerrar a carreira do grupo, abandonando os fãs com um belo disco. O clássico de 1996 foi lançado após a morte do vocalista, o que fez o grande Nowell ser lembrado pra sempre na história da banda e da música em geral.

Os destaques são vários, desde as canções de Hip Hop como "What I Got" e "April 29, 1992 (Miami)", as que tem o Reggae na veia como "Santeria" e "Burritos" e o Punk Rock dando o que falar na "linda" "Same in the End" e a grande mistura de Reggae, Ska e Punk em "Seed".

Esse é um disco que é impossível alguém não gostar após ouvir, indico sem a menor sombra de dúvidas.

Track:

01. Garden Grove

02. What I Got

03. Wrong Way

04. Same in the End

05. April 29, 1992 (Miami)

06. Santeria

07. Seed

08. Jailhouse

09. Pawn Shop

10. Paddle Out

11. The Ballad of Johnny Butt

12. Burritos

13. Under My Voodoo

14. Get Ready

15. Carres Me Down

16. What I Got (Reprise)

17. Doin' Time

Vocais e guitarra - Bradley Nowell

Baixo - Eric Wilson

Bateria - Bad Gaugh

By Lucas(Link nos comentários - Link on comments)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

The Offspring - Smash [1994]


Quem aqui era adolescente nos anos 90 foi tomado de arrastão por quatro californianos de Huntington Beach, que apareceram de uma gravadora pequena e que quando menos percebemos, já havia tomado de arrastão a MTV e as rádios de rock na época. Lembro que a primeira vez que ouvi "Come Out and Play (Keep 'Em Separated)", fui contagiado com a energia que era transmitida pelo grupo, e me apaixonei logo que de cara pelo som do Offspring, o que segue até os dias de hoje, sendo a minha banda predileta das bandas de pop punk surgidas nos anos 90, talvez por ser a mais agressiva de todas.

O Offspring surgiu em 1984, quando os ainda adolescentes Dexter Holland e Greg Kiesel decidiram montar uma banda, após um show do ainda desconhecido Social Distortion. O guitarrista Kevin "Noodles" Wasserman ganhou o posto no grupo não por sua habilidade nas seis cordas, e sim por ser mais velho que os outros, assim garantindo as bebidas para os outros integrantes. E foi com essa formação, juntamente com o baterista Ron Welty que eles assinaram com a Epitaph Records, cujo o dono é Brett Gurewitz, guitarrista do Bad Religion.



E foi com o lançamento de seu terceiro disco (o segundo com a Epitaph) que o Offspring dominou as rádios da época e as paradas. "Smash" foi unanimidade mundial na época, com público e crítica aclamando o disco, que vendeu 12 milhões de cópias em nível mundial e se tornou o disco lançado por uma gravadora independente mais vendido da história. Alcançou o quarto lugar na parada da Billboard, e permaneceu na lista por 101 semanas. Até os dias de hoje é citado por vários veículos musicais com um dos maiores e mais influentes discos lançados nos anos 90. Não à toa, pois realmente o disco tomou de assalto qualquer um que dizia gostar de rock na época.

O que temos aqui é um hardcore inconsequente e barulhento, praticado por rapazes ensandecidos e fora de si, mas que geraram canções memoráveis e que até hoje em dia tem um poder absurdo. E para mostrar que os moleques eram enjoados, na introdução do disco, ninguem menos que o genial Jello Biafra convida o ouvinte a relaxar e apreciar o registro em "Time To Relax". Mas daí para frente, o que menos fazemos é relaxar, pois a pancadaria começa a comer solto em "Nitro (Youth Energy)", em que o bate cabeça é inevitável, em apenas dois minutos de pura nitroglicerina. "Bad Habbit" começa como quem não quer nada, com apenas o baixo e o vocal de Holland, até virar outro hardcore de primeira, perfeito para um downhill, como tanto gosta nosso amigo de blog Zorreiro.



E daí por diante, o que temos é um desfile de clássicos do grupo, um greatest hits. "Gotta Get Away" começa com uma bateria marcante, que gruda na cabeça e mesmo sendo uma das mais cadenciadas do registro é ainda uma das mais energéticas, música feita para ser hit. A já citada "Come Out and Play (Keep 'Em Separated)" é deveras genial e martela por mais tempo ainda na cabeça, e mostra o porque o mundo foi tomado de assalto na época, com sua mistura perfeita entre o rockabilly e o punk rock. "Self Esteem" é outro grande clássico, e seu inconfundível coro inicial mantém o ótimo nível visto até aqui, e com potencial para ser sucesso. "What Happened To You?" continua de maneira excelente o flerte com o rockabilly e foi outro grande clássico gerado, outra que nasceu para ser hit radiofônico. Apesar de citar apenas algumas, o disco todo é obrigatório, e o nível não cai por nem um segundo.

Esse daqui é um daqueles discos que é obrigatório você ter, e escutar uma vez por mês ao menos, pois a diversão é mais do que garantida. Ainda que tenham feito muito sucesso com o"Americana", este com certeza é a obra prima da banda. A trilha sonora para um bate cabeça descompromissado com os amigos ou acompanhando uma cerva estupidamente gelada.






1.Time to Relax
2.Nitro (Youth Energy)
3.Bad Habit
4.Gotta Get Away
5.Genocide
6.Something to Believe in
7.Come Out and Play (Keep 'Em Separated)
8.Self Esteem
9.It'll Be a Long Time
10.Killboy Powerhead
11.What Happened To You?
12.So Alone
13.Not The One
14.Smash

Dexter Holland - Vocais, Guitarra
Noodles - Guitarra, Backing Vocals
Greg K. - Baixo, Backing Vocals
Ron Welty - Bateria, Backing Vocals

Músicos Convidados
Jello Biafra - Narrador em "Time to Relax" e "Smash"


By Weschap Coverdale

sábado, 18 de junho de 2011

Betty57 - Ilegal, Imoral e Engorda [2011]


O trio paulistano Betty57 foi formado em 2003 e hoje é constituído pelo vocalista e guitarrista Paulo Betty, pelo baixista Jones e pelo baterista Samuel Frade. Não há motivos para me ater aos detalhes "além música" neste texto porque os integrantes foram recentemente entrevistados pelo blog Van do Halen (confira a entrevista clicando AQUI), mas vale lembrar que o lendário Marcelo Nova (Camisa de Vênus) aprovou o som, afirmando que os caras fazem "o rock que eu, você e todo mundo gosta".

Finalmente, após oito anos de estrada, o primeiro álbum de estúdio dos rapazes foi lançado. "Ilegal, Imoral e Engorda" impressiona logo de cara com a capa e o encarte, originais e bem-feitos a ponto de enganar desavisados que irão pensar que a banda é famosa (risos). Mas a surpresa, obviamente, fica por conta do som. O trio apresenta um despretensioso porém digníssimo Rock N' Roll de festa, entrelaçado em influências que vão do trabalho inicial de Beatles e Rolling Stones ao Protopunk e Punk Rock sustentado por nomes como Stooges e Ramones.

Essa salada mista foi aproveitada para gerar um som divertido e que, em vários aspectos, é única - desde os vocais espontâneos e quase desafinados de Paulo até as excelentes linhas de baixo de Jones, que roubam a cena em vários momentos. Valem menções honrosas para as letras descontraídas, para a bateria precisa de Samuel, para os bons backing vocals e para os ocasionais "teclados de cabaré" do saudoso Pedro Pelotas (Cachorro Grande), presentes nas faixas Gokula Rosa Shocking, Uma Garota Legal e Shake Baby Shake.

"Ilegal, Imoral e Engorda" não é um disco para ser analisado, mas para ser simplesmente curtido. Basta a recomendação no encarte, em caixa alta e negrito: "para ser ouvido no volume máximo!". Entre os destaques do play, estão a faixa de abertura Baby Dinamite, a meio punk JJ - em referência à Joan Jett -, e a grudenta Shake Baby Shake.



(Ainda sem o baterista Samuel Frade)

01. Baby Dinamite
02. Lo Lo Lorival
03. Gokula Rosa Shocking
04. Capitão Copacabana E Os Reis Do Qué Qué Qué
05. JJ
06. Uma Garota Legal
07. Betty Bomba
08. Elvis
09. Shake Baby Shake
10. Garotas No Espelho
11. Só Bebe Álcool
12. Carolina, O Que Te Atrai?

Paulo Betty - vocal, guitarra
Jones - baixo, backing vocals
Samuel Frade - bateria, backing vocals

Músicos adicionais:
Pedro Pelotas - teclados em 3, 6 e 9
Mariana Gresta - backing vocals em 3 e 12
Catarina Cicarelli - backing vocals em 3
Shirley Anízio - backing vocals em 3
Mauricião Betto58 - backing vocals em 12

(Links nos comentários - links on the comments)

by Silver

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Rock City Angels - Young Man Blues [1988] + Midnight Confessions: Last Recordings From 1989 To 1992 [2010]



Essa saudosa Combe é lotada de exemplos de grupos que tinham um imenso talento e que vezes por falta de oportunidade e outra vezes por surgirem no momento errado, acabam por não se tornarem conhecidas ou não alcançam o sucesso almejado. Mas que tal uma banda que desde seu início foi sabotada por sua própria gravadora, que tinha como objetivo que a banda contratada não estourasse, para que assim não ofuscasse as maiores estrelas de seu cast?

Isso foi o que aconteceu desde o início com o Rock City Angels, em uma das histórias mais bizarras do rock. A banda surgiu no início dos anos 80, após o vocalista Bobby Boundage e o baixista Andy Panik assistirem ao documentário "The Decline Of Western Civilization", com o nome de "The Abusers". Com um foco inicial no punk com o tempo abraçam o visual glam e inserem uma generosa porção de hard rock a suas composições. Nesse tempo a banda se muda para Los Angeles, conquista uma base de fãs e inclusive conta com Johnny Depp (sim, esse daí mesmo que você está pensando!) na guitarra base. A primeira história bizarra ocorreu com a gerente da gravadora do primeiro lançamento do grupo, Anne Boleyn, recebe ameaças de morte para que desistisse deles, e é informada que a mandante era a gravadora major interessada na banda. Apesar de relutar contra isso, ela acaba por ceder quando seu carro é jogado para fora da estrada.


Com o caminho livre, a banda assina com a Geffen, que era a mesma gravadora do Guns N' Roses. E logo de cara é assinado um contrato de 6,2 milhões de dólares com o grupo. Mas foi aí que começou o inferno astral para eles. Primeiro a nova gravadora exige que Depp seja retirado da banda. Após, tranca a mesma por dois anos em Memphis para a gravação de seu novo disco. Todo esse tempo acaba por gerar boatos de que o objetivo era que o lançamento do disco da banda não ofuscasse o Guns, que na mesma época gravava o clássico "Appetite For Destruction. Mesmo assim a banda lança "Young Man Blues" em 1988, que acabou por fracassar, mesmo com a promoção do clipe de "Deep Inside My Heart" e aberturas de shows para Jimmy Page e Joan Jett.

Tudo ficou ainda pior quando a banda mostrou para os managers da Geffen as novas composições, do disco que seria chamado "Lost Generation", que não agradou e acabou por fazer que a banda sumisse do mapa. Lançaram ainda “Rock City Angels”, que se trata das gravações com sua primeira gravadora e "Use Once & Destroy". Porém no ano passado, dezoito anos depois, as músicas rejeitadas pela Geffen foram lançadas no disco "Midnight Confessions: Last Recordings From 1989 To 1992". E serão estes dois discos sabotados pela gravadora que apresentarei abaixo, nessa história para lá de curiosa.


Young Man Blues [1988]



Uma mistura perfeita entre hard rock, a sujeira do punk e boas doses de blues e southern rock. Essa é a salada musical que o Rock city Angels nos proporciona em seu primeiro disco oficialmente lançado. Quando ouvi pela primeira vez, achei uma mistura do ZZ Top com os vocais do Billy Idol. Algo curioso, mas que deu certíssimo e apresenta uma banda que faz um rock n' roll honesto e pra lá de contagiante. Ao contrário das bandas de hard da época, o som é bem sujo, apropriado para uma boa garrafa de Red Label.



Destaque para a excelente "Deep Inside My Heart", que abre o disco com muita energia. Nesta mesma linha temos as energéticas "Hard To Hold", "Our Little Secret", "Rumblefish" e "Damned Don't Cry", que confirmam que estamos diante de uma banda raçuda, daquelas de beira de estrada, que vai direto ao ponto e sem muita frescura. Sem falar nas baladas, quase todas com o pé no blues, como nas boas "Mary" e "South Of The Border". "Liza Jo" é claramente influenciada pelo Lynyrd Skynyrd, sendo outro grande destaque desse excelente disco. Após a audição, a certeza é de que realmente a banda tinha tudo para fazer sucesso e arrebentar, pois temos qualidade de sobra por aqui.

01. Deep Inside My Heart
02. Hard To Hold
03. Mary
04. Our Little Secret
05. Damned Don't Cry
06. Wild Tiger
07. These Arms Of Mine
08. Rumblefish
09. Boy From Hell's Kitchen
10. Liza Jo
11. Beyond Babylon
12. Hush Child
13. Ya Gotta Swear
14. Rough 'N' Tumble
15. South Of The Border


Bobby Durango - Vocais
Mike Barnes - Guitarras
Doug Banx - Guitarras
Andy Panik - Baixo
Jackie D. Jukes - Bateria

Músicos Adicionais:
Andrew Love, Wayne Jackson, Ben Cauley, Bill McKee - Metais
Jerry Carrigan - Percusssão
Wayne Bennett - Guitarras
Deborah C. Hall, Betram Brown, William Brown - Backing Vocals


Midnight Confessions: Last Recordings From 1989 To 1992 [2010]


Se no primeiro disco temos aquela mistura toda que gera um som único, no registro boicotado pela gravadora o som é mais voltado para o hard tradicional, pórem ainda distante do que as bandas da época apresentavam e carregado de influências setentistas, o que tira um pouco da sujeira apresentada inicialmente. O fracasso de seu disco de estréia com certeza afetou o grupo, pois é perceptível que em alguns momentos eles estão perdidos. Sem falar nas várias mudanças de músicos que aconteceram, onde só o vocalista Bobby Bondage e o baterista Ringo Jukes aparecem em todas as faixas.

Mas nem por isso deixamos de ter música bem construídas e que merecem ser ouvidas. A abertura com "Tear It Up" lembra os tempos de "Young Man Blues". "Shattered Shake", "Heart And Soul" (com Brian Robertson nas guitarras) e "Southern Vision" funcionam muito bem, assim como a linda "2:45", que mais uma vez segue a cartilha Lynyrd de baladas. Não é memorável como o antecessor, mas ainda assim é um bom disco.

01. Tear It Up
02. Looks Like Up
03. Just Can't Love
04. Shattered Shake
05. Midnight Confessions
06. Come Tumblin'
07. Heart And Soul
08. One More Time
09. Rise Above
10. 2:45
11. Right On Time
12. Ten Lonely Nights
13. Cryin' To The Night
14. Southern Vision
15. Sweet Ambition


Bobby Durango - Vocais e Percussão
Mike Barnes - Guitarras (2,4,5,6,12)
Lloyd Stuart Casson - Guitarras
Brian Robertson - Guitarras (7)
Doug Banx - Guitarras (2,4,5,6,12)
Steve Nolan - Guitarras
Andy Panik - Baixo
James Cooper - Baixo (7)
Ringo Jukes - Bateria
Rick Steff - Teclados (2,4,5,6,12)


By Weschap Coverdale

domingo, 5 de dezembro de 2010

GG Allin and the Murder Junkies - Brutality And Bloodshed For All [1993]

GG Allin. Taí um dos meus maiores ídolos. Não pelo fato de que ele comia merda no palco, ficava pelado andando nas ruas ou mijando na platéia. Mas sim por ele ter sido um músico honesto, criativo e que vestiu a camisa do punk até o último dia da sua vida. Sempre acreditou naquilo que escrevia e se contentava em fazer gravações em estúdios precários e shows em pubs fedendo a mijo por puro amor a música. Não ligava pro que os outros pensavam dele, queria apenas fazer o seu som e suas loucuras - isso sim é uma atitude punk, não ficar pichando "A" dentro de uma bolinha e suásticas cortadas por aí. Esse cara sim era punk, ao contrário desses bundões que vejo por aí dizendo que são.

Agora uma coisa digo aos mais frescos e preconceituosos: se vocês ignoram o trabalho do cara simplesmente por suas atitudes do palco, sinto muito, mas vocês não passam de babacas que não conseguem sacar o espírito da coisa.

"Brutality And Bloodshed For All" é um dos mais conhecidos trabalhos do cara, por conter algumas de suas músicas mais conhecidas, como "Highest Power", "Kill Thy Father, Rape Thy Mother" (tem uma letra linda essa! hahaha), "I'm Infected With AIDS (I Kill Everything I Fuck)", "Terror In America" e outras. Além disso, o disco também é um dos mais bem produzidos do GG, levando em conta a maioria dos discos gravados por ele nos anos 80, que tem um produção bem precária (embora não deixe de ser bom).



O disco foi gravado com sua banda de apoio Murder Junkies, que conta com seu irmão, Merle Allin, no baixo. Foi um dos últimos trabalhos que Allin deixou enquanto vivo, pois, mesmo depois de morto, seu irmão continua lançando material dele que não chegou a sair oficialmente. Por ser um dos últimos trabalhos dele, e o cara ter usado e abusado de drogas pesadas e álcool por toda a carreira, a voz de GG Allin se encontra aqui bem deteriorada, mas, acaba combinando com o som sujo e agressivo da banda.

Também foi com o Murder Junkies que suas letras e posturas começaram a ficar mais agressivas. Se antes já eram bastante, imaginem agora! E isso fica notável até pelos títulos das músicas, como a já citada "Kill Thy Father, Rape Thy Mother", e outras letras bastante ofensivas. GG Allin aqui estava muito mais ofensivo do que em qualquer outro momento de sua carreira.

O som é uma mistura entre hardcore e punk rock. Há músicas mais hardcore e mais pesadas, como "Highest Power", "Shoot, Knife, Strangle, Beat and Crucify" (uma das melhores do disco, com o épico refrão "CHAOS, VIOLENCE, REVOLUTION NOW! WE ARE THE REAL ROCK 'N' ROLL UNDERGROUND!"), "My Sadistic Killing Spree", "Terror In America" e "Fuck Off, We Murder". Outras apresentam um punk rock até bem ramoneiro, vide "I'm Infected With AIDS (I Kill Everything I Fuck)", "Shove That Warrant Up Your Ass", "I'll Slice Yer Fucking Throat" e a faixa título. O que chega a ser engraçado, ouvir melodias meio Ramones com um vocal escroto e letras grotescas, hahahaha.

Não vou dar destaques, o disco inteiro é bom, não tendo nenhuma faixa ruim! Altamente recomendado aos fãs de punk rock e hardcore. Ouçam e terão uma aula do verdadeiro punk rock!

1. Highest Power
2. Kill Thy Father, Rape Thy Mother
3. Anal Cunt
4. Raw, Brutal, Rough & Bloody
5. Shoot, Knife, Strangle, Beat & Crucify
6. I Kill Everything I Fuck
7. Shove That Warrent Up Your Ass
8. My Sadistic Killing Spree
9. I'll Slice Yer Fucking Throat
10. Terror In America Listen
11. Fuck Off, We Murder
12. Take Aim & Fire
13. Bastard Son Of A Loaded Gun
14. Legalize Murder
15. Brutality & Bloodshed For All

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Circle Jerks - Group Sex [1980]

Ontem eu postei o debut dos Bad Brains, disco essencial pra quem quer conhecer o hardcore ou já é fã do estilo. Hoje venho postar outro disco tão maluco e importante quanto o "Bad Brains", o "Group Sex", esse, dos Circle Jerks.

Formado em 1979 por Keith Morris, ex-vocalista do Black Flag, o Circle Jerks veio com uma proposta de fazer músicas simples e curtas (em média, pouco maiores que um minuto, se não menos que isso), e com letras bem irônicas, muitas vezes falando sobre sexualidade de uma maneira explícita e debochada, coisa que já se percebe só com o nome do álbum e da banda, que literalmente significa "círculo dos punheteiros" (nome dado as competições de masturbação entre garotos no auge da sua puberdade).

"Group Sex" é o primeiro disco dos malucos e um dos melhores. Na verdade, perde só pro seguinte, "Wild In The Streets", de 1981. Na época que fou lançado, o pessoal ficou apavorado pelo fato do álbum tem 14 música e apenas 16 minutos de duração. Mas isso é hardcore, não precisamos de solos gigantescos e músicas pra encher lingüiça.



Como todo bom álbum de hardcore americano oitentista, "Group Sex" é debochado, tem letras muito boas e um som bastante rápido e agressivo, não à toa que esse é considerado um dos melhores discos de hardcore da história. Vocal maluco, gritos, guitarras e baixo furiosamente rápidos e bateria fudidaça cheia de viradas numa velocidade absurda.

Não vou perder mais muito tempo falando o disco, só vou dar o aviso de sempre: se tiver ouvidos sensíveis e gostar de coisinhas bonitinhas e trabalhadinhas, nem baixe, agora se curtir pogar pra caralho e gritar blasfêmias por aí, baixe agora, se você ainda não tem!

Destaques para "Deny Everything", "I Just Want Some Skank", "Operation", "Wasted", "World Up My Ass", "Don't Care" e "Red Tape", essa última, a mais clássica da banda.

Obrigatório para os fãs de punk e hardcore!

1. Deny Everything
2. I Just Want Some Skank
3. Beverly Hills
4. Operation
5. Back Against The Wall
6. Wasted
7. Behind The Door
8. World Up My Ass
9. Paid Vacation
10. Don't Care
11. Live Fast Die Young
12. What's Your Problem
13. Group Sex
14. Red Tape

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Bad Brains - Bad Brains [1982]

Se não me engano, o camarada Sueco tinha postado esse disco aqui no blog antigo. Mas como o blog antigo foi pro saco e as postagens dele também, e ninguém tratou de postar este disco, venho cumprir essa "missão" hoje, coisa que aliás, deveria ter feito faz muito tempo.

Os Bad Brains foram uma banda de punk rock/hardcore formada em Washington, no ano de 1977. São considerados por muitos um dos pioneiros do hardcore, um estilo que, como todos sabem (ou deviam saber), é uma versão mais agressiva, mais rápida e muito mais inconseqüente do punk rock de 76/77 que viria a florescer no final da década de 70 em solo americano, e que lançaria ao mundo muita merda, mas também, muitas, muitas bandas ótimas.

A banda no início, era um grupo de funk (não, NÃO É O CARIOCA!) e jazz fusion sob o nome Mind Power. O pessoal da banda já tinha uma veia roqueira, então o Sid McCray, vocalista da banda, um belo dia apresentou o punk rock para o resto do grupo. E isso mudou toda a percepção da banda. Eles ficaram realmente fissurados no punk rock, e até mudaram o nome da banda pra Bad Brains, por causa da música dos Ramones que saiu no "Road to Ruin", "Bad Brain". Antes da banda ao menos gravar um material, o vocalista McCray foi substituído por H.R., vocalista que gravou todos os registros da banda. Então assim começava o Bad Brains, uma das bandas mais clássicas da cena hardcore mundial.



A banda conseguiu bastante notoriedade por todos os membros dela serem negros e adeptos da religião rastafari, misturando então, elementos reggae na sua música, além de é claro, fazerem um som completamente doido e INSANO, soando até hoje como uma das coisas mais malucas já feitas na face da Terra. Anos mais tarde, a banda iria "trair o movimento" com o ótimo "I Against I", um álbum que misturava elementos funk com heavy metal e o já praticado hardcore deles. Mas isso é outra história.

"Bad Brains" de 1982 é o primeiro álbum da banda e o disparado o trabalho mais insano que já tiveram. É realmente uma porrada na cara, daquelas que eu realmente não aconselho pra aquelas pessoas com um ouvido mas sensível. Justamente por ser o álbum mais porrada deles, considero o melhor, hahaha.

Apesar de ter alguns som mais reggae pra dar uma "amenizada", o álbum é completamente do caralho, um chute no estômago acompanhado de um soco em cheio na cara. Até os sons mais reggae são bom, vide a "Leaving Babylon". Fora essa, destaco "Sailin On", "Attitude", "Banned in D.C.", "Supertouch and Shitfit", "I", "Big Take Over" e "Pay To Cum", essa última a melhor faixa do álbum, sendo uma das melhores músicas punks da história.

Então pessoal, se vocês querem ouvir um som malucão, inconseqüente, rápido, agressivo e total porra louca, esse é o álbum certo pra você! Não perca mais tempo e baixe logo!

01. Sailin' On
02. Don't Need It
03. Attitude
04. Regulator
05. Banned in D.C.
06. Jah Calling
07. Supertouch/Shitfit
08. Leaving Babylon
09. F.V.K. (Fearless Vampire Killers)
10. I
11. Big Take Over
12. Pay to Cum
13. Right Brigade
14. I Luv I Jah
15. Intro

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Zeke/Peter Pan Speedrock - Split [2005]

Quando se juntam duas bandas matadoras para gravar um disco, que resultado será que pode dar? Obviamente, um disco matador.

Esse split dos malditos do Zeke com os dementes do Peter Pan Speedrock é um daaqueles discos pra ouvir batendo a cabeça na parede, se masturbar vendo vídeos de anal gangbang em loirinhas "teens" ou ver vídeos de fazendeiros botando fogo nos porcos enquanto come doritos. Ou seja, é loucura pura! Além disso, foi um dos últimos registros que o Zeke deixou pra nós curtir, junto com um EP de três faixas. Eles seguem com a promessa de um disco novo, mas tão enrolando demais, hahaha.

Lançado em 2005, o disco é pura crackeragem muito louca. Também, trazendo duas das bandas mais fudidas dos anos 90, queriam o que? Não era de se esperar nada que fosse melhor que isso. Particularmente, é um dos melhores splits que eu já ouvi, perde só pr'aquele clássico do Cólera com o R.D.P. mesmo, fora que considero esse disco um dos melhores da década.

Também foi por meio desse disco que conheci o excelente Peter Pan Speedrock, que é tão bom quanto o Zeke, embora a proposta das duas bandas sejam diferentes. Mas fazem uma barulheira infernal de qualquer jeito! É de bandas assim que precisamos!

O disco é relativamente curto, tem só 11 faixas e não chega a ter 30 minutos (tem 26 minutos e 9 segundos de duração), mas mesmo assim, vale MUITO a pena. São 6 sons do Zeke (sendo 2, "Fuck All Night" e "Rid" regravações de sons antigos) e 5 do Peter Pan Speedrock.

Destaques para as faixas "Two Lane Black Top", "10 to the Riverside Blues" e "Wang Dang" do Zeke, e "Better Off Dead", "Who Was in My Room Last Night?" e "Outta Control" do Peter Pan Speedrock.

Enfim, chega de enrolar, baixe esse disco logo!

Zeke:
1. Two Lane Black Top
2. Death Train
3. 10 to the Riverside Blues
4. Wang Dang
5. Fuck All Night
6. Rid
Peter Pan Speedrock:
7. Better Off Dead
8. Who Was in My Room Last Night
9. Outta Control
10. Dead End
11. Twist of Fate

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

sábado, 27 de novembro de 2010

The Members - At The Chelsea Nightclub [1979]

Taí um daqueles discos que você ouve e pensa: "porra, como essa banda não conseguiu mais reconhecimento?". Embora os Members sejam um tanto quanto conhecidos entre os fãs do punk rock inglês clássico, dos anos 70, os fãs de outros estilos certamente nunca devem ter ouvido falar deles.

A banda foi formada em 1976 em Camberley, uma espéce de cidade satélite de Londres, por Nicky Tesco (vocal) e Jean-Marie Carroll, a.k.a. JC (guitarra). Nos primeiros meses a formação sofreu muitas mudanças até se estabilizar com a dupla mais o baixista Nigel Bennett, o guitarrista Chris Payne e o baterista Adrian Lillywhite (irmão de Steve Lillywhite, o famoso produtor musical).

Antes de lançar um LP, a banda apareceu numa coletânea chamada "Streets" (um dos mais importantes discos do punk rock inglês 77) e lançou alguns singles. Desde o início, a banda se caracterizou por alguns flertes com o reggae, o que levou eles a serem comparados várias vezes com o Clash. Mas vale dizer que, o som deles é bem único e criativo, não sendo uma cópia descarada do The Clash. E uma das coisas que mais o diferenciam do Clash, é o conteúdo lírico, que ao invés de tratar sobre temas políticos, são zuação pura ou falam sobre a vida nos subúrbios/cidades.

"At The Chelsea Nightclub" é o primeiro álbum dos Members e, apesar do nome, não se trata de um disco ao vivo, apesar da última faixa, "Chelsea Nightclub", ter sido gravada ao vivo mesmo.



É um disco realmente do caralho, uma das melhores obras do punk rock setentista! Vou até fazer questão de comentar faixa a faixa, do início ao fim! hahaha. O disco abre com uma faixa instrumental, "Electricity" (eles também abriam com uma faixa instrumental as suas apresentações). Depois, vem a música "Sally", uma música super criativa e no melhor estilo The Clash de ser, alternando a agressividade do punk com a batida calma do reggae. Depois, vem "Soho A Go Go", que começa lenta e vai "ganhando forma" numa sonoridade melódica, mas ao mesmo tempo pesada. "Don't Push" vem a seguir e parece ter saído do disco "London Calling" do Clash, que por acaso foi lançado naquele mesmo ano de 1979. Pra fechar o lado A (esse disco não foi lançado em CD), temos "Solitary Confinement", uma música no mínimo emocionante, a minha favorita do disco, que fala sobre a história de um cara que morava nos subúrbios e veio tentar a vida na cidade grande.

Abrindo o lado B, temos um punkabilly (?) da melhor qualidade, a "Frustated Bagshot", uma das melhores do disco, e que abre caminho para o reggae de "Stand Up And Spit". A próxima é "The Sound of the Suburbs", um clássico do punk rock, com uma ótima letra que descreve perfeitamente o movimento naquela época. Logo em seguida vem um rock sacana falando sobre masturbação, a "Phone In Show". Depois, temos "Love In A Lift", com uma pegada meio reggae e o disco fecha com "Chelsea Nightclub", faixa gravada ao vivo e que fala sobre a casa de shows Chelsea Nightclub, onde eles tocaram com freqüência. É a faixa mais punk do disco, rápida, agressiva e bem simples.

O disco foi bem recebido pelos fãs do punk rock inglês e pelos críticos, embora não tenha alcançado o sucesso de outras bandas. Grande injustiça, pois o Members, para mim, está no mesmo patamar do Clash. É uma banda genial, e que vale a pena ser conferida. Não vou dar destaques, afinal, todas as faixas são igualmente do caralho. Aliás, caso não fossem, não ia ter comentado todas elas, uma a uma, hahaha.

Download recomendado a todos, principalmente aos fãs de punk, pois tenho certeza que irão curtir esse som!

01. Electricity
02. Sally
03. Soho A Go Go
04. Don't Push
05. Solitary Confinement
06. Frustrated Bagshot
07. Stand Up and Spit
08. Sound of the Suburbs
09. Phone in Show
10. Love in a Lift
11. Chelsea Nightclub

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Buzzcocks - A Different Kind Of Tension [1979]

Como assim ainda não postei Buzzcocks no blog!? Caralho! Vi que tinha cometido esse erro e fiz questão de corrigi-lo imediatamente. Então, hoje resolvi postar "A Different Kind of Tension", o álbum que julgo o melhor deles.

Uma das bandas mais importantes da cena punk rock mundial, o Buzzcocks foi formado em 1975, na cidade de Manchester, na Inglaterra. Porém, eles tinham uma coisa que os diferenciava de outros grupos punks da época: ao contrário dos Pistols, que anarquizavam e alopravam geral, também ao contrário do The Clash, que trazia alto conteúdo político em suas letras, o Buzzcocks fazia letras simples sobre amor, festas e temas mais adolescentes. Aliás, caminho que os irlandeses do Undertones também seguiriam.

A banda se separou em 1981 e deixou três álbuns: "Another Music in a Different Kitchen", "Love Bites" e o disco de hoje, "A Different Kind of Tension". Depois, eles iriam voltar em 1989 e lançaram outros materiais inéditos, que pra ser bem sincero, só ouvi o "Flat-Pack Philosophy", e achei do caralho. Mas enfim, vamos falar do disco em questão, que é o "A Different Kind of Tension".



Como eu já falei, pra mim esse é o melhor disco do Buzzcocks. Mostra a banda de sempre, com aquele punk rock empolgante, melodioso na medida certa, porém, com uma pegada muito mais forte do que a dos outros álbuns. E já se percebe isso logo de cara, com a faixa de abertura "Paradise", uma das melhores do disco. E o disco segue nessa linha, punk rock simples, empolgante, sem compromissos, discursos e todas aquelas chatices políticas. Só letras sobre diversão, festas, garotas, amor e essas coisas.

Além de "Paradise", vale a pena destacar as faixas seguintes, "Sitting Around At Home", que alterna entre uma pegada mais lenta e do nada vira um punk rock agitadão e volta novamente para a pegada lenta, "You Say You Don't Love Me", a mais melosa do disco (mas mesmo assim, do caralho), as completamente enérgicas "Mad Mad Judy", "I Don't Know What To Do With My Life", e, a faixa mais longa do disco, "I Believe", com 7:08 minutos de duração - uma das poucas músicas com esse tempo que eu consigo aturar. hahaha.

No mais, se você é fã de punk rock, é claro que não pode deixar de conferir essa pepita. E se você está querendo se aventurar no estilo, também. Na verdade, eu recomendo à todos que estejam afim de ouvir um som divertido, simples e sem compromissos ou chatisses ideológicas.


1. Paradise
2. Sitting Around At Home
3. You Say You Don't Love Me
4. You Know You Can't Help It
5. Mad Mad Judy
6. Raison D'etre
7. I Don't Know What To Do With My Life
8. Money
9. Hollow Inside
10. A Different Kind of Tension
11. I Believe
12. Radio Nine

Link nos comentários
Link on the comments

PORRA, AGORA VÊ SE VOCÊS SE DÃO AO MENOS O TRABALHO DE COMENTAR HEIN! (antes que os punheteiros venham perguntar, a gostosinha da foto é Riley Mason)

Maurício Knevitz

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

V.A. - SUB [1982]

Post dedicado aos palhacinhos que reclamam que eu só posto punk! Se não gostam, simplesmente ignorem ou façam seus próprios blogs, caralho!

Bem, o que dizer sobre um dos mais importantes registros para o punk rock brasileiro, se não "clássico"? Apesar da produção não ser das melhores (mesmo assim, sendo muito mais superior a produção do "Grito Suburbano", primeiro registro punk do Brasil), o disco é histórico. Apresenta 4 bandas paulistas da época, as lendárias Cólera e Ratos de Porão e também duas bandas que, até onde sei, não lançaram nada depois disso, Fogo Cruzado e Psykóze. Na verdade, acho que tem umas músicas deles na coletânea "O Início Do Fim Do Mundo".

Enfim, lançado em 1982, o LP "SUB" foi o segundo registro punk nacional e como já falei, mostra uma produção muito superior da do "Grito Suburbano", embora também não seja lá essas coisas. Mas, é um registro histórico, e porra, punk nacional é podreira mesmo, nem precisa de tanta produção! hahahaha

O disco tem 24 músicas, 6 de cada banda. Detalhe que, aqui, nessa época, o Ratos de Porão ainda não contava com João Punk, o Traidor do Movimento Gordo...digo, João Gordo, o Traidor do Movimento Punk. Quem cantava aqui era o Jão, atual guitarrista. Só por isso, já chega a ser um registro interessante, pra quem nunca ouvia. Mas, vale destacar também a presença das outras bandas, principalmente do Cólera e do Psykóze, que mandam muito bem! A banda Fogo Cruzado é o menor destaque do disco, apesar de mandarem 3 faixas que eu curto muito aqui, "Desemprego", "Inimizade" e "Terceira Guerra".

Enfim, para fãs de punk rock e hardcore, isso aqui é mais que indispensável, agora, se você não gosta do estilo, vá procurar uma banda indie/emo/alternativa/colorida gay e suma!

Destaques para as faixas "Vida Ruim", "Poluição Atômica" e "Realidades da Guerra", do Ratos, "X.O.T.", "Quanto Vale a Liberdade", "Zero Zero" e "Histeria" do Cólera, todas do Psykóze e as que já citei ali em cima do Fogo Cruzado.

HARDCORE!

1. Ratos de Porão - Parasita
2. Ratos de Porão - Vida Ruim
3. Ratos de Porão - Poluição Atômica
4. Cólera - X.O.T.
5. Cólera - Bloqueio Mental
6. Cólera - Quanto Vale a Liberdade
7. Psykóze - Terceira Guerra Mundial
8. Psykóze - Buracos Suburbanos
9. Psykóze - Fim do Mundo
10. Fogo Cruzado - Desemprego
11. Fogo Cruzado - União Entre Punks do Brasil
12. Fogo Cruzado - Delinqüentes
13. Ratos de Porão - Não Podemos Falar
14. Ratos de Porão - Realidades da Guerra
15. Ratos de Porão - Porquê
16. Cólera - Histeria
17. Cólera - Zero Zero
18. Cólera - Sub-Ratos
19. Psykóze - Vítimas da Guerra
20. Psykóze - Alienação do Homem
21. Psykóze - Desilusão
22. Fogo Cruzado - Inimizade
23. Fogo Cruzado - Punk Inglês
24. Fogo Cruzado - Terceira Guerra

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

sábado, 20 de novembro de 2010

Bad Chopper - Bad Chopper [2007]

Eu pretendia até postar outro disco hoje, mas daí lembrei que essa banda existia, resolvi dar uma ouvida e pensei, "porra, é isso que eu vou postar na Combe hoje!". E então, fiquem com o debut (e único álbum lançado, até onde sei) do Bad Chopper!

Banda formada em 2000 por ninguém menos que C. Jay Ramone, ex-baixista dos Ramones, que, ao contrário do Marky, decidiu gravar material novo e abandonar o sobrenome "Ramone" (embora ainda nos seus shows, toque músicas da banda punk novaiorquina). Começaram sob o nome Warm Jets, mas, depois ficaram sabendo que já existia uma banda com esse nome e mudaram pra Bad Chopper.

Antes desse álbum, eles lançaram alguns singles apenas, inclusive se não me engano, um sob o nome Warm Jets. Mas, só em 2007, conseguiram lançar esse full lenght, com 12 faixas e pouco mais de meia hora de duração.



O som, segundo o próprio C. Jay, "é uma mistura entre Zeke, Stooges e Ramones". Ou seja, sendo assim, não pode ser ruim! hahaha. E o som é realmente muito bom. Digo isso não só porque é a banda do C. Jay, ex-baixista dos Ramones, minha banda preferida. Mas sim porque o som é do caralho mesmo e não se prende em tentar fazer um som exatamente igual ao dos Ramones. É claro que o toque ramoneiro aqui existe, mas não temos uma cópia dos mestres do punk. Considero este o melhor trabalho de um ex-membro dos Ramones fora da banda, o disco é muito bom mesmo!

Meus destaques vão para "Real Bad Time", "Ain't No Criminal", "Sick Of It", "Why?", "Headshot", "Diabla" e "All The Pretty Girls".

Discasso, vale a pena conferir. Não por ser a banda do ex-baixista dos Ramones, mas sim por ser uma sonzeira do caralho mesmo. Recomendo!

01. Real Bad Time
02. Sick Of It
03. Ain’t No Criminal
04. Why
05. Headshot
06. Diabla
07. Do It To Me
08. Come On Now
09. Lucky Girl
10. 1965
11. All The Pretty Girls
12. Good Enough For Me

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Richard Hell and the Voidoids - Blank Generation [1977]

Histórico, clássico. Duas palavras que podem definir perfeitamente essa obra prima do punk rock americano, "Blank Generation" do Richard Hell and the Voidoids.

Richard Hell, antes de fundar os Voidoids, era baixista do Television, banda que tocava com grande freqüência no CBGB, junto com outros grupos clássicos, como o Ramones, Dead Boys, Cramps, Blondie, Talking Heads e várias outras. Ao sair do Television, em 1975 ele ingressou nos Heartbreakers, de Johnny Thunders. Mas, logo depois saiu, para fundar os Voidoids, banda que trago hoje pra vocês curtirem.

O Voidoids foi formado em 1976, ano em que surgia várias bandas punks pelos arredores de Nova Iorque. Tinham na sua formação original o baterista Marc Bell, que já havia tocado na banda de hard rock setentista Dust, e que mais tarde, ficaria conhecido mundialmente ao se tornar baterista dos Ramones em 1979, se tornando Marky Ramone.



"Blank Generation" é o primeiro álbum dos Voidoids e porra, é um dos melhores discos de punk que eu já ouvi, sem nenhum exagero. Richard Hell é um músico genial. Letras e melodias muito boas, com destaque para a faixa-título "Blank Generation", que tem tanto uma letra quanto uma melodia ótima. Um verdadeiro clássico do punk.

O disco é bem influente no meio punk, tendo inspirado diversas bandas que surgiriam a seguir, como o Sex Pistols. Além de ser completamente histórico, não acredito e nem confio em fãs de punk rock que nunca ouviram esse disco.

Bem, não tenho mais nada a dizer, então me resta fazer o destaques: "Love Comes In Spurts", "Liars Beware", "Down at the Rock 'n' Roll Club", a já citada faixa-título e "I'm Your Man".

Se você é fã de punk rock e ainda não tem, não espere mais nada, BAIXE AGORA! Se você tá afim de se aventurar pelo estilo e só conhece o "feijão com arroz" (Ramones-Sex Pistols-The Clash), esse disco também é recomendado. Ou se você odeia punk e quer ter mais uma banda pra odiar, baixe também! Enfim, baixem todos, porque esse disco não dá pra deixar passar em branco!

01. Love Comes In Spurts
02. Liars Beware
03. New Pleasure
04. Betrayal Takes Two
05. Down At The Rock And Roll Club (alternative version)
06. Who Says?
07. Blank Generation
08. Walking On The Water
09. The Plan
10. Another World
11. I'm Your Man
12. All The Way

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Turbonegro - Ass Cobra [1996]

Já que o leitor Tiago (que sempre comenta nos meus posts) tinha sugerido e eu também já estava afim de postar mais coisa do Turbonegro aqui, agora mando pra vocês o quarto álbum de estúdio dos caras, e pra mim o melhor, "Ass Cobra", de 1996.

Como já tinha falado deles em outro post, o Turbonegro foi formado em 1989 em Oslo, na Noruega, e fazem um som que mistura hard rock com punk, num estilo que eles definem como "deathpunk". As influências da banda são bem variadas, vão desde Ramones e Motörhead até Aerosmith e Alice Cooper. E o som deles realmente apresenta elementos dos 2 estilos, fazendo um som único e realmente muito bacana.

A banda acabou sendo influência de muita gente dos mais variados estilos. Por exemplo, tanto Zeke, quanto Nashville Pussy e Queens Of The Stone Age tem influências dos caras, tanto que gravaram músicas deles no tributo "Alpha Motherfuckers", um tributo realmente do caralho que conta com versões bem legais das músicas do Turbonegro, incluindo uma feita pelo Ratos de Porão da "Suburban Anti-Christ", cantada em português.



"Ass Cobra" como já falei é o quarto disco do Turbonegro, e pra mim o mais legal. Apresenta peso, sujeira e melodia na medida certa, além de contar com minhas duas músicas preferidas da banda, "Denim Demon" e "Midnight Nambla".

Porém os destaques não ficam só com essas duas. Também vale dar atenção para as faixas "A Dazzling Display Of Talent", "I Got Erection", "Just Flesh", "Hobbit Motherfuckers" e "Turbonegro Hate the Kids".

Discão do caralho, vale a pena dar uma ouvida! recomendo a todos que estiverem afim de ouvir um som agressivo, insano e ideal para fazer uma orgia sexual muito louca, moshar até em cima da parada de ônibus ou simples ouvir batento cabeça em casa. Se você gosta de loucura e de pedrada na orelha, "Ass Cobra" é um dos melhores discos que você terá o prazer de ouvir!

1. A Dazzling Display Of Talent
2. The Midnight Nambla
3. Deathtime
4. Black Rabbit
5. Denim Demon
6. Bad Mongo
7. Mobile Home
8. I Got Erection
9. Just Flesh
10. Hobbit Motherfuckers
11. Sailor Man
12. Turbonegro Hate The Kids
13. Imorgen Skal Eg Daue
14. Raggare Is A Bunch Of Motherfuckers

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Peter Pan Speedrock - Rocketfuel [1998]

Se vocês querem ouvir um som de MACHO, aí está um álbum mais do que recomendado. Agora se quer ouvir frescurinhas, recomendo que ignore esse post e vá procurar por alguma banda indie gay.

Bem, Peter Pan Speedrock é uma banda holandesa, formada em 1997 pelo guitarrista Peter van Elderen, junto com o baixista Bob Muileboom e o batera Bart Nederhand. Mas, logo após gravarem o primeiro álbum, Bob Muileboom foi substituído por Bart Geevers, formação essa que permanece até hoje.

"Rocketfuel" é o segundo álbum da banda e em minha opinião, o melhor. Mostra um som que se assemelha bastante com bandas como Nashville Pussy (na época do "Let Them Eat Pussy" e "High As Hell") ou o Supersuckers e até mesmo o Zeke, em alguns momentos. Inclusive, o Peter Pan Speedrock tem um split com o Zeke, pelo qual acabei conhecendo a banda, que pra mim, é uma das melhores que tem surgido nos últimos anos.



As músicas do álbum são simples e diretas, sem muitas frescuras. É o rock 'n' roll com aquela pegada punk sacana. As letras das músicas também são bem legais, tratando de temas como baldes cheio de merda, mulheres, circos voadores e macacos saindo da manga. Sonzeira mesmo, rapaz!

Meus destaques ficam com a faixa-título, "Supersucker", "Soulbug", "Bucket Full Of Shit", "Drumband", "Punk Is Dead" e "Hosed". Rock 'n' Roll puro, sem frescuras, do jeito que tem que ser mesmo!

Recomendo à todos, principalmente aos fãs de Nashville Pussy, Zeke ou Supersuckers, pois tenho certeza que o som do Peter Pan Speedrock irá agradá-los.

01. Rocketfuel
02. Megasdetitas
03. Now The Monkey's Coming Out Of The Sleeve
04. Goodyear
05. Supersucker
06. Saliva
07. Bucket Full Of Shit
08. Soulbug
09. Angeldust
10. Drumband
11. Punk Is Dead
12. Monty Python's Flying Circus
13. Hosed

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

terça-feira, 16 de novembro de 2010

The Stooges - The Stooges [1969]

Meu post de hoje é de um disco CLÁSSICO, que dispensa qualquer tipo de comentário. Trata-se do primeiro álbum do Stooges, banda importantíssima para o punk rock, sendo considerada por muitos, como uma das pioneiras do estilo. Não é difícil saber o porque, já que suas músicas são bem simples e agressivas, para a época. Fora a performance deles, que era muito maluca, com direito ao Iggy Pop rolando em cima de cacos de vidro no palco e mostrando a benga pra todo mundo.

Como já falei, esse é o primeiro álbum do Stooges, do ano de 1969. Aliás, ano que também foi lançado "Kick Out The Jams" do MC5, já aqui postado, que também foi um álbum pioneiro e que inspirou bastante os punks de 77, pois, foi um dos primeiros a apresentar uma agressividade sonora incrível com idéias políticas e atitudes rebeldes.

"The Stooges" não mostra muitas idéias políticas no seu conteúdo lírico, suas letras falam de temas mais simples (caminho que os Ramones seguiram), porém o som, é tão agressivo quanto o do MC5. Um som simples, enérgico, agressivo, completamente diferente do que já se havia feito antes. E tudo isso somado as atitudes e vocais do mestre Iggy Pop, uma das figuras mais importantes não só da história do punk mas como da música em si.



A venda dos discos não foi das melhores. Mas, não precisamos nem dizer que a influência que ele teve foi esmagadora, influenciando praticamente todas as bandas punks que iriam surgir nos anos 70, nos EUA, Inglaterra, Canadá, na Europa em geral e até mesmo no Brasil.

O disco já abre bem, com duas faixas arregaçadoras, a épica "1969" e o hino "I Wanna Be Your Dog", talvez a canção mais clássica da banda. Depois, vem a viajante "We Will Fall", seguida de outro hino, "No Fun", coverizada posteriormente por um monte de gente, incluindo os Sex Pistols. Também vale dar destaque as faixas que encerram o disco, "Not Right" e "Little Doll". Não vou destacar as outras porque se não, acabo destacando o disco todo, hahaha. Mas, até nem seria um absurdo, já que esse disco é um clássico e merece ser ouvido do início ao fim.

Por se tratar de um clássico, não só do punk e do garage, recomendo a todos. Mesmo que vocês acabem não curtindo, uma ouvida nesse disco é essencial, pois é histórico. Foi realmente um marco na história da música. Sem esse disco, arrisco dizer, que não ouviriamos muita coisa que ouvimos hoje, pois, direta ou indiretamente, muita coisa no mundo da música, começou a se moldar aqui.

Discasso. Ah, esse post também fecha a discografia do Stooges no blog. Quer dizer, falta o "The Weirdness", mas esse é tão ruim que nem merece ser postado.

1. 1969
2. I Wanna Be Your Dog
3. We Will Fall
4. No Fun
5. Real Cool Time
6. Ann
7. Not Right
8. Little Doll

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Johnny Thunders and the Heartbreakers - L.A.M.F. [1977]

Como prometido há um tempo atrás, aqui está pra vocês um álbum do Johnny Thunders and the Heartbreakers, uma das melhores bandas punks americanas dos anos 70.

Formada pelo guitarrista do New York Dolls Johnny Thunders após o término da banda, em parceria do ex-batera Jerry Nolan e Richard Hell, baixista do Television, mas que logo abandonaria o barco para montar o excelente Richard Hell and the Voidoids, sendo subistituido por Billy Rath. Depois, entraria um outro guitarrista chamado Walter Lure para completar o grupo.

Apesar de terem feito um sucesso estrondoso em Nova Iorque, tocando no bar CBGB's (o berço do punk!) nenhuma gravadora queria contratá-los por causa de sua péssima reputação por abusos de drogas. Mas, no final das contas, acabaria dando tudo certo pra eles: Malcom McLaren (R.I.P.), ex-empresário do New York Dolls e que posteriormente "montou" o Sex Pistols, convidaria a banda a ir pra Londres para participar de uma tour com o Damned, Clash e Sex Pistols (essa tour deve ter sido uma anarquia pura!). Na Inglaterra, eles lançam seu primeiro single, com duas faixas: "Chinese Rocks", escrita por Dee Dee Ramone e de início, recusada pelos Ramones por tratar de drogas, e "Born To Lose". Também lá na Inglaterra lançaram seu primeiro e melhor álbum, o clássico "L.A.M.F.", que venho postar hoje.



"L.A.M.F." (sigla que significa "Like A Mother Fucker") foi lançado em 1977 e é um dos maiores clássicos do punk rock setentista. Mostra uma sonoridade bem única, um punk rock enérgico com um pé no rock 'n' roll. Pode-se dizer também que é um "New York Dolls mais macho", já que não conta com muita frescura de influência glam e tudo mais, hahaha.

O disco também é recheado de clássicos, como "Born to Lose", "Chinese Rocks", "I Love You" (que anos mais tarde seria coverizada pelos Ramones no seu álbum de despedida "iAdios Amigos!") e "One Track Mind", por exemplo. Fora essas, também merecem destaque as faixas "Baby Talk", "Get Off the Phone" e "Let Go". Mas, já vou avisando, esse é um daqueles discos onde não se encontra nenhuma faixa ruim. Quer dizer, a única faixa que quando não estou com saco eu passo é a "It's Not Enough", uma balada que ao meu ver não é das melhores, mas nada que cague com o disco, que é um dos melhores álbuns de punk 77 que eu já ouvi. Aliás, esse disco é extremamente viciante! Daqueles que tu chega a ouvir umas 5 vezes no mesmo dia, hahaha.

Então galerinha, feriado na segunda é um porre, e nada melhor do que um punk rock do bom pra animar! Recomendado à todos e mais do que obrigatório para qualquer fã de punk!

01. Born to Lose
02. Baby Talk
03. All by Myself
04. I Wanna Be Loved
05. It's Not Enough
06. Chinese Rocks
07. Get off the Phone
08. Pirate Love
09. One Track Mind
10. I Love You
11. Going Steady
12. Let Go
13. Can't Keep My Eyes on You
14. Do You Love Me?

Link nos comentários
Link on the comments

Maurício Knevitz