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domingo, 18 de setembro de 2011

Sublime - Sublime [1996]

O Gabriel não é o único que está começando por aqui, eu também sou novo no blog. Bom, meu nome é Lucas e espero que gostem das minhas postagens e que essa seja a primeira de muitas por aqui. O começo é sempre complicado, então se eu fizer alguma besteira, me perdoem, ok? Ainda mais que postar por aqui requer uma responsabilidade muito grande, mas vamos ver no que dá.

Para minha estréia, escolhi um álbum de uma banda que ainda não tinha aparecido por aqui: Sublime. A banda estadunidense começou sua carreira no ano de 1988 na Califórnia, trazendo uma boa mistura de estilos musicais, entre eles o Punk Rock, Reggae e Ska. Vocês devem estar se perguntando se essa mistura deu certo, e tenho a dizer que melhor impossível. O som que vocês terão com esse álbum, "Sublime", lançado em 1996 é bem chapado, não muito barulhento e de fazer chegar ao delírio. Creio que muitos já ouviram e outros tantos não estão nem um pouco familiarizados com um tipo de som que faz uma grande mistura. Para quem não conhece, está na hora de conhecer, pois arrependimento não terá.

A formação original do Sublime traz Bradley Nowell assumindo os vocais e a guitarra, junto com Bud Gaugh na bateria e percussões e o Eric Wilson no baixo, mas, com uma trágica morte causada por overdose, Bradley deixou sua marca eterna na banda californiana e nos dias hoje, um cara chamado Rome o substitui, mas nunca ouvi algo com essa nova formação, portanto não posso opinar se é boa ou ruim, mas posso dizer que com Bradley, o Sublime fez um dos melhores sons que já ouvi na minha vida.

A grande fama do grupo veio nos anos noventa, tendo boas vendas até o ano de 2009, data no qual resolveram voltar a ativa com Rome, como já disse. Um fato - nada bom - impulsionou as vendas e atraiu os olhares da crítica. Esse fato foi a morte de Bradley por causa da heroína, que repercutiu ao redor do globo terrestre. Além do mais, isso destruiu, desanimou totalmente o Sublime e os membros restantes decidiram encerrar a carreira do grupo, abandonando os fãs com um belo disco. O clássico de 1996 foi lançado após a morte do vocalista, o que fez o grande Nowell ser lembrado pra sempre na história da banda e da música em geral.

Os destaques são vários, desde as canções de Hip Hop como "What I Got" e "April 29, 1992 (Miami)", as que tem o Reggae na veia como "Santeria" e "Burritos" e o Punk Rock dando o que falar na "linda" "Same in the End" e a grande mistura de Reggae, Ska e Punk em "Seed".

Esse é um disco que é impossível alguém não gostar após ouvir, indico sem a menor sombra de dúvidas.

Track:

01. Garden Grove

02. What I Got

03. Wrong Way

04. Same in the End

05. April 29, 1992 (Miami)

06. Santeria

07. Seed

08. Jailhouse

09. Pawn Shop

10. Paddle Out

11. The Ballad of Johnny Butt

12. Burritos

13. Under My Voodoo

14. Get Ready

15. Carres Me Down

16. What I Got (Reprise)

17. Doin' Time

Vocais e guitarra - Bradley Nowell

Baixo - Eric Wilson

Bateria - Bad Gaugh

By Lucas(Link nos comentários - Link on comments)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Bob Marley and The Wailers – Live Forever [2011]



Em 2011 comemora-se o trigésimo ano de falecimento da lenda do Reggae Bob Marley. Não que exista motivo para comemorar, afinal, a morte precoce do gênio foi trágica. Um dedo machucado que se transformou num câncer que se espalhou pelo corpo e atingiu o cérebro matou o rei do Reggae no ano de 1981. Mas o seu legado é motivo de celebração.

Músico carismático, compositor genial, lenda, enfim, Bob Marley atingiu o status de divindade ao levar o reggae ao mundo juntamente com os ideais do rastaffaranismo e do zionismo, até então desconhecidos dessa parcela do ocidente. O estilo de vida natureba, a crença na linhagem dos povos das doze tribos de Israel e a pregação do amor, da paz e da união dos povos africanos conquistou o mundo e o tornou alvo da política jamaicana.

Vítima de um atentado de cunho político, não se calou e compôs Embush. E assim a política estava presente na sua obra, lado a lado com a religião e o amor.

O cara era um workaholic. Sabia o que queria. Tanto que, em 76, ao ser convocado pela gravadora para ir a Londres gravar um disco, não hesitou e botou a turma para trabalhar. Aproveitou a viagem e gravou logo dois: Exodus e Kaia. Esse dois discos marcam a mudança de guitarrista solo da banda: saiu Al Anderson e entrou Junior Marvin, então egresso da cena jazz/blues de Nova York. Para o baixo o fiel escudeiro Farm, ou Family Man, que tinha esse apelido por ser pai de 42 filhos.



Mas o câncer o tomava por dentro, enquanto as performances o revigoravam. Para a última turnê, com a sentença já dada pelos médicos alemães com quem se consultava, Marley chamou a turma toda, inclusive os dois guitarristas, para compartilharem o palco com ele. O show que posto hoje é o último com Marley à frente dos Wailers, gravado no Stanley Theatre, Pittsburgh, em 32 de setembro de 1980, que acaba de ser lançado oficialmente.

Como disse Junior Marvin à Guitar World americana de julho desse ano, “estávamos empolgados e ao mesmo tempo ansiosos para dar o melhor no palco. A sincronia era perfeita e, para isso, ensaiávamos durante horas. Nem acredito que esse show está vendo a luz do dia”. (tradução livre do Zoso aqui)



Depois, Marley cancelou o restante da turnê que promovia o disco Uprising por total impossibilidade física. Fez quimioterapia e perdeu sua juba de Leão de Judá. Morreu em 11 de maio de 1981, mas deixou um legado que o mantém imortal.

Atualmente, é impossível imaginar o mundo sem Stir It Up, One Love, No Woman No Cry, Could You Be Loved, Get Up Stand Up e tantas outras que se tornaram clássicos. Esqueça as imitações baratas de vagabundos que só querem um pretexto para encher a cabeça de maconha. Bob Marley é deus em sua própria religião. E utilizava a música para pregar sua palavra. E aqui temos o seu último culto.



Positive Vibration, man.

Track List:

CD1

01 Greetings
02 Natural Mystic
03 Positive Vibration
04 Burnin' & Lootin'
05 Them Belly Full
06 The Heathen
07 Running Away
08 Crazy Baldhead
09 War / No More Trouble
10 Zimbabwe
11 Zion Train
12 Get Up Stand Up

CD2

01 Jamming
02 Exodus
03 Redemption Song
04 Coming In From The Cold
05 Could You Be Loved
06 Is This Love
07 Work
08 Get Up Stand Up

Bob Marley (vocais e guitarra)
Al Anderson (guitarra)
Junior Marvin (guitarra)
Aston “Family Man” Barret (baixo)
Earl Lindo (teclados e percussão)
Tyrone Downie (teclados e percussão)
Carlton Barrett (bateria)
Alvin "Seeco" Patterson (percussão)
The I Threes: Judy Mowatt, Marcia Griffiths, Rita Marley (backing vocais)

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Por Zorreiro

domingo, 14 de novembro de 2010

Easy Star Allstars - Dub Side of The Moon [2003]


Sempre contestei o reggae. Creio que ele seja o psicodelismo negro latente que cai bem em certos momentos. Pois bem, este é um deles. Dou carona dessa vez ao som de Easy Stars Allstars, uma banda dedicada a fazer covers com uma levada peculiar.

Esse play, o "Dub Side of The Moon", de 2003, é claramente referente ao clássico "The Dark Side of The Moon" do Pink Floyd. Sim, claro que dessa forma se perdem o estilo dó-ré-mi da bateria, a pegada única do baixo, a precisão cirúrgica da guitarra e o teclado marcante do Floyd. Contudo, o interessante é que mesmo assim, mesmo a perspectiva sendo diferente, o resultado foi primoroso. Não foi à toa que eles conseguiram vender mais de 85 mil cópias.

Bem como a banda original, por assim dizer, o Easy Stars também faz referência ao filme "O Mágico de Oz", ensinando, inclusive no encarte, como sincronizar o álbum à película. A banda, que está na ativa desde 1997, também fez covers de CDs do Radiohead e dos Beatles.

Destaques, afinal, não faltam: On the run, Time, The great gig in the sky e Money são uma bela sequência, por exemplo. Outra canção que impressiona é Brain Damage - o quão bem eles transpõem o psicodélico para o dub. Detalhe: as quatro últimas são faixas bônus. Espero que Jah gostem de cara deste trabalho!

1. Speak to me/Breathe
2. On the run
3. Time
4. The great gig in the sky
5. Money
6. Us and them
7. Any colour you like
8. Brain Damage
9. Eclipse
10. Time Version
11. Great dub in the sky
12. Step it on the rastaman scene
13. Any dub you like

Ras I Ray - baixo e vocais
Ive 09 - bateria
Kirsty Rock - vocais
Jenny Hill - saxofone e flauta
Buford O'Sullivan - trombone
Elenna Canlas - teclado e vocais
Shelton Garner Jr. - guitarra e vocais
Menny More - vocais

(Link nos comentários - link on the comments)


Por Breno Airan Meiden