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domingo, 18 de dezembro de 2011

Jerry Lee Lewis - Live At The Star Club [1964]


Nada melhor do que introduzir Jerry Lee Lewis por aqui do que com um de seus registros mais importantes. Se é que ele precisa de introdução.

Um dos grandes mestres do rock'n'roll, o americano Jerry Lee vem da época em que, além de ele, Roy Orbison, Elvis, Carl Perkins e Johnny Cash ingressavam no mundo da música através da lendária Sun Records. E, as
sim como Elvis, seu primeiro contato com esse mundo foi cantando nos coros de música gospel das igrejas sulistas.

Na metade da década de 50 ele teve sua primeira gravação pela Sun, a balada Crazy Arms. A partir daí, não havia quem lhe segurasse; o sucesso era enorme, justamento pelo seu estilo frenético e especialm
ente particular de tocar e cantar. Reza a lenda que quando Elvis ouviu Jerry, teria dito que se conseguisse tocar piano daquela forma pararia de cantar.

O quarteto: Lewis, Perkins, Presley e Cash

Vários compactos como Whole Lotta Shakin' Goin' On, High School Confidential e Great Balls Of Fire (certamente a mais famosa de toda a sua carreira) cada vez mais lhe rendiam fama internacional. E então veio o escândalo.

Lewis tinha uma vida íntima estranhamente mantida em segre
do, mas que veio à tona durante uma tour. A imprensa teria descoberto que o astro era casado com sua prima Myra Gale Brown, que tinha apenas treze anos. Por conta disso ele foi praticamente banido do cenário musical, com uma popularidade restrita ou quase nula. E é aí que entra o papel do álbum que hoje trago para vocês.

O casal

Sua popularidade ia ser reerguendo pouco a pouco na Europa, e Live At The Star Club foi seu trabalho mais vendido em muito tempo. Acompanhado do trio The Nashville Teens (que já foram banda de nomes como Carl Perkins e Chuck Berry), o Killer simplesmente destruiu com uma performance de extrema energia e entrosamento. Um verdadeiro show.



Lewis continuaria sua carreira migrando por algum tempo para a música Country, mas nunca mais com o sucesso e prestígio de antes. Comentar faixa por faixa seria desnecessário, já que em absolutamente todas elas o que temos é o rock'n'roll mais fino em seu estado mais cru e selvagem. Simplesmente obrigatório e formador de caráter.

Jerry Lee Lewis - vocais, piano
Johnny Allen - guitarra
Pete Shannon Harris - baixo
Barrie Jenkins - bateria

01. Mean Woman Blues
02. High School Confidential
03. Money (That's What I Want)
04. Matchbox
05. What'd I Say (Part 1)
06. What'd I Say (Part 2)
07. Great Balls Of Fire
08. Good Golly, Miss Molly
09. Lewi's Boogie
10. Your Cheating Heart
11. Hound Dog
12. Long Tall Sally
13. Whole Lotta Shakin' Goin' On

Por Gabriel

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sábado, 9 de julho de 2011

Head Cat – Walk the Walk... Talk the Talk [2011]


Quem já conhece o bom e velho Lemmy, sabe que seu negócio nunca foi o excesso de rótulos. Portanto, se você questioná-lo sobre o Motörhead e este Head Cat, ele dirá que as duas bandas fazem a mesma coisa: Rock and Roll! E apesar do peso mais acentuado no primeiro caso, a estrutura musical não se difere muito mesmo. Portanto, os fãs do grande Ian Kilmister não devem deixar esse play passar batido. Mais uma vez se juntando aos figuraças Danny B. Harvey e Slim Jim Phantom, o imortal senhor nos oferece um som direto, totalmente sem frescuras e indicado para quem gosta de curtir a vida ao som do que de melhor a música pode oferecer.

Além das inéditas, Walk the Walk... Talk the Talk traz dois covers. E a turma já escolheu logo duas lendas para homenagear. Ninguém menos que Eddie Cochran (“Something Else”) e Chuck Berry (“Let it Rock”) são lembrados com a categoria de quem sabe tudo sobre o estilo, como fica claro em petardos como o primeiro single, “American Beat”, que abre os trabalhos. Vale citar que apenas duas faixas ultrapassam os três minutos de duração, ou seja, a coisa é básica ao extremo, para alegria geral. Com um cenário desses, a tarefa impossível é indicar destaques, já que simplesmente todos os momentos são dignos de nota máxima.



Quem estiver esperando um som na velocidade da luz, com riffs de guitarra estilo serra elétrica, com certeza vai perder tempo. Mais do que isso, perderá a oportunidade de apreciar um som de primeiríssima linha, executado com a competência de verdadeiros craques do gênero. Sendo menos exigente no aspecto peso, ponha para rodar, puxe a dama mais próxima para dançar e delire. E como Lemmy declarou em recente entrevista à Rolling Stone, definindo o som do Head Cat: “É Rock and Roll dos velhos tempos, música para fazer você se sentir bem. É o tipo de som para convencer sua namorada a transar mais tarde”.

Precisa dizer mais? Sim, que desce ainda melhor tomando umas geladas junto! Indicado para os apreciadores de todas as vertentes. Candidato em potencial ao posto de disco mais divertido do ano.

Lemmy Kilmister (bass, vocals)
Danny B. Harvey (guitars, keyboards)
Slim Jim Phantom (drums)

01. American Beat
02. Say Mama
03. I Ain't Never
04. Bad Boy
05. Shaking All Over
06. Let It Rock
07. Something Else
08. The Eagle Flies On Friday
09. Trying To Get To You
10. You Can't Do That
11. It'll Be Me
12. Crossroads

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JAY

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Jeff Beck – Rock’n’roll Party (Honoring Les Paul) [2011]


Pare imediatamente o que você está fazendo agora e leia essa resenha!

Quer dizer, você já está lendo a resenha, então não pare. Aqui está a maior celebração do rock’n’roll que se pode imaginar desde muito tempo.

Nada de arranjos modernosos para rockabilly antigo ou vocais afetados que não encaixam no contexto. O que Jeff Beck fez foi recrutar um time absurdamente competente e realizar uma festinha que me fez pensar, afinal, por que eu não fui convidado ou sequer tentei entrar de penetra.

Um ano depois da morte do gênio Lester William Polsfuss (Les Paul, para os íntimos), mais precisamente em junho de 2010, Beck resolveu fazer um tributo àquele que foi uma das suas primeiras inspirações. O repertório remete à era de ouro do rockabilly e do bebop, com canções que, não raramente, flertam com o Jazz e o blues de raiz.

O local escolhido foi o Iridium Jazz Club, em Nova York, local onde Les Paul costumava se apresentar nos últimos anos de sua vida todas as sextas-feiras. Isso com mais de 90 anos de idade! Recrutou a The Imelda May Band e contou com as participações providenciais de Brian Setzer (Stray Cats), Trombone Shorty, Gary U.S. Bonds e mandou ver na alternância de guitarras absolutamente clássicas, catadas a dedo de sua coleção pessoal (o bônus do DVD mostra cada uma delas).

Telecaster de 1959, Gretsch, Gibson semi acústica e Les Paul, o músico consegue extrair timbres maravilhosos de todas elas. Mas é com a Stratocaster que Beck mostra que está em sua área de conforto. Ora a guitarra soa como um piano, ora como um sax e ora como... guitarra!

O que foi feito de melhor no estilo está lá. Abrimos os trabalhos com Darrel Highman fazendo vocalizações à La Elvis Presley dos bons tempos. Sem soar um pastiche ou uma cópia descarada, as vocalizações encaixam em todas as performances em que ele canta, de Baby Let’s Play House (que fez um jovem Elvis ficar milionário da noite para o dia em 1956, infelizmente presente só no DVD), passando por Train Kept’ a Rolling (Johnny Burnette, imortalizada pelos Yardbirds) e Twenty Flight Rock.



São muitos clássicos da era de ouro. Tem as instrumentais Peter Gunn, numa versão de fazer John Belushi virar na cova, Sleepwalk e Apache (Shadows). Tem Gene Vincent, Buddy Holy e tantas pedradas que fica difícil comentar cada uma das 28 músicas apresentadas aqui. Isso porque a versão deluxe postada aqui traz um cd bônus com as sobras que não entraram no play original e nem no DVD.



A irlandesa Imelda May dá um show à parte. Canta muito, e entra no palco com um vestidão que lembra Aretha Franklin dos primórdios. Ela faz um pequeno discurso dizendo o quanto é bom estar ali, afinal , por muito tempo trabalhou somente como backing vocal e, agora, tem a oportunidade de trabalhar com o gênio Jeff Beck e como vocalista principal. Talentosa, linda e carismática, me fez perguntar por que diabos alguém ainda dá conversa para Emy Winehouse. Vejam Imelda e esqueçam daquele pequeno bagaço de cana. Os trabalhos de overdub do seus vocais deixam a performance ainda mais avassaladora. Virei fã imediato.



No DVD podemos ver que a platéia foi selecionada. Pequenas tomadas revelam Kirk Hammet, Warren Haynes, David Bowie e outras figurinhas que não estão lá para fazer uma análise crítica da performance, mas para curtir sentados em suas mesas tomando um bom trago. Agora começo a entender por que não fui convidado, mas paciência. Um dia essa panelinha cai e aí será a minha vez.

É incrível como o alto astral impera por todo o show. Cada música vem recheada de uma alegria e um tesão de tocar por parte da banda que chega a ser chocante. Não existem, aparentemente, protocolos a ser seguidos. A ordem do dia é a diversão. Os arranjos são simples e diretos, mas tão bem executados que levam às lágrimas os mais entusiasmados.

Esse post vai para meus amigos Iver e Peter, que gentilmente me presentearam como o DVD. Agora disponibilizo a todos o privilégio de curtir o som.

Aumenta que isso aí é rock’n’roll!!!!!

Track List

CD 1

01 – Double Talkin’ Baby
02 – Cruisin’
03 – The Train Kept’ a Rollin’
04 – Cry Me a River
05 – How High The Moon
06 – Sitting On Top Of The World
07 – Bye Bye Blues
08 – The World is Waiting For The Sunrise
09 – Vaya Con Dios
10 – Mockin’ Bird Hill
11 – I’m A Fool To Care
12 – Tiger Rag
13 – Peter Gunn
14 – Rocking Is Our Business
15 – Apache
16 – Sleep Walk
17 – New Orleans
18 – Walking In the Sand
19 – Please Mr. Jailer
20 – Twenty Flight Rock

CD2

01 – Corpus Christy Carol
02 – Hammerhead
03 – Over The Rainbow
04 – Brusch Woth The Blues
05 – A Day In The Life
06 – Nessun Dorma
07 – How High The Moon
08 – People Get Ready

Jeff Beck (guitarras)
Darrell Higham (vocais, guitarras)
Imelda May (vocais)
Leo Green (saxofone)
Lou Marini (sax barítono)
Dave Priseman (trompete)
Jason Rebello (teclados)
Steve Rushton (bateria)

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Por Zorreiro

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Little Richard – The Best of the Specialty Years [1956 a 1959]




Richard Wayne Penniman nasceu em 5 de dezembro de 1932 na cidade de Macon, Georgia, em uma época da história americana em que negros tinham que usar espaços separados dos brancos, de banheiros a assentos em transportes públicos. A Ku Klux Klan, seita segregacionista extremamente radical, ainda existia e fazia vítimas entre negros, ciganos e homossexuais nos Estados Unidos da América (dizem que ainda está na ativa). O clima era de exclusão social e o país da liberdade mantinha uma escravidão velada entre seus próprios habitantes.

Os negros, então, traziam uma bagagem cultural africana que permanecia quase intacta em relação à influência européia. Os sons desenvolvidos nas lavouras do país, de norte a sul, passaram a encantar a elite branca e iniciou-se a formação de um caldeirão cultural que mudaria a história das artes: o rock’n’roll!

Alguns atribuem a origem do rock’n’roll ao branco Bill Halley, outros a Johnnie Johnson e Chuck Berry (a dupla mais quente dos anos 50). Mas ninguém nega que o som foi uma mistura do blues negro com o bluegrass e o country brancos, que sofreu pitadas de todos os estilos possíveis e imagináveis.

Neste cenário surge Little Richard, negro e homossexual, que era um pianista genial que cantava como um louco. Sua voz influenciou John Fogerty, John Lennon, Robert Plant e todos os vocalistas de rock que vieram depois. Seu estilo influenciou até John Bonham (ouça a introdução de Keep a Knockin’ e me diga já não a ouviu em alguma canção do Led). Ele clama para si o título de “o arquiteto do rock’n’roll”. É pouco.




Fogerty bem que tentou essa

Richard começou a sua carreira cedo, em 1945, na cena gospel de New Orleans. Passou a injetar diversos elementos em seu som, em especial o groove do rhythm’n’blues e as melodias do soul e do country. Em 1955 ele estoura nas paradas americanas com a música Tutti Frutti, trazendo um estereótipo vocal que era desconhecido da juventude da época. Algo rouco e sensual, mas, ao mesmo tempo, gritado e enérgico.

Depois do auge nos anos 50, Richard se tornou pastor evangélico, ou reverendo, como chamam os americanos, mas continuou fazendo aquilo que melhor sabe fazer: música. Atualmente, Little Richard anunciou a sua aposentadoria. Disse que não consegue mais fazer o que fazia após os 70 anos de idade. Pena. Nunca tive o privilégio de o ver ao vivo.

O que lhes trago é uma coletânea feita por mim dos seus maiores sucessos dos anos 50, com clássicos retirados dos discos Little Richard (1956), Here’s Little Richard (1957), Little Richard (1958) e The Fabulous Little Richard (1959), da época da gravadora Specialty Records. Existem diversas coletâneas dele por aí, então resolvi repetir a dose do que já existe, na minha ordem de preferência. A capa é do disco Little Richard, de 1958. Algumas músicas já foram postadas pelo Maurício Knevitz, mas aqui, repito, temos uma coletânea.




Isso é rock’n’roll

Coloque sua calça jeans justa e sua jaqueta de couro; passe um gumex ou vaselina no cabelo (gel é proibido). Diga pra sua gata botar um vestidinho rodado e acelere sua lambreta a mil pelo Brasil. Essa é trilha sonora.

Track List

1. Lucille
2. Long Tall Sally
3. Whole Lotta Shakin’ Goin’ On
4. Good Golly Miss Molly
5. Tutti Frutti
6. Rip It Up
7. Keep a Knockin’
8. Short Fat Fanny
9. Ooh My Soul
10. Jenny Jenny
11. The Girl Can Help It
12. I Don’t Know What You Got
13. Money, Money
14. Slippin’ & Sliddin’
15. She’s Got It

Formação básica (diversos outros músicos acrescentaram suas partes no estúdio)

Little Richard (vocais e piano)
Lee Allen (sax tenor)
Alvin "Red" Tyler (sax barítono)
Frank Fields (baixo)
Earl Palmer (bateria)
Edgar Blanchard (guitarra)


Ooh my soul. Um tira da pesada?
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Por Zorreiro

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Little Richard - Here's Little Richard [1957]

Eu até fico bolado por não ter praticamente nada de rockabilly aqui na Combe, mas esse é um erro que aos poucos eu vou corrigindo. Então, aí vai pra vocês mais um dos grandes gênios do maravilhoso estilo, Little Richard.

Fazendo um som agressivo (para época, isso era um chute no estômago), divertido, enérgico e intenso, Little Richard é considerado por muitos como um dos pais do rock 'n' roll. Quem foi o primeiro não interessa, o que interessa é que esse som é realmente do caralho, sendo ouvido até hoje por fãs de rock dos mais diversos estilos e nunca soando ultrapassado. Pra mim, quem não gosta de rockabilly é um tremendo de um BUNDÃO, e não conheço ninguém, NINGUÉM que não goste dos grandes ícones do estilo.

Enfim, "Here's Little Richard" é o primeiro disco do cara, e mostra um som incrivelmente foda, tipo, fodão mesmo. Um som extremamente divertido, dançante, enérgico, que te faz querer ouvir o disco umas 5 vezes seguidas pra mais! É música feita com o coração e com a alma, rock 'n' roll DE VERDADE, sem frescuras, modismos ou intenção de só vender milhares de discos e depois sumir do mapa, e se percebe a clara empolgação de Little Richard em cada faixa do disco.

E esse sentimento de empolgação com que Little Richard gravou o álbum é transmitido perfeitamente ao ouvinte, que tente a sair gritando as músicas por aí dançando e ficar com as mesmas na cabeça durante dias. E como já disse, é rock 'n' roll DE VERDADE, simples, divertido, com os gritos enlouquecidos de Little Richard, saxofones, piano, e é claro, os instrumentos básicos do rock: bateria, baixo e guitarra. Não é nada muito complexo, mas porra, rock 'n' roll é diversão, não precisa ser complexo! Não precisa ser cabeça! Precisa mesmo é ser BOM.



É impossível dar destaques pra um disco perfeito como esse, então nesse caso, prefiro comentar todas as faixas, que nem já fiz aqui antes em discos que também acho do caralho do início ao fim. O disco já abre bem. Bem não, já abre ótimo, com a mais que clássica "Tutti Frutti", que se tu se diz roqueiro e nunca ouviu, tomara que desenvolva um câncer na próstata. Depois vem a "True Fine Mama", uma das melhores músicas que já escutei, sem exageros. Em seguida vem a mais calma "Can't Believe You Wanna Leave", mas que mesmo assim, tem o seu ar animado. E o ritmo sobe com o rock 'n' roll insano de "Ready Teddy", outro clássico. Em seguida temos outra mais calma, "Baby", mas que também mantém seu ar animado e é realmente muito bonita. "Slipin' and Slidin'" é uma música ideal para festas. E logo em seguida vem outro clássico, "Long Tall Sally", que automaticamente, já faz você começar a dançar e a gritar a letra. Energia pura! "Miss Ann" segue naquela linha das músicas "Baby" e "Can't Believe You Wanna Leave", um som mais calmo, mas ainda sim, animado. "Oh Why?" segue nessa linha também, e dá caminho para a trinca matadora que fecha o disco, "Rip It Up", "Jenny Jenny" e "She's Got It". Três faixas perfeitas, como o disco inteiro.

Então, seja lá o que você curta, seja punk, hard, progressivo, heavy metal e derivados, essas coisas de hippie e tal, é OBRIGATÓRIO que você baixe esse disco, pois é um clássico e todos que se dizem fãs de rock devem ouvir esse disco pelo menos uma vez na vida.

Chega de enrolação. Baixe agora e não se arrependerá!

1. Tutti Frutti
2. True Fine Mama
3. Can’t Believe You Wanna Leave
4. Ready Teddy
5. Baby
6. Slippin’ and Slidin’
7. Long Tall Sally
8. Miss Ann
9. Oh Why?
10. Rip It Up
11. Jenny, Jenny
12. She’s Got It

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Maurício Knevitz

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Flamin' Groovies - Teenage Head [1971]

Já fazia tempos que queria postar material do Flamin' Groovies na Combe, mas, acabava esquecendo ou deixando pra depois. Mas, hoje decidi trazer pra vocês essa pepita que é o "Teenage Head".

A banda foi formada nos EUA em 1965 e prefiriu não fazer parte da festa psicodélica/progressiva da época, e fazer sim, um rockabilly com algumas influências notáveis de blues. Por serem bem garageiros e fazerem um som bem cru e agressivo pra época, chegaram a influenciar inúmeras bandas punks que viriam a surgir depois. Mas daí, é outra história. A banda acabou em 1992 e deixou 16 registros sonoros oficiais, incluindo EPs, coletâneas e álbuns ao vivo.

Bem, "Teenage Head" é uma obra prima do rock. Sem exageros. Rockabilly garageiro, influências de blues pegando forte e músicas realmente muito bonitas e empolgantes. O disco tem 9 músicas e quase 38 minutos de duração, e é só alegria do início ao fim, sem nenhuma faixa que te faça querer passar ou pensar "véio, que chatice!". Além de tudo, é o álbum mais clássico do Flamin' Groovies, estando no livro "1001 discos para ouvir antes de morrer", livro que cá entre nós, não é muito bom, mas, se não fosse por ele, talvez nunca teria conhecido o Flamin' Groovies (!).



Como já falei, o som aqui é um rockabilly com influência blues forte pegando. Músicas simples, porém geniais. O disco abre bem pra caralho, com "High Flyin' Baby", uma música simplesmente boa pra cacete. Uma das melhores não só do disco, mas como da banda! Depois, vem a lindíssima balada "City Lights", que é de arrepiar os pelinhos do saco mesmo, e olha que não sou lá um fã de baladas! "Have You Seen My Baby?" já é um rockão pra deixar o pau duro de tão foda. "Yesterday's Numbers" também é boa, não deixando a peteca cair e encerrando com estilo o lado A.

Abrindo o lado B, temos a clássica, a sensacional e mais que genial faixa-título, uma das melhores músicas que eu já ouvi na minha vida, sem exageros! Riff sacana, letra muito boa, vocal nervoso, gaitinha malandra no fundo, baixo marcando bem os tempos e bateria simples, porém empolgante. E depois, vem "32-20", com uma pegada totalmente blues/country. "Evil Hearted Ada", é um rockabillyzão foda, que chega até a lembra o Elvis em alguns momentos. "Doctor Boogie" é outro rockão bem na manha capaz de arrepiar até os pelinhos do saco! O disco fecha com a ótima balada "Whisky Woman", mas que, mesmo sendo muito boa, não supera a "City Lights". Mesmo assim, é uma baladaça!

Eu poderia ficar mais horas fazendo criticas positivas pra esse disco, mas, iria perder o dia todo, o texto ficaria enorme e ninguém teria saco de ler, então, já vou parando por aqui, hahaha.

Só vou dizer uma coisa, se você é fã de rock 'n' roll, você PRECISA ter esse disco na sua coleção, pois garanto, após algumas audições, irá se tornar um de seus álbuns preferidos.

01. High Flyin`Baby
02. City Lights
03. Have You Seen My Baby
04. Yesterday`s Numbers
05. Teenage Head
06. 32-20
07. Evil Hearted Ada
08. Doctor Boogie
09. Whiskey Woman

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Maurício Knevitz

sábado, 13 de novembro de 2010

V.A. - The Roxy London WC2 [1977] + Hope & Anchor Front Row Festival [1978]

Todos nós sabemos da orgia musical que ocorreu na Inglaterra no final dos anos 70. Inúmeras bandas punks surgiam e espalhavam o caos e a desordem sonora. E não só bandas punks: também surgiam vários grupos de new wave e pub rock (garage rock inglês), fazendo som um arregaçador e extremamente agressivo na época. Tudo aquilo era realmente uma afronta a sociedade britânica, aos costumes idiotas, ao estado, aos modismos, e a mídia. Jovens deliquentes cuspiam toda sua raiva pra fora, a exaltavam com riffs agressivos e espancando suas baterias. Os maiores exemplos de toda essa raiva explosiva nós podemos encontar no épico "Never Mind The Bollocks" dos Sex Pistols e nos álbuns do Clash, que realmente são muito bons. Mas, se você quiser saber realmente o que acontecia naquela época, o que acontecia nos pubs das cidades inglesas nos anos de 1977 e 1978, e quiser testemunhar todo esse caos sonoro, você deve ouvir essas duas coletâneas que venho postar hoje: "The Roxy London WC2" e "Hope & Anchor Front Row Festival". Sem mais delongas, vamos as resenhas dessas duas pepitas.

The Roxy London WC2 [1977]

"The Roxy London WC2" é uma compilação de gravações que foram feitas entre janeiro e abril de 1977, no Roxy Club, um pub lendário onde tocaram inúmeras bandas punks importantíssimas, como as presentes aqui Slaughter and the Dogs, Adverts, Wire, Johnny Moped, Eater, X-Ray Spex e Buzzcocks, além de outras que não foram incluidas aqui, como o U.K. Subs, Sham 69, The Damned e até mesmo, The Clash e Sex Pistols. Também foi no Roxy Club que foi gravado o filme "Punk Rock Movie", de Don Letts, um filme que mostra vários concertos de várias bandas além de entrevistas e pessoal de platéia fazendo loucuras.

Essa compilação traz uma palinha do que o punk rock inglês tem de melhor, e com muito estilo! São 12 faixas e 8 bandas geniais. O disco abre com os malucos do Slaughter and the Dogs rasgando cabaços com duas de suas melhores músicas, "Runaway" e "Boston Babies". Depois vem os maníacos do The Unwanted com "Freedom". E a loucura segue com os drogados do Wire. São duas faixas muito doidas e brisantes, visto que o Wire tratava sempre de temas sem nexo em suas músicas, que geralmente eram simplíssimas e iam repetindo os mesmo acordes até eles encherem o saco, fazendo com que na maioria das vezes, a música acabasse do nada, sem "maiores explicações". O disco segue com os Adverts e sua "Bored Teenagers", um dos melhores punk rocks da história, fechando o lado A.

O Lado B abre com o maluco Johnny Moped e uma de suas melhores músicas, "Hard Loving Man", um rock 'n' roll com altas doses de punk. E logo depois, vem os adolescentes extremamente politicamente-incorretos do Eater, mandando duas pancadas na cabeça. Acho que esses guris só não eram mais loucos que GG Allin mesmo, pois já foram acusados de serem machistas, nazistas, racistas e inúmeros outros "istas". Depois o X-Ray Spex manda "Oh Bondage! Up Yours", uma das melhores músicas que já compuseram. Essa aliás, é uma banda bem interessante, já que possui uma mulher no vocal e outra mina no sax (!). O disco fecha com dois sons dos Buzzcocks, banda clássica no meio punk. Não preciso nem comentar nada.

Essa compilação é simplesmente ÉPICA, e mostra o que o punk rock inglês tem de melhor. Sem mais. Vá direto ao link do download e baixe sem pensar, seja lá qual for o seu estilo.

1. Runaway - Slaughter & The Dogs
2. Boston Babies - Slaughter & The Dogs
3. Unwanted - Freedom
4. Lowdown - Wire
5. 12xu - Wire
6. Bored Teenagers - Adverts
7. Hard Loving Man - Johnny Moped
8. I Don't Need It - Eater
9. Fifteen - Eater
10. Oh Bondage! Up Yours - X-Ray Spex
11. Breakdown - Buzzcocks
12. Love Battery - Buzzcocks

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Hope & Anchor Front Row Festival [1978]

Se você quer saber o que se passava nos pubs ingleses em geral, esse é o disco ideal, camarada! Aqui temos não só bandas de punk rock, mas como bandas de pub rock safadas, new wave, rockabilly, power pop (de verdade!) e até mesmo reggae! Embora reggae tenha apenas uma música de uma banda, hahaha.

Gravado no pub "Hope & Anchor" no ano de 1978, traz 17 bandas e 25 músicas. Na época, "Hope & Anchor Front Row Festival" foi lançado em LP duplo. Não sei se foi relançado em CD, mas se foi, devem ter juntado tudo isso num CD só, já que nossas modernidades nos permitem.

Bom, por ter 25 músicas e 17 bandas, o disco traz muitos pontos positivos, mas também, alguns negativos - o grande problema das compilações (e até mesmos discos de uma só banda) muito extensas. Mas, no caso, temos que ficar satisfeitos, porque o número de pontos positivos é bem grande e os pontos positivos quase te fazem esquecer os negativos.

O disco já abre em grande estilo, com "Dr. Feelgood" da Wilko Johnson Band, banda de Wilko Johnson, guitarrista do Dr. Feelgood, ótima banda que já postei aqui. Depois vem os Strangles com seu punk/new wave do demônho. Depois temos uma seqüência matadora de músicas: "Styrofoam" do Tyla Gang, "Don't München It" do The Pirates e "Speed Kills" da Steve Gibons Band. Depois, vem a bizarra "I'm Bugged" do XTC, um som realmente muito maluco e que deve ser uma viagem ouvir quando se está drogado. Depois, uma de minhas performances preferidas do disco: Suburban Studs com "I Hate School", arrebentando algumas pregas. Em seguida, The Pleasers, com seu rockabilly de "Billy". O XTC volta com outra música não tão chapada, a "Science Friction", mas ainda sim muito legal. E, depois, temos nada mais nada menos do que os Dire Straits! Isso mesmo, os Dire Straits! Sua participação no álbum fica por conta da "Eastbound Train". Depois temos Burlesque com "Bizz Fizz", uma das músicas mais legais do disco, seguido do X-Ray Spex, presente também na outra coletânea acima, "The Roxy London WC2", mas aqui com uma música diferente: "Let's Submerge", na minha opinião, a melhor da banda. E o ritmo não para, agora vem um dos melhores momentos do disco, uma trinca matadora de músicas, "Crazy" do 999, "Demolition Girl" do The Saints, e mais uma vez, 999 com "Quite Disappointing". Quem curte punk rock, sabe como essas bandas são importantes para o estilo e então se você é fã do estilo, a participação deles aqui já é motivo suficiente pra baixar essa pepita. O ritmo cai com a chatíssima "Creatures Of Doom" dos Only Ones. Mas logo os Pirates voltam pra reanimar o negócio, que cai de novo com o Steel Pulse e seu reggae de mal gosto. Mas, de novo, o ritmo volta com o Roogalator e "Zero Hero". Após, vem Phillip Rambow com a mezzo "Underground Romance". Depois, os Pleasers, Tyla Gang, Steve Gibbons Band, Wilko Johnson Band e Stranglers voltam pra fechar essa pepitaça.

Sem mais frescuras, PEPITAÇA MESMO, recomendo a todos os fãs de punk, de new wave, de rockabilly, garage, ou seja lá o que for! Esse é um dos discos mais épicos da história e uma das melhores compilações que já ouvi, sem exageros. Não perca mais tempo e vá direto aos links!

1. Dr. Feelgood - Wilko Johnson Band
2. Straighten Out - The Stranglers
3. Styrofoam - Tyla Gang
4. Don't München It - The Pirates
5. Speed Kills - Steve Gibbons Band
6. I'm Bugged - XTC
7. I Hate School - Suburban Studs
8. Billy - The Pleasers
9. Science Friction - XTC
10. Eastbound Train - Dire Straits
11. Bizz Fizz - Burlesque
12. Let's Submerge - X-Ray Spex
13. Crazy - 999
14. Demolition Girl - The Saints
15. Quite Disappointing - 999
16. Creatures of Doom - The Only Ones
17. Gibson Martin Fender - The Pirates
18. Sound Checking - Steel Pulse
19. Zero Hero - Roogalator
20. Underground Romance - Phillip Rambow
21. Rock 'n' Roll Radio - The Pleasers
22. On The Street - Tyla Gang
23. Johnny Cool - Steve Gibbons Band
24. Twenty Yards Behind - Wilko Johnson Band
25. Hanging Around - The Stranglers

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Maurício Knevitz

PS: Post pra ninguém botar defeito, então, por favor caras, tratem de comentar!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

The Trashmen - Tube City: The Best of the Trashmen [1992]

O Trashmen infelizmente é conhecido como uma banda de uma música só, música que no caso, seria "Surfin' Bird", coverizada por diversos artistas dos mais diversos estilos, como os Ramones, o Sodom, The Cramps e os Cascavelletes, só pra citar algumas mais famosas. Além de ter um episódio do desenho Family Guy (no Brasil, "Uma Família da Pesada") que tem como tema essa música, e ela ter também tocado em trocentos filmes.

Mas além de "Surfin' Bird" a banda deixou outros registros ótimos, no qual a maioria podem ser encontrados nessa coletânea, "Tube City: The Best of the Trashmen" uma das melhores coletâneas que já ouvi.

Os "homens-lixo" fazem um som realmente genial, misturando elementos de surf rock com rockabilly e garage. Tem várias músicas instrumentais, como "Tube City", "Misirlou" e "Malaguena", "Bird Bath" e "Bad News", todas incrivelmente geniais, que te fazem viajar pra caralho. Isso sem falar nas outras, "My Woodie", a já citada "Surfin' Bird" (creio que a maioria dos que conhecem essa maravilhosa banda, conheceram por essa música), "Kuk", "King Of The Surf" (essa música deveria ser incluída no disco de covers "Acid Eaters" do Ramones, mas como todos sabem, Johnny Ramone não era um excelente guitarrista, e não conseguia executar a introdução desta, então foi deixada de lado), "Sleeper", "Bird Dance Beat", "It's So Easy" e "A-Bone".

Um ótimo registro de uma banda também muito boa, e que infelizmente, não tem o reconhecimento que deveria. Pelo menos eu acho que esses caras deveriam estar no mínimo no mesmo patamar dos Beach Boys, por exemplo, e terem sua obra reconhecida não só pelo hit "Sufin' Bird", mas também por outras de suas músicas.

Se você não conhece o trabalho dos caras, não perca mais tempo e baixe agora mesmo!

01. Tube City
02. My Woodie
03. Surfin' Bird
04. Misirlou
05. Money
06. Kuk
07. King Of The Surf
08. Bird Bath
09. It's So Easy
10. Henrietta
11. Malaguena
12. Sleeper
13. Bird Dance Beat
14. A-Bone
15. Bad News
16. On The Move
17. Peppermint Man
18. New Generation
19. Whoa Dad
20. Real Live Doll

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Maurício Knevitz

Chuck Berry - Chuck Berry Is On Top [1959]

Que Elvis Presley que nada, o rei do rock mesmo é o Chuck Berry!

Cara, falha imperdoável ainda não ter material dele na Combe! Caralho! Mas agora vou corrigir esse erro, com o post de hoje, que se trata de uma coletânea de 1959 com os maiories sucessos dele lançados até então.

Bem, Chuck Berry dispensa qualquer tipo de apresentação. Como todos sabem (ou deveriam saber), esse cara foi um dos pais do rock 'n' roll, junto com outros caras muito maneiros da década de 50 como Little Richard, Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e Bill Halley (prometo que posto todos aqui! não tudo de uma vez, é claro), e creio que não há nenhum visitante do blog que não conheça ao menos a mais que clássica "Johnny B. Good", que eu acho que é uma das canções mais famosas da história do rock 'n' roll.

Como eu já disse, esse disco de hoje é uma coletânea de 1959 com os maiores hits do Chuck Berry lançados até então. Sendo assim, não pode ser algo ruim, muito pelo contrário! Meus destaques ficam pras faixas "Almost Grown", "Sweet Little Rock 'n' Roller", "Maybellene", "Roll Over Beethoven", "Little Queenie", "Around and Around" e obviamente para o clássico supremo de "Johnny B. Good".

Disco OBRIGATÓRIO para TODOS, eu disse TODOS os fãs de rock, seja você um punks hard rocker, headbanger, hippie ou seja lá o que for, se você curte rock deve curtir Chuck Berry! E se você se diz fã de rock 'n' roll e nunca ouviu nada no cara, deixe de ser um bunda-mole e baixe esse disco logo!

1. Almost Grown
2. Carol
3. Maybellene
4. Sweet Little Rock 'n' Roller
5. Anthony Boy
6. Johnny B. Good
7. Little Queenie
8. Jo Jo Gunne
9. Roll Over Beethoven
10. Around and Around
11. Hey Pedro!
12. Blue For Hawaiians

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Maurício Knevitz

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Stray Cats - Stray Cats [1981]

Poucos dos que freqüentam a Combe devem saber, mas eu gosto muito de rockabilly, dos ídolos dos anos 50 como o Elvis Presley, o Jerry Lee Lewis, o Little Richard ou o Chuck Berry. E também de algumas bandas que vieram depois com a proposta de "ressuscitar" o som desses gloriosos músicos. Uma dessas bandas é o Stray Cats, que é o primeiro nome que me vem na cabeça quando me falam em rockabilly e é também minha banda preferida do estilo.

Vi que na Combe também que tem só um post do estilo, então me vi praticamente obrigado a postar esse grande disco.

A banda foi formada em 1979 por Brian Setzer (vocal e guitarra), Lee Rocker (baixo) e Slim Jim Phantom (bateria), em Long Island, nos EUA. Seu som rockabilly não agradou muito por aquelas bandas, então eles resolveram ir pra Inglaterra, onde o chamado "rockabilly revival" estava começando a surgir e ser bem aceito.

Não demorou para arrumarem um produtor e gravar seu primeiro disco, esse que venho postar hoje, em 81.

Considero como um disco essencial na discografia de qualquer fã de rock 'n' roll, sim, não importa o estilo que mais gosta, se tu gosta de rock 'n' roll, deve pelo menos dar uma ouvida nesse disco que é simplesmente genial. O disco inteiro já é um destaque em si, mas vale citar "Runaway Boys", "Rock This Town", "Jeanie Jeanie Jeanie", "Rumble in Brighton", "Stray Cat Strut" e "Wild Saxofone".

Disco genialíssimo, e concerteza irá compensar a falta de material rockabilly aqui na Combe. Baixe sem medo!

1. Runaway Boys
2. Fishnet Stockings
3. Ubangi Stomp
4. Jeanie, Jeanie, Jeanie
5. Storm The Embassy
6. Rock This Town
7. Rumble In Brighton
8. Stray Cat Strut
9. Crawl Up And Die
10. Double Talkin Baby
11. My One Desire
12. Wild Saxaphone

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Maurício Knevitz

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Full Blown Cherry - The Rockabilly Tribute To The Ramones [2005]


O Full Blown Cherry é um trio americano de rockabilly formado em 1997. A banda começou com surf music, e aos poucos mudou para o estilo que remete a Carl Perkins, Chuck Berry e Elvis Presley. Ficou relativamente conhecida no mundo ao ter uma ótima idéia: um tributo cinquentista aos Ramones.

E é claro que deu certo. Toda a energia e a irreverência do grupo crucial ao punk rock foi transformada aqui em rockabilly, com toda a pegada country e os vocais característicos. Uma mistura de Joey Ramone com Elvis Presley [risos].

O som segue a cartilha de quando o rock 'n' roll era música para se dançar: tudo simples, guitarras limpas, contrabaixo andante (isso mesmo, nada de baixo elétrico), bateria suave, saxofones aqui e ali. É um álbum muito divertido, acima de tudo.

Os destaques ficam para as clássicas Blitzkrieg Bop, Sheena is a Punk Rocker, Teenage Lobotomy, I Wanna Be Sedated e Do You Remember Rock 'n' Roll Radio?. Mas realmente vale a pena ouvir do início ao fim.

Por fim, digo que é um trabalho muito interessante. Um tributo criativo e feito com muita personalidade, mas que não tira a essência das versões originais. Vale o download para quem gosta de rockabilly e de psychobilly, é claro. Mas realmente imperdível para qualquer fã dos Ramones.

01. Blitzkrieg Bop
02. Rockaway Beach
03. Sheena Is A Punk Rocker
04. Cretin Hop
05. She's The One
06. Judy Is A Punk
07. The KKK Took My Baby Away
08. Teenage Labotomy
09. I Wanna Be Sedated
10. Do You Remember Rock 'N' Roll Radio
11. Beat on the Brat
12. Bop 'Til You Drop

Steve DelRey - guitarra, vocais
Halsey B. Gone - bateria, vocais de apoio
Mick Rath - contrabaixo, vocais de apoio

"The Neighbor" - saxofone

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Jp