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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Hanoi Rocks - Bangkok Shocks, Saigon Shakes, Hanoi Rocks [1981]



O Hard Rock oitentista é um dos estilos do Rock que menos ouço, por pura preferência. Quando resolvi checar qual era a do som do Hanoi Rocks (que a grande maioria dizia ser uma ótima banda), me impressionei. Não só por causa da qualidade da banda, mas por eu ter gostado (não logo de cara). Sendo assim, cá estou para trazer mais uma pepita de uma banda que já foi apresentada aos passageiros pelos companheiros Dragztripztar e Weschap Coverdale.

A formação da banda data do final dos anos 70, e o começo foi tão difícil que eles chegaram a esmolar. O primeiro single veio em 1980 e no ano de 1981 o debut Bangkok Shocks, Saigon Shakes, Hanoi Rocks veio à luz do dia, produzido pela dupla Michael Monroe e Andy McCoy e lançado pela Johanna Kustannus, um selo finlandês. Sim, a banda é da Finlândia! E é aí que está uma característica estranha. O som é aquele típico Hard Rock americano da Sunset Strip, com pitadas do Punk e do Glam. Não é à toa que eles influenciaram praticamente todas as bandas consagradas do Hard Rock depois, além de ser responsáveis pela criação do Sleaze.



Apesar de não ter saído por uma gravadora grande, o debut teve vendas satisfatórias, alçando-se para a quinta posição nos charts da terra natal dos caras. O que temos aqui, meu caro, é o Hard Rock oitentista na sua mais pura forma somado às influências Glam e Punk, como eu já disse. O resultado, se não foi genial, há de agradar os bons amantes dessas características. Riffs grudentos (assim como os refrões), bateria acelerada, enfim, algo de fácil digestão e que promete viciar na primeira audição.

Toda a banda é competente, apesar de não apresentarem fantásticas habilidades em seus respectivos instrumentos. Michael Monroe merece nota por tocar saxofone em algumas faixas (algo que se tornaria bem mais freqüente ao decorrer da carreira), e engana-se quem pensa que soa deslocado em meio às guitarras e à bateria acelerada. Muito pelo contrário, o clima festeiro parece ganhar mais intensidade. Por essas e por outras, o Hanoi Rocks foi e é admirado por sua originalidade. Não há superficialidade. Não há fabricação.



Hoje em dia, Hanoi Rocks é cult e continua influenciando músicos dessa geração, como Dave Grohl e Joey Jordison. Uma pena não ter conquistado o reconhecimento e a fama de seus influenciados. Se você duvida, basta apenas dar play. Destaques ficam com a abertura "Tragedy", a acelerada "Stop Cryin'", a belíssima "Don't Never Leave Me" (que ganhou uma releitura no já postado Two Steps From The Move intitulada "Don't Ever Leave Me"), "First Timer", uma das mais punks, e para a clássica "11th Street Kids".

Diversão garantida! Clássico!


Michael Monroe - vocais, saxofone
Nasty Suicide - guitarras, backing vocals
Andy McCoy - guitarras, backing vocals
Sam Yaffa - baixo
Gyp Casino - bateria

01. Tragedy
02. Village Girl
03. Stop Cryin'
04. Don't Never Leave Me
05. Lost in the City
06. First Timer
07. Cheyenne
08. 11th Street Kids
09. Walking With My Angel
10. Pretender

Por Gabriel

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Hanoi Rocks - Two Steps from the Move [1984]


O que Guns N' Roses, Poison, L.A. Guns, Ratt, Warrant e muitas outras bandas que fizeram parte do hard rock americano no final dos anos 80 tem em comum? Além de terem participado dessa fase de ouro do hard, com certeza todas essas tem a influência de uns finlandeses loucos que apareceram no final dos anos 70, que misturava o visual de bandas como Slade e Sweet com o som cru e visceral do punk e uma dose generosa de hard e que atendiam pelo nome de Hanoi Rocks.

A banda teve seu início no final dos anos 70, quando Michael Monroe e seu amigo de longa data Andy McCoy decidem montar uma banda, mesmo com McCoy fazendo parte de outro grupo no momento e não poder entrar de imediato no Hanoi Rocks, mas com o compromisso de entrar no grupo após se desligar de seu atual grupo. Após algumas mudanças de formação, a banda começa a tocar em pequenos bares e clubes, até decidirem se mudar para Estocolmo em busca da fama. A banda passa a viver de pedir dinheiro nas ruas, com exceção de McCoy que morava com sua namorada rica (muy amigo não?). Mas tudo aos poucos deu certo, e o grupo fixou residência em Londres, fazendo turnês pela Europa e Ásia.

Após a gravação de três discos, vários singles, e turnês com locais entupidos de gente, até mesmo no Japão, que eles começam a realmente chamar a atenção. E foi em um destes locais, que em outubro de 1983, o já lendário produtor Bob Ezrin foi a um dos shows do Hanoi e foi escolhido para ser o produtor do próximo disco e o primeiro do Hanoi lançado por uma major, que era a CBS. E se a banda já se mostrava divertida em seus lançamentos anteriores, neste então o nível aumenta ainda mais, e apresenta um disco memorável, com melodias de fácil digestão, refrães assobiáveis para tudo que é lado e uma energia incomensurável, que faz deste um dos plays com um dos astrais mais incríveis que ouvi na minha vida.

Sim, isso mesmo, "Two Steps From The Move" é um dos discos mais alegres que já tive oportunidade de escutar em minha vida. E já para iniciar os trabalhos que tal um clássico do rock com uma roupagem glam irresistível? "Up Around The Bend" ganhou uma versão impagável e energética, o que deixou a mesma ainda mais legal que a também excelente versão do Creedence. A festeira e animada "High Scool" bota tudo abaixo e mostra como fazer um hard cheio de alegria de verdade. "I Can't Get It" é a canção mais soturna deste, mas ainda sim com um lado mais humorístico de como alguns tem tudo e outros nada, e o personagem da canção se questiona por que não tem jatos, Mercedes e tudo que o dinheiro pode dar.



"Boulevard Of Broken Dreams" é outra grande canção e dessa vez com uma letra mais séria, uma canção anti-drogas e que mostra como no começo tudo pode ser bom, mas que no final o leva apenas para o fundo do poço, para uma "praça de sonhos quebrados", ao ver para que lugar as drogas levam quem as usam. "Don't You Ever Leave Me" que originalmente foi lançada no disco de estréia do grupo, aqui ganhou uma versão digna de aplauso e que mostra a influência de Ezrin na gravação deste, transformando-a em uma balada de respeito. Mas "Million Miles Away" é a música deste registro. Sim, pois a emoção que a mesma transmite é algo fenomenal, desde seus solos guitarras cheios de feeling, no sax bem encaixado de Monroe e em suas linhas vocais, que transmitem emoção na medida certa. Um baita musicão!

Um disco que tem tudo e muito mais para agradar quem é chegado a um hard festeiro e cheio de energia. Sim, se você é amarrado por tudo o que as bandas que surgiram em Los Angeles no final da década de 80, esse registro é obrigatório, para mostrar de onde veio a inspiração e a cartilha para todas as bandas surgidas naquela época. Um disco recomendado, assim como praticamente toda a discografia desses finlandeses espetaculares.




1.Up Around the Bend
2.High School
3.I Can't Get It
4.Underwater World
5.Don't You Ever Leave Me
6.Million Miles Away
7.Boulevard of Broken Dreams
8.Boiler
9.Futurama
10.Cutting Corners

Michael Monroe – Vocais, Saxofone
Andy McCoy – Guitarra, Backing Vocals
Nasty Suicide – Guitarra, Backing Vocals
Sam Yaffa – Baixo, Backing Vocals
Razzle – Bateria, Backing Vocals


By Weschap Coverdale

quinta-feira, 24 de março de 2011

D.A.D – No Fuel Left For The Pilgrims [1989]


Comprei esse disco pela capa.

Comecei fazendo um confissão, porque D.A.D saiu no Brasil sem nenhum alarde ou divulgação maciça. Um belo dia entrei na loja, estava “folheando” os discos de vinil como fazia quase diariamente, e me deparei com uma galera que tinha o mesmo visual de todas as bandas que eu gostava. E mais, na capa, seguravam um galão de gasolina pegando fogo. Perfeito! Nem pedi pra escutar, pensei comigo: ou vai ou racha! Não pode ser ruim. Comprei e vambora pra casa escutar a novidade.

E não é que o som era bom. Mais que isso, era ótimo. Vamos aos fatos que somente chegaram até mim após o advento da internet, pois, quando comprei o disco, fiquei muito tempo sem saber da história dos caras.

D.A.D. é uma banda formada em 1982 em Copenhagen, Dinamarca, cujo nome é a abreviação de Disneyland After Dark. Obviamente, esse nome lhes rendeu problemas com a empresa detentora dos direitos do Mickey e eles passaram a utilizar somente a sigla como indicativo da banda, sem mencionar o seu significado nos discos que viriam a seguir. A sigla também mudou para D-A-D e, posteriormente, D:A:D, para não ficar tão evidente se tratar de uma sigla ou abreviatura. Coisa de contratos, copyright etc.


Os caras batalharam muito, como era de se esperar, afinal, saíram de um país sem nenhuma tradição no hard rock para tentar conquistar o mundo. Miniturnês sem respaldo nenhum pelos Estados Unidos e Europa fizeram parte da vida dos caras até o lançamento deste disco que posto hoje.

No Fuel Left For The Pilgrims foi o terceiro full length da banda e o primeiro a ser distribuído mundialmente por uma grande gravadora. O disco traz um hard rock com claras influências do punk, lembrando um pouco o T.S.O.L. da fase áurea. Tem pitadas de sleaze também, com aqueles riff típicos e refrões de cantar junto. Em suma, tudo o que gostamos de ouvir nos discos lançados antes de 1990.

Sleeping my Day Away abre o play com força total, mostrando que os caras têm talento de sobra. As guitarras misturam timbres sujos com limpos, lembrando, nesse começo, a fase Electric do The Cult. Mas é só, pois o resto do disco é bastante original e criativo.



As minhas preferidas são Overmuch e Wild Talk que, pelos títulos, já dá pra ver em que fonte eles bebiam. Rock pra agradar que transita pela Sunset Strip ou, como eu, sempre sonhou em passear por lá (porém algo me diz que, quando eu for, terei uma decepção em relação às minhas expectativas).



Por algum motivo que não sei dizer, a banda não continuou a explorar o mercado dos Estados Unidos, mesmo após terem celebrado um grande contrato com a Warner Brothers. Depois de No Fuel Left For The Pilgrims, o D.A.D restringiu sua atuação ao mercado europeu para, então, cair no ostracismo.

Fica então a dúvida: se saíram da Escandinávia para conquistar o mundo, e o ganharam, por que retroceder? Pena, pois o som é muito bom, feito pra curtir com alto astral, como todas as bandas com essa proposta. A produção do disco foi esmerada. Vai entender uma coisa dessas.

Cabe a frase de Mr. Churchill: “you should never surrender...”


Track List

1. "Sleeping My Day Away"
2. "Jihad"
3. "Point Of View"
4. "Rim Of Hell"
5. "ZCMI"
6. "True Believer"
7. "Girl Nation"
8. "Lords Of The Atlas"
9. "Overmuch"
10. "Siamese Twin"
11. "Wild Talk"
12. "Ill Will"

Jesper Binzer (vocais, guitarras, banjo)
Jacob “Cobber” Binzer (guitarras, piano, backing vocais)
Stig Pedersen (baixo, backing vocais)
Peter L. Jensen (bateria)

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Por Zorreiro

segunda-feira, 14 de março de 2011

Hardcore Superstar - Beg For It [2009]


Apesar da fama limitada pelas Américas, o Hardcore Superstar é bastante popular na Europa, principalmente em sua terra natal: a Suécia. A trajetória do conjunto teve início em 1997, na cidade de Gothenburg, e logo com seu segundo álbum, "Bad Sneakers And A Piña Colada", de 2000, a repercussão foi abrangente - e muito boa.

Após quatro álbuns lançados, o guitarrista Thomas Silver (nada de xará) anunciou que estaria deixando a banda, alegando ter perdido o fogo e a inspiração, sendo substituído por Vic Zino, ex-integrante do Crazy Lixx, ainda em 2008. Algumas datas já marcadas foram cumpridas e logo o quarteto, agora pertencente ao selo Nuclear Blast, preparou um novo álbum.

"Beg For It" divide opiniões entre os fãs mais xiitas de Sleaze Rock porque, mesmo ainda mantendo a essência Hard e arrastada apresentada nas composições de antes, a entrada de Zino estimulou a adição de uma dose saliente de peso. O uso de pedal duplo na bateria se tornou notáveis, a linha instrumental adquiriu uma saudável complexidade, a pegada das músicas tomou forma e consistência e, ao ver de quem vos escreve, Jocke Berg parece mais confortável para cantar.



Vale lembrar que o play só dividiu as opiniões dos fãs frenéticos, já que "Beg For It" vendeu muito bem e expandiu o público do Hardcore Superstar para os fãs de um bom Heavy Metal. Não há com o que se desapontar, já que as principais características do som do HCSS ainda marcam presença, mas amadurecer é necessário, principalmente em relação a uma banda que já acumula quase 15 anos de estrada, singles no topo das paradas suecas, discos de ouro e um Grammy também sueco - vindo de um público que sabe escutar música pesada, significa muito.

Do começo ao fim, "Beg For It" exala qualidade e bom gosto. Destaques particulares são desnecessários, principalmente pela linearidade aqui apresentada. O destaque mesmo fica pelo instrumental, que cumpriu a função de emitir um som pesado, bem tocado e, na medida, grudento. Igualmente recomendado para fãs de Hard Rock, Sleaze Rock e Heavy Metal.



01. This Worm's For Ennio
02. Beg For It
03. Into Debauchery
04. Shades Of Grey
05. Nervous Breakdown
06. Hope For A Normal Life
07. Bad Behaviour
08. Remove My Brain
09. Spit It Out
10. Illegal Fun
11. Take Them All Out
12. Innocent Boy

Jocke Berg - vocal
Vic Zino - guitarra, violão
Martin Sandvik - baixo, backing vocals
Magnus "Adde" Andreasson - bateria, percussão

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by Silver

domingo, 5 de dezembro de 2010

Pretty Boy Floyd - Kiss Of Death: A Tribute To Kiss [2010]


Até hoje não sei a intenção de uma banda ao gravar e lançar um tributo. Na ocasião, um grupo gravando um cd de covers apenas de outro. A finalidade pode-se variar entre convencer o ouvinte a gostar de uma de suas influências, tentar vender sob outra marca, exercitar o poder da "releitura" ou só prestar homenagem. Mas, qualquer dia desses, hei de perguntar ao Pretty Boy Floyd sobre isso, já que estão colocando um tributo ao Kiss nas prateleiras. (risos)

Para aqueles que nunca ouviram falar, o Pretty Boy Floyd foi uma das apostas dos grandes empresários na ala do Hard Rock oitentista, quando o mesmo era ascendente. O quarteto, que já passou por altos e baixos em sua carreira, tem seu som puxado para a vertente do Sleaze, tendo, além do Kiss, outras influências latentes como os New York Dolls e o Mötley Crüe. Após a estreia dos caras, "Leather Boyz With Electric Toyz", que vendeu cerca de 700 mil cópias no mundo todo, sabe-se que a "aposta" não deu certo, mas o Floyd ainda existe no underground.

O grupo está lançando, neste ano, o tributo "Kiss Of Death". O repertório, recheado de clássicos, garante a diversão e surpreende até os que não são fãs do Pretty Boy Floyd, pois os caras se fidelizaram ao ponto de manter o timbre dos instrumentos bastante verossímil às gravações originais. As guitarras e o baixo soam bem viscerais, como o Kiss tocava nos anos 1970, e as linhas de bateria se apresentam bem próximas às originais.

O ponto negativo, ao meu ver, é que, por tanto se inspirarem nas canções originais e se esquecerem que os mascarados detonam mesmo nos palcos (vide "Alives"), perderam alguns pontos. Além disso, não colocaram muita identidade própria - esperado, já que não se tratam de releituras. A impressão de identidade própria ficou à cargo do vocalista Steve Summers, já que todo o resto ficou bastante semelhante ao original. Isso, porém, fica a cargo do ouvinte decidir se é bom ou ruim.

Os destaques ficam para a abertura "King Of The Night Time World", para a paulada "Creatures Of The Night", para a clássica "Strutter" e para a lado-B "Room Service". Boa pedida e boa homenagem!



01. King Of The Night Time World
02. Room Service
03. I Stole Your Love
04. I Love It Loud
05. Goin Blind
06. Deuce
07. Creatures Of The Night
08. Detroit Rock City
09. Firehouse
10. Love Gun
11. Shout It Out Loud
12. Christine Sixteen
13. Strutter
14. Let Me Go, Rock N' Roll
15. Black Diamond

Steve "Sex" Summers - vocal
Kristy "Krash" Majors - guitarras, violão, backing vocals
Criss 6 - baixo, backing vocals
Vik Foxx - bateria, percussão

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by Silver

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Foxy Roxx - Shake The Foundation [1995]


Para contrariar o que muito gente pensa que Hard Rock e Glam Metal de qualidade nasceu apenas nos anos 1980, apresento hoje o Foxy Roxx, uma banda Glam que lançou dois discos durante os anos 1990, sendo o primeiro deles, "Shake The Foundation", o que compartilho com todos aqui.

Apenas de bater o olho nos títulos das canções, você já pode perceber qual a sonoridade dos caras. Músicas agitadas que remetem ao Sleaze recheado de Punk do final dos anos 80, aliados com letras que falam praticamente de diversão em geral e refrão extremamente contagiante e grudento, sempre cantados em coro é a grande aposta dos caras. Apesar de todas as músicas apresentarem essa mesma fórmula, é incrível como todas as músicas se diferenciam, longe de tornar a audição do play cansativa.

Músicas como 'Do You Really Like It', 'Rock & Roll', 'Don't Cry It All Away', 'Outrageous', 'Drink All Night', 'Saturday Night' e 'Younger Generation' provam tudo o que eu disse até agora. 'Time Stand Still' ainda mostra que não é só de diversão que a banda sabe, e apresenta uma ótima balada, lógico, apresentada nos moldes do grupo. De quebra, é possível ouvir ainda uma das primeiras demos dos caras, datada de 1993, ainda com Dennis Sinned nos vocais, vocalista original que veio a falecer em 1994. 'Forever More' e 'Time To Go' são as duas canções, e mostram a banda menos experiente, porém já abusando dos ingredientes que viriam a se tornar o primeiro trabalho lançado dois anos mais tarde, um dos melhores trabalhos do estilo, sem dúvida nenhuma.

Resumindo, se você curte Hard Rock, Glam Rock, Sleaze ou um bom Rock N' Roll divertido e nada mais, nem pense 2 vezes para executar o download. A energia transmitida durante essas 13 faixas com certeza fará você ouvi-lo muitas vezes.

01. Do You Really Like It
02. Rock & Roll
03. Outrageous
04. Time Stand Still
05. Drink All Night
06. Saturday Night
07. Don't Cry It All Away
08. Leave Me Alone
09. Here I Go
10. Younger Generation
11. Everything's Alright
12. Forever More (1993 Demo)
13. Time To Go (1993 Demo)

Tony Starlin - vocal, bacing vocal
Jerry Vayne - guitarra, backing vocal
T. J. Jovan - baixo, guitarra, backing vocal
Robby Tripp - bateria, backing vocal
Lonny Lovett - backing vocal

Dennis Sinned - vocal nas faixas 12 e 13

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Hairbanger

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Hardcore Superstar - Hardcore Superstar [2005]


Todo estilo de Rock que é reinventado sempre causa muita contestação, mas, independente de opinião, é vital para um estilo não ficar enfraquecido ou estagnado. O Hard Rock se manteve em alta na passagem da década de 70 para 80 justamente por ter tido uma nova abordagem. O que não ocorreu nos anos 90, que embora tenha gerado ótimas bandas do estilo e diversos discos com alta qualidade, permaneceu repetindo a mesma fórmula, que o fez cair vertiginosamente, dando lugar à uma nova sonoridade predominante, o angustiante Grunge.

O Sleaze Rock foi talvez uma tentativa de repaginar o Hard pomposo dos anos 80. Representado por bandas como Faster Pussycat, Pretty Boy Floyd, Bang Tango e Tigertailz, pegavam a fórmula criada pelo Hanoi Rocks em misturar Punk e Hard, e reproduziam de maneira mais suja e com vocais rasgados. Essas características não agradaram os fãs de um estilo mais clássico, fazendo com que essas bandas não tivessem tido uma grande projeção mundial, como tiveram Dokken, Twisted Sister, Europe, Motley Crue, Poison, dentre outras.

Porém, a insistência faz a força. Se o Sleaze não teve grande impacto em sua primeira aparição, nada melhor do que refazer a sua proposta original e tentar emplacar de uma vez por todas. Foi pensando assim que na segunda metade da década de 90, surgiram grupos como Hardcore Superstar e Backyard Babies, dando o pontapé inicial nesse revival. Contudo, essas bandas só se encontraram e moldaram sua sonoridade nos anos 2000, quando também surgiram incontáveis bandas da nova safra Sleaze se disseminando por toda a Europa e fazendo a ira dos mais puristas.


O Hardcore Superstar começou sua carreira muito mal e insistiu no erro. Traduzindo: gravaram um debut horrendo, sujo, intragável e com músicas muito pobres, carentes de melodia e inspiração. Esse disco intitulado It's Only Rock 'n Roll, saiu apenas na Suécia. A insistência no erro se deu quando a banda teve a oportunidade de gravar seu próximo disco com distribuição mundial e resolveu regravar metade dessa bomba. Mas a instabilidade referente ao direcionamento do som era tanta que fizeram o oposto no trabalho seguinte.

Thank You (For Letting Us Be Ourselves), lançado em 2001, apresentou sons muito comerciais, com um claro apelo Pop e uma gravação cristalina. O resultado disso foi um ótimo trabalho sofisticado e bem direcionado, por mais que não se encaixe amplamente no Hard Rock, muito menos no Sleaze, sendo mais apropriado um termo como "Pop Soft Rock" ou algo do tipo. Dois anos após esse trabalho, o HCSS voltou a agregar o Punk à sua sonoridade, lançando No Regrets. A esse ponto, o grupo junto desde o início - com exceção do baterista - já tinha um excelente entrosamento e executava as músicas impecavelmente.


Todavia, a execução é o complemento das idéias, e o que falta em No Regrets são boas idéias. Um play razoável, com uma pegada boa, mas que não possui músicas marcantes, e nem momentos que cause algum tipo de entusiasmo. Eis que o grande momento chegou em 2005 através do disco auto-intitulado. Dessa vez a agressividade foi realçada com a banda incorporando influências de Thrash Metal, mas não aquele Thrash tradicional, e sim o chamado Post-Thrash, que é bem mais cadenciado e groovado. Isso transparece inegavelmente em músicas como "Bag On Your Head", "She's Offbeat" e "Wildboys" que possuem riffs desconcertantes que em muitos momentos lembram Machine Head (dos dois primeiros discos) e The Haunted.

Segundo o HCSS, eles fazem uma mistura de Thrash Metal e Sleaze Rock. Bem, não chega a ser uma mistura desses estilos, até porque os tons da guitarra impossibilitam uma comparação mais justa. O que não tira os méritos de Thomas Silver, o grande responsável por fazer desse disco um trabalho tão matador. Silver despeja um arsenal de riffs atordoantes, colocando palhetadas abafadas e efeitos nos momentos certos. O vocalista Jocke Berg acompanhando a proposta de quebrar o pau da barraca manteve seu típico vocal, mas entoado de forma bem mais furiosa.


"Kick On The Upperclass", "Last Forever" e "Blood On Me" fazem a festa de qualquer fã do estilo e juntamente com as outras citadas são as composições mais marcantes do cd. Devo confessar que se o disco seguisse todo no mesmo nível desses sons ia se consolidar como o melhor disco de Sleaze Rock atual, mas como a segunda metade do tracklist apresenta músicas menos marcantes (mas não menos empolgantes), eles acabam perdendo esse título. Dessa maneira, pelo menos pra mim, se configura como o segundo melhor álbum de Sleaze atual, perdendo apenas pro Rest In Sleaze do Crashdiet.



Créditos da imagem referente ao Sleaze Rock: Blog Pink 'n Black

01. Kick On The Upperclass
02. Bag On Your Yead
03. Last Forever
04. Shes Offbeat
05. We Don't Celebrate Sundays
06. Hateful
07. Wild Boys
08. My Good Reputation
09. Cry Your Eyes Out
10. Simple Man
11. Blood On Me
12. Standin On The Verge

Jocke Berg - vocals
Thomas Silver - guitar
Martin Sandvik - bass, backing vocals
Adde Andreasson - drums, percussion, backing vocals

Anders Ehlin - Moog synthesizer, Roland System 100, mellotron
Markus Tagaris - bass on "Wild Boys"

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Dragztripztar

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Hanoi Rocks - Twelve Shots On The Rocks [2003]


A banda seminal do Sleaze Rock teve uma vida curta no auge da agitação roqueira, muito embora tenha deixado um legado respeitoso que influenciou uma geração enorme devido a atitude despojada em misturar o glamour do Hard Rock com a pegada descompromissada do Punk. O que serviu de influência determinante para bandas consagradas como Poison, Guns 'n Roses & Cia.

No final de 1984, o fatídico falecimento do baterista Razzle tirou as forças do conjunto, que ainda tentou continuar com um substituto, mas naquela época as bandas eram inerentes à amizade, grupos eram formados por grandes amigos de escola e bairro, fazendo com que tudo mudasse e fosse repensado depois de uma perda brusca como essa. Diferente da situação atual, onde bandas surgem em conservatórios, prezando somente pelo profissionalismo.

Depois de quase vinte anos desde o rompimento das atividades, as figuras principais do Hanoi Rocks, Michael Monroe e Andy McCoy decidiram retomar o trabalho. McCoy naturalmente se encarregou de compor quase a totalidade das novas composições, e Monroe cuidou muito da sua voz após a indolência acometida ao grupo. Logo, aquelas desafinadas escancaradas presente nos primeiros discos - em especial no debut, inexistem no álbum de retorno, até porque a tecnologia atual não permite esse tipo de descuido.

Sem mais loas, Twelve Shots on the Rocks é o melhor disco desses finlandeses desde o Bangkok Shocks, Saigon Shakes, Hanoi Rocks (1981). A energia transborda durante mais de uma hora de sons pesados, animados e requintados com o sax sempre presente do Monroe. Já o lado Punk surge com menos intensidade, dando mais espaço às melodias modernas mescladas ao Rock alvitrado no início da carreira.



Twelve Shots on the Rocks originalmente possuía doze canções e uma intro, o que explica o título. Porém, Monroe e McCoy ficaram desapontados com a mixagem e resolveram remixar as músicas para um breve relançamento. Como o momento era inspirado, havia sobrado algumas composições que não saíram na versão original, mas eram tão empolgantes quanto às demais, então por que não incluí-las no relançamento e foda-se o título?

O Hard Rock apresentado aqui é daqueles tão bacanas que agradam fãs de qualquer estilo, em maior ou menor grau. Não tem como torcer o nariz pra sons como "Obscured", "New York City", "Whatcha Want", "Moonlite Dance" e o single de maior destaque "A Day Late, A Dollar Short". Enquanto "Delirious" vai satisfazer quem curte o lado Punk da banda. McCoy mostra mais do que nunca que o Rock só pede dois pré-requisitos: feeling e atitude. Isso juntado à habilidade e talento de um músico experiente acarreta na criação de músicas dignas, honestas e cheias de garra. Predicados que se estendem a cada um dos músicos.

Uma exacerbação dos elementos mais cativantes do Rock é levado à cabo mais uma vez por esses representantes notáveis dos gloriosos anos 80. Twelve Shots on the Rocks é mais do que o próprio título tenta expressar, e mais do que qualquer redator possa tentar descrever. Definitivamente, esse álbum tem lugar garantido no topo dos melhores lançamentos de Hard Rock dos anos 2000. Depois de mais um anúncio de encerramento das atividades, só nos resta bradar ao som perpetrado por esses caras responsáveis pelo surgimento de tantas bandas que agitam igualmente seguindo o "manual Hanoi Rocks de se fazer Rock".



01-Intro
02-Obscured
03-Bad News
04-New York City
05-Delirious
06-A Day Late, A Dollar Short
07-In My Darkest Moment
08-People Like Me
09-Whatcha Want
10-Moonlite Dance
11-Gypsy Boots
12-Lucky
13-Watch This
14-Designs On You
15-L.A.C.U.
16-Are You Lonely Tonight
17-Winged Bull (Bonus)

Michael Monroe – Lead Vocals, Saxophone, Harp, Guitars, Keyboards, Percussion
Andy McCoy – Guitars & Backing Vocals
Costello Hautamäki – Guitars & Backing Vocals
Timpa – Bass & Backing Vocals
Lacu – Drums and Percussion

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Dragztripztar

Só na Finlândia mesmo pro cara se achar charmoso segurando um sorvete. Seduziu geral, Mr. Michael "Jagger Lee Roth" Monroe.

domingo, 7 de novembro de 2010

Loud N' Nasty - I Wanna Live My Life In The Fame [2000]


O Loud N' Nasty com certeza podemos dizer que deu uma boa ajuda para o crescimento do Sleaze que se deu nos anos 2000, visto que esta foi uma das bandas mais conhecidas do gênero no comeco dos anos 2000, época a qual as grandes bandas dos anos 80 nem pensavam em voltar a ativa como se vê bastante ultimamente. E as que ainda estavam na ativa se limitavam em turnê conjunta por bares ao redor dos Estados Unidos.

Com o 3 discos lançados, sendo que o último já está há cinco anos no mercado, apresento a todos hoje o primeiro dos caras, "I Wanna Live My Life In The Fame", de 2000, e, pode-se dizer que este disco é um dos mais importantes de toda a cena Sleaze que retomou a atividade nesses últimos anos devido a fama conquistada por bandas como Crashdïet por exemplo. Com 12 faixas do mais puro Sleaze, esse foi o disco que lançou a banda e todo o estilo a fama, pelo menos na Suécia, país dos caras.

Sem muito mais o que falar, aconselho o ouvinte a ouvir as faixas 'Out For Blood', uma das mais pesadas do álbum, 'I Wanna My Life In The Fame', bem cadenciada e grudenta, típica faixa Sleaze, a baladinha 'Wasted Love', 'Blow Me Away', a agitada 'We're Gonna Rock', a divertida 'Follow Your Heart', 'Back Behind The Wheel' e 'Sex Party', que pelo título já se sabe o que esperar. Se você curte bandas como Vains Of Jenna, Reckless Love, Crashdïet e Hardcore Superstar, e ainda não conhece uma das primeiras que surgiram na onda Sleaze sueca que invadiu todo o mundo recentemente, nem pense duas vezes e efetue o download o quanto antes. Além de certeza de aprovação, te garanto que esta vai pular logo para o topo de suas preferência quando o assunto for o tão falado Sleaze sueco.

01. Sex Party
02. Let The Good Times Roll
03. I Wanna Live My Life In The Fame
04. Wild Little Devil
05. If I'm In Hell
06. Blow Me Away
07. Wasted Love
08. Out For Blood
09. I Found An Angel
10. Follow Your Heart
11. Back Behind The Wheel
12. We're Gonna Rock

Chris Loud - guitarra, piano, backing vocal
Tommie Rocker - bateria
Rob Nasty - vocal, baixo

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Hairbanger

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Pepsi Pop - Demo [19XX]


Finalmente resolvi postar uma das, se não a mais, bandas mais raras do meu acervo, o Pepsi Pop, que pelo que eu sei possui apenas uma demo, cujo ano desconheço. A demo pode até estar meio mal produzida, mas os sons são tão bons, inspirados e contagiantes que, literalmente, você acaba esquecendo a qualidade do áudio e se imagina ouvindo uma produção cristalina digna dos melhores produtores que tem por aí.

Tudo o que eu sei sobre a banda é que mais tarde duas canções do Pepsi Pop podem ser encontradas e demos da banda Krayola Kids, o que leva você a perceber que ou essa fez cover do Pepsi Pop ou o próprio Pepsi Pop acabou virando Krayola Kids ano mais tarde. A verdade é que Pepsi Pop é o pseudônimo do vocalista do Krayola Kids, cuja foto da banda coloquei para substituir o lugar onde eu deveria colocar a foto da capa da demo. Confusões a parte, o que você pode esperar neste pequeno arquivo de 4 faixas é o mais puro Glam encontrado em bandas do final dos anos 80 e começo dos 90. Hard Rock oitentista, Glam setentista e Punk são os ingredientes principais dos caras.

Basta apertar o play em 'Good Girls' para notar toda a qualidade dos músicos, que esbanjam empolgação no refrão e na melodia cativante, e ainda um ótimo guitarrista que nos brinda com um belo solo. 'Your Love' é uma bela balada, acompanhada ao piano e a banda, mais uma vez, fazendo um trabalho impecável. '90's Rock N' Roll', volta a tona a energia extremamente contagiante e grudenta do grupo, com refrão que com certeza ficará na sua cabeça por um tempo. 'I'm Not In Love' fecha o play, com mais uma bela balada mostrando que o Pepsi Pop é mais uma daquelas banda que mereciam maior destaque na mídia, mas que acabou sendo lembrada apenas por uma demo de 4 faixas ao longo dos tempos. E hoje, aqui estou eu para passar pra frente essa relíquia, inspirada e cheia de momentos memoráveis. Obrigatório na coleção de qualquer fã de bom Rock N' Roll made in 80's.

01. Good Girls
02. Your Love
03. 90's Rock N' Roll
04. I'm Not In Love

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Hairbanger

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Bastardz - Jungle Outlawz [2008]



O Bastardz é uma banda paulistana de Hard/Punk Rock, ou precisamente Sleaze Rock, um dos grupos nacionais que mais cresceu nos anos 2000, e no segmento Glam eram até há pouco tempo a banda de maior destaque do Brasil.

Depois de alguns anos fazendo shows na região de São Paulo, eles lançaram em 2004 o seu primeiro trabalho, o EP "No Ass No Pass", que traz o hit "Pills", e o clássico "Alleycat Spoiled Brat" (em minha opinião, uma das melhores composições do estilo). O profissionalismo com que a banda apresentou esse trabalho, produzindo até um clipe que dentro da proposta do estilo não teria como ser melhor, e apostando em um visual carregado e vistoso, obteve uma repercussão enorme, chegando ao conhecimento de Steve "Sex" Summers do Pretty Boy Floyd e Stevie Rachelle do Tuff, que aprovaram de imediato, e não economizaram nos elogios.

Curtiram tanto que vieram ao Brasil tocar com o Bastardz em um festival organizado pela Metal Sludge (site do Stevie Rachelle), e o Bastardz representou ambas as bandas tocando juntamente com os vocalistas supracitados o set-list de cada banda, além do seu próprio show. Isso foi registrado em dvd, o "Metal Sludge Xtravaganza Brazil (Sludge Goes to the Jungle - Live in Brazil)". O resultado não poderia ser outro, e logo assinaram com um selo americano para a gravação do seu primeiro full-lenght, "Jungle Outlawz".

Após ter sacudido a imprensa especializada, tendo destaque em publicações tanto no Brasil, quanto em outros países sul-americanos, na Europa e obviamente nos Estados Unidos com o EP, a banda não faz feio em seu debut, e apresenta um som ainda mais bem lapidado. Praticando um estilo que se ama ou odeia, não tem como negar que por mais que as letras falem de diversão e putaria, o trabalho dos caras é super sério e profissional, chegando a se aproximar bastante dos expoentes do estilo.



Em relação ao "No Ass No Pass", o som tá menos sujo, ou talvez nem seja isso, pois na verdade a produção deu uma enxugada na sonoridade, sendo bem menos crua e com uma mixagem mais cuidadosa. O vocalista Nat Reed também optou por vocais menos estridentes, se distanciando um pouco do Steve Summers, o qual tinha uma semelhança gritante, embora os pequenos deslizes na afinação tenham permanecido (desafinadas essas que o estilo permite).

Mas a mudança maior se encontra no instrumental, não em relação ao estilo, e sim a diversidade de músicas diferentes. As músicas apresentadas em seu primeiro trabalho são ótimas, mas seguem exatamente a mesma linha, em "Jungle Outlawz" a maior virtude é a variedade, que pode ser constatada em músicas como "Gasoline", "Get Outta Here" e "Dope Party" (possuidora de uma letra depravada), que são uma mistura de Hard Rock 80's com Rock 'n Roll, algo como o Faster Pussycat, só que com uma roupagem moderna. Outras mais melódicas e leves como "Don't Follow Me" (que conta com um tema de guitarra-solo bem legal), e "I'm Your Secret" (uma balada ao estilo da banda, e com um refrão muito marcante).

"Dressed to Kill" por sua vez, tem guitarras totalmente na linha do Backyard Babies, e "I Hate U" mistura partes pesadas com caídas melódicas muito bem sacadas. E isso resume bem o disco, músicas bem sacadas (e sacanas também) sempre mantendo as características descompromissadas do Sleaze, só que com uma magia que remete às bandas mais clássicas.

Sem dúvida, um trabalho que não deve nada para nenhum grande conjunto Sleaze, ainda mais tendo a manha diferenciada de misturar o Glam moderno ao clássico. Só o que faltava para o Bastardz ser colocado no topo da cena Sleaze mundial seria mais um tempo de trabalho pra mostrar que tinham capacidade em manter o bom nível nos trabalhos futuros, e o fator essencial que não depende muito deles, a sorte. Talvez pelas coisas não terem caminhado conforme o esperado tenha feito com que a banda hoje seguisse outro rumo, apesar de que isso não apaga e nem mancha o que eles fizeram em seus dois materiais iniciais.

01. Jungle Outlawz
02. Dressed 2 Kill
03. Gasoline
04. Wasted Generation
05. I Hate U
06. Don't Follow Me
07. 9 MM
08. Get Outta Here
09. Dope Party
10. No Easy Way Out
11. I'm Your Secret
12. Pills

Nat Reed - vocal
Danny Poison - guitarra elétrica e acústica
Thomas Buttcher - guitarra
Midnite - baixo
Mr. Lady - bateria

Todos os baixos gravados por Henrique Baboom
Teclados e piano por Theo Vieira (faixa 6), Fred Jason (faixas 1, 7, 10, 11, 12) e Claudio Guidugli (faixa 11)
Joe Klenner - guitarra solo e vocais adicionais em "Dope Party"
Bianca Tadini - vocais de apoio (faixas 5, 7, 11)

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Dragztripztar


Da esq. para dir.: Danny Poison, Mr. Lady, Nat Reed, Thomas Buttcher e Midnite

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Davy Vain – In from Out of Nowhere [2000]

Aqui está o registro de um período obscuro da carreira do Vain. Não há muitas informações por aí a respeito da época que antecedeu as gravações deste que é o primeiro e único CD solo do vocalista Davy Vain. Acredito que nem mesmo o próprio Davy saiba explicar direito o porquê de In from Out of Nowhere ter saído de tal forma, visto que foi gravado com Ashley Mitchell e Louie Senor, na época, baixista e baterista do Vain, respectivamente. Mas isso é o de menos.

No decorrer de seus 47 minutos, In from Out of Nowhere traz sons que remetem tanto às raízes do Vain, no finalzinho dos anos 80, quanto à fase mais “recente” da banda, responsável pelos muitas vezes criticados – injustamente, eu diria –, Move On It (1993) e Fade (1995). Não espere, obviamente, canções do porte dos hinos “Secrets”, “Beat the Bullet” e “Who’s Watching You” – todas do clássico No Respect (1989) –, mas a satisfação ainda assim é garantida.

“Push Me Over” abre os trabalhos com a participação especial do guitarrista da formação original do Vain, Jamie Scott, arrebentando. Em seguida temos a baladinha radio-friendly “Fly Again” e “Yellow” – refrão potente “à moda antiga” e um solo monstruoso embebido em wah-wah. “Electric” retoma o clima de baladinha, mas sem o apelo comercial de “Fly Again” e novamente vem a sensação de estarmos voltando no tempo.

As eletro-acústicas “Come on Now” e “New York”, que diante da qualidade do restante do álbum acabam contando como fillers, abrem alas para o melhor momento de todo o álbum, “Sugar Shack”. A cadenciada “Trinity” vem na seqüência cheirando a inovação – outra faixa que merece lugar no pódio. Encerramento com a faixa-título – ironicamente, a pior das 11 –, a mediana “Not Your Space Man” (experimental demais para mim) e a intimista “Capsule”.

Davy Vain e seu grupo podem nunca ter figurado no primeiro escalão do hard rock norte-americano, mas seus trabalhos sempre foram exemplos de qualidade. No fim das contas, o saldo é positivo. Num cálculo que só eu entendo, In from Out of Nowhere leva 7,5 de 11 (risos).

01. Push Me Over
02. Fly Again
03. Yellow
04. Electric
05. Come On Now
06. New York
07. Sugar Shack
08. Trinity
09. In From Out Of Nowhere
10. Not Your Space Man
11. Capsule

Davy Vain – vocais e guitarra
Craig Behrhorst – guitarra
Ashley Mitchell – baixo
Louie Senor – bateria

Músico adicional:
Jamie Scott – guitarra-solo em “Push Me Over”

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Velhice é uma merda: Jamie e Davy em 2009

мєαиѕтяєєт

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sin 4 Sin - 7 Deadly [2010]


Trago a todos hoje um disco, que assim como aconteceu comigo, muitos irão se apaixonar, colocando no topo das famosas listinhas de melhores do ano. Lançado no começo de junho, o primeiro trabalho dos americanos do Sin 4 Sin já vem conseguindo grandes fãs por todo lugar onde sua música passa.

Formados em Baltimore em 2009, o quarteto praticamente inexperiente dá uma aliviada a todos que esperam uma reunião do Skid Row com Sebastian Bach, visto que esse registro tem a mesma pegada do clássico "Slave To The Grind", guitarras pesadas, bateria forte e algumas vezes rápidas, baixo pesado, coeso e bem presente e vocal extremamente parecido com o de Sebastian Bach no comeco da carreira. Ou seja, prato cheio para quem curte os dois primeiros do quinteto de Nova Jersey.

Indo direto aos destaques, recomendo que ouça logo o disco inteiro, pois aqui todas as 7 faixas, como posso dizer, destroem, te deixando com gosto de quero mais a cada faixa terminada. Temos faixas mais pesadas e ignorantes como 'Love Vice', faixas mais voltadas para o Sleaze praticado pelo Crashdiet como 'Fast, Hot, Sleazy', outras que parecem ter saído diretamente de "Slave To The Grind" como 'Murderland', 'Buy Me A Drink' e 'Dirty Liar' tamanha a qualidade do grupo.

Sem mais, baixe sem medo este disco, principalmente se você é fã de Hard Rock, Sleaze Rock. Apesar da comparação com o Skid Row, não espere um som sem criatividade e cópia dos caras, criatividade e qualidade são o sobrenome da banda.

01. Love Vice
02. I Quit Drinking (Again)
03. Fast, Hot, Sleazy
04. She Can Plays The Bills In Ones
05. Buy Me A Drink
06. Dirty Liar
07. Murderland

Brandon Hayden - vocal
Griff Callahan - guitarra
Billy Williams - baixo
Chain Saw - bateria

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Hairbanger

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Pretty Boy Floyd - A Little Too Hot For Hell [1992]

Mais uma vez tenho que mudar os planos de postagem para o Blog. Assim como ontem postei um disco do Quireboys em homenagem ao show que a banda confirmou no Brasil, hoje faço o mesmo com o Pretty Boy Floyd, que acabei de descobrir que farão, em conjunto com o Vains Of Jenna, um show dia 31 de outubro em São Paulo.

Sobre o disco que apresento a todos no dia de hoje, para falar a verdade, não consegui achar nenhuma informação, mas acredito que se trata de demos que iriam vir a se tornar o segundo disco dos caras, ou seja, já sabe o que esperar por aqui né? Canções de grande alto astral, contagiantes que poderiam entrar facilmente do primeiro trabalho do quarteto.

Para provar que o disco apresenta as mesmas características do primeiro, basta ouvir o álbum de ponta a ponta, passando por músicas que tinham de tudo para virarem verdadeiros clássicos do estilo. 'A Little Too Hot For Hell', 'You Broke The Rules Of Love', 'Life's A Bitch (Then You Die)' e 'Do You Wanna Rock Tonight' são grandes exemplos disto, canções extremamente energéticas, vocal característico de Stevie Summers, cozinha perfeita e refrães dignos de serem decorados na íntegra por qualquer fã de Rock N' Roll. Canções mais lentas também marcam presença neste play como 'Candle In The Dark' e 'Till The Real Things Come Along', que mostram que a banda também sabe como construir ótimas melodias mais calmas.

Não tem muito o que se destacar, para quem já conhece a banda apenas espere uma continuação digna de aplausos do debut, e para quem não conhece e curte um bom Hard Rock, faça o favor a si mesmo e passe conhecer uma das lendas do Metal Farofa. E apesar de se tratar de demos, a qualidade é muito boa, com umas duas ou três exceções, onde a qualidade não é das melhores, mas que em momento algum prejudica as músicas.

Espero que apreciam, e vejo vocês dia 31 de outubro no show dos caras!

01. A Little Too Hot For Hell
02. Candle In The Dark
03. You Broke The Rules Of Love
04. Till The Real Thing Comes Along
05. Ready For Love
06. It's My Life
07. Life's A Bitch (Then You Die)
08. Go Wild
09. Dept. Of Youth
10. Do You Wanna Rock Tonight

Stevie "Sex" Summers - vocal
Kristy Krash Majors - guitarra
Vinnie Chas - baixo
Kari "The Mouth" Kane - bateria

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Hairbanger

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mr. Nasty - .38 Caliber Kisses [1990]

Formados por volta de 1988 por Scott Bittner (ex-Grimm Jack) e Doug Banx (ex-Rock City Angels) nas guitarras, Dee Dee Sweet nos vocais, Monti Monroe na bateria e Tom Coleman no baixo, conseguiram gravar o debut apenas em 1990, sob o nome de Mr. Nasty. Inspirados por bandas com aspecto mais Punk da safra oitentista do Hard Rock, o grupo apresenta um Sleaze Rock visceral que junta a energia contagiante de bandas como Poison, Motley Crue e XYZ com uma pegada mais Punk de bandas como Toxic Dollz e L.A. Guns do primeiro LP.

Com 11 faixas que variam em momentos mais Hard Rock e mais Sleaze, fica difícil de enjoar ao se ouvir o play de ponta a ponta, pelo contrário, tornando-o extremamente viciante. Com as faixas 'E-Z Action', a Sleaze 'Gunz N' Money', a divertida e grudenta 'Love Rocket', a viciante 'Shakin' The Walls', 'Telephone Line' e o single dos caras 'Kandyluv', pode-se perfeitamente comprovar a tamanha qualidade do quinteto.

Infelizmente, logo após a gravação do vídeo da faixa 'Kandyluv', a banda se separou, voltando logo depois em 1992 e gravando um EP de três faixas, mas acabaram se separando novamente pouco tempo depois. Com poucas apresentações no decorrer da década de 1990, os caras se reuniram em 2005 para a gravação de um novo disco, e continuam até hoje com apresentações esporádicas.

01. Gunz N' Money
02. E-Z Action
03. Love Rocket
04. Shakin' The Walls
05. Rag Doll
06. Die My Hare
07. Telephone Line
08. Kandyluv
09. Tame The Tiger
10. Just Too Young To Know
11. Pretty Vacant

Dee Dee Sweet - vocal
Doug Banx - guitarra
Monti Monroe - bateria
Scott Bittner - guitarra
Tom Coleman - baixo

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Hairbanger

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Toxic Dollz - Runnin' From The Law [1991]


Depois de algum tempo sem postar, resolvi tomar vergonha na cara, deixar a preguiça de lado, e apresentar a todos mais uma grande banda de Hard Rock, mas que acabou sendo esquecida no tempo. Estou falando do Toxic Dollz, uma banda de Milwaukee, Estados Unidos, que se auto denominava a banda mais Sleaze do mundo.

Aqui, espere encontrar uma junção de Faster Pussycat com Sea Hags. Bastante peso e muita atitude Punk com doses de Hard Rock festeiro é a proposta do grupo, que lançou em 1991 o disco "Runnin' From The Law", um disco que é impossível de ouvir apenas uma faixa e deixar o resto para depois. O grupo que mais tarde viria a se chamar de Jet Scream passeia pelo álbum em faixas de mais peso e canções de meno peso, flertando mais com o Hard Rock farofa da época, deixando um pouco de lado os flertes com o Heavy Metal.

Como não há muito o que se falar sobre a banda nem a sua história, vamos aos destaques. 'Gunslinger' resume bem a sonoridade dos caras, deixando bem evidente o que esperar na próxima hora, 'Turn Me On' comeca com um riff, que não sei porque, me lembrei na hora de 'I Believe In a Thing Called Love' do The Darkness, bem cativante e com um refrão típico do estilo. 'Bad Boy' com sua incrível melodia e refrão é outro som que cativa desde o comeco, grudando em nossas mentes por dias. 'Gunboy' e sua levada simples e festeira faz qualquer um se mexer e colocar um sorriso na cara, cantando junto o refrão, não muito difícil de se decorar. O guitarrista ainda dá um show a parte, com um incrível solo. E para fechar, temos 'Sweet Talkin' Woman', bem festeira e divertida e 'Falling Star', um ótimo número acústico, só nos deixando com vontade de repetir o disco, já que é o único e o gostinho de quero mais é muito grande.

Quanto ao line-up, encontrei apenas os nomes... o site dos caras demora séculos para carregar, isso quando carrega (www.toxicdollz.com para quem quiser visitar).

E agradeçam o Silver que converteu as músicas de WMA para MP3, só assim consigui ouvi-las e postar a todos.

Rick Martini
S. S. Teezer
Scotti Raw
Jamill T. Slutt

01. Gunslinger
02. Mr. Sleaze
03. Dyin' Without You
04. Bad Boy
05. Gator Tune
06. Turn Me On
07. Tunnel O'Luv
08. What You See
09. Gunboy
10. Kickin' N' Clawin'
11. Sweet Talkin' Woman
12. Falling Star

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Hairbanger

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Manitoba's Wild Kingdom - ...And You? [1990]


Sinceramente eu não sei o que falar dessa magnífica banda, mas vale a pena tentar. Na época de lançamento, o álbum foi considerado como o quinto do The Dictators, apenas por ser, com exceção do baterista, a mesma banda que gravou clássicos dos anos 70. A line-up, de quebra, contém o famoso guitarrista Ross The Boss, que chegou a gravar com o Manowar nos anos 1980 e Daniel Rey, irmão de Joey Ramone, que também participou da banda em seus primórdios.

O som praticado por aqui é difícil de ser explicado por quem vos escreve, mas espera-se um Hard Rock misturado com Sleaze e com boas doses de Punk, principalmente no vocal rasgado e agressivo de jeito bem peculiar, tudo isso em um disco de 10 faixas e menos de 30 minutos de duração. Posso garantir a todos que o resultado é fenomenal e bem único, não conseguindo me lembrar de alguma banda que faça um som parecido.

Desta vez vou deixar de destacar faixas, devido ao alto grau do conteúdo aqui apresentado, mas posso adiantar que encontrará por aqui sons sempre bem divertidos, tanto no instrumental quanto nas letras. Em 'The Party Starts Now', 'Haircut and Attitude' e 'Fired Up' por exemplo a banda flerta mais com o Sleaze, com canções mais chicletes, bons riffs, backing vocals extremamente competentes e ótima interpretação por conta do vocalista, que ainda apresenta boa voz. Faixas mais voltadas para o Punk são encontradas, como 'Had It Coming' e 'Speedball', que mostram mais peso, sempre aliadas com a diversão característica da banda. Ainda tem-se faixas mais calmas, porém longe de serem baladas, como a ótima 'D.W.I.'.

Com grande destaque na mídia da época, com a revista 'Rolling Stone' chamando o grupo de primeira banda punk dos anos 90, e uma turnê tocando em bares, mudam o nome para The Dictators e desaparecem da cena logo depois. Garanto que vai agradar a todos: desde quem gosta de Hard Rock até o fã de Punk. Com canções curtas, eles conseguiram aliar os dois estilos de maneira bem única, realizando um belíssimo trabalho.

01. The Party Starts Now
02. Haircut & Attitude
03. New York, New York
04. D.W.I.
05. I Want You, Tonight
06. Fired Up
07. The Perfect High
08. Had It Coming
09. Prototype
10. Speedball

Handsome Dick Manitoba - vocal
Andy Shernoff - baixo
Ross The Boss - guitarra
J. P. Thunderbolt Patterson - bateria

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Hairbanger

domingo, 8 de agosto de 2010

Vain - Holding On For Love [1988]


Banda criada em 1986 no meio da explosão Thrash Metal, em São Francisco, o Vain se difere dos grupos de sua área, praticando um Hard Rock com fortes influências Sleaze, assim como as bandas Faster Pussycat e L.A. Guns, que aliavam doses de Punk a música farofa tão em voga na época.

Depois de algum tempo tocando em bares e na famosa Sunset Strip, eis que a banda lança em 1989 o ótimo "No Respect", considerado por muitos um dos melhores álbuns do estilo, com canções fabulosas, memoráveis e um vocal bem único e potente por conta de Davy Vain. Infelizmente depois desse disco os caras tiveram alguns problemas, como brigas com a gravadora e mudança de estilo.

Porém o material que trago a vocês data de 1988, um ano antes do famoso debut. Se trata de uma demo, com 8 faixas, sendo que apenas 3 delas viriam a se popularizar no ano seguinte. Intitulada de "Holding On For Love", a demo apresenta 5 músicas bem inspiradas que poderiam facilmente ter entrado para o "No Respect", porém foram omitidas deste por razão desconhecida.

Por se tratar de uma demo a gravação está muito boa, com a qualidade variando de música para música, mas não prejudicando a audição. Os destaques ficam para 'No Tears For You', sendo superior até a algumas faixas lançadas posteriormente, sem exageros, uma das melhores músicas da banda, 'Deliver The Passion' de bom ritmo, vocais perfeitos e cozinha impecável, 'Who's Watching You', como sempre perfeita, já bem conhecida por muitos aqui, 'Far Away' com uma levada mais lenta, um ótimo refrão e solo fritante e 'Walk Away', mais lenta que a anterior, com grande interpretação por conta de Davy e de longe a faixa com melhor qualidade da gravação.

Post mais que obrigatório para fãs da banda ou do estilo em geral, afinal não é todo dia que damos de cara com tamanha raridade.

01. Holding On For Love
02. Deliver The Passion
03. No Tears For You
04. Who's Watching You
05. Laws Against Love
06. Far Away
07. Walk Away
08. Ready

Davy Vain - vocal
Jaime Scott - guitarra
Danny West - guitarra
Ashley Mitchell - baixo
Tom Rickard - bateria

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Hairbanger

sábado, 10 de julho de 2010

Easy Action - Easy Action [1983]

Formados em 1982, o Easy Action revelou dois grandes nomes do cenário sueco do Hard Rock. Inicialmente a banda constava com Alex Tyrone no baixo (que mais tarde formou o Sha-Boom), Freddie Von Gerber na bateria (que viria a formar o Bam Bam Boys), os guitarristas Danny Wilde e Kee Marcello (que fez sucesso com o Europe mais tarde), e o vocalista Zinny Zan, que acabou integrando o Shotgun Messiah com o fim do grupo.

Com o lançamento de dois discos antes de se separarem, a banda, apesar de baixas vendagens na época, acabou conseguindo o status de banda cult ao longo dos anos, se tornando, assim como o Hanoi Rocks, uma das primeiras bandas de Sleaze a surgirem. O debut foi lançado em 1983 e se destaca por sua simplicidade aliada a muita energia.

Dentre as faixas, merecem destaque a balada 'The End of The Line', bem cadenciada e com um ótimo refrão. As energéticas 'Rock On Rockers' e 'Another Saturday Night' faz ser impossível tornar a audição sem se mexer. 'Rock Things Out', com uma das melhores melodias de todo o play te faz sair por aí cantando-a por um bom tempo. Apesar da grande qualidade do disco, 'We Go Rockin'', é escolhido como single, e a banda acerta em cheio, se tornando o som mais famoso da banda.

Alguns anos depois, em 1986, o Easy Action ainda lançou um segundo disco, mais voltado para o Aor, mas acaba se separando logo depois com a saída de Kee Marcello. Também em 1986 acabou acontecendo de uma certa banda chamada Poison lançarem um single, 'I Want Action', com refrão idêntico ao de 'We Go Rockin'', resultando em processo em cima dos americanos, se acertando com uma quantia justa em dinheiro das vendas do single diretamente para os suecos.

01. Rocket Ride
02. Mental Dance
03. The End Of The Line
04. Don't Cry, Don't Crack
05. Another Saturday Night
06. We Go Rocking
07. Let's Lose Control
08. Rock Things Out
09. Number One
10. Rock On Rockers

Zinny J. Zan - vocal
Danny Wilde - guitarra
Kee Marcello - guitarra
Freddie Von Gerber - bateria
Alex Tyrone - baixo

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Hairbanger

domingo, 20 de junho de 2010

Legs Up - Demos [1992]


O Legs Up teve início com o baixista J.P. (Johnny Pleasure) conhecendo Chris Childs (vocal) na escola, em Cleveland, Ohio, 1983. Na época, Chris tocava bateria e J.P., guitarra. Ainda antes de formarem o grupo, os dois ainda tocaram juntos em outros conjuntos como Playmate, Loud e Rude, já com J.P. no baixo, e Chris ainda na bateria, até que Bill Dane, que tinha bons riffs e a mesma idade dos dois, passou a tocar com eles. Começaram a compor juntos e mais um guitarrista, Gary, foi adicionado. Na falta de um vocalista, Chris cantava e tocava bateria até achar alguém para o microfone.

Após muito tempo sem o vocalista que queriam, Chris Childs abandonou o posto de batera para ser 100% vocalista, assumido por Johnny Fedivich, que tocava no Risque' (e mais tarde apareceu no filme 'Quase Famosos', de 2001). Com uma formação sólida, sob o nome Pistol Whip, entraram em um concurso local de bandas, perdendo para o já citado Risque', onde Johnny tocava bateria. Depois de tocarem um pouco na área de Cleveland, o Pistol Whip decidiu se separar.

Chris e J.P. visitaram Hollywood algum tempo depois e viram que a maioria das bandas não era melhor que os sons que fizeram juntos, e com a ajuda de Billy Morris (que mais tarde tocou no Warrant), melhoraram o áudio da demo que tinham e se mudaram para Hollywood. Novamente investiram em uma banda, fixando-se em 1989 com a dupla Chris Childs (vocal) e J.P. (baixo), Jade e Danny Kane (guitarras) e o ex-roadie do Liquor Sweet, Raychill Bitch (bateria). Apesar de tudo, o grupo só conseguiu lançar um play em 1994, já como Sledgehammer Ledge.

Os apresento aqui hoje um apanhado de demos da banda, gravados entre 1987 e comeco dos anos 90, da banda que viria a se tornar o Sledgehammer Ledge.

Com a faixa de abertura, 'Take Me Down To The City', já fica claro o que se pode esperar da banda: cozinha simples mas muito coesa e vocais bem poderosos, lembrando Tom Keifer em alguns momentos. Uma das baladas presentes já marca presença no começo da demo, com 'All Alone', uma power-ballad autêntica que a faz ficar cantando por aí sem perceber. Logo depois ficamos com 'Love or Money', um grande rock, com um bom refrão e um vocal que nos faz agradecer Chris Childs por ter abandonado a batera para se dedicar apenas ao vocal.

Com o som 'Sleaze, Booze and More Bad News', rapidamente uma pergunta nos vem a cabeça: Qual foi a causa dessa maravilhosa banda ter lançado apenas algumas demos? Com certeza, é uma das faixas mais grudentos de toda a audição. 'Last Goodbye' é mais uma grande balada que marca presença, muito boa por sinal. 'Lock Your Door', 'Escape', 'Rock N' Roll Rodeo', 'She's a Bomb (Bang Bang)' são mais algumas faixas grandiosas que comprovam que certamente a banda tinha tudo para dar certo, músicos competentes e grandes faixas, só não tinham talvez o principal, um pouco de sorte.

01. Take Me To The City
02. All Alone
03. Love or Money
04. Sleaze, Booze and More Bad News
05. She's a Bomb (Bang Bang)
06. Lock Your Door
07. Want It, Need It
08. Sleaze, Booze and More Bad News [2]
09. Last Goodbye
10. Don't Say Maybe
11. Don't Let Go
12. Escape
13. Rock N' Roll Rodeo
14. Shootin' Up The Town
15. Hell & High Water

Chris Childs - vocal
J.P. (Johnny Pleasure) - baixo
Raychill Bitch - bateria
Jade - guitarra
Danny Kane - guitarra

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Hairbanger
Uma foto da banda quando já tinham mudado o nome para Sledgehammer Ledge, e já eram um quarteto, sem o guitarrista Danny Kane...