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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

King Crimson - In The Court Of The Crimson King [1969]


"I walk a road, horizons change."

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Pros já familiarizados com o gênero, é totalmente retórico pontuar a importância desse disco no desenvolvimento do rock progressivo. Pura poesia musicada, chamada em certa ocasião de "heavy metal inteligente". Pelo menos o "inteligente" é verdade, e muitos dizem que este foi o primeiro disco de rock progressivo de fato.

O King Crimson surgiu em novembro de 1968, quando os amigos Robert Fripp e Michael Giles deixaram sua banda Giles, Giles and Fripp. A eles se juntaram Greg Lake (futuramente de Emerson, Lake & Palmer), guitarrista e vocalista, porém aqui tocando baixo; o multi-instrumentista Ian McDonald (mais tarde, membro do Foreigner) nos teclados; e o letrista Peter Sinfield (e também contribuiu para o Emerson, Lake & Palmer), que foi inclusive quem sugeriu o nome da banda.

A formação do "In The Court"

"King Crimson" (traduzido: Rei Carmesim, Rei Vermelho) é uma alusão a Belzebu, o príncipe dos demônios. De acordo com Robert Fripp, Belzebu também seria uma forma ocidentalizada do árabe "B'il Sabab", que significa "o homem com um objetivo", apesar das controvérsias de que significa "Ba'al-z'bub" em fenício: "senhor das moscas".

Enfim, em janeiro de 1969 a banda ensaia com esse nome e a formação original. Em julho daquele ano, a banda se apresentou no concerto gratuito no Hyde Park, organizado pelos Rolling Stones em Londres. Ainda nesse ano, foi editado e lançado o disco que é considerado o mais memorável da banda: In The Court of the Crimson King.

Apesar da banda alterar alguém na formação diversas vezes nos anos seguintes, os traços do In The Court se seguiram por muitos anos: a fusão com o jazz, a psicodelia suave porém inquietante de Fripp, longos instrumentais e linhas instrumentais criativas até para os mais altos padrões de hoje. Como se não bastassem a maturidade musical de cada componente do grupo, a criatividade dá o toque que o álbum necessitou para se tornar um dos maiores discos de rock da história.

A capa do álbum, uma obra de arte conhecida por qualquer fã do rock progressivo, é uma pintura do programador de computadores (???) Barry Godber, que curiosamente morreu meses depois do lançamento do disco. Dizem que essa capa foi seu único trabalho, e os direitos pertencem atualmente a Robert Fripp. A cara do lado de fora da capa do LP é o "Schizoid Man" (referente à primeira faixa do disco) e a do lado de dentro é o próprio "Crimson King". Ressaltam que se você cobrir a boca dele, os olhos revelarão muita tristeza.

O lado de dentro do LP: o "Crimson King".

O disco já começa com um dos hinos da banda, provavelmente a mais conhecida de toda a história do King Crimson: 21st Century Schizoid Man. Eis um dos melhores exemplos de jazz fusion nos anos sessenta, com um dueto de saxofone e guitarra, que consagrou a banda como uma das pioneiras do gênero. Os vocais distorcidos cantam um poema curto que contém metáforas em cada linha, se referindo à guerra do Vietnã. Tal menção fica claro nos versos "innocents raped with napalm fire", se referindo provavelmente à triste imagem (essa) da menina sendo queimada pela onda de calor do napalm (provavelmente do fim da década de 60, não sendo muito anterior ao disco. O uso de napalm foi proibido ainda nesses anos).

Segue-se a balada I Talk To The Wind, que começa logo depois do fim psicodélico da anterior. A flauta de McDonald mostra desde o primeiro segundo que essa canção contrasta totalmente com a anterior, sendo tranquila em seus poucos mais de seis minutos. A letra, apesar de simples, é muito bela. O solo de flauta de McDonald merece destaque, com influências notáveis de música clássica.

Epitaph é a terceira, sem dúvida é a mais depressiva do álbum, com a percussão inicialmente parecendo trovões e notas calmas e tristes. A guitarra some quando a voz de Lake começa a cantar a letra visionária de Peter Sinfield. A música deu o título a um set de quatro CDs lançado em 1997, contendo músicas de vários registros da banda em 1969 ainda. Nota-se o uso pesado de mellotron, tudo com uma excelente linha de percussão.

A canção mais misteriosa do disco é a quarta e penúltima, Moonchild. A primeira parte, The Dream, é uma lindíssima balada dirigida pelo mellotron, mas depois de dois minutos de música, toda a harmonia da primeira parte termina lentamente para introduzir a segunda, The Illusion, um instrumental improvisado que dura dez minutos. Na versão remasterizada de 2009, Fripp e seu amigo Steven Wilson (do Porcupine Tree) editaram a faixa, tirando aproximadamente dois minutos e meio de improvisação, onde Fripp fazia uma referência à música The Surrey With the Fringe on Top, do musical Oklahoma!, de 1943.

A faixa-título é a última e a mais importante, na minha opinião. In The Court of the Crimson King. Também lançada como um single (inclusive o único nos EUA), alcançou a 80ª posição nas vendas americanas.
Na maior parte da música, predomina uma melodia no mellotron, sendo chamada de "The Return of the Fire Witch". Com quatro estrofes, dura os primeiros sete minutos, sendo seguida pela segunda e última parte, "The Dance of the Puppets" (curiosamente, os nomes das partes se referem ao penúltimo verso de cada uma). A linha de bateria é uma das melhores em toda a história da banda, com as batidas na caixa levando o ritmo do mellotron, um baixo simples marcando no fundo, quando de repente se dá espaço para a voz e a guitarra, com notas de flauta ao fundo. A letra é de difícil interpretação, sendo dividida por instrumentais muito bem trabalhados. A música desperta sensações diversas no ouvinte.

Arte inteira de Barry Godber

Ao ouvir In The Court Of The Crimson King, lembre-se que o que estás ouvindo é uma das maiores obras musicais de todos os tempos. Mas não preciso falar isso, provavelmente você já sabe...

Tracklist:
01. 21st Century Schizoid Man
02. I Talk to the Wind
03. Epitaph
04. Moonchild
05. The Court of the Crimson King

Line-up:
Robert Fripp (guitarra)
Ian McDonald (sopros, mellotron, teclados, vocais de apoio)
Greg Lake (baixo, vocal)
Michael Giles (bateria, percussão, vocais de apoio)
Peter Sinfield (letras)

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Shaman - Origins [2010]

"This man behind the Ego will and must go."

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Diante de todo esse anseio pelo Aqua, novo disco do Angra, que sai ainda em agosto, surgiu a oportunidade de ouvir o Origins, do Shaman. Em maio, creio, a banda já havia disponibilizado o single Ego em seu MySpace, mas eu não havia dado a devida importância, de modo que todas as conclusões daqui são embasadas em dois dias ouvindo o disco.

O Shaman passou por períodos difíceis: Em 2006, três dos quatro integrantes originais deixam a banda: Andre Matos, ex-Angra/Viper, Luís Mariutti, ex-Angra, Henceforth, Hugo Mariutti, Henceforth e o tecladista contratado Fábio Ribeiro, que já vinha com Andre e companhia do Angra.

A formação antiga do Shaman: Ricardo Confessori, Hugo Mariutti,
Andre Matos e Luís Mariutti

Houve um boato desrespeitoso e ofensivo na época sobre Confessori. Reza a lenda de que na época em que os ex-integrantes do Shaman saíram do Angra, o baterista ficou responsável por toda a papelada, o que lhe dava direito ao nome da banda. Porém, devido ao seu péssimo desempenho na turnê do Reason (outros boatos dizem que Ricardo usava drogas com frequência) , em 2005, seus companheiros de banda, numa tentativa de dispensar ele, ouviram "Enganei o bobo na casca do ovo! A banda é minha e se alguém sair, serão vocês!". Pessoalmente, acho isso tudo uma mentira muito mal contada, mas é engraçada (rs) e ilustra mais ou menos o que houve. Eis um trecho de uma carta de esclarecimento de Ricardo Confessori, publicada no site do For Tomorrow Fan Club, em outubro de 2006:
"É difícil prever, mas o fato é que hoje Luis, Hugo e Andre não partilham mais os mesmos objetivos que outrora juntos dividimos. Isso torna o futuro incerto, mas não intransponível, e é com essa certeza que mais uma vez firmo meu compromisso como músico, com todos aqueles que acreditaram e me apoiaram, de seguir em frente!"
Juntam-se ao baterista, então, nomes não tão conhecidos como os anteriores. Thiago Bianchi assume a difícil tarefa de substituir Matos nos vocais. Bianchi já vinha experiente, com anos de Karma, uma das bandas nacionais mais respeitáveis da cena, que contava com Felipe Andreoli (Angra) e Chico Dehira. Bianchi também é produtor, tendo produzido discos como Aurora Consurgens (Angra), Brainworms I (Bittencourt Project), The Delirium Has Just Begun (Tuatha de Dannan), dentre vários outros. Nas guitarras, o selecionado é Léo Mancini, que já havia tocado ao lado de Billy Sheehan (Mr. Big), Jeff Scott Soto (ex-Yngwie Malmsteen), membro da Tempestt. Um músico até então desconhecido assume o baixo: Fernando Quesada, o "Fumaça", amigo e pupilo na arte de produção de Thiago Bianchi.

A nova formação, a princípio, não era impressionante, até porque a antiga carregara grande parte dos fãs com ela pro Andre Matos Solo, fãs fiéis que haviam sido conquistados desde a época do Angra. O Immortal foi lançado em 2007, muito diferente (como se esperava, rs) do antigo Shaman. Bianchi é muito diferente de Matos, e atrevo-me a dizer que nenhum é pior nem melhor do que o outro; são técnicas e objetivos musicais muito diferentes: Andre Matos era a voz do metal brasileiro há mais de uma década, mas Bianchi, além de possuir uma voz mais expressiva do que a de Matos, mostrou já nesse disco que a voz antiga do Shaman estava ficando enjoativa. Quesada, apesar da juventude e da (relativa) pequena experiência na cena de bandas maiores, também mostrou-se competente, acompanhando os companheiros sem a menor das dificuldades. Leo Mancini já dispensa comentários sobre sua técnica, com linhas de guitarras pesadas e melódicas à medida em que as composições pediam, se mostrando um músico extremamente conveniente: o guitarrista se encaixou com perfeição na banda. Confessori fez um bom trabalho reformulando a line-up.

O novo Shaman: Fernando Quesada, Ricardo Confessori, Léo Mancini e
Thiago Bianchi

Enfim, ontem peguei o Origins pra escutar. Botei no iPod minutos antes de ir dormir, deitei na cama e deixei rodar. O disco terminou com eu sentado, impressionado, sorrindo de felicidade por ter tido a oportunidade de ouvir tal obra-prima. Imediatamente tornou-se um de meus discos favoritos, se não o grande.

Com a produção assinada pelo próprio Shaman, o Origins será lançado no Brasil apenas em setembro, mas já está disponível no mercado japonês. O disco será duplo: além do álbum, o pacote virá com o DVD "Shaman & Orchestra", gravado na República Tcheca onde foram co-headliners do festival Pragokoncert Masters Of Rock. A arte da capa leva a assinatura do designer Carlos Fides. A banda lançará um audiovisual da faixa "Finally Home", também produzido pela própria.

Enfim, o Origins é um álbum totalmente diferente do Immortal e de seus antecessores. Primeiro por ser um disco conceitual.

O disco relata a estória de um jovem chamado Amagat, membro de uma pequena tribo na Sibéria, lar dos primeiros xamãs de que se tem notícia. Ao alcançar a idade transitória de menino para homem, ou seja, guerreiro da tribo, Amagat não pretendia fazer parte daquilo; ele queria mais. Então, parte numa jornada rumo ao desconhecido, entrando em contato com os dez estágios que o levaria à iluminação. As dez faixas mostram desde o momento em que ele foge da tribo, na primeira, Origins, até o momento em que retorna a sua tribo, iluminado e desprovido do véu de ignorância e do mundo material, com a visão eterna: "aquele que enxerga no escuro: Shaman".

O segundo motivo está no estilo. Lembra vagamente o Shaman de Immortal, mantendo a proposta melódica da banda. Mas me surpreendi muito com o novo traço da banda: riffs, instrumentais e harmonias extremamente progressivas, e como eu disse, sem perder o ar melódico. Confessori, que sempre me desagradou como percussionista, mudou totalmente minha opinião sobre ele; Quesada provou de uma vez por todas que, mesmo ainda tendo muito o que aprender, é o baixista ideal para a banda.

Meu comentário sobre Mancini se inicia junto com o do disco. Cada solo é como se tudo parasse: cada nota muito bem escolhida; os riffs executados em perfeita sintonia com os companheiros, com o devido peso e velocidade. Nota-se muito já na segunda faixa do disco, Lethal Awakening, quando ocorre o despertar de Amagat diante uma grande fogueira no meio de uma floresta. Os shreds de Mancini tem o baixo de Quesada e a rápida bateria de Ricardo ao fundo, e momentos como esse vão se tornando comuns ao longo do disco. O solo de guitarra varia conforme sua base, que progride novamente pelo baixo e pela bateria: excelente.

A faixa que segue, Inferno Veil, é uma das mais progressivas e pesadas do disco. Aqui, Amagat desprende-se do "véu infernal" num turbilhão de emoções e imagens, livrando-se do medo, pai de todos os sentimentos ligados ao ódio. Com tempos quebrados e um riff que gruda, a faixa é seguida pela mais longa, dividida em duas partes: Ego. A primeira parte, acústica, é uma reflexão de Amagat, onde ele mergulha em sua própria escuridão para se descobrir, e é na segunda parte que ele se transforma no novo Amagat, maduro espiritualmente. O refrão é com certeza o mais marcante, com a letra poética e muito bonita, incentivanto uma auto-crítica.

A seguir, Finally Home é uma das mais energizadas, calma porém alegre. São as primeiras experiências do personagem com a liberdade. Seguem Rising Up To Life, uma balada que conta quando e como Amagat recebeu o "entendimento absoluto" e ascendido a vida. E assim segue-se o disco, com Amagat cego por sua própria luz, até retornar a seu povo.

A versão japonesa ainda conta com um cover de Kurenai, de X Japan. Fernando Quesada fez boas e rápidas linhas de baixo, e a voz de Bianchi se encaixou perfeitamente. Um belo instrumental ainda deixa a música melhor ainda, musicado por outro excelente solo de Léo Mancini. Definitivamente vale a pena ser ouvida, principalmente por ser uma faixa curiosa onde se vê como o Shaman trata os covers: o último, More, cover de The Sisters Of Mercy, fora gravado no Reason, de 2005, ainda com a antiga formação.

A versão japonesa do disco

O Shaman definitivamente superou-se nesse álbum que torna o rock brasileiro mais respeitável ainda, com ótimas bandas e obras. Quem tinha saudade do Karma ou até do Angra se sentirá agradado por esse disco que tanto merece elogios. Eis o grande lançamento do metal brasileiro de 2010: Origins.

Tracklist:
1. Origins (The Day I Died)
2. Lethal Awakening
3. Inferno Veil
4. Ego (Part I)
5. Ego (Part II)
6. Finnaly Home
7. Rising Up Your Life
8. No Mind
9. Blind Messiah
10. S.S.D. (Signed, Sealed & Delivered)
Bonus Track: 11. Kurenai (X Japan Cover)

Line-up:
Thiago Bianchi - vocal
Léo Mancini - guitarra
Fernando Quesada - baixo
Ricardo Confessori - bateria

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(ficadica: o novo single do Angra, "Arising Thunder", já está disponível no site oficial da banda. Clique aqui para ser redirecionado.)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Týr - Land [2008]



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Land
é o quarto disco da banda feroense Týr.
O quarteto de viking metal sabe muito bem o que faz, sem as tradicionais palhetadas e pedaladas excessivas que se encontra na esmagadora maioria das bandas do gênero. Após uma troca brusca de músicos, a lineup está em seu auge, tendo participado do já tradicional Paganfest na Europa e nos Estados Unidos, ao lado de grandes bandas de folk metal como Moonsorrow e Korpiklaani.
O disco conta com 10 músicas, passando por vários gêneros do metal: gothic, power, progressive, folk, dentre outros. Nada de milhões batidas por segundo: o som é bem cru, ressaltando muito mais o peso do que a velocidade. As letras são cantadas ora em norueguês, ora em feroense. Nenhuma balada no repertório. Valkyrjan é, definitivamente uma das mais marcantes do álbum, que parece uma prece aos deuses pagãos. Com bons solos, fortes vocais e uma percussão que dá arrepios, seu ritmo progride, com a guitarra de Terji Skibenæs entrando no momento certo, em sintonia com a outra guitarra e a voz de Heri Joensen, a grande revelação da atual formação. Também há mais dois épicos nesse disco: Fipan Fagra e Lokka Tattur. As melodias são quase divinas, levando a música a uma verdadeira atmosfera pagã.
A setlist ainda conta com o clássico da banda Hail To The Hammer, a única cantada em inglês, gravada no debut How Far To Asgaard, em 2002. Essa é outra música em que a atual formação mostra o tanto que é mais madura e profissional, com timbres mais minunciosos e mais bem escolhidos e, novamente, com a nova voz da banda, Heri Joensen, que se encaixou perfeitamente nessa e em todas as outras faixas.

Definitivamente um bom disco, da minha banda de folk/viking favorita.

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1. Gandkvæði Tróndar
2. Sinklars Vísa
3. Ocean
4. Gátu Ríma
5. Brennivín
6. Fípan Fagra
7. Valkyrjan
8. Lokka Táttur
9. Land
10. Hail to the Hammer

Heri Joensen — vocal, guitarra
Terji Skibenæs — guitarra
Gunnar H. Thomsen — baixo
Kári Streymoy — bateria


domingo, 11 de abril de 2010

Shaman - Discografia [2003 - 2008]


Hoje, pra vocês, um dos ápices do metal brasileiro: SHAMAN!

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RITUAL [2003]

"Ritual", lançado em 2002, foi o ponto inicial para o Shaman, que contava com o grande Andre Matos, Ricardo Confessori e os irmãos Mariutti (Hugo entrou logo após da formação, enquanto Luís estava junto dos parceiros desde o Angra). Contando com a sempre competente produção de Sascha Paeth (produtor de trocentas bandas e guitarrista do Heaven's Gate) e as inúmeras participações ilutres de nomes como Derek Sherinian, Tobias Sammet e Miro; "Ritual" possui 10 excelentes faixas que se tornaram clássicos do Power Metal.
Desde a abertura épica com Ancient Winds, o disco não fraqueja, mostrando seu poderio. Here I Am, Distant Thunder, For Tomorrow, a power-ballad Fairy Tale e Pride são canções rápidas e pesadas que grudam na cabeça e simplesmente, não se esquece. No mais, o disco é inteiramente muito bom.



RITUALIVE [2003]

O disco de estréia do grupo, "Ritual", já dispensa apresentações por um genuíno disco de Heavy Metal com generosas pitadas melódicas. Mas a reprodução do disco inteiramente ao vivo, contando com participações especiais de Tobias Sammet (Edguy), Marcus Viana (Sagrado Coração da Terra), Andi Deris e Michael Weikath (Helloween), Sascha Paeth (Heaven's Gate, Aina) e George Mouzayek, consolida "RituAlive" não só como uma das maiores peças do Shaman como do metal brasileiro em si, ainda mais por ter sido realizado em pleno início de século XXI, mesmo com o metal já não brilhando mais como antigamente no mundo, e menos ainda em terras tupiniquins.
A gravação de "RituAlive" se deu no dia 5 de abril de 2003, num sábado, na casa de shows Credicard Hall, São Paulo. Percebe-se facilmente como os integrantes são competentes nas performances ao vivo, visto que as músicas foram executadas de forma impecável, sem firulas adicionais e improvisos desnecessários, com a energia que um show de metal proporciona ao público. Andre Matos simplesmente brilha com sua potente voz, enquanto os irmãos Mariutti dão uma pitada agressiva ao som e Ricardo Confessori proporciona uma percussão incrivelmente bem-trabalhada.
Destaco as maravilhosas For Tomorrow, Here I Am, Ritual, Blind Spell e Fairy Tale; as canções escolhidas do Angra (Carry On e Lisbon); além das faixas que contaram com participações especiais, como Sign Of The Cross, Pride e a clássicas das clássicas, Eagle Fly Free. Ao ouvir tal pérola, afirma-se com segurança que "RituAlive" é uma das melhores gravações ao vivo do metal brazuca!



REASON [2005]

O Reason é o segundo e último disco do Shaman. Agora, se declaram "Shaaman", pois já havia uma banda chamada Shaman e o "conselheiro espiritual" da banda aconselhou o outro A por motivos diversos.
Muito diferente do Ritual, o Reason é um álbum mais cru. Deixando de lado grande parte das influências powermetalísticas, o pau come solto em grande parte do disco. Turn Away e Born To Be são grandes exemplos de que o heavy metal se dá bem mesmo com a melodicidade característica dos sons de Andre Matos. Innocence dispensa comentários, sendo uma das grandes faixas do disco.
Apesar de não ter sido muito bem aceito pela crítica e pelos fãs, não é um trabalho entregue ao espectador "de mão beijada" como o ritual. Reason precisa de análise e paixão para ser apreciado. Não espere muita coisa se não estiver disposto a decrifrá-lo.



IMMORTAL [2008]

Há algum tempo, rodou por aí a história de que Ricardo Confessori, baterista da banda e colega de Luís Mariutti (baixo) e Andre Matos (vocal) desde os tempos do velho Angra, estava abusando de drogas na turnê do Reason, por volta de 2005, pois suas performances estavam deficientes. Por isso, depois de várias reuniões da banda, decidiu-se por demitir Confessori. Porém, no início da banda, foi o próprio quem ficou responsável pela papelada... e pelo nome da banda. Quem demitiu foi ele, ficando único na banda, e contratando em seguida os músicos Thiago Bianchi (Karma) nos vocais, Léo Mancini (ex-Tempest) nas guitarras e Fernando Quesada no baixo.
Confessori, em entrevistas antes do lançamento, disse que o Immortal resgataria o antigo Shaman do Ritual. Mero engano. Não há nenhuma música daquelas que faz você cantarolar no banho ou no ônibus de tão melosas. Mesmo assim, é um trabalho bom. Finalmente uma canção totalmente acústica como The Yellow Brick Road, um dos pontos altos do disco, com uma percussão marcante e os belos vocais de Bianchi, que apesar de variar muito seu estilo, faz um bom trabalho ao longo do disco inteiro. Músicas como Strengh, com um riff violentíssimo, e Tribal By Blood, muito pesada, mostram a técnica de Léo Mancini, que veio de um cenário hard rock e trouxe muita criatividade para a banda. Immortal mostra que o estilo de Confessori foi reinventado, agora mais maduro. One Life, além de uma puta introdução, deu espaço para que Quesada mostrasse que a nova geração também sabe fazer um som de boa qualidade. As linhas de baixo da música são excelentes!
O velho Shaman morreu, mas o novo nasceu e não é nada mal. ;)


Por Alvye, Silvye e Lovye :D

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sonny Boy Williamson & The Yardbirds [1963]



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"Yeah, we know these sounds. These sounds belong to one man, one man from Mississipi, USA." Sonny Boy Williamson.


Não se sabe ao certo em que dia Sonny Boy Williamson II nasceu. Segundo o próprio, foi em 5 de dezembro de 1899, mas diversos pesquisadores encontraram evidências que provam que Aleck "Rice" Miller nasceu apenas em 1912. Sonny Boy passou muito tempo morando e trabalhando com o padrasto, Jim Miller, até o começo da década de 1930. Com a gaita no bolso, viajou por todo o Mississipi e Arkansas, encontrando Big Joe Williams, Elmore James e Robert Junior Lockwood, companheiro de dupla para gorjetas. Mais tarde a dupla tocaria na Checker Records, que trabalhava com lendas como Little Walter, Aretha Franklin, dentre outros.

Sonny Boy fazia uma coisa que provavelmente nenhum gaitista fizera até então: tocava a gaita sem a mão, dentro da boca, usando técnicas com a língua - confira este vídeo de Bye Bye Bird. Em 1941, chegou a tocar num dos programas de rádio mais tradicionais do Arkansas, o King Biscuit Time, por onde também passaram B.B King, James Cotton e vários outros bluesmen importantes. O patrocinador do programa, Max Moore, começou a chamar Miller de Sonny Boy Williamson, numa tentativa de rebuscar a fama de um dos gaitistas mais famosos de Chicago na época: John Lee Williamson (por isso, agora conhecido como Sonny Boy Williamson I). Miller insistia que foi o primeiro a usar o nome, mas John Lee era a estrela do blues no momento e desde 1937 já lançava discos com aquele nome. No desenrolar, Miller ficou definitivamente conhecido como Sonny Boy Williamson. Então, Sonny Boy, Lockwood e o resto da banda formaram o King Biscuit Boys, uma alusão ao nome do programa de rádio. Mais tarde, John Lee reconheceu a autenticidade de Miller com o apelido de Sonny Boy.
Em 1951, Sonny Boy gravou seu primeiro disco com a Trumpet Records. Em 1955 a Trumpet foi à falência e Sonny finalmente foi pra Chess Records (proprietária da Checker Records). Foi lá que gravou seus principais sucessos, lançando 70 faixas de 1955 até 1964, dentre elas Bye Bye Bird, sua principal composição, sendo tocada por inúmeros gaitistas até hoje.


Imagem raríssima: Sonny Boy Williamson, Jimmy Rogers e Muddy Watters

No início da década de 1960, Sonny Boy fez vários shows pela Europa, fazendo gravações com as bandas inglesas The Yardbirds e The Animals. A gravação com os The Yardbirds foi na Inglaterra no Crawdaddy Club em Richmond, Surrey, no dia 8 de dezembro de 1963.
Depois dessa turnê, Sonny Boy voltou pro Arkansas, onde continuou tocando no King Biscuit Time. Em 25 de maio de 1965, ele não apareceu na gravação. Houston Stackhouse e Peck Curtis, que iriam ao ar com ele, esperaram até o tempo da gravação acabar, e nenhum sinal do gaitista. Peck então foi atrás de Williamson, descobrindo ele morto em sua cama, onde aparentava ter sofrido um infarto enquanto dormia naquela noite.

Sonny Boy Williamson deixou várias letras e canções, um legado construído na terra do blues com sangue de bluesman. Essa gravação prova a importância de sua gaita e voz, tendo ao fundo um dos guitarristas de blues mais citados hoje em dia, Eric Clapton, e dos outros Yardbirds.

A qualidade do bootleg é excelente, só perde pro conteúdo mesmo!

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Setlist:
01. Bye Bye Bird
02. Mister Downchild
03. 23 Hours Too Long
04. Out Of The Water Coast
05. Baby Don't Worry
06. Pontiac Blues
07. Take It Easy Baby (Ver 1)
08. I Don't Care No More
09. Do The Weston
10. The River Rhine
11. A Lost Care
12. Western Arizona
13. Take It Easy Baby (Ver 2)
14. Slow Walk
15. Highway 69


Lineup:
Sonny Boy Williamson II - vocal, harmonica
The Yardbirds:
Eric Clapton - guitar
Chris Dreja - guitar
Jim McCarty - drums
Paul Samwell-Smith - bass
Keith Relf - handclapping, shouting and foot-tapping


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Blues Etílicos - Dente de Ouro [1996]



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O Blues Etílicos provavelmente é a banda mais projetada do blues brasileiro e uma das mais respeitadas na cena internacional. Com 9 discos e 1 ao vivo, não se resumem basicamente a blues. O disco que venho lhes mostrar hoje é uma nobre e bem produzida fusão de bons ritmos.

O frontman da banda é ninguém menos que Flávio Guimarães, um dos gaitistas mais respeitados e habilidosos do mundo do blues, além de endorser da fabricante mais tradicional de gaitas do mundo - a Hohner. Flávio já lançou 19 CDs, sendo 10 deles com a banda. Dentre suas influências estão lendas do blues como Muddy Watters e gaitistas como Little Walter e Sonny Boy Williamson. Tocou ao lado de nomes como B.B King, John Lee Hooker, Robert Cray, Buddy Guy e de figuras nacionais como Zélia Duncan, Almir Sater, Ed Motta e Cássia Eller, culminando numa apresentação com Paulo Ricardo no Rock In Rio II. Suas composições e seu timbre também tem muitos elementos da música brasileira.

Ao lado de Flávio, Cláudio Bedran (baixo) e Otávio Rocha (guitarra) fundaram o Blues Etílicos, que está na atividade desde 1986, fazendo shows por casas brasileiras e internacionais. Em 87, ingressou à banda o guitarrista norte-americano Greg Wilson, diretamente do Mississipi, graduado em música pela Universidade da Carolina do Sul. Além da guitarra, divide os vocais com Flávio Guimarães e toca trompete, presente em algumas faixas do Dente e Ouro. Para assumir a percussão, veio Gil Eduardo, que mais tarde cedeu o lugar a Pedro Strasser, preenchendo totalmente as baterias. Otávio Rocha, o guitarrista dono do estúdio de garagem onde surgiu o Blues Etílicos, se auto-declara riffmaníaco, com uma técnica minuciosa e peculiar no uso do slide. E o baixista Cláudio Bedran atua como compositor de grande parte do repertório de músicas em português da banda.


Flávio Guimarães

Dente de Ouro é um álbum bastante inventivo e traz excelentes releituras e novas composições. Elementos como os antigos microfones bullet, das mais tradicionais gaitas de Chicago e pedais de expressão em algumas faixas mostram a versatilidade e experiência da lineup, além das músicas presentes na obra. Canceriano Sem Lar é de Raul Seixas, o velho Clínica Tobias Blues, numa versão mais matinal, entrando bem no tema. Liberdade é um blues com os primeiros versos tirados de Fernando Pessoa, que fala sobre o prazer da irresponsabilidade e de não cumprir um dever. O instrumental William's Influence é claramente baseada no hino da gaita cromática A Good Girl Is Hard To Find do grande gaitista William Clarke, já tocada por Flávio Guimarães nesse vídeo numa versão memorável, mais puxada ao jazz, um tom acima do original.

A faixa-título, uma canção popular, fala em coro "toda mulher ciumenta, se eu fosse a morte, eu matava". Com uma levada de berimbau e uma letra que pega fácil, é divertida e definitivamente um dos destaques do Dente de Ouro. Outro destaque é O Sol Também Me Levanta, contando de novo com a incrível gaita de Flávio numa história de ressaca: "é nessas horas que eu digo pra mim mesmo / nunca mais eu vou beber / mas vem caindo a tardinha / preparo outra caipirinha". Águas Barrentas realmente lembra as composições de Muddy Watters, porém com timbres completamente diferentes. Misty Mountain é uma das composições acústicas da banda, com as linhas de voz e gaita extremamente agradáveis de Greg Wilson e Flávio Guimarães respectivamente. Influências funk também estão presentes em canções como Dromedário, Cerveja e Albert's Mix (em homenagem a, provavelmente, Albert King, importante guitarrista que tocava com a Flying-V de cabeça pra baixo). O disco se encerra com um cover do instrumental Little Martha, da The Allman Brothers Band, numa versão muito cativante e gostosa de ouvir, com baixo, gaita e percussão. Definitivamente minha favorita do disco.

Dente de Ouro não é só mais um disco de blues. É um disco de excelente música, totalmente eclético e criativo. Um dos meus discos favoritos. E viva o blues!

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Setlist:
01. "It's My Soul" (R. Eart, S. Gomes) - 3:11
02. "O Sol Também Me Levanta" (Cláudio Bedran, Flávio Guimarães) - 3:01
03. "Cachorrada" (Otávio Rocha) - 4:21
04. "Dente de Ouro" (domínio público) - 3:45
05. "Dromedário" (Bedran, Rocha) - 4:29
06. "Misty Mountain" (Rocha, Greg Wilson) - 4:09
07. "Texas Frogs" (Rocha) - 4:07
08. "It Ain't Easy" (Wilson) - 3:30
09. "William's Influence" (Guimarães) - 3:28
10. "Canceriano Sem Lar (Clínica Tobias Blues)" (Raul Seixas) - 3:01
11. "Albert's Mix" (Bedran, Guimarães, Rocha, Wilson, Pedro Strasser) - 0:54
12. "Águas Barrentas" (Bedran, Rocha) - 3:02
13. "Mambo Chutney" (Bedran, Strasser) - 1:28
14. "Liberdade" (Márcia de Carvalho, Fernando Pessoa) - 3:04
15. "Elefante" (Bedran, Guimarães, Rocha, Wilson, Strasser) - 1:15
16. "Cerveja" (Bedran, Wilson, Fausto Fawcett) - 3:31
17. "Little Martha" (Duane Allman) - 2:43


Lineup:
Greg Wilson - guitarra, voz
Flávio Guimarães - gaita, voz
Otávio Rocha - guitarra
Cláudio Bedran - baixo
Pedro Strasser - percussão


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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Porcupine Tree - Deadwing [2005]



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Quer ouvir algo novo? Aqui está.
Porcupine Tree é uma banda de rock progressivo formada em Hertfordshire, Inglaterra, e é a banda de maior projeção de Steven Wilson. Deadwing mostra a mistura que Wilson é capaz de fazer - uma verdadeira loucura. O disco começou a ser gravado em 2004, foi concluído no final do mesmo ano e lançado no início de 2005, vendendo mais de 500 mil cópias.
A criatividade dos músicos é totalmente inquestionável! As letras e os instrumentais dialogam entre si, formando um vínculo inquebrável, trazendo o ouvinte a uma atmosfera completamente diferente do que havia antes naquela música. Wilson diz que a espontaneidade que tem é devida a ele ter seu estúdio em casa, e ele pondera que com um estúdio em casa, as pessoas fazem coisas que não fariam em outro estúdio.
De faixas leves como Lazarus e Mellotron Scratch a psicodelias como Open Car e Halo, nota-se a progressão não só da música, mas de conhecimentos da vida pessoal dos autores do disco. O hino Arriving Somewhere but not Here tem versos paranóicos sobre as reflexões universais que todos nos fazemos em certo ponto de nossas vidas. Ruídos macabros também são constantes no disco, materializando cada vez mais o conceito dele.
Por mais, é um disco que pode ser adorado por qualquer pessoa que queira explorá-lo, sem distinção de gêneros musicais.

Tracklist:
01. Deadwing
02. Shallow
03. Lazarus
04. Halo
05. Arriving Somewhere but not Here
06. Mellotron Scratch
07. Open Car
08. Start of Something Beautiful
09. Glass Arm Shattering



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Shaman - Reason [2005]

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O Reason é o segundo e último disco do Shaman. Agora, se declaram "Shaaman", pois já havia uma banda chamada Shaman e o "conselheiro espiritual" da banda aconselhou o outro A por motivos diversos.
Muito diferente do Ritual, o Reason é um álbum mais cru. Deixando de lado grande parte das influências powermetalísticas, o pau come solto em grande parte do disco. Turn Away e Born To Be são grandes exemplos de que o heavy metal se dá bem mesmo com a melodicidade característica dos sons de Andre Matos. Innocence dispensa comentários, sendo uma das grandes faixas do disco.
Apesar de não ter sido muito bem aceito pela crítica e pelos fãs, não é um trabalho entregue ao espectador "de mão beijada" como o ritual. Reason precisa de análise e paixão para ser apreciado.

Setlist:
01. "Turn Away" – 04:21
02. "Reason" – 04:40
03. "More" (cover de The Sisters Of Mercy) – 04:02
04. "Innocence" – 04:37
05. "Scarred Forever" – 05:20
06. "In The Night" – 05:54
07. "Rough Stone" – 05:56
08. "Iron Soul" – 05:24
09. "Trail Of Tears" – 03:47
10. "Born To Be" – 06:00


Formação:
André Matos - Vocal
Hugo Mariutti - Guitarra
Luís Mariutti - Baixo
Ricardo Confessori - Bateria


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Yes - Relayer [1974]


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Relayer é o sétimo álbum da banda inglesa de rock progressivo Yes.
De 1974, Relayer é o único disco a contar com os teclados de Patrick Moraz, futuro Moody Blues, já que Rick Wakeman havia saído da banda em 1973. Com o mesmo formato musical do clássico Close To The Edge, Relayer conta com um grande épico no primeiro lado, abrindo o LP, e duas longas músicas no lado de trás. A faixa principal é Gates Of Delirium, inspirada pelo livro Guerra e Paz de Leon Tolstoi. Com seus 22 minutos, é uma peça impactante! Fala sobre a guerra, tentando provar que ela é desnecessária e fútil. Em plena Guerra Fria, foi um chute no saco dos vermelhos e dos brancos, com sua violenta letra e sua bruta melodia em memoráveis partes.
Sound Chaser abre o segundo lado, com notáveis influências jazzísticas, com passagens experimentais improvisadas muito bem feitas, tornando-a uma música difícil de ser executada. Encerrando o disco, To Be Over é calma, que mostra a boa recém-formada (e, infelizmente ou felizmente, curta) sintonia entre Moraz e Steve Howe.
Como a maioria das bandas progressivas já se definem... é Yes! :P :)
Lado Um
1. "The Gates of Delirium" - 21:50
Lado Dois
1. "Sound Chaser" - 9:26
2. "To Be Over" - 9:05


Formação:

Jon Anderson - Vocal principal, Violão
Chris Squire - Baixo, Vocal de apoio
Steve Howe - Guitarra, Violão, Guitarra Steel com pedal, Vocal de apoio
Patrick Moraz - Sintetizador, Teclado
Alan White - Bateria


Arte do disco

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Riverside - Second Life Syndrome [2005]



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Este com certeza é um post muito significativo pra mim, pois é a banda que mais tenho prazer em divulgar. Se você gosta de prog, amigo/a, pode bote pra baixar antes de ler o texto abaixo :)

Riverside é uma banda polonesa de rock progressivo formada em 2001 por Mariusz Duda, Piotr Grudzinski, Piotr Kozieradzki (a.k.a Mitloff) e Jacek Melnicki, que têm um amor incondicional por heavy metal e rock progressivo, fazendo uma mistura com elementos de bandas como Pain Of Salvation, Porcupine Tree, Pink Floyd, entre outras, porém mantendo seu estilo único de fazer música.
A banda foi formada meio que por acaso, quando Piotr Grudzinski (guitarras) estava no carro de Piotr Kozieradzki (baterista) com ele, que botou uma fita do Marillion pra tocar, o que surpreendeu Grudzinski, pois seu colega vinha de um cenário death (Kozieradzki vinha de bandas Hate e Domain). Conversa vai e vem, e pensaram juntos em, algum dia, tocarem rock progressivo. A idéia foi se materializando... e depois de um ano, se juntaram no estúdio de Mitloff com Jacek Melnicki, tecladista e engenheiro de som no estúdio. Após mais um ano, Jacek convidou Mariusz Duda, baixista e vocalista da banda atualmente.
O primeiro encontro de fato da banda foi em 2001 e deu muito certo. Inicialmente instrumental... e depois Mariusz começou a cantar numa língua estranha (loucuras progs, às vezes rola isso...), e, na brincadeira, a banda aprovou.
Sendo o segundo disco da banda, Second Life Syndrome é de uma incrível maturidade, com composições impecáveis. O ambiente macabro domina a maioria das canções da banda, especialmente esse disco, que foi o que projetou a banda no cenário da música progressiva atual. A musicalidade progride com uma sutileza raríssima, fazendo o ouvinte viajar nas melodias que rodam e rodam na cabeça. O sentimento está escancarado nas linhas de baixo e nos vocais calmos de Duda, enquanto a banda acompanha sem pressa e com muita firmeza. Volte-Face é excelente, com passagens instrumentais que provam a influência de bandas como Porcupine Tree e Tool. Conceiving You é uma das melhores faixas do disco, com o refrão marcante com toda a suavidade de Duda. Second Life Syndrome tem sua introdução adorada por definitivamente todos os fãs da banda, com Grudzinski se mostrando um músico sem pressa e muito maduro.
Enfim, é uma banda que, pros prog fans, é essencial na playlist. Se não tem, corra... você não sabe o que está perdendo...

Tracklist
01. After
02. Volte-Face
03. Conceiving You (não é o clipe, apenas music video)
04. Second Life Syndrome
05. Artificial Smile
06. I Turned You Down
07. Reality Dream III
08. Dance With The Shadow
09. Before


Banda:
Mariusz Duda - lead vocals, bass guitar, acoustic guitar
Piotr Grudzinski - guitars
Piotr Kozieradzki - drums
Michal Lapaj - keyboards, backing vocals


Já upei a discografia toda, vou postando aos poucos.


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Queensrÿche - Operation: Mindcrime II [1988]



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Queensrÿche foi fundada em 1981 próximo a Seattle, Washington. A banda está na ativa e conta com 12 álbuns.
Sendo o nono álbum de estúdio dos americanos, Operation: Mindcrime II é a continuação do conceitual Operation: Mindcrime, lançado em 1988. Apresentando 17 faixas, é um álbum muito memorável no metal progressivo.
O disco conta a continuação da história de Nikki, que fica preso durante 18 anos desde o primeiro álbum da saga. Seu inimigo, Dr. X (ninguém menos do que Ronnie James Dio), se tornou rico e poderoso, porém se preocupava com a vingança de seu inimigo. Sangue e morte e por aí vai.
Metal progressivo do bom. Pra quem gosta = prato cheio.

Banda:
Geoff Tate - vocais
Michael Wilton - guitarras
Mike Stone - guitarras, vocais
Eddie Jackson - baixos, vocais
Scott Rockenfield - percussão

Participação especial:
Miranda Tate - backing vocals em "The Hands"
Elenco:
Ronnie James Dio - Dr. X
Pamela Moore - Sister Mary


Setlist:
01. "Freiheit Ouvertüre" (Jackson, Slater, Stone) – 1:35
02. "Convict" (Geoff Tate) – 0:08
03. "I'm American" (Slater, Stone, Tate) – 2:53
04. "One Foot In Hell" (Slater, Stone, Tate) – 4:12
05. "Hostage" (Jackson, Tate, Wilton) – 4:29
06. "The Hands" (Slater, Tate, Wilton) – 4:36
07. "Speed of Light" (Slater, Stone, Tate) – 3:12
08. "Signs Say Go" (Slater, Stone, Tate) – 3:16
09. "Re-Arrange You" (Slater, Stone, Tate) – 3:11
10. "The Chase" (Slater, Stone, Tate) – 3:09
11. "Murderer?" (Slater, Tate, Wilton) – 4:33
12. "Circles" (Jackson, Slater, Tate) – 2:58
13. "If I Could Change It All" (Slater, Stone, Tate) – 4:27
14. "An Intentional Confrontation" (Slater, Stone, Tate) – 2:32
15. "A Junkie's Blues" (Slater, Stone, Tate) – 3:41
16. "Fear City Slide" (Slater, Stone, Tate) – 4:58
17. "All the Promises" (Slater, Stone, Tate) – 5:10




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Andy Mckee - Art Of Motion [2005]

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Andy Mckee nasceu em 1979 em Kansas, Estados Unidos e atualmente grava com a Candyrat Records. Tocou guitarra elétrica por algum tempo, e quando tinha 16 anos, começou com o violão.
O estilo de Mckee não é único, mas é muito bem desenvolvido, com uma técnica impressionante e uma musicalidade absurda. Os riffs são muito bem trabalhados, necessitando uma perícia única para serem executados que Mckee esbanja. Dentre suas principais influências estão Earth Wind and Fire, The Yellowjackets, Bjork, Imogen Heap, Pantera, Eric Johnson, Peter Gabriel, Dream Theater, Bruce Hornsby, e vários outros. Teve seu vídeo de Drifting em destaque no YouTube e no MySpace, deixando de queixo caído mais de 18 milhões de espectadores.
O álbum Art Of Motion foi lançado em 2005 e é o segundo álbum de estúdio do violonista. Com 12 canções extremamente cativantes e melodiosas, o disco tornou Andy Mckee conhecido e apreciado por fãs no mundo inteiro. Destaque para as faixas Drifting (assistam o vídeo linkado!) e Rylynn.

Tracklist:
1. Art of Motion
2. When She Cries
3. Drifting
4. For My Father
5. Practice is Perfect
6. Shanghai
7. Into the Ocean
8. Nocturne
9. Heather's Song
10. Samus Stardrive
11. Keys to the Hovercar
12. Rylynn

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Dream Theater - Acoustic Dreams [1995]

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Um verdadeiro fã de Dream Theater nunca despreza bootlegs, e esse, apesar de raro, é bem conhecido. Um dos registros da Prism Records mais intrigantes, Acoustic Dreams, foi gravado em 30 de novembro de 1995 com performances de vários lugares. A capa: uma obra de arte! A garotinha da capa do Images & Words trazendo mais dúvidas e mistérios.

Com 50 minutos de gravação, a tracklist é sortida, com baladas e jams. Another Day, Lifting Shadows off a Dream carregam o disco no início, com Petrucci e Labrie no destaque. Long Island Expressway é um jam bem diferente, por ser acústico, com Labrie, Petrucci e Myung. O Holy Night também está presente, pros velhos fãs que se lembram da demo de 1988 com Charlie Dominici nos vocais.
A partir daí, as próximas músicas deixam o "acoustic" pra trás - segue-se "Perfect Strangers" do Deep Purple com uma participação de Bruce Dickinson cantando! E as duas próximas, 6:00 e Caught in a Web são demos um pouco diferentes do que a banda toca ao vivo e em estúdio. O bootleg fecha voltando às acústicas com Voices e Bad, do U2.

Tracklist:
01. Another Day
02. Lifting Shadows off a Dream
03. Wait for Sleep
04. The Silent Man
05. Long Island Expressway
06. Tears
07. O Holy Night
08. Perfect Strangers
09. 6:00
10. Caught in a Web
11. Voices




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Dream Theater - InstruMental I [1987]

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InstruMental I: The 1987 Recording é, como o nome diz, a gravação de 1987 (hehe) feita pelo Dream Theater.
A qualidade da gravação não é das melhores, mas a da música compensa! A performance deles já era invejável, com o timbre do baixo de John Myung muito diferente do que se ouve nos álbuns, abusando da distorção. Afterlife está presente na lista, sem os vocais, com o duelo fantástico entre os teclados e as guitarras que todo fã ama. A ênfase em Portnoy em Drum Solo é excelente, notando-se certa diferença na técnica de Portnoy, mas não em sua genialidade. The Ytse Jam, The Killing Hand e The Ones Who Help To Set The Sun foram executadas sem os vocais, perfeitas - são as únicas que continuaram até o primeiro release do Dream Theater (além de Afterlife, já citada). O disco ainda conta com dois segredos do Dream Theater: Cry For Freedom e, pra mim, o ponto mais alto do disco: Resurrection Of Ernie. Ela contém um pouco de cada elemento do Dream Theater, sendo um bom retrato do grupo na época. Recomendada demais!
Enfim, é um disco muito curioso, que provavelmente vai agradar aos fãs da banda.

Tracklist:
1. Afterlife
2. The Ones Who Help to Set the Sun
3. Ytsejam
4. Cry for Freedom
5. The Killing Hand
6. Resurrection of Ernie
7. Drum Solo
8. Guitar Player Spotlight I

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Mägo de Oz - La Ciudad de Los Arboles [2007]

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Mägo de Oz é uma banda espanhola de folk metal.
Com o nome claramente influenciado por histórias, o grupo foi fundado em 1989 pelo atual baterista, Txus. A banda mistura o heavy metal tradicional com a cultura celta presente até os dias de hoje na Espanha, cheia de gaitas de fole, violinos, castanholas e outros instrumentos muito exóticos para nós :D.
A competência e o bom gosto dos músicos é comprovada nesse último álbum da banda, lançado em novembro de 2007, deixando os fãs cada vez mais fiéis ao inconfundível estilo do Mägo de Oz.

Tracklist:
01. El Espíritu Del Bosque (Intro)
02. La Ciudad de Los Árboles
03. Mi Nombre Es Rock Rock'n'Roll
04. El Rincón De Los Sentidos
05. Deja de Llorar
06. La Canción De Los Deseos
07. Y Ahora Voy a Salir
08. Runa Llena
09. Resacosix En La Barra
10. No Queda Sino Batirnos
11. Sin Tí, Sería Silencio (Parte II)
12. Sin Molesto, Me Quedo
13. El Espíritu Del Bosque II


Banda:
Txus Di Fellatio: Bateria e coros
José Andrëa: Voz e coros
Carlos Prieto "Moha": Violini, viola e coros
Frank: Guitarra, guitarra acústica e coros
Carlitos: Guitarra
Jorge Salán: Guitarra
Pedro Díaz "Peri": Baixo
Sergio Cisneros "Kiskilla" Piano, acordeon e sintetizadores
Fernando Ponce: Flautas e harmônicas
Patricia Tapia: Voz e coros

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Os Mutantes - Jardim Elétrico [1971]



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Um de meus favoritos dentre de todo o rock nacional, Jardim Elétrico, é o quarto álbum da banda brasileira Os Mutantes. Com 11 faixas, 5 delas deveriam ser lançadas no álbum Tecnicolor, gravado a favor do mercado externo, que foi cancelado na época por ter "várias línguas" (idiomas), sendo lançado apenas em 2000.
A obra-prima das cabeças loucas de Arnaldo, Rita, Liminha, Dinho e Sérgio é a ilustração musical de um jardim ligado na tomada, com muitos sons e muitas luzes. Psicodelia pura de ótima qualidade; da bossa nova ao rock progressivo. Eis o Jardim Elétrico.

Faixas:
01. "Top Top" (Mutantes/Liminha) - 2:28
02. "Benvinda" (Arnaldo Baptista/Rita Lee) - 2:47
03. "Tecnicolor" (Arnaldo Baptista/Rita Lee/Sérgio Dias) - 3:44
04. "El Justiciero" (Arnaldo Baptista/Rita Lee/Sérgio Dias) - 3:52
05. "It's Very Nice Prá Xuxu" (Arnaldo Baptista/Rita Lee/Sérgio Dias) - 4:48
06. "Portugal de Navio" (Arnaldo Baptista/Rita Lee/Sérgio Dias) - 2:43
07. "Virgínia" (Arnaldo Baptista/Rita Lee/Sérgio Dias) - 3:27
08. "Jardim Elétrico" (Arnaldo Baptista/Rita Lee/Sérgio Dias) - 3:14
09. "Lady Lady" (Mutantes/Liminha) - 3:33
10. "Saravá" (Arnaldo Baptista/Rita Lee/Sérgio Dias) - 4:24
11. "Baby" (Caetano Veloso) - 3:37


Músicos:
Arnaldo Baptista: teclados, vocais
Rita Lee: vocais
Sérgio Dias: guitarras, vocais
Liminha: baixo, vocais
Dinho Leme: bateria




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Frank Zappa - The Grand Wazoo [1973]



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Compositor, guitarrista, produtor, escritor e diretor cinematográfico, Frank Vincent Zappa é considerado o guitarrista mais virtuoso da história, sendo citado por Deep Purple, Dream Theater, The Ramones e até mesmo em mangás e jogos de computador.
The Grand Wazoo foi gravado em 1972 com uma formação big band de jazz. O disco é irmão do Waka/Jawaka, também de 1972 com essa formação. Foi gravado durante o período de recuperação de Zappa depois de seu acidente em Londres - um fã achou que Frank estava de olho em sua namorada e o atirou no poço da orquestra, deixando-o na cadeira de rodas por algumas semanas.
O disco em termos de jazz-fusion é muito bom, com sons tão únicos que muitos o consideram experimental (como muitos outros trabalhos de Zappa). Algumas passagens chegam a ser musicalmente entediantes, mas a guitarra surge quebrando a monotonia. Muito recomendado pra fãs de jazz ou pros que querem se introduzir no gênero.

Tracklist:
01. For Calvin (And His Next Two Hitch-Hikers)
02. The Grand Wazoo
03. Cletus Awreetus-Awrightus
04. Eat That Question
05. Blessed Relief



Almah - Fragile Equality [2008]

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Deixando de ser o projeto de solo do Edu Falaschi (Symbols, Angra), integraram-se à banda quatro músicos: Felipe Andreoli, baixista, colega de Edu há certo tempo no Angra; Marcelo Barbosa, guitarrista da banda Khallice, que participou de parte da turnê do primeiro álbum do Almah; Paulo Schroeber, guitarrista da banda Naja; e Marcelo Moreira, baterista da Burning In Hell.
O clássico ditado "a primeira impressão é a que fica" é literalmente quebrado com o Fragile Equality. A obra é completamente mutável, podendo ser explorada e admirada de diversos ângulos muito divergentes, característica forte presente no primeiro disco do Almah (quando ainda era um projeto apenas de Edu Falaschi). Edson Rocha, do Novo Metal, definiu essa sensação perfeitamente:

"... não se surpreenda se você não gostar do álbum logo de cara. Não que seja um trabalho confuso ou complexo, mas porque ele necessita de algumas repetições até que o seu ouvido equalize confortavelmente todas as passagens do CD. Mas não se preocupe, pois na segunda ouvida você já vai estar entendendo algumas melodias, na terceira vai estar cantando alguns refrões e a partir da quarta o negócio vai começar a fazer quase todo o sentido."

Quando você se acostumar, verá que o álbum não é só o que parece. Rotular esse excelente trabalho é difícil: é uma grande mistura de Kamelot, Blind Guardian, Metallium e, é claro, a pitada brasileira de metal que faz fãs tremerem casas de show no país inteiro.
O álbum conta com três baladas: All I Am, que pode ser interpretada como um grande desabafo, mas se mostra uma canção extremamente cativante; a pesada (?) Invisible Cage, que já entra num ambiente mais "folk", sendo um dos momentos altos de Marcelo Moreira no álbum (seria essa música uma balada mesmo?); e Shade Of My Soul, a verdadeira tristeza do álbum, com um solo apaixonante e os vocais de Edu se mostrando, como sempre, versáteis. Fora elas, músicas como Birds of Prey, Meaningless World e Magic Flame têm um ar mais épico, lembrando, como disse anteriormente, as grandes bandas de metal melódico (Angra está nessas!). A pauleira fica por conta de Torn, uma das mais pesadas do álbum, Fragile Equality, com o refrão meloso apresentando os baixos cada vez melhores de Felipe Andreoli, e minha favorita: You'll Understand, que foi lançada um pouco antes do álbum só pra aumentar o fogo na fogueira. A música foi extremamente bem recebida e definitivamente merece destaque. A introdução dos trovões com um cravo sintetizado abrem o palco para a grande obra-prima da banda. Um dos hinos da nova geração das bandas brasileiras de metal.
Decifrar o Fragile Equality é uma tarefa prazeroza, porém árdua. Fica aqui a dica :D

Setlist:
01. Birds Of Prey
02. Beyond Tomorrow
03. Magic Flame
04. All I Am
05. You’ll Understand
06. Invisible Cage
07. Fragile Equality
08. Torn
09. Shade Of My Soul
10. Meaningless World


Line-up:
Edu Falaschi - Vocal
Felipe Andreoli - Baixo
Marcelo Barbosa - Guitarra
Paulo Schroeber - Guitarra
Marcelo Moreira - Bateria


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Pain Of Salvation - Remedy Lane [2002]



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Gravado em 2001 e lançado em 2002, Remedy Lane é o quarto álbum da banda sueca de prog metal Pain Of Salvation.
Com o (excelente) álbum, a banda conquistou um convite para sair em turnê com Dream Theater. As faixas são sombrias, com poucos (e bons) momentos mais alegres. Segundo Gildenlöw, a inspiração para o álbum foi uma época em sua vida em que ele tentava descobrir o ideal conceito de Liberdade.
É difícil dissertar sobre cada faixa, já que são de difícil interpretação, mas foram bem escolhidas para o álbum. Beyond The Pale, por exemplo, é com certeza um dos pontos mais chamativos do disco, onde se vê claramente a belíssima performance de Daniel Gildenlöw como guitarrista e vocalista. Destaque também para Ending Theme (excelente), Undertow, Second Love e This Heart Of Mine.
Razoavelmente esquisito, criticado e rotulado, Remedy Lane ainda assim agrada os seguidores do progressivo e da boa música.


Faixas:
1. Of Two Beginnings
Chapter I:
2. Ending Theme
3. Fandango
4. A Trace of Blood
5. This Heart of Mine (I Pledge)
Chapter II:
6. Undertow
7. Rope Ends
8. Chain Sling
9. Dryad of the Woods
Chapter III:
10. Remedy Lane
11. Waking Every God
12. Second Love
13. Beyond the Pale


Banda:
Daniel Gildenlöw - lead vocals, guitar, concept and lyrics; producer, artwork, photos
Fredrik Hermansson - keyboards
Johan Hallgren - guitar, backing vocals
Johan Langell - drums, backing vocals
Kristoffer Gildenlöw - bass, backing vocals



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Dream Theater - Scenes From A Memory [1999]

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Um dos pratas da casa, Metropolis Pt. 2: Scenes From A Memory foi o primeiro álbum inteiramente conceitual do Dream Theater.
Vindo de uma decadente época para a maioria dos fãs, esse disco foi um tiro ao vento - um tudo ou nada. Não é preciso dizer que não só acertaram em cheio como ganharam uma projeção e um respeito notavelmente maiores do que tinham. Os teclados de Derek Sherinian (Alice Cooper, Kiss) deram lugar aos de Jordan Rudess, já parceiro de Mike Portnoy nas bandas Neal Morse e Liquid Tension Experiment (Petrucci também), além de ter tocado com David Bowie, Dixie Dregs, entre outros.
A idéia inicial de Metropolis Pt. 2, motivada muito pelos fãs, claro, era escrever outra música ao invés de um álbum. As idéias começaram a surgir ainda na época do Falling Into Infinity (1996-1997) e gravaram aproximadamente 23 minutos delas ainda com Derek Sherinian. O material foi recusado pela gravadora, pois obrigaria fazer do Falling Into Infinity um disco duplo. Só retomaram o projeto após as turnês. As influências são refinadíssimas: The Who, Marillion, Pink Floyd, Radiohead, Genesis e mais diversos nomes altamente gabaritados da música progressiva e do rock.
O disco é tudo em um só: emocionante, bruto, genial. Conta a história de Nicholas, um sujeito que fica atormentado com seus sonhos. Ele busca a ajuda de um hipnoterapeuta, passando por sessões de regressão que o levam a 1928, onde ele descobre ter vivido sua vida anterior como a jovem Victoria Page. Ela dividia o amor de dois irmãos: Edward Banes (The Miracle) e Julian Banes (The Sleeper). A história é brutal e inquietante, e necessitou de muita análise até hoje para ser, ainda não totalmente, esclarecida, e é muito interessante, abordando tópicos religiosos, políticos e passionais.
Além de ter aquela incrível atmosfera conceitual, a perícia dos cinco músicos aqui é uma das mais memoráveis dentre todos os discos deles. Peças como Overture 1928/Strange Deja Vu, The Dance Of Eternity, The Spirit Carries On entraram pra história da banda, sem dúvida alguma. Destaque especial para The Dance Of Eternity, meu instrumental favorito da banda, uma das mais difíceis (se não a mais) execuções da banda. O disco foi tocado na íntegra na segunda noite de show em São Paulo, no final de 2005.
Uma obra-prima do metal progressivo. Dream Theater do puro e do bom. Quem gosta, provavelmente já conhece, mas baixem só pra ter certeza ;) altamente recomendado.

Faixas:
(Links de vídeos do Live Scenes From New York, no Youtube)
Act I :
Scene One:
1 - Regression
Scene Two:
2 - Overture 1928
3 - Strange Deja Vu

Scene Three:
4 - Through My Words
5 - Fatal Tragedy

Scene Four:
6 - Beyond This Life
Scene Five:
7 - Through Her Eyes

Act II:
Scene Six:
8 - Home
Scene Seven:
9 - The Dance Of Eternity
10 - One Last time

Scene Eight:
11 - The Spirit Carries On
Scene Nine:
12 - Finally Free

Narração de Beyond This Life


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