3 Doors Down é uma banda de Rock Alternativo não muito conhecida que iniciou sua carreira no estado do Mississipi em 1996. Iniciada com o baterista e vocalista Brad Arnold, o guitarrista Matt Roberts e o baixista Todd Harrell, o grupo alcançou um bom reconhecimento com a música Here Without You, além de dividir palco com a grande banda Lynyrd Skynyrd.
No ano de 2002, lançaram o seu segundo álbum: Away from the Sun e com os singles Here Without You e When I'm Gone conseguiram uma grande fama nos Estados Unidos e também na Austrália. Logo um ano depois, lançaram um EP ao vivo, alvo da minha postagem: Another 700 Miles.
Esse EP ao vivo é uma gravação de um show da banda em Chicago e o mesmo foi premiado com Disco de Ouro nos Estados Unidos. E aqui só tem musicão, algumas com letras na qual contém romantismo, o que vemos em When I'm Gone e Here Without You, mas também há as canções com guitarras distorcidas, como Duck And Run e um ilustre cover da música That Smell do bom e velho Lynyrd Skynyrd.
Bom, essa foi uma postagem curta só pra desejar Feliz Natal pro pessoal aí e se precisar, esse disco pode servir como trilha sonora para a comer o peru, o chester, enfim.
Led Zeppelin. Uma das mais renomadas banda que já passaram pelo mundo musical e talvez um nome que até os funkeiros de ônibus devem ter ouvido falar. Por serem uma banda dos anos 70, óbviamente os mais velhos daqui já ouviram tocar em rádios ou qualquer meio de comunicação da época.
Outra coisa que aumenta muito a qualidade da banda é a qualidade de seus músicos, todos incríveis. Na minha opinião, Jimmy Page é o melhor guitarrista ativo. John Bonham é o baterista no qual mais me inspiro e que supera até o aclamado Neil Peart. Robert Plant é dono das maiores vozes já vistar e John Paul Jones domina o espaço quando assume o teclado e o baixo. Com essa formação eles levaram romantismo, música barulhenta, música calma, poesia e alcançaram lugar entre as maiores bandas da época, como Rolling Stones, Aerosmith, entre outros.
O disco que possibilitou fama total ao grupo é o LP duplo denominado Physical Graffiti e após isso vieram os títulos de melhor banda de rock, os reis do Classic Rock com Heavy Metal (não lembro onde ouvi isso, mas já ouvi) entre outros. E assim, lançaram no ano de 1976 o Live duplo chamado The Song Remains The Same que virou trilha sonora do filme que tem esse exato nome, o qual é praticamente o DVD do show dos caras na Madison Square gravado em 1973.
Simplesmente não tenho palavras óbvias pra descrever o som que aparece aqui. Um guitarrista ilustre mandando riffs, solos e jams com muita qualidade, bateria violenta, teclado e baixo dando aquele complemento e o vocal super afinado, agudo e que poucos conseguem fazer igual. No primeiro CD as músicas são mais curtas, já no segundo temos as canções com mais de 10 minutos. Embora tenha ausência de muitos sucessos da época, a banda preparou um setlist impecável o que faz até esquecer dos outros grandes sucessos.
Enfim, não tenho mais o que dizer, aliás, não preciso, só que quem não ouviu, está perdendo o melhor da banda ao vivo.
E depois de um grande tempo sem postar nada (não tenho explicações por ter ficado tanto tempo fora da combe) voltei com um disco de um dos maiores guitarristas que já vi e aqui está o LP que abriga a música que provavelmente seja a mais conhecida do Peter Frampton.
Só agora decidi conhecer mais sobre cara, por isso, se tiver alguma coisa errada na resenha, me corrija sem xingar, por favor.
O nome Peter Frampton já deve ter sido ouvido por muitos que frequentam a Combe então não preciso ficar falando da grandiosidade do cara. Após a saída do Humble Pie pouco antes dessa banda se tornar um grande sucesso, Frampton iniciou sua carreira solo e conseguiu superar as expectativas devido às grandes vendas de seus discos nos anos 70, principalmente com o espetacular Frampton Comes Alive.
O começo dos anos 80 foram ótimos para o guitarrista, pois começou logo com o pé direito. O primeiro lançamento foi feito no Brasil. Rise Up de 1980 é bem parecido com Breaking All The Rules pois contém quase as mesmas faixas. Breaking All The Rules foi um reaproveitamento de Rise Up lançado para o resto do mundo e a margem de vendas foi grande. Aqui encontramos música para todos os momentos, seja "Dig What I Say", "You Kill Me", "Friday On My Mind" e "Breaking All The Rules" com guitarras mais distorcidas e ritmo mais acelerado ou também as mais calmas "Going to L.A", "Lost a Part of You" e "Wast The Night Away" ou as românticas "I Don't Wanna Let You Go" e "Rise Up". Resumindo: é um disco com uma boa variedade e ainda com bateria e guitarra tomando conta do ritmo e algumas vezes o teclado e piano passam a ser importantes instrumentos nas canções. Vale lembrar que esse disco foi feito quase inteiramente ao vivo, ou seja, não take por take, e sim a banda toda tocando a música para ser gravada.
Quem ainda não conhece muitas músicas do Peter Frampton essa é uma boa opção para conhecer.
Pois é, não morri, só estava sem vontade de dar as caras aqui, mas voltei.
No dia 31 de outubro, um dia muito especial para o rock do Brasil, o dia em que Ultraje a Rigor surgiu. E nesse dia, o grupo completou 30 anos e eu não podia deixar de fazer uma homenagem. Desculpe a demora, mas o que vale é a intenção, e aqui está uma postagem de 30 anos de Ultraje a Rigor.
A história todos já sabem, principalmente porque duas postagens da banda já apareceu aqui na Combe, mas é sempre bom contar um pouco da carreira.
Em 1999, o baixista Serginho abandona o grupo e Mingau é o substituto. Com uma nova formação, é lançado 18 Anos Sem Tirar!, um ao vivo de 1996 (nessa época, Serginho ainda assumia o baixo, por isso a participação de Mingau é apenas nas canções de estúdio). Enfim, um novo contrato é firmado. A Deckdisc é que começa a dirigir o Ultraje a Rigor e com a faixa "Nada a Declarar", a banda consegue ainda mais sucesso. E novamente há mudanças, mas dessa vez na bateria e na guitarra. Heraldo sai da banda junto a Flávio e assim, o ex-guitarrista Sérgio Serra retorna ao Brasil e ao Ultraje a Rigor, enquanto o Bacalhau é o mais novo integrante do grupo assumindo as baquetas.
Enfim, em 2005, uma nova atitude é tomada, e o primeiro acústico do Ultraje é lançado tanto em CD, quanto em DVD. Um dos maiores Acústico MTV que já vi. A boa música é iniciada no momento que o grupo aparece no palco, até o momento em que saem, impossível não curtir. Todos os integrantes conseguem uma boa perfomance ao lado de uma orquestra (coisa normal de Acústicos). Os destaques são vários, incluindo as clássicas "Inútil", "Nós Vamos Invadir a Sua Praia", "Filha da Puta", "Pelado" e "Agora É Tarde". Um disco que pra mim, é perfeito para homenagear 30 anos de Ultraje a Rigor.
Hard Rock é um dos estilos que mais curto e Scorpions é uma das melhores bandas que já vi, ainda mais nos anos 70 quando Uli Jon Roth assumia a guitarra. Sendo assim, aqui está um dos discos mais espetaculares dos anos 70.
O surgimento da banda já deve estar dentro do conhecimento de muitos que apreciam o blog, desde o lançamento do LP Lonesome Crow de 1972 até mais para frente, mas de qualquer jeito vou contar um pouco da história deles partindo de 1972.
Dado o lançamento do primeiro disco, um dos fundadores dos Scorpions, o guitarrista Michael Schenker abandona a banda obrigando-os a procurar um outro guitarrista. Alguns anos depois, os Scorpions se desfizeram e então, Rudolf se juntou a banda de Uli Jon Roth e assim arrumou um jeito de levar Klaus Meine para essa nova banda.
Feita a nova junção, o grupo lança um disco: Fly to the Rainbow. O LP foi lançado em nome dos Scorpions pois o nome já era conhecido por muitos. Já que Meine e Rudolf eram os "líderes" dos Scorpions, o nome da banda poderia ser usado sem nenhum receio e assim, o disco de 1974 é parte da discografia do grupo.
O álbum Fly to the Rainbow é fantástico, ainda mais na parte instrumental, onde temos Jon Roth assumindo a guitarra solo. Aqui temos verdadeiros clássicos que infelizmente não vemos mais nos setlist da banda, mas que foram muito bem tocados no álbum Tokyo Tapes, caso queiram conferir os sucessos dos anos 70 ao vivo. Temos em Fly to the Rainbow a clássica "Speedy's Coming" que é uma pancada na cabeça tanto ao vivo como em estúdio. A faixa-título é outra que impressiona com linhas de guitarra mais do que espetaculares, mostrando o porque de Jon Roth ser considerado o melhor guitarrista da história dos Scorpions (bom, pelo menos eu considero ele o melhor). Outra canção que gosto muito do álbum é "Drifting Sun" que apresenta um hard rock misturado com um som bem clássico.
Fly to the Rainbow é simplesmente um disco indispensável, tanto para quem gosta de Scorpions, de Hard Rock ou de música boa.
Klaus Meine - Vocals Rudolf Schenker - Guitar Uli Jon Roth - Guitar, Vocals Francis Buchholz - Bass Jurgen Rosenthal - Drums
1. Speedy's Coming 2. They Need A Million 3. Drifting Sun 4. Fly People Fly 5. This Is My Song 6. Far Away 7. Fly to the Rainbow
Esse é do mesmo "naipe" do Ultraje. Quero dizer que eles começaram a carreira nos anos 80 e estão entre as bandas mais importantes e mais adoradas do Brasil. A diferença entre eles e Ultraje é que nos dias de hoje, Engenheiros do Hawaii não é tão rock. Preferem fazer um som mais acústico em vez de mandar um som com guitarra alta, baixo potente e bateria sendo violentada. Mas de qualquer jeito, anos anos 80 foram uma época perfeita dos Engenheiros.
Eu não sou dos maiores fãs da música brasileira e não ouço muitos discos que foram lançados por aqui, mas esse é simplesmente um clássico. Os gaúchos do Engenheiros do Hawaii começaram uma banda por volta de 1985 quando ainda estavam fazendo faculdade. Na época as aulas deles haviam paralizado, por isso Humbergo Gessinger, Carlos Maltz, Carlos Stein e Marcelo Pitz tiveram tempo para criar um grupo que pretendia tocar um rock do mesmo estilo que já rolava pelas terras brasileiras, como Legião Urbana.
Pois bem, banda formada, som definido, faltava um nome. Os rapazes resolveram satirizar os estudantes de engenharia que andavam com roupas de surfistas, daí surgiu o nome Engenheiros do Hawaii. E assim, algumas apresentações foram feitas. Mal sabia eles que mais tarde seriam considerados uma das melhores bandas brasileiras, e ainda mais, uma das bandas com as letras mais inteligentes do mundo. Depois de serem vistos tocando, vieram algumas propostas para tocarem pelo interior de RS, pois só tinham tocando, até então, na capital, Porto Alegre.
Em 1986 é lançado um disco: Longe Demais das Capitais. LP gravado apenas com três integrantes, já que Carlos Stein fez uma viagem e acabou por desistir da banda.
Mais uma alteração ocorre no grupo antes mesmo de uma nova gravação ser iniciada. O baixista Marcelo Pitz abandona os Engenheiros. Com isso, Gessinger resolveu que assumiria o baixo, enquanto Augusto Licks mostraria toda sua habilidade com a guitarra em mãos. Com essa nova formação, um dos álbuns de maior renome no cenário nacional é lançado. A Revolta dos Dândis de 1987 traz vários clássicos, incluindo Infinita Highway e Refrão de Bolero. Depois desse disco chegar às lojas, veio o sucesso. E geralmente com o sucesso, temos a polêmica caminhando lado a lado. As polêmicas que envolveram os gaúchos se davam pelo fato de serem considerados fascistas e etilistas devido a letra de suas músicas. Para piorar a situação, os membros da banda entraram em alguns shows vestindo uma camisa com a Estrela de Davi estampada.
No ano de 1989, após um terceiro lançamento em estúdio (o álbum Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém) os Engenheiros do Hawaii resolveram colocar um LP ao vivo nas lojas. Alívio Imediato, além de conter 10 faixas ao vivo, ainda tem com ele duas faixas inéditas: Alívio Imediato e Náu a Deriva.
Aqui vemos a melhor fase da banda, e para melhoras, eles demonstram a habilidade em palco e aqui é possível ver o carinho dos fãs que cantam todas as músicas junto com o grupo e ainda soltam gritos antes, durante e após algumas canções. Temos alguns improvisos no meio das músicas, solos inacreditáveis, vocais na linha, bateria forte, Gessinger mostrando que além de cantar bem, sabe tocar com sabedoria o baixo e uma platéia bem participativa. Músicas como "Infinita Highway", "Terra de Gigantes" e "Somos Quem Podemos Ser" apresentam maior destaque se tornando perfeitas ao vivo. Nenhum brasileiro pode deixar de ouvir essa obra-prima.
1. Náu a Deriva (estúdio) 2. Alívio Imediato (estúdio) 3. A Revolta dos Dândis I (ao vivo) 4. A Revolta dos Dândis II (ao vivo) 5. Infinita Highway (ao vivo) 6. A Verdade a Ver Navios (ao vivo) 7. Toda Forma de Poder (ao vivo) 8. Terra de Gigantes (ao vivo) 9. Somos Quem Podemos Ser (ao vivo) 10. Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém (ao vivo) 11. Longe Demais das Capitais (ao vivo) 12. Tribos e Tribunais (ao vivo)
Humberto Gessinger - Vocal e Baixo Carlos Maltz - Bateria Augusto Licks - Guitarra
Embora muitos tenham odiado a postagem do Planet Hemp, resolvi trazer outra banda do cenário brasileiro, mas essa, creio eu, ser bem mais querida que Planet Hemp, por isso está aqui um ao vivo de um dos grupos de maior renome e importância no cenário do rock brasileiro.
O pessoal com mais de 20 anos que aparece aqui no blog, sem dúvida conhece Ultraje a Rigor, sem contar que a banda fez parte da juventude de vários pais (pelo menos fez parte da juventude dos meus pais). No ano de 1983, o sucesso já estava chegando à banda liderada pelo Roger Moreira. Mas foi mesmo com o lançamento do LP "Nós Vamos Invadir Sua Praia" em 1985 que o grupo estourou no Brasil. Mas, vamos passar alguns anos a frente.
Chegando na época em que a censura acabou, ano de 1989, a polêmica chegou junto para o Ultraje a Rigor com a música Filha da Puta, música que o grupo fez, principalmente, para comemorar o fim da censura. E devido a essa polêmica que envolveu o grupo, suas músicas não tocaram em nenhuma rádio, muito menos passaram na televisão. Com isso, o álbum "Crescendo" não conseguiu muita divulgação, o que era realmente ruim para a banda.
Após alguns outros lançamentos, em 1993, o sexto disco, chamado "Ó!" chega nas lojas. A gravadora do Ultraje na época era a WEA, e esse seria o último lançamento da banda com essa gravadora, que depois seria substituida pela Deckdisc. O contrato com a WEA terminou devido a situação já ruim que a banda tinha com ela e para piorar e causar de vez o fim desse contrato, o disco "Ó!" foi ignorado pela gravadora.
Mesmo assim, em 1995, o grupo de São Paulo ainda estava na mídia. O clipe da música "Acontece Toda Vez que Fico (Apaixonado)" estava sendo bastante exibido nas telinhas da MTV. E enfim chegamos no ano de 1999, onde surge uma novidade. Um disco ao vivo com o nome "18 Anos Sem Tirar!". Gravado em um apresentação realizada no Paraná no ano de 1996, é lançado, junto com as 17 faixas ao vivo, mais 4 inéditas realizadas em estúdio mesmo.
Quando sobem nos palcos, a banda se mostra mais do que incrível. Com solos bem trabalhados, arranjos de fazer "cair a boca", bateria forte, as vezes nervosa e um baixo na medida emendados com um vocal que se encaixa perfeitamente no som que eles fazem. Assim o Ultraje a Rigor levanta sua platéia tocando sucessos como "Ciúme", "Nós Vamos Invadir Sua Praia", "Pelado", "Inútil" e muito mais.
Não poderia deixar de conferir um ao vivo de uma das bandas que mais adimiro no cenário brasileiro, do mesmo jeito que você não deveria deixar de conferir também.
1. Nada a Declarar (estúdio)
2. O Monstro de Duas Cabeças (estúdio)
3.Preguiça (estúdio)
4. Giselda (estúdio)
5. My Bonnie (ao vivo)
6. Filha da Puta (ao vivo)
7. Zoraide (ao vivo)
8. Independente Futebol Clube (ao vivo)
9. Ciúme (ao vivo)
10. Volta Comigo (ao vivo)
11. Eu me Amo (ao vivo)
12. Mim Quer Tocar (ao vivo)
13. Sexo!! (ao vivo)
14. Pelado (ao vivo)
15. Eu Gosto de Mulher (ao vivo)
16. Inútil (ao vivo)
17. O Chiclete (ao vivo)
18. Marylou (ao vivo)
19. Nós Vamos Invadir Sua Praia (ao vivo)
20. Rebelde Sem Causa (ao vivo)
21. Terceiro (ao vivo)
(Link nos comentários - Link on comments)
Roger Moreira - Vocals, Guitar
Flávio Suete - Bateria, Vocals
Mingau - Baixo, Vocal (nas canções de estúdio)
Serginho Petroni - Baixo, Vocals (nas canções ao vivo)
Toy Dolls nem precisa de muitas descrições. Creio que muitos daqui já sabem sobre a história dessa banda. Não posso dizer que Toy Dolls é uma das bandas que mais adimiro no movimento punk, mas é uma das que mais respeito, pois eles usam o humor para fazer o que gostam: mandar um som barulhento.
O sucesso do grupo não demorou a vir. Após alguns problemas com troca de vocalista, o guitarrista Olga decidiu que ia assumir os vocais e disso já estava vindo a fama para a banda. Com um ano na estrada, a legião de fãs pela região do norte da Inglaterra, a banda iria começar a tocar em outros horizontes.
As críticas que envolviam a banda eram positivas, tanto para os shows quanto para as suas músicas. E ainda havia jornalistas de renome falando muito bem dos Toy Dolls. Mesmo assim, ainda estava díficil o contato com gravadoras boas, já que não era possível sair da região onde sempre tocavam, por isso, com muito esforço e dedicação, arrumaram equipamentos próprios e decidiram fazer um trabalho independente. De toda essa dedicação, saiu um EP denominado Toy Dolls EP que foi lançado em 1981. Depois disso, em pouco tempo mesmo, apenas dois anos, saiu do forno o primeiro LP, uma obra-prima do Punk Rock, a mesma recebe o nome de Dig That Groove Baby.
Mas estou aqui para falar mesmo do segundo disco live lançado oficialmente pelos Toy Dolls. On Stage In Struttgart foi lançado em 1999, e traz uma fase ainda muito boa do grupo. Aqui eles mostram que mesmo com mais de 10 anos de carreira - onde as coisas mudaram - ainda conseguem fazer um som criativo com letras bem humoradas. Sem contar que demonstram uma grande interação com a platéia, sempre tentando ganhar intimidade com seu público. Junto com tudo isso, o "trio parada dura" leva muita energia ao palco e não desanima ninguém com uma apresentação pra lá de boa. São muitos clássicos sendo tocados por aqui, entre elas "She Goes to Finos", "Back in 79", "Nellie the Elephant" e "Dig That Groove". Aqui temos um bom som pra tudo que você quiser fazer, inclusive zoar.
Michael "Olga" Algar (Vocals, Guitar)
Gary "Gary Fun" Dunn (Vocals, Bass) Martin "Marty" Yule (Vocals, Drums)
Quem assistiu ao Rock in Rio talvez tenha a mesma opinião que eu sobre a apresentação dos Chili Peppers no festival. A banda proporcionou um dos melhores - senão o melhor - show entre os 7 dias. E exatamente no dia no qual a banda se apresentaria, o álbum Blood Sugar Sex Magik estaria completando seus 20 anos e os Peppers não dispensaram a oportunidade e tocaram a clássica faixa-título, quem viu já deve ter uma noção que o som que vocês verão por aqui é coisa louca.
Nos anos 80 e começo dos 90, o Red Hot Chili Peppers tocava simplesmente funk (não é o funk carioca, ok?) misturado com rock, com guitarras cheias de distorções fortes. Antes, tudo se passava meio que por brincadeira ao olhos da banda, mas após a morte de Slovak em 1988, as coisas começavam a mudar na carreira do grupo.
Antes do lançamento do Blood Sugar, o Red Hot ainda não tinha sucesso e fama, então estava na hora de fazer algumas alterações. Com uma mudança de gravadora, haveria mudança de produtor. Rick Rubin decidiu que ia fazer algumas alterações no jeito da banda gravar. Desse modo, foram para uma mansão que pertenceu a Rudolph Valentino, onde Rubin colocou os quatro integrantes para gravarem no mesmo quarto, frente à frente um com o outro. O uso de menos aparelhos tecnológicos também ajudou, pois assim a banda faria um som mais simples, sem muito exagero. Com as faixas prontas, estava na hora de escolher um nome para o novo disco. Escolheram a faixa Blood Sugar Sex Magik para ser a faixa-título e desde então, os caras colocam nomes de alguma música no álbum. E com Blood Sugar Sex Magik já nas lojas, algumas canções alcançaram o topo nas rádios.
Pronto. Os Chili Peppers haviam conseguido sucesso e fama. Vale lembrar que nos anos 90, o grunge estava em seu auge, mas isso não preocupou Kiedis e ele decidiu que o disco iria para as lojas sem espera. Felizmente a escolha dele foi a certa. Aproximadamente 12 milhões de cópias foram vendidas e o Red Hot começaria uma turnê que seria mais do que cansativa.
Mas antes decidiram gravar alguns clipes. O primeiro a ser gravado foi de "Give it Away", música que acompanha a banda até os dias atuais, e os fãs cobram isso: em uma setlist do Red Hot não pode faltar Give it Away.
Outras faixas ocupam seu lugar nos shows do grupo. Entre elas "Under the Bridge", a qual retrata a época em que Anthony era viciado em drogas. "Suck My Kiss" não é tão incluída nas apresentações desde que o famoso "By The Way" foi lançado, mas é uma das músicas mais conhecidas da banda (o Guitar Hero ajudou a deixar a música mais famosa). Também há as músicas que faz um bom tempo que não tocam, mas tem seu lugar registrado no Blood Sugar Sex Magik. Entre elas "If You Have to Ask", "Breaking the Girl" e "Power of Equality". No mínimo, a faixa-título foi tocada no Rock in Rio e fez a platéia toda delirar.
Bom, a história que vem depois disso vocês já devem reconhecer: turnê cansativa, saída de Frusciante e tudo mais. Só para encerrar: esse disco é muito foda, quem não baixar é porque não gosta de música boa, simples.
Anthony Kiedis (vocals) John Frusciante (guitar) Flea (bass) Chad Smith (drums)
1. Power of Equality 2. If You Have to Ask 3. Breaking the Girl 4. Funky Monks 5. Suck My Kiss 6. I Could Have Lied 7. Mellowship Slinky in B Major 8. The Righteous and the Wicked 9. Give it Away 10. Blood Sugar Sex Magik 11. Under the Bridge 12. Naked in the Rain 13. Apache Rose Peacock 14. The Greeting Song 15. My Lovely Man 16. Sir Psycho Sexy 17. They're Red Hot
Tenho certeza que todos por aqui conhecem o Marcelo D2 e têm ideia que sua carreira solo não é lá essas coisas, mas nos anos 90 e começo do século XXI o cara participou de uma das bandas que fazem parte do cenário bom da música brasileira. Não sou maconheiro, mas essa postagem é especialmente para quem gosta de uma erva.
A banda foi formada pelo próprio D2 e um amigo chamado Skunk, os dois eram adoradores de Rap e Hardcore e resolveram formar uma banda apenas de Rap já que nenhum sabia tocar instrumentos musicais. Mas sem demora encontraram alguns caras drogados e formaram uma banda onde havia uma mistura de Rap e Hardcore - e um pouco de maconha, claro - junto com outras influências incluindo o Reggae. As letras tinham apenas um objetivo: falar sobre maconha. Queriam dizer que maconha não mata, queriam legalizar a maconha, falar sobre fumar maconha, fumar muita maconha e fumar mais um pouco de maconha, sem esquecer que eles falavam sobre fumar erva e maconha. Mas também apontavam alguns outros assuntos, como a violência policial, a cidade do Rio de Janeiro (já que eles vieram de lá).
MTV Ao Vivo se trata do último registro que tiveram em CD e DVD antes da separação da banda. Aqui temos uma grande performance dos caras em frente ao público. Além do mais, há uma diferença entre o grupo ao vivo e em estúdio: ao vivo é muito melhor. Temos muito rap, guitarras pesadas, bateria barulhenta, baixo que quase não se nota mas que tem uma grande importância. É um álbum perfeito para quem quer fumar maconha ou mesmo para quem curte Rap ou Hardcore. Clássicos que acompanharam a banda são tocados por aqui, como "Dig Dig Dig (Hempa)", "Mantenha o Respeito", "Legalize Já", "Contexto", "A Culpa É De Quem? " e "Queimando Tudo". Para quem gosta de ouvir o que tem de melhor no Brasil, eu indico o Planet Hemp sem dúvidas, porque não haverá arrependimento.
O Punk Rock é meu estilo favorito de música, por isso não poderia deixar de fora um registro ao vivo dos caras que deram um toque melhor na Inglaterra: os Sex Pistols. Uma coisa díficil no momento de escrever sobre essa banda é que sua história não é grande. Foram apenas dois anos na ativa, mas a interferência deles na cultura inglesa foi muito intensa.
No ano de 1970, quando os Sex Pistols estava prestes a se formar, o Punk Rock já estava em alta nos Estados Unidos e na Inglaterra já tinha o Damned, mas eles não eram uma banda que tomava conta da fama por lá, por isso, muitos consideram os Pistols como a primeira banda a ser reconhecida por todos no Reino Unido. E a formação do grupo vocês já devem saber: o empresário Malcom McLaren criou o grupo com objetivo comercial, querendo simplesmente "atacar" a população correta que vivia na Inglaterra e do mesmo jeito que os Ramones, eles traziam um som simples e barulhento, algo que o povo inglês nunca obteve acesso até então.
A formação original da banda tinha Johnny Rotten (Joãozinho Podre (risos)) nos vocais, Paul Cook segurando as baquetas, Steve Jones mandando ver na guitarra e Glen Matlock no baixo. Mas a passagem de Glen na banda foi breve. Os outros membros o expulsaram do Sex Pistols pelo fato de Matlock gostar de Beatles e disso, Sid Vicious que não sabia tocar baixo o substituiu. E com essa formação, é lançado o primeiro e único álbum oficial do grupo: Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols, já postado aqui, aliás.
Mas com a formação original, na qual Matlock estava assumindo o baixo, foi gravado uma apresentação no London's Finsbury Park feita em 1996 e lançada no mesmo ano. O show contém aproximadamente 53 minutos de puro som barulhento, cheio de berros por parte de Rotten, a guitarra muito bem tocada por Steve, a batera barulhenta de Cook e o baixo que não dá pra ouvir de Glen. E tem mais. Nesses 53 minutos, temos os clássicos da banda, como "Bodies", "Anarchy in the U.K.", "Liar", "EMI" e "God Save the Queen".
Esse é um bootleg perfeito para quem quer sair destruindo tudo e mostrando quem é que manda (risos). Sem contar que é um jeito perfeito de ver como os Sex Pistols eram em palco, tão bons quanto em estúdio.
Johnny Rotten (vocal) Steve Jones (guitarra) Glen Matlock (baixo) Paul Cook (bateria)
1. Bodies 2. Seventeen 3. New York 4. No Feelings 5. Did You No Wrong 6. God Save the Queen 7. Liar 8. Satellite 9. (I'm Not Your) Steepin' Stone 10. Holidays in the Sun 11. Submission 12. Pretty Vacant 13. EMI 14. Anarchy in the U.K 15. Problems
O Gabriel não é o único que está começando por aqui, eu também sou novo no blog. Bom, meu nome é Lucas e espero que gostem das minhas postagens e que essa seja a primeira de muitas por aqui. O começo é sempre complicado, então se eu fizer alguma besteira, me perdoem, ok? Ainda mais que postar por aqui requer uma responsabilidade muito grande, mas vamos ver no que dá.
Para minha estréia, escolhi um álbum de uma banda que ainda não tinha aparecido por aqui: Sublime. A banda estadunidense começou sua carreira no ano de 1988 na Califórnia, trazendo uma boa mistura de estilos musicais, entre eles o Punk Rock, Reggae e Ska. Vocês devem estar se perguntando se essa mistura deu certo, e tenho a dizer que melhor impossível. O som que vocês terão com esse álbum, "Sublime", lançado em 1996 é bem chapado, não muito barulhento e de fazer chegar ao delírio. Creio que muitos já ouviram e outros tantos não estão nem um pouco familiarizados com um tipo de som que faz uma grande mistura. Para quem não conhece, está na hora de conhecer, pois arrependimento não terá.
A formação original do Sublime traz Bradley Nowell assumindo os vocais e a guitarra, junto com Bud Gaugh na bateria e percussões e o Eric Wilson no baixo, mas, com uma trágica morte causada por overdose, Bradley deixou sua marca eterna na banda californiana e nos dias hoje, um cara chamado Rome o substitui, mas nunca ouvi algo com essa nova formação, portanto não posso opinar se é boa ou ruim, mas posso dizer que com Bradley, o Sublime fez um dos melhores sons que já ouvi na minha vida.
A grande fama do grupo veio nos anos noventa, tendo boas vendas até o ano de 2009, data no qual resolveram voltar a ativa com Rome, como já disse. Um fato - nada bom - impulsionou as vendas e atraiu os olhares da crítica. Esse fato foi a morte de Bradley por causa da heroína, que repercutiu ao redor do globo terrestre. Além do mais, isso destruiu, desanimou totalmente o Sublime e os membros restantes decidiram encerrar a carreira do grupo, abandonando os fãs com um belo disco. O clássico de 1996 foi lançado após a morte do vocalista, o que fez o grande Nowell ser lembrado pra sempre na história da banda e da música em geral.
Os destaques são vários, desde as canções de Hip Hop como "What I Got" e "April 29, 1992 (Miami)", as que tem o Reggae na veia como "Santeria" e "Burritos" e o Punk Rock dando o que falar na "linda" "Same in the End" e a grande mistura de Reggae, Ska e Punk em "Seed".
Esse é um disco que é impossível alguém não gostar após ouvir, indico sem a menor sombra de dúvidas.