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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Aerosmith – Get Your Wings [1974]


As vendas abaixo esperado do debut exigiam uma postura diferente do Aerosmith para o seu próximo disco. Não são todas as bandas que se tornam sucesso instantâneo e, no caso da trupe de Boston, o êxito comercial funcionou como uma verdadeira “escalada” para a fama.

Gravado de 1973 para 1974, “Get Your Wings” traz a mesma essência do antecessor, no entanto apresenta diferenças primordiais para que a própria banda conseguisse maior repercussão. Logo de cara, nota-se a melhor produção do registro, assinada por Jack Douglas, também responsável por produzir os próximos quatro discos. As composições têm maior identidade e Steven Tyler, finalmente, adotou o estilo de voz que o consagrou como um dos maiores vocalistas do Rock – apesar da nítida ausência de drives.



Musicalmente, a identidade foi encontrada quando se considera a linearidade do registro. Diferente de seu antecessor, “Get Your Wings” não é do tipo de disco que dá tiros para vários lados: o foco é o Hard Rock com pitadas de Blues e de Rock clássico, desde as timbragens dos instrumentos até as progressõs musicais empregadas. Talvez a única exceção à regra seja S.O.S. (Too Bad), por sua batida rápida, mas o estilo não foge das demais apenas pela aceleração.

A repercussão, novamente, não foi grande como se esperava. O disco atingiu uma modesta 70ª colocação nas paradas norte-americanas, entretanto Same Old Song And Dance chegou ao posto de número 54 nos charts gerais de singles. Apesar de sua qualidade diferenciada, “Get Your Wings” é mais reconhecido por ser um “laboratório” para o arrasa-quarteirões “Toys In The Attic”, lançado um ano depois. Os destaques do play vão para a clássica Same Old Song And Dance, o cover Train Kept-A-Rollin', a bela Seasons Of Wither e a divertida Woman Of The World.



01. Same Old Song and Dance
02. Lord of the Thighs
03. Spaced
04. Woman of the World
05. S.O.S. (Too Bad)
06. Train Kept A-Rollin'
07. Seasons of Wither
08. Pandora's Box

Steven Tyler – vocal
Joe Perry – guitarra, backing vocals
Brad Whitford – guitarra
Tom Hamilton – baixo
Joey Kramer – bateria, percussão

Músicos adicionais:
Michael Brecker – saxofone tenor em 1 e 8
Randy Brecker – trompete em 1
Stan Bronstein – saxofone barítono em 1 e 8
Jon Pearson – trombone em 1
Ray Colcord – teclados em 3

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sábado, 31 de dezembro de 2011

Andre Matos – Time To Be Free [2007]


Antes de entrar no segundo milênio, três integrantes do AngraAndre Matos, Luís Mariutti e Ricardo Confessori – deixaram o grupo por diferenças pessoais com o empresário Antônio Pirani, se uniram a Hugo Mariutti, guitarrista e irmão de Luís, e formaram o Shaman. O novo grupo viveu o suficiente para lançar dois ótimos álbuns, “Ritual” e “Reason”, mas novamente diferenças empresariais separaram os caras. Confessori continuou com o projeto enquanto os outros três deram no pé.

Mas a saída do Shaman não abalou a carreira de Andre Matos. Pelo contrário: logo após abandonar o barco, o vocalista anunciou o início de sua carreira solo, tendo os irmãos Mariutti na sua banda de apoio, além de André Hernandes, Rafael Rosa e Fabio Ribeiro, respectivamente guitarrista, baterista e tecladista. A estreia dessa nova banda nos palcos ocorreu em grande estilo, no Live N' Louder de 2006, e pouco depois o debut Time To Be Free” foi lançado.



Os momentos orquestrados e eruditos misturados com Heavy Metal estão mais presentes em “Time To Be Free”, visto o feedback de Andre, formado em regência musical e piano erudito. As influências de ritmos brasileiros e world music são bem menores, diferente dos tempos no Angra e Shaman. Os músicos escolhidos cumprem muito bem suas funções, com destaque ao virtuoso baterista Rafael Rosa.

O disco fez bastante sucesso, alcançando a segunda posição das paradas japonesas e francesas, bem como a quarta nos charts russos. A música Rio ganhou o prêmio de melhor canção de Heavy Metal no Worldwide Prize Music Awards de 2008. Outros destaques vão para Face The End, Letting Go e How Long (Unleashed Away), esta co-escrita pelo renomado Roy Z. Sobrou espaço até para homenagens ao seu pai Steve Perry (vai dizer que não são iguais?), com o cover de Separate Ways (Worlds Apart), do Journey.



01. Menuett
02. Letting Go
03. Rio
04. Remember Why
05. How Long (Unleashed Away)
06. Looking Back
07. Face The End
08. Time To Be Free
09. Rescue
10. A New Moonlight
11. Endeavour
12. Separate Ways (Worlds Apart) - Journey cover

Andre Matos – vocal, piano
André Hernandes – guitarra
Hugo Mariutti – guitarra
Luis Mariutti – baixo
Rafael Rosa – bateria
Fabio Ribeiro – teclados

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Silverchair – Freak Show [1997]


O sucesso prematuro do Silverchair trouxe consequências positivas e negativas para seus integrantes. Obviamente, a fama e o dinheiro contam positivamente, mas o deslumbramento com todo esse novo mundo nem sempre é uma boa para jovens de 16 anos. Até processo os rapazes sofreram, por supostamente induzir dois jovens a assassinarem os pais de um deles, bem como seu irmão mais novo, através da letra de Israel's Son, do debut “Frogstomp”.

Esse deslumbramento inspirou o título do próximo trabalho dos australianos, que acreditavam vivenciar um “show de aberrações” após o estouro comercial. Musicalmente, “Freak Show” começa a trilhar o caminho que seria seguido nos trabalhos posteriores. O peso de seu antecessor está presente na maioria das canções, bem como o clima tenso e até depravado do play, mas o experimental e a acessibilidade melódica ganham maior espaço no geral.



A evolução natural do trio como musicistas e compositores se mostra parcial em “Freak Show” porque, além das raízes Heavy nunca terem ficado de lado, várias canções antigas existiam no passado, nos tempos de “Frogstomp”, como as faixas de abertura Slave e Freak, a visceral No Association e a densa Nobody Came, que parece ser uma faixa perdida do sucessor “Neon Ballroom”.

Mas há músicas que o lado Pop envereda, como na orquestrada Cemetery, na quase acessível Abuse Me e em Pop Song For Us Rejects, com previsão no título. A balada Petrol & Chlorine merece destaque no aspecto experimental, principalmente pelo uso de instrumentos pouco usuais, como violoncelo e sitar. Vale lembrar, inclusive, que o fator lírico se aprimorou e permaneceu abordando temáticas obscuras como morte, abuso de drogas e suicídio.



Apesar de seu cunho transitório, “Freak Show” é linear e transmite a mesma ideia de seu antecessor: três moleques depravados e esquisitos fazendo som. As vendas foram um pouco menores, mas o êxito comercial foi mantido e o Silverchair continuava uma promessa para o Rock. Não é pra menos, pois trata-se de um álbum poderoso e fantástico. Basta o ouvinte esquecer que “é a banda da balada Miss You Love” que haverá um consenso sobre esse discão.

01. Slave
02. Freak
03. Abuse Me
04. Lie To Me
05. No Association
06. Cemetery
07. The Door
08. Pop Song For Us Rejects
09. Learn to Hate
10. Petrol & Chlorine
11. Roses
12. Nobody Came
13. The Closing



Daniel Johns – vocal, guitarra, violão
Chris Joannou – baixo
Ben Gillies – bateria

Músicos adicionais:
Jane Scarpantoni – violoncelo em 6
Margaret Lindsay – violoncelo em 10
Amanda Brown e Ian Cooper – violino em 8
Lorenza Ponce, Elizabeth Knowles, Todd Reynolds and David Mansfield – violino em 6
Ravi Kutilak – violino em 10
Matthew Pierce – viola em 6
Rudi Crivici – viola em 10
Pandit Ran Chander Suman – tampura e tabla em 10
Ruk Mali – sitar em 10

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Os Paralamas Do Sucesso – Acústico MTV [1999]


Após um período de poucas vendas e repercussão vivido na primeira metade da década de 1990, Os Paralamas Do Sucesso voltaram a ter sucesso comercial com o registro ao vivo “Vamo Batê Lata”, de 1995. A partir daí, os álbuns posteriores tomaram os holofotes para o trio novamente. De forma cíclica, essa boa fase terminou, aparentemente, com o disco dessa postagem, o memorável “Acústico MTV”, de 1999. Aparentemente e de forma cíclica porque os Paralamas continuaram a fazer sucesso, mas, em 2001, atravessaram pelo momento mais difícil da sua carreira, com o acidente de ultraleve sofrido pelo vocalista e guitarrista Herbert Vianna.



Mas o foco aqui é a parte anterior ao acidente. Registrado nos dias 5 e 6 de junho de 1999, no auditório da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, “Acústico MTV” apresenta 75 minutos da boa música dos Paralamas em formato acústico. A musicalidade, versatilidade e originalidade dos caras são aspectos impressionantes no produto final. Bi Ribeiro e João Barone formam aquela que é, de longe, a melhor cozinha do Brasil, enquanto que Herbert Vianna é um guitarrista de mão cheia, bem como um bom vocalista.

O trio contou com participações muito especiais da Vitória Régia (banda de apoio do saudoso Tim Maia), de Dado Villa-Lobos e dos sempre presentes João Fera, Eduardo Lyra, José Monteiro Júnior, Demétrio Bezerra e Bidu Cordeiro. Além desses vários nomes, a talentosa Zizi Possi deu uma palinha na clássica Meu Erro, em versão repaginada e emocionante.



Entre as clássicas no repertório, a já citada Meu Erro divide espaço com hits do porte de Selvagem, Lourinha Bombril e Uns Dias. Mas a maioria do setlist conta com canções mais desconhecidas, tais como Brasília 5:31, Nebulosa do Amor e Fui Eu, e covers como Que País É Esse? (Legião Urbana), Feira Moderna (Beto Guedes) e o jam com I Feel Good (James Brown) e Sossego (Tim Maia), entre outras. Vale lembrar, também, a presença da inedita Sincero Breu, composta por Herbert e Pedro Luís & a Parede.

Não apenas um sucesso fonográfico (500 mil cópias vendidas no Brasil e um Grammy Latino), “Acústico MTV” foi seguido de uma turnê de muito sucesso que passou por outros países da América Latina, como Chile e Argentina. O acidente de Herbert Vianna em 2001, felizmente, não foi mortal e determinou apenas uma pausa na história do trio, que continua na ativa até os dias de hoje. Os Paralamas Do Sucesso está entre uma das maiores bandas de Rock do Brasil e este acústico é uma grande prova disso.



01. Vulcão Dub/Fui Eu
02. O Trem Da Juventude
03. Manguetown
04. Um Amor, Um Lugar
05. Bora-bora
06. Vai Valer
07. I Feel Good (I Got You)/Sossego
08. Uns Dias
09. Sincero Breu
10. Meu Erro (com Zizi Possi)
11. Selvagem
12. Brasília 5:31
13. Tendo a Lua
14. Que País É Esse?
15. Navegar Impreciso
16. Feira Moderna
17. Tequila/Lourinha Bombril
18. Vamo Batê Lata
19. Life During Wartime
20. Nebulosa Do Amor
21. Caleidoscópio

Herbert Vianna – vocal, violão, guitarra acústica em 7
Bi Ribeiro – baixolão
João Barone – bateria, percussão

Músicos adicionais:
João Fera – piano, percussão em 11 e 12
Eduardo Lyra – percussão
José Monteiro Júnior – sax tenor
Demétrio Bezerra – trompete
Bidu Cordeiro – trombone, cowbell em 2
Zizi Possi – vocal em 10
Dado Villa-Lobos – violão, guitarra acústica em 12

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sábado, 10 de dezembro de 2011

Richie Kotzen – Bi-Polar Blues [1999]


A discografia do incansável Richie Kotzen é uma coisa doida. Alguns de seus registros anteriores a este, como “Something To Say” e “What Is...”, flertavam com o Rock clássico e até o Pop Rock – sem perder a conhecida essência de sua sonoridade. Durante uma pequena pausa nas atividades do Mr. Big, banda que havia acabado de entrar, o guitarrista mergulhou de cabeça no Blues.

O produto deste mergulho, “Bi-Polar Blues”, é incrível. Kotzen assumiu todos os instrumentos – guitarra, voz, baixo, bateria e piano – e contou apenas com as singelas participações do baixista Rob Harrington e do baterista Matt Luneau em, respectivamente, duas e cinco faixas. Além de composições autorais, o play apresenta quatro releituras para as eternas Tobacco Road (John D. Loudermilk), The Thrill Is Gone (Roy Hawkins), They're Red Hot e From Four Till Late, as duas últimas do pioneiro Robert Johnson.



Nas músicas próprias, uma veia bluesy vista apenas por grandes (e velhos) nomes do gênero é devidamente resgatada. Algumas canções, como a abertura Gone Tomorrow Blues, a truncada Broken Man Blues e a melancólica A Step Away, parecem ter nascido clássicas. Nos tributos, a performance original do guitarrista e vocalista cativa até os mais saudosistas. A interpretação de The Thrill Is Gone merece grande destaque, pois, sem exageros, se equipara à versão de B.B. King, o responsável por popularizar a canção.

Em “Bi-Polar Blues”, Richie Kotzen dá uma grande amostra de talento e versatilidade para o ouvinte. Não deixe de conferir este petardo.



01. Gone Tomorrow Blues
02. Tied To You
03. They're Red Hot (Robert Johnson cover)
04. Tobacco Road (John D. Loudermilk cover)
05. Broken Man Blues
06. The Thrill Is Gone (Roy Hawkins cover)
07. From Four Till Late (Robert Johnson cover)
08. A Step Away
09. Burn It Down
10. No Kinda Hero
11. Richie's Boogie

Richie Kotzen – vocal, guitarra, piano, baixo, bateria
Rob Harrington – baixo em 4 e 6
Matt Luneau – bateria em 1, 3, 4, 6 e 7

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Stryper – 7 Weeks: Live In America, 2003 [2004]


Apesar da postura religiosa aparente do Stryper, sua qualidade musical jamais foi afetada. O som envolvente do grupo, com instrumental bem trabalhado e vocalizações acima da média, fez com que seus discos vendessem muito bem na década de 1980. A competência também se aplica, desde sempre, às performances ao vivo – e o registro dessa postagem comprova isso.

“7 Weeks: Live In America, 2003” foi gravado durante a turnê de reunião do Stryper, em 2003, após 12 anos de separação. Os integrantes já haviam se reunido em 2000, numa espécie de “Stryper Expo”, todavia para apenas um concerto. O live compila algumas das 36 apresentações que o quarteto fez ao longo dessa excursão, especialmente norte-americana – com exceção da data de encerramento, realizada em San Juan, Porto Rico.

A consistência dos caras chega a ser absurda. Michael Sweet é um dos melhores vocalistas do Hard Rock, de longe, com uma potência incrível e grande habilidade nas seis cordas. Oz Fox completa muito bem a dupla de guitarras. A cozinha de Tim Gaines e Robert Sweet é boa, com destaque para a notável inspiração deste ao longo do registro.

Funcionando como um verdadeiro greatest hits, “7 Weeks: Live In America, 2003” tem um repertório baseado nos maiores clássicos das “abelhas cristãs”. Desde as pauladas Caught In The Middle e To Hell With The Devil até as melosas Honestly e Free, só tem hit por aqui. Vale ressaltar, inclusive, as versões recauchutadas e mais pesadas de Sing Along Sing, Makes Me Wanna Sing e More Than A Man.

01. Sing Along Song
02. Makes Me Wanna Sing
03. Calling On You
04. Free
05. More Than A Man
06. Caught In The Middle
07. Reach Out
08. Loud N' Clear
09. The Way
10. Soldiers Under Command
11. To Hell With The Devil
12. Honestly
13. Winter Wonderland
14. Closing Prayer

Michael Sweet – vocal, guitarra
Oz Fox – guitarra, backing vocals
Tim Gaines – baixo, backing vocals
Robert Sweet – bateria

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Firehouse – Hold Your Fire [1992]


Quando a fórmula dá certo, não há problema em repetí-la. Esse foi o pensamento do Firehouse ao lançar seu segundo disco em 1992. Dois anos após o debut, que conseguiu ótima repercussão dentro da América do Norte e de alguns países da Ásia, o full-length “Hold Your Fire” chegou pretensioso e atendeu às expectativas tanto dos fãs quanto da própria banda.

Com o acréscimo de maturidade nas composições, o disco seguiu o caminho trilhado anteriormente. Em sua totalidade, tem-se canções com melodias que entram facilmente na cabeça e linhas harmônicas bem acessíveis, além dos esperados refrães em coro. Mas é um engano pensar que o trabalho musical do Firehouse é limitado ou “pop”. Há peso e complexidade no instrumental, e ainda estou pra ver alguém que cante como C.J. Snare: timbre único e extensão vocal consideravelmente grande.



Apesar dos números não chegarem aos do debut, “Hold Your Fire” vendeu muito bem dentro e fora dos Estados Unidos. Rapidamente o disco de ouro foi conquistado e acredita-se que quase 1 milhão de cópias tenham sido vendidas apenas em terras estadunidenses. Os singles Reach For The Sky, Sleeping With You e When I Look Into Your Eyes conseguiram posições expressivas nas paradas da Billboard, com destaque ao último, que entrou para o Top 10 e chegou aos charts canadenses e ingleses.

A qualidade do álbum é muito alta, por conta disso, não há um filler que seja na tracklist. Mas há destaques particulares, como a divertida Mama Didn't Raise No Fool, a pesada You're Too Bad, a balada Hold The Dream e os já citados hits Reach For The Sky e When I Look Into Your Eyes: músicas que servem para, respectivamente, conquistar uma arena lotada e a sua amada.



01. Reach For The Sky
02. Rock You Tonight
03. Sleeping With You
04. You're Too Bad
05. When I Look Into Your Eyes
06. Get In Touch
07. Hold Your Fire
08. The Meaning Of Love
09. Talk Of The Town
10. Life In The Real World
11. Mama Didn't Raise No Fool
12. Hold The Dream

C.J. Snare – vocal, teclados
Bill Leverty – guitarra, violão, backing vocals
Perry Richardson – baixo, backing vocals
Michael Foster – bateria, percussão, backing vocals

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Kiss – Animalize Live Uncensored [1984]


No 20° aniversário do falecimento de Eric Carr, só nos resta a saudade. O baterista que esteve no Kiss de 1980 até 1991 era dono de um grande carisma e raro talento não apenas na batera, como também nos vocais. Em dez anos de atividade com a banda – esteve internado durante boa parte de 1991 –, gravou sete discos e fez mais de 800 shows pelo mundo afora.

Essa postagem traz o registro de um concerto importante em meio a essa infinidade acima listada. Após tanta instabilidade, o Kiss parecia estar ganhando forças novamente. O novo álbum, “Animalize”, estava batendo recordes de vendas e se tornou, rapidamente, o mais vendido desde “Alive II”, de sete anos atrás.



Com a popularidade de volta, os ex-mascarados encararam, no dia 8 de dezembro de 1984, uma apresentação na arena Cobo Hall, consagrada por ter sido palco do clássico “Alive!”, de 1975. No mesmo dia, o guitarrista Bruce Kulick, que permaneceu até 1995 na line-up, foi oficializado publicamente como integrante da banda, em substituição a Mark St. John, diagnosticado com síndrome de Reiter.

Nessa noite, o Kiss funcionou melhor do que nunca. O performático Paul Stanley estava a mil por hora, cantando muito e se portando como um rockstar nato. Apesar de perdido no aspecto visual, Gene Simmons manda muito bem. Inspirado, Bruce Kulick debulha as seis cordas e Eric Carr é um baterista muitíssimo acima da média: tem uma pegada monstruosa e velocidade atípica entre os instrumentistas do gênero.



O concerto foi registrado pela MTV e aproveitado para o lançamento de um VHS no ano seguinte, em 1985, o que dispensa comentários em relação à qualidade de som deste arquivo. O curioso é que uma versão em DVD nunca foi lançada de forma oficial. A única disponível em todo o mundo é uma bootleg (supostamente ilegal) de origem brasileira, comercializada sem problemas em várias redes de supermercado e bancas de jornal no Brasil.

A capa do DVD “quase-oficial”

O repertório foi muito bem escolhido, com clássicos aliados às músicas mais recentes do grupo. Entre os destaques, estão as raras Under The Gun e Thrills In The Night, pouco executadas até mesmo durante essa turnê; as excepcionais Black Diamond e Young And Wasted, que contam com os vocais de Carr; a paulada War Machine, com incrível performance de Kulick; e a sempre sensacional Love Gun. Vale a pena!

01. Intro
02. Detroit Rock City
03. Cold Gin
04. Creatures Of The Night
05. Fits Like A Glove
06. Heaven's On Fire
07. Thrills In The Night
08. Paul Stanley's Guitar Solo
09. Under The Gun
10. War Machine
11. Eric Carr's Drum Solo
12. Young And Wasted
13. Gene Simmons' Bass Solo
14. I Love It Loud
15. I Still Love You
16. Love Gun
17. Lick It Up
18. Black Diamond
19. Rock And Roll All Nite

Paul Stanley – vocal, guitarra
Gene Simmons – vocal, baixo
Bruce Kulick – guitarra
Eric Carr – bateria, backing vocal, vocal em 11 e 17

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pantera – Far Beyond Driven [1994]


A evolução da discografia do Pantera é muito interessante. Os três primeiros discos dos caras, ainda com o vocalista Terry Glaze, apresentavam uma sonoridade completamente genérica. A coisa começou a mudar com a entrada de Phil Anselmo no lugar de Glaze, mas ainda estavam na farofeira no álbum “Power Metal”. O sucessor, “Cowboys From Hell”, apresentou uma mudança drástica, porém incompleta, de sonoridade. Agora o quarteto fazia Heavy Metal, que ficou mais pesado e grooveado em “Vulgar Display Of Power”. O álbum dessa postagem apresenta, finalmente, um ponto final nessa transição.

Antes mesmo do lançamento de “Far Beyond Driven”, a carreira do Pantera poderia ser representada em uma reta ascendente. Mesmo com as crises pessoais, principalmente de Anselmo, a popularidade dos caras só crescia devido ao sucesso de seu disco antecessor. Não era pra menos, pois em tempos de pouca originalidade, os sulistas apresentavam metal agressivo, de qualidade e com identidade.



Com esse registro, que chegou às prateleiras em março de 1994, a situação melhorou em diversos aspectos. “Far Beyond Driven” firmou a criação do chamado Groove Metal, que estava sendo desenvolvido em “Vulgar Display Of Power”. A partir desse novo play, as músicas do quarteto passavam a ter ainda mais foco no ritmo e no peso do que na complexidade e na velocidade. O som único aqui apresentado só endossa a genialidade dos envolvidos, desde o "berreiro" de Phil Anselmo, passando pela criatividade do guitarrista Dimebag Darrell, até chegar na rítmica incrível da cozinha comandada pelo baixista Rex Brown e pelo baterista Vinnie Paul.

A progressão da identidade musical do Pantera finalmente chegava a um estágio máximo e isso se refletiu na repercussão do álbum. “Far Beyond Driven” é considerado o primeiro disco de uma banda de Heavy Metal a estrear em primeiro lugar nas paradas norte-americanas. A popularidade chegou ao ponto de músicas do grupo rolarem com frequência na MTV e em rádios do mundo todo. Um grande feito para esses metaleiros competentes, perdidos no meio grunge/alternativo. Prepare a bateção de cabeça e confira!



01. Strength Beyond Strength
02. Becoming
03. 5 Minutes Alone
04. I'm Broken
05. Good Friends And A Bottle Of Pills
06. Hard Lines, Sunken Cheeks
07. Slaughtered
08. 25 Years
09. Shedding Skin
10. Use My Third Arm
11. Throes Of Rejection
12. Planet Caravan (Black Sabbath cover)
13. The Badge (Poison Idea cover • Japanese bonustrack)

Phil Anselmo – vocal
Dimebag Darrell – guitarra, backing vocals
Rex Brown – baixo, backing vocals
Vinnie Paul – bateria

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sábado, 19 de novembro de 2011

Manic Eden – Manic Eden [1994]


O Whitesnake foi findado em 1991 pois seu líder, David Coverdale, anunciou que se retiraria do meio musical – pela primeira vez, pois essa história se repetiria por duas vezes no futuro. Nem um pouco a fim de parar, três integrantes remanescentes – o guitarrista Adrian Vandenberg, o baixista Rudy Sarzo e o baterista Tommy Aldridrge – uniram forças para uma nova banda, nomeada Manic Eden.

Inicialmente, os vocais seriam assumidos por James Christian, frontman do House Of Lords que estava trabalhando com Aldridge no momento. Mas pouco antes da banda se firmar, desentendimentos aconteceram e Christian largou o posto para Ron Young, ex-vocalista do Little Caesar. Assinaram o contrato com o selo japonês Victor Entertainment, afiliada à RCA, e o álbum, auto-intitulado, saiu em março de 1994.



O primeiro e único disco do Manic Eden segue uma linha bem diferente que o Whitesnake que esse trio participou (o mesmo de “Slip Of The Tongue”). O Hair Metal farofa deu lugar a um som grooveado e blueseiro. A proposta do conjunto, aliás, é uma salada mista: há a mistura do suíngue, do Blues, do Hard Rock clássico e de pitadas do oitentista – talvez pelos refrães grudentos e nada mais.

As composições, muito inspiradas, mostram que Adrian Vandenberg se sai melhor com uma leve distorção, uma palhetada livre e uma Stratocaster estalada e digna dos grandes nomes do Blues. A cozinha de Tommy Aldridge e Rudy Sarzo é competente e atribui tudo o que as músicas precisam, sem pecar pelo excesso. A voz de Ron Young dá a última pitada, com rouquidão e identidade própria.



A repercussão do disco foi tímida e, até onde se sabe, a banda mal chegou a entrar numa turnê de divulgação até que Coverdale, recém-saído de um projeto com Jimmy Page, o Coverdale/Page, decidisse retomar as atividades do Whitesnake. A reunião envolveu apenas Vandenberg e Sarzo, deixando o genial Aldridge de fora, que ficou de mãos abanando juntamente de Young. Apesar do pouco sucesso, o único registro do Manic Eden é, com certeza, uma verdadeira jóia rara do estilo.


A música acima ganhou um videoclipe, mas este é impossível de ser achado na web!

01. Can You Feel It
02. Gimme A Shot
03. Fire In My Soul
04. Do Angels Die
05. Pushing Me
06. Dark Shade Of Grey
07. Keep It Coming
08. When The Hammer Comes Down
09. Ride The Storm
10. Can't Hold It

Ron Young – vocal
Adrian Vandenberg – guitarra, teclados
Rudy Sarzo – baixo
Tommy Aldridge – bateria, percussão

Músicos adicionais:
CeCe White – backing vocals
Sara Taylor – backing vocals
Chris Trujillo – percussão

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Black Sabbath – Reunion [1998]


O Black Sabbath original tentou se reunir uma série de vezes desde que a banda se separou, em 1979. Sabe-se lá porque nunca deu certo. Mas há tanta firmeza nessa reunião anunciada hoje, no dia 11 de novembro de 2011, que provavelmente ninguém pensou nas voltas frustradas do passado. Dessa vez parece ser diferente. Há uma promessa de um novo disco de estúdio – o primeiro desde 1978 – e uma turnê mundial logo após a apresentação no Download Festival do ano que vem.

A volta do Black Sabbath não é apenas quatro caras que fizeram as pazes e estão tocando juntos de novo. É simbólico, marcante, especial. A primeira banda especialmente metal a surgir no mundo se uniu novamente. Espera-se que a guerra de egos acabe, pois foi justamente isso que separaram os quatro integrantes em 2001, quando o vocalista Ozzy Osbourne preferiu finalizar um álbum solo a investir num novo registro do Sabbath.

Deixando o presente de lado e resgatando um pouco do passado: ocorreu, em 1997, a primeira volta real da banda, que havia se reunido em oportunidades como no Live Aid de 1985 e na turnê de despedida de Osbourne em 1992, mas nunca de forma definitiva. Dois concertos no Birmingham NEC, nos dias 4 e 5 de dezembro do mesmo ano, foram registrados. Saiu, daí, o duplo ao vivo dessa postagem.


Este vídeo não corresponde ao do álbum em questão, mas vale a pena ser conferido – principalmente pelos fãs de belas tetinhas.

“Reunion” é o primeiro álbum ao vivo do Black Sabbath a ser lançado com a voz de Ozzy. Nos tempos de glória, deve-se entrar num consenso em relação à performance do quarteto: não era das mais impressionantes. A maturidade, a experiência e as inovações tecnológicas transformaram, todavia, o concerto dos caras em algo realmente eletrizante para todos, desde o indivíduo que presenciou algum dos shows dessa reunião até aquele que simplesmente confere o áudio.

O repertório de 16 músicas conta apenas com clássicos. Canções imprescindíveis num verdadeiro concerto do Sabbath, como Paranoid, N.I.B., Children Of The Grave, Iron Man, Sweet Leaf e lá-vai-paulada fazem parte da seleção. Há também as favoritas dos fãs, como Dirty Women, Behind The Wall Of Sleep e Lord Of This World – esta, precedida da instrumental Orchid. A performance dos tios não deixa a desejar em nenhum momento. Ozzy Osbourne, sempre energético, conduz um show como ninguém. Tony Iommi, o “homem riff” tem a destreza de um guitar hero. Geezer Butler prova mais uma vez porque é o melhor baixista do Heavy Metal. Bill Ward continua com muita pegada, apesar das limitações físicas que o tempo impôs ao batera.

Há de se ressaltar as duas faixas inéditas, registradas em estúdio e presentes ao fim do disco: Psycho Man e Selling My Soul, canções genuinamente sabbáticas. Ou seja, arrastadas, assustadoras, performáticas e repletas de riffs incríveis. A Combe do Iommi (sim, do Iommi!) torce para que essa reunião, firmada em 11/11/11, renda bons frutos. Por enquanto, vale a pena resgatar o material dessa banda magnífica.



CD 1:
01. War Pigs
02. Behind The Wall Of Sleep
03. N.I.B.
04. Fairies Wear Boots
05. Electric Funeral
06. Sweet Leaf
07. Spiral Architect
08. Into The Void
09. Snowblind

CD 2:
01. Sabbath Bloody Sabbath
02. Orchid/Lord Of This World
03. Dirty Women
04. Black Sabbath
05. Iron Man
06. Children Of The Grave
07. Paranoid
08. Psycho Man
09. Selling My Soul

Ozzy Osbourne – vocal
Tony Iommi – guitarra
Geezer Butler – baixo
Bill Ward – bateria
Geoff Nicholls – teclados, guitarra adicional

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by Silver

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Richie Sambora – Undiscovered Soul [1998]


Novamente, em 1997, o Bon Jovi deu uma pausa. Talvez isso colabore para a longevidade de bandas de sucesso, visto que, de um ponto de vista mercadológico, a banda volta ainda mais rentável após as pausas dadas durante a carreira. Cada integrante se destinou a projetos solo e o líder, Jon Bon Jovi, teve mais repercussão de novo com seu segundo disco solo, “Destination Anywhere”. Todavia, o guitarrista Richie Sambora o superou em qualidade – de novo.

“Undiscovered Soul” foi lançado em fevereiro de 1998 sob uma perspectiva mais madura e familiarizada com o próprio caminho que Richie Sambora desejava trilhar. De forma alguma que o antecessor, “Stranger In This Town”, peque em maturidade: é um discão. Só que flerta com pontos diferentes do Rock. O disco dessa postagem soa mais linear e, de fato, tem a identidade do guitarrista.



Provavelmente a identidade mais agregada à personalidade do Sambora que “Undiscovered Soul” tem se deve por ser um disco ligado ao seu pessoal. Desde as composições até a forma que o instrumental é tocado. Não tem o apelo Pop do Bon Jovi nem a selvageria Bluesy de seu primeiro álbum solo. Alguns elementos, obviamente, marcam presença, mas o registro consiste basicamente em vários momentos acústicos ou guiados por órgãos Hammond, mesmo que às vezes de forma discreta. Isso torna o registro genuíno e agradável, elevando ainda mais a qualidade quando se considera o talento deste grande guitarrista, que também é um vocalista fantástico.

Vale destacar o time de músicos que acompanha Richie durante a empreitada, com destaques para o pianista Chuck Leavell (Allman Brothers Band), o baixista Pino Palladino (The Who, John Mayer Trio) e o baterista Kenny Aronoff (John Mellencamp, Chickenfoot), entre vários outros. Para os amantes de boa música, independente de estilos musicais, “Undiscovered Soul” é uma grande pedida. Simplesmente sensacional.



01. Made In America
02. Hard Times Come Easy
03. Fallen From Graceland
04. If God Was A Woman
05. All That Really Matters
06. You're Not Alone
07. In It For Love
08. Chained
09. Harlem Rain
10. Who I Am
11. Downside Of Love
12. Undiscovered Soul

Richie Sambora – vocal, guitarra, violão
Mark Goldenberg – guitarra
Chuck Leavell – piano
Greg Phillinganes – piano, backing vocals
David Paich – piano elétrico, sintetizadores
Rami Jaffee – órgão Hammond B3, acordeão
Billy Preston – órgão Hammond B3, backing vocals
Robbie Buchanan – sintetizadores
Jamie Muhoberac – sintetizadores
Don Was – baixo, Wurlitzer
James "Hutch" Hutchinson – baixo, backing vocals
Pino Paladino – baixo fretless
Kenny Aronoff – bateria, percussão
Paulinho da Costa – percussão

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by Silver

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Poison – MTV Unplugged [1990]


Apesar de muito criticado por não esbanjar técnica em tempos que os virtuosos estavam no auge, o Poison nunca decepcionou principalmente ao vivo. A sua formação clássica é bastante competente e não costuma pecar nas apresentações – constante que domina até os dias de hoje, diga-se de passagem. Esse fator positivo fica notável neste registro especial.

Em 1990, a MTV ainda não lançava para o mercado os concertos do seu quadro Unplugged, que consistia em performances acústicas principalmente de artistas que não costumavam tocar nesse formato. Era apenas um pequeno quadro na emissora. Por conta disso, o show do Poison e de outros que participaram na época eram curtos. Mas os 23 minutos registrados com certeza vão se extender na playlist do ouvinte, que repetirá várias vezes a audição.



A apresentação do Poison ocorreu no National Video Center de Nova Iorque, em 10 de novembro de 1990 – quase um ano antes da demissão do guitarrista CC DeVille em decorrência do incidente no MTV Video Music Awards do ano seguinte. Existiam, sim, atritos entre os integrantes desde esse tempo, visto que tinham problemas com o abuso de químicos. O diferencial é que isso nunca afetou um show dos caras.

Muito entrosados, o quarteto destilou um curto porém preciso repertório, que engloba as clássicas Talk Dirty To Me e Every Rose Has Its Thorn, as recentes Let It Play e Unskinny Bop, a divertida lado B Good Love e o cover (que também virou hit) Your Mama Don't Dance, de Loggins & Messina. A performance de cada integrante é louvável, mas valem destaques especiais para DeVille, que utilizou uma guitarra semi-acústica com destreza, e para o baterista Rikki Rockett, sempre muito habilidoso.



01. Your Mama Don't Dance
02. Good Love
03. Every Rose Has Its Thorn
04. Let It Play
05. Unskinny Bop
06. Talk Dirty to Me

Bret Michaels – vocal, violão, gaita
C.C. DeVille – guitarra, backing vocals
Bobby Dall – baixo, backing vocals
Rikki Rockett – bateria, percussão, backing vocals

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by Silver

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pride Of Lions – Pride Of Lions [2003]


Apesar de seu auge nos anos 1980, o AOR/Melodic Rock não perdeu as forças. Aliás, esteve muito melhor do que a ala mais pesada do Hard Rock, pois sempre contou com representantes produtivos. Um deles é Jim Peterik, ex-guitarrista do Survivor, um dos grupos mais rentáveis do gênero na década de auge. O homem nunca perdeu o ritmo, com projetos e parcerias autorais que vão desde Cheap Trick até Brian Wilson, entre vários outros.

A sua principal empreitada na década de 2000, o Pride Of Lions, não fica devendo nada ao seu glorioso passado. A banda é liderada pelo próprio e pelo jovem vocalista Toby Hitchcock, que tinha 26 anos à época do lançamento deste disco e estava numa turma de quarentões e cinquentões experientes. O guitarrista Mike Aquino, o baixista Clem Hayes, o baterista Ed Breckenfield e o tecladista Christian Cullen completam a formação. O debut do conjunto, auto-intitulado, deu as caras em 2003 e trata-se, basicamente, de uma releitura contemporânea ao Melodic Hard Rock de tempos passados.



A abertura com It's Criminal, sobra do disco "Vital Signs" do Survivor, é uma verdadeira paulada melódica, com arranjos marcantes e peso elementar. O vocal de Hitchcock é um destaque: cresce não apenas com o desenrolar da música, como também ao longo do próprio disco. O homem, que tem forte influência da música gospel norte-americana e do gênio Frank Sinatra, tem um alcance incrível e uma capacidade de interpretação digna de um às do estilo. A semi-balada Gone dá sequência com melodias envolventes e uma grande performance vocal em dueto das vozes de Toby e Jim, respectivamente aguda e grave.

Os anos 1980 invadem a mente do ouvinte com Interrupted Melody, uma calma e apaixonante balada AOR. Sound Of Home me arrepia desde a primeira vez que a ouvi. Suas passagens marcantes, suas melodias bem construídas e, principalmente, a voz de Toby Hitchcock garantem paixão à primeira vista. A balada Prideland, apesar de seus longos seis minutos de duração, tem arranjos cativantes e é o tipo de música que faz com que o filme de sua vida passe pelos olhos do ouvinte. A pauleira Unbreakable segue ao estilo Survivor, com guitarras marcantes e refrão grandioso.



First Time Around The Sun é uma boa balada, perde para as anteriores mas não pode ser confundida com filler. Turn To Me é essencialmente grudenta e traz mais um dueto vocal incrível. O encerramento fica por conta de mais quatro baladas: a guitarresca Madness Of Love, as bonitas Love Is On The Rocks e Last Safe Place, e finalmente a poderosa Music And Me.

Não era o objetivo do Pride Of Lions ter grande repercussão com esse projeto, que ainda teve mais dois full-length e um live lançados em anos seguintes, mas o compromisso de fazer boa música não falhou em nenhum momento. Talvez este debut peque pelo excesso de baladas, mas onze entre dez admiradores aprovaram. Uma das apostas mais certeiras da Frontiers Records.



01. It's Criminal
02. Gone
03. Interrupted Melody
04. Sound Of Home
05. Prideland
06. Unbreakable
07. First Time Around The Sun
08. Turn To Me
09. Madness Of Love
10. Love Is On The Rocks
11. Last Safe Place
12. Music And Me

Toby Hitchcock – vocal
Jim Peterik – vocal, guitarra, teclados
Mike Aquino – guitarra
Christian Cullen – teclados
Clem Hayes – baixo
Ed Breckenfield – bateria

Músico adicional:
Hilary Jones – bateria

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by Silver

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Kiss – Dressed To Kill [1975]


O mais recente empreendimento do Kiss, o cruzeiro Kiss Kruise, me fez pensar em como “Dressed To Kill” é um disco injustiçado na carreira da banda. Grande parte de seu conteúdo é ignorado nos concertos desde sempre. Só agora, com os shows nos navios, algumas pérolas desse registro foram desenterradas. O leitor menos informado deve discordar de cara com a sentença anterior, visto que é o álbum que carrega o clássico Rock And Roll All Nite, responsável por levar o quarteto ao estrelato. Mas não foi bem assim.

O Kiss havia lançado dois álbuns em 1974: o auto-intitulado de estreia e o subsequente “Hotter Than Hell”. Ambos haviam fracassado em vendas, mas, ironicamente, a banda conquistava cada vez mais fãs com suas apresentações ao vivo. Apesar de ainda não tomarem conta de grandes estádios, conseguiram rodar por grande parte da América do Norte em turnês.

Produzido pelo presidente da gravadora Neil Bogart graças às dificuldades financeiras, “Dressed To Kill” chegou às prateleiras no ano seguinte com a promessa de salvar a gravadora Casablanca Records da falência e de elevar o Kiss ao status de superbanda. Apesar de nenhum dos objetivos terem sido conquistados, o álbum se saiu muito melhor que os outros em diferentes aspectos.



O padrão de composições se manteve estável e fiel à proposta apresentada nos álbuns anteriores. Os mascarados continuaram apostando num Rock n' Roll simples, visceral, conciso e direto. Por incrível que pareça, a produção de Bogart superou com sobras a de Kenny Kerner e Richie Wise para os antecessores. Tudo soa bem melhor. Além disso, “Dressed To Kill” lançou dois singles para as faixas C'mon And Love Me e Rock And Roll All Nite, decisivos para as vendas mais satisfatórias – apesar de não ideais – do full-length, que atingiu a 32ª posição das paradas norte-americanas.

Room Service abre o play com muita energia. Morrerei sem entender o motivo de não apostarem em sua presença nos repertórios desde a época. Composição típica de Paul Stanley, com uma grande performance instrumental principalmente de Ace Frehley. Two Timer e Ladies In Waiting, menos aceleradas, parecem ser músicas irmãs. Ambas cantadas e compostas por Gene Simmons, trazem uma batida incrível e riffs fortes. Getaway mantém o pique: feita por Frehley e cantada por Peter Criss, o melhor vocalista da banda naqueles tempos.



Rock Bottom engana com a bela introdução acústica. É uma paulada certeira e cheia de classe. C'mon And Love Me é uma canção primorosa, com todos os elementos de uma boa música de Hard Rock: bons solos de guitarra, cozinha envolventes e refrão grudento. Anything For My Baby não tem a mesma inspiração das outras, todavia não chega a ser um filler. She, a única além de Rock And Roll All Nite que recebeu atenção nos repertórios de turnês posteriores, é uma composição de Gene Simmons e seu ex-parceiro de banda Stephen Coronel, feita nos tempos de Bullfrog Bheer, ao fim da década de 1960. Tem um andamento forte e é poderosa principalmente ao vivo.

Love Her All I Can é divertida e tem bons riffs de guitarra, além de uma grandiosa linha de bateria. O fechamento fica por conta de Rock And Roll All Nite, que, apesar de saturada nos dias de hoje, é um verdadeiro ode ao Rock n' Roll – preferencialmente em sua versão ao vivo, pois a gravada em estúdio não tem solo de guitarra (!).

Mesmo com as vendas acima da média e a boa qualidade do registro, o estrelato não veio e a Casablanca continuou com problemas financeiros. Daí apelaram para um disco duplo ao vivo, o lendário “Alive!”, e o resto é história. Tanto Rock And Roll All Nite quanto o próprio grupo estouraram com este live. Mas “Dressed To Kill” é parte importante na discografia do Kiss, além de ser um baita de um discão e uma verdadeira aula de como se fazer Rock n' Roll poderoso e despretensioso.



01. Room Service
02. Two Timer
03. Ladies In Waiting
04. Getaway
05. Rock Bottom
06. C'mon And Love Me
07. Anything for My Baby
08. She
09. Love Her All I Can
10. Rock and Roll All Nite

Paul Stanley – vocal (1, 5, 6, 7, 8, 9), guitarra rítmica (solo inicial em 6)
Gene Simmons – vocal (2, 3, 8, 10), baixo
Ace Frehley – guitarra solo
Peter Criss – vocal em 5, bateria, percussão

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by Silver

terça-feira, 25 de outubro de 2011

The Darkness – Permission To Land [2003]


O motivo dessa repostagem é a qualidade de áudio do arquivo anteriormente postado, com mp3s na sofrível bitrate de 96kbps.

Os anos 2000 não foram marcados por muitas grandes bandas de Rock, apenas pela confirmação de vários dinossauros – e espero que isso mude na década de 2010. Por sorte, sempre há exceções à regra, que é onde o The Darkness se enquadra.

Inicialmente, o quarteto britânico conseguiu destaque por suas apresentações que conquistavam públicos de diferentes procedências, mas nenhuma gravadora queria contratar os caras. Pensavam que, apesar de muito bons, eles eram uma brincadeira. Uma das poucas gravadoras que demonstraram interesse, a Atlantic Records, não deve se arrepender de ter apostado neles.



O primeiro álbum do grupo, “Permission To Land”, foi lançado em julho de 2003 no Reino Unido e no mês seguinte nos Estados Unidos. Apesar de todo o clima “Hard Rock revival” aparentemente apresentado, há uma originalidade elementar no play, decisiva para o grande sucesso atingido logo com seu lançamento – topo das paradas britânicas e top 40 das norte-americanas, prêmios da BRIT Awards e MTV, discos de ouro e platina em quatro países, singles emplacados pelo mundo e por aí vai.

A perspectiva “revival” citada no parágrafo anterior não se dá por saudosismo exagerado, mas pelo fato do Darkness retomar algo que estava perdido no Rock n' Roll e que, particularmente, considero o combustível do estilo: entretenimento. Em tempos que bandas alternativas chegavam ao mainstream com propostas sérias e politizadas, os ingleses fizeram um álbum de Rock descompromissado, com influências ao invés de cópias.



Vocalista performático, multi-instrumentista habilidoso e showman de primeira categoria, Justin Hawkins traz a aura de grandes líderes de bandas clássicas com competência. Chama a responsabilidade para si, como um frontman deve fazer. Seu irmão, o guitarrista Dan Hawkins, trabalha muito bem – os dois apresentam linhas de guitarra entrosadas, riffs grandiosos e solos inspirados. A cozinha do baixista Frankie Poullain e do baterista Ed Graham é competente, bem ao estilo AC/DC: não se exibe demais, mas cumpre a função e garante solidez.

Acredite se quiser, mas não há destaques em particular para este disco. “Permission To Land” não tem um filler que seja. É grandioso e divertido do começo ao fim. Vale cada segundo de audição.



01. Blach Shuck
02. Get Your Hands Off My Woman
03. Growing On Me
04. I Believe In A Thing Called Love
05. Love Is Only A Feeling
06. Givin' Up
07. Stuck In A Rut
08. Friday Night
09. Love On The Rocks
10. Holding My Own

Justin Hawkins – vocal, guitarra, piano, sintetizador
Dan Hawkins – guitarra, backing vocals
Frankie Poullain – baixo, backing vocals
Ed Graham – bateria

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domingo, 23 de outubro de 2011

Megadeth – TH1RT3EN [2011]


O primeiro álbum com o baixista David Ellefson desde “The World Needs A Hero”, lançado há 10 anos. A line-up responsável por “TH1RT3EN” tem demonstrado grande eficácia no palco e no estúdio – o guitarrista Chris Broderick e o baterista Shawn Drover registraram o antecessor “Endgame”, tendo Drover marcado presença também em “United Abominations”. Mas principalmente as filmagens de concertos mostravam que esse quarteto unido faria bonito. E fez.

Como dito em entrevistas, “TH1RT3EN” apresenta uma verdadeira retrospectiva de todo o material da banda – a velocidade dos primeiros álbuns, a complexidade melódica dos discos noventistas, o peso elementar dos mais recentes. Não é à toa que muitas composições antigas e engavetadas finalmente viram a luz do dia. A banda apresenta um Thrash de extrema qualidade, com a assinatura do Megadeth e principalmente do estilo de composição de Dave Mustaine, tanto lírico quanto melódico. Vale ressaltar que, especialmente aqui, as letras estão melhores do que nunca.

A abertura Sudden Death traz aquele tipo clássico de introdução instrumental que costuma abrir os álbuns do Megadeth. Excelentes riffs de guitarra, vocal esganiçado, baixo presencial, bateria habilidosa, solos alternados entre o truncudo Mustaine e o técnico Broderick. A canção traz todos os elementos que irão se repetir ao decorrer do disco, mas esta é essencialmente Thrash. As seguintes Public Enemy No. 1 e Whose Life (Is It Anyways) são menos uptempo, mas ainda pesadas, pois contam com um grude de grupos do típico Heavy clássico.


We The People, mais arrastada, dá sequência com uma levada ideal para o headbanging. Destaca-se o entrosamento entre Dave e Chris. Guns, Drugs & Money soa como uma demo perdida do clássico “Countdown To Extinction”. A música é conduzida por um riff de guitarra hipnotizante e tem um bom refrão. Never Dead, lançada anteriormente ao disco para integrar o jogo NeverDead, é uma das melhores da tracklist. Pesada, visceral, matadora e mais Megadeth do que qualquer outra.

Para os saudosistas, temos New World Order, composta em 1991 por Mustaine, Ellefson e os ex-integrantes Marty Friedman e Nick Menza para “Countdown To Extinction”. A canção acabou não entrando para o play mas integrou a trilha sonora do jogo Duke Nukem. Segue, assim como Guns, Drugs & Money, o padrão do disco anteriormente citado, com um andamento tipicamente Heavy mas um trecho instrumental Thrash. Fast Lane, pesadíssima, traz um desfile de riffs e solos poderosos bem como uma cozinha incrível, com destaque ao grande Shawn Drover.



Black Swan, essencialmente conduzida por apenas um riff e uma variação deste, tem uma boa letra, um refrão grudento e bons solos de guitarra. A faixa já foi lançada como bônus de pré-venda do disco “United Abominations”. Wrecker segue com sede de pauleira e boa performance vocal de Mustaine – é impossível imaginar o Megadeth sem sua voz de pato rouco. A balada Millennium Of The Blind, co-escrita com Marty Friedman, alterna entre momentos limpos e pesados com a maestria de uma digna metallic ballad. O fechamento fica por conta da pesada Deadly Nightshade e da quase épica 13, que tem tudo para ser a favorita de grande parte dos fãs.

Mais uma vez, o Megadeth não decepcionou. Pelo contrário: juntamente de “Endgame”, “TH1RT3EN” é um dos melhores discos da banda desde os clássicos que ficaram pra lá da primeira metade dos anos 1990. Confira sem medo de bater cabeça. Afinal, sempre vale a pena conferir quando há consenso entre minha opinião e a do Jay.

01. Sudden Death
02. Public Enemy No. 1
03. Whose Life (Is It Anyways)
04. We The People
05. Guns, Drugs, & Money
06. Never Dead
07. New World Order
08. Fast Lane
09. Black Swan
10. Wrecker
11. Millennium Of The Blind
12. Deadly Nightshade
13. 13

Dave Mustaine – vocal, guitarra
Chris Broderick – guitarra, backing vocals
David Ellefson – baixo, backing vocals
Shawn Drover – bateria

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by Silver