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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

The Offspring - Smash [1994]


Quem aqui era adolescente nos anos 90 foi tomado de arrastão por quatro californianos de Huntington Beach, que apareceram de uma gravadora pequena e que quando menos percebemos, já havia tomado de arrastão a MTV e as rádios de rock na época. Lembro que a primeira vez que ouvi "Come Out and Play (Keep 'Em Separated)", fui contagiado com a energia que era transmitida pelo grupo, e me apaixonei logo que de cara pelo som do Offspring, o que segue até os dias de hoje, sendo a minha banda predileta das bandas de pop punk surgidas nos anos 90, talvez por ser a mais agressiva de todas.

O Offspring surgiu em 1984, quando os ainda adolescentes Dexter Holland e Greg Kiesel decidiram montar uma banda, após um show do ainda desconhecido Social Distortion. O guitarrista Kevin "Noodles" Wasserman ganhou o posto no grupo não por sua habilidade nas seis cordas, e sim por ser mais velho que os outros, assim garantindo as bebidas para os outros integrantes. E foi com essa formação, juntamente com o baterista Ron Welty que eles assinaram com a Epitaph Records, cujo o dono é Brett Gurewitz, guitarrista do Bad Religion.



E foi com o lançamento de seu terceiro disco (o segundo com a Epitaph) que o Offspring dominou as rádios da época e as paradas. "Smash" foi unanimidade mundial na época, com público e crítica aclamando o disco, que vendeu 12 milhões de cópias em nível mundial e se tornou o disco lançado por uma gravadora independente mais vendido da história. Alcançou o quarto lugar na parada da Billboard, e permaneceu na lista por 101 semanas. Até os dias de hoje é citado por vários veículos musicais com um dos maiores e mais influentes discos lançados nos anos 90. Não à toa, pois realmente o disco tomou de assalto qualquer um que dizia gostar de rock na época.

O que temos aqui é um hardcore inconsequente e barulhento, praticado por rapazes ensandecidos e fora de si, mas que geraram canções memoráveis e que até hoje em dia tem um poder absurdo. E para mostrar que os moleques eram enjoados, na introdução do disco, ninguem menos que o genial Jello Biafra convida o ouvinte a relaxar e apreciar o registro em "Time To Relax". Mas daí para frente, o que menos fazemos é relaxar, pois a pancadaria começa a comer solto em "Nitro (Youth Energy)", em que o bate cabeça é inevitável, em apenas dois minutos de pura nitroglicerina. "Bad Habbit" começa como quem não quer nada, com apenas o baixo e o vocal de Holland, até virar outro hardcore de primeira, perfeito para um downhill, como tanto gosta nosso amigo de blog Zorreiro.



E daí por diante, o que temos é um desfile de clássicos do grupo, um greatest hits. "Gotta Get Away" começa com uma bateria marcante, que gruda na cabeça e mesmo sendo uma das mais cadenciadas do registro é ainda uma das mais energéticas, música feita para ser hit. A já citada "Come Out and Play (Keep 'Em Separated)" é deveras genial e martela por mais tempo ainda na cabeça, e mostra o porque o mundo foi tomado de assalto na época, com sua mistura perfeita entre o rockabilly e o punk rock. "Self Esteem" é outro grande clássico, e seu inconfundível coro inicial mantém o ótimo nível visto até aqui, e com potencial para ser sucesso. "What Happened To You?" continua de maneira excelente o flerte com o rockabilly e foi outro grande clássico gerado, outra que nasceu para ser hit radiofônico. Apesar de citar apenas algumas, o disco todo é obrigatório, e o nível não cai por nem um segundo.

Esse daqui é um daqueles discos que é obrigatório você ter, e escutar uma vez por mês ao menos, pois a diversão é mais do que garantida. Ainda que tenham feito muito sucesso com o"Americana", este com certeza é a obra prima da banda. A trilha sonora para um bate cabeça descompromissado com os amigos ou acompanhando uma cerva estupidamente gelada.






1.Time to Relax
2.Nitro (Youth Energy)
3.Bad Habit
4.Gotta Get Away
5.Genocide
6.Something to Believe in
7.Come Out and Play (Keep 'Em Separated)
8.Self Esteem
9.It'll Be a Long Time
10.Killboy Powerhead
11.What Happened To You?
12.So Alone
13.Not The One
14.Smash

Dexter Holland - Vocais, Guitarra
Noodles - Guitarra, Backing Vocals
Greg K. - Baixo, Backing Vocals
Ron Welty - Bateria, Backing Vocals

Músicos Convidados
Jello Biafra - Narrador em "Time to Relax" e "Smash"


By Weschap Coverdale

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Bad Company - Holy Water [1990]


Ao se falar em Bad Company, para a grande maioria vem à mente Paul Rodgers, com sua incrível voz e grande carisma, que o torna um dos maiores vocalistas da história do rock, sem falar nos ótimos discos que ele lançou com o grupo, como o espetacular "Straight Shooter". E devido a esse grande trabalho muitos torcem o nariz para Brian Howe, cuja a fase à frente do grupo foi muito mais direcionada para o AOR dos anos 80. Mas ao fazerem isso, não sabem o que estão perdendo, pois além de deixarem de apreciar um dos grandes vocalistas que o AOR apresentou, ainda perdem a chance de conhecerem discos cativantes, em que a banda desfilava uma roupagem diferente, mas ainda assim de extrema qualidade.

E um belo exemplo é o ótimo "Holy Water", lançado em 1990 e que colocou o grupo novamente em evidência perante público e crítica da época, algo que eles não tinham usufruído desde a volta do grupo com o o lançamento de "Fame and Fortune". Apesar de o relacionamento entre Howe e a dupla Ralphs/Kirke não ser dos melhores naquele momento, tanto eles viajarem separados durante a turnê do disco "Dangerous Age", a pressão da gravadora para um lançamento de um novo registro foi mais forte, e esta acabou funcionando. E tome disco de platina, com mais de um milhão de cópias vendidas e uma boa execução de vários singles nas rádios de AOR da época.



Toda a boa recepção na época não foi à toa na época, pois temos realmente em mãos um disco perfeito para quem é chegado em AOR. Howe canta demais e é o grande destaque, ficando claro que é dele o crédito para que a banda conseguisse disputar o concorrido mercado da época com bandas muito mais jovens, com todo seu talento para criar melodias vocais que casassem perfeitamente com o clima da época. Mick Ralphs mostra uma capacidade de adaptação incrível e se mostra ser um dos daqueles músicos que ao invés de querer promoção pessoal tocando milhões de notas por segundo em solos mirabolantes, trabalha para que a música funcione e para mim está na lista de músicos mais injustiçados do rock, pois pouco se fala sobre ele. A cozinha, aqui composta por Simon Kirke e Felix Krish segura muito bem as pontas e trabalha redondinha.

"Holy Water" inicia os trabalhos com uma levada que remete a fase setentista do grupo, principalmente na guitarra de Ralphs e possui um refrão feito para ser cantada em uníssono em uma arena lotada e acaba sendo o ponto forte da canção. "Walk Through Fire" e seu climão oitentista e animado é deveras linda e é uma das canções que mais gosto de escutar, pois a sensação ao escutar a mesma é indescritível, som perfeito no melhor estilo sessão da tarde. A baladaça "If You Needed Somebody" foi o maior sucesso dessa fase do grupo e a música pela qual tive acesso ao trabalho deles. Sério, o desempenho de Howe nessa faixa é impressionante e sua melodia a transforma em uma das maiores power ballads desse período, sendo impossível não querer acender um isqueiro durante sua execução.



O riff inicial de "Fearless" lembra muito o de "Coming Of Age" do supergrupo Damn Yankees, e temos um hard animado e festeiro, com um solo certeiro de Ralphs e que deixa a canção ainda mais festiva. A semibalada "Boys Cry Tough" é onde mais um vez Howe tem para desfilar seu vozeirão, e onde Ralphs cria ótimas bases, seja no violão ou na guitarra. Mais uma vez a flerte com a fase sententista vem das guitarras de Ralphs em "Never Too Late" em mais uma grande canção, assim como em "I Can't Live Without" que poderia estar muito bem em qualquer registro da fase Rodgers do grupo. "100 Miles" encerra o trabalho com Simon Kirke assumindo os vocais em uma canção acústica, em que a performance vocal dele é legal e divertida, assim como o seu trabalho durante todo o registro, que foi corretíssimo.

Um disco mais que recomendado para quem curte AOR bem feito, ainda mais por grandes músicos que fizeram história nos anos 70 e um vocalista que nasceu para o estilo. Se você gosta do cheiro de naftalina e se amarrava nas "altas aventuras dessa turminha do barulho", pode se arriscar sem medo de errar. Grande trabalho que eles repetiriam posteriormente em "Here Comes Trouble", que posteriormente aparecerá por aqui.





1.Holy Water
2.Walk Through Fire
3.Stranger Stranger
4.If You Needed Somebody
5.Fearless
6.Lay Your Love on Me
7.Boys Cry Tough
8.With You in a Heartbeat
9.I Don't Care
10.Never Too Late
11.Dead of the Night
12.I Can't Live Without You
13.100 Miles


Brian Howe - Vocal
Mick Ralphs - Guitarra
Felix Krish - Baixo
Simon Kirke - Bateria, vocal, guitarra acústica


By Weschap Coverdale

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Whitesnake - Good To Be Bad [2008]


E já que estou de volta após um mês de mudanças e adaptações pós-cirurgícas, nada melhor do que ter uma postagem para mais uma vez falar de Whitesnake. Como todos já sabem, o Whitesnake é uma de minhas bandas de cabeceira e David Coverdale junto com Bruce Springsteen são meus maiores heróis dentro da música, e que suas letras estão as que mais definem minha personalidade, algumas vezes romântica e por outras vezes meio que desiludida e de saco cheio de esperar por algo que às vezes penso ser ilusório.

Conheci a banda em 1997 quando comprei o "Restless Heart" e daí por diante fui obrigado a ficar por onze anos na espera de um lançamento do grupo, e que saciasse a vontade de um fã que só pôde ver um lançamento de sua banda predileta. E não posso negar que fiquei satisfeito demais quando comecei a ouvir sobre os rumores de lançamento de "Good To Be Bad" e aguardei ansiosamente por seu lançamento. Ainda mais ao ver alguns membros que faziam parte do grupo e muitos dos quais eu gostava muito como a dupla de guitarristas Reb Beach e Doug Aldrich, que sempre respeitei em todos os seus trabalhos.

O veinho ainda canta demais!

E como eu fiquei feliz ao ouvir esse disco pela primeira vez! David Coverdale mostrou que pra quem é gênio podem se passar vários anos, e mesmo que seu alcance vocal não seja o mesmo de outrora, ainda é assombroso e mostra que ele cuidou muito bem de sua voz, e sem falar que ele continua aquele compositor de mão cheia que aprendi a apreciar desde o início de minha adolescência. Doug Aldrich é um monstro nas seis cordas e Reb Beach, ainda que mais contido, adiciona peso e uma modernidade bem vinda para o grupo, sem falar que todo o restante do grupo trabalha muito bem, e arranca um sorriso de orelha a orelha de qualquer fã do grupo.

E para iniciar os trabalhos, temos a pesadona "Best Years", em que a banda desce o braço sem dó e piedade alguma e pode assustar quem não esperava tamanha porrada nos ouvidos logo de cara, e mostra como Coverdale ainda tá com o gogó afiado e potente. Se o peso da abertura lhe assustar, vá diretamente para a oitentista e cativante "Can You Hear The Wind Blow?", que parece recém saída como uma faixa bônus do clássico "1987" com uma mixagem mais caprichada e moderna, e que grudou logo na primeira audição deste. "Call On Me" volta ao peso da faixa de abertura, com a dupla Aldrich/Beach tocando demais, com solos e riffs monstruosos. "All I Want All I Need" é uma baladaça daquelas que só Coverdale sabe fazer com maestria, carregada de emoção e pronta para fazer sangrar corações apaixonados.



Mas a pancadaria volta a rolar solta com hards vigorosos como a faixa-título, "All For Love" e "Got What You Need" mostram que a banda não estava para brincadeira, onde o peso mostrado é realmente descomunal, com destaque para a dupla de guitarrista novamente, com riffs pesados e ensandecidos. "A Fool In Love" presta uma homenagem para a primeira fase do grupo, com seu andamento cadenciado e o flerte descarado com o blues rock que corre pelas veias de Coverdale. "Lay Down Your Love" é outra faixa que poderia ter saído do clássico 1987, onde até vagamente lembra o andamento da espetacular "Still Of The Night". "Summer Rain" é outra baladona característica do grupo, o que por si indica que é muito difícil de ser ruim. "'Til The End Of Time" fecha o disco com uma balada acústica e uma letra derretida, que mais uma vez faz referência a fase inicial do grupo e fecha este registro de maneira bela.

Na minha opinião, é disparado o melhor disco do grupo desde o clássico "1987", e deu um novo rumo à carreira do Whitesnake, tanto que tivemos essa mesma direção (ainda que com mais influências de blues) seguida no ótimo "Forevermore" lançado este ano. Um discasso que vai agradar em cheio aqueles que curtem um hard rock bem feito e que lhe fará ficar ainda mais fã de um dos maiores frontmans que o rock já apresentou.





1.Best Years
2.Can You Hear the Wind Blow
3.Call on Me
4.All I Want All I Need
5.Good to Be Bad
6.All for Love
7.Summer Rain
8.Lay Down Your Love
9.A Fool in Love
10.Got What You Need
11.'Til the End of Time



David Coverdale - Vocais
Doug Aldrich - Guitarra
Reb Beach - Guitarra
Timothy Drury - Teclado
Uriah Duffy - Baixo
Chris Frazier - Bateria


By Weschap Coverdale

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Feliz dia mundial do roque! (atrasado, sorry)

Aaaaaaaaaa ma oeeeeeeeeeeeeeeeee...

Desculpem a falta de uma postagem nesse dia mundial do Roque, mas estava internado devido a uma gastroplastia que graças a Deus foi realizada com sucesso. Ainda estou me recuperando, mas está tudo bem!

Mas como o tio Coverdale gosta muito dos passageiros desta saudosa combe passou para desejar que esta continue sendo a trilha sonora da vida de cada um dos presentes.

Assim que possível reaparecerei por aqui sobrinhos!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Marchello - Discografia [1989-2005]


E hoje vamos para mais uma banda que vamos arrancar do fundo do baú, mais uma discografia daquelas que você pode não conhecer agora, mas que quando o escutar vai entrar na lista de discos que você cansou de escutar durante dias. Com certeza, as música melódicas e cheias da fúria da guitarra de Gene Marchello, vão fazer a festa de quem curte o senso melódico de bandas como Journey, mas sem abrir mão de riffs pesados, solos trabalhados e um vocalista inspirado, que manda pedrada atrás de pedrada, e que mais uma vez nos faz chegar a outra banda pouco conhecida do final dos anos 80.

O som feito pela banda é tão poderoso que é difícil de ser rotulado apenas como hard rock, quase pendendo para o heavy, tamanha a fúria da guitarra do virtuose Gene Marchello, com riffs pesados e poderosos e solos claramente inspirados por Malmsteen. Mas suas linhas vocais e muitas melodias criadas pendem para o AOR de bandas como Journey e Reo Speedwagon, o que transforma o som apresentado em um "Heavy Aor" (rsrsrs) de primeira categoria e qualidade, apesar que no seu segundo ótimo disco a banda direciona o som para o hard americano tão em voga na época.

Gene Marchello em nossos dias!

E o grande destaque da banda, que é toda muito boa, não poderia deixar de ser o cara que leva o nome do grupo. Gene Marchello além de ser um guitarrista parrudo e cheio de classe, ainda tem vocais belíssimos, que soariam como o resultado do cruzamento entre Ted Poley e Steve Perry, e leva a banda nas costas com o seu visível talento e é o grande destaque da mesma. Mas todos são muito bons músicos e fazem seus trabalhos da melhor maneira possível. Como a banda foi montada e o que ocorreu com os músicos é uma incógnita, a não ser Gene Marchello, que integrou a banda "The Good Rats" da qual já fez parte Bruce Kulick e hoje integra o "2U", uma banda cover do U2 (quem quiser pode ver aqui, e ver o que o cara faz para sobreviver hoje).

Não é algo de outro mundo, mas são dois discos muito legais e que creio que vão agradar a vocês assim como me agradou nas primeiras audições que tive destes. Dá pra escutar tomando aquela breja do fim de semana e se divertir fácil com o som.



Marcello - Destiny [1989]




Uma pedrada atrás da outra! É assim que podemos definir este discão. Marchello canta demais aqui e arrebenta nas guitarras. E a banda toda o acompanha de maneira perfeita, e não dá brechas, mesmo que em alguns momentos ainda achemos que algumas coisas poderiam ser melhoradas na execução das canções. Temos lado a lado pauladas em que a banda desce o braço sem dó alguma e ainda baladas completamente emocionais, em que a voz de Marchello conduz muito bem a emoção que é tentada transmitir.E os trabalhos de guitarra são ignorantes, com solos rápidos e riffs pesados.



Pedradas como "Brown Eyes" (com vocais muito legais, principalmente no poderoso refrão), "Tight Pants", "Heavy Wheight Champ Of Love" mostram toda a influência do sueco voador no trabalho de guitarras de Marchello. A farofada "She's Magic" é uma das minhas canções prediletas de todo o grupo e uma das canções que me animam nos momentos de fossa profunda. E ainda destaco as ótimas baladas "First Love" e "Love Begins Again", nas quais fico em dúvida de escolher qual é a mais bela, ambas carregadas de emoção em suas execuções.


1.Brown Eyes
2.Tight Pants
3.Destiny
4.First Love
5.What If
6.Living for Number One
7.Love Begins Again
8.Heavy Weight Champ of Love
9.She's Magic
10.Winners Never Lose
11.Rock 'n Roll Rumble

Gene Marchello - Vocais e Guitarras
Nick DiMichino - Baixo, Backing Vocals
Gary Bivona - Teclados, Backing Vocals
John Miceli - Bateria


Marchello - The Power Of Money [2005]


Este registro foi gravado em meados de 1991, mas todo sabemos o que ocorreu nessa época com as bandas de hard, e ainda mais para um grupo que teve uma repercursão modesta com seu disco de estréia, seria mais que previsível que a gravadora rompesse com o grupo e este foi lançado apenas em 2005 através de uma gravadora independente. Aqui a banda se entregou de vez ao hard da época, com a farofa sendo distribuída pra tudo que é lado e esse é ainda melhor que o disco de estréia do grupo.



Ouvir por exemplo "Every Man's Lover" e permanecer incólume é uma tarefa impossível, de tão grudenta que a canção é e com Gene Marchello com vocais brilhantes. "The Magic Comes Alive", "Rock Me", "Good Good Girls" e "Lightning Strikes Again" saíram de algum clube da Sunset Strip, com seu andamento festeiro e riffs carregados de glitter. As baladas "Wall Of Paper" e "Dancers" também são excelentes e fecham os destaques deste registro e nos faz lamentar que mais discos não tenham sido lançados pelo grupo.


1.The Magic Comes Alive
2.Boys Night Out
3.Every Man's Lover
4.Wall Of Paper
5.The Power Of Money
6.Rock Me
7.All God's Angels
8.Good Girls
9.Sleazy Street
10.Euphoria
11.Dancers
12.Spitting image
13.Riot
14.I Feel Good

Gene Marchello - Vocais e Guitarras
Nick DiMichino - Baixo, Backing Vocals
Gary Bivona - Teclados, Backing Vocals
John Miceli - Bateria


By Weschap Coverdale

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Helix - Breaking Loose [1979]


O Canadá sempre mostra ao mundo bandas de uma qualidade espetacular e que sempre tem muito a dizer, principalmente dentro do hard rock e no AOR. Harem Scarem, Honeymoon Suite, Rush, Alias, Anvil, April Wine, Triumph, Bryan Adams e Brighton Rock, só para citar as que mais gosto, com certeza estão no coração de muitos passageiros dessa Combe. Mas dentre todas estas, o Helix é com certeza a banda que mais admiro, não só pela dedicação durante todo esse tempo, mas como por ter lançado discos que sempre traziam o hard correndo por suas veias e ter se mantido fiel ao seu estilo. E sem falar que sempre me amarrei nos vocais de Brian Vollmer, que transmitem uma raça fora do comum.

E em seu independente disco de estréia, essa raça é exposta da melhor maneira possível. Aqui vemos uma típica banda de garagem dos anos 70, que ainda está tentando definir seu som, mas ainda assim, eles conseguem entregar um disco energético, com hards cheios de distorção e alma, sem muita frescura e direto ao ponto, que ficou dias tocando quase sem parar no meu Zune, ele quase que ia automaticamente para este disco sempre que o ligava (rsrsrs).

As vezes fico sem saber qual a explicação pela qual gosto tanto deste. As duas músicas de abertura são dois baitas hards festeiros e que acho que foram os principais motivos pelos quais me apaixonei perdidamente por este. "I Could Never Leave" consegue envolver logo em sua primeira audição e me encantou completamente, com riffs simples e certeiros e um solo que funciona legal na música, não sendo nada fora do comum, mas é um feijão com arroz daqueles que lembra o que a mãe faz, bem fresquinho e suculento. "Don't Hide Your Love" tem tudo o que seria explorado na década de 80: coros bem feitos, ritmo festeiro, guitarras cativantes e um vocalista que nos chama pra festa e que não sei porque me remeteu ao ótimo primeiro disco do Julliet, que é um dos que mais amo da fase dourada do hard.



E quando você pensa que não poderia ficar melhor, a balada "Down In The City" com seu andamento melancólico te derruba de uma vez por todas, pois aqui temos uma aula de bom gosto e de interpretação do grupo, com destaque para o belo trabalho das guitarras da dupla Doerner/Hackman, com solos encantadores no final da música que com certeza arrancarão suspiros com o feeling elevado aqui apresentado. "Here I Go Again" continua a apresentar riffs simples poderosos, que farão ouvidos que apreciam distorção se alegrarem novamente, em que a banda continua mostrando raça, tocando cada acorde da mesma maneira em que um mendigo luta por um prato de comida.

A semi-balada "You're A Woman Now" foi a primeira música deles executada em uma rádio, com um refrão que mais uma vez explode tudo novamente e o fim da música a banda volta a mais uma vez investir nas distorções que são tão decorrentes durante todo o disco. "Wish I Could Be There" começa mais uma vez como uma balada para depois explodir novamente em outro ótimo hard e fecha este disco da melhor maneira possível.

Aqui temos um ótimo exemplo de um disco em que mesmo que a banda fosse iniciante e a produção meio tosca, se percebe facilmente a vontade de fazer rock e a gana de vencer correndo na veia de cada um dos integrantes, algo que foi decorrente em toda a extensa carreira de quase 40 anos de serviços prestados ao rock n' roll. Divertido e envolvente como todo album de rock deveria ser.


1.I Could Never Leave
2.Don't Hide Your Love
3.Down In The City
4.Crazy Women
5.Billy Oxygen
6.Here I Go Again
7.You're A Woman Now
8.Wish I Could Be There

Brian Vollmer - Vocais
Brent Doerner - Guitarra, Backing Vocals, Vocais em "Crazy Women" e "Billy Oxygen"
Paul Hackman - Guitarra, Backing VOcals
Keith "Bert" Zurbrigg - Baixo
Brian Doerner - Bateria

Ps: Outra postagem em que para achar imagens ou clipes foi impossível!


By Weschap Coverdale

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Warrant - Cherry Pie [1990]


Um clássico absoluto do hard oitentista. Nenhuma frase poderia definir melhor o excelente "Cherry Pie", que com certeza junta da melhor maneira possível todos os clichês que amamos loucamente dessa que para mim foi a última fase de ouro do rock n' roll, que infelizmente entrou em decadência após o início do grunge. Sim, dois guitarristas que fazem solos e riffs que mesmo que não sejam algo revolucionário, são conquistadores, cozinha precisa e um vocalista inspirado, tudo isso junto para levar o deleite que realmente gosta de rock.

O Warrant já vinha consagrado com seu primeiro disco, "Dirty Rotten Filthy Stinking Rich" que havia conquistado dois discos de platina e emplacado a balada "Heaven" no segundo lugar na Billboard, o que já havia sido um feito maravilhoso para um disco de estréia. Mas aí vem aquele velho estigma do segundo disco, se poderia realmente se estabelecer no mercado após um ótimo disco de estréia. Mas a banda não só manteve como fez um disco que na minha opinião ainda conseguiu superar o já ótimo início.


"Cherry Pie" é lotado de músicas que foram feitas para serem hits e que se tornaram hinos para quem é chegado na farofa como a grande maioria dos passageiros da Combe. Jani Lane estava em um momento inpiradíssimo como compositor e fez sozinho 8 das 12 canções do disco, em que quatro delas se tornaram singles deste registro, e sem falar que aqui ele canta demais. Beau Hill mais uma vez faz uma produção monstruosa neste e mostra o porque era considerado um midas do estilo junto com Desmond Child. E sem falar que mesmo que não sejam músicos dos mais brilhantes, a banda destrói e participações de feras como a dupla Bruno Ravel e Steve West do Danger Danger, Fiona, C.C. DeVille, Mike Slammer (reza a lenda que ele gravou todas as guitarras do disco) abrilhantam ainda mais a este.

E nada melhor que começar um disco já com uma canção que fica gravada assim que você a escuta pela primeira vez. A arrasa-quarteirão "Cherry Pie" é um dos hinos do hard oitentista, com suas guitarras marotas e coros empolgantes e foi feita sob medida para ser cantada em uníssono em qualquer estádio ou casa de show que eles passassem, sendo que não à toa é considerada um dos maiores clássicos da carreira do grupo. A sulista e poderosa "Uncle Tom's Cabin" é outro baita musicão e com uma letra muito legal, que mostra o nível de inspiração do grupo.




"Sure Feels Good To Me" e "Love In Stereo" mantém a temática sacana do disco e a velocidade aumenta em ambas as canções. "Song And Dance Man" com uma bela introdução ao violão é uma outra música deliciosamente cativante e arrebatadora, com vocalizações encantadoras. Temos o cover de "Train, Train" do Blackfoot que ficou com uma roupagem muito legal, e que assim como a já citada "Uncle" mostra que o grupo admirava muito o southern, como alguns outros que eram seus contemporâneos.

As baladas que são apresentadas são de arrancar o fôlego. A melancólica "I Saw Red", que foi baseada em algo que aconteceu com o próprio Jani Lane (é amigo, ninguem está livre disso, cuidado que você pode ser o próximo!) é de uma beleza singular, com um trabalho redondinho de todo o grupo, que criou uma canção que realmente pode arrancar lágrimas dos mais incautos. "Blind Faith" é outra baladona muito bonita e que mostra o nível de inspiração do grupo. Mas mesmo com duas músicas tão bonitas, "Bed Of Roses" consegue ser ainda melhor que as duas já citadas, sendo a música perfeita para os "finalmentes" e é minha canção predileta desse ótimo disco.

Um baita discaço que é obrigatório para qualquer passageiro nosso que se preze. Aquela farofa que todos gostamos, bem temperadinha e azeitada. Pena que depois disso, o Warrant ainda que lance algumas músicas legais não alcance a mesma qualidade de seus dois primeiros discos e nem a magia destes.




1.Cherry Pie
2.Uncle Tom's Cabin
3.I Saw Red
4.Bed of Roses
5.Sure Feels Good to Me
6.Love in Stereo
7.Blind Faith
8.Song and Dance Man
9.You're the Only Hell Your Mama Ever Raised
10.Mr. Rainmaker
11.Train, Train
12.Ode to Tipper Gore


Jani Lane - Vocais
Joey Allen - Guitarra
Erik Turner - Guitarra
Jerry Dixon - Baixo
Steven Sweet - Bateria



by Weschap Coverdale

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Bruce Springsteen - The Promise [2010]



"Darkness On The Edge Of Town" com certeza é a peça central de toda a carreira de Springsteen, onde ele deixou de lado a inocência dos sonhos de um rock star e passou a enxergar a vida de outra maneira, mais realista e sombria e dali para frente ele passou a ser aclamado como o poeta da classe média e ganhou a conhecida alcunha "The Boss". Toda a amargura exposta nessa obra é algo digno de nota e conforme um comentário de um amigo meu, a impressão que se dá é de "que estamos encurralados em um pequeno muquifo no céu cinza de NYC com um revolver apontado para nossa boca".

Durante os dois anos que Springsteen ficou isolado para a gravação deste disco devido a uma briga judicial com seu ex-manager Mike Appel, foram geradas 70 canções, das quais apenas 10 acabaram por entrar no lançamento de "Darkness", em que a banda trabalhou durante 24 horas por dia, para que como ele mesmo definiu, "aqueles rapazes de cidades pequenas fossem ouvidos e se tornassem importantes". E com certeza conseguiu ligar a raiva punk tão em voga na época com a famosa capacidade de contar histórias que vem do country de raiz norte-americano, o que acabou por alavancar de vez sua carreira e o tornou o astro que vemos hoje.


E para o deleite daqueles que admiram o ambiente denso apresentado em "Darkness", foi lançado no final do ano passado o box “The Promise: The Darkness on the Edge of Town Story”, que além de apresentar manuscritos originais das composições, trazia consigo um disco duplo com canções compostas nessa época e que atestam a inspiração do processo de composição deste, e que aquele climão não era exclusividade das 10 canções apresentadas no registro de 1978, e permeia todo o registro com que somos presenteados.

E o mesmo foi um sucesso de crítica, que o aclamou quase de maneira unânime como um dos grandes registros da carreira do "The Boss" e que tinha canções que se fossem lançadas na época se tornariam hits e canções clássicas do repertório de Springsteen. E sem falar nas boas vendas, em que alcançou o 16º lugar no top 200 da Billboard, o segundo no top 100 Europeu, e o primeiro na Alemanha e Espanha, um ótimo feito para canções compostas a mais de 30 anos atrás e que mostra a capacidade que as mesmas possuiam para serem hits na época de seu lançamento.



Aqui temos de tudo, desde as épicas canções com histórias de dor e desilusão com as quais Springsteen lidava na época das composições, até canções com um senso pop fora do comum, com influências do rock desde os anos 50 e 60 em muitas delas, em que a banda dá um requinte a cada uma das canções, gerando verdadeiras pérolas em que é uma tarefa árdua de nomear apenas algumas canções como destaques neste disco. Aqui por exemplo temos a primeira aparição do sucesso "Because The Night" que ficou conhecida na voz da Patti Smith e com um arranjo mágico que confirma o nível de inspiração de toda a sua E Street Band, que estava afiada e comprometida com o trabalho como é fácil de se perceber.

Temos canções mais agitadas e com senso melódico extremamente popular como "Gotta Get That Feeling", a grudenta "Outside Looking In", que possui vocalizações maravilhosas, "Wrong Side Of The Street" e "Rendezvous" que carregam consigo melodias que marcam logo que se passa a ouvi-las com mais calma. "Save My Love" com apenas dois minutos e meio consegue nos encantar com melodia mágica e um refrão perfeito e arrasador, que mostra que este registro está longe de ser apenas um disco de sobras, como sugerido por alguns. O rockão "It's A Shame" vem carregado de marra é outro grande momento deste.



Mas como estamos falar de "Darkness" aqui, não poderiam faltar os épicos odes às desilusões e agruras que carregamos conosco durante nossa vida, e o carro-chefe dessa faceta do disco é a densa faixa-título, que muitos afirmam ser a continuação sombria da maravilhosa "Thunder Road". E se a faixa citada era um épico em que se era pregada a ilusão de tentar uma nova vida e que tudo daria certo, em "The Promise" vemos os personagens com sonhos destruídos e longe da vida vencedora que eles tanto ansiavam em uma canção triste e com uma beleza surreal. "Candy's Boy" continua a história de Candy, em que agora somos convidados a conhecer a canção de outro jeito e que continua tão fascinante quanto a canção original. Ainda merecem menções honrosas "Come On (Let's Go Tonight)", "The Away", "Breakway" e "City Of Night", que ainda honram o clima triste com o qual Springsteen aprendeu a trabalhar com tanto brilhantismo e emoção.

Então se você ainda cometeu a heresia de não conhecer o trabalho de Bruce Springsteen ou ainda tem a audácia de o questionar ou mesmo achar ele superestimado por muitos, aqui está mais uma chance de você rever seus conceitos, pois não é qualquer um que consegue lançar canções que mesmo com trinta anos de composição ainda soam com uma força incrível. Ele teve essa capacidade e ainda impressiona o mundo com sobras de sua obra-prima. Um baita discão que deve ser ouvido com a maior atenção possível!




Disco 1
1.Racing in the Street ('78)
2.Gotta Get That Feeling
3.Outside Looking In
4.Someday (We'll Be Together)
5.One Way Street
6.Because the Night
7.Wrong Side of the Street
8.The Brokenhearted
9.Rendezvous
10.Candy's Boy

Disco 2
1.Save My Love
2.Ain't Good Enough for You
3.Fire
4.Spanish Eyes
5.It's a Shame
6.Come On (Let's Go Tonight)
7.Talk to Me
8.The Little Things (My Baby Does)
9.Breakaway
10.The Promise
11.City of Night / The Way (hidden track)


By Weschap Coverdale

sábado, 25 de junho de 2011

FarCry - Optimism [2011]


Lembro muito bem quando em 2009 escutei o disco de estréia dos americanos do FarCry, o muito bom "High Gear", que ficou um mês em meu IPOD sendo ouvido repetidas vezes sem parar, em que praticavam um melodic rock muito bem feito e com influências de grupos como Danger Danger e Harem Scarem, que são duas bandas pelas quais sou extremamente apaixonado. Então não podia deixar de conferir o lançamento do segundo disco do grupo, "Optimism", lançado no começo deste mês.

E falo que se o primeiro CD me ganhou, "Optimism" conseguiu definitivamente angariar mais um fã do som feito por esses conterrâneos do Bon Jovi. se no debut o grupo lançou um disco redondinho, no segundo vemos que a identidade do grupo foi por vez consolidada e conseguiu superar muitos discos de melodic rock que ouvi ultimamente. Guitarras muito bem trabalhadas principalmente nos solos inspirados do excelente Pete Fry vão lhe conquistar logo de cara. Mas a banda faz um trabalho muito coeso e com uma produção polida, que dá mais brilhantismo ao pacote apresentado.

E neste eles são mais influenciados pelos filhos de maior sucesso de New Jersey, criando melodias cativantes, vocalizações muito bonitas e hinos que foram feitos para serem cantados a plenos pulmões, como é regra para as bandas que realmente sabem fazer melodic rock de qualidade. Aqui a musicalidade transpira por todos os poros do grupo, sem nenhum enchimento de linguiça, em que todas as canções possuem um brilho singular e foram compostas de maneira inspiradas, o que confirma que a revelação se tornou uma realidade e passou facilmente pela síndrome do segundo disco.


E os trabalhos são iniciados com a ganchuda "Satisfaction", que começa toda faceira, cheia de riffs bacaninhas até explodir em um baita solo legal de Fry, algo que vai se tornar uma redundância até o final do disco, na qual o resultado para mim remeteu no que aconteceria se misturassem Ac/Dc e Danger Danger em um mesmo caldeirão, algo improvável e sensacional ao mesmo tempo. "Over And Over (Again!)" me arrancou uma lágrima dos olhos, com seu clima lindo e encantador, sendo para mim ao menos a melhor canção do disco e um momento de sublime beleza em forma de música. "Nothing You Can Do" é outra música bem trabalhada e cheia de energia e muito boa.

A balada "Better Than This" é belíssima, começa bem calma apenas com violões até se tornar uma power ballad das boas e com mais um solo arrebatador de Pete Fry e que tive de fazer esforço para continuar. Mas fui recompensado, pois "Love At First Sight" é outra baita canção grudenta e muito boa de se ouvir, assim como "Now That It's Over" que acrescenta um pouco mais peso em comparação as outras canções. A semi-balada "Free" me ganhou logo na primeira vez que a ouvi e me deu ainda mais certeza de que esses caras são muito bons e é um dos grandes momentos de Mark Giovi neste registro, que arrebenta tudo aqui.



Queria não continuar a elogiar tanto, mas não dá, principalmente quando "Best Of Me" aparece para continuar desarmando qualquer resistência que pudesse aparecer contra este registro, em outra canção que beira o nível do memorável com um andamento mágico. "Too Hot To Hold" mais uma vez coloca um pouco de peso com guitarras pesadas da dupla Fry e Mazza e um refrão muito bem feito. "When The Lights Go Down" finaliza o disco com guitarras incendiárias, com mais uma vez Fry roubando a atenção para si, com solos maravilhosos e um andamento extraordinário em toda a canção, algo para roqueiro nenhum botar defeito.

Este com certeza será um dos discos lançados esse ano sem sombra de dúvidas. Aqui temos tudo que um fã de melodic rock poderia pedir a Deus, entregue apenas em um play de qualidade incrível. Se continuar neste ritmo, Pete Fry tem tudo para estar na lista dos grandes guitarristas do estilo logo em breve. Apesar de toda a banda ser muito coesa, aqui ele realmente rouba a atenção para si. Um disco de nota 9,5 sem pensar nem meia vez. E que se permitem o trocadilho, me deixa otimista para tudo que o grupo ainda pode apresentar.





1.Satisfaction
2.Over and Over (Again!)
3.Nothing You Can Do
4.Better Than This
5.At First Sight
6.Now That It's Over
7.Free
8.Best Of Me
9.Too Hot to Hold
10. When The Lights Go Down

Mark Giovi - Vocais
Pete Fry - Guitarra Solo, Backing Vocals
Angelo Mazza - Guitarra Base, Backing Vocals
Ronnie Parkes - Baixo. Backing Vocals
Tommy John - Bateria



By Weschap Coverdale

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Duran Duran - Rio [1982]



Uma das coisas que mais me irritam na Combe são quando aparecem os grandes trOOs que vem "defender" que o rock é para crítica social, para ser machão e tudo mais. E muitas vezes são esses mesmos que idolatram bandas como Van Halen, Kiss, Poison e muitas outras em que o foco eram apenas a diversão, fazer festa, encher a cara e farrear com um monte de mulheres ao redor. E este espírito que o rock proporciona influênciaram muitas outras bandas de pop que cravaram clássicos ao se inspirarem nesta faceta, que é a de fazer festa.

E para mim, uma dessas bandas pop que mais promoveu este espírito fanfarrão e até mesmo canastrão do rock que muitos de nós aqui gostamos foi o Duran Duran. Formado por músicos competentes, como Andy Taylor e a poderosa cozinha Jonh e Roger Taylor, eles aproveitaram esse espírito de festa do rock e o multiplicaram por mil, com músicas memoráveis que fizeram a cabeça de quem foi adolescente durante os anos 80.


E o melhor exemplo disso foi o segundo disco do grupo, o clássico "Rio", que foi o responsável pela explosão definitiva do grupo e a consagração do mesmo em nível mundial. E isto não foi à toa, pois aqui temos canções memoráveis e trabalhos perfeitos de todo o grupo, tanto que este álbum é figurinha carimbada em qualquer lista que se promova sobre grandes discos dos anos 80 e conseguiu obter ótimas posições em todos os charts na época, como o segundo lugar na parada britânica e o sexto na Billboard, onde ficou por 129 semanas.

E a faixa de abertura nos responde porque. "Rio" começa incendiando tudo que estiver ao redor, com grande destaque para a cozinha, que faz um trabalho perfeito e sincronizado entre si, onde a sua vontade será a de querer sair dançando por aí sem dar satisfação a nada e nem nínguem. E o baixão de John mais uma vez se faz muito presente na ainda mais dançante "My Own Way", em que Le Bon principalmente no refrão nos cativa com linhas vocais bacanas. A clássica "Hungry Like The Wolf" abre espaço agora para que Andy mande bala em riffs bem simples e legais durante a música, que levanta até defunto e alegra qualquer ambiente.



E tome mais festa em "Hold Back The Rain", com seu refrão arrebatador, onde Le Bon agora manda vocais muito legais e Rhodes manda aqueles teclados climáticos que eram a moda do pop dos anos 80 e que tornavam as músicas ainda mais legais. "New Religion" continua a festa que todo o disco transmite e com um astral lá em cima, não dando chance para que a qualidade aqui caia. "Save A Prayer" é uma das maiores baladas dos anos 80 e grava na cabeça desde sua primeira execução, tanto que em seus primeiros acordes já é possível a reconhecer facilmente. "The Chaffeur" fecha o registro de maneira estranha, pois é totalmente diferente das outras músicas, mas ainda assim é legal para viajar.

Então se você é daqueles que pensam que rock é coisa pra adolescente que gosta de pagar de rebelde sem causa, saiba que o rock é muito mais que isso. E se você acha que estou errado e quer pagar de revoltadinho e me xingar muito no twitter porque está revoltado, evoco as sábias palavras de Dave Mustaine: "What do you mean, "I hurt your feelings"? / I didn't know you had any feelings". Sai desse quarto, desse pc e se lembre que a vida é muito mais de que querer tacar fogo no mundo. Prefiro tacar fogo na pista com umas gatinhas ouvindo Duran Duran. E creio que nosso saudoso amigo Sueco a quem dedico esta postagem, há de concordar comigo.




1.Rio
2.My Own Way
3.Lonely In Your Nightmare
4.Hungry Like the Wolf
5.Hold Back the Rain
6.New Religion
7.Last Chance on the Stairway
8.Save a Prayer
9.The Chauffeur

Simon Le Bon - Vocais
Andy Taylor - Guitarra
John Taylor - Baixo
Roger Taylor - Bateria
Nick Rhodes - Teclados


By Weschap Coverdale

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Faith No More - Angel Dust [1992]


Ao fazer o post de hoje, percebi assim que acessei a Combe de que faltava um disco de uma das mais criativas bandas que fizeram sucesso no começo dos anos 90 e que foi uma das que mais escutei em minha adolescência. Liderados pelo genial Mike Patton, sem sombra de dúvidas o Faith No More foi uma das mais explosivas bandas que estouraram naquela década e que gravaram seu nome a ferro e fogo na história do rock alternativo, e que fazem valer a pena dar alguma atenção ao estilo.

A banda surgiu no começo dos anos 80, após a dissolução do Faith No Man, formado por Mike "The Man" Morris, Roddy Bottum, Mike Bordim e Billy Gould. Devido a problemas, ao invés de demitirem Morris, os outros membros decidem montar um novo grupo e deram como um novo nome Faith No More, já que o "The man" não mais (no more) faria parte do grupo, recrutando o guitarrista Jim Martin no seu lugar. Vários vocalistas fizeram parte da banda, entre eles a controversa Courtney Love, mas o cargo ficou com Chuck Mosley, que gravou os dois primeiros discos do grupo.


Apesar de Mosley ser um vocalista carismático, tinha limitações claras em seus vocais, além de ser um beberrão encrequeiro, que vivia saindo no braço com o restante do grupo. Não foram poucas vezes que ele aparecia bêbado em eventos importantes para a banda, como no lançamento do primeiro disco, e causava em todos os ambientes. A situação com ele ficou tão tensa que ele chegou a fazer alguns shows cantando atrás das cortinas. Não suportando mais a situação a banda procura outro vocalista para a gravação de seu terceiro disco, o qual Jim Martin indica Mike Patton do desconhecido Mr. Bungle, que ele havia conhecido através de uma fita demo que escutava quase todo santo dia.

E foi Mike Patton que deu uma nova vida para o grupo. Dono de um vocal singular e de uma mente criativa, já no primeiro disco com o grupo ele compõe todas as letras da banda e conseguiu levar a banda ao estrelato, com singles que se tornaram clássicos, como "Epic", "Falling To Pieces" e "From Out Of Nowhere". Mas foi com o segundo disco, o excelente "Angel Dust" que eles definitivamente cravaram seu nome na história e nos presenteiam com um registro não menos que memorável. Misturando funk, rock e heavy, temos um som único e difícil de rotular, mas incrivelmente cativante.


Se você se diz vocalista, veja esta pequena aula!

E Patton é um monstro, pois as atuações dele nesse disco são algo de outro mundo. E já na primeira faixa ele nos assombra. A cadenciada "Land Of Sunshine" vem com uma atuação excelente de todo grupo, mas em sua parte final, Patton rouba a cena com um vocal teatral e interpretação carregada e mostra uma versatilidade ímpar, além de uma letra sensacional, em que nos questiona se a vida realmente vale a pena para cada um de nós. E meu amigo haja coração para tanta música boa, aqui temos um registro em que é muito difícil encontrar algum filler, pois o nível de inspiração aqui é latente em todas as faixas.

"Caffeine" começa cheia de cadência, mas beira o heavy em quase toda a execução, onde a banda desce o braço sem dó e Patton entrega um vocal agressivo. "Midlife Crisis" foi uma das músicas de maior sucesso deste, com destaque para a cozinha, que faz um trabalho ótimo. Mais uma vez é a vez de Patton roubar a cena em "RV", com vocais "sinatrianos", em que canta os dissabores e desilusões da vida de um pai de família da classe média americana, que se lamenta da vida que leva, e que seria cômica se não fosse tão trágica. A funkeada "Everything's Ruined" tem uma levada que contagia e um refrão que funciona muito bem, tanto que foi um dos singles do disco.



A paulada "Malpractice" volta a mostrar as influências de heavy, com riffs densos à lá Sabbath e repentinas quebradas em seu andamento, o que garantirá um baita torcicolo ao final da canção em que toda a banda dá um verdadeiro show. A cativante e irresistível "A Small Victory" foi um dos grandes clássicos deste, tocava horrores em tudo o que era rádio de rock e na MTV e foi a responsável por me apresentar ao grupo, e é uma das minhas músicas prediletas deles. Outro grande clássico é o lindo e emocional cover para "Easy", que ganhou outra vida com a versão do grupo e a interpretação passional de Patton.

Um baita discaço que vai lhe viciar por alguns dias, pois tudo aqui realmente é muito inspirado e com certeza é um dos grandes discos dos anos 90. Se você ainda não conhece ou não se deu a oportunidade de o ouvir, tenho certeza que ficará impressionado com o que é apresentado. Este entra na lista de discos que é obrigatório ter em sua discografia básica.




1.Land of Sunshine
2.Caffeine
3.Midlife Crisis
4.RV
5.Smaller and Smaller
6.Everything's Ruined
7.Malpractice
8.Kindergarten
9.Be Aggressive
10.A Small Victory
11.Crack Hitler
12.Jizzlobber
13.Midnight Cowboy
14.Easy


Mike Patton — Vocal
Jim Martin — Guitarra
Billy Gould — Baixo
Roddy Bottum — Teclados
Mike Bordin — Bateria


By Weschap Coverdale

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Baton Rouge - Shake Your Soul [1990]


Injustiçado. Este é o melhor termo para utilizar para o grande Kelly Keeling, que possui uma das vozes mais soberbas que tive oportunidade de escutar. Mesmo tendo alguns ótimos registros, ele nunca conseguiu o merecido sucesso ou reconhecimento merecido, sendo na maioria das vezes conhecidos apenas por aqueles que realmente são inveterados pelo hard oitentista. E um dos seus grandes trabalhos foi à frente do Baton Rouge, com qual lançou dois discos que se tivessem sido lançados de 1986 até 1988 poderiam ter tido mais atenção.

A banda começou formada com por Lance Bulen nos vocais, Kelly Keeling nas guitarras e teclado, o baixista Harrison Keith e o baterista Harold Knappenburger com o nome de Voices, que depois mudou para Cheetah. Procurando oportunidades, a banda se muda para Los Angeles e ocorre algumas mudanças de formação que foram essenciais para o grupo, como a troca de vocalista que passaria para Keeling e adição de três novos membros, o baixista Bryan Scott, o baterista Corky McClellan e o tecladista David Cremin, que seria a formação que assinaria o contrato com a MCA Records para o lançamento de seu primeiro disco.


O debut "Shake Your Soul" foi lançado em 1990 e não chamou tanta atenção, atingindo apenas o 160º lugar na parada da Billboard, em uma época em que a atenção da mídia ao estilo já começava a decair drasticamente. Mas quem perdeu foi quem não deu atenção a este, pois aqui temos uma autentica pérola 90's. Vocalizações perfeitas, trabalhos de guitarra ganchudos, melodias acessíveis mesmo em que alguns momentos tenha aquele toque meio melancólico, e um vocalista estupendo, que destrói tudo com seus vocais.

E para iniciar os trabalhos tome a pedrada "Doctor" que já inicia com um vocal rasgado de Keeling e um trabalho perfeito de todo o grupo, principalmente no envolvente refrão que é deveras matador, com uma vocalizações que beiram a perfeição e fazem a cabeça do ouvinte logo na primeira audição. "Walks Like A Woman" mantém o nível altíssimo, sendo um hard sacana com a clara influência do Aerosmith, que são mestres em criar canções com esse clima. E tome mais refrão impecável em "Big Trouble", em que as vocalizações se sobressaem novamente, o que se repete na ótima "Bad Time Comin' Down". O hardão com jeito sacana reaparece novamente com força em "Baby's So Cool" e que se reforça em sua letra em homenagem a uma mulher quente (rs).



Mas as baladas aqui como não poderia deixar de ser, e aqui temos duas power ballads de respeito, com um senso melódico extraordinário e que estão entre as minhas prediletas. "It's About Time" começa como quem não quer nada, mas ganha uma força descomunal durante sua execução, com uma interpretação impecável de Keeling, que faz desta um dos pontos altos deste disco. A triste "There Was A Time (The Storm)" é de uma beleza singular, mais uma vez carregada de emoção e outro refrão ótimo, o que comprova que essa era uma especialidade do grupo e que acerta a mão novamente. "Hot Blood Movin'" e "Spread Like A Fire" finalizam esta pepita de maneira perfeita e satisfaz aqueles que curtem hard rock sem muita frescura.

Um baita disco, que com certeza vai cativar quem gosta de hard oitentista e que vai permanecer alguns dias em sua playlist, devido a sua qualidade indiscutível. Mais um exemplo de que se garimpar bem, com certeza você acha grandes discos que não ficaram acessíveis ao grande público. E por este você irá conhecer outro grande vocalista, se já não o conhecer através do Blue Murder, King Kobra, MSG e outras bandas em que ele deixou sua marca. Recomendado.




1.Doctor
2.Walks Like A Woman
3.Big Trouble
4.It's About Time
5.Bad Time Comin' Down
6.The Midge (Instrumental)
7.Baby's So Cool
8.Young Hearts
9.Melenie
10.There Was A Time (The Storm)
11.Hot Blood Movin'
12.Spread Like Fire

Kelly Keeling - Vocais, Guitarra
Lance Bulen - Guitarra, Backing Vocals
Scott Bender - Baixo, Backing Vocals
Corky McClellan - Bateria, Percussão, Backing Vocals
David Cremin - Teclados, Guitarra and Backing Vocals

Músicos Adicionais:
Bobby Gordon - Teclados
Randy Cantor - Teclados
Joe Franco - Bateria
Frankie LaRocka - Percussão


By Weschap Coverdale

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Marillion - Clutching At Straws [1987]


O fim de uma era, a qual foi brilhante e de maior sucesso para o Marillion. É impossível negar que Derek Dick (a.k.a Fish) foi o principal mentor para que a banda lançasse quatro discos brilhantes e que podem ser qualificados como essenciais para qualquer um que diga admirar rock progressivo de qualidade. E como não poderia deixar de ser, em sua última entrega de estúdio, a formação de ouro do grupo nos entrega um trabalho admirável, ainda que vague por mares ainda mais tristes que suas obras anteriores.

Aqui temos um trabalho que é quase uma biografia do momento de Fish, principalmente de seu problema com álcool, retratado através do personagem Torch, que provavelmente era descendente de Jester (personagem conhecido já de outros discos do Marillion e que aparece nas capas dos discos anteriores) , pela roupa que ele carrega em seu bolso e as cores da maquiagem de arlequim que resplandecem em seu rosto na capa deste disco. Torch é um vocalista de uma banda de rock que não alcança o sucesso, um homem fracassado em todos os sentidos, seja no seu casamento ou na vida como pai e que encontra na dependência um consolo e fuga para seus problemas, vivendo bêbado em tudo que é lugar.


Esse cara fez a diferença!

Um ponto interessante é a capa do disco feita por Mark Wilkinson, em que os personagens que estão junto com Torch na capa, quase todos morreram em decorrência de problemas com o álcool ou tinham envolvimento grande com drogas, sendo estes descritos abaixo.

Da esquerda para a direita, na parte da frente:
* 'Rabbie' Robert Burns: Poeta escocês que morreu aos 37 anos devido a complicações de saúde que foram potencializadas devido ao abuso de alcool;
* Dylan Thomas: Poeta galês que morreu aos 39 anos que morreu em decorrência do alcoolismo, e que no dia de sua morte teria ingerido 18 doses de uísque;
* Truman Capote: Escritor norte-americano que morreu aos 59 anos, após uma combinação de álcool, pílulas e drogas;
* Lenny Bruce: Comediante e satirista social norte-americano que morreu aos 40 anos devido a uma ouverdose de heroína.


Na parte de trás da esquerda para direita:
* John Lennon: o único que não morreu em decorrência de problemas com álcool, mas que todos sabemos muito bem o quanto esteve envolvido com este e as drogas durante sua vida;
* James Dean: Ator norte-americano e um dos ícones do cinema dos anos 50, que morreu aos 24 anos em um acidente automobilístico, em que estava provavelmente embriagado;
* Jack Kerouac: Poeta Beat que morreu aos 47 anos em decorrência de uma cirrose.

Então como vimos, desde sua capa, temos um trabalho sombrio e denso em seu conceito. E isso se reflete nas músicas, com canções densas, letras que mostram a fuga rápida entre copos de bebida e a desgraça que a pessoa entra ao ser um alcoólatra, se desenrolando durante todo o disco de maneira majestosa, graças a inspiração de Fish, que também teve seu problemas com bebida e poderia falar com propriedade sobre este assunto. Um disco que transmite sentimentos mais obscuros durante a sua execução e que transmite principalmente a raiva e tristeza pela situação deplorável que se chega ao estar viciado.



O instrumental aqui contribui para que o clima sombrio se instaure de vez, pois as camadas por vezes assustam de tão frias que são. Fish está impecável e cada vez mais dramático em suas interpretações que são assombrosas aqui. Steve Rothery cria climas instropectivos e mesmo que por muitas vezes simplórios transmitem uma emoção singular (vá direto para "Sugar Mice" e sinta o que estou falando). Mas na minha opinião Pete Trewavas dá seu show à parte neste disco, com linhas de baixo presentes e matadoras e que me conquistou desde a primeira vez que ouvi este e consegue dividir atenção com a dupla.

Aqui temos muitas canções que carregam uma tristeza singular e que demonstram a capacidade criativa do grupo. É uma tarefa árdua ouvir a dobradinha "Warm Wet Circle" e "That Time of the Night", que trazem um nível de emoção carregadíssimo consigo e não querer sem render a lágrimas durante o andamento destas. Um exemplo é na primeira delas, em que apenas Fish acompanhado de um piano vocifera de maneira encantadora e até certo ponto desesperada: "In a warm wet circle / Like a mothers kiss on your first broken heart, a warm wet circle / Like a bullet hole in Central Park, a warm wet circle / And I'll always surrender to the warm wet circles".



Apesar de alguns momentos de assimilação mais fácil como "Going Under" e a pop e deliciosa "Incommunicado" que fica na mente martelando por dias, são os momentos mais tristes que nos fazem se render a esta obra prima. Ouvir as quatro últimas canções deste e se sentir indiferente é deveras impossível. "Torch Song" nos dá mais detalhes da conturbada vida de Torch no ápice de seu vício, em que seu médico setencia que sua morte se aproxima rapidamente, dizendo que com o estilo de vida que leva ele não passaria dos 30 anos de idade , sendo que após nos é revelado que ele já está com 29, o que nos indica de que seu fim está próximo. "Slainte Mhath" apesar de carregar uns instrumental menos climático comparada as outras canções, carrega uma letra cheia de simbolismo e raiva e que deixa claro como o vício destrói a pessoa e acaba a passando para trás esperando sonhos e promessas quebradas.

"Sugar Mice" traz consigo a carga emocional mais pesada de todo o disco, mostrando as consequências da dependência não só para a pessoa, mas para toda a família, que Torch acabou por abandonar. Aqui temos um diálogo com sua ex-esposa (ou uma carta), onde ele assume toda a culpa e informa o estado deplorável em que está, sem emprego e tendo bares como sua moradia e que não podia suportar os olhares de seus filhos e esposa lamentando seu estado. "The Last Straw (Happy Ending)" finaliza o disco com uma ótima atuação de Rothery e fecha com chave de ouro esse disco.

Sim, ao ouvir este a saudade desta fase do grupo bate ainda mais forte. Apesar de a fase Hogarth ter gerado discos como Brave, Afraid Of Sunlight e Marbles, é covardia comparar a tudo que Fish fez a frente do grupo. Seja no conceito, nas interpretações e mesmo nas canções geradas, não há como querer ser cego e não reconhecer a importãncia de Fish na história da banda e o agradecer os quatros grandes discos com os quais ele nos presenteou durante sua presença. Obra-prima!



1.Hotel Hobbies
2.Warm Wet Circles
3.That Time Of The Night (The Short Straw)
4.Going Under
5.Just For The Record
6.White Russian
7.Incommunicado
8.Torch Song
9.Slàinte Mhath
10.Sugar Mice
11.The Last Straw

Fish – Vocais
Steve Rothery - Guitarra
Mark Kelly - Teclados
Pete Trewavas - Baixo
Ian Mosley - Bateria

Músicos Covidados:
Tessa Niles - Backing vocals em "That Time Of The Night" e "The Last Straw"
Chris Kimsey - Backing vocals em "Incommunicado"
John Cavanaugh - "Dr. Finlay" voz em "Torch Song"


quarta-feira, 15 de junho de 2011

38 Special - Strenght In Numbers [1986]

Este post contém um membro da linhagem real do southern rock, um Van Zant.

Quem acompanha o blog a mais tempo, sabe o quão são apaixonado tanto por Southern quanto por AOR (aliás gosto de quase tudo que é rock, mas tenho carinho especial por ambos). Mas que tal os dois misturados de maneira perfeita, em uma dose que é capaz de viciar até o mais true nórdico filho do deus metal? É isso que o 38 Special faz de maneira perfeita, em um som cativante desde sua primeira audição.

Anteriormente postei o ótimo "Tour de Force" aqui, que é um disco obrigatório para quem gosta de Southern, ainda que seja mais pop, porém assim tão bom quanto tudo o que gênero proporcionou. No seu sucessor, a mesma receita foi seguida à risca, ou seja, encontraremos uma base southern com boas doses de AOR, com singles com um baita potêncial radiofônico, e que lhe farão sentir aquela nostalgia com seu clima à lá sessão da tarde. Mas aqui o AOR dá muito mais as caras e é um disco muito mais comercial que seus antecessores, o que não significa que seja ruim.


Ao contrário, em "Strenght In Numbers" encontraremos melodias mágicas e grudentas e grandes canções. Don Barnes continua a apresentar linhas vocais de extremo bom gosto e riffs redondinhos por aqui, e com Donnie desfilando seus belos backing vocals por aqui e assim apresentam belas camadas vocais por aqui. A banda cria melodias incríveis, com ajuda de monstros do AOR, como Denny Carmassi, Mike Porcaro, Jim Vallence e Bill Cuomo. Ainda que não tenha vendido tanto quanto seus antecessores (alcançou o disco de ouro, contra os de platina dos dois anteriores) e não ter gerado nenhum primeiro lugar nas paradas da Billboard, é um disco muito bem realizado.

A metade inicial deste é de fazer qualquer um que goste de AOR deixar rolar uma lágrima de alegria. "Someone Like You" é a que tem a maior dose de influência do southern e se aproxima mais do trabalho feito nos outros discos, ou seja, aquele southern pop rock que quem conhece deve gostar muito. "Like No Other Night" começa bem calma e a cada segundo fica mais envolvente até empolgar de uma maneira indescritível em seu final. "Last Time" continua com o pé fincado no AOR em uma canção com um andamento mais simples, porém com um refrão marcante.



"Once In A Lifetime" é tão grudenta quanto as anteriores e um dos grandes momentos desse registro. Mas eles dão uma escorregada em "Just a Little Love" que tem cara de filler desde sua primeira execução, porém se redimem de maneira quase que messiânica na linda balada "Has There Ever Been a Good Goodbye", que é disparada a melhor deste disco e consegue arrancar um sorriso de orelha a orelha deste que vos escreve, já que novamente eles dão uma escorregada na insosa "One In A Million". "Hearts on Fire" não nega suas raízes oitentistas, assim como "Never Give A Inch" que encerra o disco.

Não é o melhor registro da carreira do grupo (título que dou a seus dois antecessores), mas vale a pena principalmente por sua primeira metade, que é muito bem caprichada e consegue agradar sem fazer muito esforço. Nem precisava de mais para honrar a tradição que a família Van Zant possui de nos brindar belas canções, seja qual for o seu representante. Mas que inveja e vontade de possuir o gene abençoado que esses irmãos tiveram...




1.Somebody Like You
2.Like No Other Night
3.Last Time
4.Once in a Lifetime
5.Just a Little Love
6.Has There Ever Been a Good Goodbye
7.One in a Million
8.Heart's on Fire
9.Against the Night
10.Never Give an Inch

Don Barnes - Vocais, Guitarras
Donnie Van Zant - Vocais
Jeff Carlisi - Guitarras
Larry Junstrom - Baixo
Steve Brookins - Bateria
Jack Grondin - Bateria

Músicos Convidados:
Denny Carmassi - Bateria
Michael Cichowicz - Trompete
Bill Cuomo - Teclados
Tom Kelly - Backing Vocals
Nick Lane - Trombone
Jerry Peterson - Saxofone
Mike Porcaro - Baixo
Earl Lon Price - Saxofone
Jim Vallance - Bateria

By Weschap Coverdale

terça-feira, 14 de junho de 2011

Megadeth - So Far, So Good... So What! [1988]


Pouco mais de 34 minutos. Pode parecer pouco para um disco, mas não foi necessário mais que isso para que esse se tornasse o disco mais vendido em nível mundial pelo Megadeth. "So Far, So Good...So What!" pode não ser o melhor disco da carreira da banda (o seu sucessor para mim ostenta este título), mas a velocidade em que a banda trabalha as canções é algo de fazer qualquer headbanger quebrar a espinha de tanto bater cabeça e é um dos meus prediletos da carreira do grupo.

Mas este talvez seja o disco mais conturbado da já conturbada história do Megadeth. Mustaine estava mais do que nunca enfiado em seu vício de drogas, e pra piorar, Gar Samuelson e Chris Poland tinham sido expulsos do grupo, por estarem com tantos problemas com drogas quanto Mustaine, sendo o ápice a afirmação de Mustaine de que Poland havia vendido instrumentos para continuar a sustentar a sua cada vez mais crescente dependência. Para não bastar isso, a produção do disco foi afetada pelo ego de Mustaine, que devido a algumas exigências de como a bateria deveria soar, expulsou o produtor Paul Lani durante o processo de gravação.

Da esquerda para direita: Jeff Young, Dave Mustaine, Chuck Behler e David Ellefson

Sim, mas nem estes problemas derrubaram o genial Mustaine. As letras pessoais que sempre são um destaque na carreira do Megadeth continuam aparecendo aqui, e neste foi gerada a melhor letra que Mustaine fez, a qual citarei mais a frente. E o instrumental aqui é tão furioso, que em alguns momentos mais parece um disco de Speed ao invés Thrash que o Megadeth sempre fez tão bem. Porém infelizmente muitos não dão muita atenção a este, até por muitos clássicos os quais Mustaine fez, como seu destruidor sucessor "Rust In Peace". Porém para mim "So Far, So What... So Good" tem um valor inestimável.

E logo de cara temos um ótimo trabalho na instrumental "Into The Lungs Of Hell", que começa sem querer nada e vira uma música envolvente até para aqueles que não são muito chegados em música instrumental assim como eu e é um ótimo abre-alas para a porrada que come solto em "Set The World Afire" uma pancada magistral aos ouvidos com velocidade e peso adicionados sem dó alguma e que realmente nos fará sentir no holocausto nuclear sugerido na letra da música e faz qualquer headbanger se alegrar com o excelente trabalho apresentado. Após o cover de "Anarchy In The U.K" com adaptações na letra, temos uma rifferama sensacional em "Mary Jane" que mostra que realmente o homem é diferenciado e um gênio dentro do estilo, com um trabalho guitarrístico impecável.




E tome mais porrada em "502" que é um convite para realmente "namorar uma estrada", conforme Mustaine sugere na letra da música. Mas o grande momento é na clássica e espetacular "In My Darkest Hour". Com seu instrumental dedicado a Cliff Burton, essa é uma das músicas que Mustaine dedica a Diana, uma namorada de longo tempo de Mustaine e com a qual podemos pereceber na letra desta que o relacionamento não era lá tudo isso, e é uma baita canção, onde podemos sentir o sofrimento de Dave com aquele relacionamento desgastado e destrutivo que ele passou, com uma letra intimista e que para mim é uma das melhores letras de toda a carreira do grupo, sem falar no desempenho acima da média de todo o grupo aqui. "Liar" é uma "afável declaração de amor" para Chris Poland, pelo ato já citado anteriormente neste texto.

Para finalizar temos a excelente "Hook In Mouth", que fecha este petardo da mesma maneira que foi iniciado, com peso e velocidade descomunais. Se mais uma vez como sempre vamos entrar nos méritos se o Megadeth é melhor que Metallica nos comentários eu não sei (apesar de achar isso quase certo), mas que se comparado os discos da mesma época, o Megadeth é definitivamente mais pesado, isso não há dúvidas. E esta é mais um prova real disso, pois aqui a banda desce o braço com gosto e sem poupar energia. E mais uma vez sou obrigado a reconhecer que mesmo na pior, Mustaine e sua trupe consegue gerar discos de qualidade inquestionável.




1.Into the Lungs of Hell
2.Set the World Afire
3.Anarchy in the U.K.
4.Mary Jane
5.502
6.In My Darkest Hour
7.Liar
8.Hook In Mouth

Dave Mustaine - Vocal, Guitarra
Jeff Young - Guitarra
David Ellefson - Baixo
Chuck Behler - Bateria


By Weschap Coverdale

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Cher - AOR Years [1987-1991]


Incauto passageiro desta combe, neste exato momento o senhor deve estar pensando: "Será que esse troglodita do Coverdale está ficando louco, Cher na Combe? Ele traiu o movimento rock, postando essa merda pop no blog! Maldita combe, nunca mais acesso esse blog maldito". Antes de pagar de tr00 descontrolado e filho do deus metal pequeno rapazote, só olhe a foto acima no início da postagem. Creio que o primeiro e o último todos sabem quem é, e o terceiro na foto é apenas um dos maiores produtores de melodic rock que existiu, o grande Desmond Child. Você deve estar se perguntando o que eles estão fazendo nessa foto. Isso que irei explicar abaixo jovem tolo.

Apesar de ter começado sua carreira com relativo sucesso passando por tudo que era estilo, desde o pop até a era disco, a verdade que em sentido musical Cher tinha naufragado durante os anos 80. Com projetos mau sucedidos no começo daquela década, como o estranho Black Rose, Cher estava na crista da onda não como cantora, porém sim como atriz, em que ela chegou a ganhar um Oscar e um globo de ouro, e era uma das atrizes mais requisitadas naquele momento. Mas ela queria era voltar a sua carreira musical e para isso, aos 41 anos de idade investiu fortemente no melodic rock que na época estava na crista da onda.

Será que foi o romance com Sambora a inspiração para esta fase de Cher?

Para esta empreitada, ela se envolveu das maiores feras que haviam naquele momento no que tangia a esse movimento. Como compositores recrutou feras como Michael Bolton, Diane Warren, Jon Bon Jovi, Ritchie Sambora para o lançamento de seu primeiro disco nesse novo mundo para ela. Sem falar que ainda em lançamentos posteriores temos outros monstros como Bob Rock, Steve Lukather, Joe Lynn Turner, John McCurry, todos os integrantes do Bon Jovi, Bonnie Tyler, Michael Anthony, Robin Beck, Jeff e Mike Porcaro, Richie Zito, Richard Marx, Peter Cetera e muitos outros que se fosse citar nomes ficaria dias aqui somente nesse parágrafo, fato que pelo qual não irei citar os créditos dos discos, devido a lista ser interminável. Então com tanta gente boa envolvida, ficaria difícil vir algo ruim.

E esta fase foi realmente uma das mais produtivas da carreira da cantora, com trinta milhões de cópias vendidas com a soma dos três discos lançados nesse período, algo para poucos. Sem falar que ela foi aclamada como o maior nome feminino dentro do rock naquele momento, com elogios do New York Times, afirmando que ela se tratava de um novo marco dentro do Glam Metal. Mas realmente, se você não for um xiita preconceituoso e ainda não conhece estes três trabalhos, está uma chance para você se impressionar assim como eu mesmo me impressionei com esta trinta impecável.

Cher - Cher [1987]


Sério, dá vontade de só colocar o vídeo abaixo e deixar que vocês definam este, pois para mim é difícil não puxar sardinha. Desde de a primeira vez que peguei este, quase não o consegui largar. Gosta do Bon Jovi da primeira fase? Pois é, o clima é esse, sendo que a banda inteira participa aqui e Jon Bon Jovi e Ritchie Sambora assinam a produção junto com Desmond Child, então meu amigo, prepare o seu coração, pois aqui temos aqueles refrães chicletes que tanto amamos, melodias assobiaveís e uma atuação soberba de Cher nos vocais, que desde o primeiro momento parece ter nascido para fazer AOR.



Os destaques aqui são muitos, mas a minha predileta com certeza é a segunda do vídeo acima, a espetacular e grudenta "I Found Someone", que abre o registro de maneira magistral e consegue encantar desde o primeiro minuto de sua exceução. "We All Sleep Alone", "Bang Bang" e "Perfection" mantém o ritmo festeiro inicial e são muito boas. As baladas "Main Man" e "Hard Enough Getting Over" fecham este da melhor maneira possível e arrancarão suspiros de corações apaixonados. Uma bela estréia dentro do estilo, com certeza!

1.I Found Someone
2.We All Sleep Alone
3.Bang-Bang
4.Main Man
5.Give Our Love a Fightin' Chance
6.Perfection
7.Dangerous Times
8.Skin Deep
9.Working Girl
10.Hard Enough Getting Over You


Cher - Heart Of Stone [1989]


O maior sucesso comercial da cantora foi o disco lançado em 1989. Novamente foi mantida a base de compositores do lançamento anterior e o trabalho conseguiu a proeza de ser ainda melhor do que o já ótimo disco homônimo de 1987. Aqui temos melodias ainda melhores e canções que se tornaram clássico do estilo e ficaram conhecidas em lançamentos posteriores, como "Does Anybody Really Fall In Love Anymore?" na versão de Kane Roberts e "Love On A Rooftop", lançada no disco solo do próprio produtor Desmond Child.



Este trabalho inteiro é mais do que recomendado. "If A Could Back Time" nos recepciona da melhor maneira possível, uma canção grudenta que prepara o terreno e nos deixa ansiosos para o que virá a seguir. E temos muitas baladas neste e todas são maravilhosas, como a emocional "Just Like Jesse James", a faixa-título, "All Because Of You", a já citada "Does Anybody Really Fall In Love Anymore?" e a belíssima "After All" com a partipação de Peter Cetera dividindo os vocais com Cher em um dueto pra lá de inspirado e que fecha este trabalho com chave de ouro.


1.If I Could Turn Back Time
2.Just Like Jesse James
3.You Wouldn't Know Love
4.Heart of Stone
5.Still in Love With You
6.Love on a Rooftop
7.Emotional Fire
8.All Because of You
9.Does Anybody Really Fall in Love Anymore?
10.Starting Over
11.Kiss to Kiss
12.After All" (with Peter Cetera)


Cher - Love Hurts [1991]



Para finalizar esta bela trinca temos o bom Love Hurts, que honra os dois discos anteriores e mantém o mesmo nível apresentado anteriormente. Ainda com a colaboração de Diane Warren e Desmond Child mas agora com a produção de Bob Rock, ainda temos aquele hard melódico de outrora, que recebeu pouca atenção nos Estados Unidos, mas que fez um sucesso estrondoso na Europa, alcançando o primeiro lugar nos charts britânicos, austríacos e Irlandeses.



Apesar de na minha opinião ele estar um pouco atrás dos dois discos anteriores, ainda assim é um baita disco de melodic rock. A versão apresentada aqui de "Save Up All Your Tears" supera as versões anteriores feitas por Bonnie Tyler e Robin Beck. A bela balada "I'll Never Stop Loving You" é de um bom gosto e um feeling docemente apurado, o que se repete em "When Lovers Become Strangers" que também é muito bonita. "Who You Gonna Believe" encanta pelo seu clima sessão da tarde. O único senão fica para as desnecessárias versões de "Love Hurts" e "A World Without Heroes" que ficaram muito àquem das versões originais. Mas como dito este é um ótimo fim para a fase AOR de Cher.


1.Save Up All Your Tears
2.Love Hurts
3.Love and Understanding
4.Fires of Eden
5.I'll Never Stop Loving You
6.One Small Step
7.A World Without Heroes
8.Could've Been You
9.When Love Calls Your Name
10.When Lovers Become Strangers
11.Who You Gonna Believe
12.The Shoop Shoop Song (It's in His Kiss)



By Weschap Coverdale