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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Napalm Death - Time Waits For No Slave [2009]


O Napalm Death mudou muito desde o lançamento do seminal "Scum" até agora.

O que é justificável e até mesmo óbvio. A revolta juvenil de poucos acordes deu lugar à algo mais concreto e muito mais bem feito. Há também a questão da produção, que passa a ser assinada por gente profissional do ramo. "Time Waits For No Slave" é o último lançamento dos ingleses até então, e impressiona.

O antecessor "Smear Campaign" foi o primeiro disco que ouvi da banda, e ficou marcado até hoje. E "Time Waits For No Slave" repete a receita apresentada no full de 2006, que é simplesmente Grindcore brutal com doses cavalares de Death Metal. Perfeito para uma destruição em massa!

Os cinquenta e nove minutos de audição mostram que eles não perderam a mão para compor músicas que entrarão (se é que já não entraram) no time dos clássicos indispensáveis nos shows. A banda está em uma de suas melhores formações (Greenway é, na minha opinião, o melhor vocalista que já passou pela banda), competentíssima, eficiente e pesada como deve ser. Coisa para porradeiro nenhum botar defeito!



São 14 faixas, com vários momentos dignos de se citar. "Strong-Arm" é paulada no crânio, enquanto a faixa-título tem momentos melódicos muito bem colocados. "On The Brink Of Extiction" é uma das melhores de todo o registro, e já tem cara de hino. "Procrastination On The Empty Vessel" mostra uma faceta mais moderna misturada à influência do Death Metal.

Mais menções às diretas e retas "Diktat", "Work To Rule", "Feeling Redundant", "Downbeat Clique" e "A No-Sided Argument". Detalhe também para as duas bonus tracks que vieram na edição Digipack da pepita, "Suppressed Hunger" (fantástica!) e "
Onmipresent Knife In Your Back", e que estão adicionadas ao arquivo que disponibilizo.

Sem mais. Baixe e destrua sua casa!



Mark "Barney" Greenway - vocais
Shane Embury - baixo
Mitch Harris - guitarra
Danny Herrera - bateria

01. Strong-Arm
02. Diktat
03. Work To Rule
04. On The Brink Of Extiction
05. Time Waits For No Slave
06. Life And Limb
07. Downbeat Clique
08. Fallacy Dominion
09. Passive Tense
10. Larceny Of The Heart
11. Procrastination On The Empty Vessel
12. Feeling Redundant
13. A No-Sided Argument
14. De-Evolution Ad Nauseum
15. Suppressed Hunger (Digipack bonus track)
16. Onmipresent Knife In Your Back (Digipak bonus track)

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domingo, 20 de novembro de 2011

Napalm Death - Scum [1987]


No mundo da Música Extrema, gêneros e subgêneros são uma constante. E entre tantas definições e rótulos criados, um dos mais notáveis é o tão amado e odiado Grindcore, uma espécie de som que mescla elementos do Hardcore/Punk com os do Death Metal, ou seja: brutalidade elevada ao quadrado. Não entrarei no mérito de quem foi o responsável pela criação desta verdadeira desgraceira sonora, mas sem dúvidas uma das grandes referências no assunto são os ingleses do Napalm Death, que estão desde o início da década de 80 destruindo tudo e todos.

"Scum" (1987) foi sua estreia e até h
oje é considerado uma das obras mais violentas da história da música. A banda já contava com mudanças de formação na bagagem e uma série de demo-tapes, e o debut foi gravado com duas formações diferentes (!). Isso seria um problema ao decorrer da carreira da banda, que acabou ficando totalmente desfigurada e atualmente não possui nenhum membro original no line-up.


Uma coisa que os difere da grande maioria dos grupos que praticam o estilo são as letras altamente politizadas, que criticam o fascismo e a pobreza que atingia a população, tudo isso da maneira mais direta o possível, tanto sonoramente quando liricamente. Sendo assim, se você está a procura de técnica, produção cristalina e sons leves, passe longe.

O próximo lançamento da banda seria "From Enslavement To Obliteration" e conteria a formação que gravou as faixas 13 a 28 do registro que trago para vocês (com exceção de Jim Whitely, cujo substituto foi Shane Embury). Já em 1990, ocorreu a entrada do ótimo Mark "Barney" Greenway, que prossegue até hoje com o Napalm.



É interessante dizer que a sonoridade dos ingleses sofreria mudanças, contando com composições bem maiores e elaboradas e a influência cada vez mais notável do Death Metal, mas sem nunca se distanciarem do Grind, algo que eu particularmente acho muito bom. No mais, sem destaques (até porque as faixas não se diferenciam muito). Só digo para que você se prepare para o headbang!

C-L-Á-S-S-I-C-O!


(Faixas 1-12)

Nik "Napalm" Bullen - vocais
Mick Harris - bateria
Justin Broadrick - guitarras
(Faixas 13-28)
Lee Dorrian - vocais
Bill Steer - guitarras
Jim Whitely - baixo
Mick Harris - bateria

1. Multinational Corporations
2. Instinct of Survival
3. The Kill
4. Scum
5. Caught in a Dream
6. Polluted Minds
7. Sacrificed
8. Siege of Power
9. Control
10. Born on Your Knees
11. Human Garbage
12. You Suffer
13. Life?
14. Prison Without Walls
15. Point of No Return
16. Negative Approach
17. Success?
18. Deceiver
19. C.S. (Conservative Shithead)
20. Parasites
21. Pseudo Youth
22. Divine Death
23. As the Machine Rolls On...
24. Common Enemy
25. Moral Crusade
26. Stigmatized
27. M.A.D.
28. Dragnet

Por Gabriel

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Povo lindo!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Napalm Death - Smear Campaign [2006]

O Napalm Death surgiu, sem muito compromisso, na vila de Meriden, perto da industrial Birmingham, na chuvosa Inglaterra. O vocalista Nic Bullen e o batera Miles Ratledge adotaram vários nomes para a banda mas nenhum com impacto (ou que fosse bom); foi aí que resolveram colocar Napalm Death logo de vez em 1981. Os garotos tinham o sonho de tocar música extrema, mas não imaginaram que fariam parte de uma das maiores entidades do grindcore, fazendo parte da criação desse gênero que até hoje atormenta os porões do mundo inteiro.

Depois de inúmeras trocas de line-up, em 1987 eles lançaram um dos maiores marcos da história do grindcore: o brutal Scum [1997], cujo lado A (da faixa 1 até a 12) havia sido composto por Bullen, Ratledge e o guitarrista e vocalista Justin Broadrick, e o lado B (o resto do album) havia sido composto pela nova formação, composta por Lee Dorrian (hoje no Cathedral) nos vocais, o veloz guitarrista Bill Steer (que faria história com o Carcass), o baixista Jim Whitely e o batera e vocal Mick Harris.

Após lançar o clássico From Enslavement To Obliteration [1988] com o mesmo line-up do lado B de Scum, exceto pela entrada do baixista Shane Embury, que continua até hoje na banda. O lançamento de 1988 consolidou o Napalm pela crueza a habilidade das execuções, levando o hardcore até a sua forma mais rápida e brutal, que é conhecida hoje por grindcore. Os gritos de Lee Dorian e as guitarras rascantes comandavam.


Já em 1990, começou o início da era Greenway no Napalm, com um line-up todo modificado: Mark ''Barney'' Greenway nos vocais, Mitch Harris e Jesse Pintado nas guitarras e os já de casa, o baixista Shane Embury e o batera Mick Harris. Com essa formação eles gravaram o extremo Harmony Corruption [1990], contando com convidados como John Tardy (vocalista do Obituary e Tardy Brothers) e Glen Benton (vocalista do Deicide). Como o pessoal já deve ter notado pelos convidados, o Napalm se aproximou mais do death metal, mesclando esse gênero com o habitual grindcore já praticado. O line-up foi aprovado e o disco fez um bom sucesso, contando com pedradas como Suffer The Children, If The Truth Be Known, Extremity Retained e a canção que tem a participação dos convidados, a brutal Unfit Earth.

Pulando agora para 2006, o line-up continua praticamente igual ao do Harmony Corruption exceto pela presença do batera Danny Herrera (desde Utopia Banished [1992]) e a ausência do guitarrista Jesse ''Grindfather'' Pintado, falecido em 27 de agosto de 2006; apenas cinco dias após o seu último lançamento: Darker Days Ahead [2006], com o medalhão Terrorizer.
Apesar da morte de Jesse, esse foi um ano de ouro para o Napalm com o fantástico Smear Campaign, disco que trago para vocês hoje.


Lançado em 15 de setembro, Smear Campaign é o décimo terceiro lançamento do grupo e retorna de vez com a brutalidade do grind/death após a época experimental (1996-1998). Contando com a boa participação da vocalista Anneke van Giersbergen com a sua voz operística na faixa In Deference, Smear... oferece uma viagem sem volta dentro do estilo em quase 50 minutos de audição.

Após a abertura com Weltschmerz, a pancadaria começa com o rifferama cruel de Sink Fast, Let Go, provando que o Napalm ainda respira (e detona) muito bem e consolidando essa faixa como um clássico. Fatalist, Puritanical Punishment Beating e Rabid Wolves (For Christ), além de verdadeiros barris de nitroglicerina, demonstram explicitamente o conceito do disco: críticas contra as religiões; tema tratado com maestria aqui.

When All Is Said And Done, canção que virou clipe, chega destruindo tudo assim como a já citada ''In Deference'' e a porrada de Identity Crisis. Eyes Right Out é uma faixa que sem dúvida, vai ser a alegria dos moshs no mundo e o terror das botas. Persona Non Grata, assim como Sink Fast, Let Go é um dos novos clássicos da banda, e mostra a habilidade do feroz Mitch Harris nas seis cordas e segura muito bem o posto que compratilhava com Jesse; não só nessa faixa, como nas outras. Na cola de Harris, o grande baixista Shane Embury, que debulha as quatro cordas do seu instrumento como se fosse uma guitarra.

O disco termina com muita classe e menos acelerado na faixa Smear Campaign, que possui, assim como Morale do ótimo The Code Is Red... Long Live The Code [2005], influências da música industrial. A versão que trago para vocês hoje é a da edição digipak, com tracklist ordenado a partir do verso dessa versão e que contém as porradas Call That An Option? e Atheist Runt como bonus tracks.

Smear Campaign, no final das contas é um disco perfeitamente excecutado, composto e inspirado. Se depender de Greenway & cia, o mundo vai estar sendo bem criticado e coberto com esse grind/death metal de primeiríssima qualidade. Download OBRIGATÓRIO!

Versão digipak de Smear Campaign.
Tracklist:
01 - Weltschmerz
02 - Sink Fast, Let Go
03 - Fatalist
04 - Puritanical Punishment Beating
05 - Well All Is Said And Done
06 - Freedom Is The Wage Of Sin
07 - In Deference
08 - Short Lived
09 - Identity Crisis
10 - Shattered Existence
11 - Eyes Right Out
12 - Call That An Option? [Bonus Track]
13 - Warped Beyond Logic
14 - Rabid Wolves (For Christ)
15 - Deaf And Dumbstruck (Intelligent Design)
16 - Persona Non Grata
17 - Smear Campaign
18 - Atheist Runt [Bonus Track]

Line-up:
Mark ''Barney'' Greenway – Vocais
Shane Embury – Baixo
Mitch Harris – Guitarra, vocais
Danny Herrera – Bateria
Anneke van Giersbergen – Vocais em ''In Deference''

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By Alvaro Corpse