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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Pretty Maids – Screamin’ Live [1995]


Apesar de nunca ter alcançado o status de banda gigante, os dinamarqueses do Pretty Maids sempre estiveram aí, lançando álbuns de qualidade indiscutível. E se não foram tão populares quanto outras atrações do gênero, sempre contaram com uma base fiel de fãs, especialmente no Japão, naquilo que conhecemos popularmente como “efeito Mr. Big”. Seu Heavy com influências latentes de Hard – ou o contrário, nunca soubemos exatamente – consegue ser atraente para um número variado de pessoas. As novas gerações acabaram conhecendo o grupo muito pela influência declarada de bandas como o Blind Guardian, cujo vocalista, Hansi Kürsch, é praticamente um “filho vocal” de Ronnie Atkins.

Aliás, é o cantor que aparece na capa desse álbum, junto do guitarrista Ken Hammer, únicos membros originais, há trinta anos carregando a bandeira. Gravado em Copenhagen, Screamin’ Live é o primeiro ao vivo da história do conjunto. Com a galera cantando junto a plenos pulmões, a banda executa um desfile de clássicos, mesclados a faixas do então novo trabalho, Scream. Nesse play, o grupo surpreendia, com uma sonoridade bem mais pesada que os antecessores recentes, característica marcante em belos sons, como a faixa-título, “Rise” e “Psycho-Time-Bomb-Planet-Earth”, que abre a apresentação já dando uma dica do que viria pela frente.



Mas o bicho pega para valer nos bons e velhos clássicos, como “Rock The House”, a climática “Yellow Rain” e a sequência final, com os hinos “Lovegames”, “Future World”, a pancada certeira de “Back To Back” e “Red, Hot and Heavy”, cantada por toda a platéia. Os baladeiros de plantão acendem isqueiros na espetacular “Savage Heart” e na versão para “Please Don’t Leave Me”, composição de John Syles e Phil Lynott. Durante todo o repertório, os músicos mostram total desenvoltura e entrosamento, sem perder a espontaniedade e a capacidade de criar melodias indefectíveis.

Passados dezesseis anos, o Pretty Maids segue na ativa. E o melhor, ainda lançando discos de altíssima qualidade, como o mais recente, Pandemonium, um dos melhores de 2010. Não à toa, é considerada por muita gente (incluindo este que vos escreve) uma das bandas mais injustiçadas de todos os tempos. Toda a discografia é indispensável na coleção dos adoradores dos bons sons. Um bom começo está aqui. Download recomendado!

Ronnie Atkins (vocals)
Ken Hammer (guitars)
Kenn Jackson (bass)
Michael Fast (drums)

Special Guest
Dominic Gale (keyboards)

01. Psycho-Time-Bomb-Planet-Earth
02. Rock The House
03. Rise
04. Walk Away
05. Scream
06. Yellow Rain
07. Sin-Decade
08. Savage Heart
09. No Messiah
10. Please Don't Leave Me
11. Lovegames
12. Future World
13. Back To Back
14. Red Hot And Heavy

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JAY

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Pretty Maids – Pandemonium [2010]


É sempre um prazer falar dessa banda que, em minha opinião, é uma das mais injustiçadas da história. Afinal, poucas juntaram o Hard e o Heavy de maneira tão eficiente, resultando em um som pesado, mas, ao mesmo tempo, melódico o suficiente para atrair os ouvidos menos acostumados com a pancadaria. E não é nada diferente do que já fizeram a carreira inteira o que eles oferecem em Pandemonium, décimo-segundo álbum de estúdio.

O álbum já abre com a faixa-título, uma porrada certeira, ideal para abertura dos shows. “I.N.V.U.” tem uma levada mais cadenciada com uma guitarra certeira, daquelas que os fãs tanto gostam. Ela abre espaço para o grande hit do álbum, “Little Drops of Heaven”, com um refrão que a gente ouve uma vez e não esquece mais, trazendo as saudáveis influências de Melodic Rock que sempre apareceram no trabalho do grupo. Para mim, a grande música do ano passado! Na sequência, uma pra fazer a festa de quem curte tocar uma air-guitar e bater cabeça, “One World One Truth” mostrando que os caras não perderam a forma depois de quase três décadas.



A veia AOR/Melodic Rock volta com força total em “Final Days of Innocence”, mostrando qual uma das inspirações para as bandas da ótima nova geração escandinava. Os riffs pesados, acompanhados de uma bateria fulminante, voltam a tomar conta em “Cielo Drive”, a mais Heavy do álbum, com mais um refrão simplesmente maravilhoso e a melhor interpretação de Ronnie Atkins, a grande influência de Hansi Kürsch (Blind Guardian). “It Comes at Night” aparece duas vezes, na versão oficial e num remix. É daqueles sons marcados, com uma guitarra ‘Iommica’ e que no meio conta com um piano muito bonito, proporcionando ótimo clima.

Chega a hora do momento mais calmo do álbum. “Old Enough to Know” traz uma mistura de violões com uma guitarra limpa que ficou muito interessante, além da bateria simplória, mas que conduz a levada da música de maneira perfeita. Já “Beautiful Madness” consegue mesclar a sonoridade clássica com uma pegada mais atual, abrindo espaça para a mid-tempo “Breathless” encerrar com chave de ouro, trazendo os melhores backing vocals do disco.

Pandemonium pode não ser um novo Future World, Spooked ou qualquer outro dos clássicos imortais. Mas é um trabalho mais do que digno de uma das melhores bandas de sua geração, que mostra ainda ter muita lenha para queimar. Obrigatório tanto nas coleções dos fãs de Hard Rock quanto de Heavy Metal.

Ronnie Atkins (vocals)
Ken Hammer (guitars)
Kenn Jackson (bass)
Allan Tschicaja (drums)
Morten Sandager (keyboards)

01. Pandemonium
02. I.N.V.U.
03. Little Drops of Heaven
04. One World One Truth
05. Final Day of Innocence
06. Cielo Drive
07. It Comes at Night
08. Old Enough to Know
09. Beautiful Madness
10. Breathless
11. It Comes at Night (Remix – Bonus Track)

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JAY

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Pretty Maids - Spooked [1997]


Apesar do momento nada propício mercadologicamente falando, o Pretty Maids lançou um de seus melhores álbuns em 1997, exatamente dez anos após seu maior êxito comercial. Mais surpreendente ainda, o fato da vendagem ter sido uma das maiores de toda a carreira dos dinamarqueses. Especialmente no Japão, onde receberam disco de ouro e excursionaram com sucesso. Obviamente, nada disso seria possível sem uma qualidade musical superior. E Spooked dá conta do recado com sobras, com aquela mistura de pegada Heavy Metal com melodias tipicamente Hard, que os transformou em uma banda ‘cult’ na cena, com fãs fiéis.

Após a intro “Resurrection”, o riff de “Freakshow” explode nos alto-falantes, com um estilo muito parecido com o de “Future World”, mega-clássico do grupo. “Dead or Alive” mantém o pique incendiário, com Ronnie Atkins mostrando porque é influência para uma série de vocalistas, especialmente Hansi Kürsch (Blind Guardian). A climática e cadenciada “Die With Your Dreams” mostra que o Pretty Maids teve participação direta na criação da fórmula do hoje famoso Scandi-AOR. O peso ressurge com força total na agressiva “Fly Me Out”, que abre espaço para a melhor do disco, “Live Until it Hurts”. Vou até abrir outro parágrafo para falar sobre a dita cuja, mas já vão a conferindo logo abaixo.



Sabe aqueles sons que você ouve uma vez e não esquece nunca mais? Que fazem a galera pular e cantar junto? Que melodia, que letra, que momento! Um verdadeiro presente divino. Após esse furacão sonoro, fica até difícil seguir escutando. Mas a faixa-título ajuda, com suas guitarras envolventes e backing vocals gritados que se encaixaram maravilhosamente. “Twisted” mergulha nas raízes Power Metal da banda, uma das fundadoras do estilo, junto com o Helloween, como já admitiu Michael Weikath em entrevistas. Quando a gente pensa que nada mais surpreende, eis que surge “If it Can’t Be Love”, simplesmente a melhor balada da história do Pretty Maids. O refrão tem uma melodia que chega a lembrar “Rough Boy”, do ZZ Top, simplesmente emocionante, para fazer corações partidos sangrar até a morte.

Mantendo o clima Hard iniciado com a anterior, “Never Too Late” é simples e direta, com alma roqueira em sua composição, com cara de que seria hit se as rádios FM tocassem coisa boa. “Your Mind is Where the Money is” já começa sensacional pelo título e segue o padrão da anterior. Na seqüência, o belo cover para “Hard Luck Woman”, do KISS. Não mudou muita coisa da original, exceto por umas guitarras extras aqui e acolá. Para fechar com chave-de-ouro, a pancadaria volta a comer solta em “The One That Should Not Be”, com vocalizações intensas no refrão, que foge do lugar comum das composições do gênero.

Mesmo com todas as expectativas contrárias, o Pretty Maids atingiu o sucesso novamente fazendo aquilo que sabe de melhor. Spooked merece estar na coleção de todos os amantes dos bons sons, assim como vários plays da carreira dos dinamarqueses. Incluindo Pandemonium, o disco mais recente, que é um dos melhores lançados esse ano.

Ronnie Atkins (vocals)
Ken Hammer (guitars)
Ken Jackson (bass)
Michael Fast (drums)

Special Guest
Alan Owen (keyboards)

01. Resurrection
02. Freakshow
03. Dead or Alive
04. Die With Your Dreams
05. Fly Me Out
06. Live Until it Hurts
07. Spooked
08. Twisted
09. If it Can’t Be Love
10. Never Too Late
11. Your Mind is Where the Money is
12. Hard Luck Woman
13. The One That Should Not Be

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JAY

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pretty Maids - Future World [1987]


A melhor banda que ninguém conhece (assim como no caso do Bangalore Choir, o ninguém é um exagero de linguagem) vem da Dinamarca e se chama Pretty Maids. Não há grupo que tenha conseguido fazer a mistura de Heavy Metal e Hard Rock de maneira tão perfeita. Talvez justamente por essa caminhada na linha fina entre um gênero e outro, os caras não tenham feito grande sucesso. Mas para quem curte essas duas facetas do Rock pesado, eles estão entre os preferidos com sobras. A prova de sua relevância é que até hoje continuam disponibilizando lançamentos de qualidade superior, vide o recente Pandemonium, sem dúvida um dos álbuns do ano (confira o review na Van do Halen).

Mas nenhum trabalho virou referência tão grande na discografia do grupo quanto o estupendo Future World. Lançado em 1987, teve grande amparo de sua gravadora à época, a Warner Brothers Records, satisfeita com a boa repercussão do debut, Red, Hot & Heavy. O investimento foi tão forte, que chamaram dois feras para produção e mixagem, os renomados Eddie Kramer (KISS, Led Zeppelin, Jimi Hendrix e incontáveis outras estrelas) e Flemming Rasmussen (Metallica). Nos backing vocals, outra participação especial de peso, ninguém menos que o lendário Graham Bonnet (Rainbow, Alcatrazz, MSG).



Com um time desses ajudando, o resultado não poderia ser menos que maravilhoso. Estamos diante de uma autêntica aula de Rock pesado e melódico, daquelas que a gente comparece uma vez e nunca mais esquece. A começar pela grandiosa faixa-título, um soco no estômago, com guitarras furiosas e teclados marcantes. Atentem-se à performance de Ronnie Atkins nos vocais e percebam quem foi a maior inspiração para Hansi Kürsch. “We Came To Rock” é aquele Heavy de arena típico, com refrão para ser entoado pela massa. Na seqüência, o grande hit “Love Games”, a mistura perfeita de teclados AOR e pegada metálica. Clássico registrado para a posteridade!


A climática “Yellow Rain” e a certeira “Loud N’ Proud” mantém o nível no máximo, abrindo espaço para o Hard Rock simples e eficiente de “Rodeo”, mais uma daquelas melodias que fazem a vida valer a pena. Para dar uma injeção ainda maior de adrenalina, a porrada absurda de “Needles In The Dark” convida o ouvinte a bater cabeça e empunhar sua air-guitar em um típico exemplar do Metal oitentista. A semi-balada “Eye Of The Storm” é um show de execução instrumental. Para encerrar em uma vibração festeira, a descontraída “Long Way To Go”, daquelas para se cantar com os amigos em plena bebedeira – boa idéia, gostei!

As vendas logo atingiram a casa do milhão, fazendo com que a banda seja chamada para abrir a turnê do Deep Purple pelos Estados Unidos. Logo após, embarcam em um giro europeu, dessa vez como headliners. Aliás, a amizade com os membros do Purple perdurou, com Roger Glover produzindo o trabalho seguinte do Pretty Maids, Jump The Gun, além de Ian Gillan participar do EP natalino “In Santa’s Claws”, ambos de 1990. Future World é indispensável na coleção de qualquer pessoa com bom gosto musical. A prova de que se pode misturar elementos mais acessíveis com o peso e fazer um som que agrade a todos sem precisar apelar.



Ronnie Atkins (vocals)
Ken Hammer (guitars)
Allan DeLong (bass)
Phil Moorhead (drums)
Alan Owen (keyboards)

01. Future World
02. We Came To Rock
03. Love Games
04. Yellow Rain
05. Loud N’ Proud
06. Rodeo
07. Neddles In The Dark
08. Eye Of The Storm
09. Long Way To Go

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JAY