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domingo, 24 de abril de 2011

Rage - Speak Of The Dead [2006]


Com o passar dos anos, se tornou cada vez mais comum bandas de Rock trabalhando com orquestras. Não dá para dizer que é uma prática dos tempos modernos, afinal de contas, o Deep Purple, pegando apenas um exemplo, realizou essa experiência no já longínquo ano de 1969. Mas foram poucos que realmente se atreveram a compor uma música ou suíte para ser executada exclusivamente no formato. A maioria simplesmente pega seus hits e adapta a um novo cenário musical. O Rage é, sem dúvida, uma dessas exceções. A partir de determinado momento da carreira, Peter Peavey Wagner se interessou por essa fórmula. Mas com a entrada do guitarrista e maestro russo Victor Smolski, a coisa se elevou a patamares cada vez mais altos.

O auge dessa faceta da banda aconteceu em Speak Of The Dead, álbum que dedica suas oito primeiras faixas à espetacular “Suite Lingua Mortis”, um dos momentos mais brilhantes do Heavy Metal nas últimas décadas. A variação de climas, a execução instrumental, o dinamismo sonoro envolve o ouvinte de maneira única. A Orquestra Sinfônica de Minsk, Polônia, assimila a proposta e cumpre seu papel com louvor, vencendo barreiras musicais que ainda existem nas cabeças fechadas de ambos os lados da história. Temos aqui um dos casamentos mais bem feitos entre o Rock e o clássico em todos os tempos. Não com a mesma pompa de bandas zilionárias, mas sem dúvida com mais talento.



Na segunda metade, temos o Rage no formato tradicional, com seu Power Metal acima da média. Tempo para barulheira das boas, como a pegada certeira de “No Fear”, a melódica “Soul Survivor” (refrão grudento, na melhor escola Peavey do assunto), o espancamento total de “Kill Your Gods” e a ótima faixa-título. Outra que merece destaque é “Full Moon”, que teve outras três versões em diferentes línguas. Como não fizeram uma em português, foi disponibilizada na edição nacional a cantada em espanhol, “La Luna Reine”. E a adaptação foi muito bem feita, ressalte-se.

Infelizmente, Speak Of The Dead entrou para a história como o último disco da formação mais técnica da banda. Uma série de desentendimentos – quase todos motivados unicamente porquestões ligadas ao ego – culminou na saída do fantástico baterista Mike Terrana. Uma pena para os fãs, mas ao menos encerraram a parceria com um registro histórico e indispensável em qualquer coleção dos adeptos do gênero.

Peter “Peavey” Wagner (bass, vocals)
Victor Smolski (guitars)
Mike Terrana (drums)

Suite Lingua Mortis
01. Part I: Morituri te Salutant
02. Part II: Prelude Of Souls
03. Part III: Innocent
04. Part IV: Depression
05. Part V: No Regrets
06. Part VI: Confusion
07. Part VII: lack
08. Part VIII: Beauty
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09. No Fear
10. Soul Survivor
11. Full Moon
12. Kill Your Gods
13. Turn My World Around
14. Be With Me Or Be Gone
15. Speak Of The Dead
16. La Luna Reine

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JAY

domingo, 27 de fevereiro de 2011

V.A. - Power of Metal [1993]


Conseguir um público, por mais cativo que fosse, era um desafio e tanto nos 1990s para as bandas da cena underground do Heavy. Sabendo disso, quatro delas se juntaram em uma turnê que ficou conhecida como Power of Metal. As atrações principais eram dois grupos da sempre gloriosa Alemanha, a terra de Franz Beckenbauer. O Gamma Ray, ainda com Ralf Scheepers nos vocais, divulgava seu terceiro álbum, Insanity & Genius. Já o Rage, passava por um grande momento, lançando o fantástico The Missing Link. Completavam o line-up o Helicon e o fantástico Conception, que, diretamente, seria responsável por muita coisa boa que rolaria na cena nos anos subseqüentes.

Mas quem abre os trabalhos é mesmo Kai Hansen e sua trupe. Talvez muitos não saibam, mas Ralph Scheepers chegou a ser cogitado para assumir o microfone do Helloween antes de Michael Kiske. Pois aqui, finalmente, ele registrava sua parceria com o irmão germânico do Ferrugem. E faz sua parte corretamente, embora, para meu gosto, o Gamma Ray tenha encontrado a voz perfeita em seu fundador, posteriormente. Claro que, tecnicamente, Ralph é muito mais qualificado. Mas certas coisas funcionam em determinada maneira porque tem que ser assim e pronto. Esse é o caso. De qualquer modo, para quem ficou curioso com o que Scheepers poderia ter feito com as abóboras selvagens, há um medley que dá uma idéia.



O Helicon só toca duas músicas, mas já dá para ver que a coisa não era para rolar mesmo. Genérico, como vários que surgiram à época. O bicho pega de verdade é no CD 2. Para começar, o Rage em uma de suas melhores fases. Peavey e seus comparsas não deixam pedra sobre pedra. É uma pancada atrás da outra, sem tempo para descanso. E ouvir hinos metálicos como “Don’t Fear the Winter”, “Refuge”, “Firestorm” e “Solitary Man” é sempre um prazer. Fechando, o Conception, que não foi tão bem assimilado em sua época. Mas Roy Khan e Tore Otsby já mostravam o que aprontariam na cena futuramente. As quatro faixas executadas pertencem ao álbum Parallel Minds e já mostram o poder de fogo dos caras.

Todos os números aqui presentes foram registrados na cidade alemã de Hamburgo, no dia 25 de setembro de 1993. Também houve uma versão em vídeo, além do Rage ter usado todo seu set no lançamento próprio, The Video Link. Um ótimo resumo de todas as dificuldades pelas quais passavam as bandas da cena européia naquele momento, precisando de uma grande união para triunfar. Aliás, tá aí um bom exemplo para alguns músicos bunda-moles brazucas, que querem pregar revolução e o caramba, mas são os reais bostas da cena nacional, só coçando e apontando defeitos ao invés de se mexer com algo realmente concreto. Vale a conferida!

CD 1

Gamma Ray
01. Tribute to the Past
02. No Return
03. Space Eater
04. Changes
05. Insanity & Genius
06. Late Before the Storm
07. Heal Me
08. I Want Out/Future World
09. Future Madhouse
10. Heading for Tomorrow
Helicon
11. Black and White
12. Women

CD 2

Rage
01. Shame On You
02. Don't Fear the Winter
03. Certain Days
04. Suicide
05. Refuge
06. Baby I'm Your Nightmare
07. Down By the Law
08. Nevermore
09. Firestorm
10. Solitary Man
11. Enough is Enough
12. Invisible Horizons
Conception
13. Roll the Fire
14. And I Close My Eyes
15. The Promiser
16. Parallel Minds

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JAY

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Rage - Unity [2002]


Após uma mudança radical de line-up, o Rage conseguiu estabilidade com a formação que pode ser considerada a melhor tecnicamente em toda sua história. Peter “Peavey” Wagner encontrou parceria perfeita no guitarrista Victor Smolski e no fenomenal baterista Mike Terrana. Mesmo tendo raízes alemãs, naquele momento a banda adquiria raízes multinacionais, com um russo e um norte-americano juntando-se ao líder germânico. Welcome to the Other Side foi a primeira demonstração de força do conjunto. Mas a grande virada positiva na carreira do trio aconteceu mesmo em Unity.

Primeiro, por ter sido o álbum em que assinaram com a Nuclear Blast, ampliando sua distribuição mundial. E segundo, por mostrar uma banda coesa, entrosada, trazendo composições inspiradíssimas. Isso fica claro nas melodias fortes e impactantes, em cada refrão fácil de decorar e, é claro, em todo o instrumental fora de série oferecido pelo trio durante as onze faixas. E o principal é que eles conseguem fazer algo tão acessível sem perder o peso em nenhum momento. Muito pelo contrário, os caras sentam a mão sem dó nem piedade, especialmente Terrana, um verdadeiro monstro com as baquetas.



Abrindo o disco, temos a impecável “All I Want”, perfeita para fazer o fã mais convicto se esgoelar, especialmente no refrão poderoso. A arrasadora “Insanity” segue a mesma linha, com o grupo caprichando na mistura de velocidade e peso. Na seqüência, “Down”, que foi escolhida como single. Um momento superior vem em “Set This World On Fire”, música que ganhou um coral simplesmente espetacular. O coro foi comandado por Hansi Kursch (Blind Guardian) e DC Cooper (ex-Royal Hunt), elevando a faixa a outro patamar de qualidade.

Outros destaques inevitáveis vão para as viciantes “Living My Dream” e “You Want it, You’ll Get it”, outras que se destacam pelo refrão. Como bem disse Cláudio Vicentin em sua resenha para a Roadie Crew – onde o álbum ganhou nota dez, ressalte-se – o Peavey é melhor que Desmond Child para criar refrão. Encerrando o play, a faixa-título, uma bela exibição de virtuosismo dessas feras. Alguns fãs das antigas não se empolgaram tanto pelo fato de o Rage ter deixado a pegada um pouco de lado em detrimento à melodia. Mas o fato é que Unity marca o recomeço de uma banda que poucos anos antes estava com os dias contados. Merecem todo o crédito!

Peter “Peavey” Wagner (vocals, bass)
Victor Smolski (guitars, keyboards)
Mike Terrana (drums)

01. All I Want
02. Insanity
03. Down
04. Set This World On Fire
05. Dies Irae
06. World Of Pain
07. Shadows
08. Living My Dream
09. Seven Deadly Sins
10. You Want it, You’ll Get it
11. Unity

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JAY

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Rage - The Missing Link [1993]


Apesar do grande sucesso da fase que começou com a entrada da dupla Victor Smolski e Mike Terrana – e que prossegue sem o baterista – muitos fãs sentem falta da agressividade de outrora do Rage. Com músicos menos técnicos, Peter ‘Peavey’ Wagner compensava com um Power Metal eletrizante, com passagens beirando o Thrash e refrões como poucos sabem compor na cena Heavy. O guitarrista Manni Schmidt (ex-Grave Digger) pode não ter a mesma categoria de seu sucessor. Mas é um riffeiro de mão cheia, fechando perfeitamente com a proposta. Assim como Chris Efthimiadis, que espanca seu instrumento de maneira bem mais direta, sem muito exibicionismo.

The Missing Link é o sétimo álbum de estúdio da banda, seguindo a boa recepção do trabalho anterior, Trapped. À época, o trio gozava de grande prestígio no combalido mercado do Metal, que basicamente se resumia aos medalhões e uma ou outra revelação. Especialmente no Japão, onde eram tratados como superstars, com tratamento VIP no melhor estilo oriental, shows em casas grandes e platéias consideráveis. E o momento refletiu no trabalho, extremamente inspirado, com letras abordando temas sobre os quais Peavey sempre gostou de escrever, como arqueologia, ocultismo e vida após a morte.


Desde a abertura, com a arrasa-quarteirão “Firestorm”, passando pela densa “Nevermore”, o disco mostra-se de uma qualidade superior. Já na terceira faixa, o maior clássico, a porrada “Refuge”, utilizada como música de trabalho e presença garantida até hoje nos setlists. “The Pit and the Pendulum” é um Heavy puxado pro tradicional, com uma cadência maravilhosa, enquanto a alucinante “From the Underworld” é um Speed Metal feito com garra. A trabalhada “Certain Days” é outro destaque, mostrando flertes com a tendência dos álbuns que se seguiriam. Lembra alguns sons mais pesados do Rush, influência declarada de Peavey.



O típico Power europeu dá as caras em “Who Dares?”, com sua melodia intrincada, guiada pela guitarra de Manni. O começo de “Wake Me When I’m Dead” faz pensar que entrou outro disco ou que os caras estavam doidões em estúdio. Mas logo a coisa volta ao normal e a pancadaria come solta. Apenas um lapso de bom humor. A longa “Lost in the Ice” traz alternâncias de andamento e ritmo que fazem dela um momento diferenciado. Para dar uma quebrada na proposta da última, “Her Diary’s Black Pages” é curta e direta, com um riff certeiro, convite para a agressão. A faixa-título mostra todo o entrosamento da banda, abrindo espaço para o encerramento triunfal com “Raw Caress”, duas das mais pesadas do álbum.

As faixas bônus começam com a única de autoria própria, “Another Kind of Madness”, que havia saído com exclusividade no mercado japonês à época do lançamento original. Com andamento guiado por violões, é uma música pra lá de interessante, criando um clima diferente do que o álbum possuía até então. Aí chega a hora dos covers. E como é legal ver quando as bandas fogem do lugar comum. Tirando a batida “Paranoid”, do Black Sabbath – que aparece em uma gravação demo e algumas defecadas na letra – temos versões pra lá de interessantes, especialmente para “Truth Hits Everybody”, do The Police, que virou um Heavy Metal de respeito nas mãos do Rage. Discão, obrigatório para os apreciadores do estilo!

Peter ‘Peavey’ Wagner (bass, vocals)
Manni Schmidt (guitars)
Chris Efthimiadis (drums)

01. Firestorm
02. Nevermore
03. Refuge
04. The Pit And The Pendulum
05. From The Underworld
06. Certain Days
07. Who Dares?
08. Wake Me When I'm Dead
09. Lost In The Ice
10. Her Diary's Black Pages
11. The Missing Link
12. Raw Caress

2002 Remastered Edition Bonus Tracks

13. Another Kind Of Madness
14. Truth Hits Everybody (The Police cover)
15. I Can't Control Myself (The Troggs cover)
16. Beyond The Pale (The Mission cover)
17. Paranoid (Demo - Black Sabbath cover)

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JAY