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sábado, 6 de agosto de 2011

Rage Against The Machine - Rage Against The Machine [1992]


O Rage Against The Machine foi formado em 1991 quando o guitarrista Tom Morello conheceu o vocalista Zack de la Rocha num pub de Los Angeles, quando este fazia rap improvisado (freestyle). Para completar a formação, foram chamados o baterista Brad Wilk e o baixista Tim Commerford. Logo de cara, conseguiram um contrato com a Epic Records após os engravatados se impressionarem com uma demo de doze faixas enviada pelo quarteto.

O álbum, auto-intitulado, foi lançado em novembro de 1992 e não foi um sucesso imediato. Em termos de vendas, o estouro só veio no início de 1994, quando o disco chegou às posições de número 45 e 17 nas paradas norte-americanas e britânicas, respectivamente. Apenas depois de uma apresentação antológica no festival Lollapalooza, em 1993, que o grupo passou a ter grande reconhecimento.

Da esquerda pra direita: Tom Morello,
Brad Wilk, Zack de la Rocha, Tim Commerford

Mas seria impossível o Rage Against The Machine ser menos do que um grande sucesso com este disco, que é consistente, único, pesado e traz um instrumental muito rico, além de apresentar letras muito bem escritas e que transmitem ideais engajados e politizados sem soar piegas. O quarteto passou a liderar uma vertente denominada Rap Metal, que mistura elementos de Hip Hop e Heavy Metal.

Zack de la Rocha vocifera, de forma jovem e energética, as ideias que o conjunto tanto defendia, como o fim do imperialismo, opressão e desigualdade. Tom Morello, o elemento principal da banda, revolucionou o jeito de tocar guitarra com riffs pesados, timbragens singulares e linhas de guitarra que, mesmo simples de serem tocadas, abusam de efeitos que simulam desde sons de DJ's até barulhos de animais. Tim Commerford acompanha muito mais os riffs de Morello do que a habilidosa bateria de Brad Wilk - este ganha mais liberdade, enquanto aquele contribui com peso.



Após o sucesso deste icônico álbum de estreia, o Rage Against The Machine ganhou importância mundial e qualquer movimento dos caras passou a ser aclamdo por uma grande legião de fãs. Os destaques do play vão para a famosa Killing In The Name, para a experimental Wake Up, para a pauleira Bullet In Your Head e para a sensacional Freedom, que tem um momento final pra lá de apoteótico. Vale a pena conferir este trabalho, mesmo que você não seja nem um pouco engajado - como eu.



01. Bombtrack
02. Killing In The Name
03. Take The Power Back
04. Settle For Nothing
05. Bullet In The Head
06. Know Your Enemy
07. Wake Up
08. Fistful Of Steel
09. Township Rebellion
10. Freedom

Zack de la Rocha - vocal
Tom Morello - guitarra
Tim Commerford - baixo, backing vocals
Brad Wilk - bateria, percussão

Músicos adicionais:
Maynard James Keenan - vocal adicional em 6
Stephen Perkins - percussão adicional em 6

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by Silver

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Rage Against The Machine - The Battle Of Los Angeles [1999]


Desde a apoteótica (e como sempre polêmica) apresentação do quarteto no SWU, reparei que faltava Rage Against The Machine por aqui. Então, hei de corrigir a falha enquanto é tempo. Particularmente, sou da mesma opinião de Alice Cooper: “Se você ouve a opinião de um rockstar para saber em quem deve votar, é mais idiota que ele”. Mas, sabendo discernir uma boa crítica de alienação, o Rage se torna uma banda deveras apreciável. Com uma proposta diferente, o conjunto se formou na badalada Los Angeles em 1991. Um ano após a sua formação, já haviam gravado uma demo de 12 músicas que teve boa repercussão no underground e rendeu dois concertos no festival californiano Lollapalooza, onde foram vistos pela Epic Records.

Antes do disco dessa postagem, já colecionavam milhões de vendas com os dois discos anteriores e tinham hits do cunho de "Killing In The Name" e "Bulls On Parade" em seu repertório. Também já haviam criado muito alvoroço pelas atitudes contraditórias ao conservadorismo e pelo posicionamento político militante e esquerdista que, de certa forma, os movimenta comercialmente - tanto que foram proibidos de fazer shows em vários estados norte-americanos, popularizando-os mais ainda.

Vale lembrar que, após dois anos que se apresentaram no Lollapalooza, voltaram por lá. Mas não se apresentaram, e sim protestaram contra a PMRC - Parents Music Resource Center (Centro de Recurso Musical dos Pais), que censuravam "conteúdo explícito", dessa forma:


Controvérsias e micro-genitálias à parte, "The Battle Of Los Angeles", o terceiro da discografia, manteve o legado e as boas vendas do Rage Against The Machine. O álbum completa 11 anos hoje, pois foi lançado no dia 2 de novembro de 1999, e logo estreou em 1° lugar nas paradas norte-americanas, vendendo mais de 400 mil cópias apenas na primeira semana e desbancando a poderosa Mariah Carey, que soltou o seu no mesmo dia de lançamento e teve que se conformar com a 2ª posição.

Ao ver de quem vos escreve, este é o trabalho mais maduro e competente do conjunto (ser o "melhor" vai além disso), pois alia muito bem a fúria e a pegada do debut com a experiência adquirida principalmente com o segundo play, "Evil Empire", que contou com novos experimentos musicais. "The Battle Of Los Angeles" é coeso e distinto, traz composições que flertam com inúmeros gêneros musicais, atravessando o Hardcore, o Metal, o Funk, o Hip-hop, o Punk Rock e o Alternativo sem desvirtuar a proposta.

As letras, mais afiadas do que nunca, são vociferadas por Zack de la Rocha, um baita frontman e o vocalista perfeito para a intenção do Rage Against The Machine. Tom Morello dá um show de criatividade novamente, fundindo riffs pesados à licks e harmonias completamente piradas, onde efeitos de guitarra proporcionam sons inusitados que nunca se poderia imaginar serem feitos no famoso instrumento de seis cordas. A cozinha do baixista Tim Commerford e do baterista Brad Wilk comprova eficiência, com passagens criativas de baixo/bateria que mantém o peso muito bem.



Os destaques vão para a paulada de abertura "Testify", para a vibrante "Sleep Now In The Fire", para o single carro-chefe "Guerrila Radio" e para a direta "Born As Ghosts". Vale a pena conferir, caso se tenha cabeça aberta para músicas inesperadas e criativas. Afinal, não é a toa que o Rage Against The Machine é um dos maiores expoentes do Rock noventista e carrega dois elementos que faltam muito nos novos grupos roqueiros: atitude e criatividade.

01. Testify
02. Guerrilla Radio
03. Calm Like A Bomb
04. Mic Check
05. Sleep Now In The Fire
06. Born Of A Broken Man
07. Born As Ghosts
08. Maria
09. Voice Of The Voiceless
10. New Millennium Homes
11. Ashes In The Fall
12. War Within A Breath

Zack de la Rocha - vocal
Tom Morello - guitarra
Tim Commerford - baixo
Brad Wilk - bateria, percussão

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by Silver