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sábado, 10 de dezembro de 2011

Richie Kotzen – Bi-Polar Blues [1999]


A discografia do incansável Richie Kotzen é uma coisa doida. Alguns de seus registros anteriores a este, como “Something To Say” e “What Is...”, flertavam com o Rock clássico e até o Pop Rock – sem perder a conhecida essência de sua sonoridade. Durante uma pequena pausa nas atividades do Mr. Big, banda que havia acabado de entrar, o guitarrista mergulhou de cabeça no Blues.

O produto deste mergulho, “Bi-Polar Blues”, é incrível. Kotzen assumiu todos os instrumentos – guitarra, voz, baixo, bateria e piano – e contou apenas com as singelas participações do baixista Rob Harrington e do baterista Matt Luneau em, respectivamente, duas e cinco faixas. Além de composições autorais, o play apresenta quatro releituras para as eternas Tobacco Road (John D. Loudermilk), The Thrill Is Gone (Roy Hawkins), They're Red Hot e From Four Till Late, as duas últimas do pioneiro Robert Johnson.



Nas músicas próprias, uma veia bluesy vista apenas por grandes (e velhos) nomes do gênero é devidamente resgatada. Algumas canções, como a abertura Gone Tomorrow Blues, a truncada Broken Man Blues e a melancólica A Step Away, parecem ter nascido clássicas. Nos tributos, a performance original do guitarrista e vocalista cativa até os mais saudosistas. A interpretação de The Thrill Is Gone merece grande destaque, pois, sem exageros, se equipara à versão de B.B. King, o responsável por popularizar a canção.

Em “Bi-Polar Blues”, Richie Kotzen dá uma grande amostra de talento e versatilidade para o ouvinte. Não deixe de conferir este petardo.



01. Gone Tomorrow Blues
02. Tied To You
03. They're Red Hot (Robert Johnson cover)
04. Tobacco Road (John D. Loudermilk cover)
05. Broken Man Blues
06. The Thrill Is Gone (Roy Hawkins cover)
07. From Four Till Late (Robert Johnson cover)
08. A Step Away
09. Burn It Down
10. No Kinda Hero
11. Richie's Boogie

Richie Kotzen – vocal, guitarra, piano, baixo, bateria
Rob Harrington – baixo em 4 e 6
Matt Luneau – bateria em 1, 3, 4, 6 e 7

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by Silver

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Richie Kotzen - 24 Hours [2011]


E lá vem o brilhante Richie Kotzen com mais um exemplar de sua musicalidade diferenciada. Aliás, está cada vez mais difícil encaixá-lo em um segmento específico. O que é algo muito positivo, já que sua genialidade não poderia mesmo ficar presa a um gênero. 24 Hours não se diferencia muito de seu trabalho anterior, Peace Sign. Talvez esteja um pouco mais focado na parte suingada de sua formação. Mas quem gostou de um, automaticamente gosta do outro sem a menor dificuldade. Todos aqueles elementos que caracterizam a carreira solo de Kotzen estão presentes, com sua capacidade ímpar de compor temas que, ao mesmo tempo, são acessíveis e evidenciam uma técnica muito acima da média comum.

Desde o início, com a empolgante faixa-título, fica clara a proposta de fazer um Hard Rock com forte influência da música negra norte-americana e uma pegada fulminante. Importante lembrar que, mais uma vez, Richie tocou todos os instrumentos e produziu o álbum em seu próprio estúdio, o Headroom Inc. Participações especiais, como de sua filha August e Jerry Cantrell apenas abrilhantam ainda mais o play. Outros destaques vão para a empolgante “OMG (What’s Your Name?)” e a magnífica “Love Is Blind”, um dos melhores momentos de toda sua carreira. E o que dizer de “Stop Me”, Rockão clássico com um tempero Pop delicioso? Sonzeira, com cara de hit.



Agora, se tem um ponto em que Kotzen jamais decepciona, é nas músicas mais intimistas. Poucos sabem fazer baladas com a mesma competência e emoção. Sabendo disso, ele guardou uma trinca para a saideira. “I Don’t Know Why” é daquelas que enchem os olhos de lágrimas, trazendo uma aula de feeling e bom gosto. E quando junta piano e guitarra de forma magistral em “Tell Me That It’s Easy”, é nocaute certo nos corações apaixonados. Para encerrar, “Twist Of Fate”, com seu arranjo acústico e uma performance vocal de fazer o ouvinte respirar fundo.

24 Hours é mais um disco de Richie Kotzen que, nem de perto, alcançará as vendas que mereceria. Mas confirma, mais uma vez, o talento diferenciado de um artista em sua mais pura definição. Obrigatório na coleção de qualquer amante da boa música.

01. 24 Hours
02. Help Me
03. OMG (What’s Your Name?)
04. Get It On
05. Love Is Blind
06. Stop Me
07. Bad Situation
08. I Don’t Know Why
09. Tell Me That It’s Easy
10. Twist Of Fate

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JAY

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Richie Kotzen - Acoustic Cuts [2003]


Um talento genuíno pode se manifestar das mais variadas formas quando estamos falando de arte em sua mais pura forma. Não é necessário uma mirabolância extravagante para demonstrar sua qualidade quando ela verdadeiramente existe. Muitas vezes um violãozinho e voz já é o suficiente, como nos mostra aqui o sempre genial Richie Kotzen. Inicialmente, Acoustic Cuts era um lançamento exclusivo do Japão. Mas a repercussão foi tão boa por lá, que os fãs do resto do mundo passaram a pedir que fosse disponibilizado em outros territórios. O Brasil também esteve entre os agraciados, já que o músico começava a construir uma sólida base de fãs por aqui a cada nova passagem.



No tracklist, dez faixas que mostram toda a capacidade de emocionar e envolver o ouvinte, mesmo que da forma mais simples possível. Fica até difícil destacar algum momento em especial. Porém, Kotzen vai fundo na alma ao interpretar a trinca “Where Did Our Love Go”, “Rust” e “I Would” com aquela capacidade que só ele possui. Mas elas representam apenas 30% da aula de musicalidade e feeling que encontramos neste play. Um exemplo de trabalho simples e eficiente. O popular fazer mais com menos e se dar bem. E isso, Richie sabe como poucos em sua área de atuação. Download indispensável!

Richie Kotzen (vocals, guitars)

01. Change
02. What Is
03. High
04. Dont Ask
05. Where Did Our Love Go
06. Rust
07. I Would
08. You’ve Got a Fire
09. Don’t Wanna Lie
10. Let’s Say Goodbye

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JAY

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Richie Kotzen - Into The Black [2006]


Depressão. Melancolia. Raiva. A música, muitas vezes, pode ajudar a aliviar esses sentimentos, tanto para quem ouve quanto para quem cria. E foi em Into The Black que Richie Kotzen resolveu exorcizar seus demônios internos. Como o título já sugere, o álbum é uma viagem ao lado mais obscuro da mente do músico. As letras soam como verdadeiros desabafos (o que fica claro após uma simples olhada nos títulos das faixas), o que faz com a sonoridade também seja bem mais densa em comparação aos outros trabalhos de Kotzen. A coisa toda é tão pessoal que o próprio tocou todos os instrumentos, prática cada vez mais comum em seus lançamentos posteriores.

Mesmo sendo tão carregado, o efeito sobre os fãs foi o melhor possível. Não são poucos os que colocam esse entre os melhores discos da carreira de Richie, talvez pela grande identificação com o que ele aborda. Afinal de contas, quem nunca teve vontade de gritar ao mundo algo parecido com a letra de “You Can’t Save Me”? Mesmo em momentos mais leves, como a lindíssima balada “My Angel”, o clima é de desesperança. Outros grandes destaques são a ótima “Misunderstood”, a sempre presente no setlist “Doin’ What The Devil Says To Do” e as belíssimas passagens de guitarra em “Till You Put Me Down”.



A grande ironia é que poucos antes de fazer esse álbum, Kotzen havia passado por aquele que o próprio considera um dos melhores momentos da carreira, quando foi atração de abertura dos shows dos Rolling Stones na Ásia, durante a turnê do álbum A Bigger Bang. Mas é aquela história, tristeza não escolhe hora para chegar. E o mais saudável é enfrentá-la, afinal de contas, já diz um grande amigo: você só sai do fundo do poço quando realmente chega nele. E aqui temos um grande exemplo de como encarar a situação. Baixe, emocione-se e aprenda!

Richie Kotzen (all instruments)

01. You Can’t Save Me
02. Misunderstood
03. Fear
04. The Shadow
05. Doin’ What The Devil Says To Do
06. Till You Put Me Down
07. Sacred Ground
08. Your Lies
09. Living In Bliss
10. My angel

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JAY

sexta-feira, 4 de março de 2011

Richie Kotzen - Peace Sign [2009]


Aproveitando que ele está de volta ao Brasil nos próximos dias (mais uma previsão na mosca da clarividente Van do Halen), vamos relembrar a mais recente obra de Richie Kotzen. Peace Sign é um trabalho quase 100% de responsabilidade desse grande músico. Com exceção da bateria de quatro faixas, tudo foi gravado por suas próprias mãos, mostrando mais uma vez a versatilidade que o diferencia. Mas não se engane com a embalagem nem com o título, que podem remeter a um clima meio bicho-grilo. Aqui, as guitarras falam alto, misturando-se às influências de música negra e a alma blueseira que lhe é característica.

Desde o início com os maravilhosos riffs de “My Messiah”, já se constata que a inspiração está em alta. Eis que na sequência vem a espetacular “Long Way From Home”, simplesmente um dos melhores sons dos últimos álbuns de Kotzen, com uma pegada primorosa. O primeiro single escolhido foi “Paying Dues”, que simboliza muito bem a imagem caseira em seu clipe, já que foi filmado por August, filha de Richie, com ele dublando todos os instrumentos. A faixa-título chega a lembrar os tempos do clássico Mother Head’s Family Reunion – e a linha de baixo após o segundo refrão é pra esculachar os novatos na função. As funkeadas “We’re All Famous” e “Lie to Me” também merecem lugar de destaque.



Mas claro que o cenário não estaria completo sem as baladas. “Catch Up to Me” (que não, não é uma homenagem ao tio do cachorro-quente da esquina, como o título pode fazer parecer) e “Larger Than Life” trazem a velha e conhecida classe para temas intimistas. E é assim que o play se encerra com “Holding On”. Quem já acompanha o nosso trabalho há certo tempo, sabe da minha admiração por esse grande músico. Aqui mais uma vez ele mostra o porquê, com seu talento superior. O mesmo que tive a benção de conferir ao vivo na turnê anterior pelo país. Quem puder ir nessa, não deixe a oportunidade passar.



Richie Kotzen (all instruments)
Dan Potruch (drums on 2, 3, 4 & 5)

01. My Messiah
02. Long Way From Home
03. Paying Dues
04. Peace Sign
05. Best Of Times
06. We're All Famous
07. You Got Me
08. Your Entertainer
09. Catch Up To Me
10. Lie To Me
11. Larger Than Life
12. Holding On

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JAY

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Richie Kotzen - Something To Say [1997]


A diversidade de estilos sempre foi uma característica do trabalho solo de Richie Kotzen. Também é interessante notar que alguns discos em particular se caracterizam por concentrar forças em um gênero determinado. É o caso de Something To Say, onde o multiinstrumentista relembrou suas influências de Rolling Stones e outros da mesma estirpe, investindo com força no Classic Rock, com direito a passagens de Hammond em abundância nas onze faixas. Some a isso algumas pitadas de Hard, pegada blueseira e a velha alma da Soul Music norte-americana de meio século atrás e temos mais uma receita infalível.

Referi-me a Richie como multiinstrumentista no parágrafo anterior. Pois nesse álbum ele canta, toca guitarra, baixo e piano, além de bateria em três músicas, deixando as outras para seu fiel escudeiro Atma Anur. E o momento como compositor também é de inspiração pura, como fica claro desde o começo, com a faixa-título e “What Makes a Man”, dois Rocks da melhor qualidade, perfeitos para ouvir em qualquer ocasião. Para dar uma acalmada no clima, a bonita “The Bitter End”. O grande sucesso do álbum foi “Rust”, que possui uma letra que descreve exatamente como todo homem já se sentiu ao menos umas vinte vezes durante a vida. Presença garantida nos shows até hoje.



A bela melodia de “Ready”, a balada jazzística “Aberdine” e a pegada roqueira de “Holy Man” também se destacam. Já “Camouflage” remete ao clássico Mother Head’s Family Reunion. “Turned Out” encerra o play com sua levada alegre. Mentes fechadas podem se decepcionar. Mas quem é fã de Richie e conhece um pouco que seja de seu trabalho, sabe que não pode esperar que ele viva batendo na mesma tecla em suas produções discográficas. Indicado para quem aprecia música feita com alma e coração, tendo técnica e talento sem virar uma exibição de virtuosismo gratuita. Característica na qual Mr. Kotzen é expert.

Richie Kotzen (vocals, guitars, bass, piano, drums on 7, 9 & 11)
Atma Anur (drums)
Kim Bullard (Hammond, mellotron)
Arian Schierbaun (Hammond)

01. Something To Say
02. What Makes A Man
03. The Bitter End
04. Faded
05. Let Me In
06. Rust
07. Ready
08. Aberdine
09. Holy Man
10. Camouflage
11. Turned Out

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JAY

sábado, 8 de janeiro de 2011

Richie Kotzen - Ai Senshi ZxR [2006]


De todos os álbuns da carreira de Richie Kotzen que deixei de fora de sua edição da coluna Cinco Discos Para Conhecer, esse foi um dos mais difíceis. Sempre com prestígio em alta no Japão, o guitarrista e vocalista foi convidado para converter ao inglês algumas músicas da franquia animada japonesa Mobile Suit Gundam, que todo comedor de Cheetos-Bola com Fanta Laranja deve conhecer. Essa ligação faz ainda mais sentido quando lembramos que o maior sucesso de Kotzen na terra do sol nascente foi alcançado justamente quando “Shine”, do Mr. Big, tornou-se trilha de encerramento do anime Hellsing. Isso levou a canção ao primeiro lugar das paradas e aumentou ainda mais o mito da banda e do próprio Richie por aqueles lados do mapa.

Ai-Senshi ZxR (Zeta x Richie) traz nove versões, além de três inéditas, compostas especialmente para o álbum: “The Way Forward” (bululu de primeiríssima categoria!), “Re-Encounter” e “The Beginning”. Para a empreitada, Kotzen chamou o ex-companheiro de Mr. Big e amigo de todas as horas, Billy Sheehan, dando mais uma característica aula no instrumento. Na bateria, o craque Franklin Vanderbilt, conhecido no meio por sua colaboração com Lenny Kravitz. Esse trio deu uma personalidade vibrante a todas as canções, executando-as com a propriedade que só talentos reais conseguiriam.



Difícil selecionar alguma para destaque. Desde a abertura com “Blue Star”, tudo funciona como em uma unidade perfeita. Só recomendo não pensar em alguém de quem esteja sentindo saudades durante a baladaça “Alone Against the Wind”, ou a coisa vai ficar realmente feia. Emoção incontrolável na certa. Sorte que logo na seqüência vem a porrada certeira de “Metamorphoze”. No aspecto melodia viciante, nada supera as excepcionais “Soldiers of Sorrow” e “The Winner”. Uma simples escutada e nunca mais se esquece. Disco brilhante de quem é capaz de transformar jingle de extrato de tomate em Hard Rock de alta qualidade!

Richie Kotzen (vocals, guitars, keyboards)
Billy Sheehan (bass)
Frank Vanderbilt (drums)

01. Blue Star
02. Take Flight Gundam
03. Soldiers of Sorrow
04. Alone Against the Wind
05. Metamorphoze
06. The Way Forward
07. Go Beyond the Time
08. The Winner
09. Because You Are Waiting
10. Encounter
11. Re-encounter
12. The Beginning

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JAY

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Forty Deuce - Nothing To Lose [2005]


Richie Kotzen, o incansável e genial, criou esse projeto em 2003, para explorar um som mais sujo em comparação a sua carreira-solo. As melodias seguem a mesma tendência, mas definitivamente as guitarras e a voz surgem com mais efeitos, fazendo com que o trabalho do Forty Deuce soe como uma mistura de Hard e Alternative Rock. Ou seja, saem as influências tradicionais da música negra e entra uma roupagem mais próxima do contemporâneo. Mas o que pode assustar quem já conhece a carreira de Kotzen vai se tornando mais fácil de assimilar a cada nova escutada, principalmente porque o grupo tem talento de sobra, servindo como belos auxiliares para a estrela principal.

Faixas pesadas como “Oh My God”, “Start it Up” e “Say” empolgam com seus ritmos e riifs alucinados, com veia bem roqueira. Ao mesmo tempo, promovem uma combinação deveras interessante com as canções mais emocionais, onde se destacam as ótimas “Complicated”, “Heaven” e “Standing in the Rain”, todas com passagens marcantes. Também merecem destaque o belo jogo de backing vocals em “Stand Up”, a quase balada – e o que temos de mais próximo disso por aqui – “Wanted” e o encerramento, com a melancólica faixa-título, deixando a desesperança no ar (risos).



Portanto, espere poucas semelhanças com Mother Head’s Family Reunion, Get Up ou os plays com o Mr. Big e o Poison, trabalhos que fizeram o nome de Richie Kotzen. No entanto, se gosta de um som mais direto, o Forty Deuce é uma excelente pedida. Nunca antes o vocalista e guitarrista soou dessa forma. A ironia é que, mesmo sendo tão crua, a sonoridade se encaixaria nas rádios Rock atuais de maneira bem mais interessante em comparação ao que estamos acostumados a ouvir vindo dele. Mesmo que sejam coisas bem mais acessíveis. A banda chegou a fazer alguns shows, mas não foi muito longe, até porque a idéia era não passar disso mesmo.

Richie Kotzen (vocals, guitars)
Taka (guitars)
Ari (bass)
Thr3e (drums)

01. Intro
02. Oh My God
03. I Still
04. Start it Up
05. Complicated
06. Say
07. Heaven
08. Stand Up
09. Next to Me
10. Standing In the Rain
11. Wanted
12. Nothing to Lose

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JAY

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Richie Kotzen - Fever Dream [1990]


POST 1000 DA NOVA COMBE!!!

Apesar de ter despontado como mais um guitarrista virtuose, adepto dos bululus e fritações, Richie Kotzen sempre teve ambições maiores para sua carreira. Não lhe bastava ser um grande instrumentista tecnicamente falando, ele queria o reconhecimento como compositor e, também, como cantor. Mas sabia que precisava fazer algumas concessões para atingir seu objetivo. Por isso, gravou seu debut auto-intitulado exatamente como a Shrapnel Records desejava, apenas com faixas 100% instrumentais, mostrando toda sua capacidade nas seis cordas. Agora era a hora de tomar as rédeas do processo criativo. Foi assim que Fever Dream foi concebido.

A sonoridade tinha muito a ver com o Hard Rock da época, com declarada predileção pela veia mais pesada do gênero. De curta duração (10 faixas em apenas 36 minutos), o disco é um prato cheio para quem curte um som bem elaborado sem deixar de ser acessível. Kotzen já mostrava possuir um talento muito acima da média, soltando a voz e tocando com desenvoltura invejável para um garoto de 20 anos. A cozinha de sua banda de apoio contava com o renomado baterista Atma Anur (Cacophony, Hardline, Greg Howe, La Famiglia Superstar), que se tornaria um grande parceiro de estúdio e palcos dali por diante.

Todas as músicas são muito boas. Mas os destaques vão para a melódica “Fall of a Leader” e a alucinada “Off the Rails”, que lembra muito o Van Halen dos primórdios, não apenas no instrumental, como nos vocais à la David Lee Roth. “Things Remembered Never Die” tem uma pegada blueseira indefectível, com verdadeiro show particular de Richie. A que ficou mais famosa foi “Dream of a New Day”, que fez parte da trilha sonora do filme Bill & Ted’s Bogus Journey, junto com sons de KISS, Winger, Megadeth, Steve Vai e Primus, entre outros. Uma pegada mais próxima do Heavy dita o ritmo em “Wheels Can Fly”.



Um belo trabalho, mostrando um talento ainda em processo de amadurecimento. O melhor ainda estava por vir, mas Fever Dream é considerado pelo próprio Richie Kotzen a referência de uma fase de sua carreira. Com certeza aquela que a galera adepta de uma bronha sonora deve gostar mais. O que não impede que o cidadão de bem, digno e correto também não possa apreciar, pois a prioridade é a música em detrimento do exibicionismo barato.

Richie Kotzen (vocals, guitars)
Danny Thompson (bass)
Atma Anur (drums)

01. She
02. Fall of a Leader
03. Off The Rails
04. Yvonne
05. Things Remembered Never Die
06. Dream of a New Day
07. Money Power
08. Rollercoaster
09. Wheels Can Fly
10. Truth In Lies

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JAY

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Wilson Hawk - The Road [2009]


Quem acompanhava a Combe nos velhos tempos, deve lembrar a emoção que foi postar esse trabalho magnífico do grande mestre Richie Kotzen. Em parceria com o produtor e amigo de longa data, Richie Zito, um dos melhores músicos dos últimos tempos lançou um dos melhores trabalhos da década, oferecendo um Rock and Roll simples e consistente, com alma setentista, influências da música negra norte-americana de qualidade (não esses cocôs enlatados de hoje em dia) e musicalidade fora de série. Lembro que, à época, fiz comparações com alguns discos clássicos dos Rolling Stones – de quem nosso amigo tinha sido atração de abertura em recente tour pela Ásia –, como “Black And Blue”, para se ter uma idéia da sonoridade. Trata-se de um momento único, daqueles que a gente ouve e nunca mais esquece. Podem ter certeza que, no futuro, quando tiver que citar os meus trabalhos preferidos dos primeiros dez anos do século, esse estará no topo da lista tranquilamente.

“Tendo crescido na Filadélfia, fez com que eu fosse exposto à muitas coisas da verdadeira Soul Music. Grupos como The Spinners, The O’Jays e até mesmo o começo do Hall & Oats influenciaram muito minhas raízes artísticas”, declarou Kotzen. E isso fica claro durante toda a audição. As quatro primeiras faixas mostram o lado mais agitado do disco. “How Does It Feel?” traz metais e backing vocals femininos muito bem colocados, enquanto “I Need Your Love” parece ter saído diretamente de alguma produção da Motown Records. A funkeada “Over” caberia facilmente no já clássico Mother Head’s Family Reunion, referência da carreira-solo de Richie. A deliciosamente Pop “Something In You” fecha com chave de ouro a primeira etapa. Atentem-se a um detalhe: aqui a palavra Pop não deve ser lida tendo como ponto de partida os lixos que infestam as rádios mundo afora. É uma canção acessível sem perder um pingo de qualidade.


Aí começa a parte do álbum que é melhor o ouvinte acompanhar com uma caixa de lenços de papel ao lado, pois a seqüência de baladas e músicas mais melancólicas é forte. Ouço esse trabalho direto desde que foi lançado e até hoje sinto como se fosse a primeira vez, pois a emoção ainda é a mesma. “How Do You Know?” surge, com a melhor performance vocal de Kotzen, com direito a falsetes que combinaram perfeitamente com o clima. Mantendo o romantismo no ar, “I Promise I Will” é uma nova versão para “Forever I Will”, música originalmente gravada para o álbum Avalon, projeto de estúdio idealizado por Richie Zito. “Everything Good” é a mais conhecida do público, já que vem sendo tocada nos shows de Kotzen mundo afora. Ainda lembro bem da emoção ao ouví-la em abril último!



“Beautiful Life” tem uma levada bem interessante. Dá até para puxar a patroa para uma dança de rosto colado (risos). A tristeza toma conta no arranjo acústico de “What I Lost”, som perfeito para pensar na vida. Na mesma linha, “Stay” abre caminho para o grand finale com a faixa-título e seu bonito piano. Uma obra-prima, que mostra todo o talento de um dos melhores músicos surgidos nos últimos tempos. A lamentar, apenas o fato de não ter saído (ainda) em formato convencional, estando disponível via iTunes e afins. Nota dez é pouco para essa maravilha!

Richie Kotzen (vocals, guitars, bass drums)
Richie Zito (guitars, keyboards, programming)

01. How Does It Feel?
02. I Need Your Love
03. Over
04. Something In You
05. How Do You Know?
06. I Promise I Will
07. Everything Good
08. Beautiful Life
09. What I Lost
10. Stay
11. The Road

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JAY

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Richie Kotzen - Change [2003]


Ouvir um álbum do Richie Kotzen é sempre uma boa aventura. Digo "aventura" porque, de fato, o guitarrista se aventura na música. Além de ter assumido todos os instrumentos no play (voz, guitarra, teclado, violão, baixo e bateria) e ter composto todas as letras e melodias sozinho, aqui ele também ficou à cargo da produção.

Pode-se, também, considerar uma "aventura" pela versatilidade do músico, que aborda diversos gêneros musicais em apenas um disco. Em sua carreira, Kotzen já tocou Rock, Pop, Heavy Metal, Jazz, Fusion, Blues, Soul Music, R&B e por aí vai.

Quem não conhece realmente pensa que isso é impressionante. Mas pra quem já desfrutou do trabalho do cara, seja em carreira solo, no Poison, no Mr. Big, no Forty Deuce ou até mesmo no Vertú (banda formada com a lenda do jazz Stanley Clarke), não se abala ao saber disso.

O disco dessa postagem, "Change", foi gravado e lançado no ano de 2003 pela Frontiers Records. Neste play, Kotzen incorpora uma sonoridade mais contemporânea nas composições, mas sem perder o foco e sem deixar de representar sua versatilidade de composição.


"Forever One" dá início ao álbum e, apesar do nome de balada, é uma paulada grotesca com um quê de modernidade, com menções honrosas ao solo de guitarra. "Get A Life" mantém o nível, com uma melodia grudenta, um refrão mais-do-que-cantarolável e um Richie inspiradíssimo. Em seguida, tem-se a faixa-título "Change", uma balada calma e apaixonante, digna de trilha de novela das oito (risos). "Don't Ask", uma das melhores do álbum, poderia ter se tornado um baita hit de rádios, pois conta com versos e refrão bem chicletes, além de uma baita lírica.

"Deeper (Into You)" lembra os lançamentos do Kotzen pós-Poison, onde investia bastante na Soul Music, pois é uma canção dignamente Soul com um clima digno de barzinho. "High", uma das mais belas baladas que já ouvi em vida, arremata o ouvinte logo em seguida e mostra um Kotzen novamente inspirado, além de ter a participação de Pat Torpey, baterista do Mr. Big. "Am I Dreamin'" retorna o clima de boteco, mas dessa vez com forte influência da música latina e uso de violão clássico, novamente com incursões Pop.

A posterior "Shine" já é conhecida por ter sido lançada com o Mr. Big e ter chegado ao 1° lugar das paradas japonesas, e aqui o guitarrista faz uma versão diferente, com mais letra na parte do solo e acústica em maior parte de seu andamento. Fantástica. Para fechar o disco, tem-se a calma "Good For Me", a diferente (e bizarra) "Fast Money Fast Cars" e as instrumentais "Unity" e "Out Take", respectivamente um Jazz maroto e uma paulada Rocker.

No mais, "Change" é mais uma obra-prima desse músico espetacular que é o Richie Kotzen. Como o cara nunca decepciona, não recomendo apenas esse álbum de sua carreira, mas qualquer outro.

01. Forever One
02. Get A Life
03. Change
04. Don't Ask
05. Deeper (Into You)
06. High
07. Am I Dreamin'
08. Shine (Acoustic)
09. Good For Me
10. Fast Money Fast Cars
11. Unity (Jazz Bee Bop Instrumental)
12. Out Take (Instrumental Bonustrack)

Richie Kotzen - vocal, guitarra, violões, baixo, bateria, teclados, percussão

Músicos adicionais:
Pat Torpey - bateria em 6
Charlie Sarti - vocais adicoinais em 10

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by Silver

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Richie Kotzen - Mother Head's Family Reunion [1994]


Após ser despachado do Poison, não pelo seu talento como músico mas como mulherengo ao traçar a ex-esposa do baterista Rikki Rockett, Richie Kotzen voltou a investir em sua carreira solo, que já contava com 3 álbuns no currículo. Mas, aqui, haveria uma diferença brutal entre seus antecessores.

A mudança já se nota pelo orçamento. "Mother Head's Family Reunion" é o primeiro disco que Kotzen gravaria pela poderosa Geffen Records, enquanto os anteriores foram lançados pela Shrapnel Records, famosa porém não muito grande gravadora.

Mas a principal distinção se dava nas composições. Richie estreou com um álbum digno de shredder mas, aos poucos, dava espaço aos vocais em suas composições, bem como inclusão de elementos do Rock N' Roll, Blues, Pop, Funk e Soul Music. Aqui o mesmo se encontrou como músico e compositor, tomando este disco como referência para futuros trabalhos. O cara simplesmente pegou todos os gêneros já citados, misturou com muita criatividade e sem om enor medo de ser feliz e teve um grande resultado.


"Mother Head's Family Reunion" é o disco que resume a essência de Richie Kotzen como músico. Não é possível afirmar que seja o definitivo de sua carreira, mas pode ser um dos mais importantes para o encontro de sua identidade musical.

Vale lembrar que a ótima mistureba dos gêneros não impediu que o até então jovem guitarrista mostrasse sua técnica nas seis cordas, até porque tem-se solos sensacionais e riffs muito bem feitos por aqui. O diferencial está na criativa cozinha e nas composições magistrais, além do ótimo vocal do garoto, que permitiram que o som não ficasse chato e de difícil assimilação mesmo sendo complexo - coisa que só quem tem talento pode proporcionar.

Os destaques ficam para a funkeada "Socialite", a blueseira "Where Did Our Love Go", a belíssima "Soul To Soul", a paulada "A Love Divine" e a incrível readaptação de "Reach Out, I'll Be There", original do Four Tops.

Caro leitor, se procura música de qualidade, aqui está um prato cheio!

01. Socialite
02. Mother Head's Family Reunion
03. Where Did Our Love Go
04. Natural Thing
05. A Love Divine
06. Soul To Soul
07. Reach Out I'll Be There
08. Testify
09. Used
10. A Woman And A Man
11. Livin' Easy
12. Cover Me

Richie Kotzen - vocal, guitarra, órgão Hammond, teclados
John Pierce - baixo
Atma Anur - bateria, percussão

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by Silver

sábado, 10 de abril de 2010

Richie Kotzen - Get Up [2004]


Ninguém mais precisa ler sobre a excelência de Richie Kotzen. O cara já era conhecido como guitarrista promissor antes dos 20 anos de idade. Integrou bandas de renome como Poison e Mr. Big, além de ter participado de inúmeros outros projetos de qualidade e carregar consigo uma carreira solo de trabalhos invejáveis.

O disco que trago hoje é o Get Up, de 2004, que Kotzen considera, assim como o Return of the Mother's Head Family Reunion, um dos momentos definitivos de sua carreira.

E não é para menos. O álbum é recheado de faixas poderosas do início ao fim. Richie está tocando MUITO, como sempre, mas aqui não se ouve exageros instrumentais nem nada parecido. A estrutura é a mesma do já citado Return of the Mother's Head Family Reunion: faixas curtas seguindo a cartilha mais purista do hard rock, mas com pesada influência de blues, soul, funk e rock setentista. O som de guitarra é inacreditável, e seus riffs e solos são têm uma pegada difícil de se ouvir por aí. O músico ainda gravou todos os instrumentos, mostrando razoável habilidade na bateria, apesar de essa soar um pouco mecânica em alguns momentos. O americano ainda se destaca com belos vocais, que atingem altos tons e têm certo toque soul.

Os destaques ficam com as rockers Losing my Mind, Get Up e Such a Shame, as cheias de groove Still e So Cold e para as baladas Made for Tonight e Remember, que logo se tornou clássico da carreira do guitarrista.

Get Up é um dos melhores álbuns da carreira de Richie Kotzen, se não o melhor. Um play melódico, empolgante, e uma exibição perfeita das habilidades ilimitadas do músico. Não perca tempo e baixe!

Richie Kotzen - guitarra, baixo, bateria e vocais

01. Losing my Mind
02. Fantasy
03. Remember
04. Get Up
05. So Cold
06. Such a Shame
07. Made for Tonight
08. Still
09. Never Be the Same
10. Special
11. Blame on Me (bônus)

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Jp


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Richie Kotzen - Live In Sao Paulo [2008]


Gravado no dia 30 de setembro de 2007 durante um concerto no Stones Music Bar, em São Paulo [como diz o próprio nome], "Live In Sao Paulo" é o primeiro disco ao vivo da carreira do genial guitarrista Richie Kotzen. Mesmo depois de participar de mais de 50 discos em 20 anos, sendo esse seu 22° lançamento em carreira-solo, Kotzen parece nunca cansar da música, fazendo-a por pura paixão.

"Live In Sao Paulo" surpreende até mesmo quem é fã de Kotzen e já sabe o que esperar dele, pois a performance do guitarrista extrapola em todos os fatores, como presença e musicalidade. Sua bela e fantástica voz alia-se à uma guitarra extremamente bem tocada, com influências que passeiam entre o blues, o rock n' roll, o funk, o jazz, o soul, entre outros gêneros, à um baixo sólido e diversificado e à uma bateria técnica e precisa.

Esse show se destaca pelo repertório ser constituído, com exceção de "Stand" (mesmo assim, modificada por Richie Kotzen em comparação à versão do Poison) e "Shapes Of Things" [originalmente do The Yardbirds], apenas por músicas lançadas em seus discos solo, surpreendendo à todos que estavam acompanhando seus antigos repertórios, que tinham músicas de sua época no Mr. Big e outros covers.

Os destaques, na minha opinião, ficam por conta da anteriormente citada versão de Stand feita por Kotzen, que ficou infinitamente superior à versão do Poison; para as cativantes Socialite, Mother's Head Family Reunion e A Love Divine, que mostram a competência da banda que acompanhou Richie nesse concerto; e para a belíssima balada Remember - a preferida de Kotzen, segundo ele. Recomendado para todos os gostos!

01. Socialite
02. High
03. Remember
04. Fooled Again
05. Faith
06. So Cold
07. A Love Divine
08. Shapes Of Things
09. Doin' What the Devil Says To Do
10. I'm Losing You
11. Mother Head's Family Reunion
12. Stand

Richie Kotzen - vocal, guitarra
Johnny Griparic - baixo
Dan Potruch - bateria

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by Silver