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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Riot - Immortal Soul [2011]


Um erro geográfico fez com que o Riot fosse uma banda norte–americana. Afinal de contas, poucos grupos soam tão britânicos em seu Heavy Metal tradicional como o grupo comandado pelo guitarrista Mark Reale. E a ocasião é mais que especial, já que o grupo está de volta com a formação que registrou os discaços Thundersteel, de 1988 e The Privilege Of Power, dois anos mais tarde – além de Mike Flyntz na segunda guitarra. Muita coisa aconteceu com os envolvidos naqueles trabalhos desde então. O mais conhecido acabou sendo o baterista Bobby Jarzombek, que trabalhou com Halford, Iced Earth, Fates Warning e Sebastian Bach, entre outros.

Com essa realidade, não dava para esperar algo diferente de um álbum que lembrasse aquela época em Immortal Soul. E apesar do saudosismo evidente e proposital, a banda consegue adaptar sua sonoridade aos novos tempos com maestria, criando um play que agradará tantos novos como velhos fãs. E de uma coisa ninguém pode duvidar: a capacidade técnica dos músicos segue sendo primorosa naquilo que se propõem. Destaque especial para Tony Moore, que é do ramo e sabe como imprimir energia a sua voz, mesmo após tanto tempo.



Os saudosistas irão vibrar sem parar desde a abertura com a música que dá nome ao grupo. Acelerada e empolgante, conquista desde a primeira escutada. A sequência mantém o nível lá em cima, com a melodia de “Still Your Man”, outro petardo diferenciado. Outros destaques vão para a cacetada certeira de “Wings Are For Angels”, a cadenciada “Fall Before Me” e a tipicamente britânica “Sins Of The Father”, com sua levada totalmente tradicional. A faixa-título traz uma influência mais próxima dos anos 1970, com um refrão muito bem escrito e pegajoso ao extremo. Outra que segue essa linha e “Whiskey Man”, grande destaque da segunda parte do disco.

Mark Reale mostra que continua inspirado e é ainda melhor quando nas companhias certas. Apesar de não ter alcançado o mesmo status de companheiros de geração, o Riot mantém sua regularidade em Immortal Soul, álbum que deve ser saudado efusivamente pelos adeptos.

Tony Moore (vocals)
Mark Reale (guitars)
Mike Flyntz (guitars)
Don Van Stavern (bass)
Bobby Jarzombek (drums)

01. Riot
02. Still Your Man
03. Crawling
04. Wings Are For Angels
05. Fall Before Me
06. Sins Of The Father
07. Majestica
08. Immortal Soul
09. Insanity
10. Whiskey Man
11. Believe
12. Echoes

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JAY

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Riot - The Privilege of Power [1990]


O advento da internet para as bandas novas é um prato cheio pra divulgação, mas essa tecnologia também proporciona uma reviravolta e muda de certa maneira os resultados do passado. O Riot durante sua fase áurea atingiu somente uma boa repercussão no Japão e nunca chamou a atenção mundial, nem mesmo conseguiu emplacar algum clássico ou hit na carreira. Mas devido à mutualidade pela net entre os fãs de Metal, o reconhecimento em massa de sua obra só veio agora, e o resultado disso é que a banda 'cult' de outrora, já é tida como um dos maiores representantes do Heavy Metal e o disco Thundersteel é considerado um dos melhores álbuns de Heavy Metal para 9 em cada 10 metalheads.

Provavelmente estarão se perguntando "por que diabos não posta o Thundersteel?". A resposta é simples. Porque não estou incluído nos nove da 'estatística'. The Privilege of Power não é um disco que se enquadra amplamente no Heavy Metal e por isso jamais criará alvoroço entre a comunidade dos headbangers, pois é experimental e ousado. O Heavy Metal contagiante do Thundersteel se faz presente aqui numa roupagem opulenta e, liricamente, de modo semi-conceitual. Além de ter músicas mais abrangentes, também resgata o passado e dá indício do que seria praticado posteriormente, além de manter o Heavy/Power Metal da terceira fase do grupo, que é compreendida pela passagem do vocalista Tony Moore.

Don Van Stavern, Mark Reale, Tony Moore e Bobby Jarzombek, na época do Thundersteel

Aqui estamos diante de críticas contra a opressão e corrupção do governo, sendo expressas por um instrumental pesado que, por vezes, se mistura aos arranjos de metais. Isso mesmo! Trombone, trompete, etc. E o que mais impressiona é que esses instrumentos foram inseridos perfeitamente. Apenas um detalhe tira o brilho do disco: as introduções. Falas de governantes que parecem sair de rádios ou TVs, e outras loucuras, aparentemente, sem pé nem cabeça, se arrastam em demasia durante algumas músicas, o que na primeira audição soa interessante, mas depois passa a aborrecer. Mas esse é o único ponto negativo, ou talvez nem seja, e eu esteja apenas tentando achar pêlo em ovo diante da sonoridade impecável que é apresentada neste disco.

O Riot sempre foi uma banda inconstante no que concerne a sua direção musical. Na primeira fase, com o vocalista Guy Speranza, praticava um Hard Rock 70's básico flertando com o Heavy, depois entrou Rhett Forrester nos vocais e as músicas ficaram mais puxadas pro Hard Rock 80's. E o peso surgiu com força total com a entrada de Tony Moore, onde deixaram o Hard de lado e passaram a apostar apenas no Metal. Firmado no Heavy Metal, mas com concessões ao Power Metal que marcaria a quarta fase, com os vocais de Mike Dimeo. Em The Privilege of Power já havia demonstrações do Power Metal que seria abrangido posteriormente, como pode ser notado em "On Your Knees", "Storming The Gates Of Hell" e "Dance of Death".

Já "Black Leather And Glittering" é o Heavy/Power que foi iniciado no trabalho anterior, mas com palhetadas abafadas que lembram o que era feito em abundância na virada da década de 70 para 80 com o vocalista Speranza. Na semi-balada "Maryanne" é intensificada uma referência aos tempos de Hard oitentista, e esta poderia se encaixar facilmente no Born in America. Mas o melhor momento está na trinca do lado A: "Metal Soldier" é o hino da bolacha, com sua empolgação estupenda. E como canta Tony Moore nesta música! Puro Heavy Metal. Assim como "Killer", que conta com a participação de Joe Lynn Turner e é o momento onde os metais são incorporados com mais ênfase. E ainda temos a belíssima balada "Runaway" (quase uma "Bloodstreets").



Pra finalizar em grande estilo, a banda inteira demonstra suas habilidades num cover instrumental de um Jazz Rock fino do Al DiMeola. E ao chegar nesse gran-finale constatamos que The Privilege of Power é a evolução de Thundersteel. As canções podem não grudar tanto na cabeça, por não estarem doutrinadas no Heavy Metal, mas é inegável o crescimento em todos os aspectos. A execução é bem mais ágil que no álbum anterior, e Tony Moore soube usar a força do seu vocal privilegiado (trocadalho), sem exageros, como ocorreu algumas - poucas - vezes no Thundersteel. Aqui não está nenhum clássico do Heavy Metal, não por ser mediano, mas por ir além.

01. On Your Knees
02. Metal Soldiers
03. Runaway
04. Killer
05. Dance of Death
06. Storming the Gates of Hell
07. Maryanne
08. Little Miss Death
09. Black Leather and Glittering Steel
10. Racing with the Devil on a Spanish Highway (Al DiMeola cover)

Tony Moore - vocal
Mark Reale - guitar
Don Van Stavern - bass
Bobby Jarzombek - drums

Joe Lynn Turner - guest vocals on "Killer"
Tower of Power, Randy Brecker - horns

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Dragztripztar

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Castle Donington Monsters of Rock [1980]


A primeira edição do lendário Castle Donington Monsters of Rock, realizada no dia 16 de agosto de 1980, mudou definitivamente a história dos festivais do gênero. A idéia ganhou vida graças à audácia de um cara chamado Paul Loadsby, que decidiu criar o evento de verão definitivo para os fãs de guitarras estridentes. O autódromo de Donington Park, na Inglaterra, recebeu um público estimado em 35 mil pessoas para conferir apresentações de alguns dos grandes nomes do Hard Rock/Heavy Metal do momento. Mal sabiam os presentes que estavam participando do início de uma verdadeira lenda.

Para animar a festa, uma escalação da pesada. A atração principal era o Rainbow, que faria no evento seu último concerto com Graham Bonnet nos vocais e Cozy Powell na bateria, encerrando a turnê do álbum Down To Earth. Judas Priest e Scorpions eram os próximos em importância, ambos vivendo momentos gloriosos, respectivamente com os discos British Steel e Animal Magnetism. Completavam a lista os então novatos do Saxon (que tomaram o palco de assalto e chamaram a atenção de todos que ainda não os conheciam), o April Wine, Riot e Touch – que protagonizou o momento pitoresco quando um de seus membros acidentalmente engoliu uma abelha durante o show.

Todos os concertos tiveram gravação da BBC Radio. Os melhores momentos foram compilados e lançados em vinil nessa coletânea – que curiosamente, só saiu em CD no Japão e de maneira, digamos, clandestina. A exceção foi o Judas Priest, que por desacertos com a gravadora, acabou ficando de fora do documento. O grande mico da empreitada fica para o nome do álbum, que acabou saindo com uma letra n a mais em Donington – e me desculpem, mas coloquei da maneira correta no título do post, pois sou muito detalhista para compactuar com uma cagada dessas. Mas é um pormenor quando temos a oportunidade de conferir o conteúdo sonoro, que é de primeiro nível.

Apenas Rainbow e Scorpions comparecem com duas músicas, enquanto os outros contribuem com apenas uma faixa cada. Abrindo o play, a clássica das clássicas “Stargazer”, música que possui a cara de Ronnie James Dio, apesar de Graham não fazer feio. O grupo de Ritchie Blackmore ainda voltaria com o hit “All Night Long”. Já os alemães comparecem com duas pedradas, “Loving You Sunday Morning” e “Another Piece of Meat”, matando os adeptos do coração. Outros destaques para Biff Byford e companhia, quebrando tudo em “Backs to the Wall” e o bom e velho Riot, encerrado com “Road Racing”. Vale o download!

01. Stargazer (Rainbow)
02. Loving You Sunday Morning (Scorpions)
03. Another Piece of Meat (Scorpions)
04. Backs to the Wall (Saxon)
05. All Night Long (Rainbow)
06. I Like to Rock (April Wine)
07. Don’t Ya Know What Love is (Touch)
08. Road Racing (Riot)

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JAY