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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Lenny Kravitz - 5 [1998]


Sim, tempo de férias, nada melhor! Então resolvi retornar ao meu antigo lar e postar um dos artistas mais versáteis da música, o multifuncional Lenny Kravitz! E talvez não exista melhor opção do que o disco em questão para presentear os viajantes da combe. Se você está se perguntando porque esse é o melhor disco, eu te respondo: ele foi responsável por só 2 Grammys e pela divulgação em massa do artista pelo mundo inteiro.

Com um som de difícil rotulação, Kravitz se supera em todos os aspectos no disco ''5'' e caminha pelos mais diversos estilos musicais: funk; hard rock; rock psicodélico; pop; rock n' roll; pode tentar decifrar. Usando e abusando de efeitos nas cordas, dos metais e de melodias que rapidamente grudam na cabeça, Lenny participa das gravações de todos os instrumentos, sendo esse fator talvez um dos responsáveis pelo alto nível musical do disco.

Partindo para o disco: assim que você fizer o download, vá direto para a música ''I Belong To You'', na minha opinião a melhor música entre todas as outras, com um instrumental desnorteantemente completo, dando uma relaxante sensação de bem estar, ideal para um pôr do sol na praia. Outro grande destaque que eu faço são para as músicas ''Thinking Of You'', que segue a mesma linha da já dita ''I Belong To You'', com uma letra especial, pois foi composta em homenagem a morte de sua mãe.

Temos aqui também duas músicas famosas, que eu aposto que todos que estão lendo já ouviram: ''Fly Away'', com seu riff fortemente seco; e a cover ''American Woman'', presente na trilha sonora de algum filme da série Austin Powers.


Quando você acha que a diversidade de estilos terminou, duas faixas expõe claramente as influências da música negra sobre a vida de Kravitz: ''Supersoulfighter'' ultraswingada e com uma batida que dificilmente vai deixar o corpo parado servem para dar aquele choque nos ouvintes; e a instrumental ''Straight Cold Player'', fazendo ao fechar dos olhos, imaginarmos as pessoas com seus afros e blackpowers dançando em programas como ''Soul Train''.

Vale lembrar que ainda esse ano Lenny irá se apresentar no Rock In Rio, e se eu não me engano, entre as apresentações da Shakira e da Ivete Sangalo... é, eu sei, não vai ser nada legal esperar o show dele começar.

1 - Live
2 - Supersoulfighter
3 - I Belong to You
4 - Black Velveteen
5 - If You Can't Say No
6 - Thinking of You
7 - Take Time
8 - Fly Away
9 - It's Your Life
10 - Straight Cold Player
11 - Little Girl's Eyes
12 - You're My Flavor
13 - Can We Find a Reason
14 - American Woman
15 - Without You

formação:
Lenny Kravitz – vocal, guitarra, teclado, baixo e baquetas
Craig Ross – guitarra
Jack Daley – baixo



sueco

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Helix - Breaking Loose [1979]


O Canadá sempre mostra ao mundo bandas de uma qualidade espetacular e que sempre tem muito a dizer, principalmente dentro do hard rock e no AOR. Harem Scarem, Honeymoon Suite, Rush, Alias, Anvil, April Wine, Triumph, Bryan Adams e Brighton Rock, só para citar as que mais gosto, com certeza estão no coração de muitos passageiros dessa Combe. Mas dentre todas estas, o Helix é com certeza a banda que mais admiro, não só pela dedicação durante todo esse tempo, mas como por ter lançado discos que sempre traziam o hard correndo por suas veias e ter se mantido fiel ao seu estilo. E sem falar que sempre me amarrei nos vocais de Brian Vollmer, que transmitem uma raça fora do comum.

E em seu independente disco de estréia, essa raça é exposta da melhor maneira possível. Aqui vemos uma típica banda de garagem dos anos 70, que ainda está tentando definir seu som, mas ainda assim, eles conseguem entregar um disco energético, com hards cheios de distorção e alma, sem muita frescura e direto ao ponto, que ficou dias tocando quase sem parar no meu Zune, ele quase que ia automaticamente para este disco sempre que o ligava (rsrsrs).

As vezes fico sem saber qual a explicação pela qual gosto tanto deste. As duas músicas de abertura são dois baitas hards festeiros e que acho que foram os principais motivos pelos quais me apaixonei perdidamente por este. "I Could Never Leave" consegue envolver logo em sua primeira audição e me encantou completamente, com riffs simples e certeiros e um solo que funciona legal na música, não sendo nada fora do comum, mas é um feijão com arroz daqueles que lembra o que a mãe faz, bem fresquinho e suculento. "Don't Hide Your Love" tem tudo o que seria explorado na década de 80: coros bem feitos, ritmo festeiro, guitarras cativantes e um vocalista que nos chama pra festa e que não sei porque me remeteu ao ótimo primeiro disco do Julliet, que é um dos que mais amo da fase dourada do hard.



E quando você pensa que não poderia ficar melhor, a balada "Down In The City" com seu andamento melancólico te derruba de uma vez por todas, pois aqui temos uma aula de bom gosto e de interpretação do grupo, com destaque para o belo trabalho das guitarras da dupla Doerner/Hackman, com solos encantadores no final da música que com certeza arrancarão suspiros com o feeling elevado aqui apresentado. "Here I Go Again" continua a apresentar riffs simples poderosos, que farão ouvidos que apreciam distorção se alegrarem novamente, em que a banda continua mostrando raça, tocando cada acorde da mesma maneira em que um mendigo luta por um prato de comida.

A semi-balada "You're A Woman Now" foi a primeira música deles executada em uma rádio, com um refrão que mais uma vez explode tudo novamente e o fim da música a banda volta a mais uma vez investir nas distorções que são tão decorrentes durante todo o disco. "Wish I Could Be There" começa mais uma vez como uma balada para depois explodir novamente em outro ótimo hard e fecha este disco da melhor maneira possível.

Aqui temos um ótimo exemplo de um disco em que mesmo que a banda fosse iniciante e a produção meio tosca, se percebe facilmente a vontade de fazer rock e a gana de vencer correndo na veia de cada um dos integrantes, algo que foi decorrente em toda a extensa carreira de quase 40 anos de serviços prestados ao rock n' roll. Divertido e envolvente como todo album de rock deveria ser.


1.I Could Never Leave
2.Don't Hide Your Love
3.Down In The City
4.Crazy Women
5.Billy Oxygen
6.Here I Go Again
7.You're A Woman Now
8.Wish I Could Be There

Brian Vollmer - Vocais
Brent Doerner - Guitarra, Backing Vocals, Vocais em "Crazy Women" e "Billy Oxygen"
Paul Hackman - Guitarra, Backing VOcals
Keith "Bert" Zurbrigg - Baixo
Brian Doerner - Bateria

Ps: Outra postagem em que para achar imagens ou clipes foi impossível!


By Weschap Coverdale

Van Halen – Best Of Volume 1 [1996]


Enquanto o mundo aguarda novidades do Van Halen, que tal lembrarmos a última vez que David Lee Roth se uniu aos irmãos para lançar músicas inéditas? Considerando ainda que Michael Anthony foi sacado definitivamente, essa é efetivamente a única vez que a formação clássica esteve junta após os anos dourados. A curta primeira reunião foi muito bem escondida até o MTV Video Music Awards de 1996 e terminou em uma onda de rancor, quando os músicos quase chegaram às vias de fato. A coisa fica ainda mais nonsense quando lembramos que a banda, teoricamente, teria garantido a Mitch Malloy que o posto era dele. O próprio decidiu pular fora após as cenas ao vivo para todo o mundo, sabendo que seria engolido vivo pelos fãs, que não aceitariam qualquer outro vocalista.

Com Roth de volta, o grupo trabalhou em duas novas músicas. “Can’t Get This Stuff No More” já existia desde as sessões de Balance, último álbum com Sammy Hagar. À época, se chamava “Backdoor Shuffle”. Um fato curioso é que trata-se da única faixa de toda a discografia do grupo em que Eddie Van Halen usa um efeito de Talk Box. A outra é “Me Wise Magic”, primeira lançada como single e que chegou ao número um na parada Rock da Billboard, onde permaneceu por seis semanas. Mesma posição, diga-se de passagem, que a coletânea alcançou, não apenas no segmento roqueiro em específico, mas no Top 200 geral.



Outro fato interessante nessa compilação é a inclusão de “Humans Being”, que só havia saído oficialmente na trilha sonora do filme Twister. A canção acabou marcando a despedida de Hagar, que voltaria ao grupo brevemente em 2004 em uma turnê que não saiu da América do Norte. No mais, são alguns dos diversos clássicos da banda, que seriam realmente impossíveis de colocar em apenas um disco, portanto as ausências sentidas são várias. A primeira volta de David se resumiria a essas duas faixas e acabariam em mais uma troca de farpas, o que já era relativamente comum quando o vocalista entrava em rota de colisão com os irmãos VH.

Para este que vos escreve, trata-se de um álbum especial por ter sido comprado no auge dos treze anos e ter feito parte de toda uma época de descoberta do que era o maravilhoso mundo do Rock and Roll. Aliás, aí está uma lição obrigatória para qualquer jovem que comece a se aventurar pelo estilo. Até porque os “galos velhos” já conhecem de cor e salteado. Agora nos resta aguardar o que aprontará essa trupe reunida, já com o gordinho Cheetos Bola/Fanta Laranja no baixo.

David Lee Roth (vocals on 2-8, 16 & 17)
Sammy Hagar (vocals on 9-15)
Eddie Van Halen (guitars, keyboards)
Michael Anthony (bass)
Alex Van Halen (drums)

01. Eruption
02. Ain’t Talkin’ Bout Love
03. Runnin’ With the Devil
04. Dance the Night Away
05. …And the Cradle Will Rock
06. Unchained
07. Jump
08. Panama
09. Why Can’t This Be Love?
10. Dreams
11. When It’s Love
12. Poundcake
13. Right Now
14. Can’t Stop Lovin’ You
15. Humans Being
16. Can’t Get This Stuff No More
17. Me Wise Magic

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JAY

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Warrant - Cherry Pie [1990]


Um clássico absoluto do hard oitentista. Nenhuma frase poderia definir melhor o excelente "Cherry Pie", que com certeza junta da melhor maneira possível todos os clichês que amamos loucamente dessa que para mim foi a última fase de ouro do rock n' roll, que infelizmente entrou em decadência após o início do grunge. Sim, dois guitarristas que fazem solos e riffs que mesmo que não sejam algo revolucionário, são conquistadores, cozinha precisa e um vocalista inspirado, tudo isso junto para levar o deleite que realmente gosta de rock.

O Warrant já vinha consagrado com seu primeiro disco, "Dirty Rotten Filthy Stinking Rich" que havia conquistado dois discos de platina e emplacado a balada "Heaven" no segundo lugar na Billboard, o que já havia sido um feito maravilhoso para um disco de estréia. Mas aí vem aquele velho estigma do segundo disco, se poderia realmente se estabelecer no mercado após um ótimo disco de estréia. Mas a banda não só manteve como fez um disco que na minha opinião ainda conseguiu superar o já ótimo início.


"Cherry Pie" é lotado de músicas que foram feitas para serem hits e que se tornaram hinos para quem é chegado na farofa como a grande maioria dos passageiros da Combe. Jani Lane estava em um momento inpiradíssimo como compositor e fez sozinho 8 das 12 canções do disco, em que quatro delas se tornaram singles deste registro, e sem falar que aqui ele canta demais. Beau Hill mais uma vez faz uma produção monstruosa neste e mostra o porque era considerado um midas do estilo junto com Desmond Child. E sem falar que mesmo que não sejam músicos dos mais brilhantes, a banda destrói e participações de feras como a dupla Bruno Ravel e Steve West do Danger Danger, Fiona, C.C. DeVille, Mike Slammer (reza a lenda que ele gravou todas as guitarras do disco) abrilhantam ainda mais a este.

E nada melhor que começar um disco já com uma canção que fica gravada assim que você a escuta pela primeira vez. A arrasa-quarteirão "Cherry Pie" é um dos hinos do hard oitentista, com suas guitarras marotas e coros empolgantes e foi feita sob medida para ser cantada em uníssono em qualquer estádio ou casa de show que eles passassem, sendo que não à toa é considerada um dos maiores clássicos da carreira do grupo. A sulista e poderosa "Uncle Tom's Cabin" é outro baita musicão e com uma letra muito legal, que mostra o nível de inspiração do grupo.




"Sure Feels Good To Me" e "Love In Stereo" mantém a temática sacana do disco e a velocidade aumenta em ambas as canções. "Song And Dance Man" com uma bela introdução ao violão é uma outra música deliciosamente cativante e arrebatadora, com vocalizações encantadoras. Temos o cover de "Train, Train" do Blackfoot que ficou com uma roupagem muito legal, e que assim como a já citada "Uncle" mostra que o grupo admirava muito o southern, como alguns outros que eram seus contemporâneos.

As baladas que são apresentadas são de arrancar o fôlego. A melancólica "I Saw Red", que foi baseada em algo que aconteceu com o próprio Jani Lane (é amigo, ninguem está livre disso, cuidado que você pode ser o próximo!) é de uma beleza singular, com um trabalho redondinho de todo o grupo, que criou uma canção que realmente pode arrancar lágrimas dos mais incautos. "Blind Faith" é outra baladona muito bonita e que mostra o nível de inspiração do grupo. Mas mesmo com duas músicas tão bonitas, "Bed Of Roses" consegue ser ainda melhor que as duas já citadas, sendo a música perfeita para os "finalmentes" e é minha canção predileta desse ótimo disco.

Um baita discaço que é obrigatório para qualquer passageiro nosso que se preze. Aquela farofa que todos gostamos, bem temperadinha e azeitada. Pena que depois disso, o Warrant ainda que lance algumas músicas legais não alcance a mesma qualidade de seus dois primeiros discos e nem a magia destes.




1.Cherry Pie
2.Uncle Tom's Cabin
3.I Saw Red
4.Bed of Roses
5.Sure Feels Good to Me
6.Love in Stereo
7.Blind Faith
8.Song and Dance Man
9.You're the Only Hell Your Mama Ever Raised
10.Mr. Rainmaker
11.Train, Train
12.Ode to Tipper Gore


Jani Lane - Vocais
Joey Allen - Guitarra
Erik Turner - Guitarra
Jerry Dixon - Baixo
Steven Sweet - Bateria



by Weschap Coverdale

terça-feira, 5 de julho de 2011

Helloween - The Dark Ride [2000]


A segunda grande crise do Helloween levou a banda ao lado mais obscuro de sua sonoridade. Aliás, tal qual Chameleon, The Dark Ride possui um título de acordo com seu conteúdo. Desavenças internas refletiram nas músicas, muitas delas com um clima bem sombrio, contrastando com a sonoridade positivista que caracterizou a história da banda. A participação do líder do grupo, Michael Weikath, foi diminuta até mesmo no processo de gravação, com Andi Deris e Roland Grapow assumindo a linha de frente nas composições – separados, obviamente, já que o ambiente em conjunto não era nem um pouco agradável.

Apesar de tudo, devo dizer que considero The Dark Ride um disco muito bom, com algumas faixas memoráveis, embora nenhuma possa realmente ser considerada um clássico da banda. E, para ser honesto, hoje essas diferenças musicais em comparação com o passado, nem soam mais tão fortes como na época de seu lançamento. A produção de Roy Z, indicado pela Sanctuary Mangement, acabou não agradando os músicos, que não se sentiram confortáveis com sua metodologia de trabalho. Anos mais tarde, o próprio admitiria que não conhecia a banda como imaginava e isso pesou. Charlie Bauerfiend ainda marcaria presença para dar uma consertada.



Após a intro, “Mr. Torture” é uma música que conserva uma das características primordiais: a capacidade de criar melodias pegajosas e um refrão apoteótico. Foi uma das que sobreviveu ao teste do tempo. As duas faixas escritas por Weikath, “All Over the Nations” e “Salvation” conservavam o lado “Happy, Happy Helloween”, enquanto “Escalation 666” e “Mirror, Mirror” mostravam novas possibilidades para o grupo caso o trabalho tivesse vingado. Mesmo as faixas com pegada mais próximas do Hard Rock, como “The Departed (Sun Is Going Down)” – minha preferida – ofereciam uma amostra do aspecto mais sério das composições.

Dois singles foram lançados, para a dramática “If I Could Fly” e a já citada “Mr. Torture”. The Dark Ride foi o último trabalho do Helloween com Roland Grapow e Uli Kusch, que sairiam para formar o Masterplan (não sem antes uma lavação de roupa suja em público tendo Grapow de um lado, Deris e Weikath do outro, que o Brasil pôde conferir de camarote via Rock Brigade). Até hoje seu estilo divide opiniões junto aos fanáticos pelas abóboras germânicas. Então, o melhor a fazer é conferir e formar a sua. Eu fico do lado de quem vê coisas positivas nele.



Andi Deris (vocals)
Michael Weikath (guitars)
Roland Grapow (guitars)
Markus Grosskopf (bass)
Uli Kusch (drums)

01. Behind The Portal
02. Mr. Torture
03. All Over The Nations
04. Escalation 666
05. Mirror Mirror
06. If I Could Fly
07. Salvation
08. The Departed (Sun Is Going Down)
09. I Live For Your Pain
10. We Damn The Night
11. Immortal
12. The Dark Ride
13. The Madness Of The Crowds (Japanese bonus)

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JAY

Ludwig van Beethoven – Sinfonia nº. 5 em Dó menor Opus 67



Este post é uma cápsula do tempo.


Hoje, dia 5 de julho de 2011, é um dia marcante na história do rock. Acaba de nascer meu primeiro filho. O primogênito.


Se o Google não deletar o blog no futuro, aqui ficam as mensagens de boas vindas para aquele que vai nascer no berço da música, praticamente já dentro da Combe. Que vai curtir tudo o que o mundo dos sons pode lhe oferecer, com a benção dos motoristas, passageiros, sanguessugas, troos, traidores do movimento, Lemmy, John, Paul, Jorge, Ringo, Jagger, Richards, Ozzy, Butler, Ward, Iommi, Page, Plant, Jones, Bonham, Coverdale, Hughes, Gillan, Blackmore, Johnson, Guy, King, Hetfield, Mustaine, Eddie, Roth, Hagar e uma infinidade de outros que não cabe aqui listar.


Quando o guri tiver idade para ler, espero que este post esteja no ar, pois quero dizer aqui que lhe desejo tudo de bom nessa vida. Quero dizer também que os amigos passageiros e os colegas motoristas que me acompanham e trocam ideias tão boas nessa nuvem virtual de cálculos binários estão sedentos para lhe passar tudo que sabem sobre música. Mesmo que isso signifique espinafrar o gosto musical do teu pai, que aqui é chamado de Zorreiro.


Para comemorar o nascimento, nada melhor que o som que você escutava direto quando na barriga da tua mãe, e a música preferida do teu pai em todo o universo: a 5ª sinfonia de Ludwig van Beethoven.


Cellos do fundo da alma, oboés com texturas tântricas e a melhor melodia da história do rock. Por que não reconhecer o lado metal do alemão? Isso aqui, meu filho, é o verdadeiro melodic metal. Te trago a versão da orquestra Filarmônica de Berlim, regida sob a batuta do austríaco Herbert Von Karajan – um gênio da música. Biscoito fino.


Seja bemvindo.


LET’S ROCK THE CRADLE



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Por Zorreiro

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Bruce Springsteen - The Promise [2010]



"Darkness On The Edge Of Town" com certeza é a peça central de toda a carreira de Springsteen, onde ele deixou de lado a inocência dos sonhos de um rock star e passou a enxergar a vida de outra maneira, mais realista e sombria e dali para frente ele passou a ser aclamado como o poeta da classe média e ganhou a conhecida alcunha "The Boss". Toda a amargura exposta nessa obra é algo digno de nota e conforme um comentário de um amigo meu, a impressão que se dá é de "que estamos encurralados em um pequeno muquifo no céu cinza de NYC com um revolver apontado para nossa boca".

Durante os dois anos que Springsteen ficou isolado para a gravação deste disco devido a uma briga judicial com seu ex-manager Mike Appel, foram geradas 70 canções, das quais apenas 10 acabaram por entrar no lançamento de "Darkness", em que a banda trabalhou durante 24 horas por dia, para que como ele mesmo definiu, "aqueles rapazes de cidades pequenas fossem ouvidos e se tornassem importantes". E com certeza conseguiu ligar a raiva punk tão em voga na época com a famosa capacidade de contar histórias que vem do country de raiz norte-americano, o que acabou por alavancar de vez sua carreira e o tornou o astro que vemos hoje.


E para o deleite daqueles que admiram o ambiente denso apresentado em "Darkness", foi lançado no final do ano passado o box “The Promise: The Darkness on the Edge of Town Story”, que além de apresentar manuscritos originais das composições, trazia consigo um disco duplo com canções compostas nessa época e que atestam a inspiração do processo de composição deste, e que aquele climão não era exclusividade das 10 canções apresentadas no registro de 1978, e permeia todo o registro com que somos presenteados.

E o mesmo foi um sucesso de crítica, que o aclamou quase de maneira unânime como um dos grandes registros da carreira do "The Boss" e que tinha canções que se fossem lançadas na época se tornariam hits e canções clássicas do repertório de Springsteen. E sem falar nas boas vendas, em que alcançou o 16º lugar no top 200 da Billboard, o segundo no top 100 Europeu, e o primeiro na Alemanha e Espanha, um ótimo feito para canções compostas a mais de 30 anos atrás e que mostra a capacidade que as mesmas possuiam para serem hits na época de seu lançamento.



Aqui temos de tudo, desde as épicas canções com histórias de dor e desilusão com as quais Springsteen lidava na época das composições, até canções com um senso pop fora do comum, com influências do rock desde os anos 50 e 60 em muitas delas, em que a banda dá um requinte a cada uma das canções, gerando verdadeiras pérolas em que é uma tarefa árdua de nomear apenas algumas canções como destaques neste disco. Aqui por exemplo temos a primeira aparição do sucesso "Because The Night" que ficou conhecida na voz da Patti Smith e com um arranjo mágico que confirma o nível de inspiração de toda a sua E Street Band, que estava afiada e comprometida com o trabalho como é fácil de se perceber.

Temos canções mais agitadas e com senso melódico extremamente popular como "Gotta Get That Feeling", a grudenta "Outside Looking In", que possui vocalizações maravilhosas, "Wrong Side Of The Street" e "Rendezvous" que carregam consigo melodias que marcam logo que se passa a ouvi-las com mais calma. "Save My Love" com apenas dois minutos e meio consegue nos encantar com melodia mágica e um refrão perfeito e arrasador, que mostra que este registro está longe de ser apenas um disco de sobras, como sugerido por alguns. O rockão "It's A Shame" vem carregado de marra é outro grande momento deste.



Mas como estamos falar de "Darkness" aqui, não poderiam faltar os épicos odes às desilusões e agruras que carregamos conosco durante nossa vida, e o carro-chefe dessa faceta do disco é a densa faixa-título, que muitos afirmam ser a continuação sombria da maravilhosa "Thunder Road". E se a faixa citada era um épico em que se era pregada a ilusão de tentar uma nova vida e que tudo daria certo, em "The Promise" vemos os personagens com sonhos destruídos e longe da vida vencedora que eles tanto ansiavam em uma canção triste e com uma beleza surreal. "Candy's Boy" continua a história de Candy, em que agora somos convidados a conhecer a canção de outro jeito e que continua tão fascinante quanto a canção original. Ainda merecem menções honrosas "Come On (Let's Go Tonight)", "The Away", "Breakway" e "City Of Night", que ainda honram o clima triste com o qual Springsteen aprendeu a trabalhar com tanto brilhantismo e emoção.

Então se você ainda cometeu a heresia de não conhecer o trabalho de Bruce Springsteen ou ainda tem a audácia de o questionar ou mesmo achar ele superestimado por muitos, aqui está mais uma chance de você rever seus conceitos, pois não é qualquer um que consegue lançar canções que mesmo com trinta anos de composição ainda soam com uma força incrível. Ele teve essa capacidade e ainda impressiona o mundo com sobras de sua obra-prima. Um baita discão que deve ser ouvido com a maior atenção possível!




Disco 1
1.Racing in the Street ('78)
2.Gotta Get That Feeling
3.Outside Looking In
4.Someday (We'll Be Together)
5.One Way Street
6.Because the Night
7.Wrong Side of the Street
8.The Brokenhearted
9.Rendezvous
10.Candy's Boy

Disco 2
1.Save My Love
2.Ain't Good Enough for You
3.Fire
4.Spanish Eyes
5.It's a Shame
6.Come On (Let's Go Tonight)
7.Talk to Me
8.The Little Things (My Baby Does)
9.Breakaway
10.The Promise
11.City of Night / The Way (hidden track)


By Weschap Coverdale

domingo, 3 de julho de 2011

Eric Singer Project - Live in Japan [2006]


Eric Singer se destacou por sua história junto a monstros sagrados do Rock, como KISS, Black Sabbath, Alice Cooper, Brian May e Gary Moore, só para citar alguns. Mas o detalhe interessante é que sempre atuou mais como músico contratado, não sendo um membro efetivo – embora agora seja uma peça mais que atuante ao lado de Paul Stanley e Gene Simmons. A exceção foi o Badlands, mas enormes desentendimentos de economia interna fariam com que o promissor grupo não vingasse. Sendo assim, contentou-se com sua posição de empregado e deu o seu melhor, registrando álbuns memoráveis e conquistando fãs mundo afora com sua técnica e talento irrepreensíveis.

Mas chegou um momento em que o baterista quis ter algo que carregasse sua assinatura, mesmo que fosse um projeto apenas por diversão. Assim nasceu o Eric Singer Project, contando com o fiel amigo Bruce Kulick (KISS, Union, Blackjack), o vocalista e guitarrista John Corabi (The Scream, Mötley Crüe, Union) e o baixista Chuck Garric (L.A. Guns, Dio), que também dá conta do microfone quando exigido. O quarteto aproveitava as folgas e conciliava agendas para sair tocando sons de suas carreiras e covers de vários clássicos do Rock em um clima bem descontraído, como fica claro nesse álbum, gravado durante shows em Osaka e Tóquio, no Japão.

O tracklist fala por si só. Temos faixas do Union, como a sempre eficiente “Love (I Don't Need It Anymore)”, aliadas a hinos do KISS, responsáveis por mais da metade do repertório. Também rola um espaço para o atual Catman relembrar sua passagem pela banda de Alice Cooper, além de uma homenagem aos Beatles, fugindo das óbvias e resgatando a bela “Oh, Darling”. Para fechar de vez, hora de Corabi cantar “Power To the Music”, uma das muitas boas músicas de seu único álbum com o Mötley Crüe. Uma reunião de feras executando um punhado de exemplares dos bons sons. Diversão garantida para quem fizer o download!

Eric Singer (drums, vocals)
John Corabi (vocals, guitars)
Bruce Kulick (guitars)
Chuck Garric (vocals, bass)

01. Watchin' You
02. Love (I Don't Need It Anymore)
03. Unholy
04. Do Your Own Thing
05. Domino
06. Black Diamond
07. War Machine
08. Oh Darling
09. School's Out
10. I Love It Loud
11. Power To The Music

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JAY

sábado, 2 de julho de 2011

Bangalore Choir – All Or Nothing: Live at Firefest [2011]


O show no Firefest, festival realizado anualmente em Nottingham, Inglaterra, marcou a volta do Bangalore Choir aos palcos. Após muito tempo, David Recce e Curt Mitchell retomavam o caminho e percebiam que ainda havia o que fazer em grupo, vide o ótimo álbum Cadence. Mas óbvio que o foco do setlist ficaria com o clássico ‘cult’ On Target, de 1991. Nada menos que oito das dez faixas do álbum estão presentes. A comoção foi tão grande que o show acabou rendendo esse CD, lançado em edição limitadíssima de mil cópias. Mais um atrativo para os fãs de Hard Rock é o fato de a mixagem ter ficado por conta de ninguém menos que Harry Hess, eterno vocalista do Harem Scarem.

Apesar da idade pesando, Recce consegue uma performance satisfatória nos vocais, além de interagir muito bem com a tímida platéia britânica. Claro que algumas notas mais extremas já são difíceis de alcançar, mas os backing vocals ajudam a suprir esse percalço, mesmo que alterando algumas passagens. A banda mostra entrosamento, com destaque para os guitarristas. O já citado Curt e Andy Susmimhl reproduzem com fidelidade o que foi gravado em estúdio.



Difícil apontar algum destaque entre as faixas. Mas o quase hit “Loaded Gun” e a sacolejante “Doin’ the Dance” – composição de Jon Bon Jovi e Richie Sambora oferecida ao grupo durante a gravação do debut – aparecem com força. Da mesma forma “If the Good Die Young (We’ll Live Forever)” obtém a melhor resposta do público. Vale citar que ela foi dedicada por David a Ronnie James Dio e Steve Lee, embora esse momento tenha sido omitido no play. Entre as novas, não dá para deixar de citar a empolgante “Martyr”, Hard Rock com todas as características que agradam os fãs do estilo. Quem já conhece não pode deixar de ter em sua coleção.

David Recce (vocals)
Curt Mitchell (guitars)
Andy Susmihl (guitars)
Danny Greenberg (bass)
Hans T’Zandt (drums)

01. Wazoo City
02. Power Trippin'
03. Just One Night
04. Martyr
05. Doin' The Dance
06. Loaded Gun
07. If The Good Die Young
08. Living Your Dreams Every Day
09. Slippin' Away
10. Freight Train Rollin'
11. Angel In Black
12. All Or Nothin'

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JAY

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Paul Rodgers - Muddy Water Blues [1993]


Ao citarmos Muddy Waters, automaticamente estamos falando de história. Considerado o pai do Blues moderno, o músico influenciou vários dos maiores artistas da história nos mais variados gêneros, desde o Soul, Jazz R&B, Folk e, é claro, o Rock and Roll. O caso mais famoso de sua ação sobre as forças mundanas, como todos devem saber, foi o nome da banda de Mick Jagger e Keith Richards, retirado de uma de suas músicas. E o cara que ajuda Chuck Berry a conseguir seu primeiro contrato com uma gravadora, com certeza tem algo muito sério a ver com tudo isso que existe atualmente.

Sabendo disso, Paul Rodgers, uma das maiores vozes da história da música, decidiu prestar um tributo a essa lenda. Reuniu uma turma de primeiríssimo nível e registrou um dos melhores álbuns do gênero em todos os tempos. Para começo de conversa, uma cozinha simplesmente matadora, com o experiente Pino Palladino (Eric Clapton, Genesis, The Who, entre outros) e o então novato Jason Bonham, mostrando que seu talento ia muito além do sobrenome. Mas é entre os guitarristas que o bicho pega para valer, com uma verdadeira seleção do Rock homenageando o homem. É tanta estrela reunida que nem dá para destacar alguém em especial.



Difícil destacar algum momento, mas algo que conta com tanto envolvimento de Jeff Beck, por si só já diz muito. Afinal de contas, o gênio genioso não é lá muito chegado em confraternizar com a raça humana. Mas aqui acabou participando de três faixas, com a velha clássica que lhe é peculiar. E relembrar velhos clássicos como “(I'm Your) Hoochie Coochie Man”, “I Just Want To Make Love To You” e “Born Under a Bad Sign” nunca é demais. Mesmo sons menos conhecidos pelo público em geral acabam ganhando um significado atemporal quando revisitados por essa turma de feras de primeira grandeza.

Mais que um álbum tributo, Paul Rodgers prestou verdadeiro serviço de utilidade pública ao apresentar a novas gerações um dos músicos mais influentes de todos os tempos. E o principal, fazendo isso com a classe e talento que lhe é peculiar nos trabalhos próprios. Item obrigatório em qualquer discografia que se preze e uma verdadeira aula de história da arte.

Paul Rodgers (vocals)
Pino Palladino (bass)
Jason Bonham (drums)
Ronnie Foster (Hammond)
David Paich (piano)
Jean McClain (backing vocals)

Entre parênteses os guitarristas de cada faixa.

01. Muddy Water Blues (Acoustic Version, Buddy Guy)
02. Louisiana Blues (Trevor Rabin)
03. I Can't Be Satisfied (Brian Setzer)
04. Rollin' Stone (Jeff Beck)
05. Good Morning Little School Girl Part 1 (Jeff Beck)
06. (I'm Your) Hoochie Coochie Man (Steve Miller)
07. She's Alright (Trevor Rabin)
08. Standing Around Crying (David Gilmour)
09. The Hunter (Slash)
10. She Moves Me (Gary Moore)
11. I'm Ready (Brian May)
12. I Just Want To Make Love To You (Jeff Beck)
13. Born Under a Bad Sign (Neal Schon)
14. Good Morning Little School Girl Part 2 (Richie Sambora)
15. Muddy Water Blues (Electric Version, Neal Schon)

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